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CÂMARA TOTAL

24 views Publicado 05/02/2021 HD · 2:25:16

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Olá, seja bem-vinda, seja bem-vindo, quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021. Começa agora o Câmara Total ao vivo, 11 horas e 4 minutos. Muito obrigado pela sua companhia e audiência, e você já sabe, Quer participar do programa? Envie a sua mensagem para o número do nosso WhatsApp, que já está aqui embaixo da sua tela. 19 é o nosso DDD 978293776. Ou você tem a opção de enviar uma mensagem através do nosso QR Code, que está aqui na sua tela também. Você pega o seu celular, abre a câmera como se fosse tirar uma foto, fazer um vídeo, E aí você vai mirar aqui, ó, para este QR Code e vai apertar no seu celular para enviar uma mensagem para o nosso WhatsApp, que a gente conversa ao vivo nesta quinta-feira. E o que teremos hoje? Tem reportagem sobre a atuação do Conselho Tutelar. Tem também as notícias da Metrópole de Campinas e do Legislativo com a Mina Abreu. E atenção, em 4 de fevereiro de 2021, um dia histórico, começou a vacinação contra a Covid-19 para os idosos acima dos 90 anos e nós temos imagens. Começou nesta manhã, nós vamos mostrar já já. Tem também, se liga na profissão, nosso quadro, qual atividade será que nós vamos mostrar hoje? Tem mais esportes ao vivo com a melhor jogadora do mundo de futsal, eleita pela sétima vez. Estará aqui no Câmara Total. Tem entrevista sobre quadrinhos, você aí na sua casa tem o hábito da leitura? Acha que quadrinho, charge é só para criança? Nós vamos provar hoje que não. Nós vamos juntos até as duas horas da tarde, então participe e mande a sua mensagem para a gente poder conversar ao vivo. E olha só, a Prefeitura de Campinas renovou os termos de parceria com 83 organizações da sociedade civil por mais dois anos. O objetivo é garantir o atendimento assistencial de pelo menos 22 mil famílias aqui da cidade. Há mais de 25 anos, o Grupo Primavera atua junto com a Prefeitura de Campinas, oferecendo programas de educação complementar, cultural e profissional para crianças e adolescentes no Jardim São Marcos. O trabalho do Grupo Primavera, ele visa acolher essa comunidade, cuidar dessa comunidade pensando no desenvolvimento de cada criança e de suas famílias. Não é um trabalho só voltado para as crianças e para os adolescentes, mas também para suas famílias. O bom trabalho desenvolvido pela entidade, com mais de 500 jovens, garantiu a renovação do termo de parceria com a prefeitura por mais dois anos. Eu acho que é uma prestação de contas, né? Eu preciso, todo recurso que as organizações recebem, ela de alguma maneira tem que prestar contas de como ele foi usado, qual foi o resultado alcançado, qual era o resultado esperado, qual foi o resultado alcançado, para que se renove, né? Senão fica uma coisa muito solta. E a gente está falando aí de recurso público, então é uma coisa muito séria. Assim como o Grupo Primavera, outras organizações da sociedade civil tiveram seus vínculos renovados até 2023. O objetivo é garantir a continuidade do atendimento às famílias que vivem em situação de vulnerabilidade e risco social do município. Para a Secretária Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, Vandecleia Moro, a união de esforços entre o poder público e as organizações possibilita um melhor atendimento à população carente. Essa parceria que nós estamos tratando agora, ela é fundamental tanto para a democracia quanto para a gestão pública. É uma parceria que já foi regulada pelo marco regulatório e ela leva até a sociedade as entidades que já estão no território. Então fica mais próximo da comunidade, tem um melhor acesso e faz com que nós possamos atender mais pessoas. Atualmente a prefeitura tem 107 termos de parceria assinados com 83 organizações da sociedade civil. Isso significa uma melhora na qualidade do atendimento para mais de 22 mil famílias da cidade de Campinas, especialmente por causa da descentralização dos serviços oferecidos. O serviço seria realizado como sempre foi feito, mas ele dá um fomento maior à importância dele. Por isso que a gestão, o diálogo entre elas, que a gente possa estar trabalhando juntos, unidos, com o objetivo de ajudar as pessoas. Então a visão que temos é que o trabalho seria realizado, mas com essa ajuda nós conseguimos avançar mais com os serviços oferecidos. De acordo com a secretária, mesmo com a pandemia, as organizações da sociedade civil deram conta do recado. É preciso entender que essas OSC atendem dois tipos de proteção, a proteção básica e a proteção especial. Na proteção básica, nós objetivamos o convívio, o vínculo de convívio. Então, esse vínculo está sendo feito de forma remota porque a gente não pode ter aglomeração de pessoas. Já na proteção especial, que são cerca de 5 mil famílias atendidas, se há caso de emergência, se há caso de urgência, é feita a visita domiciliar, ainda que em questão de pandemia. Segundo a Ruth, do Grupo Primavera, a renovação significa ainda mais trabalho, mesmo que num primeiro momento continue sendo remoto, mas que permite reencontrar os jovens assim que possível. Nós temos feito um trabalho para acompanhar essas famílias, para acompanhar essas crianças, mas o presencial é o presencial, né? E isso faz muita falta para eles e para nós também, né? 11 horas e 9 minutos 4 de fevereiro de 2021 Começou a vacinação para os idosos acima dos 90 anos E claro que a nossa equipe estava conferindo essas imagens muito bacana Olha aí na sua tela Então idosos a partir de 90 anos começaram a ser vacinados O agendamento teve início a partir das 5 horas da tarde da quarta-feira portanto, de ontem, e foi realizado no site www.vacina.campinas.sp.gov.br ou você tem a opção de se vacinar, fazer o agendamento pelo telefone 160. Imagens desta manhã histórica, idosos acima dos 90 anos se vacinando contra a Covid-19. Campinas conta com cerca de 3.300 idosos nesta faixa etária, acima dos 90 anos. Parte deles já foi vacinada nas instituições de longa permanência de idosos. Então, a vacinação está acontecendo em dois centros de imunização, no CAIC da Vila União e no Centro de Vivência do Idoso. Então estão aí as imagens que a nossa equipe conferiu, muito bacanas, idosos se vacinando contra a Covid-19 e a gente espera que o quanto antes, né, caia essa taxa aí na cidade de Campinas de óbitos. Se nós tivermos a opção, gostaria de mostrar o site vacina.campinas.sp.gov.br, já está aqui na tela. Então, atenção, gente, aqui é o cronograma da campanha de fase na cidade de Campinas, porque nós tivemos relato de inúmeros professores irem até o local de imunização. E lembrando, ainda não chegou a vez dos professores se vacinarem. Então, você que está nos assistindo, você que conhece alguém que está com alguma dúvida, mande este recado, hein? Aqui no Câmara Total nós estamos mostrando, existe o site vacina.campinas.sp.gov.br e aqui você pode conferir o cronograma da campanha de vacinação contra a Covid-19 aqui na cidade de Campinas. Então, neste momento, nós estamos aqui no grupo profissionais de saúde, Que são assistentes sociais, biólogos, biomédicos, farmacêuticos, fonoaudiólogos, nutricionistas, médicos veterinários, psicólogos, profissionais de educação física, terapeutas ocupacionais, técnicos, auxiliares de saúde bocal, auxiliares em laboratório de análises clínicas, funcionários do sistema funerário que tenham contato com cadáveres. Então, estes profissionais que eu acabei de citar, o início da vacinação contra a Covid-19, dia de hoje. Acesse o site e agende, então, para você poder ficar imunizado e poder viver sem este medo do contágio da Covid-19. Ótima notícia, então, os nossos idosos, a partir dos 90 anos, começaram a ser vacinados no dia de hoje. Olha só, e a partir desta semana, toda quinta-feira, você aí de casa vai conferir o Se Liga na Profissão. Nós vamos mostrar um dia de trabalho de uma determinada atividade. E hoje, o André Aranha foi conferir a função de um personal stylist. Será que ela deu algumas dicas para o nosso repórter? Bom, hoje no quadro Se Liga na Profissão, a gente vai falar sobre personal style. Então, se liga aí, bora! Personal style é uma profissão recente no Brasil. Começou a se destacar no país somente nos anos 2000. Porém, a profissão já é exercida há muitas décadas nos Estados Unidos e se destacou por lá nos anos 80. Quem pensa que o personal style faz alguém deixar de ser cafona para ter bom gosto? ou aprender a obedecer regras de moda, não imagina que essa profissão não veste só corpo e cabeça, mas sim veste uma vida e seus objetivos, limites e sonhos. Um bom trabalho de construção de imagens não é simples. Construção de imagem é como a construção de uma marca, que define quem a pessoa é, como quer se posicionar e quais os seus objetivos. Bom, e pra gente entender um pouquinho mais sobre essa profissão, A gente vai bater um papo com a Camila Diniz, que é personal stylo. Há quanto tempo você tá nessa área? Trabalha há quanto tempo como personal stylo, Camila? Tudo bem? Tudo jóia, e você, André? Tudo bem. Tô há 10 anos já no mercado. Minha formação inicial é comércio exterior, né? Mas eu sempre amei moda. E aí, num momento que eu vi que o mercado tava mais aquecido, eu falei Ah, quer saber? Eu vou fazer o que eu amo, o que eu gosto. E já se faz 10 anos que eu migrei de carreira. Melhor coisa que eu fiz. fazer o que eu amo, o que eu gosto ganho melhor do que no comércio né, que as pessoas falam, nossa, mas vai largar uma carreira tão sólida no mundo corporativo e multinacional pra trabalhar com moda e eu sou bem mais feliz, ganho mais, e é a coisa da missão, né não é só negócio, é a coisa de empoderar, de ajudar o outro de gerar valor, então, felicíssima recomendo super Ô Camila, e o que precisa? Tem curso? Eu sei que tem uma faculdade de moda, né? Mas existem outros cursos também, o que que é necessário pra se tornar um personal stylist? Ainda não existe uma faculdade pra profissão de personal stylist, é como se fosse uma pós-graduação na moda, né? Então são vários cursos livres que é preciso ser feito, então, por exemplo, um curso de consultoria de imagem, um curso de semiótica pra saber os símbolos que... Por que que um carro é redondo, por que que é quadrado, que é... Os símbolos dos estilos, a gente consegue ir escolhendo melhor um guarda-roupa, Eu costumo falar, é difícil às vezes escolher um presente para alguém que sabe fazer um guarda-roupa. Então, moda é uma ciência, assim como engenharia, psicologia, quanto mais a gente estuda, mais fácil aplicar. Então, semiótica, curso de tecido, curso de cores, curso de história da moda, né? Porque moda no latim é modus, então a gente está falando de um comportamento da sociedade. E quando a gente vai representar um cliente, a gente faz muito mal. O pessoal acha que a gente vai falar de roupa e acessório, cai da cadeira, né? Porque a gente vai falar do comportamento, daquele coração, de como a pessoa quer ser vista e dos símbolos que a gente vai escolher através das roupas, acessórios, cabelo, pra representar aquele interior, né? Bacana, isso realmente é... você traz aí uma curiosidade bem interessante, porque, de fato, muita gente, quando pensa em personal style, imagina isso e isso, né? É, pensa que é mais roupa. É, mas não é, então. Olha, tem vários, como que eu vou dizer, objetivos, né? Quando a pessoa fala, não, eu tô focada porque eu quero trabalhar uma imagem na minha carreira, ter mais autoridade, mais credibilidade, sem precisar ficar performando tanto. E a gente vai usar os símbolos das roupas pra gerar aquilo. Às vezes as pessoas não entendem, mas elas reagem. Mas no geral, quando alguém me procura, é sempre pra trabalhar identidade, qual que é a melhor cor pra mim, o melhor corte pra mim, pro meu corpo, qual o estilo que de fato me representa. então eu sempre falo, gente, ninguém nasceu com uma impressão digital igual isso é muito sério, então a gente nasceu pra ser a gente mesmo, né, então assim geralmente é muito mais sobre autoconhecimento que vai também se manifestando através das nossas escolhas porque a gente escolhe o que a gente escolhe as pessoas fazem escolhas sensitivas mas elas não sabem porque elas estão fazendo então no personal você consegue traduzir como você se sente, o que você pensa, como você quer ser visto no mundo Em cada fase da vida, porque a gente muda, né? E como funciona? Aí quem tem interesse, contrata um profissional. E dura quanto tempo, assim, pra conseguir atingir o objetivo? Como que é? Então, em média, um personal dura dois meses, né? Eu, Camila, decidi ir um pouco além da roupa. Então, eu tenho profissionais que trabalham comigo, que são braços na consultoria. Então, cabeleireiro, visagista, design de sobrancelha, dermatologista, pra colocar botox, ácido hialurônico. É uma equipe? É um time, é um time que trabalha comigo. maquiadora, enfim. E aí o cliente vai, eu coloco as opções e eles vão né, olha, eu quero isso, eu quero aquilo e aí tem a parte da Camila que faz toda a triagem, análise de guarda-roupa vê o que de fato a pessoa precisa às vezes as pessoas acham que vão comprar muito, mas o ideal é ter um guarda-roupa versátil, né? Não é, até por causa da sustentabilidade uma ida ao shopping eu faço no Brechó, né? Que tem super atendido aí minhas expectativas com relação a tecido roupas de qualidade e um preço abaixo, fora que a gente vai estar contribuindo com a sustentabilidade no planeta. Então, quando um personal é completo, são três idas ao shopping de até 12 horas, eu costumo trabalhar. Então, uma dessas idas, duas geralmente acontecem nos shoppings e uma ida ao brechó. Aí, depois de tudo comprar... O cliente vai junto. O cliente vai junto, eu separo tudo um dia antes, por tamanho, cor, objetivo, coloração, tudo, em várias lojas. O cliente vem comigo depois provando, a gente prova tudo, não leva nada, né? Porque de repente a gente pode comprar numa primeira loja e encontrar algo melhor na última. Então a gente vem provando, reserva tudo de novo e no final vem buscando tudo. Quando a gente termina, aí já tem os processos dos profissionais, que eu também acompanho, né? A gente faz uma elaboração da imagem juntos, as seis mãos, né? O cliente em primeiro lugar, a minha visão e o profissional que vai estar ajudando, auxiliando. E depois que a gente fizer todo esse processo e as compras, eu volto pra casa do cliente, Eu geralmente levo uma das minhas assistentes, que tem um pessoal que eu costumo treinar, que eu falo, né, há 10 anos aí a gente vai ralando e hoje eu quero entregar o caminho das pedras mesmo. Quanto mais eu puder treinar essas pessoas para viverem disso. Então tem um time que acompanha isso comigo para aprender. E aí a gente volta para a casa da cliente para tirar foto de tudo. Tipo, olha esse vestido, vai com essa calça, vai com esse acessório, vai com esse sapato. E a gente fotografa tudo. E a gente inventaria aquele guarda-roupa Aí eu entrego um dossiê depois no final Com tudo fotografado Tipo, que roupa que eu vou hoje O significado dos estilos Já que moda no latim é modus O que quer dizer pro mundo Onde criar equilíbrio O significado das cores Psicologia das cores, quando usar E o antes e depois E aí, pós-venda, enfim Alcançar seus objetivos, era o que você esperava É muito legal, adoro cuidar de gente E como que tá esse mercado aí pro pessoal que tá em casa, assistindo e de repente tem interesse, fala nossa, tô assistindo a Camila, gostei da ideia como que tá o mercado? Olha, o mercado ainda tá bem aquecido porque é uma profissão relativamente nova no Brasil né, coisa de 20 anos e assim, todo mundo é passivo, né, de um personal acho que o inimigo do melhor é o bom então assim, é um mercado que eu acho muito generoso sou suspeita, né, dou aulas de personal também tanto no meu curso, quanto numa escola em Campinas É um mercado que tá bem aquecido, então você que sempre gostou de moda, que de repente sempre esteve lá cuidando de uma amiga ou de outra, dê uma resposta, porque mercado tem, e as pessoas procuram sim. Há 10 anos que eu me igrejei de carreira, melhor coisa que eu fiz. Que legal. Fazer o que eu amo ainda ganha, né? E qual o recado, então, quais as dicas que você deixa pra galera que tá em casa assistindo? Olha, a dica é, encontre a sua vocação e dê uma resposta pra ela Porque ainda mais hoje em dia, né? Você ficar tanto tempo fazendo uma coisa que você não gosta Eu acho que é pesado, é pesado Então, veja o que você gosta Eu demorei três anos pra migrar de carreira, né? Trabalhava em multinacional, então eram muitas horas de trabalho Mais a moda, demorei três anos pra migrar Mas a melhor coisa que eu fiz Vá atrás do que você quer, do que você gosta estude bastante, costumo dizer que o mercado não tolera amador, né? É verdade. A gente não pode parar de se atualizar o tempo todo. E personal e silo também, é uma profissão que você precisa estar antenado, atualizado o tempo todo. Estudando toda hora, né? O tempo todo. Tendência, tendência de roupa, de comportamento, etiqueta. Sem dúvida. São muitas coisas, né? A gente, em toda área, né, André? A gente não pode parar. Tem que continuar estudando, mas o que eu diria pra você é dê vazão à sua vocação, ao que você sempre quis fazer, nem que você estiver aqui aos poucos, migrando aos poucos mas é muito gratificante é extasiante fazer o que você ama gerar valor na vida do outro e viver disso, né? Então é muito especial, recomendo super Bacana, muito obrigado pela entrevista, Camila Eu que agradeço, obrigada É isso aí pessoal, então, já sabe, né? Se liga na profissão Se inscreva no canal. Olha, eu sabia que ele era um ótimo repórter, jornalista, agora modelo, foi bem demais o André Aranha, hein? Muito obrigado, conferimos aí a atividade de uma personal stylist e na quinta-feira que vem ele volta mostrando como é que funciona a função de mais uma atividade aqui no Câmara Total. Vamos fazer o seguinte, 11 horas e 24 minutos, só o primeiro intervalo aqui no nosso programa e na volta as notícias da metrópole de Campinas, vamos falar de conselho tutelar, as notícias do legislativo, tem um projeto de lei sobre rastreamento de vacinas. Quer saber mais sobre este assunto? Rápido intervalo e na volta a Mirna Abreu ao vivo com muitas informações. Câmara Total de volta ao vivo nesta quinta-feira, 11 horas e 28 minutos. Muito obrigado pela sua companhia e audiência. Continue participando em número do nosso WhatsApp, 19 é o nosso DDD, 978293776, está aqui embaixo da sua tela. Lembrando que você tem a opção do QR Code também. Pega o seu celular, abre a câmera, mira para este QR Code e aperta aí no seu celular que vai abrir o WhatsApp da TV Câmara Campinas e a gente conversa ao vivo. Tem alguma dúvida, alguma pergunta, mande que a gente conversa aqui no Câmara Total. Como combinado, a Mina Abreu já está aqui nos nossos estúdios. Seja bem-vinda. Bom dia, Mina Abreu, com as notícias da Metrópole naquela atualização diária dos casos da Covid-19. Bom dia, Gabriel, bom dia a você de casa e olha, de acordo com o Ministério da Saúde, até esta quarta-feira o Brasil somava 9.339.420 casos da Covid-19, são 56.002 casos em 24 horas no país. E o número de óbitos agora são 227.563 mortes devido à Covid-19. Fica aqui, então, as condolências da TV Câmara Campinas. E agora a gente vai falar do estado de São Paulo. Aqui no nosso estado são 1.807.009 casos da doença, somando 53.704 óbitos. Agora nós vamos falar da região metropolitana de Campinas, que compreende 20 municípios, olha, nós já ultrapassamos a marca de 150 mil casos, são 150 mil e 13 casos até a última atualização dos municípios. Aqui na cidade de Campinas, 62 mil e 44 casos confirmados até esta quarta-feira. Da Iatuba tem 13.721 casos, Americana 9.947, Sumaré 9.787, Santa Bárbara do Oeste 9.671, então três cidades aí na faixa dos mais de 9 mil casos, Hortolândia 7.930, Paulínia 6.072, Valinhos 6 mil casos da doença. Agora nós temos os municípios com menos de 5 mil casos, Itatiba, Vinhedo, na sequência Cosmópolis, Jaguariúna, Nova Odessa, Montemor, Arthur, Nogueira, Pedreira, Santo Antônio de Poce, Engenheiro, Coelho e continuam as duas únicas cidades com menos de mil casos, Olambra com 748 e Morungaba com 406. Em relação aos casos confirmados na cidade de Campinas, nas últimas 24 horas, 429 casos. E agora a gente vai falar dos óbitos na RMC. São 3.849 mortes confirmadas pela Covid-19 em Campinas, 1.669 óbitos. Sumaré aparece na sequência com 328, Indaiatuba, 322, Santa Bárbara do Oeste, 263, Americana, 257, Valinhos, 229, Hortolândia, 214 e Paulínia, 101 óbitos. Na sequência, cidades com menos de 100 óbitos. Nós temos aí Nova Odessa, Itatiba, Cosmópolis, Vinhedo, Montemor, Arthur Nogueira, Jaguariúna, Pedreira, Engenheiro, Coelho. E aí, as únicas cidades que têm menos de 20 óbitos, Santo Antônio de Poço, 16, Morungaba, 7 e Olambra, 5. Em relação às mortes na cidade de Campinas, quero chamar a atenção. 13 óbitos foram confirmados nesta última atualização e olha só a disparidade da faixa etária. Uma mulher de 50 anos até um homem de 91 anos, então uma diferença de 41 anos. Detalhe, morreu também um homem de 57 anos que não tinha comorbidades, então nós precisamos continuar com todos os cuidados em relação à Covid-19. É, Gabriel, e você já mostrou aqui, logo na abertura do Câmara Total, essas imagens que dentro desse universo aí que nos deixa triste, uma notícia boa, né? O início da vacinação para os idosos com idade acima de 90 anos, eu particularmente tenho uma avó com 96 anos, a família estava toda nessa expectativa do início da vacinação e creio que muitas famílias aqui da nossa cidade também estão nessa expectativa. E como a gente já mostrou aqui, essa vacinação começou hoje para esse público num anúncio feito nesta quarta-feira pelo prefeito Dário Saad nas redes sociais. O segundo grupo aí, que a gente está muito contente que entre, são os idosos acima de 90 anos. Que existe uma população em Campinas de cerca de 3.300 idosos nessa idade. Alguns já devem ter sido vacinados, porque moram nas instituições de longa permanência para idoso, mas deve ter um número ainda importante que precisa ser vacinado. Então, qual que foi o cuidado da Secretaria de Saúde, conversando aqui com o prefeito? Nós temos estratégias diferenciadas para acolher as necessidades dos idosos. Então, é muito importante que a gente veja o seguinte, a gente tem o centro de imunização, são dois ainda, depois eu vou falar novamente o endereço, mas qualquer idoso que ache que não vai conseguir chegar a esse centro, por qualquer motivo, ou por dificuldade de locomoção, ou porque não tem ninguém para ir com ele, qualquer coisa que o valha, a gente vai fazer a vacinação em casa. As equipes de saúde irão até a casa deles. Como que a gente vai saber da existência desse idoso, né? Um familiar, ele pode, ou o próprio idoso, ligar no centro de saúde, mais próximo daquele que ele está acostumado. Pode também, se o familiar quiser ou puder, pode passar no centro de saúde para fazer o cadastro Ou ligar o 1160 ou ainda acessar o nosso site vacina.campinas.sp.gov.br E acessar um chat, a gente tem um atendimento de uma equipe virtual Os idosos que tiverem família ou que eles mesmos ainda dirijam ou tenha jeito de se locomover, ele pode chegar ao centro de imunização? A gente está com o agendamento aberto para essas pessoas, no número de vagas compatível com o número de idosos, 3.500 vagas, mais do que o número de idosos existentes. E se o idoso não puder sair do carro ou não quiser, nossa equipe vai até o carro vacinar. Nós vamos ter um estacionamento nos dois centros com local pré-vacinação dentro do carro. Então, recapitulando, o idoso pode agendar no nosso site e ir até o centro de imunização. No centro de imunização pode ser vacinado lá dentro ou no carro. Lembrando então que, olha, é importante notícia, a gente já mostrou aqui esse primeiro dia de vacinação E você que é idoso ou que tem um parente idoso que já tem mais de 90 anos Pode fazer aí o cadastro no vacina.campinas.sp.gov.br Ou ligar no 160, que é o Disque Saúde da Prefeitura Além, como a doutora Andréia mencionou aí, também ligar no posto de saúde mais perto da sua casa para fazer também o agendamento. Lembrando que os idosos, que tem alguém que possa levá-los de carro, não há necessidade de sair do veículo para imunização. Agora, Mirna, a gente sabe que muitas cidades do estado de São Paulo estão se vacinando. Se a gente fizer um ranking, qual que é a posição de Campinas de doses aplicadas? É, uma boa notícia. Campinas lidera o ranking estadual de doses aplicadas com 27.209 doses, num total no estado de São Paulo de 131.306 até esta quarta-feira. Os dados são do site do governo do estado VacinaJá. já. Saiu um ranking muito interessante pra Campinas. Campinas é a segunda cidade no estado de São Paulo que mais vacinou, mas tem aí um erro. Campinas vacinou mais que o dobro que a cidade de São Paulo. A cidade de São Paulo tem 12 milhões de habitantes e vacinou 130 mil pessoas até ontem. Isso corresponde a 1,1% da população. Campinas tem 1 milhão e 200 mil habitantes e vacinou 28 mil pessoas, isso dá 2,4, 2,5%. Conclusão, Campinas está num ritmo bom de vacinação, vacinou percentualmente, percentualmente em termos de população, comparado população com população, mais que o dobro de São Paulo. Então nós temos que colocar isso porque é uma vitória da cidade de Campinas, vitória do SUS como sistema de saúde pública e principalmente também da Secretaria de Saúde. Ótima notícia então, Campinas liderando este ranking de vacinação contra a Covid-19, mas a gente sabe que em relação a esta doença é uma gangorra né Mirna Abreu, a gente tem uma boa notícia, ao mesmo tempo tem notícia que não é tão boa assim, ocupação de leitos, a gente continua acima dos 80%? A gente continua, Gabriel. Infelizmente, nesta quarta-feira, a cidade de Campinas tinha 83,07% dos leitos ocupados aqui na nossa cidade. Olha só, SUS Municipal, que agora está com 100 leitos, dos quais 86 estavam ocupados. Lembrando que a gente tem aí mais 5 que devem ser liberados. Do SUS estadual, a gente continua contando com os 17 leitos lá do HC da Unicamp, 15 ocupados. E na rede particular, dos 137 leitos disponíveis, 110 estavam ocupados até esta quarta-feira aí. Então, apesar desse número alto, que é um dos fatores que no Plano São Paulo, que mantém ou não a fase laranja, amarela e até alguns municípios, algumas regiões que estão nesse momento na fase vermelha, o prefeito Dário Saad não vê como uma restrição para que nossa cidade mude para uma regrida ainda mais de fase. Acompanhe. Pelo que nós observamos na taxa de ocupação de leitos e se caso a Unicamp abra esses três leitos, nós teremos condição de tocar, de fazer, entrar na fase laranja, né? Volta para laranja, né? Fica tudo laranja, né? Isso, nós continuaremos na fase laranja e não haverá necessidade de mais restrições. E essas normas de quem pode ser vacinado? É uma norma para todo o país e todo o Estado aqui. A gente faz, a Prefeitura pode vacinar quem a Secretaria de Estado da Saúde define. Então, nós teríamos algumas alterações para fazer, na opinião da Secretaria de Saúde de Campinas, na opinião da Vigilância, nós teríamos algumas alterações para fazer, mas nós não podemos, nós temos que seguir as orientações da Secretaria de Estado da Saúde. Gabriel, inclusive sobre essa questão das orientações, é justamente, você falou lá naquela outra entrada sobre os profissionais e os critérios. A gente sabe que há uma indagação de outros setores, outros segmentos que falam da necessidade de também entrar nessa lista de prioridades. E aí o prefeito disse justamente sobre isso, que a prefeitura enxerga como sim, temos a necessidade, mas temos que cumprir o plano nacional de imunização que tem um padrão para que cada município não faça a sua maneira. Infelizmente é pela quantidade de doses que estão chegando e aí vão dos grupos prioritários e depois para outras atividades, a gente segue informando sempre aqui no Câmara Total, quando chegar a vez do professor, do jornalista, acima dos 50 anos, a gente vai... que acontecem no município, mas que seguem o rito, o Plano Nacional de Imunização. Agora, Mirna, na semana passada, a gente falou Campinas na fase laranja, depois das 8 horas da noite, fase vermelha, fase vermelha também aos fins de semana, e seriam dois fins de semana. No próximo fim de semana, continua a fase vermelha? Não, inclusive o governo do estado ontem já disse também em coletiva que as 11 regiões que estão na fase laranja poderão liberar comércios e serviços não essenciais sem as medidas da etapa vermelha. Atividades de final de semana sejam retomadas em todo o estado de São Paulo. Isto, porém, não deve compreender falta de cuidado, de atenção e de medidas de atenção para que as pessoas, frequentadores de comércio, de restaurantes e de outras atividades econômicas estejam protegidas, assim como os funcionários desses estabelecimentos. Tivemos, felizmente, queda no número de internações em todo o estado de São Paulo, tanto em leitos primários quanto em leitos de unidade de terapia intensiva, de UTI, o que nos permite suspender a decisão de fechamento de atividades econômicas já neste final de semana em todo o estado de São Paulo. Com essa medida que anunciamos hoje, o funcionamento de restaurantes e similares, de comércio e outras atividades econômicas será liberado a partir do próximo final de semana. Isso, evidentemente, de acordo com a classificação de cada região do Estado no Plano São Paulo. E na próxima semana deve acontecer justamente a reclassificação das regiões no Plano São Paulo. Haverá uma reclassificação das regiões para a próxima semana. E é possível que, mesmo com essa reclassificação, seja acrescida alguma recomendação adicional ao período de carnaval. Não temos condições de antecipar, porque isso ainda está sendo discutido no centro de contingência. Importante salientar, já que foi mencionada a questão do carnaval, que um decreto estadual suspendeu o ponto facultativo que seria nos dias 15 e 16 durante o carnaval de 2021 e também um decreto municipal aqui em Campinas suspendeu também o ponto facultativo desses dois dias. Ou seja, as repartições públicas, municipais e também do Estado vão funcionar normalmente como nos dias comuns. E olha só, uma boa notícia, o governo anunciou ainda nesta quarta-feira a chegada dos insumos para a produção de mais vacinas. Chegam hoje a São Paulo mais 8 milhões e 600 mil doses da vacina do Butantan A carga com as vacinas desembarca esta noite no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas E a gente tem até imagens, né, Miradessa, da chegada destes insumos porque também é uma grande expectativa, porque, olha, nós já estamos vendo as imagens em alta segurança, porque isso é fundamental para a gente ter mais doses, né? É, o que acontece, na verdade, essas imagens aí, Gabriel, elas são do que foi produzido pelo Butantan e que agora vai para todo o país, lembrando que há cerca de três semanas, o Ministério da Saúde assinou um contrato com o Instituto Butantan também para o fornecimento da Coronavac para outros estados do país. Então, a Polícia Federal fez toda essa segurança durante a noite e hoje, logo pela manhã, começou então essa distribuição para outros municípios, partindo aqui, bem pertinho da gente, do Aeroporto Internacional de Viracopos. E uma forte segurança, né? Escolta da Polícia Federal, então, para dar tudo certo, para ter a segurança que chegue no local correto. É legal que a Polícia Federal cedeu essas imagens para que a gente possa mostrar esse trabalho para garantir que todos os locais do país tenham a possibilidade de vacinar as pessoas dos grupos prioritários, os idosos e tantos outros que ainda vão precisar da vacina no nosso país. Vamos só confirmar, Mirna Abreu, fase laranja, para não ficar essa dúvida, né? Como é que vai ficar shopping, como é que vai ficar academia, pode funcionar fim de semana agora? Então, para explicar para os nossos telespectadores. Continuamos na fase laranja e agora o que pode funcionar? Fase laranja, academias, salões de beleza, restaurantes, cinemas, teatros, shoppings, concessionárias, escritórios, podem funcionar até 8 horas por dia, com atendimento presencial limitado a 40% da capacidade, com início 6 horas da manhã e o encerramento às 20 horas. Ou seja, o estabelecimento deve escolher com esse prazo máximo das 20 horas, qual vai ser o período de abertura dessas 8 horas de funcionamento. Ou seja, ninguém pode continuar funcionando após as 8 da noite, porque nós estamos na fase laranja. E os parques estão liberados, que era o que estava acontecendo na última semana, nós tivemos, por exemplo, em Campinas, os 25 parques municipais foram fechados por conta da etapa vermelha no final de semana. Com todo mundo na fase laranja, eles serão reabertos e também, de acordo com essa fase laranja, o consumo local em bares está proibido, mas a gente tem um decreto municipal, inclusive dessa questão da bebida alcoólica, mas até às 8 horas esses estabelecimentos continuam abertos. Nós temos o decreto municipal, que eles recebem o público até às 8 da noite e tem aí mais uma hora para que as pessoas terminem de consumir a sua refeição, a sua bebida, nessa fase laranja. Na terça-feira, nós falamos aqui no Câmara Total que o prefeito de Hortolândia, o Ângelo Perugini, estava internado na cidade. Você tem novas atualizações? Isso, a atualização foi feita nesta quarta-feira pela assessoria de imprensa da Prefeitura de Hortolândia. E olha só, o prefeito foi transferido para um leito de UTI em um hospital da capital paulista. Perugine segue com seu quadro de saúde estável e continua a receber todos os cuidados para que tenha uma recuperação celere. Então, o prefeito de Hortolândia estava no Hospital Samaritano aqui em Campinas e foi transferido para a capital. Certo, Mina Abreu, muito obrigado pelas notícias da metrópole de Campinas. Quero aproveitar a sua presença aqui no estúdio, nós temos 10 minutinhos ainda para falar das notícias do Legislativo, já que ontem nós tivemos a primeira reunião extraordinária. É, e a primeira reunião extraordinária, ela na verdade abriu o ano Legislativo da Câmara de Campinas. E como prevê aí a lei orgânica do município, nós tivemos aí na abertura o discurso do presidente da Câmara, o vereador Zé Carlos, falando sobre a missão parlamentar, sobre essa nova gestão e também do prefeito Dário Saad, que falou sobre a atualização da situação de Campinas e a projeção para que ele governe nos próximos quatro anos. Vamos acompanhar. Durante os próximos quatro anos caberá a esse legislativo a tarefa maior de representar a população de Campinas que nos elegeu para ajudar na condução de nossa querida cidade para dias melhores. Essa nova legislatura que hoje se inicia com os 33 vereadores eleitos para o período de 2021 a 2024 é única por diversas razões. Primeiro porque mescla de maneira bastante equilibrada a experiência com a novidade. Pouco mais da metade dos que aqui se encontram são vereadores releitos que nos últimos anos já aprovaram o valor de seu trabalho e que foram reconduzidos aos seus cargos. O melhor, como estarão à disposição para ajudar os que chegaram agora a se adaptarem mais rapidamente aos meandros do legislativo. Por outro lado, temos os demais vereadores ocupando pela primeira vez uma cadeira na Câmara. Com ímpeto, criatividade e novos olhares sobre a política, eles também contribuirão para renovar a vontade e a visão dos mais experientes. A soma dessas forças, quero acreditar, fará desse legislativo uma casa de equilíbrio, de independência e de cada vez mais qualidade nas ideias e ações em prol da cidade. Desta primeira reunião extraordinária que aconteceu ontem, diferentemente dos outros anos, que era na quinta-feira, pelo menos no ano passado, durante esta pandemia, as reuniões extraordinárias aconteciam às quintas-feiras. E desde ontem, a primeira reunião extraordinária, quarta-feira, a partir das nove horas da manhã, deu para a gente ouvir um pequeno trecho logo na abertura do vereador Zé Carlos. É, inclusive ontem, logo na abertura da reunião extraordinária, eu conversei com o presidente, ele falou dessa decisão de ser sempre às quartas-feiras de manhã, com a possibilidade de mais um dia da semana, dependendo dos trabalhos, dependendo da quantidade e da demanda dos vereadores, a gente percebe que já foi uma pauta com 26 itens. Lembrando que a gente tinha alguns projetos de anos anteriores, mas a gente tem muitos projetos protocolados, temos mostrado inclusive aqui no Notícias do Legislativo, esses projetos protocolados com requerimentos também, a gente tem propostas de comissões, aberturas de comissão de representação no caso do menino que foi encontrado no tambor. Nós temos proposta de comissão de estudos de desburocratização do trabalho da administração municipal, então a gente tem bastante debate, semana que vem já tem comissão permanente agendando reuniões, a gente teve uma reunião da comissão de educação e agora, creio que logo, para marcar justamente com o secretário de educação sobre a volta às aulas, então muito trabalho. Tem muito trabalho e ontem o Dário Saad participou dessa reunião extraordinária. Isso, como é prevista na lei orgânica do município, o prefeito veio à Câmara para fazer esse anúncio, esse pronunciamento no primeiro dia do ano legislativo da Câmara Municipal e logo no início ele falou justamente e lamentou a morte das vítimas do coronavírus aqui na nossa cidade. Eu inicio também a minha fala demonstrando a minha solidariedade às mil seiscentas e cinquenta e seis famílias que perderam seus entes queridos, também os amigos, familiares nessa pandemia que estamos enfrentando e não teria outro tema para iniciar essa apresentação da situação da cidade de Campinas Sem falar da pandemia que tanto nos aflige Hoje Campinas tem mais de 62 mil casos confirmados da Covid-19 Como eu já ressaltei, ontem foram contabilizados 1.656 óbitos Um total que entendemos muito grande Por isso a nossa solidariedade a todos os familiares e amigos dessas pessoas Ele fez ainda um panorama da doença em Campinas. A cidade tem enfrentado a pandemia com bastante força e até o presente momento com sucesso. Nós tivemos já no auge da pandemia, em julho e agosto do ano passado, Uma rede de atendimento que contava com cento e cinquenta leitos de UTI da Prefeitura de Campinas, do SUS Municipal e noventa e três leitos da Secretaria de Estado da Saúde e do SUS Estadual. Nesse momento, nós temos cem leitos do município de Campinas e dezessete leitos da rede estadual localizados na Unicamp. É importante também ressaltar que hoje ainda temos mais 137 leites da rede particular de Campinas, da rede privada. Nesse total, estamos variando nos últimos dias entre 80%, chegamos até 90%, mais um pouco, de ocupação dos leites. Por isso, um esforço muito grande da Prefeitura de Campinas no sentido de ampliar o atendimento. Olha, o prefeito falou ainda dos desafios para áreas como educação e transporte. A íntegra você acompanha no facebook.com.br tvcameracampinas ou ainda no youtube.com.br tvcameracampinas. Ainda sobre a primeira reunião extraordinária, foi colocado para análise da regulamentação do Conselho da Comunidade Negra. É um projeto da Prefeitura Municipal, ele passou em primeira discussão, ou seja, na legalidade, mas aí a gente teve uma discussão que a vereadora Paola Miguel solicitou aí que seja discutido amplamente esse tema, o que o vereador Luiz Rocine, que é o líder de governo na Câmara, explicou ainda que haverá um debate antes da próxima votação e assim o projeto foi aprovado. A Câmara aprovou em segunda discussão, ou seja, de forma definitiva ainda, o projeto do vereador Rodrigo da Farmadique que amplia o prazo para que os lotes da Zona 1, descritos no planejamento do município, possam ser subdivididos em lotes com área mínima de 125 metros quadrados. Um outro projeto aprovado é o projeto do vereador professor Alberto que prevê que professores e servidores de escolas municipais possam também comer da merenda escolar e aí depois disso nós tivemos no total nove projetos que foram analisados e os outros serão aí incorporados na próxima reunião de quarta-feira que vem. Então, eles ficarão para a votação da próxima quarta-feira. O resultado completo no campinas.sp.leg.br. Agora, Mirna Abreu, alguns vereadores querem rastreamento da vacinação contra a Covid-19. Isso. Na verdade, é um pedido feito pela bancada do PSOL, pelos vereadores Paulo Búfalo e Maria Anaconte, justamente para que não haja nenhum problema em relação ao público que deva receber a vacina. E na reportagem é de Michel Amorim. A bancada do pessoal na Câmara é formada pela vereadora Mariana Conte e pelo vereador Paulo Búfalo. Eles protocolaram na última semana um projeto de lei que visa garantir transparência no processo de vacinação contra a Covid-19 no município. Infelizmente a gente tem acompanhado em outros municípios, em outros estados, denúncias de pessoas que estão furando a fila da vacina Ou seja, pessoas que não se enquadram nos critérios estabelecidos da prioridade naquele momento Que por conta de influência econômica, influência política, acabam furando a fila A ideia é a gente prevenir isso, a gente não quer que isso aconteça em Campinas A ideia é que nós possamos ter um instrumento de regulação, de acompanhamento, de transparência, que é um princípio da administração pública, para todo o processo de vacinação na cidade de Campinas. Isso tendo em vista a escassez de vacinas, os relatos pelo país afora. O projeto propõe a criação de um sistema de rastreamento de doses e para a identificação da população vacinada. Então a prefeitura tem isso, tem o sistema para isso. Agora, a gente precisa que isso seja transparente, na verdade. A ideia nossa é que isso seja publicizado. Então a ideia não tem nenhuma inovação do ponto de vista de algo que a prefeitura já não faz, porque ela precisa fazer. Ela precisa garantir que a pessoa que vai tomar a segunda dose é a dose daquele lote de vacina, daquela vacina específica, se é da AstraZeneca, se é da Coronavac, ela precisa controlar isso. O PL prevê ainda que sejam identificados a designação dos responsáveis pela publicação, atualização e evolução, além da manutenção de dados de vacinação. Ser um motivador, as pessoas perceberem que os cronogramas estão sendo cumpridos e respeitados, também pode estimular as pessoas a virem tomar a vacina, no momento que a gente vive, inclusive, um enfrentamento do negacionismo da vacinação. Caso a matéria seja aprovada e transformada em lei, ela deve ter seus efeitos retroativos até o dia 18 de janeiro passado, data de início da vacinação na cidade. Eu espero que o mais rápido possível isso entre na pauta aqui da sessão e que os vereadores aprovem, porque é um ato de responsabilidade com a sociedade campineira. Queremos, assim, compartilhar com os parlamentares a possibilidade deles discutirem e também poderem ajudar na instituição dessa política pública. Então, a expectativa é de que a Casa acolha bem essa demanda. E o vereador Otto Alejandro protocolou um requerimento questionando a atuação do Conselho Tutelar em Campinas. O vereador Otto Alejandro, que é integrante da Comissão Permanente de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente da Câmara, Protocolou um requerimento destinado à prefeitura que pede informações sobre a atuação do Conselho Tutelar no caso de uma criança encontrada acorrentada dentro de um tambor de ferro exposto ao sol no Jardim Itatiaia, na zona leste da cidade. Esse caso aí chocou o Brasil todo, até fora do país, é inadmissível que aconteça uma coisa dessa, mas aconteceu aqui, uma triste realidade. Então nós pedimos para a prefeitura cobrar dos órgãos de assistência social da cidade se realmente já tinha acontecido as denúncias, se a família já estava sendo assistida ou não. Porque está tendo opiniões diferentes, uns falam que tem, outros não. Então, nós resolvemos documentar esse requerimento para poder ter as respostas e passar essa resposta à sociedade. A criança de 11 anos foi encontrada pela polícia militar na tarde do último sábado com sinais de maus tratos. Nua e visivelmente em estado de desnutrição. O menino contou para os policiais que não comia há vários dias. O SAMU foi acionado e o garoto foi encaminhado ao Hospital Ouro Verde. A polícia decretou a prisão do pai, da namorada dele e a filha da namorada. Assim que tivermos a resposta, vamos encaminhar ao Ministério Público e se tiver alguma omissão ou teve alguma negligência, que os culpados também paguem por esse crime. O objetivo do requerimento do vereador é que casos como esses não voltem a acontecer na cidade. Isso não pode acontecer, por isso que o nosso gabinete, o nosso trabalho vai ser de fiscalizar em todos os sentidos, inclusive o Conselho Tutelar da cidade. E ontem, durante o anúncio da construção de uma nova unidade do Ceprocamp no Ouro Verde, o vereador professor Alberto representou a Câmara no evento e falou sobre a importância dessa iniciativa. A Câmara tem procurado ser uma casa facilitadora de projetos preventivos, projetos que possam efetivamente ajudar as pessoas de baixa renda. E quando a gente vê uma solenidade dessa, da assinatura de órgãos relevantes da cidade, como por exemplo o SEASA, A presença do secretário de educação, do diretor da FUMEC A FUMEC tem sido uma grande parceira também com a Câmara nos projetos do governo anterior Por exemplo, da erradicação do analfabetismo, a gente tem sido muito parceiro E é uma alegria para a nossa Casa de Leis Porque a gente sabe que hoje, pós pandemia, nós vamos precisar de instrumentos, condições E nesse sentido, prefeito, eu vejo uma política preventiva, porque o senhor está antecipando uma situação e preparando um instrumento de capacitação para as pessoas que vão, que já estão ou pararam no mercado de trabalho, mas que vão ser inseridas e têm condições, através de um curso de capacitação, estarem melhores preparadas para esse novo momento. Eu quero também fazer menção da TV Câmara, que também tem nos ajudado muito divulgando atividades dessa natureza. Olha, o parlamentar falou ainda da importância da descentralização da educação para capacitação dessas pessoas para o mercado de trabalho. E eu muitas vezes disse isso na tribuna da Câmara Eu sempre observo a educação como o mais poderoso instrumento de transformação social E agora o prefeito logo no início da sua gestão Em companhia com todas essas instituições Apontando um caminho relevante Porque está descentralizando de uma certa maneira levando até Ouro Verde, uma região muito necessitada, uma instituição que possa efetivamente estar capacitando, não momentaneamente, mas é um instrumento de capacitação contínua de muitas pessoas. Então, nessa perspectiva, eu parabenizo o prefeito, sempre é uma honra estar com o secretário, o doutor Tadeu, com o Walter Greve e o Ari. Lembrando que a Câmara é parceira de atividades e projetos dessa natureza. Com certeza, e para a gente poder encerrar as notícias do Legislativo, Mina Abreu, vamos falar de educação, porque a CEASA, ela fez uma doação de espaço para as salas de aula. É isso mesmo, é essa que o professor Alberto está comentando agora, por quê? Lá no Ouro Verde, tem do lado do Terminal Ouro Verde, um Hortoshopping, olha só. E esse Hortoshopping é justamente essa área que pertence à CEASA e que vai funcionar o CEPROCAMP. Lembrando que lá serão três salas de aula, um laboratório de informática e games e uma sala administrativa. Vai passar por reforma então com laboratório em parceria com a Secretaria de Educação e a Sanasa também. Nós vamos ter aí a possibilidade para atender ali o Distrito do Ouro Verde de 600 alunos diariamente nos períodos matutino, vespertino e noturno. Então, vamos aguardar aí essa possibilidade ali para o Distrito do Ouro Verde. Tá certo, Mirna. Muito obrigado pelas notícias do Legislativo. Já abordamos a metrópole de Campinas, atualizamos casos da Covid-19, falamos mais uma vez que a partir de hoje, idosos acima dos 90 anos começaram a ser vacinados contra a Covid-19, falamos da reunião extraordinária que aconteceu ontem pela primeira vez em 2021, Então, até amanhã. Até amanhã com mais notícias do Legislativo. Combinado, então, a Mina Abreu retorna amanhã na sexta-feira. Você aí de casa, não saia daí, porque a gente vai fazer o seguinte. Rápido intervalo, meio-dia e oito agora. E na volta, nós vamos falar sobre quadrinho, porque tem uma série de eventos virtuais com exposições, roda de conversas, feira, de forma virtual. Sabe a importância do quadrinho, do cartum? A gente vai falar já já, depois do intervalo. Câmara Total de volta ao vivo nesta quinta-feira. E olha só, desde o último sábado, dia 30, e durante todo o mês de fevereiro, Você que nos assiste pode conferir a oitava edição do Dia do Quadrinho Nacional na Biblioteca Pública Municipal Professor Ernesto Manuel Zink, que fica ali ao lado da Prefeitura. Com atividades exclusivamente virtuais, por conta da pandemia, nós teremos exposições, feira, rodas de conversa com quadrinistas. E para falar sobre este evento, sobre a importância, eu converso agora com a Suzy Elias, ela que é a bibliotecária-chefe. Então, muito obrigado, Suzy, por ter aceito o convite para participar aqui do Câmara Total. E mesmo na pandemia, com essa condição adversa, vocês conseguiram organizar esta oitava edição, né? Seja bem-vinda e boa tarde. Boa tarde. Eu que agradeço a participação, o espaço que vocês estão cedendo. A pandemia, na verdade, ela traz para a gente outras possibilidades da gente fazer a discussão sobre o que é o quadrinho e até mesmo conhecer. Se a gente não pode ficar fisicamente juntos, que é um evento durante todos esses anos que a gente se preocupa em reunir gente aqui na biblioteca, esse ano a gente vai fazer isso virtualmente, garantindo o distanciamento social. Tem que se adaptar, mesmo nas condições adversas, arrumam um jeito para poder transmitir conhecimento, cultura, educação. Já a gente vai falar mais um pouco sobre a importância de um evento como esse e entrando no mundo dos quadrinhos. O que o público vai encontrar no evento? Onde ele pode acessar? A pessoa pode entrar no evento num site na internet que nós criamos, www.tqnzinc.com.br Nesse site nós colocamos as exposições onde vai acontecer o acesso para se ter a possibilidade de participar das nossas rodas de conversa serão três durante todo o ano de fevereiro e como o mundo virtual estabelece a possibilidade da gente acrescentar coisas A gente começa com três, mas existe a possibilidade de a gente fazer mais coisas. Nós também temos uma exposição já aberta que comemora os 70 anos da primeira exposição de quadrinho que teve no Brasil. Ela teve repercussão mundial, porque ela se preocupou em mostrar como que o quadrinho está relacionado com as outras artes, como o cinema e a literatura. Então, falar sobre quadrinho é perceber o universo maior de como a sociedade, através das imagens, ela conta a sua vida, conta a sua história. Que bacana, né? E eu acho que é exatamente sobre isso, né? São áreas que estão relacionadas. Eu vou mostrar aqui, você citou o site dqnzink.com.br e aqui fala mais então sobre o dia do quadrinho nacional, esta oitava edição e aqui olha só, você consegue encontrar todas as informações, datas, o que você vai poder encontrar. Então, tem o site aqui completo com todas as informações. Então, vou repetir, dqnzinc.com.br, aqui você adquire todas as informações. Suzy, outras bibliotecas ajudaram a organizar este evento? Sim, toda edição, na verdade, a gente tem parceiros novos. Esse ano, nós estamos contando com duas bibliotecas comunitárias da cidade de Campinas. Uma mais recente que surgiu no bairro São Judas Tadeu, que é a Biblioteca Comunitária do São Judas Tadeu, a Biblioteca Úrsula e a Biblioteca Comunitária do Campo Belo, a Biblioteca Solidária. Elas estão propondo bate-papo, a Biblioteca Solidária vai fazer uma pandesia falando da liberdade de expressão da periferia de Campinas, na periferia de Campinas, e a Biblioteca Comunitária do São Judas, além de mostrar as fotos, ela também abre espaço para as moças, as senhoras bordadeiras, elas vão contar através de uma história em quadrinhos, que eles mesmos produziram, através de bordados, uma pequena história. Então, tudo isso vai ficar visível, estão documentando, além de fazer o quadrinho, estão documentando e deixando na internet para as pessoas conhecerem. Suzy, nesta pandemia em que todo mundo foi afetado de alguma maneira, os artistas estão inseridos neste contexto. Então, quem estava em feira livre perdeu este contato, o artista que escrevia um quadrinho e vendia, enfim. Essa oportunidade, mesmo à distância, deve aproveitar, aproximar o artista do público? Sim, a gente sempre se preocupou em abrir a possibilidade de contato entre o artista e a população Isso para a gente é fundamental para as pessoas conhecerem a diversidade de gêneros, de traços que as pessoas, os quadrinistas têm Na página www.dqnzinc.com.br nós temos um espaço para as pessoas acessarem quadrinistas e as lojinhas dos quadrinistas Quem quiser conversar, mandar um recado, ou até mesmo comprar os quadrinhos, basta entrar na página do www.dqnz.com.br para ter contato com os artistas. Os artistas também estão mandando pequenos vídeos de como eles fazem os trabalhos deles. Está muito bacana, vale a pena sim. É algo muito rico, os quadrinhos. Porque se a gente parar para pensar, por exemplo, na minha adolescência, eu lia muitos gibis da turma da Mônica, Tio Patinhas, enfim, é uma infinidade. E o quadrinho, ele tem essa importância da alfabetização, o contato da criança com o mundo da magia, o entendimento do que é real, do que é imaginário. Você percebe isso também das crianças? Sim, a preocupação nossa, toda vez que a gente faz um evento desse É mostrar para a população que o quadrinho não atende especificamente ao público infantil e juvenil Hoje você tem excelentes contadores de história Então você vai ter pessoas que fazem quadrinhos de terror, quadrinhos eróticos Nós vamos até ter uma roda de conversa em que o erotismo presente nas histórias em quadrinhos, ele vai ser comentado, né? Eu quero que as pessoas, por exemplo, respondam se o quadrinho erótico, ele é um inflamável, né? Se ele traz problemas. É preciso entender que é só uma outra forma da gente contar histórias com imagens e, às vezes, com texto. Mas ela é extremamente poderosa, que às vezes as pessoas têm até algum probleminha para contar essa história A gente sabe que nos últimos tempos algumas histórias em quadrinhos têm sido censuradas, retiradas de circulação Então isso também é uma forma de vocês entenderem que os quadrinhos dialogam com a realidade imediata que a gente vive Isso que você está dizendo é muito importante, porque da mesma forma que o quadrinho tem a importância para uma alfabetização, para o infanto-juvenil, ele abrange outros públicos, como você disse. Além das histórias, você tem as charges, os contos, são inúmeras histórias e artistas, cartunistas fantásticos nós temos, como Laerte Coutinho, Angeli Filho, Maurício de Souza, Bira Dantas, DJ Carvalho, para quem não conhece, assessor de imprensa aqui da Câmara, e tem um talento incrível, e muitos deles que eu citei estarão nesta oitava edição, né, Suzy? Isso. Hoje à noite, às 19 horas, nós vamos ter uma roda de conversa sobre quadrinhos e liberdade. Participam dessa roda o Gilmar, o Leandro Assis, o Junião, que é daqui de Campinas, o Bira Dantas, também de Campinas, e nós trouxemos também o Joe Bonfim. O Joe Bonfim é um brasileiro que mora na França há muitos anos e que vai contar, por exemplo, o que é fazer quadrinhos, depois quadrinhos, caricaturas, numa França, depois do Charmin Hebdo, que foi uma revista que, em função das imagens que publicou, ela teve, sofreu um atentado, né? e perderam muitas vidas. São experiências diferentes com relação à liberdade e à produção de quadrinhos, de charges e cartoons. As pessoas precisam entender que a charge, o cartoon e a tira são desenhos humorísticos, mas eles são extremamente críticos, eles conversam com a realidade imediata. Então, esses cinco quadrinistas, com a mediação do DJ, que também fez tira nos jornais daqui de Campinas, Ele é um teórico dos quadrinhos, ele fez livros, produziu tiras durante muito tempo no, pode citar, o Correio Popular aqui de Campinas. Eu acho que é legal que as pessoas entendam que é um grupo de teóricos, são intelectuais que vão abordar esse tema hoje. E Suzy, só reforça para mim então, horário e quem quiser assistir essa roda de conversa, por onde, qual que é o canal? Olha, hoje à noite, 4 de fevereiro, às 19 horas, a gente começa a nossa roda www.dqnzinc.com.br É só acessar lá que os caminhos estão bem fáceis de serem achados, está destacado até Então, assim, vai ser uma possibilidade, é único, né, a gente poder... A pandemia trouxe problemas, mas ela trouxe as possibilidades de a gente reunir um time desse Eu acho que se a gente fosse fazer isso fisicamente, seria quase impossível. O Leandro Assis, que publica em um grande jornal da Capital, ele está em Portugal, por exemplo. São pessoas incríveis, com muita coisa para contar. É só chegar, www.dknzinc.com.br. Estamos trazendo a tecnologia para o nosso favor, já que a gente não consegue pessoalmente, então um evento virtual como esse é importantíssimo. Ô Suzy, a história em quadrinhos, essa expressão artística de muita relevância, está presente em Campinas? Quem não conhece, como pode se interessar ou o que você pode dizer sobre o que a cidade de Campinas oferece? Aqui na Biblioteca Pública, professor Ernesto Manoazinque, nós temos uma gibiteca. É o maior acervo do interior do estado de São Paulo de quadrinhos. Nós temos de tudo, da história em quadrinhos, né? História da história em quadrinhos, chás de cartuns, tudo que você quiser aprender a desenhar, mangá, super-heróis, você pode ter aqui. Se você quer ler quadrinho nacional, você pode ler quadrinho nacional. Se você quer ler Turma da Mônica, você vai ler Turma da Mônica. Nós temos mangás aqui. É só você chegar aqui na Benjamin Constant, 1633, nesse horário de pandemia, nesse tempo de pandemia, a gente está funcionando das 10 às 14, que você vai poder acessar um acervo incrível, tem de tudo gente, tem de tudo, tem de todos os gêneros, eu tenho super heróis, eu tenho terror, eu tenho erótico, tenho quadrinho infantil, é assim, é uma possibilidade de vir aqui para conhecer o material que a gente tem. É fantástico o nosso acervo. Campinas está privilegiada nesse campo. A gente tem muita coisa para oferecer. É só vir aqui. E também aumenta o vocabulário, a nossa cultura, a gente consegue conversar sobre outros termos, abre a nossa cabeça, a leitura é fundamental e a biblioteca pública faz um serviço de excelência aqui na cidade de Campinas. Então, você que nunca visitou, vá até a biblioteca municipal aqui da nossa cidade. Para quem está em casa, a gente está falando sobre essa importância, Suzy, mas pode estar pensando, mas biblioteca é algo do passado, hoje em dia é tudo digitalizado, faz anos que eu não entro em uma. Você é bibliotecária, na professora Ernesto Manuel Zinke. Como é que você enxerga este presente, digamos, antes da pandemia? porque na pandemia está sendo muito afetado esta questão de visitação. Mas antes da pandemia, as pessoas continuam frequentando, continuam se interessando pelos livros, tem escola que frequenta? Nesse momento, em função do distanciamento social, as visitas das escolas estão suspensas. A gente precisa garantir o distanciamento social. Mas durante a pandemia, a gente continuou funcionando. Na verdade, as pessoas acham que o digital é inimigo da biblioteca. Muito pelo contrário, a gente jamais teria possibilidade de fazer um evento desse, ou ter acesso a essa conversa que a gente está tendo aqui, se não fosse a tecnologia. Ela é muito útil para a biblioteca. No entanto, o livro, ele tem um poder, uma potência que o digital não tem. A gente sabe que Campinas, ela tem vários territórios, e alguns territórios, eles vivem situações bem precárias. Então, imaginar que todo mundo tem acesso ao livro digital é um sonho, isso ainda não acontece. E as pessoas sentiram muita falta, as pessoas ligavam aqui na biblioteca e falavam assim, nossa, quando a gente vai poder voltar a emprestar livro? Estou sentindo, já li o livro três vezes, não aguento mais, eu quero trocar meu livro. Então, nós suspendemos nosso atendimento durante um bom período, nós voltamos a partir de outubro. Você precisa ver a alegria das pessoas virem até aqui e acessar os nossos conteúdos. O livro físico, ele é um objeto mágico, ele é um objeto potente ainda para a nossa cultura. Imaginar que ele vai desaparecer, não. Toda vez que as escolas nos visitam, na verdade, a gente mostra que o livro físico tem várias possibilidades, vários formatos. Tem gente que incluiu o livro que a gente conhece, aquele formato quadradinho, ele não é mais o comum, a gente tem livro de arte, nós temos histórias contadas de trás para frente, de frente para trás. Figuras saindo, você vai mudando a página, a figura aumenta. Então, a gente tem coisas incríveis aqui para a pessoa conhecer. Então, a hora que você mostra esse livro para uma criança, não tem como até adulto, viu? Até adulto. Quando eu começo a mostrar as coisas que a gente tem, o adulto fica encantado. Ele para para ler. O grande problema é que as pessoas, algumas vezes, não encontram a história que as faz apaixonar pelo texto impresso ou pela leitura. Eu acho que esse é o nosso maior problema, é fazer as pessoas se apaixonarem e entenderem por que é importante numa sociedade que considera a memória e o conhecimento como fundamentais, terem acesso à leitura. Isso é um diferencial. Os melhores desempenhos que tem de outras sociedades é onde a leitura é fundamental. Então, a gente continua incentivando e mostrando para as pessoas possibilidades de leitura. É só vir aqui que a gente conversa. Não gostou de um texto de terror? Que tal um policial? Não gostou de um romance? A gente tem outras possibilidades, né? Exercitar essa paciência, né? A procura. Por que você pode ler um livro e não gostar? Isso faz parte. É, você não precisa ir até o final de toda a leitura. Você pode dispensar. É questão de você habituar, né? Ninguém vai cobrar quem eram os autores principais. A gente tem que aprender a recuperar esse prazer. Eu acho que a pandemia trouxe muito isso, muita gente veio ou ligou aqui e falou, nossa, eu preciso ler, a vontade de ler voltou. Então, eu não vejo o digital como um problema, ele é meu aliado. Exatamente. Relembrando o site dqnzinc.com.br, nós estamos nesta oitava edição e Suzy, é um mundo gigantesco esse dos quadrinhos, né? É bem ramificado, com muitas opções. Para quem está nos assistindo, não tem muito costume de ler, vai se surpreender. Se assistir hoje uma roda de conversa, vai falar, mas existem todas essas opções? O quadrinho não é só para criança? Não tem só o super-herói? Tem tantos personagens, tantos núcleos? Vai se surpreender? Vai, sim. Acho que as pessoas viram recentemente um quadrinho, o Pantera Negra, que foi para o cinema. Ele recebeu uma outra leitura, mas a potência da história do Quanto Era Negra trouxe empoderamento para a população negra, muita criança se identificou com o super-herói, porque é raro você ver um super-herói negro. Isso foi muito importante na história da humanidade, você ter um texto e uma imagem que afetasse tanto a vida das pessoas, tanto é que quando o ator principal do filme faleceu, As pessoas se manifestaram muito pela internet. Eu acho que vale a pena as pessoas virem até a biblioteca para conhecer as possibilidades dos quadrinhos e ver a quantidade de textos, de histórias, de narrativas. Nós temos autores que são premiados tanto no Brasil como no exterior. Nós temos o Marcelo de Salete, que fala muito sobre a população negra nos quadrinhos. Ele é premiado no Brasil, ele ganhou um Eisner nos Estados Unidos, Ele fez uma exposição na África, que passou por toda a África, inclusive na Europa ele foi premiado. Nós temos o João Pinheiro, que quadramizou a história da Carolina de Jesus, do Quarto de Despejo, que foi premiado recentemente em Angolene. Então, eu acho assim, as pessoas precisam conhecer as possibilidades dos textos, das histórias, os traços que são extremamente diferentes. É um mundo rico. Vocês vão se apaixonar tanto quanto eu. Eu tenho certeza disso. Não, tenho certeza disso, Suzy. Qual que é a percepção que você tem do hábito dos brasileiros de se sentarem e lerem livros, quadrinhos, cartuns? E você acha que uma edição como essa que está acontecendo agora, com este incentivo, com rodas de conversa, é um incentivo a mais ou você teme que é algo muito segmentado, muito específico? Olha, as pessoas até acham que a gente está trabalhando especificamente com o público Mas não, nós durante todos esses anos, nós estamos na oitava edição Nós estamos há oito anos fazendo essa atividade, tem uma feira Que é uma das coisas mais interessantes que a gente tem aqui em Campinas Que é a possibilidade do próprio autor conversar sobre o texto com o leitor Não existe isso em muitos lugares, eu acho que no interior do estado de São Paulo, em São Paulo isso é muito mais comum, São Paulo capital é muito mais comum, mas no interior do estado são poucos os lugares em que isso acontece. Abre possibilidades de conhecer a diversidade de textos e de gêneros. Muitas vezes as pessoas ou as famílias não leem porque não é hábito, né? Você tem muito voltada a leitura para estudo, não a leitura para lazer, não a leitura para conhecer. Conhecer uma biblioteca é conhecer possibilidades de leitura. Você pode ler por infinitas razões, né? Necessariamente não precisa ser um romance, pode ser uma história em quadrinho, pode ser um livro de autoajuda. existem possibilidades de leitura que as pessoas precisam aprender e explorar eu acho que falta isso aprender que há possibilidades e conversar com quem produz com quem faz quadrinho porque nas nossas feiras você tem tanto o produtor de quadrinho o quadrinista que se autopublica como editoras a gente tem a Zarabatana aqui em Campinas que há muito tempo é uma editora premiadíssima que há muito tempo produz quadrinhos e traz quadrinhos estrangeiros para nós também Eu acho que é uma possibilidade de conhecer Eu acho que a gente tem que trabalhar Várias possibilidades Várias alternativas Para fazer com que as pessoas conheçam os textos E a potência das pessoas que fazem A produção cultural No mundo, no estado de São Paulo Gente, eu acho que é incrível O nosso universo de possibilidades Que a leitura traz Você expande, você tem um vocabulário Muito maior Eu acho que falta as pessoas se aproximarem Um evento como esse, ainda que seja virtual Está aberta a possibilidade de fazer perguntas para os autores Então vale a pena participar Não tenha medo de se apaixonar pela leitura Porque é algo fantástico E também de não se decepcionar Caso não dê certo, muda de autor, muda de tema Tem inúmeras opções aí para você poder ter a sua leitura. Suzy Elias, bibliotecária-chefe da Biblioteca Pública Municipal, professor Ernesto Manuel Zinck, muito obrigado pela sua participação aqui no Câmara Total, falando sobre essa oitava edição, sobre a importância da leitura da biblioteca. Faço o convite, mais uma vez, quem está nos assistindo, quiser visitar a biblioteca, dia que está aberto, da semana, horário, por gentileza. Nós estamos abertos, em função da pandemia, de segunda a sexta-feira, das 10h às 14h. Se você está com vontade de emprestar um livro do nosso acervo, basta apresentar o RG, o CPF e um comprovante de residência na hora. Você pode levar dois livros e quadrinhos, né? é sempre legal você dar uma ligadinha antes, porque nosso acervo isso é importante ser ressaltado o material que é emprestado ele vai pra quarentena, então as vezes o livro está aqui na biblioteca e a gente não pode emprestar, mas venham nos conhecer, venham nos visitar que a gente vai mostrar todas as possibilidades de leitura pra vocês, nós temos um evento hoje, dia 4 de fevereiro de 19 horas, vai lá no www.dqnzinc.com.br que a gente espera por vocês. E a gente está esperando por vocês aqui na biblioteca, na Avenida Benjamim Constant, 1633, segunda a sexta, das 10 às 14. Com certeza. Vou, pode dar. Eu vou até com a minha sobrinha, eu vou levar ela aí para conhecer a biblioteca, que ela não sabe, eu tenho certeza. Eu tenho certeza que ela vai amar, ela ama bicho, e eu lembro que a gente fez um link, semana, acho que retrasada, na biblioteca, e um deles era assim, Era um livro que você abria, tinha um dinossauro, ele fazia como se fosse um 3D, assim, fantástico, tenho certeza que ela vai adorar. Então, irei sim na biblioteca. Suzy, muito obrigado e até a próxima. Até a próxima, valeu, obrigada. Nós é que agradecemos a presença da Suzy aqui no Câmara Total, falando um pouquinho sobre esta oitava edição, para falar sobre os quadrinhos, a importância dos cartuns e, claro, conversar com estes artistas. Vamos fazer o seguinte agora? Como é que será que vai ficar a previsão do tempo para esta sexta-feira? Bom, a quinta-feira é de sol, muito calor. Neste momento, mais uma vez, já passamos das casas do 30 graus, da casa dos 30 graus. Só que uma frente fria chega nesta madrugada, aqui em Campinas, trazendo chuva, muita chuva, acima dos 40 milímetros. Então, prepare o seu guarda-chuva, cuidado você que mora em área de risco, com alagamento, o seu trajeto para o trabalho, para a casa onde você mora, tem alagamento. porque amanhã tem previsão de chuva acima dos 40 milímetros para a cidade de Campinas. Sexta-feira com chuva intensa, vamos às temperaturas então, porque com essa chegada da frente fria, olha só, a gente teve uma queda. Não chega a ficar frio porque nós estamos ainda no verão. Mas para quem está acostumado acima dos 30 graus, que aconteceu bastante durante esta semana, Por exemplo, neste momento agora em Campinas, 32 graus marcando os termômetros e para sexta-feira nós teremos mínima de 19 graus e a máxima não deve passar dos 27. Mínima de 19 e máxima de 27 com presença de chuva nesta sexta-feira aqui para a cidade de Campinas. E olha só, hoje é o dia mundial do câncer. Então, nesta quinta-feira, nós vamos passar informações importantes em relação à prevenção e controle da doença em tempos de pandemia, que eu acredito que dificulta muitos diagnósticos. Então, aciona o repórter Rubens Morelli, no Centro de Oncologia Campinas, em Barão Geraldo. Bom dia, Gabriel Castro. Bom dia para você e para todos que nos acompanham aqui na TV Câmara Campinas. Exatamente, hoje dia 4 de fevereiro é o dia mundial do câncer, um dia em que toda a comunidade médica usa para conscientizar a população a respeito dessa condição, dessa situação de saúde, que é muito difícil em alguns casos, mas é possível haver o tratamento, é possível haver a cura em muitos casos, especialmente quando se trata do diagnóstico precoce. E a gente tem visto, por causa da pandemia, uma dificuldade das pessoas irem até os médicos, muitas vezes o medo acaba imperando e isso prejudica o diagnóstico precoce. E isso, claro, não é recomendado pelos médicos oncologistas. Para a gente conversar a respeito desse dia, nós viemos até o Centro de Oncologia de Campinas para conversar com o doutor André de Moraes, que está aqui ao meu lado. Ele vai falar um pouco a respeito desse dia tão importante para a comunidade que luta contra o câncer. Um bom dia para o senhor. Eu já emendo a pergunta. A pandemia está atrapalhando esse diagnóstico precoce, doutor? Bom dia, Rubens. Bom dia a todos que nos veem. Realmente, a situação da pandemia é uma situação absolutamente inesperada. Nós já temos aí um ano de pandemia no Brasil, com números que são alarmantes com relação a toda a incidência, mortalidade, etc. E estamos assistindo agora esforços do mundo inteiro, e no Brasil não podia ser diferente, para poder imunizar essas pessoas, ou imunizar a população, a maior parte da população, e tentar reduzir aí a mortalidade dessa infecção viral. De fato, a pandemia trouxe para o cenário de saúde, de maneira geral, situações de restrição das quais a gente não tinha notícia, ninguém nunca tinha vivido essa experiência antes. É óbvio que quando a gente restringe as pessoas ao contato social, restringe a utilização do sistema de saúde, dos recursos hospitalares, a gente tem que escolher direito, a saúde, os dirigentes da saúde, a saúde pública e da saúde não pública, saúde privada, tem que fazer determinadas orientações, determinadas restrições e é o que está acontecendo hoje. Desde o início, as cirurgias eletivas, ou seja, cirurgias de hérnia, cirurgias de vesícula não agudas, ou de outras situações que exigem intervenção cirúrgica, elas foram postergadas, foram suspensas essas indicações, exatamente para reduzir dois riscos básicos. O risco do indivíduo se contrair Covid dentro do hospital, do ambiente hospitalar, que é fácil de entender, que você vai estar mais exposto a um ambiente, entre aspas, potencialmente de maior risco. E, por outro lado, de evitar também que a equipe médica se exponha desnecessariamente à formação dos aerosóis que, obviamente, trazem o vírus para o ambiente da equipe cirúrgica, por exemplo. Então, isso levou as pessoas a adotar uma postura mais restrita em relação à busca dos métodos de diagnóstico, etc. Mas o que precisa ficar muito claro é que cirurgias para tratar câncer não são cirurgias consideradas emergenciais, são cirurgias de urgência e não são também as cirurgias eletivas que podem ser postergadas. Não há nenhuma, qualquer possibilidade ou qualquer justificativa para que uma cirurgia de câncer, tendo um diagnóstico de câncer, seja postergada. Isso precisa ficar muito claro, porque isso realmente não está acontecendo e as cirurgias de câncer eletivas, com indicação eletiva, olha, precisamos operar, elas não são postergadas em hipótese alguma. Por isso que é tão importante que as pessoas mantenham essa busca pelos médicos para ter o tratamento. Esse é um ponto também muito importante que a gente precisa tocar e nós temos aqui no Centro de Oncologia a preocupação de divulgar informações a esse respeito já desde o início da pandemia, porque nós percebemos aqui no nosso dia a dia uma redução drástica dos casos novos, diagnosticados, ou seja, existe um atraso, um retardamento no diagnóstico de câncer. Então, tem com certeza pessoas que portam câncer, que se estivessem seguindo as orientações de rastreamento habituais, teriam seus diagnósticos e teriam seus tratamentos indicados, já em andamento, e que não chegaram ao diagnóstico exatamente por evitar esta busca do diagnóstico ativo. E hoje, que é o dia mundial do câncer, é para a gente alertar para estas coisas, serve, sim, para a gente divulgar números que são bastante contundentes e que demonstram a realidade desta doença. Para que você tenha uma ideia, no mundo inteiro, o ano passado, nós tivemos quase 16 milhões de diagnósticos no mundo inteiro de câncer, novos diagnósticos. E observamos uma mortalidade até um pouco maior o ano passado do que foi nos anos anteriores, por causa dos efeitos da pandemia, sim, não diretamente da doença COVID-19, mas por causa de atrasos diagnósticos e intervenções tardias, que interferem diretamente na perspectiva de um paciente que tem câncer de se curar ou não, ou de sobreviver àquilo ou não. E isto aumentou. Cerca de 10 milhões de pessoas no mundo inteiro morreram em consequência de um câncer que progrediu. Quando você olha para esses números, você pensa, puxa, isso realmente é importante. Tem diferenças sociais, inclusive de desenvolvimento humano, se você pegar a lista das nações, dos rankings de desenvolvimento humano, você vai perceber que nos países mais desenvolvidos, com desenvolvimento humano maior, mais evoluídos do ponto de vista sociocultural e econômico, tem mais diagnósticos, quase 9 milhões desses diagnósticos foram feitos em uma população pequena, uma parcela de 1 bilhão e meio de habitantes, considerando que o mundo hoje tem perto de 8 bilhões de habitantes, então, uma pequena parcela que vive nesses países mais desenvolvidos, nós tivemos a maior parte dos diagnósticos de câncer. E, em contrapartida, relativamente o menor número de mortes. Isso remete diretamente à compreensão de que, nos países que têm maior desenvolvimento humano, isso significa ter maior acesso a diagnóstico precoce, as intervenções salvaram relativamente mais vidas. E é isso que a gente precisa alertar no Dia Mundial do Câncer. O câncer está aí, é uma realidade, a pandemia, infelizmente, acontece para todos, mas nós precisamos olhar com bastante cautela e realmente manter as nossas medidas de evitar contaminar-se, e eventualmente de intervenções certeiras, precoces, diagnósticos precoces com relação à pandemia, sem esquecer das outras patologias crônicas, como é o caso do câncer, que levam a mortalidade tão elevada para que a gente não perca o que já conseguimos conquistar. Então é um alerta mesmo que eu faço do ponto de vista da população, para que não deixem de fazer os seus exames habituais de rotina para rastreamento de câncer, são importantes, são muito importantes, e quando você fala assim, bom, mas que rastreamento eu vou fazer? Olhando para cá, para o Brasil, para a nossa estatística brasileira, o Inca espera para esse ano algo em torno de 625 mil novos diagnósticos de câncer, dos quais algo em torno de 30% são cânceres de pele não melanoma, que são facilmente diagnosticados, basta olhar a pele e fazer uma pequena cirurgia, na maioria das vezes ele cura desta forma e de mortalidade praticamente nula. Quando a gente olha para aqueles outros tumores de importância epidemiológica, nós vamos ver câncer de pulmão, de mama, nas mulheres mama, nos homens de próstata, nos dois sexos de pulmão, de colo, estômago, que são os mais frequentes, representam cerca de 40, talvez até um pouco mais, 45% de todos os tipos de tumor que acometem a população. Todos esses tumores são incluídos em programas de rastreamento. Todos eles. Por quê? Porque nesses tumores nós vamos causar um impacto em uma população muito maior. E com certeza, como você já chamou atenção lá no início da nossa conversa aqui, quando a gente faz o diagnóstico precoce de câncer, nós estamos muito mais perto de curar os pacientes com medidas muito mais simples do que naqueles casos em que a gente retarda, por qualquer razão, um diagnóstico e evita ou atrasa medidas que são curativas. Tendo essa procura antecipada por esse rastreamento, a chance de cura é maior para o paciente? Sem dúvida nenhuma, sem dúvida nenhuma. Os maiores impactos que a gente observa nas intervenções epidemiológicas em câncer, o maior deles é o diagnóstico precoce em qualquer situação. Só para dar um exemplo também interessante. Se a gente tiver o diagnóstico de um indivíduo que tem um tumor do intestino, que o tumor cresceu dentro do intestino a ponto de obstruí-lo, de entupir o intestino, e o indivíduo vai para o pronto-socorro com a barriga distendida, vomitando, dor em mais condições clínicas, ok, ele vai para uma cirurgia de urgência, tira aquele tumor, refaz o trânsito intestinal, ok, ele sobrevive aquilo. Se a gente comparar este indivíduo fazendo esta cirurgia eletivamente, antes da obstrução, ou seja, tendo feito seu diagnóstico por uma simples colonoscopia com a biópsia e definindo o tratamento, a mortalidade destes casos é seis vezes maior no grupo em que o indivíduo faz o diagnóstico por obstrução intestinal, ou seja, por uma emergência, e não um diagnóstico por rastreamento. Veja, a diferença é gritante. Esse é um simples exemplo. Se você olhar, por exemplo, o câncer de mama, o tumor que é muito pequeno, que eventualmente nem é palpável e que você faz o diagnóstico numa mamografia ou até auxiliada por um ultrassom, eventualmente uma ressonância magnética quando você faz uma intervenção nesse tumor a perspectiva desta paciente estar viva em 10 e 20 anos que não tem nenhuma outra ramificação do tumor passa de 95% se você pegar um tumor que já é palpável isso vai cair em torno de 75% a 80%. Só esta medida. Então, veja, o impacto disso é muito significativo. Se você imaginar que nós vamos fazer no mundo, no mundo inteiro, 1 milhão e 700 mil novos diagnósticos de câncer de mama, 1 milhão e 400 mil novos diagnósticos de câncer do intestino, você imagina a quantidade de pessoas que, com intervenções precoces, vão se curar. A economia que isso causa, vamos dizer assim, a não perder as pessoas, essas pessoas têm um valor que não é estimado só economicamente, é estimado nas famílias. Tudo isso conta e a gente tem que hoje, no Dia Mundial de Câncer, alertar as pessoas, lembrar que mesmo na época da pandemia, a gente tem que continuar atrás de um diagnóstico, um diagnóstico o mais precoce possível e, eventualmente, a cura desses casos. É, os números estão aí, né, e mostra a importância mesmo de se procurar aí o médico, de ter esse tratamento, esse rastreamento antecipado para ter uma chance muito maior de sobrevivência. Agradecer demais a presença do doutor André Moraes, que está num dia também de trabalho intenso aqui no Centro de Oncologia de Campinas. Trabalho normal. Muito obrigado, doutor. Eu que agradeço, um abraço a todos e saúde a todos. Cuidem-se. É isso, e a gente também se despede aqui do COC, lembrando, mais uma vez, o Dia Mundial do Câncer, procure sempre o seu médico para manter esse rastreamento em dia, esse diagnóstico antecipado vai facilitar muito a sua vida. Nós voltamos aos estúdios da TV Câmara Campinas. Muito obrigado Rubens Morelli, também ao doutor, por todas as informações neste dia importantíssimo de prevenção e de combate ao câncer Vamos fazer o seguinte, meio dia e 51, último intervalo aqui no Câmara Total E na volta nós vamos falar dicas de material escolar, a gente sabe né, começo de ano, a gente tem muitos gastos Tem uma reportagem muito bacana sobre este assunto e a entrevista com a melhor jogadora de futsal do mundo. É brasileira, depois do intervalo. Câmara Total de volta ao vivo nesta quinta-feira e nesta época do ano início, pais de alunos matriculados na rede de ensino particular, recebem a lista das unidades de ensino para a compra do material escolar. E aí que pode pesar no seu bolso. O momento é de economizar na compra do material escolar dos filhos. Por isso, pesquisar preço é fundamental. Reutilizar materiais que não foram aproveitados no ano anterior também pode ser uma boa alternativa. A principal dica para os pais é que eles façam a pesquisa de preço em vários estabelecimentos para buscar o melhor desconto, a depender da forma de pagamento. E que eles dêem uma olhada em casa para verificar, para tentar reutilizar alguma coisa que esteja lá dos outros anos. Aqueles que preferirem fazer essas compras pela internet, que eles se atentem aos sites, que sejam sites conhecidos e deixar a informação de que se eles utilizarem a internet para comprar, que a partir do momento que chegou a compra, eles têm sete dias para se arrepender e devolver os produtos. O PROCON contribui com dicas para orientar o consumidor nesta tarefa. Até porque, vamos combinar, né? Os preços dos materiais escolares sobem demais agora. E por isso que é importante a pesquisa, porque já é comprovado que mesmo o produto de diferentes locais, a diferença de preço pode ser considerável. E dá para economizar quanto numa dessa aí? Em termos de porcentagem, o pai e a mãe que realmente pesquisam? Eu já vi produto que o mesmo produto, tem até uma relação no próprio site da Fundação Procon que eles fazem essa pesquisa. O mesmo produto, a diferença é de 426% de um estabelecimento para o outro. A Vanessa, que é mãe do Guilherme, conta que a pandemia atrapalhou até nisso. Com essa questão da pandemia, eu tive a mudança da escola e tal, então não tive muitos materiais que eu pude trazer para esse ano. Então comecei do zero mesmo, compra do zero desde lápis de cor. Mas nem por isso ela deixou de pesquisar. Eu fiz uma pesquisa online mesmo, até essa questão do digital ajuda bastante, né? Então eu fiz uma pesquisa em umas três papelarias, as papelarias foram super solistas em mandar o retorno dos orçamentos e aí eu fui na mais próxima dentre elas e fiz a compra do material integral. Bom, e tem um detalhe, a criançada, olha só, sempre acaba palpitando, né? Escolhe, obviamente, um personagem favorito para colocar na mochila, na lancheira, no caderno. É o caso do pequeno Guilherme, de seis anos de idade. O que você escolheu aí, Gui? Rotante. Por quê? Por que gosta tanto desse personagem? Porque ele joga muito golfe, eu gosto. Bom, e você tem ele onde? Na mochila, o que mais? Estúdio, camiseta e tudo mais, né? Sabia que dá pra comprar até uniforme, com aquele super desconto? Eu queria concluir que às vezes não é de conhecimento de todas as mãezinhas, mas hoje a gente tem grupos de desapega, né? E a criança, ela perde o uniforme com muita rapidez. Então, nesses grupos de desapega, você compra o uniforme de uma outra criança, mas assim, com diferença de 80% do valor. Então, o uniforme é para um ano. Esse um ano, pouco se usa gasalho e tal, então você consegue adquirir peças muito novas, seminovas, com um custo muito acessível. Então, fica a dica também para as mãezinhas de primeira viagem. Tá certo, ótimas dicas aí, já que nós temos muitos gastos neste início de ano. Uma hora da tarde, enquanto a gente conecta aqui para a gente poder conversar com a Amandinha, melhor atleta de futsal do mundo pelo sétimo ano consecutivo. Vou fazer um rápido intervalo, dois minutinhos, e na volta tem entrevista ao vivo aqui no Câmara Total. Não sai daí, já vai preparando a sua pergunta. Que curiosidade que você tem para a melhor atleta do mundo de futsal? 19 é o nosso DDD, 978293776 é o número do nosso WhatsApp, está aqui embaixo da sua tela. 19-DDD-97829-3776 ou você tem a opção de enviar a mensagem através do QR Code. Olha só, eu estou apontando para ele. Pega o seu celular, abre a câmera, mira para ele, que aí já vai aparecer ali e você aperta no seu celular que a gente conversa ao vivo nesta quinta-feira. Rapidíssimo intervalo enquanto a gente conecta e já, já tem esta entrevista. Câmara Total de volta ao vivo nesta quinta-feira. Como você percebeu, já peguei o banquinho, estou sentado, acomodado, porque agora é hora de estender o tapete vermelho para a melhor jogadora do mundo de futsal. Sabia que ela é brasileira? Não é que ela conquistou o prêmio só este ano. Sétima vez consecutiva A Amanda Alissa de Oliveira Crisóstomo Conhecida como Amandinha Eleita a melhor jogadora de futsal do mundo Em votação promovida pelo site italiano Futsal Planet Então para você conhecer essa história Para a gente poder divulgar mais esta modalidade Amandinha, muito obrigado por ter aceito o convite Para participar aqui do Câmara Total E você já está acostumada ou cada vez que recebe o prêmio é uma emoção diferente? Seja bem-vindo e boa tarde. Obrigada, boa tarde. É sempre uma emoção diferente, com certeza, porque todas as vezes, todos os anos, né? Acontecem situações diferentes, campeonatos diferentes. Você vai amadurecendo, né? Entendendo mais sobre a importância de determinadas coisas. E essa questão do título individual, do melhor do mundo, assim, ele não é somente, ele não envolve somente a Amandinha, o nome da Amandinha, ele envolve muita coisa, né? E todas as vezes eu recebo esse prêmio de forma muito feliz, né? Uma emoção diferente, mas sempre com muita responsabilidade. Cada vez mais, cada prêmio é uma responsabilidade maior de tudo aí que a gente vem fazendo pela modalidade no nosso país. Como que você enxerga essa sua responsabilidade quando você diz Você tem preocupação com o que você posta em rede social Em agradecer todo mundo que te ajudou Aos seus patrocinadores, apoia o seu clube O que é essa responsabilidade? Então, eu vejo essa responsabilidade de forma benéfica na minha vida porque se eu sair de casa com o objetivo de ser uma atleta profissional, e hoje eu não sou apenas mais uma, né? Eu sou a atleta, a mandinha, campeã de inúmeras coisas, atleta de seleção brasileira, inúmeros títulos individuais. Essa responsabilidade eu vejo de que forma? Poxa, com esse título individual, eu acabo me tornando uma linha de frente da modalidade, né? As pessoas querem saber a minha opinião sobre a modalidade, como que faz para crescer, como que faz para ter reconhecimento, como que faz para aumentar a visibilidade. O nome da Amandinha que está lá exposto, as crianças, os adolescentes, eles se inspiram na história da Amandinha. Então, todo ano que eu estou em alto, que a minha visibilidade está grande, eu vejo que é mais responsabilidade que eu recebo no meu colo, porque meu nome atinge mais pessoas, vejo pelas escolinhas aqui das leoas também, poxa, a gente tem mais de 300 crianças e quem eu quero ser para aquelas crianças, quem eu quero que aquelas crianças se inspirem e se tornem daqui para frente? Me faz muito lembrar a minha infância, o meu início no futsal, me faz muito lembrar mesmo de todas as dificuldades que eu passei, que antes eu não tinha escolinha somente de meninas e hoje, graças a Deus, isso está se tornando realidade e eu fico muito feliz. É uma responsabilidade boa. Enquanto você está falando, nós estamos vendo imagens sua em atuação. Sobre essas dificuldades do início que você citou Você nasceu em Fortaleza, em 1994 Como é que foi essa infância? Já foi com dificuldades? Você sempre gostou de esporte, conheceu mais tarde Teve alguma influência para você poder jogar o futsal? Começou no futebol de campo e depois migrou? Como é que foi? A minha família sempre foi apaixonada por futebol Todos os meus primos, eu tive muitos primos E meu pai e meu tio eram jogadores de futebol também Do nosso time lá, do Ceará Eita, minha câmera deu problema Voltou aí? Voltou Então tá Eles eram jogadores de futebol E aí, meu pai por onde quer que ele ia jogar Ele me levava Também me fez ser apaixonado pelo nosso time Da capital, que é o Ceará Sempre me levava ao futebol Então desde pequenininha é o vozão desde pequenininha eu sempre tive essa paixão pelo futebol e brincando com meus primos, brincando com os meus coleguinhas, meus amigos eu chutava as coisas dentro de casa, pegava uma bola, chutava dentro de casa até minha avó brigava comigo para não quebrar as plantas dela mas é uma coisa que a gente lembra e poxa, como isso foi bom na minha vida Como eu fui raiz, de certa forma, aproveitei demais a minha infância. E aí eu fui para a minha primeira escolinha somente com meninos, que foi ali quando eu tinha entre 10 a 13 anos, 10 a 14 anos. Depois eu recebi convite de uma escola em Fortaleza, aí sim eu comecei a estudar de graça, com bolsa de estudos, e uma escolinha somente com meninas. Aí a gente começou a disputar os campeonatos femininos, os cearenses femininos. Depois eu fui para uma outra escola ainda maior em Fortaleza. E através dessa escola eu fui jogar um brasileiro escolar. E foi quando um time de Santa Catarina me viu e me fez o convite para vir para cá. Agora eu já estou no meu décimo primeiro ano em Santa Catarina. Ótimo. E já já eu vou falar também, porque é algo muito raro no nosso esporte atual. um atleta ficar tanto tempo no mesmo clube, quero saber se já teve interesse da Europa, de outros lugares. Agora, Mandinha, então você nunca se interessou pelo futebol de campo, todas as suas experiências foram no futsal. Não, eu já joguei, já joguei, mas sempre foi tipo algo combinado, jogava o campo e eu jogava o salão. Joguei só algumas competições, alguns treinos, mas nada diretamente, somente para o campo não. Sempre a prioridade foi futsal. E neste início que você citou que você jogava com os meninos, como é que era para você? Era algo normal? Era algo que te incomodava? Você sentia preconceito? O que essa menina está jogando aqui com a gente? Quantos anos você tinha? Era na escola? Era na rua? Era algo super normal. Nunca teve esse problema na escolinha do Coffins Party, até porque pela idade não tem essa diferença de porte físico, de velocidade, não tem mesmo. Eu acredito que até dá para fazer essa união hoje em dia de homens e mulheres e fazer ambos crescerem juntos. E claro, quando chega numa determinada idade, cada um vai para o seu caminho, né? Mas ambos podem se ajudar no início de carreira aí, nas escolinhas. E com o meu, eu nunca sofri preconceito, os meninos faziam gostar de ir no meu time, Eu tive sempre um técnico também que ensinou a gente ter respeito um pelos outros, que foi o Andrézinho, né? O André faz parte da minha história também e graças a Deus eu nunca sofri isso dos meus companheiros, não. E hoje, como é que você avalia? Porque na sua época, eu tô entendendo que pra você era algo normal, que você não teve nenhum problema. hoje, as meninas que precisam jogar com os meninos você enxerga algum problema você vê alguma evolução o ideal é as meninas jogarem com as meninas e os meninos separados em algum determinado momento, pode até juntar o que seria o ideal para poder melhorar e evoluir a modalidade eu vejo muitas meninas que participam de escolinhas de meninos a Jujô, a Nath São meninas aí que estão em alta, né? Tem 10 anos as meninas e as meninas já estão aí nas redes sociais, já estão fazendo sucesso, graças a Deus. Mas quando você tem essa idade, eu não acredito que precisa ter essa separação, não. Como eu falei antes, um pode ajudar o outro, um pode crescer junto com o outro. E aí, como eu falei, quando chega numa determinada idade, aí cada um segue o seu caminho, porque essa parte genética, essa parte física, ela há uma diferença. Qual que é essa idade que você diz que tem que haver esse distanciamento e cada um ir para a sua divisão? Eu acho que a partir do sub-15 ali, cada um tem que ir para o seu. Quantos anos? A partir do sub-15, sub-15, 15 anos. Isso, 14, 15 anos já é hora de ter essa separação, ao meu ver, né, eu não sou estudante da área, Eu sei que muitos ainda treinam juntos, assim, tudo bem, mas eu acho que dá para se organizar e a partir dos 15 anos ali, né, ter essa separação e cada um ir para o seu caminho. Mas antes disso, ambos podem se ajudar. Ô, Amandinha, no início dos anos 2000, quando você era criança, dava os primeiros passos aí na modalidade. Para hoje, 20 anos depois, a modalidade evoluiu, está estagnada, regrediu. Como é que você avalia o futsal feminino no nosso país? Altos e baixos, sempre. Teve momento de muita alta, teve momento de queda total, teve momento que estagnou. Aí, em 2019, a gente teve uma alta maravilhosa. E aí, em 2020, pelo fato da pandemia, todos os esportes sofreram, né? Então, foi igual para o futsal feminino, todo mundo sofreu junto e aí em 2021 a gente espera que a gente continue com o que foi feito em 2019, crescendo, tendo transmissões, tendo oportunidade através da mídia brasileira para fazer com que o nosso esporte seja remunerado da forma que merece. Ô, Amandia, você estava falando sobre a sua trajetória, que você estava atuando em Fortaleza e recebeu o convite de uma equipe de Santa Catarina. Com quantos anos você precisou sair de Fortaleza e ir para Santa Catarina? Eu vim para Santa Catarina com 16 anos. Tá, é muito jovem, né? Você era uma adolescente. essa tomada de decisão como é que foi para você em conjunto com os seus pais, com a sua família foi uma decisão sua você já tinha o sonho de ser atleta de futsal você já estava pensando se não der certo vou ter que trabalhar em uma outra área como é que você entendeu tudo o que estava acontecendo aos 16 anos já que é uma distância muito grande sair de Fortaleza e ir para o sul do país foi uma decisão em conjunto com a minha família eu estou muito eu sempre falo que eu tive muita sorte no meio do caminho, no meio da minha trajetória da minha carreira esportiva porque eu sempre tive a minha família do meu lado sempre foram os meus torcedores fiéis e sempre estiveram junto mediante a minha felicidade e as minhas escolhas e naquele momento meu pai junto comigo entendeu que o melhor era ir pra Santa Catarina porque o esporte em Santa Catarina era mais profissional era mais remunerado, era mais organizado então eu não poderia perder tempo porque com 16 anos eu já tava na idade de crescer ainda mais, e se eu ficasse no Ceará quem sabe até os 20, eu não teria essa oportunidade novamente então eu agarrei cunhas e dentes meu pai veio conhecer o clube Santa Catarina e com certeza foi a melhor escolha que eu tive da minha carreira E o fato de ela ser tão vitoriosa assim, eu acredito que foi muito mediante essas decisões que a gente teve ainda na minha infância. Profissionalmente foi muito bom, já que você foi eleita pela sétima vez consecutiva a melhor atleta do mundo. Mas como foi para você sair de casa? Você acredita que precisou adquirir uma maturidade mais cedo, logo aos 16 anos, e ir para um outro lugar? Você precisou abdicar de muita coisa na sua vida? A importância dos estudos, de continuar matriculada, de fazer um outro curso. Como é que você analisou tudo isso e como foi para você? Então, não é uma questão fácil você ficar longe da família. Eu fiquei 10 anos longe da minha família. E uma criança com 16 anos, querendo ou não, um adolescente, ainda com muita pulga atrás da orelha, não sabendo muitas coisas que hoje na minha idade eu sei, mas eu já tinha uma personalidade forte, eu já sabia o que eu queria para a minha vida, eu já sabia que eu queria ser sim uma atleta profissional, em tudo na nossa vida tem os prós e os contras, para conquistar os nossos sonhos a gente precisa de abdicar muita coisa, e uma dessas foi a questão da minha família, de ficar longe deles, de vir para um outro estado e uma outra cultura, uma outra forma de se viver, aqui é frio, lá é calor, então são muitas diferenças que a gente tem que enfrentar, muitas dificuldades com relação à parte financeira, com relação a muita coisa, mas eu não me arrependo de nada, eu não reclamo de nenhuma dificuldade que eu passei durante toda a minha carreira, porque tudo vem para a gente aprender, para a gente evoluir, e eu com 16 anos tive que aprender a ser independente, de certa forma, longe da minha família, e graças a Deus eu estou aqui para contar essa história, uma história feliz, cheia de altos e baixos, cheia de dificuldades, mas que me deixa muito alegre, é que eu fui muito persistente, nunca quis desistir no meio do caminho, em meio a nenhuma dificuldade, e graças a Deus eu sou uma menina vitoriosa. Em Santa Catarina, você mora em qual cidade? Lages. Hoje eu moro em Lages, na Serra Catarinense. Tá. Você falou aí sobre as diferenças. Então, sobre as diferenças Fortaleza e Lages. O que foi o que você mais gostou em Santa Catarina, que você não tinha em Fortaleza? E o que foi o que você mais sentiu falta quando chegou em Lages e não tinha? Então, aqui em Lages eu sinto falta do calor, do sol Aqui é frio todo dia Aqui faz 10 graus, 5 graus, faz negativo Então é uma coisa que eu sinto falta do meu Cearazinho Mas com relação a Lages, a Santa Catarina em si Aqui a qualidade de vida é bem melhor com relação à segurança, que a gente pode andar tranquilamente na rua com o celular, sem se preocupar se vai ser assaltado, sem se preocupar, tendo que ficar olhando para um lado e para o outro, se não vem algum abençoado de Deus aí querer roubar o que é nosso. Também sinto falta aqui em laje das praias, apesar de ser próximo a uma praia, tipo, duzentos e poucos quilômetros, Florianópolis, o litoral catarinense, as praias daqui eu acho muito gelada. Entendi. É muito diferente das do Ceará. E eu sinto muita falta, tipo, da culinária cearense, essas coisas, né? Porque quando a gente é da terrinha, né, é complicado. Eu tava esperando mesmo essa resposta, né? Porque a questão culinária é bem diferente. Porém, a minha mãe mora aqui comigo agora, né? Agora a minha mãe mora aqui. Então, ela cozinha pra mim as comidinhas do Ceará. Então, hoje já não me faz tanta falta, porque ela faz pra mim. Tá, de vez em quando vai pra Fortaleza, pega uns temperinhos, pega algumas coisas e Santa Catarina pra poder cozinhar. Ah, muito bom. Isso mesmo. Amandinha, pra quem está nos assistindo, não conhece muito o futsal feminino. Santa Catarina, pra modalidade, é o melhor estado. Como é que é dividido o Brasil? Nós temos muitas equipes espalhadas ou ele é mais regionalizado no sul, sudeste? Ela está ajeitando ali a câmera, já já a gente restabelece este contato com a Amandinha, pela sétima vez a melhor jogadora do mundo, do futsal, eleito por uma revista italiana. Então, a brasileira que conquistou já muitos títulos na carreira, a gente vai falar também sobre a carreira da atleta brasileira. que participou já de seleção brasileira desde 2015, atleta da seleção brasileira, disputou inúmeros títulos, ela estava contando desta migração que ela precisou fazer, saindo de Fortaleza do Nordeste, indo até o sul do país, para Santa Catarina, na cidade de Lajes, que é uma grande diferença, logo aos 16 anos, e é extremamente vitoriosa, tem uma grande carreira, Então já já nós vamos restabelecer o contato com a Amandinha para ela poder continuar contando essa história. Tem alguma pergunta, tem alguma curiosidade sobre a vida da Amandinha? Como é que será que é a carreira de um atleta de futsal? Será que é bem remunerado? Será que é como se fosse um jogador de futebol? Será que é como se fosse um jogador de futsal no masculino? Ela é atleta de seleção brasileira, ela tem diversos títulos. Mande a sua mensagem então para a gente que eu estou esperando. Anotar aberto aqui, o WhatsApp da TV Câmara Campinas, 19 é o nosso DDD, o número está aí na sua tela também, 978293776. Vou repetir o número do nosso WhatsApp, 19 é o nosso DDD, 978293776, mande a sua participação. Eu estou aqui com o WhatsApp aberto, faça que nem a Raíssa que enviou mensagem para a gente, Camila também participando. A Rosa Lins, do Jardim Proença, muito obrigado, comentando também sobre a entrevista que eu fiz de cultura, como é que faz para participar destas feiras de leitura. Então, Rosa Lins, para você participar, o site é dqnzinc.com.br, dado, queijo, navio e zebra, inc, inc.com.br. É o site para você entrar e você poder participar desta oitava edição de Cultura. Muitas mensagens aqui no nosso WhatsApp. Agradeço imensamente a mensagem de todos vocês, da Jéssica Antunes, do Javier Pereiras, Cris Oliveira, Ludmilla, Maria Cláudia aqui da cidade de Campinas, Eduarda, Isabela participando também. descendo aqui, a Helena aqui da cidade de Campinas, muito obrigado de verdade, todo mundo que está participando, não conseguimos ainda restabelecer o contato com a Amandinha conversar aqui com a edição ainda não então a gente vai fazer o seguinte, rápido intervalo você que está nos assistindo dois minutinhos só pra gente restabelecer esse contato e a gente já retoma o papo com a maior brasileira do futsal eleito pela sétima vez consecutiva a melhor do mundo. Não saia daí que o intervalo é rapidinho. Câmara Total de volta ao vivo nesta quinta-feira. Já reestabelecemos o contato com a Amandinha, que são muitos troféus, sabe? E aí dá interferência, são muitas conquistas, medalhas. Então, isso acaba acontecendo mesmo, Amandinha, mas eu estava perguntando para você, para quem não conhece, Santa Catarina, para se praticar o futsal, é o melhor estado? Como é que é dividido o Brasil? Nós temos muitas equipes espalhadas ou ele é regionalizado neste sul-sudeste? Então, pelo que eu vejo, de forma mais profissional Com relação a treinamento de atleta, com relação a remuneração O Sul e o Sudeste são os melhores locais para se viver do esporte Santa Catarina, Paraná, São Paulo Hoje são três grandes centros, onde eu vejo as melhores e maiores equipes com mais estabilidade no nosso país. Isso é um pouco ruim, porque acaba excluindo Norte, Nordeste, Centro-Oeste. Temos equipes, sim, nesses locais, mas são equipes com mais dificuldades do que o pessoal que vive no Sul e no Sudeste. Na sua carreira, você defendeu apenas duas equipes? sim, profissionalmente sim, eu dependi por seis anos do Barateiro Futsal de Brusque, Santa Catarina e agora estou no meu quinto ano em Lages, representando as Leões da Serra e eu falei que isso é um pouco raro no esporte atual quando você envolve futebol mesmo outras atividades, basquete vôlei, porque os atletas eles vão migrando, vão saindo dos clubes, por que que você tomou esta decisão de fincar? Você leva em conta a estrutura que você tem na cidade, no clube, qualidade de vida, por que só dois clubes? Na verdade, eu nunca tive intenção de sair do meu primeiro clube, né? Aconteceu naturalmente, porque o clube estava com algumas dificuldades e também decidiu terminar o grupo adulto e aí eu sim, eu fui ver as propostas de outras equipes, mas a Amandinha em si, a atleta ela é muito de isso não se chama acomodação se fosse acomodação eu não estaria conquistando títulos ano após ano, mas de certa forma eu tenho uma estabilidade no clube onde eu estou, eu tenho estabilidade financeira de moradia de conhecimento de pessoas, de cidade e tal. Então, se eu tenho toda essa estabilidade, se eu tenho todo esse padrão de vida, para que eu vou mudar para outro lugar? A não ser que seja uma proposta irrecusável, algo que, nossa, eu vou ter que sair, aí eu posso pensar, mas se é algo parecido, se é algo só para mudar, eu prefiro me manter no mesmo clube, o clube me dando condições de brigar para o campeonato, o clube me dando condições de treinamento, de tudo, não tem porquê de eu sair. Então, todos os dois clubes que eu passei me deram tudo isso e eu nunca tive pretensão de sair, não. Agora, Amandinha, sétima vez consecutiva, a melhor do mundo. Eu imagino que você já tenha chamado muito a atenção da Europa. Já deve ter recebido inúmeros convites e até financeiramente melhor. Por que você nunca deixou o Brasil? Acabou que eu decidi, nos últimos anos, abraçar uma causa aqui no nosso país de reconhecimento da modalidade. A Mandinha se tornou um nome muito forte, de linha de frente mesmo, como eu falei bem no início da nossa conversa. E eu vendo que o meu nome faz diferença aqui no nosso país, as minhas negociações com os clubes são boas, eu recebo bem, particularmente para mim eu recebo bem, claro que a gente sempre quer mais, a gente sempre acha que merece mais, porém, de acordo com as condições aqui do Brasil, eu me sinto feliz de ficar no Brasil, eu me sinto feliz de ser uma linha diferente dessa causa, de buscar reconhecimento, de buscar apoio, de buscar crescimento financeiro, e eu sei que a Amandinha permanecendo aqui, isso se torna mais forte, essa briga se torna mais forte, o nome da modalidade futsal feminino acaba chegando mais longe, E através dessa junção Amandinha e modalidade e causa de busca de melhorias, deu certo nos últimos anos, vem dando certo. A gente está conseguindo caminhar devagar, não da forma que a gente merece, mas a gente está conseguindo. Então, eu decidi permanecer por esses fatores. Mas sempre tem essa questão do interesse da Europa, sempre recebo propostas de lá, todos os anos. E eu sempre agradeço demais, mantenho as portas abertas, porque a gente nunca sabe o dia de amanhã. Mas é uma atitude muito nobre sua, viu, Amandinha? Porque você poderia muito bem pensar na sua vida, na sua carreira e deixar o nosso país. E você decidiu fortalecer uma modalidade que você vê muito potencial e que tem muito a crescer. Então, é uma atitude muito bonita sua. Obrigada, obrigada. Eu vou sentindo as coisas, vou seguindo o que eu sinto, o que me deixa feliz. E estar à frente dessa causa, estar lutando por essa causa é algo que me deixa feliz. Além de jogar no nosso país, no qual eu vejo que sempre tem as melhores atletas do mundo, as melhores, não a melhor estrutura, não a melhor organização mas campeonatos difíceis, jogos difíceis e isso eu acho que faz também evoluir a atleta Amandinha Quando eu falo carreira profissional, você é registrado em carteira, ganha um salário todo mês, consegue sobreviver do esporte? Não, não ainda não temos essa situação de carteira assinada, mas eu sei que os clubes estão buscando isso O meu clube, eu sei que busca isso, mas a gente recebe sim o salário todo mês, mensal. Cada atleta recebe o seu valor, que você entre em acordo com o clube. Eu particularmente recebo bem e consigo viver somente de futsal, sim. Nenhuma atleta no Brasil tem carteira registrada? Não, não. Só para o futsal, não. E você tem uma outra formação, tem uma outra profissão, porque isso é um pouco instável, né? A gente sabe que os clubes, eles precisam e sobrevivem de patrocínio, então pode ser que o clube, em determinado momento, ele não invista mais no futsal. Você tem uma outra atividade? Formação, eu tenho, né? Eu me formei em fisioterapia através do futsal, Isso é uma coisa muito boa que o futsal nos proporciona, que é o estudo. E eu sempre levei o estudo na mesma importância, no mesmo nível do esporte e me formei em fisioterapia. Mas eu não exerço a função, eu fiz só a formação mesmo, é uma forma de segurança, né? Que hoje, se o esporte acabasse para mim, eu poderia exercer tranquilamente a profissão. Mas hoje eu vivo somente de futsal, sim. Mas é algo que você pensa para o futuro, a fisioterapia, ou você pensa quando encerrar a carreira, que está bem distante, não quero te aposentar, mas permanecer no futsal? Eu não penso ainda com relação ao longo prazo, com relação ao que eu vou fazer pós carreira, eu busco viver o momento, ser feliz ao momento, Claro que a gente vai se organizando para ter uma estabilidade financeira quando isso acabar, mas eu vou deixar na vida me levar, se for para continuar no esporte, eu continuo sendo fisioterapeuta ou sendo outra função, o que eu quero é sempre fazer algo que me deixe feliz. Amandinha, por que o futsal feminino não está na TV aberta? Por que não tem muita divulgação? Por que não tem muita divulgação? Boa pergunta Qualidade técnica tem Se você parar hoje pra assistir Futsal feminino, profissional Eu tenho certeza que você vai gostar Porque não diferencia em nada Do futsal masculino, e o futsal masculino Passa, né E a gente tá caminhando Devagar aí pra tentar conquistar Esse nosso espaço também Mas pelo simples fato De a gente não ter essa organização Entre clubes entre organização com federação, federações, a gente ainda não conseguiu ter essa organização profissional para mostrar para a TV, para mostrar para esses canais que a gente merece sim estar lá. E a partir do momento que a gente se organizar profissionalmente, eu tenho certeza absoluta que cada vez mais o futebol feminino vai conquistar o seu espaço. Você acredita que com o crescimento do futebol feminino nos gramados A gente teve mais ou menos há uns dois anos Uma final entre Corinthians e São Paulo Que lotou o estádio de Itaquera A gente tem uma seleção brasileira Que também chama muito a atenção em Copa do Mundo, em Jogos Olímpicos Você vê um reflexo deste crescimento do futebol feminino nos gramados Para o futsal ou são modalidades distintas e acaba não respingando? São modalidades distintas, mas a gente tem que se espelhar no que elas estão conseguindo. Só que o futebol feminino já tem há muitos e muitos anos, e o futsal feminino começou um pouco depois. Então, claro que as coisas vão acontecer primeiro com o futebol, porque o futebol tem mais visibilidade, o futebol é mais rentável Eu não sei porquê, porque os dois esportes são maravilhosos Então eles deveriam ser tratados ou de formas parecidas Ou não com tantas diferenças assim Eu vejo que elas são um espelho para nós Que a gente tem que sim buscar o que elas buscaram O que elas estão conquistando E vejo como realidade para nós Nesses anos que vêm aí pela frente Porque, poxa, elas estão passando em TV aberta Elas estão conquistando patrocínios de marcas gigantescas no nosso país E quero sim que isso respingue no futsal Porque é tão maravilhoso quanto Hoje, qual que é a estrutura que vocês têm? Eu estou falando em termos de clubes e de seleção brasileira Condições de ginásio, alojamento, corpo técnico Tem fisioterapeuta, nutricionista, psicólogo? O meu clube, a gente tem uma estrutura que é ótima, ao meu ver, a gente tem um ginásio maravilhoso, a gente tem uma comissão técnica, uma diretoria gigante para nos dar todo o suporte possível, a gente tem com relação a essa parte médica maravilhosa também, bem organizada, atletas, o alojamento moram somente três atletas, então eu não vejo elas reclamar, Claro, sempre tem probleminha aqui, probleminha ali, mas sempre se busca resolver o mais rápido possível. Eu e outras atletas moramos de aluguel, outras vão investir em casa, etc. A estrutura aqui do clube é boa, tem outros clubes com estruturas parecidas, que dão um suporte ótimo para as atletas, Mas tem outras atletas que não conseguem viver, clubes que não conseguem viver somente de futsal, que tem que colocar suas atletas para trabalhar, não tem alojamento, cada atleta tem que se virar. Então, são realidades distintas. Tem clubes que tem e tem clubes que não tem. Como é que é o calendário do futsal feminino e o quanto que foi afetado nesta pandemia? Foi muito afetado, porque muitas competições foram canceladas Mas não foi só o nosso, tudo foi afetado Todo ramo foi afetado no nosso país e no mundo O calendário não é tão organizado, deveria ser mais Mas a gente tem muitas competições no nosso país Competições que têm maior durabilidade Tem outras competições que duram somente uma semana, dez dias, etc Podemos melhorar nesse quesito sim Mas temos calendário, podemos mostrar competições Mas temos muito a melhorar também Mas quais competições que vocês têm? Tem um estadual catarinense, tem um campeonato brasileiro Tem divisão, primeira e segunda divisão Tem o estadual catarinense, tem jogos abertos em Santa Catarina, tem Taça Brasil, né, que são os campeões estaduais, tem Copa do Brasil, que são clubes que querem ter a vaga, né, o campeão estadual, o vice-campeão estadual, nós temos um novo campeonato aí esse ano, que é o novo Futsal Brasil, que vai ser uma competição anual, né, que vai começar por agora e vai até o final do ano. Nós temos a Liga Feminina, que tem uma organização separada da CBFS, que é a Confederação Brasileira de Futsal, que são pessoas sérias também que organizam essa competição. Então, tem muita coisa aí. O único problema é que todas essas competições, os clubes têm que tirar dinheiro do bolso para poder viajar, para poder ter alimentação, para poder ter tudo. A gente não tem o suporte necessário da nossa Confederação Brasileira. Isso é algo muito complicado, né? Para a gente poder encerrar, Amandinha, o que falta para você ainda no futsal? Você já está completamente realizada, o que você deseja ainda conquistar da modalidade? Eu estou bem feliz e realizada com tudo que eu já conquistei, todos os meus títulos, Tudo que a gente vem brigando Dia após dia Para reconhecimento Em conjunto com as minhas companheiras Tanto de clube, seleção E as minhas adversárias Que são companheiras também A causa é uma só O que eu quero conquistar ainda É somente que a gente tenha Cada vez mais estabilidade, organização Para cada ano que passa A gente se tornar mais profissional E poder ver menininhas hoje Que apenas sonham Tornando isso realidade futuramente na sua vida De forma organizada e de forma rentável Para elas poderem ter essa questão de viver somente de futsal Amandinha, muito obrigado pela sua participação Aqui no Mais Esportes, dentro do Câmara Total Aqui na TV Câmara Campinas Tenho certeza que você vai deixar um legado na modalidade Não é à toa que você foi eleita sete vezes como a melhor do mundo, teve o desejo de permanecer no Brasil, mesmo com propostas vindo de fora. Então, tem uma história fantástica. Muito obrigado, Amanda Lissa. Acho que no finalzinho agora a gente perdeu este contato, mas a Amandinha chegou a escutar este finalzinho. Então, muito bacana a história da Amandinha aqui no Câmara Total, contando, né, esta saída de Fortaleza, indo pra Brusque, depois jogando na cidade de Lages ou Futsal de Santa Catarina, sempre muito forte. A você aí de casa, muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência, desde as 11 horas da manhã, quase 3 horas de programa, então agradeço todas as mensagens que nós recebemos e o Câmara Total volta amanhã, às 11 horas da manhã, eu te espero, hein? Tchau, tchau. Obrigado. Legenda Adriana Zanotto
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