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Notícias da Metrópole | Novo Refis do ISSQN oferece 100% de desconto em juros e multas
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Notícias da Metrópole | Novo Refis do ISSQN oferece 100% de desconto em juros e multas

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Resumo editorial

Pessoas e empresas com dívidas de ISSQN com a Prefeitura de Campinas têm uma oportunidade inédita para regularizar a situação. O novo Refis oferece 100% de desconto em juros e multas para pagamento à vista, primeira vez que o município oferece esse nível de abatimento. Estão habilitados todos os contribuintes do ISSQN, especialmente prestadores de serviços como telecomunicações, informática, contabilidade, escolas e estacionamentos. A expectativa de arrecadação é de 100 a 150 milhões de reais. O programa também tem viés estratégico: aumentar a média histórica de arrecadação de 2024-2026, que servirá de piso garantido para a transição ao IBS na reforma tributária. Parcelamento possível até dezembro deste ano, com redução decrescente conforme a adesão for adiada.

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[música] [música] Atenção, você que tem débito com a prefeitura em relação a um imposto sobre serviços de qualquer natureza ou ISSQN, está aberto o refiz, uma possibilidade de negociar as dívidas com desconto. de 100% em juros e multas. Então, sobre como aderir as datas, se é online ou presencial, eu aciono a repórter Taila Ramos com as informações. Seja bem-vinda. Boa tarde, Taila. Oi, Gabriel. Boa tarde para você, a todos que nos acompanham. Pois é, não só as pessoas, como empresas, também prestadores de serviços de Campinas terão agora essa oportunidade de quitar dívidas por meio do novo Refiz, dívidas relativas ao ISSQN, com 100% de desconto em juros, em multas também. Vamos entender melhor como funciona o programa com o Aurílio Caiado, que é secretário de finanças, está aqui ao meu lado e fala conosco sobre o assunto. Secretário, muito obrigada por nos atender pra gente iniciar, então, como é que funciona essa nova edição do Refiz? Qual que é a novidade pra edição deste ano? Bom, a novidade é que você tem um desconto de 100% do juros e da multa. É a primeira vez que a prefeitura oferece esse nível de desconto, quer dizer, retirar totalmente tanto os juros quanto a multa para que as pessoas possam eh resolver os seus problemas com o ISS, né? E aí, quem pode aderir a esse programa, quais tipos de dívidas também podem entrar nessa negociação, secretário? Todas as dívidas relativas a ISSQN são só ISSQN. IPTU não entra nesse refiz, né? que é um refiz específico para um tipo de imposto que é o imposto que tá acabando, inclusive, porque com a reforma tributária, [limpando a garganta] o ISSQN vai acabar e vai entrar o IBS. Então, então eh é uma oportunidade de você liquidar suas dívidas também com a prefeitura relativas ao ISS. Bom, quando a gente fala do ISS, quais setores devem ser mais beneficiados, né, com essa nova oportunidade, então, de regularização? todos os setores que prestam serviços para a prefeitura. Os maiores contribuintes de ISS são os serviços de telecomunicações, informática, mas também serviço de contabilidade, as escolas, o os estacionamentos, todos os serviços que prestam para a população diretamente ou para empresas. Eh, também eles pagam esse imposto e esse imposto tá com essa vantagem. Bom, e hoje qual que é o valor em média dessa dívida ativa com a prefeitura? Há também uma expectativa de arrecadação com o lançamento do refiz. Há uma expectativa de arrecadação de 150 milhões, 100 a 150 milhões com refis. E é importante esclarecer que o objetivo desse refiz não é simplesmente arrecadar mais para a prefeitura, mas é criar uma média, porque com a criação do novo imposto, o IBS, ele a lei criou uma possibilidade de ter uma média de 2024, 2025, 2026. da arrecadação média do ISS nesses 3 anos será como se fosse um piso, uma garantia para que no IBS, em nenhum ano, a prefeitura receba menos do que esse valor. Então daí é importante que a gente aumente a média de 2026 para poder manter uma média boa entre os 3 anos e a gente poder, então Campinas fica garantido que vai ter um piso pelo menos dessa média nos próximos 40 anos. tem essa oportunidade para as empresas, né, de pagamento com desconto de 100% em juros, em multas, isso vale para qualquer forma de pagamento? Quais são as condições, secretário? Não, esse refiz é muito específico porque a gente precisa eh o objetivo é receber o pagamento neste ano de 2026, porque é quando a gente precisa elevar essa média. Então o refis ele ele é tem uma grande vantagem de até 100% para pagamento à vista, mas você só pode parcelar até dezembro. Então quem aderir agora no mês de julho, por exemplo, mês de junho, ele vai poder parcelar em até sete vezes, porque de julho a dezembro. Quem aderir em julho já vai poder parcelar só em seis e assim por diante. Se deixar para pagar em dezembro e aí é só pagamento à vista. Então, se você pretende pagar de uma forma parcelada com e aí tem uma redução dos juros, uma redução considerável dos juros que vai de 80 até 60% de redução, você quanto antes você eh aderir ao refiz, mais parcelas você vai conseguir fazer. Bom, e a adesão a esse processo, ela é totalmente digital, secretário, como é que como é que o contribuinte faz, inclusive para acessar, né, essa plataforma e aderir ao Refiz? Essa plataforma tá disponível. Se você digitar no seu computador ou no seu celular www.campinas.sp.gov.br, br, já na página inicial aparece um banner de do refiz e aí clicando no refiz 2026 você já entra e já faz tudo digitalmente. Bom, e reforçando então qual que é o prazo paraa adesão, né, do contribuinte? Existe alguma expectativa de prorrogação desta edição do Refiz? Não, calmas. [risadas] Apenas começamos a o prazo. O prazo foi iniciado anteontem e está tá ficará em vigor por meses, tá? Então, até final de julho ele vai estar funcionando. Bom, para quem tem ainda alguma dúvida, né, em relação ao programa, quais são os canais de atendimento disponíveis, como consultar também essas informações, né, e opções, então, de pagamento? Bom, é tudo feito online, mas caso o o contribuinte ou a empresa tem alguma dificuldade, tem os canais que os próprios contadores das empresas já utilizam mesmo, que eles podem utilizar, ou os canais digitais, como WhatsApp ou e-mail ou eh eh mensagens por meio de de de WhatsApp, a gente tem várias várias maneiras de tirar as dúvidas que não precisam ser presencialmente aqui na prefeitura. É para consultar então os canais de WhatsApp, site também, onde o contribuinte ele pode encontrar essas informações. No mesmo site, na mesma página do Refiz, já tem todas as informações. Secretário, muito obrigada por nos atender. Conversamos então com o Maurílio Caiado, ele que é secretário de finanças da Prefeitura de Campinas sobre o novo refiz, então lançado recentemente, reforçando prazo para adesão até julho, então adesão completamente online. Eu volto com você aí no estúdio, Gabriel. Tudo muito bem explicado. Muito obrigado, Taila Ramos. E também a disponibilidade do tempo, as informações que foram passadas pelo Aurílio Caiado, secretário municipal de finanças. Bom, e olha só, Campinas recebeu ontem o lançamento de dois novos projetos culturais voltados para crianças e adolescentes do Parque Oziel. As iniciativas realizadas pelo Instituto CPFL vão oferecer aulas gratuitas de música, dança afro e balé clássico, ampliando o acesso à cultura e à formação artística na região. O Instituto CPFL lançou nesta quinta-feira dois novos projetos culturais no Parque Oziel em Campinas. As atividades serão realizadas na Associação Amigos da Criança, a AMIC, e devem atender centenas de crianças e adolescentes da região. A gente tá muito feliz, estão fazendo a abertura de dois projetos que tem uma parte cultural e uma veia artística de alta qualidade. Então esse tanto a escola Lodum quanto o Cisne Negro tem isso em comum. Que mais eles têm em comum que liga com o Instituto CPFL? o propósito. Então, essas escolas elas têm o trabalho com crianças e adolescentes desde a base. Então, quando a gente olha, né, aqueles músicos do Lodum, olha aquele bailarino em cima do palco, é lindo, a qualidade artística é enorme, mas como isso começou? Então aqui é um dos lugares que isso vai começar, quando a gente trabalha com a formação desse cidadão, dessas crianças e desses adolescentes. A escola Lodum, ela começou em Salvador em 83, são mais de 40 anos. O holodum começou há 47 anos. Então para você ver como é importante ter uma escola caminhando junto, é essa escola que tá vindo para cá. Entre as novidades está a implantação do primeiro núcleo da escola Holodum no estado de São Paulo. O projeto vai oferecer aulas gratuitas de percussão, canto e dança afro para 300 alunos. E é um projeto que além de formar percussionistas, né, sarinas, meninos e meninas, eh pessoal na na área de teatro, na área de informática cultural e uma série de outras linguagens culturais, formou principalmente pra vida. E é exatamente isso que nós pretendemos com a implantação do projeto da escola Lodu em Campinas. Não é apenas formar excelentes percussionistas que nós sabemos que iremos formar, ótimos cantores e cantoras que sabemos que iremos formar, ótimos dançarin dançarinos e dançarinas de pontos que sabemos que formaremos. O objetivo principal desse projeto é, além de formar grandes profissionais na área de da arte e da cultura, é formá-los paraa vida, transformá-los em cidadãos, em cidadãos e cidadãs, em pessoas que possam gerir e apontar o seu próprio destino. Outro projeto lançado é o núcleo de dança Cisne Negro. A iniciativa oferece 100 vagas para aulas de balé clássico e marca a primeira unidade da companhia fora da capital paulista. A Cisne negro sempre teve a participação social com as crianças. A gente tá trazendo para Campinas. É a primeira vez que a gente tá saindo da capital e viemos para Campinas, que tem arte eh no seu desde o começo da cidade. A o Cisne Negro sempre apoiou o as crianças porque a parte de educacional [risadas] e artística é que vai levar essas crianças, né, vulneráveis, que para elas terem um conhecimento de arte e um conhecimento do próprio corpo. A partir daí, com certeza, elas vão crescer. e com uma consciência melhor da sua vida. Os projetos chegam ao Parque Oziuel com a proposta de aproximar as crianças da arte, da cultura. Música, dança e balé clássico passam a fazer parte da rotina de diversas famílias daqui da região. Olha, primeiro que a gente tá falando de uma área eh que a gente é notoriamente com uma vulnerabilidade e a gente sabe o quanto a cultura é um grande é uma grande linguagem, né, através desses dois projetos que podem fazer uma transformação social aqui, se agregando aos movimentos que já acontecem, porque a gente tem que dizer que aqui é uma área e que é fértil de cultura, mas com poucas oportunidades, mas fértil porque as pessoas fazem muita cultura. Então, dois projetos estruturados que vão ter uma continuidade, eles vão significar primeiro cidadania, mas uma grande transformação social, porque a gente sabe que a cultura ela dá pertencimento, ela permite que a gente dialogue com todas as outras questões. Então, a gente tá muito feliz. Para representantes de movimentos em Campinas, a chegada da escola Lodum ao Parque Oziel também amplia o acesso à cultura afro brasileira e cria novos espaços de formação e pertencimento para crianças e adolescentes da região. Projetos acaba entrando numa segunda alternativa no meio de sobrevivência dessas pessoas que estão em vulnerabilidade social. Então, tanto na educação, cultura ou esporte, é sempre bom a gente dialogar com as nossas crianças, com as nossas juventudes, para que não sejam perdidas aí no decorrer do processo da vida, que a gente sabe, principalmente nesses espaços onde a criminalidade aflora muito mais. [música] A Prefeitura de Campinas, por meio da Secretaria de Saúde, iniciou uma estratégia para ampliar a vacinação contra a gripe entre crianças. As doses estão sendo aplicadas diretamente em escolas municipais de educação infantil e a medida busca aumentar a cobertura vacinal que ainda está abaixo do esperado. A ação teve início no Centro de Educação Infantil Professor Otávio César Borg, na região do Parque Floresta. Ao longo do mês de maio, cerca de 70 escolas devem receber as equipes de saúde. De acordo com a coordenadora do Programa de Imunização de Campinas, o principal objetivo da iniciativa é vacinar crianças de 6 meses a menores de 6 anos. público que ainda apresenta baixa cobertura vacinal na cidade. Então, considerando que a estratégia de vacinação contra influenza iniciou no dia 28 de março, então já temos aí mais de um mês de vacinação. A gente ainda não chegou nem a 15% da cobertura vacinal para crianças, né? Então pra gente é um número muito baixo e a gente sempre tem essas estratégias para ampliar, né? Então levar a vacina para mais perto da população. Nesse caso, as crianças, né? os locais que elas mais frequentam são as escolas. Então, considerando a faixa etária, a nossa proposta, né, de intensificação é levar a vacina pro centro de educação infantil, né? Então, essas escolas municipais que atendem criança nessa faixa etária preconizada. Ainda segundo Xaúa, a vacina é a forma mais eficaz de prevenção contra a influenza, especialmente durante o período de maior circulação do vírus no outono e no inverno. A vacina é a principal estratégia de prevenção contra a influenza. O ideal que as pessoas recebam a dose o quanto antes, nos meses mais frios, mais secos, existe aí uma circulação viral maior, né? Então a gente quer que pras crianças, né, para todos os grupos prioritários, para que eles passem por esse período com mais segurança, que eles recebam a dose o quanto antes. A vacinação nas escolas busca ampliar esse índice, levando imunizante a um dos principais espaços de convivência dessa faixa etária. Isso é um aspecto extremamente relevante quando a gente pensa na articulação entre a Secretaria da Educação e a Secretaria da Saúde nesse movimento de cuidado e proteção das crianças, trazendo a vacinação como possibilidade também dentro das escolas. Isso ajuda muito as famílias, os responsáveis legais na logística, que não precisam ir até os centros de saúde, tendo essa possibilidade de também vacinar as crianças nas escolas. Antes da aplicação, os pais ou responsáveis precisam autorizar a imunização. As equipes também verificam a carteira de vacinação para atualizar outras doses se necessário. Então isso é fundamental para vacinar criança, né? sem fora do centro de saúde, a gente sempre exige ou a presença dos pais ou uma declaração, né, dizendo que eles autorizam a vacinação, né? Então isso sempre é combinado entre a escola, a equipe de saúde com os pais e responsáveis. Então, caso eles não tenham assinado o termo de autorização anual, que é entregue para eles no momento da matrícula ou rematrícula, eles têm a oportunidade de assinar essa autorização também ali na articulação, né, desse combinado da da estratégia. A pequena Jennifer Sofia, de 5 anos, recebeu a dose acompanhada do pai e mostrou muita coragem. É bom que, tipo, às vezes a gente na correria do dia a dia deixa passar batida alguma vacina, é bom que aqu eles reforçam isso aí, vê se a caderneta tá tudo certo. E você, princesa, não chorou? Tá tudo certo? Sim. Doeu muito? Não, não. Além das escolas de educação infantil, a vacina continua disponível para o público prioritário nos centros de saúde. A meta da secretaria é alcançar 90% de cobertura vacinal entre esses grupos. Então, são 69 centros de saúde que estão ofertando a vacina a partir das 8 horas da manhã até o horário de encerramento das unidades. Temos vários centros de saúde no município que abrem aos sábados. Então aí não faltam oportunidades para que as pessoas procurem, né? São quase 500.000 pessoas no nosso município que já podem ser beneficiadas com a dose. Então é importante que procurem um serviço de saúde. Só pra gente evidenciar para quem tá em casa, eh quem são quem faz parte dos grupos prioritários? Então todos os idosos, né? pessoas a partir de 60 anos de idade, as gestantes, puérperas, que são aquelas mulheres que deram a luz aí até 45 dias, todas as crianças até 5 anos de idade, os trabalhadores da saúde, da educação, pessoas com comorbidades, então quem tem diabetes, pressão alta, problema do coração, pulmão, então uma série de pessoas, todos os trabalhadores de segurança das forças de salvamento, então todas essas pessoas já podem receber a vacina. E pra gente encerrar o jornal Câmara Notícia, tem reportagem especial. Conciliar a rotina no serviço público com a maternidade é um desafio diário vivido por muitas mulheres. A jornada dupla exige organização, sensibilidade e força emocional para cuidar da família sem abrir mão da carreira. Em homenagem ao Dia das Mães, cinco servidoras da Câmara Municipal de Campinas compartilham histórias de dedicação, equilíbrio, superação. Mesmo diante de desafios do matenar, elas seguem transformando dificuldades em inspiração. Os relatos revelam a potência e a humanidade das mães que também ajudam a construir o serviço público da cidade. [música] A maternidade e a carreira profissional interagem de forma complexa, impactando a trajetória de mulheres. No Brasil, 59.1% das mães que trabalham disseram ter dificuldades na conciliação. No serviço público, elas somam 40%. Na Câmara Municipal, das 178 servidoras, incluindo as vereadoras, 75 já tiveram alguma licença à maternidade ou declararam ter filhos no imposto de renda, o que representa 42%. No trabalho, muitas histórias que vão além dos corredores. Elas que se dedicam à carreira pública, trazem vivências desafiadoras, cada uma com um caminho para viver a maternidade. Eu sempre tive vontade, sim, de ser mãe, mas eh eu tinha outras prioridades antes disso, né? outras coisas que eu tinha vontade de fazer e conversava, né, com o meu marido. A gente sempre falou sobre isso. E aí, eh, aí de repente depois que eu já tinha passado, né, por algumas fases, os estudos principalmente, né, aí veio essa essa vontade de falar: "Não, agora agora acho que dá pra gente, né, dar esse próximo passo." A gente esperou um pouquinho para saber o sexo, então foi durante um exame, né, que eu tava fazendo ali de ultrassom mesmo. E aí a médica falou: "Ah, é um menino". Daí eu fiquei muito feliz, né? E ele também, mas ele é filho único e eu também. Então é o primeiro neto dos dois lados. Então tá todo mundo super feliz. estar em sala exigia uma jornada muito pesada na minha casa, porque eh o professor leva muito trabalho em casa, então era planejamento, eh correção de atividades, fazer outras atividades. E eu estava com uma criança pequena em casa, bebê, em fase de diagnóstico também, né? Porque ela é ela é pessoa com deficiência. Então isso também pesou na decisão de mudar, né? Eu tinha prestado também outros concursos na época e os convites vieram meio juntos. Eu acabei optando pela Câmara, eh, que não tinha essa esse volume de trabalho em casa. Quando eu entrei aqui na Câmara, a minha filha, Luciana, ela tinha a idade do meu filho, hoje tinha 9 anos. Eh, eu vim para Campinas porque eu sou de Piracicaba. Minha família toda é de Piracicaba. A Luciana eu tive quando eu tinha 16 anos, né? E então quando eu vim para cá, eh, vim para trabalhar com um vereador, né? Não tava nem pensando porque eu trabalhava de coordenadora e dava aula numa escola aqui em Campinas e daí eu conciliava a escola, a Câmara e a maternidade com a mãe. Eu fiquei com o o [música] aqui na Câmara, mas o segundo emprego eu fiquei em mais de seis meses porque não dava conta. Quando eu me casei, meu esposo também concursado veio para pro estado de São Paulo. Aí eu vim para Campinas em 2014 e agora meus dois filhos nasceram aqui, um em 2017 e o outro em 2020. Quando eu tive a primeira foi um bacos [risadas] dar conta de tudo sozinha e eu vi que não, porque precisei [música] de uma ajuda, né? E fala contr eh efetivamente tinha uma babá porque minha família tava em Minas, né? não tinha rede de apoio. Pensei em colocar lá na escolinha, ficou muito doente, então foi um bac. Já o segundo já já tinha aprendido percorrer o caminho, então foi já tava muito mais estruturado. Era um desejo que a gente compartilhava, sempre compartilhou, né? E nós eh demos então a entrada na vara especializada aqui de Campinas. E depois disso foi que a gente compartilhou com a família. Minha família tinha uma certa um certo receio em relação à adoção. Quando ligaram para mim, na verdade pro meu marido e falaram: "Tá pronto para conhecer seus filhos?" Eu tava dirigindo e eu chorava tanto que eu não conseguia mudar de faixa. E eu fiquei naquela faixa e consegui sair dela. E eu ainda tinha outros trajetos. Eu falei: "Não, eu vou para casa, não tenho condição de planeir em nenhum lugar mais". E eu moro numa chácara. Eu cheguei, meu marido estava com uma vassoura varrendo a terra. Eu falei, eu acho que ele tá tão desorientado quanto eu. Em meio a tantos compromissos pessoais e profissionais, o desafio de ser mãe vai além do maternar. Com esse olhar, a Câmara Municipal tem o espaço criança, que fica no plenário da casa. E justamente por conta de uma tragédia envolvendo uma servidora que em junho do ano passado foi vítima de feminicídio com o seu bebê de 2 meses, é que aqui que representa a possibilidade de tantas mães participarem de decisões no legislativo perto de seus filhos, recebeu o nome de Cris. Neste ambiente comum, em um órgão político e administrativo voltado para a criação de leis e a fiscalização do município, [música] cada uma, a seu modo, faz da resiliência uma amiga para essa jornada. Mãe de primeira viagem, mãe atípica, mãe avó, [música] mãe solo, mãe por adoção, enfim, mães. E aí a gente fez o o pedido da adoção, porque assim, você quer conhecê-los, agora você vai pedir para adotá-los. [música] A gente foi orientado pela equipe técnica, ficando num cantinho como quem não quer nada e as crianças brincando assim num espaço e o menino quietinho e a menina e falava e o menino quietinho e ela falava e eu queria agarrar eles, eu queria abraçar. Depois a equipe, as duas meninas chamaram os dois, falaram: "Olha, a gente encontra um papai e uma mamãe para vocês". e mostrou a nossa foto. Meu menino falou assim: "Eu acabei de ver esse moço saindo daqui [roncando] e entre conhecer as crianças e eles virem para casa foi um mês. Então a minha gestação durou um mês. Minha irmã caçula me deu o primeiro enxoval, eu não tinha nada. Construímos um quarto em duas semanas. E assim, eles são a riqueza da minha vida. Não consegui imaginar que eu ia perder o Paulo tão jovem, né, e com filhos tão pequenos ainda. A Melissa tinha 5 anos, o Eduardo tinha dois. Então, eram pequenos, né? E a vida mudou de de uma hora para outra. Então, tudo aquilo que eu idealizei, sonhei, de repente não existia mais. Então, é difícil até hoje eh aceitar. Além de eu ter que lidar com a minha dor, eu tinha que tá forte. Eu não não escondia as minhas emoções. Meus filhos viam chorando e tudo, mas eu tinha que dar conta, né? Eu tinha que me tirar forças eh para poder seguir adiante. Eu falo que meus filhos eram, eu eles achavam que era a fortaleza deles sem saber que eles, na verdade, que eram a minha, né? são a minha, minha família agora acabou por vir para Campinas, meus pais. Eh, então a [limpando a garganta] gente vai ressignificando a nossa trajetória, né? Ela falou: "Mãe, eu vou casar, o meu Jen é uma pessoa maravilhosa, companheiro, um paisão." Aí resolve casar e daí no dia do casamento dela, acho que no outro dia a gente descobre que ela tá grávida. Ela casa e a gente descobre que tá grávida. E assim, foi assim uma uma felicidade e é escadinha, tá, Mirna? Eh, Maria Rita, Teresa, Elisa e o Benjamim de um ano. Uma expectativa meio maluca, né? Porque eu de novo grávida, com o o medo era totalmente diferente. O que eu passei na minha gravidez, na primeira gravidez, não era na segunda, é cheio de ai que medo, não vou fazer isso, não vou fazer aquilo. Mas aí assim, minha filha, ela tava ali para mim também cuidando, me ajudando assim. E hoje que nem ela foi sua rede de apoio naquele momento. Foi muito, [música] muito. A Luciana foi minha rede de apoio. Ela tem um vocabulário muito rico, né? Um vocabulário que é muito interno, ela não consegue expressar verbalmente. E aí eu tive a ideia de fazer esse livro contando um pouquinho, dando um pouco de voz, né? Dando voz a ela para contar a própria história e para ela se ver também no livro, porque ela ela gostava muito de foliar, mas ela não tinha paciência de ouvir histórias. Então, a gente fez todo um treino para ela aprender a sentar, ouvir uma história. E aí esse livrinho quando chegou, ela se viu ali dentro do livro identificando a vovó, o vovô, os ambientes que ela gosta. Então, foi muito legal eh eh ajudá-la a entender que o livro tem uma função. Maternidade atípica é equilibrar [música] eh expectativas, frustrações, esperanças e comemorar, né, cada avanço. Acho que esse vínculo é muito mais do que um cordão, [música] mas se constrói no dia a dia mesmo com muita paciência, com muita sensibilidade, com muito amor incondicional. E eu digo sem romantismo que a minha filha me fez uma pessoa melhor e me faz uma pessoa melhor. A cada dia, aprende mais com ela. Então é muito [roncando] bom ser mãe daá. Na Câmara são mães vereadoras, concursadas e comissionadas e as que atuam nas empresas terceirizadas. Com desafios diversos. O apoio em cada fase é essencial para que essas mulheres consigam unir [música] a trajetória profissional e o maternar. A ideia é justamente dar uma atenção para ele, mas também seguir na minha carreira, né? Continuar fazendo as coisas aqui na Câmara, né? Acho que o trabalho é algo que é importante também na minha vida, né? Meu trabalho, minha carreira. Então vai ser uma uma é também uma adaptação. Eu tenho uma família que me apoia muito, né? Meu esposo, meu me minha família, tenho uma ajudante que é meu braço direito e aqui na Elecamp também, né? Uma equipe que entende essas questões que são específicas, né? De uma jornada que continua muito aqui. Então, uma equipe que trabalha muito junto, muito unido. Então, sou muito grata a Deus por ter e essa rede de apoio, né? E eu gostaria que todas as mães tivessem, porque realmente faz diferença no dia a dia. A maternidade solo para mim foi uma necessidade, né? Não foi, foi uma escolha que eu fiz aqui na Câmara, aqui em Campinas, a minha família, todo mundo foi muito acolhedor, porque todo mundo soube a nossa história, né? Então a gente veio apoio de lugares, né, que a gente não espera. Mas é uma é um é uma dor assim silenciosa, né? Porque tem momento que você tem que respirar fundo e ver aquelas duas pessoinhas e falar: "Vamos, vamos seguir." Quando a gente sai, ninguém fala que se o meu filho é tio. Às vezes parece: "Ah, as crianças é tudo sua, não, eu sou avó". Avó, ninguém acredita que eu sou avó de quatro, mas o meu filho é assim apaixonado pelas crianças, porque ele fala assim: "As minhas sombrinhas, que é as sombrinhas dele, né?" né? E agora minha filha tem um menino que ele falou: "Mãe, eu não aguentava mais menina, precisava de um menino". É super divertido. Cansa, viu, gente? Mas [música] é divertido. É uma maternidade real da mulher que de repente gera e e tem o seu parto e ela fica lá amamentando e ela não dorme e ela tá cansada e ela precisa de ajuda. Em uma ocasião ele, por que que ela me deixou para trás? Por que que isso aconteceu? Por quê? Porque o meu filho? Eu não posso explicar. Não consigo dizer isso para você, sabe? E você sentir que aquele afago foi o que me tornou mãe dele. Ele me reconheceu mãe. Eu nunca achei que uma licença maternidade era tão necessária, porque eu me tornei mãe, eu me descobri mãe e eles filhos que eles tiveram aí uma lacuna de 2 anos sem vínculo parental, né? Mas eles também eram uma familinha que chegou em outra família. E para eles estarem naquela condição de precisar encontrar uma nova família, é porque eles sofreram uma situação que colocava eles num risco enorme. Sem romantismo, elas avaliam que a mulher não deve ser definida apenas pelo papel de mãe, mantendo sua saúde emocional e a sua identidade. E mesmo não se prendendo às perfeições, o presente é vivido no dia a dia com seus filhos. [música] Tem dias que tô um pouco mais ansiosa, tem dias que eu tô bem tranquila assim. A mãe se especializa em muita coisa, né? Nos cuidados, na legislação de garantia de direitos, enfim, a gente aprende muito e faz disso não só uma bandeira de luta, né? Eh, mas uma vida, né? É uma jornada, é a minha vida, ela é a minha vida e hoje, eh, eu tenho muito mais conhecimento. Se eu tivesse em sala de aula hoje, com certeza seria uma professora muito melhor do que já fui pelo conhecimento que ela trouxe, né? Quando o filho é nosso, a gente quer educar [música] o melhor caminho, ensinar tudo. Com os netos também é assim, né? Mas assim, você parece que você tem um acalento diferente com os netos. A hora que ele fala assim: "Vovó, de manhã eu ligo e faço chamado de vídeo". Assim, um é uma coisa tão grandiosa, tão gostosa, [música] que assim, eu me vejo tanto que eu ligo pra minha filha e falo: "Ai, como meus filhos estão?" Porque é assim que eu trato eles. Eu falo: "Vovó, te amo, vovó, mas eu falo: "Come meus filhos estão". Assim, é a coisa mais gostosa do mundo. Eu amo meus netos, eu amo minha família. Eu sou uma mãe presente, eu acompanho tudo e eu acho que eles estão indo bem, sabe? Os dois. Eu tenho um pai que ele é maravilhoso e às vezes eu me emociono de pensar, meus filhos não vão saber o que que é ter um pai, né, presente, mas eu sou uma mãe que tô aí e tô aí para isso, né, e eu e vai dar vai dar certo. É alma, é âmago, é espírito, é profundo o vínculo que eu tenho com eles. A minha família é o amor da minha vida. E por mais que eu trabalhe aqui, que eu tenha jornada de mãe, que eu advogue agora, não importa. Nada disso pode superar o momento de eu estar com eles, de viver junto, de curtir. เฮ [música] [música] เฮ [música]
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