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CÂMARA TOTAL

17 views Publicado 27/01/2021 HD · 2:33:35

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E aí Olá seja bem-vinda seja bem-vindo terça-feira dia 26 de janeiro de 2021 começa agora o Câmara Total ao vivo, 11 horas e 8 minutos. Muito obrigado pela sua companhia. Vamos juntos até as 2 horas da tarde. E fique à vontade para enviar a sua participação através do número do nosso WhatsApp, que já está aqui embaixo da sua tela. 19 é o nosso DDD, 978293776. Ou você tem a opção de enviar uma mensagem para a gente através do nosso QR Code. Você pega o seu celular, a câmera dele, clica lá e depois você mira para este QR Code e aperta que a gente conversa ao vivo. E o que nós teremos nesta terça-feira? Nós vamos falar sobre alimentação, agora no verão. Tem também a campanha de vacinação, muito importante e que todo mundo deve prestar atenção. As notícias da Metrópole e do Legislativo com a Mina Abreu Universo épico entrando no mundo dos livros Tem culinária, são muitos assuntos e o primeiro de hoje, educação Porque muitas escolas da rede particular estão iniciando o calendário 2021 do ano letivo De forma presencial Então para saber mais sobre essa preparação, como os pais estão se sentindo Aciona o repórter André Aranha, que está em uma escola aqui de Campinas. O Francisco ainda não tem idade para ir até uma escola, mas por aí muitas crianças foram neste primeiro dia. André, seja bem-vindo e bom dia. Pois é, bom dia para você, Gabriel. Bom dia para todo mundo. É, já já o Francisco vai ter idade para frequentar escola e tudo mais. Eu estou em uma escola aqui da cidade de Campinas, ontem voltou o pessoal da Educação Infantil, Fundamental 1, hoje a galerinha do Fundamental 2. Só que todo mundo já foi avisado, nada de abraço, nada de beijo, então o negócio é de fato manter o distanciamento social. Dá só uma olhada aqui, Gabriel Castro, tá todo mundo de máscara aqui? Sim! É, tá todo mundo de máscara. Eu tô aqui com o Carlos, que é o diretor-geral da escola. E tem que ser assim, né, Carlos? Toda criançada de máscara. Bom dia. Bom dia, bom dia, Gabriel. Bom dia a todos. Sim, sim, todos precisam respeitar o protocolo, né, porque nós explicamos pras crianças a necessidade desse protocolo ser respeitado pra que eles continuem vindo na escola, né? Se eles não respeitarem, a escola acaba fechando e não tem o lazer, não tem educação. Então todos aqui estão conscientes e estão cada vez mais adeptos a cumprimentar de longe, a essa nova realidade, mas preservando o nosso espaço para que todos possam estar aqui aprendendo, convivendo, porque isso é uma grande necessidade hoje. As famílias já ficaram muito tempo presas dentro de casa, as crianças sem educação, Ficando lá, só na aula online. E nós precisamos o quê? Resgatar essa interação social. Certo? Bom, com relação às aulas do ano passado, o que mudou? Porque na verdade a escola já estava aberta no ano passado, não é isso? Mudou alguma coisa? Sim, sim. A diferença maior é que no ano passado, quando nós voltamos em outubro, as crianças ainda, e algumas famílias ainda tinham um pouco de receio. As crianças vieram para a escola, mas em um outro modelo ainda. Agora, nós estamos com a escola, com os pais mais tranquilos, porque nós não tivemos nenhum problema de Covid. Nós começamos as aulas em outubro, terminamos em dezembro com a educação infantil, sem nenhum caso de Covid, nem com as crianças, nem com os professores. E isso também ajudou as famílias a ficarem mais confiantes também de mandar os filhos para a escola. Continuamos com as aulas online, continuamos com o ensino híbrido para as famílias que querem, para as famílias que ainda não desejam voltar, porque não é obrigatório nesse momento, mas agora com a escola já mais no presencial mesmo, André. Bom, inclusive a gente está vendo algumas imagens, né, que foi feita aqui pelo Cristiano Ribas, da escola, rapaziada chegando com máscara, álcool em gel e tudo mais, houve também um contato com os pais a fim de, de repente, definir a melhor coisa a se fazer nesse momento, você tem também esse contato com os pais das crianças nesse caso? Ah, sim, nós temos todo o contato com os pais, porque, assim, nós não acreditamos que a escola possa funcionar de forma correta, principalmente num momento desse, sem apoio da família. Então, nós temos um contato constante com os pais, inclusive nesse final de semana, quando na sexta-feira nós recebemos a informação de que seria só 35% de presença e não 70%, como era esperado, Nós precisamos entrar em contato com as famílias de duas salas nossas Para não extrapolar o número de alunos permitido Então foi feito um remanejamento E em duas salas nós precisamos ter aula, então, revezada Alguns alunos estão em casa, online, e outros estão na escola Para poder respeitar Só que no nosso caso, o que nós pedimos? Para as famílias nos dizerem quem era mais e quem era menos Quem poderia ficar em casa nesse momento Bom, e a questão do lanche, como fica? O lanche, na educação infantil, os pequenininhos ainda não tem muito cuidado Então esse lanche fica, esse lanche eles fazem na sala de aula, infantil 1, 2 e 3 E aqui no fundamental, com os horários espaçados Então tem tempo deles fazerem o lanche, saírem do refeitório, é feita toda a higienização e depois eles voltam Bom, então só para a gente entender direitinho, eu pedi para o Cristiano mostrar aqui, essa sala de aula cabe bem mais gente, então a gente está vendo aqui as cadeiras, as mesas, enfim, afastadas, né, com aquele isolamento social, mas normalmente teria bem mais gente aqui, bem mais alunos? Sim, normalmente nós teríamos aqui mais duas mesas com quatro cadeiras cada uma. Então, hoje é feito isolamento, não é feito rodízio, então as crianças que estão aqui conosco, elas têm um lugar fixo para elas sentarem, a cadeira delas na mesa, o lugar delas na mesa, para que não haja também esse contato de uma criança com outra, no manuseio de material. Todo o material das crianças fica com eles, justamente para que eles tenham o mínimo de contato possível com o material do coleguinha ou de outro ambiente da escola que não seja higienizado para eles. Bom, está com a gente aqui o Carlos, que é diretor-geral da escola, à sua disposição, Gabriel. Agradeço a disponibilidade do Carlos aqui com o programa Câmara Total. E a minha pergunta é o seguinte, que forma que a escola está abordando o assunto Covid-19 com os alunos? A gente sabe que já foi bastante debatido, eles já devem ter assistido na televisão, já devem ter conversado com os pais o papel da escola agora, porque nós ainda estamos vivendo uma pandemia e agora está acontecendo a volta presencial. Vocês conversam sobre este assunto com as crianças ou para manter a saúde mental, vocês abordam outros assuntos, como é que é este retorno presencial no meio de uma pandemia? Seja bem-vindo e bom dia, Carlos. Bom dia, Gabriel, obrigado. Bom, é abordado com eles, nossa escola tem um projeto que aborda todos os temas E nós sempre trabalhamos com a conscientização das crianças Então com eles é sim conversado, é abordado o tempo todo O perigo que é o Covid-19, não tanto para eles, mas para as famílias deles Então a necessidade deles se preservarem Porque se preservando, eles estão preservando os familiares que eles gostam Os avós, os pais, algumas pessoas que são mais sensíveis ao vírus. Então, nós conscientizamos cada um nas conversas, nas aulas, que a necessidade de se preservar não é só para ele, mas é também para o próximo. Por isso, todos usam máscara, por isso estão cada vez mais conscientes desse momento que nós vivemos, para que a escola também possa ficar aberta. Então, há uma conscientização e uma colaboração de todos. Bom, até em cima dessa pergunta aí do Gabriel, as primeiras semanas serão mais de acolhimento, não haverá aulas específicas, vai ser mais conversa, esse tipo de situação? Sim, exatamente, André. As aulas, elas começaram, né, para a educação infantil e fundamental, como você falou ontem, mas de uma forma muito leve. É um momento, é uma semana onde os alunos vão se conhecer, vão se integrar às novas salas, vão conhecer os professores. E esse convívio vai acolher esses alunos novos e os alunos que ficaram muito tempo em casa também, para que na próxima semana já tenha uma rotina educacional um pouquinho mais afirmada. Mas por enquanto, sim, é um acolhimento que nós fazemos essa primeira semana. Bom, então para o pessoal de casa entender qual é o procedimento nesse caso. Os alunos chegam, tem álcool em gel, como funciona com a mochila, com o lanchinho que eu perguntei a questão do horário. Mas para não passar uma bolachinha para o amigo, não passar um lanchinho para o amigo, esse tipo de coisa que a gente sabe que existe com criança. Qual é todo o protocolo existente? Bom, o protocolo básico de segurança que nós passamos para as crianças é o seguinte, elas têm que chegar na escola de manhã, elas precisam, na recepção, limparem os pezinhos no tapete, elas precisam passar o álcool em gel e medir a temperatura. Enquanto isso, a nossa equipe vai esterilizar a mochila dela, a lancheirinha dela, para que ela possa entrar na escola tranquila, de máscara e com toda a segurança no ambiente escolar. E o lanche, nós também pedimos a colaboração das famílias para que o lanche não fosse servido da escola. Então, nossa cantina está fechada, o lanche vem individual de cada família de casa e eles não podem também compartilhar. justamente para cuidados. Agora, não para as crianças, mas para todos, é aquela situação de seguir todo o protocolo São Paulo, e não só o protocolo São Paulo, nós desenvolvemos o nosso protocolo também de segurança para que nós pudéssemos estar oferecendo maior segurança para essas famílias nessa volta. Então é isso, Carlos. Muito obrigado pela entrevista. A gente está vendo aqui a criançada toda de máscara, inclusive os professores, os colaboradores também. É assim mesmo que tem que ser. Então tá bom, obrigadão pela entrevista e tenham um bom dia. Eu agradeço, agradeço, Gabriel, bom dia para vocês. Então tá bom, voltamos aí no estúdio da TV Câmara Campinas com você, Gabriel Castro. Muito obrigado, André Aranha, também ao Carlos Trindade, que é diretor-geral do colégio. E claro, né, que a gente espera que dê tudo certo neste retorno de forma presencial, que não haja nenhum contágio aí, porque para a saúde mental das crianças é muito importante, né? Este retorno e o estudo de forma presencial estão muito bacana. Vamos continuar falando, né, porque da Covid-19 e dos impactos, porque essas restrições para o ano de 2020 foi muito ruim para as vendas de carros. Aqui em Campinas, a queda foi maior do que 30% em relação ao ano anterior. Confira só. O estacionamento desta loja de carros está cheio. Isso confirma os dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores. Um levantamento realizado pela instituição apontou que as vendas de veículos em 2020 tiveram uma queda de 33,5% em relação a 2019. Primeiro porque efetivamente nós vamos ter uma queda de renda. muita gente vai perder rendimento muita gente vai ficar desempregado e consequentemente isso gera uma impossibilidade de assumir tais compromissos e a gente sabe que a compra de um carro é uma compra cara há uma mudança de hábito em curso em especial das gerações mais novas em que pese o desejo de ter um carro ele é muito importante a decisão de ter a posse dessa nova geração já é menor do que as anteriores para eles basta a mobilidade E é muito mais cômodo, diga-se de passagem. Então, a utilização de serviços, em especial de mobilidade, dando destaque aqui ao uso de aplicativos, tem feito com que muitos jovens não de fato se interessem por ter a posse de um veículo. Segundo a Fena Brave, a Associação das Concessionárias, em Campinas, em 2020, foram emplacados 22.036 veículos, entre motos, comerciais leves, caminhões e ônibus. Enquanto 2019, esse número chegou a 33.142. Nesta loja, o impacto da redução de vendas afetou o funcionamento. A gente teve uma queda nesse ano de aproximadamente 50%. Devido à pandemia, nós fomos obrigados a ficar fechados um tempo. No ano passado, já vendo que essa pandemia ia prolongar, a gente acabou reduzindo alguns contratos, inclusive o espaço físico, acabamos mudando com redução de custo mesmo, já prevendo também que o mercado, além da pandemia, o mercado está mudando cada vez mais online, negociamos alguns contratos, mudamos a forma de vender, fizemos um planejamento para 2021. A expectativa é que 2021 tenha uma retomada gradual da atividade econômica. É como se a gente tivesse caído num buraco muito fundo e que a gente começasse a sair desse buraco. Mas a gente deve terminar um ano ainda dentro do buraco, o que não é um resultado bom, mas pelo menos já paramos de cair e estamos num processo de retomada. Há uma expectativa muito grande que, sobretudo, o índice de confiança do consumidor e também dos empresários, possam melhorar paulatinamente e mais intensamente à medida que a gente avança com, entre aspas, a resolução do problema da pandemia, que deve se dar, evidentemente, por um processo de vacinação. Entretanto, é esperado pelos economistas que isso não aconteça da forma como nós gostaríamos. Então, somos 200 milhões de habitantes no país e a expectativa de vacinação ainda é muito aquém disso. Isso significa que a gente deve conviver com algumas dificuldades, pelo menos ao longo dos próximos quatro, cinco primeiros meses do ano. 11 horas e 24 minutos, vamos fazer o seguinte, primeiro intervalo aqui no Câmara Total e na volta nós vamos falar sobre previsão do tempo para esta quarta-feira. Tem as notícias da metrópole aqui de Campinas. Vamos falar sobre alimentação agora no verão e a campanha Todos pela Vacina. Já, já. Câmara Total de volta ao vivo nesta terça-feira. e você sabe quais cuidados precisa ter com a alimentação agora no verão? Confira na reportagem de Michel Amorim. Estamos no verão e com as altas temperaturas, pandemia provocada pela Covid-19, é muito importante ter atenção com a saúde. Essa nutricionista dá dicas de como ter uma alimentação nutritiva e equilibrada para melhorar o sistema imunológico neste período. Consumir no seu dia a dia alimentos mais leves e nutritivos e deixar um pouquinho de lado a questão das frituras, gorduras em excesso, porque pesam não só na balança, mas pesam em questão de saúde mesmo. Refeições balanceadas e nutritivas geram saúde e proteção do corpo. Mas será que essas vitaminas da farmácia são indicadas? Se você tem uma alimentação diversificada, né? Então você tem a composição do seu prato, aquele colorido que a gente recomenda, automaticamente toda essa quantidade de vitaminas e minerais já vai estar ali, tá? Agora, para as alimentações que são mais empobrecidas, de vez em quando eu consumo uma verdura, de vez em quando eu tenho o hábito de um legume, ou é sempre o mesmo legume, normalmente o brasileiro acaba sendo muito a batata, aí sim se faz necessário uma recomendação extra, uma suplementação extra de vitaminas e minerais que vem através desses polivitamínicos que a gente conhece mesmo. A alimentação de quem faz exercícios regularmente precisa ser diferente de quem não faz. Praticantes ativos pelo menos três a quatro vezes na semana ou diário é uma necessidade maior do consumo de alimentos de fonte proteica, ou seja, que vão gerar massa muscular para o meu corpo. Então normalmente carne, leite, ovos e derivados. Essa empresária do ramo da alimentação sempre nota uma diferença nas vendas no verão. Nesse período a gente sente uma mudança significativa no consumo de hortaliças, frutas, sucos naturais, saladas. Até mesmo o faturamento dela muda. Média aí, falando por alto, uns 30%. Ajuda bastante. Para o ramo de hortifruti é a melhor época. É agora no verão. E uma última dica da nutricionista, não menos importante para você vencer a estação mais quente do ano, você precisa se hidratar. Deve ser calculada de acordo com o seu peso corporal. Como que a gente calcula? Em média, de 20 a 30 ml por quilo de peso. Então, suponhamos, uma pessoa que pesa em torno de uns 60 quilos, ela deve consumir de água por dia na faixa de 1,5 litro a 1,8 litro. Como que eu sei que a quantidade de água que eu consumo está adequada? Pela cor que sai a minha urina. Então, quanto mais claro sai, significa que mais próximo do ideal é o meu consumo de água. Olha só, os principais grupos de divulgação científica do Brasil se uniram em uma campanha para explicar, por A mais B, que a vacinação é importante para todos. E os pesquisadores da Unicamp estão envolvidos no projeto. Todos os dias a Ana recebe diversas mensagens nas redes sociais com informações no mínimo duvidosas Isso toma uma boa parte do tempo, né? Das minhas manhãs na verdade, assim Todo dia quando eu abro o WhatsApp eu tenho algo como, sei lá, umas 4, 5 mensagens de amigos ou familiares com fake news Então eu tenho um pouco antes do primeiro gole de café, eu já estou com mensagens lá de fake news para eu verificar. Mas ela não deixa se abater. Acontece que a Ana coordena o projeto de blogs de ciência da Unicamp, um grupo de divulgação científica da universidade que transforma aquela tese científica cheia de dados técnicos numa linguagem mais simples e acessível a todos. Nós temos como objetivo transformar a informação técnica e científica, que é difícil de ser compreendida, acessível ao público leigo, acessível a um público não especialista. Então são objetivos diferentes, a gente não quer noticiar o último acontecimento, nós queremos que as pessoas compreendam e tenham acesso ao conhecimento científico. Na última semana, a equipe dela se juntou a outros grupos de divulgação científica do Brasil para lançar a campanha Todos Pelas Vacinas. O site, recheado de informações sobre a Covid-19, logo ganhou o apoio de artistas e influenciadores de diversos setores da sociedade, numa corrente de incentivo à vacinação em massa. Logo que virou o ano, a Flávia Ferrari, que é do Observatório Covid-19, começou a juntar outras pessoas desses grupos que ela conhecia para trabalhar junto nessa ideia da vacinação. Uma campanha não de vacinação, porque isso obviamente não é a nossa tarefa, mas a favor das vacinas, divulgando informações técnicas e seguras sobre vacinas. São mais de 250 profissionais envolvidos direta e indiretamente com o site, que além de dados, conta também com artes, guias sobre as vacinas disponíveis e as diversas ferramentas de engajamento para os internautas. O que é importante? Que essas pessoas também ajudem a gente, quer dizer, fala, né, porque a gente costuma dizer o tiozão, assim, do zap, né, enfim, mas essas pessoas que compartilham esse conteúdo, dizer, olha, eu achei um site aqui que tem informação segura, é um pessoal de universidade, é um pessoal que faz ciência, que fala de ciência. Então não é só para as pessoas se informarem, mas também tem, por exemplo, tem vídeos curtos, tem imagens, memes, tem de tudo um pouco para ajudar a passar essa informação. Então não é só para ler, mas é para espalhar também. A divulgação científica não é uma novidade no Brasil, mas a união de diversos grupos especializados com a intenção de passar informações precisas baseadas em estudos comprovados É sim uma forma de mostrar que a ciência aqui no país está mais viva do que nunca A ciência é um direito de todos, é um direito constitucional A saúde é um direito constitucional, ela não é uma mercadoria Então a saúde para todos e a vacina para todos é parte da campanha do Todos pelas Vacinas E é fundamental essa conscientização de todos nós da sociedade que vivemos no coletivo Vamos fazer o seguinte agora, 11 horas e 35 minutos A Mina Abreu já está aqui nos nossos estúdios Para falar das notícias da metrópole de Campinas Já que a gente estava falando sobre vacina A Mina Abreu já introduz o assunto da Covid-19 Primeiro com os números, né? Nosso país, estado de São Paulo e depois na nossa região Bom dia, Gabriel Bom dia a você aí de casa A gente vai atualizar Porque de acordo com o Ministério da Saúde Até esta segunda-feira, o Brasil somava 8.871.393 casos da Covid-19. São 26.816 novos casos nas últimas 24 horas. O país somava, até esta segunda-feira, 217.664 óbitos. Agora a gente vai falar no estado de São Paulo, são 1.694.355 casos da doença e são 51.423 mortes devido à Covid-19. Vamos falar agora da região metropolitana de Campinas, que compreende 20 cidades. Olha só, são 142.694 casos da Covid-19 confirmados, a cidade de Campinas até essa segunda-feira somava 58.668 casos, em Dayatuba 13.191, agora eu vou fazer um adendo a Campinas. Olha, de acordo com o último número que nós tivemos na sexta-feira, que nós tínhamos 57.870, nós tivemos 798 casos a mais aqui na cidade no sábado e domingo, somados até esse período do horário do almoço de segunda-feira. Os números foram fechados mais ou menos neste horário. Americana, 9.883 casos, Sumaré, 9.500, Santa Bárbara do Oeste, 9.247, Hortolândia, 7.259, Paulínia, 5.795, Valinhos, 5.584. Itatiba aparece com menos de 5.000 casos, 4.500 e na sequência aparecem Vinhedo, depois Cosmópolis, Jaguariúna, Nova Odessa, Montemor, Artur, Nogueira, Pedreira, Santo Antônio de Poça, Engenheiro Coelho e as únicas cidades que tem menos de mil casos da doença são Olambra com 698 e Morungaba 349 casos da Covid-19. Agora nós vamos falar das mortes confirmadas em nossa região. 3.688 óbitos devido a Covid-19. Campinas, até esta segunda-feira, tinha 1.602 óbitos, 7 a mais que o boletim que foi na última sexta-feira, que eram 1.595. Em Dayatuba aparece na sequência com 316 óbitos, depois Sumaré 313, Santa Bárbara do Oeste 256, Americana 245, Valinhos 218, Hortolândia 200 e Paulínia 100 mortes. Na sequência, os municípios com menos de 100 óbitos, Nova Odessa, Itatiba, Cosmópolis, Vinhedo, Monte Mor, Jaguariúna, Arthur Nogueira, Engenheiro Coelho, Pedreira, Santo Antônio de Poce, cidades com menos de 10 óbitos, Morungaba e Olambra, ambas com 5 óbitos. Falando sobre as mortes, chamou a atenção aqui na cidade de Campinas sete óbitos, de acordo com a última atualização. E apesar de ter comorbidade, faleceu uma mulher de apenas 24 anos. Então, choca muito, porque era uma mulher muito jovem, também um homem de 55 anos que não tinha comorbidades. Então, a gente precisa tomar muito cuidado com essa doença. Mina Abreu, em relação aos leitos, ocupação, a gente segue acima dos 80%? Infelizmente, seguimos, Gabriel. Olha só, de acordo com o último boletim feito pela Prefeitura nesta segunda-feira, dos 239 leitos exclusivos para a Covid-19, nós tínhamos 200 ocupados, uma taxa de 83,68%. No SUS municipal, com 90 leitos, 84 ocupados, o que equivale a 93,3% livres. Lembrando que a gente tem expectativa de abertura de novos leitos no SUS municipal. No SUS estadual, dos 17 leitos, 16 estavam ocupados, uma taxa de 94,1%. E na rede particular, dos 132 leitos, 100 estavam ocupados, o que equivale a 75,75%. Lembrando que a taxa de ocupação, Gabriel, é um importante termômetro para as autoridades sanitárias para que a gente fique em determinada fase. Laranja, nós que já chegamos na verde, na amarela, né? Então, a gente tem aí, inclusive, esse endurecimento na última sexta-feira em relação ao estado de São Paulo e na maioria das regiões como um todo, é justamente porque nós temos tido altas taxas de transmissão e internação no que diz respeito à Covid-19. Agora, Mirna, ontem nós entrevistamos até o Matheus Mazon, que é presidente da Brasel, da Associação dos Bares e Restaurantes, e ele justificou que precisaria de mais tempo, que não gostaria dessas restrições. Houve alguma reunião dos representantes com a Prefeitura? Temos algumas mudanças em relação ao horário do bairro, por exemplo? É, na verdade é uma flexibilização. Ontem à tarde, representantes da categoria estiveram com o prefeito Dário Saad lá na prefeitura e eles justamente decidiram o seguinte, o horário de entrada dos clientes vai ser mesmo às 8 horas da noite, de acordo com o decreto estadual. No entanto, os bares poderão ficar abertos até às 9 horas, porque, por exemplo, às vezes, de acordo com a categoria, isso a gente já teve lá atrás, as pessoas estão se servindo, estão se alimentando de 8 horas, não dá para simplesmente o bar ou o restaurante chegar e falar, olha, vocês têm que ir embora. De meia da noite no restaurante até as 8, você não terminou a sua refeição. É, entendeu? Então é essa flexibilidade para que as pessoas possam, pelo menos neste período, conseguir terminar esse atendimento até as 21 horas. Então, é justamente com o objetivo para que os clientes terminem suas refeições dentro do interior do estabelecimento. O prefeito informou durante esse encontro que nós teremos aí mais 15 leitos de terapia intensiva e hoje foi publicado no Diário Oficial do Município o decreto oficializando o horário de todos os estabelecimentos de acordo com essa nova fase, fase laranja até as 20 horas e depois desse horário fase vermelha. E ficou assim, olha, shopping centers do meio-dia às oito da noite podem abrir nesse período. Comerços e serviços, inclusive galerias e outros estabelecimentos, das nove da manhã às cinco da tarde. Nós teremos também bares apenas nos serviços de entrega e retirada, proibido o atendimento presencial e consumo no local. Então, quando eu falei anteriormente, apenas corrigindo, dessa uma hora a mais, é para os restaurantes, tá? Não vale para os bares. Restaurantes e similares com atendimento presencial e consumo no local, exclusivamente para as pessoas sentadas, ficando garantido o direito do término da refeição e podendo abrir das 8 horas da manhã, com o tempo de 8 horas diária, entre 6 e 8 da noite. Então, nesse período, esses estabelecimentos podem, inclusive, escolher o horário de funcionamento entre seis da manhã e oito da noite. Então, lembrando que todos esses estabelecimentos devem ter até 40% da sua capacidade máxima aí preenchida. Então, aí eles têm que fazer essa conta, tanto nas academias, salões, porque no final de semana a gente tem a fase vermelha. E aí não pode abrir de jeito nenhum apenas o que é essencial. Sim. Vamos falar um pouquinho sobre educação, porque a Unicamp decidiu por não realizar as atividades presenciais. Ontem mesmo a universidade emitiu uma resolução e suspendeu as atividades presenciais nos campos da universidade, Campinas, Limeira. E a resolução assinada pelo reitor Marcelo Nobel traz aí uma série de medidas e a gente traz aí a fala do reitor. A gente, na reitoria da Unicamp, decidimos retroceder no nosso plano de retomada parcial e gradual das atividades, considerando o cenário preocupante que temos na pandemia no nosso estado, na nossa cidade, no nosso país, nas cidades onde temos camp da Unicamp. Então, neste momento, voltamos à fase zero do plano, que seria a fase onde somente as atividades essenciais continuam presencialmente. Todas as demais atividades da universidade, que não são consideradas essenciais, estão com trabalho remoto, sendo feito de casa. Isso, então, é uma situação que tem a ver com a evolução da pandemia e conforme estava previsto, desde o início, no próprio plano de retomada. que se a gente tivesse qualquer novidade, qualquer piora no cenário, a gente retrocederia para cuidar da saúde e o bom andamento das atividades da universidade, levando em consideração a situação do estado de São Paulo e do país. Olha, a gente não sabe se, inclusive, essa resolução vai afetar as provas da segunda fase da Unicamp, que estão inicialmente marcadas para o dia 8 de fevereiro. Inclusive, nessa resolução, eles elencam quais são os serviços essenciais da universidade. Atividades assistenciais da saúde e hospitalares, administrativas na área da saúde, serviço de limpeza nas áreas hospitalares e demais áreas com funcionamento presencial, o serviço de vigilância, de alimentação, administrativos que são necessários para o funcionamento da universidade, serviços de suporte de tecnologia e ainda atividades que requerem cuidados pessoais, como biotérios, estufas e equipamentos de grande porte que não podem ser desligados. Essas são as atividades que valem para os campi de Campinas, Limeira e Piracicaba. Certíssimo, Mirna Abreu. E para a gente poder encerrar as notícias da metrópole de Campinas, Interrupção no fornecimento de água em inúmeros bairros amanhã na cidade de Campinas É, nesta quarta-feira vai faltar água ali na região do Jardim Garcia Justamente por uma obra de capeamento de redes que a Sanasa fará ali Então os bairros Jardim Pauliceia, Núcleo Residencial Anchieta, Jardim Garcia, Vila Castelo Branco Conjunto Habitacional Padre Emanuel da Nóbrega, Conjunto Habitacional Parque dos Eucaliptos e Jardim Irene e uma parte do Jardim Campos Elíseos, que fica próximo ali a John Boyd, um lope, também será afetada com a interrupção do fornecimento de água das 8 da manhã às 5 da tarde. Portanto, se você mora em uma dessas regiões, faça a reserva ainda hoje, lembrando que uma caixa d'água de 500 litros, ela abastece até 4 pessoas durante 24 horas. Faça a reserva só o que vai utilizar amanhã, né? Não precisa para toda a semana, porque... É, até porque a gente tem tido muita chuva, mas os especialistas dizem, elas não são suficientes para o abastecimento. A gente teve semana passada uma abrupta, digamos assim, queda na capacidade do Cantareira. Então, todo mundo em atenção, em função dessa economia de água que é de responsabilidade de cada um de nós. Exatamente, e necessária. Mina, muito obrigado pelas notícias da Metrópole. Volto daqui a pouco com as notícias do Legislativo? Volto sim, inclusive tem impactos dessa fase laranja também nos trabalhos da Câmara de Campinas. Já já então todas as informações com a Mina Abreu aqui do Legislativo. Bom, você já percebeu nebulosidade alta aqui em Campinas nesta terça-feira E para amanhã, na quarta, o sol aparece também entre muitas nuvens e há possibilidade de chuva forte no fim da tarde. Vamos às temperaturas, então, aqui na minha tela. Olha só, amanhã, quarta-feira, 27 de janeiro, o sol aparecendo entre nuvens com possibilidade de chuva forte para o fim da tarde. e temperatura alta em mínima de 21 e a máxima pode chegar aos 33 graus aqui na cidade de Campinas. Vamos fazer o seguinte, 11 horas e 50 minutos, a gente vai fazer um rápido intervalo e na volta tem uma entrevista ao vivo para falar sobre desmatamento, já que o Brasil está entre os países que mais concentram o desmatamento campeão. Então, já já, depois do intervalo. Câmara Total de volta ao vivo nesta terça-feira. Muito obrigado pela sua companhia e audiência. Continue participando através do número do nosso WhatsApp 19 ao DDD 978293776 Ou você tem a opção de enviar uma mensagem através do nosso QR Code Você pega o seu celular, abre a câmera como se fosse tirar uma foto Mira aqui para o QR Code e aí você clica para enviar uma mensagem para o nosso WhatsApp Que a gente conversa ao vivo E olha só, de acordo com a ONG WWF Internacional, traduzido para o português como Fundo Mundial para a Natureza, divulgou um relatório em que o Brasil está entre os campeões de desmatamento e de fragmentação de florestas e outros ecossistemas entre 2000 e 2018. A Amazônia e Cerrado foram as áreas mais afetadas. Então, para falar sobre este assunto, sobre os impactos, mudanças já para o presente, eu converso agora com o Frederico Machado, ele que é especialista em políticas públicas do WWF Brasil. Muito obrigado por ter aceito o convite para participar aqui do Câmara Total. E aquela história, Frederico, de precisamos cuidar agora por conta do futuro, que o futuro era promissor. A gente pode falar que essa conta chegou e temos que falar sobre o presente ou isso já virou até passado e nós estamos em um grande prejuízo. Seja bem-vindo e bom dia. Bom dia a você, Gabriel. Bom dia a todos que nos acompanham. Muito grato pela oportunidade de estar aqui participando hoje no programa. Grande satisfação para a gente. Com relação à sua pergunta, sim. A gente já meio que passou do limite, nós como sociedade global, como seres humanos habitando esse planeta, e a gente já está correndo atrás do prejuízo, sim. Na verdade, deveríamos estar correndo atrás do prejuízo, porque o que os dados nos mostram é que a gente ainda está causando muito dano, a gente ainda está destruindo muito e a gente está comprometendo de uma forma talvez decisiva nesse momento histórico a vida daqueles que virão, dos nossos filhos, dos nossos netos e das próximas gerações de uma forma geral. Frederico, essa pesquisa que coloca o Brasil como campeão de desmatamento analisou quantos países para poder chegar nessa marca e como é que é feita essa medição? Como é que a gente comprova o desmatamento em um país? Então, essa é uma excelente pergunta. É uma análise mais geral, que foi feita com base no que a gente chama de hotspots, ou nos pontos quentes, nas regiões quentes de desmatamento, onde a fronteira agrícola se expande, onde outras atividades humanas vêm causando uma destruição muito significativa daquilo que ainda nos resta no planeta de ecossistemas nativos. Então, não há exatamente um ranking dos países que mais desmatam, mas nós, como brasileiros, é muito importante a gente saber que o nosso país, há muito tempo, ele é o número um de desmatamento em nível planetário. Isso há mais de uma década. Na verdade, isso provavelmente há cerca de três décadas, o nosso país, ano após ano, é o número um de desmatamento. e nesses anos recentes, o que é importante também a gente ter em vista, é que esse desmatamento número 1, ele é praticamente o dobro do desmatamento do número 2, que varia entre Indonésia, Congo. Então, além de estarmos em primeiro lugar há muito tempo, o nosso primeiro lugar é bem distante de quem está em segundo lugar. E essas análises, elas são feitas com informações espaciais. A gente sabe que tem vários satélites circulando no nosso planeta e nos dando hoje a capacidade de entender a dinâmica de alteração do uso da terra, de desmatamento, de outras atividades humanas. Então, é a partir dessa ciência e desses dados que tem um bom nível de acurácia é que essas mensurações do desmatamento e da degradação, elas são acompanhadas atualmente. No Brasil, a gente tem um instituto de referência, que é o INPE, que há mais de três décadas desempenha com um nível altíssimo do ponto de vista técnico e científico esse trabalho, somos reconhecidos mundialmente, mas existem várias outras instituições que fazem o mesmo tipo de trabalho, tanto aqui no Brasil como fora, a exemplo da NASA, a exemplo de iniciativas de organizações de sociedade civil, de outros governos. Estou conversando aqui com o Frederico Machado Ele que é especialista em políticas públicas Então você de casa Se você tem alguma dúvida relacionada a desmatamento Sobre este assunto Leu alguma coisa e não ficou muito clara Pode enviar uma mensagem para a gente Através do 19 nosso DDD 978293776 Que o Frederico responde para a gente Especialista Então não fica com dúvida Você aí de casa Para quem está nos assistindo, Frederico, quais são as principais causas de desmatamento no Brasil? Porque a pessoa pode pensar, mas o Cerrado está longe, mas a Mata Atlântica está bem longe aqui de Campinas, daqui de onde eu estou. Qual é o impacto que tem o desmatamento? Olha, o impacto é absoluto na nossa dinâmica de vida. Por exemplo, a gente, inclusive aí em São Paulo, a gente vem vendo eventos que não acompanhávamos até pouco, um tempo atrás, como aquela nuvem de fumaça que transformou uma tarde ensolarada de São Paulo em praticamente uma noite, uma noite poluída nas cidades. Essa nuvem, na ocasião, ela vinha de todo o desmatamento que vinha acontecendo na Amazônia. Isso aconteceu em 2019. Então, esse tipo de evento, que é um evento brutal, um evento chocante, eles não acontecem com tanta frequência, mas até esse tipo de evento a gente já tem a oportunidade de ver. E aqui no Brasil há uma dependência muito grande da produção agrícola e do abastecimento de reservatórios de água da chuva que vem da Amazônia, que vem a partir da evapotranspiração das plantas amazônicas, Esse vapor de água que evapora da planta, ele é condensado e depois o fluxo de vento ali, a dinâmica atmosférica, ela traz essa umidade, essas nuvens para São Paulo e para outras regiões do Brasil, permitindo que a chuva caia e que assim a gente tenha o nosso abastecimento de água nas nossas cidades E também a possibilidade da produção agrícola acontecer, que é uma produção aqui no nosso país essencialmente dependente de chuva. A gente não tem tanta irrigação assim. E as causas são aquelas que a gente vê no noticiário com bastante frequência. é a expansão principalmente da atividade agropecuária e também com um outro setor que é associado a esse que se chama setor de, entre aspas, desenvolvimento de terras, que é aquele grupo de empresas ou às vezes grileiros que vão lá, abrem a terra, muitas vezes de forma ilegal e depois preparam aquele solo para ele estar melhor condicionado para alguma atividade agropecuária e daí eles legalizam, encontram caminhos de legalizar essa terra para vendê-la posteriormente para alguma destinação de fato produtiva. Então, os principais promotores do desmatamento no nosso país são a pecuária, a atividade de agricultura, em especial a soja, no caso do Cerrado, no caso da Amazônia, a gente tem a felicidade de ter um grande acordo em curso no Brasil, que é a moratória da Amazônia para a soja, que já está aí há 15 anos rodando e que ainda hoje é um dos maiores acordos do mundo para se eliminar o desmatamento causado por um macomote. É um grande exemplo, a gente tem coisas ruins acontecendo no nosso país, mas é importante também a gente tirar o chapéu para aquelas coisas positivas. Além desses promotores de desmatamento, a gente tem também, numa menor escala, a mineração, a expansão urbana e também o corte de madeira. Agora, o Frederico, falando sobre a pesquisa, então houve este estudo a partir dos anos 2000 até 2018 que coloca o Brasil no topo do ranking. E esse assunto, desmatamento, ele é bastante abordado. A gente pode lembrar do documentário do Al Gore, uma verdade inconveniente de 2006, daí o mundo inteiro conversou sobre mudança climática, nós tivemos grandes debates, os debates acontecem nas universidades, as crianças fazem trabalho sobre este assunto. Por que você não vê uma mudança? Você acha que a sociedade ainda não entendeu a forma como a gente, quando eu falo a gente, a imprensa e as instituições que trabalham com isso, A gente ainda não soube passar essa mensagem de forma clara para a sociedade. Por que a gente não vê uma mudança na conscientização, uma mudança plausível mesmo? Porque a gente sempre fala, está piorando, está piorando, e a gente vê reportagens sobre o assunto, vê o que acontece no Cerrado, vê o que acontece e não vê na prática uma mudança. O que você acha que acontece? Olha, eu acho que são várias dimensões que devem ser melhor analisadas. Talvez uma delas é que como no nosso país a gente tem uma população que é de longe, majoritariamente urbana, talvez o nosso contato com a natureza não se dá em um nível mais cotidiano e a gente não consegue acompanhar mais de perto, a gente não consegue talvez ter esse sentimento de pertencimento, talvez uma parte seja isso e naturalmente também, Gabriel, há muita manipulação de informação. Muita desinformação, muitos dados que não são consistentes com a realidade, que são propagados por autoridades, por determinados setores. Então, há uma tentativa, sim, de desassociar ou de retirar da percepção da nossa população o entendimento de que há uma destruição numa escala absolutamente inaceitável em curso no nosso país. Acho que são várias dimensões, talvez algumas delas seriam essas. E como você acha que a gente debate diante dos negacionistas? Porque a gente sabe, a internet veio para ficar, nós temos as redes sociais, então alguém pode postar alguma coisa, depois apaga e fala, eu não falei sobre isso. Você dá uma estatística, você não sabe o que é verdade. Como é que você acha que a gente combate negacionista ou mesmo uma fake news quando vem alguma informação que não é verdadeira? Olha, esse é um desafio que vai muito além da questão ambiental nesse momento, né, Gabriel? Tem até essa série que saiu recentemente na Netflix que debate essa questão das redes sociais, do uso das redes sociais para manipulação em massa e tudo mais. Eu não sou especialista no tema para a gente talvez aprofundar com a qualidade que se deve esse tema, Mas, sem dúvida nenhuma, a recomendação é a gente sempre procurar fontes confiáveis para as informações, não só uma apresentação, um depoimento, ou um destaque feito por uma liderança política, ou por uma liderança setorial, que muitas vezes tem muito mais elementos retóricos, muitos outros interesses por trás do que se diz, do que de fato estarem baseados em ciência, estarem baseados em dados consistentes. Então, em primeiro lugar, não compartilhar, por favor, informações que vocês não tenham certeza que sejam condizentes com a realidade. E em segundo lugar, sempre tentar, ao ter interesse de entender melhor sobre um determinado tema, procure as fontes confiáveis. Como eu coloquei, o nosso próprio governo federal, que muitas vezes questiona a realidade desses matamentos, fogo e tudo mais, o nosso próprio governo federal tem um instituto que tem muita credibilidade, que é o INPE, e que gera, até esse momento, a gente tem bastante confiança de que esteja zerando dados, informações consistentes com o que está acontecendo no campo. E aí, se quiser fazer uma rechecagem, não confiar exatamente em um órgão ou outro, existem diversas fontes, como eu comentei anteriormente, para desmatamento, existem organizações da sociedade civil como o WWF e existem também organizações de governo, como a NASA, que também fazem esse mesmo tipo de checagem. Frederico, eu vou criar uma linha de raciocínio aqui Eu queria que você explicasse, já que você é o nosso especialista A gente tem uma área desmatada E aí os animais vão ficando acuados, eles vão ficando sem espaço E com isso você tem mais relação ou interação com os humanos Vai aproximando os animais dos humanos Os animais vão chegando até as vilas, até as cidades a presença humana em florestas vai ficando cada vez maior. Qual que é a relação disso com as doenças? Relação absolutamente altíssima, né? Então, assim, uma das conclusões, com base em uma pesquisa bibliográfica extensa que foi feita para a geração desse relatório, é que no período entre 1940 e 2005, quase a metade das doenças que nós, seres humanos, tivemos a infeliz oportunidade de estar em contato, elas são de origem da destruição da natureza, da destruição dos nossos ecossistemas. A gente tem agora o evento do coronavírus, que é mais uma dessas doenças que vem de origem de animais silvestres, animais selvagens, e que chegou até o ser humano e que está causando essa catástrofe, que essa situação é super difícil, super triste, que todos nós estamos enfrentando nesse momento, especialmente aqueles que infelizmente tiveram uma perda na sua família, uma perda dentro do seu círculo de amizades. Com a continuidade da destruição, a gente continua cada vez mais e mais exposto a esses vírus e a outros tipos de doença que os animais das florestas já estão acostumados, mas que nós não. Ou seja, Frederico, isso não é algo novo, né? Essa relação, porque doenças da década de 50, por exemplo, podem ter consequência nesse desmatamento e na presença humana junto com os animais. Exatamente. Tem toda uma bibliografia científica que comprova com dados essa afirmação. No caso da Amazônia, por exemplo, eu tive a oportunidade de ver lá durante um tempo, isso não é um estudo científico, mas conversando com as pessoas que vivem lá e morando com eles, como foi o meu caso, são inúmeros os relatos de áreas que eles precisaram de abrir para expandir a sua atividade produtiva, ou para ocupar um pequeno povoado, uma pequena vila, e que nos primeiros anos de abertura dessas áreas, o nível de contaminação por malária e outros patógenos e vírus de origem das florestas foi absolutamente maior do que comunidades que já estavam assentadas há mais tempo. Então, é uma realidade destruir a natureza, além de causar uma série de impactos na nossa vida, mesmo morando na cidade, como o exemplo da água que eu citei anteriormente, ou da poluição que vem com a pluma e da fumaça dos incêndios dos nossos ecossistemas, essa situação de zoonoses, que é o que a gente está tratando, doenças originárias de animais silvestres, ela é uma realidade e agora é uma realidade que se tornou extremamente grave com o advento do coronavírus e tudo o que a gente vem sofrendo aqui no Brasil e em outros países também. Nós estamos há 10 meses vivendo esta pandemia da Covid-19. Trouxe alguma mudança para essa questão de desmatamento, uma recuperação? Nós pioramos durante este período? que análise que você pode fazer da relação de pandemia, de restrições e de desmatamento? Essa é uma excelente pergunta, sim. E esse aproximar de setores relevantes, por exemplo, grandes empresas que compram produtos agropecuários brasileiros, grandes investidores internacionais, governos de fora, o avançar da sensibilização desses setores com relação a uma situação inaceitável, como a gente vive no nosso país, de destruição da natureza, uma destruição acontecendo com altíssimo nível de ilegalidade, é importante se ressaltar, diversos institutos vêm fazendo análise nesse sentido e a conclusão que se chega na maior parte dos casos que mais de 90% da destruição da natureza brasileira que vem ocorrendo ao longo dos últimos anos é ilegal. É inaceitável, a destruição por si é inaceitável e esse nível de ilegalidade, o acobertar do crime ambiental é algo extremamente preocupante, inclusive para a imagem do nosso país lá fora. Somos um país que depende muito da exportação de produtos agropecuários E quanto mais lá fora a gente vê esses outros setores que mencionei a princípio, se posicionando contra a destruição e a gente dizendo não, a gente vai continuar fazendo o que a gente já faz, a expressão em inglês que se usa muito para isso que é o business as usual, a gente continuar nesse caminho, a gente vai sofrer consequências muito graves economicamente. E no momento, Gabriel, a gente vê vários países se comprometendo com a agenda de desmatamento zero, acabar com a destruição daquilo que ainda nos resta em nível planetário de ecossistemas naturais. Então, se nós não nos alinharmos a essa visão mais contemporânea, a essa visão de proteção do planeta, a essa visão de cuidado com as gerações vindouras, vindouros, inclusive com a nossa própria geração, considerando o assunto que tratávamos, que é a ocorrência de zoonoses, é preciso mais responsabilidade, é preciso menos negacionismo, é preciso mais seriedade e é preciso minimamente a força de Estado para fazer valer a legislação que nós temos no nosso país. Infelizmente, o que os dados têm mostrado é que além da destruição estar crescente nos últimos anos, tanto no Cerrado quanto na Amazônia, há um quadro de desmonte ambiental, um quadro de redução de recursos para agências que fiscalizam e há um quadro absolutamente inaceitável de aumento de desmatamento e redução de penalização de infratores. Frederico, claro que a pandemia trouxe um impacto social e econômico muito grande. Só que cuidar da saúde, valorizar a natureza, a gente viu muitos casos de pessoas que não iam mais para o escritório, começaram a trabalhar home office e procuraram ir para um campo, ir para um lugar mais afastado para ficar um pouco mais tranquilo, aproveitar a natureza. Você acredita que essa discussão, isso que a gente está vivendo, é algo momentâneo ou é algo que veio para ficar para os próximos anos? Porque assim, o meu medo é a vacina chegar, volta tudo como antes, descaso, desprezo. Que análise que você faz? Chegando a vacina, esses cuidados, essas discussões vão permanecer ou é algo momentâneo só por conta da pandemia e depois você teme que tudo volte como o recorte de 2000 a 2018 que a gente viu aí a pesquisa? Eu acho que há realmente um quadro de sensibilização global, sensibilização aqui no nosso país também, sobre a importância do diálogo construtivo, sobre a importância de se basear decisões, sejam decisões setoriais ou governamentais em ciência. Há essa perspectiva agora do nosso cuidado para com o nosso próximo Claro que não são todos que pensam assim Mas há uma escalada nesse tipo de pensamento, de reflexão, de postura mesmo de cidadão E eu acho que isso veio para ficar assim, Jô Gabriel A gente não sabe qual vai ser o balanço final desse período Que deve se estender ao longo de todo esse ano por conta da ausência de um número suficiente de vacinas, tanto no Brasil quanto em outros países. Então, a gente deve ter essa situação de alguns países decretando lockdown ou medidas restritivas também vindo e voltando ao longo desse ano. A expectativa é que a gente consiga vencer isso como sociedade, utilizando o diálogo global, o multilateralismo, a colaboração entre nações, para a gente superar isso. Agora, qual vai ser o resultado final realmente é muito difícil de prever. Com relação a essa agenda de mudanças climáticas, de evitar a continuidade da destruição do que ainda resta no planeta de ecossistemas naturais, esse é um debate que definitivamente veio para ficar. Essa é uma agenda que está posta, existem vários países já comprometidos em não mais comprar produtos associados com a destruição da natureza. existem vários setores, a gente vem vendo quase que numa base semanal setores se posicionando com bastante assertividade definindo políticas novas para garantir que esses produtos não entrem nas suas cadeias empresas sérias tendo esse movimento tem agora também esses movimentos mais macro globais que vem a partir da eleição do novo presidente americano o Biden também, o que já vinha acontecendo na União Europeia nesse tema, então a gente espera que tudo isso, que é um movimento muito consistente já de alguns anos e que só ganha corpo em nível global, especialmente agora com a situação sanitária enfrentada em todo o planeta, isso vem se tornando ainda mais forte, a nossa expectativa é que os governantes aqui no Brasil e os demais setores sérios comprometidos que nós temos aqui no nosso país que possam se alinhar com esses clamores, com esses pedidos, com essas novas políticas globais, nos modernizar na nossa retórica, no nosso discurso e a gente poder, de fato, fazer grandes entregas não só para nós brasileiros em termos de conservação, também para o planeta e a gente, obviamente, oferir ganhos com isso, tanto reputacionais, mudando a imagem negativa que o nosso país tem lá fora agora, quanto, eventualmente, também muitas oportunidades de negócio que podem surgir disso daí. Ô Frederico, sobre essa diminuição de áreas preservadas, aumentando o desmatamento, podemos concluir que, se não pararmos de desmatar as nossas florestas, em menos de 100 anos, poderemos ter outra pandemia? A gente teve aí, 100 anos depois, uma nova pandemia. Isso aí pode ser cada vez mais encurtado, essa relação homem e os animais? Sem dúvida, a gente vive um momento dramático assim no nosso planeta. A gente tem um outro estudo que a gente lança anualmente, nós e outras organizações, que faz um balanço de quantos planetas seriam suficientes, ou seriam necessários para a gente manter o padrão que nós temos globalmente ao momento. E a cada ano, a gente precisa de mais planetas, de um espaço maior para viver do que nós temos. Então, por exemplo, tem uma data que todos os anos a gente define, as instituições que participam dessa análise, que é a data que marca a exaustão do uso dos recursos naturais que o nosso planeta é capaz de nos dar em uma frequência anual. Então, a cada ano que passa, essa data está mais próxima do meio do ano. Daqui a pouco essa data vai ficando mais próxima do começo do ano. Então, assim, a gente já precisa de mais de um planeta para a gente sobreviver como sociedade considerando o padrão que temos agora. Então, a gente precisa de uma mudança total de mentalidade, a gente precisa de novas políticas vindo, a gente precisa de seriedade de governos em países fundamentais para o planeta, como é o nosso caso, o Brasil, também se comprometendo, também usando a ciência, também fazendo a sua parte para a gente conseguir reverter essa situação. Um outro exemplo do EBL é o da própria Amazônia. Tem alguns estudos científicos recentes que dizem que um tipping point, um ponto de virada da Amazônia seria o momento em que ela ultrapassar os 20% de destruição. Quando isso acontecer, é possível que comece um processo, uma dinâmica ecológica naquela região que vai ser progressivamente de autodegradação, de autodestruição, levando o que a gente tem hoje de floresta para uma outra condição de ecossistema, um ecossistema mais degradado, um ecossistema com menos capacidade de oferecer os serviços que a Amazônia oferece para todos nós, não só no Brasil, como mundialmente nesse momento. Então, a gente já está muito próximo desse ponto de virada, desse tipping point. Então, precisamos ser cuidadosos, precisamos ser sérios na proteção desse importante bioma. Caso contrário, a gente corre um sério risco de inviabilizar os seus próprios processos ecológicos e perdê-los muito em breve. Frederico, eu acabei de lembrar na escola, no meu ensino fundamental, Todos os alunos, eles tinham, acho que era um programa, era um site que você respondia Algumas perguntas sobre o seu dia a dia, se você ia para a escola de transporte público, de carro Se tinha coleta seletiva E ele dava exatamente quantos planetas-terra precisavam de acordo com o modo que você vivia E eu lembro que dos meus colegas davam assim, três planetas-terras, quatro e eu ainda estava respondendo, né? E aí, quando chegou no meu, deu um planeta Terra e meio. E eu lembro que eu fiquei feliz, porque de todo mundo dava quatro, três. E aí eu lembro que eu fiquei feliz. E a professora, eu nunca esqueço a resposta que a professora chegou e para mim falou assim, só que a gente só tem um planeta Terra, a gente não tem essa outra metade. E me marcou essa resposta, porque você vê dos colegas, três, quatro, e você fala, não, a minha situação é melhor, porque eu tenho coleta seletiva, porque eu vou de transporte público, só que a gente não tem essa metade. Então, é muito interessante isso que você está falando, sobre o modo como a gente vive e a gente não percebe que, às vezes, o que você está fazendo não é suficiente, né? É, as nossas escolhas, Gabriel, elas são fundamentais, né? Tanto esses exemplos que você citou, da coleta seletiva, da preferência de transporte público, quanto as nossas próprias escolhas no supermercado, sabe? A gente está comprando uma rede de supermercados que tem compromisso, realmente com a proteção do meio ambiente, a gente está comprando produtos de empresas, aqueles produtos que a gente vê nas gôndolas, de empresas também que estão tentando fazer a sua parte. Quando a gente vai votar também, Gabriel, é um momento fundamental. A gente tem que expressar não só a nossa revolta com situações que não nos agradou em governos anteriores, mas também de fazer uma avaliação do perfil de cada um daqueles candidatos, sobre quais são aqueles que estão alinhados com os nossos valores, quais daqueles que de fato olham para o bem maior, para o bem da sociedade e tomam as medidas que são necessárias para proteger o nosso meio ambiente. E não só que estejam associados com o setor XYZ, que estejam aí a serviço desses setores para fazer o que o setor entende que é melhor ou pior. A atenção, o foco tem que ser no bem comum, no bem de todos nós e, no final das contas, essa decisão, a decisão de como votamos, ela é fundamental também para a gente ver esses anseios nossos repercutidos depois na gestão do governo que vai, no final das contas, vai ser eleito. Para quem está nos assistindo, isso que você acabou de falar é algo na prática que todo mundo pode fazer, você pode estar distante de uma floresta, de uma mata atlântica, mas a escolha do dia a dia, do produto que você compra, da origem, isso é algo que todo mundo pode fazer. Exatamente, todos nós temos o nosso papel a gente acha que a gente é só às vezes um pequeno grão de areia numa praia mas quando a gente junta ali alguns grãozinhos de areia a gente vai tendo um diferencial e a gente tem sim que ter atenção para as nossas escolhas e tentar especialmente fazer valer ou fazer exercitar os valores os anseios que nós temos como cidadão nessas escolhas pontuais que nós temos no dia a dia. Tanto na escolha do transporte, quanto na escolha do próprio combustível que a gente usa, quanto a escolha das redes de supermercados que nós compramos, quanto na escolha dos produtos, que foi outro exemplo que a gente trouxe. E eu diria que principalmente, viu, Gabriel, na escolha dos nossos futuros governantes. O Frederico, sobre os desmatamentos que acontecem em todo o nosso país, as populações que vivem nas florestas estão diminuindo também? As populações de animais ou as populações humanas, Gabriel? Humanas. As populações humanas, elas tendem a crescer de acordo com oportunidades que se tem. Eu não tenho essa análise feita agora para poder te oferecer um dado, tá? Mas o que a gente vê, por exemplo, naqueles rincões que parecem mais isolados da Amazônia ou do Cerrado, ou de outras regiões do Brasil que parecem totalmente inabitadas, a maior parte desses lugares tem gente vivendo lá, tem gente com as suas famílias, nas suas comunidades, tirando o seu sustento daqueles ecossistemas. E se a gente continua a destruição, essas comunidades locais, os povos indígenas, os povos quilombolas, os ribeirinhos, as populações tradicionais de uma forma geral, elas vão perder a sua capacidade de subsistência. E com isso, o prejuízo é para todos nós, porque quando a gente perde comunidades especiais, comunidades diferenciadas, quando a gente perde esses meios, o registro desses meios de vida, essas formas diferentes de viver, além de ser uma coisa totalmente injusta para as minorias, para eles, que de repente não tem nem a condição de se defender da forma adequada, também vai ser um prejuízo muito grande para nós como sociedade por conta da perda cultural e de outros processos que se desdobram a partir da destruição da natureza. Frederico Machado, especialista em políticas públicas do WWF Brasil, muito obrigado pela sua participação, parabéns pelo trabalho e já fico convite aqui para uma próxima oportunidade para a gente poder voltar a falar sobre este assunto e que seja com uma boa notícia, com essa diminuição e uma conscientização maior de todos. Muito grato, Gabriel. Parabéns pelo programa. Nós aqui agradecemos, então, a participação do Frederico Machado, falando aqui sobre o desmatamento, sobre o trabalho que é realizado também pelo WWF Brasil. Bom, você que vai ao mercado, tem percebido que a conta está ficando mais alta com o tempo? Esse é um reflexo direto da inflação. E o quadro Na Ponta do Lápis de hoje traz dicas para proteger o seu dinheiro. Olá, seja muito bem-vindo a mais um quadro na Ponta do Lápis Aqui na tela da TV Câmara Campinas A gente sempre traz dicas de finanças, de orçamento Para você deixar as contas em dia E hoje você que está em casa, que faz mercado todos os meses ou todas as semanas, vai se identificar com o tema, porque a gente vai falar de inflação. Porque embora exista uma aparente estabilidade nos números oficiais, quem vai no mercado percebe pela conta que a conta está ficando cada vez mais alta. E para a gente tratar a respeito desse tema, nós viemos conversar com o educador financeiro Luiz Vidal, que está aqui ao meu lado. Muito obrigado por essa oportunidade da entrevista. Eu já vou começar logo de cara, né? Os números parecem estar estáveis, mas na prática não é bem assim. É verdade, Rubens. Boa tarde, um prazer estar com vocês novamente. A inflação, a inflação ela é um dragão, né? Que nós brasileiros sempre tivemos um certo receio. Nós tivemos sempre uma história de uma inflação aí muito galopante no Brasil. que foi de uma certa forma domada a partir do Plano Real. Do Plano Real até hoje, são 26 anos aproximadamente, Rubens, nós tivemos 500% de inflação já. Ou seja, aquele R$ 1,00 que a gente comprava pãezinhos logo no início do Plano, hoje nós precisamos de R$ 6,00 para comprar a mesma quantidade de pãezinhos. Então, no entanto, são 26 anos Isso representa uma taxa anual média de 7,5% Quer dizer, olhando para todo o período, é bastante Olhando para o histórico que nós tínhamos antes do Plano Real Essa taxa anual não parece tão alta Mais recentemente, nos últimos anos No ano 2020, no ano 2019 nós tivemos índices menores do que 7,5% da média. Para você ter já uma informação, a projeção para 2021 é em torno de 3,5% o índice de preço ao consumidor. Ainda assim, aparentemente menor do que o 7,5% dessa média, mas é complicado de colocar isso para essa média, porque no plano real, como o senhor disse, são 26 anos, é toda uma geração que não pegou a inflação de antes, De 1994, quando surgiu o Plano Real E que aprendeu a conviver com dinheiro a partir daí 26 anos é uma geração Exatamente Como é que se explica isso para essa moçada de agora Sendo que lá atrás os pais sofreram bastante também Exato Bom, a realidade, graças a Deus, é outra Nós vivemos uma época de inflação mais bem controlada Mas todo cuidado é pouco com a inflação A inflação, o índice de inflação que a gente vê anunciado Ele representa uma grande média ponderada de uma cesta de vários produtos e serviços Então, às vezes, a percepção que a gente tem no supermercado A gente sempre leva muito em consideração os aumentos de preço Vídeo aí, o arroz mais recentemente, né, Rúbis? Mas existe uma série de outros produtos dessa cesta que acabam reduzindo o preço por conta de safra, principalmente safra, por conta da lei da oferta e procura. Então, os índices, eu queria ressaltar isso, eles são extremamente confiáveis, são feitos, calculados, levantados, apurados por instituições de muita competência e extremamente de alta reputação. Então, agora, mais recentemente, essa geração está convivendo com uma inflação baixa, A inflação baixa para os nossos padrões, mas não tão baixa em relação aos padrões internacionais. Mas todo cuidado é pouco, porque a inflação representa perda de poder aquisitivo para cada um de nós. E como é que a gente pode se precaver disso daí? Existe algo que eu, você, o pessoal que está em casa, possa realmente fazer para se precaver disso? Olha, para quem tem alguma sobra financeira, Rubens, que aplicar o dinheiro para poder preservar o poder de compra desse dinheiro no mercado financeiro, tem um ingrediente novo aí atualmente que ele traz um grande desafio. O ingrediente novo chama-se taxa de juros. Atualmente, nós estamos hoje, exatamente no mês de janeiro de 2021 A uma taxa de juros de 2% ao ano Ela tende a ir para 3,25% até o final deste ano Então, ela está operando, ela está girando, rodando abaixo da inflação Pouco abaixo da inflação Então, para quem tem uma sobra de dinheiro e que essa sobra de dinheiro, se essa sobra de dinheiro representa um dinheiro que ele pode precisar numa situação emergencial, não tem muito para onde correr. Tem que se conformar de que não consigo capturar a inflação toda com uma taxa de juros que está rodando, uma taxa básica de juros que está rodando abaixo da inflação. Então eu tenho que me conformar que uma reserva emergencial que eu preciso ter, diga-se de passagem, ela não vai ser remunerada no mercado financeiro a um patamar que eu reponha a inflação. Isso falando de reserva emergencial, que não pode ir para aplicações de risco, né, Rubens? Reserva emergencial, que eu preciso ter, todos nós precisamos ter, ela vai ser remunerada, a indicação é aplicar esse recurso num mercado de renda fixa, onde ele vai encontrar uma taxa de juros, aí, operando nessa faixa de 2%. Qual que seria o melhor investimento nesse momento, da renda fixa mesmo? Em mercado de renda fixa, o ideal é procurar um produto que seja pós-fixado e que acompanhe um pouco mais de perto a inflação. Então, é procurar produtos lá no seu banco, nos fundos de investimento ou no Tesouro Direto mesmo, que a gente pode acessar diretamente, encontrar títulos que possam repor pelo menos parcialmente a inflação, que tenha algum atrelamento com a inflação. Mas a gente nunca vai ter 100% de cobertura da inflação, basicamente, aí no mercado de renda fixa. A gente tem que se contentar, vai ter que se contentar com uma perda real para que eu possa manter uma reserva emergencial. E deixar na poupança, hoje em dia, descartado. A poupança, ela se tornou um produto de uma remuneração muito ruim. Ela realmente é muito ruim hoje. Então, a poupança não é o melhor caminho para se investir. Mas, em uma situação que não se tem uma perspectiva de ganho nenhuma, a poupança é alguma coisa. Mas existem produtos melhores que a poupança nesse mercado de renda fixa. E para aquela pessoa que está em casa, mas que não tem essa sobra de dinheiro, ela está ali com o orçamento apertado, tendo que se virar todos os meses, o que ela deve fazer para tentar manter uma vida financeira estável nesse momento sem dívidas? É, bom, em relação à inflação, Rubens, a inflação vai acontecendo dia a dia, mês a mês. Então, se ela recebe o rendimento dela no início do mês, o ideal é fazer aquela compra do mês, aquela compra mais importante do mês, logo que ela receba, porque ela consegue manter o poder aquisitivo melhor do que se ela for lá no final do mês comprar, que aí a inflação já comeu um pouquinho mais. Então, isso é sempre importante entender que a inflação, ela corrói o poder aquisitivo do dinheiro, dia a dia. Agora, falando um pouco além disso, eu acho que essa pessoa que está em uma situação um pouco mais apertada, como a gente está falando aí nessa sua questão, Rubens, é importante essa pessoa passar a ser protagonista dos seus recursos. Não ficar como uma pessoa passiva aos seus gastos e sim virar o jogo, passar a controlar melhor os seus gastos para que possa gerar um melhor ajuste nas suas contas e consequentemente buscar ter uma sobra de recursos no final do mês. São dicas importantes e que valem a pena ser seguidas Luiz Vidal, educador financeiro, muito obrigado por essa entrevista E pela participação aqui no quadro Na Ponta do Lápis Sempre um prazer, Rubens, estar com vocês, muito obrigado É isso, e na próxima semana a gente volta com mais dicas para você aí de casa Um abraço, até lá, tchau Legenda por Sônia Ruberti ainda o quadro Universo Épico, com a entrevista de uma autora de um livro muito bacana e também o nosso quadro de saúde. Então, não sai daí. Estamos de volta, meio-dia e 42. Muito obrigado pela sua companhia E aí, audiência, como combinado, a Mina Abreu está de volta aos nossos estúdios, agora com as notícias do Legislativo e nos atualizando aí o cenário, né, Mina? Boa tarde. Boa tarde, Gabriel. Boa tarde a você aí de casa. E a Câmara também tomou um posicionamento em relação aí à questão da pandemia, né? Nós tivemos o anúncio na última sexta-feira de que Campinas é uma das regiões que está na fase laranja e que a partir das 20 horas passa para a fase vermelha e também aos finais de semana. E diante disso, então, foi publicado um ato da mesa no Diário Oficial de hoje, trazendo o ato da mesa que justamente substitui dois que já aconteceram em 2020, que era aquele inicial que falava do funcionamento da Câmara de Campinas. E a partir de hoje, então, está vetada totalmente a presença de público externo no legislativo, até então nós tínhamos aí a permissão de visitas agendadas, feitas nos gabinetes, mas a partir de agora, então, está proibido novamente a entrada do público externo. No atual ato da mesa, nós temos aí algumas determinações, apenas a entrada de vereadores, servidores públicos, funcionários terceirizados, empregados que prestem serviço na Câmara Municipal, não havendo mais atendimento ao público, inclusive atendimento nos gabinetes. também fica mantida a suspensão e realização de eventos públicos nas dependências do Legislativo. Observando, inclusive, o limite determinado pela fase laranja, 40% de capacidade, os gabinetes vão funcionar com, no máximo, um servidor e o próprio vereador. Então, nós teremos esse um servidor que deverá ser designado pelo parlamentar para atuar junto com ele e os demais vão cumprir o regime de teletrabalho e poderão ser chamados a qualquer momento para se fazer presente em caso de necessidade. Devemos ainda também nos setores administrativos com dois servidores no máximo com um regime presidencial, também com aquela questão de que em duas horas, caso algum deles seja chamado, tem que vir à Câmara Municipal, podendo aí também haver o rodízio. Nós temos inclusive aí nesse ato, importante lembrar, que nós temos a Coordenadoria de Processo Legislativo, que é aquela que recebe, inclusive tira dúvidas a respeito da produção legislativa. Ela está com atendimento físico, ou seja, o atendimento presencial suspenso E as proposições que são indicações, projetos, também requerimentos e ofícios deverão ser feitos exclusivamente pelo sistema pela internet, ou seja, a Câmara tem um sistema de protocolo eletrônico e neste período ele deverá ser utilizado exclusivamente, então o atendimento presencial para esses casos também está suspenso. Ficam, inclusive, suspenso nesse período prazos de processos administrativos, documentos relativos a processos essenciais e aí, por conta da pandemia da Covid-19, até que um novo ato, então, seja publicado para suspender essa decisão da presidência, da mesa diretora da Câmara Municipal de Campinas. Uma medida para trazer mais segurança, então, com o agravamento da doença aqui no município de Campinas. Você trouxe há pouco notícias do Metrópole, a ocupação de leitos acima dos 80%. No último fim de semana, aqui na rede municipal, chegou a 100%. Então, é uma decisão para preservar a segurança e a saúde de todos os funcionários. Sim, inclusive nós temos aqui uma nota emitida agora há pouco pela vereadora Guida Calisto, dizendo o seguinte, a vereadora após um mal estar iniciado no final de semana, realizou o exame de Covid-19 com resultado positivo. Ela está cancelando todas as agendas presenciais, se resguardando e tomando as providências médicas necessárias para voltar o mais rápido possível à luta. A vereadora está em isolamento social em casa. Então a gente pede aí para que dê tudo certo, que o mais rápido possível ela esteja de volta às atividades no Legislativo, participando das reuniões extraordinárias. A gente tem certeza que vai dar tudo certo. Mina Abreu, vamos falar agora sobre atividade parlamentar. Apesar do recesso, os parlamentares continuam protocolando os requerimentos. Isso mesmo. Como eu acabei de dizer, a gente estava com esse protocolo presencial e ainda o eletrônico. E isso tem acontecido bastante em janeiro. Um desses requerimentos é, na verdade, que trata da manutenção de uma ponte que liga dois bairros aqui da nossa cidade e que a falta de manutenção está atrapalhando e muito a vida dos moradores daquela região. O vereador Otto Alejandro do PL solicita informações junto à Prefeitura de Campinas sobre a manutenção de uma ponte que liga os bairros Residencial São José e Jardim Marajó. Cada dia mais tem preocupado a população que passa por aqui, principalmente os pedestres, motoristas e pedestres. Está mais complicado para os pedestres, se você vê aí. Então a gente está pedindo também a manutenção e que a prefeitura cobre a INDEC, que a INDEC cobre a construtora, que melhore o acesso aqui para os pedestres, antes que aconteça algo pior. O que o senhor acha que deve ser feito aqui no entorno da ponte? Bom, tem que melhorar a sinalização e o acesso. Acreditamos que deveria fazer aqui um muro de arrima para poder trazer a segurança, porque se você olhar ao lado aí, a qualquer momento está propício a acontecer uma fatalidade. O Rogério é membro da Associação de Moradores do Residencial São José e diz que a estrutura da ponte está danificada e traz riscos aos motoristas e principalmente aos pedestres que passam pelo local. A nossa preocupação aqui são com os pedestres, que aqui não passa nem cadeirante de roda e qualquer momento qualquer pessoa pode cair nessas barras de ferro, entendeu? Porque não tem proteção nenhuma, uma que a gente não tem nem o laudo dessa ponte, todo mundo está falando que vai cair, nós queríamos um laudo, mas também a preocupação com os pedestres, porque qualquer momento pode cair um pedestre aí e se machucar. Há quanto tempo que a ponte está nessa situação? Desde outubro do ano passado. Era para ser entregue essa obra outubro do ano passado. Até agora nada. O vereador Otto Alejandro quer saber se existe algum laudo técnico que atesta a segurança dessa ponte. Temos esse ofício direcionado ao prefeito de Campinas pedindo esse laudo técnico da ponte aqui, que recebemos muitas informações dos moradores que passam por aqui, alegando que a ponte teria risco de cair. Então nós queremos esse laudo para poder dar essa tranquilidade à população. E continuando, Mina Abreu, sobre os assuntos do Legislativo, a gente segue atualizando para o pessoal de casa, os presidentes das comissões e os membros. É verdade. Lembrando que nós hoje vamos apresentar mais quatro comissões permanentes das 21 que existem aqui na casa. Lembrando que nós temos ainda a comissão especial de honraria, completando 22 comissões. E hoje você vai conhecer como ficou, por exemplo, a comissão de direito dos animais. porque pela segunda vez o vereador Permínio Monteiro foi conduzido à presidência do grupo. A Comissão da Proteção e Defesa dos Direitos dos Animais tem o dever de promover no Legislativo estudos, pesquisas, discussão das leis protetivas dos animais e dos sistemas de garantia de direitos com o apoio dos grupos e organizações voltadas ao bem-estar do animal. Receber representações que contenham denúncias de violação dos direitos dos animais em Campinas. Apurar a procedência e encaminhá-las às autoridades para providências. O controle, a normatização e a fiscalização de criação, guarda, exposição e comércio de animais. O vereador Permínio Monteiro, presidente da comissão, aborda os desafios que terá pela frente. A missão como presidente desta comissão muito importante dentro dessa casa legislativa é buscar todo o apoio para as políticas de proteção e defesa dos direitos dos animais. Então, Campinas é uma metrópole onde a maioria das pessoas tem animais. A gente tem que lutar por isso, nessa questão da proteção e também de orientações. A comissão é composta pelos vereadores Jorge Schneider, Luiz Cirilo, Jair da Farmácia e Eduardo Magoga. O presidente Permínio Monteiro quer a construção de um hospital exclusivo para os animais. Uma das plataformas e um programa que eu instituí durante o mandato é lutar por um hospital veterinário na cidade de Campinas. Em São Paulo tem três, em Campinas ainda não tem nenhum. Então é uma das bandeiras que eu estou levantando como presidente da Comissão de Defesa dos Direitos dos Animais, lutar e conseguir trazer para a cidade de Campinas um hospital veterinário público. E a vereadora Mariana Conte também foi reconduzida à presidência da Comissão da Mulher da Câmara de Campinas. A Comissão da Mulher tem a função de receber, avaliar e proceder às investigações e denúncias relativas às ameaças dos interesses e direitos da mulher. Em fiscalizar e acompanhar os programas governamentais e não governamentais de políticas públicas para as mulheres. Em trabalhar em conjunto com a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania. E assegurar o cumprimento das políticas públicas dispostas na Lei Maria da Penha e demais legislações vigentes. A vereadora Mariana Conte, presidente da Comissão da Mulher, pretende dar uma continuação aos trabalhos desenvolvidos nos últimos dois anos, mas também avançar em outras questões. Tem uma série de trabalhos iniciados que a gente vai precisar dar consequência, levar à frente, questões que não estão terminadas ainda, mas ao mesmo tempo acredito que o próprio momento exige que a gente consiga fazer mais coisas, mais atividades, porque tudo afeta as mulheres, né? Política urbana afeta as mulheres, moradia é uma questão importante na vida da mulher, transporte é uma questão importante na vida da mulher, saúde, educação, Todas as questões da nossa cidade afetam as mulheres. Além da Mariana Conte como presidente, a comissão é composta pelas vereadoras Guida Calisto, Débora Palermo, Paola Miguel e o vereador Gustavo Peta. As dificuldades impostas pela pandemia são pontos que serão debatidos. Eu vejo como uma continuidade, mas num patamar superior. Nós temos alguns desafios, desafio da pandemia que está afetando a vida das mulheres. as mulheres são a maioria das empregadas, no período de retomada, naquele breve período de retomada, o retomada do emprego foi menor para as mulheres, então as mulheres foram maiores empregadas e a retomada mais lento. Nesse momento crítico da pandemia, em que nós estamos aí chegando a uma situação de adoecimento dos profissionais de saúde, a maioria dos profissionais de saúde são mulheres, nós estamos numa situação em que as mulheres que cuidam dos doentes, Então, a gente está numa situação grave, o fim do auxílio emergencial, mas eu acredito agora com uma bancada de mulheres fortalecida, acredito que nós, e com o movimento de mulheres também muito fortalecida, junto com o movimento feminista, junto com o Conselho da Mulher, com os coletivos, vai ser muito interessante a gente dar continuidade e melhorar esse trabalho. E na Comissão de Meio Ambiente, o vereador Luiz Rossini vai presidir os trabalhos pelo quinto bienio consecutivo. A Comissão do Meio Ambiente tem o dever de opinar e ou emitir parecer sobre controle da poluição ambiental em todos os seus aspectos, a proteção da vida humana e a preservação dos recursos naturais, as inovações tecnológicas, Aos programas de gerenciamento de resíduos e relativos ao estudo de impacto ambiental. O presidente da comissão, o vereador Luiz Rossini, fala sobre essa recondução do trabalho que fora realizado nos últimos dois anos. A comissão, na gestão anterior, ela produziu muito, promoveu debate, aprovamos muitas leis que colocaram Campinas Como referência do ponto de vista de legislação ambiental no Brasil E nós temos alguns temas ainda que são prioritários Nós precisamos discutir e resolver a questão dos resíduos sólidos do município A destinação adequada do nosso lixo urbano Nós precisamos avançar nas ações de gestão para fazer de Campinas uma cidade cada vez mais sustentável Nós precisamos aumentar o número de árvores na nossa cidade. A comissão é composta pelos vereadores Jorge Schneider, Mariana Conte, Luiz Cirilo e Paulo Gaspar. O presidente Luiz Rossini falou sobre a questão de abastecimento de água realizado pelo sistema PCJ. Acompanhando esse momento de chuvas, o sistema cantareiro está apenas com 37% da sua capacidade. Se não recuperar e não chegar acima de 60%, 70%, no período de estiagem, isso pode comprometer o abastecimento das cidades aqui do PCJ. Então, a discussão de garantir a segurança hídrica do abastecimento, do fornecimento da água para a nossa cidade, passa, sim, pela discussão da implantação de um reservatório de água bruta no município. Esse é um tema que precisa ser enfrentado, precisa ser debatido e a comissão vai cumprir esse papel. Olha, já na comissão dos idosos, o vereador Jair da farmácia estará à frente do grupo e fala da importância da implantação da creche do idoso aqui em Campinas. No Bienio 2021-2022, a Comissão dos Idosos, Aposentados e Pensionistas terá como presidente o vereador Jair da Farmácia do Solidariedade Compete a esta comissão opinar ou emitir parecer sobre proposições e matérias relativas a este público além de promover a defesa, fiscalizar e acompanhar programas governamentais relativos à proteção dos direitos dos idosos, aposentados e pensionistas. A comissão também deve estudar e propor políticas públicas aptas a proporcionar a melhoria da qualidade de vida e integração social deles, além de levantar dados estatísticos, realizar debates e seminários destinados a diagnosticar os problemas enfrentados pelos idosos. Cabe também assegurar o cumprimento das políticas públicas no Estatuto do Idoso e demais legislações vigentes. Além do vereador Jair, participam da comissão os vereadores Otto Alejandro, Débora Palermo, Marcelo da Farmácia e Edson Ribeiro. O presidente fala da linha de trabalho em defesa dos idosos. A minha ideia seria fazer uma creche para eles, que tem muitos idosos que estão abandonados, que ficam sozinhos. Então essa seria uma das minhas ideias. O filho às vezes trabalha, deixa o pai na creche, depois à tarde vai pegar e ele vai ter mais convivência com outros idosos. Mais ônibus, mais dedicação ao idoso. Certo, então, Mirna Abreu, fizemos mais quatro comissões no dia de hoje e amanhã a gente continua, então, atualizando para o pessoal de casa, os presidentes e os membros das comissões. Sim, lembrando que todas as informações da Câmara Municipal de Campinas estão disponíveis no site www.campinas.sp.leg.br. Até amanhã, então, Mirna Abreu. Até amanhã. Tá certo, então, com as notícias da metrópole de Campinas e também do Legislativo. Hora da gente entrar no mundo da fantasia, porque o nosso repórter, o Michel Morim, entrevista a autora do livro Era Uma Vez Catarina, que descobriu uma fenda no céu. Universo épico, na sua tela. Universo Épico no ar e no programa de hoje vamos falar sobre livros, sobre histórias. Quem está aqui comigo é a Camila, escritora, já está conectada. Tudo bem, Camila? Tudo bem, e você? Tudo jóia. Camila aqui é de Mojiguassu, formada em Direito, trabalha com TI, mas é escritora. Ou Camila, conta pra gente, né? O seu último lançamento, 2020. Eu sei que tem dois lançamentos, mas vamos começar pelo mais recente. Era Uma Vez Catarina? Isso, meu último lançamento é o Era Uma Vez Catarina, a mulher que descobriu uma fenda no céu, um título bem extenso, que saiu só em formato de e-book. Eu lancei agora em novembro, novembro é recente, né? E é uma novela, na verdade, não é um romance, não é um livro muito extenso, mas foi uma experiência bem legal. E aí, por que esse título tão grande? Olha, eu não sei te dizer por que tão grande, mas o título faz muito sentido com a história. eu tenho o costume de só dar o nome pras minhas histórias lá no final, depois que eu já terminei de escrever eu não consigo fazer isso antes e pro Era Uma Vez Catarina tem muita veia e eu não consigo explicar tão bem sem ter correu o risco de dar spoiler mas todo o universo o Era Uma Vez Catarina trata de uma dinâmica inversa é uma sociedade sexista mas que as mulheres são as privilegiadas, então são elas que praticam preconceito e tudo mais com os homens então é uma inversão de papéis é uma sátira da sociedade, na verdade é um livro curto, divertido e todo o universo de Era Uma Vez Catarina se solidifica, se baseia na ideia de que a Catarina é uma mulher que já nem está viva mais que viveu há muitos anos ela descobriu como viajar através do tempo através de balão ela descobriu uma fenda no céu E ela conseguiu atravessar essa fenda no céu através de um gol de balão E entender como as coisas funcionavam E depois disso ela fundou uma ordem de mulheres Essa é a premissa do livro Só que a história, na verdade, se passa muitos anos depois Só que essa mudança no universo acontece a partir do momento que a Catarina atravessa a fenda Então tudo se vazia aí, né? É o início da história Por isso era uma vez Catarina, a mulher, que descobriu uma fenda no céu É um desabafo? Também, também Porque, embora nesse livro a gente não trate de situações tão graves da prática do machismo, é mais focado em coisinhas pequenas, pequenas situações do cotidiano, acaba sendo, porque ali eu consigo desabafar, consigo desabafar um pouco da história de outras mulheres que conversaram comigo e tudo num tom mais leve, mais bem humorado, justamente para promover essa reflexão. enquanto você está se divertindo lendo, você fala, poxa vida nem imaginaria que isso causa tanto incômodo, tanto constrangimento então acho que sim, foi um desabafo também se você pudesse sei lá, colocar em ordem de primeiro segundo ou terceiro e pegar o que mais te incomoda e traduzir pra gente, e contar pra gente aqui no programa, que você incluiu no livro, dessa questão do machismo eu acho que tem dois pontos que me incomodam muito e acabam aparecendo na história, que é uma tendência de quando a gente tá discutindo quando uma mulher tá debatendo, se você não concorda com o homem, a tendência geral é que vem um argumento do tipo você não entendeu o que eu tô querendo dizer e não necessariamente a gente não entendeu, a gente pode muito bem ter entendido e só não concordar mas é uma resposta muito comum, é engraçado que quando Mulheres conversam Ou uma aposta sobre isso O tanto de outras mulheres Que se identificam e falam Poxa vida, isso também acontece comigo E eu me sinto muito desconfortável Essa seria uma situação E também aquela presunção De que determinadas opiniões Emitidas por mulheres Precisam ser validadas Por homens em determinados assuntos Assuntos que em geral Tem um público majoritariamente masculino Se uma mulher se manifesta Parece que a gente fica sendo testado o tempo todo Para provar que a gente também entende o que a gente está falando e não existe o mesmo comportamento com tanta frequência em relação aos homens, né, quando eles falam eu acho que esses dois pontos estão presentes no livro, de maneira bem humorada assim, aparecendo, e só que na história quem sofre isso é o protagonista, né, o Kauan ele que precisa ficar sendo validado, ele que é testado, porque são as mulheres que estão ali no topo Mas aí tem o Kauan e tem a Catarina A Catarina não tá viva mais na história. Ela só baseia toda essa descoberta. Ela é mencionada ao longo de toda a história, mas ela já não tá viva mais. Bom, então, o quanto tem da Camila na Catarina, no Cauã? Eu acho que a Camila tá mais no Cauã. E o quanto? Você diria o quê? Uns 80%, uns 100%? Bastante, viu? O pessoal que já leu o seu livro Quais foram as críticas Eu queria entender Tanto as críticas femininas E as críticas masculinas Se teve alguma Até agora É um lançamento recente Mas até agora os retornos que eu tive foram Principalmente de mulheres Não foram tantos homens ainda Que terminaram de ler mas já recebi alguns comentários também, foram bem bacanas, eles foram muito gentis de falar, poxa vida, tem coisa ali que eu nem imaginava, e que bacana, né, escrever desse jeito, que permite uma reflexão até sem... uma reflexão sutil, mas que nem por isso deixou de ser importante. As mulheres, no geral, me mandam muitas mensagens rindo, falando que se sentiram um pouco vingadas pela forma como o caô é tratado na história, E falando que se identificam muito com o Cauã, porque é ele que está ali sofrendo toda essa validação e tudo mais na história, por conta da inversão de papéis. E no geral, o que eu mais recebo é isso, mulheres se identificando, se divertindo com ele e principalmente se reconhecendo na história. É um tema que acho que infelizmente ainda a gente vai conviver por um bom tempo. então é um livro que pode vir outras histórias uma parte 2 eu acho que pra esse não eu acho que eu consegui falar o que eu queria, sabe, o Erma cumpre o seu papel, ele passa a mensagem que ele tem que passar, tem ali uma aventura embora o final seja um pouco aberto fica ali um existe mais justamente pelo que você disse, é um assunto que vai permear nossa vida por muito tempo ainda, então fica uma coisa ali de a luta continua, né? A gente, enquanto sociedade, tem muita coisa pra rever, mas eu acho que nessa história, nesse universo, eu já cumpri meu propósito. Gente, a Camila não parou, 2020, né? Lançou, então, Era Uma Vez Catarina, e tem outro lançamento que esse foi físico, né? Esse foi físico, que foi o Heróis Involuntários, que também saiu esse ano. E aí, conta um pouco da história pra gente, pro pessoal de casa conhecer. O Heróis Involuntários já tem uma premissa bem diferente, também uma novela, uma história mais curta, assim, e na verdade ele se passa durante a Segunda Guerra Mundial e ele conta a história da Madison, uma enfermeira inglesa, e a proposta do livro como um todo é trazer uma pergunta de onde estavam os animais durante a Segunda Guerra Mundial, Porque a gente vê muita história situada na Segunda Guerra, de grande importância que a gente não se esqueça de tudo o que aconteceu, de toda a maldade que foi nesse período, mas a gente pouco comenta sobre os animais, eles existiam nessa época, então o que aconteceu com eles? eles também sofreram, eles foram treinados para a guerra, eles foram esquecidos, abandonados, porque a história parece ter abandonado os animais, a gente tem essa tendência na verdade, é só pensar em nós enquanto humanidade, esquecer dos animais e outras espécies. Então o livro trata isso, a Madison, que é uma enfermeira, ela passa o dia salvando pessoas, trabalhando, mas à noite ela salva animais, ela resgata animais, cuida deles, então é um livro bem introspectivo sobre a Madison ela tentando compreender essa própria empatia essa sensibilidade que ela tem em relação aos animais ela se sente culpada por se preocupar com animais quando tem tanta gente morrendo então ao mesmo tempo ela vai tentando ela vai percebendo que na verdade ela não é menos humana por se importar com outras espécies na verdade ela é mais porque ela tem empatia, sensibilidade suficiente pra se importar com todo mundo. Então, basicamente, acompanha a história da Madison, essa enfermeira. O entretenimento não é só puro entretenimento, né? Ele traz reflexões. E aí, o que eu pude perceber das suas histórias é que você traz uma reflexão das mulheres, né? Não era uma vez Catarina. E aí, nesse último trabalho, né, de 2020, você também traz a causa animal. Foi uma coisa consciente, inconsciente? É consciente. Eu tenho uma tendência a trazer nos meus livros determinados questionamentos que me incomodam, sabe? Enquanto cidadã, enquanto pessoa que parte de uma sociedade. Então, é consciente. Quase todas as minhas histórias trazem alguma proposta de reflexão, alguma crítica social. São histórias que são entretenimento Então se você quiser ler só pra se desligar do mundo E aproveitar aquela aventura, vai dar certo também Mas se você quiser ir um pouquinho mais a fundo Tentar ver o que tá ali nas entrelinhas O que tá implícito Também tem essa camada nos meus livros Costuma ter Agora eu tô curioso, né? E os projetos anteriores? Todos têm Todos têm Aos Olhos de Zoe É um livro narrado por uma cachorrinha Então, também traz muito sobre a reflexão, na verdade, sobre colocar outras espécies como protagonistas e sobre esse exercício de a gente descer um pouquinho da nossa superioridade e tentar ter a humildade de aprender com outros. E ali, a própria história é narrada pela Zoe, então a gente só escuta a Zoe falando, ela fazendo todas as observações dela enquanto um animal, mas observando, vivendo numa família humana. Os Sombras do Medo é uma distopia, ele fala muito sobre, por ser distopia, ter um governo autoritário ele traz ali a questão de democracia, de divisão social, da necessidade de empatia, de generosidade Uma Audição dos Inocentes fala sobre, ele se situa num período de caças bruxas Então ele traz muito a questão dessa perseguição ao que é diferente, ao que a gente não compreende. Também um pouco sobre estereótipos femininos e tal, porque a Pietra protagonista é uma mulher diferente no seu tempo, então ela é perseguida por isso. Então acho que assim, de uma maneira geral, todos os livros têm alguma veinha ali meio crítica. Ô Camila, e a pandemia? E o vírus? Vale uma história? Olha, eu, Camila, honestamente não me sinto preparada para escrever sobre isso ainda Sei que tem muitas histórias surgindo Mas eu acho que porque a gente ainda está vivendo, ainda está vendo tanta gente sofrer Eu ainda não consigo escrever a respeito Quem sabe lá na frente quando... E aí se você escrever, já fica o convite aí, né? Já manda uma mensagem para a gente e bater esse papo E me conta, né? Sobre esses projetos que você fez, todos são independentes? Não. Eu tenho alguns livros publicados por editoras. E aí, a partir de 2017, acho que 2017 ou 2018, eu fui convidada, eu passei a ser parte de uma agência literária, a Increase. Então agora eu sou agenciado, então os projetos, cada livro que sai a gente define que rumo a gente vai dar para eles. Então os e-books têm sido independentes, como a Audição dos Inocentes e o Era Uma Vez Catarina, mas os livros anteriores todos foram por editoras. E como que faz para trabalhar no meio da pandemia, para divulgar? Porque antigamente o escritor tinha a possibilidade de fazer um book tour, viajar por outras cidades, fazer eventos. Agora não mais, né? Fica só restrito à internet? É, as feiras, os eventos literários, que sempre ajudavam muito na divulgação dos livros, de estar em contato com o leitor, de falar sobre o seu livro, infelizmente esse ano não estão sendo possíveis, então a gente ficou mais limitado mesmo num trabalho muito mais remoto, de divulgação na internet, e isso acaba dificultando um pouco, de fato, mas todos nós, em todas as profissões, inclusive os artistas, os escritores, tivemos que nos adaptar e essa foi uma das adaptações que o escritor precisou encontrar durante a pandemia. E aí, você já tem projetos para 2021? Como é que está aí? Eu sei que você trabalhou bastante em 2020, mas não dá para parar, né? Todo ano tem que ter lançamento? Não necessariamente, mas a gente tenta, a gente se esforça bastante para que todo ano tenha, para a gente manter um padrão ali para os nossos leitores, para a nossa base de leitores, sempre ter uma história nova, porque as pessoas que acompanham o nosso trabalho, elas querem justamente novas histórias. Então, a gente se esforça, eu, minha agente, a gente se esforça para planejar sempre um lançamento por ano, pelo menos. E tem um monte de livro pronto na gaveta, esperando decidir o que fazer com eles. Tô terminando de escrever mais um, já tenho um plano pra escrever pra 2021 também. Tenho bastante projeto sendo preparada. Adianta pra gente aí, então. Qual que você vai puxar da gaveta? Qual que vai ser o primeiro a sair da gaveta? Olha, ainda não sei, mas o que... Tenho duas possibilidades muito grandes. Eu tô terminando de escrever um romance policial, que tá sendo uma experiência muito legal. Estou me divertindo muito escrevendo Porque é um gênero que eu amo, eu consumo muito Mas até... Eu nunca tinha escrito Então estou gostando muito da experiência E eu também tenho um livro O Aos Olhos de Zoe que foi publicado em 2016 Foi meu segundo livro Ele passou por um processo de reescrita Depois desses anos Para amadurecer um pouco melhor o texto E a gente tem um plano de tentar Relançá-lo o ano que vem Então acho que esse é um dos projetos Pessoal de casa Está curioso e quer acompanhar o seu trabalho, então agora ó, anota aí, ela vai passar as redes sociais, vai passar site, como é que faz pra encontrar os livros dela? Bom, a minha principal rede que eu mantenho o maior contato o contato mais próximo com os leitores é o Instagram que é o arroba cami__pelegrini, também tem o Facebook, Camila Pelegrini, meu nome mesmo, e o site ainda tá em produção então, por enquanto as redes sociais são as melhores formas de me encontrar Perfeito, adorei bater esse papo com você De conhecer a sua história, os seus livros E assim que passar a pandemia Aí você vem de Mojiguassu aqui Passar um tempinho com nós no estúdio Bater um papo aqui presencial, combinado? Combinadíssimo, adorei, obrigada Camila, um super abraço então Toda vez que tiver novidade, liga pra gente, tá bom? Combinado, muito obrigada Até logo então O Universo Épico fica por aqui E na próxima semana tem muito mais. Tchau, tchau. Até terça-feira que vem, então, Michel Amorim. Vamos falar sobre saúde agora? Um transtorno mental grave caracterizado por um padrão de instabilidade contínua no humor, no comportamento, autoimagem e funcionamento. Transtorno de borderline é o tema de hoje do Saúde é Vida. Olá, estou na área para a gente falar de saúde. Tem cuidado da sua? Olha, é importante manter a saúde em dia. Olha, mudanças bruscas de humor podem chamar a atenção, viu? Por isso a gente vai falar agora da síndrome de personalidade de borderline. Você sabe o que é isso? Calma, que o Sérgio está aqui e vai explicar tudo para a gente. Tudo bem, Sérgio? Seja bem-vindo! Obrigado. Sérgio, eu falei de mudanças de humor, né? Mas o que é a síndrome de borderline? Na verdade, o borderline é um transtorno de personalidade. E o borderline é um dos transtornos de personalidade que a gente tem. E o que é um transtorno de personalidade? A sua personalidade é uma alteração na maneira como o indivíduo percebe a si mesmo e percebe as suas relações com as outras pessoas e a maneira como ele reage a isso, essa percepção distorcida que ele acaba tendo. No caso do borderline especificamente, ele tem uma dificuldade, na verdade, de se relacionar com outras pessoas. Por quê? Porque, no fundo, ele tem uma autoestima muito baixa, ou seja, uma alteração de como ele se vê. então ele se vê como uma pessoa que não merece afeto e frequentemente ele tem medo de ser abandonado embora isso não seja real mas isso para ele é a percepção que ele acaba tendo e ele reage a isso de uma maneira afetiva muito intensa seja do ponto de vista de ansiedade. Isso que eu ia perguntar, são pessoas até mais ansiosas, doutor? Sim, ansiedade, mas também um misto também de agressividade, irritabilidade. Então, mais facilmente, não tem o controle emocional muito certo, né? Elas não conseguem esse controle. É, aliás, uma das características é justamente a impulsividade. Então, são pessoas assim, de repente são pessoas muito carentes e nos relacionamentos interpessoais eles acabam tendo problemas no sentido de que às vezes eles se apegam no primeiro momento muito a uma pessoa, só que a partir desse momento ele acaba idealizando essa pessoa e exige... Traz uma expectativa em cima do outro, que às vezes não é real, né? Exatamente, e acaba exigindo desse outro uma atenção que é fora do normal E quando essa atenção, digamos assim, não é correspondida Ela percebe que essa atenção seria menos do que ela desejaria Ela reage de uma maneira muito impulsiva Geralmente procurando chamar a atenção dessa outra pessoa tentando incutir culpa nessa pessoa por tê-la abandonado, né? Então, frequentemente você tem, por exemplo, esses momentos em que a pessoa impulsivamente tem esses ataques de ansiedade ou mesmo de irritabilidade. Então, se for uma ansiedade, ela pode pegar e fazer uma tentativa de suicídio. Tem uma tendência maior nesses pacientes, né? Essa tentativa, esse comportamento suicida, ou mesmo de mutilar-se, né? de se agredir fisicamente. Sim, sim. Então, é uma tentativa de autoagressão, então, desde se mutilar, né, se cortar, como também tentativas de suicídio. De uma maneira impulsiva, porque, na verdade, é diferente de uma tentativa de suicídio de alguém que esteja deprimido, né, que tem um planejamento, a ideação é persistente. Passou por alguma causa, às vezes, que levou para a depressão, né? Então, para você ter uma ideia, eu tinha uma paciente que se atirou da janela do segundo andar da casa dela, por quê? Porque, na verdade, a pessoa, a mãe dessa pessoa, ela comprou um celular, só que não era da especificação que ela queria. Não era aquele que ela queria. A mãe, porque assim, ela queria o celular do último tipo, né? Última geração, mais moderno, aliás, o mais caro. E aí a mãe comprou um que era mais estándar, digamos assim. E ela ficou muito brava, achou que a mãe estava desmerecendo, alguma coisa assim, e ela se atirou para a janela, quebrou as duas pernas. Então a pessoa também não vê limite, né? Ela vai além do limite. Ela nem pensa, exatamente, por isso que isso é uma atitude impulsiva que a gente chama, né? No impulso ela faz coisas que depois acabam, ela não pensa na consequência, digamos assim, né? Por isso que é impulsivo, né? Outras coisas podem acontecer, né? Geralmente essa impulsividade não é só episódica, a pessoa é impulsiva mesmo, né? Então, geralmente são pessoas que têm problemas de gastos excessivos, aquela pessoa que acaba estourando... Comprando demais, ou às vezes até pode ser descontar na comida, por exemplo? Também, a gente tem muito transtorno de alimentar, tipo bulimia nesses casos, jogo, jogo patológico, hipersexualidade, muitas vezes, e também uma coisa que acaba sendo muito problemática também, que é a dependência de droga também. Tudo que é demais, então, acaba somatizando nesse paciente. Exatamente. E esses casos, na verdade, muitos casos que a gente tem de drogas, que o pessoal fala de transtorno de dependência por droga, muitas vezes você tem na base um quadro desse tipo de um transtorno, por exemplo, borderline, onde você tem uma impulsividade muito grande. Agora, tem um dado bem interessante que, assim, Esse transtorno de personagem borderline, cerca de 75% dos casos acontecem em mulheres. É isso que eu ia perguntar. Afeta mais nós mulheres ou vocês homens, né? E tem uma relação, o senhor disse que mais mulheres, tem uma relação de um porquê? Será que nós somos mais impulsivas? Assim, tem algumas hipóteses, né? Uma hipótese tem a ver com a questão das oscilações que normalmente as mulheres têm por conta das oscilações hormonais do período menstrual. Porque, assim, muitas das carteiras que eu descrevi, né, remetem muito à questão da TPM, da famosa TPM. Sim, é, que o humor da gente fica aflorado. Tem a TPM, depois tem a menopausa, algumas mulheres também lidam com a mudança de humor durante a gestação, né, mas aí tem uma diferenciação, né, doutor? A gente tem que diferenciar essa síndrome desses sintomas. Sim, porque assim, no caso da TPM, ele ocorre num período do mês específico, alguns dias, né? No caso do transtorno de personalidade borderline, isso é o tempo todo, é como se fosse uma TPM que continua constante, né? Geralmente, começa na adolescência, esse é outro indicador, né? É que quando os hormônios sexuais começam, né, a, digamos assim, a ter umas oscilações normais, né, que você costuma ter, né, já começa a ter a menarca e tal. Então, esse transtorno de borderline de personalidade começa, geralmente, na adolescência, tá? Mas tem uma causa, assim, que desencadeia, realmente, esse transtorno? Olha, existe, na verdade, parece que é um componente biológico. Pessoas que têm, por exemplo, filhas de mães que tiveram transtorno de personalidade borderline, tem cinco vezes mais chance de ter transtorno de borderline de personalidade. Então, quem tem alguém em casa com quem teve esse transtorno, a probabilidade aumenta em cinco vezes de ter também. Exato. Por quê? Porque provavelmente, principalmente a questão da impulsividade, ela é bastante herdada, muito geneticamente determinada. Então, por isso que você também tem essa questão de uma hereditariedade dentro disso. E, obviamente, para caracterizar esse transtorno também, isso também tem que ter consequências, ou seja, Geralmente, essas pessoas têm grande prejuízo do ponto de vista do relacionamento interpessoal. Não conseguem se relacionar no trabalho, não têm um relacionamento afetivo. É, afetivo, no trabalho. Não conseguem não estar com perdas, lidar com frustrações também, né? Consta a ser, que essa é uma outra característica. São pessoas que não toleram frustração, reagem dessa maneira impulsiva toda vez que é frustrada. Então existem gatilhos que desencadeiam, não sei se é assim que a gente pode falar, gatilhos que desencadeiam as crises, por exemplo. Sim, sim. Geralmente quando a pessoa é frustrada em alguma expectativa. O senhor até citou esse caso da paciente com o celular, né? Ela sofreu uma expectativa, sofreu uma frustração e aí ela de uma forma impossível se jogou aí do próprio aparelhamento. Então, existem alguns gatilhos que o paciente lida que fazem com que ele cometa alguma ação aí, até violenta para ele mesmo, né? E a questão do suicídio é uma coisa importante também, porque, assim, cerca de até 8% dos casos, a pessoa, digamos assim, tem essa tentativa de suicídio e esse suicídio se concretiza, na verdade. Isso é um alerta importante, né, doutor? Até para a família, é um assunto relativamente que a gente vem discutindo muito aí nos últimos meses, esse transtorno de borderline, então também serve de alerta para a família, é redobrar a atenção sobre esse paciente, sobre esse parente que está sofrendo com essa questão, porque é perigoso, não é uma síndrome qualquer, né? Sim, e assim, principalmente a questão do suicídio, ele é mais provável quando a pessoa associa isso a, por exemplo, substâncias. Então, álcool, por exemplo, a pessoa está sob efeito de álcool, potencializa essa impulsividade e isso pode levar, entre aspas, a pessoa perder totalmente o limite e realmente fazer uma tentativa de suicídio que se concretiza, do tipo se jogar na frente do metrô, ou então, uma coisa que acaba, às vezes, acontecendo, da pessoa dirigir de uma maneira muito temerária, pegar um carro e sair. E tinha uma paciente que pegou um carro e saiu acelerando a mais de 180 km por hora numa via. O doutor, e como é que é o tratamento dessa síndrome? Existe? Existe. Obviamente, a grande resposta ao tratamento é você trabalhar essas distorções que a pessoa tem, né? Na percepção do que acontece em relação a ela mesma, em termos de autoimagem, e na relação com as outras pessoas, né? Então, a terapia, e geralmente existe uma terapia que é mais eficaz, que tem se mostrado mais eficaz, que é a terapia cognitivo-comportamental e, basicamente, existe uma que é mais específica até para o transtorno de personalidade borderline, que é a terapia cognitivo-comportamental dialética. Então, e o que essa terapia cognitivo-comportamental faz? Como a pessoa tem uma percepção distorcida, a terapia cognitiva comportamental tenta mostrar para essa pessoa o quanto que é distorcida essa percepção. Por exemplo, eu tive um paciente que tentou suicídio ingerindo medicamento porque ela mandou um WhatsApp para o namorado e o namorado demorou para responder. Então o que que na cabeça dela foi? Do tipo, ah, ele tá com outra, ou então ele já se cansou de mim, não quer mais, então por isso que ele não tá respondendo, tá? Então aconteceu tudo isso, ela foi parar no posto, socou, fizeram lavagem e tal. Bom, aí esse namorado chega e fala assim, peraí, é que roubaram o meu celular. Uma outra situação, né? Que ele era completamente diferente. Então, você parte desse pressuposto de que, assim, ela... Então, logo ele não respondeu, o pensamento que ela teve foi todos esses, né? E geralmente... Tudo pro negativo, né? Tudo pro negativo. Tudo negativo, ligado naquela questão da ideia do abandono, da pessoa que não quer mais. Da rejeição, né? Da rejeição a ela, da autoestima rebaixada. Então, você tenta trabalhar a situação, tipo assim, olha, Você sempre, quando acontece alguma coisa desse tipo, você pensa nesse pior, digamos assim. E nem sempre é assim, né? Então, você tenta trabalhar esse tipo de coisa. É mudar a chave na cabeça desse paciente. Mudar a chave, então. Mas é um trabalho também longo, né, doutor? Porque a pessoa já está assim, né? Então, ela muda o olhar para ela, né? Então, tem esse trabalho que é o psicoterápico, mas existe também um tratamento medicamentoso, A gente utiliza medicamentos que são estabilizadores de humor para diminuir essa impulsividade e oscilação de humor. E essa ansiedade também, né? Sim. Então, a gente trabalha também com a parte medicamentosa para até facilitar esse outro tipo de trabalho. É manter o paciente estável, né, doutor, com as próprias emoções, né? Agora, tem um dado, quer dizer, que quando você olha, né, a média e longo prazo, é, digamos assim, favorável. A impulsividade, para todo mundo, tende a diminuir na medida que a gente vai envelhecendo. É, a gente vai lidando com as experiências, a gente já sabe o que dá certo e o que dá errado, pode ser isso também. E já ficando mais sem grado, né, doutor? É, então a gente acaba tendo uma maior resiliência, né, digamos assim. Então, aqui na questão da impulsividade, aquela questão da... Do agir sem pensar. A irritabilidade, isso tende a dar uma melhorada. E com esse trabalho, né, digamos assim, psicoterápico, a pessoa quando chega aos seus 40 anos e tal, de fato dá uma melhora. e até conseguem se adaptar melhor ao dia a dia. Doutor, olha, nosso tempinho está terminando, mas eu queria até agradecer ao senhor a sua participação aqui, porque é um alerta bastante importante, né, doutor? A gente sabe que os pacientes que sofrem com isso, né, acabam até lidando com uma outra questão, que é não ser aceito, né? Porque se ele não vai para um tratamento adequado, né, que até o senhor falou que controla as emoções, é difícil arrumar um emprego, é difícil manter um relacionamento, porque nem todo mundo entende e tem um preconceito em cima desses pacientes também, né, doutor? Sim. E uma outra coisa que eu queria alertar, que eu vejo no consultório, né, muitos desses pacientes têm a questão da impulsividade, têm a questão da impulsividade relacionada à comida, né, e geralmente, muitas dessas pessoas, e maior parte a mulher mesmo, né, têm uma questão de obesidade, muitas vezes, né. Só que eles acabam fazendo, eu vejo muito casos de tratamentos de cirurgia bariátrica muito agressiva e se fosse avaliado psiquiátricamente antes de se fazer esse tipo, aliás, se deve, na verdade, sempre fazer uma avaliação psiquiátrica antes de se tentar uma cirurgia bariátrica, justamente por conta disso. Então, são pessoas que fazem uma cirurgia que, de fato, é permanente, com suas consequências. Bastante invasiva. Bastante invasiva, que causam prejuízo a médio-lumpar no sentido que eles têm uma absorção de vitaminas e uma série de coisas que tem que repor a vida inteira, quando, na verdade, talvez não fosse necessário. Pois é, bastasse uma consulta. Que tivesse uma avaliação antes. Uma terapia, igual as terapias que o senhor mencionou agora, né? Doutor, muito obrigada, viu? Eu queria fazer um convite para o senhor, posso? Pode. Volte sempre que possível, viu? E para esclarecer a gente com esses assuntos, foi muito importante aqui a sua participação com a gente, viu? Tá, obrigada. Estamos aí à disposição. Obrigada. E obrigada você também que esteve aqui comigo e com o doutor Sérgio até agora. Até nosso próximo encontro. Fique bem, hein? Tchau. Uma hora e 37 minutos, vamos fazer o seguinte, último intervalo aqui no Câmara Total, que é para dar tempo de você buscar um papel e uma caneta, um lápis para você anotar, porque tem receita no último bloco, cozinha fácil. Último bloco aqui do Câmara Total, já deu tempo você aí de casa de preparar para poder anotar tudo, porque hoje é dia de um mix de cogumelos aqui no Cozinha Fácil. Olá, mais uma edição do Cozinha Fácil. E hoje nós temos receita gostosa e super fácil de fazer. Quem vai ensinar pra gente é a chefe Thaís, que já está aqui do meu lado. Tudo bem, chefe? Tudo bom, e você? Tudo jóia. Tá bom. Chefe, que receita é essa que a gente vai ensinar pro pessoal de casa? É uma receita super versátil, é um mix de cogumelos refogado e a gente finaliza com vinagre balsâmico. Que delícia! E qual é a diferença dessa receita para aquelas que a gente já conhece e que levam cogumelos? Então, o que a gente está acostumado a ver é finalizar com o molho de soja, que é o shoyu. E o shoyu tem muito sal, ele é um molho um pouco mais pesado. Então quando a gente finaliza com esse balsâmico Ele traz mais leveza para o prato Ele fica menos salgado Você consegue controlar o sal de acordo com o seu paladar Então ele acaba sendo uma receita versátil Até para quem não pode comer muito sal Tem algum problema de pressão alta Então ele casa super bem E ele pode ir com uma carne Ele pode ser acompanhado com arroz, com uma massa E hoje a gente trouxe ele com uma musseline de mandioquinha É uma receita versátil aí, que ela pode ser, então, o nosso prato principal, a nossa entrada, é isso. Isso, e serve tanto pra quem gosta do cogumelo e come com uma carne, quanto pra quem é vegano. Bom, eu já abri o programa falando que é uma receita fácil, e é mesmo, né? Muito fácil, super tranquila de fazer, não tem erro. Já, já eu vou mostrar o modo de preparo, vou mostrar as quantidades, Mas por enquanto, olha só esse daqui que já está empratado, bonito, né? Que é pra dar água na boca e a gente tá servindo com... Com uma musseline de mandioquinha, que também é super simples de fazer, é a base do purê. Então, na verdade, essa mandioquinha eu cozinhei na pressão, nem precisa ser na pressão, até ela ficar molinha. Então pegou a pressão, deu cinco minutinhos, desliga, escorre a água, amassa com garfo, com amassador e aí finaliza do jeito que você gosta. Acerta o sal, pode colocar um requeijão, pode colocar um azeite, dá o ponto que você gosta. E deixa só pra dar uma completada no nosso mix de cogumelos. Mussolini, ela é bem próxima do purê? Bem próximo do purê, eu preparo ao mesmo, mas ela é um pouco mais líquida, é um pouco mais mole e ela é lisa. Então ela não tem muitos pedaços junto com esse purê, ela é lisinha assim. E eu preciso fazer no liquidificador, pra chegar nessa leveza, nessa maciez, eu tenho que fazer no processador, por exemplo? Então, não. Eu só amassei. A mandioquinha é muito mole. Então, às vezes, quando você coloca um carboidrato desse para bater a batata, a mandioca, a mandioquinha, ela gera uma gosminha e ela fica mais puxa-puxa. Então, eu gosto dela lisa, mas sem esse amido que deixa essa sensação do puxa-puxa. Então uma solução, se você não tiver um amassador Ou alguma coisa que faça com que ela fique muito lisa Passa na peneira Olha só Passa a mandioquinha na peneira Pode até dar uma amassada antes Porque eu já vi o pessoal fazendo no processador, né? Fica, mas não sei se você já reparou Que ela solta esse amido E ele fica até em fio Entendeu? Então se você for olhar a nossa aqui Ela tá bem lisinha E não usei nada de processador Olha só que legal o pessoal de casa Veio aqui pra, né, tá assistindo, pra aprender uma receita, já aprendeu outra. Vai ser com um monte de dica. E ainda levou um monte de dica, né? Isso aí. Mas, ó, a gente vai então, vamos falar da nossa protagonista aqui. Vamos. O nosso, a nossa receita, que são os cogumelos, né? Aqui a gente tá usando três tipos. A gente usou o porto belo, o champignon e o shiitake, todos frescos, nenhum deles em conserva. Então esses, hoje, você acha facilmente os cogumelos nas frutarias, nos mercados. É só fatiar, deixar pra gente usar fresquinho. Tem que ser o fresco. Tem que ser o fresco. Porque senão aí não... Porque o que é em conserva, ele já vem com uma carga de sal, ele já vem com outro paladar, entendeu? Então o fresco, ele é super suave. E como a gente finalizou com o balsâmico, o balsâmico com a conserva não vai combinar, vai ficar muito forte, muito ácido. E a nossa receita? O pessoal de casa deve estar se perguntando, é uma receita cara? Depende. A gente vai encontrar os cogumelos aí no mercado, cada bandejinha em torno de 12 a 15 reais, dependendo do tipo de cogumelo que você for usar. Então a gente está sugerindo 400 gramas para essa receita, você pode fazer a receita menor. Por exemplo, então você vai usar aí de cogumelo de 20 e poucos a 30 reais. Ah, tá. E rende uma porção pra quantas pessoas? Ah, rende aí pra 4 a 5 pessoas. 4 pessoas, então... Tá bom. Compensa. Tá bom. Mas garota, como você coloca uma carne, por exemplo? Com certeza, com certeza. E mais leve, mais é isso. Bom, eu acho que já falamos aqui bastante sobre a nossa receita. Eu acho que deu pra convencer o pessoal de casa pra fazer. Isso aí. Não é? Thaís, o pessoal de casa agora vai acompanhar as quantidades da nossa receita, olha aí. Anote aí, duas bandejas de cogumelos frescos, aproximadamente 400 gramas, que podem ser shimeji, shiitake, porto belo, champignon, salmão, o de sua preferência. Nesta receita, estamos usando shiitake, porto belo e champignon. Uma colher de sopa de manteiga. 1 colher de sopa de azeite 1 alho poró picado em rodelas 1 dente de alho ralado 4 colheres de sopa de vinagre balsâmico E sal a gosto Você também pode acrescentar ervas a gosto E nesta receita estamos usando tomilho Anotou tudo? E olha só, tem mais uma dica. Thaís, o cogumelo é um produto, um ingrediente sensível, né? Você não lava o cogumelo. O cogumelo fresco não é lavado. Você higieniza com um papel toalha ou um paninho estéreo, um por um, para tirar o excesso de terra e limpar ele bonitinho. Porque ele é como se fosse uma esponja. Então, a partir do momento que você coloca ele num meio líquido, ele vai absorver essa água Então a gente tem que limpar ele um por um com um paninho E olha só, isso serve pra todos os tipos, né? Todos os tipos de cogumelos O Chitaco, Porto Belo, Chimége O Chimége, por exemplo, você não consegue limpar um por um porque ele é todo miudinho Então você limpa a base, tira aquela base dele um pouco mais grossa, que às vezes está mais dura E vai desfiando, e se precisar, tiver alguma coisinha lá, você dá uma limpadinha mas ele nem isso precisa. E aí, é uma receita que leva quanto tempo para a gente fazer? Nossa, ela é muito rápida. Você vai levar aí de 5 a 7 minutos, da hora que você começar a esquentar a panela até finalizar. Ela é super rápida. E assim, vale a pena, né? Vale, você vai ver. Você vai me contar se vale a pena. Eu vou. E olha só, então, pessoal de casa, acompanhe agora o modo de preparo. E o modo de preparo é muito simples. Em uma frigideira wok, de preferência, derreta a manteiga junto com azeite. Coloque o alho, o alho poró e deixe murchar. Em fogo alto, coloque os cogumelos frescos. Tempere a gosto com sal. Quando secar o líquido, que o cogumelo soltar, finalize com aceto balsâmico. E aí é só acertar o sal, se necessário E coloque a erva a gosto Pronto! O pessoal de casa já viu como é que se faz. Tem que fazer, não é, Thaís? Tranquilo, tranquilo. Tem que fazer, tem que fazer. É uma receita que você vai se surpreender. Se você gosta de cogumelo, você já vai gostar logo de cara. Se você não tá acostumado, é um pontapé inicial aí, que eu acho que é pra entrar nessa área dos cogumelos, que às vezes as pessoas têm um pouco de receita, é uma super oportunidade, porque é uma receita leve, é uma receita saborosa, é uma receita fácil, então façam aí. Rica em proteína, né? Proteína, em nutrientes, ela é bem completa, assim, é uma receita bem completa, mesmo sendo tão simples. E olha, ela deu uma super dica, que você aí de casa anote essa dica. Para a gente não deixar o nosso cogumelo molengo, manter ainda a propriedade dele, aquela consistência, qual é o segredo? Fogo alto. Você vai refogar, que nem você viu aí o alho, o alho poró, e aí você coloca o cogumelo, mantendo o fogo alto, porque ele vai soltando o líquido dele e já vai sendo evaporado. Então ele fica firme, ele não fica tão molinho e não muda muito a cor característica deles. Fica bem preservado, tudo certinho. Thaís, a gente está seguindo todas as regras de segurança, os protocolos de higienização, máscara, luvas, álcool em gel, distanciamento. A nossa equipe toda está aqui gravando esse programa, mas com segurança. E uma coisa que não mudou, né, nesse programa, né, apesar de ter que ainda usar a máscara, nesse momento eu vou tirar a máscara, porque eu preciso experimentar, né? Por favor, mesmo você não experimentar, que vai ficar frustrada só eu. Aí eu vou tirar a máscara aqui, vou deixar aqui no cantinho. Thaís, o pessoal então que gostou do seu trabalho, da sua receita, como é que faz? Tem aí alguma rede social que eles possam te seguir? Ah, tem. Eu sou fácil de ser encontrada. O acesso é fácil. Então, vocês podem me achar no Instagram. Lá eu estou como arroba, chefe, Thaís Pique. Então, é arroba, C-H-E-F-T-A-I-S. Então, se você colocar chefe, Thaís já vai aparecer lá. Porque o Pique é o Pique de italiano, sabe? T-I-C-C-H-I. Então, colocou chefe, Thaís já vai achar. E no Facebook, tá como Tá Em Casa Gourmet, www.facebook.com.br, barra Tá Em Casa Gourmet. Pode me mandar mensagem, pode me chamar, se fizer a receita, me posta, posta e me marca, né? Não tem problema, qualquer dúvida me chama, super, eu falei, é de fácil acesso. Thaís, a única coisa que eu tenho pra falar dessa receita, que é deliciosa. Ah, então tá bom. Cala o rufo e os tambores, viu? Tem que ter aquele suspense, né? Thaís, muito obrigado pela participação. Achei, assim, super diferenciado, né? A gente tá acostumado a comer com o shoyu, super diferente. O pessoal de casa tem que fazer. É leve? É super leve. E esse acompanhamento que a gente deu como dica, também façam. Então tá bom. Muito feliz. Muito obrigado. E olha só, a Thaís, ela vai voltar aqui num próximo programa ensinar uma outra receita, não é? Uma receita supinta. A gente não vai falar porque a gente não vai dar spoiler. Então vocês vão ter que acompanhar a gente. Até o próximo programa, tchau, tchau Sem spoiler, portanto, a gente vai ter que assistir a próxima receita para saber, mas tenho certeza que vai ser mais uma delícia além deste mix de cogumelos um belo acompanhamento ali com uma carne vermelha e até uma massa bom, hora do almoço a equipe aqui ainda não almoçou então a gente fica por aqui muito obrigado pela sua companhia pela sua audiência, até amanhã às 11 horas da manhã tchau, tchau Legenda Adriana Zanotto Legenda Adriana Zanotto
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