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O bullying ating cerca de 40% dos estudantes brasileiros entre 13 e 17 anos. O país ocupa uma das posições mais altas no ranking mundial. Preocupada com essa questão, a vereadora Débora Palermo discutiu o tema na Frente Parlamentar de Políticas Públicas para Crianças e Adolescentes. O encontro promoveu um debate qualificado sobre as consequências, bem como discutiu estratégias eficazes de enfrentamento e prevenção com a participação de vários especialistas e representantes da área de educação e de organizações sociais. A coordenadora da ONG O Bully Não tem Graça lembrou que este tem como principais alvos a aparência física, o corpo, com maior incidência entre meninas, agressão física e o cyber bullying. Ser vítima de agressão física é o a estância máxima da violência. Quem é o alvo? as motivações do ataque. O alvo normalmente tá relacionado à aparência física, né? rosto, cabelo, corpo, cor ou raça. E aí é importante a gente lembrar que quando a gente fala de bullying, a gente tá separando o bullying de preconceito e racismo, porém ele pode caminhar paralelo junto ao racismo, junto ao preconceito, o bullying pode estar acompanhado, mas é importante você olhar porque muito naturalmente serão dois temas juntos. A criança vítima de bullying, ela tende a mudar o comportamento. Eh, ele, ela começa a ficar num isolamento repentino. Então, no refeitório ela prefere sentar sozinha. Na hora da educação física, né, da atividade física, ela prefere ficar por pro canto. Ela muda o humor. Era uma criança que chegou nos primeiros dias alegre, divertida, descontraída ou às vezes uma criança mais sociável, às vezes tem criança que é mais tímida, então ela não vai ser tão, né? Mas ela muda esse humor, ela tende ficar mais de cabeça baixa, né? Uma criança que procura às vezes estar mais com moletom, com uma um capuz, né? Ela prefere tentar ser invisível no ambiente escolar. e ela começa a apresentar alterações de apetite, de sono, perda de interesse no que dava prazer. Então, uma criança que antes gostava de estar fazendo determinadas ações, estar em determinados grupos, ela perde esse interesse, ela começa a ter baixa autoestima. Então, sabe aquela criança que ela faz um desenho lindo, mas nunca tá bom? Não, tá feio, tia. Não, tá feio não. Não gostei não, não quero. Ela tá sempre negando. Ela tem muitos medos, né? Ela é uma criança que começa a ficar emotiva, chora fácil, né? E é aí o extremo, pensamento, suicidas e automa, você num momento de inadequação que você não se sente parte daquele grupo, que você não se sente eh valorizado, útil, sabe? Qual que é a vontade que você tem? A íntegra da reunião que aconteceu no dia 7 de abril está disponível no canal da TV Câmara Campinas no YouTube e no site tvcamaracampinas.com. br. A vereadora lembra que a atividade marcou o primeiro semestre da Frente Parlamentar. Quanto essa prática é prejudicial paraa criança, paraa pessoa eh que vive isso na escola ou no ambiente familiar, em qualquer espaço. Nós tivemos aqui a Miriam Arend, que é uma especialista nessa área. Ela coordena a ONG Bulling Não tem graça. Foi um debate muito bacana. Yeah.