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Olá, seja bem-vinda, seja bem-vindo, sextou o doze de março de dois mil e vinte e um, começa agora o Câmara Total ao vivo, onze horas e três minutos e eu quero a sua a participação através do número do WhatsApp, que já está aqui embaixo da sua tela. 19 é o nosso DDD 978293776. Ou você tem a opção de enviar uma mensagem através do nosso QR Code. Olha só, estou apontando aqui para ele. Você vai pegar o seu celular, abrir a câmera, como se você fosse tirar uma foto. E aí já vai aparecer lá, o WhatsApp TV Câmara Campinas. Você clica e a gente conversa ao vivo nesta sexta-feira. Confira agora os destaques de hoje. Câmara aprova por unanimidade o projeto de lei que coloca Campinas no consórcio para a compra de vacinas contra a Covid-19. Vereadores aprovam em votação final criação do Fundo do Trabalho e do Conselho do Trabalho, Emprego e Renda de Campinas. Na série especial sobre a pandemia, confira as sequelas emocionais para o infectado e para a família. E no esporte, campeonato paulista paralisado, a partir de segunda-feira. Neste fim de semana, Guarani e Ponte Preta entram em campo. Muito se fala sobre o baque físico que o coronavírus causa, levando a quadros graves e deixando sequelas a médio e até a longo prazo. Mas existe um ponto importante que também deve ser falado sobre a Covid-19. As sequelas emocionais para o infectado e para a família também. A CIDADE NO BRASIL que teve que acompanhar tudo apenas de casa, desde o primeiro dia de internação. Olha, quando eu fiz a ligação, fiz uma chamada de vídeo, o primeiro a receber a notícia foi o Felipe. Esse já começou a chorar, já me deixou bem preocupado. Logo em seguida avisei o William, meu outro filho, e em seguida eu liguei para minha esposa. Ele falou, olha, estou sendo entubado agora. E desliguei o celular. E aí foram 16 dias entubados. Foi uma coisa muito, pra mim, rápida, mas pro meu familiar foi uma eternidade. Porque só vinha notícias ruins no começo, né? 16 dias de entubação entre os 32 totais de internação. Durante esse período, algo curioso aconteceu. Existe uma música do Elton John lançada em 2013 que se chama Skyline Pigeon. Na tradução em português significa pombo do horizonte. Ela fala sobre a sensação de angústia de estar dentro de uma sala escura, vazia e solitária. E assim como um pássaro engaiolado do desejo de enfim sair de lá e voar em liberdade. Edson ficou ouvindo essa música repetidamente enquanto esteve internado Como uma clara metáfora da própria experiência de confinamento que teve enquanto esteve infectado pela Covid-19 Só que a música não tocava nem na rádio e nem no celular, tocava dentro da cabeça dele Isso era só uma parte das confusões mentais comuns em pacientes internados com Covid-19 O vírus embaralha qualquer noção de espaço e tempo. Aí chegou uma hora que eu vi que eu estava todo cheio de negócio no peito, negócio aqui. Falei, nossa, eu estou no hospital ainda. Nisso, eu já estava abrindo e fechando o olho e meu filho chegou. Eu abri o olho, ele falou, pai, podemos conversar um pouquinho? Eu balancei a cabeça. Aí ele falou assim, você sabe quanto tempo faz que você está aqui? Eu falei, três dias. Tá bom assim, né? Três dias. Ele fez, não, faz um mês que o avô faleceu. Essa sensação de descolamento que leva à tristeza é frequente para quem está internado com coronavírus, diz essa psicóloga. O que a gente vê que traz o maior impacto emocional para o paciente é a questão do isolamento. Então, a partir do momento que ele entra no hospital, e pode ser uma internação rápida até, né? Às vezes dois, três, quatro dias, mas ele fica totalmente isolado. E qualquer profissional que entra está paramentado. Isso também tem um impacto muito grande. Impacto foi o que sentiu o seu Gervásio, de 76 anos. Foram seis meses de uma internação que inicialmente nem era por conta da Covid-19. Ele ia fazer um tratamento de coração e se contaminou com o vírus dentro do hospital, sofrendo diversas complicações físicas e mentais. Eu tive problema, mais uma vez, problema cardíaco, problema pulmonar, problema do intestino. O vírus, ele ataca a gente de uma tal forma que você se sente assim, você está fora do ar. Eu me senti assim um maluco. Tinha coisas assim que... era tudo coisa de outro mundo. A cabeça voltou à normalidade, mas a órtese na perna direita é apenas uma das várias lembranças que ele tem dos dias sombrios que viveu. A dificuldade para andar é sequela do vírus, desde que teve alta em agosto do ano passado. De lá pra cá, sua parceira e quem o ajuda em tudo em casa é a esposa, Dona Reni, com quem é casado há 55 anos. E que sufoco ela passou. Você vem para casa, você fala, meu Deus, será que amanhã eu vou encontrar ele vivo? Sabe? Porque ele estava muito mal, muito, muito, muito mal. Então, você fica naquela, sabe? A única coisa que eu fazia era rezar, pedir proteção para Deus, para ele e para aqueles que estavam lá do lado dele. Agora, ambos se recuperam do que passaram física e emocionalmente. Edson curte o carro que ganhou de presente da família quando saiu do hospital Seu Gervásio, já vacinado contra a Covid-19, curte a melhor idade em casal Agradecido pela vida e pela segunda chance que recebeu Como dois passarinhos que sonham em voar em um mundo sem pandemia Eu estou aqui não é porque eu sou mais bonito que ninguém, mais forte Nem porque Deus gosta mais de mim, não é nada disso não Eu estou aqui para cumprir uma incumbência que ele deixou para mim, para me avisar você, para avisar você, que são meus conhecidos. Se por acaso vocês sentirem alguma coisa diferente, corra, filha, corra. A coisa mata. Mato sem você perceber Valorizar a vida Hoje, um copo d'água pra mim significa muito O que eu mais quero é viver, é passear com as minhas netas Embora eu não pode ainda, né? Mas o que eu mais quero é viver Viver, viver, abraçar cada um dos meus familiares Pra eu conseguir vencer o Covid Música It was a dream to live so very, so very far behind e a gente passa a dar mais valor, né? As pequenas atitudes do nosso dia a dia. Bom, onze horas e treze minutos, a Mina Abreu está aqui nos nossos estúdios, Mina, seja bem-vinda, daqui a pouco as notícias do Primeiro, as notícias da metrópole de Campinas, porque como nós acompanhamos na reportagem há pouco, na nossa série especial sobre a Covid-19, as pessoas algumas com sequelas, outras ainda lutando contra a doença. Então, a gente vai fazer aquele panorama da pandemia no nosso país, depois do estado de São Paulo e na cidade de Campinas. Seja bem-vindo e bom dia. Bom dia, Gabriel. Bom dia a você de casa. Olha, depois dessa reportagem emocionante aí que fecha a série sobre a Covid-19 e o impacto nas vidas de muitas pessoas, a gente fala, infelizmente, de números que continuam avançando no nosso país. Olha, são 11.277.717 casos da Covid-19 até esta quinta-feira, com 75.412 novos casos da doença. Nós registramos até esta quinta-feira também 272.889 mortes devido à Covid-19. Então, números aí também batendo cada dia mais, um recorde em cima do outro, em 24 horas, o número de óbitos por todo o país. No estado de São Paulo, são 2.164.066 casos de Covid-19, somando 63.010 mortos devido à doença. Na região metropolitana de Campinas, agora a gente vai falar aqui da nossa região, 182.344 confirmados e Campinas, até esta quinta-feira, confirmou 73.598 casos da Covid-19. Indaiatuba aparece na sequência com 15.621, Sumaré 13.595, Americana 12.068, Santa Bárbara do Oeste 10.994, Hortolândia 9.620, Paulínia 8.239, Valinhos 7.550, Itatiba 6.233 e na sequência os municípios da RMC que tem menos de 5 mil casos da Covid-19. Vinhedo, depois aparecem então as cidades de Cosmópolis, Jaguariúna, Montemor, Nova Odessa, Artur Nogueira, Pedreira, Santo Antônio de Poce, Engenheiro, Coelho E as únicas cidades que permanecem com menos de mil casos são Olambra com 957 e Morungaba com 564 Agora nós vamos falar dos óbitos na região metropolitana de Campinas. São 4.620 mortes confirmadas pela doença e Campinas lidera esse ranking com 1.985 mortes confirmadas até esta quinta-feira, números que serão atualizados ainda nesta sexta-feira na coletiva do prefeito às 3 horas da tarde. Sumaré aparece na sequência com 381 mortes, Indaiatuba 372, Americana 307, Santa Bárbara do Oeste 298, Valinhos 280, Hortolândia 279, Paulínia 117 e na sequência cidades com menos de 100 óbitos. Itatiba, Nova Odessa, depois nós temos Montemor, Vinhedo, Cosmópolis, Jaguariúna, Artur Nogueira, Pedreira, Engenheiro, Coelhos, Santo Antônio de Poce, Morungaba e a única que agora tem menos de 10 óbitos é Olambra, com 8 registros. E agora a gente vai falar um pouquinho de Campinas, Gabriela, olha, 24 horas, 377 casos a mais e 10 óbitos a mais, óbitos esses que são confirmados desde o dia 3 de março. Entre as vítimas, uma mulher de 51 anos que tinha comorbidades e um homem também de 31 anos com comorbidades. Chama atenção, né? 31 anos, muito jovem, é uma faixa etária muito grande, que a gente ao mesmo tempo que tem uma mulher de 88 anos perdendo a vida, a gente tem um homem de 31 anos. É uma diferença de mais de 50 anos, o que mostra que a doença não escolhe a faixa etária. Sim, e quando a gente fala ainda sobre os leitos, que hoje é a grande agonia da maior parte dos municípios em todo o país, em Campinas não é diferente. Até esta quinta-feira, olha só, nós tivemos aí 95,78% de ocupação. E no SUS Municipal, que é a Rede Mário Gatti de Urgência e Emergência, que atualmente nós temos aí o Hospital Ouro Verde e o próprio Hospital Mário Gatti, 100% de leitos ocupados dos 119 disponíveis, todos eles com pacientes. Lembrando que o prefeito já tinha afirmado na última quarta que nós temos pacientes à espera de um leito. Olha, no SUS estadual, 30 leitos disponíveis, 29 ocupados. E na rede particular, 183 leitos disponíveis, dos quais 170 ocupados, uma ocupação de 92,90%. E, diante disso, nós tivemos aí ontem a ida do prefeito Dário Saad até São Paulo, justamente para discutir a situação da cidade e a necessária ampliação de leitos da UTI e enfermaria para os pacientes da Covid-19. Nesta manhã, nós tivemos uma coletiva no hospital, no HC da Unicamp, e a gente sabe que daqui a pouco, ainda no Câmara Total, você vai saber quais são as medidas que a universidade está tomando para ampliação de leitos. O nosso repórter André Aranha acompanhou tudo e daqui a pouco a gente traz isso para você, ainda hoje no nosso programa. Mas olha só, na pauta da reunião lá em São Paulo, foi discutida a abertura de 20 novos leitos de UTI no AME, que é o Ambulatório Municipal de Especialidades e também, claro, na Unicamp. E o prefeito solicitou também recursos do Estado para pensar em uma operação no Hospital de Campanha, que já tem a estrutura montada lá na sede dos patrulheiros. Até então, a gente sabe que tem sido muito falado pela Prefeitura de evitar a utilização dessa estrutura, mas nós já chegamos em um ponto em que toda a rede aparece ocupada, então a Prefeitura, pelo jeito, agora precisa que isso seja reativado, mas a gente aguarda aí um posicionamento que pode ser tomado ainda hoje nessa coletiva do prefeito. Também a prefeitura está prevista para hoje ainda, era para ontem, mas parece que ia começar hoje, a gente está aguardando também nessa coletiva, se essa operação também foi iniciada, transferência de pacientes para o hospital metropolitano, que na semana passada foi encampado pela prefeitura. Então, a ideia é que 17 pacientes que estavam internados na enfermaria estavam ocupando os leitos disponíveis e 13 no gripário e a previsão era iniciar com 10 leitos de UTI agora lá no metropolitano e que isso seja, então, depois paulatinamente até 30 leitos previstos lá naquela unidade e a gente aguarda também uma possível confirmação de que essa transferência tenha sido efetivada ainda hoje. Então, olha, muita expectativa em torno dessas medidas. Reorganização, né, na área da saúde. Já foi anunciado que, inclusive, a partir de segunda-feira, o Centro de Saúde do Costa e Silva, nós temos também a unidade do Centro de Saúde do São Bernardo e do Jardim Capivari, eles vão ser exclusivos para pacientes Covid, e aí esses pacientes que serão encaminhados, então, para o Mário Gatti e para o Ouro Verde. Então, é uma forma de evitar, inclusive, que muita gente circulando ao mesmo tempo, e a partir de segunda-feira também já foi anunciado, que tanto o Mário Gatti quanto o Ouro Verde só vão atender a emergência, que são os traumas, vítimas de acidentes, de alguma coisa urgente, mas quem estiver passando mal por uma gripe, por um sintoma respiratório, deverá procurar uma dessas três unidades que eles vão chamar de gripário para então ser encaminhado caso seja necessário a internação ou um outro tipo de atendimento um pouco mais preparado, especializado. E a gente aguarda então toda essa reorganização da cidade, que é uma forma e uma tentativa de resolver a questão dos leitos em Campinas, Gabriel. Enquanto isso... Vamos falar então sobre vacinação, estou com o site aberto aqui, vacina.campinas.sp.gov.br, porque a partir de hoje, olha só, uma boa notícia, né? A programação, a vacinação para as pessoas que têm 73 e 74 anos, o agendamento começando hoje. Então, a partir das 9 horas da manhã, você aí de casa conhece alguém, tem algum familiar ou você, entre 73 e 74 anos, faz o seu agendamento através do site vacina.campinas.sp.gov.br. E indo um pouquinho mais aqui para baixo, olha só, menina Abreu, a gente tem o total de pessoas que já foram vacinadas no nosso município. 124.381 pessoas, dos quais 87.686 já tomaram a primeira dose da vacina. E neste momento, além de abrir o agendamento para as pessoas com 73 e 74 anos, a Prefeitura de Campinas e a Secretaria de Saúde em especial faz um apelo para que as pessoas com idade entre 75 anos ou mais também façam esse agendamento. A gente está falando aqui do site, mas você que não tem acesso à internet, use o Disque Saúde, que é o telefone 160. Então, inclusive, está havendo um apelo nas redes sociais, da própria prefeitura. Você que é mais jovem, tem acesso à internet e consegue ajudar um familiar, alguém que tem essa idade e que não consegue fazer o agendamento, ajude. entre lá no vacina.campinas.sp.gov.br pra auxiliar essa pessoa pra que ela faça o agendamento olha, ou então no telefone 160, porque muitas vezes essas pessoas falam eu não consigo agendar, eu não tenho acesso então é um momento de todo mundo também se ajudar pra que a gente consiga aí cumprir essa meta olha, a gente tem uma expectativa de que os idosos nós temos aí 12 mil 317 idosos entre 75 e 79 anos que já se vacinaram, uma cobertura de 66% da população. Pouco ainda, hein? Pouco ainda. A gente tem, como foi dito, mais de 4 mil doses à espera desse público, justamente para a gente poder ter essa cobertura também nessa faixa etária. 34% da população entre 75 e 79 anos ainda não se vacinou. É muita gente sem vacina. Isso, então, você que está nessa idade, peça ajuda a um parente, a um filho, a um neto, para que ligue no 160, às vezes o telefone está ocupado, insista ou peça para que essa pessoa que tem acesso à internet possa auxiliá-lo nesse agendamento. Lembrando que é preciso, quando entrar no vacina.campinas.sp.gov.br, entrar em agendamento, não em pré-cadastro, é agendamento mesmo. E ali você vai ser direcionado para um dos cinco locais que hoje Campinas tem disponibilizados para vacinação, que são o CVI, o Centro de Vivência do Idoso, que fica lá na Lagoa do Taquarau, a Escola Kaique Zeferino Vaz, que fica na Vila União, temos o Círculo Militar de Campinas, no Jardim Chapadão, A Casa da Criança Paralítica, no Parque Itália, o Centro de Imunização Noroeste, que é o antigo NAED Noroeste, na Vila Castelo Branco, para quem mora naquela região, é a antiga Escola Municipal Padre Silva, que durante um tempo, inclusive, enquanto o Centro de Saúde e Integração estava reformando, o Centro de Saúde estava funcionando lá. Então, para você ter referência, porque às vezes a gente fala na ED e as pessoas pensam, onde é o na ED? Então, é onde estava funcionando o centro de saúde, integração, enquanto o centro de saúde ali da Vila Castelo Branco estava reformando. Então, você que mora nessa região, não adianta ir direto, entre no site vacina.campinas.sp.gov.br, faça já o seu agendamento. Estado de São Paulo inteiro na fase vermelha, a cidade de Campinas logicamente está neste contexto com muitas restrições e isso tem impacto na economia. Isso, muito impacto. Quando a gente fala das mortes, das internações, o impacto, claro, primeiro é na saúde, mas na economia não é diferente. Olha, a região metropolitana de Campinas fechou a nona semana epidemiológica, que foi de 28 de fevereiro a 6 de março, com 4.700 novos casos, 146 óbitos, altas de 0,90% e 12,30% em relação ao período anterior. E esse impacto vai diretamente na economia sim. Essa observação foi feita justamente pelas medidas de saúde e agora o observatório da PUC Campinas também faz uma análise do ponto de vista da economia. E são impactos cada vez mais visíveis. Acompanhe. E aí se observa que o Brasil teve uma queda histórica do PIB de 4,1% em 2020 em relação a 2019, tendo um resultado, o segundo pior resultado foi em 2016, com uma queda de 3,5% do PIB. Então claramente estamos vivenciando a pior crise da história recente, Esse é o pior resultado desde 1996, quando a série histórica das contas nacionais começa. E com alguns destaques importantes. Temos aí uma queda do consumo das famílias, que foi por muito tempo a força motriz do crescimento econômico brasileiro. Uma queda de 5,5%. Temos aí uma queda do investimento privado em torno de 0,8%. E o que mais se destaca é uma queda do consumo do governo de 4,7%. E com o agravamento aí da situação, o economista fala da importância do papel do governo e diz que não é apenas a pandemia que é a culpada por esse momento de crise econômica no país. Isso só agrava a queda na demanda agregada, que seria toda a demanda da economia, num contexto como esse. O governo seria o único agente nesse contexto que poderia aumentar o seu gasto e de alguma forma promover via efeitos dinâmicos, via os multiplicadores, o crescimento. enfim, nesse contexto seria basicamente a mitigação dos efeitos econômicos negativos, mas esse consumo do governo, esse gasto do governo, certamente tem um papel importante em crises dessa natureza. O que eu quero frisar é que há algo mais grave do ponto de vista econômico do que se discutir o fechamento e abertura do comércio, que é justamente como criar alguns impulsos nessa economia que seja capaz de tirar o Brasil desse contexto de crise, que não é uma crise que pode ser totalmente atribuída à Covid-19, e sim uma crise, um contexto de estagnação que vem perdurando desde 2015, motivados por um efeito tardio da crise financeira no Brasil, da crise de 2008, e também da crise política que se instaurou no país nesse período. Estação complicada mesmo do nosso país, esse reflexo ainda deve permanecer durante um tempo, Foi por isso que a gente cobra uma vacinação um pouco mais acelerada para que a gente tenha o retorno de todas as atividades. Inclusive, a gente vai ter a situação emergencial com um novo horário para funcionamento, por exemplo, de supermercados, que até então estavam irrestritos, escalonamento. Então, a gente aguarda essas medidas e com certeza o impacto que delas virão. Infelizmente, precisamos dessa situação emergencial nos próximos 15 dias. No aeroporto Viracopos, aqui em Campinas, tivemos uma grande apreensão, né, Mirna? Essa apreensão aconteceu ontem à noite pela Receita Federal. Olha só, são seis quilos de cocaína dentro de uma carga que seria exportada para Portugal. O trabalho de inteligência identificou a carga, que é um transformador industrial, como risco para o tráfico de entorpecentes. E durante a inspeção indireta, as imagens do equipamento de raio-x não foram conclusivas, mas os cães de faro indicaram a presença do entorpecente. A gente observa aí o trabalho dos cães, justamente fazendo essa inspeção e aí os servidores do grupo de repressão tiveram que furar essas bobinas do transformador e aí localizaram a droga no interior. O pó branco reagiu aí a narcoteste e a carga foi enviada à Polícia Federal. Não foi informado pela nota da Receita Federal se alguém foi preso nesta operação. E para nós encerrarmos as notícias da metrópole de Campinas, atenção motoristas, porque teremos um bloqueio neste domingo, né? Isso, ali na Avenida Carlos Grimaldi, na altura ali daquela grande avenida que começa no Taquarau, vai até o Shopping Galeria. Olha só, nós temos aí essa no sentido centro, no trecho entre as ruas Carolina Zannini e Antônio Maurício Ladeira, das 8 da manhã às 4 da tarde, no domingo. O bloqueio vai ter um serviço ali de implantação de rede de esgoto da Sanasa e agentes de mobilidade urbana estarão no local para instruir os motoristas como fazer o desvio naquela região. Tá certo então, Mina Abreu. Muito obrigado pelas notícias da Metrópole. Daqui a pouco você retorna com as notícias do Legislativo com notícias importantes, né? Daqui a pouco então eu conto tudo. Até já então. Confira agora o reforço realizado pela Indec nas placas com mudança de velocidade Que já existe há muito tempo, mas que ainda confunde os motoristas Pois tem velocidades variadas no trecho bairro centro da avenida Lix da Cunha A reportagem é de Michel Morim A empresa municipal de desenvolvimento de Campinas, a Indec começou um processo de reforço da sinalização de trânsito nas principais vias que apresentam trechos com velocidade variada ao longo de sua extensão. É natural que uma via muito longa tenha diferenças de velocidades em função das características urbanas ao longo dessa via. E a preocupação da Indec foi agora reforçar com essa sinalização a fronteira do trecho em que a velocidade diminui. para alertar, um reforço na informação para que o motorista diminua a velocidade porque ele está entrando num trecho que tem outras características urbanas. Não é uma mudança de velocidade, apenas revitalização da sinalização. As velocidades das vias, elas estão diretamente ligadas à preservação da segurança na via. É esse o objetivo. E além disso, o Brasil segue os acordos internacionais da ONU de reduzir anualmente os acidentes de trânsito. Porque a gente sabe que o acidente de trânsito é como se fosse uma epidemia. É uma epidemia que é transmitida pelo desleixo, pela despreocupação, pelo excesso de confiança no volante. E por ser uma epidemia, a gente, como poder público, tem que fazer as campanhas para combater essa epidemia. A primeira via a receber a nova placa foi a Avenida Lix da Cunha. Por aqui circulam diariamente cerca de 46 mil veículos. O cronograma da Indec, que começou em fevereiro, deve ser concluído em abril. Esse modelo de placa é inédito em Campinas, então é a primeira vez que a gente está implantando ele em Campinas. E assim, é dentro de uma postura de respeito ao motorista, de informar isso para que ele não fique exposto por algum descuido a uma multa que não seria necessário ele ter. Então, é esse compromisso nosso, reforçar a informação para evitar uma penalidade que seria desnecessária. As vias que vão receber as novas sinalizações são Túnio Joá Penteado, Avenida Luiz Ismânio, Avenida Comendador Aladino Selme, Rodovia Heitor Penteado, Avenida Antônio Carlos Salles Júnior, em abril, Avenida Cônigo Antônio Rocato, Avenida Sílvia da Silva Braga, Avenida Washington Luiz, Avenida Magalhães Teixeira e Avenida Celso Silveira Rezende. O objetivo é ampliar a segurança viária e estimular o cumprimento da velocidade regulamentada em cada trecho. E a gente torce mesmo para que esse reforço da sinalização seja eficaz para evitar que os motoristas tomem multas por algum descuido ou até pela falta de informação. É esse o nosso compromisso de chegar antes do problema. Estamos apresentando o Câmara Total, 11 horas e 37 minutos, então nós vamos fazer o primeiro intervalo e na volta você vai conferir o movimento 21 dias de ativismo contra o racismo. Guarani e Ponte Preta entram em campo neste fim de semana antes da paralisação do torneio que acontece na próxima segunda-feira. E nós vamos mostrar também a Unicamp, que está se mobilizando para abertura de leitos de UTI e também vagas para enfermaria. Então, não saia daí. Pela terceira vez, o Centro de Referência em Direitos Humanos na Prevenção e Combate ao Racismo e Discriminação Religiosa da Prefeitura de Campinas, lançou o movimento 21 Dias de Ativismo contra o Racismo. O Centro de Referência em Direitos Humanos na Prevenção e Combate ao Racismo e Discriminação Religiosa da Prefeitura de Campinas lançou uma campanha 21 Dias de Ativismo contra o Racismo. A coordenadora do centro explicou o objetivo do trabalho. Dia 21 de março é o dia internacional de eliminação da discriminação racial. Então é um dia marcado internacionalmente. O nosso 20 de novembro, ele é marcado aqui no nosso país, no Brasil, por conta da morte de zumbi. Independente dessas datas comemorativas, o que nós precisamos ter noção exata é de que o racismo ocorre todos os meses do ano, todos os dias do ano. Ou seja, o combate e a prevenção também precisam existir em todas as datas, em todos os dias. A iniciativa visa estimular as pessoas a refletirem sobre o tema e também replicarem as informações nas redes sociais. Uma maneira de combater o racismo estrutural. O que está nas nossas estruturas, essas diferenças, as desigualdades e o preconceito também. Nós temos um número, um dado recente, nós estamos aí no início de 2021, então nós estamos com casos abertos, são quatro casos já abertos. Nós tivemos realmente um boom muito grande no ano de 2018. Toda essa iniciativa que é feita de dar visibilidade para o centro de referência é de extrema importância. Qual é a nossa maior dificuldade? As pessoas ainda não sabem o que é racismo. De acordo com a coordenadora do Centro de Referência, é preciso falar sempre sobre as questões raciais para que o maior número de pessoas seja sensibilizado e evitar situações como vandalismo que ocorreu na Fazenda Roseira no início deste ano. E a gente achava que essa discriminação religiosa estava tão distante de nós, em outras cidades, em outros estados, mas o que aconteceu na Fazenda Roseira fica evidente de que esse racismo religioso está presente em ações. Entre as ações da campanha estão previstas atividades educativas e a divulgação diária de materiais relacionados à promoção da igualdade racial. Nós temos aí as redes sociais, temos Facebook, Instagram também, é só colocar CR Combate ao Racismo, as pessoas começam a ter contato pelas redes sociais. No site da prefeitura também estamos lá Nesses 21 dias estamos colocando 21 dias de frases que são realmente instigativas Estimulantes para esse raciocínio que a gente precisa ter Nas relações raciais, de uma maneira geral E estamos localizados aqui na Avenida Francisco Glicério 1269, quarto andar, é o mesmo prédio do Conselho Tutelar Hora da gente falar sobre o Campeonato Paulista, que vai paralisar na segunda-feira, mas antes, as duas equipes da cidade entram em campo amanhã. Então, olha só, Guarani e São Bento se enfrentam no Estádio Brinco de Ouro, às quatro e meia da tarde, partida que vai ser realizada pela quarta rodada, Estádio Brinco de Ouro, lembrando aos torcedores com os portões fechados, São Bento que ainda não venceu na competição, Guarani segundo colocado do Grupo D. E um pouco mais tarde, a Ponte Preta vai a Ribeirão Preto enfrentar a equipe do Botafogo, que também luta pela vitória na competição. A Macaca, em busca da primeira vitória, tem apenas um empate e duas derrotas. Vamos à previsão do tempo agora? Fim de semana chegando, lembrando que estamos na fase vermelha, então muito cuidado para quem for aproveitar o sábado e o domingo, porque eles serão de sol e calor aqui na cidade de Campinas. Amanhã, tempo aberto. No domingo, a nebulosidade aumenta um pouco. Existe uma possibilidade de chuva, mas sem intensidade. Vamos às temperaturas, então. Olha só, sábado ensolarado, sem a presença de muitas nuvens. Mínima de 19 e a máxima pode chegar aos 31 graus, então calor no sábado. No domingo, aumento de nebulosidade, mas também permanece uma grande amplitude térmica de 19 a 30 graus, 11 graus de diferença, com mínima de 19 e a máxima podendo chegar aos 30 graus aqui na nossa cidade. Olha só, Campinas chegando ao limite em relação à ocupação de leitos para pacientes com Covid-19, ontem, conforme disse a Minabreu há pouco, 95,78% da capacidade, isso envolvendo rede municipal, rede estadual e a particular em Campinas. Por isso, a Unicamp anunciou hoje, agora há pouco, medidas para a abertura de novos leitos de enfermaria e também de UTI. E o nosso repórter André Aranha acompanhou tudo. Olá, André. É isso mesmo, Gabriel. Um abraço para você e a todos que acompanham o Câmara Total, a reitoria da Unicamp e também a superintendência. anunciaram na manhã desta sexta-feira como fica a situação com relação à abertura de novos leitos para a enfermaria e também o TI-COVID. Vamos acompanhar. Para anunciar a disponibilização para a região de Campinas, através da regulação da DRS, da CROSS, de 18 leitos imediatos, abertura para hoje, 18 leitos para COVID. e a programação de abertura de mais 36 leitos a partir da semana que vem, conforme forem chegando a equipe de RH. Enfermeiros, médicos, nós fizemos uma mobilização, o pessoal se prontificou, os médicos do HC, a estarem atuando nas enfermarias para receber esses pacientes. Então nós estamos também contratando enfermagem, fisioterapia, e outros profissionais que são necessários ao cuidado do paciente. Então, a programação é para os próximos dias, conforme forem chegando esses profissionais, nós abrimos mais 36 leitos de enfermaria. Com o controle, a modulação do atendimento ambulatorial nesse momento, que é um atendimento eletivo, nós vamos ter a possibilidade e a suspensão de cirurgias eletivas, que nós já falamos, nós vamos ter a possibilidade de transformar 10 leitos de UTI geral, que a gente fala que são usados para cirurgias, para UTI Covid também. Isso já a partir da semana que vem nós teremos essa disponibilização. O custo dos leitos, para você ter uma ideia, o custo de leitos de UTI, o valor médio é de R$ 2.500 por dia. Qual é o grande problema? Como a gente consegue habilitá-los no Ministério da Saúde, você consegue que o Ministério pague a diária de R$ 1.600 por dia. E o Estado complementa o resto. No caso, para chegar a 30 leitos de UTI que nós temos hoje, o Estado fez um convênio com a gente pagando tudo, algumas coisas integrais e algumas coisas de diferença. Então foi o que foi anunciado há um tempo atrás, que o Estado fez um convênio de 11 milhões e 800 mil reais para o custeio de seis meses de 30 leitos. Então esse dinheiro já veio, já está sendo usado As parcelas vão sendo disponibilizadas Mas agora como vai ter novo aumento A gente está negociando um novo aporte de recursos Porque são leitos muito caros, 2.500 reais em média por dia O paciente com a Covid exige um tratamento bastante rigoroso bastante trabalhoso e muita medicação, diálise, muitos deles precisam, então isso daí eleva o custo, eventualmente até mais do que R$ 2.500 por dia. Tem abertura lá de necessidade de médicos, mas o que é importante frisar é que a comunidade de médicos assistentes aqui, os médicos do HC, da faculdade, Eles estão trabalhando também, vão atuar juntamente com toda a equipe Nas enfermarias, as pessoas são das especialidades, mas estão em atividade de ambulatório Vão prestar atendimento e cuidados nas enfermarias também, médicos do HC Só que como a demanda é muito grande, a gente também fez a abertura de chamamento para médicos Para plantões e tudo mais Porque a necessidade De pessoal é muito grande Para estocar um leito 24 horas por dia Durante 7 semanas E uma grande Contratação De profissionais de enfermagem De fisioterapeutas também Para que os leitos sejam Funcionais Estamos a princípio contratando Pedindo 4 médicos Que pode O pessoal geralmente manda o currículo faz-se análise e vê conforme a necessidade. Inicialmente, quatro médicos, a princípio, a gente está, vamos dizer, precisando também. E de enfermagem e fisioterapeuta, mais ou menos 70 pessoas, para abertura de 36 leitos. Conversamos também com o reitor da Unicamp, Marcelo Nobel, que falou a respeito da situação da Covid-19, da pandemia aqui no HC. Vamos acompanhar. E nos outros dois hospitais importantes que a Unicamp administra, que é o Hospital Estadual de Sumaré e no Hospital Regional de Piracicaba também, cada um deles mais 10 leitos de UTI. Nestes dois casos, Regional de Piracicaba e Estadual de Sumaré, já está negociado com a Secretaria Estadual de Saúde os recursos para esses 10 leitos. Esses recursos ainda não vieram, mas estão já acertados. E aqui, nos leitos que estamos abrindo, tanto de enfermaria como de UTI, estamos também discutindo com a Secretaria Estadual de Saúde a necessidade de recebermos recursos para que esses leitos possam ser realmente mantidos. Esse recurso ainda não veio também, então nós estamos aqui realizando um esforço importante da universidade com relação a esta abertura, sabendo deste momento tão crítico, tão difícil, tão importante pelo qual passa o país e o sistema de saúde do país como um todo, em particular do estado e em particular ainda da região de Campinas. E conversando aqui com o pessoal do Hospital das Clínicas, a gente viu a possibilidade de rapidamente abrir esses leitos e contribuir cada vez mais e ainda mais neste momento tão crítico com a sociedade. Então, neste primeiro momento, a gente vai aportar recursos extra-orçamentários da própria reitoria para poder alavancar este processo, esperando, naturalmente, que algumas aberturas que já haviam sido aprovadas nos instâncias superiores sejam contratadas e que a gente possa ter, nesse meio tempo, também os recursos vindos do Estado. É importante destacar um aspecto relevante, que a gente já tem discutido e comentado isso, não está fácil contratar gente nessa área, porque a demanda é imensa. Então nós estamos buscando essas contratações, como vocês viram e já mencionaram, tem aí processos seletivos abertos, a unidade aqui, o Hospital das Clínicas, está fazendo essa busca por profissionais de maneira emergencial. É o que o momento exige, a realidade nos exige esta ação emergencial para poder contribuir com a cidade, com a região e com o país neste momento tão crítico. Muitas vezes a gente chama, a pessoa faz o exame, mas aí depois, no meio tempo, consegue outro emprego, ou às vezes sai, temos que começar o processo todo de novo, ou às vezes acaba não aparecendo, temos que fazer outro chamado, outro concurso. Então, há várias situações. Temos aí a necessidade de contratar e estamos fazendo isso da melhor maneira possível. Tá certo então, muito obrigado André Aranha por todas as informações sobre esta entrevista coletiva Que acabou agora há pouco sobre a reorganização da Unicamp Com o aumento aí de casos de Covid-19 no nosso município E consequentemente a abertura de novos leitos de enfermaria e também para a UTI 11 horas e 56 minutos, vamos fazer o seguinte Segundo intervalo aqui no Câmara Total E na volta tem as notícias de cultura para você poder se divertir no fim de semana, claro, de uma forma remota dentro da sua residência. E também as notícias do Legislativo aqui da Câmara de Campinas com informações importantes. Então não sai daí. Câmara Total de volta ao vivo nesta sexta-feira, meio dia em ponto, está na hora de conferir as dicas de cultura e entretenimento para o fim de semana. E ainda tem uma entrevista com um artista de circo que tem feito espetáculos de maneira remota. É o Cultura Total chegando para você. Oi, oi, oi, bom dia, boa tarde e uma boa noite para você que está aí. Está começando mais um Cultura Total aqui na tela da TV Câmara Campinas, neste dia 12 de março, dia do Bibliotecário. Um abraço a todos esses profissionais que valorizam demais a cultura e também a leitura no nosso país. E olha só, o programa de hoje está bem bacana, recheado de coisas boas, dicas interessantes para você curtir o fim de semana. Então nem vou enrolar aqui, roda a vinheta. E a gente começa com as notícias de cultura aqui da cidade. Até a próxima semana você pode visitar a exposição Polpa, Água e Matéria da artista visual Luciane Kunde dentro do espaço Gaia Virtual da Galeria do Instituto de Artes da Unicamp. Por meio de um software o visitante pode percorrer o espaço virtualmente como se estivesse lá dentro. E o trabalho da Luciane Kuhn é bem interessante. Na exposição Polpa, Água e Matéria, a artista reconstrói paisagens utilizando folhas secas, pigmentações de polpas, fibras vegetais e até a água da chuva como matéria-prima para a sua arte. Vale a pena conferir. Para acessar, visite a página da Galeria do Instituto de Artes da Unicamp em iar.unicamp.br barra gaia. É tudo de graça. O Centro Cultural Esperança Vermelha promove a partir desse sábado o curso História da África Que vai apresentar um panorama histórico sobre o continente em toda a sua diversidade e complexidade A ideia é mostrar como o Brasil está diretamente relacionado à África O curso será realizado por meio remoto sempre aos sábados Das nove da manhã ao meio dia e vai se estender até o mês de agosto As inscrições custam 40 reais e para mais informações, o site do Centro Cultural é o ccev.org.br. Acessa lá. Para quem gosta de circo e teatro, começa hoje pelo YouTube uma série de apresentações da companhia Circo de Teatro Tubinho. Serão 12 espetáculos gratuitos, sempre ao vivo, começando nesta sexta-feira, às 8 da noite, com a peça Tubinho, o Açougueiro. No sábado, também às 8 da noite, tem Tubinho, o Médico à Força. Você pode acompanhar os espetáculos pelo canal oficial da companhia no YouTube. Está aqui na tela para você conferir. Ah, e agora chegou a nossa hora do nosso bate-papo, né? Toda semana a gente entrevista algum artista aqui da nossa região. E dessa vez nós vamos conversar com o Bruno, que está aqui ao meu lado já via aplicativo Zoom. o Bruno Peruzzi, que na verdade é conhecido no meio artístico como o Palhaço Ticotoco. É verdade isso daí? O que é isso, hein, Bruno? Tudo bem? Obrigado aí pela presença. Olá, Rubens, tudo bem? É isso mesmo, eu sou o Palhaço Ticotoco, sou da companhia MB Circo, conhecido também às vezes como Bruno Peruzzi, é o meu nome aí de pessoa física, mas também como artista e palhaço dentro da companhia aí, atuando e fazendo várias coisas bem bacanas é isso o Bruno ele criou essa companhia MB Circo que oferece diversas oportunidades pra galera que quer se desenvolver artisticamente e fundou lá em 2014 e como é que tem sido essa trajetória da MB Circo, você tem uma sócia e daí isso cresceu já tem mais de 15 artistas aí com vocês, como é que tá sendo? Isso, isso, é definitivamente a gente começou em 2013, eu e ela, né onde a gente se conheceu em um hotel eu já trabalhava com palhaçaria em humanização hospitalar então eu já tinha um pezinho dentro do circo, daí a gente se conheceu trabalhando em um hotel com recriação, decidiu montar, criar esse sonho em 2013 e em 2014 a família foi crescendo e cada vez mais ela cresce e a gente vem aí trabalhando com vários espetáculos oficinas, intervenções circenses eu tenho em média hoje 15 artistas que trabalham com a gente, que fazem parte dessa família, entre eles pirofagista, palhaço malabarista buscador de fogo pirofagista, monociclista E tem alguns que são multi-artistas que acabam fazendo todas essas habilidades juntas E a gente atende toda a região, toda a parte aqui do interior Principalmente no interior de Campinas e região Porém a gente já teve algumas experiências aí pra fora do Brasil Umas turnê bem bacana e bem maluca Muito legal, e só pra gente registrar aqui a Dani Maimone Que é a sua sócia, que também é palhaça A Dani Esguela É isso? Corretamente E acertou o sobrenome dela Que às vezes é bem difícil Ela fica super brava quando acontece Quem criou a AMB foi eu e ela A Daniela Maimone Ela é cofundadora junto comigo Que a gente teve essa ideia Principalmente na época que a gente criou Era de facilitar o trabalho artístico Nas questões burocráticas A gente quando trabalhou Como artista a gente sabia as dificuldades que a gente encontrava. Então a MB surgiu na necessidade da gente estreitar e resolver alguns problemas que os artistas talvez não queriam mesmo, pra facilitar ele chegar a fazer o trabalho e toda a parte burocrática a gente tomava conta. Pagamento, contratação, logística, assim por diante. Daí nasceu esse sonho, a Daniele, Dani Esguela e em alguns outros espetáculos que a gente tem no repertório da companhia, ela é conhecida como a palhaça polenta também. Aí sim, né? E, Bruno, todo mundo tem um pouquinho de palhaço dentro de si? Sim, eu acredito que sim. Na questão da palhaçaria, a gente tem vários estudos, várias percepções, opiniões. Eu acredito muito que a questão do palhaço é algo mais puro que a gente tem dentro do ser humano. Então, todo mundo tem essa pureza, por mais que algumas pessoas pareçam que não, às vezes. Mas todo mundo tem esse lado E isso tem que ser desenvolvido Não é aquela pessoa que é o engraçadão da família Ou o tiozão que conta as piadas Que ele é um palhaço Mas aquela pessoa que transforma o momento Segundo a vida da pessoa Com uma fala, com um gesto Com um bom dia, assim por diante A questão de palhaçaria pra mim Ela é um pouco mais a fundo do que só fazer graça É, e é uma arte tão bonita essa Dos palhaços E a arte do circo, de um modo geral, já que estamos falando da sua companhia, é uma coisa tão importante e que vem, acho que, de tão longe a ideia do circo, que ainda assim continua fascinando gerações e gerações e acho que é uma coisa que sempre vai existir, né? Sim, é uma arte milenar O circo vem se adaptando constantemente Para sempre estar presente dentro da cultura popular Então ele tem uma potência muito forte Ele atinge qualquer lugar A gente tem alguns espetáculos E tem até como filosofia da companhia Levar alguns espetáculos para onde não chega a cultura E o circo tem essa potência A gente consegue dialogar com o público, a gente consegue montar um picadeiro e ligar uma caixa de som com bateria para apresentar no meio da rua, em qualquer lugar. O circo tem essa potência sensacional, é uma arte que nunca vai morrer, ela sempre vai se adaptar. A gente vê várias adaptações, como o Cirque du Soleil, por exemplo, que é um espetáculo contemporâneo hoje, que além da parte da palhaçaria, do circo clássico, ele tem dança, música, um monte de coisa, teatro. E você levantou uma bola importante, levar a cultura onde a cultura não chega. Por que é tão importante a cultura para as pessoas, já que a gente está aqui no Cultura Total? Por que é tão importante ter esse acesso, as pessoas terem o acesso à cultura? Lembrando que, por exemplo, nessa pandemia, um dos setores mais afetados é o da cultura e talvez está deixando as pessoas ainda mais tristes dentro de casa. Qual é a importância da cultura para as pessoas? A cultura, eu acredito, até um pouco mais pessoal, é de formação pessoal da pessoa. A cultura tem o potencial de transformar o ser humano Tanto a música, como a dança, como o teatro Nas questões de ser uma pessoa introspectiva Conseguir se expressar de alguma forma de arte, de alguma forma de cultura Independente qual seja, uma dança, um artesanato A cultura tem esse potencial transformador, eu acredito Então por isso que ela é tão importante E a questão dela ter sofrido tanto, por mais que a gente tenha essa, ah, o online a gente chega a todo lugar, a qualquer lugar do mundo, eu sou meio contraditório em relação a isso, eu não vejo isso como verdade absoluta, muito pelo contrário, eu acredito muito mais na proximidade, no olhar, no estar próximo, de a gente fazer algo cara a cara, sentir esse calor humano, do que fazer algo virtual que acaba sendo até frio, né? Mas a cultura é extremamente importante, independente de qual seja ela. Ela transforma, te deixa uma pessoa crítica, uma pessoa com opinião, uma pessoa verdadeira. Eu acredito muito nisso. E tem razão, né? E a gente percebe a diferença da pessoa que tem o acesso à cultura com a pessoa que não tem. É uma coisa gritante. Agora, Bruno, aí na MB Circo vocês têm um lema que seria conjugar o verbo palhacear. O que significa isso aí, hein? Ah, é a questão da gente poder levar essa parte da palhaçaria em qualquer coisa que a gente faça. A gente tem uma... na palhaçaria a gente faz a quebra do raciocínio lógico, então é muito legal. E hoje em dia, querendo ou não, tá muito fácil quebrar esse raciocínio lógico. Um bom dia pra uma pessoa que não tá esperando, você já quebrou totalmente o raciocínio dela e pode mudar o mundo dela, ou pelo menos o dia. Então esse palhacear aí é levar a parte da palhaçaria pra tudo que a gente conseguir fazer. Não vou falar que eu faço em qualquer momento, toda hora, porque também acordo com o pé esquerdo às vezes, né? Assim como todo mundo, ainda sou ser humano. Ainda bem. Acontece, né? Agora, deixa eu te falar uma coisa. Antes da pandemia de voltar para essa fase vermelha que o governo do estado decretou, vocês estavam fazendo uma turnê aqui pelo interior, como sempre fizeram, com esse espetáculo, o Cabaré Cirque Tal. É isso mesmo? Como é que é esse espetáculo? E também conta a respeito de todos os integrantes aí, porque tem você, tem a Dani e tem mais dois palhaços. Sim, sim, o Cabaré Cirquetal é formado por quatro artistas, são artistas que trabalham bastante com a gente, basicamente o elenco principal que sempre está junto, que é o Junior Taz, que é um irmão e ele fez a roteirização e a direção desse espetáculo, é o palhaço Nelson no bigodinho e temos o Eduardo Salzani também, que é o palhaço CV fino. E o legal desse cabaré é que ele é para toda a família, é um espetáculo super divertido e a gente traz palhaçarias clássicas e alguns números contemporâneos, além de habilidades técnicas, números de monociclo, trompete, malabares, entre outros. E como você estava comentando em relação à nossa turnê, foi a primeira apresentação do ano que a gente conseguiu fazer, foi muito bacana, a gente fez com todas as restrições possíveis, seguindo todos os protocolos, então a gente fez uma lista de inscrição, a gente mandava um formulário, a pessoa se inscrevia, a gente tinha uma quantidade de vagas delimitadas pela vigilância sanitária, A gente mandava o convite para a pessoa, da pessoa chegava, ela tinha que usar máscara, caso ela não tivesse a máscara, a gente cedia uma máscara que a gente tinha lá à disposição, fazia frição de temperatura e assim por diante. Eram três apresentações, a última a gente teve que cancelar por conta da chuva, que era um espaço aberto Porém as outras duas foram sensacionais A gente viu a necessidade como algo de sanidade mental Para as pessoas precisarem extravasar nesse momento Então tanto para a gente quanto para o público foi um momento bem especial e bem emocionante A gente acabou os espetáculos à flor da pele literalmente, e foi sensacional foi sensacional é muito legal, que mostra bem que se tiver a responsabilidade, é possível sim manter a cultura, mas é preciso uma série de fatores não só de quem está apresentando, mas também de quem está assistindo, enfim a possibilidade existe, basta querer e aproveitar a oportunidade que tem a gente tem um trechinho desse espetáculo, pra gente poder mostrar aí pro pessoal de casa Então, confere aí um trechinho desse espetáculo Cabaranha Circo e tal, da companhia MB Circo, olha aí. Ah, e a gente dá uma pausa nessa entrevista pra atualizar o calendário por aqui. Eu falei no começo do programa, né, que nesta sexta é dia do bibliotecário. Mas, neste domingo, é dia do pi. É, mas como assim o dia do pi? Pi, pi, pi, pi, pi, pi, pi, pi, pi. Você vai me perguntar. Pois é, para os fãs de matemática, o pi é um número infinito, representado pela décima sexta letra do alfabeto grego. o p***, que representa o valor da razão entre a circunferência de qualquer círculo e seu diâmetro. Ou seja, se você pudesse medir em uma linha reta a circunferência de um círculo e dividisse pelo diâmetro desse mesmo círculo, o resultado seria 3,1415926, por aí vai. Porque essa é a mais antiga constante matemática que se conhece. Legal, né? A gente aprendeu isso na escola, mas nem sempre a gente lembra só na hora de marcar uma área, por exemplo, de um terreno irregular. Mas o que isso tem a ver com o dia do *** celebrado em 14 de março? Então, é que nos países de língua inglesa, o formato da data é falado com o mês antes do dia. Assim, 14 de março, ou 14 barra 3, vira 3 barra 14. E logo se chega à forma mais abreviada no ***. Se você é fã de matemática ou nerd suficiente para isso, domingo é o seu dia, então aproveita. Eu estava procurando um motivo para abrir uma cerveja no domingo e já encontrei, né? Eu adoro matemática. Muito bem, a gente está aqui conversando com o Bruno Peruzzi, o palhaço tico-toco da companhia MB Circo, que está aqui conectado no Zoom, a gente estava conversando a respeito da pandemia e dessas dificuldades que os artistas têm enfrentado, mas que com criatividade e responsabilidade é possível ir além. O Bruno, como é que a pandemia tem afetado essa classe de artistas e eu digo mais, você como palhaço, o palhaço ele depende do riso da plateia, como é que que é ficar distante da plateia para poder continuar fazendo rir. Então, assim como diversas áreas, né, isso a gente não pode excluir ninguém, todo mundo foi prejudicado, né, e gravemente prejudicado. A arte, a parte da cultura da arte, ela teve... A gente é um gerador de aglomerações, um produtor de aglomerações. É difícil, a gente vai totalmente na contramão de todas as prevenções da pandemia. E pra gente transformar tudo que a gente faz com o público, o circo em si, ele tem essa interação, né? Essa necessidade. Não é um teatro, uma caixa fechada, que não todos os espetáculos, mas grande parte, não tem essa interação, a quebra da quarta parede. E o circo tem essa necessidade, sabe? Para mostrar que somos iguais, somos humanos. Eu não sou melhor nem pior que você, muito pelo contrário. Estamos juntos nesse mundo. Então ele tem essa necessidade. E para a gente fazer isso online, acaba sendo basicamente inviável. A gente não tem essa troca. A gente não consegue dialogar com o público. A gente não consegue ter um tiro de gargalhada. a gente não consegue saber se a nossa piada entrou no nosso time, o lag, as questões de comunicação, é muito complicado, e a gente tentou, a gente trabalhou muito com o virtual, porque o ano passado foi impossível, né, de realizar qualquer tipo de apresentação, não que esse ano seja possível ainda, até porque a gente vive num dos piores momentos da pandemia, e a nossa preocupação com o público é muito grande, né, além da nossa, a gente tem essa responsabilidade social mas trazer o online foi muito difícil, é frio, né é uma das coisas que a gente tava conversando é parece que a gente tá fazendo pro nada e a gente não tem resposta, a gente faz uma mega produção muitas vezes pra ter, sei lá 10 pessoas assistindo, até porque o pessoal tá cansado de live, né, então tem sido muito difícil e acho que passou um caminhão Tem sido muito difícil e é isso, faz parte do aprender, do reinventar, mas a gente está sentindo cada vez mais a necessidade de estar junto. Bom, é claro que a pandemia não tem a menor graça, porque a gente vê os números crescentes de casos acontecendo aqui no Brasil. e existe um dilema social que às vezes a pessoa em casa quer se divertir e outra pessoa fala, mas como ele está se divertindo com essa pandemia é possível gargalhar durante a pandemia e vou além rir é bom para imunidade é e é comprovado isso inclusive eu cheguei a fazer um curso com o Pet Adams quando eu trabalhava com humanização hospitalar Que o efeito do riso, o efeito desse carinho, de tudo mais Ele afeta realmente pra uma melhora do corpo Uma melhora das pessoas, uma melhora de imunidade e assim por diante Eu acredito que sim, é possível A gente tem que encontrar momentos bons pra fazerem sentido na nossa vida A gente tá vivo Porque se a gente não conseguir sorrir, a gente não conseguir agradecer A gente não conseguir ficar feliz Não faz sentido a gente estar aqui, né? Então eu acredito que sim, é possível Na medida do possível A gente vive um caos tão complicado Que se a gente não tiver esses momentos de descontração A gente não consegue continuar a fazer o que a gente precisa fazer Isso veio aí pra provar que a gente somos seres humanos A gente tá suspeito às falhas A gente não controla aí o mundo inteiro mas a gente tem que tentar fazer o melhor, tentar ver o lado bom de tudo na medida que é possível pra gente continuar seguindo, né e é possível sim, dar algumas agalhadas, a gente precisa rir, a gente precisa senão não faz sentido, né É, isso mesmo Bruno Peruzzi, muito obrigado por essa entrevista deixa um contato pro pessoal aí, quem quiser procurar pela companhia como é que faz Ah, muito obrigado, eu que agradeço foi uma conversa muito gostosa, sim passou até rápido pra mim ficaria aqui dias conversando e agradeço aí quem estiver nos vendo e peço pra seguir a gente, siga a gente nas redes sociais arroba mbcirco tanto no Instagram quanto no Facebook temos o nosso site lá a gente publica todo o nosso material a gente publica as ações que a gente vai realizar e assim por diante segue lá gente que vai ser um prazer ter vocês com a gente muito legal, obrigado aí mais uma vez pela entrevista, sucesso pra toda a companhia E fazer rir é bom demais, né? E para você que está aí em casa buscando mais alguma coisa para fazer nesse fim de semana Está difícil, né? Mas eu separei algumas coisas para você curtir aí de casa, olha só Pois é, chegou a hora da gente conferir as estreias das plataformas de streaming Começando pelas séries The One estreia na Netflix nesta sexta-feira Uma pesquisadora ajuda a descobrir como encontrar o par ideal com base no DNA. Por isso, cria um novo serviço de relacionamentos e logo tudo sai do controle. The One já está disponível na Netflix. Dentro da plataforma Netgear da Disney+, estreia A Melhor Ideia. Cinco estudantes de diferentes pontos do planeta apresentam as suas invenções a uma das competições de empreendedores mais prestigiadas do mundo inteiro. Entre os filmes tem a estreia de Enquanto Estivermos Juntos, na Amazon Prime Video. O filme conta a história de Jeremy Camp, cantor de rock cristão, que tende a superar a dor da perda da esposa enquanto aumenta o seu sucesso como artista. Enquanto Estivermos Juntos entra no catálogo da Prime Video neste sábado. E para a família toda tem Dia do Sim. Ah, essa aí dá até arrepio em quem é pai e mãe, né? Acostumados a sempre dizer não para os filhos Um casal resolve tirar um dia de folga das regras E passa a aceitar de tudo Já viu a confusão que vai dar, hein? Dia do Sim estreia nesta sexta-feira na Netflix Valeu, galera! Chega por hoje E não deixe de enviar a sua mensagem O nosso número do WhatsApp é o 978293776 Na próxima semana eu volto com mais dicas de cultura pra você Um grande abraço, até lá. Tchau. E para você também, hein? Tchau. Tchau para você também, Rubens Morelli, que retorna na próxima sexta-feira, sempre com uma entrevista bacana e dicas importantes para você assistir aí na sua residência residência e poder se divertir mesmo na fase vermelha nesta época que nós estamos passando de pandemia. Meio dia e vinte e cinco, a Mina Abreu está de volta aos nossos estúdios, agora com as notícias do Legislativo, atualizando os eventos que nós tivemos aqui na Câmara, como uma audiência pública. Seja bem-vindo e boa tarde. Boa tarde, Gabriel. Boa tarde a você de casa. E ontem a Câmara discutiu, através da Comissão de Constituição e Legalidade, um projeto de autoria do prefeito que extingue e cria cargos comissionados na prefeitura. Acompanhe. Projeto de lei complementar número 14 de 2021, processo 233385 de autoria do prefeito municipal que extingue e cria cargos em comissão de direção, chefia e assessoramento. todos de livre provimento e exoneração, fixando suas atribuições e requisitos, extingue e cria funções gratificadas e revoga parcialmente dispositivos da Lei Complementar nº 64 de 2014, com a redação que lhe foi dada pela Lei Complementar nº 90 de 2014 e outros atos normativos municipais e da outras providências. E técnicos da prefeitura detalharam a proposta, olha só, Ayrton Aparecido Salvador, que é o diretor do departamento de gestão e desenvolvimento de pessoas e o secretário municipal de justiça, Peter Panuto, estiveram nesta audiência pública. Panuto detalhou as principais mudanças. Esta lei, embora ela tenha uma estrutura relativamente simples, mas ela traz algumas balizas importantes. Então, primeiramente, é a gente estabelecer as funções, as atribuições de cada carga. Nós procuramos estabelecer isso com maior detalhamento. Segundo, nós fizemos uma distribuição dos cargos entre as secretarias Então uma crítica que o Ministério Público tinha ou tem Com relação às leis declaradas em constitucionais, as leis municipais É que não havia esta distribuição Como se o prefeito tivesse ali uma disposição à sua disposição uma quantidade grande de cargos. Então, para evitar essa crítica, nós fizemos uma alocação da quantidade de cargos nas respectivas secretarias. Além disso, nós também estabelecemos requisitos com comunidade, níveis de escolaridade, que vão tornar mais rígida a ocupação desses cargos. O secretário afirmou ainda que a mudança trará economia aos cofres públicos. Nós estamos aqui propondo a extinção de 1.150 cargos de comissão Criando 723 cargos em comissão e 394 funções de confiança Essas funções de confiança são específicas para servidores de carreira E os demais, 723, podem tanto ser ocupados por servidores de carreira, como também pessoas que preencham os requisitos, mas que venham de fora da administração. Na numeração, aqui dentro dessa quantidade de 723 cargos, há uma diminuição de 11% dos cargos de assessoria, considerando os cargos já existentes. O que vai gerar uma possível economia de até 5 milhões de reais anuais. E questionado a respeito da ocupação desses cargos por servidores, o diretor do departamento de gestão e desenvolvimento de pessoas informou como funciona essa questão. Os cargos de estrutura da prefeitura atualmente que estão ocupados diretores da prefeitura 60% deles são ocupados por servidores de carreira cargos de coordenação 70% hoje estão ocupados por servidores de carreira e os cargos de chefe de setor, 100% deles ocupados por servidor de carreira. Então, esse é o quadro, como que está distribuído hoje na Prefeitura de Campinas, para ter uma ideia. Olha só, e agora o projeto vai passar pela Comissão de Constituição e Legalidade, que tem sete membros, e se receber o parecer favorável após essa audiência pública, Então, estará pronta para ser votado em plenário. Agora, Mirna Abreu, esta semana nós tivemos uma discussão, né, aqui no Legislativo, de forma virtual, da situação dos centros de saúde em relação à pandemia, né? É, a reunião foi comandada pelo vereador Cecílio Santos e é justamente para entender como funciona os centros de saúde neste momento. O assunto principal do debate por videoconferência foi o fortalecimento dos centros de saúde na fase vermelha do Plano São Paulo de contenção à pandemia O debate foi comandado pelo vereador Cecílio Santos, do PT Uma das preocupações nossa é justamente a unidade básica de saúde principalmente nesse período da fase vermelha da pandemia que acaba tendo que alterar sua rotina e, portanto, dificulta um pouco para nós, do ponto de vista de usuários, o acesso, seja a suspensão de consultas, serviços de rotina da unidade, que em muitas situações, dependendo das condições físicas da unidade, ela não consegue manter. Então, é por isso a importância de a gente fazer esse debate, esclarecendo a população e também colhendo sugestões de possíveis melhorias possam ser apontadas ao Executivo, no sentido de que garanta à população o acesso à saúde. E nós, enquanto representantes dessa cidade, estamos querendo discutir a cidade como um todo, estamos querendo apresentar propostas para minimizar e para que a nossa população possa atravessar esse período com menos sofrimento. Está bem difícil, porque a gente tem tido muita dificuldade entre os governos, tanto municipal como estadual e nacional, mas a gente não deixa de cumprir o nosso papel. Então, agradecer por estar hoje como liderança dessa bancada, agradecer aos meus pares. O impacto da Covid-19 nas unidades básicas foi debatido pelos convidados. Existe um processo histórico acumulado de enfraquecimento da atenção primária na cidade de Campinas que cobra seu preço num momento de crise, de desgaste, de tensionamento do sistema, feito é o que a pandemia nos impõe. É uma situação em que todas as estruturas da rede têm as suas fragilidades muito nitidamente reveladas. e particularmente na atenção primária, o que nós vimos no começo da pandemia de fato houve uma incerteza sobre qual seria o papel da atenção primária na gestão e no cuidado nessa crise, a gente sabe que por exemplo houve países em que a atenção primária foi mantida lá no começo da pandemia feita a Itália e que a gente teve uma alta taxa de adoecimento de profissionais da atenção primária que ainda não estavam preparados para enfrentar a pandemia, mas nada do que aconteceu no começo é o que a gente tem para fazer hoje. Hoje nós temos já um ano de convívio com essa doença, temos um ano já de consequências acumuladas dos erros e acertos da gestão dessa crise, portanto agora a gente já pode dizer que a gente tem mais informações, tem informações suficientes para poder acertar mais e errar menos. Além desse problema de contratação, eu acho que nós temos que tocar também na questão estrutural. Nós falamos aí em manter ambientes limpos a fim de promover mais saúde, prevenir doenças, e nós temos, nesse exato momento, problemas estruturais importantes na cidade. Vou tocar apenas no exemplo do Vilage, nesse momento, que é uma unidade, teve inclusive uma denúncia no Facebook semana passada, de uma usuária do serviço, que foi procurar atendimento na atenção básica com um irmão portador de síndrome de Down, teve uma espera de quase três horas para ser atendido, no final foi diagnosticado num serviço de retaguarda como portador da Covid e veio a falecer. O debate também abordou as condições para manter o atendimento de rotina e enfrentar os casos de dengue, que estão aumentando. Minabri, vamos comentar agora sobre a criação de uma comissão de estudos para a criação e a implementação do Renda Básica Campineiro. É, na Câmara tramita um projeto de lei de autoria dos vereadores Mariana Conte e Paulo Búfalo a respeito do tema e a comissão quer justamente tratar a importância da criação desse novo programa aqui em Campinas. A pandemia do novo coronavírus evidenciou ainda mais a desigualdade social no Brasil A realidade do desemprego bateu a porta e o auxílio emergencial do governo federal foi, em muitos casos, o único recurso das famílias a não cair em situação de miséria Mas, enquanto novas parcelas do pagamento não chegam às mãos dos brasileiros Uma comissão especial de estudos da Câmara de Campinas vai analisar a possibilidade da criação de um programa municipal de renda básica, como explica a vereadora Mariana Conte, autora do requerimento de criação da CEE. A comissão especial de estudos sobre a implantação de um programa de renda básica em Campinas tem como objetivo de reunir informações, estudos, debates e discussões com especialistas e profissionais da área da economia, da assistência social, do orçamento, das ciências sociais sobre a possibilidade e os caminhos necessários para a gente ter em Campinas um programa de renda que atenda as pessoas em situação de vulnerabilidade, com o objetivo de combater a pobreza e a extrema pobreza. De acordo com a parlamentar, a ideia não é manter o debate apenas dentro do legislativo, mas reunir a experiência de pessoas da sociedade civil com relativo sucesso em gestão de recursos ou programas públicos e privados relacionados à renda básica, até para dar mais força ao projeto. A ideia é contribuir e esclarecer a sociedade e contribuir para que a gente de fato tenha aprovado e tenha implementado na cidade de Campinas um programa de renda tão necessário nesse momento que as pessoas estão desempregadas, que a inflação está corroendo os salários, que o preço das coisas está muito mais caro do que o aumento, do que o reajuste do salário das famílias e que a gente sabe que muita gente está passando dificuldade. A própria Mariana Conte vai presidir a comissão, que também é formada pelos vereadores Carlinhos Camelô, Eduardo Magoga, Gustavo Peta e Paola Miguel. Então vamos lá, vamos trabalhar, vamos discutir e vamos pensar os caminhos possíveis para a gente ter de fato um programa de renda básica aqui em Campinas. Olha, a Covid-19 tem criado ainda várias outras ações aqui no Legislativo e uma delas é a indicação do vereador Carmo Luiz pedindo a volta do hospital de campanha lá na sede dos patrulheiros. Para ele, essa é uma medida para evitar um colapso na rede municipal de saúde. Governador Carmo Luiz do PSC cobra o retorno de hospitais de campanha aqui em Campinas, no ginásio dos patrulheiros, para atender pacientes com Covid-19. O parlamentar mandou um vídeo para a nossa produção falando mais a respeito do assunto. São 114 leitos que podem, sim, salvar vidas nos diferentes aspectos, tanto os que estão com Covid, quanto os atendimentos ambulatoriais que não estão sendo feitos. Nós temos pessoas que estão morrendo, não de Covid, mas de câncer ou outras doenças graves. É necessário que continuemos, nos unamos, mas é necessário que o governo faça a sua parte, abrindo mais 114 vagas para que, com a aproximação do inverno e a falta de vacina, possamos dar o atendimento que a nossa sociedade espera. Lembrando que as indicações são encaminhadas ao Executivo e elas posicionam justamente a Câmara, a respeito de temas e demandas da sociedade, como esta pelo Hospital de Campanha. E essa é uma preocupação, né? A chegada do inverno, a partir do mês de abril, já começa a ficar um pouco mais frio, com as doenças respiratórias aumentando, a pandemia permanecendo até o meio do ano, então é algo que preocupa bastante. E nessa semana, a doutora Andréa Von Zub, inclusive, já apontou que Campinas tem percebido, a equipe de saúde, já está recebendo casos de H1N1, que é, inclusive, a questão da vacinação contra a influenza também. Então, um momento muito preocupante para a saúde da nossa cidade. Mina Abreu, muito obrigado pelas notícias do Legislativo. Ótimo fim de semana. Retorna na segunda-feira com muitas informações. Até segunda-feira, então. Tá certo. Então, agradeço a presença da Mina Abreu aqui no Câmara Total. nós vamos fazer o seguinte, rápido intervalo, meio-dia e 40, e já já a gente retorna. Tem muitas informações para a gente abordar ainda, tem fechamento de muitos estabelecimentos aqui na cidade de Campinas, tem o nosso quadro de saúde, tem culinária na sexta-feira, então não saia daí. Com o fechamento das academias, nas fases mais restritas da pandemia aqui no Brasil, quem quer se manter em movimento tem que muitas vezes optar por se exercitar dentro de casa. Mas dá uma certa preguiça, não é mesmo? Então, vamos ver algumas dicas para sair do sofá com a nossa repórter Mariana Meira. A Camila é educadora infantil e conta que com o fechamento da creche, onde trabalha por conta da pandemia, tem encontrado dificuldade em manter as crianças em movimento de longe, em casa. Remotamente através das redes sociais, né? O WhatsApp, o grupo de WhatsApp é a principal maneira de comunicação com eles, né? É ali que a gente passa as atividades para eles, de acordo com o que a criança vai fazer, né? Do que acordo com a faixa etária dela também. A gente procura trazer atividades que trabalhem a coordenação motora, estimulação, que nem outro dia a gente passa uma atividade para os pais de papéis picados, vamos brincar com papéis picados, vai fazer uma bagunça, as crianças amam, só que no final ensina ele a limpar a sujeira dele, guardar, então é bastante atividades que ajudam na autonomia deles também e a independência deles também. Só que criança fica em movimento se seguir o exemplo de um pai, mãe ou responsável em movimento, que tenha uma rotina. E aí tem um pequeno probleminha nessa história. Uma pesquisa feita em julho de 2020 ouviu 2.540 brasileiros sobre como eles estão encarando a prática de exercícios físicos nessa época de quarentena. Desse total, 28% ainda não sabem o que fazer quando as academias reabrirem. Apenas 23% querem voltar a treinar quando a pandemia acabar. E 20% acham que dá para mesclar exercícios na academia e dentro de casa. A grande verdade mesmo é que boa parte da população está com preguiça, porque a pandemia já completa um ano, ninguém sabe mais o que vai acontecer, o que fazer, como se exercitar. Mas não tem desculpa não, viu? Qualquer coisa serve para a gente se exercitar, até a famosa cadeirinha, que geralmente é feita em uma parede, e eu vou adaptar aqui, num tronco dessa árvore, nessa praça onde eu estou, que serve para tonificar o músculo da coxa, readequar a postura, a respiração, e ó, cansa, hein? A Juliana é educadora física e sentiu essa diminuição na quantidade de alunos que topam ter aulas remotas. entende que as pessoas estão um pouco saturadas de ficar confinadas, mas garante, é possível sim ter bons resultados sem sair da sala de casa. O próprio peso corporal já é um indicador de você conseguir vencer a sua carga interna. Eu falo muito isso, se você consegue trabalhar algumas repetições ou até um pouquinho mais de repetições, vencendo o seu próprio peso corporal, em algumas inclinações do seu eixo, você vai estar trabalhando a sua primeira força, que é a carga interna. Após isso, a gente vai começar a colocar cargas externas, né? Os 5 kg de arroz, galões de 5 litros. Eu acho muito bacana a ideia da garrafinha de água, só que ao invés de água você enche com cimento. Então vamos supor, você colocou um cabo de vassoura ou um cano de metal mesmo, que aí vai ficar mais intenso, e você soldou praticamente, fundiu nas extremidades, isso vai te dar uma barra que dá para fazer inúmeros exercícios. Eu acho bacana também o lençol na janela, quando você prende, que você faz um TRX, que é aquelas fitas de treinamento, suspenso. Para quem tiver mais pique e quiser sair para se exercitar ao ar livre, sempre de máscara, é claro, dá para fazer corridas leves. Para quem não tiver pique, dá para fazer caminhadas leves. E para quem tiver pouco pique, tem ainda o alongamento, que pode ser feito em qualquer idade e em qualquer horário do dia, mesmo com preguiça. A motivação vem depois da disciplina, não adianta querer colocar ela na frente, é colocar o carro na frente dos bois. Então a gente tem que ter a ordem certinha, fazer o momento certo, que é disciplina, disciplina, disciplina, isso vai te trazer uma motivação. E claro, com isso vem um monte de coisa lá atrás, saúde, bem-estar, um corpo mais saudável, autoestima também, tudo melhora. E para as famílias que estão enfrentando o confinamento das crianças, hora de tirar todo mundo do sofá. Porque nessa idade eles aprendem brincando, então é muitas brincadeiras, vamos pular junto, brincar com bexigas, tudo que as crianças gostam, né? E nós vamos continuar falando sobre saúde, porque a dor crônica pode surgir em qualquer local do corpo e pode ter diversas causas. Então, para falar sobre dor seguida de lesão, alguma inflamação, formigamento, queimação, confira agora Saúde é Vida. Olá, está no ar mais um programa Saúde é Vida aqui pela tela da TV Câmara Campinas A você de casa, muito obrigada pela companhia e audiência Mas antes de começar o programa de hoje, eu quero te lembrar que você também pode nos ajudar a fazer a programação aqui da TV Câmara e também do programa Saúde é Vida, enviando uma sugestão de tema para esse número que aparece aí no seu vídeo. É bem facinho. Manda lá a sua sugestão que a gente vai atrás do tema e explica tudo para você aqui na nossa programação. E hoje, olha só, voltando para o programa de hoje, a gente vai falar de um assunto que eu acho que interessa a todo mundo. Sabe por quê? Eu acho que todo mundo conhece uma pessoa que sempre tem uma dor. Sempre está falando que está com dor ali, aqui ou sempre no mesmo lugar. É uma dor que não passa nunca, uma dor sem fim. É a chamada dor crônica. Conhece, né? Aposto que conhece alguém que tem essa dor. É muito complicado conviver com dor crônica. Mas para entender melhor esse tema, a gente vai conversar agora com o neurocirurgião Marcelo Sabá. Doutor, muito obrigada por aceitar o nosso convite aqui da TV. Agradeço por falar de um assunto tão relevante que afeta muitas pessoas. Obrigado pelo espaço. Doutor, eu falei agora no início que todo mundo, eu acho que conhece alguém que sente essa dor. É verdade, né? A dor crônica afeta muitas pessoas. Infelizmente, ela tem uma altíssima prevalência Como você muito bem falou, todo mundo conhece alguém que é cometido por essa doença E a dor crônica, ela é aquela dor, independente do local que ela cometa Que ela dura mais de três meses Então, essa dor é um pouquinho diferente da dor aguda O jeito que se trata, o diagnóstico Então, ela precisa de um acompanhamento médico São vários tipos de dores O senhor falou aí da dor crônica e dor aguda tem essa diferença? Quando, afinal, é a dor crônica? Essa é uma pergunta muito importante. Aquela dor aguda, aquela dor do trauma, que a gente tem uma lesão estrutural, um ruxo, um arranhão, uma escoriação, que a dor crônica, ela é que houve alguma lesão de estrutura que ela se perpetuou. Então, ela não se resolveu como um ferimento que cicatrizou e ela ficou ali por mais de três meses. Isso é importante a gente identificar e mais importante ainda é a gente tratar para resolver esse tipo de problema. Então só para não ficar dúvida, a dor está ali mais de três meses, já é considerada dor crônica? É excelente, é isso mesmo. E ela pode afetar qualquer parte do nosso corpo? Cabeça, joelho, pé? Isso. A dor pode acometer qualquer estrutura. Dores de cabeça, dores de coluna, dores nas articulações Como joelho, cotovelo, ombro, são as mais prevalentes E doutor, como começa essa dor crônica? Começa um pouquinho, o senhor falou aí dor de cabeça Começa com uma dorzinha de cabeça que dura um dia, dois, some no outro Depois ela volta de novo Como que ela vai para virar crônica? Como que é esse processo? Mesmo tomando remédio acaba não adiantando nada? Essa é uma pergunta muito importante que a gente muitas das vezes é indagado pelos pacientes no consultório. Toda dor crônica, por definição, algum dia já foi aguda. Então a dor é um sinal do corpo para dizer que algo não está certo, algo não está, está havendo alguma lesão, alguma inflamação, alguma irritação ou propriamente uma agressão. Quando você trata a consequência, ou seja, só trata a dor e não trata a causa dela, ela fica subtratada e existe a chance de se cronificar, ou seja, de passar de três meses. A dor crônica, ela tem uma característica quando ela passa de três meses, que ela pode ter uma lesão estrutural, ou seja, ela machucar o nosso corpo a ponto de precisar de uma intervenção, seja ela com remédio, com fisioterapia, para a gente poder resolver esse problema. E é só o tempo que vai dizer mesmo, né, se ela vai evoluir aí para algo crônico, Mesmo tomando todo o medicamento, fazendo o tratamento para aquela doença? É, essa é uma pergunta muito importante também. A gente, mais do que o tempo, o jeito que a gente vai abordar a dor, ela é o grande definidor. O que define a dor crônica é o tempo, isso está perfeito. Mas é muito comum a gente ver pacientes que têm uma dor e deixam para lá, e se automedicam, não procuram um especialista. Esse tipo de dor é a que mais comumente evolui para a dor crônica. Eu queria dizer sobre isso, o senhor falou sobre a automedicação, pode fazer com que vire uma dor crônica? Exatamente, a gente tem que entender a dor, a dor é uma ciência muito complexa, então às vezes você se automedicar, você emascara a dor, você acha que está tudo bem, mas você está tratando uma consequência da dor, não a causa. Então você está aumentando a chance dessa dor se perpetuar. E doutor, como a gente disse logo no começo, isso é algo que afeta muita gente, só para o pessoal de casa ter uma ideia, dados aqui de uma pesquisa da Sociedade Brasileira para Estudo da Dor, apontam que ela afeta 37% das pessoas aqui no nosso país. É muita gente com esse problema. Como fazer para evitar esse tipo de dor? O senhor falou, não se automedicar. Está insistindo naquela dor? Vai procurar um médico? Perfeito. Esse é o grande ponto. A gente, como qualquer doença, a gente tem que trabalhar com orientação, com esclarecimento, com acompanhamento médico adequado. E não só médico. Quando a gente trabalha com dor, a gente trabalha com equipe multidisciplinar. O papel do educador físico, do nutricionista, do fisioterapeuta, do terapeuta ocupacional são absolutamente fundamentais. A gente costuma dizer que não existe tratamento de dor sem o time. E como é que funciona, doutor? Como se descobre que é algo crônico? Estou sentindo uma dor ali faz tempo, procurei um médico. Aí começam os exames, o que tem que ser feito? O que o paciente tem que ficar atento e ir ali conversar com o médico? Esse é um questionamento muito importante A gente tem que perceber que não existe dor normal Às vezes a gente tem uma dorzinha Que é pequena Que não está incomodando tanto E a gente deixa isso para lá por causa de trabalho Por causa de compromissos Por causa de vida cheia, que todo mundo tem a vida cheia Mas a gente tem que entender Que dor é um sinal do corpo De que não está tudo bem Se a gente menosprezar Esse sinal do corpo É o primeiro passo para a gente ter uma dor crônica Que aí o mecanismo da dor muda. Não é mais aquela lesão, aquele arranhão, aquele trauma, aquela inflamação. Às vezes a gente pode ter até lesão de alguma estrutura que acabe perpetuando a dor. E assim o tratamento fica um pouquinho mais complexo. Não que seja uma coisa do outro mundo, mas demora um pouquinho mais de tempo para a gente quebrar esse ciclo vicioso. E existe tratamento para dor crônica? Sem dúvida nenhuma. O tratamento para a dor crônica, muitas das vezes, ele passa por uma equipe, como a gente falou, com cada um trabalhando na sua área e todo mundo se falando, trabalhando em conjunto. Existe sim tratamento. Gente que convive com dor há 15 anos, quando realmente se conscientiza que é importante o tratamento, a gente tem ótimos resultados. E como que funciona esse tratamento, doutor? O senhor falou de uma equipe multidisciplinar, além de fisioterapia, outros acompanhamentos, o medicamento também está sempre presente e acompanha nesse tratamento. Perfeito, perfeito. O medicamento trata a consequência da dor. A gente vai dar um exemplo de uma dor de coluna. Às vezes a pessoa não tem um quadro que necessite de uma cirurgia, que é a maioria dos casos, mais de 95% das dores de coluna não necessitam de cirurgia. A gente começa com a medicação, que a gente está tratando a consequência da dor, mas ninguém vai deixar nenhum paciente sofrendo, e começa a trabalhar a causa. Qual é a causa? Muitas das vezes o sobrepeso, o tabagismo, a falta de atividade física, contraturas musculares, e o médico entra na orientação, na medicação, o fisioterapeuta no alongamento, no fortalecimento, depois o educador físico, o terapeuta ocupacional, todo mundo trabalha, nutricionista absolutamente importante, Todo mundo trabalhando em conjunto para um resultado adequado. Fazendo esse tratamento direitinho, então, é possível conviver com essa dor? Ele vai ter momentos de alívio ou todos os dias vai sentir dor? Como que funciona o paciente assim? Isso é uma pergunta muito frequente também. A gente costuma brincar com os pacientes que dor crônica é uma maratona. Às vezes eles examinam porque acham que não tem luz no fundo do túnel, mas sempre tem. Se fizer o tratamento certo, como manda o livro, o resultado é muito bom. E doutor, a pessoa que tem dor crônica, não afeta só o corpo dela, o psicológico também acaba sendo afetado, ou o psicológico afeta o corpo, ou as duas coisas, um prejudica o outro. Como que é essa relação dor no corpo e o psicológico da pessoa? A gente está falando de temas muito importantes, mas esse assunto especialmente é fundamental. O paciente com dor é muito menosprezado, porque dor a gente às vezes não vê uma inflamação, não vê um ferimento, não vê um osso quebrado. E ele é muito dito às vezes como uma pessoa que reage de uma maneira exagerada, de uma pessoa que cria o problema, quando isso é um erro crasso. Nenhum pensamento gera dor. É claro que a pessoa que está convivendo com a dor todo dia, que não tem melhora, ela entra num ciclo vicioso de ansiedade, depressão, de até cometer tentativa de suicídio. Então, por isso que é muito importante a gente identificar no começo. E mesmo quando a gente identifica tardiamente o processo de dor crônica, o acolhimento do paciente multidisciplinar, às vezes até com o psiquiatra, com o psicólogo, tem excelentes resultados. Dor nenhuma é da cabeça, mas sem dúvida nenhuma, mas ter dor todo dia mexe com a cabeça de qualquer pessoa. E pegando esse gancho, a pessoa que tem a dor crônica, os familiares também precisam entender, precisam acompanhar e talvez até passar por uma ajuda psicológica para tentar entender o que aquele paciente está passando, pelaquela situação. Isso é muito importante. A gente sempre convoca os familiares para estar conversando. A pessoa que tem dor, ela não quer ter dor, ela é a pessoa que menos quer ter dor. Ela está num momento de fragilidade, de sofrimento e ela deve ser acolhida e nunca questionada, colocar em dúvida o que ela está sentindo, achar que é por falta de atenção, entendeu? Esse sintoma é muito importante, ele tem que ser valorizado não só pelo paciente, mas também pela família e pelas pessoas que cercam ele. Doutora, a gente já falou isso várias vezes, mas acho que vale ressaltar agora também, Existe sim a dor crônica, né? Pegando esse gancho do psicológico, para quem está ouvindo a pessoa falar que está com dor, não achar que é mentira, levar a sério e tentar também ajudar da melhor maneira possível, né? Com certeza. Eu acho que a dor, ela entra num quadro de doença, como qualquer outro problema, um problema respiratório, um problema gástrico. E o acolhimento, o acompanhamento, a empatia, que é se colocar no lugar da pessoa, ela é importante para qualquer processo de tratamento, seja ele qual for. Imaginador, ele é absolutamente fundamental. E acaba ajudando também, quando o senhor disse, ter empatia. Com certeza. E além dessa empatia do próximo, o que a pessoa pode fazer por si? Uma atividade física ajuda também a melhorar os sintomas ou até evitar uma possível dor crônica no futuro? Isso é perfeito. A gente sabe que as dores são maiores em pessoas que fumam, em pessoas que não praticam atividade física e pessoas que estão com o peso acima do ideal. Então, como qualquer doença, a dor também deve ser trabalhada na sua prevenção. É muito melhor a gente evitar chegar nesse processo do que tratar ele. Então, evitar tabagismo é fundamental, é não fumar, Fazer atividade física diária, atividade de carga, seja uma musculação, pilates, uma hidroginástica, atividade aeróbica, manter o peso, evitar comidas hipercalóricas. Claro que na exceção sempre pode, nada é proibido, mas é importante que se faça consumo de comidas hipercalóricas de maneira consciente. E doutor, a gente ainda está em pandemia. Coronavírus piorou essa situação? Aumentou os casos de dor crônica? A gente que trabalha com a dor, a gente viu duas pandemias. A pandemia de coronavírus, que é uma pandemia que a gente tem que ter todo cuidado, é uma doença muito séria, que merece toda a nossa atenção. E a pandemia de dor. vários pacientes que estavam compensados de quadros dolorosos, fazendo atividade física, fazendo alongamento fazendo acompanhamento principalmente os idosos foram privados disso principalmente no início, que não se podia sair tinha que ficar muito em casa, ainda tem que fazer isolamento, mas a gente começou a entender melhor que isolamento a gente precisa fazer e a gente viu um aumento importante das dores com a melhora dessa pandemia, agora com a vacinação, se Deus quiser, em breve a gente vai poder voltar a fazer as atividades com mais frequência e evitar essas dores que tanto incomodam tanta gente. E doutor, quem teve a Covid-19? Já existe algum estudo, dá para saber se corre mais risco de ter alguma dor crônica no futuro, alguma consequência da sequela que teve da Covid, existe alguma ligação, já se sabe disso? A COVID é uma doença muito nova, a gente ainda precisa de mais estudos confirmatórios, mas a gente já tem visto que o vírus tem um tropismo principalmente pelo pulmão, ela é uma doença pulmonar, pelo trato gastrointestinal, vários pacientes manifestando como síndrome diarreica e também pela porção nervosa. A gente tem vários pacientes com as parestesias, que são aqueles formigamentos na perna, nas mãos, que estão relacionados a uma síndrome dolorosa pós-Covid. A gente já tem alguns casos que a gente está acompanhando, a gente acha que a Covid atua nisso sim, a gente ainda não sabe dimensionar esse problema. Eu acho que com os estudos, se Deus quiser, com o término da pandemia, a gente vai conseguir ter uma estimativa melhor. Por isso, qualquer dor deve ficar atento, principalmente agora quem teve a Covid. Eu acho que esse é um grande ponto. Toda dor deve ser valorizada, principalmente se você tem um fator de alarme, seja uma dor que veio com febre, uma dor que desce das pernas, uma dor que você paralisou algum membro, que você parou de fazer xixi, pós-covid. Toda dor deve ser valorizada e o paciente também deve ser acolhido. Isso são os principais pontos desse problema. E doutor, tem alguma parte do corpo que costuma doer mais, que a dor crônica afeta mais? Quem tem artrite, alguma coisa assim? Eu acho que essa é uma pergunta muito importante. A gente tem a coluna como o principal ponto doloroso. E a gente pode ter dor na coluna por vários motivos. Seja uma sobrecarga muscular, por você ter um peso inadequado, não ter um fortalecimento muscular, seja pela inflamação da articulação da coluna, que se chama de faceta, ou seja pelo pinçamento de um nervo, que é aquela dor que desce para a perna, quando é na coluna lombar. A gente tem várias síndromes dolorosas na coluna e, sem dúvida, ela é a mais frequentemente acometida no processo de dor crônica. Doutor, o senhor já falou, mas acho que vale reforçar, é possível conviver com a dor crônica fazendo todo o tratamento certinho? Exatamente. Eu acho que mais do que a gente conviver com a dor crônica, a gente vai tratar ela. A gente tem que identificar a dor como um processo de defesa do corpo, é um alarme. O corpo está dizendo, não estou bem, estou precisando de ajuda. E com o acompanhamento de uma equipe especializada, sem dúvida, a gente consegue controlar a grande maioria das síndromes dolorosas, dos quadros de dores. Doutor, tratei direitinho, festoando o acompanhamento. Um dia ela pode ter cura? Sumir? Sim, sim. A gente tratou certinho e tirou a dor. Tratou não só a consequência, que é a dor, mas o processo de base, o que está causando essa dor. Aí a gente trabalha a prevenção com atividade física regular, controle do peso, cessação do tabagismo, mudanças comportamentais. Às vezes o ato de sentar pode ter um impacto importantíssimo no nosso dia a dia. Então a gente vai para o processo de tratamento, resolução do problema e depois prevenção. Doutor, para quem tem dor crônica há anos, qual que é o recado do senhor? Eu acho que o principal recado é, não ache que a dor é da sua cabeça, não ache que a dor é uma fraqueza, a dor é uma doença como outra qualquer, que tem tratamento. Procure ajuda de uma equipe especializada, de uma equipe multidisciplinar, que certamente isso vai ter um impacto muito grande na sua qualidade de vida. E doutor, para quem nunca teve dor crônica, qual que é o recado? Não vamos deixar a situação desandar, vamos trabalhar na prevenção, quem fuma, tentar diminuir, tentar parar, quem está um pouquinho acima do peso, vamos tentar comer melhor, vamos tentar ser mais saudável, quem não faz atividade física é fundamental fazer atividade física sempre com o acompanhamento de um profissional especializado, a gente não espera o problema acontecer, a medicina hoje é medicina de prevenção, a gente corrige antes de ter o problema. Tá ok, doutor. Infelizmente, o nosso tempo é muito curto, passou rapidinho. Eu queria te deixar o convite aqui para participar mais uma vez do Saúde é Vida e agradecer por disponibilizar esse tempo aqui com a gente. Foi um grande prazer. A gente falou de um tema muito importante. Muito obrigado pelo espaço. Eu estou sempre à disposição. Tá ok. Mais uma vez, obrigada. A você de casa também, muito obrigada mais uma vez pela companhia e audiência. A gente se vê no próximo Saúde é Vida. Se cuidem. Tchau. A Instituição Padre Haroldo Han é uma entidade filantrópica que atua nas políticas de assistência social e saúde, promovendo prevenção, cuidados e educação, além de promover a inclusão social com dignidade a pessoas que estão em situação de pobreza e vulnerabilidade social. Então acompanhe agora o Mãos Solidárias. Olá, está no ar na sua programação da TV Câmara mais uma edição do Mãos Solidárias. Vim aqui mais uma vez contar histórias do bem, histórias que enchem a gente de esperança. Hoje vou contar a história de um instituto que talvez muita gente não conheça, mas que está prestes a completar 43 anos de trajetória. É o Instituto Padre Aroldo, presidido pela Lúcia, que é a nossa convidada da vez e vai conversar com a gente via virtual. Lúcia, muito obrigada e bem-vinda ao Monsolidárias. Obrigada, Mariana. Obrigada a todos os ouvintes. É uma honra estar aqui e, em especial, representando o Instituto Padre Haroldo. O Padre Haroldo faleceu tem dois anos, né? Completou e faria aniversário esse mês. Ele faria 102 anos esse mês. O Instituto que ele fundou tem 43 anos, é uma honra estar aqui podendo representar esse Instituto tão valoroso. É valoroso e com um trabalho super extenso, né, Lúcia? Acho que nem em muitos minutos de programação a gente conseguiria falar sobre todas as ações que são desempenhadas pelo Instituto para fazer diferença para as pessoas. Mas queria que você resumisse, contasse para a gente quais são as frentes de trabalho do Instituto Padre Aroudo. Esse é um desafio, Mariana. O Instituto, de fato, tem uma atuação muito extensa. Atualmente, nós chegamos a atingir 3 mil pessoas mensalmente, de todas as idades, desde recém-nascidos, gestantes, bebês, crianças, adolescentes, jovens e adultos. Todas as faixas etárias, todas as identidades de gênero. Chegamos a fazer mais de 50 mil refeições por mês Então é bastante coisa, é um instituto que atua O que une todas as frentes de trabalho, Mariana, é a vulnerabilidade social A vulnerabilidade social é um nome técnico, né? Mas é a pobreza, situação de risco, de violência, de negligência De pobreza, falta de emprego, de alimentação Então são as agruras do nosso tempo, né? A dificuldade E o Instituto, então, atua em quatro frentes de trabalho diferentes E a gente apoia essas pessoas, todas as pessoas atendidas As atendidas diretamente e os familiares também Que tem um atendimento constante e podemos dizer que nem digo que é indireto, porque a gente atua diretamente com as pessoas familiares. Então, vou tentar resumir essas quatro frentes de trabalho. Uma que é muito importante é com as crianças. Então, nós atendemos em duas unidades diferentes, crianças no horário contrário ao escolar. Obviamente, agora na pandemia, esse trabalho está atendimento nas casas, com as crianças, enviando atividades E fizemos uma campanha extensa, continuamos com a campanha, que se chama O Amor em Gestos O nome é bastante sugestivo, né? Eu amo, eu sirvo, mas eu mostro isso em gestos Então a gente fez uma campanha de arrecadação de alimentos, material de higiene e limpeza, máscaras, desde o início da pandemia, Mariana. Lá no comecinho, já em março, a gente já começou essa campanha. Por quê? A gente entendeu que as crianças iam e estão passando fome, muita dificuldade. Por quê? Com a pandemia, as crianças deixaram de ir para a escola e deixaram de ir para o atendimento nos nossos serviços Nós temos uma unidade ali na sede, aqui no Parque Brasília, Jardim Boa Esperança, atende todo o entorno E uma unidade no Campo Belo, que é próximo a Viracopos, com muitas dificuldades Então as crianças deixando de ir para a escola, deixando de ir para os nossos serviços, deixam de comer Porque essas crianças se alimentam na escola Todo mundo fala, a educação, a escola Mas é muito importante a gente entender que a alimentação também faz parte desse cuidado da criança que está na escola Então a gente começou essa campanha lá no início de março Temos feito atendimentos, visitas domiciliares, atendimentos familiares acompanhando os casos que chegam de violência, negligência. Normalmente esse serviço é um serviço presencial. As crianças vêm às nossas unidades e fazem atividades de educação, cidadania, atividades basicamente educativas, que eles chamam de fortalecimento de vínculos. O que é isso? trabalhar o grupo, trabalhar a criança, ela se empoderar, trabalhar a família e podemos dizer, eu sou fã desse projeto porque a gente pode dizer que ele é prevenção ele é prevenção a danos maiores no futuro porque a gente consegue trabalhar essas crianças até adolescentes infelizmente nós gostaríamos de trabalhar mais os adolescentes Mas esse programa é um programa em parceria com a assistência social do município E aí fica uma dica para os nossos parlamentares Nós precisamos estender esse programa, precisamos de mais recursos E atender também os adolescentes e os jovens Não só as crianças e adolescentes Porque quando eles fazem 14 anos, eles precisam ir embora O serviço vai até 14 anos e 11 meses então eu já deixo aqui um recado porque a gente está muito comovido com isso sabe, adolescentes que frequentam os nossos serviços e agora nesse reinício estão dizendo, puxa, eu queria continuar mas não posso porque o serviço vai até 14 anos e 11 meses então esse é um programa que a gente chama de prevenção prevenção e educação o segundo programa é o mais conhecido na cidade de Campinas porque é o programa pioneiro quando o padre Haroldo fundou a instituição, ela se chamava APOT e era exclusivamente para atender pessoas com problemas com uso de drogas então uso problemático de drogas também chamados dependentes químicos no passado se chamava tóxico dependentes são pessoas que precisam de um cuidado mais intenso então elas ficam internadas em comunidades terapêuticas, tem as repúblicas terapêuticas, e para fazer um tratamento justamente para se libertar desse uso problemático das drogas. Então esse é o segundo programa e é o mais conhecido na cidade de Campinas. O terceiro programa são moradias, as pessoas ficam morando com a gente. Então temos uma casa para moradores de rua, rapidamente a gente ajuda a conseguir o emprego, a conseguir a documentação e a pessoa a seguir a sua vida. Tem um programa, um serviço, uma casa, que se chama Casa da Gestante com Éperas e Bebês. É fantástico Ali também eu chamo de prevenção Porque essa gestante Ela pode vir gestante Ou assim que o bebê nasce Na maternidade Ela vem pra casa e aí nós iniciamos Um trabalho com essa gestante Era uma gestante também com uso de substâncias Que estava na rua Então é uma perspectiva de prevenção É a possibilidade Que essa criança tem de ficar com a sua mãe Porque senão ela seria separada Automaticamente E nós temos histórias maravilhosas de mães que conseguiram ficar com seus filhos, que conseguiram trabalho e vão e voltam para suas casas, mas precisa muito apoio, muito apoio, porque a condição dessa mulher é uma condição precária, né, de quem estava na rua. Então, essa é a terceira casa desse programa de acolhimento residencial e a outra são repúblicas para jovens. Esses jovens que viveram em abrigos, a gente hoje tem serviços de acolhimento, eles quando fazem 18 anos, eles não tem para onde ir, porque com 18 precisa sair do abrigo. Então eles vêm para as nossas repúblicas, temos uma república masculina e uma feminina. Então os jovens podem vir e aí a perspectiva é trabalho, escola, alcançar mais autonomia, 21 anos, aí eles vão seguir a vida deles. Eu falei de três programas. E o quarto programa é o programa de fomento ao trabalho e renda. Então ele atende todos os outros, aos familiares e à comunidade também. Então, é qualificação profissional, ajudar a fazer currículo, vagas, procurar vagas. Precisamos de muita parceria, muita parceria, com o poder público, com as empresas, com as fundações e instituições, porque esse programa não tem recurso nenhum de convênio público nenhum. É um programa que a gente leva só a gente, autônomo. Então, Mariana, tentando reduzir, nós trabalhamos em quatro frentes de trabalho. Com as crianças, o sócio educativo e a prevenção, com os dependentes químicos, com as moradias em acolhimento residencial e com o trabalho e renda, que é esse programa mais de educação. Nossa, ufa, é muita coisa, Lúcia. De quantos voluntários, de quantas pessoas a gente está falando aí para atender todas essas pessoas? Olha, nós trabalhamos em torno de 150 pessoas trabalhadores, CLT registrados, temos também os voluntários, mas os voluntários eles entram em outro campo, eles entram no campo do enriquecimento do trabalho, então eles trazem coisas novas. Mas para continuidade, para levar, nós temos educadores, psicólogos, assistentes sociais, todos contratados. O voluntário entra trazendo uma novidade. Temos voluntários, por exemplo, da ioga. Então a gente leva ioga para as pessoas em recuperação, a gente leva ioga... Antes da pandemia tinha ioga no jardim da instituição. Então o grupo de ioga fazia, vinha quem queria. Tem yoga nas casas, o yoga foi trazido pelo padre, ele que implantou a yoga dentro e a gente continua levando essa tradição. Temos muitos voluntários para os cursos profissionalizantes, muitos não, alguns. Temos voluntários para espiritualidade, no caso do programa de recuperação, profissionais liberais, aí atividades que a pessoa da própria profissão, ela traz algum conhecimento para a gente, então é um trabalho bastante extenso, uma equipe robusta, muito profissionalizada e que a gente preza também pela capacitação, o tempo todo, com supervisões, com cursos, com capacitação, para fazer um trabalho alinhado com o que se faz de melhor hoje em dia, boas práticas alinhadas com a política pública também para caminharmos juntos a boa política pública e Lúcia, para a pessoa que está assistindo a essa entrevista quiser ajudar, vocês tem um canal de comunicação a gente pode ajudar, o cidadão comum pode ajudar também olha Mariana toda ajuda é muito bendita temos um site que é o padrearoldo.org.br. No nosso site tem todas as informações para ajuda. Todas as ajudas são bem-vindas. Quer seja um doador, um apoiador nosso mensal, que isso garante para a gente. Nós temos, olha, o Instituto, 60% dos recursos vem de convênio público. Os outros 40% a gente tem que captar. Tem que captar com a sociedade, tem que captar com os parlamentares, tem que captar com as empresas. Então, é fundamental essa ajuda. Olha, um WhatsApp também fácil, que funciona o tempo todo, é o 974156063. 974156063. A gente também recebe doações de itens. Primeiro a gente atende as necessidades dos acolhidos, dos atendidos Depois a gente destina para o bazar E o bazar tem dupla função O bazar são itens usados baratos Então a pessoa que entra na loja, ela também compra com dignidade Aquilo que ela pode comprar, ela escolhe E ela compra barato, tem coisas de 2 reais, 1 real Então ele é um benefício social em si, o bazar E pra gente também ele traz recursos que apoiam os nossos serviços Então nós temos várias formas O site é a melhor forma de se apropriar de tudo que nós fazemos Como eu falei, nós atendemos cerca de 3 mil pessoas mensalmente É bastante gente E quando a gente cuida da vulnerabilidade social A gente está cuidando da sociedade como um todo que é a evolução, é a nossa responsabilidade social a gente não pode dizer que isso é problema do outro é problema de todos nós com certeza, que legal Lúcia eu adorei conversar com você eu espero que as pessoas tenham conhecido um pouquinho e tenham tido mais vontade de conhecer ainda mais então já foi deixado aqui para o nosso telespectador quais são os canais de comunicação para quem quiser ajudar e eu te agradeço Lúcia pelo seu bate-papo pelo seu tempo e um ótimo trabalho aí para vocês em 2021. Só para constar aqui, eu sou atual presidente do Instituto Padre Haroldo e sou voluntária, voluntária lá há mais de 20 anos. Perfeito, um prazer te conhecer então, Lúcia. Até mais, viu? Obrigada, Gabriela. Até mais. A gente fala tanto que a pandemia deixou as pessoas um pouco mais fechadas olhando para o nosso umbigo, para o próprio umbigo, mas quem sabe justamente agora é a oportunidade de olhar para o outro que às vezes está precisando mais que a gente. Tá aí, plantei uma sementinha para você. Pense nisso. Até a próxima edição do Mãos Solidárias. Tchau. Uma hora e 25 minutos. Vamos fazer o seguinte. Gente, último intervalo aqui no Câmara Total para dar tempo de você pegar um papel, uma caneta para você poder anotar, porque no próximo bloco e último tem receita culinária aqui no Câmara Total. Olha só, cozinha fácil. Qual será a receita de hoje? Depois do intervalo. Câmara Total de volta ao vivo nesta sexta-feira e agora é hora de receita de culinária com um dos alimentos que eu tenho certeza que você mais consome aí na sua casa, a batata. E a receita de hoje do Cozinha Fácil são batatinhas em conserva. Estamos de volta com mais uma edição do Cozinha Fácil. E claro, tem receita gostosa. Quem está aqui comigo, ao meu lado, é a chefe Tati. Tudo bem, chefe? Tudo bem, Michel. Tudo jóia. Chefe, receita diferente, né? Diferente. O que a gente vai ensinar para o pessoal, então? Hoje nós vamos fazer as batatinhas em conserva. As famosas batatinhas em conserva. E não tem nada de complicado nessa receita. Super fácil, muito fácil. E deliciosa, né? E não vai muita coisa. Bem poucos ingredientes e o melhor é que ela fique extremamente saborosa. Por cima aqui, né? Vamos falar assim, claro, eu vou mostrar pro pessoal de casa as quantidades, tudo bonitinho. Aliás, aproveita agora pra você pegar aquele seu caderninho, já deixa aí do lado que logo mais eu vou passar as quantidades. Enquanto isso, vamos passar aqui pelos ingredientes. Então, além da batata, que é o principal da nossa receita, é a mini batata? Sim, as mini batatas. Na verdade, a batata é o que vai dar o sabor, mas o principal mesmo é a mistura que a concebe que a gente vai fazer. Então, o tempero mesmo é o que vai dar o diferencial na batata. O tempero, é claro, que cada um tem ali o seu paladar, o seu gosto, né? Mas a gente vai dar aqui uma sugestão, que é o tradicional? Sim, sim. É o tradicional e aí a gente vai acrescentar algumas coisas que nós, do Alda Fala Que Eu Cozinho, colocamos na receita, pra dar aquele diferencial. E aí, né? Por que o pessoal de casa tem que fazer essa receita? Olha, porque eles vão amar. Não tem quem não goste. Todo mundo que prova, adora. E aí tem uma dica da chefe, né? Que eu sei. Tem, tem sim. Mas então você vai ficar calma, que ela já ia soltar a dica, não solta agora, o pessoal vai ficar ligadinho. Lá no momento do modo de preparo, você vai conferir essa dica. Mas antes, é uma receita que ela serve quantas pessoas? Hoje eu não vou nem chutar, porque da outra vez eu chutei e eu errei, e errei é um feio, né? Para essa quantidade que a gente colocou aí na receita, ela vai servir uma média de 7 a 10 pessoas também. Se for comer só a batatinha, aí vai servir menos. Mas normalmente ela é um acompanhamento, não é o prato principal, então umas 10 pessoas atende também. E é uma receita cara? Qual é o custo? É super barato. Você vai gastar no máximo aí, pra essa quantidade, 30 reais no máximo. Nossa, pra render pra 7 a 10 pessoas, é um custo bom. Muito bom. É um custo... E essa batata em conserva, dá pra vender? Dá pro pessoal fazer em casa e vender? Dá, com certeza, dá sim. Aí você tem que colocar, além desse custo, a embalagem, Que hoje é o que está custando mais ainda Em função da pandemia A maioria das pessoas colocaram os deliveries agora Então o custo de embalagem está indo lá em cima Então isso aí tem que acrescentar esse custo Mas dá para vender aí uma embalagem de 500 gramas Em torno de 15 reais Olha só E ainda ter um bom lucro Ter um bom lucro, com certeza E aproveitando, eu vou puxar o gancho aqui Que a Chef Tati já esteve aqui no Cozinha Fácil Ela ensinou uma entradinha de berinjela Que também é a tradicional, a famosa Caponata de berinjela Exatamente Inclusive, se você perdeu, você pode entrar no YouTube da TV Câmara Campinas Vai lá na playlist Cozinha Fácil E pode acompanhar essa receita que você perdeu E lá, eu não cheguei a comentar com você Porque também é uma receita que dá pra vender, né? Também dá, dá. Dá pra vender também. É uma conserva, né? Além de tudo, ela dura mais, né? A durabilidade é maior do que uma comida normal. Então dá pra vender também, tem um custo bem baixo também. Bom, independente se você for fazer pra vender, for fazer pro pessoal em casa, né? Pra receber... Nesse momento não tá dando pra receber os amigos, né? Mas pode fazer e enviar pros amigos. Exatamente. Não é? Olha que agrado. É uma receita que a maioria das pessoas gosta e atende todos os públicos, seja ele vegetariano, vegano, então você consegue agradar todos os seus amigos e familiares. Pessoal de casa, eu sei que já deve estar falando, Michel, mostra logo aí as quantidades. Então vamos mostrar para o pessoal? Vamos, claro. Então anota aí. Anote aí 1 kg de mini batatas 2 cebolas 5 dentes de alho Salsa 150 gramas de pimenta biquinho 300 gramas de azeitona verde 1 pimenta dedo de moça e quatro colheres de sal, ou até estar no seu gosto. Tati, o pessoal de casa já anotou tudo que vai na nossa receita. Bom, vamos passar então o segredinho? Tem um segredinho aí, né? Tem, tem sim. Nós, da Fala Que Eu Cozinho, a gente corta a batata ao meio, que isso vai fazer com que os ingredientes penetrem na batata E ela fique mais saborosa É o nosso diferencial E como eu falei, é um grande sucesso Onde a gente vai, todo mundo vem perguntar Qual é o segredo Agora eu estou passando aqui No programa de vocês Perfeito, mas coisa boa tem que levar adiante Com certeza Não pode guardar coisa boa A gente tem que passar e o pessoal vai repassando Outra coisa Dá para fazer com a batata maior ou não? Olha, a não ser que você corte Ela em vários pedaços Mas até a apresentação mesmo O ideal é que seja a batata menor E outra coisa A higienização da batata É aquilo que a gente já está acostumado É o que a gente já está acostumado Ficar de olho Porque algumas vem com terra Então o ideal é higienizar Passar a escovinha em uma por uma Para não ter nenhum resíduo Não tem necessidade de você descascar antes? Não, não Sem necessidade Quanto tempero? A gente está usando aqui a pimenta A biquinho Tem também a dedo de moça A gente coloca uma só Que é pra dar um toquezinho Eu tenho um pouquinho de medo de abusar da pimenta Porque tem pessoas que são até alérgicas Então a gente não costuma No caso da conserva a gente usa E eu coloco a dedo de moça Casaria aí um alecrim? Casaria Aí eu já querendo mudar a receita da chefe Aí vai Ela vai sair do trivial dela Vai sair um pouquinho Da receita dela comum Certo, mas olha O pessoal de casa que já notou tudo Agora vem a outra parte Da nossa receita Que é o modo de preparo E gente É difícil, né? Super difícil É nada, confira aí A primeira coisa que você tem que fazer é higienizar as batatas, então lave-as. E aí você vai colocar numa panela e cobrir com água. Vamos cozinhar até que elas fiquem bem macias. E aí você vai monitorando, furando com um garfo. Na panela normal mesmo, sem ser de pressão. Cozinhe por 40 minutos em fogo alto. Após o cozimento, deixe elas esfriando Agora uma dica da chefe Para que pegue bem o sabor e o tempero nas batatas, corte-as ao meio Daí você vai colocar as batatas num recipiente que será guardado e acrescente até metade da quantidade de batatas ou vinagre. E depois, complete com azeite, quase cobrindo toda a batata. Misture todos os ingredientes e deixe marinando. Legenda Pedro Esteves Leve para a geladeira por pelo menos um dia, para que ela pegue o sabor. E aí é só servir bem gelado. Receita finalizada Nós já temos aqui desde o início do programa Essa travessa linda Bem recheada Farta Já tem o meu separado aqui Porque eu não sou bobo Já até separei aqui com a pimentinha E chefe Vamos mostrar para o pessoal como é que ficou a textura, porque não pode passar do ponto do cozimento também, né? Porque senão vira um purê de batata. Exatamente, a gente não pode deixar o ponto de purê e também não muito, ela tem que estar bem molinha, porque se ela estiver só por fora molinha, por dentro ela vai estar dura. Então tem que, quando você espetar, coloca o garfo inteiro, que aí você vai saber se por dentro ela está também molinha. Não dá para a gente fazer o cozimento na panela de pressão. Com a risco dela virar um purê. Até dá, vai acelerar o processo, mas eu não aconselho. O interessante é a gente cozinhar naqueles 40 minutos na panela com água, ali no fogão mesmo, fogo alto, e vai furando com o garfo para ver se está no ponto que a gente precisa. Exatamente. Perfeito. Gente, então chegou aquele momento que eu tiro a máscara, aproveitando para dizer que nós seguimos todos os protocolos de segurança, de higienização, sanitária, por conta da pandemia do Covid. E não dá para experimentar com máscara, né? Não, não dá. Eu vou pegar aqui o garfinho. Enquanto eu faço essa tarefa difícil, complicada Chefe, conta pra gente O pessoal de casa quer saber, né? Como é que faz pra acompanhar o seu trabalho Tem aí uma rede social, um telefone Então, por favor Vocês podem achar a gente através do Instagram No arroba fala que eu cozinho Também no Facebook, fala que eu cozinho O telefone é o 19 983 98 8733 E a gente também gostaria de estar agradecendo os nossos parceiros, da Arinterac Planejados, do Repórter Gastronômico e do pessoal do Vinagre, Sr. Vitinho. Agora chegou o momento que eu vou dar aqui a minha avaliação e vou ser obrigado a falar. Porque o pessoal de casa sempre pergunta, mas e aí, você não mente? E eu não minto. Tá muito bom. Que responsabilidade. Tá muito bom. Que bom. Na medida certa, o sal, o azedinho do vinagre. Está ótimo. Parabéns. Obrigada. Olha, gostei. E assim, é muito engraçado como a comida traz lembranças, né? Com certeza. Traz uma lembrança de infância, né? De festas de antigamente. Hoje em dia não tem mais, né? Eu costumo dizer que essa receita, ela está sendo resgatada. Porque antigamente se falava que tinha em casamentos Ainda até falava, era casamento de pobre Ainda falava muito isso E hoje a gente vê no buffet A gente atende muito o pessoal da classe média alta E o pessoal é uma das primeiras coisas que eles pedem Delicioso É uma coisa que sempre está resgatando mesmo Essa receita todo mundo pede Sabor de infância Tati, quero agradecer a participação Sempre que tiver receitas novas Receitas diferentes Gostosas que eu sei que tem Liga pra gente, fala com a nossa produção E volta aqui Combinado? Obrigada E olha só gente, tem essa travessa inteira Aqui ainda Vamos encerrar então? Vamos Valeu, muito obrigado, até a próxima Já deixei tudo anotado aqui, neste fim de semana vou reproduzir, já que é um ótimo acompanhamento. Muito obrigado, Michel Morim e a chefe também por esta receita. E para a gente encerrar o Câmara Total nesta sexta-feira, em alto astral, nós vamos mostrar aquelas pessoas que se arriscam na cozinha. Vão tentar fazer alguma coisa, não dá certo e o que acontece? Aparece no perfil Chefs na Quarentena no Instagram e a gente reproduz aqui no Câmara Total. A melhor carne pra mim do mundo é carne. Eu não vou comer, não. Você não vai comer, não, Caquinha? Não. Você não vai comer não, Catinha Não, eu não gosto Você não viu a compra no carneiro, Catinha? Eu não gosto Você vai comer, Catinha Nem que eu tenha que enfiar esse carneiro todo na sua goela, Catinha Você é maluca, Catinha Eu não gosto, eu vou comer Você vai comer, miséria Ai, meu amigo E do diário, eu acabei de descobrir hoje, minha mãe come três refeições por dia, mais lanches entre mais sobremesas, então por que eu sou alimentado com pedras secas duas vezes por dia? Aquela do bolo, eu acho que a massa ainda não estava pronta. O Câmara Total fica por aqui. Muito obrigado pela sua companhia e audiência desde as 11 horas da manhã. Ótimo fim de semana. Lembrando, em coletiva, do prefeito Dário Saad, daqui a pouco às 3 horas da tarde, transmissão ao vivo aqui da TV Câmara Campinas, falando aí sobre a situação da cidade nesta pandemia, com as mudanças a partir de segunda-feira, com a situação emergencial que vive todo o estado de São Paulo. E a gente retorna na segunda-feira às 11 horas da manhã. Até lá. Tchau, tchau. Legenda Adriana Zanotto