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Olá, seja bem-vinda, seja bem-vindo, semana começando, segunda-feira, dia 14 de dezembro de 2020, começa agora o Câmara Total ao vivo, 11 horas e 2 minutos, muito obrigado pela sua companhia e audiência e você já sabe, você aí de casa faz parte do programa então participe, envia a sua mensagem para o número do nosso WhatsApp que está aqui embaixo da sua tela. 19 é o DDD 97829 3776 97829 3776 ou você tem a opção de abrir a câmera do seu celular e aí você mira aqui para este QR que está aqui do lado do número, e aí já vai clicar e abre o WhatsApp da TV Câmara Campinas. E o que teremos no programa de hoje? As bibliotecas públicas aqui da cidade de Campinas estão com déficit. Mil livros não foram devolvidos nesta pandemia, então tem reportagem sobre este assunto. As notícias da Metrópole e do Legislativo com a Mirna Abreu ao vivo. Hoje também nós vamos balançar as redes, a Ponte Preta foi derrotada em pleno Moisés Lucarelli para o Havaí e aí o treinador foi demitido, teve demissão também do executivo de futebol e hoje já tem partida. Também vamos mostrar a derrota do Guarani lá em Pelotas diante do Brasil por 3x1, tem bastante campeonato brasileiro da Série B hoje então. Tem entrevista ao vivo sobre os nossos sentimentos, tem receita, hoje é dia de nhoque mineiro, quadro de saúde, muitos assuntos, nós vamos juntos até as duas horas da tarde. E a partir de hoje tem início a semana de mobilização nacional para doação de medula óssea. Você aí de casa sabe qual que é a função, quem pode doar, a importância que tem. Então sobre este assunto eu vou acionar agora o nosso repórter Rubens Morelli, que está no Hemocentro, localizado na Unicamp, e tem mais informações. Então, seja bem-vindo e bom dia, Rubens. Olá, Gabriel. Bom dia para você, bom dia para todos que nos acompanham na TV Câmara Campinas. A gente está aqui mesmo no Hemocentro da Unicamp, mais precisamente na sala de coleta, para a gente falar um pouco a respeito dessa Semana de Mobilização Nacional da doação de medula óssea, uma ferramenta tão importante para tanta gente, você fazer o bem para uma pessoa que está precisando dessa doação, o Hemocentro da Unicamp, que por conta desse ano, claro, de pandemia, teve também que se adaptar com relação a essas doações de medula óssea, sempre eram realizados mutirões com grande concentração de pessoas, esse ano é impossível de fazer esse tipo de aglomeração, Então eles mudaram um pouco a tática, mas ainda assim conseguiram ter o número pré-determinado para essas doações. E para a gente conversar, mas todo dia é importante reforçar, todo dia é importante que a pessoa possa fazer esse tipo de doação, porque a medula óssea vai literalmente salvar uma vida de fato. Pra gente conversar a respeito dessa semana de mobilização, nós estamos aqui então no Hemocentro, nós vamos conversar com o doutor Fabrício Bíscaro Pereira, ele que é hematologista, diretor da divisão de hemoterapia aqui do Hemocentro da Unicamp, pra contar um pouco a respeito da doação da medula óssea, porque que é tão importante as pessoas fazerem esse tipo de doação, doutor, bom dia. Bom dia, Rubens. É muito importante que as pessoas se conscientizem. Essa semana é para a conscientização da importância desse cadastro de medula óssea, o redome. A chance de você encontrar um doador compatível quando você está doente, que você está com uma leucemia ou com uma doença que necessite de um transplante, é muito baixa. É um para cem mil fora da família para você achar um doador compatível. Então, eu preciso de um número muito grande de pessoas cadastradas nesse banco de dados, nesse banco de cadastro de medula óssea, que é o redome, para ter uma chance para quem precisa. E quem tem câncer, quem tem leucemia, principalmente, que é uma das principais indicações, tem pressa, ele não tem tempo para esperar muita gente se cadastrar. Então, esse cadastro já tem que estar pronto quando ele precisa. A medula óssea, para que o pessoal de casa fique sabendo, para não ter nenhum tipo de dúvida, ela serve para quê? É para filtrar o sangue ou para fazer o sangue? Não, a medula óssea, a gente brinca, é a fábrica do sangue. É lá que é todo produzido seus glóbulos vermelhos, seus glóbulos brancos, as plaquetas. Lá é a verdadeira fábrica, é lá que é produzido tudo o que você precisa para não ter anemia, para não ter sangramento. E lá que é feita também a célula branca, que é a sua defesa. Quando você tem uma leucemia, que é... Falo bastante da leucemia porque é uma das principais doenças, mas também tem a aplasia de medula, tem outras doenças que precisam. Você está com um defeito na produção dessa célula. Uma dessas células ficou doente, ficou com o câncer, ficou com a leucemia. A medula passa a não produzir de uma forma adequada. Aí você precisa substituir essa medula por uma medula saudável. Então, essa é importante, que você troque a sua fábrica do sangue. E quando a gente fala sobre doação de medula óssea, primeiro a gente está falando sobre o cadastro, né? Não propriamente a extração aí da medula óssea, é isso? Isso. Vamos explicar um pouquinho o processo. Quando você vem ao hemocentro, você é convidado a se tornar um doador de medula óssea. Na verdade, você vai colher um tubinho a mais de sangue e você vai fazer a tipagem HLA. para você saber qual é a sua tipagem, qual é a sua característica genética. Não vai doar medula óssea naquele momento, aquele momento é só para fazer a tapagem. Você vai participar de um grande cadastro nacional, inclusive com contatos e que faz o intercâmbio de informações com cadastros internacionais. Se houver um doador compatível, aí sim, nesse momento, que você vai ser convocado para realizar os exames complementares para poder ser um doador efetivamente. Inclusive, nós temos imagens do pessoal trabalhando no laboratório, que o pessoal de casa vai poder acompanhar, justamente nesse momento. Após a coleta, um tubinho de sangue, o pessoal trabalha para fazer essa tipificação do sangue e da possibilidade da doação. Isso. A gente tem um laboratório, no caso aqui do Hemocentro da Unicamp, o laboratório fica aqui no próprio Hemocentro, mas a gente tem outras unidades que também realizam esse coleto, esse cadastro, vem tudo para cá e essa tipagem é feita nesses laboratórios, esses laboratórios trabalham todos os dias da semana incessantemente para fazer essa tipagem de um antígeno que a gente chama HLA, que é o antígeno que fica no glóbulo branco, que é isso que tem que ser compatível durante um transplante de medula. E você falou do REDOME, que é o Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea, aqui no Brasil são pouco mais de 5 milhões e 200 mil doadores já cadastrados e é a partir desse banco de dados que se cruzam as informações para aquela pessoa que precisa da medula óssea poder, aí sim, ter a doação. Isso. O Brasil hoje já é o terceiro maior banco de cadastro de medula do planeta. A gente precisa disso porque a nossa população é muito miscigenada. Isso é bom, mas isso dificulta a gente encontrar medula em bancos de dados internacionais. Então, a gente precisa de um banco muito robusto para conseguir encontrar os potenciais doadores para os nossos pacientes aqui no próprio Brasil. Então, a gente já tem esse esforço, mas precisamos manter esses dados Nesse número elevado e cada vez mais entrar novos doadores Para melhorar a chance de quem tem uma leucemia, uma doença que precisa de transplante Agora, quando se fala de medula óssea, muitas pessoas têm muitas dúvidas a respeito disso Inclusive o Gabriel Castro, que está lá no estúdio, ele tem uma pergunta a fazer para você Que é uma questão, eu imagino também, que é a curiosidade de muitas pessoas Gabriel, o doutor Fabrício está aqui ouvindo você. Tá certo, quero agradecer a presença do doutor Fabrício, a disponibilidade do tempo aqui com o programa Câmara Total, TV Câmara Campinas. Lembrando que você aí de casa também tem a possibilidade. Tem alguma dúvida sobre o assunto? Viu alguma coisa na internet? Recebeu alguma coisa pelo WhatsApp? Ficou em dúvida? Pode mandar a sua pergunta através do número do nosso WhatsApp, 19-ODDD-978-293776, que nós estamos conversando com um especialista que vai tirar aí todas as nossas dúvidas e poder responder. Fabrício, o meu questionamento é o seguinte, muitas pessoas armazenam as células do cordão do filho para que ele mesmo, caso precise, possa utilizar. Existe eficácia científica? É importante esta prática? O que você pode passar para a gente? Bom dia. Bom dia. Bom dia, Gabriel. Essa prática de congelamento de sangue de cordão umbilical, ela existe, mas não como uma fonte principal para a fonte de medula óssea. O cordão umbilical também tem as células precursoras que a gente usa em um eventual transplante. Mas, geralmente, a gente consegue fazer isso para uso alogênico. O que é isso? O cordão é usado para outra pessoa. Para a própria pessoa, ele não é uma fonte muito significativa de células, no caso de uma leucemia ou um câncer. Então, ele é uma forma complementar hoje, a gente fala. Não é o principal objetivo. O principal objetivo é a gente aumentar o cadastro nacional desse banco do redome e usar esse cadastro de cordão como um complementar. O uso autólogo é um uso muito limitado. O que é o uso autólogo? É você para você mesmo. Existem algumas possibilidades para isso, mas não vai resolver o problema da falta de medula para quem precisa. Doutor, eu acredito também que talvez um dos grandes entraves para a população fazer a doação seria o medo de algum tipo de dor, sofrer com relação a esse tipo de doação. Existe algum tipo de dor para o doador? A gente brinca, o principal empecilho que a gente tem hoje para aumentar esse número de doadores é a ignorância, é o medo. A gente tem medo do que a gente não conhece. Eu estava aqui conversando com você, eu te expliquei os processos e ficou até mais tranquilo. Hoje em dia, quando você encontra um doador compatível, que você vai ser convocado para fazer os exames, você já vai ser orientado. Existem dois tipos de coleta de medula óssea. Uma dessas coletas é feita em uma máquina, que a gente chama de aférise, onde você faz a doação aqui do próprio hemocentro, no equipamento, que você fica três, quatro horinhas ali e faz a doação de ambulatório, sem risco nenhum, sem dor nenhuma. Existe um outro tipo que eu aspiro a medula diretamente de dentro da medula óssea Que ela fica dentro do osso aqui da bacia Nesse procedimento o risco maior é a anestesia Que a gente faz com a anestesia justamente para não ter dor Então o incômodo da anestesia e você geralmente tem alta e vai embora no dia seguinte O senhor explicava que a medula óssea está justamente dentro dos ossos, né? É mais fácil de pegar, por exemplo, do osso da bacia? Isso, a medula óssea de uma forma mais simples Ela seria como se fosse o tutano do osso Ela fica dentro do osso e alguns ossos tem mais, outros tem menos. Um osso que é fácil de a gente acessar com segurança, sem grandes riscos ou sem dor ou com pouca dor, é esse osso da bacia. A gente tira aqui de dentro do osso da bacia num procedimento extremamente simples. Não faz corte, não faz nada, é simplesmente uma punção, uma agulha vai até lá dentro e aspira essa medula. E no dia seguinte a pessoa está trabalhando de novo? Geralmente ela está trabalhando, ela está em casa, não tem nenhuma grande restrição depois da doação. A pessoa que precisa da medula óssea é porque ela teve algum tipo de doença, um câncer. Gostaria que o senhor explicasse qual é a necessidade dessa pessoa ter o transplante e como que isso reativa a vida da pessoa. Sim, quem precisa de um transplante de medula óssea tem dois motivos principais. Um deles é quando a medula para de funcionar, que é uma aplasia de medula. Não é uma doença tão comum no Brasil. A mais comum é a leucemia. A leucemia é quando você tem um câncer da medula óssea, você tem um câncer que toma o lugar das células saudáveis e invade tudo. Então você tem que fazer uma quimioterapia que destrói essa célula doente e você tem que repor com uma célula saudável. Essa célula saudável é a medula do doador, então você passa a receber uma medula saudável no lugar de uma medula doente. Quem tem essas leucemias ou essa aplasia de medula tem um tempo muito curto, limitado, são doenças mais agressivas para fazer esse transplante. Se a gente perde o timing, perde esse tempo, principalmente inicial, vai ficando cada vez mais difícil. A pessoa começa a ter sangramento, começa a ter infecções e pode vir a falecer. Então, quem tem essas doenças tem pressa. Então, por isso que é importante que o banco de dados, esse banco de cadastro de medula, esteja muito robusto com um volume grande de doadores para achar rápido, porque o tempo é fundamental para essas pessoas. E a gente sabe a importância de ter esse cadastro atualizado para justamente ter essa velocidade na hora que for necessário. O Redome, que é o registro nacional de doadores voluntários de medula óssea, ele tem a responsabilidade da gestão, é do INCA, o Instituto Nacional do Câncer. E uma coisa que é sempre importante dizer, quem está possibilitado para fazer esse tipo de doação tem uma idade específica e outra coisa. Que é o bom estado de saúde, né? Isso, é muito importante lembrar que para doação de medula, a idade é diferente da doação de sangue. A doação de medula você pode doar entre 18 e 55 anos, lembrando que tem que estar em bom estado de saúde, não ter nenhuma doença crônica mais grave, isso tudo vai ser avaliado no momento que se encontrar um potencial receptor. Você falou agora, há pouca questão de manter atualizado o cadastro. Tem gente que se cadastrou há 5, 6, 10 anos e às vezes mudou de endereço, mudou de telefone, é muito importante. Eu vou pedir para todo mundo que já é cadastrado, entre no site lá do Redome e mantenha atualizado o seu cadastro. Imagina que você encontra um potencial receptor e na hora que eu vou tentar entrar em contato com essa pessoa para doar a medula, mudou o endereço, mudou o telefone, eu não consigo localizá-lo. Então, é muito importante, quem já é cadastrado, manter atualizado o endereço. É cinco minutinhos, você entra lá no site do Inca, do Redome e atualiza o seu cadastro. É muito importante para quem precisa. É, e eu falei agora há pouco que tem a idade certa, né, 18 a 55 anos, como o doutor disse, o bom estado de saúde. E a outra coisa que eu queria dizer também é a vontade de ajudar o próximo, né, quando a pessoa se conscientiza que ela pode salvar a vida de outra pessoa, aí sim não tem medo que possa se transformar em barreira e a pessoa vai fazer a doação. Doutor Fabrício, muito obrigado por essa entrevista. Obrigado, agradeço e que as pessoas se conscientizem não só nessa semana, mas ao longo de todo o ano, da importância de se manterem como cadastrados de doador de medula óssea e aproveita que vem aqui do Hemocentro, doa sangue também, que nesse período de Natal e Ano Novo a gente está precisando. É, a gente sempre aproveita esse período de Natal e Ano Novo para lembrar do próximo mesmo, de ajudar sempre. É uma possibilidade vir aqui até o Hemocentro da Unicamp, que é fácil o acesso, todo mundo muito receptivo para que você possa ajudar a pessoa que você talvez não conheça, mas pode vir a ser algum parente seu, de repente, né? A gente torce para que não, mas que é sempre precioso ter esse material aqui no Hemocentro. Falando daqui, eu sou o Rubens Morelli e nós voltamos aos estúdios da TV Câmara com o Gabriel Castro. Muito obrigado, Rubens Morelli. Agradeço também a disponibilidade do doutor Fabrício por todas essas informações que são importantíssimas, né? Essa solidariedade que o Rubens falou é fundamental para a nossa sociedade. Caso você aí de casa queira tirar alguma dúvida, queira estudar mais sobre o assunto, o site é redome.inca.gov.br. Então, redome.inca.gov.br, tá certo? 11 horas e 17 minutos, olha só essa notícia. Quase mil livros que foram emprestados das bibliotecas públicas aqui de Campinas durante esta pandemia ainda não foram devolvidos. Aproximadamente 900 livros das bibliotecas públicas de Campinas que foram emprestados antes do período da pandemia do coronavírus ainda não foram devolvidos. Com a pandemia, a gente vê que a população ainda e os nossos sócios usuários ainda não retornaram às nossas bibliotecas públicas, nós temos cinco bibliotecas espalhadas pela cidade de Campinas, então nós estamos com um acervo grande ainda fora que não foram devolvidos. E a gente pede que a população se achegue A gente está tomando todos os cuidados, né? Conforme o Ministério da Saúde pede De distanciamento, tudo aqui nas nossas bibliotecas Para fazer essa devolução, por quê? Porque esse material vai ser colocado em quarentena Para daí então a gente poder emprestar para outros Principalmente materiais de estudo, para vestibular Então está fazendo falta no nosso acervo E olha, foram 5.700 atendimentos de todos os serviços. Isso é um número alto antes do início da pandemia. Uma previsão aí que nós, uma estimativa de fevereiro que nós tivemos, né, quando no curso natural das nossas bibliotecas. Bom, a coordenadora setorial de bibliotecas da Secretaria de Cultura deixa claro que não haverá multa para quem ainda não devolveu os livros. Nesse período de pandemia as bibliotecas até ficaram fechadas e nós tivemos muitos usuários nos ligando que queriam fazer a devolução e nós pedimos para aguardar a reabertura da biblioteca. Nós reabrimos agora em outubro, então a gente está no segundo mês na pandemia que nós reabrimos, então o que nós dizemos? Não há multa, nós não vamos cobrar multa nesse período, então os sócios usuários podem chegar, fazer a devolução e pode levar também material para emprestar. Se tem algum que tem alguma comorbidade, que não quer chegar até aqui, acima de 60 anos, ou com alguma comorbidade, como eu disse, pode mandar para uma outra pessoa fazer essa devolução, trazendo a carteirinha junto e aí fica tudo certo. E os interessados em boa leitura contam com serviços online também. Todas as nossas bibliotecas a gente faz o atendimento por telefone, atendimento online. Esse período também que ficamos fechados, atendemos muitas pessoas, os bibliotecários orientando pesquisas, ajuda nesse sentido. Então, no site da prefeitura a gente tem todos ali os contatos de cada biblioteca, tanto por e-mail como por telefone. e tem o contato da coordenadoria, também que eu posso deixar aqui, tá? O nosso telefone ali é o 2116 0500. Para qualquer informação, pode ligar lá também. Ah, você que pegou o livro, então, precisa fazer essa devolução aí na biblioteca municipal aqui da cidade de Campinas. 11 horas e 20 minutos, primeiro intervalo aqui no Câmara Total e na volta. As notícias da metrópole aqui de Campinas com a Mina Abreu, Os gols do Campeonato Brasileiro da Série B, derrota de Ponte Preta e Guarani E um projeto muito bacana realizado por Mulheres Negras Não saia daí Câmara Total de volta ao vivo nesta segunda-feira Muito obrigado pela sua companhia e a audiência, continue participando, viu? Envia sua mensagem, DDD19-97829-3776. 11 horas e 24 minutos, a Minabreu já está aqui nos nossos estúdios. Seja bem-vinda, ótima semana com as notícias da metrópole aqui de Campinas. E a gente começa naquela atualização diária dos casos da Covid-19 no nosso país, Estado de São Paulo e Campinas. Bom dia. Bom dia, Gabriel. Bom dia a você aí de casa. A gente começa com os dados do Ministério da Saúde fechados até este domingo. Olha só, são no país 6.901.952 casos da Covid-19, num total de 181.402 óbitos. A gente teve, nas últimas 24 horas, de sábado para domingo, até o fechamento, 21.825 novos casos da doença. No estado de São Paulo, são 1.334.703 casos de Covid-19, com 44.018 óbitos. Ficam aqui as condolências da TV Câmara Campinas. Agora nós vamos falar da região metropolitana de Campinas, na nossa região 109.381 casos, lembrando que a última atualização ocorreu no último sábado aqui da cidade de Campinas, olha, até o último fechamento 45.989 pessoas estavam doentes, estavam não, já tiveram Covid-19 aqui na nossa cidade. Indaiatuba, 10.242 casos, Sumaré, 7.529, Americana, 7.245, Santa Bárbara do Oeste, 7.115, Hortolândia, 5.544 e, na sequência, cidades com menos de 5.000 casos. Paulínia, Valinhos, Vinhedo, Itatiba, depois de Itatiba, Cosmópolis, Montemor, Jaguariúna, Nova Odessa, Artur Nogueira, Engenheiro Coelho, Santo Antônio de Poce, Pedreira, Olambra e Morungaba. Agora nós vamos falar das mortes na RMC, são 3.120 vidas perdidas para a Covid-19, Gabriel. E Campinas soma 1.409 números que devem ser atualizados ainda nesta segunda-feira. Em Sumaré, são 271 óbitos, em Dayatuba, 263, Santa Bárbara do Oeste, 202, Americanas, 187, Valinhos, 183, Hortolândia, 167. Na sequência, cidades com menos de 100 óbitos. Paulíria, Nova Odessa, Cosmópolis, Montemor, Vinhedo, Itatiba, Jaguariúna, Arthur Nogueira, Engenheiro Coelho, Santo Antônio de Poce, Pedreira, Morungaba e Olambra. Em relação à ocupação de leitos, já que a doença continua avançando, a gente fala bastante sobre essa segunda onda, sobre o aumento de casos, algo que preocupa bastante as festas de fim de ano, né, que nós temos agora. A gente continua acima dos 80% de ocupação? Até a última sexta-feira, a gente inclusive falou aqui no Câmara Total, olha, nós tínhamos 84,46% de ocupação, então a gente aguarda os números de hoje, né, desta segunda-feira, mas números altos, 30 leitos livres apenas, do total de 193 disponíveis na cidade de Campinas. Então, a gente aguarda aí esses números atualizados, mas a gente vê que a perspectiva nacional, de acordo com a última atualização, é de que nós temos aí um aumento dos casos e também da transmissão da doença. A gente só precisa verificar aqui no caso de Campinas se tem a ver com a ocupação dos leitos de UTI ou então das pessoas que continuam sendo tratadas em casa, que é o atendimento domiciliar. Falando um pouquinho sobre transporte público agora, porque a gente, principalmente na época da eleição, a gente recebeu muitas mensagens falando de ônibus lotados, ônibus atrasados e isso foi abordado pelo Executivo? É, na última sexta-feira houve uma pergunta justamente por isso, se fala tanto, não se pode fazer festa e como fica a questão da lotação dos ônibus? Nós mesmos aqui na Notícias da Metrópole já recebemos através do WhatsApp 978293776, fotos de passageiros mostrando justamente que os ônibus em Campinas estão circulando lotados. Então, mediante isso, o prefeito falou na última semana a respeito do transporte público aqui na nossa cidade. Tivemos uma redução, isso é número, de 50% dos passageiros, 50% do faturamento, do número de passageiros transportados. Então, a gente tem, a minha recomendação é para que a frota atenda as pessoas, Ainda temos problemas no horário de pico, mas é uma coisa matemática. Eu acabei de fechar os números ali, pouco mais da metade, 55% do que tinha. Caiu o número de pessoas transportadas em ônibus. Inclusive, nós tivemos um veto do governo federal que foi muito ruim. Campinas receberia aí cerca de 34 milhões de suportes para a questão de subsídio de transporte coletivo. Com esse veto vai ser muito difícil, não só para Campinas, mas para todas as prefeituras, aquelas cidades com mais de 200 mil habitantes que estavam contempladas nesse projeto, que foi muito custoso aprovar na Câmara e no Senado. Inclusive as prefeituras aguardam, Gabriel, se a Câmara vai derrubar esse veto, Porque janeiro, geralmente, é o mês que a gente tem aí o valor da revisão, do valor da passagem, da tarifa dos ônibus, do transporte público municipal. A gente tem uma demanda da associação que trata do transporte público especial em Campinas, que fala justamente dessa queda do número de passageiros. A gente sabe que é feita uma conta em relação ao número de pessoas pagantes, veículos, para chegar também ao valor do subsídio das prefeituras para o transporte público, uma conta que vai ficar para o próximo prefeito. Exatamente, ainda existe a indefinição sobre a volta das aulas presenciais, que a gente sabe que tem muitos alunos, estudantes que utilizam também o transporte público. Então, a gente continua acompanhando a situação do transporte aqui na cidade de Campinas. Falando um pouquinho agora sobre as decisões do governador do João Dória no Estado, porque o comércio pôde ampliar o seu horário, mas bares e restaurantes tiveram que diminuir a sua capacidade e horário de funcionamento. Isso mesmo, a gente teve duas decisões que começaram a valer no último sábado. Primeiro, a ampliação do horário do comércio para o funcionamento de até 12 horas, mais uma redução de 60% para 40% de ocupação dos estabelecimentos. Acompanhe. A expansão do funcionamento do comércio de 10 para 12 horas, mantendo a capacidade de 40%. Então, foi uma discussão técnica entre saúde e comércio, para que possamos atender a necessidade de um maior espaçamento entre as pessoas, evitar aglomerações. E esse maior espaçamento, inclusive, a gente vai conversar durante essa semana com representantes dos shoppings da cidade, porque também recebemos no WhatsApp da TV Câmara Campinas, no 978293776, flagrante de shoppings aqui da cidade abarrotados, corredores abarrotados. Você viu as fotos, né, Gabriel? Preocupante, né? Como então esses estabelecimentos vão controlar que realmente apenas 40% esteja ocupado nos corredores? As lojas muitas vezes acabam fazendo esse controle de entrada e saída de cliente, mas esses clientes ficam nos corredores. O que não resolve muito porque gera aglomeração do mesmo jeito. Por outro lado, como você disse, bares e restaurantes aí com horários reduzidos também foi anunciado pelo governador. A redução do horário de funcionamento dos bares. Os bares, a partir de agora, eles podem funcionar até às 20 horas. Isto dentro deste horário, atendendo ainda a obrigatoriedade do cumprimento dos demais protocolos sanitários. A ferição de temperatura, disponibilização de álcool gel, distanciamento mínimo entre as mesas, manter a capacidade de 40%, o serviço deve ser feito de forma sentada, mesas com no máximo 6 pessoas e o consumo e o fechamento deve ocorrer até o horário das 20 horas. Olha, então lembrando, bares até 20 horas, restaurantes poderão estar abertos até as 22 horas, Mas com o consumo de bebida alcoólica só até as 20 horas Também estamos aguardando para ver como vai ser possível cumprir esse decreto aqui na cidade de Campinas Que é um decreto que vale para todo o estado Mas quem fiscaliza, quem controla, a gente aguarda também essa resposta aqui na nossa cidade Já temos uma nota da Abrazel, que é a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes inclusive muito preocupada com essa determinação em função de que o setor foi um dos mais prejudicados lá com o primeiro fechamento a partir de março e abril e agora que o setor estava tomando fôlego vem essa decisão e o setor, inclusive os dirigentes da Brasel temem que isso possa impactar novamente no emprego do pessoal que depende exclusivamente desse atendimento, Gabriel. Amanhã, Minabreu, a Sanasa fará uma obra, então vai ter interrupção de água. Quais são os bairros e o que as pessoas precisam fazer? Olha só, a gente vai ter o capeamento de redes ali numa parte do Jardim Centenário e do Jardim Chapadão, das 8 da manhã às 5 da tarde. Então, as pessoas precisam guardar água hoje. É parte do Jardim Centenário e Jardim Chapadão e também na região da cidade universitária. São duas regiões distintas aqui da nossa cidade que amanhã vão ter obras de capiamento de redes e por isso é preciso guardar a água hoje. Agora, já na quarta-feira, então tem que guardar a água amanhã, a gente vai ter obra, nesse caso de interligação de redes, no núcleo residencial Satélite Íris. Então, por isso, é preciso que os moradores ali do Satélite Íris façam aí a reserva de água nesta terça-feira, porque quarta, entre 8 da manhã e 5 da tarde, não terá água também ali naquela região. E para a gente poder encerrar as notícias da Metrópole, uma ação de solidariedade muito importante, principalmente nesta época de pandemia que está chegando o fim de ano. A gente falou aqui na última semana, inclusive o nosso repórter Michel Morim acompanhou o trabalho da Patrulha do Bairro e eles agora fazem uma campanha de uma ação social para o Natal. Como não é possível devido à aglomeração de que se faça uma festa, uma grande ceia, eles estão arrecadando alimentos para serem doados para as famílias. Olha, então eles estão precisando de macarrão, molho, panetone, refrigerante, bala e frango que serão doados para famílias ali da região do Campo Grande. E se você puder doar, nós vamos deixar aqui o contato da Silvana, que é a coordenadora do Patrulha no Bairro. O celular dela é o 19 97417 5481. Anote aí, 19 97417 5481. Ou, se preferir, você pode mandar um e-mail também, que é noemi, com Y, noemiprates, arroba gmail.com. Muito legal essa ação. E agora é o momento também que a gente já falou de outras ações aqui. Você que quer cooperar com o pessoal da região do Campo Grande, entre em contato, então, com o projeto da Patrulha do Bairro Campinas, que também tem página no Facebook. Momento de todo mundo fazer a sua parte e poder doar um pouquinho, seja com alimento, com dinheiro ou até mesmo com o seu tempo. Certo, Mina Abreu? Eu volto daqui a pouquinho com notícias do Legislativo, porque amanhã a Câmara tem uma agenda recheada. E por isso vai mudar a agenda aqui da TV Câmara Campinas, já já você passa as informações do Legislativo. Hora da gente balançar as redes do Campeonato Brasileiro da Série B e a notícia não é nada boa, nem para a torcida da Ponte, nem para a torcida do Guarani. Pela ordem cronológica, quem entrou em campo primeiro foi a Ponte Preta, então vamos balançar as redes, porque a Macaca recebeu o Havaí no estádio Moisés Lucarelli e a ponte não se deu bem não, viu? Olha aí a construção do primeiro gol, o Igor Vinha saiu muito mal, veio o cruzamento e o Valdívia de cabeça ainda no primeiro tempo abriu o marcador, então 1x0 para o Havaí. A Ponte Preta chegou ao gol de empate, cruzamento do Havaí, do Apodi, o Bruno Rodrigues colocou para o meio da área e o Camilo acertou um belo chute 1x1, só que nos acréscimos 47 minutos do segundo tempo. O Luiz, que saiu do banco de reservas, balançou mais uma derrota da Ponte Preta, a segunda consecutiva já vinha de derrota contra a equipe do Botafogo lá em Ribeirão Preto, recebeu a equipe do Havaí e perdeu novamente. E aí, o que aconteceu? Demissão do treinador, do Marcelo Oliveira, já que vinha de maus resultados, rendimento da equipe muito ruim, né? O Marcelo Oliveira pegou a ponte na terceira colocação e, neste momento, a ponte é a décima colocada, ela está, a nona colocada, ela está a cinco pontos do G4. Então, a ponte está na nona colocação, com 40 pontos, e o Sampaio Correia, que é o quarto colocado, tem 45, então, está se afastando do G4. O G4 é o grupo dos quatro primeiros times que conseguem o acesso ao Campeonato Brasileiro da Série A. E, além da demissão do Marcelo Oliveira, o executivo de futebol, o Gustavo Bueno, que é quem monta o elenco, que faz esse gerenciamento de pessoas, a ponte entre os jogadores e também a presidência, os diretores, ele pediu demissão e a presidência aceitou. Então, o Gustavo Bueno também não faz mais parte aí da Ponte Preta. Sem tempo de descanso, viu? A Ponte Preta tem a ver essa derrota na sexta-feira, todas essas mudanças. E olha só aqui na minha tela. Hoje já tem jogo, hein? Campeonato Brasileiro da Série B, 29ª rodada. É a abertura e a Macaca já entra em campo, já está lá em Ponta Grossa, no Paraná, para este duelo diante do Operário. Então, às 8 horas da noite, no estádio Germano Krieger, tem Operário e Ponte Preta. Um duelo bastante interessante e difícil para a Ponte. Operário está no meio da tabela, 13ª colocação, com 35 pontos. A Ponte tem 40. Ainda sonhando com o G4, está ficando cada vez mais difícil, são 10 rodadas. A Ponte tem que vencer 8 jogos. Então, é uma tarefa difícil. Isso aí o Fábio Moreno dirige a equipe a partir de hoje, ele que já era um auxiliar, já era membro da Comissão Técnica Ponte Pretana. E o Bulgren entrou em campo ontem à noite, partida que foi realizada no domingo, 8h30 da noite, e também foi derrotado pela equipe do Brasil de Pelotas. Olha os gols aí, o primeiro saiu da cobrança de escanteio, foi cortando para o meio da área e balançou as redes. 1x0 Brasil de Pelotas, gol do Luiz Henrique, o segundo de pênalti no primeiro minuto do segundo tempo, o Bruno Matias aumentou 2x0, o Bulgren ainda chegou na reação com esse gol aí do Bruno Sávio de cabeça, foi esperto após o cruzamento do Bidu, pressão do Guarani, final de jogo, todo mundo no campo de ataque, veio contra-ataque. E aí, o Bruno José marcou este lindo gol de cobertura por cima do Gabriel Mesquita. Final de jogo, Brasil de Pelotas 3, Guarani 1. Uma derrota, até certo ponto, inesperada, já que o Guarani vinha numa reação muito grande. Neste momento, oitavo colocado, também com 40 pontos, mesma pontuação da Ponte Preta. Vence no critério de desempate, saldo de gols. O Bugri tem um saldo positivo, o saldo da ponte é negativo, o Brasil de Pelotas estava no meio da tabela, então o Bugri estava na esperança de continuar essa reação, poder se aproximar do G4. Veio a derrota, o Guarani joga só na quarta-feira, mas aí na própria quarta a gente atualiza este confronto entre o Guarani e Confiança, que vai acontecer aqui em Campinas, no estádio Brinco de Ouro. 11 horas e 43 minutos, olha só. Um projeto social criado por mulheres negras para beneficiar pequenas empreendedoras, dá exemplo de solidariedade e união durante esta pandemia. As unhas de fibra de vidro foram a aposta da Thalita para sair da crise em meio à pandemia. No começo da pandemia, no primeiro dia que fecharam o comércio, eu fui mandada embora do meu serviço, ela era educadora social e aí eu fiquei, enfim, sem rumo e apareceu para mim como um presente mesmo esse serviço de nail designer. Veio através do meu vizinho, ele faz unha, ele faz as unhas em fibra de vidro e ele me ensinou a fazer e foi com isso que eu consegui equilibrar as minhas contas. A Regina também teve de adaptar seu negócio de costura durante esse ano para atrair novos clientes. Por conta da pandemia eu fiz uma mudança de foco, eu comecei a usar matérias recicláveis, que são retalhos de tecido mesmo, que a gente usa para fazer, as peças mesmo, e por custo de benefício para vender para as pessoas, mais em conta, também pela melhoria do meio ambiente, porque a gente está reutilizando matérias que iam por lixo. Além das dificuldades, Thalita e Regina mantêm em comum o sonho de uma vida melhor com o esforço do próprio trabalho. Mas nem sempre é fácil partir só com a ideia. É preciso ter investimento e foi aí que as duas conseguiram uma ajuda providencial. O projeto Aguibara, liderado por mulheres negras que, cansadas de esperar uma mudança, decidiram agir para o fortalecimento de outras mulheres negras e indígenas e seus pequenos empreendimentos. Esse projeto ele começa em setembro em meio a uma pandemia, uma pandemia que deixa milhões de pessoas desempregadas e a gente sabe que na base da pirâmide social estão as mulheres negras, então esse projeto surge para tentar beneficiar de alguma forma mulheres negras que estão na luta por independência financeira, por se profissionalizarem cada vez mais. A ideia é reunir doações mensais de voluntários e contemplar com os valores arrecadados mulheres empreendedoras de Campinas, Hortolândia, Sumaré, Paulínia e Americana, que apresentem propostas de autossuficiência por meio de produtos e serviços de interesse da sociedade. O projeto é uma rede de mulheres pretas para mulheres pretas e o quanto isso é importante, a gente se ajudar coletivamente, incentivar o negócio uma da outra, recomendar para as pessoas, compartilhar, então assim, a gente só cresce em rede, não dá para crescer individualmente. O projeto Aguibara teve início com a Aline e a Fabiana. Elas reuniram 20 pessoas que se comprometeram a doar todos os meses pelo menos 20 reais. O valor arrecadado é útil para uma pessoa que está passando por dificuldades na pandemia em relação aos negócios. Logo, esse projeto cresceu e hoje já são 230 doadores fixos. O resultado está aqui nessa festa apresentando muitas pessoas contempladas. Isso é baseado numa filosofia com raízes africanas, chamada Ubuntu. Ubuntu é uma filosofia africana, dentre muitas que existem, que diz que sou porque somos. Que a gente só existe em comunidade, que a gente só existe em coletividade. Se a ideia é fortalecer a coletividade, o Aguibara não poderia ser apenas mais um projeto de microtransferência de renda. É também um projeto de macro transferência de conhecimento, oferecendo ações permanentes e sustentáveis para a formação e o aperfeiçoamento profissional às mulheres agraciadas, sempre numa corrente do bem. O nosso projeto tem três frentes, uma delas é a contemplação, outra é a formação, a gente oferece e planeja cursos para essas mulheres e assessorias técnicas, como assessoria de marketing, assessoria para fazer logotipos de suas marcas, assessoria jurídica, psicológica, a gente está cadastrando um banco de parceiros, de serviços, para que consigam atender essas mulheres. Para a Thalita, lá do começo da reportagem, uma contemplação como essa não poderia vir em melhor hora. Como eu comecei o meu negócio esse ano, eu preciso de investimento. Comecei do nada, com pouquíssima verba, e os produtos são caros, material, e até a gente conseguir levantar esse dinheiro para começar a lucrar, vai ser uma bênção esse dinheiro do projeto. Faz toda a diferença. Como você vai aplicar esse dinheiro? Vou comprar material, vou comprar gel, vou comprar fibra, vou comprar cadeira, que até agora está tudo improvisado lá em casa. Vou investir mesmo para a estrutura e com o material, para eu poder trabalhar. Assim como a filosofia Ubuntu ensina, a pessoa é o que é, pelo que todos são juntos. E o projeto Aguibara, junto com seus colaboradores, é a própria filosofia de vida. Para fazer alguma mudança e algum impacto, a gente tem que trabalhar para fazer esse impacto na sociedade em si. E aí eu acho que é essa realização, de saber que a gente não está fazendo só para mim, só para nós, mas para uma galera ali que está impactando a outra pessoa que está ligada com essa pessoa. Então eu acho que essa é a alegria, de saber que está acontecendo. Muito bacana e parabéns pela iniciativa. 11 horas e 50 minutos, vamos fazer o seguinte, segundo intervalo aqui no Câmara Total e na volta tem uma entrevista ao vivo para falar sobre os nossos sentimentos. Como está o seu aí nesta pandemia? Angustiado, com medo, está alegre já que é final de ano? Mande aqui uma mensagem para a gente, 978293776, tenho muitas perguntas, nós vamos conversar com uma especialista. Então, rápido intervalo e na volta tem essa entrevista. Vamos falar também, no quadro de olho na educação, sobre a preparação para o vestibular. Então, são muitos assuntos e o intervalo é rapidinho. Câmara Total de volta ao vivo nesta segunda-feira Muito obrigado pela sua companhia e audiência E atenção agora, porque o assunto de hoje te interessa Ele é universal, faz parte da nossa existência e com certeza você já passou, está passando ou ainda vai passar. O assunto de hoje, sentimento. Quem nunca se perguntou por que hoje eu acordei meio triste? Ou por que eu estou feliz sem nenhum motivo aparente? Recentemente você passou por algum momento de raiva, de tristeza? Conseguiu conversar com alguém sobre isso? Aliás, você faz terapia? Conversa com um psicólogo, às vezes psiquiatra, sobre a sua vida? Bom, eu converso agora com a Beatriz Breves, ela que é psicóloga, psicanalista, bacharel e licenciada em física, presidente, membro efetivo e fundadora da Sociedade da Ciência do Sentir, e que acaba de lançar o livro Falando de Sentimentos com Beatriz Breves. De A a V, o livro ele reúne 80 sentimentos para auxiliar você aí que está nos acompanhando na difícil missão de se comunicar. Beatriz, muito obrigado por ter aceito o convite para participar aqui do Câmara Total, da TV Câmara Campinas. E o brasileiro, ele sempre foi conhecido por ser comunicativo, um povo hospitaleiro. Eu não sei se esse jeito é muito verdadeiro ainda hoje, mas, em geral, ele consegue lidar com os sentimentos? Seja bem-vinda e bom dia. Bom dia, eu que agradeço por poder estar aqui com vocês, é um prazer enorme. Olha, infelizmente o ser humano ainda não aprendeu a lidar com os sentimentos, o ser humano de um modo geral. É algo colocado em segundo plano, desvalorizado, só é valorizado, vamos dizer assim, na poesia, ou no feminino. O homem evoluído é aquele que não sente, que é frio. Você vê que todo futurista é racional puro. E isso é um crime que fazem com as pessoas, porque a gente é sentimento. E o mundo é a vida da gente, é o que a gente sente. Se a gente está bem, está feliz, o mundo fica cor de rosa. Pode ter os problemas que forem, a gente vai saber lidar com aquilo. Se a gente está mal, está infeliz, pode não ter problema nenhum. mas a gente vai criar os problemas para estar infeliz. Então, é quase que é uma bandeira da minha vida lutar para que as pessoas acordem e pensem no sentido. E essa é a proposta com esse livro, com todo o meu trabalho, é botar as pessoas para falar de sentimentos, né? E escutar seus próprios sentimentos. Ô Beatriz, o homem, ele tem mais dificuldade de expressar os sentimentos? E isso tem a ver com o preconceito, aquela frase, homem não chora, ou desde criança, por que você está chorando, para com isso. Existe esse preconceito ainda hoje? E ele é forte? Existe, existe, e é muito forte, porque é quase que é cultural, a gente aprende assim. A mulher, a menina, a criança, a menina é permitido um pouco mais de expressar o sentimento dela. O menino não, engole o choro, coisas desse tipo, seja macho. Quer dizer, como se expressar o sentimento se não ser macho? Ao contrário, ser macho é poder mostrar o que sente e não reprimir o que sente. Então, o homem, infelizmente, nesse ponto, ele é muito mais sacrificado que a mulher. Sem dúvida alguma, é muito mais sacrificado, ainda é assim até hoje. Mas você entende que há uma evolução? Você acha que estes termos, isso que é, ficou um pouco mais no passado e essa geração que está vindo está se aceitando mais? Ou você enxerga ainda que existe esse tipo de frase e essa reclusão em quanto aos sentimentos? Eu acho que está começando a haver uma abertura para entender a importância dos sentimentos. A questão é que a ignorância sobre o assunto é muito grande. Por exemplo, eu costumo dizer assim, eu peço, se eu pedir a você agora, me cite 10 sentimentos, os 3, 4, 5 primeiros vai fácil. Depois você começa a pensar. Mas se você olhar lá no Google, são mais de 500 e muito mais e muito mais e a gente não os conhece. Então, entre você tomar consciência daquilo, saber que aquilo é importante e aprender a lidar com aquilo, tem uma distância. Eu acho que essa distância, a gente está dando os primeiros passos, senão eu não estaria nem aqui conseguindo conversar com você, ter publicado um livro sobre sentimentos, sem ser poesia, né? Sem ser, não me merecendo a poesia, eu acho linda a poesia. A questão é sem ser dentro desse campo, mas dentro de um campo de dizer, olha, vamos falar, dentro de um campo até da ciência mesmo, vamos falar de sentimento, né? Então, eu acho que nós estamos dando os primeiros passos, mas ainda tem muito a percorrer. Muitas vezes fica só na teoria, que é quando você cita essa poesia, é algo muito bonito que você lê no livro, mas não consegue colocar em prática. O Beatriz, sentimentos, todos nós temos na vida, eu citei alguns na minha abertura, agora qual que é a diferença de ter o sentimento, por exemplo, de vingança, eu estou com o sentimento de vingança por alguma coisa que aconteceu, e a ação da vingança? É totalmente diferente. A gente sente tudo. Outro dia me perguntaram, posso sentir até... Foi inveja que perguntaram, que acho que é um dos sentimentos mais temíveis. É claro que pode sentir inveja. Todo mundo sente inveja. Se não sente é porque está inconsciente, mas está lá, a inveja está lá, porque a gente tem todos os sentimentos vibrando. Agora, entre sentir e partir para a ação, tem uma distância enorme. Eu posso estar com raiva, com muita raiva, Aí eu falo, eu quero me vingar, mas entre querer me vingar, quer dizer, eu estou expressando aquela raiva para mim mesmo. E partir para a ação da vingança, aí é outra coisa, é uma coisa totalmente diferente. Quer dizer, as pessoas sabendo lidar com o que sentem, ela não vai partir para a ação repentina, ela vai elaborar, ela vai saber diluir, ela vai criar uma harmonia interna, e aí ela vai conseguir fazer daquilo um bom negócio para a vida dela. ela não vai ser destrutiva, ela vai ser construtiva, até com os sentimentos ditos, chamados pela população de não nobres, tipo a vingança, tipo a inveja, tipo... Na verdade, são sentimentos como outros qualquer, vai depender de quem ele vai, com quem ele vai se juntar, com quem ele vai fazer parceria, se com amor, se com ódio, aí depende, porque eles fazem parceria, né? É como se fosse uma grande orquestra. Ô Beatriz, é importantíssimo isso que você está dizendo, Porque muitas pessoas carregam a culpa, né? Sentem a culpa de determinado sentimento, que é algo da natureza do ser humano. Então, você mesmo está dizendo, você pode ter esse tipo de sentimento. E aí, a forma como você vai encontrar para poder crescer, para adquirir uma maturidade, pode ser através de um psicólogo, pode ser conversando consigo mesmo, pode ser procurando uma amiga, desabafar e não chegar às vezes de fato, é isso? Perfeito, é isso mesmo. Sentir, a gente vai sentir, basta ter algo que ative aquele sentimento dentro da gente, a gente vai sentir, porque em potencial a gente tem todas as possibilidades de sentir. Em potencial quer dizer ali, é que nem um instrumento que não está sendo tocado, em potencial ele pode ser tocado, basta que alguém vá lá e toque. Então em potencial a gente está interagindo na vida, está interagindo. Aí eu estou aqui conversando com você, você me provoca um sentimento, eu vou sentir, você ativou dentro de mim esse sentimento, não tem problema nenhum. desde que eu saiba lidar com ele. Agora, se eu pego esse sentimento, parto numa ação, por uma agressão ou exagero, aí já muda a figura. Aí eu já passo a ter responsabilidade sobre meus atos, inclusive sociais, enfim, que é outra conversa. Então, a gente tem que pensar nesse sentido mesmo, de aprender a lidar com o que a gente sente para ter um exercício mais harmonioso com o jeito. Nós somos seres humanos e o ser humano sente, simples assim. Parece elementar, mas tem gente que duvida. Exatamente. Muitos problemas surgem quando nós somos crianças, porque ainda não entendemos algumas situações, os sentimentos aparecem e muitas vezes criamos mecanismos de defesas, escudos, né? E aí quando adquirimos uma maturidade, que pode ser em diversas idades, é que o problema vai começar a ser resolvido. Você entende que quando a gente é criança, passa por alguma situação que não entende direito, isso já começa a criar alguma coisa? Com certeza. A gente, quando é criança... Para começar, quem nomeia os sentimentos para a gente quando é criança, normalmente é a mãe ou o pai, quem está cuidando. A gente sente aquilo, não sabe o que é, e aí o outro vem e diz, isso é tristeza. E isso é uma grande coisa, porque muitas nomeações são equivocadas. se nomeia de forma errada o que está sentindo. Mas, enfim, aí você fica com aquela ideia sobre você, você fica com aquela representação interna sobre aquilo, sobre você, sobre a vida, enfim. À medida que você vai vivendo, você tem dois caminhos, ou você vai reforçando aquela ideia equivocada, ou você vai, vamos dizer, usando uma linguagem moderna, atualizando o chip. Você pode atualizar o chip de forma a você poder atualizar e melhorar e fazer novas configurações internas sobre aquilo que você estava sentindo e aí muda. Às vezes você está na vida assim, nossa, eu pensei isso a vida toda e não era isso, e dá um alívio interno, né? Então, é por aí, é você poder fazer uma auto-reflexão, poder fazer minúcias sobre o que está sentindo, como é que está sentindo, o que aquilo significa na sua vida. O que você pode fazer para tentar modificar? Enfim, é uma reflexão interna mesmo. Se questionar. Se questionar, exatamente. É isso aí, se questionar. E que é algo tão difícil, né? Porque muitas vezes a gente entra numa zona de conforto tão grande, as pessoas têm dificuldade exatamente de expressar esses sentimentos ou medo de fazer isso, né? Acho que é a grande questão que nós estamos vivendo, ainda mais em época de pandemia, que já já vou citar com você, Porque é uma montanha russa mesmo, né? Mas, Beatriz, sobre a Sociedade do Sentir, né? Você reunia semanalmente um pequeno grupo para discutir sobre sentimentos de forma presencial, agora na pandemia, de forma virtual. Isso é uma terapia em grupo? Qual que é o intuito da ideia? O que você pode falar sobre essa Sociedade do Sentir? A ideia é o seguinte, há 30 anos, há mais de 30 anos, eu fiz física justamente para poder, para fazer, pegar vários olhares de mundo, né, aprender sobre energia, para poder pensar em... Não é para importar a física, não, porque a física tem o campo dela, está lá no estudo dela. É para tentar entender mais o conhecimento humano e daí repensar o ser humano dentro do meu campo, porque eu sou psicóloga, né, essa é a minha profissão. Então, eu comecei, eu fiz isso tudo, fui, esse livro é o meu oitavo livro. Agora, na pandemia, escrevi o nome, que se Deus quiser, ano que vem, estaria publicando. Enfim, então, com isso, um grupo de pessoas, guia, vamos formar um grupo para a gente ficar discutindo teorias do sentir, as versas, incluindo o sentir na ciência, porque a ciência baniu o sentir do campo dela. Enfim, então, a gente quer voltar a questionar isso, a incluir o sentir, mas de forma independente, porque isso aí é uma coisa, é uma batalha, vamos dizer assim, solitária, solo desse grupo. E semanalmente a gente tem um grupo que fala de sentimento, a gente escolhe um sentimento e fala sobre ele. Não é terapia, porque a proposta não é essa, é para realmente falar, pensar, fazer, mas é terapêutico, entende? No momento em que você se conecta com aquele sentimento, você sai dali pensando, os testemunhos são vários, as pessoas dizem que abriram um leque na vida, sem precisar estar falando de tudo, não é uma terapia. Então, essa é a proposta nossa e isso já tem, nós já estamos lá há vários anos, a Sociedade da Ciência do Cinti já existe há 10 anos, então a gente está com esse passo a passo na vida, levando isso e essa batalha nossa. E é um enriquecimento muito grande, muito legal. É só botar lá no Google Sociedade da Ciência do Cinti que chega lá, vai conhecer, vai ver tudo que a gente tem, é muito interessante, é totalmente sem fins lucrativos mesmo, a gente está, é o conhecimento, é o conhecimento. E para quem está nos assistindo, se interessar, isso é restrito ao Rio de Janeiro, agora na pandemia de forma online existe a possibilidade, quem está em Campinas, em outras cidades, pode também participar? Pode, pode sim, a gente, inclusive, tem gente de São Paulo participando, participando de Alphaville, que é uma colega nossa, que está no grupo, está em São Paulo, e tem de tudo lá, a gente não tem isso não. Agora, se conta a pandemia, tudo tem os dois lados da vida, né? Tudo tem os dois lados. A gente não usava esse instrumento, passou a usar. Agora mesmo, estou dando essa entrevista para você, eu estou no Rio de Janeiro, olha que beleza, isso é muito bonito de se ver. Temos que aproveitar a tecnologia, né? A favor da gente, né? E a sociedade, nesse sentido, está podendo usar isso também a favor. Quem se interessar, é só procurar, está tudo lá no site. Entrar em contato, a gente, enfim, é um interesse. Nós temos outras atividades também, além dessa, enfim, é bem-vindo. Quem vem com a ideia de querer ajudar a compartilhar o sentir, é bem-vindo. Trazer a contribuição do que você entende por sentimento, porque se você perguntar para várias pessoas o que é felicidade, o que é alegria, o que é tristeza, cada um vai responder de uma forma e com certeza vai crescer bastante em relação aos sentimentos. É subjetivo, é subjetivo. Você pode botar um violão tocando aí, é o mesmo violão, mas você vai escutar ele de um jeito e eu vou escutar de outro. Não tem jeito, você é uma coisa, eu sou outra. Pode te trazer alegria, pode me trazer alguma lembrança de tristeza, isso que é interessante, né? Como que a gente reage também. Como surgiu a ideia deste livro, falando de sentimentos com Beatriz Breves? O que você aborda, como você aborda isso? Pois é, esse livro, eu venho de uma estrutura teórica sobre o sentir, enfim, e aí conversando, olha, a gente tem que entrar também na vertente mais direta, de botar as pessoas, botar no bom sentido da palavra, por favor, botar as pessoas para falar de sentimentos, chamar, convidar as pessoas a falar de sentimentos, e aí eu comecei no Facebook a toda semana publicar um sentimento e eu vi que aí o nome da página é justamente falando de sentimentos com Beatriz Breves e a coisa pegou, entende? já tem 3, 4 anos a partir do meu livro anterior que foi o Eu Sensível aí eu falei com a minha editora aí no começo eu digo não, isso são textos, e a gente faz o grupo lá na sociedade, tá dando resultado é muito bom o resultado tem sido excelente as pessoas estão aprendendo a lidar com o sentimento e aí começou a vir a ideia desse livro, na verdade ele é um chamado, ele é um convite ele é apenas um estudo o livro eu fico muito feliz de comprar, mas se quiser tem todos esses sentimentos e mais alguns lá no site que eu escrevo toda semana, tá lá também enfim, é um convite o importante aí é que a pessoa entenda a importância a importância dela parar uma vez por dia que seja, ou uma vez por semana que seja. Escolhe um sentimento e pensa sobre ele. Tenta conectar, tenta sentir, sem medo. Vai fundo, vai ver que vai abrir um mundo interno. Ela vai ficar, o que é isso? Eu tenho isso dentro de mim e não sabia. Você falou que tem oito obras lançadas, esse é o oitavo livro, e já tem um nono que você escreveu na pandemia. Todos eles são relacionados aos sentimentos ou não? Ao sentir, né? Ao sentir, porque o sentir, ele é... O que que acontece? Pra mim, pra minha teoria, pra minha pesquisa, o sentir é a constante universal do ser humano. Desde que o ser humano sente, existe, ele sente. Você sabe o que o homem da pré-história amava, se eu falar ele amou, você vai entender. Se eu falar que o japonês tá com raiva, você vai entender. você não precisa de um conhecimento cultural da época, nada, século XV, século XIII, você entende, então ele é universal. A partir dessa universalidade, eu construí uma teoria vibracional sobre, cujo sentir nada mais é do que essa experiência do universo vibracional que a gente é em si mesmo e a gente sente. E você tem o sentir sensações, que é calor, frio, enfim, que é nada, o corporal, e o sentimento que é interno. Então, o desconhecido para a humanidade, para as pessoas, é o interno, né? O que fica bloqueado é o sentimento. Por isso que agora eu estou dando um peso maior a essa vertente da ciência do sentido, entendeu? O que representa para você lançar esses livros? Já que, infelizmente, aqui no Brasil, eu trouxe até essa estatística aqui no Câmara Total, em alguma outra entrevista, que o brasileiro lê apenas dois livros por ano. Por que você utiliza as obras para passar a sua mensagem? Eu acho ótimo, mas aqui no Brasil é complicado. Olha, ela sabe que eu comecei essa história, comecei e estou caminhando. Eu sigo muito a vida, cada dia, um dia. Se você me dissesse, você vai escrever um livro na pandemia? Eu diria, não, imagina, mas escrevi, não me pergunte, ele veio e está aí. Então, a gente vai fazendo, eu diria que eu vou vivendo. Ninguém me pergunte por que eu entrei nessa, eu acho que é o ideal, sabe? O pessoal brinca que eu sou uma idealista. Isso mesmo, eu acredito no que faço, eu tenho uma fé tremenda no que eu estou fazendo, fé no sentido não religioso, no sentido, não tem nada contra as religiões não, mas no sentido da pessoa humana, eu acredito no ser humano, eu acho que o ser humano está sendo injusto com ele mesmo, e eu acho que essa injustiça é fruto de uma ignorância total sobre si mesmo, sobre si mesmo, inclusive sobre o sentido. A hora que o ser humano parar para prestar atenção sobre o que ele está sentindo, eu acho que a humanidade vira o jogo. É isso que eu acredito. Posso ser uma sonhadora, mas eu sou. Mas você acha que essa maturidade será alcançada a curto prazo ou isso é algo para a gente trabalhar bastante? Eu não sei te responder. Eu acho que na minha concepção não é curto prazo, mas o ser humano é uma caixinha de surpresa. De qualquer maneira, você me perguntou dos livros. Um livro é um instrumento, um instrumento que permanece. Você abre um livro de mil anos atrás, ele permanece de alguma maneira. Então, ele é um instrumento muito bom que fica. E eu acho que a gente tem que dar o primeiro passo. Quando esse passo vai ser, qual vai ser o ponto que vai ter a inflexão, que vai mudar, a gente não sabe. Pode ser no décimo passo, pode ser no décimo milionésimo passo, pode ser, enfim, a gente não sabe. O importante é caminhar, caminhar naquilo que a gente acredita e está sentindo, e é isso que eu faço, eu faço as coisas que eu sinto e que me dá, e eu tenho vontade de ir fazendo, dando o possível para mim. Essa análise que você faz quando você fala do comportamento do ser humano em relação ao mundo ou em relação aos Brasis que existem dentro do nosso país? Em relação ao mundo, eu acho que cada... os Brasis que existem dentro dos Brasis, mas também em relação ao planeta, Então, você vai em qualquer lugar, você vai encontrar essa dificuldade das pessoas. As pessoas não conhecem os seus sentimentos, com honrosas exceções, naturalmente. Estou falando no sentido geral, né? E aqueles que conhecem, eu acho que de alguma maneira colaboram para aqueles que não conhecem, não sabem lidar, não conhecem no sentido de saber lidar, né? Aprender a lidar e evoluir com isso. Eu acho que a evolução da humanidade vai por aí, pela maturidade do que sente. Porque se você pensar A gente quando está com raiva A gente não segura essa raiva A gente sai destruindo Aí se torna uma coisa destrutiva E o certo, entre aspas É quando você está com raiva, é segurar essa raiva É digerir essa raiva Entender porque você está com raiva Aprender com ela E daí transformar em uma coisa construtiva Engarra, engana E em crescimento E não sair destruindo, que é o que as pessoas fazem É tão fácil dar um soco na cara do outro mas é muito difícil dizer eu te amo, simples assim. Sobre essa raiva, então, você utiliza as redes sociais para falar, então, sobre o sentir, sobre os sentimentos, você disse que publica seus textos no Facebook. E você sente que algumas pessoas se escondem atrás de algum personagem e aí fazem comentários que não contribuem ou até agressões recebidas servem de lição e estudo aí para este grupo. Para os haters também, tem um lado positivo quando a gente recebe algum comentário? Olha, eu vou lhe dizer, por incrível que pareça, muito pouco hater bateu a minha porta. Por incrível que pareça, eu achava que... É, pois é, eu acho que sensibiliza. Bateu já, aí eu não dou confiança, eu simplesmente... O hater não se pode falar com ele, né? A gente tem que deixar ele de lado. Então, mas muito pouco. A maioria das pessoas, é muito engraçado, elas se colocam, elas até se expõem, algumas até, eu acho que se expõem um pouco demais do Facebook, mas, enfim... Se sentem à vontade, não é? É, pois é. Outras, acho muito engraçado, que os meus textos, eu falo, eu escrevo do sentimento, do lugar que eu sinto. Não é teórico. Se eu falo da raiva, eu vou falar da raiva que eu sinto, que eu senti. E não é de uma coisa teórica, porque a raiva é assim, assim, essa, não. Eu vou falar da raiva que eu sinto. Então, tem gente muito interessante que vem me consolar. Toma as dores. Toma as dores. Eu escrevi sobre a amargura. Ah, que tristeza. Eu digo, mas a amargura é triste para mim. Deixa eu sentir isso, né? Não tem problema nenhum. Entendeu? Mas é interessante isso. É bonito de ver, é bonito de poder se contar. É muito legal. Nós estamos aprendendo ainda a lidar com a internet, que do ponto de vista da história é algo muito recente. Nós estamos começando agora com as redes sociais, com essas entrevistas de forma virtual, mas a gente sabe que muitas pessoas recebem mensagens desagradáveis, acho que os famosos principalmente, que são os haters. Você disse que quando recebe esse tipo de mensagem, você não cria esse debate, ou não quer conversar com a pessoa. Isso você acha que pode trazer pra vida também? Aconteceu algo ruim, alguém, olha, estão falando sobre você, quando é ambiente de trabalho, ou mesmo quando é família, você acha que esse tipo de atitude, de ter a maturidade de fala, eu não vou tentar resolver essa situação, se essa pessoa tá com esse tipo de sentimento, eu deixo pra ela e não pra mim. Essa é uma forma de lidar? Com certeza. Eu falei que eu nunca sofri, nunca sofri, hater e trollagem não falando sentimento, mas eu fui vítima de um ataque na internet que até deu um dos meus livros e eu aprendi muito sobre a internet aí eu escrevi sobre a maldade humana mas isso que você está falando uma das coisas que eu aprendi foi isso aprendi para a vida mesmo aí traz para a vida que você o melhor a fazer é como se fosse uma batata quente, eu estou com a batata na mão Ela está me incomodando, o que eu faço? Eu jogo a batata para você. Aí você, muito desprevenido, pega a batata, pronto, acabou. Se você pegou essa batata, você vai afundar. Você tem que dizer assim, olha, fica com ela, minha filha, ela é sua. Você se vive com ela, entendeu? Aí você vai pegar, vai ter que dar um jeito, a pessoa que mandou vai ter que dar um jeito de proteger as mãos, de fazer com que ela esfrie, vai ter que assar, comer, fazer um bom prato. ela não vai poder se livrar dela, porque no momento em que ela passa para o outro, ela tem a ilusão de que ela se livrou daquilo, mas ela não se livrou. Daqui a meia hora, um dia depois, está tudo de volta. Então, aí a coisa só faz crescer. E o outro que pegou a batata também fica com a batata quente na mão. É a bola de neve, vai aumentando o problema. Se você contém, e o hater, o troll, é melhor deixar ele para lá, porque aí ele vai ter que lidar, ele com aquela raiva dele, Porque aquilo é muita raiva, muito ódio que ele tem. Então, é muita inveja que ele tem do outro, que ele tem que ir para lá para ter o prazer de destruir o outro. Então, é ele que dê conta dentro dele desses sentimentos que ele está sentindo e não fica despejando em cima do outro. O Brasil tem o pior índice de ansiedade do mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde, são 19 milhões de pessoas aqui no nosso país com esta doença. O que acontece no Brasil, Beatriz? Eu comecei falando que o Brasil era o país que recebeu muito bem as pessoas, as hospitaleiras, povo alegre, tem essa imagem lá fora. A nossa imagem aqui dentro, a realidade é bem diferente. É porque, na verdade, eu posso falar até pelo carioca, né? O carioca fala com... Eu sou carioca, então eu posso falar, né? O carioca tem o perfil, ele fala com todo mundo, não sei o quê, mas é tudo especial. A gente na intimidade, não que a gente não tenha, eu tenho pessoas que não são superficiais Mas do ponto de vista social, é uma coisa mais superficial E eu acho que isso aumenta a solidão Vamos para a praia, vamos nos encontrar na praia Encontra na praia, mas é tudo muito fugaz E a gente precisa de coisas mais sólidas Então eu acho que esse é o problema do brasileiro Então, a gente, e falo particularmente do carioca, porque a gente, na verdade, fica muito, tudo muito rápido, tudo sai, tudo, entendeu? Enfim. Eu acho curioso, Beatriz, agora que você estava falando do povo carioca, porque no condomínio que eu morava, mudou um casal, veio de Porto Alegre, eles eram gaúchos. E aí, a gente não repara nisso, né? E eu, quando eles tocavam a campainha, a gente abria, acho que só meia porta. E aí eles reclamavam, ele, pô, mas vocês estão abrindo só meia porta lá, a gente não está acostumado com isso e tal. Aí que você para para perceber, né, como às vezes você é desconfiado, às vezes pode ser até uma má educação de você não recepcionar muito bem as pessoas. E depois, com amizade, ele falou sobre isso, a gente repara quando a gente vai para um outro estado, uma outra cidade, a forma como é que vocês lidam, né? A história do paulista que só dá um beijo, o carioca já dá dois beijos, a questão do abraço. Então, por isso que eu falo dentro dos Brasis, quando a gente muda, quando a gente vai para um outro lugar, que a gente percebe que o que para a gente era normal, abrir sua meia-porta, ou ter um olho mágico, ficar vendo quem está do lado de fora, se for para uma outra região, você pode ser muito bem recebido, a questão da porta aberta. Então, esse tipo de comportamento, a gente sempre tem que estar aberto para receber, porque ela falou em tom de crítica, mas era algo tipo, poxa, eu não me senti muito bem recebido na cidade. Eu descobri isso, eu era garota, um amigo meu de Santa... Florianópolis, ele veio ao Rio e nós fomos a um show. E lá no show, tinha um casal na frente, e a gente passou o show todo conversando, assim, numa intimidade, entendeu? Assim, nunca teríamos visto, criou uma intimidade ali de conversa, do show, não sei o quê. Quando fomos embora, até logo, aí ele olhou para mim assim, mas não vai pegar o telefone? Não vai? Eu digo, para quê? Quando eu falei para quê? Aí eu entendi, aí eu entendi, falei, cara, ele tem toda razão, e nem o casal se tem razão. Levou no literal, né? O até logo, tipo, ah, um dia a gente combina, e esse dia... Esse dia ficou por isso mesmo, nunca mais, e isso dá solidão. E não é uma maneira, e veja bem, isso não é uma coisa de desprezar o outro, não, é assim. Então, a gente tem que tomar cuidado para que isso não faça disso a nossa vida. A gente tem que dar, dali em diante eu aprendi, epa, tem algo errado aí nessa história, eu não vou aceitar que as minhas relações sejam dessa forma. A partir daí, quando eu encontro uma pessoa, eu digo, me dá o telefone, aprendi, entendeu? Mas, essa eu gosto da pessoa, naturalmente, mas é uma coisa que a gente faz sem pensar, faz no automático. E quando você se dá conta, o sentimento de solidão abateu sobre você. Mas é tudo superficial, né? A história do vamos combinar, vamos combinar de sair, vamos. E sempre fica nisso, né? Vamos combinar, vamos combinar. Um dia a gente se vê, nunca se vê e fica realmente nessa coisa superficial. Beatriz, estamos vivendo uma pandemia, algo que não passamos nos últimos 100 anos. Então, eu brinco aqui no programa que é sempre uma montanha russa de emoções, né? Começamos com o medo da doença, depois nós vamos nos acostumando, Tivemos a onda das lives, onde nos divertimos Depois veio saudade, alguns solidão Eu, por exemplo, não vejo minhas avós, meu pai, há nove meses Então é importante colocarmos na balança a normalidade de alguns sentimentos ruins Porque são muitas mortes, muitas pessoas se infectando É algo muito sério que nós estamos vivendo E do outro lado dessa balança, uma reação, um positivismo alguma fuga da realidade para não poder adoecer? Você acha que esse momento que a gente está passando, essa balança é algo muito importante? Saber o que está acontecendo, que tem muitas coisas ruins, mas, ao mesmo tempo, não vivenciá-las o tempo inteiro? Eu diria que a palavra-chave se chama responsabilidade. Quer dizer, você tem que ter noção do que está sentindo, das suas angústias, dos medos, porque não é fácil ficar em casa trancado, não é fácil sair para a rua comendo, não é fácil ter que trabalhar e ficar exposto e trazer provavelmente algo para dentro de casa, isso é muito difícil, mas a maioria tem que fazer isso, mas também não é sair por aí fazendo de conta que nada está acontecendo, como muita gente aqui no Rio a gente vê, a praia às vezes super lotada, um encostado no outro, sem máscara, sem nada, enfim, então eu diria que a responsabilidade entre o que você está sentindo com você mesmo, E a realidade do que está acontecendo É essa balança que vai determinar Porque o que eu vejo são pessoas trancadas Não, não sai também, não é assim Você não pode viver a vida trancada dentro de casa E você também tem que aceitar que somos mortais Se eu pegar o Covid e morrer Eu vou ficar muito chateada de ter morrido Mas paciência, eu tomei todos os cuidados Você pode ter certeza que eu tomei todos os cuidados do mundo Mas se for minha hora, se acontecer, aconteceu Paciência, a gente vai chorar vai ficar muito triste e é isso, também posso pegar e ficar boa, mas então não cabe eu ficar trancada e apavorar, porque aí você gera pânico e o pânico é a pior coisa que você pode viver numa hora dessa. Por outro lado, você também não vai cair pelo contrário, não tem nada, isso é uma bobagem, isso é uma frescura, não. Então, a balança, eu diria que é esse meio termo, que eu diria que a palavra-chave, e aí é um sentimento também, O pessoal pensa que responsabilidade é a salvação? Não, é o sentimento de responsabilidade, de compromisso que você tem com você e com o outro. Eu acho que é por aí que a coisa... Você consegue lidar bem com essa pandemia. E se adoecer, é adoecer. Ou tratar disso com a melhor... Se alimentar bem, isso é fundamental. Não adianta você se tranque e estar comendo mal, se tranque e estar bebendo todas. Não é por aí. Você tem que ter uma coisa balanceada, Uma vida, uso online, se distrai, tem gente que se traga e não fala mais com ninguém. Não pode ser assim. Então, isso é não estar sabendo lidar com a situação internamente. É cuidar da saúde mental e, ao mesmo tempo, entender que, às vezes, você precisa, né? Nem que for dar uma volta no quarteirão, fazer um exercício físico com todos os cuidados, utilizando sempre a máscara, higienizando as mãos, se conseguir um álcool em gel no bolso para se encostar em alguma coisa. mas eu acho que agora a gente está entendendo melhor como equilibrar isso, pelo menos algumas pessoas, porque às vezes a gente vê algumas imagens que nos preocupam bastante. Mas no começo, eu principalmente, nós nos fechamos, a gente não estava trabalhando só no home office, a partir do momento que o programa retomou aqui, aí que eu consegui entender melhor que é isso que você está falando. Bom, eu preciso sair de casa, preciso cuidar da minha mente, não posso ficar só em casa, e acho que aos poucos as pessoas estão colocando na balança e conseguindo seguir com cuidado, mas também cuidando da saúde mental. É, porque senão você enlouquece, você vai cair numa depressão profunda e vai ser pior, você não vai de Covid, mas vai de outra coisa. Não pode ser assim, você tem que equilibrar isso internamente. Beatriz Breves, psicóloga, psicanalista, autora do livro Falando de Sentimentos com Beatriz Breves, Muito obrigado pela sua participação aqui no programa Câmara Total, da TV Câmara Campinas. Agradeço a disponibilidade do seu tempo, todas as explicações e informações que você passou para a gente. E até uma próxima oportunidade, já que tem um nono livro saindo por aí. Pode ser que a gente volte a conversar então sobre ele e sobre outros assuntos. Um prazer enorme, eu fiquei muito contente também de estar aqui com você, podendo passar essa mensagem. Muito obrigada a vocês, que estão de Campinas também. Foi um prazer enorme. E se vocês abrirem as portas, eu estarei de volta, não tem problema. Com certeza, as portas estão abertas aqui da TV Câmara Campinas. O prazer é todo nosso. Beatriz Breves, então, falando aí sobre o sentir, sobre os sentimentos, ainda mais nesta época de pandemia. Então, muito enriquecedora esta entrevista. Meio dia e meia, olha só, em Hortolândia, na cidade vizinha aqui, pais e responsáveis por pessoas que têm o transtorno do espectro do autismo podem solicitar uma carteirinha de identificação de autistas. Olha só. Com o objetivo de facilitar a identificação dos autistas em ambientes sociais e também melhorar a convivência, foi criada em Hortolândia uma carteirinha de identificação. Atualmente, os pais que têm filhos com transtorno do espectro do autismo fazem essa identificação com laudo médico. A presidente da Associação de Mães e Amigos do Autista de Hortolândia, Priscila Silvana, que é mãe do Pietro de 12 anos, conta os problemas que ela já enfrentou. Nós tínhamos o problema de levar laudos e explicar para as pessoas que meu filho tem autismo, porque o autismo não tem cara, é diferente de outras síndromes. Então as pessoas achavam que era birra, achavam que eu queria passar na frente de outras pessoas, porque autista também não tem muita tolerância em esperar. Com este novo documento, muitas coisas devem mudar. Então agora com a carteirinha eu não preciso sair com documentação, eu tenho o direito de repente na fila preferencial a que ele passe, dependendo do estado emocional que ele esteja. Eu não tenho mais que responder questionamentos, porque às vezes as pessoas acham que a gente mente, que as famílias mentem. O documento pode ser solicitado ao Departamento de Direitos Humanos e Políticas Públicas para as Mulheres, órgão da Secretaria de Governo Municipal. Basta ir ao Ortofácil. Nós tivemos a sensibilidade dos nossos gestores, do nosso secretário e do nosso prefeito para validar essa carteirinha seguindo a lei que já existe, que é a lei federal. Em apenas dois dias, 22 carteirinhas foram confeccionadas. Ela é gratuita e leva até 15 dias para ficar pronta. Com este projeto, a Prefeitura de Hortolândia vai conseguir mapear quantas pessoas têm autismo na cidade. Para solicitar a carteirinha é muito simples. Preencha o formulário no site da Prefeitura e leve até o Ortofácio. Junto com os seguintes documentos. Laudo médico emitido por especialista em psiquiatria ou neurologia com SID de autismo, certidão de nascimento, carteira de identidade RG do usuário e também dos pais ou representante legal, CPF do usuário, também dos pais ou representante legal, comprovante de endereço e duas fotos 3x4. Então essa carteirinha vem e nos mostra que a gente ainda vive numa sociedade preconceituosa, numa sociedade que precisa de documentos e provas para poder validar alguma situação. Então, na verdade, deveria ser só uma identidade, um documento de identificação. As mães andavam com pastas, como a Priscila falou, com vários documentos, com laudos. Tem mães que andavam com sacolas de remédio, porque não bastava mostrar o laudo. Tinha que mostrar que o filho também tomava remédio e que o filho é doente. Para quem tem dúvidas ou dificuldades, ainda pode contar com o auxílio e orientação da associação. É muito importante isso, a pessoa, a família ter esse acolhimento conosco. Então vou deixar o número, o DDD é 19-9-9346-5761. Vou repetir, 9-3-4-6-5-7-6-1, o telefone da associação, que também é o WhatsApp. Pedro, me conta, e aí, gostou da carteirinha? Gostei. O que você achou da carteirinha? Muito legal a carteirinha. É até melhor para as pessoas que têm filhos com autista também, que não precisam ter aquele problema de ficar toda hora mostrando o laudo, essas coisas. Agora então, em qualquer lugar que você chegar, só apresentar a carteirinha? É, só apresentar a carteirinha. Hoje o quadro de olho na educação vai mostrar um professor que ganhou visibilidade nas redes sociais Por conta da dinâmica durante as aulas online nesta pandemia Vocês vão ver como está a preparação também para o vestibular Confira só Comigo é o quadro de olho na educação aqui na tela da TV Câmara Campinas Olha, hoje uma entrevista bem bacana A gente vai conversar com o Cássio, que é professor de história Ele dá aula pra galera que vai prestar vestibular, ENEM E ele acabou ganhando visibilidade nas redes sociais justamente por conta da maneira diferenciada que ele deu aula nesse período da quarentena. Então, primeiramente, a gente vai falar a respeito disso, Cássio, dessa sua curiosidade aí. Queria que você explicasse para a gente, na verdade, como surgiu essa ideia. Muito obrigado por atender a nossa reportagem. Seja bem-vindo. Olá, André. Olá para todos os telespectadores do programa De Olho na Educação. Prazer estar aqui com você. Parabéns pelo programa, que é muito importante, né? discutir temas relacionados à educação. Felizmente, eu tive esse privilégio de ganhar um pouco mais de visibilidade durante a pandemia, por causa de algo que a gente já fazia antes, na verdade. O professor de pré-vestibular tem um desafio que é sempre buscar inovação, sempre buscar ser atrativo para o aluno. É muito conteúdo para um aluno que vai fazer ENEM estudar num único ano. Então, se a gente ficar ali só no conteúdo, no cuspe e giz, como se costuma dizer, a gente perde os alunos, então é necessário buscar inovações, e eu já usava uma técnica que era a voadora, dar voadora na sala de aula, para motivar os alunos a enfrentar os concorrentes, não através de lutas, de artes marciais, mas através do estudo, através das boas notas, e eu encenava voadoras de verdade na sala, mesmo nunca tendo feito artes marciais. Aí, com o advento da pandemia, a gente acabou tendo que gravar algumas coisas que a gente já fazia nas salas de aula e alguns vídeos ganharam visibilidade, né? E eu estou aqui com você hoje, com muito prazer. Agora, cara, você falou aí da voadora, né? Conta para mim, como assim? Você nunca fez artes marciais? É uma voadora de verdade. Você nunca fez artes marciais e como que você dava essa voadora aí na aula? Meu querido, foi algo no calor do momento, acredita? A gente estava numa sala um dia, na véspera da prova, e eu estava falando, gente, hoje vocês vão vencer amanhã, domingo, não lembro mais o dia, vocês vão vencer os concorrentes, então bora para cima deles, e eu já tenho uma frase que é, faz uma cara de guerreiro, vai com tudo, e dava soco no ar, e os meninos gritando, aquela empolgação, e gente, quando eu vi, eu estava dando uma voadora de verdade, e os meninos filmaram, colocaram em câmera lenta, compartilharam nos grupos de WhatsApp, e quando eu parti para a sala do lado, os alunos da sala do lado, ah, você vai dar voadora aqui também, e nas outras unidades, né, porque o cursinho que eu trabalho, a Rede Cromo, São várias unidades pela cidade. Ah, você vai dar voador aqui também, você vai dar voador aqui também. E eu acabei virando professor das voadoras, então. Parece uma brincadeira, né? Mas, na verdade, são técnicas que a gente utiliza para aprender realmente a atenção do aluno. Nós não somos palhaços, nós somos professores. Mas a gente busca sempre ganhar o coração do estudante, motivando ele, dando alegria na sala de aula e prazer em estudar. Porque, afinal de contas, realmente não é fácil, principalmente para aqueles alunos que estão buscando vagas nos cursos mais concorridos. Agora, veja bem, o Brasil também enviou a FAB, a Força Aérea Brasileira, representada por esse avestruz, né? O avestruz é um bicho que faz assim. Passarinho quer dançar, o rabicho vai dançar, porque acaba de nascer. Mas não voa, tipo os aviões brasileiros. Tô brincando, gente, os aviões também participaram bem da guerra. É, principalmente, né, Cássio, nesse período de pandemia, por conta do coronavírus, que o pessoal fica muito em casa. Então, assim, de repente o cara está com a atenção concentrada e tudo mais, mas de repente a atenção é desviada por algum motivo, é a mãe passando, é o gol do time do coração que está aparecendo na televisão, ou de repente o cara fala, ah, não, vamos assistir um pouco essa série aqui na Netflix. Então, quer dizer, tem que ter alguma coisa além, evidentemente, do ensino, né? Além do conteúdo em si, tem que ter algo para prender a atenção da rapaziada, que não é fácil. E esse é um baita de um desafio, Carlos, porque eu entrevistei muita gente durante esse período de pandemia, aqui no quadro de Olho na Educação, e talvez esse seja o desafio mais difícil aí, né? Que é prender a atenção do pessoal. Na reunião inicial que eu tive esse ano, antes de começar o ano letivo, né? A gente não fazia ideia de que íamos ter um ano aí com quarentena, com isolamento, mas nós recebemos um desafio. E o desafio era buscar ser mais atrativos do que o celular. Nós não devíamos proibir o celular na sala, mas as nossas aulas deviam ser mais atrativas do que aquilo que os alunos iam encontrar no celular. E de repente, quem é que estava dentro do celular? Nós, professores. Dentro do celular, dentro do YouTube, das redes sociais, enfim. Então, realmente, é um desafio muito grande ganhar o interesse e o coração do aluno. E o maior desafio para o aluno, porque aí eu não vou pensar só no trabalho de ser professor, mas no ser estudante nesse momento, é buscar autonomia. Uma necessidade, na verdade, algo que é positivo e algo que vai ajudá-lo na sua trajetória inteira, na graduação, na pós-graduação, enfim. Mas, de maneira muito forçada, os estudantes tiveram que adquirir, nesse momento, uma autonomia para os estudos. Porque mesmo a gente dando assistência, monitoria e estando presente o tempo inteiro, é importante dizer que o aluno está na casa dele, sozinho. Então, ele precisa se cobrar, ele precisa ter a responsabilidade, ele precisa fazer os exercícios por conta própria. É realmente um momento de desenvolver autonomia. E, na verdade, eu enxergo que isso é uma coisa positiva, apesar de todos os pesares, eu sei que tem pessoas que não estão tendo acesso à educação de qualidade nesse momento, mas nós estamos caminhando também, nos próximos anos, para um processo de educação mais híbrida, para um novo modelo de ensino médio que já foi aprovado desde 2017, né? Então é necessário para o estudante realmente ter essa autonomia e saber que mesmo sem ter um tutor, sem ter um professor vigiando o tempo inteiro, ele precisa dar o stop no futebol, dar o stop no videogame, dar o stop na rede social e se concentrar no estudo. É o futuro dele que está em jogo, não é verdade? Ah, não tenha dúvida, com certeza, absoluta. Bom, a sua especialidade, o seu forte mesmo é o Enem, né? Eu gostaria que você falasse um pouco a respeito das novidades que vêm no Enem aí a partir do próximo ano. Por favor, ô Cássio. São muitas novidades, né, André? A gente tem nesse ano já a inserção do Enem Digital. Em julho de 2019, o MEC anunciou que faria a introdução do Enem Digital a partir de 2020. Tem gente que acha que o Enem Digital está sendo uma medida tomada por causa da pandemia. Na verdade, não é. As pessoas não vão fazer o Enem em casa, mesmo aqueles que farão o Enem digital. Eles têm que ir até um local de aplicação de provas. E são cerca de 100 mil pessoas, 101 mil e 100 pessoas farão o Enem digital esse ano em 15 municípios do Brasil. Belo Horizonte está incluído, aqui onde eu estou, Campinas, São Paulo, são cidades que vão fazer o Enem digital também. E, na verdade, a expectativa é de que até 2026 o Enem seja totalmente digital. Então as pessoas não vão mais fazer prova de papel. Nesse momento nós ainda estamos vivendo a transição. As pessoas farão uma parte das questões digitalizadas, mas terão folhas de papel para usar como rascunho, a redação ainda vai ser feita em papel até o momento, mas até 2026 o Enem totalmente digital. E a ideia do MEC, e eu espero muito, estou muito ansioso, com muita expectativa em cima disso, é de que hajam quatro aplicações por ano do Enem. Pensa que maravilha, André, porque as pessoas que ficam nervosas, que às vezes estudou muito o ano inteiro, está preparado, mas chega ali no dia da prova, acontece alguma coisa em casa, a pessoa fica chateada e aí ela tem que esperar o ano inteiro para fazer a prova outra vez. Agora imagina se tiverem quatro aplicações por ano, então são muitas chances da pessoa buscar o sonho dela de entrar em uma universidade e conseguir o curso que ela quer. E além do Enem digital, a gente ainda tem uma outra novidade a partir de 2021, que é o Enem seriado. O Enem seriado vai ser aplicado para os estudantes de ensino médio. O Enem digital para todo mundo, mas o Enem seriado é só para estudantes que entrarão no ensino médio a partir do ano que vem. Eles farão uma prova na primeira série, na segunda série, na terceira série do ensino médio. três provas. Cada prova com a matéria de cada ano. Ainda não foram divulgados os números de questões, nada disso. Mas no final dos três anos do ensino médio, a soma dessas três provas vai ser usada pelo aluno, pelo estudante, para que ele possa pleitear uma vaga na universidade que ele quer. Então ele vai poder entrar no SISU, no ProUni, com essa nota adquirida ao longo de três anos. E detalhe, as aplicações desse Enem Seriado vão ser feitas na própria escola, no dia de semana. Vamos parar, hashtag, para palhaçada daquele carnaval dia do Enem, que todo mundo sai na rua e trânsito e aquela confusão toda. Vai acabar isso, assim. Eu acho uma ideia ótima, né? O estudante vai poder realmente se preocupar com o conteúdo e com a realização da prova. Vamos aí pensar na redução do desgaste físico, na redução do desgaste psicológico e aí sim o aluno vai poder aplicar aquilo que ele se preparou pra fazer, né? Fazer uma prova ali com excelência, conseguir responder os conteúdos com Com excelência, muito bom. Olha só, são muitas novidades, né, que o Cássio trouxe pra gente aqui na tela da TV Câmara Campinas, no quadro de Olho na Educação. Ô Cássio, a gente, todo mundo sabe que é um ano atípico, né, por conta justamente da pandemia, do novo coronavírus e tudo mais. Então os estudantes, claro, que tiveram que se adaptar, né, evidentemente, em casa e tudo mais. Por outro lado, os estudantes também ganharam mais tempo para a preparação, né? Por exemplo, o Enem, que normalmente era no final de outubro, em novembro, o Enem, ele vai ser em janeiro. Então, quer dizer, a rapaziada vai passar o Natal, o Réveillon, todo mundo estudando, né, Carlos? Exatamente. Olha que maravilha. Dá tempo ainda, nós estamos em novembro, faltam nove semanas para o Enem, então quem entrar num curso de intensivo ainda consegue desenvolver várias habilidades. Eu acho que é muito apertado em dois meses para ver a matéria inteira, mas é o momento de ver revisões, de fazer exercícios, de se concentrar em... Através dos exercícios a gente consegue identificar os assuntos que a gente tem mais dificuldade, então dá para se concentrar nesses pontos fracos, tá? e desenvolver as habilidades e competências, porque o Enem não é só uma prova de decoreba. Então, se você for bom em interpretação de texto, se você for bom em usar a interdisciplinaridade, relacionar assuntos de diferentes disciplinas, você ainda consegue fazer o Enem com muita excelência. E nós temos uma outra coisa em andamento, eu gostaria de comentar com você também. Pois não. E é uma revogação de algumas medidas, da medida provisória 934, Foi tomada pelo Bolsonaro na semana passada, dia 26 Algumas medidas foram revogadas E uma delas é a obrigatoriedade da nota do Enem para o Sisu e ProUni 2021 Nós não sabemos ainda quais serão as consequências disso O MEC não divulgou Mas pode ser, é uma especulação, tá bom? Pode ser que, já que não será obrigatório usar a nota do Enem 2020 Para o Sisu e ProUni 2021 Pode ser que as notas do ano passado possam ser usadas, então é muito importante que os estudantes que fizeram o Enem ano passado fiquem ligados aí nas próximas informações que o Enem vai divulgar sobre esse assunto, que o MEC vai divulgar sobre esse assunto. Olha, passou rapidão, nosso tempo já está terminando. Que pena. Mas quais as dicas que você pode passar aí para o pessoal que está em casa assistindo, certamente muita gente que vai prestar e tudo mais. Vem aí o Natal Gente, a primeira coisa Pode falar Vem o Réveillon também Então assim, o pessoal corre Pra ceia Vai estudar Claro que é uma brincadeira, mas é mais ou menos por aí Porque como é um ano atípico Essas datas Não tem essa, cara Quem se preparar mais vai entrar, né, ô Cássio Exatamente É um momento de dedicação intensiva Olha só, nós ganhamos dois meses Vamos nessa, faz uma cara de guerreiro aí, encara esse desafio, é o momento de abrir mão mesmo dos finais de semana, de abrir mão de festa, nem pode ter festa nesse momento de quarentena, aglomeração não pode, então vamos usar esse momento de isolamento para se preparar, o sinal vermelho te coloca na mesma posição que quem estava lá na sua frente, então se você aproveitar esses meses aí a mais, com certeza você estudante que está me ouvindo agora vai conseguir tirar uma boa nota, vai conseguir aí a sua aprovação. Então, se prepare. Legal, Cássio. Obrigado aí. Eu que agradeço. Prazer estar com você. Bacana. Quem quiser acompanhar também algumas aulas suas, essa situação que a gente falou no começo, né? Essa dinâmica diferente, esse estilo diferenciado de dar aula, ele dar voadora na sala de aula. Imagina que figura. Encontra no YouTube alguma coisa ou não? A minha rede social mais forte é o Instagram. O YouTube eu não estou mexendo muito ainda. Vou começar a ter alguns projetos já em andamento, mas arroba Cassio e Luiz G no Instagram, L-U-I-G-E. Pronto aí, passou o Instagram, show de bola. Obrigado, viu, Cassio, por atender a nossa reportagem, por atender o quadro de Olho na Educação. Foi realmente bem legal, bem bacana. E vem aí o vestibular, vem aí o Enem, vem aí todas as provas. Claro que um ano totalmente diferente. A gente espera, logicamente, que isso passe o mais rapidamente possível. Verdade. E que o pessoal não dê bobeira, não, e continue firme e forte nos estudos. Valeu, muito obrigado, viu, Cássio? Muito sucesso para você e bom Enem para todos, hein? Um abraço. Valeu, tá aí o Cássio, professor de História lá de Belo Horizonte, conversando conosco aqui na tela da TV Câmara Campinas. Valeu, pessoal, tchau, um abraço. Meio dia e 48, vamos fazer o seguinte, terceiro intervalo aqui no Câmara Total e na volta Tem as notícias do Legislativo com a Mina Abreu, previsão do tempo para amanhã, será que tem chuva? Ela vai continuar? Ela apareceu no nosso fim de semana, será que amanhã ela continua? Tem notícias do mundo animal, quadro de saúde, muitos assuntos. Não sai daí. Câmara Total de volta ao vivo nesta segunda-feira. Muito obrigado pela sua companhia e audiência. Minna Abreu já está aqui de volta nos nossos estúdios, primeiro com as notícias da Metrópole e agora com as notícias do Legislativo. Seja bem-vinda novamente, boa tarde. E amanhã é dia de audiências públicas aqui no Legislativo. Isso, amanhã a gente tem audiência pública, audiências públicas e reunião de comissão também. Boa tarde, Gabriel. Boa tarde a vocês de casa. Olha, o dia da Câmara começa logo às 10 horas, com cinco audiências públicas subsequentes. Essas audiências públicas serão comandadas pela Comissão de Constituição e Legalidade, sob a presidência do vereador Luiz Cirilo, e vão ser discutidos os seguintes projetos. Olha, o projeto de resolução de autoria da mesa diretora, que trata aí das regras para a abertura de uma comissão parlamentar de inquérito. De acordo com a proposta, nós teremos aí um prazo de 30 dias corridos para a coleta de assinaturas. Hoje é preciso ter 11 assinaturas para abertura de uma CPI. Então, o vereador proponente tem 30 dias a partir do momento desse requerimento para conseguir essas assinaturas. Caso ele não consiga, essa proposta será arquivada. E ainda existe também a possibilidade do parlamentar retirar a assinatura antes do prazo. O parlamentar que tenha assinado e de repente tenha mudado de ideia, ele também vai ter essa permissão de retirada de assinatura se o projeto for aprovado. Outro projeto de resolução, este de autoria do vereador Pedro Tourinho e outros vereadores, são mais 11 parlamentares que assinam a proposta, Ele prevê realização de audiências públicas em todos os projetos que tratam de operações de crédito realizadas por órgãos municipais com as instituições financeiras. Hoje isso não é obrigatório. Um outro projeto de resolução de autoria do vereador Luiz Rossini e mais 16 vereadores tratam aí da questão da tramitação de projetos aqui da casa. Olha só, todos os projetos e todas as propostas de emendas à lei orgânica serão arquivadas com exceção das medidas encaminhadas pelo Poder Executivo ou de iniciativa popular ao final de cada legislatura. A não ser então que o projeto seja de executivo ou de iniciativa, o projeto passou aquela legislatura, se é uma proposta de um vereador, ele será automaticamente, então, arquivado. A não ser que essa proposta, ainda existe a possibilidade dela retornar à tramitação, caso o vereador da próxima legislatura reapresente num prazo de 180 dias. Temos ainda o projeto de lei complementar de autoria do Executivo, que trata de penalidades para aprovação responsável de edificações horizontais. É o projeto que é apresentado lá na prefeitura para que, por exemplo, loteamentos sejam implantados na nossa cidade. Temos também um projeto de lei complementar de autoria do vereador Rodrigo da Farmadique, que altera uma lei de 2018 que trata do zoneamento. Ele vai permitir, então, a subdivisão de lotes em até 125 metros quadrados, destinados a uma única habitação. E a tarde, Gabriel, tem mais audiência pública, só que essa é de uma comissão de mérito. E é a partir das duas horas, né? Isso mesmo, então praticamente será coladinha com as primeiras audiências públicas feitas aí pela Constileg. A da tarde, ela será presidida pelo vereador Gilberto Vermelho, da Comissão Permanente de Finanças e Orçamento da Casa. A gente aguarda, mas como o projeto é de autoria do próprio vereador, provavelmente ele peça para algum outro vereador da mesma comissão presidir essa reunião para que ele possa defender o projeto durante essa análise da comissão. Essa proposta, ela também altera a lei que criou o plano diretor aqui de Campinas, propondo que a outorga onerosa do direito de construir seja isenta de cobrança nos cinco anos seguintes à promulgação do plano diretor e que para sua implantação ocorra de forma gradual, sendo de 10% ao ano a partir do sexto ano. Ou seja, isso tem a ver com taxas que as pessoas precisam pagar, que esse empreendedor tem que pagar na prefeitura que trata aí dessa outorga onerosa. Todas as audiências continuam sendo realizadas pelo sistema de deliberação remota, ou seja, de forma virtual. Mas você aí de casa pode participar entrando no nosso WhatsApp, mandando aí a sua sugestão, a sua pergunta para as comissões ou para os autores dos projetos, o número está aí, 978293776, lembrando que agora você também tem essa possibilidade de colocar aí o seu celular no QR Code e já mandar o seu recado. Se preferir também pode entrar no site da Câmara, que é o campinas.sp.leg.br, logo na capa tem aí o link da audiência pública, entra, preenche o formulário e aí faz a sua pergunta ou a sua sugestão. Então amanhã a partir das 10 horas da manhã as audiências públicas, na parte da tarde começa às 2 horas da tarde e às 3 e meia da tarde tem reunião da Comissão da Mulher. Isso é a última reunião da Comissão da Mulher deste ano, que é presidida pela vereadora Mariana Conte. A ideia da vereadora é fazer um balanço das atividades que ocorreram no ano de 2020 e ainda fazer uma reflexão sobre perspectivas e desafios para as políticas públicas para as mulheres no ano de 2021. A vereadora Mariana foi reeleita, continuará aqui na Câmara. A gente não sabe se a frente desta comissão, já que no ano que vem as comissões mudam os seus integrantes e a sua configuração, mas a vereadora Mariana Conte já traz esta proposta. E também deixa aí à disposição a transmissão pela TV Câmara Campinas e a participação também através do WhatsApp da TV Câmara Campinas, ou seja, dia todo de agenda aqui na Câmara Municipal com transmissão ao vivo pela TV Câmara Campinas. Omínia, na última semana foi protocolado um projeto para reduzir o número de comissionados aqui no Legislativo? Foi protocolado pela mesa diretora da Câmara e a proposta, ela atende uma decisão judicial do órgão especial do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, reduzindo de 7 para 5 o número de nomeados em cada um dos 33 gabinetes do Legislativo de Campinas. A situação desse processo judicial, ela chegou ao grau máximo dentro do Tribunal de Justiça Que foi junto ao pleno, e a decisão foi tomada Nós tínhamos lá no dia a sustentação de um procurador da casa Nós tínhamos advogados defendendo individualmente a pessoa de cada um dos senhores vereadores Nós fizemos reuniões aqui na sexta-feira, assim que saiu a publicação fizemos ontem também, e não vislumbramos nenhum caminho jurídico legal para nos confrontarmos contra essa decisão do pleno. Isso diz respeito a uma ação que tramitou durante todo esse período, nós utilizamos de todos os remédios legais e possíveis até esse momento, E não cabe, mesmo que eu seja advogado, não cabe uma interpretação própria e de foro íntimo da minha pessoa. Eu ouvi os procuradores, ouvi os integrantes da mesa e face desse parecer dos procuradores e também da mesa é que nós já protocolamos o projeto de resolução e o projeto de lei. Olha só, e os cargos que deverão ser extintos São de assessor de apoio político institucional de cada gabinete São os únicos que hoje tem exigência de nível superior de ensino Com salário de R$ 8.844 O projeto da mesa deve ser votado nesta quinta-feira ainda Que é a última reunião antes do recesso E um dia antes da diplomação dos novos eleitos Durante a reunião extraordinária da última semana, o presidente Marcos Bernardelli explicou que apenas um novo projeto de resolução, com um novo formato, poderá aí ter de novo essa configuração de sete assessores por gabinete, mas isso dependerá dos vereadores da próxima legislatura. É, já está aqui o site da Câmara aberta, campinas.sp.leg.br, Mirna Abreu, e tem essa notícia aqui, ó, aniversário, amanhã, 223 anos de história aqui do Legislativo, hein? Isso, e amanhã o dia está recheado de eventos e, neste dia, então, a gente comemora 223 anos da Câmara Municipal, lembrando que, olha, a Câmara, ela foi instituída, na verdade, no dia 14 de dezembro de 1797, que até então era chamada de freguesia das Campinas do Mato Grosso, depois nós fomos Vila São Carlos, em um período em que o legislativo tinha um papel fundamental na cidade, porque ele também atuava como executivo. Não tinha prefeitura ainda, né? Não tinha prefeitura. Então, a gente comemora amanhã a instituição da Câmara Municipal e você aí de casa pode conhecer melhor a história da Câmara de Campinas. Olha só, entra lá, o site aberto, campinas.sp.leg.br, no Institucional História da Câmara. Tem aí, olha, desde o início da Câmara até os anos de hoje, olha, 1797, que os vereadores tinham esse posicionamento, eles eram os juízes da cidade, decidiam sobre muitas outras coisas e depois cada fase. Lembrando que até hoje a Câmara passou por cinco fases importantes durante toda essa política nacional e política aqui da nossa cidade. Nós temos os nomes aí de quem já foi presidente da casa. Na última semana mostramos, inclusive, o arquivamento do livro, né, que foi da instituição da Câmara Municipal. Então, um pouquinho da história da Câmara está aí. E amanhã, parabéns aí às pessoas que fizeram parte e que fazem ainda parte dessa história de democracia do Legislativo Campineiro, 223 anos de história. Com certeza, parabéns a todos desta história belíssima. Mina Abreu, muito obrigado pelas notícias do Legislativo. Amanhã, então, não teremos o Câmara Total, por conta da transmissão dessas audiências públicas. Então, você retorna na quarta-feira com mais informações da Metrópole de Campinas e também aqui da Câmara, repercutindo tudo o que aconteceu no dia de ontem. Combinado, até quarta-feira. Até quarta. Fim de semana chuvoso, conforme nós dissemos aqui na sexta-feira. E a semana também começou com tempo instável, aos poucos. O sol foi aparecendo hoje, mas ainda com muita nebulosidade. Para amanhã, previsão é a mesma, viu? O dia continua nublado, possibilidade de chuva, então mantenha sempre por perto o seu guarda-chuva. Vamos às temperaturas então? Amanhã, terça-feira, dia 15 de dezembro, chuva na cidade de Campinas, mínima de 20 graus e a máxima não deve passar dos 29. Não fica aquele calorão, mas também não é frio, né? Uma temperatura amena aqui na cidade de Campinas, temperaturas mais baixas à noite e no início da manhã. Hora da gente falar sobre o mundo animal e hoje o quadro é o bicho Está no centro de ecoterapia em Jaguariúna, confira só Uma paixão de infância que anos mais tarde gerou reconhecimento nacional. Campeã da Copa São Carlos, campeã brasileira de Amazonas por equipe, vice-campeã paulista do interior, entre tantos outros títulos. Olga Melilo tem a vida dedicada ao hipismo. As competições são sempre de salto, tem sempre um percurso que a gente descobre na hora ali, a gente reconhece na hora. e tem as medidas, né, entre um obstáculo e outro, a maioria das vezes tem medidas. E da altura de um metro e dez para cima, aí é quem for mais rápido, depende da característica de cada prova. Mas aí normalmente é quem for mais rápido, sem derrubar nada, lógico, sem cometer nenhuma falta. Das crianças, às vezes pode ser o mesmo percurso, mas é um tempo ideal, um tempo que eles determinam, quem chegar mais perto daquele tempo que vence a prova. Então é uma coisa mais calma, mais tranquila, para não botar as crianças em risco. Um amor pelo esporte que ela também passa para os alunos de hipismo. Qualquer pessoa pode fazer. Eu dou aula desde criança, já peguei muito adulto para dar aula. Começando de adulto, não tem problema nenhum. Tendo força de vontade, dá certo. Principalmente para as crianças, segundo a professora. É legal pra criança pra desenvolver parte motora, a responsabilidade. Cavalo não é um esporte que é hoje eu tô afim, hoje eu não tô. Existe uma responsabilidade, existe todo um treinamento. Você não pode... não é uma bola que você guarda no armário, entendeu? Você tem que estar em cima, você tem que ter... tem que se dedicar. A história do... que o castigo vem a cavalo é a maior verdade que existe. Se você não se dedicar bem, ele vai te puxar o tapete mesmo. E o ajudante dela é esse cavalo aí, chamado de Pedrão Entre os Íntimos. Ele é criação de uma amiga minha, Dom Aras, aqui perto. E eu conheci ele, ele tinha quatro aninhos. E foi paixão à primeira vista. O dia que eu vi ele, eu nem tinha voltado a montar, ainda estava voltando a montar. E eu vi ele e me apaixonei. Falei, nossa, esse é o meu número. Mas não... era um cavalo de alto valor e não tinha a menor chance na época de fazer uma proposta Um amigo meu comprou ele E aí eu fiquei super feliz, porque eu falei, pelo menos ele fica por perto, né? Aí passaram-se alguns anos e tal Aí há dois anos atrás, meu amigo desistiu dele, não deu certo, eu não quis ficar com ele Falou, quer ele pra você? É sério? Ele falou, é Ah, não pensei duas vezes, eu ganhei ele Ele ganha ele de papel passado Mas não pense que a rotina destes dois é fácil Eu tenho uma rotina de 5 dias por semana Sábado e domingo normalmente eu deixo ele descansar E ele mora solto em piquete Ele não gosta de ficar em cocheira Não deixo ele em cocheira E a gente reveza Não trabalha de repente mais de fôlego Vamos dizer que nem a gente Um dia é aeróbico, outro dia a gente puxa ferro, sabe? Então é mais ou menos assim O trabalho dele é bem alternado pra não pegar demais na musculatura, pra ir devagar mesmo, né? Não precisa judiar muito, não. A cada salto, a animal e a Amazona se superam. Só que depois de tantas conquistas, estes dois querem pegar mais leve agora. Vamos até a hora que o cara falar que chegou no limite, né? Não, eu não pretendo chegar nas provas muito fortes, não. Eu acho que se a gente for bem no metro e vinte, pensar no máximo no metro e trinta, Não tenho a ambição de voltar a pular grande como eu já pulei nessa vida, não. Acho que a gente vai ficando velha, né? Depois de uma certa idade a gente já se cai e machuca, não dá não. E quando chega a hora de aposentar o bichinho... Minha tropa aqui é muito querida, nossa senhora, eu tenho meus velhinhos ali, eu tenho um cavalo de 30 anos de idade que é minhas paixõezinhas. Desde 2014, a Sociedade Brasileira de Dermatologia promove o Dezembro Laranja, uma iniciativa que faz parte da Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer de Pele. Então, para esclarecer todas as nossas dúvidas e passar informações, acompanhe agora Saúde à Vida. Legenda por Sônia Ruberti O dezembro laranja. Olha, e quem vai conversar comigo é o doutor Vitor, que está aqui comigo na tela. Tudo bem, doutor? André, tudo bem e você? Obrigado pelo convite. Nós que agradecemos, né, da sua disponibilidade. Doutor, eu falei que agora o verão está chegando, né, o sol fica bastante intenso. A gente tem que se preocupar mesmo com a saúde da nossa pele? Sim, na verdade, se você pegar as taxas de radiação no Brasil, elas são altas o ano inteiro, né? Agora, no verão, só piora. Então, não é nem que nas outras épocas não deveria se preocupar. A gente praticamente não tem inverno também, né? É, exatamente. Mesmo no sul, a emissão de radiação é muito alta. E isso é o principal causador do câncer de pele. Então, daí que todo dezembro, com a chegada do verão, tem essa campanha do dezembro laranja. Acaba fazendo um alerta para nós, para a gente redobrar os cuidados da nossa pele. Por exemplo, o senhor falou aí do câncer de pele, é um câncer que muita gente não presta atenção, né, doutor? Ele é um câncer perigoso? Quais são os cuidados que a gente deve ter quanto a isso? O câncer de pele é dividido basicamente em dois tipos, o câncer de pele melanoma e o não melanoma. O não melanoma, na verdade, é o câncer mais frequente do Brasil e do mundo, mais do que pulmão, do que próstata, mama, né? Só que é um câncer que tem baixa mortalidade, então o que vai acontecer é que ele vai crescer, vai gerar feridas, deformidades. E o melanoma, que é menos incidente, é bem menor, mas que esse sim já é mais perigoso do ponto de vista de dar uma metástase ou de realmente levar a pessoa a óbito. Mas seja pela frequência ou pela gravidade do tumor em si, realmente é uma neoplasia importante. Agora, como é que a gente previne o câncer de pele? A única medida que realmente e efetivamente previne o câncer de pele é a proteção solar. Então, principalmente evitar a exposição, mas se quando ela precisar ser feita, que seja feita com filtro solar, com roupas que protejam. A gente tem muitos trabalhadores, pessoas que trabalham nas ruas, a gente tem o carteiro, as pessoas que recolhem o lixo, pessoas que trabalham na rua e estão expostas ao sol. Então é importante que antes de sair de casa elas apliquem um protetor solar e também existe um fator certo para cada tipo de pele? Sim, várias empresas inclusive fornecem o protetor solar como um equipamento de proteção individual para essas pessoas. O ideal é que se aplique o protetor a cada duas horas, mas isso talvez seja inviável, ainda mais se a pessoa está trabalhando na rua. E isso pode até levar a um pensamento meio errado de já que não dá, não vou fazer. Mas essa aplicação inicial, a primeira do dia, ela faz bastante diferença. Então, é importante que ela seja feita antes de sair de casa. Quanto ao fator, a gente sempre recomenda que use o fator 30 para cima, mesmo que a pessoa seja negra. Ah, isso que eu ia perguntar, né? Por exemplo, quem tem a pele negra, como a minha, a gente diz, ah, não vou passar porque a gente está protegido. Não, não, não, tem que passar também, é para todo mundo. Sim, o câncer de pele incide menos em pessoas negras, mas ele também existe e quando acontece, você tem as mesmas consequências de qualquer outra pessoa. Então, por isso a necessidade de proteção. Quanto ao fator, quanto maior o fator, mais ele protege. Normalmente, a gente usa uma quantidade de filtro menor do que deveria ser recomendado. Então, o fator real que a gente experiencia na pele é menor do que o que está lá no rótulo. Então, daí a importância de usar fatores mais altos, se possível. Fazer realmente o efeito desejado e reaplicar. Eu falei que quem trabalha na rua tem que passar, mas quem trabalha em escritório também, né, doutor? Porque tem a luz do computador, a luz do escritório. Exatamente. A luz interna, essa luz de lâmpada, de tela, ela é uma luz que está mais ligada ao desenvolvimento de manchas e uma questão mais estética, mas que também é importante. E mesmo assim, janela aberta, ou as caminhadas que a gente dá, ou na hora do almoço, tudo isso são momentos de exposição solar. Filtro solar, óculos escuros, se puder um boné, uma viseira e roupa. Isso já é uma proteção garantida? Sim, é uma proteção bem alta, mas mesmo assim um pouco de radiação sempre passa. Por isso que a gente fala que sempre que a exposição puder ser evitada, é melhor. Tem algum horário que a gente deve evitar de fato a exposição ao sol? Sim, como eu falei antes, a radiação no Brasil é alta o dia inteiro. Mas a radiação UVB, que é a que está mais relacionada ao desenvolvimento do câncer de pele, ela vai aumentando até o meio-dia e depois diminui. Então, nesse período das 10 às 15 é quando ela é mais alta e aí o risco de queimadura solar e de desenvolvimento de câncer é maior. E no horário das 4 também, né, doutor? Parece que o sol fica mais intenso. E as crianças também, a gente falou um pouquinho dos adultos que trabalham, mas as crianças também devem tomar cuidado, principalmente bebês, que têm a pele mais fininha e mais sensível, né? Sim, né? O bebê é extremamente importante. Primeiro porque queimadura solar na infância está relacionada ao desenvolvimento de câncer de pele no futuro. Então não é só algo que as pessoas mais velhas precisam se preocupar. A gente tem que lembrar que o bebê não tem como se defender, se você deixar ele no sol ele vai queimar, ele pode inclusive sofrer desidratação e ter algo mais agudo, mais grave. E você já tem filtro solar para criança a partir de seis meses de idade, e roupas, aquelas roupas com proteção ultravioleta que podem ser usadas quando a criança vai para a praia. E sempre deixá-la debaixo do guarda-sol, nunca expor a criança diretamente ao sol, principalmente por essa questão que eu falei que ela não tem como se proteger, ela não tem como reclamar. Pais que têm que ficar atentos aí com a saúde da pele dos filhos, não relaxar. O doutor falou algo importante, que tem filtro solar específico para criança. Então, doutor, não é para passar o filtro que a gente usa nas crianças? É diferente aí? Idealmente é que se use um filtro infantil. Eles são filtros que têm propriedades mais físicas, então, em teoria, causam menos alergias, são melhores para peles mais delicadas. Então, você tem linhas na farmácia que você pode encontrar, que são infantis e todas podem ser usadas. Manchinhas, às vezes saem algumas manchinhas que a gente deixa passar e não procura o médico. Quando é que a gente tem que procurar o médico, doutor, uma ajuda mais especializada, quando sai uma manchinha no nosso corpo? Como eu falei, a gente divide o câncer de pele em dois tipos, né? Então, pro não melanoma, que é o mais frequente, ele normalmente não dá mancha, mas ele dá uma ferida, ou uma espinha, uma bolinha que não cicatriza. Então, aquela ferida ou espinha que já está passando de um mês, dois meses, continua ali, de vez em quando sangra, é um sinal de alerta importante. Para o câncer de pele melanoma, ainda é o que a gente mais costuma ver como as lesões mais escurecidas que estão evoluindo, né? Então, a gente fala daquele ABCD, lesões com bordas assimétricas. Que são aquelas pintinhas mais ressaltadas que podem aparecer? Não, não necessariamente mais elevadas, mas que elas não são assimétricas, que não são redondinhas, que tem as bordas mal delimitadas, que tem mais de uma cor dentro da lesão e que são maiores do que 6 milímetros, que é como se fosse o fundo de um lápis. Então, essas lesões e também lesões que mudam de característica, que começam a crescer rapidamente, ou que passam a coçar, por exemplo, são lesões que deveriam ser avaliadas por um dermatologista. Passar realmente, né, doutor, esperar crescer. Se a gente tratar o câncer de pele com um diagnóstico precoce, se a gente tivesse diagnóstico precoce, é melhor o tratamento? Sim, principalmente para o câncer de pele não melanoma, que é um câncer que não dá metástase, o tratamento é cirúrgico e é curativo. Se o tumor for retirado inteiro na cirurgia, está resolvido. Óbvio que se a pessoa tem um tumor, é porque a pele dela já foi exposta e ela tem chance de desenvolver outros em outras partes, mas isso independente do primeiro tumor. Operou, tirou tudo, está tratado de maneira geral. Pro melanoma, isso também faz bastante diferença, porque a gente sabe que quanto maior e mais espesso ele é, maior é o risco de ter metástase e menor é a sobrevida do paciente. Então, conseguir diagnosticar isso cedo e retirar cedo, a diferença realmente é entre, às vezes, só fazer a cirurgia e, de repente, ter que evoluir pra uma quimioterapia e outros tratamentos, porque é uma doença mais grave. Doutor, tem muitas mulheres, homens também hoje em dia, que gostam de ficar deitados no sol, tomando sol, fazendo um bronze. Isso às vezes pode ser uma atitude um pouquinho mais arriscada? Isso aí é completamente não recomendado, mesmo que seja nas câmaras de bronzeamento, que no Brasil são proibidas já há muitos anos, mas de vez em quando aparece alguém dizendo que fez, então a gente sabe que existe isso. O errado sempre aparece, por isso cuidado! E é muito comum também lugares que bronzeiam ao sol mesmo e muitas vezes eles passam preparações que sensibilizam a pele ao sol para a pessoa queimar mais. Muitos produtos à base de planta, isso pode causar reação alérgica, pode causar queimadura de verdade, inclusive com formação de bolha e algo completamente não recomendado. É perigoso, né? Tem muitas clínicas que a gente, sem a presença de um dermatologista, que é o especialista capacitado, habilitado para cuidar da nossa pele, então acaba inventando métodos aí que pode realmente acontecer o que o doutor falou, queimar a sua pele. E aí pode ser, às vezes, até irreversível. A pele pode ficar manchada, né, doutor? Pode ficar algo danoso para sempre que o paciente vai ter que carregar aí, né? Sim, além do risco de câncer, queimaduras, conformação de manchas, cicatrizes mesmo, que são para o resto da vida. Doutor, além da pele, os cuidados aí, com esse calorão que faz aqui no nosso país, vai aumentar, né, gente? O verão está batendo na nossa porta. A gente também deve ter cuidados, assim, para a gente proteger os fios? Os cabelos também a gente deve tomar cuidado? Eu tinha falado da viseira, do boné, a gente também deve ter cuidado, por exemplo, as pessoas que frequentam piscina, o mar, também devem redobrar a tensão? Sim, hoje em dia na verdade já existem vários produtos que tem filtro solar para o cabelo também, porque a gente sabe que o sol também danifica o cabelo. É óbvio que no cabelo não se desenvolve câncer, mas o fio fica mais desgastado, fica mais seco e vai afinando. Parece que fica igual uma palha, né? Dependendo do cloro, da piscina que a gente frequenta, porque são produtos químicos fortes aí, né? Alteram até a cor do cabelo. Sim, exatamente. E mesmo que não tenha piscina ou que não tenha praia, só a exposição ao sol já é danosa para o fio, já deixa ele mais danificado. Então tem uma série de produtos agora que tem filtro solar e que são utilizados para o cabelo que são interessantes. Eu vou aproveitar a sua presença até para a gente falar um pouquinho mais das nossas madeixas. Muitas pessoas fazem procedimentos químicos, por exemplo, alisam, ou fazem permanente, ou tinge. Que cuidado que elas têm que ter para não prejudicar o cabelo? A primeira coisa é que todo procedimento desse tipo de alisamento e de tingimento vai causar algum tipo de dano no cabelo, porque precisa usar um agente que abre as cutículas, que deixa o cabelo possível de ser modelado ou de ser colorido. Então, algum dano sempre vai haver. É importante que o salão seja conhecido, de confiança, principalmente porque vários salões falam que não, mas usam também produtos com formol. É isso que eu ia falar, é proibido e muito perigoso, né, doutor? O formal, o senhor falou da cutícula, vai atingir a haste capilar e aí o dano vai ser imenso. Sim, o formal pode ser cancerígeno e ele também irrita a via aérea. Então, para o cabeleireiro, inclusive, ele é muito danoso, porque a pessoa só faz o cabelo dela, mas o cabeleireiro está ali fazendo aquilo. Inspirando, né, doutor? Isso, exatamente. Então, é importante garantir que esses produtos sejam de boa procedência, E depois, o cuidado maior com isso que eu já falei de proteção solar e também hidratação, que é o que acaba ajudando a manter uma qualidade do fio. Alguns procedimentos, por exemplo, o mega hair, que faz aquele peso no cabelo da pessoa, pode até causar calvície. Sim, existe a alopecia, o calvície de tração. Isso era muito comum, é ainda muito comum da gente ver em pessoas que, por causa do trabalho, usam cabelo preso naqueles coques, às vezes amarrados, e também em gente que usa mega ré, por causa do peso e da tração. Os fios vão sendo arrancados aos poucos, e eles costumam crescer novamente, mas à medida que isso vai se repetindo, que eles vão sendo arrancados novamente, eles acabam morrendo. Então isso leva aí no futuro a uma alopecia que é definitiva. Não volta de jeito nenhum? Não, a não ser que você faça um transplante capilar, mas aquele cabelo mesmo acaba se perdendo. Fica muito fininho também, né, doutor? Se não some, o cabelo parece que está enfraquecido, né, doutor? Doutor, verão, é hora de retomar também, tomar mais água? Ajuda no cabelo, ajuda a pele, ajuda o nosso organismo? Sim, a gente acaba desidratando muito, né, porque está muito quente, a gente acaba suando, transpirando, na respiração também perde água, Então, a hidratação é extremamente importante e lembrar das populações vulneráveis, né? Então, idosos e crianças que, às vezes, como eu falei, já não conseguem pedir, não conseguem se defender, não têm acesso, são fáceis. Então, lembrar de cuidar da hidratação dessas populações. Algumas vitaminas são importantes para a pele? Por exemplo, a vitamina C, a vitamina D, que também a gente encontra no sol, elas são importantes para a nossa saúde? Sim, sem dúvida, vitamina A, vitamina B, os carotenoides que são importantes inclusive na coloração da pele Mas é importante falar que não se deve suplementar essas vitaminas sem a orientação de um profissional Então é muito comum ir na farmácia, pegar uma vitamina qualquer, começar a tomar Isso pode ser nocivo para a pessoa E de maneira geral, para a população geral, uma alimentação balanceada, completa, é suficiente para suprir todas as necessidades sem que haja necessidade de tomar nada de comprimido, nada industrializado. Ou comer verdura, é o que a vovó falava, né, doutor? Verdura, legumes, um arroz, a gente já tem, muitas dessas vitaminas estão presentes na cenoura, na beterraba, e já ajuda, é o que é necessário para o nosso organismo funcionar direitinho, né? A gente não precisa recorrer, se automedicar, que é bastante arriscado. Se a gente toma vitamina demais também, igual o senhor falou, tem efeito nocivo e pode desencadear algum problema para a gente, né? Sim, algumas vitaminas, por exemplo, se depositam como vitamina A Então, pessoas que às vezes comem muita cenoura, elas acabam até ficando meio amareladas Por causa do excesso de vitamina Vitamina D, que é algo que se conversa muito hoje em dia Vitamina D em excesso pode levar a problema renal, por exemplo Então, não são coisas que devem ser feitas de forma inadvertida Vitamina D, especificamente, é uma vitamina que mexe com o metabolismo do cálcio, dos ossos É considerado um hormônio. Então, é pensar que você está tomando um hormônio sem orientação nenhuma, sem acompanhamento nenhum, realmente é bem perigoso. Então, não faça isso, você que tem esse costume. Doutor, último recadinho é, use filtro solar sempre. Ah, sim, sem dúvida, né? Toda consulta com dermatologista acaba com essa orientação, né? Então, o que é o melhor que a gente pode fazer para prevenir câncer, para melhorar o envelhecimento, é usar o filtro direitinho. Então, muito obrigada pela sua presença aqui, por tirar as nossas dúvidas e participar do nosso programa Saúde é Vida. Seja sempre bem-vindo aqui, viu? Eu que agradeço o convite, estou sempre à disposição com a nutrição. E obrigada você também que ficou comigo e com o doutor Vitor até agora, aprendendo tudo sobre como combater o câncer e cuidar da nossa pele. Fique bem, até nosso próximo encontro. Tchau! Uma hora e 30 minutos, muito obrigado pela sua companhia e audiência. Seguinte, último intervalo aqui no Câmara Total e na volta tem a receita do Michel Amorim. Aí na sua casa, você já fez um nhoque mineiro? Ainda não? Então, aproveita o intervalo, pega um papel, um lápis ou o seu celular para você poder anotar aí todos os ingredientes. Rápido intervalo e na volta, um nhoque mineiro. Último bloco aqui do Câmara Total e agora sim, hein? É o momento. Saúde na colher já está aqui na minha tela. Então, Michel Amorim está ao lado de um chefe de cozinha e vai trazer para a gente um nhoque mineiro. Vamos acompanhar. Saúde na colher no ar. E hoje a gente vai ensinar a fazer uma deliciosa receita que é um prato principal. Quem vai ensinar está aqui do meu lado, que é a Dona Maria. Dona Maria, qual é a sua receita, hein? É um nhoque, até tem o meu nome, Minas de Maria, né? Eu sou de Minas também. A única coisa diferente é a batata doce, que a gente acrescenta, muda o sabor, né, junto com a batata inglesa, e fica mais leve. Porque a tradicional é uma única batata, né? É uma única batata. Geralmente eles fazem só com a batata inglesa, né? Eu acrescento a metade da receita com a batata doce. Perfeito. Então você coloca, a receita são 400 gramas de batata, 200 de batata doce. Ok. O que mais que vai na nossa receita? Vai o... depois ela é... o tempero, o bacon, né? Tomatinhos cerejas, a ervilha, né? Essa ervilha torta, como chama, e queijo parmesão. Nossa! É uma receita simples, é um ovinho na massa... Não vai muita coisa. Uma gema... não, é muito pouco. Ela é bem suave mesmo, você come e nem percebe, né? A única coisa que pode se considerar um pouco mais calórico é o bacon, né? E a batata doce hoje em dia tá tão em moda, né? Ela tem um baixo índice glicêmico, ajuda quem faz... Uma academia, um esporte. Uma academia, né? Então, tudo ajuda. É uma receita completa, né? Porque a gente vai ter proteína, tem carboidrato, tem tudo. Tem vitaminas, né? Ah, tem vitamina B, K, potássio, magnésio também, né? Na batata doce. Então é uma receita completa. Olha só, o pessoal de casa agora vai conferir as quantidades, né? Dos ingredientes. Anote aí os ingredientes. Para a massa você vai precisar de 400 gramas de batata inglesa, 200 gramas de batata doce, 20 gramas de amido de milho 50 gramas de farinha de trigo Uma pitada de fermento em pó Uma gema E sal a gosto Para o tempero você pode usar salsa, louro e alho fresco E para o molho, ervilhas com casca, tomate cereja, bacon e parmesão ralado Agora a dona Maria vai ensinar pra gente o passo a passo aqui de como faz a massa A massa não é complicada, né? Não é complicada Então vamos lá A gente reduziu um pouquinho aqui a quantidade, né, de que tá na receita, mas depois usa. E hoje também estamos improvisando aqui, realmente passando no espremedor, né, a batata. Mas nós vamos amassar no gato. O espremedor pode fazer no gato. É, porque também é muito fácil, né? Porque depois de cozida... Ela fica macia, né? Né. Você amassa bem a batata doce e a batata inglesa. Você pode fazer isso com ela quente, não super quente, mas já morna. A minha aqui está fria. Eu cozinhei as batatas juntas com a casca, já estavam lavadinhas. Você cozinha com a casca, espera dar uma esfriadinha, que você possa manusear, queimar. E aí, essa nossa quantidade da receita, ela vai render uma porção de quanto? Olha, ela dá três porções bem generosas. Então, o pessoal de casa que quiser fazer, já sabe que rende bem. Rende bem. Ou para aquele que gosta de comer bem, ou aquele que gosta também de dividir. De dividir. Depois de tudo amassado, o que a gente vai fazer? Aí a gente vai misturar a farinha, o amido de milho, os temperinhos, temperinho caseiro, a pitada de fermento. Você vai fazer tudo isso no prato? Vou fazer tudo isso daqui, eu vou só amassar no prato e já passo para uma travessa. Eu deixei uma batata aqui com a casca justamente para mostrar que a gente tira a casquinha, tá? Então as batatas devidamente amassadas, né? Ou passadas no espremedor. A gente vai colocar numa... Coloca numa tigela funda, né? Para você ter facilidade de incorporar os outros ingredientes. A farinha, o amido de milho. Colocou então a quantidade. A gente vai acrescentar a gema. Uma pitadinha do fermento. Temperinho. É bem pouquinho, né? Bem pouquinho, só pra dar, é só uma picadinha mesmo. Um temperinho caseiro, que você pode usar da sua preferência, né? Aí você incorpora todos os ingredientes, um pouquinho com uma colher de pau. E depois você tem que pôr a mão de qualquer forma. É uma receita que precisa, né? Precisa, não tem jeito. Como é que a gente vai saber que tá chegando ao ponto? Eu vou mostrar aqui o ponto já. Enquanto você tá vendo que ela tá quebradiça, você vai colocando um pouquinho mais da farinha. Você já tem aquela medida, mas você vai pondo aos pouquinhos, né? Vai reservando, né? É. Coloca um pouquinho na sua bancada, onde você vai abrir a massa, né? Pra fazer... cortar o zinhoque. Aí você vai passando de pouquinho e sentindo mesmo nas pontas dos dedos se ela tá quebradiça. Então, vai misturando um pouquinho da farinha, vai amassando. E aí vai enrolando ela em cima do balcão. Do seu balcão, da sua bancada. Você viu que ela já tá bem incorporada? Não tá assim, se você passar com um pouquinho da farinha. Tira um pouquinho do excesso, porque a batata, ela costuma grudar mesmo um pouquinho, né? Tira tudo aqui. Deixa a sua mão bem enfarinhada. Vai abrindo, né, o rolinho. A espessura de cada um, né? Vai cortando. Um dedo, né? Um dedo, mais ou menos Use sempre uma colher Porque quando você coloca A bolinha, ela é um pouquinho pesada Se você joga assim, a água que a gente espirra Na sua mão, né? E aí o acidente, né? Ele pode se queimar Então coloca sempre com a ajuda de uma colher Elas descem, elas vão lá pro fundo Elas ficam no fundo, porque ela é pesada, né? Vai lá tudo no fundo Agora, já que ela sobe, ela cozinha e sobe. Subiu e já está pronto. Não tem necessidade de ficar... E é rapidinho. É, subiu. Acabou de colocar, já subiu. Já subiu. Você não tem necessidade de deixá-los aqui muito tempo cozinhando, mesmo porque eles desmancham. E aí coloca num outro recipiente para escorrer. Para escorrer. Vamos fazer o seguinte, então. A gente vai rolar mais esse daqui e a gente já volta para explicar como é que faz o molho, né? O molho. A massa da Dona Maria já está pronta. Agora ela vai explicar para a gente como é que faz o molho, né? O molho. Que também é muito simples. Muito simples. O molho do nhoque, cada um usa o que mais de sua preferência, né? Pode ser só molho ao sugo, molho à bolonhesa, qualquer molho. Hoje nós vamos fazer aqui um bem saudável, né? Tomate, ervilhas com casquinhas e o bacon. E o bacon. Então vamos fazer primeiro o bacon, passar o bacon. Tá. pôr tudo. Como ele tem sempre assim, às vezes você compra, tem sempre uma gordurinha, então costuma deixá-lo bem crocante, né? Porque ele fica mais gostoso e mais bonitinho na finalização do prato. E ele próprio vai soltando a gordura? Ele vai soltando a gordura, que é onde eu vou passar os tomatinhos cereja. Só a ervilha que eu passo na manteiga. Vai pegar um pouquinho de manteiga. Um pouquinho de manteiga, não precisa muito, né? Eu deixei essas inteiras só pra pessoa ver. A gente pode reservar e fica como uma apresentação do prato. Pra fazer uma apresentação, é. Eu poderia fazer no azeite também? Pode também. Mas a manteiga dá um outro sabor. A manteiga é só margarina que eu não gosto. E essa ervilha Ela tem uma pele Do lado Então geralmente É bom que tire Só você cortar E aqui do lado Ela é um pouquinho dura Você pode também tirar Essa beiradinha Eu coloco uma tábua de cozinha e tira, ó, tá vendo? Ela sai um... Dos dois lados. É, porque ela fica quando você vai mastigar, não sai aquela linha. Entendi. Porque é bem ela é bem durinha. Então comprou essa com a casca, não esqueça. Com a casca, é bom tirar essa pele do lado. Então vai passando a ervilha. A ervilha Ela vai ficar al dente Não é assim super macia Pela casquinha mesmo Mas o sabor é ótimo Esse prato na verdade Ele é um prato Muito mineiro Pelo acompanhamento Que era antes Mas é uma coisa Que você usa e acha no quintal Quase ninguém conhece Que é o cambuquira O cambuquira são brotos de abóbora Então a gente usa muito no interior Porque você tem facilidade Hoje nós estamos substituindo Pela ervilha Porque não tinha o cambuquira O sal é qualquer um Que tenha No caso aqui está usando o rosa Mas pode ser De sua preferência Se eu quiser colocar, tudo bem que a receita pede o tomatinho, mas de repente a pessoa não tem. Pode usar um outro tomate também, né? O que tiver. Até o molho pronto. Se não tiver o tomate, você faz o bacon e usa o molho pronto. Mas vamos experimentar, né? Um diferente. É. Deixa aquele molho pronto pra outro dia. Agora a gente reserva um pouquinho aqui o bacon. Só pra finalizar, colocamos o tomate, né? Ali já tá quente. Tem os tomatinhos já cortados, né? Você pode cortá-los na metade, em quatro, do jeito que quiser. Tem uns inteirinhos aqui que eu vou deixar só para o enfeite. Tá. Bom, separamos aqui então os ingredientes. Agora é só montar, né? É só montar. Então vamos lá. Você pode colocar aí a sua decoração, né? Cada um faz do seu jeito. Eu vou fazer assim do lado o verde, porque vai ficar bem bonito a cor. Eu já ia misturar tudo, já achei que era pra misturar, mas também se quiser, né? Se quiser, né, você pode servir o nhoque, né, deixar ele numa travessa. Os acompanhamentos tudo também nas travessinhas do lado. Cada um vai servindo do jeito que gostar, né? Agora a gente joga o bacon já prontinho aqui. Dá uma misturada. Dá uma misturadinha. O bacon é uma delícia, né? Mas como ele é calórico, então sempre costuma comprar esses que tem. Mas tem gente que não se importa, né? Não tenha muita gordura, né? Nossa cinegrafista marrom, né? Que tá ali atrás. Um queijinho parmesão ralado, pra finalizar. Dona Maria, ficou muito bonito. E a gente paga com os olhos, né? Paga com os olhos, né? Uns tomatinhos cortadinhos, rodadinhos aqui pra fazer. Olha só. Dona Maria separou aqui esse prato lindo Eu vou, né, ter a honra de experimentar E falar pra vocês aí de casa se ficou bom ou não Enquanto eu vou dar a minha garfada aqui, Dona Maria Fala pro pessoal que quer acompanhar a senhora Quer conhecer outras receitas Tem algum canal aí, um Instagram, um Facebook, um WhatsApp? Eu tenho o WhatsApp, né, no momento porque eu estou montando a minha página. Então, por enquanto, é só pelo WhatsApp. E qual é o número que eles te encontram? É o 11, né? 9-8-9-6-5-93-10. Olha, eu já experimentei outros tipos de nhoque e esse daqui está muito bom, hein? Tomatinho. A suavidade da massa é que conta bastante nessa receita. Quando você coloca, né, foi o que eu falei pra você, a batata doce quebra muito aquele gosto da farinha e da batata inglesa. E o bacon, hein? Que tá crocante. Ah, o bacon. É um toque especial. É. E experimenta a ervilha, que nem todo mundo tem o hábito de usar a ervilha em casa. Não, eu experimentei aqui com gostinho de manteiga e tá muito bom. Ela fica muito gostosa. Muito bom. E olha só, eu vou terminar com esse prato aqui. Então a gente vai encerrar o Saúde na Colher e na próxima semana tem muito mais. Anotado então todos os procedimentos deste nhoque mineiro aqui no Câmara Total. O último recado aqui, antes da gente poder encerrar, até as 3 horas e 50 minutos, é para a gente poder observar um eclipse solar, olha só que legal, quando o Sol fica encoberto pela Lua, este fenômeno pode ser assistido em várias partes aqui da América do Sul, aqui o Brasil, claro, está incluído, então até as 3 horas e 50 minutos, o fenômeno do eclipse solar, quando o Sol é encoberto pela Lua. O programa Câmara Total fica por aqui. Reforço que amanhã, a partir das 10 horas, acontecem as audiências públicas, às 2 horas da tarde retorna e às 3 e meia tem a reunião da Comissão da Mulher. Portanto, amanhã não teremos o programa Câmara Total, nós estaremos de volta na próxima quarta-feira, sempre às 11 horas da manhã. Tá certo? Um grande abraço e continue aqui na TV Câmara Campinas. Legenda Adriana Zanotto Legenda Adriana Zanotto