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Resumo editorial

Campinas coloca em operação seis novos radares de fiscalização eletrônica para controlar excesso de velocidade, avanço de sinais vermelhos e paradas sobre faixas de pedestres, em pontos críticos com histórico de sinistros. O boletim destaca o maior volume de chuva registrado em setembro desde 1991 e apresenta resultados de pesquisa da SOS Mata Atlântica sobre a qualidade de água do rio Atibaia. Inclui previsão meteorológica para os próximos dias e informação sobre reunião ordinária da câmara municipal.

Citados nesta edição

Descrição do vídeo

Seis novos radares eletrônicos entram em operação em Campinas, fiscalizando excesso de velocidade, avanço de sinal vermelho e parada sobre faixa de pedestre em pontos como a Avenida Rui Rodrigues, a John Boyd Dunlop e o cruzamento da Barão de Itapura com Andrade Neves. Entre 2023 e julho de 2026, a região somou 118 sinistros, com três mortes, quatro atropelamentos e 51 vítimas feridas. A multa por excesso de velocidade acima de 50% chega a R$ 880,41, e o avanço do sinal vermelho é infração gravíssima de R$ 293,47.

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Seis novos radares de fiscalização passam a funcionar em Campinas para controlar excesso de velocidade, avanço no sinal vermelho e parada sobre faixa de pedestre. Campinas registra maior volume de chuva em setembro desde 1991. Quem explica esse fenômeno é o meteorologista do CPAGRE, Diego Santos. Olá, boa tarde. Chegamos ao meio da semana, quarta-feira, 16 de setembro de 2026. Começa agora o jornal Câmara Notícia ao vivo, meio-dia em ponto. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência e vamos conversar. Participe, mande a sua mensagem para o número do nosso WhatsApp 19 é o nosso DDD. Para você que é de Campinas e região, pode ir direto. O número aparece aqui embaixo da sua tela, é o 97829377. Ou você pode mandar esta mensagem apontando a câmera do seu celular para o nosso QRcode e mandar o seu elogio, uma crítica construtiva ou que você quer assistir aqui no nosso telejornal. A gente abre a edição de hoje com as notícias da Metrópole e a fiscalização eletrônica ganhou novos pontos aqui em Campinas. Os equipamentos já estão funcionando e além de controlar a velocidade, a medida tem como objetivo reforçar a segurança no trânsito e reduzir comportamentos que podem provocar sinistros. Os seis novos pontos de fiscalização eletrônica de Campinas já estão em funcionamento. Os equipamentos fiscalizam excesso de velocidade, avanço do sinal vermelho e parada sobre a faixa de pedestre. Eles estão localizados na Avenida Rui Rodrigues, na Avenida John Boy do Lope e também na Avenida Barão de Tapura, cruzamento ali com Andrade Neves. Esses pontos, né, eles fazem parte de 10 pontos que nós estamos colocando em operação. O mês passado foram quatro e agora esse mês mais seis pontos, né? Esse pacote é justamente para reduzir, né, aquelas ocorrências graves de acidente que de sinistros que muitas vezes acontece, né, por excesso de velocidade, por avanço do sinal vermelho, né, e também por parada de sobrefaixa, que induz o o o a pessoa que tá trafegando sobre a faixa ali, o pedestre, a sair da faixa. Então, nós queremos conter esse número de sinistro justamente para garantir a segurança das pessoas que por ali circulam. A definição das instalações dos novos pontos levou em conta o histórico dos locais. Entre 2023 e julho deste ano, foram 118 sinistros em um raio de 200 m dos pontos. Foram 51 ocorrências com vítimas feridas, 60 sem vítimas, quatro atropelamentos e três sinistros fatais. Nós fazemos uma análise desses locais de sinistros que ocorreram. Então, levamos em conta o número de sinistros, a gravidade desses sinistros, para que a gente possa determinar onde esses pontos eles serão instalados, justamente para prevenir esse tipo de ocorrência. Nos novos pontos de fiscalização, o limite de velocidade é de 50 km/h, mas em outros espalhados pela cidade, a INDEC já chegou a registrar veículos a mais de 80. E quanto maior o excesso de velocidade, maior também é a penalidade. Quem ultrapassa o limite em até 20% comete infração média com multa de R$ 130,15. Entre 20 e 50%, a infração é grave e a multa sobe para R$ 195,23. Acima de 50% a infração é gravíssima e a multa é multiplicada por três, chegando a R$ 880 41. Já o avanço do sinal vermelho também é infração gravíssima com multa de R$ 293,47. O equipamento ele não fiscaliza o avanço sinal vermelho das 19 às 6 da manhã. No entanto, o motorista ele não tem permissão para fazer isso, porque é uma infração que ele estará cometendo. O equipamento somente ele fica inativo nesse período, mas a infração, se ela ocorrer, ela é possível de ser e executada. A expectativa da INDEC é que a fiscalização ajude a reduzir comportamentos de risco nos trechos e contribua para segurança de motoristas e pedestres. Porque, infelizmente, nesses pontos onde nós estamos colocando esses equipamentos, eles tiveram aí uma recorrência muito muito grande de desrespeito à sinalização, seja ela de velocidade ou semafórica. Enfim, então o intuito da INDEC é justamente garantir a segurança nesses locais, não só pros condutores de veículo, mas também pros pedestres que por ali, né, circula e fazem uso, principalmente das travessias onde esses pontos foram instalados, que que são pontos de de cruzamento, pontos semaforizados. Estamos no meio de setembro e nós tivemos recordes históricos de chuva aqui em Campinas. Mês que é considerado o início da primavera, mas que costuma registrar longos períodos secos. O cenário mudou completamente este ano. A combinação de frentes frias e ventos fortes fez o acumulado passar dos 220 mm em menos de duas semanas. Nos primeiros 10 dias de setembro, a cidade registrou o maior volume de chuva de toda a série histórica do CPAGRE da Unicamp, iniciada em 1991, e ultrapassou o limite esperado para o período inteiro, que era de apenas 62 mm. No mês de setembro, ele tem uma grande variabilidade durante os anos, né? Então tem anos que a gente tem menos chuva e anos que a gente tem mais chuva. Eh, teve anos que nós tivemos apenas 6 mm de chuva em 2023, se não me engano, e anos que a gente teve chuvas de 148 mm em 2015, mas em geral a média climatológica do mês é de 62 mm. O volume surpreendeu as previsões e deixou a cidade em alerta. Em pouco tempo, o acumulado disparou e estabeleceu um novo marco climático. A gente já ultrapassou nesses primeiros 14 dias de mês do mês de setembro de 2026 e a gente já chegou à marca de 266 mm nesse ano. De acordo com o especialista do CEPAGR, o acumulado é o resultado da combinação de diferentes sistemas atmosféricos que favorecem a formação de chuva ao longo do mês. Nesse mês de setembro, nós tivemos uma grande entrada de frentes frias mais frequentes. Então, a gente teve duas frentes frias no começo do mês. Eh, e na última semana a gente teve atuação de uma baixa pressão no continente que facilitou a convergência de umidade sobre a nossa região e no sábado chegou uma nova frente fria. Então, esses dois eventos somados trouxeram essas esse grande volume de chuva nos últimos dias. A previsão para os próximos 3 meses indica que o padrão de umidade deve continuar elevado em toda a região. Tinha previsão que o setembro iria ser eh com chuvas acima da média, porém eh superou até a previsão. A gente não tinha uma previsão de um volume tão grande como foi. Eh, nos próximos meses, a expectativa é que também a gente tenha chuva acima da média, assim como era previsto pro mês de setembro. Eh, porém, eh, como no mês de setembro pode ser que essa previsão seja, eh, ultrapasse a previsão e seja um volume de chuva até maior do que é esperado pelos próximos meses. Então, para outubro e novembro a gente tem previsão que a chuva fique cerca de 25 a 50 mm acima da média. Meiodia, mais 8 minutos. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência. Estamos ao vivo nesta quarta-feira e olha só, você que está desempregado, disponível para o mercado de trabalho ou para você que quer mudar de área, mudar de emprego, preste atenção, porque no Centro Público de Apoio ao Trabalhador de Campinas, neste momento, 874 vagas estão disponíveis. Confira algumas delas. A vagas para ajudante de cozinha, ajudante de obras, analista de cobrança, analista de implementação, analista de redes sociais, analista fiscal, atendente balconista, atendente de lanchonete. Esta vaga é específica para pessoas com deficiência. Auxiliar administrativo, auxiliar de limpeza, chefe de serviço de limpeza, fiscal de loja, instalador de alarme, monitor de sistemas eletrônicos de segurança interno, padeiro, pedreiro e vigilante patrimonial. Esta vaga é específica para pessoas com deficiência. Para conferir todas as vagas é só acessar o site cepat.campinas.sp.gov.br. Lembrando que o atendimento presencial do CEPAT é realizado mediante agendamento prévio através do site cidadãos.campinas.sp.gov.br. BR. A unidade do centro fica na Avenida Campo Sales, número 427, de segunda a sexta-feira, das 7:30 da manhã às 4:30 da tarde. A unidade Douro Verde, na rua Armando Frederico Renganesque, número 61, no bairro Jardim Cristina, dentro do Ortoshopping, no segundo andar, de segunda a sexta-feira, das 8 horas da manhã às 4 horas da tarde. e a unidade do Campo Grande, na rua Manuel Machado Pereira, número 902, em frente à Praça da Concórdia, de segunda a sexta-feira, das 8 horas da manhã às 4 horas da tarde. Vamos com as notícias do legislativo 25 anos sem Toninho. Vento aqui na Câmara homenageia o legado deixado pelo prefeito Antônio da Costa Santos, morto em 2001. 25 anos sem Toninho. Este foi o tema do evento em homenagem ao prefeito Antônio da Costa Santos, morto em 2001. realizado pelo mandato do vereador Wagner Romão, contou com a presença de nomes importantes do Partido dos Trabalhadores. Logo na abertura, o vídeo que retrata a relação de Toninho com Campinas emocionou quem estava no plenário da Câmara. São os 25 anos da passagem do Toninho, uma pessoa que teve uma importância absolutamente fundamental para o Partido dos Trabalhadores na cidade de Campinas, no estado de São Paulo, no Brasil, né? E nós estamos aqui para reverenciar essa memória, reverenciar essa pessoa, reverenciar toda a construção eh da qual ele foi protagonista, né? sobretudo naqueles anos de criação do PT, os anos 80, os anos 90, e o legado dele como professor, como homem público, como prefeito, como um batalhador eh em defesa das pessoas que mais precisam na cidade de Campinas, fora da cidade de Campinas também. As vereadoras da bancada do PT relembraram a trajetória de Toninho. Nesses 25 anos, a gente sempre fica pensando, né, qual que é o legado do Toninho, né, e que foram vários legados, né? Eu acho que na minha vida ele foi muito importante. Eu não tive uma convivência com o Antônio da Costa Santos, mas eu fui muito, muito afetada pelo homem que ele foi, pelo pelo gestor público que ele foi. Quando o Toninho foi tirado de nós de uma maneira tão violenta, eu ainda pequena, não entendia como a cidade ia ficar, mas eu tinha a certeza que nada mais ser igual. E hoje, ontem completou 25 anos que a gente ainda não tem respostas do que aconteceu. A gente ainda tem um sonho de uma cidade melhor e a gente tem a dúvida de se Campinas, de como Campinas estaria nesse momento. A ex-prefeita Isalene Tiene, que assumiu o cargo logo após o assassinato de Toninho, lembrou daquele momento. Ele ele deu um sinal de confiança. Foi isso. Eh, isso, a fala dele foi gravada. Eu me assustei porque nunca, nunca em nenhuma ação, em nenhuma atividade que nós estávamos junto, ele tinha falado qualquer coisa nesse sentido. O que me deu força foi que nós fizemos um planejamento de campanha e aí os companheiros todos que estão aqui participaram. o tal do livro vermelho. Esse livro vermelho era de um conteúdo com muita participação. Bom, hoje é quarta-feira, portanto é dia de reunião ordinária a de número 51 deste ano de 2026. A partir das 6 horas da tarde, os vereadores vão se reunir para discutir e votar os seis projetos que estão na pauta. Por isso, nós vamos abrir aqui o site da Câmara. campinas.sp.lege. Porque nós vamos dar destaque aqui a um projeto de lei ordinária de autoria do vereador Herbert Ganém, que acrescenta dispositivo ao Estatuto de Proteção, Defesa e Controle das Populações de Animais Domésticos aqui de Campinas. O projeto prevê o uso de coleiras refletivas para identificar animais comunitários que já passaram por procedimento de castração. Esta medida, segundo o texto, tem como objetivo facilitar a identificação desses animais, além de ampliar a segurança e a proteção deles. E pela proposta, as coleiras deverão ser confeccionadas em material resistente e adequado ao uso em ambientes externos. Além de possuir cor ou padrão refletivo que facilite a visualização dos animais durante a noite. O acessório também deverá apresentar uma indicação clara de que o animal já foi castrado. A colocação das coleiras fica sob responsabilidade de quem realizar o procedimento de castração. Entre os responsáveis previstos no texto estão organizações da sociedade civil, clínicas veterinárias parceiras, instituições de ensino superior da área de medicina veterinária e participantes de programas e campanhas desenvolvidos em parceria com o poder público. Para você ficar muito bem informado, saber todos os projetos que serão discutidos e votados, é só entrar aqui, ó, campinas.sp.lege.br lege.br e você tem acesso aos projetos que serão discutidos e votados nesta quarta-feira na reunião ordinária de número 51. Bom, a gente segue aqui com as notícias do legislativo porque o vereador Roberto Alves protocola projeto de lei para ampliar o acesso ao discitos humanos. O objetivo do projeto de lei protocolado pelo vereador Roberto Alves é ampliar o acesso ao disquem, o discitos humanos, por meio da disponibilização de Qcodes nos canais oficiais de comunicação e nas redes sociais e institucionais do município. A ação permite o acesso rápido, reprodução e impressão pelos estabelecimentos, instituições públicas e privadas e demais interessados. O parlamentar se diz um defensor do discem. Sempre com todo o trabalho que eu fiz no estado de São Paulo, eu sempre procurei que as pessoas tivessem denúncias, principalmente sobre o abuso e a exploração sexual de criança e adolescente, que ela usassem o disque sem. E hoje eu tenho visto, principalmente aqui na cidade de Campinas, que em vez das pessoas terem que discar disc, que elas pudessem então através do QR Code. Hoje nós temos essa ferramenta muito importante que é o QR code. Você veja, nós vamos pagar alguma coisa, vai fazer Pix, tudo com QR code. Então quando a pessoa entrar com QRcode, ela vai poder já entrar direto na página do Disque C em Brasília e ela já vai poder fazer a denúncia. não há necessidade dela ficar discando o o disc, talvez para ver se ela consegue uma ligação e com QR code ela já vai abrir ali a página e ela já vai fazer a denúncia dela. Acredito eu que vai ser muito mais rápido o atendimento. O Qcode deverá direcionar o usuário para o canal oficial relacionado ao serviço DIS Direitos Humanos, o disc, assegurando o acesso seguro e confiável às informações e aos meios oficiais de denúncia. O parlamentar acredita que com mais esta opção o número de denúncias pode aumentar. Eu tenho certeza que sim. E mais importante ainda seria se um dos nossos deputados federais pudesse fazer uma lei dessa, que ela passa a ser a nível nacional, não fica só restrita somente na cidade de Campinas, porque o a a as denúncias vão aumentar em muito. Muitas pessoas às vezes elas têm medo de usar o o disque 100 dela ligar, ela tem medo. Agora, através do QR Code vai ser mais fácil e elas vão fazer denúncias em todos os estabelecimentos, não só na cidade de Campinas, mas no Brasil todo, já tem esse cartaz, não é novidade, ele já existe o cartaz com o número disque 100. E é muito importante que as pessoas façam o uso do disc, mas se tiver o QR code ainda é melhor para ela poder já ir direto pra página do Disc 100 S. Foi constrangedor. No duelo da zona de rebaixamento ontem, a Ponte Preta foi humilhada pelo Londrina. Meia dúzia a zer. O vexame a humilhação Ponte Pretana começou aos 22 minutos. Cobrança de falta ensaiada. João Vittor colocou na área. Eron ganhou de cabeça do Gustavo Almeida e Rebert porteira. 1 a 0 Londrina. Aos 41 minutos, jogada pela direita, Rebert agora foi o garçom, cruzou para trás e Guilherme Portuga marcou o segundo. Enquanto os torcedores comemoraram, o Londrina foi para cima e com muita facilidade, Igor Bahia, sem goleiro de cabeça, só teve o trabalho de dar um leve desvio e fazer 3 a 0. E aquele ditado vira três acaba seis com a Ponte Preta, sempre funciona. Na etapa final, aos 13, Nino Paraíba cruzou, teve um desvio de cabeça e aí Sérgio Palácios, o zagueiro furou na frente de Rebert, que não perdoou, tocou na saída de Vinícius, 4 a 0. Aos 35, muita liberdade aos atacantes do Londrina. Guilherme Cachoeira cruzou e Vitinho de cabeça fez o quinto. E aos 38, João Vítor bateu no canto de Vinícius, que ficou parado assistindo a goleada. Então ficou nisso no duelo da zona de rebaixamento. Londrina 1 2 3 4 5 6 Ponte Preta. Nada. Bom, jogadores perdidos em campo, né? Já são fracos tecnicamente, sem receber salário, fica quase impossível vencer uma partida. A Ponte está a 22 jogos sem saber o que é vitória e daqui duas rodadas vai ser rebaixada matematicamente. Uma vergonha que o torcedor não aguenta mais. A Ponte volta a campo no domingo, 11 horas da manhã, contra o CRB aqui em Campinas, no estádio Moisés Lucarelli. E olha só, levantamento da SOS Mata Atlântica aponta que nenhum trecho do rio Tietê está livre de contaminação. Então, sobre esta expedição, os dados e a recuperação do rio, acompanha a partir de agora o nosso quadro, o giro ambiental. O rio Tietê através do estado de São Paulo, de leste a oeste e faz parte da vida de milhões de pessoas. Mais um levantamento realizado pela Fundação SOS Mata Atlântica. Revelouf Rio não tem mais nenhum trecho livre de contaminação. A expedição percorreu mais de 100 km da nascente a Foz. E como essas análises foram feitas? O que elas revelam sobre a saúde do Tiet e ainda é possível recuperar o rio? É sobre isso que vamos discutir hoje no Giro Ambiental com Gustavo Veronesi, coordenador da Causa Água Limpa da Fundação SOS Mata Atlântica e também líder dessa expedição. Gustavo, seja muito bem-vindo ao Giro Ambiental e também muito obrigado. Para começar, eh, quer falar um pouquinho sobre o que motivou a SOS Mata Atlântica a realizar essa expedição pelo Rio Tetê. A Mato Atlântico tem um histórico de luta pelo rio Tetê que remonta lá uma aparição de um jacaré no rio Tetê na cidade de São Paulo, na água poluída do rio Tetế no começo da década de 90 gerou toda uma mobilização em prol do Rio eh para recuperação do TT. Eh, a SOS Mata Atatlântica liderou uma coleta de assinaturas que gerou 1.200.000 assinaturas em prol do Rio Tetê. E a partir do momento que começou as obras de dispoluição do TT, o projeto de dispoluição do TT, a SS Mata Atlântica quis acompanhar essa obra. E como fazer isso? Numa época que não tinha lei de acesso a informação e são eh obras eh praticamente invisíveis os olhos da população, porque são tubulações embaixo da terra para levar esgoto a enormes estações de tratamento de esgoto. Então isso não é visível pra população. Então nada melhor do que olhar o rio, né? E a SOS Mata Atlântica juntou especialistas na área de recursos hídricos para, com base na legislação vigente, desenvolver um projeto que as pessoas, os cidadãos e cidadãs pudessem analisar a qualidade da água e observar se as obras do TT estavam realmente evoluindo, né? Porque nada melhor do que o Rio. O Rio nos conta tudo que acontece numa bacia hidrográfica. Então, Observando o TT, a gente saberia se as obras estavam em curso. Então, surgiu daí o Observando Tetê, que depois em 2015 a gente expandiu para outros estados brasileiros que tem Mata Atlântica e passamos a chamar de observando os rios. Então, um projeto de educação ambiental, de mobilização social, né, de ciência cidadã, quando nem se usava esse termo ainda, né, das pessoas gerando dados para produção de conhecimento e tudo isso com foco e influência em políticas públicas. Então, eh, a gente junta voluntários desde o começo da década de 90, pensando na despoluição do rio. Também aceatlântica tem uma tradição de fazer expedições por rio, por rios. já fizemos no Tetê, no Iguaçu, no Rio Doce, entre outros rios, para aferir a qualidade, entender como grandes rios das eh do Brasil, né, sofrem influências dos diversos usos do solo. E dessa vez a gente teve eh essa ideia de ter uma análise mais profunda em relação ao que está acontecendo no rio Tetê. A priori, a gente ia querer, a gente tava querendo medir eh microplásticos na água. a gente sabia que tinha muito microplástico no mar, sabia dessa informação, tava sendo muito difundido isso, mas tinha-se poucas informações sobre como isso tava impactando a água dos rios. Primeiro a gente quis saber dos plásticos em geral. Fizemos uma ecobarreira no município de Salto para coletar o lixo flutuante, principalmente o plástico flutuante, né? Fizemos em cerca de um mês conseguimos coletar quase uma tonelada de resíduos de 60% disso era plástico, né? E isso nos nos trouxe uma atenção. Então, a gente queria fazer um trabalho mais completo, entendendo como funciona o microplástico, aquele plástico invisível. E a partir daí fomos trabalhando e conversando com universidades parceiras, no caso do Microplástico ou Unifesp. Eles indicaram a gente fazer eh também de fármacos e drogas ilícitas. Então, também com o Unifespos esses essas coletas para aferir isso. Eh, já tínhamos parcerias com a Universidade Federal do ABC e com a Universidade de São Caetano do Sul, que são nossos parceiros no Observando os Rios, né? E a Universidade Federal do ABC se dispois a aferir o carbono na água e a Universidade de São Caetano do Sul a aferir a microbiota e o índice de qualidade da água. Por fim, dado que a gente sabe que boa parte do uso do solo no interior de São Paulo se dá, principalmente nas margens do TT, com grandes monoculturas e principalmente de cana, era importante também a gente aferir a quantidade de agrotóxicos na água. E chamamos para isso eh a nossa parceira, a Cena da USP, né, o Centro de Energia Nuclear para Agricultura, para fazer a ferição desses dados. juntamos essa super equipe de pesquisadores de universidades públicas brasileiras para fazer esse estudo inédito que mostrou a situação do Rio Tetê ao longo de todo o seu curso, né? E Gustavo, como que foi percorrer eh o rio Tietê desde a nascente até a Foz? Como eu comentei? O que que vocês encontraram pelo caminho? Você já falou que tinha bastante plástico. Eh, também essa análise começou ano passado, esses resultados foram eh apresentados este ano. Conta um pouquinho pra gente também. Exato. A expedição aconteceu no mês de junho de 2025, foi uma semana de expedição. Eh, e os resultados foram lançados em junho desse ano na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, né? Porque demora mesmo, né? São alguns agentes que precisam ser ser determinados ali. É o tempo da pesquisa, né? Não é o tempo da da informação que a gente quer. Então, a gente tem que respeitar o tempo da pesquisa. Então, demorou esse tempo, né? ter algumas coisas que ainda ficaram por ser apuradas e que vamos divulgar futuramente, principalmente em relação aos microplásticos. E a experiência de percorrer o rio inteiro é fantástica. Primeiro porque é a coisa do da sensibilidade de entender como as pessoas lidam com o rio ao longo do seu percurso. Então a gente tem uma uma ligação muito profunda na nascente do rio, nas cidades mais próximas ali, Salesópolis, Biritiba, até Mogi das Cruzes tem uma ligação muito forte. Mas aí começa a chegar nessa área mais urbanizada da região metropolitana, perde-se completamente o o essa referência de rio como rio, né? Quem mora na cidade de São Paulo e as cidades mais próximas simplesmente não tem essa referência do rio como o rio. O rio geralmente é um problema porque tá poluído e o máximo que acontece é encher em pâtos de de chuva intensa, né? Então a gente transformou algo que deveria ser uma solução num problema. E aí o rio faz o seu curso eh interior adentro e muda-se de novo a percepção das pessoas. Novamente a gente repara que as pessoas têm uma ligação muito forte com o rio, né? Vivem do rio e vivem para o rio e vivem com o rio, seja eh tirando seu sustento, seja eh fazendo seu lazer, enfim, são múltiplos os usos que a gente tem no rio TT. Porém, a gente reparou aí na parte técnica que não existe nenhum ponto do rio TT livre de contaminação, mesmo na na na nascente do rio, né, que tá com uma qualidade ótima, segundo o que a gente aferiu com o IKEA, o índice de qualidade da água, uma qualidade ótima, mas mesmo assim tem alguns resquícios tanto de de agrotóxicos como também de microplásticos que não necessariamente estão sendo gerados ali, mas podem estar chegando ali eh por outros meios, via chuva, via ventos e tudo mais. Também numa Foz que tá com uma qualidade muito boa. A gente encontrou alguns fragmentos porque também é o que vai sendo depositado ao longo do percurso inteiro e mais hora, menos hora chega lá com menos intensidade porque tem muita água para diluir, mas chega também comprometido de alguma forma. a gente diagnosticou que não tem nenhum ponto do rio sem nenhum tipo de contaminação. E Gustavo, você falou que eh nessa pesquisa vocês encontraram eh agrotóxico, eh microplásticos e até drogas eh presentes no rio. É possível identificar quais atividades ou hábitos humanos mais contribuem para essa contaminação? Dá para identificar de onde tá vindo isso? Sim, isso é muito claro, porque os pontos que a gente pegou fundas para pontos que tem um uso do solo na parte superior que seja representativo. Então, onde tem agrotóxico, né, é o fato, tá se usando de uma forma muito intensa, né, e de uma forma muitas vezes não adequada, eh, esses agrotóxicos nas lavoras. Então a gente deveria tomar cuidado com isso. Na região metropolitana, o problema maior é esgoto doméstico. Ainda temos um desafio gigante para tratar o esgoto de alguns milhões de pessoas ainda. O desafio é gigantesco, né? Até você citou eh que até drogas ilícitas foram eh achadas na água do rio no eh ponto de Osasco, que pega praticamente a cidade de São Paulo inteira, Guarulhos e tudo mais. Eh, foi onde que se diagnosticou a maior concentração, né, desse elemento. Por quê? Porque falta saneamento básico. É um indicador de que falta saneamento básico. As pessoas estão consumindo essas drogas, estão na o o corpo não metaboliza tudo e libera isso na forma de urina, principalmente e pela falta de tratamento acaba, né, chegando no rio. Isso daí seria facilmente tratado numa estação de tratamento de esgoto. Como não chega na estação de tratamento de esgoto, chega direto no rio, foi diagnosticado isso lá, né? Inclusive em Osasco, nesse ponto de Osasco, mas que Osasco é o problema, é que o pão de Osasco cabe todo o reflexo anterior do rio. Então ali, basicamente o que a gente viu no rio é que o o rio tá com a água igual ao esgoto bruto, o esgoto que chega numa estação de tratamento de esgoto. Então o trabalho é gigantesco. Também na área de cabeceira a gente viu muito agrotóx sendo usado, né? Então eh são esses tipos de uso que mostram o que tá acontecendo no rio e tem solução, né? Basta a gente melhorar todos os processos, seja de saneamento, seja do do uso, eh, né, de agrotóxico nas lavouras, que a gente consegue melhorar a situação no nosso rio. Sim. E sobre os agrotóxicos, a contaminação, ela muda de acordo com a região por onde o rio passa? Tem locais que estão mais concentrados, esses materiais? a gente reparou duas coisas, né, que é principalmente depois de de salto e tu que tem bastante eh agrotóxico, né? E a gente reparou também que o as o as barragens, né, que tem ao longo do rio, eles t dupla função. Uma é de diluição da carga orgânica, porque tem muita água ali, né, acaba facilitando o processo de degradação. Mas por outro lado, como para a água ali, tem o efeito contrário de dificultar um pouco essa decomposição, porque a água não tá correndo, então não tá oxigenando. que também serve como uma barreira para esses elementos que estão na água, né? E elas acabam por est uma água muito mais lenta, quase parada, se alojando no fundo, né? Em algumas situações a gente fez umas medições de meio e de fundo de rio para entender a situação, principalmente na casa no quesito de identificar o índice de qualidade da água, né? que tem uma uma diferença muito grande. Quando tá no fundo, acabava tendo uma qualidade um pouco pior do que é em média profundidade, certo? E essa contaminação, ela afeta a vida dentro do próprio rio? Tem peixes no rio Tietê, plantas, outros organismos? Sim, tem bastante peixe, tanto na área de cabeceiras como é de barra bonita para baixo, tem bastante vida aquática, né? não só peixes, mas todo o ecossistema, mas eles podem ser também afetados pel esses elementos que a gente diagnosticou no na nossa expedição, né? Porque vai entrar na cadeia alimentar e no final das contas a gente vai comer o peixe em determinadas situações. Então a gente também é prejudicado por aquilo que a gente mesmo faz. Então isso é um negócio pra gente pensar, né? Porque volta no planeta tudo é cícnico, né? Apesar de eh tentarem impingir uma algo linear na nossa no nosso planeta, né, de retira o recurso, usa o recurso e descarta o recurso, eh não esqueceram de avisar pro planeta e o planeta continua tendo a sua circularidade. A gente tem o ciclo da água, o ciclo do carbono, o ciclo do nitrogênio e também esse ciclo da vida, né, que a gente vai faz parte também e parece que às vezes o ser humano esquece que faz parte da natureza e age como se não não dissesse respeito a nós mesmos isso que a gente faz, né? E é claro que tem as diferentes responsabilidades. A diferencia, a responsabilidade minha, sua, enquanto cidadão, cidadã, é de um nível. A responsabilidade das empresas, dos agricultores, dos grandes agricultores, já é muito maior que a nossa, né? E governos, seja municipal, seja estadual, também tá nesse patamar das empresas. Eles que estão poluindo mais e que tem a responsabilidade de regular. no caso do governo de regular do lugar das empresas de ter um uma atitude mais responsável. E para nós cabe ter os nossos hábitos diários que são muito importantes, não são desprezíveis, né? E cabe também cobrar tanto as empresas como para governos para terem atitudes mais responsáveis. E você falou desse ciclo, né, que a gente nós poluímos o rio e isso acaba voltando, esse resultado acaba voltando pra gente posteriormente também. Nós sabemos que em volta eh do rio TT tem muitas cidades, muitas pessoas que moram em volta desse rio. E essa contaminação, ela também representa eh prejuízos para essas pessoas, paraa saúde, quem sabe o que pode causar também. temos tanto prejuízos paraa saúde que são significativos, principalmente eh nas áreas que que a gente tem contato com esgoto doméstico ainda, né? Mas mesmo nessas áreas com agrotóxico intenso, isso prejudica eh tanto a saúde dos animais e das pessoas. E no caso dessas cidades que tem uma vida eh voltada pelo rio, né, que as pessoas usam para lazer, para pesca, tem outro prejudicial, né? Quando a gente esteve lá, a gente vi em vários locais água completamente verde. Por quê? Porque tem muito nutriente, né? Eh, tanto dessas aplicações da lavoura, então tem muito nutriente na água e aí desenvolve plantas aquáticas. Essas plantas aquáticas acabam cobrindo a superfície no rio, eh dificulta a entrada tanto de lúdio como de oxigênio e aí dificulta toda a vida aquática. Então, prejudica a economia de muita gente, né? E tantas pessoas que vão eh fazer passeios eh tão lá para fazer passeios de barco, para levar no rio e tal, como as pessoas que pescam pro seu sustento ou mesmo para e que não tem mais essa fonte de recursos ou ela diminui porque a contaminação na água. Gustavo, pra gente ir encerrando, né, o estudo ele mostra que o rio ele acaba funcionando como um retrato da sociedade, eh, que a água do o que a água do rio Tiet, né, revela sobre a forma como produzimos, consumimos e também ocupamos as cidades. Que que pode ser revelado através dessa pesquisa também? Eu acho muito bonito isso de falar que o rio é espelho da sociedade, porque é isso. Quer saber a realidade de um lugar, olha pro rio daquele lugar, vai contar um monte de coisa, sem falar uma palavra, porque o rio nos conta um monte de coisa. Então, eh, o resultado dessa expedição também foi isso. Não fomos nós que contamos, foi o Rio que contou pra gente e a gente foi porta-voz do Rio, do que ele contou pra gente em relação a isso. E isso mostra como a gente tem agido, como que é o nossos nossos hábitos, como eh tem sido a nossa vida no entorno do rio e não só pensando no rio e na margem do rio. Sempre quando a gente fala de rio, a gente tem que pensar o conceito da bacia hidrográfica de todo território que é drenado por um monte de rio que vai chegar nesse rio principal. Se tem um riozinho chegando no rio Tetê poluído, ou seja, por por qual poluição for, por qual contaminação for, o rio Tit vai continuar poluído, porque a gente precisa pensar no conceito da bacia. Então esse estudo vem mostrar um pouco eh de como é a sociedade paulista na bacia do rio Tatê, que é uma boa parte do nosso estado, talvez até mais na metade do nosso estado, né? E veio mostrar um pouquinho pra gente refletir o que a gente faz e principalmente o que a gente pode fazer. A ideia da expedição não é ficar apontando dedo no nariz de ninguém, né? eh diagnosticar o que tá acontecendo para pensar ações que possam melhorar de fato a qualidade da água do rio. E a partir desse diagnóstico, é possível recuperar o rio futuramente? Quem sabe? Sim, a gente tem a convicção plena que qualquer rio pode ser recuperado. A gente tem exemplos pelo mundo aa de rios que foram completamente degradados e que tiveram eh eh sua vida de volta paraa população, para outros tipos de vida eh aquática. Então, há sim a possibilidade, mas o primeiro passo é parar de agredir o rio, parar de poluir o rio, parar de tratar o rio como se fosse um inimigo. O rio é um aliado e a gente precisa tratá-lo assim. Perfeito. Gustavo, muito obrigada pela sua participação aqui no dia da por ajudar a gente a entender o que tá por trás desses resultados, dessa pesquisa da SOS Mata Atlântica. Agradeço demais a oportunidade de poder falar um pouquinho desse estudo inédito sobre o RUT. Muito obrigado. Eu agradeço também a sua audiência. O giro ambiental fica por aqui, mas você continua agora para conferir as informações e curiosidades do meu ambiente. Atis. Um urso polar que dormia tranquilamente em terra firme foi acordado de maneira deliberada por um homem que acionou a buzina de nevoeiro de uma embarcação apenas para fazê-lo se mover. O caso ocorreu nas águas próximas ao arquipélago de Swalbert, na Noruega, e resultou em uma multa de 5.255, cerca de R$ 25.000, aplicada pelo gabinete do governador do território. Finalmente o sol apareceu com intensidade. A chuva dá uma trégua nesta quarta-feira, então aproveitem, viu? Só que os ventos ganham intensidade ao longo do dia e com isso baixa a sensação térmica e reforça a sensação de frio, principalmente à noite, quando a velocidade aí do vento pode ficar entre 30 a 35 km/h. Para amanhã, quinta-feira, uma condição parecida, com o sol aparecendo pela manhã. À tarde a nebulosidade aumenta e pode chover, mas se cair vai ser em pequena quantidade. Sobre as temperaturas, elas já estão aqui na minha tela. Então, olha só, para amanhã, quinta-feira, 17 de setembro, mínima de 15º e a máxima não passa dos 24 aqui na cidade de Campinas. O jornal Câmara Notícia fica por aqui. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência. Lembrando que hoje é quarta-feira, portanto é dia de reunião ordinária. A partir das 6 horas da tarde, os vereadores vão se reunir para discutir e votar os seis projetos que estão na pauta da 51ª reunião ordinária. Eu volto amanhã ao meio-dia contando tudo para você. Até lá. Ciao. Ciao. เฮ
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