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Olá, seja bem-vinda, seja bem-vindo, chegamos ao meio da semana, quarta-feira, dia 16 de dezembro de 2020, começa agora o Câmara Total ao vivo, 11 horas e 4 minutos, muito obrigado pela sua companhia e audiência e participe do programa, hein? Através do número do nosso WhatsApp, que já está aqui embaixo da sua tela. Dezenove é o nosso DDD, nove sete oito dois nove três sete sete meia. Ou você tem a opção de abrir aí no seu celular a câmera, como se você fosse tirar uma foto, fazer um vídeo, e aí você mira pra este QR Code que está aqui e aí já vai aparecer o WhatsApp da TV Câmara Campinas. Bom, Bom, muitos assuntos, o programa de hoje está recheado, nós vamos juntos até as 2 horas da tarde, então sem perder tempo, olha só que atitude bacana esta ação dos moradores do bairro São Marcos, aqui de Campinas, juntamente com o padre Antônio Rodrigues da paróquia São Marcos, eles realizaram uma decoração de Natal na praça, onde está neste exato momento o nosso repórter, o Rubens Morelli. Então, seja bem-vindo, Rubens. Bom dia. Olá, Gabriel Castro. Um bom dia para você, um bom dia para todo mundo que nos acompanha aqui na TV Câmara Campinas. Eu estou nessa praça aí, uma praça improvisada, na verdade, adotada aqui pela comunidade do bairro São Marcos. Eu digo uma praça improvisada porque, na verdade, é o canteiro central da Avenida Aladino Selme, que dá acesso aqui ao bairro. E essa praça, desde o ano passado, vem ganhando um pouco de melhorias por causa de uma notícia triste, mas que acabou usando essa notícia triste como força para dar uma revitalizada nessa área. E dessa vez, nesse Natal de 2020, o pessoal daqui se uniu, uniu forças para transformar esse espaço aqui de convivência em um espaço de decoração de Natal, e uma decoração muito bonita que foi tomada, foi formada, pensada pela comunidade, que abraçou essa causa, e a gente vai conversar a respeito disso com o paroco da paróquia São Marcos, o padre Antônio Rodrigues Alves, que está aqui ao meu lado, para contar um pouco dessa história, né padre? Um bom dia para o senhor. Como é que surgiu essa ideia de transformar esse canteiro numa praça e agora na decoração de Natal? Bom dia, Rubens. Bom dia a todos que nos acompanham pela TV Câmara. De fato, essa praça antes estava deixada de lado. Aconteceu uma tragédia, que foi o feminicídio da Thaís Fernanda Ribeiro. e o seu pai, Delfino José Ribeiro, me procurou, eu como liderança religiosa e espiritual, guia espiritual, orientei para que a gente fizesse algo que de fato a memória da Thais e de outras vítimas do feminicídio se tornasse viva. E aí não cheguei a falar de praça ou desta praça, desse canteiro Então ele idealizou esse espaço, hoje chamado de Espaço Renascer Justamente com essa ideia de que é um espaço que gera vida E ele começou a cuidar, pegar plantas Fez algumas parcerias com o CEASA, o Mercado das Flores As plantas que não servem mais para serem comercializadas, os comissionários doam para ele. E essa rede foi se estendendo. Outras pessoas da comunidade começaram a fazer mudas de plantas e trazer para cá. E assim foi durante esse ano todo. Chegando agora, em dezembro, um período muito bonito e simbólico. E a Thaís, ela que enfeitava a casa dele, e ele veio partilhar comigo, eu posso falar isso porque não é confissão, é algo que a gente conversa e ele fala para outras pessoas. Então ele falou que estava muito triste porque a Thaís que enfeitava a casa dele para o Natal, montava a árvore, ela era a filha que encabeçava tudo isso, né? Ele tem mais duas filhas. E aí eu falei, por que nós vamos parar com essa história? Mas a gente não precisa enfeitar a sua casa, porque até seria complicado em tempos de pandemia. Vamos enfeitar a praça, vamos enfeitar a praça. E aí nós chamamos esse projeto de Natal na Praça. Além disso, claro, além do próprio enfeite e a gente fazer simplesmente, nós pensamos em envolver a comunidade, para que a comunidade comece a ocupar os espaços que são delas. Então, os espaços públicos são para as pessoas e nós devemos ocupar. A pandemia nos atrapalhou no sentido de que há um apelo, e eu aqui não sou o contrário, há um apelo ao distanciamento, ao ficar em casa, sair somente em caso de necessidade. Mas a praça não impede isso porque ela pode ser visitada em horários que não geram aglomeração E outro motivo também, como está no meio da avenida, quem passa por aqui vai ver um pouco Sem precisar descer do carro Então acaba sendo também uma praça no estilo drive-thru, vamos dizer assim Mas com muitas coisas interessantes para se ver e até pedindo licença ao padre para poder justamente mostrar toda essa decoração que foi feita. Nós temos imagens e o pessoal de casa está vendo que foi utilizado muito material reciclável, muito material reaproveitado, inclusive o presépio que está aqui atrás da gente. A manjedoura é formada por estrado de cama que eventualmente quebrou o pessoal fez a doação e transformou em uma manjedoura, o José, a Maria e o Menino Jesus estão ali também feitos de pano, tem muitas outras coisas, tem árvore de Natal de pneu de borracha, tem o boneco de neve, o Papai Noel, tem a árvore dos sonhos, que também é uma coisa interessante, como é que surgiu toda essa ideia de ir acrescentando cada vez mais coisas a essa praça? A pandemia tem intensificado a ansiedade, síndrome do pânico, doenças relacionadas a doenças psicológicas, doenças mentais. O nosso bairro, a nossa região é uma região muito vulnerável. A pobreza e a vulnerabilidade social aumentou muito nesta pandemia. Só para ter uma ideia, nós distribuímos antes da pandemia 25 cestas básicas. Hoje nós estamos distribuindo 300 cestas básicas, graças à generosidade das pessoas e todo esse apoio que nós temos. Mas só para lembrar o quanto que isso se agravou. E aí as pessoas estão sofrendo, as pessoas estão sofrendo e precisava de algo, precisava de algo para cuidar desse lado espiritual mesmo, do sentimento das pessoas. E aí, claro, quando a gente fala em cuidado, a gente não pode pensar no cuidado só das pessoas, mas tem que pensar no cuidado do espaço. Nós pensamos em uma ecologia integral, onde a gente cuidar da praça, eu cuido da vida das pessoas. Arrumar a praça, consequentemente, eu levanto a autoestima das pessoas para que elas possam arrumar suas casas, mesmo em tempo de pandemia e sem necessidade de muitos recursos. Por isso, a utilização de material reciclável. O lixo dá para se aproveitar bastante e, ao mesmo tempo, estamos cuidando do meio ambiente. Então, por isso, nós utilizamos pneus, como você citou, guirlanda com pneu de bicicleta, Papai Noel com pneu de carro, coisas que iriam para o lixo e que deu para se aproveitar e ficar muito bonito. Quem tiver oportunidade vai ver que muitas coisas nem parecem que são recicláveis. Exato, e uma das atrações aqui é a árvore dos desejos, porque o pessoal aproveitou uns CDs antigos para pendurar na árvore e também deixar a mensagem do desejo que ela quer ter. Então eu separei algumas que eu estava lendo antes, tem mensagens pelas famílias, pelo fim da pandemia, tem mensagem pela liberdade das mulheres, pelo fim da violência, já que nós estamos na praça em homenagem a Thais, que foi vítima de feminicídio. Tem também que o bairro seja conhecido como o bairro do amor. É o desejo do pessoal aqui da comunidade. Rubens e todos os que nos acompanham Essa árvore nasceu da seguinte ideia A pandemia contagiou E a gente não sabe como a gente se contamina com a pandemia Nós queremos fazer o inverso Nós queremos contaminar, no bom sentido, entre aspas Contaminar as pessoas com o amor, com a esperança, com a alegria Por isso a árvore dos desejos É claro que não está restrito somente aos desejos que estão aqui Você que passar pela praça, quem vier aqui tem o canetão Pode escrever no CD livremente, não tem nenhum controle Você pode escrever o seu desejo, você pode olhar outro desejo E talvez você tenha a possibilidade de realizar aquele desejo Vamos supor, vai que tem ali, gostaria de uma ligação no dia do Natal. E aí a pessoa deixa o número dela, você pode realizar esse desejo. Mas, às vezes você não pode vir aqui. Ou o desejo que você pode realizar não está nessa árvore física, mas você sabe o desejo de alguém. Então a ideia é essa, inspirar para que a gente possa, nesse Natal, Que com todas essas questões do distanciamento, da pandemia, a necessidade do cuidado com os mais vulneráveis, que a gente possa realizar desejos e ao mesmo tempo também pedir, porque nós precisamos também ser cuidados. Então essa árvore tem esse sentido, de você colocar o seu desejo que vai nessa linha, coisas que nós estamos desejando esse ano todo, a vacina, a cura, o fim da pandemia, a volta do emprego, a comida, que é tão essencial, mas também realizar desejos que não estão na árvore, mas que você pode de alguma forma realizar. É, e é uma iniciativa tão bonita e que agradou o pessoal. Todo mundo passa aqui, a gente vê os carros passando, todo mundo observando essa decoração de Natal. E quem está cheio de desejos é o Gabriel Castro, que está lá no estúdio. Ele está desejando aqui no momento fazer uma pergunta para você, mas em seguida ele já vai poder entrar em contato. O padre está aqui ao nosso lado ouvindo você, Gabriel. Você sabe que eu já estou com a caneta preparada aqui, viu, Rubens Morelli, o padre também, Antônio Rodrigues, para ir até a praça aqui e fazer a minha lista dos desejos, porque eu gostei bastante, viu, dessa ideia, né? A mensagem que cada um colocou para que algo de bom se concretize em 2021. O padre, se o senhor tivesse um pedido que com certeza será realizado em 2021, o que o senhor pediria, o que o senhor vai escrever aí nesse CD? Você pode revelar para a gente? Posso, posso sim, Gabriel. De fato, se você me permite, eu vou falar dois desejos. Um tanto pretencioso, mas que de fato está no coração do padre e foi o que motivou a ajudar e organizar um pouco esta ação. A primeira é a vida do meu povo. O que significa isso, esse desejo, quando eu falo a vida do meu povo? É o fim da pandemia que está tirando a vida, é o fim da pobreza, dessa questão de vulnerabilidade social, é o fim da violência em todos os sentidos, física, moral, verbal, que tira a vida de tantas mulheres, crianças, jovens, idosos. Então, o primeiro desejo é que o nosso povo tenha vida. E o outro, que esse eu acredito que pode ser realizado, basta as pessoas acreditarem, e eu acredito muito, é que ninguém e nada roube a esperança das pessoas. Esse Natal, nem pandemia, nem violência, nem fome, nada, nada roube a esperança que está ligada com a alegria, uma esperança carregada de alegria. Esse é o meu desejo, está lá escrito no CD, inclusive eu assinei, quem quiser pode vir aqui, que não falte esperança e alegria na vida das pessoas nesse Natal. Muito legal, Padre Antônio Rodrigues Alves, muito obrigado por essa entrevista, por essas palavras, a gente da TV Câmara que gosta tanto de boas histórias, de contar boas histórias, essa daqui é uma história excelente da comunidade que se uniu para transformar essa praça aqui numa ótima decoração de Natal para todo mundo, muito obrigado. Muito obrigado, Rubens, a todos os que nos acompanham. Permita-me só falar que o projeto não acabou. Nós temos ainda uma segunda etapa e, na verdade, é a iluminação da praça, que vai acontecer no próximo sábado, às 19 horas. Então, nós estamos trabalhando aí, é uma questão técnica, precisa um pouco mais de um trabalho mais apurado. Estamos trabalhando para a iluminação. E aí oficialmente vai ser acesa as lâmpadas no dia 19, porque já é a semana do Natal. E depois você está convidado a passar na praça, ela vai ficar aí até fevereiro. Você pode vir à noite, você pode vir durante o dia, você pode, se tiver muita gente, dá uma voltinha no bairro, depois você volta aqui para não ter problema com a pandemia. Nós vamos disponibilizar álcool em gel em alguns pontos da praça. Vai ter sempre um frasquinho com álcool em gel, mas traga o seu, venha de máscara e participe conosco. É a maneira que você tem de participar desse projeto. Muito legal, muito obrigado mais uma vez, Pari. E o legal aqui da praça são vários atrativos também. Tem o pessoal que joga o xadrez ali atrás, joga a dama. Tem uma geladeira recheada de livros também, para a turma poder ler. É muito interessante, vale a visita aqui. Então, a partir do sábado, tem também a iluminação de Natal. Vou agradecer o padre aqui, mais uma vez, por essa entrevista e pedir licença, viu, Gabriel, para até aproveitar que a gente está aqui nesse local para passar a informação aí que o trevo dos Amarais, que fica aqui do lado, ele está sendo entregue também pela Rota das Bandeiras nessa semana. Inclusive o nosso cinegrafista, o Cristiano Ribas, está mostrando aqui, esse é um dos viadutos novos que foram construídos para melhorar o acesso aqui ao bairro e o deslocamento entre o São Marcos e também o Santa Mônica. A Rota das Bandeiras, que é a concessionária, liberou aí os 2,5 km finais das pistas marginais que ligam o Trevo dos Amarais até a Rodovia Anhanguera. E então esse trecho urbano da Rodovia Dom Pedro I agora passa a ter 32 quilômetros de marginais nos dois sentidos, desde lá do Trevo da Leroy Merlin, no quilômetro 129, até o entroncamento com a Rodovia Anhanguera. A gente lembra que aqui, por esse trecho da Rodovia Dom Pedro, em Campinas, são 125 mil veículos que passam diariamente. Então, essas marginais estão aumentando a capacidade do tráfego em 66%. E agora, como eu disse, dos viadutos, agora são dois viadutos que tem aqui. Um para poder ir até, atravessar para o lado do Santa Mônica, para o Campo dos Amarais, o aeroporto, né? E outro para vir aqui para o lado da região do bairro São Marcos. E são 10 alças de acesso, então facilitou bem o trânsito e o acesso e até fica o convite, né? Para quem quiser aproveitar, conhece o novo trevo e vem aqui na praça também. Está toda decorada, esperando o pessoal passar de carro e ver essa beleza que foi construída aqui no São Marcos. Gabriel, voltamos com você. Ah, muito bacana. Parabéns, Rubens Morelli. Prestação de serviços aqui na TV Câmara Campinas. Muito legal essa iniciativa também. Essa praça fica na Avenida Comendador Aladino Selme, na altura do número 1260, no bairro Jardim São Marcos. E agradeço também a presença e a disponibilidade do padre Antônio Rodrigues, que seja aí um exemplo para outros bairros aqui da cidade de Campinas, que a gente está precisando de mensagens positivas. Então, muito bacana essa união e essa iniciativa dos moradores, juntamente com o padre Antônio Rodrigues. E olha só, Natal chegando, época especial, mas muito cuidado na hora de montar a árvore de Natal e colocar os enfeites. Confira nesta reportagem de André Aranha. Do Natal quase todo mundo gosta. O ambiente fica muito mais bonito. Fala aí, árvores, enfeites, faz parte da tradição natalina o uso de luzes para embelezar e iluminar casas, comércios e ruas? Bom, mas é preciso estar atento, tomar alguns cuidados para que a instalação dos enfeites de Natal não seja mal feita. Desta forma, evitaria choques elétricos, curto-circuito e até incêndio. Por isso, fomos conversar com o gerente de operações de campo da CPFL, que passou orientações para que ninguém faça do Natal um momento para ser esquecido. É importante nesse momento aqui de festas, né, que todos possam passar um Natal bem iluminado, mas principalmente com segurança. Então você ter um bom planejamento dessa instalação é fundamental. Se você não tiver o conhecimento básico com energia elétrica, que contrate um profissional habilitado para fazer essa instalação. Nunca se deve puxar esse tipo de instalação direto da rede de energia elétrica Da rede da rua, sempre da parte interna da residência Isso garante muito a segurança da residência E a segurança das pessoas também que passam naquele local Nunca se deve utilizar a questão do Benjamin Às vezes as pessoas ligam vários aparelhos naquele Benjamin Pode causar uma sobrecarga Essa sobrecarga pode vir a causar um incêndio até na residência. E outra questão é a questão de olhar sempre as etiquetas desse equipamento. Deve ser sempre certificado pelo Inmetro, que é o órgão que regula toda essa questão. Então isso é fundamental. Fundamental é também checar o estado das instalações elétricas. Todo mundo tem que estar de olho. Antes de fazer, você deve certificar que a sua instalação está adequada, que até o próprio equipamento, que tem muitas pessoas que utilizam de ano para ano, certificar que ele está intacto, que não tenha nenhuma lâmpada quebrada, nenhum fio decapado, que isso pode vir a causar um acidente se tiver dessa forma. E nunca coloque enfeites luminosos próximos às piscinas. Essa é uma combinação que tem tudo para dar errado. E dentro de casa, olha só, o cuidado com a criançada nunca é demais. Manter criança longe, né? Iluminação é uma coisa que chama atenção e tal, mas manter as crianças num distanciamento aí seguro é muito importante. Outra questão que eu deixei de comentar aqui, mas é muito importante Se você vai sair de casa e vai demorar um tempo para voltar ali Que desligue todos os aparelhos, as iluminações E deixe para quando você retornar para sua casa para fazer essa ligação novamente Na questão das áreas molhadas, evite ao máximo a instalação em piscina em locais que tenham muito contato com a água, né? E ao se fazer também a instalação, você não deve estar nem com a mão molhada, com os pés direto ao solo, né? Então, são dicas aí de segurança fundamentais para você poder passar o Natal tranquilo. 11 horas e 27 minutos, nós estamos ao vivo. Vamos fazer o seguinte, primeiro intervalo aqui no Câmara Total e na volta. Tem informação importante para você que já teve Covid-19 em relação à alimentação. Tem ainda as notícias da metrópole aqui da cidade de Campinas. Hoje é dia do Guarani entrar em campo, nós vamos falar de Campeonato Brasileiro da Série B. Tem muitos assuntos, não sai daí que o intervalo é rapidinho. Câmara Total de volta ao vivo nesta quarta-feira e olha só, pacientes que tiveram alta hospitalar após a Covid-19 precisam de cuidados especiais para diminuir possíveis sequelas. E a nutrição adequada é uma forte aliada para a recuperação. Acompanhe este recado. Nós entendemos enquanto profissionais de saúde que trabalham em atendimento com paciente em domicílio que nesse momento de pandemia os pacientes que recebem auto hospitalar após a internação por covid, eles demandam uma atenção especial em relação a alguns sintomas relacionados à alimentação e ao estado nutricional. Por exemplo, a perda do paladar, que pode ser minimizada através da ingestão de frutas cítricas, sucos, balas, alimentos mais azedos, que ajudam na produção de saliva e reduzem a sensação de boca seca. aumentar a ingestão de líquidos durante o dia em torno de 1,5 a 2 litros de líquidos seja água de coco, suco, refresco estar atento ao seu cardápio, um cardápio variado se o apetite estiver reduzido, fazer refeições com menor volume porém mais vezes ao longo do dia e se houver perda de peso, isso é amplamente relatado a perda de compartimentos corporais Procurar o auxílio de um profissional Talvez seja necessário a introdução de alguns suplementos ou complementos alimentares Com orientação de um nutricionista ou médico Você sabia que as pessoas físicas ou jurídicas Podem destinar parte do imposto de renda Aos fundos municipais da criança e do adolescente e dos idosos? Mas atenção ao prazo, viu? A destinação deve acontecer até o próximo dia 30 de dezembro. Legenda por Sônia Ruberti da criança ou do idoso. A prática, bastante conhecida, garante que parte da verba gasta com o imposto fique na cidade e seja revertida em ações e programas relacionados a esse público, como explica a vice-presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, Mariana Barão. Esse valor, ele é um valor de extrema importância para o município, porque ele financia, através através das decisões do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, diversas ações e muitas organizações da sociedade civil do município. Então ele pode financiar políticas da assistência social, da saúde, da educação, cultura, esportes e lazer, seja possível no município de Campinas. O presidente do Conselho Municipal da Pessoa Idosa de Campinas, Rafael Jorge Tanos, tanos enumera as conquistas recentes da cidade a partir da arrecadação do fundo municipal. Uma delas é o Centro Dia. O Centro Dia no Jardim Icaraí, ele é um projeto que já foi licitado, teve uma licitação para construção de um Centro Dia que vai acolher até 30 idosos durante o dia naquela região com uma equipe multidisciplinar. E nesse Centro Dia é construído com 2 milhões do Fundo Municipal do Idoso. Outro exemplo O exemplo que nós temos nesse momento de pandemia, o cartão Nutrir, nós auxiliamos com o Fundo Municipal do Idoso uma destinação de um milhão de reais também para o cartão Nutrir para as famílias e os idosos em situação de vulnerabilidade. A pessoa física que prepara a declaração do imposto de renda no modelo completo pode destinar até 6% do imposto devido a um fundo municipal. Já a pessoa jurídica, que faz a declaração com base no lucro real, tem a possibilidade de destinar até 1% do imposto devido. A destinação pode ser realizada até o último dia bancário do ano, por meio das páginas dos fundos municipais, dentro do site oficial da Prefeitura de Campinas. Ao seguir os procedimentos, o contribuinte poderá até direcionar a destinação, no caso do fundo da criança e do adolescente. As pessoas físicas ou jurídicas destinadoras podem escolher algumas dessas instituições para que façam aporte de recurso direcionado. Então, aquele montante de recurso que ela escolhe para uma determinada instituição, no próximo ano, ele fica à disponibilidade dessa instituição, que deve, por sua vez, apresentar um projeto para que possa receber esse recurso. Com o recurso na cidade, fica mais fácil para que o poder público, juntamente com a sociedade civil, possa tomar decisões de como e onde investir em melhorias, sem pesar no bolso do contribuinte. É uma possibilidade de você, enquanto pessoa física, deixar aquele valor que você teria de pagamento de imposto de renda até 6% desse valor que você deveria, deverá arrecadar, que ele fique aqui na cidade para as políticas locais, os projetos da sociedade civil, os projetos sociais, os projetos das secretarias do governo municipal. Ou seja, é você investir na sua própria cidade com aquilo que você já vai ter de despesa. Ao invés de ter essa despesa concentrada nas mãos do governo federal, você tem essa gestão mais próxima da sua vida aqui na cidade. 11 horas e 35 minutos, nós estamos ao vivo nesta quarta-feira. A Minabreu já está de volta aqui nos nossos estúdios. Seja bem-vinda com as notícias da metrópole de Campinas, naquela nossa atualização diária que nós fazemos da Covid-19, no nosso país, no estado de São Paulo e também na cidade de Campinas. Bom dia, Mirna. Bom dia, Gabriel. Bom dia a você aí de casa. De acordo com o Ministério da Saúde, até esta terça-feira, são 6.970.034 casos da Covid-19 no país. Estamos bem próximos dos 7 milhões de infectados. Infelizmente, não é uma boa notícia. Nós temos, olha, 42.889 novos casos no país, sendo 182.799 óbitos. Ficam aqui as condolências da TV Câmara Campinas. E agora nós vamos falar do estado de São Paulo. Aqui no nosso estado, 1.341.428 pessoas já tiveram a Covid-19, sendo 44.282 óbitos. Agora vamos falar da região metropolitana de Campinas. Olha, aqui na nossa região são 111.030 casos da doença. A nossa cidade, até esta terça-feira, somava 46.281 casos. Indaiatuba aparece na sequência com 10.608, Sumaré com 7.614, Americana 7.378, Santa Bárbara do Oeste também com 7.268, desculpe, Hortolândia com 5.540 casos, agora cidades com menos de 5.000 casos, Paulínia 4.700, Valinhos 4.311, Vinhedo 2.741, Itatiba 2.682. Na sequência, Cosmópolis com 2.075, abaixo as cidades com menos de 2.000 casos, que são Monte Mor, Jaguariúna, Nova Odessa, Arthur Nogueira, na sequência, cidades com menos de mil casos. Engenheiro Coelho, Santo Antônio de Poce, lembra que Engenheiro Coelho há várias semanas estava com 965? Sim. Agora nós estamos atualizados, 995 casos naquela cidade. Santo Antônio de Poce, 940, Pedreira, 822, Olambra, 521 e Morungaba, 274. Falando sobre especificamente os casos na cidade de Campinas, nas últimas 24 horas, 157 casos, o que prova que a doença continua circulando por toda a cidade, por todos os bairros. Então, aqueles cuidados, a gente sempre reforça aqui a utilização da máscara, lavar muito bem as mãos com água e sabão, sair com o seu álcool em gel, cuidados que a gente não pode deixar de tomar. Agora a gente vai falar dos óbitos aqui na RMC. São 3.153 vidas perdidas para a Covid-19. Campinas, até esta terça-feira, somava 1.416 mortes confirmadas pela doença. Sumaré, 272 mortes, Indaiatuba, 271, Santa Bárbara do Oeste, 208, Americana, 191, Valinho, 184, Hortolândia, 169. Na sequência, cidades com menos de 100 óbitos, Paulínia, Nova Odessa, Cosmópolis, Vinhedo, Montemor, Itatiba, Jaguariúna, Arthur Nogueira, Engenheiro Coelho, cidades com menos de 20 óbitos, Pedreira, 14, Santo Antônio de Poce, 11, Morungaba, 4, Olambra, 3 óbitos. Falando agora sobre as medidas de enfrentamento à Covid-19. As medidas foram anunciadas nesta terça-feira pelo prefeito Jonas Donizete, após a coletiva também do governo do Estado, com um decreto que foi, inclusive, publicado ontem. Acompanhe a fala do prefeito. Nós estamos suspendendo as cirurgias eletivas da rede Mário Gatti, a pedido do doutor Marcos Pimenta. e também recomendando à rede particular e à rede estadual que façam o mesmo. Uma recomendação para esse final de ano, para que a gente tenha um conforto maior de leitos para a população, caso seja necessário. E uma segunda medida é a UPA Carlos Lourenço. Ela volta a atender Covid. No prazo de 72 horas, ela se adaptará. Os profissionais de lá já são treinados, quero agradecê-los. É também mais uma medida preventiva indicada por comitê técnico que eu estou implementando. E além dessas medidas da saúde, o decreto publicado nesta terça-feira no Diário Oficial do Município traz aí o funcionamento do comércio de bares e restaurantes. E ficam assim, shoppings, galerias e comércios de rua poderão funcionar por 12 horas diárias. Nos bares, o atendimento presencial e consumo no local poderão funcionar entre 6 da manhã e 8 da noite. Restaurantes, entre 6 da manhã e 10 da noite. Nos dois casos, os clientes que já estão sendo atendidos poderão ficar no local e terminar a sua refeição no limite de até 2 horas. E lembra aquele decreto que o governador disse que publicaria a respeito também da venda de bebida alcoólica para as pessoas que estiverem no restaurante? Olha, foi bloqueado na justiça, portanto, as pessoas que estiverem sendo atendidas podem continuar pedindo a bebida alcoólica enquanto estiverem no local até as 22 horas. Falando um pouquinho sobre segurança aqui no Câmara Total, a partir de agora existe uma divisão nas investigações criminais em Campinas? É, o DEIC volta na cidade. Nós já tivemos uma época em que Campinas tinha o DEIC e agora, a partir desta terça-feira, nós temos novamente a divisão especializada de investigações criminais, que é subordinada ao DINTER2, que comanda toda a nossa região. Então ele vai reunir ali na Andrade Neves a primeira delegacia de investigações gerais, a segunda delegacia de investigações de entorpecentes, a DHPP, que é de homicídios e proteção à pessoa, e também o grupo de operações especiais da polícia civil. O delegado responsável é o doutor Oswaldo Dias Júnior, que tem um efetivo de 92 agentes com uma frota de 39 viaturas sob sua supervisão. Mena, amanhã a Sanasa vai fazer a interrupção de água, então em quais bairros e o que as pessoas precisam fazer? Olha, o capeamento de redes acontece nesta quinta-feira ali, em parte do Bom Fim e do Jardim Chapadão. Então hoje, os moradores dessa região devem fazer a reserva de água, porque amanhã o fornecimento será interrompido entre 8 da manhã e 5 da tarde. E uma última notícia, Gabriel, já que a gente falou agora há pouco da Covid-19, o governo federal acaba de anunciar também um plano nacional de vacinação, fez um anúncio agora há pouco em uma coletiva que foi transmitida pelos órgãos oficiais do governo e de acordo com a agência Brasil, olha, nós temos aí um plano dividido em 10 eixos com grupos prioritários que somam 50 milhões de pessoas, né? E ele fala, fase 1, trabalhadores da saúde, pessoas com mais de 80 anos, pessoas de 75 a 79, indígenas. Fase 2, pessoas de 70 a 74 anos, 65 a 69, 60 a 64. Depois, na fase 3, nós temos as pessoas que têm comorbidades, ou seja, já tenham outras doenças ou que tenham realizado transplantes também. em fase 4 do Plano Nacional, professores do nível básico ao nível superior, forças de segurança, funcionários do sistema prisional. Nós temos aí já o anúncio de algumas vacinas, a da Fiocruz, a AstraZeneca, também a Covax Facility e a Pfizer. A gente aguarda as datas, porque ainda não foi anunciado a data das vacinas que serão aí disponibilizadas. O governo anunciou apenas que a data será 15 dias após a aprovação da Anvisa. Lembrando que todas as vacinas que estão sendo produzidas e que devem ser distribuídas aqui no Brasil, devem passar pela aprovação da Agência Nacional. Lembrando também que o governo anunciou ainda, Gabriel, além das vacinas, também os insumos que serão distribuídos em todas as cidades, como seringas, agulhas, algodão e tudo mais que faz parte desse processo, desse programa de vacinação nacional. Essa é uma das notícias mais aguardadas por todos nós, a questão da vacinação, quando que elas vão acontecer, cada vez mais perto, a gente ainda não tem uma data específica, mas é muito importante, né? Esta logística dada pelo governo federal, a gente sabe que o Supremo Tribunal Federal conversou e obrigou o governo federal em 24 horas a dar toda essa logística, então é uma boa notícia, quer dizer que no ano que vem os grupos prioritários, os idosos, terão essa vacina e depois todo mundo será vacinado, que é o que todo mundo espera em 2021. E agora essa corrida para que a Anvisa possa, então, fazer a aprovação de uma dessas vacinas e que elas sejam disponibilizadas o mais rápido possível. O quanto antes é o desejo de todos nós. Certo, Mina Abreu. Daqui a pouco eu volto com notícias do Legislativo, porque ontem nós tivemos muitos eventos aqui na casa e amanhã tem reuniões extraordinárias. Combinado, até daqui a pouco. Até. Hora da gente falar sobre o Campeonato Brasileiro da Série B, porque a 29ª rodada, ela continua, né? Teve jogo desde segunda-feira com a derrota da Ponte Preta diante do Operário, mas calma, torcedor pontipretano, não vamos mostrar o gol da derrota, já que a partida foi na segunda-feira, porque hoje é dia do Bugri entrar em campo. Já está aqui na minha tela, olha só, é hoje o duelo, hein? 29ª rodada, continua com o Bugri recebendo a equipe do Confiança no Estádio Brinco de Ouro, sempre alertando aos torcedores com portões fechados, então, por favor, não se aglomerem na frente do estádio. Guarani, que neste momento é o oitavo colocado, com 40 pontos, e o adversário de logo mais, vem logo atrás. Olha só, 11º colocado, tenho confiança, com 39, apenas um ponto atrás do Guarani. Então é um confronto direto, as duas equipes no meio da tabela brigando, sonhando com este G4. O Guarani se vencer, ele permanece na 8ª colocação, ele não consegue passar o Havaí, que hoje é o 7º colocado, mas é uma vitória que dá moral, busca essa reabilitação. O Guarani que vem de derrota diante do Brasil de Pelotas, hoje o 4º colocado tem 46 pontos. Então, se o Guarani vencer, ele fica apenas 3 pontos no G4. Uma equipe que no primeiro turno brigou contra a zona de rebaixamento e agora já luta pelo G4. Então, é um grande avanço e uma grande evolução dos comandados do técnico Felipe Conceição. E claro que na sexta-feira a gente fala mais como aconteceu este duelo de Guarani e Confiança. E já prevendo também o duelo pela trigésima rodada, a gente já está aí na fase final do Campeonato Brasileiro da Série B. Bom, vamos falar de educação agora, porque dois alunos da Unicamp conquistaram o top 10 de uma competição mundial. Dois alunos da Unicamp conquistaram o top 10 de uma competição mundial. Bom, essa é uma competição chamada Make It Bright Challenge, organizada pela JTI. E é uma competição de inovação dividida em três segmentos. É futuro de aquisição de talentos, futuro da experiência do consumidor e sustentabilidade. Então várias equipes de vários países, elas se inscrevem, precisam criar uma ideia inovadora em algum desses três temas e a partir de umas seleções regionais e nacionais passar e chegar na final global. Mas e o tema? Qual foi? O tema que a gente escolheu foi o do futuro da experiência do consumidor, que pra gente foi muito legal de ter entendido mais sobre ele, um tema tão importante assim. E a gente usou o approach da era da desconfiança que a gente vive com relação a fake news, desconfiança em atitudes das empresas e tal, e como que a gente podia contornar isso. Eles deixaram para trás 36 duplas nacionais e depois encararam 26 equipes de fora do país. Após ser selecionada, a proposta da dupla foi aprimorada com a orientação de colaboradores da JTI e depois avaliada por um júri. A gente teve auxílio de mentores internos, né, pra gente também poder entender como que o mercado da empresa atua, né, como que funciona, pra gente também poder elaborar melhor o nosso projeto, né, e depois no desafio em si, né, na competição, na parte da competição, a gente teve um júri avaliando a gente, né, então foram pessoas internas, né, então diretores e depois na final até CEO, vice-presidente, avaliando o nosso projeto. Bom, e essa dupla de Andrés aqui, ó, não é fraca não, viu? Eles também tiveram a oportunidade de representar o Brasil em um campeonato organizado pela NASA, que contou aí com competidores do mundo inteiro. A NASA todo ano faz um campeonato que se chama, é um hackathon, né, hack de computação, programação e maratão de maratona. Então, o Hackathon é um evento de um fim de semana, onde você sai do zero e tem que montar um protótipo, uma ideia pronta, com um time de seis pessoas. E é um evento que eles oferecem vários desafios e a gente optou por solucionar o problema da pegada de carbono no mundo. Um outro desafio que a gente segura bastante de poder estar participando, principalmente pelos resultados que a gente tem conquistado. A gente está um pouco ansioso pelo resultado final, que sai agora em janeiro. Mas também esse desafio da NASA tem uma pegada um pouco mais ecológica, né? De sustentabilidade e a gente poder atuar nessa área também é bastante interessante para a gente, né? Então a gente tenta buscar desafios de áreas diferentes para a gente poder se aprimorar e conhecer diversas áreas. Ah, parabéns aos três Andrés, ao nosso repórter e aos dois estudantes por esta premiação. Olha só, fim de ano, muitas pessoas vão tirar férias agora entre Natal e Ano Novo ou no início de 2021. E para você se planejar financeiramente, confira agora na Ponta do Lápis. Olá, seja muito bem-vindo a mais um quadro na Ponta do Lápis, aqui na tela da TV Câmara Campinas. E agora, nesses meses de dezembro, janeiro, já a virada do ano, o pessoal de casa está se planejando para tirar uns dias de folga, né? A gente sabe que a pandemia, muita gente ficou presa dentro de casa por muito tempo, agora com o quadro mais estável da pandemia, é hora de sair de casa, né? Mas é preciso ter cuidados, não só os sanitários, mas também financeiros. E para isso, nós vamos conversar com o diretor financeiro da Cocre, o Paulo Massaruto, que está aqui ao meu lado. Obrigado pela presença mais uma vez aqui no quadro Na Ponta do Lápis. O pessoal tem que tomar muitos cuidados para fazer férias com segurança financeira também, Paulo. Obrigado. Obrigado, vocês. Era o espaço. Sim, na verdade, as pessoas precisam se programar para fazer as férias. Acho que é importante ter um planejamento financeiro muito familiar e programar as férias também. A gente tem que pensar em tudo. Você vai nas férias onde eu quero ir, se cabe no meu orçamento, planejar onde eu vou almoçar, que é o nosso vilão hoje nas férias. Então, onde você for comer, alguma coisa que você for bebida também, acaba gastando demais. Acho que vale, além do lugar onde você quer ir, hotel, independente da cidade ou lugar em si que você quer conhecer, é planejar comida, passeios, já ir com esse contratado, pesquisar antes, que isso também faz com que você gaste menos. Se você chegar na hora lá para você pagar, provavelmente vai ser um pouco mais caro, dependendo da demanda ali no momento. E como a gente sabe, na pandemia está reduzido o hotel, o passeio, tem que tomar todas as precauções possíveis, já vai com tudo isso planejado. Aí isso faz com que você gaste menos na pena nas suas férias. E férias não é libertinagem, é na verdade um momento que você tem o prazer, aproveitar com a sua família, assim, e deve a todo momento. Mas, claro, com parcimônia e sabendo realmente, controlando os seus gastos, para que depois, na hora que você voltar, não seja um desespero para você voltar de férias. Vale a pena fazer uma pesquisa no sentido de pesquisar o local onde você vai, o que esse destino oferece, que tipo de passeio. Será que observar o mapa antes da cidade para ver os locais de possíveis interesses? Isso aí, a internet pode ajudar a pessoa a também não planejar só os roteiros, mas se planejar financeiramente para eles? Sim, sim. Hoje a gente consegue pegar dentro do roteiro que for criado para um passeio, saber quais são os restaurantes que tem naquela orla ou para onde você vai passar ali, para você buscar. ah, não, esse daqui é cinco estrelas, não, eu posso pegar um de três estrelas, né? Ah, não, esse aqui tem comida caseira, esse tem outro tipo, comida japonesa, dependendo do gosto variado e valores que você está querendo também dispor para poder ter, se alimentar naquele momento ali, ou ter algum prazer com a sua família para poder estar almoçando ou jantando em algum lugar que você vai passear. É, um dos possíveis embates que podem acontecer dentro das famílias é aquela pessoa que é um pouco mais organizada e aquela que quer viver o momento. E aí o roteiro pré-determinado acaba influenciando negativamente no entorno. Vale a pena separar o roteiro programado e também um espaço para atividades livres, para descobrir na hora, assim, de repente? Sim, na verdade, é a hora que você planeja as férias e dentro do orçamento, acho que você deveria montar um orçamento para as suas férias, Então, do valor certo que eu vou gastar, ou pelo menos planejar isso antecedente. Por quê? Você deixa lá uma folga. Então, você tem já o seu planejamento, onde você vai passar, os hotéis que você quer visitar, que você vai passar, os restaurantes, os locais que você quer conhecer, passeio e tal. Mas eu tenho uma folguinha, sei lá, 20, 10% do que eu guardei para gastar nessas férias. Esses 20 ou 10% vai permitir que você faça algum passeio extra, como uma coisa diferente, naquele momento que você está ali de férias. Mas desde que seja dentro dos seus 10%. Imagina você separar, e aí entra a disciplina. Você separa e lá, 10%, mas na hora que eu vou passear, eu vejo uma coisa que eu quero comprar, mas ele estouraria o meu orçamento. Aí realmente você tem que pôr na balança. É só isso que eu tenho? Isso não vai me afetar depois da hora que eu voltar para casa? E aí você pesa isso e vê se realmente vale a pena você gastar ou não. Como que funciona a relação da alta temporada? Agora, festas de fim de ano, funciona a alta temporada dos destinos turísticos. Os preços se baseiam na oferta e na demanda, tanto para restaurantes como hotéis e todos os passeios. A seguir, a pessoa deve se precaver com relação a isso também. Sim, nesse momento, como é temporada de férias, né, dezembro, janeiro, o pessoal realmente, onde mais aquece a economia e esses locais onde a gente vai, vamos para fazer os passeios são turísticos e depende disso também a economia do local, provavelmente tem uma forte demanda e aumenta o preço. Aí a oferta e demanda vai fazer com que tenha um certo acréscimo no preço. E aí vale a pena pesquisar, internet, sites de busca, buscando promoções para poder comprar viagem mais barato, Comprar passeios mais barato Por causa da pandemia Os hotéis estão reduzidos Isso faz com que também A oferta seja menor Pode ser que nesse momento também Por causa da demanda ser maior Todo mundo está em casa Ninguém mais aguenta ficar em casa Está querendo sair Faz com que o preço também aumente Provavelmente A pessoa deve ter um cuidado também Com a bagagem que vai levar Dependendo do tipo de transporte a ser utilizado Existe a franquia da bagagem como que a pessoa deve também avaliar essa situação se for pegar um avião, se for pegar um ônibus pra poder chegar ao seu destino eu acho que todo mundo monta sua bagagem, mas a gente acaba sempre trazendo alguma coisinha a mais pra não ver passear isso já caiu de praxe também de ficar comprando essas coisas não precisa se preocupar com tudo, ah fui viajar tem que trazer pra família inteira alguma coisa daquele local isso não é mais necessário mas você tem que se planejar É isso mesmo. Vou pegar minha bagagem, se eu vou pegar trem, qual vai ser o meio de transporte que eu vou utilizar, quantas bagagens eu vou estar levando, porque se eu vou com duas crianças, mais um adulto com a esposa, eu vou levar seis bagagens. Peraí, nós temos dois braços cada um, e as outras crianças não podem carregar o que você tem que carregar para essa criança. Você tem que realmente pensar no todo da viagem e se divertir com isso. Eu acho que o mais legal, além da viagem, não é só o momento que você está lá. Na verdade, é a hora que você está planejando ela, junto com a sua esposa, com a sua família, e divertir-se com isso, no planejamento da viagem. Então, você vai ver onde vocês vão passar, o que vocês querem conhecer, já vão trabalhando isso com as crianças, dependendo do tamanho, quem for. Ah, vamos passar para conhecer isso aqui, vamos ver o que a hora que você está passando, você lembra eles do que você fez. E aí, você pode, nesse ambiente familiar, além de você fazer isso, o caso também financeiramente ter o controle, você aproveita todo o momento em si, com a sua família e planejar uma viagem. Não é uma coisa chata, se torna uma coisa prazerosa para todo mundo. E ensina eles até a fazer isso. Claro, sempre já começa a criar essa cultura, né? Agora, as operadoras, quando você vai fechar uma viagem, elas oferecem possibilidade de parcelamento, muitas vezes, de 10, 12 vezes, para se pagar. E aí, essa relação de fechar uma viagem imediata, mas pagando até 10 meses para frente da viagem que você fez, vale a pena isso? Continuar pagando depois de ter feito ou é melhor pagar antes de chegar à viagem? O ideal, o ideal, né, pelo menos o que a gente vem dizendo a todos é você faça os pagamentos antes da sua viagem, então você vai planejar ela, você vai pagando ela, a hora que chegar no dia da viagem você já não tem mais a viagem em si para você pagar, daí você vai pegar o seu dinheiro que você também acumulou para você poder gastar na viagem. Agora, às vezes não é possível, entendo, muitas pessoas às vezes querem por impulso, vai comprando, mas o correto, acho que nesse momento é realmente pesar na balança e falar, não, eu vou planejar a minha viagem, eu vou começar a pagar ela, vou chegar lá, ela vai estar paga, eu só tenho dinheiro para me gastar na viagem. Você tem que voltar, depois você já foi viajar, você vai estar pagando uma viagem que você já foi, aí você não consegue, na verdade, planejar uma outra, você vai estar sempre se endividado, que não é ruim, mas você vai estar sempre endividado para poder estar viajando. E corre-se o risco da inadimplência, porque você vai estar desanimado, né? Porque já fez a viagem e tem aquela conta para pagar. E uma vez você colocou isso dentro dos seus custos fixos, né? Porque ela vai acabar sendo, na verdade, a viagem já foi. Você vai ter que pagar, não vai deixar de pagar. Se acontece uma pandemia, você reduz o seu salário, ué, eu tenho isso para pagar, não tem como eu tirar. E aí fica ruim para você. Por isso o planejamento é a palavrinha-chave. É, o planejamento é o que faz a diferença na hora do... Pra tudo que você vai fazer, inclusive nas viagens, pra poder ter uma viagem segura financeiramente também. Vale mesmo a pena colocar tudo na ponta do lápis. Sim, e fica fácil pra você executar ele, né? Aí, é como eu disse, é prazeroso. Você fizer de uma forma que é prazeroso planejar, e aí a hora que você vai lá executar, você mostra que aquilo foi fácil de ser feito. e a gente conseguiu passar e fazer uma viagem para a Disney. Consegui ir em todos os brinquedos no tempo certo, foi um pouco corrido, fiz tudo o que eu queria fazer, comprei tudo o que eu queria comprar e sem ter nenhum outro percalço durante a viagem. Acho que é mais gostoso até para você viajar. Você vai aproveitar mais e falar assim, nossa, missão cumprida. E depois revelar as fotos para curtir com a família. E essa sim é a melhor lembrança. Paulo, muito obrigado por essa entrevista e pela sua participação aqui conosco. Obrigado a vocês. Estamos à sua disposição quando precisar. Muito obrigado. Legal. É isso. E agora que você já está aí pronto para poder juntar as coisas na mala e partir em direção ao seu destino favorito. Obrigado pela sua companhia. Na próxima semana eu volto com mais dicas para você aqui no quadro Na Ponta do Lápis. Um abraço. Até lá. Tchau. Meio dia e um, muito obrigado pela sua companhia e audiência. A gente vai fazer o seguinte, mais um rápido intervalo aqui no Câmara Total e na volta tem entrevista ao vivo para falar sobre o trabalho desenvolvido pela nova Acrópole. Não saia daí! E aí Câmara total de volta ao vivo nesta quarta-feira muito obrigado pela sua companhia e audiência continue participando aí através do número do nosso WhatsApp 19 ao DDD 978293776 e agora nós vamos falar sobre a Nova Acrópole, que é uma organização internacional que promove um ideal de valores permanentes que busca contribuir para a evolução individual e coletiva. Atua nas áreas de filosofia, cultura e também tem o voluntariado. A estrutura garante respeito à diversidade, à autonomia e iniciativa de cada um dos integrantes. Então, para nos explicar melhor como funciona essa organização, eu converso agora com Cauê Nascimento de Oliveira, ele que é responsável pela unidade aqui da cidade de Campinas, da Acrópole. Muito obrigado por ter aceito o convite para participar aqui do Câmara Total, na TV Câmara Campinas. E nesta pandemia, os trabalhos que são desenvolvidos também foram afetados? Seja bem-vindo e boa tarde. Olá, obrigado. Boa tarde, Gabriel. Bom, nós temos aí mantido as nossas atividades, ainda que sejam atividades predominantemente online, atividades culturais, promovendo a filosofia, que é a principal ferramenta que nós temos para a gente poder promover aí essa mudança de postura, essa mudança nas pessoas, de modo que elas tenham uma atitude mais positiva diante da vida. Então, a filosofia, quando ela é prática, ela é formativa, ela nos ajuda a nos conhecer e nos melhorarmos a nós mesmos. Então, na verdade, ser filósofo seria um modo de vida comprometido com as melhores aspirações da humanidade. E nesses tempos atuais, a gente não poderia interromper as nossas atividades. Cauê, a Nova Acrópole foi fundada em 1957, em Buenos Aires, pelo professor Jorge Ângel Livraga Rizzi, que foi um historiador e um filósofo. De lá para cá, passou por transformações ou mantém toda a filosofia? Olha, nós temos mantido aí os nossos princípios fundamentais O princípio da fraternidade, promovendo aí o ideal de fraternidade Entre todas as pessoas, como você citou aí na apresentação Promovendo aí o conhecimento, amor à sabedoria O estudo comparado entre todas as áreas do conhecimento humano Para conhecer a natureza, o universo, enfim E também buscando trabalhar o desenvolvimento humano. Esses princípios fundamentais, eles são os mesmos, desde que foi fundada a instituição, esse era o desejo do fundador, oferecer algo que pudesse dar suporte para as pessoas. E, bom, o que variou foram, assim, vamos integrando cada vez mais atividades e abarcando aí cada vez mais pessoas. Mas, assim, os princípios fundamentais a gente manteve, mantemos aí até hoje, que são os pilares da instituição. Como que é o seu trabalho no dia a dia? Quais ações são realizadas para quem está em casa e nunca ouviu falar sobre a organização? Olha, nós temos, no dia a dia, nós temos atividades relacionadas à própria formação filosófica, né? Temos aulas e turmas durante todos os dias, funcionamos à noite os cursos, porque a instituição é toda apoiada em trabalho voluntário. Mantemos aí também, quando podemos ter atividades presenciais, palestras públicas, cursos, conferências e também desenvolvemos aí e ações relacionadas ao voluntariado social, enfim, tudo voltado aí para poder fazer com que o ser humano possa aplicar aí a sua fraternidade, possa aplicar aí um espírito aí de doação, né? Fugir do egoísmo e poder doar, poder estender a mão, ajudar as pessoas, ajudar a natureza, temos ações também ligadas à natureza. Então, essas são as atividades que a gente tem desenvolvido. Cauê, se você pesquisar em um site de busca o que é Acrópole, o significado diz que é uma parte do Estado ou de um país construída nas partes mais altas do relevo da região. É uma posição que tem valor simbólico, de elevar, enobrecer os valores humanos e até algo estratégico, né, por ficar no topo. Esse significado tem algo a ver, tem algum sentido? Sim, esse significado, ele foi especificamente selecionado pelo professor Livraga, já que a ideia é que a nova Acrópole fosse uma nova cidade alta, um novo local alto, onde as pessoas pudessem cultivar aí os mais nobres valores humanos. Então, quando a gente fala de Nova Acrópole, é um novo local que a gente tem aí a oportunidade de podermos oferecer o que a gente tem de melhor. As ações desenvolvidas pela Nova Acrópole têm dependência política, religiosa, financeira? Boa pergunta, nós mantemos aí todo um trabalho independente da parte política ou religiosa então nós somos totalmente independentes, a nossa proposta é justamente não termos esse tipo de vinculação para podermos manter a liberdade de ação das pessoas e a nossa própria liberdade enquanto instituição de ação no mundo Então, a gente tem aí uma independência total, não recebemos fundo de governo nem nada disso, a instituição é totalmente mantida pelo trabalho voluntário, contribuição daqueles que são membros regulares dessa organização e também tem venda de livros, vendas de alguns objetos culturais que a gente mesmo confecciona e é assim que a gente se mantém. O Cauê, pesquisando no site da Nova Acrópole, fala bastante sobre filosofia. E o nosso mundo, ele passou já por muitas transformações. Você entende que estudar filosofia e grandes nomes como Aristóteles, Platão, Descartes, nos ajuda a ter uma visão do que acontece hoje? E infelizmente, essas ideias, elas não estão muito distantes da maioria das pessoas hoje? Olha, a filosofia, enquanto fazendo aí uma tradução livre a amor, a sabedoria, ela é fundamental para o ser humano. Ela sempre existiu ao longo da história da humanidade, nem sempre com essa denominação, mas o ser humano sempre buscou respostas para essas grandes questões relacionadas à relação humana, na sua constituição, como se relacionar melhor com as outras pessoas, como poder desvelar aí os grandes mistérios da natureza. Então, a gente vai ver que acaba ficando um pouco distante, porque a filosofia acabou, ao longo do tempo, ganhando um caráter mais teórico do que prático. E hoje a maioria das pessoas tem essa visão, a filosofia é mais para refletir, fica só um trabalho mental. E, na verdade, o que acontece? A nova acrópole vem resgatar o sentido prático da filosofia, ou seja, a filosofia não sendo como uma área do conhecimento humano, mas sendo como uma forma de vida para o ser humano, aquele que busca respostas, aquele que busca um sentido para a vida, aquele que vai buscar aí respostas de onde vim, para onde vou, o que eu estou fazendo aqui, e essas questões elas são sempre atuais, isso sempre aflige o ser humano, e a gente vê que infelizmente hoje, por ter essa distância, ela acabar tendo ficado um pouco na visão mais teórica, as pessoas de fato se perdem, acabam dando, atribuindo valores para certas coisas que não deveriam dar tanto valor e as coisas que realmente importam acabam ficando de lado, isso gera um vazio no ser humano. Então, a nossa proposta, através da nossa formação filosófica, é justamente trazer esse sentido prático e atribuir esse valor prático, tem que estudar, tem que investigar, sem dúvida, porém, Há que saber aplicar, de nada adianta decorar todas as obras de Platão ou de Aristóteles e você não saber o que fazer com esse conteúdo todo que você tem na cabeça. Então esse que é o nosso elemento fundamental. E aí todas as nossas outras atividades, elas giram em torno desse elemento filosófico, é aprender a aplicar a filosofia na arte, na ciência, no dia a dia, em todas as áreas do conhecimento. Eu estou conversando com o Cauê Nascimento de Oliveira, ele que é responsável pela Nova Acrópole aqui de Campinas, que é uma organização internacional que busca contribuir aí para a evolução individual e coletiva. a você aí de casa, que tem curiosidade, que tem alguma pergunta, o número do nosso WhatsApp está aí na sua tela, DDD19978293776, pode mandar a sua pergunta, não fique com a sua curiosidade, que nós estamos conversando aí pelo responsável aqui da unidade da cidade. Nós estamos recebendo aqui mensagens, Isabela Mendes, muito boa a entrevista, a Maria do Carmo Rodrigues Lurial Gomes, maravilhoso o trabalho da Nova Acrópole, muito obrigado e conforme as mensagens estão chegando, a gente vai lendo aqui. Cauê, o que nós estudamos de filosofia na escola ou em um curso de filosofia em uma universidade é diferente do curso de vocês? Você estava falando aí, colocar isso em prática, essa vivência é uma diferença ou não? Olha, eu diria para você que sim Embora muitas vezes determinados conteúdos acabam sendo os mesmos Porém a gente tem um primeiro diferencial Que a gente não estuda somente a filosofia ocidental Estudamos também a filosofia oriental Nesse sentido de abarcar a filosofia de todas as tradições e também nós buscamos trazer aí, não só... Como que a gente busca trazer esse sentido prático? Tornando essa linguagem filosófica mais simples, mais acessível para as pessoas, de modo que as pessoas consigam entender aí os grandes fundamentos filosóficos, mas de uma forma mais simples, sem ter uma linguagem mais rebuscada, mais sofisticada ou utilizando palavras que ninguém entende. a gente realmente busca trazer a linguagem filosófica sem perder o seu valor, sem perder o seu conteúdo, mas numa linguagem que as pessoas possam entender, porque senão também não adiantaria, elas não conseguiriam viver de forma filosófica. Então, a gente traz isso daí de modo que elas possam criar aí uma base interna, que elas possam, consigam tomar decisões diante da vida, que elas possam conseguir enxergar o valor das virtudes, de ser uma pessoa virtuosa. A gente vê hoje que só, predominantemente, só se dá valor àquilo que tem algum retorno financeiro ou que tem prestígio. E muitas vezes falar que é virtuoso, isso não traz um benefício imediato, pelo menos não na cabeça das pessoas. E aí a gente busca trabalhar a filosofia para gerar esses pilares morais internos internos nas pessoas, de modo que elas possam viver, sim, de uma forma muito humana, muito digna, possam ser boas, né, possam se relacionar melhor com as outras pessoas, a gente vê que hoje as pessoas têm muitos conflitos, né, por quê? Porque elas se acabam tendo um vazio interior e ao mesmo tempo se amparam no seu próprio egoísmo, nas questões mais instintivas, então a filosofia em Nova Acrópole, a gente diz que a filosofia é a maneira clássica, ou seja, da forma como os antigos mestres desenvolviam a filosofia, então busca trazer esses fundamentos internos, a pessoa poder preencher, poder encontrar a felicidade sendo verdadeiramente humana e sabendo trabalhar esse aspecto do discernimento, se eu conseguir saber o que é justo, o que é injusto, poder fazer a seleção, porque não tem jeito, às vezes a gente gera uma expectativa, ah, o ano vai virar, ah, porque no futuro vai melhorar, e no final a gente percebe que depende da gente, não depende de aspectos externos, né? Então, a gente podendo trabalhar isso daí nas pessoas, as pessoas elas podem tomar as regras da sua própria vida e poderem conquistar aí a tão almejada felicidade que todos buscam. Nós estamos recebendo muitas mensagens. O Tales Gomi, de ótima entrevista, parabéns por promoverem a filosofia nos tempos atuais. Gilberto Martins Júnior, também, parabeniza a entrevista, é um assunto necessário, precisa ser discutido e divulgado. A Valéria Palma, parabeniza o professor Cauê pelo conhecimento e trabalho na Nova Acrópole. Fátima Oliveira também, parabéns pelo trabalho e divulgação. E o Alexandre Godói, ele faz uma pergunta. Qual é a dimensão da Nova Acrópole no Brasil e no mundo? E está presente em quantos países e também no Brasil, quantas escolas, Cauê? Olha, a Nova Acrópole, ela está presente aí em todos os continentes, são mais de 500 sedes, a gente congrega aí mais de 38 mil voluntários, eu tenho alguns dados aqui do nosso anuário, Então, no ano de 2019, foram mais de um milhão de pessoas beneficiadas em todo o mundo com relação às nossas ações, foram mais de 10 mil ações de voluntariado, mais de um milhão de horas de formação filosófica, mais de 3 milhões de horas de trabalho voluntário. Então, a gente tem aí um diferencial que a gente costuma dizer dentro da nossa escola, é que a gente tem aí como escola de filosofia, o seu aspecto de escola de filosofia, ela tem um alcance em nível mundial. Então, isso é uma grande satisfação para nós, porque estudando as grandes escolas de filosofia da antiguidade, seja a Academia de Platão, seja o Liceu de Aristóteles, escolas orientais, a gente vai ver que não tem relato na história de uma escola de filosofia que tenha promovido a filosofia de uma forma tão abrangente quanto a gente tem. Então, nós nos sentimos aí muito gratos por sermos filósofos e por podermos promover e fazer chegar a filosofia e ajudar tantas pessoas. Cauê, por curiosidade, o que a nova Acrópole entende por destino, futuro e morte? Então, vamos lá. Quando a gente fala de destino, nós vamos ver aí que os grandes filósofos, eles colocam que o destino está nas mãos dos seres humanos. O ser humano, ele possui o livre-arbítrio. É claro que existem certas situações que acabam surgindo na vida, no Oriente eles chamam de karma, só que isso não é inamovível, não é algo que é assim e pronto, acabou. Nós temos condições de mudar, então as situações que se apresentam pela nossa condição de destino, são condições onde a gente tem oportunidade de aprender. E a gente aprende e pode modificar isso daí através da nossa própria vontade, através desse nosso aspecto interno. Quando a gente fala sobre, com relação à morte, então, a grande parte das tradições no mundo dizem que, na verdade, a morte não existe. A morte é apenas uma face, é uma contraparte do que a gente chama de vida. Todos os grandes mestres da filosofia falam acerca do aspecto imortal que é próprio do ser humano e que o ser humano passa por ciclos. Ora ele está, digamos assim, manifestado no plano material e ora ele não está, mas ele não deixa de existir, então a morte para o filósofo é um dos focos de estudo, porque é fácil eu dizer isso daí, mas na vivência, quando nós nos deparamos com uma situação de morte de um familiar ou nós nos colocamos em risco, vem aquele medo, aquela paralisação, então algo para ser trabalhado e que não é para ser tabu para o ser humano, Faz parte do ser humano, né? E qual que foi o outro item que você me perguntou? Eu falei sobre o destino, o futuro. O futuro. Pois é, o futuro também está nas mãos dos seres humanos, né? A consciência histórica que nós podemos desenvolver, investigando a história, observando a lógica da história, ou seja, tendo consciência de que as coisas não acontecem porque sim, sempre há uma relação lógica na história, sempre há uma relação de causa e efeito entre todas as coisas. Então, nós, como filósofos, devemos observar essa relação de causa e efeito. Quando a gente olha para trás e a gente consegue entender por que o presente está assim, que é fruto das nossas próprias ações, então, se a gente não quer o futuro igual ao que está sendo presente, bom, então temos que mudar a nossa postura. Então, a gente pode sim mudar o futuro, a gente pode prever, porque depende da nossa construção. Claro que para construirmos, precisamos de fundamentos, e é aí que a filosofia, a maneira clássica, entra como investigação e como base interior para o ser humano. Através do 978-293776, a Sanzia Holanda também participando, dizendo que a filosofia nos ajuda a sermos melhores somente pela nossa conduta ética que nós conseguimos a mudança do outro. Cauê, para a gente poder encerrar um ano de 2020 bastante complicado, por conta da pandemia, então questão de saúde, das mortes, o medo do contágio e algo que a gente busca para 2021 é a felicidade. Então, o que a nova Acrópole entende por felicidade? Como buscar? Olha, eu diria para você que ser feliz é ter uma vida verdadeiramente humana. Aristóteles, ele mesmo diz que, bom, o ser humano pode viver só pelos instintos, ou ele pode viver pelos instintos e ser uma vida própria, segundo as classificações dele, uma vida própria do reino mineral, ou uma vida buscando apenas as sensações, as emoções, e aí é uma vida própria do reino animal, e a vida própria do ser humano é a vida onde ele utiliza a inteligência, a vida racional, a vida inteligente. Então, o ser humano encontra a felicidade quando ele consegue se desenvolver como ser verdadeiramente ser humano, tendo uma vida virtuosa, uma vida honrada, buscando esses elementos e aplicando esses elementos. Então a gente vê que com ou sem a pandemia, é possível ser feliz buscando esses valores internos próprios do ser humano, a fraternidade, a ajuda mútua, então a gente vai ver que é possível. E a gente vê que estamos diante de muitas incertezas, as pessoas estão muito preocupadas, é incerteza se vai ter emprego ou não, é incerteza se vai ter a vacina ou não, quando vai vacinar, quando não vai, enfim. E o grande erro que torna as pessoas deprimidas, as pessoas tristes, é quando elas apoiam a sua vida na incerteza. Então, eu diria que, diante do nosso cenário atual, seria de grande valia as pessoas apoiarem a sua vida nas certezas que elas têm na vida. Todo ser humano tem as suas certezas, a sua condição humana, os valores atemporais, o espírito de fraternidade, de irmandade, enfim, essa condição de que o ser humano é imortal e que ele vai achar uma solução. Não se desesperar, não perder a calma, não perder a tranquilidade, enfim, nos apoiarmos nas certezas, para a gente não ficar aí perdido realmente, não entrar em pânico, não ficar com medo. Sim, ter as cautelas e tudo mais, mas não entrar em pânico, não se perder aí nesse meio de incertezas. Com certeza, muitas mensagens chegando, quero agradecer todo mundo que está participando, que está assistindo aqui. Orlando de Capivari, parabeniza aí os dirigentes da TV Câmara Campinas pela excelente iniciativa em realizar essa entrevista. O Hélio Dragone tem o prazer de fazer parte do grupo de alunos da Escola de Campinas. A Nova Acrópole está de parabéns pelo trabalho desenvolvido e pelas pessoas sensacionais que se empenham nessa missão. O trabalho da Nova Acrópole é muito importante para a evolução do ser humano. Parabéns ao professor Cauê pela dedicação do trabalho. Então, Cauê, eu quero agradecer muito a disponibilidade do seu tempo, todas as informações que você passou aqui na TV Câmara Campinas. E quem estiver nos assistindo e quiser conhecer mais sobre a nova Acrópole, curiosidade, quer saber, como é que faz? Olha, nós temos o nosso site, que tem aí todas as informações, a pessoa pode se inscrever lá no nosso site, tá certo? Nós temos também o WhatsApp institucional, que as pessoas podem estar entrando em contato, nós temos aí a previsão de abertura de novas turmas de filosofia para o ano que vem, então basta elas deixarem aí o seu contato, entrarem em contato conosco, temos aí previsões também de palestras, talvez pelo YouTube, se não voltarmos para as atividades presenciais, E podem aí ir nos acompanhando, estamos de portas abertas aí para todos esses idealistas aí que buscam essa condição mais profunda para o ser humano. Cauê, muito obrigado e até uma próxima oportunidade. Obrigado, Gabriel, pela oportunidade, agradeço aí todos os presentes aí e fico à disposição aí. Um grande abraço. Grande abraço, então, até a próxima e eu vou deixar o contato aqui do WhatsApp, que é o 989605307, tem o telefone fixo também, que é o 33429979 e o site citado pelo Cauê é o novatracinhoacrópole.org.br barra Campinas, tá certo? Agora, olha só que iniciativa linda e importante. A pedagoga e a atriz, a Rafaela Popolo, lançou o livro Hashtag Partiu Casa da Vó, O Vaso do Marajó e Outras Histórias da Vovó. E a venda deste livro vai ajudar o Centro Infantil Boldrini. A própria autora fala sobre esta atitude e a proposta. Eu sou Rafaela Pópolo, sou atriz e sou locutora aqui de São Paulo. Também sou pedagoga, trabalhei muitos anos com educação infantil. E dessa vez eu resolvi escrever um livro e publicar. E ele se chama Hashtag Partiu Casa da Vó, o Vaso do Marajó e Outras Histórias da Vovó. Foi escrita uma história a partir da traquinagem de uma neta minha aqui em casa numa tarde de domingo. Aí um dia veio um anjinho e soprou no meu ouvido Dona Rafaela, por que a senhora não doa o valor da venda dos livros lá para o Boldrini? E aí eu aceitei essa ideia do anjo Porque eu conheci o centro Boldrini fazendo um documentário com a doutora Silvia Brandalize Fiquei encantada com aquela mulher, mas encantada Ela é de uma força, de uma fé, de uma coragem Ela foi ousada e ela conseguiu fundar aquele maravilhoso centro infantil. Então, estou muito feliz com isso. E se você quiser ajudar comprando um livro, é só entrar em contato através do e-mail partilcasadavó.com Aí você vai receber as informações para fazer a compra do livro. Mandando o comprovante, aí você vai receber pelo correio. O valor do livro é R$ 30,00 com o frete incluso. Muito bacana. E eu reforço aqui, quem puder, contribui então adquirindo esse livro, Conhecimento, Cultura, e ainda ajuda o Centro Infantil Boldrinho. Bom, toda quarta-feira você acompanha aqui o nosso repórter, o André Aranha, mostrando o trabalho de alguém, a atividade. E hoje ele está em uma pizzaria com um pizzaiolo. Será que ele conseguiu experimentar alguma pizza? Então vamos conferir agora, Se Liga na Profissão. Bom, é o quadro Se Liga na Profissão e olha só, hoje a gente vai falar sobre pizzaiolo. Então, bora lá, se liga aí. Um pizzaiolo deve gostar de cozinhar. Além de conhecer bem os ingredientes e instrumentos de uma cozinha, o pizzaiolo deve também ter paciência, atenção, calma para trabalhar sob pressão, boa disposição física e boa memória. Bom, a história da pizza tem início há pelo menos 6 mil anos, provavelmente entre os egípcios e os hebreus. Ela não era, é claro, como é conhecida hoje, mas um delgado extrato de massa, que é farinha mesclada com água. E olha, a pizza chegou no Brasil através dos imigrantes italianos, no bairro paulista do Brás. Até 1950, este prato se restringia mais aos círculos italianos. Mas a partir desse momento, ela se espalhou por todo o país, tornando-se logo um elemento cultural brasileiro. O dia da pizza começou a ser comemorado em 1985, no dia 10 de julho. Bom, e para a gente saber um pouquinho mais sobre a profissão de pizzaiolo, eu estou aqui com o Adenilton, que trabalha na área faz oito anos como pizzaiolo. Você se interessou como por essa profissão, Adenilton? Ah, eu me interessei, né, por grande vontade de aprender, né. Eu via meus colegas trabalhando assim e eu ficava do lado para me aprender, ficava colado neles, sabe. Ficava colado, e eu tinha um parceiro que era muito bom, me ensinou bem, ele trabalha bem também na área da pizza, ele é um grande cara, bom também, aprendi com ele. E vem cá, é difícil ser pizzaiolo, porque olha, tem cada cliente exigente, a pizza tem que sair nota 10, né? É, tem muitos clientes que já chega, já fala, quer assim e tal, assim, assim, tem que ser assim. Qual a maior, a principal virtude, não é? Principal característica, o ponto positivo que um pizzaiolo tem que ter, o que você destaca, a principal qualidade? Ah, o cara tem que ser inteligente, né? Tem que ser inteligente na pizza, porque é um trabalho muito, não é um trabalho fácil, sabe? É um trabalho fácil, o cara tem que ser inteligente. E tem preparação para se tornar um pizzaiolo? Existe curso? Tem, tem preparação, tem curso, tem tudo. Qual a maior dificuldade para ser pizzaiolo? É, a maior dificuldade eu acho que o cara aprender, né? Porque não é fácil. Não é fácil, não. Você chegar assim, dominar coisa assim, só na cabeça não é fácil. Chegar e dominar só na cabeça não é fácil. Você sempre gostou dessa área? Isso, eu gostei demais. Como que é o mercado? É um mercado legal para se trabalhar? É um mercado legal, sabe? Um mercado muito bom para trabalhar. É, eu gosto de trabalhar nessa área também. É, eu escolhi essa área, né, e eu, assim, não sou dos melhores da cidade, né, da região, mas dos mais ruins também não sou, né? E como que é a rotina? Rala pra caramba, né? Sábado, domingo, feriado? Final de semana é pegada. É pegada, né? E na maioria das vezes à noite, né? Porque o pessoal opta, evidentemente, pra comer uma pizza à noite e tudo mais, né? É, de sexta e sábado é bem pegado. O negócio aqui é... Vem cá, já aconteceu de você fazer uma pizza e de repente a pizza sair meio queimada, tem que fazer outra. Tem que ter atenção no tempo, né? Tem que ter atenção no tempo aqui. Já aconteceu então com você? Já. Quando eu estava aprendendo, eu fiz muito isso. Eu queimei muito, derrubei muito a pizza com a tirada do fone. Isso faz parte do aprendizado também, né? É, o cara tem que aprender errando mesmo, não tem jeito. Bom, e que pizza você vai fazer para a gente mostrar aqui no Se Liga na Profissão? Eu vou fazer uma marguerita para vocês. Vamos lá então, Adenilton. Vamos mostrar o passo a passo. Vamos lá. Legenda Pedro Esteves É isso aí, pessoal. Chegou, claro, o momento mais aguardado. A pizza de marguerita está pronta, o Adenilson vai tirar do forno, né? Olha só que coisa linda, rapaz do céu. Quanto tempo ela ficou no forno, Adenilson? Ficou uns 3 minutos a 4 minutos. Quantas pizzas você faz por noite? Aqui no final de semana a gente sai bastante. Mais ou menos assim, você tem uma ideia? É, mais umas 20, tem para as outras coisas, tem paneria também, tem várias coisas. Bastante. Valeu, prazerzão conversar com você. Valeu. É isso aí, vai comer, viu pessoal? É isso aí. Se liga na profissão. Legenda Pedro Esteves André Aranha mostrou a profissão de pizzaiolo e de quebra aproveitou e comeu uma pizza agora na hora do almoço meio de 38, a equipe aqui nós não almoçamos ainda então todo mundo com água na boca mas muito obrigado então André Aranha por mostrar mais uma atividade mais uma profissão aqui no Câmara Total vamos fazer o seguinte mais um rápido intervalo na volta, tem as notícias do Legislativo aqui da Câmara de Campinas já que ontem nós tivemos Um dia inteiro de eventos, de audiências públicas, reuniões de comissões. Daqui a pouco tem a previsão do tempo para quinta e sexta-feira. E tem mais esportes, entrevista ao vivo com um atleta que já disputou três Jogos Olímpicos. Então não saia daí. Câmara Total ao vivo de volta, meio-dia e 43. Muito obrigado pela sua companhia e audiência. E a menina Abreu, como combinado, já está aqui nos nossos estúdios para as notícias do Legislativo. Seja bem-vinda e boa tarde. Boa tarde, Gabriel. Boa tarde a você aí de casa. E olha só, ontem foi o aniversário da Câmara Municipal de Campinas, como nós dissemos aqui. E o Legislativo presenteou a cidade com mais um repasse importante que poderá ser utilizado no combate à Covid-19. Um dia pra lá de especial, aniversário da Câmara Municipal de Campinas, 223 anos. O Legislativo comemorou em grande estilo, fazendo mais um repasse para a Prefeitura, 6 milhões e meio de reais. Nós só temos que agradecer, agradecer a todos. De um simples funcionário, o mais simples funcionário, até aqueles que por aqui passaram e ocuparam aquela cadeira ali de presidente. Os vereadores em cada das suas legislaturas, os nossos colaboradores, os nossos servidores. E para completar, como forma de presentear a cidade, nós fechamos as contas do nosso ano legislativo, nosso orçamento e estamos fazendo hoje um repasse, aliás já foi feito o repasse, de 6 milhões e 500 mil reais para fazer parte da comemoração de mais esse aniversário da Câmara Municipal de Campinas. Esse foi o quinto repasse feito só neste ano e será utilizado já na gestão Dário Saad para ajudar no combate ao coronavírus. Bom, e somando ao repasse de 2019, são mais de 60 milhões de reais economizados pelo Legislativo Campineiro. São os maiores valores disponibilizados na história. Esse ano, para que tenhamos uma ideia, nós chegamos a quase 61 milhões de reais de repasse. Somados aos 31 milhões e 200 mil reais do ano passado, isso ficará para a história do Legislativo. Num só mandato, a Câmara devolveu 62 milhões de reais em dois anos. Isso nunca tinha existido. Então fica aqui também mais um agradecimento a todos os senhores vereadores que entenderam o que nós propusemos como gestão e administração da casa e a colaboração inequívoca de todos vocês. Os nossos parceiros, os nossos funcionários efetivos, os comissionados, todos, todos numa mesma direção, todos com a mesma intenção e o resultado financeiro, econômico e administrativo da gestão foi esse, a devolução em dois anos de 62 milhões de reais. E falando ainda em comemoração, nós conversamos com uma historiadora da Câmara de Campinas. Você sabe qual é o papel do Legislativo antigamente? Até 1797, Campinas era uma freguesia. Conforme ela cresceu, se transformou numa vila. No dia 14 de dezembro de 1797, ela se torna a Vila de São Carlos. Na época, as vilas tinham autonomia administrativa e por isso logo no dia seguinte, no dia 15 de dezembro, é criada a Câmara Municipal. As câmaras durante o período colonial e imperial tinham funções muito diferentes daquelas que a gente tem hoje. Eram funções de administração local e de resolução de problemas no cotidiano da vila. Na documentação desse período, que é guardada aqui pelo arquivo da Câmara Municipal de Campinas, a gente nota quais eram esses problemas do dia a dia que deveriam ser resolvidos pela Câmara. Era a administração da cadeia municipal, a garantia de acesso à água, cuidados com a saúde pública e até alguns casos curiosos, como o controle de formigueiros, que na verdade era uma preocupação com a segurança das edificações da cidade, da vila. Nessa documentação também a gente consegue conhecer quem eram os vereadores da época, durante o século XIX. Sempre eram homens e eles tinham diversas ocupações Alguns eram proprietários de terras escravos, outros eram médicos e tinha até padre Alguns desses nomes de vereadores depois se tornaram homens de ruas Como é, por exemplo, o caso do Barão de Itacura A partir da Proclamação da República, em 1889 As funções da Câmara foram se alterando Até chegar nesse formato que a gente tem hoje de legislativo E esses 223 anos da história da Câmara, ela claro se mistura com a história da própria cidade Mas também se mistura com as mudanças políticas pelas quais o país passou desde então É o caso, por exemplo, quando durante o Estado Novo de Vargas, a Câmara foi fechada Todas as câmaras do Brasil tiveram suas atividades suspensas, foram fechadas E a administração local passou a ser apenas das prefeituras Em 1948, no fim do Estado Novo, as câmaras reabriram e aí as funções começaram a ter definitivamente esse formato, mudou muito pouca coisa desde lá para o Legislativo. O que a gente percebe de mudança desde então é como a Câmara trabalha cada vez mais próxima da população e com uma representatividade cada vez maior desses vereadores eleitos, cada vez mais mulheres e cada vez mais negros. Olha, uma importante aula de história aqui de Campinas. E falando ainda da nossa cidade e dos trabalhos da Câmara Municipal, ontem foi dia de audiências públicas. Na manhã, nós tivemos cinco audiências públicas subsequentes em que foram discutidos projetos de autoria do Executivo e também de autoria dos vereadores. Acompanhe a fala do presidente da comissão. Tendo cumprido tudo o que dispõe o regimento interno da Câmara, agradeço a todos os serventuários aqui da Câmara Municipal que nos deram condições de realizar cinco audiências públicas. E a gente teve ainda nesta terça-feira a 31ª audiência pública que tratou aí de um projeto de autoria do vereador Gilberto Vermelho. Essa audiência foi realizada pela Comissão de Finanças e Orçamento, que é presidida pelo parlamentar, e por isso quem presidiu essa reunião foi o vereador professor Alberto. A matéria agora já está na pauta desta quinta-feira das reuniões extraordinárias. E ainda, nesta terça-feira, aconteceu também a última reunião do ano da Comissão da Mulher. A vereadora Mariana Conte fez um balanço dos trabalhos nos últimos quatro anos. Eu fico muito feliz que uma das questões que a Comissão da Mulher conseguiu, eu acho que foi muito importante, junto com os movimentos da cidade, ampliar das mulheres e da representatividade feminina. Fico muito feliz que na próxima legislatura nós temos mais mulheres, essa legislatura foi a única mulher entre 33, na próxima legislatura nós temos 4 mulheres, então isso me deixa também muito feliz, acho que isso vai dar um salto de qualidade e eu espero que isso se represente um fortalecimento da Comissão da Mulher, uma potencialização dos nossos trabalhos e o que a gente conseguiu nesses 4 anos. se quadruplique na próxima legislatura. Lembrando que na próxima legislatura, todas as comissões terão uma nova composição, inclusive com a possibilidade de eleição de novos presidentes de cada uma das 23 comissões permanentes aqui da Câmara Municipal de Campinas. E amanhã é dia de reuniões extraordinárias, são oito agendadas e dentre as propostas está a votação de um projeto de lei da vereadora Mariana Conte, que autoriza o governo municipal a comprar vacinas aprovadas pela Anvisa e não fornecidas pelo Programa Nacional de Imunização, inclusive o programa que foi anunciado hoje. Nós temos também, na ordem do dia, adequação de quadro de comissionados, que é uma proposta da mesa diretora da Câmara e também ainda outros projetos que tratam aí das organizações aqui da casa e inclusive o projeto que trata do plano diretor que foi aprovado na audiência pública da Comissão de Finanças e Orçamento. A pauta completa está no site campinas.sp.leg.br. Agora, Gabriel, você sabe que depois dessas discussões das reuniões extraordinárias, esse projeto, depois que discutido em turno único ou em duas discussões, ele vai para a sanção do prefeito. Ele é aprovado aqui na Câmara e depois o prefeito precisa sancionar. Isso, e nós tivemos recentemente dois projetos importantes sancionados pelo prefeito. Um trata de proibir o trote violento na cidade de Campinas e institui aqui a campanha do trote solidário. Agora é lei. A lei 16.052 de 3 de dezembro de 2020, de autoria da Câmara, institui o mês de combate ao trote violento e de incentivo ao trote solidário nas universidades do município de Campinas. De autoria de Pedro Tourinho e Tiago Ferrari, a campanha deverá acontecer entre a segunda quinzena do mês de fevereiro e a primeira quinzena do mês de março. O artigo segundo da lei diz que haverá incentivo às ações de prevenção e combate a qualquer ato de violência física ou psicológica praticado contra calouros nas universidades localizadas na cidade. A norma deverá ser disciplinada pela Prefeitura quanto às ações do poder público. O vereador Pedro Tourinho lembra como surgiu a ideia da lei aqui na cidade. Alguns anos atrás, a Câmara de Campinas recebeu nas suas dependências as audiências públicas da CPI do trote, da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. E ficou muito claro que também na cidade de Campinas é premente a necessidade de se combater as práticas de trote violento, porque elas acontecem também em Campinas. Então foi por isso que nós lançamos essa proposta de que a gente estabelecesse iniciativas, um corpo de iniciativas que buscasse coibir a prática do trote violento e envolvesse o poder público municipal como corresponsável na tarefa de prevenção desse tipo de prática junto com as organizações estudantis e com as universidades. Para nossa alegria, esse projeto agora foi aprovado e a gente vai ter o Poder Público Municipal, a Prefeitura de Campinas, empreendendo ações cotidianamente, mas especialmente nos períodos de início dos anos e semestres letivos, as ações de educação para o combate ao trote violento. É uma vitória para todos, a gente combate assim uma prática que oprime, que violenta, que assusta muitos jovens e que não tem nenhuma razão real de persistir. Legenda por Sônia Ruberti A Lei nº 16.053, de 3 de dezembro de 2020, de autoria do vereador Carmo Luiz, cria a Semana de Combate e Prevenção ao Lupus em Campinas. Assim, na segunda semana do mês de maio, as ações deverão ser amplamente divulgadas e a data passará a constar no calendário oficial do município. O autor da lei justifica a iniciativa. O lúpus é uma doença autoimune, rara e silenciosa, manifesta mais frequentemente nas mulheres e é provocada normalmente pelo desequilíbrio do sistema imunológico, exatamente o que deveria defender o organismo das agressões que são causadas por vírus, bactérias ou outros agentes. Estima-se que mais de 5 milhões de pessoas no mundo todo sofram com a doença, que atinge principalmente pele, articulações, coração, pulmão, rins e cérebro. Mas por ser considerada rara, ainda é pouco conhecida pela maioria da população. E para torná-la mais conhecida e orientar onde buscar tratamento, apresentei o projeto que instituiu em Campinas a Semana de Combate à Prevenção do Lupus, que foi aprovado pela Câmara Municipal e tornou-se lei na semana passada. E por esta iniciativa, na segunda semana do mês de maio, o poder público deverá desenvolver ações de conscientização, prevenção, as características do lupo e, desta forma, facilitar o acesso das pessoas com a doença para o tratamento adequado. Lutar pela melhoria da saúde de todos, facilitando o acesso à informação e aos serviços públicos. Mena, e agora os dois últimos assuntos. A pandemia da Covid-19 ainda assusta, a gente precisa tomar muitos cuidados ainda. Então, quero saber em relação à quarentena aqui da Câmara de Campinas e também se isso vai influenciar alguma coisa na posse no dia 1º de janeiro. É, Gabriel, uma decisão da atual presidência da Câmara Municipal estendeu até 18 de janeiro de 2021 a quarentena Inicialmente, nós estávamos até o dia 31 de dezembro, mas para dar toda a tranquilidade para a próxima gestão, para o próximo presidente, foi tomada essa decisão. Então, nós continuamos até 18 de janeiro com eventos virtuais. No entanto, a posse dos parlamentares, dos 33 vereadores eleitos, do prefeito e do vice-prefeito será de forma presencial no dia 1º de janeiro, aqui na Câmara Municipal, seguindo todas as regras de segurança em relação à Covid-19. Olha, por isso que os eleitos poderão trazer no máximo um convidado cadastrado previamente e todos vão seguir os protocolos de distanciamento. A gente tem mais de 400 lugares, então isso também será demarcado durante a posse e também a imprensa terá um atendimento em um local próprio para fazer essa cobertura. Então, fora isso, os outros eventos da Casa, que poderão acontecer no mês de janeiro até dia 18 de janeiro, então acontecerão de maneira virtual, a não ser que a próxima presidência tome uma outra decisão. Certíssimo, Minabreu. Muito obrigado pelas notícias do Legislativo. Legislativo, amanhã, portanto, as reuniões extraordinárias e você volta na sexta-feira aqui no Câmara Total, falando tudo o que acontece aqui no Legislativo e também com as notícias da Metrópole de Campinas. Combinado até sexta-feira. Até lá. Tchau, tchau. é complicado. Vamos às temperaturas, então, para esta quinta e sexta-feira. Olha só aqui na minha tela. Amanhã, mínima de 20 e máxima de 31, nebulosidade alta com presença de chuva. Na sexta-feira, permanece a mesma condição, com mínima de 20 e máxima de 30 graus. Bom, uma hora da tarde em ponto, então vou pedir para o nosso repórter cinematográfico o Sávio Monteiro me acompanhar, porque é hora de pegar o banquinho Tenho aqui o momento que eu vou me sentar para me acomodar, porque nós teremos mais uma entrevista neste momento. O Mais Esportes de hoje recebe um dos maiores e melhores atletas que o triatlon já viu no nosso país. Ele que já disputou os Jogos Olímpicos de Sydney, na Austrália, em 2000, em Atenas, 2004, em Beijing, na China, 2008, medalhista de bronze nos Jogos para Americanos do Rio de Janeiro em 2007, ex-campeão brasileiro de triatlon. Agora ele está aposentado, mas claro que o esporte continua correndo pelas veias. Então, Juracy Moreira, muito obrigado por ter aceito o convite para participar aqui do Câmara Total do Mais Esportes, na TV Câmara Campinas. E depois de seis anos, já se acostumou com a vida fora das competições ou de vez em quando ainda sonha que está nadando, pedalando, correndo. Seja bem-vindo e boa tarde. Obrigado, boa tarde. Um prazer estar falando aí com o seu público, com você. Me aposentei realmente em 2014 oficialmente, mas o triatlon nunca saiu de mim. Eu continuo ainda praticando, lógico, com um nível muito mais baixo. Hoje eu falo que eu faço esporte só pela saúde. Então eu consigo realmente estar ali praticando. e principalmente hoje nos vejo no trabalho com as escolinhas de triatlon, tentando dar esse retorno aí para a sociedade de tudo que o esporte me trouxe. Hoje a gente tem 11 grupos no Brasil, um incluindo aqui em Campinas. Então, querendo ou não, o triatlon está no meu dia a dia 24 horas, né? Ele não saiu da minha cabeça desde lá do meu início, quando eu tinha 10 anos de idade. Ô, Gerasim, antes da gente falar sobre a sua carreira, sobre os projetos atuais, inclusive tem aqui na cidade de Campinas uma escolinha, mas como que você iniciou na modalidade? Porque ela não é popular no nosso país. Você foi uma criança que já respirava esporte, era incentivado pela família ou era mesmo só na educação física? Olha, eu sempre fui um amante da educação física da escola, que eu considero super importante, né? Para inserir essa sementinha do esporte nas crianças, mas o incentivo da família é algo fundamental, né? Então, meu pai ia nadar no clube lá em Curitiba, eu sou de Curitiba, hoje eu moro em Campinas, e eu tinha 9, 10 anos de idade e eu fazia aulinha de natação. Então, começou ali a sementinha do atleta, participei de uma primeira competição interna do clube e realmente, como você falou, hoje ainda o triatlo já não é tão conhecido, imagina naquela época, no primeiro triatlo, em 1995, quando eu falava que eu ia fazer triatlo, o pessoal perguntava assim, O que você faz? Eu sou triatleta, faço triatlo. Teatro? Você é ator? Triatlo. Na ato, pedala e corre. Isso era muito normal naquela época. Hoje em dia eu falo que já está muito mais conhecida, mas era super normal isso. Caramba, é curioso, né? Essa confusão. Aqui no Câmara Total, nós damos espaços para todas as modalidades. Semana passada, nós falamos sobre tiro com arco. Eu já fiz dezenas de entrevistas sobre atletismo. E é bacana porque cada modalidade tem uma característica, né? Algumas você pode começar tarde que não tem problema. Então, eu já entrevistei vários atletas que falaram, olha, comecei a correr com 17 anos, mas com 20 eu já estava disputando o Panamericano. No triatlo, é recomendável começar cedo? Porque você começou com 10 anos e com 20 já estava em Jogos Olímpicos, né? Qual que é a característica do triatlo? O triátil sim, quando a gente fala de triátil olímpico, quando é triátil da Olimpíada, quanto antes você começa é o ideal, então hoje eu indico ali a partir de 8 anos, principalmente no caso da natação, natação é uma modalidade que não é natural do ser humano nadar, então quanto antes você começa a nadar, você pega as técnicas e tudo mais, é natural do ser humano andar e correr e andar de bicicleta é natural de qualquer criança, Então, eu falo que começar cedo, principalmente na natação, é super importante. E a minha história conta, né? Quanto antes você começa, antes você chega no alto de 20 metros. Então, meu primeiro triatlo, eu comecei a nadar com 10 anos, meu primeiro triatlo foi com 14, e com 20 eu estava na primeira Olimpíada. Então, tudo chega antes, né? Mas o legal do triatlo, quando a gente fala de triatlo amador, que é o grande público, daí não tem idade. Tem pessoas que começam com 40, 50 anos e vão competir no Ironman, que é a maior prova de triatlon do mundo, uma prova super longa. Então, eu falo que o triatlon é, sim, bem democrático por causa disso. Lógico que no alto rendimento, daí sim. Hoje, a média dos atletas olímpicos é ali entre 22 anos a 30 anos no máximo. Essa é a média dos atletas olímpicos. Mas o triatlon é bem democrático quando a gente fala em esporte amador. Muito bacana. Na semana passada, a gente falou sobre o Ironman aqui, uma competição lá na Grécia, durando mais de 24 horas. Então, realmente, é uma loucura. Enquanto a gente está conversando aqui, nós estamos passando imagens, aí já passamos fotos do seu projeto, das crianças, e agora um pouquinho sobre o que é a competição, até imagens dos Jogos Olímpicos lá de Sidney em 2000. Ô, Juracy, no triatlon, nós temos, então, natação, ciclismo e corridas. são três modalidades. O atleta, ele tem que ser muito bom nos três ou ele tem que ser regular nas modalidades? Por que eu estou perguntando isso? Pode até parecer estranho, né, para o pessoal de casa, porque a resposta é óbvio que ele tem que ser muito bom nos três. Mas, assim, eu imagino que se ele for muito acima da média em uma modalidade só, por exemplo, na natação, não é indicado ele participar só em competição de natação? Olha, isso varia bastante de atleta para atleta. Quando a gente fala, mais uma vez, de Olimpíada, daí você tem que ser bom nas três. É o equilíbrio das três modalidades que faz o campeão olímpico. O cara é bom nas três modalidades, óbvio. Mas no esporte amador, em geral, sempre vai ter uma modalidade que você tem vantagem. Eu, por exemplo, sempre fui um atleta muito magro e alto. Isso facilita a corrida. O atleta mais musculoso facilita o ciclismo, porque ele tem mais força. Então, isso varia bastante. Eu não vejo como determinante, sim, o equilíbrio, mas, como você falou, eu vou participar de uma comissão de natação já que eu nado bem. Como você acaba treinando as três modalidades, você não vai conseguir ser melhor que um nadador que só nada todo dia. Você vai estar ali no equilíbrio. O triatlon é uma prova de realmente você saber dosar a energia para nadar, pedalar e correr. Eu sempre falo que qual é a mais importante? As três. Se você não nadar bem, você não vai estar num grupo bom no ciclismo e na corrida você vai estar muito cansado porque você não pedalou bem e não vai conseguir correr na frente. Então, eu falo que é essa matemática, esse equilíbrio, que é o segredo da vitória de qualquer atleta. Não existe segredo, mas quando me perguntam de segredo, eu falo que é você equilibrar as três modalidades e terminar a prova na frente no final. Estou conversando com o Juracel Moreira, ele que é atleta olímpico, disputou três vezes, né? Sidney em Beijing e também em Atenas e ele lidera um projeto social aqui na cidade de Campinas que já já a gente vai falar sobre essa atitude iniciativa muito bacana. E lembrando, você aí de casa, tem algum questionamento, tem alguma pergunta relacionada à carreira, sobre atividade atual? 19 é o nosso DDD, 978293776 é o número do nosso WhatsApp, pode enviar mensagem que eu repasso ao Juracy. Juracem, me corrija se eu estiver errado, o melhor resultado do país em Jogos Olímpicos ainda é um 11º lugar lá em Sydney, na Austrália, da Sandra Soudan. O Brasil, ele tem potencial para alcançar melhores resultados, já que possui mais de 25 mil praticantes ou está dentro dos nossos investimentos, os resultados atuais? Olha, o 11º da Sandra Soudan, que é carioca, é ainda o melhor resultado. O Brasil tem potencial sim, só que como todo, e isso é a base do meu projeto, é desenvolver o fomento do esporte. A gente tem que ter um número muito grande de atletas para tirar um pequeno número de atletas que vão para o alto rendimento, um pequeníssimo número de atletas que chegam na Olimpíada e o mais difícil é tirar um campeão olímpico de toda essa escada. Então, eu falo que não é um projeto, uma tarefa fácil. Quando a gente vê países, campeões olímpicos, Inglaterra, Austrália, lá tem milhares de triatletas, crianças fazendo. No Brasil, é pouquíssimo. Talvez, no meu projeto, é onde estejam as crianças em triatlon hoje. Então, eu falo que é um trabalho de desenvolvimento, mas o Brasil, sim, tem potencial. Na próxima Olimpíada, que foi transferida para o ano que vem, a gente vai ter um menino chamado Messias, que é uma promessa. a gente tem duas meninas também promessas eu acredito que ainda pra medalha olímpica talvez não seja a hora eu falo que na Olimpíada tudo pode acontecer mas olhando pelos dados pelos números, ainda talvez não seja o momento de a gente ver uma medalha olímpica no triáculo, mas a gente está no caminho sim eu não acho isso impossível a diferença do triáculo que é uma única prova a cada quatro anos são então os melhores do mundo a diferença de natação, atletismo que tem várias distâncias, várias modalidades Você tem várias chances de medalha, o triasco não, é uma chance masculina e uma chance feminina e acabou a Olimpíada. Então, acaba sendo mais difícil, a gente só tem um campeão olímpico a cada quatro anos. Chega a ser injusto a cobrança até em torno de resultado. A gente vai entrar num assunto agora que eu gosto bastante, Juracy, que é a questão de política. Eu cobro e aí eu gostaria que os atletas eles tivessem mais participação nas decisões das confederações, porque são vocês atletas que serão beneficiados ou prejudicados e isso influencia diretamente também na próxima geração. Se envolver mais com política e não só treinar e competir. Em 2016, você concorreu à presidência da Confederação Brasileira de Triatlon. Eu li a sua carta, lançando aí o movimento da nova CBTRI. Como é que foi esse momento para você, o apoio que você recebeu de atletas, empresários, treinadores? Olha, em 2016, realmente, eu me candidatei, né? Porque eu sempre me preocupei com isso que você está falando, né? De não só estar ali correndo, não pedalando, mas tentando melhorar o esporte para as próximas gerações. principalmente quando a gente fala no esporte de rendimento. Então eu quis entrar, foi uma experiência bacana de um lado e não bacana de outro. Quando você entra nessa parte política, você vê que às vezes nem sempre a vontade dos atletas prevalece e nem sempre a melhor opção vence. Eu percebi isso. Hoje, passados quatro anos, a minha relação com a Confederação Brasileira de Triáfano melhorou, é muito boa. Existem lá ex-atletas na direção da confederação E isso pra mim é muito legal Porque o diálogo se torna mais fácil Eu falo que nem todo ex-atleta vai ser um bom gestor Porque pra você ser um bom gestor você precisa estudar Precisa realmente estar preparado pra aquilo Mas é um meio caminho andado Quando o cara realmente teve a experiência É o que eu faço hoje Eu tive toda a experiência minha de atleta Aliado aos meus estudos, pós-graduação em gestão esportiva de gestão de projetos, eu acabo me preparando para essa parte de gestão e política que é tão necessária. Eu falo que foi uma experiência legal para os dias, acho que eu aprendi muito. Hoje eu me vejo diferente e participando muito mais dessas ações. E eu sempre falo para os atletas, não adianta só reclamar, vocês têm que participar. Principalmente hoje em dia o atleta tem mania de reclamar pelo Instagram, pelo Facebook, pelas redes sociais. Eu falo isso não é legítimo, você tem que reclamar em uma assembleia, em uma confederação, num e-mail oficial, é assim que você vai conseguir ser escutado. Eu acho que isso está melhorando bastante. Agora, Juracy, por que é tão difícil para o atleta participar de política? Olha, eu faço mais esportes há uns três anos, é um programa semanal. E eu acho que o que eu mais toco no assunto, o que eu mais cobro, eu acho que é no basquete feminino, porque a gente teve uma lacuna muito grande depois da Hortência e a gente teve uma geração de boas jogadoras, mas que ou não chegou em Jogos Olímpicos, ou que fez uma campanha muito ruim, mas é uma geração muito boa. Então, assim, eu cobro de muitas modalidades, ou converso, né? Que a cobrança acho que é um pouco forte. Mas eu converso sobre esse assunto de muitas modalidades e é difícil o atleta participar. E a maioria das pessoas fala, olha, o meu foco é aqui dentro de quadra, ou dentro da minha modalidade, eu não quero me envolver com isso. Por que é difícil para o atleta? O que ele entende com essa questão de política? Eu vejo assim, enquanto você está na ativa, enquanto você é um atleta ali que está dentro daquele jogo, o principal fator é o medo do atleta. Porque às vezes ele vai falar mal da sua própria confederação e isso acontece muito. Eu falo por propriedade. Se eu for falar mal do meu presidente, como é que ele quer que o meu presidente me leve para competir? O atleta, infelizmente, o atleta brasileiro é muito dependente da confederação, de uma federação. Então, às vezes, quando ele acaba se envolvendo, se ele quer realmente falar o que ele pensa, ele vai ser boicotado. Então, eu não julgo os atletas nesse sentido, porque eu vejo que a maioria é por isso que não se envolve. Outros, por exemplo, não querem, não é o foco, mas a maioria é por isso. Por que eu me elegi em 2016? Porque eu já não estava mais como atleta, eu não tinha nada a perder. Poderia boicotar, não teria como eles me prejudicarem. Mas um atleta que está nativo, sim, ele pode ser prejudicado. Então, eu falo que eu defendo os atletas nesse sentido. Por isso que talvez a união é melhor do que um atleta levantar a bandeira. Geralmente, esse atleta vai ser malhado. Agora, se ele se usa, é diferente. Você foi derrotado para o Marco Antônio de Matos Laporta, que hoje é vice-presidente do Comitê Olímpico Brasileiro. Em março de 2018, as federações aprovaram a modernização do Estatuto da CBTRI, que estabelece aí a criação do Conselho de Administração e outro órgão de controle externo, como o Conselho de Ética. Isso foi importante? Ajudou a modalidade, Juracy? Ajudou. Eu vejo como uma grande mudança. O Laporta foi o meu candidato que venceu na ocasião. hoje a gente tem uma relação super legal ele tá lá no COBE, tá fazendo um trabalho bom e desde aquela época ele realmente se ampliou, hoje a gente tem a comissão de atletas no COBE, a comissão de atletas dentro da confederação, a comissão de atletas dentro das federações então é aquilo que eu falei, e essas comissões não é um atleta, são vários então quando a comissão fala ela tá falando em nome dos atletas não tá falando o Juracy falando isso protegeu os atletas então eu falo que foi um grande avanço quando a comissão de atletas do COBE ela se manifesta, não é um atleta, são todos os atletas olímpicos se manifestando. Isso tem muita força e protege o atleta desse perigo de ser boicotado. Ô, Gerasim, você pensa em se candidatar novamente? É um sonho que você tem? Você acredita que tem condições de evoluir o esporte? Ou o que você faz já é suficiente com as escolinhas, trabalhando como professor com as crianças? Veja, eu falo que nada é por acaso, eu não venci a eleição passada, mas as escolinhas que hoje é o meu projeto, elas cresceram muito nesses últimos quatro anos, hoje eu tenho 11 minutos no Brasil, ano que vem vai para 17, então eu falo que talvez se eu tivesse entrado na confederação, eu não teria conseguido desenvolver tanto o triáfago como eu consegui, porque por causa de tudo isso que a gente está falando, na política, às vezes nem sempre é fácil você colocar suas ideias em prática, Então, eu falo assim, não é um sonho meu estar na gestão da confederação, o meu sonho é ver o meu projeto sendo espalhado. É fazer o que uma confederação deveria fazer, só que da maneira que eu estou fazendo, de forma privada. Eu estou decidindo, acho que contribuir muito mais do que talvez lá na confederação. Mas é uma vontade de estar cada vez mais envolvido. Eu acho que isso, partindo de um convite e não de uma candidatura, com certeza eu estaria envolvido, porque eu acho que o esporte está na minha veia e é o que eu quero fazer, contribuir de todas as maneiras. E mostrando que esse esporte está na veia, como que surgiu a ideia de criar o projeto social Escolinha Formando Campeões? Falhou. Falhou o áudio? Você está me ouvindo agora? Alô? Juracy, você me ouve? Não me ouve. Está chegando o áudio da equipe aí. Ah, vamos ver se a gente consegue então restabelecer, ver o que aconteceu aqui com esta comunicação. Nós estamos conversando com o Juracy Moreira, ele que é um atleta olímpico de triatlon, lidera este projeto social, que, como ele disse, estão em muitas cidades e estados aqui no nosso país. A gente estava falando sobre esse projeto aí da Escolinha Formando Campeões. A nossa equipe já está trabalhando lá no Switcher para saber se a gente consegue restabelecer esse contato. Você ainda não me ouve, né, Juracy? Agora sim? Então tá bom. Então já reestabelecemos o contato. Então, você estava falando que você tem um esporte na veia. Estão provando que esse esporte está na sua veia. Como é que surgiu a ideia de criar esse projeto social, o Formando Campeões, essa escolinha? Olha, logo no ano que eu estava me aposentando, em 2014, eu já tinha esse fã antigo, de querer desenvolver o triatlon para crianças e adolescentes, mas de forma gratuita. A gente sabe que o triatlon é considerado um esporte de elite, ele é caro para ser praticado. Está na data, dá lá para correr, o equipamento é caro. Então, quando a gente fala da camada mais baixa da sociedade, é impossível eles praticarem triatlon, pensar nisso. Então, a Escolinha surgiu com essa necessidade, começou lá em Curitiba, lá onde eu tenho os maiores núcleos, são sete núcleos, e esse ano ela veio para Campinas, para a cidade de Itu, dois núcleos no Ceará, que são bem carentes, a gente consegue realmente atingir uma comunidade bem carente. E é muito legal você ver um menino desse fazendo triatlon, tipo, a gente chega tendo que falar o que é o triatlon, que esporte é esse. Muitas vezes eles nunca viram uma bicicleta nova, o projeto oferece as bicicletas de uso que foram compartilhadas, mas bicicletas novas, capacetes, uniformes completos. É muito legal ver eles tendo acesso a esse material, então acho que a gente está conseguindo expandir. O projeto aqui em Campinas está só no começo, devido a esse ano atípico da pandemia, a gente não conseguiu ainda realizar como a gente quer todas as atividades. Mas já está garantido para o ano que vem. Eu acho que a tendência é só crescer, principalmente aqui em São Paulo, onde eu estou hoje. E o meu objetivo é um dia ver a escola em todo o mundo, em cada estado brasileiro. E eu acho que a gente está no caminho, acho que vou conseguir. E a ideia da escolinha não é de alto rendimento. A função hoje, lógico, que se surgir um fenômeno, alguém muito bom, obviamente, você vai dar encaminhamento e tal. Mas a ideia é apresentar a prática esportiva e mostrar para as crianças a importância do esporte. Sem dúvida. O slogan, a nossa escolha, ele é formando campeões na vida e no esporte. Então, óbvio, o projeto é educacional, educar através do esporte, é a nossa frase. a gente oferece as modalidades do acesso à natação, ciclismo e corrida então elas acabam realmente fazendo o triatlo mas de maneira educacional a gente quer que elas aprendam a ter disciplina comprometimento, aprendam a cair e levantar, tudo que o esporte ensina que elas vão levar pra vida inteira se sair um campeão, um atleta olímpico dali, com certeza vai ser uma felicidade imensa, mas não é a nossa prioridade em nenhum, eu falo que isso é meio automático hoje a gente tem 500 triatletas nos 11 núcleos do Brasil Nesses 500 eu já tenho atletas na seleção brasileira E eu não forcei isso, foi automático, o crescimento é automático Hoje a gente tem um dos principais nomes que é a Gabi Lemes de Curitiba Ela está na seleção brasileira, muito possivelmente vai estar na próxima Olimpíada E começou lá na escolinha com 11 anos de idade Então eu falo que isso é natural Porém, como você falou, o nosso foco é educar através do esporte E dessa educação a gente vai peneirando os principais talentos que vão surgindo Juracy, por falar em Curitiba, você é curitibano, né? Sou, nasci em Curitiba, vim para Campinas em 2009, já sou campinheiro. Sobre essa mudança, então, desde 2009 aqui em Campinas, por que dessa escolha pela cidade, como que você decidiu, já que em 2009 você ainda era atleta, né? É, na ocasião eu casei com uma campineira, hoje eu sou divorciado, mas casei com uma campineira, foi o motivo número um. e depois eu fui contratado pelo Clube Pinheiros em São Paulo então eu tinha que ficar em São Paulo também bastante tempo então casou tudo isso e Campinas, região de Campinas região do interior nosso é muito bom pra prática de triatlo, o clima é favorável sempre quente, eu que sou de Curitiba que faz muito frio, chove bastante quando eu vim pra cá eu fiquei maravilhado aqui a gente fala que não perde treino porque é raro chover o dia inteiro em Curitiba isso é normal ter o dia inteiro de chuva. Aqui é muito raro, as estradas são muito boas. Então, eu falo que eu virei campineiro também de amor por toda a estrutura que a gente tem para poder treinar aqui. Faltou uma praia só na cidade, né, Juracy? Faltou uma praia só, mas a Lagoa do Taquarau já está boa para mim ali. É, então. Os treinamentos você fazia na Lagoa do Taquarau? Bastante, bastante. E hoje o núcleo da nossa escolinha é lá, aqui em Campinas. Legal. É na piscina que tem ali no complexo esportivo. Uma piscina excelente também, que eu não conhecia. Acho que muitas pessoas da cidade acabam que não conhecem. E é uma estrutura super legal que a gente precisa movimentar, né? Eu acho que quando eu vejo locais públicos de esporte vazio, me entristece. Quando a gente colocou a escolinha lá dentro, é movimento. É 40 meninos nadando, pedalando, correndo. É para isso que existem esses espaços públicos. Precisamos ocupar todos os espaços públicos. É necessário a gente ter praça com quadra de basquete, com quadra de tênis, quadra de futebol. A gente precisa expandir, sim, as nossas modalidades aqui no país. Ô, Juracir, para quem não conhece... Eu acho fundamental... Oi? Desculpa, só te interromper. Eu acho fundamental também o poder público pensar que não adianta só ter o espaço, como você falou, né? A gente pode ter uma quadra, pode ter uma cesta nova, mas a gente tem que ter projetos inseridos ali dentro. para realmente a população ao entorno ter uma estrutura, ter um professor à disposição. Isso é muito legal, a população realmente ser atendida ali naquele núcleo do seu bairro. Às vezes eu vejo uma praça pública, mas existe um projeto ocupando ali. Eu falo que os projetos, não estou defendendo o meu projeto, mas os projetos, futebol, escolinha de basquete, isso tudo tem que estar inserido junto com a política pública da cidade. Ô, Geraci, para quem não conhece, não acompanha muito o triatlon, Como é que funciona o calendário da modalidade? Você tem prova toda semana, todo mês. O Brasil tem muita prova aqui. O atleta precisa sair para poder competir? Esse ano, obviamente, está típico, mas no ano normal, nós temos as provas do calendário nacional. Então, tem as provas que a gente fala que são provas privadas, organizadores privados. Hoje, a gente tem bastante prova de triatlo, principalmente aqui na Torre de São Paulo. Mas quando a gente fala assim do calendário oficial, daí o atleta para chegar numa Olimpíada, ele tem que disputar o circuito mundial, que são provas só fora do país. Então por isso que é tão difícil também formar um atleta olímpico, custa muito caro. Eu passava mais ou menos seis meses por ano fora do Brasil, em viagens pelo circuito mundial. Cheguei a ter ano que eu passei por 20 países diferentes. Isso é muito caro, então a gente fala que o acesso ao circuito mundial para formar atletas olímpicos não é fácil Mas o caminho é esse, o atleta para chegar em uma Olimpíada tem que disputar o seu campeonato brasileiro de triatlon Que hoje é uma etapa do ano, disputar as etapas do circuito mundial E falando em esporte amador, está crescendo cada vez mais Cada vez mais a gente está vendo competições de triatlon, competições para iniciantes, que é o fundamental também E em paralelo a isso, as provas de mountain bike, que dá acesso ao triatlon, você nadar, você fazer maratona aquático, você correr, tudo isso te leva também ao triatlon. Aqui em Campinas, esse projeto, ele está em andamento por conta da pandemia estar parado, para quem se interessou pela escolinha? Ele estava em andamento até semana passada Na Lagoa, com todas as restrições, a gente diminuiu as turmas, tomamos todos os cuidados E nessa semana o balneário ali, que é onde fica a piscina, foi fechado de novo Por causa do novo decreto Então a gente está acompanhando os decretos E tentando realizar as atividades da melhor maneira possível Lá em Curitiba a gente está de forma remota, que foi uma coisa legal, também nova, que surgiu Como é que o cara treina teatro em casa de forma remota? Os nossos professores, eles vão para o estúdio e a gente manda o link para todos os alunos ao vivo, igual aula ao vivo. Obviamente, tem o tempo. Ah, quem não tem internet, quem não tem celular? Mas a gente tenta, de uma maneira, fazer chegar até esse aluno e ele faz atividade em casa. O intuito é movimentar essa criançada, mesmo não podendo estar lá no núcleo presente. Mas a gente espera que isso tudo passe e que a gente possa realmente voltar ao normal. Exatamente, e utilizar a tecnologia ao nosso favor, né? As últimas duas perguntas, Juracia, a primeira, como que um atleta de triatlon, ele se sustenta? É através de bolsa de governo, é patrocinador, é dinheiro de competição de premiação? Olha, é tudo isso que você falou, né? Se vira nos 30, né? O cara tem que hoje, é ruim falar isso, mas você começa com o pai patrocinador, que é teu pai, tua família patrocinando. E a gente sabe que para nem toda família isso é possível, mas eu falo que o primeiro apoio nosso é dos pais, depois começam a surgir os apoios, são empresas dando material, um suplemento aqui, um suplemento ali, e depois as premiações de competições, que infelizmente são baixas ainda no esporte, E os patrocinadores, sim, eles existem. Foi a forma que eu consegui ganhar dinheiro. A confederação consegue dar bolsa auxílio para alguns atletas. Hoje existem programas do governo que falam que você tem que somar tudo isso. Mas não é uma tarefa fácil. Por isso que você vê tão poucos atletas na elite mundial. Porque é difícil você, primeiro, se sustentar através do esporte, segundo, fazer aquilo ser seu trabalho e ainda ganhar dinheiro, porque você vai se aposentar cedo. Por isso que eu falo, desde cedo eu falo para as crianças, da importância de não largar os estudos, porque eu sou muito sincero, eu falo, a chance de vocês serem atletas olímpicos campeões é mínima, tem que falar a verdade. Existe, eu falo o meu exemplo, vocês estão na frente de um cara que foi para três Olimpíadas, mas é mínima, por isso que vocês têm que estudar e garantir que se o esporte não der certo, vocês vão levar as coisas boas que o esporte trouxe para outra profissão que vocês vão seguir. Então, já que você citou para a gente poder encerrar, você disputou três Jogos Olímpicos, né? Hoje, que análise que você faz? Chegou em momentos distintos da sua vida, você começou muito novo com 20 anos, na última Olimpíada disputada já tinha 28 anos, faria algo diferente? Você entende que adquiriu a maturidade cedo, gostou do seu resultado? Hoje, que análise que você faz, Gerasim? Eu acho assim, a primeira coisa que eu falo é que valeu a pena, todo o esforço Na verdade eu fiz quatro ciclos olímpicos, a quarta olimpíada eu fui reserva ainda Foi Londres 2012, mas eu não competi, eu não considero quatro olimpíadas Eu falo que todos esses quatro ciclos olímpicos a gente aprende um monte Tem a fase da primeira olimpíada que tudo é novidade, você está lá mais para conhecer A segunda que você já tem uma expectativa, a terceira Só que o que eu cheguei à conclusão da Olimpíada no triatlo é o que eu falei no começo, é uma prova a cada quatro anos, onde tem os melhores do mundo e é muito difícil você acabar ganhando a medalha. Então eu falo que valeu a pena, não me arrependo de nada, faria tudo de novo e quero ver mais atletas fazendo isso aí que eu viro. Isso que é o mais importante. Juracy Moreira, muito obrigado por todas as informações que você passou aqui no Mais Esportes dentro do Câmara Total. Boa sorte, parabéns pelo seu projeto social, muito bacana, a educação aliada ao esporte para as crianças, para os adolescentes, que possam surgir aí grandes seres humanos, cidadãos e quem sabe atletas aí que o nosso país está precisando. E já fica o convite aqui para uma próxima oportunidade para a gente poder voltar a conversar sobre esse assunto e que sejam boas notícias. Obrigado a vocês, foi um prazer falar com vocês. Quem quiser saber mais informações, vai lá pelo Instagram, arroba Escolinha de Triatlon ou arroba Juracy Moreira, que eu estou lá à disposição para explicar tudo. Obrigado, gente. Valeu. Combinado, então, Juracy Moreira aqui no Câmara Total, participando, falando um pouquinho sobre triatlon, esporte amador. Não é fácil no nosso país, mas o Juracy conseguiu três Jogos Olímpicos, Os quatro, né? Fez o ciclo olímpico aí, era reserva na equipe, estava participando, dava, dando o apoio, que é algo muito importante também. Uma hora e 31 minutos, seguinte, é rápido intervalo e na volta tem muitos assuntos ainda. Eu falei que era um programa rechado nessa quarta-feira, não saia daí então. Último bloco aqui no Câmara Total. Muito obrigado pela sua companhia e audiência, todas as suas mensagens. Nós estamos lendo pelas nossas redes sociais, YouTube, Facebook e também pelo número do nosso WhatsApp, 19DDD978293776. Está aqui, logo abaixo, o número do WhatsApp e também o QR Code para você abrir com o seu celular. Abre a câmera, como se fosse tirar uma foto ou um vídeo, você mira aqui para este QR Code e aí já abre o WhatsApp da TV Câmara Campinas. Bom, nesse último bloco, nós vamos encerrar com uma receita. Um quiche de legumes, como se fosse uma torta, mas é quiche de legumes. Então, confere aí atentamente. Saúde na colher. Saúde na colher no ar, estamos de volta com mais uma receita saudável e gostosa para você. Hoje nós viemos até aqui, o Jardim Santa Genebra, e a gente vai falar com a Cris. A Cris, que é chefe de cozinha, vai ensinar para a gente aqui uma receita. Que receita que é essa? Essa receita é um quiche de legumes. Eu escolhi porque ela é muito saudável, vai muitos legumes, tem muitas fibras. Então eu achei que é interessante E Cris, não é uma receita cara, né? Não, muito pelo contrário, é uma receita bem acessível E a gente tem opções também de trocar alguns ingredientes Dependendo do gosto de quem for consumir Então ela é bem prática Ah, sim, normalmente a gente tem praticamente todos ou alguns desses ingredientes em casa, né? Sim, sim Normalmente é abobrinha, tomate, cebola O que difere mesmo é um ingrediente que você pode optar se você tiver presunto, atum, frango desfiado, um espinafre, você pode trocar. E essa receita aqui, ela é pra que momento? É um lanche da tarde, é um snack, ou é uma receita completa, uma refeição completa? Ela é uma refeição completa, porque ela tem todas as proteínas, os legumes, tem carboidrato, então ela é completa. É muito comum as pessoas consumirem no almoço, às vezes com uma salada, a quiche e uma salada, ou no lanche da tarde também. E essa receita que a gente vai fazer aqui, com a quantidade de ingredientes, ela vai render quantas porções, né? Olha... Para quantas pessoas? É, ela rende para umas 20 fatias. Bastante, né? É uma forma, que eu vou mostrar depois, né? Desse tamanho, então ela dá umas 20 fatias tranquilamente. Olha só que legal. Até mais, né? Vamos fazer o seguinte então. Cris, a gente vai mostrar agora para o pessoal de casa, né? A quantidade dos ingredientes. Tá. Anote aí os ingredientes. 600 gramas de abobrinha picada, 300 gramas de tomate sem semente picado, 150 gramas de cebola picada, 100 gramas de azeitonas verdes cortadas ao meio, 50 gramas de queijo parmesão ralado, 200 gramas de presunto picado, 2 colheres de sopa de salsa picada, 4 ovos batidos, 4 colheres de sopa de farinha de trigo, 4 colheres de sopa de amido de milho, 180 ml de óleo de milho 1 colher de sobremesa de sal E 1 colher de sopa de fermento em pó E agora que você já viu tudo que vai na nossa receita A Cris vai ensinar aqui o passo a passo, né Cris? Isso Por onde que a gente começa? A gente começa pela abobrinha, tá? Então eu tenho 600 gramas de abobrinha ralada Você ralou no ralador normal No ralador normal É importante que seja ralada pra que ela cozinhe uniformemente Na hora que estiver assando E essa abobrinha é a abobrinha comum? É, eu usei aqui a italiana, mas pode ser a abobrinha normal, né? A nacional. E também o importante é que não coloque semente, tá? Então o miolo dela pode ser colocado, mas pouco. Porque senão ele solta muita água na hora de gastar. Praticamente ela é a base da nossa receita, né? Sim, praticamente ela é a base. Sim, e posso colocar, ao invés da abobrinha, um outro legume? Nesse caso, eu acho melhor deixar a mesma abobrinha, porque ela combina com os outros ingredientes. E assim, ela dá uma consistência boa. Entendi. Perfeito. O que a gente vai colocar agora? Em seguida, eu coloco tomate. Tomate também pode ser com pele, sem semente e picadinho. Tá, picou em cubinho Isso Agora é só colocar junto com a abobrinha É, o trabalho maior dessa receita é você picar Porque o restante é muito simples Deixa eu ajudar aqui, colocar aqui no cantinho esse Eu gosto de pôr a azeitona fatiada Pode ser a verde, pode ser a preta Sem o caroço Sim, sem o caroço, fatiadinha Não muito pequena também, pra que ela dê o sabor e duas colheres aqui de salsinha bem picada. Colocou a salsinha. Isso. De tempero, então, além da salsinha, a gente coloca a cebola, tá? Cebola branca picadinha. Poderia ser a roxa? Poderia. Poderia. Só que a roxa, ela solta um pouquinho a cor, né? Então, ela pode modificar um pouco a cor, mas poderia, é super saborosa. Pode ser assim. E agora, o que a gente vai colocar? Agora, é esse. Aqui eu escolhi o presunto, mas é aquilo que eu te falei. Eu poderia trocar por frango desfiado, por espinafre, por atum, da mesma quantidade, tá? Aproximadamente 200 gramas desse ingrediente. E por que o presunto e não o apresuntado? O presunto, ele tem uma maior qualidade, né, do que o apresuntado. Pode usar o apresuntado, mas eu prefiro o presunto magro. O teor de gordura do apresuntado é maior, né? É, é maior e esse daqui é mais saudável e não é o com capa. Ele é o sem capa pra ficar mais livre de gordura. E ele vai assim, não precisa nem fritar, nem nada. Não, não, cru mesmo, né? É o presunto da forma como você compra, aí pica em cubinhos. Não precisa ser também muito pequenininho. Se for o frango, aí o frango cozinha o peito de frango antes. Desfia e pode utilizar E se for o atum Eu aconselho o atum que venha Na lata, mas com água Água e sal Porque aquele óleo não interessa Para essa receita E acaba deixando mais Porque a gente já vai colocar óleo, né? Já vamos colocar óleo, tá? Aqui é o queijo parmesão Eu gosto do parmesão Esse aqui é o ralado na hora, né? Poderia colocar mussarela? Poderia Se você tiver mussarela, pode sim. Então não vai deixar de fazer a receita só porque não tem... Isso, não, não. Não tem o parmesão em casa, né? Não, a necessidade. Dá pra gente substituir. Aí eu... São uns ovos. São quatro ovos. Aí, pra facilitar, eu dou uma batidinha aqui, pra não precisar usar liquidificador, né? Que quanto menos coisa a gente sujar, melhor. Pode ser um garfo, pode ser um garfo. Pode ser um garfo ou um batedor, isso. É só pra dar uma mexidinha mesmo. E mistura. Pronto. E agora o óleo. Óleo de milho. O de milho. Eu prefiro, tá? Mas se o pessoal em casa tiver o de canola, girassol... Isso, não tem problema. Excelente. Um azeite também? Não, azeite já não cabe. É, o azeite tem um gosto, apesar de ser delicioso, mas ele tem um gosto um pouquinho mais forte. Entendi. E não há necessidade também. Ele vai roubar o sabor da nossa receita. Aí a pessoa, se ela quiser usar o azeite, ela pode depois da laçada, pôr um fio. Ai, que delícia. Fica bom. Por último, a gente vai colocar o ingrediente... Isso. O seco, né? A farinha. O seco, Zé. Então, aqui eu tenho a farinha de trigo, o amido, o sal e o fermento. É interessante, caso as pessoas não queiram consumir glúten, pode substituir, tirar a farinha de trigo e colocar a mesma quantidade em amido. Não tem problema. Aqui você colocou ele por último, mas eu poderia misturar na hora que você bateu ali o ovo, ou seria melhor nessa ordem? É, eu prefiro nessa ordem. Nessa ordem, tá. Tá. Bom, aqui se você quiser colocar uma pimenta, pode Tem gente que gosta Eu aconselho a dedo de moça, um pedacinho Ou então, no meu caso, eu vou colocar noz moscada Noz moscada que eu acho mais suave, né? E ela dá um sabor, gosto. Isso, sempre raladinha na hora. Poderia ser uma pimenta do reino? Pode, pode sim. Tem pessoas que não podem com pimenta do reino, mas fica à vontade. É a gosto, né? Mesmo o sal, eu coloco uma colher de sobremesa, Porque já vai o presunto, já vai outros itens, o queijo, né? Itens salgados. Mas você pode colocar um pouquinho mais de sal, dependendo do seu gosto. Aí a gente unta uma forma, tá? Aqui eu untei com óleo e farinha. Seria só... Aí a gente coloca na nossa forma. E rende bastante, né? Rende. Você vê, 600 gramas de abobrinha, não parece muito, são duas abobrinhas. Aham. Mas dá uma boa. E aqui também eu vou... É possível também você polvilhar uma mussarela, se você quiser, por cima. Ou o próprio queijo. Ou parmesão. Parmesão. Completar ainda... Isso. A receita. Exato. Agora é ir pro forno. Quanto tempo no forno? Meia hora. 30 minutos, forno a 180 graus. Além de ser prática, uma receita prática, rápida, ainda não gasta nem gás, né? Não, é rapidinho. E também é assado, não vai fritura, não é frito, então... Cris, vamos fazer o seguinte então, vamos colocar no forno, vamos dar uma organizada aqui na nossa mesa e a gente já volta com a receita prontinha. Isso mesmo. E olha só, estamos de volta aqui. A Cris já desinformou, mas nem precisava, né? Ou precisava desinformar? É, fica melhor. Fica melhor com a apresentação, né? De repente quer impressionar a visita, né? Exato, pra servir também. Agora estiver com pressa... É, não precisa, né? Não precisa. E agora chegou a parte mais difícil desse programa, que é experimentar a receita, né? Olha só, hein? A Cris vai cortar um pedacinho pra mim, então. Ela tá... Olha, ficou até crocante. É o queijo que faz isso. É o queijo, é. E ela tá bem morninha. Olha só como é que ficou. Você tinha comentado que a gente poderia colocar espinafre também, se quisesse, né? Sim, espinafre, frango, atum, o que você tiver assim, disponibilidade. Então o pessoal de casa aprendeu uma receita aqui que a base é de abobrinha, mas tem aí as variações, né? E essa receita também é interessante fazer para criança. Vou colocar em formas de cupcake, forma bolinho, e eles adoram. E aí você acaba incluindo, né? Porque é difícil criança comer legumes, né? Exato, exato. Eles gostam porque tem frango, tem... e comem os legumes juntos. Bom, como eu não sou criança, né, e não tenho essa dificuldade com legumes, eu vou experimentar aqui. Enquanto eu vou comendo aqui, vou saboreando, a Cris vai falar os contatos, né? De repente o pessoal de casa quer conhecer mais sobre o seu trabalho e quer outras receitas, né? Onde que eles te encontram, Cris? Sim, eu tenho o site, é doceforno.com.br. Também temos várias fotos no Instagram, arroba doceforno. E no Facebook, facebook.com.br doceforno. E tem o WhatsApp também, se precisar. É 19-997-81-8060. Hum, gostou? Nossa Tá leve Não é uma coisa pesada Ela vai muito pouco farinha Olha só, gente Eu não sou bobo nem nada Vou continuar aqui Saboreando a quiche E aí a Cris vai voltar em outro programa Com a gente, vai ensinar uma outra receita Pra vocês E a gente vai ficando por aqui, né Cris? Porque tem essa quiche inteira ainda Muito obrigada. fica por aqui. Muito obrigado pela sua companhia e audiência nesta quarta-feira. Lembrando que amanhã, a partir das 9 horas da manhã, tem as reuniões extraordinárias com transmissão da TV Câmara Campinas ao vivo e nos vemos novamente na sexta-feira, logo depois da entrevista coletiva do prefeito. Então, Câmara Total começando por volta das 11 horas ou um pouquinho mais tarde. Tá certo? Um grande abraço e até sexta. Legenda Pedro Esteves Legenda Adriana Zanotto