CÂMARA TOTAL - Brasileira dá volta ao mundo para superar depressão
42 viewsPublicado 19/11/2020HD · 45:15
Descrição do vídeo
Brasileira dá volta ao mundo para superar depressão após relacionamento abusivo
As dores, histórias e aprendizados estão registrados na autobiografia "40 antes dos 40 - Um passaporte salvou minha vida", lançamento de Silvinha Mantovani
Vítima de um relacionamento abusivo na Espanha, a advogada Silvinha Mantovani precisou se reinventar para superar a depressão. Aos 36 anos ela largou tudo e fugiu para proteger a si mesma e a família ameaçada de morte. Foi em Roma, inspirada pelo livro “Comer, Rezar e Amar”, que ela tomou uma decisão: conhecer 40 países antes dos 40 anos.
O registro dessa história de superação, aventura, autoconhecimento e empoderamento feminino está na obra 40 antes dos 40 – Um passaporte salvou minha vida!. Mesmo sem as condições financeiras ideias para pôr em prática a ideia, Silvinha fez acontecer. Juntou todo o dinheiro que tinha economizado ao longo da vida (cerca de R$ 25 mil na época) e se mudou para a Irlanda, onde não conhecia absolutamente ninguém.
Em cada um dos oito grandes capítulos – Barcelona, Roma, Dublin, Marrocos, New York, Praga, Tailândia e Índia, ela relata sua jornada em busca da felicidade em meio a chegadas e partidas, amores e desamores, dúvidas e certezas e lágrimas e sorrisos. Atualmente já são 59 países visitados e mais de 300 viagens ao redor do mundo.
“Quando tive que fugir do país dei um tempo nas minhas redes sociais, troquei o número do meu celular, e-mail, avisei as pessoas mais próximas sobre as mudanças pois precisava me comunicar de alguma forma com os meus amigos e familiares. E, mais uma vez, quando a porta do avião se fechou eu coloquei todas as esperanças nessa nova aventura rumo à “ilha esmeralda.”
(40 antes dos 40 – Um passaporte salvou minha vida!, pág. 150)
Para quem ama viajar, conhecer novas culturas e se emocionar com histórias reais... 40 antes dos 40 – Um passaporte salvou minha vida! é leitura para todos que estão dispostos a embarcar em uma viagem de descobertas, sonhos superação e amor próprio.
Ficha Técnica:
Título: 40 antes dos 40 – Um passaporte salvou minha vida!
Autor: Silvinha Mantovani
ISBN: 978-85-85309-41-1
Páginas: 344
Formato: 14x21 cm
Preço: R$49,50
Link de venda: https://bit.ly/3hi2yGN
Sinopse: 40 ANTES DOS 40 narra a história chocante de Silvinha que precisou se reinventar para sobreviver. Após sair de um relacionamento onde até sua família era ameaçada de morte, decidiu fugir para outro país. Praticamente sem dinheiro, sem casa e prestes a completar 40 anos, ela decide transformar a fuga em aventura ao viajar sozinha pelo mundo. Será que depois de rodar o mundo ela conseguirá encontrar todas as respostas que procura? Embarque nessa viagem impressionante e cheia de descobertas.
Sobre a autora: Silvinha Mantovani nasceu em Maringá em 1978 e formou-se em Direito pela PUC Maringá. Deixou o Brasil no ano de 2006 em direção à Espanha para realizar o sonho de cursar um Master fora do país e conhecer novas culturas. Nunca mais regressou.
Transcrição completa do vídeo
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E aí [Música] ao meio-dia em ponto e agora a entrevista de hoje e com uma mulher guerreira batalhadora nasceu no interior do Paraná de uma família humilde a mãe era dona de casa ou pai alcoólatra e violento começou a trabalhar antes dos 12 anos de idade saiu de casa aos 18 morou em dezenas de cidades passou dificuldades financeiras para se alimentar se vestir sofreu com o relacionamento abusivo lá na Espanha e deu a volta por cima que é o mais importante para contar a história de vida e que você aí de casa pode-se enxergar ou conhecer alguém que tenha passado ou está passando por algo parecido conversa agora com a Silvinha Mantovani autora do livro 40 antes dos 40 um passaporte salvou minha vida muito obrigado por ter aceito o convite para esta entrevista e diante deste em breve relato mas que você conseguiu ultrapassar todos os obstáculos que a vida lhe impôs o que foi fundamental para você poder chegar até aqui seja bem-vinda e boa tarde Eu que agradeço espaços brigada né por me receber aqui é boa tarde todo mundo todo mundo de casa que assistindo a gente e bom se você perguntar o segredo de tudo isso é foi não ter expulsado os nãos' né porque na vida a gente tá muito acostumado a escutar não e aceitá-los como né como uma crença e eu acho que eu não aceitei os nãos' que a vida me deu e eu tinha certeza que eu podia fazer mais e mais além que eu do que eu estava vivendo e foi assim que eu conseguir né dar a volta por cima de todos os problemas desde a infância até chegar na vida adulta e eu acho que é um recomendo a todo mundo não aceitar os nãos' ou Silvinha você é um exemplo para muitas e para muitas pessoas que estão nos acompanhando então eu vou fazer um relato é uma cronologia da sua vida para gente abordando porque as pessoas podem se enxergar ou algo no passado ou algo que estão vivendo agora primeiro sobre a sua infância pelo relato que eu fiz foi uma infância muito difícil já que o seu pai era alcoólatra E a sua mãe ela não sabia lidar muito bem com essa situação Silvia e não mas a questão do meu pai com a minha mãe era uma coisa diferente porque eu tô com 42 anos então nós estamos falando de 35 anos atrás ou quase 40 anos atrás era uma história totalmente diferente onde as mulheres é a minha mãe era dona de casa e meu avô por exemplo não aceitava uma filha separada então era era era quase assim eu não sei se vocês suas viram a vida invisível é era um pouco o pai né aquele filme ou ler um livro ou a ouviram o filme era quase aquele pai que não aceita que a filha que separada e que tenha que respeitar o marido alcoólatra violento e tudo isso então casa da minha mãe no caso diferente porque ela tentou algumas vezes se separar do meu pai mas ela não tirou a foi família como eu vou Nós realmente ele não aceitavam uma mulher separada uma filha separar Então essa é uma outra história né que é bem diferente da minha que eu já tinha a com a eleição de estar ou não naquela relação só que no meu caso é o que eu falei eu sempre falei que homem nenhum nunca Colocaria a mão em mim e bateria porque não daria tempo dele levantar a mão para mim só que eu não sabia que existe um outro tipo de abuso psicológico velha aí eu sempre falo para as pessoas fala olhar as vezes a gente né fala que não vai passar por isso e acaba passando então no meu caso por exemplo eu cresci com a crença de que eu não iria nunca estar com um homem Violento mas acabei caindo numa relação abusiva com uma pessoa totalmente do seu faço né foi ameaçada de morte ameaçado de morte ele nunca me bateu mas eu recebi ameaça constante então só uma pessoa que vive sob ameaça nela ela sei fica ficar naquela relação porque ela tenta proteger as pessoas estão em volta dela só no meu caso específico são dois tipos de violência na infância eu vivia violência é né através do meu pai e quando eu cresci que eu já era uma mulher independente eu já tinha minha vida quando eu entrei na nessa relação abusiva eu fui conhecer o que ela não ela o abuso psicológico e eu falo para você de dentro de uma relação ao desse tipo a gente passa suas mãos em armas eu acho que uma uma mulher que apanha é pior é as pessoas não têm noção do pão Danilo pode ser uma o abuso psicológico É muito difícil você sair né quando você tá é E leste nessa situação de abuso tão abuso psicológico ele é tão Daninho quanto abuso físico só que a diferença do abuso físico Como que você prova um abuso psicológico é muito difícil porque você não tem olho rosto você não tem marcas do corpo você não tem você não tem O que são coisas que acontecem entre quatro paredes e no no meu caso por exemplo eu vive em outro país né apesar de estar legalizada eu tinha documento de trabalho visto eu não estou legalizado hoje tem expressado espanhol inclusive mas eles em outro país longe da minha família e era difícil porque eu explicava que as pessoas o que aconteceu dentro da minha casa pois achavam que eu tava exagerando então é muito complicado porque as mulheres que passam por isso ou homem sabe que não exclusivo de mulher ela fala abusiva não há mais possibilidade de gênero pode acontecer tanto no feminino quanto no masculino mas quando eu viro feminino então eu falo feminino o que acontece na as mulheres que vivem a situação é que muitas vezes um ela não tem o apoio porque elas são desacreditados né Nós temos até casos de e****** que a mulher tem provas de que foi e******** e ela é desacreditada pela sociedade é um caminho muito grande aí é muito difícil você provar um uma do psicológico né então no meu caso é eu tinha duas opções você tava naquela relação ou eu fugia E aí eu decidi fugir essa agressão psicológica é tão grave quanto a agressão física na e já já vou pedir para você explicar o que que é essa agressão psicológica é o homem ele levanta a mão é o homem gritar é o homem fala palavras ofensivas já já eu quero abordar esse assunto com você porque alguém de casa pode-se identificar pode conhecer algum caso pode achar normal e o que não o que não pode acontecer Jamais isso pode acontecer essa violência psicológica E claro também a violência física Silvinha é falando ainda sobre a sua infância foi uma situação muito delicada porque envolve família você criança pode ficar perdi Tu não entendeu o que estava acontecendo ali porque na verdade eu pai você tem aquela imagem né de um super-herói que tem a missão de proteger de dar condições para uma vida digna e aí você se vê numa situação de agredindo a si mesmo talvez a sua mãe não deve ter sido nada fácil esse período vocês então tentaram buscar ajuda e na escola por exemplo uma criança você comentava isso com as suas amigas com as suas professores você não tinha muito noção do que estava acontecendo como é que foi a sua infância e a sua cabeça lidando com isso porque foi uma construção quando você era adolescente quando você era adulta isso te ajudou a crescer o que você passou e olha olha eu vou falar uma coisa É sim me ajudou a ser uma pessoa mais forte né enfrentar os problemas de uma forma diferente mas por exemplo quando eu era criança eu lembro de eu ir para escola e uma história real você é muito sempre me emociono quando eu conto porque uma história real de eu ir para escola e uma vez eu fui para escola e a professora pediu para eu sentar na carteira e eu falava que eu não queria que sentar eu ficava de pé do lado da carteira e ela falava senta e ela ficou muito brava comigo falando aquela vez do meu lado e falou sempre eu tô mandando você sentar eu falei para ela eu não posso sentar Professora porque tá doendo muito e ela levantou-a minha camiseta e ela viu as marcas da violência da minha camiseta devia ter uns 9 anos mais ou menos fala quarta férias eu lembro muito bem dessa cena dela chamando a professora Ah desculpa a diretora para vir na sala de aula e me pegaram e levaram as alianças secretaria e elas ficaram observando e assim indignada e vamos ficar no meu corpo só que naquela época não existia estás a criança não existiria Conselho Tutelar era muito diferente eu Eu sempre gosto de frisar isso que nós estamos falando de 30 anos atrás de 35 anos atrás era muito diferente mas não é como é hoje que a gente pode procurar e fazer denúncias existem leis mais severas para esse caso então quer dizer eu vendo tudo aquilo eu não entendia o porquê que a pessoa que tinha que me proteger era a mesma pessoa que me batia sabe então eu não entendi aquilo e aí quando você vai crescendo eu eu cresci uma uma adolescente com muitos questionamentos e aí eu falava quando eu comecei a ter um pouquinho mais de força mas corpo a gente começa a crescer começa a ser mais força os enfrentamentos eu já não deixava mas ele me bater e nem bater na minha mãe então já era 15 já era uma relação de enfrentamento assim de defesa mesmo e até E aí o que eu falei sair de casa muito cedo justamente porque eu não aceitava isso né hoje ele meu pai já faleceu bastante tempo então é dentro da minha construção como pessoa eu já superei essa fase tanto que eu falo do tema numa boa como como tem que ter falado sim porque muitas crianças Muitas pessoas têm que muitas crianças elas se veem nessa situação quantas crianças ainda não sofrem abuso dentro de cada né No meu caso era físico mas tem criança que sofre por parte do pai do padrasto de irmão abuso sexual então eu construir uma personalidade forte eu acho que Justamente por isso porque quando adolescente eu já me protegia eu já não deixava mas ele chega perto né se ele chegasse bêbado em casa e quisesse né agredir tanto a minha mãe encontrar meia já ia de frente com ele Oi e essa é uma situação que infelizmente muitas crianças muitas pessoas passam até hoje né com a violência dentro de casa e hoje é o dia do conselheiro tutelar a gente até falou sobre esse assunto no programa de hoje tem o disque 100 Se você pegar o seu telefone e Discar sem em todo o território nacional você vai conseguir buscar essa ajuda tem os telefones também do Conselho Tutelar de cada região perto da sua casa então busque ajuda um conselho importantíssimo que a gente sempre passa aqui esse eu vim Então os 18 anos você você decidiu deixar a sua casa sair da cidade nesta época você era revoltada com a vida com tudo que tinha acontecido com você por favor que eu perdi o som aqui só um momento tá bom tá bom nós estamos conversando ao vivo então aqui você tá eu não não estou te vendo neste momento eles estão apenas te ouvindo é um momento por favor vai entrar de novo tá certo Agora sim nós estamos te vendo tá certo já restabelecemos a contato e a tecnologia Silvinha todo mundo aí de casa está acostumado porque como tecnologia com celulares pode ter certeza que já aconteceu várias vezes só retomando então com 18 anos você decidiu deixar a sua casa saiu da cidade nesta época você era revoltada com a sua vida porque você podia pensar bom com as minhas amigas isso não acontece porque isso está acontecendo comigo ou você buscava respostas Ou você já tinha uma maturidade para seguir em frente e eu acho que eu amadureci muito muito nova eu acho que eu soltei uma fase da minha vida que foi adolescência é pelas questões tipo começar a trabalhar muito cedo tinha questão de violência em casa de família humilde de então eu tive que amadurecer muito cedo e com 18 anos eu era uma pessoa muito questionadora então tinha muitas questões não só sobre a minha vida mas sobre o mundo no geral e eu falava gente não pode ser que não era justo que eu não consigo entrar numa cidade não é justo que eu tenho que lutar tanto que tem que trabalhar o dobro tem que trabalhar o dia inteiro Curtindo a noite então era muito questionadora das questões sociais até hoje eu estou muito que este laborando as questões sociais né Principalmente agora sim no momento nós estamos vivendo Mundial estou muito eu tenho muitas questões do porque as coisas acontecem ele porque não mudam e eu saí de com 18 anos eu saí de casa para ir morar numa cidade de maior né cara da Maringá e eu nasci Maringá Mas eu morava na cidade próximo a Maringá foi morar em Maringá e demorei ainda para entrar na faculdade que eu entrei na faculdade com mais e mais anos do que é normal eu tenho que eu com 18 19 Eu entrei com 22 anos são é tudo isso porque tinha que trabalhar a dinheiro para poder entrar na faculdade depois consegui fazer faculdade com financiamento aplicativo toda aquela situação consegui ir para outro país fazer um mas carinhoso país aprender outra língua então eu sempre falo com as coisas para mim elas aconteceram não no tempo normal das pessoas e é um conselho que eu dou para as pessoas também tá gente nenhum não se cobra entanto se não deu certo agora pode ser pro Futuro sabe não não não é aparições de vocês porque porque pela questão da idade porque se eu fosse pensar em unidade eu entrei na faculdade de tarde eu fui fazer aprender a segunda língua com 27 anos a ser a língua para o inglês eu fui aprender com 37 anos então eu falo com as pessoas é as coisas que já menos aconteceram no tempo mais é mais um pequeno tempo diferente né não no tempo normal das outras pessoas mas acabei conseguir conseguindo fazer coisa que eu queria que eu queria fazer faculdade eu fiz eu fui fazer um massa fora do país eu fiz eu fiz aprender outras línguas outras culturas eu fiz eu quis Viajar conhecer o mundo sair da minha bolha bolhas eu consegui fazer isso então eu faço as pessoas não não acredita em mim não se a vida te dá sabe coloca ali do ladinho espera que uma hora tempinho e aí você pega no sim que não não não Silvinha é importantíssimo essa quebra de padrão que você tá citando né porque a nossa sociedade ela é tão condicionada né tem que passar na faculdade com 18 19 anos aí Você tem 25 26 anos tá namorando ainda mas não vai casar mas não vai ter filho então são aquelas perguntas que vão cercando e vão poluindo né vão prejudicando a nossa vida e na verdade o que que a gente precisa ser feliz não importa se você é solteira Se você é casado se você é separado se você entrar na faculdade com 18 com 25 anos ficam 30 anos você ainda não tem uma segunda uma terceira língua por 22 anos é muito jovem 30 anos é jovem ainda 40 anos é jovem Você tem uma vida inteira pela frente então eu acho que diz que você citou é importantíssimo e até para todos os telespectadores para todo mundo que está nos assistindo não se limite por questão de idade já passou meu tempo eu não tenho mais idade para isso aí é Silvinha para provar isso com 37 anos foi aprender uma terceira língua conseguiu aprender o inglês então isso é importantíssimo você se formou em Direito o que você passou na sua vida tem a ver pela sua escolha ou foi uma paixão o preço do incidente ficou e olha eu eu tinha duas opções eu ia fazer direito ou eu fazia jornalismo porque são eu acho que são as duas ou também ciências políticas eu gostava muito de políticas de questões sociológicas E aí minha verdadeira pelo direito porque é um curso que te dá base para isso net da posicionamento legais para pensar que eu sou uma defensora das mulheres dos direitos das mulheres crianças e tal mas eu gosto vamos entrar na faculdade de direito e se descobre que o mundo judiciário não é tão bonito e nem é tão perfeito quando a gente quando a gente imagina então é a gente entende que eu pelo menos né e me formei E fiz uma coisa realização fora do Brasil na área de direito a gente não pode ignorar que o sistema judiciário não só no Brasil não tá gente não a sociedade brasileira não na Europa acontece bastante eu vivi num país vivo num país ah e tem um rei é É vamos dizer Fugiu né do seu país que a Espanha não é o rei elétrico tá em Dubai porque tem vários casos de corrupção contra ele e contra o seu genro e conto então não é não é possibilidade do Brasil esta questão política e das falhas do Judiciário e eu também vive como mulher quando eu fui tentar denunciar o meu ex ela vai deixar essa sofria na Espanha eu vi o quanto o judiciário ele é injusto daí ele não a gente acha que a justiça é cega é e é em parte da mas não é Então depende muito de muitos fatores né fui fazer direito que direito tem direito nesse sentido de que eu era uma pessoa um pouco como eu falei questionador tinha meus ideais ainda tem meus ideais eles se modificam contente porque a gente a evolução constante né a gente tenta buscar uma evolução uma desconstrução de paradigmas mas eu realmente fio direito tem na ilusão de que aquilo poderia me ajudar de alguma forma é a romper paradigmas E aí eu vi que era mais difícil em que eu poderia ajudar as pessoas de uma outra maneira agora o Silvinha Como surgiu a ideia de sair do Brasil porque a gente tá falando da infância difícil que você teve você passou muitas dificuldades E aí você tá no Brasil não tem muito dinheiro e de repente você fala eu quero sair do país só que para isso você precisa de uma continha financeira Então como que isso aconteceu na sua vida e como que voce lutou também encontrei esse fato e quando eu sair do Brasil aquela época né tipo é o euro para o Fernando Henrique tinha uns 10 anos antes a dança do euro para o desculpa do Cruzeiro para o Real tá e o valor do dólar não era pessoal vamos vamos conversar por aí isso é importante para entrar porque se fosse nos dias de hoje as mesmas condições mesmo tudo com preço do dólar como tá hoje eu não conseguiria ter feito isso mas não né como o dólar Tava no preço muito acessível eu tinha um carrinho velho aí eu vendi esse carro eu pedi as contas no meu trabalho a gente fez um acerto com esse dinheiro eu comprei as passagens e fui fui mesmo e na louca né conseguiu um curso que era relativamente barato e fui para Espanha né foi mas faz sempre uma experiente eu tinha um plano na minha cabeça eu achava que ia ser daquela maneira que eu tinha desenhado na minha cabeça foi totalmente diferente peguei na Espanha sofri muito como todo Imigrante as pessoas não falam essa parte eu acho muito importante também salientar que quando a gente o outro país a gente é emigrante nós estamos outros problemas para enfrentar tive que aprender a língua Tive que me virar tive que trabalhar trabalhei de tudo que você possa imaginar de fazer bijuteria a cuidar de criança limpar banheiro de academia então as pessoas têm que entender que lá a gente tinha que se virar lá na vantagem é que eu fui numa época que a Europa vive um momento muito bom né eu fui antes da crise do Boom da da construção que né que em que a Europa vive a sua grande crise que foi 2012 eu fui antes disso então era uma outra era o outro paralama por isso eu consegui mas como eu naquela época você tirando a questão financeira que já tá explicando como é que foi que eu decidi ir uma outra situação ele tava solteiro eu não tinha filho tava com 27 anos que eu falei gente olha agora ou é muito sabe porque se eu me casar tiver frio eu nunca morar em outro país pelo conhecer outra cultura não vou aprender outra língua então esse fator também pesou o fato de não não não ter filho e não está casada né não está dentro porque eu deveria estar casada por 17 anos eu deveria estar casada seu filho de acordo com o padrão né É a bolha de vinheta que fazer isso se eu sair eu estava fora da dessa bolha Já e já fui buscar outros vários outros mundos aí então você foi para a Espanha começou a trabalhar fez o seu curso a vida começou a ficar estável E aí você encontrou um rapaz na cafeteria exata sozinho aí tá dando do meu livro A então eu fiz eu fiz a tarefa de casa eu fiz a lição e oi oi ler mas não sabe o primeiro capítulo ainda velho não é realmente eu conheci uma pessoa há uma cafeteria eu estava no momento muito debilitada que a recém-chegada do Brasil tinha Limpo Brasil é e três dias depois de eu estar no Brasil a minha avó faleceu e minha vó tipo nela é a sua relação muito próxima ante a minha mãe e eu não consegui voltar para Espanha e eu fiquei mais tempo do que poderia ficar no Brasil para poder ajudar minha mãe cuidar da minha mãe fala assim para sua mãe acabou de perder a mãe eu não posso deixar ela aqui agora e vou tá então Eu estendi era para ter ficado 15 dias o Brasil e eu fiquei com 40 dias o Brasil então eu voltei voltei no meu trabalho e tal e conhecia ele no momento muito delicado da minha vida porque eu realmente estava é sentimental mente abalada pela perda da minha avó e aí tava na Feira estacionamento Será que tá certo fica aqui será que eu fico aqui só que eu volto Brasil é minha vida tava né e economicamente já tinha um trabalho sabe trabalhar com a língua postorino história importante em Barcelona que eu falava e agora que que eu faço agora com a minha vida começou a entrar no eixo volto não volto e ele entra nessa parte né E aí quando a gente se conhece ele foi ele me convence a deixar o meu trabalho e a viver com ele a cidade dele que era uma cidade próximo a Barcelona não era em Barcelona só ele era nossa amiga importante e a gente uma empresa grande e ela mais fácil eu sair da onde eu estava para ir até onde ele está Então é eu sempre falo com as pessoas quando você encontra um tipo de relação dessa no meu caso né relação abusiva psicológica Total ele não chegou falando olha só meu nome é tal e eu estou aqui eu vou fazer a carinha de bom moço e daqui três meses eu vou começar a mudar o texto eu vou entrar na tua cabeça de uma forma totalmente diferente é aos poucos é um pouco eu sempre falo que é um funil sabia que fazem com que construiu é aquele quando ele vai fechando vai fechado até com você fica presa e você fica preso numa gaiola no meu caso né pelo fato dele ser de uma família é bem de vida e com a família tradicional também catalana eu vivia numa gaiola para gaiola fosse de ouro eu deixava ela vai olha tava presa naquilo Então são são são formas que a pessoa tem de falar com você é a forma que ela explica as coisas para você é como que você não valesse nada sabe é como Tipo olha eu falo isso porque eu me preocupo muito com você vai te colocando para baixo vai dizendo que você nunca vai conseguir encontrar uma pessoa melhor que ele ele vai mexendo É lógico ao ponto de você acreditar em coisas que nunca aconteceram E aí eu depois que eu falei ali Annie policiar eu falei gente é para ele tem alguma coisa errada aqui porque ele faz coisas erradas e quando eu vou vou falar com ele né vou discutir vou colocar minha posição acaba que eu sempre tô errada da sala então assim e aí eu lembro de um vídeo meu ele tem um vídeo de uma youtuber que era de hoje o que eu vi esse vídeo que fala não tira o batom vermelho que eu comecei a ver um vídeo eu falei cara eu tô vivendo essa relação eu tô no meio de uma relação abusiva totalmente porque é tudo o que ela fala descreve no vídeo excesso um tapa na cara eu escutei a questão das roupas a questão dos amigos eu me afastei da família ela a todos os dias ele chegava em casa com algum problema muito maior que eu que tinha que dar um suporte então aqui vai mexendo com a cabeça e vai falando olha só você estrangeira né você não é muito valorizada aqui na escola é você tem que baixar a bolinha Então você vai estar sempre sendo colocada para baixo né porque é uma forma da pessoa te controlar te dominar né de dominar E aí quando eu comecei a querer sair dessa relação as pessoas falam que você faz quatro anos essa relação Não precisa não Eu tentei sair dessa relação durante dois anos e meio mas cada vez que eu falava olha vamos terminar você vem uma ameaça ou uma crise uma vez eu lembro que ele desmaiou na minha frente ele pronto morrendo né mas tem uma pessoa você se sente culpada é que acompanha o tempo todo e aí quando vieram as ameaças mais fortes mesmo que eu falei não vai dar aqui e bora e foi quando eu fugi da Espanha para Irlanda né isso tudo Eu relato no livro porque aí ele já começava não só Fazer ameaças contra minha pessoa mas ele também fazia ameaças contra minha família e aí ela fazendo frases do tipo é muito fácil contratar uma pessoa no teu pai para matar sua família é muito barato né Então essas coisas mexe muito com você e você começa a a não ter reação pelas ameaças que você recebe o Silvinha é importantíssimo esse seu relato porque quem tá de fora tem sempre uma imagem de que ele já é agressivo desde o começo só que isso é uma reação que vai acontecendo ao longo do tempo então vocês se deram bem nessa cafeteria vocês começaram a se conhecer e aos poucos ele foi é tentando te modificar mudando o seu jeito que dominando e e demorou para perceber isso você falou que ia assistir esse vídeo da Juju mas a primeira vez por exemplo ele falou da sua roupa você levou uma brincadeira você achou que não era nada demais porque às vezes a mulher acha isso acho que não é nada demais ele tá incomodado com o tamanho da minha saia eu vou trocar se foi você demorou para perceber isso ou não olha depois depois já depois quando eu já tava fora da relação eu comecei a perceber eu comecei não me dei conta de que na verdade essas pequenas falas de controle elas começaram desde a primeira semana mas eu não tava me dando. Porque ele tava mostrando todo lá do bombeiro então da Copa né eu comecei a perceber que as coisas não estavam corretas por seis meses de relacionamento começou a perceber que não estavam corretas Mas é é aqui você já tá envolvida você apaixonada já existiu sentimento ali Apenas me fala que vai mudar quando eu tô te falando seis meses em diante todas as vezes pela detectado alguma coisa errada e eu ia conversar era sempre no final era eu que tava errada e eu não sei como é que ele conseguia dar um nó na minha cabeça de que eu tava pedindo desculpa por uma briga aqui na verdade tinha começado né a partir de alguma coisa errada que ele tinha feito e eu já tava pedindo desculpa por ele foi né não olha desculpa né Não era isso e foram muito ações né no livro relata algumas delas foram muitas situações vexatórias essa situação de dominação situação de imposição é quando eu já tava ele ele respondeu deixar seu trabalho para poder trabalhar com ele quando eu já estava Totalmente Dependente dele tanto emocionalmente quanto economicamente em aí ele falou bom já tem o meu ratinho dentro da minha da minha pequena aqui na minha gaiolinha O que fazer com ele que eu quiser e dentro dessa situação claro que eu percebi aí eu tentava com muitas vezes né Igual disse eu fiquei muitos anos tentando você passar eu não conseguia e as pessoas quando eu falava as coisas 24 horas perguntaram fiquei dois anos e meio tentando nos separar mas eu não consegui não porque ele bota dizer ou ameaça o crise de choro a outros outro tipo de métodos não é para tentar me convencer você sempre acha que a pessoa realmente pode mudar e eu falo uma coisa essas pessoas gente se você tá no relação dessa saio não a pessoa não vai mudar pessoa que bater uma vez ela vai te bater de novo a pessoa é tatty de diminuindo tá fazendo você sofrer tava usando psicologicamente de você ela não vai mudar então é inerente dela então e É eu sei que é muito difícil sair de uma relação abusiva é muito difícil mesmo porque você está dependente emocionalmente naquela pessoa né é o eu falei da questão Econômica que não é que eu fiquei dependente Econômica é dele mas eu já vi vários relatos de pessoas que vem conversar comigo que na verdade elas não são dependentes econômicos ao contrário ela mantém a casa e elas vivem uma relação abusiva com uma pessoa é que que é dependente econômico do abusado então no meu caso ele fez com que eu ficasse dependente de tanto emocionalmente Quanto quanto economicamente então por isso para mim foi mais difícil sair quando sair de casa né outro spoiler do livro tem que comprar meu livro tá aqui ó Tá bom mais um spoiler do livro eu sei casa praticamente com a roupa do corpo né foi foi realmente é a mãe que tá com uma malinha pequena eu demorei bastante tempo para reaver as coisas meus meus pertences minhas roupas e as meninas os meus itens pessoais e eu sair de casa assim e eu falo foi difícil no começo foi muito difícil não é fácil não é fácil sair de uma relação assim mas aqueles meses primeiros meses são os mais difíceis que você sofre mais porque você se questionando muito porque eu senti culpa Você ainda tem as pessoas emocional sente culpada você acha que é tem culpa de alguma coisa e na verdade você não tem então é muito difícil então se alguém tiver vivendo uma relação tanto de abuso físico ou psicológico a única coisa Tenta falar para vocês qualquer coisa é melhor que isso então saiam vai ser um pai existe um período difícil mas você já sai perguntando o período difícil Às vezes a pessoa tem medo dolor com você mas eu tenho certeza que depois que passar essa tempestade dos primeiros meses e você se estabilizar tanto emocionalmente como economicamente né questão Econômica é muito importante eu fiz muita questão Econômica que quando você depende de outra pessoa economicamente muito difícil sair daquele da Lina sua mas tanto emocionalmente Quanto quanto economicamente contra você sabe lizar você vai ver quem vai ser a melhor decisão da sua vida e desculpa gente mas eu não quero enganar ninguém eu não quero isso se enganem porque não muda não adianta que não vai mudar vai mudar para ajudar pelo mês dois três quatro no máximo mas vai voltar o começo e e é muito e aí vai ser mais difícil para você sair quanto mais tempo você demora para sair uma relação assim mas tem que você não se canela é isso depois que por experiência própria Infelizmente essa o psicológico ela pode também ir para uma violência física né então é algo que a gente sempre tem que tomar muito cuidado como você disse não é nada fácil mas essa mudança tem que acontecer esse consegui tem que fazer a denúncia assim é sobre o nome do seu livro Silvinha 40 antes dos 40 um passaporte salvou a minha vida porque o nome desse título que que significa esse 40 e quando eu me separei eu tava com 36 anos né E aí o que eu falo porque tem um treino de o inglês com 37 também entra aí nesse nessa questão é eu tava 36 anos voltamos a sala dignas da sociedade tinha aquela questão tá chegando perto dos 40 relógio biológico já deveria tá casada Tem filhos né tava saindo de uma relação totalmente só fica com a minha cabeça totalmente metros que eu tava no chão para baixo e eu tava morando de favor na casa de uns amigos porque na época eu não tinha dinheiro eu tenho um pouco de dinheiro guardado aqui no Brasil mas até fazer a transferência para chegar lá então eu tinha 800 Euro sabe o dinheiro que eu saí de casa foi com 800 euros e a roupa do corpo uma malinha pequena para com isso que eu saí de casa e eu assistia muito dia muito eu sempre gostei muito de ler e eu tinha temporada de Glee pela milésima vez o livro come Red ano e acho que o Brasil a combina rezar e amar mas é é o link espanhol e eu tinha terminado de ler e ela ela saiu de uma relação no caso dela não ela nem vai nada era só uma relação desgastada um casamento desgastado e ela foi viajar o mundo e ela começa por Roma que eu já vi estado na Itália já coloquei para mas eu não conhecia Roma e naquele dia no impulso e bota falando eu não tinha dinheiro que eu tô morando de favor na casa de uns amigos entrei no computador e apareceu uma promoção de voo mais hospedagem em uma semana vai ser o na Roma e eu comprei aquele voo e fui para Roma e até a menina é que eu casal que eu tava na casa dele esse amigo ela era brasileira mas ele era italiano e ele falou para mim ele tem nossos como é que vai comprar hospedagem minha mãe mora em Roma podia ficar na casa da minha mãe e eu nem pensei porque a minha cabeça e não tava para pensar em detalhe energia você e vai sair agora Nessa situação você acabou de separar tá com pouco dinheiro para fazer uma viagem agora e eu falei assim é uma loucura que eu vou arriscar e realmente foi a melhor loucura da minha vida porque quando eu fui para Roma eu sair daquele entorno em que eu tava aqui era chorar desesperada as ameaças continuar vai me ligar ou mandar mensagem dando Ligar para todos meus amigos foi um mês muito difícil eu perdi 7kg nesse mês vocês primeiro mês então eu fui para Roma em Roma então desconectei de todos os problemas então viu o problema de uma outra perspectiva o problema existia e eu fui assistir aquela homilia do Papa que ele faz às quartas-feiras e quero já era um Papa Francisco e eu cheguei e eu lembro que você uma uma é muito especial e muito emotivo porque eu tirei Almeirim pera casal mente ele que tinha uma criança especial do meu lado ele desceu do papamóvel veio bem perto da gente e aí eu eu naquela uma ele eu pedi a muito falava Deus por favor me manda um sinal de alguma coisa que eu tenho que fazer para melhorar minha vida porque eu já fiz isso direito eu fiz uma faculdade que eu não gosto eu fiz um master numa área que não gosto é o direito eu já tô com 36 anos eu acabei de sair de uma relação eu não quero buscar um outro uma outra pessoa para ter um filho logo para né casar ter filho e outra vez voltamos aos paradigmas sabe fazer os paradigmas da sociedade precisa encontrar alguma coisa que seja de mim para mim quem sabe que seja que fosse de mim para mim que não tivesse homem vai jogar surgiu lembro que eu sair daquela uma elite tomar um café numa cafeteria bem simplesinha e eu peguei o guardanapo de guardanapos de papel e comecei falei eu tô com 36 anos quantos países eu já Visitei a cebola comecei esses uma listinha de que eu já tinha conhecido 12 países eu falei eu vou conhecer 40 países nas 40 anos e eu virei um motivo de chacota entre as pessoas que conhecem porque o que acontece é a só sabe olhando pro seu dinheiro eu tava saindo uma relação está sem trabalho sem nada e a minha um único objetivo era conhecer 40 países a gente 40 anos o que fazer como é que vai fazer isso né você tem que saber isadahy trabalhar tem que isso nesse meio tempo eu volto para a vitamina essa semana em forma eu volto para Barcelona e as ameaças elas intensificam muito e eu tinha tem uma outra parte que eu que o ponto no livro eu tive estando com ele eu te detetive atrás de mim durante bastante tempo e após separação de novo o tempo e Detetives do Prédio durante bastante tempo então é decido voltar para Barcelona em Barcelona quando após acontece assim é de uma forma mais mas é mais forte né ameaça foram ficando mais forte eu decido sair da de Barcelona e vou para a Irlanda que quando eu vou aprender inglês e começar a pôr em prática esse plano quero uma loucura viajar esses 40 países e lá Irlanda descobrir as promoções que as companhias low-cost e as promoções de hotéis e como viajar barato e aí eu virei a louca das promoções eu consegui fazer esses 40 países antes dos 40 anos e aí eu vou contando no livro né tudo que a gente tá falando aqui das ameaças aí dá para Irlanda ela é pros primeira parte do meu livro é uma pequena parte aí eu voltando como as viagens foram a minha terapia e como eu fui me reencontrando daquela Silvinha que ficou perdida no passado porque existe um lapso de quatro anos que eu não era eu eu era uma pessoa que foi moldada a outra pessoa que era meu ex né então eu fui me reencontrando comigo então eu reencontrei desde aquela menininha de sete anos que morava no interior uma família humilde adolescente é perdida aquela menina que saiu de casa com 18 anos eu fui eu fui reencontrando várias pessoas várias partes de mim e foi folha terapia então eu me reconstruir através das piadas que vinha eu quero agradecer muito o relato que você passou aqui para gente né Ah tem que ter acho que uma coragem para poder encarar tudo o que você passou de cabeça erguida dando um passo para frente sempre enxergando algo positivo saindo de uma infância difícil em que sofreu violência física depois já na fase adulta uma violência psicológica em outro país com uma língua diferente então acho que você é um e muitas pessoas viu só para gente poder encerrar então sobre essa última mensagem Eu acho que o sentimento dessa mulher que tá fragilidade fragilizada diante tanta violência que ela sofre pode ser um sentimento de os mais diversos né de vergonha de medo de angústia Mas o importante é que tem saída é que tem solução e tem um mundo gigantesco esperando lá fora com muitas oportunidades Exatamente eu sei que a pessoa que tá passando por isso ela tem medo Ela tem ela tem dúvida ela a gente sempre tem medo que a gente não sabe o que é do futuro então essas pessoas eu eu falo só uma coisa é tem luz no fim do túnel sim tá e não é o trem que vai que vai te atropelar é a luz da saída desse túnel Então pode ir sabe pode ir buscar sua felicidade existem formas de ser feliz só Ah e não se prenda a paradigma sabe não tenha vergonha outras pessoas já passaram por isso e muitas pessoas vão tá do teu lado para te apoiar busca em sempre quem puder é auxílio psicológico que a gente vai condições de pagar o psicólogo é importante que você não tem condições busque apoio familiar apoio os amigos também é muito importante e não se esqueça a gente tem o número que você pode ligar denuncie se você sabe sofrendo violência doméstica denuncie se você o teu vizinho a tua vizinha o teu vizinho tá sofrendo algum tipo de violência denuncie porque isso de que em briga de marido e mulher ninguém mete a colher não existe netsim mexe telefone né denúncia e vamos colocar quem merece atrás da Graça oi Silvia Mantovani muito obrigado por todas as suas explicações até uma próxima oportunidade Eu que agradeço um abraço para todo mundo e quem quiser saber um pouquinho mais as viagens é só me seguir lá no Instagram no Instagram para ele aqui dos 40 que é onde eu vou postando tudo muito obrigado então Silvinha Mantovani dando o seu relato e falando sobre o livro aqui no câmera Total 1 E aí
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