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Com até 94 deputados no caso de São Paulo e mandatos de quatro anos, a Assembleia Legislativa fiscaliza o orçamento estadual e as ações do governador, explica um cientista político nesta edição do Câmara Notícia de 2 de setembro de 2026. O boletim traz ainda o projeto protocolado na Câmara de Campinas que permite horário extraordinário para carga, descarga e entrega de mercadorias na cidade, e uma pesquisa do Instituto Recos em parceria com a Fundação FEAC sobre como as crises climáticas afetam jovens das periferias de Campinas.

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Assembleia Legislativa é responsável por representar a população. Saiba tudo sobre a atuação desse órgão. Projeto protocolado na Câmara vai permitir que Campinas tenha horário extraordinário para carga, descarga e entrega de mercadorias. No giro ambiental, vamos falar sobre uma pesquisa realizada pelo Instituto Recos, em parceria com a Fundação FEAC, que trata como as crises climáticas [música] afetam os jovens, principalmente das periferias de Campinas. [música] [música] Olá, [música] boa tarde. Chegamos ao meio da semana. Quarta-feira, 2 de setembro de 2026. Inicia agora o jornal Câmara Notícia ao vivo. Meio-dia mais 2 minutos. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência e vamos conversar. Participe, mande a sua mensagem para o número do nosso WhatsApp 19 é o nosso DDD. Para você que é de Campinas e região, já sabe, né? Pode ir direto. O número aparece aqui embaixo da sua tela, é o 97829377. Ou você tem a opção de enviar esta mensagem apontando a câmera do seu celular para o Qcode. Já aparece uma mensagem na sua tela, o WhatsApp da TV Câmara Campinas. Você aperta e pode enviar o seu elogio, uma crítica construtiva, o que você quer assistir aqui no nosso telejornal, que a gente conversa ao vivo nesta quarta-feira. A gente abre a edição de hoje falando sobre as eleições. Entender o funcionamento da Assembleia Legislativa é o primeiro passo para o cidadão cobrar os seus direitos e acompanhar de perto quem toma as decisões que impactam a vida da população no estado. [música] A Assembleia Legislativa é o coração do poder legislativo em [música] cada estado do país. é onde as decisões que impactam diretamente o dia a dia do cidadão são tomadas. [música] O tamanho do plenário varia de acordo com a população. Os estados menores contam com pelo menos 24 parlamentares, enquanto São Paulo, o mais populoso, chega ao limite máximo de 94 vagas. O mandato dura 4 anos e a escolha dos representantes também é feita pelo sistema proporcional. Uma vez eleitos, [música] esses parlamentares ganham a missão de debater e aprovar as leis estaduais. Mas a função deles vai muito além disso. O Brasil, né, tem três poderes clássicos, né, executivo, legislativo e judiciário. O judiciário, ele não existe no âmbito municipal, né, existe no âmbito estadual, é federal, a gente tem o poder executivo federal, que é a presidência da República, e tem o poder legislativo, que é o Congresso Nacional. E isso se reproduz também nos estados. Ou seja, que é o poder legislativo dos estados, são as assembleias estaduais. Ou seja, assim como o Congresso Nacional ele tem a atribuição de legislar as de legislar a questão do da União de de interesses da União, a Assembleia Legislativa, ela tem poder e atribuição de legislar sobre as políticas, sobre a lei dos estados, né? E também é importante fiscalizar o poder executivo estadual, ou seja, fiscalizar as ações do governador. A Assembleia Legislativa é o elo mais próximo do cidadão para cobrar políticas regionais. É ali que se define o orçamento do Estado, ou seja, para onde vai o dinheiro da saúde, educação e segurança pública que o eleitor paga através dos impostos estaduais. Hoje é a principal pauta da ciência política sobre o legislativo, sobre quem controla o orçamento e quem não controla. E isso é fundamental porque eh é um avanço, inclusive de conhecimento, de educação política, porque a gente pensa tudo é política, OK, né? Mas política pública também é recurso também orçamento. E orçamento é dinheiro e orçamento ele é um custo finito, ele acaba. Então, como é que acontece? Eh, o poder executivo, ele manda o projeto de lei orçamental, né, orçamentário, e através de um processo de coordenação, ele vai dialogar com o legislativo para saber como é que esse recurso ele vai ser distribuído, né? E aí o legislativo ele vota o orçamento. Então é fundamental também olhar para esse caráter de como a responsabilidade do legislativo em torno do orçamento, porque é isso que depois vai se transformar em política pública. E é também já um pontapé sobre a prioridade tanto do legislativo quanto do executivo sobre as políticas públicas para uma determinada região. Essa conexão com as bases garante que o dinheiro público retorne para a sociedade em forma de investimentos. e melhorias estruturais. Poder legislativo, ele tem um caráter típico que é o quê? Legislar e fiscalizar. Mas ele também tem outras, assim como ele pode executar, administrar, né? O executivo, por exemplo, ele tem a sua atribuição típica que é o quê? Executar, mas ele também eleger medida provisória, decreto, são eh dispositivos legislativos. Então, eh, são questões típicas e atípicas, mas no fundo a gente tá tratando do poder legislativo. O que difere é ver que cada poder legislativo vai legislar dentro de uma realidade, dentro de um contexto e que isso se reflete também em prioridades políticas. Obviamente o legislativo de São Paulo, ele não tem as mesmas demandas de um legislativo do norte, do Nordeste, do Sul e assim por diante. [música] Mei-dia, mais 7 minutos. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência. Estamos ao vivo e como hoje é quarta-feira, é dia de reunião ordinária. A partir das 6 horas da tarde os vereadores vão se reunir para discutir e votar sete projetos que estão na pauta da 48ª reunião ordinária. Por isso, nós vamos abrir o site aqui, ó, campinas.sp.lege. Aqui você fica muito bem informado, você sabe a pauta, os projetos que serão discutidos e votados logo mais. e tem um destaque que é um projeto de lei de autoria do vereador Guilherme Teixeira que estabelece regras para garantir o sepultamento digno de nascituros natortos aqui no município, independentemente da idade gestacional, peso ou estatura. A proposta determina que seja assegurada uma destinação funerária digna nesses casos e proíbe que nascitures e na mortos recebam destinação considerada incompatível com a dignidade da pessoa humana. O texto também permite que, por decisão da família, seja realizada a cremação em vez do sepultamento. Na prática, a proposta busca assegurar as famílias o direito de dar uma destinação ao corpo, mesmo nos casos de perdas ocorridas nas fases iniciais da gestação. Para viabilizar o procedimento, o projeto estabelece ainda que deverá ser fornecida à família a respectiva declaração de óbito. Segunda justificativa apresentada pelo autor, a medida pretende oferecer um tratamento mais humanizado às famílias que enfrentam uma perda gestacional, permitindo a realização de rituais de despedida e contribuindo para o processo de luta. Então, para você ficar muito bem informado, saber todos os projetos que serão discutidos e votados, é só entrar aqui, ó, campinas.sp.lege. lege.br. Você confere a pauta da reunião ordinária de hoje, mas também as outras reportagens que estão no nosso site. Bom, a gente segue aqui com as notícias do legislativo, porque o presidente da Câmara, o vereador Leos Rossini, protocolou um projeto para permitir a realização de operações de carga, descarga, entrega de mercadorias em horários extraordinários e obriga a utilização de veículos elétricos para esses serviços. Instituir um novo modelo de logística urbana no município de Campinas, permitindo a realização de operações de carga, descarga e entrega de mercadorias em horários extraordinários. Este é o projeto do presidente da Câmara, o vereador Luiz Rossini, que defende que o serviço ocorra de forma compatível com a proteção do meio ambiente, da mobilidade urbana e do sossego da população. Rossini fala da mudança do atual modelo para adaptar as demandas do mercado. Todo o serviço de entrega de mercadoria se dá no horário normalmente comercial, horário que tem maior fluxo de veículos. Isso às vezes aumenta o congestionamento, dificulta, impacta a vida das pessoas. A proposta é, nós estamos vendo uma mudança no sistema de logística urbana, né, com o crescimento principalmente das vendas online. Então, o que que a gente quer primeiro? É ampliar o horário de entrega possibilitando que vá além das 20 horas, né, mas com uma condição que os veículos sejam elétricos. Para o autor, a utilização do veículo elétrico já é uma realidade no mercado de entregas em Campinas. A ideia de exigir o carro elétrico é para você, primeiro ajuda o meio ambiente que você não vai usar combustível fóssil. Eh, segundo, eh, evita a incomodidade do ruído mesmo. Não vai incomodar, por exemplo, à noite o carro chegar para transitar por uma rua mesmo na região central. Eh, então a gente tem essa preocupação com o meio ambiente e a gente quer oferecer, ampliar a possibilidade do cidadão poder receber, né, aqui o seu objeto que ele comprou no horário, por exemplo, fora do horário comercial, né, que aí eu acho que é um benefício direto para pra população. A gente quer que esse serviço possa ser executado sem criar outras incomodidades. É claro que a proposta, uma vez protocolada, nós vamos passar pela Comissão de Constitução Legalidade, vamos fazer uma audiência pública, conversar com o executivo, mas eu acho que a adequação da legislação é quase que uma obrigação, uma necessidade para adaptar o município a essa nova modalidade de comércio que tem crescido. Pelo projeto, o município poderá conceder o selo Campinas Logística Sustentável para as empresas que cumprirem integralmente a lei com boas práticas operacionais e ambientais. A proposta deve passar por discussões na Câmara durante a tramitação para possíveis ajustes com prazo para regulamentação. A gente espera que detalhes disso, se vai haver adaptação, vai dar um talvez um prazo de transição. Mas o que a gente percebe é o seguinte. Hoje eu até outro dia estava saindo do prédio onde eu moro e chegou lá uma perua de entrega já era elétrica, quer dizer, uma van elétrica, né? Então eu acho que é uma tendência, né? Então até pras empresas e diminui o custo do frete. Eh a só, eu na minha ótica só vejo vantagens, mas é claro que a gente vai permitir o debate para ver. tiver que fazer algum aprimoramento, a gente vai fazer. Mas como eu disse, eh, as mudanças que a tecnologia tem imposto à sociedade precisa de alguma forma ser incorporada a postura municipal, adequar à cidade também para se preparar para esse novo momento. A preservação das nascentes e os impactos do crescimento urbano foram discutidos em mais uma reunião da subcomissão de segurança hídrica presidida pelo vereador Wagner Roman. O encontro reuniu representantes de movimentos ambientais e especialistas que debateram a proteção dos recursos hídricos aqui no município. Preservação de nascentes e os impactos do crescimento urbano foram os temas de mais uma reunião da subcomissão de segurança hídrica vinculada à comissão permanente de meio ambiente presidida pelo vereador Wagner Romão. Mas tem um tema e aí é o tema de hoje, que a gente também tem eh um desejo de tratar porque nos parece que tem sido muito eh, né, maltratado mesmo eh na no nossa na nossa região e que é algo fundamental pra gente pensar a segurança hídrica, que que é a questão das nascentes, né? Eh, a gente eh então fez esse convite, retomamos os trabalhos da Comissão de Segurança Hídrica, né? Eu fiz o convite ao Joaquim Aia, que é professor do Centro Universitário de Paulíia, colaborador do Ama Paulíia, que tem um trabalho muito, muito interessante a respeito das nascentes aqui na cidade e região, né? A Ângela Podsk, que é presidente da ONG APA Viva, membro do CONDEMA e do Conga, obrigado, Ângela. E o Irineu Ramos, que é do Movimento de Proteção Ambiental do Campo Grande, é um ativista em diversas áreas, né, nesse campo eh socioambiental. Agradeço também a tua presença. Um dos assuntos centrais do encontro foi a situação das nascentes de Campinas, como as localizadas nas regiões do Campo Grande, Souzas e Joaquim Egídio. Hoje eu tô aqui representando aí APA Viva, que nasceu ao lado de um fragmento florestal chamado Mata Ribeirão Cachoeira. Eh, esses 20 anos de atuação da ONG, a gente vem lidando com a questão da preservação dos remanescentes florestais, das últimas florestas de Campinas, que hoje são praticamente todas urbanas e, óbvio, toda a sua relação, né, com a água, com os animais silvestres e com a vida humana. Eh, a gente percebe ao longo eh desse tempo que, como o Joaquim já citou, que a as áreas verdes vê sendo reduzidas assim drasticamente, não só por iniciativa de política pública, mesmo com a como a mudança do plano diretor e a possibilidade da expansão urbana sobre áreas rurais, como pela pressão econômica do setor imobiliário, especialmente industrial e etc. Tudo pelo desenvolvimento. E o que tá acontecendo? A gente cada vez com menos área verde, com menos florestas para proteger nossas águas. O corte florestal protege nascentes. Mas onde tá o conceito de nascente, né? Tem até um geógrafo que é o Lucas Silva, que é lá do Campo Grande, que ele brinca, né? Tecnicamente falando, nascente é água saindo da Terra. Então, mas criou-se um termo sem um conceito. Para quê? Para dizer, não, isso não é nascente, é um olho d'água, é um minadouro. Eles criaram subespécies de nascente, sendo que o código não fala disso. E aí o STF foi lá e garantiu que nascente, intermitente, ou óleos d'água, né, que aquinha, mas não é suficiente para formar um córrego, também precisam ser preservadas. Mas é um entendimento, não tá claro na na legislação, porque a lei é isso. A lei não traz a, né, não consegue dar conta de toda a diversidade da do caso concreto. A lei é apenas um norte. Aí cabe a interpretação da lei. Mas tecnicamente falando nascente é água saindo da Terra. E que que eles percebem? Onde eles não conseguem matar, né, secar totalmente a nascente, drenar, eles vão lá e colocam aquilo ali como área institucional. Então eu posso citar de cabeça, nunca fiz essa pesquisa, mas de cabeça, todo o espaço institucional do Campo Grande está numa área que ou é nascente ou minadouro ou olho d'água. Segundo o presidente da comissão, a proposta é que o debate contribua para a construção de políticas públicas voltadas a proteção das nascentes e a garantia de água em quantidade e qualidade para a população. Então eu acho que essa situação aqui que vocês estão relatando, que eu tive conhecimento também da mata redenção, ela pode ser também um caso que nos fortaleça, né? Eu acho que a gente tem, a gente tem sempre buscando casos, situações que possam gerar uma política pública mais permanente, uma política pública permanente, né? Que a gente não tenha que apagar incêndio literalmente às vezes, né? Eh, toda vez que acontece uma supressão de uma árvore que a gente não identifica que não, que ela tá saudável, ou toda vez que a gente vê uma situação de desmatamento para passar uma via ou alguma coisa parecida. Comissão especial de honraria aqui da Câmara Municipal de Campinas se reúne e analisa projetos que reconhecem personalidades e instituições pelas contribuições à cidade. Ao todo, 38 propostas de homenagens estiveram na pauta. A comissão especial de honraria da Câmara Municipal de Campinas realizou a sexta reunião ordinária de 2026. O encontro teve como principal pauta a análise e votação de pareceres de 38 projetos de decreto legislativo que propõe homenagens a personalidades e cidadãos que contribuíram para o desenvolvimento da cidade. Primeira discussão de votação do parecer sugerido pelo senhor Paulo Adadorável PDL 112/2026 do processo 2458 860 de autoria do senhor Felipe Marquez que consegue diploma de mérito a Dr. Zé Ferino Vaz José Vittor Coimbra Trindade. Eu gostaria de perguntar Paulo Miguel como que a vossa excelência vota. Senhor presidente, acompanho o voto do relator. Voto favorável. Vereador Paulo Hadade. Senhor presidente, Senhor presidente, o meu parecer foi favorável. Eu mantenho meu parecer. O parecer desse vereador também é favorável. Com os quatro votos. Está a Eu não, eu não vou Ah, não, perdão, perdão. Eu sigo o relator. Voto favorável, senhor presidente. Então, a Vossa Excelência está votando favorável. Tem o voto esse vereador, está aprovado. Entre as honrarias estão os títulos de cidadão campineiro e cidadão emérito, além de diversos diplomas e medalhas de mérito. As homenagens reconhecem atuações em áreas como saúde, esporte, gastronomia, empreendedorismo e ações sociais. A reunião contou com a participação dos membros da comissão, vereadora Paula Miguel, vereador Benê Lima e Paula Hadad. o nosso presidente, vereador Edson Ribeiro, que sempre faz um excelente trabalho para que a Casa do Povo consiga honrar os nossos heróis e heroínas da nossa cidade. Presidente Edson Ribeiro, parabenizá-lo pela condução dos trabalhos, sempre muito propositivo, eficiente. Haja vista que essa é uma comissão que mais trabalha, mais produz dentro da Câmara Municipal. Presidente, também quero saudar aqui a presença da vereadora Paulo Miguel, vereador Ribeiro, eles não falta nenhuma nenhuma toda a comissão eles estão, viu? O Ed Ribeira e a Paola. Uma nova lei de autoria do vereador Oto Alejandro, já sancionada pelo executivo, amplia o atendimento prioritário em Campinas e inclui pacientes em tratamento de câncer. Pacientes em tratamento de câncer agora tem direito a atendimento prioritário nos estabelecimentos de Campinas. A medida está prevista na Lei Municipal número 16.961 de 2026, de autoria do vereador Oto Alejandro, que acrescenta dispositivos a Lei 14.789 789 de 2014, que dispõe sobre o atendimento prioritário no município. O texto foi sancionado pelo prefeito Dário Saad e publicado no Diário Oficial do Executivo no dia 28 de agosto. O benefício já era oferecido a pessoas com deficiência física, idosos com 60 anos ou mais, gestantes, lactantes, pessoas acompanhadas de crianças de colo, doadores de sangue, pessoas com obesidade grave ou mórbida e pessoas inscritas no registro brasileiro de doadores de medula óssea. É uma questão de humanidade, né? Eh, a gente já sabe o tanto que essas pessoas sofrem, ficam debilitadas com esses tratamentos de quimioterapia. Então, a gente nada mais é do que eh trazer uma sensação de eh de conforto para essas pessoas, evitarem filas, terem a prioridade para ajudá-las, né? Eu já eu já presenciei uma pessoa que estava já eh fazendo o tratamento de quimioterapia, teve que sentar, mas teve que aguardar na fila. Então, a gente tá priorizando essas pessoas que fazem o tratamento a nova legislação exige que para ter acesso ao benefício é necessário apresentar uma declaração médica que comprove que a condição oncológica está clinicamente ativa e de acordo com o autor, o objetivo é levar mais dignidade a pessoas que enfrentam esse tratamento. É a gente eh ter empatia, né? é a gente ter eh a responsabilidade, nós como eh políticos, né, como gestores aí da cidade, a gente tem que fazer eh de alguma forma para poder ajudar essas pessoas. [música] Meio-dia, mais 24 minutos. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência. Estamos ao vivo nesta quarta-feira. A gente segue aqui com as notícias do legislativo, porque a 56ª reunião solene reforçou a importância de reconhecer histórias de participação social e pessoas que, por meio de suas trajetórias, contribuíram e contribuem para a construção e o desenvolvimento da cidade. A Câmara Municipal de Campinas realizou a 56ª reunião solene, por iniciativa da vereadora Guida Calisto, duas importantes honrarias a pessoas que se destacam pela atuação social popular e pela contribuição à cidade. Cinco pessoas receberam o diploma de ativismo social e popular João Zinclar. A homenagem reconhece trajetórias de participação em luta em defesa de direitos da transformação social. receberão o diploma Ismael Antônio de Souza, Rubene Batista da Costa, Rute Jofle Van da Conte em memória e Zenaide Machado de Oliveira. E esse espaço sempre foi um espaço muito hostil, principalmente para os trabalhadores, para os lutadores, para as mulheres, as mulheres lutadoras, as trabalhadoras, a nossa juventude, nossa juventude na periferia. Esse espaço sempre foi muito hostil. E aí quando à medida que eu ia eh em algum momento nós íamos eh discutindo isso dentro do dentro do mandato, olha, seria importante valorizar o trabalho de tal pessoa, ser importante apresentar uma homenagem, uma honraria a tal companheiro, companheira. Aí eu comecei a perceber que de fato eh faltam homenagens para os os nossos, né? Os nossos, aqueles que a gente sabe que arriscaram a sua vida, que dedicaram parte da sua vida, outros colocaram a sua vida em risco, né? Então faltam homenagens. Também foi marcada a cerimônia pela entrega do título de cidadão campineiro, uma das principais homenagens concedidas pela Câmara. Foram homenageados Luciano Zica e Ronaldo Hipólito Soares em reconhecimento às contribuições e aos vínculos construídos com Campinas. Eu queria primeiro me apresentar como cidadão campineiro. Mês que vem, dia 6 de setembro, completam 55 anos que eu cheguei a Campinas. Com meus 21 anos de idade, o garoto para assumir uma vaga na refinaria de Paulíia. como petroleiro, não sabia muito bem o que eu ia fazer, mas tinha passado no concurso e vinha assumido no dia 6 de setembro. Olha a ironia. Primeira manifestação que eu assisti em Campinas foi o desfile de 7 de setembro. Eu cheguei em 71 para trabalhar na Petrobras e fixei residência aqui. E aqui eu conheci a minha esposa que não pode estar presente por motivo de saúde. Me casei aqui, criei meus filhos aqui e agora eu papo. Eh, eu sou imensamente grato com essa cidade que me acolheu de braços abertos. Nó, embora uma época difícil, como o Zica já colocou, da intransigência daquele tempo para quem vinha de fora, mas me proporcionou a conhecer pessoas incríveis aqui nessa cidade. Projeto Juventudes, Raça e Mudanças Climáticas em Campinas traz um dado importante. Mais de 58% dos jovens campineiros afirmam que a crise do clima influencia as expectativas de futuro. E 34% passaram a questionar se querem ter filhos por conta da crise climática. Tema que você acompanha a partir de agora no nosso quadro, o giro ambiental. [música] [música] As mudanças climáticas já fazem parte do cotidiano de milhões de pessoas. E em Campinas, uma pesquisa realizada pela organização em movimento Minha Campinas e assessoria técnica da rede conhecimento social, a Recus, com o investimento da Fundação FEAC, mostrou como o calor extremo, as enchentes e a falta de água tem impactado a vida dos jovens, especialmente nas periferias da cidade. E para falar sobre esse diagnóstico, recebemos a coordenadora de projetos da Fundação FEAC, a Joyce Setúbal. Seja muito bem-vinda ao Giro Ambiental. Joice, bom dia. Obrigada. Para começar, eh, o que chamou a atenção da Fundação FEAC, o que fez fez vocês decidirem investir nesse projeto também? Então, eh, a pesquisa ela nasceu principalmente da necessidade da gente ouvir diretamente as juventudes aqui de Campinas sobre um tema que costuma ser discutido apenas relacionado aos dados ambientais, né? A gente queria entender como que os jovens de Campinas eles vivem no dia a dia essa crise climática que eles percebem, né? Muitas vezes a partir dos resultados da pesquisa, eles não conseguem nomear, mas eles vivem, né, dia a dia os desafios dessa crise climática. Eh, a nossa intenção foi justamente olhar para essa perspectiva dos jovens, né? Ouvir os jovens a partir dessa dessa perspectiva, eh entender inclusive quais são os desafios e as percepções relacionadas à crise climática e ao futuro dessas juventudes, buscando inclusive compreender, né, e evidenciar eh como que as crises climáticas estão relacionadas às desigualdades sociais, as desigualdades raciais e ambientais. É, o estudo ele tem um título que reúne juventude, raça e mudanças climáticas, como você falou um pouco. É porque é importante relacionar esses três temas em uma mesma pesquisa. Eh, justamente porque a nossa lupa específica dessa estratégia eh e o próprio os próprios resultados da pesquisa, eles eles evidenciaram que as crises climáticas elas estão sim relacionadas, né, às desigualdades sociais, aos territórios, aos ambientes mais vulnerabilizados e como essas crises climáticas elas afetam de forma diferente as pessoas a partir das raças, do gênero, dos locais onde moram. Então essa intersecção, né, entre juventudes, raças e mudanças climáticas foi justamente para evidenciar essas desigualdades no enfrentamento das crises. E falando um pouco mais sobre os dados eh que trazem a pesquisa que ela que revelou, eh o que chama atenção é que também mais da metade dos jovens afirmam que a crise climática influenciam a expectativas com o futuro, como você adiantou um pouco, e muitos até repensam eh o desejo de ter filhos. O que esse resultado revela sobre essa insegurança dos jovens com a realidade atual? Hum, tem uma percepção que foi muito eh afirmada, né, pela pelos resultados da pesquisa em relação inclusive à esperança desses jovens, né, o como as crises climáticas e as desigualdades sociais elas estão atreladas diretamente com os projetos de vida dessas juventudes, né? Então, quando a gente olha para perspectivas de futuro, quando a gente olha eh paraas composições das famílias, quando a gente olha pros territórios, a gente vê o quanto isso eh diretamente afeta esses jovens nessa construção dos seus projetos de vida. Eh, a pesquisa também mostra inclusive dentro desse recorte, né, da falta de esperança e de como isso tá influenciando os projetos de vida desses jovens, um recorte específico relacionado às mulheres, eh, que na percepção de mulheres dentro desses territórios, principalmente mulheres negras, tem uma percepção eh menos aberta em relação a esse projeto de vida, considerando inclusive a perspectiva de ter filhos, porque também tem uma demanda histórica, né, um histórico em relação ao cuidado, né, responsabilidade e cuidado dessas mulheres, eh, em relação às suas famílias e em relação às crianças, idosos. Então, eh, diretamente afeta essa construção aí de um projeto mais longo. E como eu falei um pouquinho no início, né, que essa preocupação com as mudanças climáticas já não é algo mais distante, já está presente no nosso dia a dia. Eh, como isso na prática afeta os jovens, eh, como a pesquisa daqui de Campinas, como afeta os jovens aqui da cidade? E esse foi um resultado bastante importante, né? né? A gente tinha uma percepção, quando a gente fala sobre crises, crises climáticas e meio ambiente, de algo muito relacionado ao futuro, de como isso pode impactar o futuro. E os resultados da pesquisa mostraram que isso já acontece no dia a dia. Esses jovens já estão enfrentando desafios relacionados às crises climáticas no seu dia, no seu cotidiano. Então, muitos deles eh relataram, né, eh a questão de mobilidade urbana, a questão de falta ao trabalho ou a escola por conta de enchentes ou de muitas chuvas, a própria sensação de calor quanto afeta a saúde desses jovens. Então isso já está acontecendo hoje, né? Então um dos principais resultados dessa pesquisa, ele mostra que o que a gente precisa construir são estratégias e soluções que não pensem só no futuro, né? Mas como a gente começa hoje a enfrentar esses desafios percebidos por essas juventudes para que também no futuro isso seja minimizado? E você falou um pouco do calor extremo, que é um dos apontamentos dos jovens, eh, e também uma das principais dificuldades, já que as escolas, né, da rede pública estadual não possuem ar condicionado, ventiladores adequados também. Isso atrapalha o desempenho no ensino? Com certeza. A pesquisa não chegou a esmiuçar a a questão da vivência nas escolas de uma maneira mais direta, eh mais a percepção das ondas de calor, dessa da das ilhas de calor nos territórios, nos ambientes, a falta de estrutura, eh, na educação, em outros espaços, não exclusivamente eh na sala de aula, com certeza afetam o desempenho escolar. Eh, e não só o desempenho escolar, como a questão de saúde, né? muito trouxe também da pesquisa o quanto tá relacionado às questões respiratórias, enfim, até questões de saúde mental. Sim. E os entrevistados também relataram problemas com falta de energia, eh quedas de internet também, dificuldades, como você citou, eh transporte público, de que forma essas situações ela acabam aumentando as desigualdades? E muito se fala sobre meritocracia, né? como que a pessoa consegue eh ir paraa universidade, conseguir um bom emprego com essas desigualdades? Exatamente. Eh, uma das questões da pesquisa mostra que essas juventudes em Campinas, muitas delas, principalmente relacionado a gênero, raça, elas conhecem, elas vivem os desafios climáticos, mas não necessariamente eh conhecem o termo técnico, vamos dizer assim, né? Então, quando a gente fala sobre crise climática para essa população, elas percebem através daquilo que elas vivem, que é exatamente isso, né? A questão de mobilidade, a questão de saúde, as enchentes, a falta de energia, a questão da internet. Então isso tá completamente relacionado aonde ela está e quem essa juventude é. Eh, então essa solução, vamos dizer assim, pro enfrentamento aos desafios climáticos, ela não pode estar não relacionada com a as desigualdades sociais. E outro ponto interessante também é que muitos dos entrevistados reconhecem os problemas ambientais, mas ainda tem dificuldades para enxergar formas de como participar, cobrar soluções também do poder público. Por que isso acontece? Eh, nós percebemos ali a partir também dos resultados essa essa necessidade de investir mais eh em educação ambiental dentro das escolas, das organizações. Inclusive, uma das estratégias, né, para além da pesquisa, foi fortalecer as organizações sociais aqui de Campinas que trabalham com juventudes sobre a temática para que elas também fossem eh sejam capazes de formar esses jovens, né, sobre o tema, sobre as soluções, levar pros territórios tanto os desafios como trazer desses territórios as soluções para as crises climáticas. é um trabalho integrado. Então, com certeza, a educação ambiental é um tema que precisa ainda ser eh difundido aqui em Campinas, né, e fortalecido para que a gente possa enfrentar esses desafios, certo? E esse levantamento também mostra diferenças entre as regiões de Campinas. A gente já falou um pouco sobre eh regiões periféricas eh serem atingidas eh de uma forma mais forte, mas como que isso acontece na prática? essas regiões eh mais vulnerabilizadas, elas estão mais expostas a enchentes, à as ilhas de calor, aos eventos climáticos mais intensos. Então, foi nessa medida e a partir também desses resultados que a gente começa a identificar de fato que esses lugares, né, essas regiões mais vulnerabilizadas, elas estão mais expostas eh às crises climáticas e aos eventos extremos, né? Sim. Eh, e também tem, a gente falou um pouco no giro ambiental aqui, eh, sobre como o calor extremo ele também atinge as regiões periféricas, eh, de uma forma mais intensa, porque, eh, nessas comunidades o calor é sentido de outra forma. Uhum. tem uma questão estrutural, né, eh, da falta de estrutura, né, nesses territórios, mas também dessa densidade em relação à composição familiar, né, as casas, casas menores, com uma maior quantidade de pessoas, então o calor ele é percebido de uma maneira diferente. E você falou que é desse cuidado, né, que as pessoas eh necessitam dentro desse cenário de desastres ambientais um cuidado maior com as famílias dentro de casa. Isso acaba recaindo mais sobre as mulheres, já que socialmente eh elas que têm esse papel de cuidado. Exatamente. Tem uma um histórico, né, desse dessa responsabilidade paraa mulher dentro desse processo de cuidado com a família, com os idosos, com as crianças. E por isso também elas foram apontadas ali quando a gente fala sobre a questão dos projetos de vida relacionado à juventudes, que são as mulheres que têm uma tendência maior ali a repensar os seus projetos de vida e até a questão da da quantidade de filhos, se terão ou não filhos e construir essa perspectiva muito relacionado a essa responsabilização, né? E um outro dado também mostra que 68% dos entrevistados acreditam que pessoas pobres e pessoas ricas sofrem os impactos dessas mudanças de formas diferentes. Então isso é uma percepção que a própria própria população já consegue perceber também. Já já consegue perceber e muito por conta dessa eh nós entrevistamos eh 600 jovens aqui na região de Campinas, né? eh e jovens de diferentes classes, tanto faixa etária, questão de gênero, mas também nesses ambientes territoriais. Eh, isso é muito conectado à própria vivência das crises climáticas. Então isso já é muito percebido e aí a pesquisa também evidencia essa questão justamente porque no dia a dia pessoas ricas e pessoas pobres eh vivenciam as crises climáticas de maneira diferente. E na sua visão, Joyce, eh como que esse estudo ele pode contribuir paraa formação de políticas públicas nesse sentido aqui na região de Campinas? Eh, como eu falei, eh, isso ficou muito evidente na pesquisa, mas também foi um direcionador, né, olhar para as dinâmicas ambientais, as crises ambientais relacionadas às desigualdades sociais, justamente para entender que o enfrentamento a esses desafios precisa de uma política articulada, eh, e uma política articulada com todos os os com todas as pessoas, né, toda essa rede que compõe o território, tanto o poder público como as organizações. as empresas, principalmente no que está relacionado à responsabilidade ambiental. Então, são respostas que precisam ser eh construídas com estratégias articuladas para que, de fato, a gente consiga uma transformação inclusive dessa percepção das juventudes, não só percepção, né, mas da vivência dessas juventudes na realidade, no cotidiano desses desafios climáticos. Exatamente. Jais, muito obrigada pela sua participação aqui conosco no Dia Ambiental. Algo mais que você queira acrescentar? Acho que eh para quem tiver interesse em conhecer a pesquisa mais profundamente, pode acessar o site www.enmovimento.org.br. BR. Foi uma iniciativa aqui da Fundação FIAC, com esses parceiros que você mencionou eh no começo da entrevista, mas lá também tem todas as informações da pesquisa e também um caderno formativo para as organizações que participaram e também tá disponível para quem quer saber mais sobre o tema e como também levar esse tema para juventudes aqui de Campinas e outras regiões. Perfeito. Mais uma vez, muito obrigada por trazer pra gente mais detalhes e informações sobre essa pesquisa tão importante. Eu que agradeço. Agradeço também a sua audiência. Continue conosco que agora você acompanha as curiosidades e informações do meio ambiente. Até o próximo Giro Ambiental. Uma revisão científica publicada na revista Natural Reviews Biodiversary revelou que [música] 51% das espécies de aves migratórias do planeta estão em declínio populacional. Conduzido por instituições [música] como a Universidade de Georgeton e o Instituto Smithsonian, o estudo alerta que a falta de ações de conservação eficazes tornará novas extinções [música] inevitáveis. O levantamento reuniu décadas de dados globais e destacou que até [música] mesmo espécies antes consideradas comuns vem enfrentando perdas expressivas de indivíduos. O cenário revela que a degradação das rotas migratórias é ainda mais ampla do que indicavam os registros oficiais de espécies ameaçadas. [música] [música] depois da tempestade, vem o sol, tempo aberto e segue essa tendência para amanhã, quinta-feira. Pela manhã, o frio ainda se faz presente, mas ao longo do dia a massa de ar de origem polar se afasta e com isso a temperatura volta a subir. É aquela gangorra no clima, né? Hora está frio, hora está o calorão e a gente que lute, né? para manter aí a saúde em dia. Vamos às temperaturas porque elas já estão aqui na minha tela. Então, para amanhã, quinta-feira, 3 de setembro, mínima de 16º, essa mínima já está se elevando e a máxima pode chegar aos 28º aqui na cidade de Campinas. O jornal Câmara Notícia fica por aqui. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência. Continue na nossa programação. Lembrando que hoje é quarta-feira, portanto é dia de reunião ordinária, 48ª do ano. A partir das 6 horas da tarde, os vereadores vão se reunir para discutir e votar os sete projetos que estão na pauta. Eu volto amanhã na quinta-feira contando tudo para você. Até lá. [música] [música] เฮ [música]
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