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Câmara Notícia

20 views Publicado 30/07/2026 HD · 1:03:51
Resumo editorial

Noticiário municipal apresentado em 30 de julho de 2026 com diversos assuntos de interesse público. Destaque para reportagem sobre programa de educação ambiental e mudanças climáticas dirigido a jovens, com presença do secretário de Clima, Meio Ambiente e Sustentabilidade. Inclui também segmento sobre terapias avançadas para câncer e desafios de acesso a medicamentos no sistema de saúde brasileiro.

Citados nesta edição

Descrição do vídeo

Vinte cidades brasileiras, Campinas entre elas, foram selecionadas pela Bloomberg Philanthropies para financiar projetos ambientais de jovens. O secretário de Clima, Meio Ambiente e Sustentabilidade, Brasa Adegas, conta ao Câmara Notícia que as inscrições pedem grupos de ao menos três participantes entre 15 e 24 anos, com um deles de Campinas, em quatro eixos: soluções baseadas na natureza, resíduos sólidos, educação ambiental e mobilidade sustentável. A edição de 30 de julho também traz a mostra Ser em vez de Estar no MACC, com destaque para artistas mulheres, e um projeto de lei sobre prioridade em vagas de zona azul para moradores sem garagem.

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Museu de Arte Contemporânea de Campinas inaugura a exposição Ser em vez de estar com forte destaque para a participação de mulheres na arte. Escola Estadual Culto a Ciência recebe intercambistas para o programa Prontos para o Mundo. Por meio de indicações do presidente da Câmara Municipal e vereador Luiz Rossini, a Praça arborizada do Parque das Universidades recebe melhorias para garantir qualidade de vida e um espaço de lazer aos moradores do bairro. Projeto de lei apresentado na Câmara de Campinas prevê prioridade em vagas da zona azul para moradores de condomínios sem garagem. Olá, boa tarde. Quinta-feira, 30 de julho de 2026, começa agora o jornal Câmara Notícia ao vivo. meio-dia, mais 3 minutos. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência e participe, vamos conversar. Mande a sua mensagem para o número do nosso WhatsApp 19 é o nosso DDD. Para você que é de Campinas e região, já sabe, pode ir direto. O número aparece aqui embaixo da sua tela, é o 97829377, ou você pode mandar o seu elogio, uma crítica construtiva, o que você quer assistir aqui no nosso telejornal, apontando a câmera do seu celular para o Qcode. Atenção, hein? Você que é jovem, está entre 15 e 24 anos e de Campinas estão abertas as inscrições para elaborar um projeto de meio ambiente com foco nas mudanças climáticas da cidade e receber um apoio financeiro para implantar a proposta. A iniciativa é da Secretaria de Clima, Meio Ambiente e Sustentabilidade. Então, vamos acionar a repórter Camila Borges com as informações. Seja bem-vinda e boa tarde, Camis. Oi, Gabriel. Boa tarde para você e para todos que acompanham a gente no Câmara Notícia. É isso mesmo, as inscrições já estão abertas e essa iniciativa é uma oportunidade para jovens e adolescentes colocarem em prática ideias e projetos que ajudem a cidade a enfrentar as mudanças climáticas. E para passar mais informações, já está aqui ao meu lado o secretário de clima, meio ambiente e sustentabilidade, Brasa Adegas. Secretário, primeiramente, boa tarde. Boa tarde. Como vai? Para começar, eu queria que você explicasse um pouquinho como que surgiu a ideia desse projeto. É a primeira edição aqui em Campinas. Aqui em Campinas é a primeira edição. Através da nossa educação ambiental. A nossa equipe da Crimas tem empenhado bastante nesse projeto. Por ser a primeira vez, a gente se sente bastante honrado. São somente 20 cidades no nosso país que foram escolhidas pela Boomer Filantrope, né? Então, Campinas está entre as 20 cidades selecionadas para dar essa oportunidade dos nossos jovens a participar com relações aos projetos das emergências climáticas. E o edital, ele fala em projetos voltados e mudanças climáticas, meio ambiente. Na prática, quais problemas eh da cidade podem ser abordados eh nessas ideias dos dos jovens? Nós escolhemos quatro eixos, né? Entre os eixos são soluções baseadas na natureza, resíduos sólidos sustentáveis, educação ambiental e mobilidade, inovação e sustentabilidade. Então nós vamos trabalhar com os projetos dentro desses quatro eixos que é muito importante, são ligados diretamente ao nosso plano de ação climática. Para participar é necessário ser em grupo ou podem ser apresentados projetos individuais? Não são grupos no mínimo de três jovens de 15 a 24 anos de idade e pelo menos um jovens precisa ser de Campinas. Perfeito. E como será feita a seleção desses projetos? Ah, esses projetos nós temos foi publicado um edital da banca avaliadora. Então nós a banca é composta por um membro aqui da Fundação José Pedro Oliveira, eh, do Conselho da Juventude, da Secretaria de Educação e da INDEC. E no caso, eh, depois de selecionado, os grupos vão receber um apoio técnico para dar continuidade? Sim, isso é muito importante. Tem esse apoio técnico. A gente tem feito bastante contato, inclusive com as escolas técnicas, com as universidades e a própria CLIMAS para dar esse apoio, eh, para ajudar a no na implantação desses projetos, né, que é bastante importante. Então, é um incentivo muito grande, eh, inclusive com relação às questões do aporte financeiro que a instituição tá trazendo, eh, do fundo da juventude eh através da boomer para a gente executar esses projetos na nossa cidade com relação à mitigação e adaptação das ações climáticas. Então, como você já adiantou, esses projetos vão ter apoio financeiro. Qual o valor desse apoio? Então, hoje eh, Campinas receberá um aporte e do projeto de 50.000, em torno de 250.000, que poderão ser investidos cada projeto de 5 a R$ 25.000. E além do apelo para o meio ambiente, essa iniciativa também é importante para trazer os jovens para pensar em políticas públicas para Campinas. Ah, é fundamental, né? as questões, principalmente com relações às questões climáticas, não é mais uma questão só da responsabilidade do poder público, é de toda a sociedade. E uma das maneiras mais efetivas que a gente tem a a buscar, principalmente projetos de adaptação e de mitigação, é trazer os jovens para essa discussão, né? Inclusive, recentemente teve uma pesquisa na nossa cidade eh muito importante com esses dados da preocupação dos jovens com relação às questões ambientais. E existe o número máximo de grupos que podem se inscrever? Não, as inscrições est está estarão abertas até o dia 4 de setembro. Então pode haver aí grandes números de inscritos, de projetos inscritos que serão escolhidos pela banca avaliadora. E como se inscrever? É presencial online? Pode ser presencial lá no Passo Municipal na Cimas ou entra lá no nosso portal do clima que lá tem um link especial facinho lá para fazer a inscrição. Perfeito, secretário. Muito obrigada. Obrigado. Estamos à disposição. Gabriel, então, reforçando as informações que o secretário passou aqui pra gente, é para quem se interessou, as inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo portal do clima da Prefeitura de Campinas. Em caso de dúvidas, os interessados também podem entrar em contato com a Secretaria de Clima, Meio Ambiente e Sustentabilidade pelos telefones que é o 19 21160380 ou 21160441. Também podem entrar em contato pelo e-mail que é o gabriel.sp.gov.br. Volto com você aí do estúdio. Iniciativa muito bacana. Quero agradecer a nossa repórter Camila Borges e claro, né, a disponibilidade do tempo mais uma vez com a nossa equipe do Brasa Degas Júnior, que é o secretário municipal do clima, meio ambiente e sustentabilidade por todas essas informações. Bom, olha só, recentemente você deve ter acompanhado o caso do pai que chutou o rosto da própria filha de 3 anos na rua e graças à intervenção de um homem e de câmeras de segurança, o caso foi denunciado pela mãe e o agressor alvo de denúncia por tortura e lesão corporal. Outro caso foi um menino de 3 anos espancado por não dar bom dia ao pai e que morreu no Rio Grande do Sul. Infelizmente, esse é apenas um pequeno recorte. Levantamento do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania registrou quase 1000 denúncias diárias de violência contra crianças e adolescentes nos primeiros meses de 2026. Mas se o Brasil possui uma legislação avançada para a proteção da infância, como ECA, o Estatuto da Criança e do Adolescente, por a ruas e dos lares é tão distante? Eu converso agora com o Gabriel Tiles, ele que é advogado criminalista, mestre em direito processual penal pela PUC. Gabriel Meuchará, primeiramente, muito obrigado, viu, pela disponibilidade do seu tempo, ter aceito o convite para participar do nosso telejornal do Câmara Notícia. Como tem acompanhado esses casos, né, que t chocado o país? Representam um aumento da violência ou tem um aumento das denúncias? seja bem-vindo e uma boa tarde. Muito obrigado pelo convite, Gabriel. Eh, já aqui respondendo a a pergunta, eh, eu tenho acompanhado o noticiário, né, inclusive esses dois casos que você comentou, eh, e também pude aqui estudar esse anuário de justiça que foi lançado agora em 2026, que retrata e nos traz algumas estatísticas. Eh, é uma tristeza, né, a realidade. Eh, pelo que eu pude eh, verificar, essa cultura de de violência, ela tá enraizada. Eh, infelizmente ela faz parte de uma cultura ainda eh de algumas famílias, né? A gente vê isso nesse anuário de justiça, que a violência contra crianças e adolescentes, ela ainda é muito presente. Ã, então assim, eh, os dados eles revelam que a violência está presente. Alguns tipos de crimes até diminuíram, mas outros aumentaram e a intolerância da sociedade, de algumas pessoas que t a coragem de denunciar, isso também faz com que as estatísticas ora aumentem e ora diminuam. Ô, Gabriel, quais são os principais crimes identificados aí nos casos de violência contra crianças e adolescentes? E quais são as penas previstas? Vamos lá, então. Eh, temos vários crimes aqui praticados contra crianças e adolescentes. As penas elas variam, elas vão depender de cada crime, mas aqueles que que chamam bastante atenção são os crimes de bullying, né, cyber bullying, são os crimes de estupro de vulnerável, são os crimes de abandono de incapaz. Então são crimes que são graves. Eh, o mais grave dos crimes aqui e que aparece no anuário de justiça e que chama bastante atenção, embora tenha diminuído, é o crime de estupro de vulnerável, que é um crime contra a dignidade sexual e que é um crime que é muito difícil ã da polícia vir a saber, porque é um crime praticado normalmente dentro de um seio familiar ou então dentro de um seio de uma comunidade. ade menor, é um crime contra a dignidade sexual. Então, eh esse esse anuário é um pouco chocante, né? Porque ele traz estatísticas eh que o noticiário também nos traz. Então, eh são esses os crimes. Então, bullying, cyber bullying, estupro de vulnerável, abandono de incapaz, eh subtração de incapazes. Então são vários os delitos, tá? Agora, a violência letal contra as crianças e adolescentes, ela também diminuiu. Mas veja, Gabriel, o fato de eu falar que diminuiu não quer dizer, tá? Eh, que realmente a estatística tenha diminuído. Isso pode ser, segundo o Anuário nos traz, ã, algo ocasional. Por quê? Porque ora, a gente tem mais pessoas denunciando e em alguns momentos menos pessoas com coragem para denunciar e para notificar as autoridades. Agora, ô Gabriel, falei na minha abertura, né, que o Brasil registrou quase 1000 denúncias diáreas de violência contra crianças e adolescentes nesses primeiros meses aí de 2026. É uma questão de educação, de segurança pública, de fiscalização ou a gente tem um problema de leis no nosso país? Eu vejo que é um conjunto, mas eu não vejo que é um problema de leis. Eu acho que nós temos, eu entendo que nós temos leis, né? Então assim, como que a gente protege essas crianças e adolescentes, né? Eh, o conjunto que eu falo é: a gente tem uma cultura de violência, né? Eh, e a gente tem um estado que precisa proteger eh essas crianças e adolescentes. As leis brasileiras elas são boas, elas tipificam crimes. Quer dizer, quem pratica um crime vai ser punido. As penas são altas. Um estupro de vulnerável hoje, ele tem uma pena mínima de 10 até 18 anos. Então, são penas altas. Então, as leis são boas. O problema que nós temos essa cultura de violência e a prevenção dos crimes. Então, me parece que a solução aqui, Gabriel, seria um diálogo maior entre eh as instituições, né, uma troca de informações, uma atualização de metodologias de ensino para eh assim ensinar, para conscientizar famílias ahã a não naturalizar a violência, né? como você falou no início eh da do programa, aquele episódio do do pai dando um chute numa criança no meio da rua, isso é chocante. Então, a gente precisa de prevenção, porque na hora de combater, de aplicar a lei, nós temos leis boas, né? As leis são boas, tipifica-se o crime e temos penas altas. O que está faltando é educação e conscientização. Gabriel, do ponto de vista jurídico, o Estatuto da Criança e do Adolescente oferece instrumentos suficientes para proteger as vítimas ou ainda existem lacunas aí na legislação? Algo que precisa ser aperfeiçoado? Eu entendo que sim, Gabriel. Inclusive, não só o ECA, como também aquela lei chamada lei Henri Borel, ela traz medidas de urgência, né? Então, quando se verifica que uma criança está sofrendo, está sendo vítima de abus, de alguma violência, ã, é, é o mesmo sentido da Lei Maria da Penha, ou seja, o juiz ele determina o afastamento do agressor do lar, o juiz ele determina uma proibição de contato entre o adulto agressor com aquela criança que está sendo vítima. Então, nós temos um sistema de leis que está muito bem elaborado. O que está faltando realmente é a conscientização e a prevenção, porque o combate está sendo feito. Ô, Gabriel, qual que é o papel da escola, dos profissionais da saúde e até dos vizinhos na identificação desses casos? Existe uma obrigação legal de comunicar suspeitas? Sim. Eh, a partir do momento que alguma pessoa, né, eh que tem eh a guarda, a responsabilidade de verificar isso, como por exemplo, a escola, né, se ela verifica um indício de que a criança está sofrendo uma violência, eh ela deve comunicar as autoridades, tá? Então, aquele que se omite diante de uma violência eh contra uma criança ou um adolescente, ele pode, a depender do caso, vir a ser responsabilizado criminalmente em virtude daquela violência que ele se omitiu. Então, todo aquele cidadão eh é fundamental, né? Eh, porque como eu disse no início, os crimes praticados contra crianças e adolescentes, eles são praticados em grande maioria na clandestinidade, né? Principalmente aqueles contra a dignidade sexual. Então, se nós não tivermos a contribuição do vizinho, de eventualmente algum familiar e principalmente da escola, a subnotificação aumenta e a a verificação da ocorrência do crime diminui. Então, é esse é o papel fundamental dessas pessoas, é contribuir. E logicamente, porque se não contribuírem poderão ser responsabilizadas pela omissão. Em casos de violência sexual, né, que você diz que é algo que preocupa bastante, quais são os maiores desafios para responsabilizar o agressor, mas sem causar uma nova violência à vítima durante a investigação? Então, com relação a isso, eh, nós temos o que a gente chama de, eh, necessidade de não revitimização, né? Então, quando uma vítima de violência sexual, eh, quando isso é trazido para as autoridades, eh, a uma das preocupações da família é não expor essa criança ou adolescente, porque em determinado momento ela vai precisar ser ouvida para narrar aquilo que pode ter acontecido. Então, o que o sistema de leis nos traz é o que a gente chama de uma escuta especializada, de um depoimento especial. Ou seja, a criança ou adolescente vítima de um crime sexual, ela deve ser ouvida uma única vez. Por quê? para que aquela violência que foi eh realizada contra a própria vítima, para que aquilo não seja eh revivido por ela outras vezes, porque isso também é uma forma de violência. Então, é dessa forma que a lei protege a vítima no curso de uma investigação, no curso de um processo. Ô, Gabriel, com a sua experiência, com o que você tem acompanhado, o ambiente digital também ampliou os riscos para crianças e adolescentes? O ambiente digital, Gabriel, ele ampliou muito, porque nós temos crimes, eh, como, por exemplo, o armazenamento de imagens pornográficas, o compartilhamento de imagens pornográficas, né? Eh, então isso, segundo o próprio anuário, também aumentou, né? E isso se dá no ambiente digital. Fora isso, nós temos aqueles crimes eh que a legislação prevê, eh, como os crimes de cyber bullying, que é a a sistematização de uma intimidação, de uma ridicularização de crianças e adolescentes. Então, não só os crimes contra a dignidade sexual, mas também esses crimes eh de humilhação e ridicularização, eles têm aumentado em virtude das tecnologias, de inteligências artificiais. Isso realmente influencia no aumento desses delitos. Gabriel Tiles, advogado criminalista, mestre em direito processual penal pela PUC. Muito obrigado novamente pela disponibilidade do seu tempo, as informações que foram trazidas aqui de grande valia pro nosso telespectador para poder contextualizar, né, o momento que nós estamos vivendo, mas também que nós temos o ECA, nós temos leis, o que que precisa é de mais fiscalização, né, no nosso país, que ele é continental. Então essa é a dificuldade, ainda mais quando acontece dentro de casa, né, que muitas vezes não tem o registro, não tem câmeras, mas como vivemos em sociedade com o apoio de todos, né, é uma tarefa de todos nós para baixarmos o quanto antes esses números e essas estatísticas. Eu já faço um novo convite pro senhor retornar ao nosso telejornal para falar sobre esses, mas também sobre outros assuntos e fica aberto à suas considerações finais. Muito obrigado pelo convite, Gabriel. Eu que agradeço a oportunidade e realmente você tem toda a razão. A gente precisa diminuir essas estatísticas porque atrás de cada número, né, a gente tem uma família, uma pessoa que pode estar sendo vítima de algum delito, de alguma violência. Um grande abraço a todos. Muito obrigado, Gabriel Tiles, participando ao vivo aqui do Genal Câmara Notícia nesta quinta-feira. E vale lembrar, né, qualquer suspeita pode ser comunicado pelo Disque Sim ou diretamente ao Conselho Tutelar e as autoridades policiais. Proteger crianças é uma responsabilidade de todos nós. Vamos com as notícias da Metrópole, porque o Museu de Arte Contemporânea de Campinas recebe uma nova exposição que revisita a própria história da instituição sob um novo olhar. Amostra destaca a produção de mais de 30 artistas mulheres que ajudaram a construir o acervo do museu e convida o público, você que está nos acompanhando, a refletir sobre o papel feminino na arte brasileira. O Museu de Arte Contemporânea de Campinas inaugurou a exposição Ser em vez de estar, que mostra o acervo da instituição a partir da produção de artistas mulheres que ajudaram a construir a história do museu desde a década de 1960. Ser em vez de estar é uma exposição é que eu assino a curadoria junto com o Evandro Santos, que é o diretor aqui do do MAC, e que a gente buscou destacar as mulheres artistas desse acervo, né? O acervo do MAC foi constituído o museu em 1965. E então a gente tem aí alguns anos, né, algumas décadas de de história e de acervo que foi se formando a partir de salões, de eventos que foram acontecendo. E a gente quis fazer esse recorte, então só mulheres, artistas e com isso a gente conseguiu reunir grandes nomes da arte brasileira, inclusive artistas estrangeiros, mas que atuaram fortemente aqui no Brasil também. Amostra reúne mais de 30 nomes importantes da arte brasileira. A maior parte dos trabalhos que a gente tem aqui são trabalhos bidimensionais, né? Então quer dizer que são trabalhos de parede, pinturas, gravuras, eh estilogravas, tem as eh assamblagens também, né? Então tem, enfim, tem uma série de de obras aí de diferentes plataformas e suportes. E uma escultura também que é da Amélia Toledo, que é uma artista muito importante, né, pr pra arte brasileira. é uma escultura da carreira dela um pouco diferente. Ela depois acabou eh se voltando um pouco mais para materiais naturais, para pedras e tudo. E aí que a gente tem aqui é acrílico, espelho. Então é uma obra um pouco rara, né? Tem outras artistas muito importantes também. A gente tem aqui a Jandira Wers, que foi uma precursora eh do obstrucionismo geométrico brasileiro. Nem todos os museus têm obras dela. A gente tem a Charlotta, que também é super importante. Tem Tomy Otak, que é uma das artistas mais importantes aí, né, da história da arte brasileira, embora ela não seja brasileira, mas viveu toda a vida aqui. A gente encontrou essa obra da Teresa Nazar também, que é uma artista argentina. Bom, gente, olha só que legal. Não é de hoje que o MAC tem uma forte ligação com as mulheres, inclusive motivo de inspiração pra exposição. A Luí vai contar pra gente um pouco mais sobre isso. É isso mesmo. O MAC quando foi fundado em 1965 foi fundado por um grupo de artistas chamado Grupo Vanguarda. E desse grupo fazia parte uma das artistas que tá aqui na exposição, que é a Maria Helena Mota Paz. Eh, e eu acho que mais ainda interessante até que uma mulher fazendo parte desse grupo é o fato de que a primeira diretora do museu foi uma mulher, né? Isso é muito raro. A gente não vê isso, isso não era comum na época. Então a gente vê que o MAC já tinha essa essa ligação, já olhava eh para o papel da mulher de uma outra forma eh a ponto de deixar a diretoria nas mãos da mulher. Então isso foi mais um ponto que fez a gente olhar aqui eh para esse acervo e dizer: "Eu acho que as mulheres merecem eh ganhar uma exposição só delas". A exposição convida o público a olhar para a história do museu por uma nova perspectiva, destacando a contribuição das mulheres na formação do acervo e da identidade do MAC. A nossa ideia é destacar essa esse acervo do MAC, que é um acervo incrível, formado em 1965, que tem obras fantásticas, importantíssimas da história da arte brasileira, eh só que a partir da perspectiva feminina. Então, quem são essas mulheres que fazem parte da história da arte brasileira, que contam a nossa história da arte contemporânea, né? Porque a partir dessa dessas 35 mulheres, passando por eh mais de quatro décadas de arte, a gente consegue contar muito do que aconteceu, né, no durante o século XX. Então, a ideia é exatamente essa, contar a história da arte brasileira do século passado a partir de uma perspectiva feminina, graças a esse acervo muito rico que o MAC Campinas tem. A exposição que também conta com uma série de obras e artistas campineiras está aberta ao público. MAC abre de terça a sexta das 10 às 18 e aos sábados das 10 às 16. E a exposição fica até o dia 30 de setembro. Vale a pena convidar? Com certeza. A Comissão Permanente para os vestibulares da Unicamp, a Conveste, está divulgando a lista de estudantes contemplados com a isenção do pagamento da taxa de inscrição para o vestibular Unicamp 2027, que vale também para a modalidade Enem Unicamp 2027. No total, 8.810 1810 candidatos solicitaram o benefício e 7.915 candidatos foram contemplados após análise da documentação. A relação está no site convest.unicamp.br. O site aparece aqui embaixo da sua tela. Bom, olha só, a Escola Estadual Culto à Ciência aqui em Campinas integra o grupo de 13 instituições paulistas selecionadas para o primeiro intercâmbio reverso da rede estadual. A iniciativa visa promover o aprendizado de novos idiomas e a troca de experiências na rede pública de ensino. A escola estadual Culto à Ciência foi uma das selecionadas para receber estudantes estrangeiros no primeiro intercâmbio reverso da rede estadual de São Paulo. A tradicional instituição de Campinas faz parte do grupo de 13 escolas de tempo integral, distribuídas por sete regiões paulistas, escolhidas para o programa Prontos pro Mundo. Ao todo, 31 jovens, de 14 a 17 anos chegaram ao Brasil para viver uma imersão cultural de um mês nas salas de aula do interior. A escola COACência é é muito aberta a receber projetos e parcerias e receber uma proposta, um projeto com essa relevância que pode trazer uma integração cultural pros nossos alunos e pros alunos intercambistas, é assim, é muito válida. Eh, hoje é o primeiro dia, só o acolhimento inicial e a gente já vê as interações super ricas eh entre os estudantes. Então, a gente fica muito feliz com isso. Além, né, de receber alunos intercambistas agora pro início desse segundo semestre, nós temos outros alunos estrangeiros na escola, né, alunos eh que migraram para morar no Brasil, vindos do Peru, da Colômbia, da Venezuela. Então, como os meninos eh dominam as línguas estrangeiras, inglês e espanhol, então, além da prática, né, eh, verbal, da troca, né, da língua, a interculturalidade vai ser muito rica durante esse período. O Prontos Pro Mundo é um programa público de intercâmbio do estado de São Paulo que oferece bolsas de estudo em países de língua inglesa para estudantes da rede estadual de ensino. para nós é um programa muito interessante para os alunos até mais, né? Porque o que que é nós sempre tivemos o programa Prontos pro Mundo, né? A gente sempre mandou aluno, né? Des ano passado manda o aluno pro outros países. Os alunos nossos ficam uma média de 90 dias em outros países, França, Canadá, Itália. E aqui Campinas está recebendo agora a partir de hoje, já estão aqui a semana passada, a partir de hoje na unidade escolar os alunos que vem, o Marco que veio da Itália e nós temos a Sara que veio do Canadá. Eles estão aqui sendo recepcionados. é um programa eh de suma importância pra gente, porque eh essa interação dos nossos alunos com outros universos e deles também conhecendo as nossas escolas quais estão muito encantados é muito importante. O currículo é o currículo nosso mesmo, normal. Nós temos na na grade curricular o inglês, né? língua inglesa, língua espanhola, eles também trabalham aqui com as crian com os alunos e a gente eh vai dar continuidade normal dentro de uma normalidade. E se eles precisarem, você me perguntar de algum apoio em termos de língua, eles estão bem, eles falam espanhol, eles falam inglês e os nossos alunos também. Depois do período, os estudantes recebem uma certificação oficial de participação. Essa validação, eh, a gente manda para o país deles todas as notas, tudo, porque vai ocorrer com avaliações diagnósticas, com tudo pra gente poder trabalhar com essas crianças. O Marco é italiano e está adorando a estadia no Brasil. Ele dise que para ele foi uma escolha simples, fácil, porque eh o Brasil é um país eh que ele gostaria de ter, de conhecer. E quando ele teve uma experi a primeira experiência dele fora, né, da Europa, do país que ele veio, que é da que é Itália, né, e que ele teve uma semana também de experiência na Espanha, que ele gostou e quando os professores dele comentaram com ele sobre a ideia de vir pro Brasil, ele não teve dúvidas e ele disse sim. learn the learn the Portuguese to be able to speak not to the excellence of like people who been born here but have a conversation with students and go back home with a expectativa dela é que ela aprenda, né, nesse mês de vivência aqui um pouco mais o português. Obviamente não falar com a excelência. O português é uma língua difícil, né? mas que ela possa, quando voltar pro país dela, poder conversar com brasileiros que visitem o país. Durante o período de 30 dias, os intercambistas vão morar com famílias locais. Os estudantes abriram as portas de forma voluntária. Uma oportunidade de imersão cultural, tanto para o aluno que vem de outro país, quanto para o estudante que o recepciona. Tá sendo muito divertido, uma experiência completamente nova. Então, receber alguém na minha casa que é de outro país é algo completamente diferente. Eu nunca tinha vivido isso. Eu tô tô aprendendo algumas palavras em italiano também, então tá sendo bem legal e tô conseguindo aprimorar o meu inglês. Eu já falava um pouco, mas agora eu tô tendo que viver no cotidiano inglês. Eu fiquei bem ansiosa porque quando a minha mãe era mais nova, ela recebia os intercambiários também na casa dela. Então ela ficou mais ansiosa que eu e eu fiquei bem feliz. Eu achei que ia ser uma boa experiência. tanto para conhecer alguém novo de outro país, de outras culturas. E tá sendo bem legal até agora. Eu tô gostando bastante. Quando ela chegou, ela me mostrou bastante de como era a vida dela lá no Canadá. Então, ela me mostrou as fotos, a escola, os amigos. E a gente tem falado bastante inglês, o que é bom, mas a partir de agora eu pretendo falar mais em português, porque ela precisa aprender a nossa língua também, né? Mas tá sendo uma ótima experiência para treinar o inglês e para conhecer outra cultura. A gente faz todo um trabalho de conhecer a família, conhecer a casa, conhecer o ambiente que eles vão viver, né? Porque eles têm que ser bem recepcionados. Eh, nós temos um grupo de supervisores de ensino que também acompanham isso, esse programa. E é eh para nós é muito importante porque é um prazer receber alunos de outros países e entender que a educação paulista também tem qualidade. Estão abertas as inscrições para a corrida CPI2 50 anos. evento em comemoração da unidade do comando de policiamento do interior 2. A corrida acontece no dia 16 de agosto, às 7 horas da manhã, largada na Avenida João Jorge, número 420 499, na vila industrial. Tem corrida de 5 e 10 km, tem caminhada de 5 km e uma corrida kids. Inscrições, preços, kits e mais informações no site ticketesportes.com.br. O site aparece aqui embaixo da sua tela. Bom, hora das notícias do legislativo, porque indicações apresentadas pelo presidente da Câmara Municipal, vereador Luiz Rossini, atenderam a um pedido dos moradores do Parque das Universidades e deram impulso às melhorias na Praça Arborizada. A expectativa agora é que o espaço ganhe uma nova função e passe a reunir a comunidade. A ideia de criar uma feira noturna na Praça Arborizada, que fica no bairro Parque das Universidades em Campinas, mobilizou a comunidade em busca de melhorias para o local. E após ser procurado pela Associação de Moradores, o presidente da Câmara Municipal, o vereador Luís Rossini, apresentou três indicações ao executivo pedindo intervenções na área. Através do mandato encaminhamos uma indicação, né, paraa prefeitura, solicitando primeiro uma o manejo das árvores, adequação da copa, limpeza, a implantação desses passeios aqui para as pessoas poderem frequentar a praça, também a calçada, uma pista de caminhada em todo o entorno, que é um espaço que as pessoas podem usufruir, né, além de se encontrar. E também solicitamos a iluminação, né, porque a ideia é fazer uma feira noturna e que essa praça possa ser frequentada também no período da noite, né? Talvez seja a única praça aqui da dessa região do Parque das Universidades. E ela tem que cumprir um papel, né, de ser um local onde as pessoas possam frequentar com qualidade, com conforto, com segurança e usufruir dessa maravilha que é. Segundo Eliane, idealizadora da feira, a praça estava abandonada com mato alto e muitos insetos. A praça estava abandonada, era só mato, formiga e insetos. E eu sempre via muito essa praça pra comunidade aqui do bairro, que nós aqui do bairro nós não temos nenhuma área de lazer, tá? Então, sempre quando eu passava aqui, eu olhava a praça e ela abandonada desse jeito. E e eu entrei no partido republicano conhecendo o Rossine e acabei pedindo para ele para melhorias da praça pra comunidade aqui do bairro. Os reparos tm o objetivo de transformar o espaço em um ponto de encontro com mais opções de lazer para a população. Primeiro o espaço de lazer, uma praça tem que cumprir essa finalidade, preservando o verde, a natureza. É um espaço inclusive de educação ambiental, né? Porque se você trouxer as crianças aqui, elas vão entender a importância que tem as árvores, né, pra nossa qualidade de vida e obviamente criar uma oportunidade de geração de renda e também de atividade, né? Porque a essas feiras e quem faz artesanato ou se envolve nesses movimentos também, isso é terapêutico, né? Ajuda a saúde mental das pessoas. Nós não tivemos eh uma praça aqui no bairro, temos uma praça, mas é lá perto da rodovia Dom Pedro, né? E foi a primeira praça nossa aqui do Parque da Universidade será bem eh frequentada pelos moradores. A gente vai ter a feirinha aqui. Então a gente tá super feliz. sobre a praça. A indicação é um instrumento utilizado pelos vereadores para encaminhar ao executivo demandas da população, como obras, serviços e outras ações de interesse público. O vereador é representante da população, então a população, os moradores muitas vezes procuram o vereador apontando um problema do bairro ou uma necessidade. E o instrumento que o vereador tem para atender essa população é indicar, né? Então, a indicação é isso. O vereador indica uma necessidade, uma proposta pro prefeito, porque quem executa, o poder executivo é a prefeitura, né? Mas o vereador representando a população leva essa demanda e obviamente a prefeitura cumpre o seu papel que é fazer com cuidar dos espaços como esse e permitir que as pessoas possam utilizá-lo com segurança e conforto. Agora a expectativa é pela abertura da feira que os comerciantes acreditam que irá contribuir também para o fortalecimento do comércio local. Além de um espaço de lazer, também vai ser uma um ponto importante para fomentar o comércio local. Certeza. É muito importante porque hoje o empreendedorismo tá muito em alta. Hoje a prefeitura apoia muito essa essa esse empreendedorismo, a de apoiar os empreendedores a poderem fazer os seus trabalhos de uma forma muito importante. Então eu acredito que esse poder e esse conhecimento que vamos ter na região vai trazer muito mais economia, né, pra nossa cidade. Então, acredito que é muito importante todo esse apoio da prefeitura e do vereador. A implantação do trem intercidades que vai ligar Campinas à capital paulista avançou em mais uma etapa de acompanhamento na Assembleia Legislativa. A Frente Parlamentar responsável pelo tema, reuniu representantes do governo do estado e da concessionária para apresentar o andamento do projeto e os próximos passos da obra. A Frente Parlamentar de acompanhamento a implantação do trem intercidades que tem como presidente vereador Nick Schneider, realizou em 24 de março uma reunião para discutir o andamento do projeto que vai conectar Campinas a São Paulo. O trem intercidades é um projeto que vai revolucionar o sistema de transporte do estado de São Paulo. Pessoas virão para Campinas para ir até São Paulo de trem em pouco mais de uma hora e vai desafogar aquela chegada na Bandeirantes, né? E o que que Campinas tem a ver com isso? Se é um projeto do governo do estado, tem tudo a ver, porque um projeto como esse vai movimentar muito o centro da cidade e a região da vila industrial, pois a estação de partida para o trem intercidade será justamente ali na estação ferroviária da vila industrial. Foram apresentados aos parlamentares o cronograma de implantação, as etapas de desapropriação, os investimentos previstos e o modelo de concessão. Essa frente parlamentar busca acompanhar essa implantação e discutir discutir as potencialidades da região da vila industrial pro seu crescimento. Ali vai precisar de hotel, vai precisar de estacionamento. Na região da vila industrial, está proposto na estação, numa parte da estação da área que é da União, um hub da inovação, um projeto apresentado pela PUC pra prefeitura de Campinas para que seja ali implantado. Então, uma frente parlamentar que tem tudo a ver com a nossa cidade, com o momento que nós estamos vivendo, que é a obra de implantação do trem cidades. Durante o encontro foi divulgada ainda a identidade visual oficial do TR Intercidades que deve ampliar a mobilidade ferroviária entre o interior e a região metropolitana de São Paulo. Um projeto desse tamanho por si só é um grande desafio, né? Como você bem disse, envolve desapropriação, envolve um investimento pesado financiado pelo BNDS ao governo do estado e parte pela iniciativa privada. Então, o grande desafio, acredito, que é fazer a coisa acontecer, né? Epa por etapa, nós já estamos tendo obras em Vinhedo, me parece que em Valinho já está para começar, já chega em Campinas. Então, etapa por etapa a gente vai acompanhando, é, mas evidente, sempre com foco na cidade de Campinas. Projeto de lei do vereador Benê Lima pretende beneficiar moradores de condomínios localizados em áreas de zona azul que não possuem vaga de garagem. A proposta estabelece critérios para a criação de vagas temporárias destinadas a esses residentes. Moradores de condomínios localizados em áreas de zona azul podem ganhar prioridade para utilizar vagas temporárias de estacionamento. O projeto de lei foi apresentado pelo vereador Benê Lima e busca atender quem mora em imóveis sem garagem própria. O principal objetivo desse projeto de lei é para aqueles moradores da região central que moram em apartamentos, em prédios, que não possuem vaga de garagem, eh para que eles possam usar eh a zona azul, o estacionamento rotativo, que é um estacionamento público da prefeitura, que é no caso aí o espaço público, e não sejam multados aí pela INDEC. Eh, esse projeto ele foi inspirado aí eh em Nova York, cidades cidades grandes, né? Por exemplo, Nova York a maioria dos prédios lá não tem a garagem, então eles param na frente do seu prédio e não pode tomar multa. Então, quero trazer isso paraa Campinas, para pros moradores da região central que possuem carro, mas não tem garagem, que aí às vezes tem que pagar esse estacionamento, tem que parar o carro longe de casa, uma rua que não tem a zona azul. Então esse projeto visa isso para dar comodidade para quem mora na região central e para que eles não sejam injustiçados aí com multas. Pelo texto, o benefício será destinado a moradores de imóveis localizados em vias com estacionamento rotativo pago e que não possuam vaga de garagem própria alugada, cedida ou vinculada à unidade residencial. Quem vai ter direito é quem mora na região central, quem mora no centro e o prédio não tem a garagem. Aí vai precisar ser comprovado que não tem a garagem. Pode ser uma declaração do prédio ou pode ser na matrícula, né? Porque na matrícula geralmente consta que não possui garagem. Então o beneficiado vai ser esse. Eh, lembrando que, por exemplo, eh, as vagas de deficiente continua a mesma coisa, isso não vou alterar. É apenas as vagas normais aí de quem não tem e a vaga de garagem no seu prédio. Eh, não vai poder ser multado. Aí ele comprova que mora no centro, que não tenha vaga no prédio e não vai poder ser multado na rua ali no zona azul. na sua região. Segundo o vereador, a proposta busca conciliar o funcionamento da zona azul com a realidade de moradores de imóveis antigos, especialmente nas regiões centrais da cidade, que hoje precisam pagar para estacionar próximo de casa. O projeto agora segue para análise da Câmara Municipal. Se aprovado, o projeto pode mudar a rotina de quem mora em regiões com zona azul e não possui garagem. A proposta ainda será analisada pelos vereadores antes de seguir para os próximos passos de tramitação. É muito simples, né? Eh, ele faz um cadastro na Indec, que mora na região central, a INDEC aprova o cadastro dele. Aí caso eh esse carro tome a multa, ele não vai poder ser multado, na verdade, né? se o agente multar ou ou se ele eu não eu não sei como funciona o sistema da INDEC, mas caso ele coloque lá a placa do veículo desse morador que mora nessa região que não tem vaga, na hora ele identifica que está cadastrado e não pode receber essa multa por conta da vaga. Coleta, reciclagem, cooperativas de catadores e os desafios da destinação correta dos resíduos. estiveram no centro das discussões da Comissão Especial de Estudos sobre resíduos sólidos da Câmara de Campinas neste primeiro semestre. Criada para avaliar a gestão e o gerenciamento de resíduos sólidos em Campinas, a Comissão Especial de Estudos, presidida pelo vereador Wagner Romão, promoveu encontros com representantes do poder público e especialistas para analisar o sistema de coleta, a destinação do lixo e a ampliação dos ecopontos na cidade. Esse é um grande desafio, porque Campinas, aliás, como a grande maioria das cidades brasileiras, recicla apenas 2% de tudo, todo o resíduo que poderia ser reciclado, né? Eh, a gente tem um dado que eu gosto sempre de falar que vai ser alvo de uma emenda aqui na LDO que nós vamos propor, que é são os ecopontos. Hoje Campinas tem 16 eontos. A própria Secretaria de Serviços Públicos já manifestou que deveríamos ter 60 eos, né? Você tem uma interação muito grande com relação a essa questão e a questão da saúde. Eu tive recentemente na ali no São Quirino, no CS do São Quirino, que me relataram que ali no Anumas a gente tem uma situação de despejo de resto de construção civil, de resto de de móveis velhos usados e não tem um ecoponto na região, né? Então, a questão dos ecopontos é muito importante. Além disso, nas duas reuniões realizadas ao longo do primeiro semestre, o foco esteve principalmente no fortalecimento das cooperativas de reciclagem e nas discussões sobre o plano estadual de resíduos sólidos. Entre os assuntos abordados estiveram modelos de parceria, compostagem, incineração e novas tecnologias. Outra questão nesse quesito são as cooperativas de catadores e catadoras. Nós também podemos ter muito mais, né? Cabe ao poder público incentivar, pagar de maneira adequada, fazer formação dessas pessoas, né? eh com que isso seja uma atividade econômica, que as pessoas possam sobreviver dignamente com essa atividade. Então esse a questão das cooperativas de catadores é um outro aspecto eh com relação a isso. E tem a gente fez uma uma um debate muito interessante também sobre limpeza digital, que entra também no debate dos resíduos sólidos, né? Na semana do meio ambiente nós realizamos esse debate eh no âmbito dessa comissão nossa, que eh trata da questão dos dados. Hoje a gente imagina que a nuvem, né, vai acolher todos os os nossos dados ou as nossas os nossos eh produtos digitais. E ao contrário, eh há uma pesquisa que diz que cerca de 85% dos dados que existem na internet, por exemplo, não são mais utilizados. Só que eles continuam ocupando espaço nas nos grandes data centers, nas chamadas nuvens, né, que tem a sua parte física nos data centers. Isso consome água, isso consome energia, isso prejudica o aquecimento global, aumenta a pegada de carbono. Também é um outro aspecto que às vezes a gente não percebe, mas a gente tem que tratar também. E a nossa comissão tá propondo, inclusive eu com o vereador Luiz Yabico, que é o relator dessa comissão, propusemos o a semana municipal da limpeza digital para chamar atenção para essa questão. Meiodia mais 51 minutos. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência. Estamos ao vivo nesta quinta-feira e agora você vai entender sobre a terapia celular avançada Cartcel indicada para pacientes oncológicos e também sobre o impacto na vida desses pacientes. Ao nosso quadro Saúde Agora. Olá, começa agora mais uma edição do Saúde Agora, o seu ponto de encontro com o bem-estar e a inovação médica. Você já ouviu falar em Carticel? Esse é o nosso tema de hoje. Convidamos o hematologista Vanderson Rocha, também coordenador do Comitê de Terapia Celular da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular. Seja muito bem-vindo, Dr. Vanderson. Bom dia. Muito obrigado pelo convite. Doutor, bom, primeiramente vamos entender melhor sobre essa terapia, né? algo novo, talvez não tão novo assim falando, né, de outros países, mas aqui no Brasil. Então, o que é essa terapia e para qual público alvo então ela se estende aí nessas condições da medicina, doutora? Pois bem, essa terapia se chama células car ou cartels, do céu do inglês. Ela é uma terapia que foi aprovada nos Estados Unidos já praticamente quase 10 anos, né? Ah, para alguns tipos de câncer hematológico. Então, quais são esses cânceres? a os linfomas não rodin de células B, as leucemias linfoblásticas agudas de células B e um outro tipo de câncer chamado mieloma múltiplo, que também todos os três são cânceres hematológicos. No Brasil, esse tipo de terapia já tem sido utilizado há mais ou menos uns 4, 5 anos depois da aprovação da Anvisa, né, e mais recentemente para meloma múltiplo. O que consiste esse tipo de terapia? É chamado de terapia celular avançada. é uma terapia individualizada para pacientes que têm esses três tipos de cânceres que eu falei. É claro que essa terapia ela não é a chamada de terapia de primeira linha, ela já é situada em linhas posteriores ao tratamento. Então quais são os pacientes? são pacientes, né, portadores desses três tipos de câncer, os linfomas não ródicos de células B, as lecemias linfoblásticas agudas de células B até 25 anos de idade e o mieloma múltiplo, que também é outro tipo de câncer, consiste em retirar as células do paciente, as células T, por isso que chama carticel ou células KT, que são células do sistema imune que combate as infecções, mas também tenta combater o câncer, mas não consegue. Então, nós retiramos essas células. Essas células são manipuladas em laboratório através de uma terapia gênica, em que você vai colocar nessas células T instrumentos para combater as células do câncer, né, através de uma terapia gênica. E isso tudo é feito fora do Brasil, quando é o produto comercial. E essas células posteriormente, em torno aí de um mês a 2 meses depois da retirada, são infundidas no paciente após um regime de quimioterapia. Então, atualmente, em torno aí de 200 a 250 pacientes no Brasil já foram tratados com esse tipo de terapia, porém é uma terapia muito cara e para ah poder a gente aumentar o acesso da população brasileira, estão tendo os estudos no Brasil, fabricando essas células. E doutor, esse tratamento ele é indicado logo no início do diagnóstico ou funciona como uma alternativa, né? Como que é feito exatamente? Como eu já disse, são terapias de segunda ou terceira linha, né? Então, primeiro são aqueles pacientes que se submetem ao tratamento convencional, porque eh toda nova terapia, ela precisa de estudos clínicos, né? Então, ah, esse tipo de terapia, ele é deixado para fases mais avançadas em que não há outras opções terapêuticas, né, outras opções de tratamento. Não é uma terapia de primeira linha, né, é uma terapia para aqueles casos que a doença volta ou que não respondem bem à terapia convencional. E do já tem uma estudos, né, falando cientificamente aí falando da taxa de remissão com pacientes que fizeram desse tratamento. Sim, a gente já tem pelo produto comercial a o quer dizer o seguinte, a taxa de remissão não quer dizer cura, né? em câncer, toda cura precisa de ter pelo menos 5 anos depois do tratamento. Porém, conseguimos já com esse tipo de terapia em torno aí de 80 a 90% de remissão. Porém, se a gente vê a sobrevida é em torno aí de 50%. Então, mesmo com essa terapia temos ainda pacientes que recaem ou que não respondem. Mas já é um grande avanço, porque com certeza todos esses pacientes já não teriam opções de tratamento. Ah, e o cartel vem como uma terapia inovadora. E, doutora, falando sobre eh no caso, né, tem a o tratamento convencional, a quimioterapia, eh quais são as principais diferenças e também no sentido dos efeitos colaterais desse paciente, né? como que é a rotina de recuperação desse paciente eh que fez essa a terapia, né, Carcel Cel e paraa quimioterapia, o tratamento convencional. Bom, a a na realidade o carticcel é o mecanismo de ação, ele é diferente, são é uma terapia individualizada, então quer dizer o quê? que são as células do próprio paciente. Porém, para infundir essas células no paciente, a gente precisa ainda dar um pouco de quimioterapia para que essas células possam funcionar bem. Então, de uma forma ou de outra, a quimioterapia ou a químio imunoterapia que damos antes do carticel, ela visa que a essas células sejam bem eh toleradas e que possam atacar as células do câncer. Já quando fazemos a quimioterapia convencional, são quimioterapias de doses altas em que cai o cabelo, paciente tem muita náusea, você tem que fazer vários cursos de quimioterapia, então é o tratamento convencional, né? Mas mesmo carticel, a gente precisa de fazer também um pouco de quimioterapia. Quais são os efeitos colaterais? A gente pode imaginar que uma vez que essas células entram no organismo, elas vão matar as células do câncer. Então isso vai criar uma luta, uma guerra interna e que isso vai levar a uma inflamação, né, no pós infusão. Então, uma vez que você infunde, os pacientes começam a ter muita febre, precisam em torno de 30 a 40% irem para uma ut, né? essas reações chamadas síndrome de liberação de citocina é uma síndrome inflamatória e posteriormente a gente pode ter algumas eh efeitos colaterais neurológicos, como por exemplo, a caligrafia do paciente muda, ele pode ter convulsões. Isso tudo dura em torno aí de 2 a 3 dias até 14 dias após a infusão. posteriormente o paciente recupera e aí as complicações infecciosas que são muito frequentes. Então por isso esses pacientes são chamados de imunodeprimidos, justamente porque eles estão mais susceptíveis às infecções e isso dura durante pelo menos dois a três anos depois dessa terapia. Então, esses pacientes têm que ser monitorizados, né, para as infecções, tomar medicamentos para evitar infecções, tomar vacinas, ah, para, ah, justamente não ter essas infecções que podem eventualmente matar o paciente. E doutor, o senhor havia falado a respeito também desse do tratamento aqui no Brasil, né, focado que ele eh já funciona aqui h 5, né, 10 anos, como o senhor mencionou, a Anvisa, ela inclui esse tratamento em um fluxo prioritário, né, digamos assim. Como que está o desafio desse tratamento no Sistema Único de Saúde, doutor? Pois bem, no Sistema Único de Saúde, nós sabemos que essa terapia é uma terapia muito cara. O valor somente deste produto tem em torno aí de 2 a R$ 3 milhões deais. O fato de retirar as células é um tratamento individualizado, de mandá-las pro exterior, de fazer votá-las. Então, somente o produto celular tá em torno aí de 2 a R$ 3 milhões deais. Então, nós vemos que não é mesmo as seguradoras de saúde, elas têm muita dificuldade em aprovar esse tipo de terapia. Então, a grande maioria dos casos são por ah liminares da justiça. Como fazemos então para aumentar o acesso paraa população do SUS? Então, há vários anos atrás, o grupo de Ribeirão Preto, Emocentro de Ribeirão Preto, a USP de Ribeirão Preto começou a criar, né, maneiras de poder produzir essas células no Brasil com tecnologia brasileira através de fomentos de pesquisa. Então, junto com Ribeirão Preto e a São Paulo, a Universidade de São Paulo, foi possível tratar em torno de 20 pacientes inicialmente pelo chamado uso compassivo, que é aquele uso em que não existe mais possibilidade. Esses pacientes, esses 20 pacientes responderam muito bem a essa terapia. Então, o governo então investiu em um estudo clínico e tá sendo realizado esse estudo clínico para comprovar que as células aplicadas no Brasil tm o mesmo poder de matar as células do câncer sem trazer nenhuma toxicidade, nenhum efeito colateral maior pros pacientes brasileiros. Este estudo financiado pelo Ministério da Saúde está em curso. Ah, vamos incluir, né, o Hospital de Clínicas de Ribeirão Preto, Hospital de Clínicas de São Paulo, que eu coordeno, Hospital Cílio Libanês, a Unicamp, né, aí a de Campinas e o Hospital da Beneficiência Portuguesas estão recrutando esses pacientes para essa pesquisa. E doutor, falando então agora sobre a questão da medicina mesmo, né? A gente percebe obviamente que a medicina ela tem avançado várias tecnologias, né? Essas terapias também avançadas para eh para esses pacientes, né, com câncer. Eh, para o pro senhor hematologista, qual que é o maior desafio hoje dessa terapia aqui no Brasil? Pois bem, o maior desafio é justamente o acesso, né? Porque uma vez que no sistema privado você tem indicação de fazer, demora muito tempo para que esse paciente possa ter esse tipo de terapia. Já no SUS, né, a questão do SUS é que esses pacientes que têm a necessidade tem que entrar, tem que ter critérios para entrar dentro ah do estudo clínico. Então, este é o problema e este é o tempo, né? Por exemplo, este estudo clínico, a gente espera que até no início do ano que vem a gente já tenha resultados e que na aproximadamente um a dois anos possamos incorporar este tipo de tratamento no SUS. Mas a grande dificuldade é o acesso, isso não é só no Brasil, em vários países do mundo, inclusive nos Estados Unidos, se calcula que 80% da população que precisaria desse tratamento não tem acesso a esse tratamento. Isso nos Estados Unidos. Tá certo, Dr. Vanderson? Muito obrigada por compartilhar todo esse conhecimento e trazer também informações, né, sobre essa terapia avançada. E a gente espera que no próximo ano a gente traga mais notícia, uma notícia boa, né, sobre essa terapia com muitas pessoas aí, pacientes que precisam terem mais acesso a ela. Muito obrigada. Isso que nós todos esperamos. Muito obrigado pelo convite. Bom, o nosso quadro Saúde agora fica por aqui. Você pode acompanhar esse episódio pelas redes sociais e também pelo portal tvcameracampinas.com.b. br. Te espero na próxima edição. Até lá. Para amanhã, sexta-feira, o sol volta a ficar com predomínio de sol, nebulosidade diminui. Então é aquele dia de céu azul, tempo estável, não tem previsão de chuva e com isso a umidade relativa do ar diminui e a amplitude térmica ela aumenta. Olha só, as temperaturas já estão aqui na minha tela pra sexta-feira, 31 de julho, último dia do mês, mínima de 14. Então, logo cedinho, né, até com o vento deixa a sensação térmica baixa, mas ao longo do dia, com a presença do sol, essa temperatura sobe, podendo chegar aos 28º aqui na cidade de Campinas. O jornal Câmara Notícia fica por aqui. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência. Continue na nossa programação e nos vemos amanhã na sexta-feira ao meio-dia ao vivo. Te espero até lá. Ciao. Ciao.
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