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Ponto de descanso na rota dos bandeirantes no século XVII, com pequenos descampados naturais que existiam no meio da densa floresta que cobria a área. Depois, freguesia de Nossa Senhora das Campinas do Mato Grosso, vila de São Carlos e, finalmente apenas Campinas. Fundada em 14 de julho, a cidade completa 252 anos, mantendo esta vocação, ser lugar de acolhida para quem procura uma nova oportunidade. Do ponto de vista econômico, você tem muita oportunidade, né? Então, Campinas eh teve uma alta aqui nesse último ano de 45% e a mais de número de empresas abertas. Isso no saldo entre empresas abertas e fechadas entre de janeiro a abril em relação ao ano passado, né? 45% a mais. Também é é o PIB per capta bastante relevante, segundo PIB per capita do país e o 14º PIB hoje eh do Brasil. Então você tem um volume de empresas que vem para cá e que acabam atraindo porque você tem muitos empregos. A lei 16.000 1174 de 2021 instituiu um programa de atração de novos investimentos e geração de empregos, prevendo incentivos fiscais para empresas que venham se instalar ou para as já instaladas no município e que venham a se expandir. A partir de um determinado investimento, você pode ter de 6 a 20 até chegar a 20 anos de isenção de IPTU, né? ISS de 5 passando para 2%, isenção de TVISes, isenção das taxas municipais, quer dizer, é da isenção também do ISS da obra, é muito atrativa, obviamente isso para grandes empresas virem se instalar. E com isso, trazendo grandes empresas, você traz também as pessoas, porque elas geram emprego. Mas verdadeiramente o que mais gera emprego são os pequenos negócios em volume de emprego, né? Então você, esse aumento aqui significativo de 45% em relação ao ano passado é o é é a base da pirâmide, que são eh os pequenos negócios e que dão muitos empregos. Eh, nos bairros, né, no centro da cidade, nos shoppings. Campinas recebe cada vez mais imigrantes atraídos por seu desenvolvimento econômico, infraestrutura tecnológica, universidades e a expansão do setor de serviços. A metrópole, considerada um dos maiores polos industriais e de inovação do país, também vê crescer o trabalho formal de estrangeiros na cidade. Segundo os dados do Sistema de Registro Nacional Migratórios da Polícia Federal, Campinas já recebeu este ano 1894 estrangeiros de diversas profissões, entre eles arquitetos, engenheiros, diretor ou gerente ou proprietário, economista, contador, administradores, médicos, dentistas, professores, vendedores no comércio, sem contar os estudantes. pelas estradas ou pelo aeroporto. A cidade que faz aniversário hoje também recebe refugiados. Em 2025 contabilizou 452 solicitações e até abril deste ano 387, o que representa, segundo dados do estudo, refúgio em números 2026, elaborado pelo MIGRA, o Observatório das Migrações Internacionais, em parceria com o Ministério da Justiça, o volume corresponde a 86% dos números do ano passado. Neste total, 143 pedidos são de haitianos, o que representa 36.9% do total, seguido de pedido de pessoas vindas de Cuba, Ghana, Togo e Benim. Aqui eles são atendidos no CRIA, o Centro de Referência do Imigrante Refugiado e a Pátrida Serviço Público da Prefeitura. voltado à integração social, defesa de direitos e regularização migratória. No caso dos haitianos, por exemplo, eh em alguns casos a a cidade de Campinas é uma cidade de passagem caracterizada como um lugar de passagem. Então, muitas vezes eles vêm para migrarem para outros países, por exemplo, né, ou para outras localidades, principalmente por conta aqui do nosso aeroporto internacional, que acaba atraindo também uma presença grande, mas nem todos permanecem no município. Por outro lado, tem aqueles que permanecem, né, e os que permanecem, a cidade ela é um polo, né, tem aí um polo tecnológico, um polo educacional. Muitos chegam solicitando autorização de residência, eh, outros solicitam refúgio. Isso depende muito das tratativas de legislações, né? Eh, tanto de acordos como a gente tem aqui origens, países de origem Mercosul ou outros acordos bilaterais. historicamente, né, nós temos uma presença muito grande, é uma das maiores presenças aqui de migrantes internacionais no município. É, a gente sabe que lá tá ocorrendo uma crise gravíssima, né? Uma crise humanitária, né? Um uma nação ainda sem país, né? Com muitas ganges escutando os espaços, né? Então eles tentam fugir da situação de crise humanitária, buscando uma acolhida e um novo lar, né, para viver. Quem buscou um lar para viver e está na cidade desde 2011 é o Guerb, geógrafo haitiano, que quando chegou ao Brasil descobriu que seu destino era continuar os estudos na Unicamp. Quando for diretamente na embaixada do Brasil e aí o programa foi me aprovou, eu vi lá que meu nome tá selecionando na Universidade Estadual de Campinas. Eu mesmo também tá figurando no meu visto. Tem um ônibus que sabe direto da Unicamp, foi levado lá no centro de São Paulo, Guauros, pegaram os estudantes, não só eu, tem vários mas na verdade quando chega desde no aeroporto no ônibus tive Joana que nos ajudar a mã como e aitiano também que já tava na Unicamp que ficou de patada de fiche lá e daí nos acolheram. Mas depois eu vi uma visão totalmente diferente, sabe? O lugar que nós nascemos e quando você muda, sabe? Produzir muita dificuldade com a barreira da língua, já que a nativa dos haitianos é o e o francês idioma do colonizador, Gerb que a recepção e os esforços foram muitos para superar este primeiro momento. Aqui é bem perceptível, porque a documentação é mais fácil, sabe? E outra, os também não tem nenhuma outra perspectiva, porque quando deixa Campinas norte-americanos, não tem documentação lá, sabe, pessoal tá escondendo dentro da casa, mas o Brasil é diferente. Campinas, quando você fala na Polícia Federal, exemplo é o grupo que chega lá 2012, o primeiro grupo que passa da fronte pela lá chegando no Brasil, nem falar a língua. Na verdade, até eu não consegui falar muito bem essa época, mas a polícia federal faz tudo que puder, a tradução, colocar rádio na boca dessas pessoas para conseguir traduzir quando conseguir entender direto eu que falava. tem um trabalho voltado para a questão da regularização do documento, eh, a inclusão dessas pessoas em cursos de letramento de português, né, para facilitar, inclusive contribuir para que ele possa acessar um trabalho, conseguir se, né, se localizar dentro da do município, né, eh, através da língua. ao imigrante é garantido os mesmos direitos como qualquer outro brasileiro, né? Os direitos no campo social, direitos humanos. Então, acesso à escola, a gente tem aqui uma perspectiva de trabalhar bastante a questão da autonomia e da cidadania. O haitiano também fundou uma associação que atende a refugiados do seu e de outros países de origem, com o apoio da cidade e o trabalho, mantém a cultura e mostra que é possível estar tão longe, mas se sentir pertencente. Nós temos que montar uma associação para conseguir apoiar Merial, uma coisa que é reconhecido, tem reconhecida, papel normal para conseguir dar uma assistência social, não só na documentação, apoiando também no curríco, na Polícia Federal, mas nós temos que fazer uma ação social. Tanto não só o exemplo mostrando que tem exemplo, às vezes nós fizemos evento sobre direitos humanos. evento de dos trabalhadores também quando chegara dia 18 de maio, 17, no dia 17 celebrando a nossa bandeira, fiz o evento maravilhoso, sabe? Maravilhoso lá. E aí a partir e de de 21 nós organizamos um outro evento que é Vozes que cruzam fronteiras. O que é interessante a convivência social, social entre nós fortalecemos, mas quando nós estamos juntos podemos fazer muita coisa. Posso dizer quando chegamos lá no Brasil em Campinas passei mais ou menos 14 anos Barão Geraldo, sabe? de campinas não ouvi nada da Unicól, mas o acolhimento da Unicopia foi genial, departamento geografia foi muito boa, saber os professores, alunos, colegas de sala me receberam muito bem, mas até então como se fosse uma referência no laboratório, entendeu? Mas na verdade o Campinas aberto para todo mundo, como se fosse Canadá e Estados Unidos. Mas aqui é bem receptivo. M.