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CÂMARA TOTAL

30 views Publicado 29/01/2021 HD · 2:39:21

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Olá, seja bem-vinda, seja bem-vindo, sextou 29 de janeiro de 2021, começa agora o Câmara Total ao vivo, 11 horas e 2 minutos, muito obrigado pela sua companhia, Vamos juntos até as 2 horas da tarde. E você participe, mande a sua mensagem através do número do nosso WhatsApp, que já está aqui embaixo da sua tela. 19 é o nosso DDD, 978293776. Ou você tem a opção de enviar uma mensagem através do nosso QR Code, que também está aqui na sua tela. Você pega o seu celular, abre a câmera e aí você mira para este QR Code e aperta e envia uma mensagem que a gente conversa ao vivo nesta sexta-feira. E o que teremos hoje? Tem reportagem sobre a queda de faturamento dos shopping centers por conta das restrições impostas pela pandemia. Tem também as notícias da metrópole de Campinas e do Legislativo com a Mina Abreu ao vivo aqui nos estúdios daqui a pouco. Tem ainda o Cultura Total, Giro Ambiental, muitos assuntos e nós vamos começar falando da fase vermelha para o comércio aos fins de semana e após as 8 horas da noite durante a semana. Por isso que eu vou acionar o nosso repórter, o André Aranha, que está no centro da cidade e sentindo o clima destas mudanças, já que Campinas está na fase laranja, mas aos sábados e domingos é fase vermelha e apenas o comércio essencial pode funcionar. Não é mesmo, André? Seja bem-vindo e bom dia. Pois é, isso mesmo, Gabriel. Bom dia para você, bom dia para todo mundo. Hoje o comércio está aberto, é sexta-feira, porém amanhã e também no domingo, aos finais de semana, o comércio estará fechado, porque como você disse, há justamente essa mescla aqui em Campinas entre a fase laranja e também a fase vermelha. Eu ouvi você falando aí na escalada, nas manchetes aí do que teremos no Câmara Total, que os shoppings de Campinas acabaram perdendo faturamento, mesmo se aplica também aqui ao comércio do centro da cidade. Agora, quem vai falar muito mais a respeito disso é a Sanae, que está aqui conosco, é mais ou menos por aí, já houve um prejuízo significativo, né? Bom dia pra você, Sanae. Bom dia a todos. Este misto do laranja com vermelho, ele traz uma queda no faturamento do mês em torno de algo de 35%. E é lamentável, porque a conta não fecha. O ICM vem vindo aí com um aumento. Como que a gente consegue lidar com tudo isso? Com queda de 35% no faturamento, aumento de ICMS. O que eu faço com o meu colaborador, que eu contratei por 44 horas e vai trabalhar só 35? Ele tem direito a essas horas? Mas eu também tenho direito, porque eu não pude trabalhar. Como que fica esse impasse? Então, essa situação que a senhora colocou, né? É mais um problema, de repente, que os donos de estabelecimentos comerciais, os donos do comércio, dos comércios podem ter, né, porque de repente você contrata alguém para trabalhar 44 horas semanais e por conta dessa situação não pode cumprir o acordo, então pode até ter problema na justiça, né? Sim, nesse quesito o Sindicato de Varejistas, junto com o SECAMP, que é o Sindicato dos Empregados de Campinas, Nós estamos estudando uma saída para esse momento de pandemia, que é da nossa alçada, essa alçada trabalhista, mas a gente cobra muito do governo. Quando se impõe uma restrição, tem que ter uma contrapartida e essa contrapartida eles não estão dando para a gente. Todos precisam se unir para conseguir fazer a coisa andar Então simplesmente instalar laranja e vermelho e compra-se E o que eu faço com o que sobra dessa loucura toda? Bom, uma outra questão é que a gente inclusive tem a informação que quase 15 bilhões, o tamanho do prejuízo, claro, falando de todo o estado de São Paulo, para os comércios. Gostaria que a senhora também pudesse falar um pouco a respeito dessa situação, por favor. Nessa dinheirama toda, quem sofre mais é o pequeno comércio. O pequeno comércio, a grande maioria não tem conseguido um crédito nos bancos, Muito por falta de alvará na cidade também Se você não está com os seus documentos 100% você não consegue crédito Eles são os mais sofredores E esse pequeno comércio ele acaba abaixando as portas Ele não fecha a empresa A gente fez um estudo na cidade de Campinas Em 2015, por ano, novos investimentos chegavam no comércio em Campinas na faixa de 5.900 novas empresas. Agora em 2020, isso caiu para 200 empresas. Então, esse número mostra muito bem como que está o investimento. As pessoas não estão mais investindo. Sem investimento, sem empresa, não tem emprego. A gente precisa olhar com outro olhar as empresas, que são elas que produzem, são elas que fazem o dinheiro circular, são elas que dão emprego, são elas que pagam ICM e outros tributos, para que o próprio município tenha dinheiro para a saúde, o Estado e assim por diante. Olha o empreendedor como aquele camarada que gera riqueza, não só para ele, mas para toda a cadeia. Até porque muita gente aqui de Campinas também não está, logicamente, aos finais de semana podendo comprar aqui, a partir deste final de semana, e acaba indo para outras regiões, como o interior de Minas, por exemplo, né, Sanay? É, se a gente conversa com o jovem, qualquer perspectiva nesse final de semana, onde vai estar tudo fechado, a gente vai ouvir. Ah, nós vamos para Minas, Minas está aberto, tá? E Minas é um pulinho daqui, extrema, está grudado. A molecada vai fazer rafting lá, vai gastar dinheiro lá, vai deixar tributo na cidade e nós estamos perdendo isso. Onde Campinas precisa, precisa ter tributo, aumenta a arrecadação Para enfrentar o corona nos hospitais públicos da região Nós precisamos dos tributos pagos aqui Esse tributo está fugindo, está fugindo para outras localidades, para outros estados Então esse questionamento é lamentável É lamentável quando se olha uma restrição, olhando todo, toda a cadeia, olhando só um ponto. Bom, é evidente também que as pessoas precisam ter consciência, né? Eu acho que muitas vezes as lojas que estão agindo de forma correta, e com certeza é a maioria esmagadora, essas lojas acabam sendo penalizadas por lojas que de repente não estão cumprindo exatamente o que tem que ser feito. Isso acaba, de certa forma, prejudicando todo mundo como um todo. Creio eu que eu li um comunicado do Japão, onde ele fala que essa pandemia vai durar por mais tempo. Mesmo com a vacina, ainda teremos que usar máscara, álcool gel, higienizar. E isso vai ter que entrar no nosso dia a dia, quer queira, quer não queira. Nós precisamos colocar na nossa cabeça que isso vai ser por muito tempo, 2021, não sei, 2021 inteiro, creio que sim, tá? Mas nós temos que mudar o nosso comportamento e só assim que a gente vai conseguir combater tudo isso. Bom, a senhora conversou com o Dário Saad, prefeito de Campinas, expondo logicamente toda essa situação. Como foi essa conversa? Qual o teor? Qual foi o principal assunto? Não, ontem nós tivemos uma reunião da desburocratização Isso já é um grande passo do governo Dário Porque esse entrave dessa vai e vem, de ir e voltar Falta um documento, falta outro, é muito complicado Principalmente para aquele que quer investir na cidade É um desalento quando você fica nesse vai e vem Já é um grande passo para a gente conseguir trazer de volta investidores que amam a cidade de Campinas. Por outro lado, a gente está numa pandemia onde os leitos estão quase todos ocupados e a gente precisa também da colaboração dos governos estaduais. É o que eu ia perguntar para a senhora. De repente, essa colaboração que viria do governo estadual, seria importante para tentar reverter de fato essa situação? Sim, seria muito importante, porque pelos dados das lives da prefeitura, você vê nitidamente quantas vagas existiam na pandemia. Na vagas de... 93 vagas estaduais e hoje nós estamos com 17 vagas estaduais. Então essa diferença está fazendo muita falta para a cidade de Campinas e para a economia de Campinas. Eu vou pedir para o repórter cinematográfico Mário Jorge Santana mostrar um pouquinho o comércio da cidade, porque hoje a realidade é essa. As pessoas estão aqui, estão fazendo as compras, a gente está aqui na 13 de maio, evidentemente, que amanhã o cenário será totalmente diferente desse que o Mário Jorge está mostrando. Ou seja, vai estar tudo fechado e certamente com bem menos gente por aqui, né? Sim, isso é preocupante. As pessoas já estão cansadas, cansadas de ficarem encalosuradas. Qual será o comportamento da sociedade nesse sábado e domingo? Ficarão em casa? Irão se recolher? Para onde vai essa população? A população tem que ter a consciência que ela tem que fazer a parte dela, senão nós vamos continuar patinando. Bom, então, confirmando os horários de funcionamento durante a semana, por favor, Sanay. Aqui na área central, das 9 às 17, nos shoppings, das 10 às 20 horas. Não, acho que é meio-dia até às 20 horas. É, meio-dia às 20 horas. O shopping começa um pouquinho mais tarde, né? Sim. Então, tá bom. Mais alguma coisa que a senhora queira destacar aqui pra gente? Olha, pessoal, é preocupante, tá? Eu me preocupo muito com aquele que está assim, com um monte de conta para pagar, não tem oportunidade de trabalho, porque a única coisa que dignifica o homem é o trabalho, e sem o trabalho não tem din-din, tá? Senhores legisladores, quando votarem aumento de tributo, coloquem a mão na consciência, este não é o momento. Ok, muito obrigado pela entrevista. Então tá bom, a gente conversou com a Sanaia a respeito do funcionamento do coberto, lembrando que amanhã Campinas entra na fase vermelha, há portanto essa mescla entre as fases laranja e vermelha, e Campinas a partir de amanhã, portanto, sábado e domingo, e também no outro final de semana, tudo estará fechado, apenas serviços essenciais vão funcionar. Bom, vamos fazer o seguinte, vamos para um rápido intervalo, na volta o Gabriel Castro assume com muito mais informações, matérias importantes, a Mirna Abreu também vai trazer todas as informações, atualizar certinho tudo o que está acontecendo na metrópole e as notícias do legislativo também, então é rápido pessoal, a gente volta já já, até já. Câmara Total de volta ao vivo nesta sexta-feira, 11 horas e 20 minutos. Muito obrigado pela sua companhia e audiência. Acompanhamos então os impactos das restrições por conta da Covid-19 no comércio de Campinas e esta pandemia também afetou os lojistas que trabalham em shopping centers. Confira na reportagem de Michel Morim. Um levantamento feito pela Comissão de Shoppings da Ordem dos Advogados do Brasil apontou uma queda de aproximadamente 50% nas próximas duas semanas. As novas restrições impostas pelo Plano São Paulo para conter o avanço do novo coronavírus e desafogar os hospitais vão trazer forte impacto para os lojistas de shopping centers. A situação na região é grave. No Brasil fecharam mais de 11 mil lojas em shopping center desde o começo da pandemia até dezembro. Em Campinas, só na cidade de Campinas, foram mais de 100 lojas de shopping que já fecharam as portas até dezembro. E a gente entende que com o decreto estadual de colocar em fase vermelha a partir das 8 da noite e nos finais de semana, mais lojas vão fechar e vai ter mais desemprego na região, uma vez que os lojistas não vão suportar os custos para ficarem abertos depois desse fechamento. Para os shoppings, a proibição de abertura aos fins de semana reflete diretamente no faturamento dos lojistas. 45% do movimento vem dos finais de semana. Então, fechar aos finais de semana vai acabar quebrando esses lojistas que não vão conseguir pagar suas contas e vão ter que demitir os funcionários. Ainda de acordo com a comissão, o setor já estava operando com vendas 40% abaixo de antes do início das restrições, que começou em março do ano passado. Esse lojista, que tem um comércio em dois shoppings de Campinas, enfrenta a crise no setor. Queda de faturamento real, tá? Volto a falar, nós estávamos tendo um mês mais esperançoso, né? Meses, na verdade, novembro, dezembro e janeiro, meses mais esperançosos. E aí, com esse fechamento, a gente fala de um universo, não no janeiro, porque janeiro ele fechou muito agora no final, né? Então a gente pegou o reflexo de praticamente um fim de semana, que vai ser o próximo fim de semana agora, e uma semana toda. Então nós estamos falando aí de um quarto do mês. E para driblar a situação, ele conta que já tomou algumas medidas para tentar conter os prejuízos. Mudamos da nossa rede Acho que 5 ou 8 unidades de local Então quando você muda de local Você tem um problema de custo de deslocamento Sair de um lugar para o outro, montagem Quando sai do local, vai para o local menor Se vai para o local menor, demissão Você entendeu? Que é automático Então, ou seja, não tem nada de bom nisso Só diminuir o custo fixo Que para nós é bom Mas aquele dono de imóvel Está com o imóvel dele fechado Então ele deixou de receber o aluguel Então ele também precisa gerar economia Então, é uma série de problemas que vem acontecendo com isso daí. Então, nós estamos falando do aluguel. Agora, você imagine você, fornecedor, os preços aumentaram assim de uma tal forma, ficou fora de controle. Nós temos que repassar esse custo, porque se não repassar esse custo, nós como empresários, eu como franqueador, eu tenho uma responsabilidade de ter uma rede sadia. E quem paga por esse preço no final é o consumidor. O presidente da comissão de shoppings adiantou as negociações. Então, a OAB tem auxiliado, juntamente com a prefeitura e os empresários de shopping, essa negociação para que o empresariado possa trabalhar e assim não colapsar todo o faturamento do comércio de Campinas. A prefeitura de Campinas definiu as estratégias de vacinação contra a Covid-19. Então, confira agora como está a estrutura da Casa da Criança Paralítica para receber as vacinas. A Casa da Criança Paralítica será um dos centros de vacinação contra a Covid-19 em Campinas. Ainda não há data de início para que as doses sejam aplicadas, mas já há uma previsão de quantas pessoas seriam vacinadas no local. A previsão é de 1.800 pessoas por dia, até pelo menos no final de junho, está agendado o processo de vacinação na casa da criança. Já se sabe pelo menos qual o grupo de pessoas que será vacinado aqui ou não? Acho que exceto o pessoal da área de saúde, os demais idosos, pessoas com deficiência, todas elas, mediante agendamento, que eu acredito que é assim que vai ser, porque isso realmente é uma responsabilidade da Secretaria de Saúde, nós começaremos a vacinação. Tudo vai depender da quantidade das vacinas. A Casa da Criança Paralítica disponibilizou espaço e vai contribuir em um momento importante. Toda a estrutura de vacinação, até por conta da pandemia, toda ela foi providenciada pela Secretaria de Saúde de Campinas. A Casa da Criança Paralítica de Campinas apenas forneceu o espaço. Mas toda a estrutura já está montada, aguardando só a remessa das vacinas. Bom, o que já chegou por aqui, Jonas? É, nós temos todo o material de apoio, né? Temos seringas, temos todas as salas, geladeiras, todas as salas já adaptadas para a vacinação. Toda a estrutura já está pronta. Oxigênio também? Oxigênio, inclusive. Macas, sala de médicos, sala de emergência, enfim, tudo isso já foi montado. Inclusive, onde a gente está aqui vai ser área de descanso? É uma área de descanso, né? Porque é um lugar bonito, aconchegante, com árvores e tal. Aqui vai ser uma área de descanso. De acordo com o presidente da entidade, a campanha de vacinação não vai interromper as atividades da casa, que serão realizadas em outras áreas do prédio. Isso não vai afetar em nada, porque, inclusive, por conta da própria pandemia, hoje nós estamos atendendo só casas emergenciais, tá? Além desses casos emergenciais, nós estamos tendendo, quando possível, nas residências dos nossos pacientes. Coincidentemente, a Casa da Criança Paralítica foi fundada justamente durante uma epidemia. Abrir as portas nesse momento para ajudar a população vem ao encontro com a origem de tudo. O surgimento da casa foi há 67 anos atrás, né? E ela surgiu por conta da epidemia da poliomielite. Ela surgiu por conta disso, de médicos do Rotary Club na época, que fizeram que acontecesse o surgimento da Casa da Criança. A casa não vai se furtar ao atendimento da questão do coronavírus na cidade de Campinas e em sua região. 11 horas e 26 minutos, a Minabreu está aqui nos nossos estúdios com as notícias da metrópole de Campinas. Seja bem-vinda, bom dia E antes daquela atualização diária dos casos da Covid-19 A gente viu a estrutura da Casa da Criança Paralítica Então vamos falar, Mirna, sobre esta segunda fase da vacinação Para os profissionais de saúde É, uma segunda fase que aconteceu nesta quinta-feira Lá no Centro de Vivência do Idoso Em que profissionais da saúde que trabalham Não diretamente com a Covid-19 Também em instituições de longa permanência foram vacinados. Mas a gente vai, inclusive, acompanhar agora a reportagem do Michel Amorim, que acompanhou tudo lá desse primeiro dia da segunda fase da vacinação dos profissionais. Começou em Campinas a vacinação de novas categorias de profissionais da saúde, que não estão na assistência direta a pacientes com Covid-19. Este novo grupo inclui médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, auxiliares de enfermagem, cirurgiões dentistas, técnicos de análises clínicas e motoristas de ambulância. A necessidade do profissional de saúde morar ou trabalhar em Campinas, isso é fundamental. Não é que nós estamos negando a dar vacina para os funcionários, mas em outras cidades a vacina chegou também. E Campinas está abrindo esse agendamento para facilitar, para ser mais prático, mais rápido para os profissionais de saúde. Então nós orientamos que sejam profissionais que estejam na lista dessas prioridades da segunda fase e também que moram ou trabalham em Campinas. O médico oftalmologista Roberto, de 36 anos, foi o primeiro a se cadastrar e receber a vacina. Todo profissional de saúde está aguardando há meses essa oportunidade e assim que eu fiquei sabendo que o agendamento começava, eu com o celular mesmo acabei me inscrevendo há cinco horas, por coincidência aqui fui o primeiro. É uma satisfação enorme poder receber e eu espero que todos tenham a mesma oportunidade aqui que eu tive. Segundo o último balanço da prefeitura, Campinas ultrapassou 60 mil pessoas infectadas pelo coronavírus. E tem 1.620 mortes causadas pela doença. E olha só, até o momento, 15 mil pessoas já foram vacinadas. Nós queríamos ter vacina para todo mundo, todo mundo. Mas nesse momento, é um passo importante. A gente vacinou os profissionais da linha de frente já. E agora, quando nós abrimos para os demais profissionais da saúde, que não atuam na linha de frente, mas que foram contaminados no dia a dia pela Covid-19, Sem dúvida, é um passo importante no controle da pandemia. Serão aplicadas 12 mil doses da vacina da Oxford, AstraZeneca. Ela será aplicada em duas doses, sendo a segunda 12 semanas após a primeira. Os imunizantes serão aplicados em dois locais, no Centro de Vivência do Idoso, na Lagoa do Taquarau, e também no CAIC Sudoeste, na Vila União. O cadastro já foi encerrado porque já atingiu o limite de pessoas. Nessa fase dos 12 mil, fechou. Mas a gente acredita, pelo tempo que ficou o site recebendo os agendamentos, ele foi suficiente para atender o que nós desejávamos esses profissionais que foram listados. Olha só, e a gente continua falando sobre vacina, porque também as instituições de longa permanência receberam as doses da vacina. Então, agora, não só a... ...os idosos que vivem nessas instituições. E nós vamos mostrar o senhor Antônio Pontes, de 82 anos, que foi o primeiro vacinado no Lar dos Velhinhos, em Campinas. Lá a gente teve 246 pessoas vacinadas, sendo 100 idosos e 146 profissionais que atuam nesse local O seu Antônio mora no Lar dos Velhinhos há 22 anos E no início da campanha, dois profissionais da Secretaria de Saúde foram designados para o Lar dos Velhinhos Que é uma das maiores instituições de longa permanência aqui de Campinas Os lares menores serão atendidos de forma rotativa e a gente tem, inclusive, gente, nós recebemos vários vídeos dos lares velhinhos, mas a gente não tem tempo de colocar todos, eu escolhi o do Sr. Raimundo, que vai falar justamente dessa emoção e dessa espera que ele estava pela vacina. Vamos acompanhar? Daqui a pouco, então, a gente vê o seu Raimundo. Lembrando que além de Campinas, a gente já tem, olha, vacinação lá na cidade de Paulínia, também nas instituições de longa permanência. Temos vacinação em Hortolândia, que também já começou lá em Hortolândia, dos profissionais da Rua de Pará de Saúde, que fizeram pré-cadastro na cidade, no site www.hortolandia.sp.gov.br. Lá nós tivemos, além das instituições de longa permanência, funcionários de laboratórios que também foram vacinados, funcionários da saúde bucal e outros. Paulínia também já vacinou 699 pessoas, incluindo agora o que trabalha no hospital samaritano, que é um hospital particular daquela cidade. Ou seja, os municípios estão agora vacinando as pessoas que moram nas instituições de longa permanência, que trabalham na rede de saúde, mas que não têm o contato direto com a Covid-19 e também os idosos. Vamos agora então ver o que o senhor Raimundo traz para a gente. Meu nome é Raimundo Luiz Contagas, 83 anos. Estou muito contente em ter chegado a minha vez, a vez de todos nós que vivemos aqui na face da terra. Minha vacina chegou. Obrigado pela oportunidade. Momento histórico e bastante aguardado, né? Aos 82 anos. Eles falam, inclusive, que eles estavam com uma grande espera. O Lar dos Velhinhos, inclusive, como todas as instituições de longa permanência, tiveram que, nesse período, por exemplo, proibir visitas de parentes. Tiveram que proibir visitas de voluntários que atuam na contação de histórias. A gente sabe que o Lar dos Velhinhos, fizemos já matéria aqui na TV Câmara, tem aquele baile tradicional de fim de semana. E tem até uma equipe de voluntários que vai lá, dança com eles e tudo isso, gente, teve que ser muito restrito com a equipe de saúde dessas instituições. Nós temos por quê? Porque os idosos, eles fazem parte desse grupo de 87% da faixa etária, que é a faixa etária que tem a maior incidência de óbitos quando a gente fala da Covid-19. Então, é uma grande vitória e importante. Olha, a gente mostrou a vacinação para o pessoal, para os profissionais da saúde aqui de Campinas e a Prefeitura emitiu uma nota justamente falando sobre isso, que nesse momento as vacinas, esse pré-cadastro, ele está suspenso justamente porque acabaram as doses da vacina neste momento. Então, Campinas espera receber um novo lote para novamente cadastrar os profissionais de saúde que atuam em outros locais. E como a gente tem recebido bastante dúvidas, antes de eu falar dos dados da Covid, daqui a pouco a gente vai falar, inclusive, do site que diz respeito a como você fazer o agendamento, quando vai estar aberto o agendamento ou não. Muita gente está aí ansioso para agendar, então a gente vai falar sobre isso. Antes, vamos falar um pouquinho dos dados da Covid-19, Gabriel? Vamos, então, atualizar no nosso país, no estado de São Paulo, na região de Campinas, porque, infelizmente, os números continuam crescendo, né? A gente alcançou a terceira maior marca no nosso país, mais de 1.400 mortes novamente. É, infelizmente, até esta quinta-feira, o país somava 9.058.687 casos da Covid-19, sendo 221.547 óbitos. Olha, nós tivemos 61.811 casos novos em 24 horas e mais de mil óbitos em 24 horas. números que nos entristece e que também deixa aqui as condolências da TV Câmara Campinas aos familiares, às pessoas, aos amigos dessas pessoas que no momento também tem uma outra questão que não é só simplesmente a morte quem tem amigo sabe que tem essa questão também do luto que não pode ser vivido porque não tem velório, uma série de outras coisas além de toda a perda do ente querido, do amigo querido A gente vai falar do estado de São Paulo agora, aqui são 1.746.070 casos da Covid-19, somando 52.481 óbitos. E agora a gente vai falar da região metropolitana de Campinas, que compõe 20 cidades aí. nós temos as 20 cidades com 146.810 casos confirmados da Covid-19, sendo que na cidade de Campinas, a gente tem, até esta quinta-feira, 60.391 casos da doença. Indaiatuba com 13.479, Americana 10.385, Sumaré 9.696, Santa Bárbara do Oeste 9.453 Temos Hortolândia com 7.445 Paulínia e Valinhos ainda estão ali na faixa dos 5 mil Mas muito perto de chegar aos 6 mil, Gabriel Olha aí, Paulínia com 5.906 e Valinhos 5.811 Aí os municípios com menos de 5 mil casos Itatiba, Vinhedo e a gente na sequência aparece em Cosmópolis, Jaguariúna, Nova Odessa, Montemor, Arthur, Nogueira, Pedreira, Santo Antônio de Poce, Engenheiro, Coelho e as cidades, as únicas cidades com menos de mil casos, Olambra, 748 e Morungaba, 375. 390 casos a mais na cidade de Campinas nas últimas 24 horas. É um número que, infelizmente, a gente percebe que esse número, quando a gente fala de um dia para o outro, assusta, né, Gabriel? Com certeza, quase 400 pessoas testando positivo, quer dizer que a doença continua circulando na nossa cidade, então a gente precisa continuar com todos os cuidados, mesmo com o cansaço mental e físico, mesmo com as notícias da vacina, mas os cuidados precisam ser tomados. Sim, agora a gente vai falar dos óbitos. A região metropolitana de Campinas soma 3.761 óbitos até esta quinta-feira, porque aqui na nossa cidade, na última atualização, foram 1.632 óbitos. Nós tivemos aí 12 óbitos a mais confirmados que foi pela Covid-19. Olha só, Sumaré 316, Indaiatuba 320, Santa Bárbara do Oeste 259, Americana 251, Valinhos 223, Hortolândia 207. Agora cidades com menos de 100 óbitos, Paulínia, Nova Odessa, Itatiba. Na sequência, aparecem Cosmópolis, Vinhedo, Montemor, Artur Nogueira, Jaguariúna, Pedreira, Engenheiro Coelho. E nós temos três cidades com menos de 20 óbitos, Santo Antônio de Poce com 14, Morungaba e Olambra, ambas com 5 óbitos. Agora a gente vai falar dos óbitos aqui em Campinas, dessas 12 mortes confirmadas nesta quinta-feira, nós temos aqui, olha, 7 homens, 5 mulheres, 10 eram maiores de 60 anos. E aí nós temos aí, 2 tinha entre 90 e 99, 1 entre 80 e 89, 5 entre 70 e 79, 2 entre 60 e 69 e 2 das vítimas tinham menos de 60. 1 entre 50 e 59 e 1 entre 30 e 39. Lá mais embaixo na informação, na verdade, era um homem de 35 anos, todos eles tinham comorbidades. A gente percebe que, claro, a prevalência é na população idosa, por isso que inclusive ela tem essa preferência quando a gente fala da vacinação, mas a Covid-19 também atinge a população jovem. Exatamente, um homem de apenas 35 anos é muito jovem, mesmo com as comorbidades, respeitando aí tudo o que a Organização Mundial da Saúde prevalece e a atenção tem que ser redobrada. E as duas pessoas que faleceram que não tinham comorbidades, duas mulheres de 63 e a outra de 73 anos. Então, vamos tomar cuidado porque a doença, ela continua aqui na cidade de Campinas, claro, em todo o país, em todo o mundo, ainda estamos vivenciando esta pandemia. Em relação à ocupação de leitos, permanecemos acima dos 80% de UTI? Até esta quinta-feira, infelizmente sim, olha, 81,56%. O SUS municipal, a gente teve aí, está tendo paulatinamente a abertura de novos leitos, mas até ontem, 90, dos quais 79 ocupados. Cinco leitos de Covid no Ouro Verde, a partir de hoje, fazem também parte dessa disponibilização, os números ainda vão ser atualizados. No SUS estadual permanecem os 17 leitos lá na Unicamp, dos quais 16 ocupados nesta quinta-feira. E na rede particular são 137 leitos, dos quais 104 ocupados. Então a gente aguarda, inclusive Campinas aguarda essa questão estadual de abertura de novos leitos aqui na cidade. E então a gente percebe que essa fase laranja, durante o dia, mas hoje, a partir das 8 horas, a gente tem a fase vermelha, que vai se estender sábado, domingo, independente do horário, nós voltaremos à fase laranja na segunda-feira. Vamos aguardar para ver como vai ser a reação das pessoas, se as pessoas vão realmente cumprir, os estabelecimentos cumprirem. A gente já mostrou aqui, inclusive, Gabriel, os setores, falamos logo na abertura com o comércio que vai sentir esse fechamento, mas a gente aguarda na segunda-feira de como vai ser esse primeiro fim de semana de fase vermelha, Lembrando que a gente, na próxima semana também, é a fase vermelha. Então é importante, Mena, a gente passar agora em relação aos parques e aos bosques, porque algumas pessoas podem ter dúvida, né? Isso vai estar aberto, isso vai estar fechado, eu posso realizar a minha atividade física. Parques e bosques em Campinas neste fim de semana estarão fechados? Estarão fechados, sim. São 25 parques e bosques aqui na nossa cidade e que, de acordo com a Prefeitura, eles vão ter esse horário diferenciado para justamente cumprir o Plano São Paulo. Então, olha, de segunda a sexta-feira, os parques ficam abertos das sete da manhã às três da tarde e exceto o Bosque do Jequitibás, que não abre às segundas-feiras. E eles vão permitir apenas 40% do público total nesses locais, sábado e domingo totalmente fechado. Então, a gente está, inclusive, nós tivemos uma ligação na redação, as pessoas dizendo, olha, em Campinas não vai cumprir o plano São Paulo, em Campinas vai cumprir sim. Inclusive, nós tivemos a publicação no Diário Oficial do dia 26, a única diferença é que no caso dos restaurantes, houve um decreto em que eles vão permanecer fechados após as 20 horas, Mas dando esse horário, o cliente tem mais uma hora para terminar a sua refeição, não ter que levantar 20 horas e ir embora. Então, essa é a única diferença. Do resto, todos os estabelecimentos vão seguir o Plano São Paulo, ou seja, fase vermelha no fim de semana. Mina, vamos falar um pouquinho sobre educação agora. Aqueles professores que passaram em concursos no passado, 2016, 2019, foram convocados agora? Sim, a Prefeitura está convocando esses professores, saiu no Diário Oficial da última quarta-feira, são 173 profissionais para educação, 60 professores e 30 especialistas, o nome completo está no site da Prefeitura e você entra na janela Diário Oficial, edições anteriores e procura lá a edição do dia 27 de janeiro, vê se o seu nome, caso você tenha prestado esse concurso, se o seu nome está lá e tem todos os critérios. Eles foram aprovados nesses concursos e agora, com toda essa preparação para a volta às aulas, a ideia é que eles reforcem aí o grupo de servidores municipais na área de educação. E temos boa notícia também, ainda falando de emprego, mas é um concurso que vai acontecer, Porque a IMA, ela prorrogou até o dia 21 de fevereiro, a informática de municípios associados. Então, o projeto prevê, olha, vagas distribuídas em cinco cargos. Nós temos assistente 1 para teleatendimento, atendimento e informações, técnico em tecnologia da informação, também para teleatendimento e atendimento ao usuário e tem lá todos os outros cargos, valores de salário e os que vão desde R$ 1.447,00 até R$ 5.823,00 e também tem o valor de inscrição para cargos do ensino médio R$ 38,66 para cargos de ensino superior R$ 51,96. O edital e também a inscrição estão no site www.concesp.com.br Esse site é da empresa que vai aí promover, que vai realizar o concurso da informática de municípios associados que é uma empresa pública aqui da Prefeitura de Campinas. Atenção agora aos motoristas da cidade de Campinas, porque tem interdição no trânsito a partir da próxima segunda-feira. Isso mesmo, a partir de segunda-feira, oito e meia da manhã, nós vamos ter aí um fechamento em um trecho da rua Comendador Tórlogo da Untre, no bairro Cambuí. A interdição será no trecho entre a rua Ataliba de Camargo Andrade e a avenida Coronel Silva Teles. No local vai ter uma operação de descarga de ferragens. Equipes da ENDEC estarão no local para orientar o motorista que tenha que passar nessa região do Cambuí. Fechamento, então, das 8h30 da manhã a 1h da tarde. Depois desse horário, o trânsito estará liberado. E, Gabriel, chegou uma última notícia agora da Sanasa, porque ela sempre passa antes aí os locais... Uma antecedência, né? Onde vai ter interrupção de água. É, só que agora você que está sem água e mora nos bairros Jardim Chapadão, Vila Nova, Guanabara, Bom Fim, Jardim Eulina, Jardim Quarto Centenário, Botafogo, Jardim dos Amarais, Jardim Campineiro, Jardim São Marcos, Jardim Santa Mônica, Núcleo Residencial, Jardim Santa Mônica e no loteamento Center Santa Genebra, que está sem água desde as 9 horas da manhã, a Sanasa emitiu um comunicado que vai ficar sem água até 6 horas da tarde, porque eles estão concluindo um reparo na Subadutora Norte, que abastece todos esses bairros que eu acabei de mencionar. Então, se você não tinha se preparado com a reserva de água, tenha um pouco de paciência, que depois das 6 horas o abastecimento será normalizado. Transtornos então, né, aqui para a região de Campinas com este aviso de última hora. Mina Abreu, você volta daqui a pouco com as notícias do Legislativo aqui da Câmara de Campinas, atualizando ainda as comissões? Sim, hoje a gente vai falar das comissões permanentes ainda, da composição e também das iniciativas dos vereadores. Até daqui a pouco. Até. Fim de semana chegando e ele será de tempo estável. Então, amanhã não tem previsão de temporal, como a gente tem visto no fim da tarde e no início da noite. Mas o calor, ele continua, viu? No domingo, a nebulosidade aumenta, existe uma possibilidade de chuva. Aí sim, aquela que nós estamos acostumados, forte e rápida. Vamos às temperaturas, então? Então, você que tem aí ventilador, ar-condicionado na sua casa, pode preparar para ligá-lo, porque fim de semana muito quente aqui na cidade de Campinas. Olha só, amanhã 30 de janeiro, mínima de 22 e a máxima pode chegar aos 34 graus. E no domingo, mesmo com o aumento da nebulosidade e da possibilidade de chuva, mínima de 21 e a máxima permanece nos 34 graus. Vamos fazer o seguinte, intervalo rápido aqui no Câmara Total e na volta tem entrevista. Estamos na fase vermelha, após as 8 horas da noite e aos fins de semana. Qual será a avaliação? Agora da área da saúde. E foram encontradas também mais cepas da Covid-19. Sabe o que que é? Tem entrevista ao vivo com o infectologista. Então, dúvidas sobre vacina, sobre contágio, o que é a cepa, em qual onda nós estamos, mande a sua mensagem para 19, é o nosso DDD, 978293776, o WhatsApp está aqui embaixo da sua tela, você tem a opção do QR Code também, vai enviando a sua participação que a gente conversa ao vivo depois do intervalo. Câmara Total de volta ao vivo nesta sexta-feira, 11 horas e 59 minutos. Mais cedo, nós conversamos com a Sanae Murayama, presidente do Cinde Varejista de Campinas e região, sobre a fase vermelha do ponto de vista do comércio. Os impactos são inegáveis. Mas quando falamos de pandemia, a linha de frente, a parte da saúde, é fundamental. E Campinas, no último fim de semana, chegou a 100% de ocupação de leitos na rede municipal. E hoje, 29 de janeiro, está um pouco melhor, mas ainda assim acima dos 80%. E agora, o que fazer? Converso ao vivo com o André Giglio, infectologista do Hospital da PUC Campinas. Muito obrigado novamente. Pela sua disponibilidade aqui com o Câmara Total e 100% de ocupação na rede municipal, se precisava de algum alerta, ele aconteceu, André? Seja bem-vindo e bom dia. Olá, bom dia. Obrigado novamente pelo convite. De fato, a gente chegou numa situação crítica. Apesar da região estar na fase laranja do Plano São Paulo durante o dia, se a gente for pegar o município de Campinas isoladamente, a gente estaria certamente na fase vermelha às 24 horas do dia, por conta das taxas de ocupação que estão de fato muito elevadas. E como você falou, a gente chegou a bater os 100% nos leitos públicos de Campinas, mas de qualquer forma, mesmo contando os leitos privados, a gente tem ficado sempre acima dos 80% de ocupação, que já é um nível bastante crítico e que demanda, de fato, ações mais enérgicas do poder público. Sobre essas ações enérgicas, então, do ponto de vista da saúde, qual que é a solução para este momento que nós estamos vivendo de alta taxa de ocupação de leitos de UTI, contaminação sempre ou perto da casa de 400 casos por dia aqui na cidade de Campinas? O que seria o ideal do ponto de vista da saúde? É, obviamente tem que aumentar os leitos, né, que é algo que já está sendo feito, né, tanto pelo Estado como próprio pelo município, enfim. Mas isso por si só não vai barrar as novas contaminações, né, então além de aumentar a capacidade do sistema de receber esses casos, medidas que vão frear as contaminações têm que ser adotadas, né. E como a gente já sabe, né, ao longo da história e da pandemia e vendo o que acontece nos outros países, são aquelas medidas não farmacológicas para frear as transmissões, né? E do ponto de vista macro, né, do que está ao alcance aí do poder público, são as medidas restritivas, né? Além, é claro, das questões de orientações sobre o comportamento da população, utilização de máscaras, distanciamento, Mas como a gente viu, isso não tem sido suficiente, então é o momento de fato de ocorrerem essas medidas restritivas por orientação do Estado de São Paulo, que é basicamente restringir a circulação de pessoas, adotar medidas que de alguma forma restringam a circulação de pessoas e evite o risco de ocorrência de aglomerações. Então, essas medidas de colocar uma parte, na verdade, o estado todo na fase vermelha, nos períodos noturnos e aos fins de semana, é justamente isso, para restringir a circulação de pessoas e evitar a ocorrência de aglomerações. Obviamente, tem um impacto econômico inegável no setor que já foi bastante prejudicado ao longo do ano passado, que é o setor de serviços, bares, restaurantes, mas são as atividades que justamente trazem um risco maior de contaminações, porque em geral não são espaços tão grandes, mesmo com aquela restrição de ocupação, pode ser que ainda assim não tenha tanta segurança na utilização desses espaços, e o pior, o que seria mais crítico, é que as pessoas vão comer ou beber nesses locais, E aí, inevitavelmente, elas vão ter que ficar sem máscara por alguns períodos. E aí, esse que é o grande perigo. Se o espaço não tiver uma circulação de ar adequada, não tiver, não for um espaço bem ventilado, a chance de ter uma pessoa ali que esteja numa fase de transmissibilidade, mesmo assintomática, transmitir para muitas outras pessoas é muito grande. Então, é justamente esse o ponto aí que é o mais crítico. A gente precisa dessas medidas restritivas para frear as transmissões e tem que ter esse jogo de cintura, essa interlocução com as pessoas que trabalham nesses setores para entender que essas medidas são necessárias. André, voltando um pouquinho no tempo, onde que nós erramos para chegarmos depois de 11 meses de pandemia em uma ocupação de 100% dos leitos? ou em uma pandemia, isso é normal, esse alto e baixo, muita contaminação, pouca contaminação, depois de tanto tempo, 100%, onde que a gente errou? Essa subida e descida do número de casos é algo que já era esperado. E a gente, como começou um pouco depois a pandemia aqui do que dos Estados Unidos, na Europa, a gente viu o que estava acontecendo em outros países e acabou acontecendo a mesma coisa, que foi essa segunda onda agora. É lógico que isso é possível de ser amenizado, mas é muito dependente do comportamento das pessoas, né? Então, até recentemente teve um ranking aí de quais países tiveram uma melhor desenvoltura aí no manejo da pandemia. E o que a gente observou naqueles países que estavam em primeiro lugar é que, basicamente, tem uma comunicação muito clara, né, do que a população deve fazer. Então, tem uma liderança nacional, tem uma comunicação a nível nacional clara do que as pessoas devem fazer e as pessoas, na maioria das vezes, seguem essas recomendações, que é o que a gente já falou, que é a utilização de máscaras, evitar aglomerações, distanciamento físico, enfim. Então, no Brasil, desde o começo, a gente veio sofrendo muito com isso. As trocas de ministros da saúde foram muito claras nesse sentido, de divergências de orientação do Ministério da Saúde com o Poder Executivo. E aí as pessoas ficam numa situação de não saber quem ouvir ou em quem acreditar. Então, esse problema de comunicação, para mim, foi algo que minou de forma muito clara os esforços brasileiros para conter a pandemia. E se a gente não tem isso, não tem a população sabendo exatamente o que fazer, é muito difícil de controlar, né? Porque mesmo que a gente tenha essas medidas agora, né? Mais enérgicas de restrição, as pessoas podem eventualmente se encontrar em casa, né? Em ambientes privados, né? E isso a gente vê que acontece muito, né? A gente tem visto nos hospitais clusters familiares, né? Então, várias pessoas da mesma família se infectaram. Por quê? Porque não adotaram as medidas de prevenção, mesmo nos ambientes domiciliares. Então, encontra pessoas que não são do seu convívio domiciliar, uma pessoa da casa que sai, se expõe e vem para casa e não adota os cuidados. Então, tendo esse tipo de comportamento, é muito difícil de controlar. Então, acho que nesse sentido, acho que isso foi o que mais dificultou o nosso controle da epidemia. Ainda sobre essas medidas de restrições, porque isso está sendo até judicializado, né? Volta das aulas, não, foi bloqueado, não vai ter mais. Em relação aos bares, aos restaurantes, se nós tivéssemos mais fiscalizações, então, bares e restaurantes abertos, mas com distanciamento, com uma capacidade reduzida, você acha que daria certo um local como esse, aberto, em que as pessoas ficam sem máscaras E existe um distanciamento correto? A área da saúde fala, são dois metros, um metro e meio, existe essa distância? De fato, sim. Adotando todas essas medidas, você pode deixar o ambiente mais seguro, mas a gente acaba caindo nessa dificuldade de fiscalizar todos os ambientes, saber se todos eles têm uma condição de prover uma ventilação adequada, uma troca de área adequada. e mais difícil ainda é garantir que todas as pessoas daquele ambiente estejam utilizando máscaras e estejam mantendo o distanciamento, né? E fora a questão que eu comentei, que quando você vai comer ou vai beber, você vai ficar sem máscara por algum período, né? Então, assim, é muito difícil de garantir todos esses cuidados, né? Que todos esses cuidados sejam adotados durante todo o tempo, né? Então, é muito difícil de fazer recomendações de autorizar esse funcionamento com segurança, visto que a gente tem essa dificuldade de adesão a esses protocolos. Como eu falei, tem que ter um equilíbrio entre essas medidas que são necessárias do ponto de vista da saúde e o que é necessário para a subsistência, para a sobrevivência das pessoas que dependem dessas atividades. Mas é o que eu falei, infelizmente, numa situação crítica como essa, de taxa de ocupação beirando 100%, é muito difícil você garantir um funcionamento seguro dessas atividades, que a gente sabe que são as que têm mais risco de favorecer em transmissão. Bares, restaurantes, academias, né? Então, esse tipo de atividade, de fato, é muito difícil da gente recomendar recomendar um funcionamento seguro. André, nos Estados Unidos, as internações devido à Covid-19 caíram na última segunda-feira ao menor nível desde 13 de dezembro. E aí estão investigando se a doença chegou naquele platô que é o limite. Você acredita nesta possibilidade aqui no Brasil, na cidade de Campinas? Estamos muito longe disso acontecer? Ah, isso é difícil da gente falar nesse momento, né, a gente, nas primeiras três semanas do ano, de fato a gente vinha numa ascensão muito explosiva aí do número de casos praticamente no Brasil todo, né, muito influenciado pelos feriados aí de fim de ano. Agora, tendo passado os feriados, as pessoas começam talvez a viajar menos, a se encontrar menos Pode ser que a gente deixe de ter uma ascensão tão explosiva como vinha tendo E aí fique nesse platô perigoso, esse platô ruim, de um patamar elevado de novos casos Mas isso ainda é muito cedo para a gente falar A gente está ainda assim no meio dessa ascensão dessa segunda onda, então é difícil saber se a gente vai entrar nesse momento de estabilização para depois cair ou se vai ainda continuar subindo. É muito imprevisível, isso depende muito do comportamento das pessoas e como a gente viu ao longo do ano todo, é difícil de prever esse comportamento. André, a última pandemia que nós tivemos foi em 1918, em que mais de 20 milhões de pessoas morreram E o que causou foi o vírus influenza, que hoje nós conhecemos, nos vacinamos, ficamos gripados, todo mundo conhece o vírus influenza Na época, essa doença, ela desapareceu do nada, as pessoas adquiriram a imunização, hoje existe essa possibilidade do vírus, ele enfraquecer antes da chegada da vacina? É, isso é muito difícil, né, nessa época, né, nessa pandemia do início do século passado, como você falou, morreram milhões de pessoas, né, então provavelmente naquela ocasião, né, deve-se ter atingido, né, essa imunidade de rebanho às custas de muitos óbitos, né. Então, a partir do momento que você perde muitas pessoas porque elas morreram ou pessoas se tornaram imunes, né, sobreviveram e ficaram imunes, aí você de fato diminui muito o número de suscetíveis e aí acaba interrompendo uma epidemia, né. Agora, como eu falei, o preço disso foi muitos óbitos, né? E, obviamente, isso não é de nenhuma forma razoável pensar nos dias atuais, né? Isso até em algum momento chegou a ser discutido, muita gente apostava nessa tese, né? De, ah, não, vamos atingir essa imunidade de rebanho porque resolve o problema, né? Então, isso a gente viu que não funciona, porque se fosse deixar a doença correr o seu curso natural, a gente certamente teria milhões de óbitos, a gente já passou, a gente já está num número muito elevado de óbitos no mundo, mas a gente certamente teria um número muito maior se nada fosse feito para interromper esse ciclo natural da doença. Então, de fato, a única forma da gente sair dessa situação é conseguir atingir um patamar, uma cobertura vacinal ampla, a ponto de a gente, aí sim, ter uma imunidade de rebanho desencadeada pela vacinação. Esse é um caminho para a gente sair. Agora, qualquer outra alternativa, você acabaria tendo que pagar esse preço de milhões de óbitos que seriam totalmente evitáveis e com certeza ninguém imagina que seria razoável pagar esse preço. Neste momento, o mundo acompanha com muita preocupação a cepa brasileira, que é uma variante descoberta em Manaus e que provavelmente já está em todo o país, André? E para quem está em casa, o que seria essa cepa? Como é um vírus, os vírus sofrem mutações naturalmente, na tentativa de se adaptar melhor ao seu hospedeiro. Então o que a gente tem visto foi emergências de cepas com mutações que potencialmente são mais transmissíveis A gente tem esse dado bastante preocupante E é justamente o esforço do vírus a se adaptar melhor à espécie humana E aí passar melhor de uma pessoa para outra Então pode ser isso que esteja acontecendo E assim, como a gente viu em Manaus, uma transmissão explosiva, descontrolada Isso favorece muito a emergência dessas cepas, porque você tem muita transmissão, muito vírus sofrendo mutação e eventualmente uma dessas mutações acaba levando vantagem sobre outras e acaba se estabelecendo. E assim, como a gente não tem nenhum controle de fronteira, nem é interno e é externo, passou a ter algum controle recentemente com a questão dos testes, enfim. Mas como a gente não tem nenhum controle interno, é bem possível que essa cepa já esteja espalhada por todo o país, visto que mesmo com esse momento de restrições, muitas pessoas continuam viajando, várias pessoas continuam viajando, está no momento de férias para algumas delas, viaja, vai para outros estados, enfim. Então, esse fluxo interno de pessoas passando de um estado para o outro favorece muito esse espalhamento da cepa. Então, a crença que a gente tem, o que a gente acredita que já deve estar isso espalhado no Brasil todo, a gente só não tem capacidade de fazer essa detecção num tempo tão hábil, porque isso depende de sequenciamento do vírus, que são poucos laboratórios que fazem. Então, é bem provável que comecem a aparecer em breve as notícias de que encontrou a cepa em determinado estado, depois encontra em outro, até a gente entender que, de fato, essas cepas vão se estabelecendo e conseguem se espalhar no país como um todo. André, com certeza, quem está nos assistindo agora, acompanhou essa sua última resposta sobre as mutações, deve estar se perguntando, qual que é o perigo desta mutação do vírus e pode ser que a vacina que já foi desenvolvida, que milhares de pessoas aqui no país já tomaram, não tenha efeito? Os cientistas, eles continuam estudando o Sars-CoV-2? Pode ser que daqui dois, três meses a gente tenha uma vacina diferente no país? Então, essa é uma questão que ainda não tem uma resposta definitiva, mas assim, tudo leva a crer que a gente não vai ter esse problema, pelo menos por enquanto, né, aparentemente as vacinas, todas elas, funcionam contra essas variantes, né, e principalmente a vacina Sinovac, né, do Instituto Butantan, como ela utiliza o vírus todo, né, o vírus todo inativado, então você não tem um alvo só que o organismo vai reconhecer para produzir anticorpos, você tem o vírus inteiro, né? Então, se eventualmente tiver uma mutação, né, numa proteína específica do vírus, isso não vai fazer muita diferença para a vacina, né? Para as outras vacinas que às vezes procuram alvos mais específicos, pode ser que em algum tempo, daqui a algum tempo, elas percam essa eficácia, né? Mas são vacinas que são facilmente editadas, entre aspas, para se adaptar a novas cepas, né? Então, assim, nesse momento isso não parece ser um problema, né? a questão de todas as vacinas que estiverem disponíveis para a população, muito provavelmente vão nos proteger de todas essas cepas. Mas é algo que, obviamente, vai ter que ser acompanhado com bastante cautela, com bastante rigor, para ver se em algum momento vai ser necessário fazer esse ajuste aí nas vacinas e pode ser que daqui a um tempo todo mundo tenha que se vacinar de novo. Isso é uma probabilidade, não tem uma resposta certa, mas é bem possível que daqui a algum tempo a gente precise, todo mundo, ser vacinado. Para quem leu a notícia que saiu ontem, uma recomendação na Alemanha, que idosos acima dos 65 anos não tomem a vacina de Oxford. Isso traz algum receio aqui para o nosso país, a gente precisa ficar em alerta, as populações, elas têm um efeito diferente, o efeito que teve na Alemanha não teve aqui, por conta da pressa? Faltam testes ainda? A questão é que a gente teve um número muito limitado de idosos que foram incluídos nos estudos, mas a dúvida maior seria em relação à eficácia nesses grupos. Em termos de segurança, a vacina já se demonstrou ser segura em todas as faixas etárias estudadas. E a gente pode, consegue até extrapolar esses dados de segurança, visto que são vacinas que não são de vírus vivo, por exemplo, que são as vacinas que preocupariam mais em termos de segurança. Então, isso não parece ser uma, não seria uma preocupação. A dúvida maior seria em relação à eficácia mesmo, que em diferentes grupos de faixas etárias, grupos de imunossuprimidos, você pode ter níveis diferentes de eficácia. Mas assim, nesse momento que a gente está, que a gente precisa proteger o maior número de pessoas possível, a gente segue ainda com as recomendações nacionais de que todas as faixas etárias, a partir dos 18 anos, sejam vacinadas. E com essa priorização, inclusive, para os idosos. Então, esse grupo de idosos, não é que eles... é o contrário, eles têm que receber a vacina e com prioridade, porque são justamente os grupos mais vulneráveis para desenvolver formas graves da doença. Ótimo. Para quem está nos assistindo, quando a gente fala dessas mutações, é muito difícil fazer o sequenciamento genético para poder identificar a linhagem do vírus? Isso leva muito tempo? Não, não leva muito tempo. Aqui você depende de tecnologias que são poucos laboratórios que têm. Então, no sistema público brasileiro, tem vários laboratórios, esses laboratórios maiores, mais centralizados, que fazem isso. E fazem isso até de uma forma rotineira, mas obviamente num número muito restrito. O PCR, que é o teste principal para diagnóstico, a gente hoje já consegue fazer em uma escala muito grande, de vários laboratórios conseguindo fazer esses testes de maneira muito ágil. Agora, o sequenciamento depende de algumas tecnologias a mais, que são de fato centralizadas. E o tempo para realizar o exame não é tão demorado, mas o fato é que ele é feito em poucos centros. Então, por isso que no Brasil a gente não consegue ter uma escala tão grande de sequenciamento igual tem em outros países. Então, a gente viu notícias do Reino Unido que faz um número absurdo de sequenciamentos. Mas no Brasil, alguns centros conseguem fazer, sim. André, ontem eu li uma reportagem em que a chanceler alemã, Angela Merkel, disse que está atuando para evitar uma terceira onda da doença. Enquanto não houver vacina para a maioria das pessoas Ou um remédio comprovadamente eficaz Este tipo de notícia vai ser cada vez mais comum Terceira, quarta onda Elas tendem a ser mais rápidas, mais fortes ou não? Então, isso é difícil da gente prever também Essa é uma preocupação adicional por conta dessas emergências de novas cepas que a gente tem observado. Porque é uma possibilidade de que em algum momento surjam novas cepas que, por exemplo, escapem dos anticorpos que as pessoas já produziram ou porque foram vacinadas ou porque adquiriram infecção por cepas que estavam circulando no começo da pandemia. Então pode ser que mais pessoas possam ser infectadas Dependendo do tipo de cepa que apareça Então essa é uma preocupação adicional de fato Mas é algo imprevisível Não tem como a gente prever que de fato isso vai acontecer Como eu falei, é tudo muito dependente do comportamento das pessoas Apesar de poderem aparecer essas cepas diferentes Essas medidas não farmacológicas de proteção que é distanciamento físico, utilização de máscara, evitar aglomerações, isso previne a infecção da mesma forma com as primeiras cepas que circularam. Então, é possível conter esse espalhamento com a adoção rigorosa dessas medidas não farmacológicas. E as vacinas também, só que a gente precisa ter uma ampla cobertura vacinal. Nesse momento, diante da escassez mundial de vacinas Então a gente não vai conseguir, num curto prazo, vacinar a maioria da população Essa preocupação com a ocorrência de novas ondas ainda vai persistir Então se tiver por algum motivo as pessoas forem cansando mais Forem descuidando dessas medidas O vírus vai continuar transmitindo, vai continuar se espalhando Vai demorar para a gente ter uma cobertura vacinal tão ampla a ponto de conseguir controlar de fato a transmissão. Para a gente poder encerrar, André, e que a mensagem chegue a todo mundo que está nos acompanhando de forma correta. Para quem está em casa, recebeu alguma mensagem em relação à vacina, mesmo tirada fora de contexto desta da Alemanha, que eu acabei de citar, dos acimas dos 65 anos? Qual que é a importância da vacinação para o nosso país em um momento como pandemia que estamos vivendo? Então, as pessoas têm que entender que nesse momento a vacinação é a nossa única saída, a nossa melhor saída, a nossa melhor alternativa para sair dessa situação. Como eu falei, as medidas não farmacológicas são muito dependentes do comportamento individual das pessoas e como a gente viu, pelo menos no Brasil, ao longo do ano passado e desse ano, elas sozinhas não seguram a transmissão. A gente fica nesse sobe e desce aí de transmissão. Então, as vacinas, sim, elas têm esse potencial de tirar a gente dessa situação. Então, assim, assim que as vacinas estiverem disponíveis para a faixa etária de cada uma das pessoas, assim que for possível, as pessoas devem se vacinar. Tem que lembrar que a vacinação, obviamente, confere uma proteção individual no sentido de reduzir o risco de desenvolvimento de formas graves da doença, mas o principal benefício da estratégia de vacinação é coletivo. A gente depende de uma cobertura vacinal alta. Não adianta ter as vacinas disponíveis e as pessoas optarem por não se vacinar. A gente precisa que a maioria da população se vacine para que a gente consiga ter uma proteção coletiva. Só assim a gente vai conseguir atingir essa imunidade de rebanho e aí poder pensar em voltar ao modo de vida que a gente tinha anteriormente. Mas isso vai demorar e vai depender das pessoas se vacinarem e a gente ter uma ampla cobertura vacinal. Você já recebeu a primeira dose da vacina, André? Já recebi, recebi na semana passada. Ô inveja. André Giglio, infectologista do Hospital da PUC Campinas, muito obrigado por todas as suas informações, pelos seus esclarecimentos. A gente sabe que este assunto ainda vai durar algumas semanas, meses, então a gente volta a conversar caso surja algum assunto pertinente e novo. Tá certo, André? Claro, obrigado pelo convite novamente. fico à disposição. Nós é que agradecemos André Giglio, ele que é infectologista, falando aí sobre as novas cepas em relação à vacinação que está acontecendo no Brasil e em todo o mundo. Olha só, fim de semana de estabelecimentos fechados, apenas o serviço essencial funcionando, mas claro que o nosso repórter, o Rubens Morelli, pesquisou e ele traz agora dicas do que fazer e assistir, e claro que tem uma entrevista especial é o Cultura Total na sua tela Alô, alô, bom dia boa tarde, uma boa noite pra você que tá aí também, está no ar mais uma edição do Cultura Total, nesta sexta-feira 29 de janeiro de 2021, e hoje que é aniversário da Oprah, então um beijo pra ela, parabéns mas vamos logo pro que interessa Hoje o programa está recheado com muitas notícias, tem entrevista com personagens importantes do cenário musical de Campinas, tem dicas de programação cultural, enfim, muita coisa boa rolando. Então, roda a vinheta! E a gente começa falando sobre um documentário muito interessante a respeito da história do distrito de Joaquim Egídio, tão importante para a cultura aqui de Campinas. O filme Festa Tradicional do Distrito de Joaquim Egídio Padroeiros, São Joaquim e São Roque foi selecionado pelo programa Juntos pela Cultura da Secretaria Estadual de Cultura e Economia Criativa de São Paulo que ajuda a divulgar a cultura e a memória de todas as regiões do estado. O documentário explora o universo do distrito e a importância da celebração religiosa para a população local, com o desafio de manter a tradição mesmo em tempos de pandemia. Legal, né? Esse registro histórico que está lá. O filme está disponível no canal Cultura Abraça Campinas, no YouTube, muito bacana, vale a pena prestigiar. A Praça Arautos da Paz ganhou um novo colorido. Os artistas Rogério Pedro e Luciane Moreira fizeram a recriação do mural As Divas, na principal estrutura lá da praça. Tem 12 metros de altura, essa arte que pode ser vista de longe e chama a atenção de quem passa por lá. O painel original era de 2016, mas foi repaginado agora, ainda mantendo a figura central da Carmen Miranda na obra. A pintura é de responsabilidade dos artistas e conta com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura. Muito bom, um grande abraço aí para o Rogério e para a Luciane, deixando esse colorido. Parabéns pela iniciativa e pela obra. E olha só que interessante, você que gosta de escrever tem a oportunidade de participar de uma seleção de roteiros de teatro aqui na cidade. O concurso Nova Dramaturgia Campineira vai selecionar três textos dramatúrgicos curtos, de até 20 páginas, que depois serão publicados em uma coletânea. As inscrições para os autores de 16 a 29 anos de idade estão abertas até o dia 21 de fevereiro, lá pelo site novadramaturgiacampineira.com. Todas as informações sobre prazos, o estilo de texto e os objetivos do concurso, Além, claro, de dicas de oficinas de aprendizado, também estão lá no site. E por causa das novas restrições impostas pelo governo estadual, que reclassificou a região de Campinas para a fase laranja e vermelha após as 8 da noite e também nos fins de semana, as apresentações que estavam programadas para acontecer no Teatro Oficina do Estudante Iguatemi e também lá no Interiorano Comedy Club e demais casas do gênero da região foram adiadas. As novas datas serão informadas em breve. Você que já tinha adquirido os ingressos pode entrar em contato com as casas para saber a respeito da troca ou da devolução do dinheiro. A previsão é que os espetáculos voltem à agenda no final do mês de fevereiro, então fica ligadinho aí. É, e chegou a hora do nosso bate-papo semanal aqui no Cultura Total. E dessa vez eu tenho a honra e a alegria de poder entrevistar o da Lua, que está aqui com a gente conectado via aplicativo Zoom. O da Lua que é rapper, é produtor musical aqui de Campinas, que já atua no ramo desde 2005, mas está investindo mais na carreira solo já a partir de 2016, né? Como é que tem sido essa trajetória da Lua? Tudo bem? Obrigado aí pela presença. Tudo ótimo, agradeço pelo espaço Muito bom estar aqui falando com você Cara, é uma trajetória árdua Hoje em dia eu não moro mais em Campinas Moro em São Paulo Estou criando estrutura Estou tentando me profissionalizar um pouco mais E estou num processo de consolidação da minha carreira Então sempre é um processo árduo Estamos aí, estamos no mesmo processo. Você participou de vários grupos musicais, inclusive aqui de Campinas, o 019, por exemplo, talvez acho que era o mais conhecido dessa cena, mas depois participou de outros coletivos também. Queria que você enunciasse aí essa trajetória e até chegar na decisão de tentar alçar voos sozinho. É, sim, na verdade eu, embora eu tenha participado de alguns coletivos, grupo mesmo, eu só fiz parte do 019, que em 2013, ali, em 2014, a gente foi começando, cada um foi começando a buscar o seu caminho. E eu acho que foi ali que eu comecei já a gravar minhas músicas solos, mas em 2016 eu tive uma transição um pouco maior, porque a gente deu uma pausa nos trabalhos do grupo e eu pude focar na minha carreira, tá ligado? e comecei a gravar solo, continuei fazendo shows pelo interior paulista, comecei a sair de Campinas com mais frequência com o meu trabalho solo, lancei o meu primeiro videoclipe, teve um número significativo para a gente, que foi Mochila, acho que foi o primeiro trampo que eu tive, que teve um boom, posso dizer, era um crescimento que a gente não estava acostumado a acompanhar, um clipe que não é lançado organicamente, sem investimento nenhum, bater um milhão naturalmente é meio impactante, acho que foi a partir dali que eu comecei a focar mesmo na minha carreira solo, depois de Mochila veio o Tins ao Mané, que veio algumas outras que bateram números significativos. E essa transição do grupo para a minha carreira solo é uma transição árdua, acho que eu ainda estou fazendo isso, acho que é passo por passo, acho que eu ainda estou sendo reconhecido mesmo como rapper, como produtor, como músico. É isso, é uma grande construção. E você é um dos pioneiros desse gênero musical, Que seria um subgênero do rap, que é o trap Tem um pouco de elemento de música eletrônica também Um dos pioneiros aqui no Brasil, porque isso começou lá nos Estados Unidos E você trouxe pra cá, ou ajudou a trazer aqui pro Brasil E que acaba agradando muita gente desse segmento específico Queria que você falasse a respeito desse gênero musical E essa consolidação junto com o público Cara, o trap é algo muito novo ele é muito novo, ele veio de Atlanta de Georgia e assim, o Brasil ele é muito tendencioso o trap agora está dando muito certo mas realmente de certa forma eu já estou trabalhando isso há algum tempo há alguns anos e agora houve esse boom, tá ligado eu acho que ia rolar de alguma forma porque o trap é um gênero Que apesar dele ser pesado É um gênero muito livre Como eu te disse anteriormente Quando a gente estava conversando O rap é o novo rock Eu acho que jovens além do rap Além do gênero em que a gente atua Conseguem se enxergar ouvindo o trap Então a gente consegue ver Muito artista do trap Que é ex-vocalista de banda de rock Ou até mesmo Nem fazer a música Que hoje está se entregando totalmente para a parada Acho que o trap traz essa liberdade, tá ligado? Acho que o trap hoje em dia pode ser visto como uma porta de entrada pros jovens hoje no hip hop de uma forma mais livre, assim, tá ligado? E é uma coisa de identificação também, talvez. É uma coisa de identificação porque, no fim das contas, acaba abordando temas que normalmente outros estilos musicais deixam de lado, né? e acaba tendo, especialmente no jovem mais da periferia, talvez, identificado com o hip-hop, que tem essa questão da criminalidade, infelizmente, tem a questão de violência. O trap tem essa liberdade de falar a respeito desses temas que são comuns hoje em dia. Acho massa porque o trap é livre. O meu primeiro som, que eu particularmente acredito que deu certo, Eu tô, sei lá, falando de uma mochila, tá ligado? Então, é algo bem livre, assim, tipo, acho que é uma nova porta que o hip hop tem pra atrair jovens. O trap é o novo rock, é o estilo musical onde você pode ser o que você quiser, falar o que você quiser, sentir o que você quiser, expor o que você quiser dentro da música trap. Acho que o trap dentro do hip hop hoje é uma nova porta. de entrada pros jovens pra quem se sentir livre pra fazer parte com a gente Odalu, eu queria ver com você a questão que nesse período da pandemia, muita coisa aconteceu e muita coisa ficou parada, mas no seu caso você continuou trabalhando, inclusive teve o lançamento de uma música agora no final de julho, que é a Diego e essa música também naturalmente já atingiu mais de 400 mil visualizações no YouTube. Gostaria que você falasse um pouco a respeito dessa música pra gente poder saber justamente como é que foi essa receptividade do público e a sua satisfação com ela. Cara, assim, em relação a minha satisfação ao resultado do trabalho de Diego foi maravilhoso eu tô super feliz inclusive hoje eu tava dando uma olhada nos números em meio a pandemia e todas essas questões que tem tido agora a gente não estava tão, como eu posso dizer tão esperançoso em relação ao trabalho porque a gente fez ali em Diego o que a gente podia fazer no momento trabalhando com uma equipe um pouco reduzida tentando seguir os protocolos porque foi bem no início da pandemia então foi algo delicado A gente trabalhou com medo do que pudesse resultar, trabalhou com medo de trabalhar, porque a gente teve que sair, e números altíssimos de mortes e casos do Covid, então a gente estava bem preocupado. Mas em relação ao resultado, foi legal, fiquei super feliz. São quase meio milhão de visualizações, num trabalho que a gente fez em meio à pandemia. A gente estava morrendo de medo de fazer esse trampo A gente não sabia se as ferramentas que a gente tinha ali Pré-dispostas para a gente fazer Diego Eram realmente as ferramentas que a gente precisava Mas ao mesmo tempo a necessidade de manter o público em casa Intertido com o que a gente pode fazer Porque eu, pelo menos da Lua, me recuso a fazer show durante a pandemia então era o que a gente podia fazer pelo nosso público, pelas pessoas que acompanham eu fico super feliz que tenha alcançado esses números não tava esperando foi bem despretensioso assim e cara tamo aí, tamo trabalhando não tá sendo fácil trabalhar em meio a pandemia a gente continua trabalhando com medo buscando seguir os protocolos mas tá complicado a estrutura hoje em dia é mínima é mais pensado por conta do corte de shows hoje a gente não está se apresentando por conta da pandemia então tudo é calculado pensadinho assim tenho ficado tranquilo e feliz por saber que a gente está conseguindo trabalhar dessa forma, mas não está sendo fácil muito legal é o jeito, todo mundo tem que se adaptar a esse momento de pandemia que a gente tá vivendo. Pra gente falar um pouco a respeito pra mostrar, na verdade, um pouco a respeito desse trabalho, Diego vou pedir licença aqui pro Dalu pra gente mostrar um trechinho do clipe e daqui a pouco a gente volta com o bate-papo aqui com o Dalu olha só A gente está aqui conversando com o Dalu, esse rapper daqui de Campinas, mas que hoje está lá em São Paulo, expandindo o seu trabalho, a sua carreira. Mas, Dalu, você sempre participou, desde criança, do movimento negro aqui da cidade de Campinas também. Queria que você falasse a respeito dessa convivência e do que te motivou a ser uma voz do movimento negro e da cultura negra aqui na cidade de Campinas. Fico feliz pelo mérito. Cara, eu sempre tive de alguma forma linkado a esse movimento porque minhas tias estão ali. Desde muito cedo eu acompanho elas lidando com outros ativistas da cidade Então eu sempre tive uma educação bem árdua em relação a ser preto Em relação a ser um homem preto Sempre me entendi como homem preto Que não é tão fácil para outras pessoas que vêm de onde eu venho Jovens de periferia assim como eu então sempre teve muito presente dentro de casa e depois muito cedo, assim, sei lá quando eu tinha meus 11, 12 anos eu tive uma breve passagem ali pela Casa de Cultura Tainan, foi onde eu também pude me enxergar ainda muito mais como um homem preto e entender questões sociais e etc e tal sobre a pretitude, sobre a periferia, enfim, assuntos que realmente importa pra nós pretos. Então, é uma construção de caráter, étnica que eu já tenho, assim, de muitos dentro de casa, assim. Minhas tias são professoras, elas sempre tiveram ativamente o movimento negro e depois eu tive essa passagem na Casa de Cultura Tainan, que muito me fez bem também, me ensinou muito. Sempre que eu posso, eu tô por lá também, ainda. E é isso, cara. Foram escolas que eu tive assim desde muito cedo, minha família e a Casa de Cultura Tainan, sou grato. É, muito legal, né? E a Tainan, a Casa de Cultura Tainan, né, que desenvolve um trabalho tão bonito e tão importante aqui para a cidade de Campinas, mais um colega que está aí brilhando e trilhando esse caminho para concluir. Daluan, qual que é a expectativa aí para esse ano de 2021? e também sobre o seu trabalho, o que você está esperando aí para o futuro. Cara, minha expectativa para 2021 é que esse vírus passe. Que a gente consiga enfrentar isso com sabedoria, com inteligência, que, sei lá, pelo menos para mim, esse ano de 2020 foi caos, foi bem confuso, bem caótico. Eu espero que tenha acendido questões assim como acendeu para mim essa pandemia. Foi muito importante para mim. Eu espero que 2021 a gente possa respeitar melhor o mundo em que a gente vive, o ar que a gente inspira, as pessoas que a gente tem à nossa volta. Enfim, espero que 2021 seja um ano totalmente diferente, um ano de mais consciência, um ano de mais trabalhos, Porque 2020 foi pesado para a gente que trabalha no meio do entretenimento, da música, da informação. A gente ficou muito travado. Então, eu espero que em 2021 a gente consiga trabalhar, curar essa bolha, levar a informação às pessoas, levar a música para as pessoas e trabalhar. E ter shows do Da Lua aqui em Campinas, né? Do Da Lua, pelo Brasil todo, por favor. Isso mesmo. Para o pessoal encontrar você nas redes sociais, como é que a galera faz? Cara, eu tô no Instagram como aulad7, tô no YouTube como o Dalu Oficial, tô no Facebook como o Dalu Oficial E tô no Twitter como aulad777, pode pesquisar, vou tá por lá, e é isso É isso aí, muito bom, o Dalu, conversando aqui com a gente, casa tá sempre aberta pra você, viu? Muito obrigado pela entrevista Eu que agradeço, obrigado pelo espaço, tamo junto É, isso mesmo, o da Lua, grande artista aqui da cidade de Campinas. E olha, tem mais coisas especiais acontecendo nesse fim de semana pra você. Chegou a hora da gente dar aquela zapiada com o controle remoto e ver o que vai rolar nas plataformas de streaming neste fim de semana, né? A gente começa por A Escavação, que estreia nesta sexta-feira na Netflix. Uma viúva contrata os serviços de um arqueólogo amador às vésperas da Segunda Guerra Mundial para descobrir o que está enterrado em suas terras. Vai lá na Netflix. Para a família toda tem a estreia de Em Busca de Ohana. Dois irmãos de férias no Havaí buscam um tesouro perdido enquanto tentam se conectar com a família. Também já no catálogo da Netflix. Para assistir com uma caixinha de lenços do lado tem a estreia de Clouds. Na Disney+, um jovem músico recebe o diagnóstico de que tem apenas mais seis meses de vida. Então, decide correr atrás do sonho de gravar um álbum. Cuidado com a choradeira, hein? Está lá disponível na Disney+. E para os assinantes do Now, já está disponível o filme Mulher Maravilha 1984, que nem saiu direito das salas de cinema, mas já está disponível em tempo recorde no streaming, para você assistir em casa, né? O longa apresenta uma nova aventura de Diana Price, vivida na década de 80. E assim chega o fim de mais um Cultura Total, agradecendo demais a sua companhia. Você pode deixar um recadinho para a gente no nosso WhatsApp, o número 978293776. A gente se encontra na próxima semana. Um grande abraço, até lá. Tchau! Até sexta-feira que vem, Rubens Morelli com o Cultura Total. Meio dia e 47, estamos ao vivo nesta sexta-feira. Vamos fazer o seguinte, mais um rápido intervalo e na volta muitas informações sobre o Legislativo. Aqui sobre a Câmara de Campinas com a Mina Abreu ao vivo. Então não saia daí. Câmara Total de Volta ao vivo nesta sexta-feira. Muito obrigado pela sua companhia e audiência. Continue participando. O número do nosso WhatsApp 19 é o DDD 978293776. Está aqui embaixo da sua tela. Ou você tem a opção do QR Code. Você pega o seu celular, abre a câmera e aí você mira para este QR Code. e você aperta para enviar uma mensagem que a gente conversa ao vivo nesta sexta-feira. Como combinado, a Mina Abreu já está de volta aqui nos nossos estúdios, agora para falar sobre as notícias do Legislativo aqui da Câmara de Campinas, porque a ação parlamentar continua. Continua mesmo. E sabe, aquele bueiro que você passa está sem a tampa? É um problema e um perigo. E preocupado com essa situação, o vereador Luiz Socine protocolou um requerimento de informações para acompanhar o que acontece aqui na cidade de Campinas. Nesse vídeo gravado por uma câmera de segurança que está circulando nas redes sociais, no dia 14 de janeiro, os bandidos chegam em uma caminhonete. A dupla sai do veículo e, repare, para não chamar a atenção de quem passa pelo local, um deles abre o capô do carro para disfarçar. Eles dão um tempo, ajeitam a caçamba e, na sequência, furtam a tampa do bueiro que fica na Avenida Orozimbo Maia. O problema é muito mais frequente do que você possa imaginar. Na Rua Sacramento, a tampa deste bueiro também foi levada. E para resolver este problema, o vereador Luiz Rossini fez um requerimento e enviou à Prefeitura. Eu estou solicitando à Secretaria de Serviços Públicos que nos dê informações, primeiro, se esse fato tem acontecido com frequência, qual a quantidade de ocorrências dessas que chegam ao conhecimento da Secretaria, se hoje não existe peça de reposição. A prefeitura, através da secretaria, vai ter que fazer uma licitação para adquirir novas tampas de bueiro. Em que pé que está esse processo e se existe a possibilidade de encontrar uma alternativa técnica para identificar tampões que venham com algum tipo de trava de segurança para impedir ou, no mínimo, dificultar esse tipo de ocorrência e furto. Não é difícil andar pela cidade e não encontrar um bueiro sem tampa. Os furtos acontecem em grandes avenidas, como neste cruzamento da Francisco Glicério com Aquidabã. Segundo um levantamento feito pela prefeitura, o furto de tampa de bueiros cresceu cerca de 40% em relação ao ano anterior. Além do prejuízo para os cofres do município, porque repor essa tampa que é de ferro tem um custo, é recurso público, é dinheiro público indo para o bueiro, literalmente. oferece risco às pessoas. Nesse caso, o bueiro é na calçada, aqui no cruzamento da Sacramento com a rua Tiradentes, um local que passa muita gente, idosos, pessoas às vezes que vêm nas clínicas com dificuldade de locomoção, e isso pode provocar acidente ao pedestre. A prefeitura tem 15 dias para responder o parlamentar, que são prorrogáveis por mais 15 dias. Por ser um problema que está começando, mas está ganhando volume, ele precisa ser enfrentado com rapidez e responsabilidade. E ainda falando sobre ação parlamentar, lá no distrito do Campo Grande, um mutirão de limpeza aconteceu no último fim de semana por uma ação do vereador Igor Diego. Acompanhe. Toneladas de entulho foram retiradas de terrenos no distrito do Campo Grande, em Campinas. Quase dois quilômetros de vias de terras receberam nivelamento com máquina e cascalho. Foram dois dias de muito trabalho. Tudo isso após uma indicação feita pelo vereador Igor Diego, que acompanhou de perto. Era uma sensação mesmo de abandono, de entulho e também de insegurança em relação aos animais peçonhentos e também a proliferação do mosquito da dengue, né? Que muito se fala agora no coronavírus e pouco se fala no mosquito, mas ele existe, ele continua aí. Então essa ação se fez necessária devido a isso. A ação foi realizada em 17 bairros da região e contou com o trabalho de 8 equipes, maquinário e caminhões. Os bairros que receberam manutenção foram Jardim Sul América, Residencial São Luís, Parque Valença 1 e 2, Jardim Uruguai, Jardim Nova Esperança, Jardim Novo Mundo, Chácara Cruzeiro do Sul, Parque Floresta 1, 2, 3 e 4, Residencial Colina Verde, Cidade Satélite Íris, Jardim Maracanã e Jardim Liza O nosso vereador Igor Diego indicou e pediu para mim dar uma força Porque eu sempre estou presente nas ações aqui da nossa região E eu participei com os caminhões, as máquinas aqui na região Os lugares que estavam demarcados para limpeza Foi bem satisfatório O vereador vai acompanhar e fiscalizar a manutenção nesses bairros Nós estamos abertos para o povo, para a população nesse momento difícil, inclusive a Câmara não está podendo receber visitas, então nós colocamos o WhatsApp do povo. O WhatsApp do povo é 989004928. Através desse WhatsApp, que hoje em dia é uma maneira mais rápida e fácil de comunicação, nós estamos fazendo indicações como essa que foi feita e a Prefeitura atendendo aí prontamente a nossa indicação. E o vereador Paulo Gasparo do Novo apresentou uma moção que apela ao governador do estado de São Paulo que mantenha aberto os estabelecimentos independentes de qualquer fase. E também um projeto de lei pedindo que mais categorias sejam classificadas como serviços essenciais. O vereador Paulo Gaspar do Novo protocolou uma moção que apela ao governador do estado, João Dória, para que não impeça o funcionamento de estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços na cidade de Campinas em qualquer das fases do Plano São Paulo. Nós ficamos muito sensibilizados com a situação dos bares e restaurantes e também dos shoppings, todo o comércio em geral, que vai ter que fechar durante a fase vermelha, no período da noite e também nos finais de semana. Nós não achamos justo que o cidadão seja impedido de empreender, de trabalhar, a gente sabe que as famílias estão precisando, né? E nós defendemos sim que as restrições sejam feitas e até lacrado o estabelecimento se comprovada alguma irresponsabilidade, alguma infração, mas não de antemão você proibir as pessoas já pressupondo que elas não vão cumprir com as normas. O parlamentar sugere que ao invés de fechamento, que sejam implantadas medidas de diminuição da capacidade dos estabelecimentos comerciais e de distanciamento social, com a obrigação do uso da máscara no interior dos estabelecimentos. Defendemos que o cidadão tem uma maior participação na sociedade e menos do poder público. A gente precisa ser menos dependente do poder público. Então nós defendemos a liberdade com responsabilidade. E nesse sentido, o próprio cidadão pode fazer as denúncias, se ele está frequentando um restaurante ou um shopping, ele vira alguma coisa, Ele pode fazer a própria denúncia e acionar o poder público para submeter a infração. Preocupado com as consequências do fechamento dos estabelecimentos imposto pela fase vermelha do Plano São Paulo, o parlamentar protocolou ainda um projeto de lei que enquadra várias categorias como serviços essenciais, barbearias, salões de beleza, cabeleireiros, manicures e pedicures, esteticistas, depiladores e maquiadores autônomos, shopping centers, galerias e estabelecimentos congêneres e estabelecimentos comerciais, estabelecimentos de prestação de serviços e atividades exercidas em escritórios em geral, além das exercidas por profissionais liberais e autônomos. O setor da beleza tem sido muito prejudicado também, porque trata-se de uma questão de higiene acima de tudo. Tem até um dado interessante que no Japão ele é considerado essencial porque é uma questão de higiene, a pessoa lavar os cabelos, as mãos, enfim. E aqui no Brasil ele está enquadrado no modo geral como todos, né? Então a saúde ela é essencial e na questão do setor da beleza, manicure, pedicure, tudo estaria enquadrado nesse setor também de essencial. Paulo Gaspar lembra que outros setores já foram contemplados com a classificação como serviço essencial e com a medida o poder público municipal poderá garantir a geração de empregos e renda, ainda que limitando a capacidade de atendimento e estabelecendo critérios de distanciamento social. Alguns outros já haviam sido contemplados e a gente não gostaria que tivesse essa visão de setores, mas que todos os que quiserem empreender, eles como dos bares e restaurantes que a gente citou, a gente tem o direito de empreender desde que as pessoas têm que se responsabilizar e no caso o dono do estabelecimento, ele fica responsável por manter a ordem e cumprir as normas dentro do estabelecimento dele. E olha só, preocupado com os golpes pela internet, o vereador Jair da Farmácia pede que Campinas tenha uma unidade especializada na investigação de crimes cibernéticos. O vereador Jair da Farmácia do Solidariedade solicitou que o prefeito Dário Saad para que negocie junto ao estado de São Paulo a criação de uma delegacia específica para a investigação de crimes por meios eletrônicos na cidade de Campinas bem como o combate a organizações criminosas que hajam no meio cibernético Atualmente apenas a capital paulista conta com a divisão de crimes cibernéticos com quatro delegacias. Subordinada ao DEIC, o Departamento Estadual de Investigações Criminais, a divisão foi inaugurada em dezembro de 2020 e conta com as delegacias sobre fraudes contra instituições financeiras praticadas por meios eletrônicos, sobre fraudes contra instituições de comércio eletrônico, sobre violação de dispositivos eletrônicos e redes de dados e a quarta, de lavagem e ocultação de ativos ilícitos por meios eletrônicos. Até então, havia na capital a Delegacia de Investigações sobre Fraudes Patrimoniais praticadas por meios eletrônicos, que foi extinguida com a criação do novo setor. Em Campinas, cada delegacia é responsável também por investigar esse tipo de crime. O vereador acredita que pelo tamanho da cidade e por ter cerca de 147 mil idosos, Público que geralmente cai em golpes ou é vítima de crimes cibernéticos, Campinas deva receber uma unidade especializada. A indicação foi devido a pessoas de idade, pessoas que não têm muito acesso a redes sociais, que levam muito ameaça, chantagem. E que eles vão investigar mais, vai a fundo do problema. Tá certo então, Mina Abreu, com as notícias do Legislativo, vamos continuar falando aqui dos assuntos da Câmara de Campinas, mas agora sobre as comissões permanentes naquela atualização que a gente tá fazendo, hoje tem mais comissões? Tem sim, lembrando que a Câmara tem 21 comissões permanentes, mais a comissão especial de honraria e a gente já falou de várias delas aqui. Agora nós vamos falar sobre a Comissão de Prevenção às Drogas, que terá novamente o vereador Nelson Osseri na presidência. A Comissão Permanente de Políticas de Prevenção às Drogas foi criada pela Resolução 925 de 2017 e tem entre suas atribuições acompanhar e fiscalizar os programas governamentais e não governamentais relativos à matéria, opinar ou emitir parecer sobre as proposições e matérias relativas ao tema, além de estudar e propor políticas públicas aptas a proporcionar melhoria na qualidade de vida dos cidadãos, ressocialização e integração social em análise conjunta com as questões referentes à segurança pública, saúde, cidadania, assistência social, rigidez mental e dignidade da pessoa humana. No Bienio 2021-2022, ela é composta pelos vereadores Nelson Osseri, Juscelino da Barbarense, Débora Palermo, Arnaldo Salvetti e Paulo Haddad. Reeleito presidente, Osseri fala dos objetivos da comissão. Foi meu primeiro projeto de lei, meu primeiro mandato, em 2017, em janeiro de 2017. E é uma comissão muito importante. A Câmara Municipal de Campinas não tinha uma comissão dessa relevância, que trata de um assunto tão sério e que infelizmente interfere na vida de milhares de pessoas que sofrem com o pior mal do século, que é o problema das drogas. Cabe à comissão também colaborar com entidades governamentais e não governamentais destinadas às políticas de prevenção às drogas, bem como com entidades do terceiro setor, o apoio a trabalhos e projetos sociais de prevenção ao uso de drogas e a comunidades terapêuticas, além de promover ações desportivas, de cultura e de lazer, com o objetivo de prevenção e conscientização. A minha pretensão é dar continuidade nesse trabalho de políticas de prevenção, Podendo assim aprimorar junto aos técnicos, aos especialistas As pessoas que atuam somente na linha de frente no combate às drogas Principalmente também dentro das escolas Que é onde você encontra os jovens, onde você encontra os pais Então nós queremos potencializar esse trabalho junto às comissões Para poder salvar mais vidas E na comissão de assuntos da região metropolitana de Campinas é o vereador Luiz Cirilo quem vai presidir os trabalhos. Na última semana, os membros das comissões permanentes da Câmara foram definidos e para o grupo que vai acompanhar os assuntos da região metropolitana de Campinas no bienio 2021 a 2022, terá como composição presidente o vereador Luiz Cirilo e os membros Arnaldo Salvetti, Eduardo Magoga, Juscelino da Barbarense e Rodrigo da Farmadique O objetivo da criação dessa comissão e da sua composição Foi realmente fazer um grupo heterogêneo Um grupo que possa atender as demandas de uma cidade como Campinas Uma cidade metropolitana, com esse perfil E também buscar, junto às demais cidades da região metropolitana As demandas que possam efetivamente atender esse grande desenvolvimento que essa região hoje exige. O vereador já está levantando as pautas que serão discutidas em breve. Nós temos uma grande demanda que já iniciou há dois anos atrás, teve uma discussão mais acalorada no final de 2020, que é o objetivo de criar o trem Intercidades, que sai de São Paulo à Americana, passando por Jundiaí e Campinas. Ou seja, essa será, eu acredito, a principal demanda que os vereadores da região metropolitana devem iniciar uma discussão. Os temas já abordados e não finalizados terão sequência. A Covid é uma demanda emergencial que precisa ser tratada entre os vereadores da região metropolitana, haja vista que Campinas acaba sediando os principais hospitais e os principais leitos dessas 20 cidades que compõem a região metropolitana. Nós temos que dar continuidade a algum bom trabalho que membros da comissão de vereadores da região metropolitana iniciaram, tentar pautar, atualizar as demandas hoje pertinentes ao ano de 2021, mas ao mesmo tempo tentar interagir, fazer com que os vereadores da região metropolitana que compõem essas comissões nas mais respectivas cidades possam efetivamente atender a demanda da necessidade da população. Segundo o artigo 50 do Regimento Interno da Câmara, entre as atribuições da Comissão para os Assuntos da Região Metropolitana de Campinas estão avaliar a eficiência e a abrangência metropolitana de proposições de iniciativa do Poder Executivo e Legislativo e a compatibilidade das proposições do Poder Municipal com os interesses dos municípios pertencentes à região. realizar audiências públicas com entidades da sociedade civil interessadas em participar do processo metropolitano e acompanhar, fiscalizar e controlar as políticas governamentais municipais de abrangência metropolitana. Campinas foi classificada em junho do ano passado como uma das 15 metrópoles brasileiras pelo IBGE. A cidade foi a primeira, sem ser capital estadual, a figurar como um dos principais centros urbanos do país. Nós somos a segunda maior região metropolitana do estado de São Paulo. Perdemos apenas para a capital. E isso quer dizer também que é uma população atuante, uma população que interage muito com a capital e precisa efetivamente ter condições, desde a área da saúde, como transporte, trabalho, renda, para que possa efetivamente oferecer aos seus munícipes uma condição mais ou menos de igualdade, de harmonia, que haja um relacionamento homogêneo entre as mais diversas cidades da região. Débora Palermo é a presidente da Comissão da Criança e do Adolescente. Ela fala das prioridades do grupo. A comissão de defesa dos garantia de direitos da criança e do adolescente e do Sistema Nacional de Juventude. E receber representações que contenham denúncias de violações dos direitos da criança, do adolescente e da juventude em Campinas, apurar a procedência e encaminhá-las às autoridades para providências. A vereadora Débora Palermo, presidente da comissão, quer que as crianças e os adolescentes sejam prioridades nas políticas públicas. Pelo meu trabalho de doze anos no Conselho Tutelar, né? E eu pretendo continuar trabalhando por políticas públicas pra crianças, adolescentes e jovens, né? Eh a lei é clara que a criança, adolescente devem ser prioridade absoluta nas políticas públicas e no no meu trabalho presidindo a frente eu quero que isso torne uma realidade. A comissão tem como membros Otto Alejandro, Paulo Búfalo, Marron Cunha e Guida Calisto. A nova presidente diz que inúmeros debates irão ocorrer na Câmara. Muita gente não conhece as necessidades, as reais necessidades para esse público. Muito se fala de vagas em creche, por exemplo, do déficit de vagas em creche. Mas nós temos problemas também para as crianças com deficiência, atendimentos especializados, nós temos problemas com falta de leitos em UTIs, nós temos problemas com falta de psicólogos para atendimento das crianças e esse debate na Câmara será de suma importância para alertar a população, para trazer à tona tudo aquilo que realmente as crianças e os adolescentes precisam. Na Comissão de Cultura, o vereador Paulo Búfalo é quem vai presidir os trabalhos É dever da Comissão de Cultura opinar e ou emitir parecer sobre as proposições e matérias relativas à cultura e à arte Atuar na garantia da preservação da memória da cidade, do plano estético e paisagístico do patrimônio histórico material e imaterial e dos valores culturais e artísticos. Garantir o desenvolvimento cultural do município, propondo políticas públicas e zelando pela aplicação de políticas públicas municipais. E promover no legislativo a divulgação de ações culturais, estudos, pesquisas, palestras e demais discussões relativas à cultura de Campinas. O vereador Paulo Búfalo, presidente da Comissão de Cultura, pretende dar um suporte maior à Casa de Cultura Fazenda Roseira, referência de patrimônio material e imaterial da cultura negra na cidade. Pretendemos para os próximos dias já fazer uma reunião de planejamento com a comissão, mas nós devemos pautar emergencialmente a questão que envolve a fazenda Roseiras, porque o ano de 2020, recentemente inclusive, eles tiveram problema de invasão, depredação e furto de um acervo importantíssimo. A comissão tem como membros Paula Miguel, Gustavo Peta, Luiz Rossini e Igor Diego. O presidente Paulo Búfalo quer agora pensar em políticas públicas pós-ajuda financeira aos artistas através da Lei Aldir Blanc. O setor cultural foi, tanto os trabalhadores como artistas, um dos mais afetados pela pandemia, fizeram uma mobilização importante pela Lei Aldir Blanc e ela se efetivou em todo o país e aqui na cidade de Campinas, tanto com artistas como organizações da área da cultura, mas isso encerrou-se. Agora, os municípios precisam pensar em como dar esse suporte emergencial também para vários setores, mas em particular para a cultura é um desses setores. Olha, e a Comissão Especial de Honraria, que é a responsável pelas homenagens que a Câmara faz a personalidades e pessoas de notoriedade aqui da cidade ou de outras cidades, também já escolheu seu presidente É o vereador Edson Ribeiro Todos os projetos de decreto legislativo devidamente protocolados são encaminhados à Comissão Especial de Honraria De acordo com o artigo 204 do Regimento Interno da Câmara, os projetos que receberem o parecer favorável dessa comissão são encaminhados para a inclusão na ordem do dia a critério da presidência. Composta por cinco membros, fazem parte da comissão os vereadores Eduardo Magoga, Paulo Haddad, Arnaldo Salvetti, Guida Calisto e Edson Ribeiro, que pela primeira vez estará à frente do grupo no BN 2021-2022. É uma comissão que eu sempre queria, porque tem muito cidadão na cidade de Campinas que merece essa medalha de honraria. Olha, a gente também teve nesta semana a definição da presidência da Comissão de Administração Pública, que terá aí à frente o vereador Felipe Marquesi. Então, são essas, Gabriel, as 21 comissões permanentes, mais a comissão especial de honraria, que já começa, inclusive, a partir de segunda-feira, com o início do ano legislativo, os trabalhos de analisar os projetos que estão aí na casa. Na última semana, nós tivemos já a publicação do cronograma de reuniões dessas comissões. Geralmente, a que faz reunião a cada 15 dias é a Comissão de Constituição e Legalidade, já que ela é quem analisa mais de 90% dos projetos que tramitam na Câmara de Campinas. Mas a gente já tem, inclusive, a perspectiva do trabalho da Comissão de Educação, que está preocupada com essa questão da volta presencial às aulas e outros temas que devem, além da análise das matérias, também ser trazidos em forma de debate aqui pelo Legislativo. Certíssimo, Mina Abreu. Muito obrigado por todas as informações. Falamos aqui então sobre a atividade parlamentar, sobre as comissões permanentes e só retomando para o pessoal de casa as reuniões extraordinárias a partir da quarta-feira, né? Quarta-feira, 9 horas da manhã, com transmissão ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas, a gente continua por conta da pandemia da Covid-19 com as reuniões virtuais por meio do sistema de deliberação remota, então a primeira reunião já está marcada para quarta-feira, 9 horas. Lembrando que nesta, em função da lei orgânica do município, nós teremos a palavra do prefeito Dário Saad, que vai falar sobre a gestão para os próximos quatro anos em Campinas. Tá certo, Mirna Abreu, muito obrigado. Ótimo fim de semana, até segunda-feira. Até segunda. Tá certo. Então, Mirna Abreu com as informações do Legislativo. Antes da gente ir para o intervalo, coletiva do governo do Estado acontecendo neste momento alguns anúncios do governador João Doria. Vamos lá. Cidade de Campinas permanece na fase laranja. Nós temos até agora, nesta terça-feira, próxima terça-feira, 5 mil litros de insumos chegam em Viracopos. É uma ótima notícia para a gente ter a vacina, a gente precisa destes insumos. Liberados já foram 410 mil doses de vacina que vão ser distribuídos para todos os municípios aqui do estado de São Paulo. Então, mais 410 mil já liberadas pelo Butantan. Mais de 332 mil pessoas já foram vacinadas no estado de São Paulo. 332 mil pessoas vacinadas no estado de São Paulo E atenção que já começa então em calendário de vacinação para os idosos Anúncio foi realizado hoje, então vamos lá 8 de fevereiro, começa a vacinação para as pessoas com 90 anos ou mais 8 de fevereiro, pessoas com 90 anos ou mais A partir do dia 15 de fevereiro, começa para a população de 85 a 89 anos. Então, a partir de 15 de fevereiro, a população que tem entre 85 e 89 anos começa a ser vacinada. Tá certo? Agora sim, uma hora e 20 minutos, último intervalo aqui no Câmara Total. A gente volta já já. Hora de conhecer o projeto Vida em Ação, que nasceu em 2013 com a intenção de promover a inclusão social e econômica através de esportes, cultura, lazer e cursos profissionalizantes. Então, mãos solidárias agora na sua tela. Olá, hoje o Mão Solidária está recheado de notícia boa. É que a gente vai até a região do Campo Grande para falar do projeto Vida em Ação, que tem transformado toda a região para o bem, é claro. Eu vou falar com o Mauricélio. Tudo bem, Mauricélio? Seja bem-vindo mais uma vez. Olá, tudo bem? Como é que você está? Tudo ótimo. Olha, eu falei que o projeto Vida em Ação transforma a região do Campo Grande, é isso mesmo? Graças a Deus. Nós temos visto isso no dia a dia, inclusive nessa plena pandemia, Nós temos percebido isso, que o projeto Vida em Ação, de alguma forma, direto ou indiretamente, impactou na nossa região, nas nossas crianças, na nossa comunidade e graças a Deus, temos feito a nossa parte. Ainda pequeno, diante do tamanho da necessidade, mas esse pouquinho tem feito diferença, graças a Deus. Olha gente, eu estive lá no projeto Vida em Ação, dá uma olhadinha nas imagens para a gente ver. É uma casa que o Mauricélio conseguiu e lá funciona de tudo, né Mauricélio? Tem artes marciais, tem artesanato, o que mais que tem lá? Nós percebemos que as mães, os pais levavam as crianças e ficavam simplesmente só observando. Então nós aproveitamos essa oportunidade que os pais também estavam indo junto com as crianças para interagir toda a família. Nós abrimos várias oficinas, pintura e tecido, nós colocamos lá também barbeiro, cabeleleiro, artesanato em geral, e isso aí acabou abraçando toda a família. Agora isso é importante porque acaba gerando renda, uma possibilidade de fazer um dinheirinho extra para as famílias, né? Com certeza, inclusive tem mãe lá que hoje é voluntária no projeto, ela foi aluna do projeto e hoje ela é voluntária, a renda dela justamente é do artesanato que ela aprendeu lá conosco e aí agora além dela ganhar o seu dinheirinho ela também consegue ajudar o projeto em voluntária. Agora, você falou da participação das mães voluntárias, de quem já passou aí e voltou para poder ajudar mais, tem bastante voluntário, como é que é essa ligação das pessoas que ajudam aí com o projeto? Sim, hoje nós temos vários voluntários, inclusive, como já mencionei, ex-alunos nossos, inclusive, falando em questão de voluntários também, nós temos também um professor, que está se formando agora, de Jiu-Jitsu, que também foi aluno nosso. Então isso é muito satisfatório, é uma alegria saber que a gente pode contar com os voluntários, pessoas realmente que estão deixando os seus afazeres em casa, estão deixando um pouquinho o seu lazer e têm se dedicado ao projeto. Nós sabemos que todo trabalho voluntário, um trabalho árduo, porque as pessoas, lógico, por mais que elas não ganham nada, um trabalho voluntário, mas mesmo assim, o comprometimento a gente não consegue ter 100%, que é o que nós queríamos, porque o projeto hoje exige isso, o projeto cresceu, graças a Deus, e com o crescimento a gente precisa de mão de obra, Mas os que estão lá têm se dedicado e tem sido uma bênção, tem sido muito bom. Agora, Maurício, conta para a gente como é que nasceu essa ideia de fazer esse projeto tão importante para a região. Bom, o projeto, na verdade, cresceu diante de uma necessidade. Hoje nós estamos em uma região muito carente. O Campo Grande hoje, já que já é um descrito, hoje é de mais de 200 mil habitantes. Eu digo que é maior do que algumas cidades do interior de São Paulo. Então, assim, cresceu muito. E com esse crescimento também veio a necessidade. Hoje são muitas crianças. Inclusive, o projeto está localizado em uma região bem carente. Quem conhece Campinas sabe que o projeto está localizado ali no Parque Floresta, entre o Floresta e o Bassole. O Bassole é um mega bairro que foi construído agora recentemente. É um dos bairros novos aqui de Campinas, da nossa cidade também, né? E que ainda precisa de bastante estrutura ali, né? Exatamente. Então, ele surgiu justamente, essa ideia, justamente no momento em que cresceu essa região de uma maneira assustadora. E aí nós percebemos que o poder público não alcançou esse crescimento em dar um pouquinho para essas crianças aí de alegria, de atividades. E se a gente não fizer isso aí, infelizmente o crime faz, a gente sabe disso, as drogas fazem. Desvirtua, né? As crianças vão, os adolescentes vão por um outro caminho, né? E não é bom, não é um caminho sem retorno. Então, a gente percebeu que a gente poderia fazer um pouco mais. O projeto, na verdade, ele nasceu em outro bairro, só que não era um bairro tão carente. E aí, quando houve essa necessidade, essa explosão do estilo do Campo Grande e uma explosão de muitas crianças, nós resolvemos implementar esse projeto, colocamos esse projeto justamente nesse bairro, que é o Bassole, e hoje, graças a Deus, nós alcançamos em torno de uma duzentas crianças que em rotativo, elas fazem parte desse projeto. É bastante gente. Que ano que nasceu mesmo o projeto? O projeto nasceu em 2014. Só que a gente já fizemos há anos, nós já viemos fazendo trabalho Só que na questão de documentação, oficializamos na verdade Em 2014 nasceu o projeto Vida em Ação Olha, a gente tem alguns depoimentos, Maurício Eu vou até pedir para o pessoal acompanhar comigo Que mostram como esse projeto é bastante importante Vamos acompanhar Eu creio que a gente tem amor pelo próximo, principalmente o que abriu as portas, amor um pelo outro, ser uma pessoa que tem caridade, que significa o mesmo amor. Então, para mim é isso aí. O amor a gente tem de ter de dentro para fora, não de fora para dentro, e ter compaixão um do outro. Porque através dele abrir essas portas, a gente está aprendendo E depois que a gente aprender, a gente pode ajudar outra pessoa que também não saiba Então o amor é isso aí, a gente aprender e passar para outras pessoas de graça Igual ele está passando para a gente Mudou bastante, porque aqui é uma região bem precária Então acabou ajudando, porque tem muita gente que não tem onde fazer um curso Fazer alguma coisa, uma atividade Igual tem o jiu-jitsu também, que as crianças acabam fazendo bastante. Então, está sendo muito bom para o projeto, estando aqui nessa região, que tem ajudado bastante vidas aqui. Olha, a gente vê a vontade dos adolescentes, mesmo de ficar indo no projeto, né? E eles entram até pequenininhos aí, né, Mauricélio? Exato, exato. Hoje o projeto da Band, a idade, a faixa etária, é de 6, aí vai até 17 anos. Então, é uma faixa de atalho bem longa, né? E hoje o projeto tem uma sede própria, que é aí no Parque Floresta, entre Floresta e Vastor, na Avenida Adolfo Bloch, B-A-7-2, Parque Floresta Grês. Só que nós, na verdade, Angreia, nós temos também outros núcleos. Olha, cresceu, se expandiu então. Onde mais tem o projeto Vida e Ação? Exatamente. Hoje nós temos mais cinco núcleos e vamos inaugurar os sextos núcleos lá no Parque Ozeel. A gente até já está quase fechado o local já, o espaço que nós conseguimos lá por meio de algumas lideranças do bairro lá do Parque Ozeel, junto com Monte Cristo, lá, se Deus quiser, vamos inaugurar o sexto núcleo. E detalhe, são todos voluntários, o espaço também é doado, o único espaço que a gente tem que pagar é a sede, Hoje nós pagamos aluguel, mas os demais são todos espaços que são doados para que o projeto aconteça. E são regiões bastante populosas, você falou aí da região do Monte Cristo, do Parque Uziel, são regiões bastante populosas e que precisam de um projeto como esse, né? Você sabe, Angra, depois da reportagem de vocês, naquela primeira matéria, graças a Deus o projeto foi bem mais conhecido. E as lideranças de bairro, eles não param de me procurar. O pessoal do São Domingos, não, é isso, São Domingos, Campo Belo, aquela região também, o pessoal nos procuraram também, ali em São José, tem uma região ali bem carente, em São José, também ali perto da Aliança Santos do Bom, o pessoal também nos procuraram. Então, são locais, são lugares que é bem carente, só que infelizmente a gente fica com a mão atada, a mão presa, porque como o trabalho é um trabalho voluntário, então só acontece quando tem mão de obra, quando tem recurso aí de pessoas que amam também esse projeto. Vocês, na verdade, queriam atender mais gente, né, se pudesse, né? Com certeza, a gente chora por dentro, criança e começa até a apresentar vídeo para nós, crianças lá, que estão lá, que é uma região bem grande, são regiões populosas, como você falou, e que a gente ficou com a mão presa, com a mão atada, porque a gente é limitado, né, infelizmente. Agora me conta uma coisa, a pandemia afetou muita gente, virou nosso dia a dia de cabeça para baixo e também atingiu o trabalho dos voluntários, deve ter atingido vocês também. O que aconteceu nesse período? Infelizmente, a pandemia ela veio aí para detonar, principalmente as entidades sociais que dependem de doações, que dependem de voluntariados E lógico, a gente sabe também que temos que ter todo o cuidado aí, inclusive o projeto que trabalha também com artes marciais Então são lutas, que a gente fala de contato E aí, infelizmente, hoje atualmente o projeto Hoje atualmente o projeto, ele só está com as portas abertas Porque a gente não pôde também deixar as portas fechadas Porque nós atendemos mais, como eu falei para você, mais de 200 crianças São quase 200 famílias no total E a gente não pôde deixar as portas fechadas e virar as portas para essas famílias Então, na pandemia, o que nós fizemos? Nós corremos atrás dos órgãos públicos, fomos atrás do SEASA, que tem um programa lá chamado Banco de Alimento, junto com o ISA também. Então, o que nós fizemos, Andréa? Nós fomos atrás. A gente sabia que mais que o projeto não estivesse em funcionamento, mais as famílias precisavam ser alimentadas. As famílias, por exemplo, são todas as famílias, 90%, mais de 90% são famílias de baixa renda. E que precisava, pontuado, nesse momento agora, dar mão amiga. Nós, na nossa luta, temos um projeto também, que foi uma campanha chamada Mão Amiga Urgente. Aí nós, graças a Deus, com a parceria do SEASA, nós entregamos mais de 3 mil cestas básicas. Olha que maravilhoso, né? Nossa, isso é muito... Porque as pessoas também foram aumentando as necessidades, como você falou, já é uma região carente, né? Mas muitas pessoas perderam o emprego, então essa ação foi importante mesmo, né? Para poder dar um pouco de alívio para essas famílias que tanto precisam de ajuda, né? E como é que o projeto é mantido? Você falou que tem os voluntariados, que vocês também contam com algumas parcerias, é isso? Na verdade, quase 100% voluntariado. E tem um mercado, tem dois comércios na região que eles têm nos ajudado com a alimentação das crianças. Que é o mercado Aliossi, que tem nos ajudado. todo mês entornando para a gente, para nós ali, alimentos, porque nós não tínhamos nem café da manhã. A gente estava aí, tinha, mas era aquele café bem precário mesmo, né? Um dia tinha, outro dia não tinha. Então, esse mercado, ele viu o nosso projeto, conheceu o nosso projeto e se sensibilizou com o projeto e nos ajudou com a alimentação. E o outro comércio também é o restaurante Alacarte, que fica bem em frente ao projeto, que eles, sabe, abraçou mesmo o projeto e tem nos ajudado muito. E fora isso aí, é só os voluntariados que tem nos ajudado aí, com cesta, com alimento, aí um chega e fala, eu quero, eu vou pagar a luz do projeto, eu vou pagar a água, eu vou ajudar no aluguel também, e aí graças a Deus a gente tem sobrevivido com essa... E aí vai tocando o projeto, né, Mauricélio? Se alguém quiser ajudar também, eu sei que as atividades presenciais estão suspensas aí, mas a ajuda é sempre bem-vinda. Se alguém quiser ajudar, pode ajudar com material, com algum item da cesta básica, o que pode fazer aí para ajudar vocês? Projeto é aberto, na verdade, a todos os tipos de ajuda, né? Desde roupa, calçado, alimentação. Hoje, o que mais se precisa é alimentação, é alimenta, cesta. Hoje o projeto, até por causa da questão da pandemia, como você mencionou, muitas famílias ficaram desempregadas, muitas, várias famílias Eu lembro que quando começou a distribuição das cestas, nós começamos entre nós mesmos, entre os voluntários Eu fui nos comércios, fui em porta e porta, batei em porta e porta para pedir os alimentos e a gente não dava conta era entrega, por exemplo era entrega sem cesta básica só que a fila de espera já estava com 200, 700 pessoas esperando não dava, e a gente ficava preocupado porque as famílias começavam a relatar pra gente situações que meu Deus do céu, a gente não sabe é algo bem difícil graças a Deus que veio o banco de alimento e nos ajudou então hoje o projeto aceita todo tipo de situação nós temos uma conta também, projeto, tem uma conta do Banco do Brasil, se você quiser eu posso passar também, pra que aqueles que queiram nos ajudar, possam nos ajudar é um afeto também, né, pra quem tá passando por tantas privações aí nesse período, né, então se a gente puder fazer, como diria minha mãe um agrado, já ajuda bastante Maurício, sério, infelizmente nosso tempinho terminou mas foi bom pra gente matar saudades, né verdade tava com saudade também Olha, vou deixar, já que você mencionou aí os contatos, para quem quiser ajudar, vou deixar aqui todos os contatos do projeto Vida em Ação. E você que tiver alguma possibilidade, claro, a sua ajuda vai ser bem-vinda lá. Mauricélio, muito obrigada e parabéns pelo seu trabalho. Eu que agradeço, viu? E vocês têm feito um trabalho maravilhoso com esse projeto aí, Mãos Solidárias, né? Isso. E parabéns. Muito obrigada mesmo e obrigada a você também, olha, sempre plante a semente do bem, faça igual o Mauricélio, abrace quanto mais pessoas você puder para ajudar a transformar a nossa cidade. Até nosso próximo encontro, tchau. Olha só, por conta de desmatamentos, a bacia hidrográfica no sul de Minas Gerais sofreu impacto. Este é um dos temas do Giro Ambiental que você assiste agora. Uma edição de número 200, então chega mais, Minabreu. Gabriel, agora eu estou de volta comemorando hoje o giro ambiental de número 200. E para isso a gente vai falar sobre um estudo bem importante, olha só. Um estudo constatou impactos em bacias hidrográficas em consequência de mudança de cobertura florestal original no sul do estado de Minas. Equipes da Embrapa Meio Ambiente, do Instituto de Terras do Estado do Pará e do Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo avaliaram os fluxos hídricos e a presença de carbono e nutrientes nas águas fluviais dessas microbacias cujas mudanças no uso da terra apresentam diferentes dinâmicas e características. De acordo com o pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, Ricardo Figueiredo, a avaliação constatou impactos nas águas fluviais decorrentes da mudança da cobertura florestal original na bacia do rio Jaguari. E é com ele que nós vamos conversar agora no Giro Ambiental, ele que já participou conosco do programa Meu Ambiente, falando justamente desse impacto do uso da terra na questão hídrica. Seja bem-vindo agora no Giro Ambiental, Ricardo. E fala um pouquinho para nós exatamente sobre essa pesquisa, mas antes, me gerou aqui uma curiosidade, antes de você falar do estudo em si. Eu recebi a informação de que vocês usaram um conhecimento chamado ciência hidrobiogelquímica. O que é exatamente isso e de que forma ela foi utilizada nessa pesquisa? Tá bom, boa tarde, bom dia, boa noite a todos Não sei que horas estão me assistindo Mas nesse momento eu saludo a todos, a você também, Viana E a questão é que o estudo ambiental de bacias hidrográficas Ele além de contemplar a questão da quantidade da água que está na bacia que flui pelos rios, ela também, o estudo ambiental pode levar em consideração o caminho em que os nutrientes presentes nos solos, na vegetação e toda a ocupação que se faz do ambiente, em termos tanto de agricultura como urbanização das cidades, etc., eles alteram esse fluxo de nutrientes que ocorre naturalmente. E a biogeoquímica, ela estuda o movimento desses nutrientes, que são os elementos químicos que naturalmente ocorrem nos solos, nas águas, entendeu? E na própria água de chuva, de certa maneira. Então, a hidrobiogioquímica procura abordar como ocorrem os processos em que esses nutrientes, incluindo o carbono, tão em voga por conta das mudanças climáticas, como é que eles circulam no ambiente naturalmente e quando há alguma alteração decorrente do uso que nós, como sociedade humana, fazemos dos nossos recursos naturais. E ele é hidro porque ele leva em questão o ciclo da água junto, como a água se movimenta nos solos, enfim, e nos rios, enfim, na bacia hidrográfica. Então, a hidrobiogioquímica nada mais é do que um ramo da ciência que estuda o ciclo desses materiais, nutrientes, carbono e água. E no que diz respeito a esse estudo, que fala justamente da questão do uso sustentável dos recursos hídricos em áreas de cabeceira da bacia do Rio Jaguari? Nós estudamos várias situações no Brasil, em várias bacias, e desse estudo específico, nós focamos em três bacias de cabeceira do rio Jaguari, que a gente já vinha estudando a sua bacia como um todo. E no sul de Minas nós temos a maioria das nascentes e então as micro bacias de cabeceira que vão contribuir para formar o rio Jaguari em sua vazão, que vai inclusive contribuir para o sistema puntareira. Então, nós estivemos estudando algumas dessas microbacias, pensando em entender um pouco como é que seria os efeitos ou impactos negativos em relação à retirada da cobertura original, cobertura vegetal original, que são a floresta, a mata atlântica presente nessas áreas. São as áreas de relevo íngreme, que historicamente vem sendo desmatada, inclusive para a implantação de pastagens. Então, nós procuramos focar o nosso estudo numa área mais preservada, onde a gente tem mais florestas, uma área em que já não tem mais tantas florestas e vem sendo ocupada principalmente por pastos para o gado, mas que vem também sofrendo um processo positivo de recuperação ambiental. Então, a gente poderia até avaliar o quanto que essa revegetação que vem sendo feita ali pode estar ajudando na mitigação dos impactos. E também pegamos uma terceira bacia que já tem uma ocupação mais importante de agricultura, mais voltada para o cultivo de hortaliças. Então basicamente o estudo trabalhou com essas três situações, nessas três bacias para comparar o uso da terra entre elas e o consequente impacto sobre as águas de forma a gente também orientar ao uso da terra de forma que a gente tenha menos impactos na água e possa prosseguir para uma agricultura sustentável e assim termos também preservado os nossos recursos hídricos para o abastecimento, enfim, das populações. Ricardo, exatamente, você falou das hortaliças, mas quais tipos de cultura que vocês constataram nessas cabeceiras? Tem também a silvicultura, o que mais que a gente pode elencar? É, hortaliças de uma maneira geral, é um pequeno produtor, onde está essa bacia, uma bacia de área muito pequena, muito diminuta, e em todas essas áreas você tem hoje a substituição de pastos ou mesmo de florestas por a silvicultura de eucalipto, principalmente. Então, em todas essas três bacias, você tinha a plantação de eucaliptos, Mas não numa área assim tão representativa quanto as áreas focos que foi o nosso estudo de comparar floresta, pastagem e agricultura de hortaliças. Nesse sentido, o que a gente pode falar é, essa pesquisa, ela traz um alento ou ela traz um alerta no que diz respeito à preservação das bacias hidrográficas? Olha, as duas coisas Ela traz um alerta porque nós observamos que tanto o pasto quanto as hortaliças Vêm mudando o que eu chamo de ciclagem de nutrientes e carbono Que originalmente ocorrem nessas áreas E quando isso ocorre você tem uma queda na qualidade da água Que vai fluir para os rios e daí ser utilizada mais a jusante da bacia pelos nossos sistemas de captação de água. Agora, o que traz um alento, eu poderia indicar que a bacia que vem sendo alvo de uma recuperação ambiental através do reflorestamento das nascentes, da proteção da mata ciliar e cercamento, inclusive, dessas matas, já vem trazendo algum benefício, ainda que um benefício bastante tímido em relação à qualidade da água, mas que já vem sendo medido, inclusive por outros estudos, no aumento do volume de água que os rios são beneficiados a partir dessas microbacias de cabeceira. Ricardo, você faz parte da Embrapa Meio Ambiente, que estuda justamente essa questão do uso da terra. A gente sabe que não é o seu estudo exatamente, mas é impossível a gente falar do Rio Jaguari, sem lembrar que aqui, bem pertinho da gente, a gente tem aí a construção de um novo reservatório que justamente envolve o Rio Jaguari. É possível pensar em estudos futuros no que diz respeito a toda essa mudança, o desvio do leito do rio e as suas consequências? O principal alvo de um estudo nesse sentido será justamente ver qual seria a capacidade de vazão desse rio Jaguari até o ponto em que se pretende represá-lo e construir essa, enfim... Esse reservatório. Reservatório, justamente, reservatório. Então, os estudos precisam focar nisso, considerando, inclusive, as variações interanuais. Entre anos e anos, você tem um ano mais chuvoso, como todos sabem, um ano mais seco, então é preciso garantir que, num ano mais seco, você terá esse volume hídrico necessário para o reservatório. Eu acredito que seja muito importante que se avalie com cálculos hidrológicos bastante detalhados para se saber se realmente nós vamos ter esse volume desejado. Eu não acompanho esse estudo, eu não desenvolvo esse estudo, mas é algo que precisa se estar atento. E justamente você trabalhar com as áreas de cabeceira, que são as áreas principais de captação de água, para você manter um estoque, um estoque hídrico, que venha a manter no subterrâneo das bacias. Quer dizer, você precisa garantir que o estoque hídrico subterrâneo das bacias esteja bem abastecido, De forma que, nos períodos de estiagem ou nos anos menos chuvosos, você continue a manter o rio na vazão mínima necessária para um tipo de reservatório desse. Então, é muito importante saber como gerenciar, como manejar essas áreas de produção rural, essas áreas rurais. Por quê? São as áreas mais importantes para você ter esse tipo de estoque garantido no subterrâneo dos solos. Pois, enfim, a agricultura precisa ser também tratada de uma maneira que incentive para que os nossos produtores estejam conduzindo o manejo do seu solo de forma tal que evite a erosão, que permita a infiltração das águas nos solos e que assim a gente tome proveito desse sistema que temos na natureza que nos ajuda a manter a água do rio fluindo, mesmo quando não tem chuva. Porque muitas vezes o leigo olha para o rio e vê que já faz tempo que não chove, mas a água continua correndo. De onde vem essa água? Essa água vem do subsolo. Essa água vem da chuva, que durante o tempo de chuva, recebeu, recebeu não, pode infiltrar-se nos solos por conta de que esses solos favoreciam. Um reservatório natural, né? Um reservatório natural. Quando você tem manejos agrícolas que não privilegiam essa infiltração do solo, você tem um escoamento maior das enxurradas que vão se perder dos solos até os rios e vão embora na vazão do rio. Então você não tem durante um tempo essa absorção, essa infiltração da água que vai garantir então a vazão do rio para esses momentos de estiagem. Ricardo, infelizmente o nosso tempo acabou. Boa, agradeço a sua participação e a Embrapa Meio Ambiente sempre é bem-vinda aqui, que sempre traz importantes estudos, importantes números para que a gente possa pensar numa agricultura mais sustentável, no uso da terra também de forma mais sustentável. Ok, obrigado, agradeço a todos também pela atenção. E o Giro Ambiental fica por aqui, a gente espera que venham mais 200 programas para você em casa curtir e saber tudo sobre o meio ambiente e a sustentabilidade. Parabéns, Mirna Abreu, pelo giro ambiental de número 200 aqui na TV Câmara Campinas. Bom, 1h57min, câmera total está se encerrando, mas antes nós vamos exibir aqueles chefes, aquelas pessoas que vão para a cozinha tentar se arriscar em alguma receita, não dá muito certo. E aí o que acontece? Vai parar lá no chefes na quarentena, no perfil do Instagram e a gente reproduz aqui. Então confira os chefes nesta quarentena. E aí Legenda Pedro Esteves Meu Deus! Esperem que eu... Meu Deus! Eu gravei! Meu Deus do céu! Pelo menos eu acho que deu para salvar este bolo e realizar a surpresa. O Câmara Total fica por aqui. Muito obrigado pela sua companhia e audiência desde as 11 horas da manhã, acompanhando aqui todas as informações. Ótimo fim de semana e nos vemos na segunda-feira às 11 horas da manhã. Até lá. Tchau, tchau. Legenda Adriana Zanotto Legenda Adriana Zanotto
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