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Olá, seja bem-vinda, seja bem-vindo, sextou 11 de dezembro de 2020, começa agora o Câmara Total ao vivo, 11 horas e 9 minutos. Muito obrigado pela sua companhia e a audiência. Você que acompanhou aí a coletiva do prefeito, participe aqui do nosso programa, enviando a sua mensagem através do número do nosso WhatsApp, que está aqui embaixo da sua tela. 19 é o nosso DDD, 978293776, 978293776. Ou você tem a opção de abrir a câmera do seu celular e mirar aqui, Para este QR Code que eu estou apontando aqui, e aí assim que você, como se fosse tirar uma foto ou fazer um vídeo, mirou para o QR Code e já vai abrir o WhatsApp da TV Câmara Campinas. Você clica aí no seu celular e pode participar ao vivo do nosso programa. E o que teremos hoje? Um Papai Noel feito de garrafas PET, que tem 12 metros de altura. Quer saber em que cidade que ele está? É já, já. Tem também as notícias da Metrópole e do Legislativo com a Mina Abreu repercutindo a coletiva do prefeito, as reuniões extraordinárias que aconteceram ontem, tem reportagem realizada hoje aqui no Legislativo também. Bom, vamos falar de Campeonato Brasileiro da Série B, porque hoje é dia da Ponte Preta entrar em campo, no domingo é a vez do Bugri. E tem ainda a previsão do tempo para este fim de semana Será que a chuva está chegando ou já chegou aí no seu bairro? Tem ainda giro ambiental com as notícias do meio ambiente Tem receita, são muitos assuntos E agora vocês vão saber quais são os cuidados que os síndicos dos condomínios precisam ter nesta época de pandemia E quais são as restrições nos locais Na época de pandemia é preciso ter ainda mais cuidado com tudo Nos condomínios não é diferente e os síndicos precisam estar atentos. De acordo com o presidente da Sindiconde, os funcionários recebem orientações e treinamentos especiais, como por exemplo... Manutenção da parte de higiene. Toda a parte de higiene, elevadores, escadas e parte interna do condomínio já estava severa. Continua. tapetes de entrada da entrada do prédio continua sendo higienizado e mantido no solo tem condomínios, por exemplo, que compraram dois até três tapetes, estão usados de manhã tantas horas depois é higienizado e colocado no solo e colocam um novo lugar a guarda não foi abaixada não foi, mesmo os condomínios de coado que são os condomínios mais populares lá, os síndicos estão levando muito a sério. Por exemplo, não tem elevador no local, mas as escadarias, todas elas são protegidas, limpas e principalmente com álcool gel para todos os moradores fazerem uso. Lembrando que o governador João Dória anunciou que todo o estado de São Paulo voltou para a fase amarela. Com isso, os condomínios devem alterar as regras também. No caso aqui, por exemplo, salão de festas, né? Esse, no caso, a capacidade para 40 pessoas, agora é apenas 40%. Então, quem quiser, no caso, locar o salão, vai saber que só 16 pessoas poderão participar. Nunca é demais lembrar que é importante e necessário o uso de máscaras nos ambientes comuns, distanciamento social e o uso de álcool em gel. O Eduardo, que é síndico, sabe muito bem disso, mas nem todo mundo colabora. A gente aqui procura colocar os avisos necessários, as placas, o álcool estão disponibilizados em cada setor do condomínio, próximo aos elevadores, no salão, na recepção, no hall de entrada. Então a gente tenta fazer a nossa parte, né? E sempre conscientizando as pessoas. Por isso, o ideal é enviar comunicados aos moradores. principalmente antes dos finais de semana e próximo às datas de festividades. Tudo precisa estar muito claro. Tem nos elevadores, né? E, por exemplo, a gente procura sempre estar atualizado para poder passar as modificações necessárias para os condôminos, né? Como fica a questão da área comum do prédio? Piscina, churrasqueira, academia. E aí, pode ou não funcionar? Olha, mesmo tendo uma regra variando de condomínio para condomínio, no quesito coronavírus, foi dada uma norma geral para todos os síndromes. E com o apoio de todos os moradores, não estão fazendo uso e se fazem uso, quando foi liberado para pelo menos fazer uso, Foi liberada para uma família, só aquela família naquele dia faz o uso, eles fazem a higienização e depois o condomínio confirma a higienização para depois passar para outro. E a piscina é a mesma coisa, o salão de festa é a mesma coisa. Agora, como a gente está falando que volta a fase amarela, esse recuo fica mesmo restrito. Porque o próprio morador de condomínio, ele é consciente, ele é consciente, ele está ali para ajudar o síndico. Pelo contrário, o conselho fiscal e o conselho consultivo de cada condomínio se uniram aos síndicos. E a criançada, hein? Bom, os pequenos devem levar seus próprios brinquedos. Nada de pegar emprestado do amiguinho ou do próprio prédio. Normalmente as crianças trazem os seus brinquedos A área aqui da piscina, por exemplo A gente pede preferencialmente cada família localizada num ponto Se bem que aqui é um prédio tranquilo Então a gente não tem problema de aglomeração na piscina Às vezes desce uma família, no máximo duas Aqui é tranquilo nessa parte Agora cada condomínio tem que estar atualizado com o seu e como vai fazer com seus condôminos e as crianças também. Aqui, no caso, está bem controlado. Já pensou recolher das ruas 100 mil garrafas pets e transformar o que muitas vezes é lixo em um Papai Noel gigante de 12 metros de altura? Pois isso aconteceu na cidade de Socorro, aqui no estado de São Paulo, o maior Papai Noel construído de garrafas pet do Sudeste. Olá pessoal, sou a Cássia Zavanella, secretária de turismo da Estância do Mineral de Socorro. Estou aqui para convidar vocês da TV Câmara Campinas para visitarem o nosso projeto Socorro Luzes de Natal. Estamos aqui esse ano com essa novidade que é o nosso Papai Noel de 12 metros e com toda segurança, pois os enfeites em mais de 10 pontos são ao ar livre. Então, você pode vir com a sua família, com toda segurança, estaremos aqui de braços abertos para recebê-los. Obrigado. Hora da gente falar sobre Campeonato Brasileiro da Série B aqui no Câmara Total porque hoje a Ponte Preta já entra em campo, olha só, já tem aqui na minha tela duelo válido pela 28ª rodada, hoje às 7h15 da noite a Ponte Preta recebe aqui no estádio Moisés Lucarelli a equipe do Havaí Lembrando, em confronto direto, a Ponte Preta é a oitava colocada, tem 40 pontos, e o Havaí está na décima posição, com 37. Se o Havaí vencer, empata em número de pontos com a Ponte, mas ultrapassa na tabela de classificação, porque vai ter uma vitória a mais. Então, é um duelo de suma importância para a Ponte Preta, porque afasta um concorrente direto por uma vaga ao Campeonato Brasileiro da Série A, E, claro, de quebra, aproxima a ponte do G4, que é o grupo dos quatro primeiros que conquistam esse acesso. O quarto colocado hoje é o Cuiabá, que tem 44 pontos, e a Ponte Preta tem 40. Então, a ponte está a quatro pontos do G4. A vitória hoje é muito importante. Lembrando que o treinador Marcelo Oliveira, bastante contestado pela torcida ponte pretana, pelos resultados, mas, acima de tudo, pelo rendimento, né? A Ponte não tem conseguido fazer boas partidas, então entra em campo hoje pressionada em busca desta vitória. E claro que na segunda-feira a gente conta essa história entre Ponte Preta e Havaí. E o Guarani, quando que joga? No domingo. E prestem atenção ao horário, hein? Já tem aqui na minha tela também partida válida pela 28ª rodada, 8h30 da noite. Então atenção, torcida abugrina que quiser acompanhar esta partida, vai ter que estar ligadinho aí no domingo à noite. As 8h30, partida diante do Brasil de Pelotas, fora de casa, então vai até o Rio Grande do Sul. Lembrando que o Brasil de Pelotas está na 15ª colocação, com 33 pontos, e o Guarani já na parte de cima da tabela. É o sétimo colocado, também com 40 pontos. É a mesma pontuação aí da Ponte Preta, só que vence no critério de saldo de gols. Então, sétimo colocado o Guarani, enfrentando o Brasil de Pelotas, que está tentando se afastar da zona de rebaixamento, a situação do Guarani é a mesma. Precisa da vitória para poder se aproximar no G4. Ainda ele não consegue entrar no grupo dos quatro primeiros, mas se vencer, pode ficar um ponto dependendo dos outros resultados. Então, é um duelo bastante interessante aí do Guarani diante do Brasil de Pelotas. E claro que na segunda-feira a gente conta também essa história entre o Brasil de Pelotas e o Bugra em partida válida pelo Campeonato Brasileiro da Série B. 11 horas e 20 minutos, você sabia que a Casa da Criança Paralítica desenvolve diversos programas e projetos integrados que atendem não apenas as crianças, mas também as famílias e os ex-pacientes que já finalizaram o tratamento na casa. Então, sobre este projeto, como eles estão fazendo na pandemia, confira agora o Mão Solidárias. Olá, estou na área para a gente falar do quê? Da plantinha, da sementinha do bem. Solidariedade, é claro. Olha, hoje eu vou falar de um trabalho bastante importante aqui em Campinas, que é o trabalho da Casa da Criança Paralítica, que é referência para toda a nossa região. E olha só quem está comigo aqui na tela, é o Jonas. Tudo bem, Jonas? Seja bem-vindo. Muito obrigado, tudo bem, graças a Deus. Dentro das possibilidades, por conta da pandemia, tudo bem. Olha, a pandemia virou a nossa casa de cabeça para baixo. Eu queria saber quais foram os impactos aí que o novo coronavírus trouxe para o trabalho de vocês. Então, na verdade, há um prejuízo substancial aqui na Casa da Criança Paralítica, no sentido de atendimento às crianças. Hoje nós fazemos atendimentos emergenciais e alguns deles nós fazemos também nas residências de nossos pequenos pacientes. É porque antes as crianças, os atendidos, eles iam até a sede da Casa da Criança Paralítica e recebiam todo o apoio necessário. Aí vocês tiveram que se readequar a isso? Isso, tivemos que nos readequar no atendimento, né, obviamente que é emergência, nós atendemos aqui na casa, dentro e seguindo todo o protocolo sanitário, né, em outros casos, né, nós atendemos nas próprias residências dos nossos pequenos pacientes, tá? Nós nos deslocamos para lá, fazemos atendimento, ajudando a família, né, obviamente, no sentido de facilitar, eu diria, o cuidado dessa criança dentro da sua própria casa. E é um atendimento tão importante, eu vou pedir até para a gente colocar imagens aí da Casa da Criança Paralítica, porque eu já estive lá diversas vezes e sei quanto o trabalho é importante para dezenas aí de crianças assistidas hoje pela entidade. Agora, Jonas, eu falei de dezenas de crianças, mas já passa de 100, né? Os atendimentos. Ah, o atendimento mensal nosso já passa de 350. Nós estamos hoje com 368 atendimentos. Ainda que dentro desse processo, como eu disse há pouco, né? A pandemia, nós ainda mantemos esse atendimento de forma integral. Obviamente, dentro das condições sanitárias que o momento nos obriga. Agora, foi um susto quando vocês tiveram que se distanciar dos assistidos? Ah, não resta dúvida, né? Sobretudo, como eu disse há pouco, na questão dos nossos equipamentos que nós temos aqui. Dos nossos médicos, dos nossos terapeutas, psicólogos, dos sonistas, isso obviamente fica muito prejudicado. Mas nós buscamos, sim, dentro da nossa missão, fazer um atendimento dentro do melhor possível e dentro das condições que o momento nos exige. Agora, Jonas, é um trabalho bastante precioso, eu conheci de pertinho, mas conta para quem ainda não conhece o trabalho da Criança Paralítica, o que vocês fazem de tão especial para os assistidos? Então, nós atendemos uma casa da Criança Paralítica que surgiu há 66 anos. E ela tem, obviamente, um rol muito grande de atendimento dentro de nossas especialidades. Nós atendemos nutrição da criança, nós atendemos psicologia, nós atendemos na área de médio, fisioterapia, ortopedia, neurologia. Nós temos os nossos fonos, nossos pedagogos, nós temos o pessoal de informática que busca interar essa criança junto ao meio da informática. Nós somos, além de um atendimento médico hospitalar, nós somos uma escola. Nós oferecemos, inclusive, treinamento aos professores da rede pública, como deve ser tratada essa criança dentro de uma sala de aula, porque ele é igual. Na verdade, ele tem uma distinção de artista, mas ele é uma criança igual às outras. Agora, essa integração com a sociedade, você falou aí da educação, é importante também, até para dar esse resgate de pertencimento dessa criança? Não há dúvida contra isso, porque eu acho que essa questão do preconceito que existe ainda, lamentavelmente, o que a casa da criança busca através de seus profissionais é quebrar esse paradigma, mostrar à sociedade que essa criança, ainda que ela tenha uma deficiência e discute a sua vida no sentido do caminhar, do pensar, é uma pessoa igual às outras, é a razão pela qual nós vamos às escolas, vamos às famílias para mostrar que essa criança tem os mesmos direitos e os mesmos sonhos de outras crianças. Nós temos que fazer com que isso, de fato, aconteça. Agora, os benefícios são para os dois lados, para a criança que tem algum tipo de deficiência e para o aluno que também não tem, porque é bom conviver também com essa diversidade. Não resta dúvida contra isso, é como eu falei, nós quebramos paradigmas, aquele preconceito, aquela dificuldade da criança, eu colocaria as crianças normal entre aspas, obviamente, ele quando recebe um amiguinho com deficiência física, ele percebe que ele é igual aos outros, não tem como, não tem o porquê de você tratar de forma diferente, é óbvio que ele tem as suas dificuldades motoras, mas isso não impede que ele seja igual. Enriquece a educação, enriquece a todos nós. Aliás, Jonas, eu tenho alguns depoimentos de quando eu fui aí. Vamos dar uma olhadinha? Roda aí. A diferença é notável para a gente, porque o carinho de todos os profissionais, a competência, principalmente, que todos são super competentes, super profissionais, e atencioso, não só com o meu filho, mas com o que a gente vê com todas as crianças aqui. As crianças chegam, é bem acolhida, é bem recebida e isso se torna, eu acho que de muitos outros atendimentos, se torna mais humano aqui, bem bacana o trabalho deles. Aqui eles me ajudaram muito a melhorar minha marcha, nas lições de casa eles também me ajudaram muito, qualquer coisa que tinha na escola eles me ajudaram, em tudo eles me ajudaram um pouquinho. Olha, são depoimentos maravilhosos que traduzem o trabalho aí de vocês, né? Qualidade de vida também passa por aí? Qualidade de vida, qualidade de vida, a inserção dessa pequena pessoa no mundo que nós vivemos, né? Fazer com que ela se sinta, ela primeiro, né? Ela primeiro se sinta igual às outras e ao mesmo tempo, obviamente, seus amiguinhos também o verem como igual, né? É nesse sentido, é trazer essa igualdade, essa questão da diferença, uma diferença obviamente muito subjetiva, fazer com que ele se insira dentro dessa própria sociedade. Agora, e a família, recebe algum tipo de apoio, Jonas? Isso é muito importante, porque na realidade, a criança com alívio de vitamina, ela não recebe apenas a criança, ela recebe a família da criança, junto com a criança. Nossos profissionais têm a obrigação de ter a empatia de reconhecer as dificuldades daquela família e mostrar para ele, nós estamos juntos com você, nós estamos ao seu lado. E em razão do conhecimento que nós temos, em razão das nossas áreas de atuação, nós vamos tornar a vida da criança em melhores condições e, obviamente, a família também. Ela vai compreender aquele momento que ele está vivendo, a família. Para compreender aquele momento que ela está vivendo, no sentido de, olha, eu faço parte da sociedade, né? Porque muitas vezes, antigamente, não muito tempo atrás, essa criança com deficiência física, ela ficava dentro de um quarto, ela não tinha condições, né? Isolada, né? Isolada, isolada, não era vista como ser de direito, né? Ela não tem direito. Então, nós, além de tudo isso, como você até falou que é sobre o direito, nós temos uma diretoria jurídica que atende essas famílias no sentido de ir atrás daqueles direitos que ela tem. O direito que essa criança tem frente à sociedade. E a maioria das famílias, obviamente, por desconhecer isso, a casa da criança, ela proporciona esse trabalho também, o trabalho jurídico. Porque muitas vezes elas não sabem os direitos que têm, não alcançam esse direito, acabam perdendo algum benefício. Para a gente falar desses benefícios, quais seriam, Jonas? Olha, são os medicamentos principalmente, são medicamentos principalmente e o direito à escola, o direito à educação. Eu traria como prioridade uma questão dos medicamentos, que são medicamentos de renda muito caros. De alto custo, né? O alto custo e a nossa diretoria jurídica, ela apresenta uma documentação onde exige que o poder público ofereça a essa criança esses medicamentos de alto custo. E outra prioridade é a questão da educação. A criança, obviamente, tem que ser inserida no meio escolar, guardando, obviamente, todas as suas dificuldades que ela tem de locomoção, por exemplo. Então, é nesse sentido que nós buscamos. Olha, bom esse tipo de trabalho para esclarecer, né, Jonas, assim, a família, o próprio paciente também, o próprio usuário, né? Sim, sim, não resta dúvida quanto a isso. Agora, eu falei que é uma referência na nossa região, vocês acabam recebendo pessoas de outros municípios aí? Sim, alguns outros municípios, sim, sobre Minas, principalmente, essas cidades no entorno de Cantinas, né, O que nós temos, além de tudo isso, eu acho que tem que ficar claro, nós temos uma oficina chamada Locomover, uma oficina que hoje já tem uma fama, né, quando se diz, dentro da sociedade, onde nós atendemos a questão, principalmente, de adaptação de meios de locomoção dessas crianças. Fazemos adaptação de cadeias de rodas, fazemos manutenção dessas cadeias de rodas, né. Enfim, nós atendemos, é um projeto que nós temos em parceria com a FEAC, né, E a FIAC, obviamente, que nos mantém com o insumo, enfim, e nós atendemos essas pessoas com esses equipamentos, aí eu diria para vocês, inclusive, fora do Estado de São Paulo, hoje nós já chegamos lá em Minas Gerais, por exemplo. Quando eu estive aí, eu dei uma olhadinha na sua oficina, bastante importante porque a gente sabe o valor de uma cadeira de rodas também e também essa adaptação que às vezes é um pouquinho difícil no primeiro momento. Então, é um trabalho também que dá acesso às famílias, esse equipamento tão importante. Sim, eu fico imaginando, quando não existia essa oficina, essas crianças sofriam, vamos falar assim, de uma forma bastante por cima. As adaptações das cadeiras eram feitas, eu não sei responder para você por quem, mas obviamente não era dentro das normas estabelecidas. E hoje a casa, nós temos lá uma terapeuta, uma fisioterapeuta, que atende através de refeituária, de prescrição médica, onde essas adaptações são feitas mediante esse laudo. Então hoje a criança, ou mesmo adulto, não é só criança, O mesmo adulto tem os equipamentos, os equipamentos precisam ser adaptados, precisam ser consertados, é feito aqui na casa da criança sozinho, completamente de forma gratuita. Agora, 60 anos de uma história de muitas vitórias, posso falar assim, Jonas? Muitas vitórias, muitos momentos, momentos que nos honram muito, eu não gosto de usar a palavra orgulho, mas é um orgulho para todos nós, de a gente poder contar com um trabalho tão precioso como esse. É motivo de orgulho, sim. É, mas uma honra, uma honra fazer parte dessa equipe. Hoje nós temos aqui uns 4 funcionários, que eu gosto de 55 funcionários, que atendem 364 crianças por mês, 364 famílias, é um dia que é melhor. E, obviamente, essa criança, quando vem para cá em condições normais, sem pandemia, ela tem o seu café da manhã, ela tem o seu almoço, ela tem o seu café da tarde. Então, isso que oferece é a sociedade em campainha. Eu até gosto de falar sempre, para ficar claro para os nossos telespectadores, de cada 10 reais gastos aqui na Casa da Criança, 4 reais e 20 centavos são subviados pelo governo público. Então, o restante, 6 reais e 80 centavos, é a sociedade em campainheira, as empresas doadoras que nos oferecem condições. Então, é por conta disso que esse momento de pandemia, É um momento de crise econômica, a casa tem, trabalhando a todo vapor, ela não parou em momento algum, mas nós precisamos realmente da ajuda da sociedade. É isso que eu ia até te perguntar, é um momento bastante delicado que vocês têm enfrentado por conta da crise, não só na área da saúde, mas a crise econômica. Quem puder ajudar, como é que faz para ajudar? As doações que nós temos, obviamente, elas podem ser feitas através do nosso site. né, é a parte do site a casa da filiação é de tantinhos tem todos lá os parâmetros e facilmente a empresa uma pessoa física gostaria de participar desse momento, né, por favor é só acessar o nosso site o outro, que eu diria também não menos importante mas é o que nos sustenta hoje de regra que se refere à crise econômica, é o nosso bazar nós temos um bazar funcionando de segunda a sábado, na parte de sábado, só na parte da manhã, onde nós revendemos produtos de boa qualidade. São roupas, calçados, eletrodomésticos, produtos eletrônicos. E nós fazemos, obviamente, antes de colocar, nós fazemos manutenções. Isso é importante na captação de recursos para manter o trabalho, né? Sim, o Bazar hoje é um grande centro de captação de recursos aqui da Casa E se alguém quiser doar algum objeto, ou mesmo roupa, vocês aceitam ir para o bazar? Em ótimas condições também, né, gente? Sim, não é só dúvida. Nós fazemos a retirada, ou a própria pessoa pode vir aqui conhecer a casa. Seria até bacana, né? É, melhor. Olha, eu estive lá, quem tiver oportunidade, no finalzinho do programa, Jonas, eu vou deixar o endereço para o pessoal, o telefone também, quem tiver oportunidade de conhecer o trabalho oferecido pela Casa da Criança Paralítica, que é bastante importante, porque a gente sai de lá com uma outra visão e com esse sentimento mesmo de esperança e de qualidade de vida para todos, né, Jonas? Sim, sim. Eu até convido. Eu prefiro. Eu prefiro. Obviamente, nós fazemos a retirada das doações, mas até faz a pessoa conhecer a casa, né? Fazer saber para quem ela está doando, né? Porque nossas condições são abertas, são muito transparentes, é uma administração transparente, ética, entendeu? Então, a pessoa que faz a doação, fique tranquilo. Venha, conheça a casa, visite a casa, veja o bazar, veja a foto que nós trabalhamos, tá? Porque o pessoal quando vai doar, eu acho que isso é um bom negócio, porque eu doei com a entidade séria. Certinho, olha, eu quero agradecer a sua participação e assim que você tiver mais novidades, vem aqui para o nosso programa contar para a gente, tá bom? Sim, vou para a discussão de vocês também, tá? Qualquer coisa, por favor, podem nos contatar. E mando um abração para toda a equipe. Olha, agora eu vou deixar para você que está me assistindo e assistiu o Jonas até agora, todos os contatos que aparecem aqui é da Casa da Criança Paralítica. Faça uma visita e, é claro, faça a doação que você puder para ajudar esse trabalho tão importante. Obrigada pela sua audiência. Até nosso próximo encontro. Tchau. 11 horas e 36 minutos. Muito obrigado pela sua companhia e audiência. Vamos fazer o seguinte agora. Primeiro intervalo aqui no Câmara Total e na volta. A gente vai com as notícias do Legislativo com a Mirna Abreu ao vivo repercutindo as reuniões extraordinárias. Tem reportagem realizada hoje. A gente vai falar também, você está com o nome na malha fina? Fez o imposto de renda, caiu na malha fina? Tem informação importante para você. Previsão do tempo para o fim de semana aí na sua região. Já está chovendo? Muitos assuntos, não sai daí que o intervalo é rapidinho. 11 horas e 41 minutos, continue participando, viu? O número do nosso WhatsApp, 19-ODDD-97829-3776, está aqui embaixo da sua tela. Ou você tem aquela opção do QR Code, né? Pegue o seu celular, abre a câmera como se você fosse tirar uma foto. E aí você mira aqui, ó, para este QR Code com a câmera, e aí já vai abrir o WhatsApp da TV Câmara Campinas, e você participa ao vivo aqui do Câmara Total. 11 horas e 42 minutos, a Mirna Abreu já está aqui nos nossos estúdios, seja bem-vinda e bom dia com as notícias do Legislativo repercutindo as reuniões extraordinárias, já que os parlamentares ontem aprovaram o orçamento do ano que vem, Mirna? Isso mesmo, bom dia, Gabriel, bom dia a você aí de casa. A Câmara de Campinas aprovou em votação definitiva o orçamento para 2021 em cerca de 6 bilhões e 500 milhões de reais. E olha só, nós tivemos 23 votos favoráveis e 6 contrários. A peça foi aprovada sem nenhuma emenda, ela recebeu 25 emendas protocoladas, mas todas foram rejeitadas pela Comissão Permanente de Orçamento aqui da Câmara e Finanças. Olha, foram 20 emendas do vereador Carmo Luiz, duas do vereador Marcelo Silva, uma do vereador Gustavo Peta, uma do vereador Tenente Santini e uma da vereadora Mariana Conte. todas elas rejeitadas, então a matéria foi votada como veio do Executivo. E o líder de governo na Câmara justificou a importância da aprovação do texto original. Nós podemos dizer a partir dessa audiência pública que esse orçamento reflete aquilo que é possível fazer nesse momento, diante das condições conjunturais instaladas para fazer o melhor para a cidade de Campinas. As prioridades foram dadas para o ano que vem. O maior orçamento e com maior crescimento é da saúde. 1 bilhão 637 milhões destinados à saúde. Rede Marigate e a Secretaria Municipal de Saúde entendendo que essa área tem que ser priorizada nesse momento que é aquilo que mais demanda atenção e preocupação da cidade e da sociedade. A educação também em segundo com crescimento, a volta como a saúde, educação e assistência, três áreas sociais estão tendo um aumento. Ô Mina, e ontem também nas reuniões extraordinárias, os parlamentares aprovaram as contas do Executivo de 2016. Isso mesmo. Essas contas vieram do Tribunal de Contas do Estado, que reprovou a publicação, na verdade, reprovou as contas de 2016 e elas receberam um parecer, na verdade, rejeitado pela Comissão de Constituição e Legalidade e de Finanças e Orçamento aqui da Câmara. Por isso, as duas comissões juntas fizeram um projeto de decreto legislativo rejeitando a análise do Tribunal de Contas do Estado. No momento da votação, nós tivemos a participação do representante do governo municipal, que falou sobre essa justificativa e essa análise feita pelo TCE e também pela Câmara de Campinas. O Tribunal de Contas é um órgão assessório do Legislativo, ele não tem o poder jurisdicional, razão pela qual a última palavra com relação ao tema contas anuais do Executivo é desta casa, é do Legislativo, sem dúvida alguma, e a jurisprudência do Supremo, nesse ponto, é em contexto. E indo para o caso específico, após a oitiva dos pareceres das comissões presididas respectivamente pelo vereador Vermelho e pelo vereador Cirilo, que entenderam por bem rejeitar o parecer do Tribunal de Contas e aprovar as contas do ano 2016, com o qual aqui eu faço o coro, eu gostaria de destacar três pontos que me parecem os mais relevantes em toda essa questão. A primeira delas me parece absolutamente relevante. Mesmo no decreto do Tribunal de Contas, que julgou irregular as contas em 2016, não houve a verificação de qualquer vício insanável. Vale dizer, não se investiu menos do que deveria em saúde, em educação, não se violou a lei de responsabilidade fiscal, foram atingidos os índices de previdência, e aqui eu abro um parênteses, o trabalho dessa casa nesses últimos anos foi absolutamente relevante, e não houve quebra de ordem cronológica. Olha, e toda a justificativa e também a leitura de todo o projeto embasado nas análises das duas comissões, você pode conferir no youtube.com.br, TV Câmara Campinas, nas reuniões extraordinárias que aconteceram nesta quinta-feira. Importante lembrar que essa é a conta, com essa votação, a Câmara não tem represado nenhum projeto de análise de contas das prefeituras, porque é de responsabilidade do Legislativo, depois do parecer do Tribunal de Contas, que elas sejam analisadas também pela Câmara Municipal. Então, nós temos ainda as contas de 2017, 2018 e 2019 já enviadas para o TCE, mas ele ainda não enviou para o Legislativo, que aí, quando receber, terá um prazo para discussão e votação dessas contas. e aí a gente vai analisar qual vai ser a votação que agora fica também para a próxima legislatura. E a íntegra de todas as votações, inclusive da retirada do projeto do vereador Marcelo Silva, que pediu a retirada do projeto dele que tratava sobre o número mínimo de pessoas nas salas de aulas presenciais para o próximo ano legislativo, Essa matéria ainda volta a ser discutida em 2021, porque ele deve fazer algumas adequações. Também foi aprovado o plano de turismo aqui de Campinas e a pauta completa com o resultado da votação está no site campinas.sp.led.br. Agora, Mirna Abreu, a vereadora Mariana Conte fez um pedido para uma abertura de CPI. Qual seria este assunto? É, justamente a respeito do CAMPREV, que é um ponto também apontado nas contas recentes, a gente teve aprovação, inclusive, de algumas leis em relação ao CAMPREV, justamente por conta da pandemia, e a vereadora Mariana questiona tudo isso, por isso, o pedido em que ela faz justamente esse requerimento de abertura de uma comissão parlamentar de inquérito a respeito do CAMPREV, e que o presidente recepcionou o documento. Para que a gente possa começar, inclusive, terminar esse ano e começar a próxima legislatura com a CPI do CAMPREV aberta. O CAMPREV tem sido usado como argumento para vários projetos, isso foi usado como argumento na aprovação do orçamento, a redução de orçamento das áreas sociais, foi usado como argumento em outros momentos, o suposto gasto excessivo e tudo mais. Eu acho que a gente precisa olhar a previdência social de uma outra forma, de uma forma mais ampla e repensar o projeto de previdência que está sem curso. A gente tem visto aí projetos que vão desidratando o CAMPREV, então teve o projeto de compra de vidas, aumento da alíquota, também implicou no aumento da alíquota para o município, para a prefeitura, nós alertamos sobre isso. Então, ao mesmo tempo que se desidrata o CAMPREV, o custo e o gasto têm sido usados como argumento para desidratar ainda mais. Chegou às nossas mãos no dia de ontem, pela manhã nós o recepcionamos, determinei a autuação para que se torne um procedimento administrativo da casa e deve ser encaminhado até a tarde à procuradoria para que não venhamos, como eu disse na sessão passada, tomar alguma medida acelerada ou menos aconselhada e amanhã o judiciário venha a nos responsabilizar por ato que possa ter sido visto como nulo. Olha aí uma manhã histórica para a Câmara Municipal de Campinas, em que eu mesma acompanhei na presidência o encerramento do livro de posse dos prefeitos desde o ano de 1891. Acompanhe. 4 de abril de 1891 é a data da abertura do livro de posse dos prefeitos após a proclamação da República assinado pelo presidente do Legislativo, Antônio Álvares Lobo. Na primeira posse, a história de um período em que a Câmara era chamada de Conselho de Intendentes. Na época, um representante da Intendência de Itatiba veio a Campinas para dar posse aos nomeados pelo governador do Estado. As páginas retratam nas posses e nomeações as diversas fases da política brasileira, em especial da campineira. E essa manhã que marca o encerramento de mais de 100 anos de história e também a abertura de um novo ciclo na Câmara Municipal, que foi feita pelo presidente Marcos Bernardelli, que vai falar agora desse sentimento. Presidente, primeiro livro ali, o intendente Antônio Álvares Lobos naquele momento, e o senhor agora marca um novo ciclo da Câmara com esse livro, Muita História, em mais de 100 páginas. É, nós estamos também obedecendo aqui as orientações dos nossos historiadores, face ao tempo decorrido, aproximadamente 129 anos. O tempo fez com que o livro lá em 4 de abril de 1891 chegasse até os dias de hoje. Mas a orientação é que nós fizéssemos o termo de encerramento, e assim foi feito, e o termo de abertura de um novo livro para os anais, principalmente, e no que diz respeito ao que ali está consignado. Foi a posse de todos aqueles que tiveram a representação máxima do município, ou seja, os intendentes, os nomeados, os prefeitos eleitos. a história pura, cristalina da nossa cidade no que diz respeito aos seus governantes. Estamos encerrando essa fase, esse livro agora vai ser recuperado também, vai ficar para os anais da nossa casa. E com a abertura do novo livro, evidentemente, que já no dia 1º, a ata de posse do seu prefeito, do vice-prefeito e dos vereadores será consignado nesse novo livro, que também foi feita hoje, a abertura. E me sinto muito honrado por poder também agora estar fazendo parte da história, porque se esse livro durar o tanto quanto o livro anterior, vamos ter mais de 100 anos com a nossa assinatura na abertura e a rubrica em todas as suas páginas até a penúltima. Muito bacana, né? A gente está vendo a história sendo escrita. Agora, como curiosidade, Minabril, e aquele outro livro, para onde que ele vai? Onde que ele vai ficar armazenado? Porque tem que ter um cuidado, né? Sim, como é um livro muito antigo, inclusive, nós temos aqui os servidores da casa, temos um historiador que já explicou, inclusive, que esse livro, são poucos no país, muitas câmaras não têm mais esse livro. Então, teve todo um cuidado durante tantos anos do Departamento de Recursos Humanos, que era chamado Antigo Departamento Pessoal, juntamente com o pessoal da biblioteca, que faz a parte de documentação e agora esse livro especial vai para uma câmara fria e ele vai poder ser manuseado apenas por pessoas autorizadas com luvas, justamente porque ele traz a história. É que não dá para a gente ler aqui no ar, mas eu consegui ler, por exemplo, Gabriel, que esse primeiro livro, que foi à posse no dia 18 de abril, veio um intendente da cidade de Itatiba para dar posse ao Conselho de Intendentes de Campinas, que na época não se chamava Câmara Municipal, que o Antônio Álvares Lobo foi nomeado presidente, então não era eleição ainda. Mas esse livro, ele traz, por exemplo, depois momentos em que nós tivemos eleição de prefeito, também traz recentemente que nós tivemos posse de prefeitos que foram empossados após, por exemplo, a cassação do prefeito Hélio. Então, toda essa história traz aí nessas mais de 120 páginas deste antigo livro. Inclusive, uma outra curiosidade é que, como o presidente Marcos Bernardelli explicou, além de ter a assinatura na primeira página, ele tem a rubrica em todas as páginas. Então, e tem uma última assinatura do Antônio Álvares Lobo na última página desse livro, que hoje foi encerrado pelo presidente. E assim será no próximo livro também, que foi feita a abertura e será usado no dia 1º de janeiro. Sem sombra de dúvidas. Então, um livro histórico e você me contou nos bastidores aí alguns escritos, até o pessoal meio bravo, né? Dando algum recado, alguma coisa que aconteceu. Então, muito bacana, desde 1891. Porque, inclusive, o livro registra que, na época, o intendente de Itatiba teve que vir a Campinas dar posse ao Conselho de Intendentes aqui da nossa cidade porque não havia autoridade competente aqui para fazê-lo. Então, por isso que foi. Por quê? Porque, na época, esse Conselho de Intendentes também era considerado a autoridade máxima de um município. Então, para a gente entender um pouquinho como era a política antigamente, como era a organização, né? Então, necessariamente, naquele momento, não era a nomeação de um prefeito, era a nomeação desse conselho de intendentes que era responsável aqui pela nossa cidade. Certo. Aula de história, então, aqui nas notícias do Legislativo. Muito bacana, então, esta reportagem e este livro, então. E a partir de agora, do ano de 2021, um novo livro, já que aquele já tem muita história e está sendo aberta, então, este segundo livro. É, e todo o cuidado que precisa ter para o resgate e para manter aí a memória da nossa cidade. Certíssimo, Mirna Abreu. Muito obrigado pelas notícias do Legislativo. Volta daqui a pouco com as notícias da Metrópole e ainda temos o Giro Ambiental hoje, hein? Isso mesmo. Daqui a pouco a gente vai falar sobre as questões da Covid-19 e depois sobre o meio ambiente. Combinado, então. Até daqui a pouco para a Mirna Abreu, que já retorna aos nossos estúdios. Você aí de casa caiu na malha fiscal ou como a gente conhece, a malha fina já fez o ajuste no seu imposto de renda? Se você ainda tiver alguma dúvida, a gente consulta agora o Michel Amorim, que está lá na Receita Federal e traz agora Como Eu Faço. O Como Eu Faço de hoje veio até a Receita Federal aqui de Campinas e vamos tirar as suas dúvidas. E a primeira é com o analista tributário aqui da Receita Federal, o Thierry Roldan. Thierry, a pessoa caiu na malha fina. E aí, como é que faz para sair dessa situação e quais implicações ela tem se não regularizar? O primeiro passo que eu tenho que fazer é consultar no site da Receita Federal o portal ECAC, que ele também pode acessar pelo aplicativo Meu Imposto de Renda no celular. Ali você tem várias funcionalidades e a principal delas, ligada à pendência de malha, verificar se você está em malha, é consultar o meu imposto de renda, acessar o meu imposto de renda. Lá você vai enxergar os últimos cinco anos e se ele está ou não em pendência e qual a pendência. E já vai te apontar os principais caminhos para regularizar. Muito obrigado, Thierry, pelas explicações. E olha só, você aí de casa, se restou alguma dúvida, é só entrar no site da Receita Federal ou baixar o aplicativo da Receita também no seu celular através da lojinha iOS ou Android. Bom, o tempo foi se abrindo durante a semana, mas você já percebeu, né? Com a chegada do fim de semana, a nebulosidade voltou a tomar conta e deve chover no sábado e no domingo. Então, fim de semana de tempo fechado e as temperaturas não sobem. Olha só aqui na minha tela. Então, amanhã, dia 12 de dezembro, nós temos mínima de 20 graus e a máxima não deve passar dos 28 graus. E no domingo, dia 13 de dezembro, mínima de 20, muito parecida, e a máxima podendo chegar aos 29 graus. Então, o sol não deve aparecer. Se aparecer entre muitas nuvens, a gente não deve ter tempo aberto neste fim de semana, já que nesta sexta-feira, em muitas regiões, agora cedo, já temos garoa, já temos uma chuva fraca registradas aqui no município de Campinas. Meio dia em ponto, então vamos fazer o seguinte, segunda pausa aqui no nosso Câmara Total, na volta tem as notícias da metrópole de Campinas repercutindo a coletiva do prefeito Jonas Donizete, do prefeito eleito Dário Saad, que assume em 2021. Nós vamos também conversar ao vivo com o nosso repórter André Aranha, que está lá na Unicamp, fez uma parceria muito bacana com a Universidade do Japão, que criou um Teste, teste diferente para detectar a Covid-19. Então, ao vivo, vou com o André Aranha. Nós temos ainda muitos assuntos para abordar aqui. Tem quadro de cultura com o Rubens Morelli, notícias do meio ambiente, tem receita. Então, o intervalo é rapidinho, não saia daí. Meio dia e 5, Câmara Total de volta ao vivo nesta sexta-feira Muito obrigado pela sua companhia e a audiência Continue participando, viu? Número do nosso WhatsApp DDD19-97829-3776. Agora, está aqui embaixo da sua tela, então fique à vontade. Pelo QR Code com a câmera do seu celular, ou você adiciona o número do nosso WhatsApp aí nos seus contatos e pelo WhatsApp você envia a pergunta. Agora, olha que bacana e que importante esta notícia. A Unicamp, em parceria com uma universidade lá do Japão, Criaram testes para detecção do SARS-CoV-2 por meio da amostra de saliva. Se isso for validado, é um grande avanço. Por isso que eu vou acionar agora o nosso repórter André Aranha, que está na universidade e tem mais detalhes. Boa tarde, André. Eu já quero saber, este teste é mais rápido, mais barato, mais simples de ser realizado, se comparado à coleta, aquela com o cotonete no nariz ou na garganta, O famoso PCR. Seja bem-vindo e boa tarde. Pois é, boa tarde para você, Gabriel Castro. Boa tarde para todo mundo. Olha, ele é mais barato, mais rápido e, principalmente, muito mais confortável. Eu confesso para você que faz uns 10 dias que eu fiz, não é? É o teste pelo nariz e dei trabalho, viu, Gabriel? É realmente bastante desconfortável. Claro que a gente tem que fazer, porque a nossa saúde que está em jogo, mas realmente é bastante desconfortável. Quem vai falar muito mais a respeito dessa situação com a gente é o doutor Plínio, que está conosco ao vivo aqui na TV Câmara Campinas. Realmente seria muito mais confortável pela saliva do que pelo nariz. Boa tarde para o senhor, doutor. Boa tarde. É, realmente, na verdade, assim, nós temos essa questão da comodidade para os pacientes, né? Porque realmente a coleta pelo nariz, o swab coletado pelo nariz, ele é um pouco incomodativo, né? Mas as duas maiores vantagens da realização do TSA através da saliva é que é mais fácil da gente fazer a testagem em massa da população. Você consegue coletar mais rapidamente, com menores riscos para o profissional da saúde que está fazendo a coleta. E, além disso, você consegue coletar um número maior de pessoas por hora de trabalho. Então, você consegue ampliar o número de pessoas que podem ser testadas ao mesmo tempo. E, além disso, muitas pessoas, muitos pacientes também têm problemas de facilidade de sangramento. Então, esse exame, como você mesmo falou aqui, que já coletou, na verdade, você faz um esfregaço do fundo do nariz, lá do nariz. E muitas pessoas não suportam isso porque elas têm uma grande facilidade de sangramento. E aí, para essas pessoas em particular, então, que a coleta da saliva fica bem mais conveniente do que o suave nasal. Bom, e o senhor estava me contando, né, doutor Plínio, que existem duas formas de fazer essa coleta pela saliva. Quais são, por favor? depositando a saliva num frasco, nesses frascos comuns de laboratório, estéreo, ou então a gente pode colocar um cotonete entre a gengiva e a bochecha da pessoa, porque ali, nesse espaço, fica realmente, normalmente, coletada muita saliva, muita saliva fica parada ali, né? Então, a gente pode colocar um cotonete ali e coletar saliva dali também. Doutor, fale um pouco mais sobre essa parceria, né, que o Gabriel falou, inclusive, no estúdio, entre a Unicamp e essa Universidade do Japão. A Universidade de Chiba, no Japão. Nós temos essa parceria já há mais de 20 anos. Nós vamos completar 25 anos em 2022 de parceria, de trabalhos e pesquisas científicas em conjunto. Temos um projeto que está em andamento desde 2017, que vai terminar agora em 2022. E durante esse projeto nós fomos aí pegos de surpresa pela pandemia. E as nossas pesquisas que estavam em desenvolvimento durante esse período tiveram que ser paradas, suspensas temporariamente. Porque os nossos alunos, por exemplo, aqui na universidade foi suspensa a atividade dentro do campus, né? E lá no Japão também. Então, tanto os pesquisadores japoneses quanto os japoneses tiveram que suspender temporariamente as suas pesquisas. E aí nós ficamos, bom, agora o que nós temos de material de pesquisa é a Covid-19. Então, fomos atrás de o que a gente poderia trabalhar em cima da Covid-19. Começamos a fazer reuniões científicas online. E no escopo dessas reuniões científicas online é que surgiu a ideia de testar ou validar esse teste por saliva. É porque essa técnica que a gente realiza para esse teste que nós vamos validar, a gente já vem realizando ao longo dos anos. Desde 2010 eu trabalho com essa técnica, então a gente aproveitou a expertise que a gente já tem sobre a técnica para avançar no diagnóstico da Covid-19. O doutor Plinio, eu tiro uma dúvida minha aqui, como os testes podem mudar a forma e o tempo para obter o diagnóstico? Sim, esse teste, uma das grandes vantagens dessa metodologia é que ela dá um resultado rápido, 15, 20 minutos, não mais tardar 20 minutos o resultado está pronto. Então isso acelera bastante no diagnóstico, nas tomadas de decisão, por exemplo, para isolamento das pessoas em casa Como eu estava falando, se a gente fizer testagem em massa da população A gente pode indicar com uma melhora garantia se a pessoa deve realmente ficar confinada ou não Se ela está negativa, ela não precisa ficar com tanta restrição dentro de casa E mesmo no hospital também, decisão de interno ou no interno, se toma as precauções para a transmissão dentro do hospital para a Covid, que são precauções especiais ou não. Porque enquanto a gente não consegue descartar a Covid, todas as precauções são tomadas como se ele tivesse Covid. A gente só consegue suspender as precauções especiais no momento que a gente tem a negativação do teste. Na hora que você tem um teste mais rápido, a gente otimiza também os insumos hospitalares, os recursos humanos dentro do hospital e fica melhor para o paciente também, que pode receber visita, O paciente com Covid, por exemplo, não pode receber a visita dos familiares, tem toda uma restrição. Então, melhora a rapidez do diagnóstico, melhora para todas essas condições circunstantes aí no atendimento ao paciente, né? Doutor Plínio, o modelo foi obtido, né, o modelo de pesquisa pelos japoneses, agora é preciso que o teste seja validado aqui no Brasil, é isso? Sim, é isso, porque ele foi desenvolvido no Japão e agora a gente, para poder aplicar na população brasileira, nós temos que fazer uma validação, Nós vamos pegar os resultados dos testes que nós já fizemos com o PCR em tempo real, que é o padrão ouro, que é adotado no mundo inteiro, e comparar o resultado desse teste com os testes que a gente já fez do padrão ouro. E se houver concordância entre os resultados que a gente obtiver com esse teste novo e com os testes tradicionais, então isso significa que ele é um bom exame que a gente pode aplicar de uma forma geral na população. Bom, os testes já estão aqui na Unicamp, inclusive a gente tem imagens dos testes. E quanto tempo levaria, doutor, essa fase inicial aqui no Brasil? O nosso termo de cooperação com a Universidade de Itiba dá em torno de seis meses, a gente tem seis meses para terminar o trabalho. Mas eu acredito que antes disso a gente já tenha terminado a execução dos testes em si, para poder dar tempo de a gente publicar os dados. Porque após a execução dos trabalhos, nós vamos publicar essas informações em revistas científicas e tudo mais. Então, eu imagino que em uns três meses, mais ou menos, quatro meses no máximo, a gente executa toda a parte operacional e aí fica só a parte mesmo da publicação dos resultados. Evidente que muita gente tem curiosidade, né, doutor? Como os testes são feitos no laboratório? Esse que nós estamos testando ou o normal? Esse aqui. Esse aqui, na verdade, a gente pega a amostra da saliva, existe uma técnica que é para a extração do RNA do vírus, né? Aí depois a gente pega um microlitro, dois microlitros de todo esse material e coloca para reagir dentro do equipamento com o kit que veio, né? Que já tem lá, vamos dizer assim, a forma complementar do vírus. E aí, se houver, então, a interação entre a nossa sonda que a gente está utilizando com o material genético presente na saliva da pessoa, vai aparecer um gráfico de positivação e a gente vai poder visualizar, através do equipamento, a gente consegue visualizar a amplificação do material genético. Quantos kits a Unicamp recebeu, doutor? 720. 720? Eu, senhor, acho que é suficiente, precisa de mais. Para esta fase inicial era suficiente, nós calculamos, fizemos um cálculo para ter uma amostra suficiente para dizer sim, esse teste é bom. Então, esse número de amostras, ele inclui também o número necessário para validação e um quantitativo inicial para a gente, vamos dizer assim, nos habituarmos com a tecnologia. Bom, doutor, eu vou passar para o Gabriel, que está no estúdio da TV Câmara Campinas. O doutor Plínio, aqui da Unicamp, gentilmente atende a nossa reportagem ao vivo aqui no Câmara Total. Pois não, Gabriel? Bom, quero agradecer a presença do doutor Plínio, diretamente lá da Unicamp, junto com o nosso repórter, o André Aranha. Caso você de casa tenha alguma dúvida, algum questionamento, 978-293776 é o número do nosso WhatsApp. O Plínio, quem faz essa validação do teste e ainda este ano ele já pode entrar em vigor, existe toda uma burocracia por trás, isso é só a partir de 2021, isso seria para a cidade de Campinas ou o Brasil inteiro que quiser realizar esse teste também, ele vai poder adquirir, queria que o senhor nos explicasse, seja bem-vindo e boa tarde. Boa tarde, Gabriel. Na verdade, assim, nessa fase inicial, então, nós estamos fazendo, como eu disse, a validação do teste, né? Então, o que nós temos? Nós vamos comparar o resultado do teste, vamos dizer assim, padrão ouro, que é o PCR em tempo real, padrão ouro, com os resultados que a gente vai obter com esse teste novo. Então, na verdade, essa fase inicial não está aberta para novas coletas de pessoas. Uma vez, a partir do momento que a gente produzir as informações com essa validação, isso permitiria ou permitirá que a empresa pleiteie o registro do produto na Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Mas aí já não é a parte nossa mais, a nossa parte é mais de verificar se o teste é realmente compatível e utilizável na nossa população. Doutor, mais alguma coisa importante que o senhor queira colocar para os telespectadores da TV Câmara que estão acompanhando a entrevista ao vivo? Realmente é só ressaltar a importância de a gente ter sempre várias alternativas de testes laboratoriais que sejam rápidos, que sejam baratos, que sejam confiáveis. para que a gente possa, então, facilitar o trabalho do Sistema Único de Saúde. O SUS-ALE é o que realmente está dando conta de enfrentar a pandemia, então sempre que a gente pode contribuir de alguma forma para expandir os métodos diagnósticos disponíveis no Sistema Único de Saúde, isso pode acarretar uma melhoria na utilização dos recursos do Sistema Único de Saúde. Então, esse é um dos grandes motes do nosso trabalho, Fornecer dados para o SUS, para que ele possa, enfim, absorver ou não essa tecnologia. Muito obrigado pela entrevista. Eu que agradeço a oportunidade. Eu volto com você, Gabriel Castro. Tá certo, então. Muito obrigado, André Aranha, ao doutor Plínio, por todas as informações. Muito importante, ainda na fase de testes na Unicamp. Agora, a gente espera que dê tudo certo e que, a partir, então, de 2021, a gente tenha mais uma testagem para ser realizada na população de uma forma mais rápida, mais simples e mais barata, que é muito importante também. Mas é importante, então, a gente vai continuar acompanhando esta fase que ainda está em testes na Unicamp, diretamente da universidade, nesta parceria com uma universidade lá do Japão. Meio dia e 18, a Mina Abreu já está de volta aqui nos nossos estúdios, agora com as notícias da Metrópole de Campinas, mas claro, naquela atualização diária que nós fazemos da Covid-19. Então, seja bem-vinda novamente e boa tarde. Boa tarde, Gabriel. Boa tarde a você aí de casa. E a gente que falava agora no link a respeito de testes da Covid-19, o assunto continua aqui no Notícias da Metrópole. Agora a gente vai falar dos números no país, de acordo com o Ministério da Saúde, até esta quinta-feira são 6.781.799 pessoas aqui no nosso país acometidas pela doença, com 179.765 óbitos. Lembrando que nós tivemos 53.347 novos casos da doença no país. No estado de São Paulo, 1.316.371 pessoas já foram acometidas pela Covid-19, sendo o número de óbitos 43.661. Ficam aqui as condolências da TV Câmara Campinas a todos os familiares dessas vidas perdidas no nosso país Agora a gente vai falar da região metropolitana de Campinas Olha só, nós temos aqui na RMC já com os dados atualizados da nossa cidade 108.820 casos confirmados da Covid-19 Campinas lidera esse ranking, infelizmente, com 45.989 casos da doença, nos aproximando de 46 mil casos. Indaiatuba já supera os 10 mil casos, olha, 10.093 casos de Covid-19. Sumaré, 7.481. Americana, 7.166. Santa Bárbara do Oeste, 7.096. Hortolândia, 5.544. Paulínia permanece com menos de 5 mil casos. Então, na sequência, Paulínia, Valinhos, Vinhedo, Itatiba, depois aparece Cosmópolis, Montemor, Jaguariúna, Nova Odessa, Arthur Nogueira, com 1.410 casos. Nós temos os números subestimados de engenheiro coelho, infelizmente, ainda. Nossa equipe entrou em contato com a assessoria de imprensa e também não obtivemos ainda atualização nem pelo site, nem por meio de qualquer informação oficial daquele município, Gabriel. Santo Antônio de Poce, 933 casos, Pedreira, 796, Olambra, 521 e Morungaba, 223. Em relação aos casos na cidade de Campinas, antes da gente entrar nas mortes, De quarta para quinta-feira, foram 484 casos confirmados. E de quinta para sexta-feira, 209 casos a mais. Então, nesta semana, nós já passamos de mil casos confirmados. A gente teve o feriado, então, por isso que esse número veio um pouquinho maior de quarta para quinta-feira. Mesmo assim, são números altos. E agora, nas últimas 24 horas, 209 casos a mais. por isso que a cidade de Campinas já está se aproximando dos 46 mil casos confirmados. Pessoas internadas, 168, 4 pessoas tiveram alto, que é uma boa notícia. E em isolamento domiciliar, que é um número que preocupa bastante também, 496 pessoas estão em isolamento domiciliar, são 128 a mais. Então, em 24 horas, 128 pessoas a mais se recuperando da doença em casa, com todos os cuidados. Sim, quando a gente fala dos óbitos, Gabriel, 3.114 mortes na RMC devido à Covid-19. Campinas, até esta sexta-feira, soma 1.409 óbitos pela Covid. Sumaré, 269. Indaiatuba, 262. Santa Bárbara, 202. Americanas, 185. Valinhos com uma pequena diferença sempre ali de americana com 183, Hortolândia 167, Paulínia tem menos de 100 óbitos, 88 e na sequência aparecem Nova Odessa, Cosmópolis, depois de Cosmópolis, Monte Mora e Vinhedo que as duas tem 44 óbitos, Itatiba 41, Jaguariúna 31, Arthur Nogueira também 31 óbitos, Engenheiro Coelho, a gente não sabe se esse número está atualizado ou não, devido às informações que já passei, Santo Antônio de Poce, 11 óbitos, Pedreira, 13, Morungaba, 4 e Olambra, 3 mortes. Olha, e quando a gente fala dessas mortes e da questão da transmissão, que inclusive o Gabriel já mencionou aí no número de casos que vem aumentando muito, nós tivemos uma coletiva nesta manhã com as autoridades de saúde e foi apresentado o plano de contingência que deve ser utilizado pelo próximo governo. São critérios que são preconizados pelo Ministério da Saúde, mas não só. São critérios também internacionais, da OPAS, da OMS, do próprio governo do Estado de São Paulo e que estabelecem níveis de risco, desde o risco muito baixo até o risco muito alto e as ações em cada um desses riscos. O prefeito Jonas Donizete também falou dessa questão das mortes e também de como a cidade tem lidado com essa questão aqui. Todos eles tinham mais de 70 anos. Segue aqui a questão da preocupação com as pessoas de mais idade. A morte é sempre muito dura, a perda de vidas, mas no contexto do sepultamento não tivemos problemas que aconteceram em outros municípios, de não ter uma dignidade ali naquele momento de luto da família. Os procedimentos foram feitos todos adequadamente, com os cuidados sanitários, só que isso encareceu muito a parte do serviço funerário. E nós decidimos não repassar os custos para as famílias. Então, foi suportado também com uma parte do orçamento municipal. Esta entrevista coletiva, né, Mirna, que até a TV Câmara Campinas transmitiu ao vivo, né, foi um pouquinho antes do Câmara Total, começou às 10 horas da manhã. Algo que a gente sempre fala aqui no nosso programa e que foi abordado também, questão de ocupação de leitos na cidade, né? Isso, a gente percebe que até esta quinta-feira nós tínhamos 83,07% de ocupação. Isso significa que os números têm aumentado também nas internações do SUS municipal, 74 leitos disponíveis, 65 ocupados, uma taxa de 87,84. Na Unicamp, que é o SUS estadual, 17 leitos disponíveis, 13 ocupados. E na rede particular, 98 leitos disponíveis, dos quais 79 ocupados, uma taxa de 80,61. E, mediante isso, o secretário de saúde falou dessa questão da preparação e, se for necessário, do aumento de leitos disponíveis. Temos, na ampliação possível, leitos dentro do Hospital Ouro Verde. Nós podemos ainda aumentar 10 leitos no Hospital Ouro Verde. Podemos aumentar dentro da rede Mário Gatti. Eu diria a vocês que a ampliação, ela é aquilo que for necessário. Nós podemos, eventualmente, usar o pronto-socorro metropolitano, que não tínhamos antes, hoje temos. Podemos usar... A ideia é usar sempre estruturas que já existem. Diferentemente do que nós fizemos anteriormente, mas que foi necessário, é usar estruturas que já existem. Nós vamos ampliar contrato com a Santa Casa. A Santa Casa, nós pretendemos ampliar 10 leitos de UTI e 17 de retaguarda. Nós vamos ampliar com a Casa de Saúde, pelo menos mais oito leitos. A PUC vai ampliar. Nós tínhamos, mais ou menos, negociado 12 leitos. Eles não conseguem, então vai ampliar aquilo que eles conseguirem. Se for quatro, é quatro. Se for em seis, é seis. De modo que isso vai ser atualizado semanalmente ou sempre que for necessário. Depende do tipo de vacina que vai chegar, né? Porque a Coronavac, por exemplo, do Butantan, ela já vem com a seringa, então a gente não teria necessidade desse insumo, né? Mas a gente se preparou, nós nos preparamos com estoques adequados e nós nos preparamos administrativamente. Nós temos registros de preço que se a gente precisar aumentar muito a aquisição, a gente pode aumentar. Mas nós estamos preparados, sim, aí vai depender do tipo de vacina. No caso de Campinas, eu aí mais uma vez cumprimento o doutor Cármeno, a gente já está tudo pronto para exercer a vacinação. Seringa, agulha, câmera fria, geladeira, toda a parte de frio das nossas unidades de saúde, a maioria com equipamentos novos, com instalações novas. Lembrando que até aquela vacina Que é aquela vacina que precisa ficar Numa temperatura muito baixa A caixa conserva ela nessa temperatura E depois de aberta, ela aguenta 15 dias na geladeira Então, para nós não importa a marca da vacina O importante é que os brasileiros sejam vacinados, imunizados Para que a vida possa retomar a sua normalidade. Então, respondendo de uma forma assertiva a tua pergunta, Toti, sim, nós nos manifestamos, eu pedi uma audiência com o ministro da Saúde, estou aguardando, né, caso isso não aconteça até a próxima semana, nós vamos tomar pela frente nacional dos prefeitos algumas medidas diretas para essa questão da vacina. o que eu não gostaria que acontecesse, porque não é isso que preconiza todo o nosso sistema de imunização. Então, está aí duas coisas importantes. Olha, primeiro a questão dos leitos, que nós já temos a estrutura, então, para que caso seja necessário termos mais disponibilidade desses leitos de UTI aqui na cidade de Campinas, e como a cidade está preparada para a possível vacina. Não importa, como o prefeito acabou de dizer, qual seja, ou é anunciada nesta quinta-feira pelo governo do estado o início da produção da Coronavac pelo Butantan, ou se o Ministério da Saúde conseguirá também produzir ou importar até uma outra vacina, mas Campinas já tem, por exemplo, os insumos, coisas que às vezes não tem em outros municípios, porque além da vacina também é preciso ter a câmera fria, agulha, seringa, algodão e tudo mais que faz parte desse processo de vacinação. E falando nesse anúncio, ontem o governo fez o anúncio da vacina e hoje, daqui a pouco, 15 para 1, começa uma nova coletiva do governador do estado. E de acordo com o prefeito, há possibilidade do anúncio da ampliação do horário de funcionamento do comércio. Acompanhe. Eu tenho a informação que deve ser confirmada numa entrevista coletiva que o governador dará. Eu falei no nosso programa de rádio, Café com o Prefeito, na segunda-feira, que mandaria um ofício ao governo do Estado solicitando que houvesse, ao invés de restrição do horário do comércio, porque muitas pessoas têm esse raciocínio, que eu compartilho também, como você comprime o tempo, você está trazendo mais gente para aquele espaço menor de tempo. Então, provavelmente, não é uma certeza, mas a informação que eu tenho é que, possivelmente, hoje o governador anuncie o horário do comércio voltar ao normal do que estava antes, e não às 10 horas que foram indicadas na fase amarela. Então vamos aguardar, é uma decisão que é competência do plano, vocês viram aqui uma cidade próxima que a americana tentou fazer, a justiça pediu para que retornasse, então eu acredito que deve ter esse anúncio por parte do governo do estado. Quando nós pensamos em fazer esse plano de enfrentamento, nós não tínhamos o cenário epidemiológico que temos hoje. Uma coisa que nós aprendemos nessa epidemia é que ela é muito dinâmica. Praticamente, cada dia é um dia, cada dia nós discutimos cada cenário que vai se apresentando. E esse novo plano foi pensado no sentido de que a gente deixasse um pouco as coisas organizadas, a gente sabe quem está chegando, é importante a gente fazer essa passagem de bastão de maneira muito serena, muito técnica, muito responsável, inclusive. Olha, então a gente tem também aí ainda uma fala que nós vamos falar na segunda-feira a respeito do transporte público, Gabriel. E falando em transporte, eu vou falar um pouquinho agora de alguns bloqueios viários. Importante. Importante, olha, gente, a gente tem ainda a obra do BRT acontecendo, sendo encerrada e vai até o dia 23 o bloqueio do tráfego de veículos no cruzamento ali no Jardim Garcia da Avenida Transamazônica com a Avenida John Boyd, um lobo, que é um importante fluxo ali da região para quem vai para o Campo Grande. Esse fechamento começou hoje de manhã e vai até 23 de dezembro. E ali, então, a gente tem alguns desvios. No cruzamento, então, pelas vias José Rosolém, que é uma marginal da John Boyden Lope, também nós temos pela Olivia Antônio, Claudino Lopes, Moacir Penachim e também um outro trecho da John Boy mais ali para o Jardim Londres. Então, nesse trecho, você que usa a Avenida Transamazônica, os moradores do Jardim Garcia, Vila Castelo Branco, Vila Padre Manuel da Nóbrega e o próprio Jardim Londres, que às vezes se utilizam, atenção nesse trecho. E também hoje, mas esse bloqueio vai, o anúncio é hoje, mas o bloqueio acontece neste sábado, é na Marechal Carmona, sentido bairro centro, no cruzamento com a rua Amilar Alves, na Vila João Jorge, que vai acontecer neste sábado, entre 8 da manhã às 4 da tarde, devido a uma obra da Sanasa. Ali naquela região, o desvio vai ser sentido centro-bairro da Marechal Carmona, com a rua Sandoval Meireles e também na rua Arthur Ramos. De qualquer forma, agentes de mobilidade urbana estão nos dois locais, orientando os motoristas e qualquer dúvida também, você pode usar o Fale Conosco da Indec através do número 118. Exatamente. Então, importantíssimas essas informações, já que abrange grandes vias, né? Da cidade de Campinas, no distrito do Campo Grande, aqui perto da Câmara, na João Jorge, Marichal Carmona. Então, fique atento a estes bloqueios e, se possível, evite transitar pelo local. Certo, Mina Abreu? Certo, combinado. E aí, vamos dizer que eu volto daqui a pouquinho. A gente gravou durante a semana uma entrevista especial para o Gabriel, Porque você sabia que tem aumentado o número de denúncias envolvendo animais silvestres aqui na nossa região? Infelizmente, né? Já, já, então você traz aqui no Giro Ambiental essas informações. E com notícias da Metrópole, eu volto segunda-feira. Combinado, até segunda-feira com as notícias da Metrópole. E daqui a pouco a Mina Abreu retorna, então, com este assunto sobre denúncias de animais silvestres sendo capturados, Será que sendo vendidos, a Mina Abreu vai trazer aqui com uma entrevista muito bacana. Meio de 36, vamos fazer o seguinte? Rápido intervalo e na volta tem entrevista ao vivo sobre inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, com acesso à cultura, saúde, muitos assuntos com uma entrevista importantíssima. Então, não saia daí e continue participando. O Câmara Total está ao vivo. O intervalo é rápido. Câmara Total de volta ao vivo nesta sexta-feira. Muito obrigado pela sua companhia e audiência. E no dia 3 de dezembro foi comemorado o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência para conscientizar a todos da importância de assegurar uma melhor qualidade de vida aos deficientes e que eles não são menos capacitados. Recentemente, o Ministério Público do Trabalho realizou uma conferência e exposição nacional de inclusão e acessibilidade com o objetivo de ampliar e fortalecer o processo de inclusão e visibilidade na sociedade. Por isso, eu converso agora com a Daniele Olivares Correia, Procuradora do Trabalho e Especialista em Igualdade de Oportunidades. Muito obrigado por ter aceito o convite novamente para participar aqui do Câmara Total. Já conversamos em uma outra época e está de volta agora. E nos últimos anos, nós tivemos mais avanços ou retrocessos? Seja bem-vinda e boa tarde, Daniele. Boa tarde, gostaria de agradecer novamente o convite para esse bate-papo que é tão importante, porque sempre a gente trata da questão da conscientização e de fato é muito bom a gente falar desse evento que ocorreu e do que nós estamos caminhando até agora de fato, infelizmente a gente não dá para dizer que a gente teve grandes avanços A legislação sim, avançou, mas na questão da inclusão no mercado de trabalho, ainda a gente tem um caminho muito longo a percorrer, porque se a gente pegar, por exemplo, o estudo histórico de contratações de pessoa com deficiência, nesses últimos 10 anos, a gente verifica que se contratou no máximo 1,1% do total dos empregos formais, é muito baixo. e isso assim no pico de contratações, porque a média se manteve em 1%, e aqui no município de Campinas então, eu estou com um dado bem atual, que é do CESIT da Unicamp, não chega nem a 0,5% das contratações formais, então a gente vê que ainda existe um caminho a ser percorrido de conscientização em relação a isso, mas em termos legislativos a gente pode dizer que nós avançamos muito, o Brasil ratificou o tratado internacional da pessoa com deficiência, nós temos a lei brasileira de inclusão que ela teve vigência a partir de 2016, era de 2015, mas teve vigência a partir de 2016 e ela trouxe um novo conceito da pessoa com deficiência, trouxe na verdade uma série de conceitos ligados às barreiras que impedem essa pessoa de se desenvolver com autonomia em todos os espaços sociais, de trabalho, públicos no geral, Então, ela trouxe uma série de dispositivos a serem cumpridos, de obrigações para a sociedade, para as empresas, para as famílias. Então, isso é um marco que a gente tem que comemorar. Agora, o que tem que ser feito é a gente efetivamente aplicar a legislação e fazer com que ela seja efetiva e concreta na vida de todas as pessoas. Qual que é a importância desta conferência que aconteceu neste mês para a cidade de Campinas, demais municípios que foram representados e ainda está na fase da ideia ou já dá para tirar algo de concreto para as pessoas com deficiência, Daniela? Olha, eu acho que esse debate foi muito importante. Na verdade, foi a primeira versão desse evento do Ministério Público do Trabalho de forma virtual. Ele já existia, ele é uma iniciativa do Ministério Público do Trabalho no Estado do Espírito Santo. Então, lá já havia ocorrido dois eventos, só que de forma presencial. E ele deu tão certo lá no estado que houve por bem reproduzir esse evento de forma nacional, até por conta da pandemia, não poderia ser presencial, de forma online, através de uma plataforma online. Então, ele foi concebido de forma totalmente acessível, então existe um site, que é o site do próprio Reconecta, que qualquer pessoa pode ter acesso, inclusive pessoa com deficiência, porque ele é totalmente acessível, ele tem libras, ele tem legenda, ele tem audiodescrição, ele é uma plataforma de fato para todos terem acesso. E lá foram travadas diversas discussões, foram vários painéis de debate, nós chamamos de palco, foram divididos em quatro palcos, então vários MPT e vários estados participaram com uma programação própria, entre elas aqui a nossa Procuradoria Regional do Trabalho da 15ª Região, aqui de Campinas, que abrange o interior paulista e o litoral norte, e outras regionais também participaram com suas programações próprias. Além disso, a gente teve a participação de vários parceiros, órgãos públicos voltados à assistência e à proteção dos direitos da pessoa com deficiência, entidades privadas, centros lucrativos também voltados à assistência das pessoas com deficiência, academia, universidades, órgãos voltados à tecnologia assistiva, A gente, por exemplo, apresentou o CNRTA, que é aqui de Campinas, do CTI, do Instituto Renato Archer, que é um centro nacional de referência em tecnologia assistiva. Então, vários parceiros puderam mostrar os seus trabalhos, aquilo que está sendo desenvolvendo cada um em seu estado. E aqui em Campinas, especificamente, a gente fez isso também. Nós tivemos uma programação que abrangiu dois dias do evento. Esse evento ocorreu entre o dia 3 e o dia 5 de dezembro. Ele inaugurou no Dia Internacional da Pessoa com Deficiência e foi uma ampla programação, das 10 da manhã até as 9 da noite e no sábado encerrou às 6 da hora da tarde. Aqui em Campinas, nós tivemos uma programação entre os dias 3 e o dia 4 de dezembro, foram 8 horas de programação com vários painéis de debates. Tratamos do conceito da pessoa com deficiência à luz da lei brasileira de inclusão, porque esse conceito muda, ele deixa de ser de um critério médico e passa a ser um critério biopsicosocial, isso tem um impacto grande na questão do enquadramento da pessoa com deficiência, inclusive para a cota. Nós tratamos do índice de funcionalidade brasileiro, que na verdade também ele é utilizado para você fazer essa avaliação biopsicosocial para o enquadramento da pessoa com deficiência. então a gente travou diversas discussões e palestras que tratam especificamente do tema, e isso para a nossa região é muito importante, porque é uma maneira das empresas, da sociedade se conscientizar dessa mudança de paradigma que a legislação trouxe, e que precisa ser introjetado para que de fato a gente promova essa inclusão. A gente também deu oportunidade para que os parceiros demonstrassem os seus trabalhos, aqui que está sendo feito aqui na região, então nós tivemos, por exemplo, a demonstração do projeto Lava Inclusão, que é da FEAC e outras instituições. Nós tivemos, por exemplo, o trabalho da União das Pessoas com Deficiência e também mostraram todo um trabalho que vem sendo desenvolvido na luta e na conquista de direitos, integrando órgãos públicos e conselhos para poder realmente mudar a legislação aqui no município e fazer com que realmente se produza mais e mais inclusão através de legislação e através de atos mais práticos. e a gente também teve, por exemplo, a participação do SEI, que fez a apresentação do Guia de Serviços no município de Campinas, Guia de Serviços para Pessoas com Deficiência, foi um lançamento bem importante e ele foi dividido, por exemplo, em diversas, foi dividido por tipo de deficiência e todos os serviços que o município tem e as entidades têm voltadas a essas pessoas. Então, fica um lançamento interessante e de fácil acesso às pessoas com deficiência. E o site que a Daniela citou logo no início, que fala exatamente sobre o palco, sobre os temas que foram discutidos, você aí de casa pode entrar. Reconecta.mpt.mp.br é um site acessível, então tem acessibilidade para todos que têm deficiência que aí pode conferir como é que foi a programação, o que aconteceu. Muito bacana, então, um grande avanço. Inclusive, eu gostaria de complementar, se você não se importar, porque eu acho que é importante falar isso. Ele vai ficar todo o tempo na plataforma e todas as palestras, elas estão sendo colocadas de uma forma organizada, que é para as pessoas terem acesso sempre a todo o conteúdo que foi discutido durante o evento, nesses três dias. Então, é bem interessante. Inclusive, lá também tem um balcão de vagas anunciadas para emprego, porque nós abrimos 20 dias antes de um edital para que as empresas que tivessem vagas para serem publicadas, para serem preenchidas, que fizessem, então, essa publicação no evento. Então, tem mais de 3.600 vagas disponíveis para emprego. É bem interessante esse acesso. Exatamente, é algo importantíssimo. Por falar em emprego e neste assunto, Nesta pandemia, é um momento atípico que nós estamos vivendo, mas há nove meses. Então, eu acho que já deu para todo mundo se adaptar. Os direitos e o desemprego foram... Os direitos desrespeitados e o desemprego aumentou para as pessoas com deficiência, Daniele? Aumentou. Infelizmente, esse grupo de trabalhadores, que é todo o grupo mais vulnerável de trabalhadores, sofreu mais com a pandemia e principalmente os trabalhadores com deficiência. Infelizmente, a retração de trabalho para esse grupo foi maior do que a retração do mercado formal para o restante dos trabalhadores, foi 10% a mais em relação às pessoas com deficiência. E a gente vê que o mercado retomou essas contratações no mês de julho, Esses dados que eu estou falando também são baseados nessa publicação do boletim da CESIT da Unicamp de novembro agora, desse ano. E a gente verifica que o mercado teve uma retomada em julho com novas contratações, mas a retomada das contratações das pessoas com deficiência só ocorreu de forma muito tímida entre os meses de setembro e outubro. Então, bem depois. E ainda de forma bem tímida se a gente comparar a média histórica, por exemplo, dos anos anteriores. Tímida de fato. Então, assim, e mesmo com a proteção legal, porque a medida provisória 936 foi convertida na lei 14.020 e nessa conversão foi criada uma estabilidade provisória para o trabalhador com deficiência que não poderia ser demitido durante o período de calamidade pública causada pela pandemia. E ainda assim a gente verificou que houveram muitas demissões. Infelizmente foi um grupo que sofreu muito. Daniela, quando a gente fala sobre os direitos das pessoas com deficiência, A maioria das pessoas pensa em emprego e lembra da lei de cotas, que é a lei 8.213, que obriga as empresas a contratar um percentual, que varia de 2% a 5%, quando há 100 ou mais funcionários, dependendo, vai aumentando o número de funcionários, essa cota vai aumentando. Só que vai e tem que ir muito além disso, de emprego. Temas como saúde, moradia, educação, inovações em tecnologia, pesquisas científicas, acesso à cultura. Isso também foi debatido nesta conferência e na sua visão, isso muitas vezes você acha que fica de lado e as pessoas pensam, bom, essa pessoa já tem emprego, está tudo bem, está tudo certo. Não, não, na verdade, todos esses temas foram debatidos. A inclusão tem que ser vista de forma generalizada, a inclusão na vida social de fato, e aí você entra na questão da educação, você entra na questão da saúde, você entra na questão da moradia, do transporte público, da mobilidade urbana. Então, todos esses fatores fazem com que essa pessoa se integre na sociedade e exerça seus direitos como cidadãos. Então, esse evento debateu todas essas áreas, ele foi aberto em diversas áreas. A gente aqui acaba puxando um pouquinho para as relações de trabalho por conta do Ministério do Trabalho, mas o evento foi muito amplo nesse sentido. Inclusive, no último dia do evento, a gente foi feito uma carta e essa carta colocou diversas propostas e todas voltadas a todos esses eixos que são importantes para a pessoa com deficiência. e depois ela vai ser encaminhada para os órgãos públicos e para as entidades responsáveis para a implementação desses direitos. Então, por exemplo, a educação inclusiva foi um dos temas que foram tratados nessas discussões, a importância da educação inclusiva para o desenvolvimento da pessoa com deficiência, para a quebra de paradigma atitudinal, de barreira atitudinal. Então, a questão da saúde com profissional especializado, A questão da capacitação também, o sistema S, por exemplo, eu até separei aqui algumas das propostas que eu achei interessantes em relação ao mercado de trabalho, mas o evento abrangeu tudo isso. Então, de fato, a gente tem já uma legislação que é protetiva e que aborda todos esses campos da vida do cidadão com deficiência. O que precisa ser feito é, de fato, haver essa implementação do que está na lei. E aí é em todos os campos mesmo, esse é o caminho que ainda temos que percorrer, existe, mas ele precisa se aperfeiçoar. Qual que é a maior queixa das pessoas com deficiência que você tem acesso e que na prática é difícil de ser cumprido e por que que é difícil? Olha, a maior queixa, até pela minha atribuição mesmo, é a questão da relação de trabalho, da dificuldade numa colocação no mercado de trabalho por conta da barreira atitudinal, que infelizmente é aquela concepção que as pessoas, de um modo geral, tem, a sociedade tem, de que a pessoa com deficiência não teria capacidade, por exemplo, para desenvolver uma atividade laborativa dentro daquele ambiente corporativo como outro trabalhador, seja porque não acredita que ela possa desenvolver aquela habilidade, ou porque ela não está capacitada, ou porque o local é inseguro para ela, enfim, tem mil justificativas aí que são dadas geralmente, mas na verdade não são fundamentadas. Quem trabalha com essa área, quem já está consciente dos direitos da pessoa com deficiência, sabe que havendo acessibilidade no ambiente de trabalho, uma acessibilidade real no ambiente de trabalho, e principalmente com esse rompimento de barreiras, a gente tem algumas normas técnicas, por exemplo, da BNT, que trata das barreiras arquitetônicas, que tem que ser cumpridas por toda e qualquer empresa e também pelos órgãos públicos, para dar acessibilidade a essas pessoas, e também rompendo as barreiras de comunicação e a barreira atitudinal. Com o rompimento dessas barreiras, as pessoas vão realmente conseguir e serem incluídas nesse meio ambiente laboral e desenvolver suas habilidades. E é lógico que a gente não pode esquecer que tem a questão da adaptação razoável, porque também a empresa faz aquele investimento, por exemplo, para romper barreiras arquitetônicas, patronar o ambiente acessível arquitetonicamente, mas ele tem que lembrar que ele está contratando um trabalhador que, por exemplo, ele pode ter uma deficiência visual, que ele vai precisar de um recurso de tecnologia assistiva para isso. ou um trabalhador, por exemplo, que não pode trabalhar em determinada altura por conta de ser um cadeirante, ele vai ter que ter o seu posto de trabalho adaptado. Então, são adaptações razoáveis que têm que ser realizadas para que ele possa desenvolver a sua tarefa laboral. Então, é essa visão que a gente tem que ter e é isso que eles encontram dificuldade, porque ainda não há essa conscientização de como você lida com essas pessoas e do que você tem disponível para você transformar aquele meio ambiente, é mais fácil, então, não contratar, né? Então, inclusive, na programação do MPT aqui em Campinas, a gente teve alguns depoimentos de trabalhadores inseridos, trabalhadores com deficiência inseridos, e dentro desses depoimentos, um que eu achei muito interessante foi justamente isso. O trabalhador dizia que ele recebia as tarefas, ele estava em teletrabalho, ele recebia as tarefas para ele fazer, e ele estava desenvolvendo com competência e estava já fazendo há meses aquela tarefa, E chegou um determinado momento que as pessoas se reencontraram, houve uma reunião e aí verificaram que ele era uma pessoa com deficiência visual e a partir desse momento, começaram a pedir para que ele passasse aquela tarefa para um terceiro. Até então estava bom, quando descobriu... Exato, mas exatamente esse é esse preconceito que a sociedade carrega, de que a pessoa não vai desenvolver com competência e qualidade. e até aquele momento ele não tinha sido sequer questionado da qualidade do trabalho dele, então ele deu esse depoimento, eu achei bem interessante de a gente usar como exemplo como que existe essa barreira atitudinal que está introjetada em todo mundo e a gente precisa quebrar isso e a única forma de quebrar é promovendo esses debates, debates públicos e eles têm que ser reiterados, então assim, o Reconecta chegou para ficar, porque a gente tem que realmente sempre falar disso e sempre vencer, e vencendo os obstáculos que forem surgindo. E, aos poucos, a realidade vai se modificando, né? Essa é a nossa finalidade e a nossa intenção. Infelizmente, né? Esse preconceito, ele acontece de uma forma visual. Quando você vê a pessoa fazendo... Ah, não, peraí agora. Até então, você não sabia quem estava fazendo, estava tudo certo. A partir do momento que você vê, você já muda, né? Então, isso é algo que a gente precisa realmente debater bastante e mudar a cabeça das pessoas. Ô, Daniel, um levantamento do Ministério do Trabalho demonstrou que caso as empresas seguissem a lei, pelo menos 827 mil postos de trabalho estariam disponíveis para pessoas com deficiência. Apesar disso, pouco mais de 360 mil vagas haviam sido criadas, isso em 2016. Por que que os empresários, eles não contratam e, ou, essa responsabilidade não é só de quem contrata? Não, a questão das cotas, a responsabilidade é de quem contrata sim. Porque, veja, todo trabalhador, não importa se tem deficiência ou não tem deficiência, né? Se ele é uma pessoa com deficiência ou não, ele não nasceu pronto para aquela função, ele não sabe. Porque cada ambiente corporativo vai precisar de alguns pré-requisitos e vai precisar ensinar aquela pessoa a desenvolver aquela função, aquela tarefa, que é específica para aquela corporação. Então, a gente sabe que todo mundo é treinado para isso. E um dos entraves que, pelo menos, o Ministério Público do Trabalho escuta diuturnamente em relação a isso é o seguinte, não, mas ele não está capacitado para o trabalho, mas a empresa tem que capacitar. Ela não capacita o trabalhador quando ele vai ingressar naquela função, não tem um treinamento de integração, depois um treinamento para a função, ele não fica sendo acompanhado por um outro profissional, até ele entender qual é a dinâmica do trabalho, poder desenvolver a sua atividade, é a mesma coisa, assim, não muda. Então, hoje a realidade é um pouco diferente daquela que a gente vivia há 20 e 30 anos atrás, porque assim, a educação inclusiva é uma realidade que veio com a Constituição de 88, com a legislação que se seguiu. E a partir de então, as famílias que não levavam essas crianças para a escola, por uma série de fatores, começaram a mudar, começaram a colocar, a matricular e passou a haver uma maior inclusão. O que eu quero dizer com isso é que hoje nós temos muitas pessoas formadas, nós temos muitas pessoas graduadas e pós-graduadas, inclusive. Tem muitas pessoas com segundo grau completo, primeiro grau completo, ou seja, não é aquela realidade que a gente via 20 anos atrás, que as pessoas sequer tinham ensino fundamental. Então, realmente, elas tinham uma certa dificuldade. Hoje a realidade é diferente, essas pessoas têm formação. Então, o que elas precisam para ingressar nesse mercado é justamente serem capacitadas para a função que elas vão desenvolvendo naquele ambiente corporativo. E é isso que precisa ser introjetado, isso é um grande desafio. Então, essa obrigação é sim do empregador, ele tem que fazer isso. Agora, uma das questões que até a gente colocou, que foi discutido nesse evento e foi colocado como proposta, por exemplo, é que o sistema S, por exemplo, seja capacitado com classes inclusivas e com profissionais treinados para receber essas pessoas com deficiência e capacitar para o mercado de trabalho. E uma das formas dessa capacitação, por exemplo, é através da aprendizagem. Porque o trabalhador, para ele é uma vantagem, porque ele vai ser profissionalizado e a partir de então ele passa a competir em igualdade de condições com os demais trabalhadores para o mercado de trabalho formal. Então, existem mecanismos já legais que possibilitam isso. E a gente tem até exemplos, por exemplo, de um dos senais aqui, que faz essas adaptações razoáveis, que tem um bom trabalho nesse sentido. Então, é ampliar isso e fazer com que essas pessoas ingressem nas empresas, por exemplo, através da aprendizagem, para irem se capacitando. Então, eu entendo que isso sim é uma obrigação do empregador. Daniela, só confirmando com você, eu sei que você tem mais um compromisso, mas nós temos até 1,10 para ficar com você ou não? É, pode ser até 1,10, mas mais do que isso não vai dar, infelizmente. Tá bom, a gente já vai encerrar, então. Voltando nesse assunto, então, inclusão não é favor, é um dever. E ainda hoje, algumas pessoas têm preconceito e dificuldade de enxergar desta maneira. Como é que a abordagem, ela deve ser feita daquela pessoa que olha alguém e já pensa, ai, coitada, vou dar alguma coisa fácil para ela, que é exatamente isso que você está falando. Olha, se você der um treinamento, ela vai conseguir fazer isso. O deficiente visual, ele estava trabalhando e ninguém sabia que ele tinha algum tipo de deficiência. De que maneira que a gente corrige essa visão que nós temos das pessoas com deficiência e enxerga que é um dever da empresa contratar, não um favor que ela está fazendo? Essa visão tem que ser mudada, é um paradigma. Infelizmente, isso aí é cultural. Então, eu não vejo outro caminho a não ser através da conscientização. Eu não vou dizer que não seja importante e é muito importante a atuação repressiva dos órgãos de fiscalização, claro, isso é muito importante, mas não é só isso, porque vejam, nós já temos uma atuação repressiva e ainda assim a gente tem esse déficit de contratação de pessoas com deficiência. Então, é primordial que sejam, de fato, conscientizados, que essas empresas, de uma forma geral, participem desses eventos e participem, inclusive, com discussões, sabe, que questionem, que coloquem as suas dúvidas, para que os profissionais, as pessoas ligadas a essa questão, possam esclarecer e possam dar exemplos de boas práticas. Então, por exemplo, esse evento trouxe exemplos de boas práticas de empresas que são inclusivas e eles trouxeram a experiência deles e dizendo como que aumentou a produtividade, como que melhorou o meio ambiente laboral no seu aspecto psicossocial, porque as pessoas se sentem felizes de estarem trabalhando em um ambiente que é inclusivo, em um ambiente que é diversificado. Então é uma experiência muito gratificante para quem de fato entende a inclusão e começa a se conscientizar de que essas pessoas são tão capazes como qualquer outro trabalhador e que o que elas precisam são realmente de uma adaptação razoável, porque elas precisam de equidade, elas precisam de algum suporte diferenciado, porque elas têm características diferenciadas para que elas produzam igualmente, é esquecer o que precisa ser feito. Mas eu acho que esse é o caminho da conscientização. E que, infelizmente, é a longo prazo. É, aos poucos a gente vai mudando essa realidade. Daniela, segundo o IBGE, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, um em cada quatro brasileiros tem algum tipo de deficiência, ou seja, milhões de brasileiros possuem direitos que muitas vezes não são cumpridos. A sociedade precisa ter mais acesso a uma falha de comunicação, até de nós, da imprensa, a gente precisa falar mais sobre o assunto para mostrar esses direitos, para eles poderem cobrar de quem contrata, da empresa, de falta, essa falta de comunicação? Sim, eu acho que a imprensa, por exemplo, é imprescindível, porque é um veículo de comunicação de massa que passa informação para a sociedade. Então, é muito importante que se divulgue, por exemplo, boas práticas, é muito importante que se divulgue esses direitos, a legislação que existe, mas não como uma forma assim, olha, existe a legislação, tem que ser cumprida, dizendo, não, todos nós somos cidadãos brasileiros, Todos nós temos direito à fruição de tudo que está disponível para todas as pessoas que estão vivendo no Brasil. Então, não é possível, por exemplo, você excluir uma parcela da população de usufruir direitos que é para todos. E aí eu falo direito ao lazer, direito ao desporto também, direito à escola, direito a uma saúde especializada para tratar daquela pessoa. ou seja, todos têm direito a acesso e acesso a tudo, então a sociedade tem que entender isso, que os espaços devem ser para todos, por isso que, por exemplo, aquela concepção do desenho universal é tão importante, porque essa concepção é a seguinte, todo e qualquer produto e tudo que existe na sociedade deve ser feito para todos, então ele tem que ser feito de uma maneira, pensado de uma maneira que todo mundo possa usar e usufruir. Se a gente, por exemplo, fala com uma pessoa com deficiência visual e ele vai no mercado, por exemplo, ele não consegue extinguir o produto que está lá. Porque aquele produto não foi concebido também para atender aquela pessoa com deficiência. Mas as empresas têm que entender que os produtos devem ser para todos também. Assim, a partir do momento que você muda esse padrão de consciência, todo mundo ganha, é isso que eu imagino, todo mundo ganha. A sociedade ganha, as empresas ganham, as famílias ganham, o cidadão ganha, o consumidor ganha. Então, é essa mudança de cultura que a gente precisa implementar. E para a gente poder encerrar, já que muitas vezes os problemas começam desde cedo, a barreira para quem tem a deficiência, ela já percebe logo de cara. Você acha que este assunto deve ser abordado logo na infância e pelas escolas? Sim, sim. A inclusão, de uma maneira geral, ela tem que ser abordada desde cedo, né? E é muito importante que seja abordado, mas não só ser abordado como uma matéria e como uma lição moral, por exemplo. Porque é isso que a gente tem que quebrar. Algo protocolar, né? Por uma disciplina e faz uma prova e um trabalho. Exatamente. Isso que a gente tem que quebrar. A educação tem que ser, inclusive, as pessoas, inclusive, as pessoas têm que conviver com pessoas diferentes, têm que conviver com a diversidade e têm que entender que isso é normal, que isso faz parte da sociedade em que a gente vive. E eu penso o seguinte, a partir do momento em que você se habitua a conviver com a diferença, essa diferença passa a não existir, essa que é a questão. Então, lá na frente, as crianças de hoje que serão empresários de amanhã e que, por exemplo, cresceram com crianças com deficiência, estudando conjuntamente com eles, não terão as mesmas barreiras atitudinais que a geração atual tem. Então, eu acho que é muito importante que isso inicie, sim, desde os primórdios da escola, mas através não apenas de você falar daquilo que seria importante, daquilo que seria ideal, mas sim praticar no todo dia, adaptando a classe, fazendo a classe interagir com aquela criança, lá desde o começo, fazendo a criança fazer todas as atividades escolares em conjunto, de forma adaptada, para isso ser normal. Para isso for entrojetando e isso sendo normal na vida de todos. É isso que precisa ser feito. Daniela Olivares Correia, procuradora do trabalho, especialista em igualdade de oportunidades no mercado. Muito obrigado pela sua participação, pela disponibilidade do seu tempo, com todas as informações, enriquecedor aqui no nosso programa. Agradeço imensamente. Já fica novamente aqui o convite para uma próxima oportunidade para a gente poder voltar a falar sobre esse e outros assuntos. Eu que agradeço a oportunidade e eu acho que essa questão da conscientização é muito importante. Todas as vezes que vocês derem espaço, eu vou ouvir falar, porque aos pouquinhos a gente vai mudando essa realidade. Eu agradeço mais uma vez e parabéns pela matéria, né? e por esse trabalho tão importante de conciliação que vocês estão fazendo. Obrigada. Muito obrigado. Nós aqui agradecemos e as portas da TV Câmara Campinas sempre abertas, porque é importantíssimo esses questionamentos que a gente faz aqui para você aí de casa também poder refletir e praticar no dia a dia. Uma hora e dez minutos, hora da gente conferir as atrações culturais para você aproveitar neste fim de semana. Tem entrevista com o músico de blues, o Paulo Gazella, Tem muitos assuntos, então chega mais Rubens Morelli, olha só aqui na minha tela, no Cultura Total. Oi, oi, oi, bom dia, boa tarde, boa noite também, muito bom ter você aqui conosco. Está começando mais um Cultura Total, com todas as dicas de lazer e entretenimento aqui para Campinas e região. Então, roda a vinheta. E a gente começa com as notícias da semana. Neste sábado, o projeto Oficinas de Música Caipira vai realizar uma live para homenagear esse gênero musical. O projeto é realizado por alunos da Escola Estadual Francisco Barreto Leme, que recebem aulas de viola e violão caipira, além de canto coral. Em novembro, o grupo fez a primeira live com a apresentação da música Cuitelinho. Para a transmissão desse sábado, novas músicas serão apresentadas pelo grupo que tem a supervisão dos professores João Paulo Amaral, Ricardo Matsuda e também o Jairo Silveira. Muito bacana, hein? A live acontece neste sábado a partir das quatro da tarde no canal Direção Cultura do YouTube. Então vale a pena ficar ligado. A sexta temporada do projeto Tá Na Hora Do Teatro, da Companhia Arte e Manhãs, já está rolando, hein? Com novas histórias para a criançada. As apresentações acontecem sempre às segundas-feiras, a partir das sete da noite, no canal da companhia no YouTube. A ideia é muito bacana porque mistura a linguagem do teatro também com técnicas de cinema, artes gráficas e até efeitos especiais, hein? A atual temporada vai até o dia 28 de dezembro, sempre com histórias inéditas. E o mais legal, além das apresentações, a companhia também disponibiliza podcasts das histórias nas principais plataformas do gênero, para que as famílias possam interagir entre si. Legal, né? Então fica ligado, hein? Sempre às segundas-feiras, a partir das sete da noite, no canal oficial da companhia Arte e Manhãs no YouTube. Para celebrar o centenário de Clarice Lispector, muita gente tem feito homenagens à escritora agora em dezembro E a Turma da Mônica não ficou de fora dessa A série Donas da Rua da História está presente na primeira Bienal Virtual do Livro de São Paulo Que tem como tema Conectando Pessoas com Livros Você pode conferir a homenagem por esse site que está aparecendo aqui na sua tela da Conexão Turma da Mônica, um portal criado exclusivamente para a Bienal. Vai lá ver. Muito bem, é hora do nosso bate-papo. Toda semana a gente traz um convidado aqui. Dessa vez eu estou aqui do lado, o Paulo Gazella está aqui ao meu lado via aplicativo Zoom. Está conectado aqui na TV com a gente para a gente falar um pouco de blues. Esse ritmo tão gostoso, tão cativante. Tudo bem, Paulo? Obrigado por essa possibilidade da entrevista. Tudo bom, eu que agradeço, Rubens. Tudo bom, pessoal em casa? Prazer muito grande estar aqui no programa. Fico bem contente. Cara, eu que agradeço mais uma vez por essa possibilidade, né? O blues é um estilo musical bem característico que vem lá, originário do sul dos Estados Unidos. Como é que o blues entrou na sua vida e você decidiu seguir essa carreira, Paulo? Olha, eu sempre gostei muito de rock, de adolescente, sempre ouvi muito rock and roll. Mas tinha alguma coisa ali que me cativava, que tinha ali na essência do rock, principalmente do rock mais antigo. E fui pesquisando, fui me aprofundando e fui descobrir que, na verdade, Na verdade, eu tinha um certo envolvimento com uma coisa que existia ali na origem do rock'n'roll, uma coisa anterior ao rock'n'roll. E daí foi descobrir o blues, que é uma das essências do rock, assim como as essências da soul music e de diversos estilos contemporâneos. E o blues é uma música que surgiu da comunidade negra dos sul dos Estados Unidos, o pessoal muito sofrido, né? Uma música muito carregada de sentimento, de emoção, né? E aquilo ali me enfeitiçou, digamos assim, né? E até o meu envolvimento com tocar música veio posterior a isso, né? Tanto que o instrumento que eu acabei escolhendo Foi um instrumento que era muito vivo dentro dessa história do blues Que é a gaita, esse instrumentinho aqui Que é tão pequenininho, mas faz um barulhão Mas não vou corrigir, não vou falar barulhão Faz um som espetacular Porque não é barulho O som que sai da gaita é praticamente a voz do blues Mas você também canta junto nos seus projetos Sim, eu também canto. Comecei a cantar depois, comecei como gaitista, né, comecei, é muito difícil dizer, porque a gente começa de forma muito amadora, brincando, banda com amigos, tocando festinha, né, eu costumo dizer que o início da minha vida profissional foi em 2000, com a banda Monja Express, foi a minha primeira banda que teve mais respaldo, que tocou realmente nos bares de Campinas, de agenda, né, E desde então, trabalhando como gaitista, na época da Mojo eu era mais gaitista, cantava algumas músicas apenas. Hoje em dia, todos os projetos que eu faço, eu que canto, né? Então, assumir a voz também e aprendendo, além da gaita do blues, né? Aprendendo as canções do blues, como cantar o blues, que também é um desafio, né? E nessa época da Mojo Express, eu estava lá embaixo, nos palcos de Campinas. Já fui em show da Mojo Express. Olha só. Faz tempo, né? Já era a época da minha faculdade, né? Então era a época que todo mundo ia para os barzinhos. Eu curti muito isso daí. Foi de 2000 a 2005 que a Mojo existiu. Em 2004, mais ou menos, eu já comecei um projeto solo que veio a se tornar o que existe até hoje, que é a Paulo Gazella Blues Band, que é o meu projeto mais antigo, que é remanescente. Além da Monjo, eu tenho hoje mais dois projetos. Um que é um duo de blues acústico, que eu faço ao lado do Bruno Moté, que é o Dockery Duo, que é um projeto que eu tenho muito orgulho também, Que é um projeto onde a gente consegue explorar as raízes do blues Por esse formato acústico, violão, guide voice E a gente traz também alguns instrumentos diferentes Tem o Cigar Balls Guitar, que é uma guitarra feita de caixa de charuto Tem o Dobro, que é aquele violão bonitão, metálico Que tem na capa do disco do Dary Straits O pessoal conhece como o violão bonitão da capa do Dary Straits Enfim, porque são sonoridades que existiam lá no início da história dos bandos Além da gaita e do violão E é uma característica, eu acho Você pode até me corrigir se eu estiver errado Mas talvez pela própria situação econômica da região dos Estados Unidos Eles tinham que improvisar em qualquer coisa Como você falou da guitarrinha e da caixa de charuto Tem muito a ver com isso daí também É mais um estilo de vida do que propriamente um estilo musical. Totalmente, totalmente. Esse movimento, essa questão da instrumentação improvisada, até a gaita mesmo, né? A gaita entra no blues porque era um instrumento barato. Era um instrumento que não era um instrumento fabricado nos Estados Unidos, mas era um instrumento que era fabricado na Alemanha. Existia um modelo de gaita que era entregue para os marinheiros alemães. Era uma coisa que o governo incentivava Para os marinheiros terem distração Alguns ficavam com suas gaitas Outros chegavam nos portos e trocavam por qualquer coisa Então era um instrumento que chegou nos Estados Unidos de uma forma barata A gaita Então tinha essa questão realmente do dinheiro Do custo O cigarbox guitar Às vezes eles se improvisavam amarrando a corda na parede, tocando, não na madeira. Eles tiravam música de qualquer coisa. A ideia era essa. Existem alguns instrumentos até que a gente tenha explorado, tem o washboard, que é aquela tapa de lavar roupa que a lavadeira leva para o rio, que eles usavam detalhes de costura para tocar. Eles faziam percussão com aquele instrumento. Era muito bacana também. A gente não tem o nosso projeto, mas a gente já fez algumas gravações com o Archipode, porque é um instrumento muito bacana. É um barato também e divertido. E tem uns até que a gente gostaria de fazer, tipo, o baixo usando uma bacia, o contrabaixo acústico, usando uma madeira, um arame, preso numa bacia de lavar roupa mesmo, né? Esse é um instrumento que eu sei que existe, mas a gente não conseguiu construir ainda. Quem sabe uma hora a gente consegue trazer um desse ou fabricar um, né? Deve ser mais fácil. Bom, vamos ouvir um trechinho, então, do trabalho do Paulo Gazella no Dockery Duo. Queria, antes da gente ouvir um trechinho dessa música, você faz essa dupla, apresenta o seu parceiro também para a gente poder tratar a respeito disso. Sim, o Dockery Duo é esse projeto violão do Bruno Moté. Espero que vocês gostem Hora de pegar o controle remoto e ver as estreias das plataformas de streaming. Para quem gosta de suspense, estreia na Netflix A Desordem Que Ficou. A série conta a história de uma professora que começa a trabalhar em uma escola atormentada por uma morte recente no local. E agora é a vida dela que está em jogo, hein? A Desordem Que Ficou está disponível na Netflix a partir desta sexta-feira. No Amazon Prime Video estreia The Wilds, Vidas Selvagens. A série é uma mistura de festa de pijama com drama de sobrevivência, já que gira em torno de um grupo de adolescentes de diferentes origens que devem lutar pela vida após a queda do avião em que estavam numa ilha deserta. Muitas surpresas está lá no Prime Video. Também nesta sexta estreia a festa de formatura, que tem Meryl Streep e Nicole Kidman no elenco. No longa, um grupo de estrelas decadentes da Broadway ajuda uma garota a curtir o baile de formatura dos sonhos da escola numa cidadezinha do interior. Está lá disponível na Netflix. Na Disney+, estreia Safety, a história de um jovem jogador de futebol americano que tem de conciliar a bolsa de estudos na Universidade dos Sonhos enquanto se esforça para cuidar do irmão mais novo. Um filme para a família toda, está em cartaz na Disney+. É, a gente está aqui conversando com o Paulo Gazella, ele que faz do blues a sua vida e a sua carreira. E a gente falava um pouco mais cedo dos seus projetos, né? Do Paulo Gazella Blues Band e também do Dockery Do. Agora a gente quer saber também a respeito da Big Band Blues, que mistura aí um pouco do swing das grandes bandas musicais, é isso mesmo? Como é que é? É isso aí. Na década de 40, nos Estados Unidos, teve um sucesso muito grande do swing, que era aquela linha do jazz, com bastante instrumento de metal jazz, grandes big bands. E o blues, ele teve um contato com esse estilo, surgiu um estilo de blues inspirado nas big bands, que ficou conhecido como jazz blues. A gente tem um maior nome aí, é um cara chamado Louie Jordan, e foi uma das grandes influências de muito do que a gente conhece hoje em dia, de B.B. King, de Ray Charles, um monte de gente se inspirou nesse Louie Jordan, entre outros caras, né? E a gente conseguiu, em 2011, com a reunião da Paulo Gazella Blues Band, junto com uma Big Band de jazz que tinha aqui, que é a Big Band na Gaveta, a gente conseguiu unir esses dois projetos e montar um show mostrando esse blues que tem influência das Big Bands. Esse projeto foi dando corda, foi crescendo, E acabou que a gente também desenvolveu junto com a Big Band na Gaveta O projeto Big Band na Gaveta Convida E esse acho que foi o projeto até que saiu do Blues O projeto mais fora do Blues que eu tenho atualmente E nessa de Convida a gente trouxe um artista grande O João Suplicy E a gente montou um show com o João Suplicy que é a Big Band na Gaveta convida João Suplicy que apresenta um repertório que vai do jazz da MPB do blues e pro rock também que é bem o perfil do João Suplicy João Suplicy tem essa ele tem como proposta essa mistura de estilos e é um projeto que a gente apresenta alguns clássicos Que foram de Ray Charles, Roberto Carlos e João Bosco E músicas do próprio João Suplicy E recentemente, inclusive nesse período de pandemia A gente conseguiu fazer uma gravação de uma música do João Com parceria do Evandro Mesquita E ele gravou também E a gente conseguiu fazer essa gravação em casa Com todos esses músicos Com os músicos da Big Band E com o João e com o Evandro Foi bem bacana E um resultado que ficou muito legal Quem tiver acesso Acho que está no Youtube Também esse material Está no Youtube A música se chama Terror da Vizinhança Mas se procurar João Suplicy Big Band na gaveta Encontra Com certeza vai encontrar Paulo, deixa eu perguntar também uma coisa Você está envolvido Já há algum tempo Desde meados Da década de 2000 Com os projetos relacionados ao Blues Aqui em Campinas Inclusive o Festing Blues Campinas Que é o Festival Internacional de Blues O que você Trabalhou por esse projeto Como é que foi isso daí Como é que tem sido Esse projeto foi maravilhoso Infelizmente Está um pouco congelado Não só pela pandemia Mas por algumas dificuldades que a gente teve nos últimos anos. Ele aconteceu em 2014 e 2015, foram as duas edições. Esse projeto foi uma ideia que surgiu numa conversa informal até com o Caco, que é o proprietário atualmente lá do B, mas na época era o Almanac. E o Caco conversando sobre a possibilidade de a gente fazer um festival de blues de Campinas. E esse festival, A gente foi formando, foi formatando E a gente queria fazer um encerramento em algum lugar público A gente entrou em contato com o Ney Carrasco Secretário de Cultura, atual inclusive ainda E o Ney comprou a ideia de forma bem legal Expandindo até a nossa proposta original Abrindo a possibilidade de a gente tornar esse festival internacional A gente trouxe aí alguns grandes nomes do clube internacional. E outra coisa que eu fiz questão, acho que na minha atuação foi muito importante isso, porque também entrou envolvido para executar esse projeto, além da prefeitura e do Almanac, também entrou a produtora Café Pinguim. Mas eu insisti muito que a gente mantesse esse festival Atuando no universo internacional do blues No universo nacional do blues E no universo regional do blues Valorizando os artistas da região também Então todos os espetáculos tinham alguém internacional Alguém regional e alguém de renome nacional A gente conseguiu Não era todos que tinham internacional Internacional a gente conseguiu para alguns eventos, mas sempre você trazia um artista de renome nacional e um regional, valorizando os artistas da região dentro desse estilo. Foi um festival lindo, foi muito gostoso. A gente teve o filho do Muddy Waters, o Muddy Waters, um filho que achou maravilhoso na concha. trouxemos também um monstro do Blues Rock com influências do Rock and Roll que é o Eric Sardinas, um grande nome de Los Angeles entre outros artistas foram espetáculos maravilhosos foi muito bacana muito legal, quem sabe possa voltar a ter espetáculos dessa magnitude aqui em Campinas quem sabe com o festival nós conversamos aqui com o Paulo Gazella muito obrigado por essa entrevista O pessoal que quiser te procurar nas redes sociais, saber um pouco mais a respeito do seu trabalho, como é que faz? Olha, estamos no Facebook e no Instagram, é só procurar Paulo Gazella e vocês encontram a gente lá. E no YouTube também, né? No YouTube atualmente estamos postando bastante vídeos, né? E no Instagram e no Facebook é legal, inclusive, para acompanhar a nossa agenda, tá? que agora estamos retomando aos poucos, né, os shows, né, com essa reabertura dos bares, então já tem alguma coisa acontecendo, apesar de estar bem devagar ainda, tá bom? E fica a esperança, né? Espero que todo mundo lá. É, isso aí, fica a esperança para que em 2021 todo mundo possa assistir a um show do Paulo Gazella e de toda a banda, todo mundo reunido na aglomeração, na banda, né? Paulo, muito obrigado mais uma vez. Eu que agradeço. Valeu. Obrigado. E para você que está aí em casa, tem mais programação para você nesse fim de semana, olha só. Pois é, a gente estava entrevistando o Paulo Gazella e ele vai se apresentar na próxima terça-feira dentro do projeto Terça Blues, do Candreva Bar, na Avenida Monte Castelo. Então, dá para conferir o trabalho dele de pertinho, mas sempre respeitando os protocolos de segurança contra a Covid, hein? E que tal aproveitar e dar uma zapiada nos shows e nas lives do fim de semana? No sábado tem a live do Seu Jorge no YouTube. É, o cantor e compositor vai fazer uma apresentação única para arrecadar fundos que serão revertidos para pessoas que vivem sem acesso à higiene básica no Brasil. Com a participação de convidados especiais, a live Together vai rolar a partir das 7 da noite deste sábado no YouTube. Também no sábado tem live da dupla Jorge e Matheus, que eles vão cantar em parceria com o Daniel. Muito legal essa combinação, hein? Muito romantismo no ar a partir das 8 da noite lá no YouTube. Confere lá. Ah, e por falar em lives, em 2020 só deu ela, hein? A rainha da sofrência, é a patroa Marília Mendonça. É, ela dominou tudo o que tinha para dominar neste ano marcado pela pandemia, em que o online falou mais alto na área da cultura, né? E olha só, na lista das lives de maior audiência em todo o mundo durante 2020, a Marília Mendonça reinou absoluta. Com mais de 3 milhões e 310 mil acessos, ela foi a dona da live mais assistida do YouTube, que foi realizada no dia 8 de abril. Foi um show intimista na casa dela, todo mundo se lembra bem desse show, ainda no começo da era das lives. E essa apresentação deu o que falar, né? Mas não é só, hein? No top 10 das lives mais assistidas, ela também ocupa a oitava colocação com a live realizada em 9 de maio. Aliás, é bom dizer, né? Entre as 10 lives mais assistidas no mundo neste ano, 8 foram de artistas brasileiros. O que prova que a gente curte música mesmo e não vive sem, né? Nem mesmo numa pandemia como essa. Para completar, a Marília Mendonça também liderou a lista dos artistas mais ouvidos nas plataformas de streaming aqui no Brasil. Tanto no Spotify quanto no Deezer, também no YouTube. Bacana, né? Parabéns para a Marília. Nesse fim de semana ela está de folga, mas a gente não vai ficar sem o som dela, né? Escuta aí um pouquinho. Eu vou pro colchão, você pode ir pra sala E nem se importa mais saber do que eu sinto Poucos metros quadrados virou um labirinto Valeu, pessoal! A gente fica por aqui, lembrando o nosso número de WhatsApp pra você mandar a sua mensagem, hein? É o 978293776. Manda a sua mensagem pra gente ler aqui. Na próxima semana eu volto com mais dicas de cultura para você. Um abraço, até lá. Tchau. Até sexta-feira que vem, Robens Morelli com mais Cultura Total. Das notícias de cultura para as notícias do meio ambiente, novamente com Amina Abreu. E o assunto de hoje é o tráfico e a criação de animais silvestres. Sobre este assunto, confira agora no Giro Ambiental. Gabriel, eu volto agora falando um pouquinho sobre as questões ambientais. Olha só, em quatro anos, 120 mil animais silvestres e domésticos foram apreendidos pela Polícia Militar Ambiental do Estado de São Paulo em combate ao tráfico e criação ilegal dos bichos. Cerca de 70% dos animais retornam aos seus habitats naturais. Privados de liberdade, aves, répteis e mamíferos vivem como bichos de estimação em cativeiros. Em Campinas, o número de multas relacionadas a animais silvestres partiram de 2013, no ano passado, para 220 até novembro deste ano. Esse é o assunto que a gente traz no Giro Ambiental de hoje, com bate-papo com o Tenente da Polícia Militar Ambiental, José Augusto Bravo. Tenente Bravo, seja bem-vindo. E eu já vou pedir para você fazer um panorama, esse crescimento de 113 para 220 até novembro significa o quê? Que nós não tínhamos esse tráfico ou essas ilegalidades na nossa região ou que a Polícia Ambiental está tendo mais acesso a esses traficantes ou essas pessoas que agem ilegalmente? Está ótimo. Boa tarde, Lina, boa tarde aos telespectadores do programa. É um prazer estar participando. Para nós da Polícia Militar Ambiental é importantíssimo o trabalho dos senhores porque é uma ferramenta preventiva que nós temos no combate aos mais diversos tipos de crimes ambientais. Estamos com foco aqui nos relacionados à fauna, mas temos diversos outros crimes aí que estão de competência e de fiscalização da Polícia Militar Ambiental do Estado de São Paulo. Então, é muito importante a população ter acesso a essas informações e saber um pouco mais da legislação em si, do que pode, do que não pode, bem como também do trabalho da Polícia Ambiental, os canais de acesso para que nós possamos ter informações e trabalhar com inteligência. Então, primeiro eu vou me apresentar, eu sou o Tenente Bravo, sou comandante do Pelotão da Polícia Militar Ambiental de Atibaia e também comandante do Pelotão da Polícia Ambiental de Jundiaí, dando um total de 19 municípios. Tivemos sim um aumento das apreensões decorrentes no acompanhamento de 2019 a 2020, então em 2019 a quantidade por exemplo de multas de animais silvestres que nós tivemos, multas referentes aos mais diversos crimes relacionados a animais silvestres, desde maus tratos, desde manter em cativeiro irregularmente, tivemos aí 113 autos de infração lavrados em 2019, e agora, antes ainda do final do ano de 2020, até novembro, nós tivemos um número aí dentro da 4ª Companhia de Polícia Militar e Ambiental sediado em Campinas, não estou falando no estado inteiro, mas relacionado à região de comandamento da Companhia de Campinas de Polícia Militar Ambiental, tivemos um aumento para 221. Tivemos também uma quantidade de aves apreendidas de 2019, de 787 para agora até novembro desse ano, para 1.868. Então, isso demonstra realmente que tivemos um aumento das apreensões, um trabalho maior ainda realizado pela Polícia Militar Ambiental e eu poderia enumerar alguns fatores que contribuíram para isso. Então, eu acredito que um fator muito importante foi o trabalho de divulgação das ocorrências na mídia. O Comando de Policiamento Ambiental, ele vê também uma importância muito grande da Polícia Militar Ambiental estar divulgando as suas ocorrências aos canais de mídia, tanto a mídia a nível Brasil, a nível Estado e também a nível municipal, uma mídia regional também. Então, esse trabalho de divulgação que foi feito através do comando de policiamento ambiental favoreceu também que as pessoas conseguissem ali entender um pouco mais a legislação ambiental, entender um pouco mais também do trabalho da Polícia Militar Ambiental e também do que pode, do que não pode e fazer as denúncias. Porque nós trabalhamos, basicamente, além dos acompanhamentos que nós temos, dos sistemas inteligentes, informatizados, nós também trabalhamos muito com base de informações, e a população tem um papel fundamental nisso. Tenente, a gente tem, o senhor até falou da questão das denúncias, a informação, a gente tem sempre, por exemplo, da polícia militar, um telefone que é 190. A Polícia Ambiental tem um número em comum ou é um número para cada cidade? Como é o funcionamento dessas denúncias para vocês? Está ótimo. Nós recebemos diversos canais de denúncia. Temos os telefones, cada quartel da Polícia Militar Ambiental possui o seu telefone, é um telefone fixo. Temos o canal de forma geral para a população, que é o telefone 190, porque é o telefone da Polícia Militar. E nós da Polícia Ambiental somos nada mais do que pertencentes à Polícia Militar do Estado de São Paulo, assim como o Bombeiro, por exemplo, a Rota, o GAT. Então, são unidades especializadas dentro da Polícia Militar. Então, a pessoa discando 190 também vai chegar à socorrência ao nosso conhecimento. Temos também aplicativos, um aplicativo ambiental disponível na Play Store, que é a nível de secretaria do meio ambiente do estado de São Paulo, no qual a pessoa também pode estar fazendo ali, formulando a sua denúncia, escrevendo ali, que esse aplicativo migra para o nosso sistema. Temos também atendimento de ofícios das mais diversas instituições, por exemplo, prefeituras solicitam apoio da Polícia Ambiental para determinado assunto, o Ministério Público também, ONGs, pessoas que procuram através de documento mesmo, através de um ofício que chega para atendimento pela Polícia Militar Ambiental. Tenente, o senhor falou, salientou, por exemplo, a questão das aves. Essa é a espécie que mais tem problema de tráfego aqui na nossa região ou no geral? E como fica a situação de mamíferos e répteis? Sim. De maneira geral, nós temos mais ocorrências relacionadas a aves. Quais aves as mais comuns, né? A gente classifica biologicamente o reino animal em reino, filo, classe, ordem, família, gênero e espécie. As mais comuns são os passeriformes e os piscitacídeos. Então, poderia citar como exemplos de ocorrências relacionadas a passeriformes, por exemplo, picharros. Temos muitas ocorrências aí de picharros de forma irregular mantidos em cativeiros, são realmente os mais comuns e canários da terra. Posso citar também como psittacídeos mais comuns em cativeiro de forma irregular, araras, tucanos e papagaios, de forma geral, são os animais mais comuns que temos aí a nível de ocorrências. O que acontece quando esses animais são apreendidos pela polícia ambiental? É a polícia ambiental que, de certa forma, ela fica um tempo responsável ou ela já tem parcerias para encaminhar esses animais para locais que vão fazer aí, de certa forma, essa reintegração do animal ao seu habitat natural? A gente sabe que tem outros que foram tão maltratados que não podem voltar ao habitar. Como é esse trabalho? Certo. A Polícia Militar Ambiental, assim que ela já tem o conhecimento prévio do atendimento destas ocorrências relacionadas à fauna, de pronto e imediato, nós já, pelo nosso quartel, nós temos um policial ali que ele faz o acompanhamento dessa ocorrência de forma virtual, via fone, e ele já vai entrando em contato com instituições credenciadas no estado de São Paulo, para o recepcionamento, a recepção desse animal e a melhor tratativa dele, com veterinários, pessoas habilitadas para tal. Então, ele já faz esse contato, nós trabalhamos aí com essas instituições em conjunto nessa recepção do animal, são credenciadas aí no estado de São Paulo, por exemplo, os CRAS, que são os Centros de Reabilitação de Animais Silvestres. Os mais comuns locais que nós fazemos a destinação desses animais, na região aqui de Campinas, é a Instituição Mata Ciliar, que é sediada em Jundiaí, e também no Parque Ecológico Tietê. Temos lá em São Paulo, a instituição ali também faz esse apoio para a gente. De maneira que nós preconizamos locais em que haja o mínimo possível de estresse para o animal. Esse estresse relacionado principalmente à distância do transporte e ao tempo que esse animal fica no veículo. De forma que ele chegue nas condições melhores possíveis, em termos de saúde e bem-estar, até essas instituições credenciadas. Tenente, é possível a gente pensar em uma nova dinâmica, em um novo pensamento em relação a esses animais? Quem deve agir? Poder público, sociedade? Fala um pouquinho sobre essa responsabilidade de cada um quando a gente fala nessa questão dos animais silvestres e o quanto é prejudicial para eles também, de certa forma, estarem em cativeiro. Sim, sim. Nós preconizamos, inclusive em atividades de educação ambiental, que o melhor local para os animais se houvesse seria realmente na natureza, seu habitat natural, livres ali da intervenção do homem, máximo ali para fazer uma observação ou alguma coisa do tipo. Porém, aí existem locais que eles fazem a procriação desses animais, apesar de serem animais nativos brasileiros, mas eles não são animais que são adquiridos da natureza, por exemplo, oriundos de tráfico, oriundos de caça irregular. Então, existem locais que eles têm esses animais nativos, mas que eles já são originários de cativeiro. Então, nós sempre falamos, o ideal é o animal estar solto na natureza. Caso a pessoa queira ter um animal silvestre, um animal nativo em sua residência, que o adquira de forma regular e dê instituições que lhe deem a documentação adequada para caso haja uma denúncia ou uma fiscalização de qualquer órgão, por exemplo, da Polícia Militar Ambiental, para que ela tenha documentação para tal. A outra pergunta que você mencionou, a responsabilidade de todos os órgãos, nós trabalhamos dentro de um sistema a nível Brasil que chama SISAMA, Sistema Nacional de Meio Ambiente, então todos os entes federativos têm função fundamental dentro dessa atividade de fiscalização e manutenção do meio ambiente ecologicamente equilibrado. Então, nós temos atividades de competência a nível federal, a nível estadual, por exemplo, da Polícia Militar Ambiental e temos até a ONT federativa ali no município também. Então, todos trabalham de forma conjunta, tanto na atividade de fiscalização de alguns desses órgãos a nível federal, estadual e municipal, inclusive de forma legislativa, endurecendo as normas, endurecendo as leis, para que as pessoas sofram realmente uma penalidade caso fujam do que é o legal e o correto. Tenente, para a gente até não incorrer em algo que não seja legal Quando as pessoas observam algum animal silvestre O senhor citou aí a arara azul, citou o tucano Quando é permitido, ou até por exemplo, eu vou em algum lugar e vejo que tem um animal desse num criadouro Ele tem que ter alguma anilha, alguma coisa em especial Para que a pessoa saiba, nossa, essa criação é legal, esse animal pode estar aqui ou sempre que alguém vê alguma coisa nesse sentido, tem que avisar a Polícia Ambiental? Nós aconselhamos sempre que quando a pessoa vê um animal, mesmo que ele esteja bem tratado, mas seja um animal silvestre, que ela faça o contato com a Polícia Militar Ambiental para fiscalização. Ela pode até estar vendo ali a olho nu aquela anilha, né? Ela vê a anilha ali brilhando de longe na pata do animal. Mas nós temos, inclusive, crimes relacionados à adulteração e falsificação dessas anilhas. São animais que são, em tese, esquentados, digamos assim, é o termo que a gente usa. São animais que eles foram caçados na natureza, de forma irregular, e aí a pessoa adquire uma anilha falsa, adultera essa anilha, abre ela de uma forma ali que encaixe na pata do animal, mas que não é uma anilha que é a correta e a legalmente adequada para a situação. Então, a Polícia Militar Ambiental, ela não só vai ver a questão do bem-estar desse animal, mas também vai ver se ele está de acordo com o que a legislação diz. Vai ver se essa anilha é verdadeira, se a numeração bate, a nota fiscal está de acordo e outras nuances relacionadas à manutenção e cativeiro desse tipo de animal. Tenente, eu agradeço a sua participação. Então, infelizmente, o nosso tempo acabou e fica o convite para o senhor retornar numa outra oportunidade. Eu que agradeço, a Polícia Militar Ambiental está à disposição da sociedade, trabalhamos em conjunto, precisamos muito da sociedade informada e o trabalho de vocês é importantíssimo nesse sentido. Estamos à disposição, fica aberto também o canal com a gente. Muito obrigado. E assim o Giro Ambiental fica por aqui. Até a próxima sexta-feira. E antes da gente encerrar, uma informação importante. Entrevista coletiva dada há pouco, o governador do estado de São Paulo, João Dória, reduziu o horário de funcionamento dos bares. Então, a partir deste sábado, 12 de novembro, funciona até as 8 horas da noite, então só pode operar até as 8 horas da noite, mas ele ampliou o horário dos shopping centers e do comércio das lojas nas ruas. Restaurantes também podem funcionar até as 10 horas da noite, mas só podem servir bebidas alcoólicas até as 8 horas da noite. Então, são as novas determinações, ele ampliou também o número de leitos para os pacientes da Covid-19, então o governo de São Paulo anunciou, então, redução no horário de funcionamento dos bares até as 8 horas da noite, Restaurante podem ficar até às 10, mas servir bebidas alcoólicas até às 8. E o comércio pode funcionar agora em 12 horas. 12 horas de funcionamento é o comércio. Até então, era 10 horas de funcionamento e a partir deste sábado passa por 12 horas, tá certo? Câmara Total fica por aqui. Ótimo fim de semana. Muito obrigado pela sua companhia e audiência. desde as 10 horas da manhã, com uma entrevista coletiva do prefeito Jonas Donizete, do prefeito eleito também, Dário Saad, que assume a partir de 2021. Agradeço a sua companhia, a sua audiência. Ótimo fim de semana e nos vemos na segunda-feira, às 11 horas da manhã. Até lá. Tchau, tchau. Legenda Adriana Zanotto Legenda Adriana Zanotto