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Programação especial do Hospital Maternidade de Campinas durante o agosto Dourado foca na importância do aleitamento materno. Shoppings e logistas apostam no Dia dos Pais para impulsionar as vendas. A expectativa é de crescimento de 8,8% em relação ao mesmo período do ano passado. No Giro Ambiental, vamos falar sobre o estudo da Universidade das Nações Unidas, que acende um alerta: a falência hídrica em diversas regiões do planeta. Olá, boa tarde. Chegamos ao meio da semana, quarta-feira, 5 de agosto de 2026. Começa agora Genal Câmera Notícia ao vivo. Meio-dia, mais 2 minutos. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência e vamos conversar. Participe, mande a sua mensagem para o número do nosso WhatsApp. 19 é o nosso DDD. Para você que é de Campinas e região, pode ir direto. O número está aqui embaixo da sua tela, é o 97829377. Ou você pode mandar o seu elogio e uma crítica construtiva, o que você quer assistir aqui no nosso telejornal, apontando a câmera do seu celular para o QRcode. Também já aparece essa mensagem na sua tela e aí a gente conversa. ao vivo nesta quarta-feira. Agosto o Dourado é o mês dedicado à conscientização, proteção e incentivo ao aleitamento materno. E para reforçar essa importância, começou a campanha na maternidade, que preparou uma semana especial com foco na sustentabilidade e na conscientização. Amamentação para um começo de vida sustentável, fortalecer o que funciona. Esse é o tema do agosto dourado deste ano. No Hospital e Maternidade de Campinas, as atividades especiais vão até o dia 8 de agosto. São 34 anos consecutivos que todas as maternidades e hospitais que trabalham com esse público deixam um tempinho reservado para que a gente fortaleça as ações do aleitamento materno, fortaleça as pacientes, os profissionais, ofereça treinamento, protocolos atualizados. É um mês que a gente dedica um pouquinho a mais. né, como tantos meses que a gente tem aí no ano, um pouquinho a mais a gente faz nesse agosto dourado para fortalecer o aleitamento materno. O tema esse ano vem muito falando do que fortalecer o que já funciona, né? Então a gente tá 34 anos trabalhando. Se trazer temas diferentes a cada 34 anos fica um pouquinho difícil. Então esse ano a gente vai fortalecer o básico que todo mundo já sabe que é o aleitamento materno, o apoio da família, né? Não falo família apenas, a família tradicional, a família estendida na qual essa paciente tá envolvida com amigos, apoio, os profissionais de saúde que também precisam se atualizar das boas práticas de aleitamento materno. E esse ano a gente sai um pouquinho do banco, né? Antigamente era muito focado aqui no banco, então esse ano a gente vai paraas unidades. Então é o banco em movimento, o banco de leite sai dessa estrutura e vai atender dentro das unidades para treinar o colaborador que tá lá na ponta numa unidade que às vezes não tem tanto manejo com alitamento, mas como a gente tá no hospital maternidade, a gente tem que todo mundo falar a mesma linguagem. Desta vez a maternidade aposta em um formato diferente. Equipes de saúde realizam ações educativas práticas. O objetivo é tirar dúvidas sobre o aleitamento e reforçar a importância das doações para o banco de leite humano. A gente começa com quiz interativo. Então vai pra unidade com algumas perguntas, respostas, quebras de mito. Pode até envolver a família que vai est ali passando no corredor com bombonzinho, com mimo, fazendo um agrado para toda a equipe. Então a gente vai sair com esse quiz para todas as as unidades e pros funcionários. E aí, nos últimos dois dias a gente vai fazer o processo ao contrário. Então o banco de leite vai estar aberto para que os colaboradores da maternidade venham conhecer, né? a gente acha que é só doar o leite, mas tem todo um processo de qualidade de tches imunobiológicos que passam aqui dentro processo de pasteuização. Então a gente vai ter a abertura de portas do banco, né, com todo o cuidado de segurança necessário, mas que os profissionais que também queiram conhecer e talvez plantar uma sementinha para vir trabalhar no banco de leite começa aí um grande fruto. O principal desafio do banco de leite da maternidade de Campinas é manter os estoques acima de 200 L mensais para atender 30 leitos neonatais. A gente vê quando, olha os dados, né, do banco de leite, depois de todas essen movimento da mídia, trazendo para perto pra maternidade, levando pra população a informação, nossos estoques de leite aumentam absurdamente, né? Hoje a gente tá trabalhando num cenário muito crítico de que eu preciso de leite, eu tenho estoque para atender poucos dias de internação. E quando a gente passa passar essa informação pra população, a população entende que vai fazer a diferença e acaba também nos procurando para fazer essa doação. Então, aquela mãe que tá em casa, que tem uma produção excedente, a maternidade vai poder ir até a casa dela, oferecer todo o material, ela doar o seu leite que tá sendo perdido e essa esse leite vai ser pasteurizado e encaminhado pros bebês e que vão salvar muitas vidas. O banco de leite funciona de segunda a sexta, das 8 da manhã às 5 da tarde. E aos sábados, domingos e feriados, o atendimento é das 8 às 11 da manhã. Faltam poucos dias para o Dia dos Pais e o comércio já se prepara para um dos períodos mais importantes do ano. A expectativa é de aumento no movimento das lojas, especialmente na reta final agora, né, com muitos consumidores deixando a compra do presente para a última hora. Faltando poucos dias para o Dia dos Pais, muita gente já começou a pesquisar preços em busca do presente ideal. Para o comércio, a expectativa é de mais movimento nos próximos dias, principalmente na reta final da campanha. A gente tá muito animado com o Dia dos Pais, né? A gente vem numa crescente muito grande ao longo desse ano e a nossa expectativa é a gente atingir um patamar de 8% em crescimento de venda em 7% de crescimento de fluxo de visitantes aqui no Bandeiras. E a gente tá projetando esse crescimento muito voltado também pro que o pais agora eles estão buscando, que é perfumaria, calçado, esporte. Então isso tudo ajuda nesse impulsionamento. O otimismo também é percebido dentro das lojas. Entre os presentes mais procurados estão as peças de moda masculina, que continuam entre as principais escolhas de quem anda em busca do presente ideal. Pro Dia dos Pais, a gente costuma vender os produtos mais tradicionais, camiseta polo, uma bermuda mais social, uma camiseta básica, não foge muito disso. E vocês estão fazendo alguma condição especial durante esse período? Sim, a gente tem várias promoções agora direcionado pro Dia dos Pais, né? Um kit de camisetas polo, né? com valor promocional, umas bermudas também, camisetas básicas. Então, a gente tem um leque aí bem grande com valor promocional para essa data. O pessoal costuma manter o tradicional mesmo para não errar muito no presente, né? Não não fugir muito daquele daquele presente que vai agradar o pai. Outro segmento que deve ganhar destaque nesta data é o de perfumaria. Kits e produtos voltados ao autocuidado masculino estão entre as apostas do setor para impulsionar as vendas. A parte de perfumaria tem saído mais, as pessoas vêm procurando bastante perfume, a gente tem desconto nas lojas e aí os kits acabam saindo mais para presente. Então os kits prontos são os que mais estão saindo, são, é uma opção mais prática, né? As pessoas já vêm procurando a praticidade. Tá saindo bastante um ticket ali por volta de R$ 150. Tem alguns que já procuram mais, né, que sai mais ou menos uns 220 os kits. Tem muita gente que deixa para vir em cima da hora, mas a gente aconselha a vir antes, justamente pelo estoque que a gente tem dos produtos, né? Às vezes a pessoa vem com uma emente já e acaba tendo esgotado já por est em cima ali da hora do dia mesmo. Depois do dia das mães, o dia dos pais é uma das principais datas para o comércio. Para os lojistas é um momento importante para aumentar as vendas. Já para os consumidores, o desafio é encontrar o presente ideal sem comprometer o orçamento. Mesmo em um cenário de juros elevados e orçamento mais apertado, a expectativa do comércio é que o movimento aumente na reta final antes do Dia dos Pais, com muitos consumidores deixando a compra para a última hora. A tradição segue a mesma. Eu acho que essas datas acaba sempre seguindo assim as mesmas tradições ao longo desses anos todos, né, que a gente já tá acostumado com varejo. Então entendo que não tem nada de muita novidade. O esporte tá vindo um pouco mais forte, mas é uma coisa também que já vem ao longo dos últimos dois anos. Daqui pra frente é só data boa, como a gente fala, né? Vem aí é o Black Friday, vem Dia das Crianças, desculpa, Black Friday, depois o Natal. Então, daqui pra frente é só a expectativa que vai ser daí para maior. E olha só, a cidade de Campinas chega as eleições deste ano, viu, de 2026, com 870.672 672 eleitores aptos a votar. Segundo dados do TSE, Tribunal Superior Eleitoral, o retrato do Eleitorado revela uma cidade formada, em sua maioria por mulheres, adultos na faixa dos 40 anos e que concluíram o ensino médio. Nos últimos 4 anos, a região metropolitana de Campinas ganhou quase 147.000 1 novos eleitores, um salto de mais de 6%. Agora são quase 2.hõ400.000 cidadãos aptos a votar por aqui. Um peso importante nas urnas. Mas quando a gente olha de perto para a maior cidade da região, o caminho foi o inverso. Campinas encolheu. A metrópole perdeu quase 8.000 eleitores em comparação com a última eleição geral. Uma queda discreta de menos de 1%, mas que quebra uma sequência de alta dos últimos anos. Hoje a cidade tem pouco mais de 870.000 cadastrados. Eh, você teve uma diminuição do eletrado na cidade, né? Cresceu um pouco na região metropolitana como um todo, né? Mas teve uma diminuição. Eh, e a diminuição se concentrou na no grupo mais jovem do eleitorado, né? pessoal da ali a partir dos 16 anos de idade, a faixa mais o eleitor mais jovem. Então você teve uma redução ali maior. Eh, no primeiro momento, o que que quer dizer pra gente? A princípio parece uma redução demográfica. A princípio parece simplesmente uma questão de eh de redução da da população mesmo, né? A gente tem uma tendência da população brasileira de envelhecimento e diminuição dos nascimentos. Então a gente espera enxergar nos próximos anos cada vez mais esse processo de você ter diminuição do leitorado jovem, porque você tá tá nascendo menos, né? E aumento do leitorado de mais idade, né? Então a gente verificou isso em Campinas, isso aconteceu aqui na na cidade especificamente. A gente não é evidente que esse processo não vai ser igual em todos os lugares. Então por isso que você vai ter essas diferenças, né? mais mas mais ah mas é possível que essa alteração de perfil que a gente teve agora tenha reconexão mais direta com relação a uma questão que é o processo da da nossa sociedade hoje em dia, né, em que os casais têm um número menor de filhos, né, então eh isso dá um impacto, né, a gente vai começar a ver isso não só no leitorado, mas em outros lugares também, né? Então assim, a princípio, nos números brutos ali olhando, né? eh, parece muito mais um resultado desse tipo de de realidade, né? Muito mais do que algum impacto eh de de qualquer tipo de movimento, né? Mesmo com a retração, Campinas representa 7% de todo o eleitorado do estado. A maioria das pessoas aptas a votar é mulher e tem entre 40 e 44 anos. É, a gente tem um público maior feminino de eleitoras e mas também nós temos uma a população feminina também é maior no Brasil, então até demograficamente casa do mesmo modo, né? com relação a a aos jovens, a questão, né, do processo de educação, eh, educação política mesmo, né, para participação na vida política, a gente teve uma uma fase em que isso foi eh foi um campo de disputas, né, de se você poderia fazer isso ou não, fazer essa formação ou não. Ah, isso caminhou assim por algum tempo e mesmo quando você tinha esse campo de disputa acontecendo, os eleitores jovens você teve até um crescimento de de alistamento eleitoral dessa faixa hectári dos 16 e 17, né? Então, agora nesse momento ainda temos um pouco do reflexo dessa disputa, mas ela deu um diminuiu um pouco a temperatura, vamos dizer, né? e vários grupos, na verdade, atuam incentivando a participação do jovem. Então, assim, isso não tá localizado apenas em uma em um universo ideológico, tá espalhado para todas as tendências políticas. Então, é, é isso, é para que venha, tá, trazendo melhoria para o país, né? Isso e investigar sempre tá investigando como é que tá o a ficha dele, se não tá envolvido com corrupção, se não tava envolvido com nenhuma licitação indevida e saber quais são as propostas, se ele cumpriu a proposta a qual você votou no ano, se ele cumpriu ou não. E é isso. Assim, o Brasil, né, no caso, vai trazer melhoria não só para o país, mas para o estado de São Paulo e para as cidades de Campinas. E um dado chama a atenção no raio X do eleitorado de Campinas, o sumisso dos jovens das urnas. Em 2022, mais de 8.000 adolescentes com menos de 18 anos estavam aptos a votar por aqui. Agora esse número despencou para menos da metade, 3.400. É um tombo impressionante, de quase 60% no interesse dos mais novos em escolher os seus representantes. O jovem ele tem essa, vamos dizer, ele tá ali, né, não é obrigado ainda votar, né, 16, 17 anos, mas existem vários movimentos que incentivam essa participação e incentivam inclusive a pessoa tirar o título. Você tem campanhas que são feitas, né? Então, como você vê que você tem esse movimento de incentivo e isso não tá acompanhado numericamente, possivelmente é porque de fato a gente tem menos jovens, né, aptos a votar mesmo, né? Nem votei, nem voto, nem fiz a inscrição, nada desses bagulho aí, não. Nem voto em ninguém. Na metrópole, a população 60 mais mantém forte participação nas urnas. É o caso do aposentado Antônio Carlos, que continua exercendo a cidadania. para tentar escolher alguém que ajude nós, pelo amor de Deus, né? Votando porque tentar achar a pessoa certa para governar nesse país do nosso Deus aqui. É cada vez mais importante que a gente continue incentivando a participação política, né, dessas pessoas que também não precisariam mais eh participarem obrigatoriamente, porque você tem uma série de decisões políticas que também afetam a qualidade de vida dessas pessoas, né? Então você percebe que tem pessoas nessa faixa etária que participam porque tem esse tipo de de reflexão, de conscientização e que por conta disso continua a exercer esse direito, né? E eu acredito que a gente precisa na verdade incentivar cada vez mais, porque é um setor aqui, né? Uma parte da população, como eu falei, a tendência é crescer, né? ficar mais numerosa e aí vai ter as suas próprias demandas, suas próprias necessidades e essas demandas e necessidades tem que ter uma tem que ter uma uma influência política, né, para serem atendidas, né? A maior edição dos jogos escolares municipais de Campinas está em andamento. Neste ano, cerca de 5.000 alunos de 35 escolas da rede municipal participam das competições que reúnem esporte, integração e aprendizado. Os gritos de torcida, a emoção das partidas e o espírito de equipe tomaram conta da Faculdade de Educação Física da Unicamp. O local recebeu mais uma etapa dos jogos escolares municipais de Campinas com as disputas de queimada. Jogos Escolares é uma ação da Secretaria de Educação e é um faz parte do conteúdo da educação física escolar. A gente trabalha esporte na escola, mas não com essa perspectiva da do esporte formalizado, da competição, trazer as crianças para um ambiente esportivo, eh, numa situação formal, com arbitragem, com adversário, com eh o seu adversário, todo mundo uniformizado, você representando a sua escola. É uma vivência que poucos deles têm oportunidade durante a vida. Nem todo mundo consegue participar de um esporte assim. Então é uma coisa muito marcante. A nossa ideia é democratizar esse acesso. Então para quanto mais criança a gente conseguir fazer isso e criar neles essa memória, essa vivência, isso é muito rico para todo mundo. A edição deste ano é a maior da história do evento. São cerca de 5.000 alunos de 35 escolas municipais participando das competições. Pela primeira vez, estudantes entre 9 e 11 anos também foram incluídos nos jogos. Ah, eu tô achando legal, bem divertido. Eu queria que tivesse mais vezes. Você é, você já jogou hoje? Conta pra gente. Seu time ganhou ou perdeu? É, na primeira vez ele perdeu e na segunda empatou. Eu treinava com o meu irmão, fiquei muito alegre. Meu pai falou: "Não, você vai, eu vou assinar para você ir. Você vai, você vai ter que ganhar." E eu tô achando muito importante pra gente. Seu time ganhou ou perdeu? Conta pra gente. A gente ganhou uma e empatou outra. E quando você ficou sabendo que você ia participar, como você se preparou? Eh, eu pedi pro professor treinar eu. Até novembro os estudantes vão disputar 11 modalidades esportivas, entre elas futsal, basquete, handball, vôlei, atletismo, xadrez e badminton. Cada aluno pode participar de mais de uma competição. Tá achando legal? Quando te falaram lá na escola que você ia poder participar, como que você se preparou? Eu me preparei alegre, fiquei feliz, fiquei treinando em casa. E o seu você já já jogou, seu time já ganhou? Já. E ag e agora quais são os próximos passos agora? Ganhar, né? Tentar ganhar, tentar não tentar perder, ficar mais atentos no jogo. É. E se tiver mais oportunidades como essa, você vai participar? Vou. Eu vii muito animado. Eu acontei muito cedo hoje e já comecei a me arrumar. E o seu time ganhou ou perdeu hoje? É, na primeira jogada eles peteiam. Aí na segunda, na terceira eles batalham. O que que você vai falar pros seus pais quando você chegar em casa hoje e contar para eles que você participou aqui? Eu vou contar que eu batifi. Aí eu acho que eles vão ficar muito, muito legal, muito feliz comigo. Mais do que disputas por medalhas, os jogos escolares buscam transformar o esporte em uma ferramenta de aprendizagem. Dentro e fora das quadras, os alunos aprendem valores como respeito, cooperação e cidadania. É muito pequeno a gente pensar que o esporte ele só movimenta o nosso corpo, né? Ele é muito além disso, ele movimenta muitos saberes. Então, a gente tem aqui a superação, o trabalho em equipe, eh a responsabilidade, o entendimento dos seus limites, do limite do outro. Eh, é tanta coisa. a gente tem muitos projetos transdisciplinares que vem junto com o que tá acontecendo aqui. Então, a gente tem a comunicação, tem crianças fazendo jornal, eh, reportagem, a gente tem o trabalho da matemática, da lógica, na análise dos jogos, né, de de pensar quais são as estatísticas de ataque de defesa. Então, a gente tem muito saber acoplado aqui e isso é o que você falou, é uma estratégia de ensino, é uma estratégia educativa, não é uma coisa de lazer apenas, ainda que seja muito prazeroso, ela é uma estratégia educacional. É isso, os nossos jogos escolares. Meiodia, mais 23 minutos. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência. Estamos ao vivo nesta quarta-feira. Vamos com as notícias do legislativo, porque hoje é quarta, então é dia de reunião ordinária, a 41ª do ano. A partir das 6 horas da tarde, os vereadores vão se reunir para discutir e votar seis projetos que estão na pauta de hoje. Site da Câmara nocampinas.sp.lege.br lege.br tem destaque para um projeto de lei de autoria do vereador Marron Cunha, que quer instituir o programa municipal de cabines de telesaúde. A proposta prevê instalação de espaços equipados para a realização de consultas médicas remotas em diferentes bairros aqui da nossa cidade, com integração ao SUS, ao Sistema Único de Saúde e também de instituições conveniadas. De acordo com o texto, as cabines vão poder ser utilizadas para atendimentos de baixa e média complexidade, triagens, medição de sinais vitais como pressão arterial, temperatura, oxigenação e glicemia. E durante as teleconsultas, os profissionais também vão poder emitir receitas, atestados e encaminhamentos. Então, para você ficar muito bem informado, saber aqui, ó, quais projetos que vão ser discutidos e votados nesta noite, é só entrar lá campinas.sp.lege. A gente segue aqui com as notícias do legislativo, porque a Comissão Especial de Estudos de Políticas Públicas para pessoas com neurodivergências retomou os trabalhos após o recesso parlamentar. O encontro reuniu aí especialistas e representantes do poder público para discutir a construção de políticas mais integradas voltadas à inclusão e à garantia de direitos. A Comissão Especial de Estudos de Políticas Públicas para pessoas com neurodivergências da Câmara de Campinas retomou as atividades após o recesso parlamentar. O encontro discutiu os desafios para a garantia de direitos e a integração entre diferentes áreas das políticas públicas. Eu quero lembrar inclusive que a nossa busca aqui é pensar numa política integral para as pessoas com neurodivergências na cidade de Campinas. E hoje nós vamos ter uma uma discussão a respeito justamente eh para sobre por um lado eh os dados, né, sobre pessoas com diagnóstico de autismo e pessoas com deficiência no município de Campinas, que vai ser a contribuição da senora Luanda. E depois eu vou fazer um pouquinho aqui, uma fala sobre intersetorialidade, né? E aí a gente vai entrar nesse debate também, porque nós estamos nos encaminhando pros últimos, paraas últimas reuniões da nossa comissão. Estamos já pensando no relatório final, estamos pensando nos produtos dessa dessa comissão. Eh, e a questão da intersetorialidade, ela é fundamental pra gente pensar essa política. Em Campinas, dados do senso demográfico do IBGE revelam o perfil das pessoas com o transtorno do espectro autista. Os números mostram a distribuição dos diagnósticos entre diferentes faixas etárias. Então, o que a gente tem como resultado, eh, são pessoas que já acessaram de alguma forma o sistema de saúde, né, no município de Campinas. Então, de acordo com essa metodologia, no censo de 2022, foram identificadas 15.580 80 pessoas com diagnóstico de autismo. Isso dá em torno, né, de 1,4% da população do município. Eh, uma maioria de homens com 8.326 homens com esse diagnóstico e 7.262 mulheres, né? E isso tá muito alinhado com o que a gente sabe da literatura, eh, que é o, principalmente os meninos, né, as crianças, eh, terem um acesso a diagnóstico do autismo mais do que as mulheres. Esse dado não significa que na população em geral a gente tenha mais homens e meninos autistas, mas a gente tem mais homens e meninos que tiveram acesso ao diagnóstico, né? A literatura mostra pra gente que o autismo se manifesta de forma diferentes entre homens e mulheres, entre meninos e meninas, que meninas e mulheres são mais socializadas para até mascararem esse autismo, né? Quem tá familiarizado com com esse com essa literatura, né, já ouviu esses termos. Eh, então por isso que eu ressalto bastante que esse aqui é um um dado sobre diagnóstico. Está mostrando pra gente, né, que com o diagnóstico fechado de autismo, né, eh, por profissional de saúde, tem mais crianças, né, na faixa etária de 5 a 9 anos, justamente porque é uma faixa etária em que já se tem uma compreensão maior, né, dos aspectos do autismo que leva as pessoas a procurarem o diagnóstico. Eh, então a gente tem essa essa prevalência, né, eh, maior aqui nessa faixa etária. Segundo o presidente da comissão, já existem ações e legislações voltadas à população neurodivergente, mas o vereador destaca que ainda é preciso avançar na organização dessas iniciativas. O que a gente tem percebido é que existem eh eh existem ações, existe legislação. No entanto, essas ações e essa legislação são muito fragmentadas, né? Elas são muito pontuais. Hoje, por exemplo, hoje não, mas nessa agora não sei se hoje tá na pauta, tá na pauta hoje, né? Tá na pauta hoje, por exemplo, uma iniciativa de um colega vereador aqui, eh, a respeito de habitação social. para pessoas com autismo, né? Eh, então que elas possam ser eh, enfim, ser colocadas na nas nos primeiros lugares da fila paraa habitação social, o que é uma política importante, é uma ação importante, mas ela não tá articulada com uma política mais consistente, mais integrada, eh, sobre a questão, seja do autismo, né, do transtorno do espectro autista, seja a questão das neurodivergências de maneira geral. E a gente se colocou essa tarefa. Wagner Romão avalia que um dos caminhos é fazer com que as secretarias atuem de forma conjunta, unindo ações de diferentes áreas do município. E aqui eu já falei em alguns momentos, quando você quando a gente pensa política de identidade de identidade racial, combate ao racismo, quando a gente política das mulheres, quando a gente pensa política de juventude, quando a gente pensa política da pessoa idosa, quando a gente pensa política para as pessoas neurodivergentes, a transversalidade é um princípio fundamental, porque, de novo, ela não tem que estar localizada em uma ou outra secretaria. Ela tem que ser um princípio que dialogue com todas e que esteja na agenda de cada uma das secretarias do município. A Câmara Municipal de Campinas prestou uma homenagem a dois atletas que fazem do Gilgitsu muito mais do que um esporte. Por iniciativa do vereador Felipe Marquezi, Taiane Nunes e Marcelo Helena Morais receberam o título de mérito esportivo Sérgio José Salvusci em reconhecimento pela trajetória esportiva e pelo trabalho social desenvolvido aqui na cidade. A Câmara Municipal de Campinas realizou a 46ª reunião solene para a entrega do diploma de mérito esportivo Sérgio José Salvci. A homenagem proposta pelo vereador Felipe Marquezi reconhece a trajetória dos atletas campineiros de Gil Gitso, Taiane Nunes e Marcelo Helena Morais. Receber vocês para nós é uma alegria muito grande homenagear duas pessoas relevantes, importantes e que fazem a diferença na área do esporte na nossa cidade. Professora e proprietária de uma escola de Gilgits Taiane Nunes, já impactou mais de 3.000 pessoas. em Campinas. O trabalho desenvolvido pela homenageada contribui para a inclusão social. Tai Nunes, o nome esportivo é conhecido como Tai, que nasceu em 4 de agosto de 1988, natural aqui da nossa cidade de Campinas e é moradora da região do Cidade Jardim e tem a sua modalidade esportiva, o Gilgitos. Taiane Nunes reside em Campinas desde o seu nascimento, mantendo vínculo contínuo com a cidade ao longo de toda sua trajetória pessoal e profissional. Para nós mulheres, o Tatami é muito mais do que um ambiente de treino. É um lugar onde a gente desenvolve força, confiança, disciplina e aprende que a evolução vai muito além de qualquer técnica. Eu fico muito feliz em ser mulher e poder ocupar esse lugar. A representatividade, ela traz um sentimento de pertencimento e incentiva a permanência dessas mulheres no esporte e mostra para toda mulher que todas são capazes de aprender, evoluir e de se tornar todo dia um pouco melhor. Mais do que ensinar técnicas ou posições, quero que mais mulheres tenham oportunidade de ter a vida transformada pelo Gigitsu, como eu tive. Também foi homenageado Marcelo Helena Morais pela atuação dentro e fora dos tatames. Além da carreira no Gilgitsu, ele desenvolve projetos sociais voltados a crianças, jovens, adultos e pessoas em situação de vulnerabilidade. Temos a honra de reconhecer a trajetória de uma pessoa que fez do esporte uma verdadeira missão de vida, o professor Marcelo Helena Morais, conhecido por todos como Pardal. Muito mais do que uma faixa preta, um professor de julgidos, Pardaur é um formador de pessoas. ao longo de sua caminhada, dedicou sua vida a ensinar valores que vão muito além das técnicas do esporte. Para uma criança, o Tatam é uma verdadeira escola para a vida. É aqui que ela aprende que nem sempre vai vencer, mas que nunca deve desistir. Aprende a respeitar seus professores, seus colegas e adversários. Aprende que a disciplina vale muito mais do que o talento. Cada treino desenvolve não apenas habilidades físicas, mas também valores que elas levará para o resto da vida: respeito, responsabilidade, coragem, autocontrole e humildade. O jilgito se ensina a controlar as emoções, a resolver conflitos com inteligência e agir com equilíbrio. Quando formamos crianças mais disciplinadas, mais confiantes e conscientes, estamos contribuindo para uma sociedade melhor. Meio-dia mais 34 minutos. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência. Estamos ao vivo nesta quarta-feira. E olha só, um estudo falência hídrica global, lançado pelo Instituto para Água, Meio Ambiente e Saúde da ONU revela que muitos sistemas hidrológicos importantes ao redor do mundo chegaram num ponto sem volta, em que o volume de água extraída é muito maior que a reposição natural. E agora é o que nós vamos descobrir no nosso quadro, giro ambiental. A água sempre foi tratada como um recurso renovável, mas um novo estudo da Universidade das Nações Unidas acende um alerta importante. Em diversas regiões do mundo, o consumo já ultrapassa a capacidade da natureza de repor essas reservas. E o resultado é o que os pesquisadores chamam de falência hídrica. Mas o que esse conceito significa e como ele também pode impactar o nosso futuro? É sobre esse assunto que vamos conversar agora com o biólogo Edson Grandesoli. Seja muito bem-vindo, Edson, ao Giro Ambiental. E também muito obrigada por ter aceitado o nosso convite. Olá, Camila. Eu que agradeço muito o convite, viu? Para começar, eh, eu queria falar um pouco mais sobre esse termo falência hídrica. Ele chama muita atenção. Eh, eu queria que você falasse o que ele significa, eh, na prática e também porque os pesquisadores escolheram essa expressão específica. Uhum. É, falência hídrica, como você falou muito bem anteriormente, eh tem a ver justamente com a diminuição, eh, do acesso à água de qualidade por pessoas em diferentes partes do mundo. Então, por motivos naturais, mas especialmente por motivos antrópicos, pela urbanização, eh pelo desperdício da própria água. Em algumas regiões, os reservatórios, os mananciais começam a passar por um processo de dificuldade eh para voltar a ter água como tinha no ano anterior. É o que a gente tá vendo com muitos reservatórios, por exemplo, que abastecem a região metropolitana de São Paulo. De ano após ano, esses reservatórios têm a dificuldade de voltar a níveis de volume anteriores a e de anos anteriores. Então, à medida que isso vai acontecendo, as pessoas vão tendo menos acesso à água e a gente pode chegar, é o que a gente não quer, né, Camilea, em nenhum momento, chegar nesse ponto de falência hídrica, da gente não ter realmente aquele mínimo de água necessário paraas nossas necessidades básicas e também paraas necessidades das nossas atividades econômicas, certo? Então isso significa que alguns sistemas naturais eh já chegaram ou podem chegar a um ponto que eles não vão conseguir mais se recuperar. Exatamente. A gente tem visto isso, infelizmente, com uma certa regularidade, eh, por exemplo, com o sistema Cantareira, né, que é composto por cinco reservatórios. E você olhando a série histórica desses reservatórios, né, que formam um sistema, que são parte do sistema integrado, a gente vê que eles não têm conseguido se recuperar da mesma forma que eles se recuperaram eh no passado. Então, é muito importante as pessoas entenderem que, apesar da água eh ser tratada como um recurso renovável, né, e apesar de nós estamos também num país que detém uma grande quantidade de água doce do ponto de vista de de disponibilidade, essa água ela está mal distribuída. a gente tem muita água para lugares onde tem poucas pessoas de forma geral, menor densidade demográfica e menos água em locais onde a gente tem uma uma densidade demográfica maior. Eh, visto isso, é muito importante que não só as pessoas eh criem no seu dia a dia uma nova cultura relacionada à água, mas que também os governos criem mecanismos para que as pessoas continuem tendo água de qualidade todos os dias. Sim. E a gente tá acostumado a ouvir o termo crise hídrica, já faz parte do nosso dia a dia. Eh, queria que você falasse um pouquinho mais sobre a diferença entre crise hídrica e falência hídrica. É, a crise hídrica é quando a gente já mergulhou num processo onde a disponibilidade de água baixou de forma considerável. Foi o que a gente viveu, infelizmente, eh, nos anos de 2014, 2015. E agora, justamente a gente tá aí dentro do sistema de alerta, principalmente do sistema cantareira, que tá abaixo de 40% do seu volume útil. Então, a partir de um certo nível dos reservatórios, a gente entra num processo de crise hídrica, onde essa água vai ficando cada vez menos disponível. E é importante destacar eh que normalmente quem sofre mais nesses primeiros momentos da crise hídrica, como nesse momento que a gente tá vivendo agora, são as populações mais periféricas e mais vulneráveis. Então, essa questão da crise hídrica tem a ver com o momento que os reservatórios estão estão passando ou podem passar, que podem levar, caso não haja uma recuperação ao longo do tempo, a falência hídrica é um processo. Edson, você me falou algo agora que me chamou atenção, é que a crise hídrica atinge especificamente, eh, de forma mais forte, mais evidente, populações periféricas. Por que que isso acontece? Olha, eh, eu acho que um primeiro motivo é justamente a a falta de infraestrutura, né, eh, nesses locais mais periféricos, fora dos centros, principalmente das grandes cidades, né, falta de saneamento. O Brasil ainda tem ainda eh passa por um momento muito crônico do ponto de vista de falta de saneamento básico. É, e outro ponto que quando vai chegando a crise hídrica, eh, uma das formas de reservar um pouco mais de água é justamente diminuir a pressão de distribuição da água. E as pessoas que moram mais distantes dos pontos de distribuição, né, eh essa com a pressão mais baixa, a água tem mais dificuldade de chegar até as torneiras. Então, populações mais periféricas e também aquelas que moram em pontos mais altos da periferia, normalmente são as primeiras que ficam sem água. Isso acontece muitas vezes, inclusive fora de períodos de crise hídrica. Então, é um problema muito sério, muito grave, eh, que afeta milhares de pessoas todos os dias, especialmente no, especialmente nos grandes centros urbanos. E como que a comunidade chegou nesse cenário de falência hídrica? Quais foram as principais escolhas e atividades que contribuíram pra gente chegar a esse ponto? Olha, eu acho que são algumas, né? Eu acho que tudo tem a ver com a forma como nós nos relacionamos com a água. Então, do ponto de vista estrutural, a gente tem ainda uma enorme quantidade de perda de água nos canos de distribuição. Se estima que de 35 a 40% da água tratada se perca na se perca na rede de distribuição por vazamentos. Então esse é um motivo que leva à perda de água e consequentemente vai levando a gente para uma crise hídrica e depois em outro passo, para uma falência hídrica. Outro outro ponto é o uso abusivo da água, né? O desperdício, não só o desperdício de quem está em casa, está no seu apartamento, no seu condomínio, mas o desperdício também que se faz nas atividades industriais, nas atividades agropecuárias. E essas duas últimas são as atividades que mais utilizam água no Brasil e na maior parte do mundo. Então é um problema que não é concentrado na mão de poucos atores. É um problema sistêmico que tem que ser tratado pelo governo, pelos empresários e pela população em parceria. E o estudo eh da Universidade das Nações Unidas, que eu citei inicialmente mostra que não apenas a quantidade de água é algo que preocupa, mas também a qualidade dessa água. A a poluição das águas também é uma preocupação, com certeza, né? a falta de coleta e tratamento de esgoto é um problema muito sério. A a própria a a o próprio resíduo descartado eh nas cidades, na rua, de forma irregular, de forma incorreta, também pode chegar a diferentes corpos de água, rios e também depois, em última instância no oceano. E toda vez que a gente eh despeja esgoto diretamente em corpos de água, a gente não se preocupa com a coleta seletiva, com a destinação correta dos resíduos, tudo isso com o tempo vai tornando mais caro inclusive o próprio tratamento da nossa água. Então, é um ciclo aí que a gente entra de poluição, de descarte, eh, de material orgânico chegando às águas, que depois reverte para nós num custo aumentado para de novo ter água de qualidade para as pessoas. E você citou que os empresários também precisam rever essa forma de lidar com a água. A agricultura, né, principalmente no Brasil, é grande responsável por eh o consumo dessa água doce que a gente tem. É possível produzir alimento sem comprometer essa disponibilidade de recurso? Com certeza. Já existem muitas tecnologias no mundo, em outros países, que visam a otimização do uso do do uso desse recurso que tá se tornando cada vez mais escasso, que é a água. Então, de novo, a responsabilidade não é só de quem produz. A responsabilidade não é só do governo local ou do governo estadual ou do governo federal, é de toda a sociedade que tem que rever os seus processos na direção de uma nova cultura da água. E Edson, qual o papel das mudanças climáticas nesse processo? Elas aceleram essa falência hídrica? A gente tá falando muito atualmente de superninho, eh, ondas de calor também. Isso afeta? Ah, com certeza, Camila. A gente tem falado realmente cada vez maisanças climáticas, né? Especialmente agora com toda a divulgação que tá sendo feita a respeito do super Elon Ninho, né? eh que leva justamente à tendência de chuvas mais fortes no sul e períodos prolongados e severos de seca na região norte, na região nordeste. Então, as mudanças eh climáticas elas vem elas vêm aí como mais um fator eh para agravar a crise hídrica ou a falência hídrica em diferentes locais do Brasil. É importante destacar que as mudanças climáticas não são o principal fator, mas ela se soma a outros fatores que já acontecem eh historicamente, como a gente já falou, né? o desperdício, eh, o uso abusivo da água. Então, tudo isso tem que ser olhado de uma forma sistêmica, de uma forma complexa, na direção de busca de soluções e também de políticas públicas efetivas, certo? E quando esses reservatórios naturais eles são degradados, comprometidos, quais são as consequências também pro cotidiano das pessoas? Já falou um pouco como atinge população periférica, mas no dia a dia das pessoas, como que isso atinge elas? Bom, diretamente, né, a falta de água é um problema muito sério, né? Então, a gente tem todas as nossas atividades comprometidas de alguma forma. Preparo de alimento, banho, higiene, eh, especialmente quem tem especialmente ou talvez em especial pessoas que têm crianças pequenas em casa, né? Então, eh, essa, esse cenário é um cenário que pode agravar quadros de doenças, de epidemias que já estão aí, que fazem parte do nosso dia a dia. Eh, e as pessoas têm que procurar caminhos também, eh, quando possível, de forma individualizada para reservar a água, ter mais água disponível em casa para não depender. Eu sei que isso não é simples, né? não é todo mundo que pode ter ter no seu condomínio eh cisternas com água de reuso, mas existem caminhos também individuais que as pessoas podem eh se apoiar para ter aí uma garantia de um pouco mais de água de qualidade a partir de um momento que a gente tem uma crise hídrica mais severa. Certo? E um dos temas também abordados nesse estudo que me chamou atenção é o aumento dos fluxos migratórios e imigratórios. Eh, da forma que essa escassez de água também intensifica isso. Com certeza. E isso em muitos em muitos locais do mundo tem a ver justamente com as mudanças climáticas, né? Eh, muitos locais estão tendo, estão passando por ondas de calor, por um número de dias secos ao longo do ano, cada vez maior, e isso vai aumentando a pressão sobre a disponibilidade hídrica daquelas regiões até o ponto que a gente falou logo no começo, né, Camila, de falência hídrica. A partir do momento que você não tem uma disponibilidade de água em diferentes regiões, eh, qual é a solução que a gente tem? parte da população, ela pode migrar para outros locais, que são os deslocados climáticos, né, que migram na maioria das vezes dentro do próprio país. Mas existe uma parcela da população também que pouca gente fala, que são as populações que nem essas têm a capacidade de migrar para outras regiões dentro do mesmo país, que em inglês no relatório do IPCC são chamadas de populações que e é trapedid populations, né? e populações que est que caíram numa armadilha, que elas estão num local muito castigado pela seca, mas não tem, já não tem condições de migrar, de se deslocar. E essas populações precisam de muita ajuda, né? Então nós estamos falando aqui não só numa crise ambiental, mas numa crise majoritariamente humanitária. E essa é uma realidade é distante do Brasil ou já é presente também eh aqui no nosso país? você citou um pouco o sistema cantareira, então isso também é presente no nosso país? Olha, eh há poucos anos eh saiu um estudo de que está surgindo no Brasil ou já surgiu no Brasil uma das primeiras regiões de características áridas, né? a gente tem o semiári do brasileiro, que é a maior parte ou uma boa parte da região nordeste. E ali no norte da Bahia, se eu não me engano, Pernambuco, eh já há características de uma região de clima árido. Então, certamente o número de dias consecutivos secos tá aumentando cada vez mais nessas regiões e isso se já não está levando, vai levar ao deslocamento de populações que não vão vão ter mais acesso à água de qualidade. Então isso já está acontecendo em muitos lugares do mundo e se já não está acontecendo no Brasil, tem um potencial de acontecer eh num breve período de tempo. E o relatório, ele também fala em gestão da falência. Na prática, o que muda na forma como os governos devem administrar essa água? Olha, de muitas maneiras. Aqui no Brasil, infelizmente, também como em outros lugares do mundo, a gente a gente atua de forma muito reativa, né? A gente não se previne pra crise hídrica ou para qualquer outro tipo de crise que pode acontecer. Então, essa cultura da prevenção, ela é ainda muito incipiente no Brasil e é fundamental a gente entender que essas que muitas regiões do Brasil vão ter problemas de acesso à ágro e os governos locais em parceria com o estado, em parceria eh com a federação, precisam criar mecanismos de adaptação, criar mecanismos que garantam qualidade de vida para essas pessoas que moram nesse local. Muitas vezes a gente fala muito nas obras, né? Aqui em São Paulo, eh, se fizeram obras de grande porte para se trazer água de regiões cada vez mais distantes, por exemplo, pro sistema Cantareira. Mas, de novo, há caminhos muito importantes. É fundamental proteger os nossos mananciais, proteger as nossas florestas, que são os nossos berços de água, respeitar, controlar o uso da água subterrânea, que também é um grande problema. e de novo criar uma cultura de respeito com relação ao uso da água. Eh, você falou agora algumas ações, né, que podem ser feitas. É possível reverter esse cenário? Com certeza é possível reverter. A gente não está num ponto de falência hídrica, né, naquele que as pessoas estão usando mais do que a do que a natureza tá tendo capacidade de renovar. Eu tô falando especialmente aqui da região metropolitana de São Paulo, né, que é eh onde tá se falando mais de de crise hídrica por conta justamente do volume útil atual do Cantareira. Mas de novo, esse ponto é muito importante, né? É possível reverter e para além de reverter a gente precisa criar essa cultura de prevenção, conservar as nossas florestas, conservar os nossos mananciais, usar a água de forma racional, reduzir as perdas do sistema de transporte. E nós no dia a dia economizar, né, que não é tão difícil assim. E sem querer ser catastrófica, mas se a gente não mudar o jeito como a gente lida com a água, ela pode acabar a água potável no planeta? Ela pode chegar ao fim? Olha, ninguém ninguém quer eh colocar um um cenário como esse tão catastrófico como você colocou, né? Eh, mas obviamente a gente já tá vendo eh outros padrões, né, de de agressão à natureza, de superuso de recursos, que a gente vê que muitas vezes que os ecossistemas chegam no chamado ponto de não retorno. Eles não conseguem voltar a uma configuração parecida com o que tinha antes. Então, a destruição de florestas, a destruição, a poluição dos nossos mananciais, tudo isso pode levar a um quadro de novo. Ninguém quer isso, né? mas pode sim levar a um quadro até mais crítico daquele que a gente viveu em 201425 na região metropolitana de São Paulo com relação à disponibilidade de água. E pra gente encerrar, eh qual a principal mensagem que esse estudo também deixa para todos nós? Eh o que cada pessoa pode fazer de forma individual em casa? A gente sempre ouve falar e em reduzir o tempo de banho, desligar as torneiras. Isso realmente é uma solução? Resolve? Com certeza. Eh, mas a gente não pode responsabilizar somente o consumidor doméstico de forma individual. As ações coletivas, as ações governamentais, todas elas em conjunto com ações individuais. É aquilo que a gente aprende na escola desde cedo, né, Camila, na por meio da educação ambiental, né? Não escove a torneira, não escove o dente com a torneira aberta, tome banhos mais curtos, não empurre folhinha na calçada com a mangueira de água, né? São todos processos que a gente aprende desde muito cedo, né? De novo, essas eh essas ações individuais são muito importantes, mas o consumidor doméstico não pode ser responsabilizado. Há toda uma cadeia que tem que trabalhar de forma preventiva para que a água não falte para ninguém. E um caminho muito importante é justamente justamente nesse ano que nós estamos, é procurar candidatos que efetivamente ten um programa de governo e uma pauta socioambiental muito sólida. Então votar em políticos que estão aí em ano de eleição, procurar aqueles que estão efetivamente realmente preocupados com as questões socioambientais é um ponto fundamental da nossa cidadania. Edson Grandes OL, muito obrigada pela participação aqui no Giro Ambiental e também pelos esclarecimentos. Muito bom. Obrigado, Camila. Foi um prazer. Agradeço também a sua audiência. Eu fico por aqui, mas você continua para conferir as curiosidades do meu ambiente. Até mais. Uma pesquisa publicada na revista Animal Behavior revelou que diferentes espécies de animais se comunicam entre si para cooperar e aumentar as chances de sobrevivência na natureza. O estudo foi desenvolvido a partir de um encontro interdisciplinar realizado em Cambridge e reuniu especialistas das áreas de biologia, antropologia e linguística. Os pesquisadores concluíram que a troca de sinais entre espécies distintas ajuda na busca por alimento, na identificação de ameaças e na realização de atividades que beneficiam todos os envolvidos. A descoberta amplia a compreensão sobre a complexidade das relações ecológicas e da comunicação animal. Hoje, quarta Quarta-feira, o sol aparece durante todo o dia e faz calor, mas a partir de amanhã o tempo já começa a mudar. Nebulosidade aumenta, tem previsão de chuva para a tarde. Não deve ser em grande intensidade, mas se vier vai ajudar a melhorar a umidade relativa do ar. E deve ventar à tarde também, viu? que alivia essa sensação de calor. Vamos às temperaturas porque elas já estão aqui na minha tela para amanhã, quinta-feira. A mínima segue em 17º e a máxima pode chegar aos 28 aqui na cidade de Campinas. O jornal Câmara Notícia fica por aqui. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência. Continue na programação. Lembrando que hoje é quarta-feira, a partir das 6 horas da tarde, acontece a 41ª reunião ordinária e eu volto amanhã na quinta-feira ao meiodia ao vivo. Te espero até lá. Ciao. Ciao. เฮ