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A Noruega chega às oitavas de final pela segunda vez na história. Anteriormente caiu nesta mesma fase em 1998 para a Itália. Mas olha só, uma curiosidade ruim para nós brasileiros, hein? Nesta mesma Copa de 98, o Brasil perdeu para a Noruega por 2 a 1. Em quatro confrontos que aconteceram na história, foram dois empates e duas vitórias noreguesas. Ou seja, o Brasil nunca conseguiu a vitória. Será que isso dá uma confiança mais aos europeus? Vamos saber agora porque a conexão Campinas Berg Brasil Noruega com o José Eustáquio Barbosa. Muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo, José, em atender aqui a nossa equipe e como você, os noregueses, estão enxergando esta campanha e o confronto agora contra o Brasil. Boa tarde por aí. Acho que já é boa noite, né? Boa tarde. Boa noite daqui da Noruega, Gabriel. a todos da audiência da TV Câmara Campinas. Um prazer imenso estar aqui hoje com vocês. Tive vendo em cada jogo aquela emoção que vai dominando os noregues sabe? Os norgueses gostam muito de futebol, assim como a maioria dos países europeus aqui. E assim, agora chegou um momento que praticamente como se fosse uma final de Copa do Mundo, porque é contra o Brasil. E o Brasil, como você disse aí no início, eles são eles seguem invictos, né? Então, para pros norueguegues é uma questão de honra manter esse essa eh de serem invictos, né? E manterem essa eh não não perderem pro Brasil. Ô, José Stáo, aqui no Brasil você imagina, né? Só se fala em Copa do Mundo. Os programas que nem são esportivos de alguma maneira puxam assunto pra editoria. Quero saber mais um pouquinho aí na Noruega como é que tá esse interesse. As pessoas elas se reúnem, elas comemoram nas ruas, é um pouco mais contido. Como é que o norueguês ele acompanha e vibra com Copa do Mundo? Hum. Os noruegueses eles gostam muito de, enfim, juntarem, né? estar junto com amigos, família, como a gente faz aí no Brasil, sabe? E é muito legal eh como a gente eh acompanhou e vivenciou muitas Copas do Mundo pelo lado do Brasil, eh estando no Brasil, como eh quero dizer, eh você vê uma certa, enfim, semelhança até com como como eles se, enfim, se organizam, como se juntam. A própria TV também mostra, enfim, diferentes cidades, como tá aquele pré pré-jogo, como é o pós-jogo, como como tem um gol, como que isso é celebrado em diferentes lugares. Eh, e até mesmo assim, uma coisa interessante, eles mostram o exército, a Marinha, eles mostram de hospitais, eles mostram todos os lugares. Então, assim, a Copa, ela faz parte realmente da vida dos noruegueses. E aí aqui em Berg eem Ólo, nas cidades maiores também existem lugares em Ólo, por exemplo, eles fecharam o estádio. Então imagina um estádio como Maracanã, né, que que é o maior, né, que é o Levangol. Eh, eles eh tádio que é totalmente, eles colocaram quatro telas no meio do gramado e aí você consegue ver o jogo dentro do estádio. Agora, José Staco, dá para explicar esse sucesso da da seleção norueguesa? tem investimento, você vê muitas escolinhas de futebol, as crianças estão interessadas, a confederação ela soube se planejar ou é só uma geração talentosa, algo pontual? O que que as pessoas falam por aí sobre essa geração da Noruega? É, eu acho que essa pergunta, uma pergunta bem bem interessante, Gabriel, porque ela fala um pouco da cultura daqui da Noruega, começando assim desde as escolas, né? Eh, não existe placar eh nas escolas, não existe concorrência, eh placar em si, sabe? Marcando gol. Se você faz o gol eh 1 a 0, 2 a 0, isso não é contado até quando você tem 12 anos. Por quê? Eles, a a proposta era você não estimular a concorrência, mas você estimular a colaboração. É você fazer com quem realmente gosta de futebol, vai se dedicar ao futebol. Quem realmente gosta de skia vai se dedicar ao ski. não é uma não é uma situação que eh você enfim vai jogar futebol porque você precisa, é aquele seu e e você é competição, mas não, você primeiro você gosta, primeiro você tem a paixão, primeiro você tem o talento para depois você seguir eh investindo, enfim, diferentes eh eh instituições de esporte, né, vamos dizer, no futebol aqui. Então, eh a a o país, eu sinto muito isso, sabe? é um país, é um país que eh aquela questão de você gostar, você ter prazer no que faz e aí se você obtiver aptidão e uma aptidão acima do normal, né, que te motive a continuar focando, se dedicando numa num nível mais profissional, aí você já segue direcionado para para as diferentes práticas esportivas que você tem a maior aptidão. Então essa é o princípio maior daqui da Noruega, assim, eh, curta o que você faz, que aí você curtindo acima do normal, seguindo com uma carreira mais profissional, você se especializa e e recebe investimento e tal. Ô, José Stáo, muitos vídeos surgiram nas redes sociais sobre as pronúncias dos jogadores e na Noruega também chamam atenção, porque até então nós chamávamos de Rand. E aí o próprio atleta pronunciou de uma forma diferente. Tira essa dúvida pra gente e já fala também dos principais atletas. A pronúncia, se é Sorlote, se é Odegard, por favor, os noregueses, eh, como é que eh pronunciam os nomes dos principais atletas? Eh, sim. É, é uma é uma dica muito fácil que eu vou dar para todo mundo aqui. Quando você tem dois as a, né? É como no norueguês, você escreve como se fosse um a e a bolinha em cima. Esse som é é ó. Então quando você tem, então aí no caso o que você falou Holland, né? Você tem dois as fica, a gente fala Holland. Então essa que é a pronúncia correta. Ou não pronuncia o o land, né? Não é handand não. Holland, né? Você não fala o d. O D geralmente não é pronunciado, então rolland, né? E é isso. O no caso do eh odegor é a mesma coisa, só que o esse o que tem esse, né, essa esse tracinho no meio é. Então deg. Então essa que é a pronúncia correta. Então eh essa é diqu, então você tem o o com aquele cortado é e se tem o a dois as é o. Então o cord e e rollando, né? Então essa é a dica. Ô José, os norogues conhecem os jogadores brasileiros? Quem que desperta mais admiração por aí? Ah, os noregues eles é, né? Eles tm uma paixão imensa pelo futebol. Eles conhecem muito o Brasil e como eu disse no início, né? Eles eh encaram essa essa fase agora como se fosse uma final de Copa do Mundo justamente por ser Brasil, né? Talvez se fosse outra equipe eles não iam ter eh, enfim, tamanha. Eles estão realmente muito felizes com com que eles já atingiram, já estão avançando para 10, né? E com o Brasil, então, melhor ainda, certo? Então, assim, eles eh eles estão eh sabendo isso, enfim, a gente conversa muito nos nos trabalho com outros, né? Eles mencionam muito, assim, uma coisa que eles mencionam muito é o o Vini Júnior agora, né, que tem mostrado um talento, né, e no geral a gente observa que eles conhecem sim eh a maior parte dos nossos jogadores, eh, conhece até consegue até colocar eh quais são os pontos mais eh fortes e fracos de cada um, né? Eh, enfim, o Neymar também bastante, consegue colocar os pontos fortes e e fracos e também a equipe como um todo, né? Uma coisa que eles falam muito aqui é o entrosamento, que no início do do da Copa, né, quando a gente teve o jogo de Marrocos, faltou um pouco, aí você viu que aquilo foi evoluindo. Então eles mesmos lá, a gente tá observando que o entramento que a equipe tá mais eh enfim interagindo melhor. Então assim, eles mesmos leitura de jogo, né, já faz já do do adversário. Claro, claro. Agora, ô José, a imagem daquela remada vic, né, de jogadores, a torcida, isso aí rodou um mundo, né? Como é que tem sido a repercussão por aí? Nossa, aquilo realmente eh começou com uma pessoa, né, e foi multiplicando. Eu acho que já começou antes da Copa, né, a questão dos Vikings, né, quando você teve aquela foto oficial eh dos eles no Marco Vic com, enfim, investimentos eh característicos daquela época Vic. Então, aquilo já foi um pontapé para esse tipo de de correlação, né? Eles têm um orgulho muito grande daquela época pela questão que mostra um pouco de como é o espírito da Noruega. O espírito da Noruega é muito baseado em colaboração. O espírito eles têm um senso de comunidade muito grande, né, pela história da Noruega, né? Então aí se eu for contar a gente vai ficar muito tempo. Mas assim, basicamente todo mundo dependia de todo mundo, porque a Noruega tem muitos vales, muitos montanhas, então as a comunicação entre os povos era difícil. Então onde eu quero chegar com isso? Eh, a o país é hoje uma grande nação porque ela tem esse senso de comunidade. Então, essa remada, ela quer dizer, vamos paraa frente, vamos avançar, mas vamos juntos. Então, ela quer, ela quer trazer uma mensagem eh de, enfim, de espírito de colaboração que faz muito liga com espírito de esporte, né? Então assim, todos juntos, todos remando, vamos que a gente vai conseguir, não vamos desistir. Eh, o Mar do Norte é violento, mas a gente juntos não vamos conseguir. Então, é uma mensagem basicamente foi essa e foi uma ideia fantástica, né, que que um teve e foi mandou paraa equipe e a equipe abraçou também, né? E aí depois você teve o Odegor, né, que fazendo aquela pronúncia do G maravilhoso, sendo o maestro aí e unindo ainda mais, né, os jogadores com a torcida. E realmente é muito bacana e ver a torcida também em outros lugares dos Estados Unidos, né, fora dos estádios fazendo também. Tá chamando atenção. É a imagem da Copa pra gente poder encerrar. Chegou aquela hora, viu José? Eu quero saber, palpite, quanto vai ser neste domingo Noruega e Brasil? Olha, eu arrisco é um 2 a 1 pro Brasil, claro, né? Eu eu espero que não seja tão sofrido quanto o que a gente teve agora, né, com com o Japão, mas eu acho também que vai ser o mesmo 2 a um. As duas equipes eu vejo que são muito fortes, mas eu ainda vejo que o Brasil tem aquela gingazinha que que tem tudo para ir pra frente.