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[Música] [Música] A gente abre a edição de hoje com uma reportagem sobre o impacto pedagógico e o papel de uma escola que de Campinas na valorização de resgate e fortalecimento da identidade negra. A educação tem sido uma das principais ferramentas para combater o racismo estrutural no Brasil. O projeto Africanidades realizado na escola Oziel Alves Pereira no Parque Oziel representa essa luta. Esse projeto é uma ação de implementação do ensino de história e cultura africana e afobrasileira no currículo em cumprimento da lei 10639 que modificou a LDB e tornou obrigatório ensino de história e cultura em toda a rede de ensino do Brasil particular e pública. Os estudantes estão super envolvidos com a causa. Esse projeto para mim é muito importante. Desde o primeiro dia que eu cheguei aqui na escola, esse projeto já tava em pauta. E esse projeto não só fala de africanidades, mas também fala de detalhes pessoais, como cabelo, cor, raça, sexualidade. A gente se sente muito acolhido, sabe? Por causo nenhuma da das escolas, eu acho, daqui de Campinas tem esse projeto, sabe? Para poder ajudar nas coisas, essas coisas. O cotidiano da escola tem inúmeras ações. Eu acho que tem a intencionalidade de ser cotidiano. Então a gente acredita que tem desde um painel até a marcha das africanidades que acontece a cada ano e uma série de ações que caracterizam às vezes evento, mas sobretudo pensando no cotidiano. Então, a preocupação com cabelo, a preocupação com a estética da escola, a preocupação com material didático, a preocupação com a biblioteca, no sentido de que se tenha um massivo que garanta a possibilidade das crianças entenderem a partir dos livros, a partir das referências que a gente recomenda, que eles fazem parte dessa sociedade, que eles se constitu, sobretudo que o currículo tem que representá-los. Um impacto pedagógico que valoriza o resgate e o fortalecimento da identidade negra. O informe aplicativo, eu sou, tô terminando o doutorado e aí a ideia de pensar narrativamente por escrito, né, porque existe uma mística de que a cultura negra ele oral, a gente tem assumido também a perspectiva de que a oralidade é princípio filosófico. Então, a filosofia que constitui as escritas, os registros, elas compõem também parte desse processo. Então, em forma aplicativa, ele começa com uma denúncia de um aluno sobre racismo que ele tava vivenciando e chegamos agora esse ano a pretensão de fazer 12 edições, né, onde uma parte é custeada pela escola e acredito que talvez sejamos a primeira escola a ter uma verba destinada a um trabalho de implementação desse repertório que a gente chama de africanidades. Uma das iniciativas da escola utiliza bonecas que representam diferentes etnias e contextos de luta, ajudando os jovens a refletirem sobre a adversidade e a importância da igualdade racial. A minha história que essa boneca é, ela representa muitas pessoas que têm síndrome de D, principalmente da pele preta, que não são muitas pessoas, mas mas a maioria são. E como dá para para perceber, ela tem lábios carnudos e ela é uma boneca que representa um síndrome de Dal. Aí ela é muito importante para mim essa boneca. Minha relação com essa boneca é que ela representa as pessoas que são deficiente visual, que não consegue enxergar que tem dificuldade e ajudar mais as pessoas que são deficientes visual com relações aos estudos e à africanidade juntos. Através dessas bonecas, os estudantes têm a oportunidade de vivenciar de forma mais concreta as questões raciais e sociais que atravessam o Brasil. Ela me representa uma boneca eh com deficiência física, né, que a escola proporciona pra gente. E ela tem pele escura, que é uma coisa muito nova para mim, porque eu nunca tinha visto uma boneca de pele negra. Como é o projeto realizado aqui para vocês? Ai, para mim é muito bom. É um projeto é em forma aplicativo, né? E é muito bom também. Gosto bastante. [Música] [Música]