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Olá, seja bem-vinda, seja bem-vindo, quarta-feira, 21 de julho de 2021, começa agora o Câmara total ao vivo, 11 horas e 1 minuto, e eu quero a sua participação, hein? Através do número do nosso WhatsApp, canal já está aberto, 19 é o nosso DDD, 978293776. Lembrando sempre que você tem aquela opção de enviar uma mensagem aqui para o nosso programa através do QR Code, olha só, estou apontando aqui para ele. Então, pegue o seu celular, abre a câmera, como se você fosse tirar uma foto e você Você aponta para este QR Code e aí aparece no seu celular escrito WhatsApp TV Câmara Campinas. Você aperta que a gente conversa ao vivo nesta quarta-feira. Confira a partir de agora os destaques de hoje. O vereador Aguida Calisto analisa os trabalhos no primeiro semestre da Comissão Especial de Estudos sobre o Instituto Federal de São Paulo, Campos Campinas. Vereador Igor Diego apresenta projeto para acabar com o prazo de validade dos créditos dos cartões do bilhete único O quadro na ponta do lápis explica hoje os efeitos da inflação no nosso dia a dia E no esporte, Guarani fica no empate no brinco de ouro e permanece no G4 Ponte Preta perde mais uma e segue na zona de rebaixamento E tem a nossa série especial de Jogos Olímpicos também mostrando um esporte que é novidade nesta edição. Mas antes, olha só, por conta da pandemia do coronavírus, o governo federal prorrogou o prazo para que jovens brasileiros do sexo masculino nascidos em 2003 e que completam 18 anos em 2001, façam o alistamento militar obrigatório. Então, atenção, jovens, porque o nosso repórter Rubens Morelli tem mais informações. Seja bem-vindo e bom dia, Rubens. Bom dia, Gabriel. Bom dia para você e para todos que nos acompanham aqui no Câmara Total. Então, exatamente, aí, por razão da pandemia, a gente tem que ter cuidado. Nós estamos com um pequeno probleminha com o nosso link, já já eu aciono novamente, o nosso repórter Rubens Morelli, que vai falar sobre o alistamento militar, obrigatório para os jovens de 18 anos. Nós vamos saber da possibilidade também das mulheres se alistarem. Então, são muitas informações que foram se alterando, né, já que nós estamos em um período de pandemia do coronavírus há um ano e meio. Então, essa adaptação, ela aconteceu e por isso que nós vamos acionar já já o nosso repórter Rubens Morelli, que tem mais informações. Lembrando aqui do nosso canal, ele é aberto o tempo inteiro de WhatsApp, 19 nosso DDD, 978293776. mande a sua mensagem, mande a sua participação, que a gente começa aqui o nosso Câmara Total. Deixa eu ver se já está tudo certo agora. Seja bem-vindo e bom dia, Rubens Morelli. Bom dia, Gabriel Castro, para você e para todos que nos acompanham aqui no Câmara Total. Agora sim, restabelecido o nosso áudio aqui para passar as informações direitinho a respeito do serviço militar, que tem o alistamento obrigatório para todos os homens que completam 18 anos naquele ano, então, como estamos falando de 2021, para quem completa 18 anos neste ano de 2021, quem faz aniversário desde o dia 1º de janeiro até o dia 31 de dezembro, obrigatoriamente, tem de se alistar ao Exército. E houve uma prorrogação desse prazo até o dia 31 de agosto, o final do mês de agosto, normalmente esse alistamento ocorre até o dia 30 de junho, mas por causa da pandemia houve essa prorrogação, uma oportunidade a mais para que todos os jovens, homens que completam 18 anos, repetindo, possam fazer esse alistamento. Esse alistamento que é feito num primeiro momento pela internet e depois vem até a junta militar para dar sequência nesse processo. Para a gente conversar a respeito desse serviço militar, para ingressar nas Forças Armadas, tanto do Exército, como também da Aeronáutica e da Marinha, a gente veio até a junta militar aqui de Campinas, nós vamos conversar com o Tenente Silva, o Tenente Antônio Ananias da Silva Filho. Vai contar um pouco a respeito, é delegado aqui da junta, para falar sobre esse alistamento. Por que houve essa prorrogação? Então, bom dia, obrigado pela presença. Bom dia, Rubens. Bom dia, pessoal do estúdio. Então, as Forças Armadas, a cada ano, nós selecionamos o pessoal que vai incorporar. Então, o alistamento é feito até 30 de junho de cada ano. Excepcionalmente este ano, por conta da pandemia, nós optamos por estender por mais 60 dias esse alistamento Então, o pessoal que nasceu em 2003, que naturalmente este ano está completando 18 anos Então, desde 1º de janeiro a 31 de dezembro, se você completa 18 anos nesse período O alistamento, então, é obrigatório. Então, ficou estendido por mais dois meses, ou seja, até 31 de agosto. E o pessoal tem que fazer primeiro o agendamento pela internet, pelo site alistamento.eb.mil, de militar, .br, é isso? Positivo. Então, como agora nós temos esse site para facilitar a vida do cidadão, o cidadão não precisa sair de casa, isso é relevante por conta da pandemia, mas também de gastos, né? Então, foi criado esse site, alistamento.eb.mil.br, onde o cidadão pode fazer o alistamento. No entanto, caso ele não consiga, caso ele não tenha meios, caso tenha alguma dificuldade, ele pode vir, sim, presencialmente na junta. É claro que nós incentivamos o alistamento feito pela web, por conta aí da desnecessidade da pessoa ter que pegar transporte, etc., em especial nessa época da pandemia. Agora, esse alistamento é obrigatório, aqui em Campinas é uma cidade grande, com mais de 1 milhão e 200 mil habitantes, então é também um número elevado de jovens que fazem o alistamento pela internet, normalmente, em média, 9 mil jovens participam desse alistamento aqui em Campinas. Nem todos são aproveitados pelas Forças Armadas. Como é que funciona esse processo, que acaba sendo um processo seletivo também? Sim, sim. Nós temos aí um levantamento feito pelas Forças Armadas que apenas 6% dos alistados anualmente é que efetivamente vão servir. Por conta de que as unidades militares também tem um limite de vagas, digamos assim, né? Então, naturalmente, não são todos os cidadãos que completarem 18 anos que vão servir. E para isso a gente passa por uma seleção. Então, inicialmente é feito um alistamento, que em regra é até junho. No entanto, esse ano foi prorrogado. E no segundo semestre, então, nós fazemos a seleção. A seleção aqui em Campinas será realizada aqui no Estação Cultura, tradicionalmente, inclusive. E vai começar dia 23 de agosto e vai até 5 de novembro. Então, os cidadãos que se alistaram, eles estarão recebendo via SMS a informação de que tem que comparecer em determinado dia aqui no Estação Cultura para fazer a seleção. Com certeza vai ser um dia entre 23 de agosto e 5 de novembro. E nessa hora em que o jovem está fazendo o alistamento, ele pode escolher ir para, por exemplo, o Exército ou para a Marinha ou para a Aeronáutica? Como que funciona? Na verdade, então, ele é feito um levantamento e nos locais que tem essa possibilidade, ele então vai ser direcionado para a Marinha, para o Exército ou para a Aeronáutica. No caso aqui em Campinas, não, vai ser tudo direcionado para o Exército. Nós temos aqui em Campinas cerca de seis unidades, Então o pessoal que for servir, vai servir no exército aqui em Campinas Numa dessas seis unidades Mas depois ele pode ir para outra força armada Sim, na verdade o que nós estamos falando aqui é de serviço militar obrigatório A gente não pode esquecer que existe concurso público também O serviço militar obrigatório é temporário Ele gira em torno de um ano, 12 meses E se a pessoa percebeu que tem ali aptidão para ser militar, mesmo que ele não tenha servido no serviço militar obrigatório, ele pode então fazer o concurso e entrar como militar de carreira. Então nós temos vários concursos para várias áreas, tanto no Exército, na Marinha e na Aeronáutica. É uma questão da gente se aprofundar um pouco mais. Antes da gente se aprofundar, ainda tem uma pergunta que vem lá do estúdio, que o Gabriel Castro quer fazer também, com relação ao alistamento militar. O Tenente Silva está aqui te ouvindo, Gabriel. Tá certo, então. Quero agradecer a presença do Tenente Silva, chefe da 4ª Delegacia do Serviço Militar. O que acontece depois da pessoa que ela acontece este alistamento? E vocês são a linha de frente, é um serviço essencial, fundamental para a nossa sociedade. Como que a pandemia alterou essa rotina, já que não tem como parar? Quais foram, neste um ano e meio, as mudanças que vocês tiveram que fazer para continuar com o ofício e ao mesmo tempo se cuidando? Seja bem-vindo mais uma vez e bom dia. Bom dia, muito obrigado. Sim, a pandemia naturalmente alterou a dinâmica do nosso serviço. Nós estamos aqui na Junta de Campinas, que é a 14ª maior junta do Brasil, maior do que muitas capitais de Estado. Então é um volume muito grande, expressivo, cerca de 9 mil alistados. O primeiro ponto é que nós disponibilizamos o alistamento via web. Então, isso aí foi essencial. 90% dos alistados neste ano de 2021 foi feito via web. Os demais foram feitos aqui presencialmente, tomando todas as cautelas. A gente agendou horário, nós seguimos os protocolos, muita limpeza, máscara, álcool em gel, para diminuir essa problemática. Agora, na seleção, que é o que vai seguir a partir de agosto, da mesma forma. Nós vamos fazer aqui no Estação Cultura, que é um espaço muito amplo, muito grande. Então as pessoas não vão ter A gente vai seguir todos os protocolos Não precisa ficar com medo Desses quase 9 mil Que vão passar por aqui Será feita então uma escalinha Somente 100 Passarão aqui por dia Então justamente para evitar Acúmulos de pessoas aqui Então são essas as medidas básicas Desculpe É importante ficar atento também a data, para não perder esse prazo, até para a organização do Exército e da própria pessoa. Sim, essa é uma questão relevante, porque se o cidadão não comparecer à seleção, ele vai receber um SMS, ele vai saber o dia correto, 7 horas da manhã daquele dia. Se ele não aparecer, ele pode ser considerado refratário. Então, refratário é uma infração administrativa. E aí ele não vai conseguir resolver o processo dele, a vida dele com as Forças Armadas. Ele vai ter que ficar para o ano que vem, para só o ano que vem resolver. Então é muito relevante a pessoa realmente ficar atenta à mensagem que ele vai receber e comparecer no dia. Vai ser um dia apenas esse processo e ali a pessoa já vai saber se vai continuar no processo ou não. Porque o processo tem várias fases E da mesma forma, se a pessoa perdeu o prazo até o dia 31 de agosto, o que acontece com ela? Sim, o prazo inicial, nós temos que lembrar que era só até 30 de junho, mês 6 Foi estendido então por mais dois meses, por conta da pandemia E para a gente facilitar a vida do cidadão, para a gente já resolver a vida do cidadão no aspecto militar Se ele não se alistar até 31 de agosto, ele vai ficar pendente da sua situação na vida militar. Ou seja, ele não vai ter um documento de quitação com o serviço militar e isso pode restringir a sua vida como cidadão. Então, mais cedo ou mais tarde, o cidadão vai ter que se apresentar Então, que seja logo, que já faça o alistamento, compareça no dia correto E a gente já vai dar continuidade Hoje é muito ágil, a gente resolve muita coisa pelo site alistamento.eb.mil.br Agora, Tenente Silva, quando se fala de serviço militar obrigatório Ainda tem o pessoal que tem um certo receio justamente por ser obrigatório, mas também são muitos os relatos de quem prestou o alistamento, passou no serviço militar, de prazer de participar dessa carreira militar. E muita gente que, eventualmente, acabou sendo dispensada, ela também pode concorrer num concurso público para, aí sim, ter uma carreira militar. Eu gostaria que o senhor falasse um pouco a respeito dessa carreira militar e dos benefícios para o cidadão de estar representando o país. Correto. Então, o serviço militar, ele é obrigatório, sim, no Brasil, conforme está inscrito no artigo 143 da Constituição Federal. No entanto, essa obrigatoriedade não necessariamente tem que ser uma coisa ruim Então eu estou há 28 anos no exército e acompanhei muitas formações A cada ano a gente tem um grupamento novo de jovens E ao final do período, que são 12 meses, a gente percebe que foi um diferencial na vida daquela pessoa Então nós sabemos que existem boas escolas E o exército, as Forças Armadas, é uma escola E ela é uma escola com uma credibilidade gigantesca, todos sabem Então o cidadão que serve as Forças Armadas Ele tem uma experiência que eu considero diferenciada É a hierarquia, é a disciplina, é o respeito É o compromisso com o serviço Compromisso com as coisas públicas em especial o cuidado com as coisas públicas, então eu acho que, penso que isso aí seja um diferencial, não é por causa da palavra obrigatório que seja uma coisa ruim, pelo contrário, muitos dos jovens que terminam ali aqueles 12 meses gostariam de ficar, muitos, no entanto a gente sabe que são vagas limitadas e a gente concede ali o engajamento, A pessoa pode ficar até oito anos, como ele entra no serviço militar obrigatório, fica doze meses, engaja e pode ficar até oito anos. Ele pode, nesse período de oito anos, fazer um curso para cabo ou para sargento temporário. Mas lembrando, no máximo, oito anos. Ele é considerado temporário. E se a pessoa também tiver uma graduação em ensino superior, ela pode concorrer a oficial do exército? Positivo, assim também como técnico, por exemplo, técnico de enfermagem, ele se forma e ele faz o concurso para sargento de carreira, aí esse sim, pode ficar 35 anos, ele tem uma carreira, que não é o caso de comentar aqui, mas ele pode ficar 35 anos. Se ele tiver uma graduação, que é o nível superior, nas mais diversas áreas que você pode imaginar, desde médico, engenheiro, professor, jornalista. Então, é possível ele fazer o concurso público e se tornar um oficial de carreira. Muito bom. É sempre importante a gente ressaltar isso. E aí, para concluir, então, sobre a parte dos concursos, qual seria o caminho também? Também pelo site ou é diferente? Sim, só retomando essa questão, também o oficial pode ser temporário também. E pode ficar até oito anos. Então quem é graduado em alguma área também pode concorrer. Aí esses concursos estão mais alocados em regiões militares. O Brasil é dividido em 12 regiões militares. Nós estamos em São Paulo, estamos na segunda região militar. Então a segunda região militar vai divulgar essa seleção, aí não é um concurso público, é uma seleção por militar temporário, para as mais diversas áreas. O caminho, então, é observar na internet o momento adequado, né? Tá certo. O Tenente Silva aqui pôde nos explicar muito das informações a respeito do serviço militar, que é obrigatório, mas também o serviço militar que a pessoa realmente deseja ingressar na carreira, tem os concursos para se prestar e assim seguir nessa vida de defensor da pátria, como a gente gosta de dizer. Tenente Silva, muito obrigado pela presença aqui no Câmara Total. Eu que agradeço, sigo à disposição dos senhores. É isso aí, muito obrigado e lembrando então mais uma vez aos jovens que completam 18 anos em 2021, a prorrogação do prazo para o alistamento ao serviço militar obrigatório, que ficou até o dia 31 de agosto e o site é o alistamento.eb.mil.br. A gente lembra que esse é um serviço obrigatório para os homens, mas as mulheres também podem participar, como disse o Tenente Silva, participando dos concursos que o Exército tem à disposição. Tá certo, Gabriel? Tá certo sim, Rubens Morelli. Muito obrigado pelas informações. A disponibilidade do tempo do Tenente Antônio Ananias da Silva Filho, chefe da 4ª Delegacia, então, do Serviço Militar. 11 horas e 22 minutos. Vamos conferir aquele nosso compromisso diário com as oportunidades de emprego aqui para a cidade de Campinas e também para a cidade de Jundiaí. A rede de restaurantes Coco Bambu iniciou o processo seletivo para a unidade de Jundiaí. Ao todo, são 150 vagas de empregos, diretos e indiretos, para as áreas de atendimento, administração e operacional. Entre as funções com oportunidades abertas estão Garçom, comim, cozinheiro, auxiliar de cozinha, auxiliar de bar, sommelier, caixa, recepção, auxiliar de almoxerifado, auxiliar de serviços gerais, atendente de delivery, técnico em nutrição, lavador de pratos e copeiro. Para se candidatar a uma das oportunidades de emprego, é necessário enviar o currículo para o e-mail recrutamento.cbjundiai.com, informando a vaga de interesse no título da mensagem. Campinas continua com vagas disponíveis para ajudante de açougueiro, analista de desenvolvimento de sistemas, analista de exportação e importação, assistente de serviço de contabilidade, Auxiliar de confeitaria, caldeireiro, carpinteiro de obras, conferente de serviços bancários, consultor de vendas, costureira de máquinas industriais, jardineiro, monitor de sistemas eletrônicos de segurança interno, oficial de manutenção, Operador de empilhadeira com NR20 Operador de teleatendimento ativo Serralheiro Servente de limpeza Soldador Técnico de sistema de automação industrial Técnico em mecânico e vidraceiro Para mais detalhes das vagas disponíveis, basta entrar no site sepate.campinas.sp.gov.br O atendimento presencial do CEPAT é realizado apenas com agendamento, que deve ser feito também pela internet, no site do Portal do Cidadão. Muitas oportunidades, portanto, cepat.campinas.sp.gov.br. No site você tem todos os detalhes da vaga, sobre escolaridade, sobre salário, onde fica a sede da empresa. Então, você que está em busca de uma oportunidade de trabalho, não deixa de conferir as vagas que estão disponíveis no Centro Público de Apoio ao Trabalhador de Campinas. 11 horas e 25 minutos, vamos fazer o primeiro intervalo aqui no Câmara Total e na volta tem as notícias da Metrópole de Campinas, muitas informações sobre Covid-19 no nosso país, Estado de São Paulo, Cidade de Campinas, taxa de ocupação de leitos na nossa cidade, vacinação também aqui para a cidade de Campinas. Ontem foi dia de coletiva do prefeito Dário Saad sobre vagas profissionalizantes. Vamos falar ainda sobre PROCON, sobre uma atitude de cartão de crédito e valor mínimo, uma prática que não é permitida. Muitos assuntos têm as notícias do Legislativo. Vamos falar do jogo de ontem, a derrota da Ponte Preta em Salvador, empate do Guarani e manutenção no G4 nossa série especial de Jogos Olímpicos tem muitos assuntos ainda então não sai daí Câmara Total de volta ao vivo nesta quarta-feira 11 horas e 29 minutos como combinado A menina Abreu está aqui nos nossos estúdios. Nós vamos começar com as notícias da metrópole de Campinas, com os números da Covid-19 no nosso país, Estado de São Paulo, região metropolitana e depois um destaque para a cidade de Campinas. Seja bem-vinda e bom dia. Bom dia, Gabriel. Bom dia a você de casa. E a gente começa trazendo os números do Ministério da Saúde, Porque até esta terça-feira foram confirmados no país 19.419.437 casos da Covid-19. Nas últimas 24 horas, um registro de 27.592 novos casos. No país, são 544.180 óbitos devido à doença. No estado de São Paulo, 3.947.574 casos da Covid-19, com 135.490 óbitos. Agora nós vamos falar da região metropolitana de Campinas, que tem até esta terça-feira 337.781 casos confirmados. E Campinas somava 122.884, de acordo com o último boletim emitido pela Prefeitura Municipal. Indaiatuba, 28.251 casos da doença, Sumaré, 27.611, Americana, 24.850, Santa Bárbara do Oeste, 21.624, Hortolândia, 20.453, Paulínia, 14.695, Itatiba, 13.473, Valinhos, 11.954 e agora os municípios com menos de 10 mil casos da Covid-19. Vinhedo, depois aparecem Cosmópolis, Montemor, Jaguariúna, Nova Odessa, Artur Nogueira e continuam os mesmos municípios, aqueles cinco finais, que têm menos de 5 mil casos da doença. Santo Antônio de Poça e Pedreira, Engenheiro, Coelho, Morungaba e Olambra. De acordo com esta última atualização, na cidade de Campinas, 121 pessoas testaram positivo para a Covid-19. É, e a RMC superou as 10 mil mortes. Nós temos até esta terça-feira 10.022 mortes confirmadas pela Covid-19 e Campinas somava 3.994 óbitos. Sumaré, 912, Americana, 759, Santa Bárbara do Oeste, 741, Indaiatuba, 712, Hortolândia, 642 óbitos, Valinhos, 359, Itatiba, 291 óbitos, Paulínia, 261, Nova Odessa, 213. Na sequência, nós temos Montemor, que agora chega também a 200 óbitos. Na sequência, municípios com menos de 200 óbitos. Vinhedo, Jaguariúna, Cosmópolis, Artur Nogueira e Pedreira e quatro municípios da RMC têm menos de 100 óbitos devido à Covid-19. São Santo Antônio de Posse, Engenheiro Coelho, Morungaba e Olambra. Na cidade de Campinas, de acordo com esta última atualização, 27 pessoas perderam a vida para a Covid-19, 14 homens e 13 mulheres e chama atenção aqui para a faixa etária. Então, mulher de apenas 24 anos, um homem de 34 anos que não tinha comorbidades, saudável, jovem e mesmo assim, um outro homem de 36, homem de 37, 41, 46 anos, 47. Então, chama a atenção essa faixa etária abaixo dos 50 anos de pessoas que perderam a vida para a Covid-19. Taxa de ocupação de leitos de UTI destinadas à Covid-19 no nosso município. É, nesta terça-feira nós tínhamos aí uma taxa de 87,05%, porque dos 386 leitos de UTI Covid exclusivos na nossa cidade, 336 estavam ocupados nesta terça-feira. Tínhamos ainda 357 pacientes internados em leitos de enfermaria Covid. A gente já mostrou aqui que inclusive a rede Mário Gatti está fazendo um remanejamento dos leitos para que eles sejam aos poucos destinados para outras doenças aqui na rede municipal de saúde. Então, nós temos na rede Mário Gatti 146 leitos disponíveis, dos quais 135 estavam ocupados. No SUS estadual, 45, dos quais 40 ocupados, falando da Unicamp. E temos ainda na rede particular, 195, dos quais nós tínhamos aí uma ocupação, nesta terça-feira, de cerca de 82,56%. 36%, porque haviam 34 leitos livres. A gente percebe que a rede particular, ela é que às vezes acaba reduzindo um pouco essa ocupação. Porque se a gente pensar nas outras redes, Gabriel, a gente sempre está perto de 90% dessa ocupação. E existe uma flexibilidade maior na rede particular. Mas uma notícia boa é que nós não temos pacientes à espera de um leito de UTI Covid que nós tínhamos algumas semanas atrás. E então isso é um respiro aqui na nossa cidade, lembrando que a gente tem ainda aqui em Campinas, a AME, que é o Ambulatório de Especialidades, que é gerenciado pelo governo do estado e que também tem 18 leitos de UTI Covid e ontem tinham, hoje inclusive, três pacientes em enfermaria. O avanço da vacinação tendo reflexo, então, nesta ocupação de leitos com cenas que nós não estávamos acostumados, né? Isso é uma boa notícia porque nós tínhamos fila de espera próximo de 100% de ocupação e este número está abaixando. Então, é uma boa notícia e a gente torce para o quanto antes poder desafogar o setor de saúde e para as pessoas que conseguirem aí se vacinar, conseguirem ficarem saudáveis. Daqui a pouco eu trago uma notícia sobre a vacinação, mas enquanto isso, um outro aspecto da Covid-19, dessa pandemia, são as questões sociais e econômicas do país todo e aqui em Campinas não seria diferente. Por isso, nós já tivemos aqui na cidade o lançamento do PAIS, o Programa de Ativação Econômica e Social. E ontem foi lançado em uma live uma terceira fase desse programa. Acompanhe. Nós já fizemos duas ações Primeiro foi enviar à Câmara Municipal Dois projetos de lei que tratam do fundo Recomeça Que é um fundo que o município aporta 10 milhões de reais E capta através de instituições financeiras 130 milhões de reais para micro, pequenas e microempreendedoras individuais individuais, microempresas, pequenos empresários e microempreendedor individual, essa linha de crédito com carência e com juros bem abaixo do mercado. Na sequência, nós anunciamos a antecipação da primeira parcela do 13º para os funcionários da Prefeitura de Campinas e das empresas e autarquias vinculadas à administração central, injetando na economia um total de 50 milhões de reais e também como uma maneira de compensação mínima pelo fato dos funcionários públicos não terem pelo segundo ano consecutivo reajuste devido à proibição legal do Projeto de Lei Complementar 173. No dia de hoje, nós iremos trabalhar, lançar um programa dentro do Programa de Ativação Econômico e Social, dentro do eixo capacitação e qualificação, nós lançamos hoje o feirão da qualificação. São 7.237 vagas em cursos gratuitos de qualificação. Lembra que essas mais de 7 mil vagas são cursos que acontecem até dezembro, tanto para profissionais que buscam colocação e a recolocação no mercado de trabalho, quanto para as pessoas que já empreendem ou querem empreender. É um programa que foi montado para a retomada de Campinas, que considera um eixo fundamental qualificar as pessoas, tanto do ponto de vista individual, como do ponto de vista do empreendedorismo, para a retomada do emprego, retomada da renda. E o secretário municipal de Trabalho e Renda, Gustavo Tella, detalhou o projeto em que os cursos que serão viabilizados pela secretaria através do CEPAT, o Centro Público de Apoio ao Trabalhador. E esses cursos são todos online, gratuitos, e em vários setores, como a área tecnológica, negócios digitais, saúde e manutenção, os temas vão estar entre tecnologia, negócios digitais, saúde e manutenção e idiomas. Essas 7.237 vagas, viabilizadas pelo Centro Público de Apoio ao Trabalhador, que é o CEPAT, a Secretaria de Trabalho e Renda, são 28 cursos em parceria com o SEBRAE, SENAI, SENAC, Microlins e Softex. E a gente lembra que a cidade perdeu nos últimos seis meses 219 mil postos de trabalho com carteira assinada. O presidente da Câmara, o vereador Zé Carlos, que participou do evento, falou da importância da Prefeitura alavancar o empreendedorismo para que a cidade volte a crescer. Uma cidade de negócios, uma cidade onde a economia reinava pelo menos em tudo normal E pós pandemia o prefeito já está pensando, isso é muito importante para a nossa cidade Porque ele está abrindo os espaços, a prefeitura como um órgão garantidor e vai injetar aproximadamente 130 milhões para que a economia volte ao patamar anterior à pandemia e agora com esse projeto de requalificação. É muito importante porque a prefeitura está dando oportunidade tanto na parte do empreendedorismo e também, em particular, aqueles que querem se qualificar melhor para o mercado que todos nós sabemos, pós pandemia, vai ser um mercado interessante e para que as pessoas possam se qualificar adequadamente. Então, eu quero também agradecer, possam se qualificar adequadamente. Então eu quero também agradecer todos os parceiros que estão irmanados nessa busca de requalificação dos nossos munícipes aqui da cidade, que procuram e tenho certeza que vão estar atentos a esse projeto, porque Campinas é a quarta cidade mais inteligente conectada do país. E com essa qualificação terão espaço para todos aqueles que perderam seu emprego, que procura manter pelo menos o mínimo de condições de sobrevivência. E as inscrições para o feirão de qualificação já começaram, estão disponíveis no site sepate.campinas.sp.gov.br, aquele mesmo site para quem procura emprego, tem lá agora um campo do feirão da qualificação em que você escolhe o curso e faz a sua inscrição, aí são mais de 7 mil vagas em toda a cidade para que as pessoas tenham essa oportunidade, Gabriel. Exatamente, então é uma ótima oportunidade aí, 7 mil vagas para a cidade de Campinas Vamos voltar a falar sobre a Covid-19 e vacinação, site vacina.campinas.sp.gov.br Agendamento aberto para as pessoas acima de 30 anos É, e hoje de manhã a prefeitura desse público abriu aí as doses sobrantes a famosa Xepa, para as pessoas maiores de 18 anos. A gente tem aí, inclusive, uma... Nesse agendamento, as pessoas podem escrever justamente, olha, esse cadastro, a partir das 10 horas que foi aberto, ele é visto como uma possibilidade de evitar perdas, ou seja, de, às vezes, uma ou duas doses em cada frasquinho, justamente para que a gente possa acelerar acelerar e aproveitar ao máximo. Quem for chamado precisa chegar ao local escolhido no ato do cadastro em, no máximo, 20 minutos após o contato. Para ser vacinado, é preciso apresentar um documento com foto e o comprovante de endereço em Campinas. Deverá ainda assinar um termo de ciência que recebeu uma dose sobrante e ainda são poucos dias, de acordo com a Prefeitura, que há sobras. Então, às vezes, as pessoas ficam assim, Ai, faz tempo que eu me inscrevi na dose sobrante e ainda não fui chamado. É porque provavelmente naquele centro de saúde há uma maior demanda e as pessoas não estão sobrando. Então não é porque não está tendo esse serviço. Continua tendo, mas é que às vezes não sobra a dose mesmo. Mas caso sobre, as pessoas podem entrar nessa fila para tomar a dose sobrante. Lembrando que a dose sobrante é para maiores de 18 anos. e neste momento nós estamos na faixa etária de 30 anos. Relembrando então as pessoas que podem fazer o agendamento a partir de 30 anos moradores de Campinas, pessoas com deficiência permanente grave com 18 anos ou mais, profissionais de educação com 18 anos ou mais, com comprovante do vacina já educação, para a escola é diferente, gestantes, puérperas, moradoras de Campinas com 18 anos ou mais, pessoas com comorbidades com 18 anos ou mais e pacientes em terapia renal substitutiva e pacientes transplantados, coração, pulmão, rim, fígado, pâncreas também com 18 anos ou mais. Além dos motoristas e cobradores de ônibus municipal e intermunicipal, também precisa do comprovante no site VacinaJá. Lembrando que Campinas já foram aplicadas mais de 830 mil doses. No total, 619.328 moradores da cidade já foram imunizados com a primeira dose, 192.902 com as duas doses, lembrando que a imunização completa só acontece após as duas doses, e nós temos ainda 19.667 pessoas da cidade que foram imunizadas com a vacina de dose única, a Janssen. Nesse caso, então, só uma dose é pertinente para que a pessoa seja imunizada. Então, fique ligado no site vacina.campinas.sp.gov.br. E ontem nós falamos aqui de um anúncio que foi feito pelo prefeito na última segunda-feira da possibilidade de parceria com empresas privadas para imunização no local de trabalho. E ontem, olha, poucas horas após o chamamento público da Secretaria de Saúde, nove empresas já tinham aderido ao programa e firmaram uma parceria com a Prefeitura para que a imunização aconteça nessas empresas. Esse montante representa 10.883 funcionários dentro dos grupos que estão atualmente contemplados, que é a pessoal de 30 anos. De acordo com os responsáveis, mais duas empresas têm o interesse e ontem estava sendo analisado a documentação e todas as questões técnicas para que essas parcerias sejam feitas. Lembrando que todo o edital do chamamento público também está no site vacina.campinas.sp.gov.br ou logo na capa do site da Prefeitura, em que há essa possibilidade de vacinação no local de trabalho. Os profissionais da saúde vão treinar pessoal da empresa para que isso aconteça, como acondicionar essa vacina e tudo mais. Esse serviço será supervisionado pelo Departamento de Vigilância em Saúde aqui na cidade de Campinas. E está na tela logo embaixo, na primeira página você já vê então este edital de convocação pública, essa estratégia de esforços para a vacinação da população economicamente ativa. Menabreu, recado importante agora do PROCON em relação a pagamento mínimo. É isso mesmo. Tem algum lugar que você vai e fala assim, olha, se não for mais de tanto, eu não passo cartão. Já aconteceu com você em casa? Então, isso é proibido. De acordo com o PROCON São Paulo, essa prática é abusiva e estabelecimentos só devem cobrar pelo que foi solicitado ou consumido. O consumidor tem direito de comprar o que ele quiser, na quantidade que quiser. Qualquer exigência nesse sentido viola o código do consumidor e sujeita o fornecedor a multas nos termos da legislação em vigor. Além disso, no estado de São Paulo tem uma lei específica que desde 2016 também proíbe a exigência de consumação mínima. É quase uma venda casada, você tem que comprar coisas que você não quer para poder adquirir aquele produto desejado. Consumação mínima é ilegal, constitui prática abusiva. Lembrando que em Campinas nós temos o PROCON da cidade, que você também pode denunciar essa prática abusiva. Aqui na cidade nós temos unidades do PROCON no Poupa Tempo, que fica lá no Campinas Shopping, e o atendimento é de segunda a sexta-feira, das 7 horas da manhã às 7 da noite e aos sábados, das 7 horas da manhã à 1 da tarde. Também temos, neste caso, como por conta da pandemia, tem que fazer o agendamento prévio, que é o poupatempo.sp.gov.br. Temos o poupatempo no espaço ali, no térreo da Prefeitura, que é no Paço Municipal. Nesse caso, o agendamento é feito pelo www.cidadão.campinas.sp.gov.br, cidadão sem o tio, tá bom? E temos ainda também, você pode fazer a sua denúncia através do site do PROCON, que é o procon.campinas.sp.gov.br, ou ainda através do telefone 151 do PROCON, são aí os meios que você pode utilizar. Lembrando que a gente também tem unidades do PROCON em Campinas, nos agilizas, que ficam nos distritos da cidade. Nós temos aí cinco distritos e cada um tem um agiliza com uma unidade do PROCON também. Amanhã, quinta-feira, 22 de julho, tem interrupção no fornecimento de água para quais bairros, Mirna? Ali na região do bairro Chácara Santa Margarida. Então, além do Santa Margarida, a Chaca Belvedere e o Alto da Cidade Universitária ficarão sem água. Das 8 da manhã às 5 da tarde para um serviço de acapeamento de redes realizado pela Sanasa. Por isso, você que mora nessa região, tem um comércio ou indústria, pode fazer aí hoje essa reserva de água. Lembrando que hoje nós tivemos aí uma notificação da Sanasa que ela está com problema no atendimento telefônico Aquele telefone 0800 7721 195 e também no 3735 5000 Eles não estão funcionando nesta manhã Aí a operadora está trabalhando para que o serviço de atendimento ao consumidor da Sanasa seja restabelecido Certíssimo, Mirna Abreu. Muito obrigado pelas notícias da Metrópole de Campinas. Volta daqui a pouco com as notícias do Legislativo. Isso, daqui a pouco a gente fala um pouquinho mais de projeto protocolado, sobre as comissões. Até já. Combinado, até já. Ontem foi dia da 13ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B. A Ponte Preta foi a Salvador e perdeu mais uma. O Guarani ficou no empate com o Sampaio Correia, permanece no G4. Vamos aos lances. No brinco de ouro, o Guarani começou em cima do Sampaio Correia. Em jogada construída por Regis e após cruzamento, Bruno Sávio, de cabeça, acertou a trave. Mais Regis pela ponta direita, tabelinha com Bruno Sávio, que cruzou. e Tales, de cabeça, jogou para fora a oportunidade. O Sampaio chegou apenas neste chute de Jean Silva, mas longe do gol de Gabriel Mesquita. O Guarani voltou a assustar com Diogo Matheus, mas era a noite do goleiro Mota. No segundo tempo, o maestro Regis recebeu dentro da área, livre, soltou a bomba cara a cara e nem assim, mais uma vez, Mota. Após cobrança de escanteio, Bruno Silva ainda teve tempo de perder este gol na pequena área e ficou nisso. Guarani zero, Sampaio Correa também zero. Em Salvador, a ponte preta até que começou bem. Moisés pela esquerda driblou o zagueiro e bateu cruzado. Bela defesa parcial do goleiro Ronaldo. No escanteio, André Luiz perdeu este gol feito na pequena área. mandou de cabeça para fora do gol. O Vitória chegou apenas aos 20 minutos, mas com muito perigo. Cruzamento de Cedric e Diney obrigou o goleiro Ivan a fazer uma linda defesa. A partir daí, só o Vitória jogou. Mais um cruzamento e agora Davi perdeu o gol feito. No lance, ele se chocou com a trave e precisou ser substituído. Aos 37 minutos, mais uma finalização de longe e mais uma defesa de Ivan. Só que no segundo tempo, logo aos 7 minutos, Cedric caminhou como quis e chutou. A bola explodiu no travessão. Felipe Albuquerque afastou parcialmente e aí caiu nos pés de Pablo. Do meio da rua, de muito longe, resolveu experimentar. A bola fez uma curva e enganou o goleiro Ivan. Belo gol e o único da partida. Final, vitória 1, Ponte Preta 0. Pela ordem cronológica, Guarani com este empate é o terceiro colocado, 23 pontos, apenas 3 abaixo do líder náutico, viu? A rodada segue, tem mais equipes que vão entrar em campo, mas o Bugri pode perder apenas uma posição para o CRB. Então, de qualquer maneira, termina a rodada no G4, né? G4 são aquelas quatro primeiras equipes que conquistam o acesso à primeira divisão do futebol brasileiro. Já a Ponte Preta segue no Calvário, né? Uma vitória em 13 rodadas, é a penúltima colocada, não vence as cinco rodadas, tem o pior ataque da competição. A Ponte volta a campo nesta sexta-feira, então depois de amanhã contra o Goiás, o Guarani joga no sábado contra o Vasco da Gama lá no Rio de Janeiro, mas na sexta-feira a gente fala mais sobre estes dois confrontos do Guarani e da Ponte Preta. Hora da nossa série especial sobre Jogos Olímpicos com mais um esporte que está estreando agora em Tóquio, conheça mais sobre o Karatê. O Karate é uma das artes marciais mais praticadas no mundo. Os mais velhos certamente se lembram do filme Karate Kid, sucesso dos anos 80. O senhor Miyagi, fala aí, era inspiração para muita gente. E agora, recentemente, teve a série Cobra Kai. Bom, durante anos o Karatê não era praticado como um esporte, por isso não era uma modalidade incluída nos Jogos Olímpicos. Bom, antes do Karatê ganhar espaço, finalmente, nas Olimpíadas, houve três tentativas frustradas, 2005, 2009 e 2013. Mas em 2016, finalmente, o Karatê passou a ser considerado um esporte olímpico e é uma das caras novas nas Olimpíadas do Japão, para a alegria do pessoal que é apaixonado por essa arte marcial. É o caso do professor Fábio Aranha, que não é meu parente não, só o sobrenome é o mesmo e talvez a competência nas artes marciais. Só que não. Brincadeiras à parte, o Fábio tá feliz da vida, porque vai poder prestigiar a modalidade pela primeira vez nas Olimpíadas. É um esporte extremamente praticado no mundo, muito bem aceito, tanto como esporte, como em todo o quesito disciplinar, defesa pessoal. Tava na hora da gente conseguir essa visibilidade dentro das Olimpíadas. Bom, o que é preciso pra ser um bom lutador de Karatê? Bom, primeiro é treinar, o bom lutador de Karate, acima de tudo é treino Uns vão ter mais facilidade, outros menos Mas a disciplina, insistência, persistência, continuidade de treino faz um bom lutador O lutador tem que ter disciplina, disciplina na vida e disciplina no tatame Se você não tem disciplina, não se regrar numa alimentação, num sono com as coisas da sua vida diariamente, é muito difícil você conseguir um bom sucesso também dentro do tatame. Que pena que o Brasil não terá representantes de Karatê em Tóquio. Infelizmente, nós temos excepcionais atletas que vêm conquistando espaço no cenário mundial. Nós tínhamos pelo menos três fortes nomes do Karatê nacional, o Douglas Brose, que é bicampeão mundial, o Vinícius Sigueira, que é vice-campeão mundial, Valéria Kumisaki, que é vice-campeã mundial, que tinha grandes chances de que entrasse, mas infelizmente esse mês aconteceu o qualify, o último qualify, e o Brasil ficou sem atletas nas Olimpíadas. O Karatê significa mãos vazias, ou seja, o seu nome já nos diz que a luta deve ocorrer sem a utilização de armas, mas sim a força e peso do nosso próprio corpo como arma para dominar o oponente. Uma coisa é certa, com o Karatê nas Olimpíadas, o esporte vai ganhar ainda mais visibilidade. Nós temos excepcionais atletas do mundo na modalidade, tem uma categoria para mim que chama muita atenção, que é a categoria até 75 quilos masculino, que tem um número de atletas de alto nível fantástico, então eu acho que vai representar muito bem a modalidade, vai trazer uma visibilidade muito boa para a modalidade, para o mundo todo. E se engana quem pensa que Karatê é um esporte exclusivamente para homens. A Natália, olha aí, a Natália treina pesado, está super empolgada e dá seus palpites para os jogos do Japão. Eu acho que o Japão, o próprio Japão tem grandes chances. A Itália também tem grandes atletas, tanto no masculino quanto no feminino, principalmente no Catar. E acredito que países asiáticos também, como a Jordânia, têm criado bastante espaço Bom, e o Karatê tem encantado também as crianças Como o João, por exemplo, que tem 10 anos, começou a lutar como? Se interessou como pela arte marcial, João? Eu comecei junto com o meu pai Aí ele vinha, só que agora ele tá num novo emprego e ele precisa ficar lá Aí você começou a se interessar como? Como despertou o interesse pela arte marcial? Eu ficava vendo o Zee visitar junto com meu pai. E meu pai me botou a gente para cá também. Em Tóquio, a modalidade vai se dividir em duas categorias, ou formalmente conhecidas como disciplinas, o comitê e o catá. No catá é realizada uma simulação de luta. O comitê é a luta real entre dois atletas. Então é isso, pessoal. Não vai dar para torcer para o Brasil dessa vez. Mas bora assistir o Karatê, que certamente vai estar bem bacana. Meio dia em ponto, nós vamos fazer o seguinte. Rápido intervalo e na volta tem uma entrevista ao vivo sobre assédio sexual no ambiente de trabalho. É um assunto delicado, mas muito importante. Então, rápido intervalo e na volta tem esta entrevista ao vivo. Ainda tem as notícias do Legislativo. Hoje tem culinária no nosso programa. Tem assunto no Na Ponta do Lápis sobre os efeitos da inflação. Então, rápido intervalo e não saia daí. Câmara Total de volta ao vivo nesta quarta-feira, meio-dia e seis agora. Você que está nos acompanhando, sabe o que é assédio sexual? Sabe como identificar o constrangimento com conotação sexual no ambiente de trabalho? Só para se ter uma ideia, em 2019, 4.786 processos foram parar na Justiça do Trabalho. Pesquisa recente feita pela consultoria ThinkEva, em parceria com o LinkedIn, revelou que quase metade das mulheres já foi vítima de assédio sexual no ambiente do emprego. Sobre este assunto, eu converso agora com o André Costa, advogado especialista. Muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo aqui com o Câmara Total. E este assunto, você acredita que ele ainda é pouco divulgado? Faltam campanhas nos meios de comunicação e nas próprias empresas sobre o assunto? Seja bem-vindo e boa tarde, André. Boa tarde, Gabriel. Boa tarde a todos do programa Câmara Total. Um prazer estar falando com vocês. Acredito que nós fizemos muitos progressos ao longo dos anos. O caso tem ganhado cada vez mais publicidade, mas ainda tem um longo caminho pela frente. Eu observo que todo caso de assédio sexual, assédio moral, quando é levado às últimas consequências, ele é facilmente reportado, é combatido. As pessoas ainda têm uma visão muito limitada, principalmente das partículas iniciais. Então, aquele convite impertinente, aquela piadinha de cunho sexual, aquele elogio que está mais direcionado à parte do corpo, essas coisas pequenas ainda tendem a ser vistas como, ah, essa pessoa é sem noção ou algo que pode ser tolerado no ambiente de trabalho. E esse é o problema, porque essas coisas pequenas crescem e quando cresce, aparece na mídia, aparece no judiciário. Então, acho que identificar esses pequenos elementos aí ainda é um caminho pela frente. André, a título de curiosidade, você é entrevistador forense. Como é que é este trabalho? Exatamente. Muitas pessoas até saem com amigos, saem em locais comuns. Muita gente me pergunta, mas como é que é isso? Como é que funciona? Vamos dizer que trabalhar como entrevistador forense é usar uma metodologia e um conjunto de técnicas para conseguir potencializar o fluxo de comunicações, potencializar o fluxo de informações que você recebe de uma pessoa. Ao mesmo tempo que você também faz uma análise e uma deliberação da probabilidade que aquela informação pode ser verdadeira ou mentirosa. Então, primeiro, potencializar o fluxo de informações, captar coisas que muitas vezes a pessoa não quer te dizer. E segundo, saber identificar coisas que têm um alto índice ou probabilidade de serem mentira e conseguir converter isso em uma informação verdadeira, sem passar nenhum limite legal. Diria que, resumidamente, a demanda é essa. Tá. As pessoas sabem identificar o que é o assédio sexual e a diferença para o assédio moral? Legal. Diria que as duas formas trazem um constrangimento, uma humilhação e um sofrimento, mas o assédio sexual tem necessariamente um interesse, um objetivo sexual. E o assédio moral é o constrangimento por si só. Já te digo de antemão que isso gera um problema muito grande em todas as empresas e empresas do mundo todo. Às vezes a gente recebe uma demanda de um cliente e fala, olha, chegou uma denúncia de assédio moral. E aí eu sento, vou conversar, entrevisto as pessoas e a pessoa fala para mim, olha, no dia de avaliação de desempenho, meu líder me chamou e falou que meu desempenho não estava bom. Eu falei, tá, e depois? Não, foi isso. E ela fez uma denúncia por assédio moral. Então, também já foi em obras de construção civil, hoje tem mudado, mas eu trabalho com isso há basicamente uma década, e os operários falam assim, não, o gerente de obra é um cara 100%. Só isso dele pegar o capacete e tacar na gente quando a gente está almoçando, que a gente não acha muito legal. Então, olha que universos distantes, né? Uma sofrendo assédio moral, até agressão física, entende que é uma coisa normal, e o outro simplesmente uma avaliação de desempenho, entende como assédio moral. Então, é algo que ainda precisa muito bem ser esclarecido o que é e o que não é. É, uma brincadeira, né, com todas as aspas possíveis, realizada uma única vez e que o agressor, ele não entende como um assédio. Que atitude que tem que ser tomada? E geralmente, caso aconteça em uma empresa, ela faz essa intermediação só com os envolvidos ou com todos para que, enfim, todo mundo possa entender ou até inibir prováveis e possíveis atitudes no futuro? Legal, legal falar sobre isso. Eu costumo sempre trabalhar nas empresas que nós atendemos, nas empresas que eu atendo, é a relação entre frequência versus potência. Você fala assim, poxa, um caso de assédio moral, mas isso aconteceu só uma única vez. Mas depende do que aconteceu. A pessoa deu tapa na mesa, gritou, xingou. Eu fiz um caso recentemente que o gestor de uma área arremessou o grampeador contra um funcionário. Então, assim, você não precisa arremessar várias vezes para caracterizar uma conduta extremamente agressiva. Agora, toda vez que a gente for vítima de uma conduta que traz um constrangimento, traz um mal-estar, é importante posicionar. Então, casos que tendem a ser mais ou menos, ou que o assediador pode não ter intenção ou não ter percebido a gravidade do ato, é importante posicionar. Então, se foi um colega de trabalho que fez uma brincadeira, é importante falar assim, olha, isso eu não achei legal. Ainda que seja um líder, se você tiver espaço, é posicionar ou simplesmente não responder, mostrar que não entrou na brincadeira, que aquilo não foi legal. Acho que deixar seguir adiante é o caminho para o insucesso. Então, o primeiro caso é dar publicidade, né? Falar, olha, isso não é legal, não gostei. Independente de ser uma cantada, um convite, uma brincadeira de cunho sexual ou um comportamento ali que do ponto de vista de constrangimento não foi adequado. Lembrando que você que está nos acompanhando tem essa possibilidade de enviar uma mensagem para a gente. 19 é o nosso DDD, 978293776. O canal do nosso WhatsApp está aberto para a sua participação. Agora, André, a gente sabe que esse é um tema bastante delicado, né? Que muitas pessoas, a vítima, ela pode se sentir aí encurralada, com medo, com vergonha. Depois de muito tempo, passou um mês, passou dois meses, ela relatou. Existe um tempo ideal para que isso aconteça? Tem que ser próximo? Pode ter sido há muito tempo atrás e quanto mais tempo demorar, mais difícil é esse trabalho de você poder comprovar o que aconteceu? Olha, eu diria que, primeiro, não tem um prazo. E existe um caminho, uma análise comportamental que é muito comum de ver em casos de assédio, sobretudo assédio sexual. Isso é um caso interessante, porque eu tenho uma amiga de mercado, que eu estava dando uma vez uma palestra, eu dou aula sobre isso, e eu falei, olha, a primeira reação de quem sofre assédio sexual, principalmente as mulheres, embora não sejam as únicas que sofrem, é a pessoa congelar, ficar sem reação. E ela falou para mim, olha, André, se passa esse tipo de situação, eu meto a mão na cara do indivíduo, eu reajo, e passou ali dois, três meses, ela sofreu esse tipo de situação no trabalho e ela congelou. Então, é muito comum, primeiro, a pessoa se congela porque ela não acredita que aquilo está acontecendo, segundo, vem a questão da raiva, mas ela já não está mais diante do agressor, depois vem o constrangimento, o medo, a vergonha, muitas vezes até o sentimento de culpa, será que eu fiz algo para colaborar com isso? Então, é muito comum, por isso a gente vê na mídia, um caso de assédio sexual explode, vem outros na sequência, porque uma pessoa acaba dando força para outros relatarem. Muita gente fala assim, ah, estão se aproveitando do momento, não, não é. É porque aquela vergonha acabou falando, não, se essa pessoa relatou, também posso fazer. Então, o prazo, ele não fragiliza o ato e ele muitas vezes não é um complicador para análise, não, porque a entrevista forense consiste em falar com várias pessoas para ter vários pontos de vista de cada situação. E uma coisa que eu digo é que o ser humano repete padrões, tá? Então, um gestor que seja sexualmente uma líder ou uma gestora que seja sexualmente um liderado, você vai conseguir observar aí que esse comportamento é visto por muitas pessoas no dia a dia de trabalho. Para ser considerado assédio, esse favorecimento sexual tem que acontecer entre funcionários de níveis hierárquicos distintos? Legal essa pergunta também. Eu costumo sempre dizer que todo comportamento sexualmente indevido, indesejado, ele não deve acontecer, no ambiente de trabalho e até mesmo fora dele. Mas quando a gente fala de assédio sexual, a legislação fala na importância da hierarquia. E o que eu sempre digo é que se um colega de trabalho tem um comportamento com uma colega ou com outro colega que não seja adequado do ponto de vista sexual, ele deve ser tratado. Mas quando ele é praticado por um líder, ele é grave ao quadrado. Então não é que por par não é grave, é que pelo líder é grave ao quadrado. Por quê? Porque o líder ou a líder, eles têm uma coisa muito fixa na mente. Eles pensam assim, olha, eu posso não ter o benefício sexual, mas ser maltratado eu não vou. Ser exposto eu não vou, porque eu sou o líder. Então eles usam da posição para ter um benefício maior, então isso deve ser pesado de maneira mais grave, mais severa, porque aquela posição tem todos os fundamentos do mundo, menos ter uma vantagem sexualmente imprópria com alguém que não quer. André, existem tipos de assédio? Eu diria que existe uma tendência e os americanos classificam isso de maneira realmente separada Que é o assédio sexual pelo benefício e o assédio sexual pela intimidação Pelo benefício é, olha, você está na sua posição, você está no seu cargo Você podia subir de posição três, quatro vezes, você é uma estagiária, podia ser uma diretora Então se você sair comigo, se você sair do happy hour e for para a minha casa Eu posso te dar uma promoção, te dar um bônus, uma avaliação de desempenho melhor Intimidação, se você não quiser você vai ser demitida Vou te transferir para um lugar que fica longe da sua família E eu observo ao longo desse tempo tratando casos Que tem uma relação muito peculiar nesses dois elementos O assédio sexual ele tende a começar pela troca E terminar pela intimidação Então assediador e assediadora começam oferecendo benefícios Poxa, mas em cara você ganha tão pouco Você podia melhorar de vida E se a pessoa não cede, aí ele parte para a intimidação Na minha abertura eu falei sobre a pesquisa, em que metade das mulheres que participaram foi vítima de assédio sexual no ambiente de trabalho É gravíssimo, né? Que análise que você faz? É gravíssimo, eu diria que essas questões comportamentais são a esmagadora maioria de denúncias e casos que nós tratamos Então é importante estar muito atento e eu vejo com muito cuidado, eu até falo nas palestras também da turma do Mimimi Eu costumo falar muito com meus clientes, né? Poxa, quando um funcionário, um gestor ou um diretor fala que algo é mimimi, é preciso tomar muito cuidado. Porque a partir do momento que você fala que é mimimi, você já não quer mais observar. E as coisas começam pequenas. Então, eu vou numa empresa, eu fui recentemente com um executivo, acabou passando a mão nos seios da secretária. E assim, uma pessoa não chega no ambiente de trabalho e passa a mão na outra. Isso começou de outra forma. Começou com uma brincadeira, começou com um olhar, começou com um convite, começou com algum toque em outra região, então é importante estar atento para essas coisas pequenas, por isso que a subnotificação é tão forte, as pessoas tendem a pensar assim, ah, essa pessoa é sem noção, ah, foi só esse dia, ah, não foi tão grave assim, mas é importante relatar, porque se não foi grave hoje, vai ser grave amanhã. Sobre esse assunto, como é uma situação que causa constrangimento à vítima, você acredita que muitas vezes a denúncia não é realizada? Então, há muitas subnotificações e como é que a gente muda este panorama? Exato, eu vejo que muitas vezes a denúncia não é feita, a vítima, sobretudo as mulheres, que são um grande número hoje, a maior parte, ela tende a pensar assim, olha, ninguém vai acreditar porque ninguém viu, ninguém presenciou, ela tende a não reportar, não fazer esse relato. Eu digo que o primeiro ponto é a empresa ter uma estrutura para saber recepcionar isso. Então, eu já fui em casos de empresa que uma pessoa fez uma denúncia anônima contra o líder por assédio moral. E aí o executivo da empresa reuniu todo mundo numa sala, inclusive o líder, e falou, olha, alguém fez uma denúncia, eu queria saber quem foi e o que aconteceu. Então, quer dizer, uma situação totalmente inadequada de tratamento, expôs todo mundo numa sala. Se o denunciante é anônimo, é óbvio que ele não quer aparecer. Então, como é que você reúne todo mundo numa sala para a pessoa se apresentar e explicar o que aconteceu? Eu acho que, primeiro, as empresas têm que disponibilizar meios de tratamento, um canal de denúncia eficiente, que tenha a possibilidade de fazer uma denúncia anônima, que tenha um comitê de apuração que faça um tratamento imparcial isento. O segundo ponto é a pessoa conseguir relatar e trazer o máximo de fatos possíveis, quando, em que momento, como foi o evento, detalhes, quais foram as situações, para a gente poder tratar. Porque às vezes a pessoa vai no canal também e fala assim, olha, essa pessoa, esse líder é um sem-vergonha, façam alguma coisa. Mas como assim, o que aconteceu, o que ele fez, que dia, que horário? Porque às vezes eu puxo uma câmera, eu puxo uma catraca, eu converso com pessoas, então é importante trazer fatos para a gente conseguir tratar de maneira eficiente. É difícil comprovar o crime? A palavra da vítima vale? Caso não tenha imagem de câmera, caso a pessoa tenha feito ali num ângulo que ela sabe que não estava pegando, a palavra da vítima é suficiente? Eu diria que a palavra da vítima, ela tem o seu peso, ela tem o seu valor, mas é justamente aí que reside o trabalho de um entrevistador forense Então, a gente não senta e só escuta a pessoa. A gente analisa, nós exploramos o detalhe, pedimos para contar a história várias vezes, em vários momentos. Então, eu cuidei de um caso em Curitiba que foi muito interessante, que uma menina falou assim, meu líder gritou comigo e o andar inteiro ouviu. Tudo bem. E aí eu cheguei na menina que trabalha do lado dela e falei assim, como foi o dia de trabalho ontem? Ela falou, foi tudo bem e tal, aconteceu alguma coisa demais? Ah, teve um momento ali que o líder ficou meio nervoso, falou um pouco mais alto. Não, tudo bem. aí eu peguei o layout do andar e aí eu comecei a pegar pessoas cada vez mais distantes três posições depois da posição da menina que fez a denúncia, aquela pessoa me disse que o dia anterior de trabalho dela tinha sido perfeito que nada tinha acontecido, então olha como é interessante o trabalho do entrevistador forense, a menina disse que o livro gritou e o andar inteiro ouviu mas a pessoa que sentava quatro posições dela já não escutou aquele diálogo quer dizer que não aconteceu? Não, só quer dizer que não foi alto o bastante para o andar inteiro ouvir então é isso que reside no nosso trabalho entender exatamente como, porque e de que forma aconteceu. André, depois que acontece o assédio, geralmente, qual que é o comportamento da vítima e nesta situação que é extremamente delicada, o que não pode ser feito? Bom, acho que o comportamento da vítima tende a ficar retraída, um sentimento de vergonha e culpa muito intensos. Eu acho que uma coisa que não pode ser feita, tem hipótese alguma de deletar e apagar evidências e provas. E parece muito óbvio, mas isso acontece muito. Muitas mensagens de WhatsApp chegam, muitas mensagens no chat de reuniões online aparecem, e a pessoa com vergonha fala assim, não quero mais isso aqui, não quero saber, não quero ter mais contato com essa pessoa, sai deletando, sai apagando. E aí depois que a pessoa fala, pô, mas eu fui vítima de assédio, isso não foi legal, eu quero reportar, mas eu deletei. Então, acho que o primeiro ponto, relatem, deem publicidade de empresas, dêem canais eficientes para isso, e segundo, não eliminem nenhum tipo de evidência, porque a vergonha muitas vezes faz a pessoa fazer isso. Sobre este assunto, a gente sabe que a carga emocional é muito grande nesses casos, a vítima se sente humilhada, desprotegida, sozinha, então assim, a gente sabe que é difícil, mas a recomendação é tentar se recompor, se não no momento, no dia seguinte, na próxima semana, e tentar agir com a razão? Exatamente, vemos muitos casos aí de denúncia que as pessoas, assim que sofrem o evento ou a situação, sentam e reportam. Isso vem normalmente de uma denúncia que está muito carregada emocionalmente, mas com poucos fatos e evidências. Então, primeiro, é preciso entender quem presenciou, se alguém teve acesso, se não teve acesso, se é uma região que tem câmera. Ainda que não tenha nenhuma evidência, não tenha nada, é importante sentar e falar, olha, hoje eu cheguei na empresa nesse horário, comecei a fazer isso, mais ou menos nessa hora o meu líder chegou dessa maneira e fez isso, eu me comportei dessa maneira e a situação acabou desse jeito, eu vim aqui e estou reportando, me senti assim, me senti dessa forma. Então, é importante usar os canais e colocar de maneira a trazer a maior quantidade de fatos possível, porque a gente consegue entender qual é a área, qual é a situação, porque numa apuração tudo isso vai contar. Poxa, ela falou que isso aconteceu na hora do almoço, que horas as pessoas almoçam? Ela falou que foi nessa área, quantas pessoas trabalham nessa área? E é aí que a gente começa a entender o escopo de análise. Tudo isso nos ajuda muito. André, você realizou treinamentos em Israel, nos Estados Unidos. Como que este assunto é tratado nesses países e é diferente da forma como a gente lida aqui no Brasil? Legal. Eu diria que as metodologias que eu vim estudando e aprendendo, até desenvolver a minha própria aqui no Brasil, elas colaboram e colaboram muito. Mas existem diferenças e aspectos culturais e judiciais legislativos que são muito relevantes, então muitas vezes eu estou tendo um treinamento no outro país, estou aprendendo uma metodologia e a pessoa fala, nessa situação você faz isso e eu imediatamente faço uma expressão de isso não vai dar certo, e a pessoa fala, por quê? Não, porque o brasileiro não funciona assim a gente vai se ofender com isso, mas por que se ofenderia? Então, realmente é muito interessante não quer dizer que a metodologia está errada quer dizer que para aquela cultura, para aquela realidade faz todo sentido do mundo, mas para nós é necessária uma adaptação e até uma Então, eu estou muito grato por ter aprendido essas metodologias que me ajudaram a construir um método próprio, que aqui no Brasil eu vejo que, do ponto de vista judicial e empático de tratamento entre pessoas, ele não é algo que gera um abalo. Então, potencializa mesmo o fluxo de informação. Até a título de serviço que nós estamos prestando aqui, André, após o assédio, quem que a vítima deve procurar? Eu diria que as empresas têm matrizes e organogramas diferenciados Tem muitas empresas que têm profissionais de RH Que são business partners das áreas Então eles estão sempre ali disponíveis para conversar com as pessoas É possível agendar, marcar uma reunião para isso Se a pessoa não quiser realmente se expor, não quiser conversar com alguém E eu vejo muito isso acontecer nas empresas Eu não vou falar porque eu não sei se o responsável do RH é amigo do assediador Eu não sei se eles moram perto, eu não sei se eles almoçam junto, eu estou com medo. Em último caso, é importante que as empresas realmente tenham esse canal de denúncia. A pessoa chega na casa dela, entra nesse canal de denúncia, pode se identificar o ser anônimo e reporte o que aconteceu. André, homens também são assediados e o assédio acontece da mesma maneira? Isso é uma coisa muito interessante, está até aí para fazer parte já do meu novo livro. os homens sofrem sim assédio sexual e eles têm sofrido uma situação pior que a das mulheres, simplesmente porque a gente acha que o homem não sofre assédio sexual. Então eu vou em reuniões de comitê, está o presidente da empresa, os executivos todos, e eu falo, olha, chegou uma denúncia de assédio sexual, o nome da vítima é fulano. Eles olham para mim e falam assim, mas é um homem? E assim, é muito interessante, porque isso acontece, acontece com frequência. Então, eu percebo que quando o homem reporta um caso de assédio sexual, existe um tabu muito grande, porque o machismo também o afeta às avessas. Então, vem aquela situação de, ah, se ele relatou, então ele não gosta de mulher. Ah, então, pô, mas eu ouvi um executivo que falou assim, pô, mas ele é um homem, ele não sabe lidar com a situação? Quer dizer, a mulher não tem capacidade de lidar com a situação, mas o homem tem. Olha que postura machista. Então, os homens sofrem, sim. Eu tratei de um caso recente, que um homem relatou um assédio sexual por parte de um líder, também outro homem, e a empresa ficou ali totalmente sem saber o que fazer. Então, sofrem e existe também um tabu significativo com relação à postura deles. E a gente pode colocar na conta, então, deste machismo estrutural que já está enraizado aqui no nosso país, do homem, às vezes, receber, não sabe lidar com o assunto, ou ele fica com vergonha de contar para outro homem de, poxa, como que eu recebi isso e não soube lidar, ou como é que eu vou contar, então os homens, eles têm essa dificuldade. Exato, acho que as duas coisas, a dificuldade de entender no primeiro momento, e depois essa vergonha de achar que será menos homem por reportar isso, que também é uma visão machista. Então, o último caso que eu tive acesso, a executiva fez alguns convites, alguns jantares, e o coordenador era casado, disse que não, não tinha interesse, e aí ele começou a perceber que a avaliação de desempenho dele começou a ficar ruim, ele começou a sofrer ameaças de transferência para um lugar totalmente distante de onde a família dele estava instaurada, e ele foi no canal de denúncias, e falou, olha, me chamou para sair algumas vezes, me chamou para jantar, sabe que eu sou casado, mas até aí eu não vi nada demais, não achei que era algo pesado, mas a partir do momento que eu neguei, eu percebi que as coisas começaram a ficar piores, E agora eu estou na iminência de ser transferido para um lugar que vai desestruturar meu elo familiar aqui na cidade que eu estou. Infelizmente, é uma situação bastante delicada e triste, né? Por conta da pandemia, muitas empresas aderiram ao home office. Este assédio acontece também através de mensagens, por vídeo? Acontece E agora eu tenho colocado um pouco Nessa questão do assédio Os elementos de stalking Eu vejo que agora que as pessoas estão em casa A perseguição digital ficou muito forte Então os funcionários vão no Instagram Pegam foto das meninas de biquíni E compartilham com os colegas As meninas pegam as fotos dos meninos Compartilham nos grupos de WhatsApp Eu peguei um caso recente Que o coordenador entrava no WhatsApp das meninas E curtia todas as fotos de biquíni Só as fotos de biquíni Então, olha que mensagem forte, né, e a menina foi no canal de denúncia, falou, poxa, eu tenho 200 fotos no Instagram, 28 são de biquíni, eu tenho 28 curtidas desse coordenador todas na mesma noite. Então, por que esse coordenador curte 28 fotos todas que eu estou de biquíni? Então, ele sofre uma mutação, mas ele ainda se faz presente, as redes sociais estão ali para reforçar esse tipo de postura persecutória, né, de estar ali analisando e dando mensagens, né, curte. Eu vi um coordenador que comentou assim, poxa, eu gostei mais do outro biquíni, então, olha que coisa, né? A mulher é casada e aí, de repente, recebe um comentário assim, não tem intimidade com o coordenador, não tem nada, então, não deixa de ser constrangedor. Então, essa informação é importante, né? Sobre rede social, porque determinadas curtidas em fotos específicas, comentários, aqueles emojis, aquelas carinhas, então, isso também pode ser considerado assédio. Olha que interessante, eu tive uma empresa que desligou um coordenador por conta disso Porque eu conversei com oito meninas e as oito meninas trouxeram os prints, trouxeram os mensagens Está lá o coordenador, entre oito e nove da noite, fora do horário de trabalho O hobby dele era curtir foto de biquíni das meninas da área dele Então a empresa falou, mas que tipo de cultura, que tipo de clima eu quero gerar aqui dentro Então isso não é bem-vindo E aí até digo mais, Gabriel, a sede muitas vezes vem ao você não fazer nada Isso é uma coisa muito maluca, mas sim, é acontecido no home office. Porque a gente fala de assédio moral, principalmente, a gente imagina uma pessoa que grita, que é agressivo. Mas no home office a gente tem visto que o assédio moral tem vindo através da exclusão. Então o líder não convida o funcionário para fazer reuniões de time, não manda o invite, não dá voz para a pessoa falar, multa o microfone do funcionário. Então essa exclusão também pode ser vista como assédio. André Costa, advogado e especialista, muito obrigado por todas as informações que você passou aqui para a gente para poder comprovar o assédio sexual, a gente viu através dessas pesquisas, dos casos, dos processos que este infelizmente acontece no nosso país e por isso que aqui no Câmara Total a gente está abrindo este espaço para que a gente consiga mudar este panorama para poder dar voz às vítimas, mulheres e também aos homens Muito obrigado então pela sua participação E fica aberto aí para as considerações finais Gabriel, eu que agradeço Agradeço a todos aí do programa Câmara Total Um prazer falar com vocês Eu costumo sempre fechar os meus treinamentos E mesmo aulas sobre assédio Dizendo que a única dor de cabeça Que você funcionário tem que ter É aquela que você foi pago para resolver Poxa, eu estou super estressado hoje Por quê? Porque eu tenho muita nota fiscal Qual o seu trabalho? Gerenciar notas fiscais Poxa, eu estou muito estressado hoje, por quê? Estou com vários problemas de admissão, o que você faz? Eu sou um coordenador de RH, ótimo, perfeito. Todo tipo de constrangimento, todo tipo de sofrimento que não venha em nome disso, em nome dessa loucura do dia a dia, que a gente tem que se movimentar, ele não é bem-vindo, tem que ser tratado e tem que ser publicizado. Combinado então, André Costa, muito obrigado pela participação aqui no Câmara Total, falando sobre um tema delicado, mas importante, que a gente promete voltar a conversar aqui no nosso programa. Meio dia e meia, a Mirna Abreu já está aqui nos nossos estúdios, como combinado primeiro com as notícias da Metrópole de Campinas e agora com as notícias do Legislativo. Seja bem-vinda mais uma vez e boa tarde. Boa tarde, Gabriel. Boa tarde a você de casa. E aí a gente abre com o boletim médico do vereador professor Alberto. De acordo com o boletim, o vereador segue em melhora no tocante a dependência de oxigênio. Contudo, ainda está com infecção pulmonar e os médicos optaram pela realização de uma traqueostomia ainda na noite desta terça-feira e a gente segue aí torcendo pela saúde e o restabelecimento do vereador professor Alberto, que tem 54 anos e está em seu quarto mandato aqui na Câmara Municipal de Campinas. Com certeza, está lutando bastante e em breve estará novamente participando das reuniões extraordinárias e das reuniões de comissão. Agora nós vamos falar sobre o trabalho dos parlamentares, porque teve projeto protocolado. Isso, o vereador Igor Diego protocolou um projeto pedindo para que o bilhete único, aquele prazo do bilhete único, seja estendido. Acompanhe na reportagem. O vereador Igor Diego apresentou à Câmara um projeto de lei complementar à lei de número 11.263 de junho de 2002 A proposta pretende revogar data de expiração estipulada de créditos colocados nos cartões de transporte da cidade O prazo é de um ano e durante a pandemia eu recebi bastante demanda dos usuários que acabaram perdendo ali os valores da passagem, né? Com a restrição, com o trabalho home office, então eles acabaram perdendo esse crédito que muitas vezes o empresário ou o próprio usuário mesmo coloca. Então essa ideia vai por fim, não ter mais prazo, não ter um prazo de validade, porque o crédito é da pessoa. Existem sete modelos de bilhete único. O comum, o vale-transporte, o escolar, o gratuito, o gratuito idoso, o especial e o universitário. Segundo o parlamentar, o usuário do transporte é prejudicado quando tem os créditos expirados. É importante ressaltar que ali o crédito do usuário não é por passe, e sim por valor. Mesmo que a passagem amanhã ou depois tenha alguma alteração para mais ou para menos, o valor monetário continua, vai descontando do valor. Então é uma gestão que já é feita toda sistêmica, não tem dificuldade de gerenciamento. Este usuário do transporte coletivo não sabia quanto tempo duravam os créditos no cartão. É por isso que eu parei aqui e perguntei, porque eu tenho um cartão, coloquei 80 reais já faz dois meses, eu estava com medo de ser expirado e perder ele, por isso que eu vim tirar essa dúvida aqui agora com eles. E ele falou que é daqui a um ano. Ele não concorda com a situação. Não, é pouco tempo, eu acho que já que você pagou, ele tem que ficar com o resto da vida. Mesmo que a passagem suba ou não suba, você tem que continuar com os 80 reais até eu acabar com ele. Ou perder o cartão, ou sumir com esse cartão, mas ele tem que estar valendo. Inclusive nós precisamos garantir até através do Código de Defesa do Consumidor, porque ele coloca um crédito e ele está sendo lesado. Importante ressaltar também que esse crédito não volta para o Poder Público, para a Prefeitura de Campinas, ele fica para as empresas, para a Transurc mesmo. Então ele não volta nem para o cidadão, nem para o Poder Público, simplesmente vai para o bolso dos empresários da Transurc. A matéria segue em tramitação na casa e deve ser discutida na volta do recesso parlamentar. Porque hoje já se paga uma das mais caras passagens do Brasil, tá? Então, nós temos um transporte público bem questionável também em relação à qualidade e ainda por cima, perder o crédito é muita sacanagem, né? Então, a gente veio de encontro com essa lei para revogar esse decreto onde normaliza a suspensão por um ano desses bilhetes únicos, desses créditos. E um outro projeto que foi protocolado na Câmara Municipal é de autoria da vereadora Débora Palermo, que proíbe manter animais presos em correntes ou assemelhados aqui na cidade de Campinas. O objetivo é inibir casos de maus tratos decorrentes de privação da liberdade de locomoção dos animais por intermédio de acorrentamento prejudicando a saúde e o bem-estar deles. A proposta ainda vai passar pelas comissões da casa, lembrando que mantém ainda, caso seja lei, o descumprimento prevê sanções. Olha, multa de 300 UFIX, que hoje está em torno de 1.136 reais, a 4.000 UFIX, que dá 15.154 reais, caso o projeto seja aprovado e sancionado, além de impedir a participação do acusado em concurso público aqui na cidade de Campinas. é outro projeto que tramita na Câmara. E se você quiser saber mais sobre os projetos, é só acessar o site www.campinas.sp.led.br E agora, Gabriel, a gente vai falar sobre o trabalho das comissões, em especial hoje, de comissões de estudo. É a famosa Comissão Especial de Estudos e a primeira da Guida Calisto. Isso mesmo, olha, é a que analisa a importância do Instituto Federal de São Paulo para o desenvolvimento econômico e social do município. A presidente faz uma análise, um balanço de como foram os trabalhos aí nesse primeiro semestre. Presidente da Comissão Especial de Estudos para analisar e discutir a importância do Instituto Federal de São Paulo-Campos-Campinas A vereadora Guida Calisto fez um balanço do primeiro semestre da comissão A gente entende que a cidade de Campinas é uma cidade que tem condição de ter mais campos do Instituto Federal Nós temos outras cidades no estado que tem dois, três campos Então, a ideia da formação dessa comissão é, primeiro, fortalecer a presença do Instituto Federal aqui. Por incrível que pareça, muita gente, muitos jovens, muitos profissionais, não conhecem o Instituto Federal, não sabem. mesmo na região do Campo Grande, muitas pessoas que moram ali naquela região não sabem que tem o Instituto ali, que podem participar do processo seletivo, de vestibular, enfim, e poder ter acesso a uma vaga ali, não conhecem esse espaço. Então, primeiro é fortalecer o Instituto Federal no Campo Grande, segundo é ampliar, a gente entende que como o Instituto Federal já funcionou ali no CTI, na região dos Amarais, tem todas as condições estruturais para se manter ali também, para continuar ocupando aquele espaço. Fazem parte da comissão os vereadores Rubens Gás, Gustavo Peta, Paulo Búfalo e Paulo Gaspar. Foram realizadas reuniões que abordaram a apresentação dos objetivos e desafios da comissão, a apresentação dos projetos desenvolvidos, a expansão do Instituto e impactos do esvaziamento do Instituto. Nesse primeiro semestre de início dessa comissão, nós ficamos muito concentrados em entender o Instituto Federal, conhecer a sua estrutura, conhecer os cursos, os projetos que são desenvolvidos, tem projetos ali fantásticos, Tem um projeto que se chama Projeto Alvorada, que é para atender pessoas que vieram do sistema prisional, formação para essas pessoas. Eles conseguiram organizar uma turma só, no período que funcionou, eles conseguiram montar uma turma, parece que foi de 2017, uma coisa assim, que eles conseguiram organizar essa turma. Foi uma turma de 20 alunos e todos esses alunos, ninguém, nenhum retornou para o crime, que, enfim, nenhum retornou para a sua vida anterior à passagem no Instituto Federal. A vereadora Guida Calisto, que é a presidente da comissão, diz que os trabalhos não vão parar no segundo semestre e fala também que vai pedir o auxílio dos deputados para conseguir verbas, recursos, principalmente para a educação aqui em Campinas, visando também o Instituto Federal de São Paulo. Nós fizemos o mês de junho inteirinho de reunião, toda semana nós realizamos uma reunião e agora no segundo semestre a gente vai continuar os trabalhos, os encontros e se for necessário a gente vai pedir prorrogação também. Veja, nós temos uma proposta também de procurar o parlamento federal, os deputados, enfim, para que eles possam disponibilizar receita, verbas no orçamento federal. A gente não pode esquecer de falar, deixar de falar que a educação pública no Brasil passa por um processo de ataque, retirada de verbas, já tem várias universidades públicas no Brasil ameaçadas de fecharem, então houve uma redução das verbas do orçamento da educação e a gente teme que o Instituto Federal também seja alvo disso, com certeza vai ser alvo dessa redução no orçamento. Então, a nossa ideia é procurar os deputados, principalmente os deputados que têm relação com Campinas, para que eles possam também disputar o orçamento e a gente possa manter aqui o Instituto Federal. E uma outra comissão de estudos que atua aqui na Câmara Municipal é a que acompanha os términos das obras do BRT. E o presidente desta comissão, o vereador Rodrigo da Farmadique, vê com naturalidade a prorrogação dos prazos para o fim da construção do novo modal de transporte aqui na cidade. As obras do BRT foram alvo de uma comissão especial de estudos da Câmara criada no início de 2021. A ideia é acompanhar e fiscalizar o término da maior obra de mobilidade urbana de Campinas nos últimos anos, prevista inicialmente para ser concluída em 2020, mas que teve o prazo de entrega prorrogado por causa da pandemia. Presidente da Comissão de Estudos, o vereador Rodrigo da Farmadique, diz que a Câmara tem feito seu trabalho de acompanhamento das obras do BRT para prestar as informações corretas à população. Nós temos feito junto à comissão algumas vistorias nos locais das obras, agora eu acho que os próximos passos é a gente agendar junto ao secretário de obras algumas vistorias pontuais, alguns locais que talvez a gente mereça uma atenção especial e que a população tem cobrado muito. E é isso que a população espera do Poder Legislativo, é que a gente esteja acompanhando essas obras, até porque são volumes de recursos dos nossos impostos, de volumes altos, como foi mencionado, cerca de meio bilhão de reais. Nós estaremos atentos, acompanhando todos os trechos e também a conclusão das obras. Além do presidente, a Comissão de Estudos conta com os vereadores Cecílio Santos, Carlinhos Camelô, Igor Diego e Eduardo Magoga. Cada um com seu ponto de vista, mas todos engajados no processo. Eles têm contribuído muito para a comissão, até porque os requerimentos que nós fazemos, nós assinamos, todos nós assinamos, mas são através de sugestões que os vereadores trazem. Então é muito importante a participação deles, até porque cada um dentro de uma região, apesar de nós como vereadores atuarmos na cidade toda, cada um às vezes tem um trabalho mais localizado e conhece melhor cada ponto da cidade. E isso é muito importante para que eles tragam o nosso conhecimento. Às vezes, nem todos os vereadores conhecem esse determinado problema e é importante que eles tragam para a comissão e a gente possa debater e também levar à prefeitura esses questionamentos que são feitos. A comissão tem mantido conversas frequentes com o secretário municipal de infraestrutura, Carlos José Barreiro, sobre a conclusão das obras do BRT. Esse trecho aqui do corredor perimetral já está próximo de ser entregue, mas a totalização das obras deve ficar mesmo para o ano que vem. O que para o presidente Rodrigo da Farmadique é um prazo aceitável. Nos requerimentos ele tem nos apontado que as obras têm uma previsão de conclusão até o final do ano de 2022. Nós sabemos ainda que nós estamos passando, enfrentando um problema com a pandemia. Eu acho que até um prazo razoável, esse prazo de mais um ano e meio. Mas nós estaremos aqui no Legislativo acompanhando e vamos ver se será cumprido esse prazo. E a gente lembra que as comissões de estudos, elas são definidas no regimento interno da Câmara Municipal e são instituídas para discutir um tema específico e tem um prazo de 90 dias que pode ser estendido pelo mesmo período. Tá certo, então, Mina Abreu. Muito obrigado pelas notícias do Legislativo. Volta amanhã com mais informações da Metrópole de Campinas e também aqui da Câmara. Sim, até amanhã a gente volta com essas informações. Lembrando que sempre as atualizações dos casos da Covid-19 em Campinas acontecem no final da tarde. Então amanhã a gente atualiza novamente. Combinado, então. Muito obrigado, Mina Abreu, por todas as informações. Meio dia e 45, você que está nos acompanhando, sabe como a inflação afeta o nosso orçamento? O quadro Na Ponta do Lápis explica os números da economia brasileira pra você. Olá, seja muito bem-vindo a mais um quadro na Ponta do Lápis. Aqui na tela da TV Câmara Campinas, a gente sempre traz dicas e informações para você cuidar bem do seu dinheiro. Você já está acostumado com isso. E dessa vez, a nossa pauta do dia aqui é a inflação. Você está sentindo os efeitos da inflação aí nas suas contas? Não está sendo muito fácil ser brasileiro nos últimos tempos. Mas para a gente tratar melhor a respeito disso, eu estou aqui ao lado do professor Fabrício Pessato, mais uma vez, professor de Economia e Finanças da USP, a Universidade São Francisco, aqui de Campinas, e vai poder nos contar a respeito dessa inflação. Tudo bem, professor? Obrigado mais uma vez pela sua presença. Não está sendo fácil essa inflação aqui no Brasil, né? Obrigado, Rubens. Uma grande satisfação sempre falar com a TV Câmara Campinas. Eu não tenho muitas notícias muito boas para dar para os seus telespectadores, infelizmente. A gente está vivendo um momento bastante complexo e esse momento bastante complexo tem aspectos que são conjunturais, ou seja, são aspectos que têm a ver com o curto prazo, questões da pandemia, a questão do aumento do dólar e a gente tem também aspectos estruturais, que são problemas que o Brasil tem há 30, 40, 50 anos e que não resolve e que acaba transferindo para o futuro essa tendência de você ter uma inflação persistente mesmo num ambiente de forte recessão e desemprego, conforme a gente está vivenciando, infelizmente, lamentavelmente, nos últimos tempos. Agora, recentemente, nós tivemos uma projeção de um crescimento no PIB, isso foi visto de maneira positiva pelo mercado, pelos investidores. Agora, é preciso ter ressalvas com relação a isso daí, porque do outro lado, a gente está percebendo também que a inflação tem aumentado nos últimos meses. Como avaliar esse momento da economia brasileira? Então, a gente teve, por exemplo, agora uma alta do PIB no primeiro trimestre de 2021 na monta de 1%, 1,1%. E se o Brasil não crescer mais nada, crescer 0,00 nos três trimestres seguintes, a gente chega numa conta de um cálculo contábil e a gente vai dar um crescimento próximo a 4,1%, 4,3%, 4,5% no acumulado de 12 meses. Mas isso não quer dizer muita coisa. Por quê? O que acontece? Primeiro, a gente tem 14,7 milhões de pessoas desempregadas, quase 15 milhões de pessoas no Brasil desempregadas. Se a gente soma os 5 milhões que são chamados desalentados, ou seja, aquelas pessoas que estavam procurando emprego, mas cansaram de procurar emprego, isso dá quase 20 milhões de pessoas. Ou seja, um em cada cinco brasileiros está desempregado, procurando emprego, ou desistiu de procurar emprego, mas abraçaria um emprego se tivesse disponível. Esse número que está vindo agora do primeiro trimestre, ele se dá em função de algumas coisas. Por exemplo, a agropecuária foi um fator forte, então a gente teve uma boa safra. Essa safra foi direcionada para as exportações, é importante que fique claro isso. A gente tem um aumento do preço das commodities internacionais. O que são commodities? Commodities é o cobre, o aço, a minera de ferro, o açúcar, o álcool, ou seja, aqueles produtos com pouco valor agregado ou nenhum valor agregado, muitas vezes vendidos em natura, chamado in natura, e que acaba dando ganhos espetaculares para essas empresas que são seus detentores. Então, o cenário é muito desalentador porque a gente vê um crescimento, um número bonito, a foto do ano que vem quando eu for bater a foto do ano de 2021 vai dar um número lindo 4,5% de crescimento mas a gente teve uma queda de 4,1% no ano de 2020 é preciso que fique claro isso então se crescer 4,5% só cresce ali na linha d'água é um crescimento concentrador de renda, a gente está vendo isso e essa concentração de renda que chega no nosso tema de hoje, essa concentração de renda ela é potencializada pelo nosso tema, que é o aumento dos preços gerais que estão pesando no bolso do consumidor. Ou seja, a inflação, ela tira principalmente o poder de compra das famílias de renda mais baixa e as famílias de renda mais alta, elas não são tão afetadas. Então a gente está vivendo o pior dos cenários possível. A gente está tendo uma inflação alta, um desemprego alto, uma sinalização de uma economia crescendo que parece que é uma coisa boa e nem sempre é uma coisa boa. A gente está vivendo a maior crise hídrica dos últimos 20 anos. Então, olha lá, crise hídrica. Qual é o impacto da crise hídrica? O nosso sistema energético brasileiro é fundamentado nas hidrelétricas. Se você tem uma crise hídrica, então você tem lá um nível mais baixo dos reservatórios. Aí você tem que acionar as termoelétricas, bandeira tarifária, muda do verde para amarelo e agora vai entrar no vermelho e vão criar uma segunda bandeira vermelha. Então isso tem um impacto direto no bolso do consumidor, mas não só do consumidor, das empresas também, porque a energia elétrica é custo indireto de produção. Então se a empresa está produzindo e o seu custo de energia elétrica está aumentando, ele vai repassar aquilo para o preço. Olha o problema. Outro problema com a crise hídrica, problema de preços dos alimentos. O que acontece? Das duas, uma, ou o agricultor perde safra em função da crise hídrica, ou ele tem um gasto extraordinário com irrigação, e esse gasto extraordinário ele vai também repassar, ou tentar repassar para o consumidor final. O gás aumentou brutalmente, não preciso nem dizer. A expectativa que foi falada há tempos atrás é que o gás chegaria à metade do preço que estava lá em 2019, mas estamos chegando lá com o gás a R$ 110, R$ 120. Famílias estão deixando de comprar gás e voltaram a cozinhar com lenha, coisa que não acontecia há uns 20 anos no Brasil. Então, todos esses fatores somados, o preço do combustível, a gasolina subiu drasticamente nos últimos tempos, o cenário de inflação, infelizmente, não é um cenário alentador. Nós estamos com um índice de preços oficial, um acumulado de 12 meses, que é a inflação do governo, que saiu agora, hoje, o IPCA 15, que mede do dia 15 ao dia 15, no acumulado de 12 meses, está dando mais de 8% no ano. E se você pegar os índices gerais de preço, que tem um componente dos índices de preço no atacado mais a construção civil, isso está batendo nos 37%, é a maior inflação do plano real. Como o outro índice fica mais baixo por conta do quê? Por conta exatamente do desemprego estar muito alto e as pessoas não têm capacidade de consumo, os empresários não conseguem aumentar o preço, mas se eles conseguissem aumentar o preço, Se tivesse um desemprego um pouco menor, esses preços poderiam explodir como explodiram, por exemplo, em 2015. E quando a gente trata desses assuntos, é comum da população, de uma maneira geral, bem generalizando mesmo, falar que a economia não é o assunto preferido, é uma coisa meio chata, porque é um monte de número, é por cento para cá, por cento para lá, isso aí o pessoal acaba meio que deixando de lado, mas na hora de ir no supermercado e fazer uma compra, ou ir a um restaurante, ir a um cinema, aproveitar de alguma maneira a vida que tem para aproveitar, aí sim sente o efeito da inflação alta. De que maneira o senhor, como professor especialista nessa área, pode ser percebido pelas pessoas diretamente no bolso? E o que fazer para poder tentar driblar isso? É possível driblar? Olha, quem tem algum dinheiro, sempre que me perguntam alguma coisa desse tipo, por aumento de preço não tem muito o que fazer. Quando todos os preços estão aumentando em escala, o consumidor, principalmente de baixa renda, não vai ter o que fazer, porque os preços estão aumentando, ele vai ter que fazer escolhas, Ele vai escolher aquilo que ele pode e que não pode comprar, lamentavelmente. Aquilo que eu falei, ou ele compra gás ou ele vai comprar alimentos. A dúvida é lógica, ele não come gás, mas ele se alimenta. Então ele vai abandonar o gás, vai cozinhar com lenha e vai consumir aquilo que dá. Outros preços que estão subindo, o consumidor vai fazer escolhas. Quem tem alguma renda, quem tem renda guardada, quem não tem dinheiro guardado, porque é isso que costumam me perguntar. Bom, e aí, o que você vai fazer com o dinheiro que você tem? Se você tem um perfil mais conservador, você pode, por exemplo, comprar os títulos do Tesouro Direto ligados à inflação, exatamente à inflação. Por quê? Porque você não perde da inflação. Quem está com dinheiro aplicado na poupança, por exemplo, está perdendo na inflação e perdendo feio. Quem está com dinheiro em CDB, dependendo do banco, em condições desfavoráveis, eventualmente também está perdendo na inflação. agora se você tem título do tesouro e algumas pessoas acham que, ah não, não tem dinheiro pra comprar título do tesouro, não tem condições tem condições sim, a partir de 30 reais você já pode comprar título do tesouro você pode entrar nos fundos de aplicação e você ter lá o título do tesouro direto, então esse pra quem tá com dinheiro, ah eu não vou usar esse dinheiro por uns 4, 5 anos tesouro, inflação, procura lá pesquisa na internet e ver como faz para você tirar o seu dinheiro da poupança e colocar no tesouro inflação. Quem não tem dinheiro vai ter que fazer aquela escolha, vai ter que pesquisar muito, use os aplicativos que você tem disponível para pesquisar preço. Então, isso é uma coisa importante. Hoje em dia, a gente tem uma ferramenta que há alguns anos a gente não tinha aplicativos para você pesquisar os preços das coisas. Então, você fala, sei lá, 30 centavos, 50 centavos de diferença, Não faz tanta diferença assim no meu bolso. Pode não fazer numa compra ou outra, mas se você economiza 50 centavos em todas as compras que você faz ao longo do mês, se você jogar isso no ano, isso dá uma diferença importante, dependendo do seu volume de compra. Então, às vezes, 50 centavos que você está economizando em cada uma das compras, isso vai fazer uma diferença importante ao longo do ano. Por isso que é importante pesquisar. Infelizmente, não vai fazer tanta diferença para quem está com uma renda comprometida, com uma renda baixa, e com a inflação, com os preços todos subindo. Mas, assim, é o mínimo que é possível fazer nesse ambiente complicado no qual nós, infelizmente, estamos imersos. É, não tem muito para onde correr, mas vale a dica, né? Está aí a dica do professor para você pesquisar bastante, gastar a sola de sapato para poder ir de um mercado a outro, de um restaurante a outro, com seus gastos comuns do dia a dia e também se tiver aquele dinheirinho guardado, vale a pena investir no Tesouro Direto, que inclusive já foi tema aqui do quadro na Ponta do Lápis e você pode rever este programa também nas redes sociais da TV Câmara Campinas. Professor, agradeço mais uma vez a sua presença, sempre uma alegria tê-lo conosco aqui. Muito obrigado Rubens pelo convite, espero ter ajudado as pessoas a entenderem um pouco. Um grande abraço para os seus telespectadores e até as próximas. Obrigado mais uma vez. Esse é o professor Fabrício Pessato, que pôde nos ajudar a desvendar a situação da inflação. E se você tiver dúvidas sobre outros temas, como eu disse, nossas redes sociais lá no YouTube da TV Câmara Campinas, você pode rever vários dos nossos programas aqui do quadro Na Ponta do Lápis. E eu volto na próxima semana com mais dicas e informações para você. Um grande abraço, até lá. Tchau. Combinado, até a próxima Rubens Morelli. Meio dia e 59, vamos fazer o seguinte, mais um rápido intervalo e na volta tem o quadro Se liga na profissão, qual será a atividade que nós vamos mostrar hoje? Tem ainda a previsão do tempo para esta quinta-feira, a temperatura começando a subir aqui na cidade de Campinas. E tem ainda o nosso quadro Mãos Solidárias, mostrando o trabalho muito interessante de uma instituição e que começou a origem de uma forma bastante curiosa. Então não saia daí. Câmara Total de volta ao vivo nesta quarta-feira. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência. E você já sabe, né? Toda quarta-feira você confere aqui uma atividade. Como é que é o dia a dia de um especialista. E hoje nós vamos conferir a de um paisagista. Então, a partir de agora, se liga na profissão. Bom, é o quadro Se Liga na Profissão e olha só, hoje a gente vai falar sobre paisagista. Então, se liga aí, bora! O paisagista, além de elaborar locais verdes, deve ter cuidado de adequar a iluminação, as cores, o tamanho da área útil para o desenvolvimento de lindos locais com a sua arte. As funções do profissional formado em paisagismo vão muito além da jardinagem, viu? Pois o paisagismo está relacionado com áreas do saber, como arquitetura, agronomia, desenho geométrico e belas artes. O aluno entende que as plantas são elementos vivos e, por isso, ele entra em íntima relação com as teorias mais importantes que as envolvem. Bom, dessa forma, ele pode criar jardins, área de lazer, caminhos, pavimentação, dentre outros lugares, que possam ser inseridos de forma funcional e criativa no ambiente. Bom, e para a gente entender um pouquinho mais sobre essa profissão, estou aqui com o Alexandre. Tudo bem, Alexandre? Prazer em tê-lo conosco aqui no quadro. O prazer é todo meu. Bom, para o pessoal que está em casa entender, porque muita gente, claro, já ouviu falar sobre a profissão e tudo mais, mas outras pessoas, porém, certamente não sabem exatamente o que faz um paisagista. Então, uma boa oportunidade para você explicar para a gente. Tá. Bom, como paisagista, a gente pensa em toda a concepção do entorno, Ou seja, inserir a residência ou qualquer outro empreendimento na paisagem do entorno. Isso se faz com plantas, com escadas, com elementos, com materiais. É essa sintonia que a gente se aplica. Bom, exatamente o que você está falando. A gente pode perceber aqui, né? O que você fez aqui, Alexandre? É, essa casa fica numa posição mais elevada. E já existia uma grande árvore locada no terreno original. Então, todo o pensamento em termos de muro de arrimo, composição, escada, rampa, materiais, componentes aplicados, a vegetação em si, suas nuances, texturas, sol, sombra, clima, tudo isso faz parte da concepção. Tá, e assim, existe um curso para você se tornar um paisagista ou ele está dentro de alguma outra profissão, tipo arquitetura, por exemplo? Muita gente certamente deve ter essa dúvida, né? Pois é. Em termos de macro, o paisagismo se situa entre o curso de engenharia agronômica e o curso de arquitetura. O paisagista tem que ter uma boa concepção de ambas as matérias. Agronomia é mais relativa à vegetação, solos, clima, biomas, e arquitetura com volumes, com texturas, com estilos arquitetônicos. Então, grosso modo, seriam essas duas profissões. Mas existem cursos técnicos também que preparam para a carreira de paisagista. Mas assim, então, para você ser um paisagista, você necessariamente tem que ser o arquiteto ou o engenheiro agrônomo ou não? Na verdade, o paisagismo não existe um conselho de profissão que regularmente, especificamente o paisagista. Por isso que ele está nessa nuance. Você vai ter biólogos que trabalham com paisagismo, vai ter outras áreas que nem embora sejam conectadas com isso, também fazem trabalho de paisagista. Mas os melhores preparados na minha concepção estão entre agronomia e arquitetura. Perfeito, perfeito. Bom, como que está o mercado de trabalho para essa profissão? O mercado de trabalho vem num crescente há muito tempo. O pessoal já descobriu essa coisa de estar morando mais gostoso, de ficar mais em casa, a interiorização, que a gente chama, cada vez se fica mais em casa. A pandemia acrescentou demais a esse quadro, porque as pessoas ficam mais tempo com a sua família, mais tempo observando pequenos detalhes, então, mais importante ainda, os espaços gostosos e bem projetados para você passar esse tempo. E essa questão do paisagismo envolve tanto a área externa, como a gente pode observar aqui nesta casa, quanto também a parte interna, né? Exato. Tudo que tem a ver com essa inserção na paisagem, grosso modo, tem a ver com o paisagismo. Então internamente você pode falar numa parede verde, o próprio jogo com plantas, que a gente chama de urban jungle, né? É trabalhar com várias plantas dentro da casa para dar aquela sensação de natureza. Isso joga, inclusive, apartamentos dentro dessa história. Não necessariamente você precisa morar em casa para ter um paisagismo legal. Apartamentos, salas, vasos, varandas, tudo isso pode se tornar um local bem interessante. E tem várias opções para você, de repente, fazer uma decoração legal, uma paisagem bacana. Sim, sim. O que a gente faz, via de regra, é projetar o espaço, ou seja, a gente vai pensar em cada setor, como ele pode ser trabalhado e também associar isso à dinâmica do cliente, do potencial cliente. O que ele gosta, quais são os seus usos, qual é o perfil da família dele, se tem filhos grandes ou pequenos, se é mais gente ou menos gente, se gosta de cozinhar, por exemplo, é um item interessante, a gente vai tentar pensar em alguma coisa que tenha a ver com gourmet. Então, essa análise é importante para a gente poder fazer o perfil e atender melhor esse cliente. Quais os principais, Alexandre, quais os principais desafios dessa profissão? O desafio, eu imagino que de quase toda profissão, é continuar sempre aprendendo e sempre estar bem sintonizado com o que está acontecendo. A percepção do cliente e do entorno e para onde está ventando, vamos dizer assim, é muito importante para a gente se manter atual e conseguir sempre chegar ao foco desejado. e quais as principais dicas que você pode passar para o pessoal que está em casa e está assistindo ao quadro Se Liga na Profissão e pensa, puxa vida, estou vendo o Alexandre falar, que legal, uma área que, sei lá, de repente eu posso me interessar, me identifiquei com essa entrevista. Quais as dicas que você passaria para o pessoal que tem interesse em encarar essa profissão, Alexandre? Pois é, você se autoconhecer É o primeiro passo Se conhecendo Se você gosta de plantas Gosta de vegetação Gosta de design Tudo isso está associado Se você gosta de arquitetura Hoje em dia até com internet, com google, com youtube Você tem uma gama tremenda De área de pesquisa Para pesquisar o que os paisagistas estão fazendo Qual é a linha de trabalho deles Qual é o dia a dia Pormenorizado deles Para você se sintonizar eventualmente até, se você conhece algum, a participar um pouquinho de uma rotina, para ver se isso é uma área que te agrada e se vale a pena você empreender dentro dessa área. Mais alguma coisa que você queira colocar para o pessoal que está em casa e que tem interesse nessa profissão? Olha, é uma profissão, na minha opinião, principalmente depois dessa pandemia, que vai continuar num crescente. As pessoas já estavam descobrindo isso, mas cada vez mais estão precisando disso, precisando dessa sintonia com a natureza, com coisas sustentáveis, com todo um jogo de vida mais ecológico, vamos dizer assim. Então, o mercado vai ampliando à medida que as pessoas vão chegando a esse conhecimento. Ou seja, tem muita frente de trabalho a por vir. E o interessante, né, Alexandre, para o paisagista, né, que faz esse tipo de trabalho, é o É um prazer de deixar um ambiente nessa situação que você está colocando, né? Porque acaba ajudando até a qualidade de vida das pessoas, você morar num ambiente assim, enfim, que parece que você está no meio da natureza e realmente está. Isso deve ser muito legal para o paisagista, né? É muito legal, porque os nossos clientes vêm a nós não com problemas, os nossos clientes vêm a nós com sonhos, né? só com coisa boa, só com boas energias e tentando sempre melhorar onde eles já estão, onde eles estão projetando estar. Que legal essa frase, né? Os clientes vêm para conversar com os profissionais, com os paisagistas, com sonhos, não com problema. Porque, claro, cada profissão é de um jeito, né? Tem profissão que você só... Sim, e é fundamental também, né? Mas isso torna, de certa forma, embora seja uma empresa que tinha toda uma demanda de empresa, os problemas relativos a uma empresa, trabalhar com sonhos é uma coisa bem gratificante, torna o dia a dia um pouco mais leve. Muito obrigado pela entrevista, Alexandre. Obrigado a você. Então tá bom, pessoal, já sabe, né? Se liga na profissão. e aí semana de frio aqui em Campinas mas hoje você já percebeu que a temperatura subiu um pouco né e essa tendência vai permanecer ao longo da semana até o sábado e o domingo tanto que amanhã o sol aparece entre poucas nuvens segue sem chover em Campinas vamos às temperaturas então porque ela Já estão aqui na minha tela, amanhã, quinta-feira, 22 de julho, olha só, mínima de 11, bem diferente daqueles 4, 5 graus que nós acompanhamos na segunda-feira e também ontem, então amanhã mínima de 11 e a máxima pode chegar aos 27 graus aqui em Campinas. Olha só essa história agora. Dezembro de 2000, três amigos que estudavam juntos terminaram o ensino médio e passaram em faculdades diferentes. Como eles trabalhavam de dia e estudavam à noite, eles se encontravam às segundas-feiras, depois da aula, para botar o papo em dia. E foi aí que surgiu a ideia de criar um trabalho social voltado para aquecer a população de rua. Essa história é muito legal e quem conta pra gente é a Mariana Meira, do Mão Solidárias. Olá, seja muito bem-vindo, seja muito bem-vinda. É uma satisfação imensa receber você aqui nos nossos estúdios da TV Câmara Campinas em mais uma edição do Mãos Solidárias, momento de falar do bem. E hoje é um dia muito especial para falar o bem, porque está frio, está frio lá fora. Enquanto a gente tem uma roupa quente para vestir, enquanto a gente tem uma cama quente para dormir, tem o nosso refúgio todos os dias, tem uma família cheia de amor, tem uma comida gostosa para comer na nossa mesa, mesmo que a gente não se dê conta do quanto a gente é privilegiado lá fora, milhões de pessoas não sabem se vão acordar vivas porque não tem um pedacinho de pão para comer, não sabem nem onde vão deitar para dormir. E como é que o frio também vai agir nessas pessoas. Já parou para pensar no peso social, biológico de tudo isso? É triste, né? Mas muitas instituições de assistência social têm feito um trabalho incrível para mudar um pouquinho esse cenário e hoje é dia de falar de um deles. A Priscila Alves, que está presente conosco aqui nos estúdios da TV Câmara Campinas, no Mãos Solidárias, é presidente e co-embaixadora de uma dessas entidades que tem lutado para mudar essa realidade. O Bem da Madrugada, já adorei o nome. Bem-vinda, Priscila. Muito obrigada pela presença, obrigada pelo convite em estar participando aqui. É muito bom a gente poder falar do nosso projeto aqui para vocês. Eu queria ouvir um pouco, então, você contar para a gente do projeto, Priscila. Vocês têm uma rede do bem para tornar a vida de quem está em situação vulnerável, em situação de rua, um pouquinho menos sofrida, menos dolorida, é isso? Qual que é a missão de vocês? Isso, é isso mesmo. Na verdade, assim, nós somos um projeto social com... A gente iniciou desde 2000, na verdade, né? Eram três fundadores e aí iniciou lá em 2000 e hoje ele é dividido por embaixadas, né? E nós temos a embaixada aqui de Campinas, que hoje essa embaixada é aproximadamente uns 220 voluntários, né? Então, a gente atende toda a população de rua aqui de Campinas. Quais são as ações que vocês realizam para atender essas pessoas? Certo, na verdade é assim, nós temos uma equipe de líderes, eu aí juntamente com esses líderes, a gente faz todo um processo, então a gente tem a entrega de kits, de itens de necessidade básica, que são itens de higiene como escova de dente, shampoo, condicionador, creme dental, Aí a gente tem alimentos, que a gente serve um lanche pronto, juntamente com uma bolacha, um suco, uma água ou um podinho, agora no frio, a gente serve também para eles. Preservativo, a gente também distribui nos itens de higiene, itens de vestuário, e aí junto com o bem da madrugada, a gente tem alguns braços, E aqui em Campinas a gente tem os navalhos na rua, que são os barbeiros que cortam o cabelo da população em situação de rua, nós temos os psicólogos na rua, que fazem um atendimento com a população de rua, aqui em Campinas também, e temos a parte dos jurídicos nas ruas, que são os advogados que prestam esse serviço para a população de rua. Então a nossa ação acontece aqui em Campinas dessa forma, a entrega do kit mais a interação com esses três braços que a gente tem aqui em Campinas, que são navalhas, jurídicos e os psicólogos. Nossa, para a gente, como eu disse no início da edição, Priscila, para a gente pode passar despercebido, a gente até pensar em não ter uma roupa para vestir, não ter um shampoo para lavar o nosso cabelo, mas para essas pessoas, chegar uma equipe para falar, olha, você é importante, você merece isso, qual que é o peso disso, qual que é o poder de transformação social disso? É, o que a gente fala, né? Aquilo que é para a gente item de necessidade básica, para eles é um item muito necessário, né? Você imagina o quão difícil não é você ter sede e não ter como beber uma água, né? Porque a gente sabe, por exemplo, hoje em Campinas, tem, de acordo com o censo de 2019, que foi divulgado em 2020, né? no começo de 2020, são aproximadamente 822 moradores em situação de rua. 49% dessa população está na região central. E nós sabemos que essa região central, eles não têm pontos onde eles podem beber água. De madrugada, por exemplo, não tem. Não tem comércio aberto, não tem terminal de ônibus onde eles podem beber água. Então, você imagina você ter sede de madrugada, que é um item básico, e você não tem aonde beber, né? Então, por exemplo, a gente distribui água, a gente pede garrafinhas de água para eles, para que eles possam ter, né, usufruir dessas coisas que são básicas mesmo. Um lanche, agora nós estamos no inverno, a gente está com a nossa campanha de cobertores, então, isso é muito bacana, os voluntários doam, compra diretamente numa empresa que é parceira nossa e roupas, roupas que são itens de necessidade básica, a gente tem onde a gente lavar nossas roupas e eles não tem então eles precisam de muitas roupas e aí a gente sempre arrecada a roupa e leva pra eles também, então tem uma equipe bem interessante de vestuário E é muito importante mencionar né Priscila, que a gente tem que dar nome a essas pessoas, muito embora a gente não queira olhar, quando eu falo a gente, eu estou falando da sociedade aquele famoso, é a pobreza que não queremos ver, que não queremos olhar e não queremos mudar mas essas pessoas tem nome, tem história cada uma tem uma história completamente diferente, mas elas tem em comum essa necessidade emergencial de ser olhada, então acho que até vou perguntar para você como que essa experiência de ser voluntário de ser uma voluntária, chega lá conversar com essas pessoas, a gente aprende muito com isso também, né? Sim, isso é verdade. Na verdade, é assim, antes da pandemia, tem todo um processo, né? Antes da pandemia e pós-pandemia. Então, antes da pandemia, a gente tinha, o que a gente costuma dizer é, a entrega do kit é só uma desculpa para algo muito maior que isso, porque eles estão muito carentes de atenção, de contato humano, né? E aí a gente tem essa troca, hoje mesmo com a pandemia, seguindo todos os protocolos, a gente vai de luva, máscara, face shield, álcool em gel, a gente inclusive distribui para eles, álcool em gel e máscara, isso é muito importante, até para ter esse contato ali e a gente distribui no kit também, para que eles tenham para usar no dia a dia. E aí hoje esse contato é um pouco mais elaborado. Então, por exemplo, vem daí os psicólogos na rua que fazem esse trabalho de escuta ativa. Porque é muito lindo ouvir a história deles. A gente sabe que é multifatorial, são multifatores que fazem com que uma pessoa vá para a rua. Uma briga de família, uma perca de bens materiais. Então, são multifatores que fazem uma pessoa estar ali, né? E é muito bom ser ouvido. A gente aqui gosta de ser ouvido, eles também. Eles são seres humanos como nós, né? Então, isso é muito interessante, assim. E quando a gente ouve a história de vida deles, isso acalenta o coração. Acalenta o coração. É muito bom. O voluntário, ele ganha muito quando ele vai fazer esse trabalho, né? Não é um ganho financeiro, mas é um ganho emocional, é um ganho interno. Então, é muito gratificante. É a humanidade que a gente tanto está precisando ultimamente, né Priscila? E me diz uma coisa, o projeto nasceu de um grupo de amigos, como você mencionou, muitos anos atrás. Hoje está presente em 23 cidades, é isso mesmo? Isso, isso mesmo. Hoje está presente em 23 cidades. Somos aproximadamente 42, 43 embaixadas, porque, por exemplo, em São Paulo existem várias embaixadas, São Paulo Capital, Osasco, Guarulhos, Campinas, Jundiaí, Ribeirão Preto, e aí nós temos também quatro embaixadas fora do Brasil, onde a gente faz esse trabalho lindo, não somente no Brasil, mas para fora também. Que bacana. São quantos voluntários mais ou menos envolvidos? Eu imagino que seja uma rede imensa de pessoas, né? Olha, uma média de 45 mil voluntários. É muita gente. 45 mil? Caramba! Sim, muita gente espalhando bem, né? Para você ter uma noção de dados, aqui de Campinas, nós somos... A gente fez agora, em 2021, oito ações, né? Dessas 8 ações, aproximadamente 300 voluntários e a gente conseguiu atender 2.500 pessoas em situação de rua. Então, isso é bem gratificante. Que bacana. E uma curiosidade, Priscila, vocês têm dias específicos da semana, do mês? Quantas vezes por semana vocês vão à rua realmente em ação? Existe esse cronograma? Como vocês se organizam? Sim, na verdade é assim, a gente tem um trabalho diário, a gente não para Eu costumo brincar com a equipe de líderes e com os voluntários E na verdade o que acontece? Quando a gente faz a ação, então é uma ação por mês Em paralelo com a ação do bem da madrugada A gente tem uma ação que chama o dia do bem E também acontece uma vez por mês Então teoricamente são duas Sempre no último sábado do mês, das 17h às 21h, a gente se organiza no nosso ponto de encontro, onde é o nosso QG, a gente monta esses kits e sai para a entrega desses kits, juntamente com esses braços, equipe de navalhas nas ruas, equipe de jurídico nas ruas e a equipe de psicólogos na rua. Então, é um trabalho assim, é o mês inteiro, mas a ação em si acontece uma vez ao mês, sempre no último sábado do mês. E necessariamente de madrugada, como diz o nome, ou não exatamente de madrugada? Então, deixa eu te contar a história do nome Dando à Madrugada. Quando esses três jovens se reuniram lá em 2000, para poder iniciar um projeto, eles faziam faculdade. Então, eles se encontravam num posto de gasolina, né, pra trocar ideias e falar sobre a vida, e isso era de madrugada. Em algumas embaixadas, acontece muito tarde da noite ainda, e aí se estende até a madrugada. Aqui em Campinas, por conta dessa questão de pandemia, por questão de locomoção dos voluntários também, até a região central, né, A gente tem ônibus aqui em Campinas até 11, 11 e meia da noite, dependendo do bairro. Então, a gente faz aqui em Campinas até as 10 horas da noite. Ah, então está explicado a origem do nome. Que legal. Priscila, agora, tocando num ponto que é delicado, que é a questão da manutenção financeira. A gente acredita que cada instituição encontra uma dificuldade, um desafio diferente. Na pandemia, alguns sentiram mais dificuldade ainda. Vocês são uma rede enorme. Essa ajuda vem da sociedade civil, vem de doações, vocês têm parceiros. Como é que vocês se viram aí para ajudar essa população de rua? Hoje, a maioria das nossas doações vem dos nossos voluntários, né? Inclusive, a gente tem um trabalho, a nossa equipe de comunicação tem um trabalho bem interessante em cima disso. Por conta de que? A maioria das nossas doações, 90% delas, vem de voluntários. Embora a gente tenha algumas empresas parceiras que ajudam a gente, ou doando algum dos itens, ou doando dinheiro, mas hoje ainda é muito pequeno esse número, então é uma luta grande mês a mês. Hoje aqui em Campinas a gente distribui 400 kits para a população em situação de rua Então você imagina, para juntar tudo isso, 400 de todos os itens Vai um valor alto e aí a gente depende Então a gente está sempre na correria, fazendo uma rifa, fazendo uma campanha Pedindo para os voluntários divulgar nas redes sociais para a gente Que é onde a gente consegue bater essa meta mensal na entrega desses kits E nós estamos hoje, Priscila, fazendo essa mediação entre o Bem da Madrugada e você aí de casa que está assistindo, para que, de repente, mais pessoas possam conhecer o projeto e ajudar. Então, eu queria que você contasse para quem está em casa, para o nosso público, como que a gente pode ajudar? Existe doação de dinheiro, doação de cobertores, de roupas, ou quem quiser ser um voluntário também, né? Esteja aí precisando de uma coisinha para preencher essa pandemia, nós queremos fazer o bem. Então, quais são as maneiras da sociedade ajudar vocês? Certo. Hoje pode entrar em contato com a gente através do nosso Instagram, que é a arroba bendamadrugadascps. Também pode entrar em contato com a gente no nosso site, que é www.bendamadrugadascps.com.br. E como acontecem essas doações? Você pode doar, no nosso Instagram a gente posta a lista de itens que a gente arrecada e você pode doar qualquer um desses itens, né? Ou você pode doar em dinheiro diretamente no Pix da ONG, que já cai para a gente esse valor também. Essas plataformas, o Instagram e o site, já dão acesso ao nosso WhatsApp também, aonde é muito importante, né? A gente está sempre pedindo voluntários, porque no grupo do Instagram a gente divulga tudo o que está precisando. Então, é um contato mais próximo do que a rede social. Então, pode entrar em contato com a gente. É muito importante, você pode ajudar de qualquer forma, né? Porque, às vezes, assim, não é só o dinheiro que ajuda. No dia da entrega, a gente precisa de voluntários para fazer essa entrega, né? Então é muito importante assim, esse mês eu não posso ajudar com dinheiro, ajude divulgando, ajude espalhando o bem, a gente tem uma frase aqui na ONG que é bem interessante, que é fazer o bem faz bem, e realmente faz muito bem. Faz bem para quem recebe, para quem dá, faz bem para todo mundo. Aliás, Priscila, antes da gente seguir para o nosso encerramento, eu vou tomar uma liberdade aqui para relembrar e também ler para quem nunca ouviu um poema muito conhecido chamado O Bicho, do escritor Manuel Bandeira. Esse poema foi escrito em 1947, há muitos e muitos anos, e é muito utilizado quando o Enem, outras instituições, provas de faculdade também falam sobre a invisibilidade social. Vai aparecer na tela aí para você ler também com a gente. O poema é o seguinte, Vi ontem um bicho na imundície do pátio, catando comida entre os detritos. Quando achava alguma coisa, não examinava nem cheirava, engolia com voracidade. O bicho não era um cão, não era um gato, não era um rato. O bicho, meu Deus, era um homem. Isso aí é uma base, só para a gente entender, né Priscila, a importância da gente estar aqui hoje, falando sobre isso, tocando nessa ferida social que está aberta e parece que poucas pessoas estão dispostas a curar, né? O que falta para a gente olhar para essas pessoas que estão na invisibilidade social? Na verdade, falta muita empatia ainda com o próximo Esse poema é muito lindo e ele toca muito o coração Porque a gente está falando de ser humano, de pessoas como nós E que infelizmente, por conta da nossa sociedade Não tiveram os privilégios que nós estamos tendo hoje De ter uma cama quentinha, uma roupa lavada, cheirosinha de ter água quando eu quero beber, de ter alimento ali a todo momento. Nós estamos falando de uma sociedade onde todo mundo tem que viver a igualdade. Então, essa questão do respeito, de empatia com o próximo, é isso que a gente prega muito na ONG, não só para a população em situação de rua, mas também para os voluntários. É bem importante ressaltar aqui que o nosso projeto social, ele não tem vínculo político, nem religioso e nem financeiro. Desde o momento da arrecadação até a ação em si, ela é feita totalmente por voluntários. Então é isso que chama bastante atenção e aí a gente prega muito essa questão da empatia, né? Empatia com a população em situação de rua, empatia com os próprios voluntários. É, acho que essa é a palavra que fica para a gente nessa pandemia e fica para a gente nesse encerramento de entrevista, que foi ótima, Priscila. Muito obrigada pela disposição em falar com a gente desse projeto tão bonito. Para quem tiver mais interesse, a gente vai colocar aqui de novo na tela, então os canais para quem quiser entrar em contato, quiser também conhecer um pouco mais o projeto e assim a gente disseminar essa rede do bem. Certo? Obrigada, viu Priscila? Certo, muito obrigada, eu que agradeço o convite, a oportunidade de espalhar o bem da madrugada aqui por esses canais. Um ótimo trabalho para vocês, viu? Força! E para você aí de casa, ó, você já sabe que agora no nosso novo formato a gente não simplesmente termina a entrevista e fala tchau, tem aquele giro solidário que a gente adora para esquentar o coração. Dá uma olhada! Que susto para esse feirante! A banca dele tombou e espalhou dezenas de frutas pela rua. Mas está vendo esse monte de gente em volta? São pessoas que se uniram para ajudar o comerciante a recolher cada produto caído e levantar sua banca de volta. Música Algo parecido aconteceu lá em Juazeiro do Norte, no Ceará, onde um sargento da polícia foi flagrado ajudando um senhor que havia derrubado sua caixa todinha de chicletes na rua. O policial estava dirigindo a viatura e resolveu descer para dar uma ajuda para o vendedor. E esse casal norte-americano que estava prestes a se aposentar, aumentou a família adotando sete irmãos que haviam ficado órfãos depois de os pais morrerem em um acidente de carro. Os irmãos tinham idade entre 1 e 12 anos. O casal já tinha cinco filhos biológicos, mas a adoção ainda não estava nos planos. Quando viram a notícia de que os meninos estavam em um abrigo, o amor falou mais alto. E vai dizer que isso não é família de verdade? Ai, que legal. Eu adoro, adoro esse momento da gente lembrar que tem gente sim fazendo coisa legal por aí. Por isso que a gente faz questão de trazer aqui na TV Câmara Campinas. Muito obrigada pela sua companhia, te vejo na próxima edição. Um tchau especial para a Priscila e para você aí de casa também. Até a próxima. Tchau, tchau. O trabalho realmente que precisa de visibilidade, precisa ser mostrado. Então, parabéns à Marimeira pelo Mãos Solidárias e também por este giro de solidariedade que a gente dá por todo o nosso país. Uma hora e 35 minutos, vamos fazer o seguinte, último intervalo e na volta já está aqui na minha tela, ó, Cozinha Faz. Qual será a receita de hoje, hein? Não sai daí que o intervalo é rapidinho. Câmara Total de volta ao vivo nesta quarta-feira, 1h39min, toda a equipe do estúdio aqui ainda não almoçou, todo mundo com fome e também todo mundo curioso para saber qual que é a receita de hoje no Cozinha Fácil. Então, fim do mistério, a receita de hoje é um canelone, só que invertido. Vamos acompanhar. Mais uma edição do Cozinha Fácil no ar e olha só, receita gostosa aqui na telinha, hein? Quem tá aqui pra ajudar a gente e ensinar essa receita é o Chef Maurício. Tudo bem, Chef? Tudo ótimo e você? Tudo jóia. Que bom tê-lo de volta aqui no programa. Gratidão pela oportunidade, né? E quantas vezes precisar. Só chamar que viremos. E olha que a gente chama, viu? Com certeza. Já é o quarto programa, né? Chefe, o que a gente vai ensinar pro pessoal de casa? Hoje vai ser algo que você, até você se surpreendeu, né? Verdade. Canelone invertido. Como que é? Eu assisti um programa de gastronomia que eles faziam com o macarrão cabelo de anjo, que é muito fininho. Aí eu peguei e falei assim, por que não fazer com um pouquinho mais espesso Mas que seja fino também, seja suave Acabei fazendo com esse espaguete bem fininho, que é o espaguete número 9 E ficou sensacional Presunto, queijo, vai por fora, amassa por dentro Aí a gente gratina com um molho O molho também, vou dar outras dicas Pode ser esse de manjericão como nós fizemos Como pode ser o molho branco, como pode ser o molho de sete ervas, alho e óleo Fica a gosto Mas o básico do canelone fica sensacional, como qualquer molho Nossa, eu já estou com água na boca aqui E gente, bom, vocês já estão acostumados Corre lá, pega o caderninho, que daqui a pouco a gente vai mostrar as quantidades Enquanto isso, o chefe vai dar outras dicas aqui, né? Vamos começar então pelo macarrão, você falou pelo número Sim Número 9? É o número 9 Dá pra fazer com outros números? Dá pra fazer, só que ele vai ficar um pouco mais grosseiro Como pode fazer também com outro formato Com o linguine, que é aquele mais fininho Ele não é arredondado, ele não é espaguete Ele é um linguine, ele é fininho Talharim também não... Talharim também dá pra fazer Dá pra fazer O mais fino possível Quanto menor a espessura, melhor fica O cabelo de anjo é muito sensível Aí torna a receita um pouco mais difícil Tem que saber trabalhar Tem que saber o ponto certo, de tirar da água e tudo mais Então, para facilitar, para ficar ao gosto do dia a dia da dona de casa e de quem quiser experimentar. Sem complicações. Sem complicação. Perfeito. E é um prato rápido também. 20 minutos no máximo, está pronto o prato. Chefe, o chefe que já esteve aqui no Cozinha Fácil, então se você perdeu a receita que ele ensinou, corre lá no YouTube da TV Câmara Campinas, tem a playlist do Cozinha Fácil E corre lá pra encontrar Que receita que o chefe ensinou aqui Que eu não vou nem falar, hein? E ele deu uma dica nesse programa A respeito do cozimento Do macarrão Bom, você vai seguir ali O tempo que o pacote determina Da marca que você comprar Mas o legal é o sal e o óleo, né? Porque se você colocar o sal na água O que vai acontecer? Consequentemente, você gasta mais tempo pra fazer. Então, pra dinamizar, a dica é essa. Quando ferver a água, coloca o sal e a massa. Você falou do tempo de cozimento. Depende muito de marca pra marca, mas a melhor forma de você saber o ponto certo é o seu dente. Pega a massa, ela tem que estar al dente. Morda pra ver. Tá no al dente, quase durinho, o que você vai fazer? Você vai desligar e colocar imediatamente um pouco de água fria, que é para diminuir o cozimento. Feito isso, escorre e deixa na água, como vocês vão ver na hora que eu estava fazendo a montagem, ele estava imerso em água fria, que é para não grudar e não dificultar na hora da montagem do canelone. Perfeito, chefe. Já deu tempo do pessoal pegar o caderninho, deu? Puxa vida, deu. Caderno, caneta e tudo mais. Então, gente, olha aí, confira tudo que vai na nossa receita. Anote aí, 12 fatias grossas de presunto, 12 fatias também grossas de mussarela, um copo de requeijão, um pacote de molho de tomate, queijo parmesão ralado a gosto, Sal também a gosto. Dois ramos de manjericão. 400 gramas de macarrão. Três colheres de sopa de azeite. Uma colher de sopa rasa de alho triturado. E um litro de água fervente. Anotou tudo? Agora o chefe continua aqui dando dicas pra você não errar Porque, chefe, ainda tem como errar nessa receita? Ah, é bem desafiador não errar Desafiador é errar Porque é uma receita muito prática, muito fácil E outras vezes você fez um macarrão, ele pode estar com um molinho Você guardou ali na geladeira Você compra o presunto e queijo, você faz um molinho à parte, um molinho a mais De repente, esse macarrão que tá com molho guardado, você monta, ao invés de colocar um molho ao sugo, você faz um molho branco, pra dar um contraste. Cozinha, gente, é experimentação, é ousadia, é tentativa, tá? Se não ficar muito bom, você não vai jogar fora, você vai comer e falar assim, ó, não vou fazer mais dessa forma. Como fazer diferente, né? Cozinha é isso, gente. Eu disse que não ia falar, né, mas então eu não me seguro e eu vou falar então, né, se você perdeu a outra receita que o chefe ensinou aqui, foi um molho de beterraba, que combina também com esse... Combina também, se quiser. Olha só, então gente, tá lá no YouTube, hein, corre lá. Esse mesmo molho, na hora da montagem do prato, se você quiser, depois de gratinado, você põe ele de fundo e coloca as peças do canelone em cima e faz a harmonização direto no prato, também é uma dica. Chefe, outra coisa que eu queria, que eu viajo também na receita, e o gostoso é isso, né? Sim, com certeza. Da gente adaptar ao nosso paladar, ao nosso gosto. Por exemplo, combina eu colocar, então, trocar o presunto por uma fatia de peito de peru? Pode, peito de peru. Que delícia. Frango defumado, fatiado, você pode, não há problema nenhum. Olha só. A dica é, como está nos ingredientes, cortar em fatias levemente grossas. Não pode ser muito fina, porque senão fica difícil de você trabalhar. E aí, nesse momento que a gente está enrolando, daqui a pouquinho a gente vai mostrar o modo de preparo. Nesse momento que a gente está enrolando, aí a gente usa um truque, né? Uma colinha. Que cola que é essa? Requeijão cremoso. Você fecha, né? É a mesma técnica do sushi que eu brinquei, né? Você fecha ele, põe o requeijão, fecha e coloca ele para a parte de baixo. Tranquilo. E aí? Vai dar mais sabor ainda, né? Não vai soltar? Não, não solta. Não solta. Só se você pegar errado, né? Você tem que pegar ele por baixo, bonitinho e acondicionar no prato. Quantidade que eu vou pegar ali do macarrão pra poder enrolar? Tem ali uma quantidade? Olha, você usa que cubra mais ou menos um terço a um quarto da fatia. Tá. Aí você começa a enrolar pra não pode ficar nem muito fino, nem muito largo. Com o tempo, a primeira vez, você pode acabar se enganando um pouco. Se colocar muito, tira um pouquinho. Se colocar pouco, põe um pouquinho. É isso aí. Não é uma receita cara? Não, não. Você vai gastar aí uns 30 reais. E rende pra quantas pessoas? 4 pessoas. 4 pessoas bem servidas. É, são 12, né? 12 canelones. É muito, né? 3 pedaços bem servidos pra cada um. Perfeito. Bom, agora, gente, só resta mostrar então o modo de preparo. Exato. Olha aí. Vamos começar pelo molho. Frite o alho no azeite e coloque o manjericão, mexendo suavemente. Coloque o molho e deixe reduzir um pouco. Desligue e reserve. Música Coloque o macarrão para cozinhar e aí você pode seguir as instruções do pacote que você comprar Agora chegou o momento da montagem do nosso prato Coloque uma fatia de presunto, a de mussarela por cima e uma porção proporcional de macarrão Enrole na ponta e sele com o requeijão Vá fazendo vários canelones invertidos e vai colocando em um refratário Na sequência, quando estiver tudo pronto, coloque o restante do requeijão por cima O molho o queijo ralado e leve ao forno e deixe gratinar até o queijo estiver bem derretido. E aí é só servir. E você pode decorar com folhas de manjericão e bom apetite. Receita pronta e ela esteve todo o tempo aqui com a gente, né? E é claro que eu vou ter que fazer as honras. Já tirei a máscara, voltei aqui nesta parte do programa sem a máscara. E chefe, porque não dá pra experimentar com a máscara, né? Não, não tem como Mas a nossa equipe seguiu todos os protocolos direitinho aqui de distanciamento Pra manter a segurança da gravação Eu já estou vacinado Eu também estou vacinado Então o importante é isso, né? Todo mundo tomar a primeira dose e a segunda dose Exatamente Chefe, e aí antes de eu destruir aqui o prato Tem aí também uma harmonização Esse é um prato um pouco mais incorporado, tem mais proteína, tem a carne. Então vamos utilizar um espumante moscatel, que é uma uva mais suave, para acompanhar esse prato, para a gente poder harmonizar. Certo. Olha só. Se você colocar algo que fique muito encorpado, rouba sabor. Então o ideal... E o que a gente não quer... Não, de jeito nenhum. Aqui é... Cada um tem o seu momento. O seu momento. Para você realmente harmonizar e degustar com mais prazer ainda. Eu vou separar aqui o meu pedacinho aqui. Não é que nem o espaguete que a gente tem que enrolar. Não, esse pode cortar. Pode cortar. Se tiver algum italiano perto vai chorar, mas pode cortar. Enquanto eu experimento aqui a massinha do chefe. Chefe, o pessoal de casa gostou? Está com preguiça? Não quer fazer? Quero experimentar o que o chefe faz. Mas e aí, como é que faz para te encontrar? Conta para o pessoal. Você me encontra na rede social do Instagram, arroba Maurício Brasil. Facebook é Maurício Brasil. Eu sou o único, o sobrenome é o único. E o meu WhatsApp é 19 981 13 0905. Agora, esse prato é fácil de fazer. Quando a gente encontra uma cozinha que facilita para você fazer um prato dessa amplitude, aqui na cozinha Interarch você consegue ter mais facilitação do feitio. Então se você precisar de projetos, móveis para a cozinha, você encontra aqui com grande qualidade e com certeza você vai sair satisfeito não só no prato, mas também aonde você faz o prato. Chefe, olha só, posso falar o que eu achei da receita? Deve. Eu, de verdade, eu achei que na hora que eu fosse comer, eu ia destruir tudo, ia cair para tudo quanto é lado. Certo. Que fosse difícil e não. Não, bem compactado. Nossa, e assim, ó, fica muito bom, né? Todos os ingredientes casam. E olha, ficou uma delícia, ainda mais com esse espumante que combinou, hein? É, espumante moscatel harmoniza muito, muito mesmo. Muito bom. Chefe, quero agradecer a participação por trazer essa dica de sugestão de prato, que é delicioso, o pessoal tem que fazer. Tem que fazer, que é muito fácil. Gente, mete a cara e vai fazer Porque hoje em dia Tá tendo que ficar um pouco mais em casa Tudo, faça as coisas diferentes Pra você conseguir Viver cada vez melhor Agora o que eu queria dizer pra vocês O principal ingrediente desse De qualquer prato que eu faço É o amor Porque eu amo cozinhar Tenho outras atividades também Mas quando falo em cozinhar E olha, eu já vou deixar o convite feito Receita diferente nova, gostosa, prática, fácil liga pra nossa produção a Débora já marca muito obrigado chefe valeu pessoal, tudo de bom eu vou encerrar o programa porque eu preciso terminar com esse prato aqui ainda não vou dividir hoje não não adianta que eu não vou dividir esse é meu, tchau tchau tudo bem A CIDADE NO BRASIL Rômulo da edição, pessoal do Switcher também, todo mundo quer experimentar este canelone invertido, que eu tenho certeza que ficou uma delícia. Muito obrigado ao Michel Amorim e também ao chefe. Amanhã tem mais culinária, hein? Aqui no Câmara Total. Quero agradecer a sua companhia, a sua audiência, desde as 11 horas da manhã, com muitas informações nesta quarta-feira. Faço um convite a você, hein? Daqui a pouco, 3 horas da tarde, tem mais esportes ao vivo, nós vamos falar sobre vôlei de praia, sabia que tem projeto aqui na cidade de Campinas e também chegando os jogos olímpicos, quais são as chances de medalhas do nosso país lembrando que nós temos duas duplas tanto no masculino, quanto no feminino, são muitos assuntos, a partir das 3 horas da tarde, mais esportes ao vivo e o Câmara Total retorna amanhã, sempre às 11 horas da manhã, até lá, tchau, tchau Música Amém.