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[música] [música] Olá, está começando mais um Faça Você mesmo. No programa de hoje, você vai aprender [música] como transformar um pedaço de argila em uma peça única feita à mão. Quem vai ensinar tudo pra gente [música] é a multiartista Carolina Guimarães, mais conhecida como Nila Aor. Ela vai ensinar pra gente como fazer [música] uma casinha de cogumelo de cerâmica. É isso? Isso mesmo, Nela, seja muito bem-vinda. Faça você mesmo. Certo. Então, pra gente começar, a gente tem que entender argila, né? O que que é argila e como ela se comporta. [música] Argila é um material muito gostoso de manusear, de fazer coisas, de modelar. [música] material que tá na nossa ancestralidade porque é muito antigo. Os povos antigos de todo o mundo, desde daqui Brasil até o Japão, modelam em argila, mas a argila tem as suas [música] especificidades, suas características. Então, quando a gente modelar a nossa peça, ela provavelmente vai secar. Aqui eu tenho um pedaço de argila seca. [música] Uhum. A gente percebe que ele tá mais claro, ele fica mais claro, mas a argila ela precisa ser queimada. Uhum. Hoje a gente não vai mostrar o processo da queima porque ele [música] acontece depois que a peça seca, mas quando ela é queimada em alta temperatura, num forno específico, [música] é quando ela vira cerâmica e aí ela fica mais rígida. Uhum. Depois de ser queimada, e a gente passa um esmalte, que é essa pintura [música] brilhante. Aí ela volta a ser queimada para [música] eh ter esse acabamento. Por que que ela precisa ser queimada? A argila seca [música] ela não é resistente à água e ela é bem frágil. Então pra gente até fazer o experimento. Aqui eu tenho um pedacinho de argila seca. A gente vai deixar ele [música] aqui na água. Daqui a pouco ele já volta a ser argila. Entendi. Então tem essa possibilidade [música] também. Também. Se a pessoa quiser modelar pelo gosto da modelagem, dá para ela fazer. Quero fazer de novo. [música] Põe na água, ela vai voltar a ser argila. Certo. Bacana. A gente tava conversando aqui um pouquinho antes de começar o programa. Estava me explicando [música] que é tem a argila que é com a cerâmica, né? Vira ali, tem precisa ir pro forno na temperatura alta. E tem a [música] cerâmica fria, que é diferente. Isso. A cerâmica fria, ela é uma massa plástica tipo biscuit. Então ela não precisa ser queimada, mas ela não é recomendada a se transformar em objetos que vão entrar em contato com alimento. Então, por exemplo, eu fiz [música] esse pratinho aqui. Ele é um pratinho de argila queimado e esmaltado. O esmalte ele cria uma [música] superfície que você consegue pôr o alimento e lavar depois. A cerâmica fria vai ser pintada com tinta. tinta plástica. Então você ao lavar ou entrar em contato com alimento, pode [música] ser que contamine ou a tinta vai sair, vai descamar. Então não é recomendado para alimentos, [música] canecas, pratos, enfim. Para objetos decorativos, a cerâmica fria é ótima. Você consegue modelar, ela seca, você pinta [música] e aí você consegue fazer enfeite, é potinho, até pratinho para guardar joia, brinco, outras [música] coisas assim. Eh, e para fazer a cerâmica com a argila que a gente tá fazendo aqui [música] hoje, precisa de um forno específico. Precisa de um forno específico. É um forno de cerâmica. É, se não me engano, o forno de cerâmica é o mesmo do vidro. Forno de vidro [música] também. Uhum. É um forno que aquece a uma temperatura maior do que 900º. Entendi. Então, a argila quando a gente vai queimar são duas queimas. Uhum. A primeira queima, ela vai acontecer ali em torno [música] de 900º, que é a queima de baixa temperatura. E aí eu acho que esse daqui, esse daqui tá só no na primeira [música] queima. É onde ela vira a cerâmica, ela fica desse jeitinho aqui, queimada resistente à água. [música] Se eu pôr água em cima desse daqui, ele absorve a água, mas ele não volta a amolecer. É, [música] essa daqui tá amolecendo já. Táendo. Esse daqui não vai voltar a ser argila mais. Ele já foi queimado. É, esse daqui não tá esmaltado. Depois de ser queimado, nessa primeira vez [música] é passado o esmalte e aí ele vai pra segunda queima. A segunda queima normalmente acontece em 1200º, 1240, 1200º. [música] E aí é um forno específico que ele tem uma parede bem grossa para aguentar o calor, para ficar bem fechadinho e a peça [música] fica queimando algumas horas lá dentro. Tem queima de 4 horas, 5 horas, 10 horas, mas dependendo da peça, é isso. Dependendo da peça e do esmalte. É assim. Tem quanto [música] tempo que você trabalha com cerâmica? Eh, a meu contato inicial foi na faculdade. Eu fiz cerâmica em 2019 na faculdade e logo depois veio a pandemia. Então eu fiquei esse tempo de 2020, 22, sem nenhum contato com cerâmica. Aí eu voltei [música] a fazer depois da pandemia, 2022, desde 2022 até agora, né? A gente vai ensinar como fazer [música] eh uma casinha de cogumelo. É uma peça fácil para quem tá iniciando, não tem muito contato com cerâmica. É uma peça divertida. Eu gosto muito de trabalhar com coisas que mexe com a nossa imaginação. Então eu [música] acho que eh a Casia comela me lembra coisas fadas e coisas assim que dá pra gente usar a nossa imaginação e também não ficar preso a é uma casinha [música] real, não é pra gente brincar. Perfeito. Então, você que tá em casa, confira aí os materiais necessários para fazer essa casinha de cogumelo. Para fazer a casinha de cogumelo de [música] cerâmica, você vai precisar dos seguintes materiais: um pedaço de argila vermelha, cartões, uma colher, uma faca sem ponta e um palito de churrasco ou de dente, um pedaço de esponja e um borrifador com água. Mila, então para começar, qual o primeiro passo? Como eh moldar essa cerâmica? Vamos começar eh explicando [música] aqui os cartões. O cartão é uma ferramenta muito importante e ele serve pra gente cortar. Uhum. Alisar, fazer detalhezinhos. O a nossa peça aqui, a nossa argila, tem bastante. [música] Então nós vamos começar dividindo ela porque uma vai ser o corpo da casa. Tô dando uma amassadinha pra gente cortar. E a outra vai ser a parte de cima. Pode dar uma apertada mesmo. Usa [música] força. Força. [risadas] Isso. Usa força aí para ela ficar mais fácil de você cortar. E aí [música] com o cartão você vai lá e vamos dividir em duas partes. Uma vai ser ali o tronco do cogumelo. O cogomelo tem tronco. Sei. Mas a parte ali do de baixo, a base do cogomelo. E o outro vai ser a parte de cima assim do cogumelo. Tá. O seu tem bastante. Eu acho que dá pra gente cortar [música] pouquinho mais até. É, vamos arrancar um pouquinho mais, ó, para você não [música] sentir tanta dificuldade. Uhum. Peças maiores, quanto maior a peça, mais difícil. Então, às vezes a gente fazer uma coisinha miudinha começando, é melhor fazer uma coisinha menor melhor. E aí, como que nós vamos fazer? Usando os nossos dedos? A gente tem que dar um formato. A casa cogumelo, eu acho que ela tem uma parte de baixo mais gordinha e uma parte de cima aqui mais fininha, certo? Uhum. Vamos dando formato, usando nossos próprios dedos mesmo, até a gente achar [música] que tá interessante. A argila ela vai rachando. Se ela começar a rachar um pouquinho, só molhar um dedinho na água, passar e aí a gente vai conseguindo dar o formato. É mais um trabalho e você vai seguindo ali do da forma como você acredita que é. [música] Sim. É, aqui a gente tá trabalhando sem uma referência, estamos trabalhando de imaginação. Mesmo aqui, né? Sim. Quando a pessoa quer uma coisa muito específica, dá para seguir uma referência. Mas o trabalho de imaginação também é gostoso, que bota na cabeça [música] para pensar. É verdade. Sim. Ajuda a criatividade. Ajuda muito. Sabia que [música] eu gosto muito de desenhar de uns tempos para cá. Eu uso muita referência para desenhar. Quero desenhar um cavalo. Pego uma foto de um cavalo para ver e desenho [música] o cavalo. Isso acaba bloqueando a gente assim no trabalho de toda hora você precisar ver alguma coisa e não fazer da sua própria cabeça. Sempre bom pôr a nossa toda hora precisar de uma referência ali, né? Buscar [música] alguma. Tudo bem que a gente busca inspirações internas, externas, né? [música] internas também às vezes, mas eh buscar sempre uma um norte por uma imagem de terceiros eh não [música] é sempre bom, né? Sempre bom você trabalhar sua criatividade, sua mente também para poder É, exatamente. Como que tá o seu? Tá assim. Uhum. Eu [música] acho que você pode tentar com o dedão, ó. Você passa o dedão, você vai puxando e você vai deixando tudo mais liso ou até puxa para baixo. Ó, se eu quiser puxar para baixo, ó, puxa aí para baixo com o dedão, tá vendo? Mas eu não quero. Então você vai [música] meio que alisando assim a peça para ela ficar mais lisa. Isso. Isso. Passando sempre o dedão. As melhores ferramentas são [música] nossos dedos. São as melhores. Para fazer a cerâmica, o melhor é a própria [música] as próprias mãos. E sim. E vai passando e vai dando formato. E pra coisa na parte de cima, você quiser virar e usar a própria mesa, ó, para deixar retinho. Uhum. [música] Usa a própria mesa para fazer aqui a parte de cima. O formato não precisa estão certinho, [música] porque nós vamos agora deixar a [música] nossa peça oca. Que que acontece com a argila? Como eu falei, ela vai num forno a uma alta temperatura, [música] 900º. Eh, muitas vezes no meio da argila, sem [música] que a gente perceba, tem uma bolhinha de ar. Uhum. E a gente não sabe se tem essa [música] bolinha de ar. A gente amassa a argila antes, que eu tava amassando antes do programa começar é para tirar as bolhas de ar, [música] mas às vezes fica. O ar em alta temperatura ele expande. Então, se tiver uma bolinha de ar [música] aqui dentro e ele expandir, ele quebra a nossa peça. Ah, entendi. No forno acaba quebrando. Acaba quebrando. [música] Então, o que que a gente faz? A gente deixa a nossa peça oca. Uhum. Com a colher, ó, a gente vai cavando mesmo. Tem que tirar tudo, toda a parte de dentro, hein? Isso porque se ficar com uma parede fina, [música] a chance de ter uma bolha de ar numa parede fina é menor do que ter numa [música] parte maciça, certo? Então a gente vai cavando mesmo, deixando a [música] nossa peça oca, entendeu? A bolha de ar dá até para eu fazer [música] umas uma aqui para vocês verem como que ela fica. Ó, vou fazer uma bolha. Aqui tem argila e eu vou fechar [música] o ar aqui dentro, tá vendo? Vou fechar o ar aqui dentro. Aqui parece que tá a bolinha [música] de argila. Tudo certo. E a gente corta no meio. Ó lá a bolha. Ah, tem a bolha. A bolha lá dentro. Uhum. E aí deixar a peça oca, por isso a colher [música] é bastante útil. É essa tentativa de não ter bolhas, isso. E não quebrar no forno. [música] O forno de cerâmica, ele é sempre uma surpresa. Uhum. Porque você nunca [música] sabe o que que vai sair vivo de lá. que pode ser que a sua peça quebre, pode [música] ser que a peça do lado que não era sua quebre e aí bate na sua. Ah, e acaba prejudicando a sua. E acaba prejudicando a sua. [música] Pode ser, pode ser que a peça trinque também, porque é uma mudança química [música] ali do material. Uhum. E aí a gente nunca sabe o que vai acontecer. Então, eh, na argila às vezes se uma coisa quebrar [música] faz parte. A gente vai treinando bastante o desapego. Complicado, né? Porque você [música] fica naquela expectativa ali depois de ver a peça pronta, depois que sair do forno, [música] né? É, fica. Pior que fica. E tem que [música] tirar quanto aqui de dentro? Sim. Tá bom. Você pode vir aqui depois com a faca. A gente vai girando porque eu vou abrir [música] o buraco aqui em cima, sempre tirando a argila aqui da material. Eu vou abrir um buraco desde daqui de cima até lá embaixo. Ah, pr encontrar. para encontrar. Exatamente. A gente vai [música] furar isso daqui. E nesse processo também tem que ter uma delicadeza para não desmanchar, né, na sua peça. É um pouco a gente acaba amassando, como a gente tá aqui no programa mais rapidinho, mas tem muito muitos artistas ou se eu tô fazendo uma [música] peça maior que a gente oca depois que a argila tá um pouquinho mais seca. Hum, entendi. Não totalmente seca, [música] mas ela tá num ponto que a gente chama de ponto de couro, que ela [música] tá um pouquinho mais sequinha ali, mais enrijecida e aí ela tá mais firminha, ela não amassa tanto, não corre esse risco de prejudicar tanto isso. O formato que [música] você já deu, né, para aquela Isso. Se você quiser aqui a faca, acho que a faca vai [música] melhor. É. Para deixar oco, quanto mais fininho você for deixando, menos chance de ter bolha. Uhum. Mas também deixar uma quantidade [música] para ela não ficar fina demais e sustentar o nosso cogomelo. Tá. É um [música] meio termo aí. É um meio termo isso. Deixa eu [música] ver se eu contar. Ai, tá bonitinho. Bonitinho. Bonitinho. Aqui tá um pouquinho grossinho. Dá para tirar um pouquinho essa lateral aqui, ó. Vem com um pouquinho. Pode tirando. Deixa eu ver como [música] tá. Ó, a nossa argila do começo como tá. Já tá molinha. Já já foi. É engraçado que a gente não para para pensar que a argila ela não é resistente à água, [música] mas depois que eu parei para pensar assim no fundo do rio, [música] porque assim, você pensa no fundo do rio, o rio secou, o chão ficou todo ali craquelado, [música] cheio de argila. Mas o rio volta, o chão volta, normal, volta normal. Exatamente. E a [música] peça a gente não pensa, a gente fica assim, mas precisa queimar ela fica, precisa. É, é igualzinho o chão do o chão do rio. Mesmo material. [música] É o mesmo material. [música] Aí, ó. Ficou ótimo. Essa é a nossa basezinha. Vamos deixar ela secar um pouquinho. Depois a gente vem fazer [música] a portinha, a janela, os detalhes, que vai ser uma casinha, né? Por enquanto, quando [música] ela seca um pouquinho para ficar firminho, a gente vai fazer a parte de cima, certo? Uhum. Dá para pegar, acho que só esse maior. [música] É esse daí. Coloca aí em cima para você dar uma olhada. É. E aí a gente vem fazendo a parte de cima de um cogumelo. É um Uhum. uma [música] meia lua de c para baixo. Você tá me entendendo o formato? Quase uma uma casinha mesmo, né? Um telhadinho, né? Telhinho. Isso. Isso. O seu ficou legal. Gostei. Aham. O seu dá para molhar um pouquinho? Se você quiser. Você pode usar até a esponja [música] que tá ali. Molha a esponja, tira um pouco da água e passa porque a sua tá bem seca. Tá vendo? Se você quiser mostrar pro pessoal, porque quando a argila racha muito, tá muito [música] seca. Uhum. E quando ela meleca muito, ó, quando meleca assim muito a nossa mão, [música] tá muito molhada. Hum, entendi. Argila, você vai sentindo [música] a quantidade de água que ela precisa. Quando ela tá rachando, é porque ela tá muito seca, é muito seca. Quando ela meleca a mão assim, você olha, nossa, sua mão tá toda suja. Ó, a sua tá bem sequinha. Sua mão tá bem limpinha. [música] Ó que bonitinha. Já. É, já ficou [música] no formato. Um formato. E para quem [música] tá começando assim, que quem quer iniciar, na verdade, para fazer a cerâmica, tem alguma dica que você passaria [música] no para quem quer e dar esse pontapé? Olha, comprar argila. Pode ser a argila escolar que vende em papelaria. Pode ser essa. Essa também vai no forno. Pode ser. Vai. Todas as argilas vão no forno. [música] Que legal. Qual que é a diferença assim da da argila escolar, da argila que a gente pega no rio? Uhum. Na natureza ou da argila profissional? A argila da natureza vai ser a mesma argila da profissional, só que na natureza tá tudo misturado. Então tem pedregulho, material orgânico, [música] eh folha, galho, tudo ele misturado. Uhum. A empresa de argila, que que ela faz? Ela pega essa [música] essa argila e separa e equilibra ali os componentes [música] químicos dela. Sim. Então eles vão separar tudo isso, mas vai ser o mesmo componente. A argila do rio pode ser queimada. [música] Eh, outra diferença é que quando a empresa [música] ela separa ali todo esse material, essas pedrinhas pedregulho, e equilibra [música] a argila, no pacote já vem escrito a temperatura de queima. Então você já tem ali qual temperatura, certinho que [música] tem que ser queimado. Uhum. Eh, na natureza não tem a temperatura escrita, então talvez seria bom fazer alguns testes [música] para ver se ela não vai trincar, para ver qual que é a melhor temperatura para ela. Entendi. [música] Certo. E também tem diferentes cores, né, de argila. Todas, eh, que tem no mercado, por exemplo, branca, verde, servem [música] para esse mesmo segmento, colocar no forno, fazer o material. Serve. O que muda é a plasticidade dela. Tipo, a vermelha, eu acho que ela é um pouco mais grudenta assim. Tá. A branca eu acho mais sequinha, eu gosto mais de trabalhar com a branca. Uhum. [música] Tem uma outra que é marronzinha que chama tabaco. Eu acho ela mais dura. Sim, mas todas vão funcionar do mesmo jeito. E o que [música] muda vai ser a temperatura às vezes do forno, porque vai ter alguma diferencinha [música] ali. Por isso quando você compra já vem escrito a temperatura da queficações. Isso. Mas a média de queima é entre 900 a 1240. Hum. Uma temperatura [música] ali no meio e para queimar quem que tiver começando e ah, quero fazer, mas eu não tenho forno, [música] é muito difícil. Muitos dos ateliê de ceramista que tem o forno, eles queimam peças por fora de outras pessoas. Aí você só vai pagar o valor da peça. Normalmente é por peso. Então você vai pegar essa peça aqui, vai pesar [música] e aí vai dar um valor para você queimar a sua. Uhum. É super possível, [música] sabe? Porque eu sei que o forno ele não é tão fácil de at de encontrar, né? De conseguir comprar também. [música] Isso. Isso. Mas eu mesmo, eu não tenho forno, aí eu levo para queimar. Uhum. E aí eu pago o valor da queima. Entendi. Então tem essa possibilidade também [música] da pessoa encontrar um lugar que faz essa essa queima em específico. Isso. E tem muitos lugares aqui em Campinas tem vários. Vários. E aí você pergunta certinho qual que é a temperatura que queima, faz um teste, queima coisinha, uma pecinha pequenininha primeiro para ver como ficou e depois você [música] já consegue queimar suas outras. E parece assim difícil, mas nossa, tem que levar para queimar, mas é muito legal. [música] Você nunca sabe o que que vai dar no final, né? Muda muito a peça quando depois da queima. Muda, muda. Ela diminui. Uhum. bastante bastante mesmo, porque ela perde água [música] e aí a parte da água diminui e algumas imperfeições assim, às vezes um tortinho, como ela diminuiu, não ficam mais tão aparentes assim. Eu que dou aula na escola e daí eu levo de todos os alunos para queimar e trago de volta. Ai que legal. ansiosas perando a próxima aula para ver o resultado. Ficam próxima aula demora mês. [risadas] Só que é engraçado porque como a gente faz por tema de aula, por exemplo, ah, hoje o tema da aula é pratinho e aí o pratinho muda, eles não lembram mais, eles ficam [música] assim: "Colo que meu prato?" Eu fico, pois é, eu também não sei. Por isso que sempre colocar nome assinatura, nome, letrinha [música] do nome tudo, porque depois a fica difícil da gente saber qual que é qual identificar. Eh, se for assim todos nos temas iguais, ah, todo mundo fez prato, todo mundo fez corujinha, todo mundo fez casinha, [música] daí fica difícil de identificar como que tá o seu. Olha que bonito. Coloca em cima pra gente ver. Eu acho que o seu talvez tá meio torto, eu acho. Não, não tá torto não. Eu acho que [música] como você fez ele abertinho sem uma base, talvez a gente poderia [música] crescer essa parte de baixo aqui. Levanta ele. Uhum. Essa parte de baixo assim, ó. Crescer ela para cima para ele não ficar tão baixo, [música] entendeu? Ah, tá. Vamos crescer aqui, ó. Tá vendo que eu venho com o dedão puxando, vai puxando. Vai puxando. Vou fechar um pouquinho. [música] Vai ficar mais alto. Hum. Boa. Coloca aí de novo. Vamos ver se vai aguentar esse peso. Ai, tá bonitinho. Ficou muito legal, né? Legal. Ficou bonitinho. Eu acho que o meu, eu vou deixar o essa [música] parte aqui também, que o meu eu não fiz igual você apartando, eu fiz um uma meio círculo. Isso. Bolinha. Eh, o seu, como você já fez essa parte, pode deixar ela secando assim. [música] Uhum. Igual o outro, né? Isso. E aí agora você vai pros detalhes da sua casa, que tem uma casa, tem uma porta, uma janela. E se você quiser colocar outros detalhes, como a gente vai fazer? Você pode desenhar a sua porta, assim redondinha. E aí para cortar essa porta, você vem com o palito e você vai riscando [música] até ele furar a argila. Uhum. E aí você [música] consegue tirar. Ah, se tirar essa parte. Isso. Tirar. Vem riscando. Uhum. Deixa mais fundo nessa. Is isso. Eu gosto de ir riscando aos poucos sem ir de primeira até, ó, [música] a porta sair. Vou tirar aqui a porta. E aí depois uma gotinha de água, você vem, ó, e vai ajustando aqui o espaço da sua porta. Aqui, ó, fica um charmezinho, tá vendo? Entendi. Um detalhezinho legal. Você pode vir com [música] o palitinho. Aí você desenha primeiro, vai riscando. E o meu aqui de cima [música] eu vou deixar o também, ó. Ficar bonitinho. Isso. Vai riscando, vai riscando. Se na hora sair torto, não tem problema. Depois você [música] ajusta. Maior parte das coisas de arte a gente vai fazendo, vai ficando meio torto. Aí depois ajusta. Depois você consegue arrumar. É, depois tem o acabamento. Isso. Outra coisa que você falou pro pessoal que tiver começando, a argila em si é muito [música] barato. Ah, que bom. Muito baratinho, assim, muito, muito baratinho. Às vezes você encontra 1 kg de argila por R$ 6. Caramba, é bem barato mesmo. [música] É bem barato mesmo. R$ 5 você encontra o quilo da argila. Uhum. O que encarece um pouquinho é a questão do forno. Ah, sim. O forno já é um pouquinho bem mais específico mesmo, né? [música] É. Como ele vai aquecer? Mas como você falta, tem esses eh [música] fornos para algumas cidades que a pessoa consegue utilizar ali pagando um valor. Uhum. Não precisa adquirir [música] logo um forno próprio. Ah, não é o forno próprio. Ele é bem caro [música] assim, bem caro mesmo. Eu mesmo não tenho o forno e eu não sei quando que eu faria esse investimento, [música] porque o forno ele pode ser elétrico, ele pode ser a gás ou pode ser a lenha também. Pode ser uma uma fogueira que você queima. Tanto que antigamente [música] era uma fogueira, uma queima mesmo. Uhum. O problema do fogo na lenha, né, do fogo fogo, é que você tem que ficar alimentando [música] aquele fogo ali na temperatura certa por muitas horas. Nossa, é difícil controlar, né? É o forno elétrico e o a gás você programa ele. Uhum. Eu já ouvi o pessoal falando que o elétrico consome [música] bastante energia. Exatamente. Ele é caro porque ele consome muita energia e normalmente você precisa fazer uma fiação, é, específica [música] para ele, porque ele puxa muita energia. Isso. Um disjuntor específico para ele e tudo mais, mas compensa muito queimar em em forno de atelier, [música] sabe? Quando já tem um atelier Uhum. que tem o forno. Compensa bastante. Daí você não vai precisar ter uma [música] modificação ali na sua casa, né, específico para esse forno. É, então compensa levar para queimar para quem tá começando, né? Uhum. Eh, e para queimar, normalmente é por peso. Em alguns lugares [música] que eu queimo, às vezes você vai pagar tipo R$ 40 o quilo, [música] mas essa peça aqui que a gente tem, tá fazendo, isso daqui tem 200 g. Então, dependendo do tamanho [música] das suas peças, você consegue quear bastante de uma vez só. consegue. É até melhor você levar sempre de quantidade, [música] porque você aproveita a viagem. Uhum. E a argila também não tem tempo para queimar. Então você consegue modelar hoje, você pode levar para queimar mês que vem, sei lá, ano que vem. Ela vai contanto que ela não tenha, você não mole ela de novo, né? Ela vai ficar daquele formatozinho. Exatamente. Exatamente. Vai ficar ali paradinho. Você não tem um tempo, você não precisa levar amanhã. Tanto que eu espero juntar as minhas peças. [música] Eu tenho uma caixinha de papelão, eu vou juntando, vou juntando. Quando dá um número legal, eu levo pra queima. Ou quando eu tenho alguma encomenda, eu tenho algum trabalho que precisa ficar pronto rápido, aí eu levo para queimar. Senão eu vou fazendo, vou juntando. E como você falou, [música] essa queima normalmente demora um pouco. Tu não consegue ver o resultado logo naquele dia. Não, não. Ela vai demorar um dia inteiro para acontecer. E [música] é porque primeiro a queima é numa temperatura alta. Uhum. Aí o forno [música] ele vai demorar para aquecer, para chegar até aquela temperatura. Isso ele não pode aquecer muito rápido de uma vez, principalmente [música] ali a parte dos 100º, porque 100º é quando a água evapora. Aí se ele aquecer rápido demais, [música] a água vai evaporar muito rápido e pode trincar sua peça. Então ele vai aquecendo bem devagarzinho. Aí [música] depois dele aquecer devagar tem o tempo da queima mesmo que vai ficar algumas horas ali e aí depois demora para esfriar. Nossa, são muitas são [risadas] muitos processos, muitas etapas. Normalmente assim, em quantos dias [música] que você consegue ver aquela peça pronta? Que também tem o processo de pintar, né? Depois dois meses. Dois meses. É, é, todo mundo [música] fala assim, eh, às vezes pessoal quer encomendar trabalho e fala assim: "Nossa, queria encomendar um trabalho com você". Tem pra [música] semana que vem? Ah, não. Só se você quiser, já estão prontos, né? Isso. Por a [música] peça não pode ir pro forno molhada. Uhum. Então, a nossa peça aqui, a gente tá modelando hoje, a gente tem que esperar [música] ela secar. Como a gente sabe que ela tá seca, ela fica assim clarinha, ó. Essa daqui tá seca. Muda de cor, né? Muda de cor. Fica bem clarinha. Fica bem clarinha. Essa daí [música] já tá seca. Essa daí pode ser queimada. A nossa não tá molhada. É, tem o tempo de ligar o forno. O forno, como ele é caro, ele gasta energia, [música] gasta gás. Todo ceramista só liga o forno quando ele tá cheio. Hum. Então, mesmo você levando um atelier e que é da [música] pessoa, você já pergunta para ela quando que você vai queimar, porque ela já tem a data mais ou menos quando que ela vai queimar. Ah, entendi. Tem ateli o forno uma vez no mês, tem [música] atelias vezes no mês. Então você precisa pegar aquela queima. Se [música] você perdeu a queima desse mês e ele só liga uma vez no mês, você tem que esperar. Você tem que esperar mês que vem. Aí queimou. Queimou. Você vai lá buscar. Aí você tem duas opções. Ou pintar, por exemplo, essa peça que é decorativa, [música] a gente pode pintar com tinta acrílica. Uhum. Com tinta guache, tinta de parede, [música] porque ela é decorativa. Ou você pode esmaltar, mas o esmalte tem a segunda queima e daí você esmalta e aí vai pro fã. Se você passar a tinta acrílica, [música] é, não precisa ir pra queima de novo, não. Não precisa. Só quando passa o esmalte. Isso. A tinta acrílica, ela não aguenta o forno. [música] Ela vai derreter. Hum. Tá. Ela vai derretendo lá no forno. Então, dependendo da peça, se não for um item como você rolou pra cozinha, então não necessariamente você precisa [música] passar o esmalte. Não, não. Eu pinto várias. Eu [música] tenho umas peças ali que estão na tinta acrílica. E a tinta acrílica é legal que você consegue fazer [música] profundidade, você consegue fazer eh degradê de cor. O esmalte é um pouco mais difícil de [música] fazer assim, muitas cores, degradê um pouco mais, não tem tantas possibilidades. Como que tá o seu? Já fiz a porta. [música] Quer fazer janelas? Vamos. É, as janelas, mesma coisa. Você pode riscar primeiro. Uhum. E aí você pode fazer eh nas laterais aqui, [música] né? Isso. Pode riscar e pode ir cortando. O os esmaltes eles são uma nova gama assim de conhecimento. Tem gente que produz o próprio esmalte. Não tem tem como fazer isso também. [música] Tem tem como fazer. Tem a parte dos óxidos que são pinturas que não são esmalte, mas eles têm outros efeitos assim. É uma parte ali uns que ficam meio craquelados assim. Sim. É um próprio efeito do esmalte. Isso é um próprio efeito. Eles só são complicados assim de fazer uma pintura com cara de [música] pintura, sabe? É que eu tive dificuldade nisso. Como eu venho da pintura e eu queria fazer coisas com muitas [música] cores e vivas. Eh, quando chega na esmaltação, você não tá vendo, então [música] às vezes você não consegue ter aquele detalhamento da pintura que você queria do desenho. Uhum. Ele é um [música] pouquinho mais difícil nisso. Fez minhas janelas [música] ficaram iguais. Não, tem duas janelas. [música] Tem janela. É, lembra que o trabalho manual ele é bonito porque ele é único. Aham. Sim, os meus alunos querem morrer. Você jamais é conseguir fazer uma coisa igual a outra, né? Não tem como. Exatamente. Meus alunos querem morrer comigo que eu falo [música] que eu gosto tudo torto. Que eu falo assim, o torto ele é o único. Ninguém vai conseguir fazer torto igual você fez. Isso é verdade. Mas agora pegar uma régua e fazer uma linha reta, qualquer pessoa pode pegar uma régua e fazer uma linha reta, mas fazer [música] com aquele tortinho assim, ó, pro seu lado, do seu jeito, mas sem só você vai conseguir. Só você. E você não vai conseguir fazer de novo. Exato. Ele é muito único. Eu ser muito especial, [música] sabe? O trabalho feito à mão é muito especial, né? Sim, sim. E aí, [música] eh, as pessoas ficam querendo, sabe, fazer um negócio retinho. Eu falo: "Mas reto a máquina faz. [música] Não faz nem sentido fazer uma coisa reta." Tá vendo? Eu tô aqui seguindo meu instinto artístico. Eita, muito gostoso de fazer. Eu vou. Ó, você já tá finalizando a sua já. [música] A sua agora no finalzinho, se você quiser, você pode colocar detalhes. Uhum. Mais detalhes. [música] Por exemplo, eh, na argila, quando a gente coloca uma coisa assim em cima, isso daqui é um alto relevo, tá? [música] E quando você carimba assim, isso é um baixo relevo. Hum, interessante. Então, por exemplo, dá para fazer detalhes [música] riscando aqui em volta da porta, um detalhezinho aqui embaixo do relevo para fazer um charme [música] legal ou grudar uma minhoquinha aqui. Grudar uma minhaquinha aqui em volta [música] da porta também, ó. Fazer um charme. Uhum. Então, pra gente já ir finalizando, na minha, eu vou só fazer um detalhezinho aqui no telhado. Ah, [música] tá. E aí, enquanto eu tô fazendo, você pode ir falando pro pessoal que tá em casa, onde eles te encontram, suas redes sociais, certo? Eh, normalmente eu posto no Instagram, [música] tem todas as minhas artes lá, eh, meu @ é Nilacor. Eh, gosto de conversar sobre arte, pode me chamar para lá, por lá, [música] para tirar dúvidas, para perguntar coisas e tente fazer argila. Essa parte do forno parece complexa, mas é muito gostoso assim. Depois você começa a modelar, [música] é muito bom. Perfeito. Nila, você também faz feiras aqui em Campinas, né? Sim, eu participo principalmente da feira cult. Ela acontece [música] em espaços públicos e aconteceu na Estação Cultura, no CIS Guanabara, na biblioteca municipal. É uma feira aberta, livre [música] e tem muitos artistas bons, muito legal de prestigiar. Muito obrigada. Então depois aqui ela vai pra [música] né? É isso. Nossa peça, isso tem esse processo. A gente não vai conseguir ver o resultado hoje, [música] mas a gente tem essa aqui, pr você ter uma ideia, ela já mostrou algumas vezes, esse porta joias, né? No final ele fica dessa forma. [música] Se a pessoa quiser passar o esmalte ou a própria tinta, como nosso it de decoração, pode passar só a tinta acrílica [música] para finalizar. Isso. Isso. Você falou que tem que assinar, então vou deixar aqui meu inicial. Isso. [risadas] Normalmente a gente assina com as iniciais. Prontinho. [música] Tá pronto. Gente, muito obrigada mais uma vez pela participação aqui no programa. Você que tá em casa, eh, separe os materiais, pegue sua argila que a Nila falou que é barata, você consegue encontrar por um preço acessível e faça também. Pode reproduzir a casinha de cogumelo ou qualquer item de decoração de cozinha que você [música] e gostar e achar necessário também. Até o próximo. Faça você mesmo. [música] [música] [música]