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A Frente Parlamentar em apoio à proposta de emenda à Constituição, que prevê a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6 por1, desenvolveu debates desde a criação do grupo na Câmara de Campinas. Ao longo do primeiro semestre, a frente promoveu encontros com entidades representativas, participou de debates acadêmicos, incluindo atividades realizadas na Unicamp e acompanhou manifestações públicas relacionadas ao tema. Eh, essa é uma demanda muito importante. Os trabalhadores brasileiros, né, o fim da escala 6, com a redução da jornada de trabalho, hoje que é uma jornada extensa, uma jornada desumana, que tenha dois sidos nossos trabalhadores e a gente trouxe em alguns momentos aqui paraa Câmara essa discussão, porque é muito importante que a gente aproxime a população de Campinas desse tema que tá sendo debatido nacionalmente, né? Nós fizemos inclusive uma atividade sobre o impacto do fim da escala 6x1 pra saúde dos trabalhadores. Foi um estudo que foi conduzido pela Funda Centro e mostrou que é um fato que a gente já conhece no dia a dia, mas que é muito importante que a gente produza esses dados para mostrar a importância da tramitação dessa PEC pelo fim da escala 61 no Congresso Nacional. E a gente mostrou que o adoecimento dos trabalhadores, tanto adoecimento físico e o adoecimento mental, tá diretamente relacionado às condições de trabalho e a jornada extensa é um fator determinante para esse adoecimento. Segundo a presidente da Frente Parlamentar, vereadora Fernanda Solto, a saúde mental dos trabalhadores foi um dos principais temas debatidos pelo grupo na Câmara de Campinas. Os dados, especialmente os dados de adoecimento mental, né? A gente tem alguns dados mostrando eh que teve um crescimento nos últimos anos de 80% no número de diagnósticos de depressão, ansiedade. E quando a gente pensa em saúde, a gente tem que pensar nos determinantes sociais que levam ao adoecimento. Ou seja, a gente vive, a gente adoece conforme a gente vive. Se a gente se alimenta bem, se a gente tem um transporte público de qualidade, se a gente tem acesso à cultura, a lazer, isso vai impactar de uma determinada maneira na nossa saúde. O trabalho é um desses determinantes sociais. Se a gente trabalha muito, jornadas extensas, não tem tempo para descansar, como é hoje esse regime da escala 6x1, que ainda afeta 15 milhões de trabalhadores brasileiros, a gente tá vendo um caminho pro adoecimento que precisa ser combatido, além, claro, dos problemas eh de adoecimento físico, né, especialmente os trabalhadores que exercem uma função que demanda mais da sua atividade física. E a gente entende que esse tempo a mais para descansar é fundamental para que tanto o corpo quanto a mente possam se recuperar, inclusive impactar de forma positiva no trabalho, como são os dados que mostram eh que a redução da jornada de trabalho em outros países também teve um impacto positivo na produtividade do trabalho. Criada em 2025, a Frente Parlamentar acompanha a tramitação da proposta apresentada na Câmara dos Deputados, que prevê a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 36 horas, sem redução de salários, além de promover debates com representantes da sociedade civil, sindicatos, universidades e parlamentares. A proposta continua em tramitação no Congresso Nacional. A demanda pela redução da jornada de trabalho, ela já é uma demanda histórica, né? A gente tem que pensar que há quase 40 anos a gente não tem uma mudança na legislação trabalhista nesse sentido. E esse essa discussão se tornou de forma mais intensa a partir dos movimentos sociais, do movimento Vida Além do Trabalho, mas também das ações dos do movimento sindical de parlamentares em defesa do fim da escala 6x1. E foi um movimento nacional. A gente viu muitas manifestações de rua sendo feitas pelo Brasil afora, né? inclusive sendo protocolada a PEC pela deputada federal Érica Hilton no Congresso Nacional para que a gente pudesse ter essa conquista. E é uma maneira da gente aproximar a população aqui da nossa cidade desse debate com dados, qualificando a discussão. A gente, infelizmente sabe que tem muita resistência de alguns setores empresariais no país, mas também de parlamentares da direita e da extrema direita para que essa eh contra o avanço dessa proposta. Então, uma maneira da gente desmistificar algumas informações, né, combater fake news e esse é o papel da frente, aproximar esse debate que tá sendo conduzido nacionalmente das pessoas aqui da nossa cidade, da vida da nossa cidade, porque a redução da jornada de trabalho também vai impactar Campinas. E a gente mostrou que é uma é uma proposta que pode gerar empregos, pode aquecer a economia, portanto muito importante pra nossa cidade também. No segundo semestre, a frente pretende dar continuidade às discussões e acompanhar os próximos desdobramentos da proposta no Congresso Nacional. Um grande objetivo nosso com a frente é fortalecer a mobilização, né? mobilização junto ao movimento sindical, junto aos movimentos sociais, porque a gente tá vendo uma resistência muito grande no Congresso Nacional, principalmente pelos deputados e senadores eh da extrema direita, eh de que essa PEC ela se torne uma realidade, que essa redução da jornada de trabalho ela se torne uma realidade e não tem outra saída para que a gente possa finalmente aprovar no Congresso Nacional o fim da escala 6, que não a mobilização, porque também foi através desse meio que a gente conseguiu pautar nacionalmente esse debate e a mobilização vai ser fundamental para que a gente possa pressionar, especialmente nesse ano, que é um ano eleitoral. Então, nós precisamos levar essa pauta pra rua, paraas discussões. As pessoas precisam saber quem que tá favorável, quem que tá contra o fim da escala 6x1, porque afinal de contas, nesse ano a gente vai decidir os rumos do nosso país. E a gente não pode ter um Congresso e a gente não pode ter representantes do povo que se colocam contra uma pauta que é fundamental paraa vida dos trabalhadores brasileiros. Yeah.