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Move Beds Educativa da semana do motociclista para conscientizar sobre a segurança no trânsito. A Associação Comercial e Industrial de Campinas lança a plataforma Banco de Currículos para empresas e profissionais da região. Câmara Integrada comemora os aniversários dos servidores comissionados e terceirizados do mês de julho, em grande estilo, com muita música boa. No Gira Ambiental, vamos falar sobre o projeto Idarça, que utiliza inteligência artificial para monitorar e identificar peixes na Amazônia. Olá, boa tarde. Chegamos ao meio da semana, quarta-feira, 29 de julho de 2026. Começa agora o jornal Câmara Notícia ao vivo meio-dia, mais um minuto. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência e vamos conversar. Participe, mande a sua mensagem para o número do nosso WhatsApp. 19 é o nosso DDD. Para você que é de Campinas e região já sabe, né? Pode ir direto. O número aparece aqui embaixo da sua tela, é o 97829377. Ou você pode participar mandando o seu elogio, uma crítica construtiva, o que você quer assistir aqui no nosso telejornal, apontando a câmera do seu celular para o Qcode. A Indec está realizando a semana do motociclista com uma blitz educativa realizada na Avenida Liquis da Cunha, nas proximidades ali da estação BRT. era para reforçar a importância da adoção de comportamentos seguros para prevenir sinistros e também preservar vidas no trânsito. Então eu aciono agora o repórter Felipe Gomes com todas as informações. Seja bem-vindo e boa tarde, Felipe. Boa tarde, Gabriel. Boa tarde para você que está acompanhando a programação ao vivo da TV Câmara Campinas. Olha, é isso mesmo, Gabriel. A INDEC realiza nesta quarta-feira mais uma ação da semana do motociclista. A iniciativa reúne orientações e distribuição de equipamentos de segurança para conscientizar quem utiliza a moto no dia a dia sobre a importância da prevenção de acidentes. Mas quem está aqui comigo vai trazer todos os detalhes sobre a ação é ele, Luiz Carlos Mec. Ele que é líder operacional na Divisão de Educação e Cidadania. Luiz, seja muito bem-vindo. Muito obrigado. Primeiro explique pra gente qual é a importância da realização dessa semana do motociclista. É muito importante essa semana do motociclista, principalmente pela prevenção de sinistro no trânsito na cidade. Eh, já estamos tendo uma melhora aí na no quadro de eh de sinistralidade na cidade, né? uma redução bacana nesses primeiros 5 meses que desse ano de 2026, tá? E estamos aqui nessa semana para tentar reduzir mais ainda essa sinestralidade na cidade de Campinas. E sobre a ação de hoje, o que tá sendo distribuído aqui pra população motociclista que está passando por aqui? Hoje estamos distribuindo 250 antenas juntamente com o parceiro aqui da CCR, tá? E também temos mais eventos aí no decorrer dessa dessa semana. Aproveitando um pouco o gancho da resposta do senhor sobre os eventos dessa semana, quais são esses eventos pra população que está nos acompanhando em casa? ficou curiosa e quis e se quiser acompanhar. Ótimo. Dia 30 eh iremos estar ali na Avenida Teodoreto de Almeida Camargo, ao lado da Bambini, né, próximo ali a ao tapetão, né, que o pessoal conhece bem aqui na cidade. E estaremos juntamente com outra concessionária, parceira nossa, que é a Rota das Bandeiras, tá? No horário das 11 às 14 horas. E o senhor também citou a questão das concessionárias. A gente está vendo que aqui hoje tem a participação de uma concessionária. Como que explica pra gente como funciona essa parceria entre vocês? São concessionárias das estradas que eh passam pela cidade de Campinas. Então elas esses índices de sinistralidades, eles também agregam dentro da cidade, né, esses números. Então, nada mais justo de tá sendo parceiros deles e eles trazendo também um material aí paraa gente tá eh evitando essa sinestralidade no em todo o contexto da cidade por eles cruzarem por dentro das da cidade de Campinas. Então essa parceria era muito bem-vinda, né, por causa desse material que a INDEC também eh faz essa distribuição de folhetos orientativos aí para os motociclistas e também tem mais programação para pr pra semana, viu? E sobre as orientações para quem para quem está nos acompanhando em casa, quais são essas orientações para quem utiliza a moto no dia a dia? Certo? principal capacete afivelado, né? muito motociclista ele usa sem o fecho no pescoço e isso é muito prejudicial ele num caso de um sinistro ele perder esse capacete, né, ali naquele momento e não salvar ali a vida dele naquele momento. essa antena que a gente tá distribuindo devido ao mês de julho, se é um mês de férias das crianças, muita pipa, né, no ar aí da cidade e muitos deles usam o cerol. E essa antena, ela tem uma serrinha no pontinho de cima dela que se tiver essa linha cortante e esse motor seguida, naquele momento, pode virar trazer ele a um óbito, né, de cortar o pescoço dele. Então essa serrinha ela ela vai cortar essa linha e ele vai poder transitar em segurança. Também é orientado a roupas grossas, né? Porque a roupa, uma jaqueta, uma calça comprida, um sapato fechado, ela evita o quê? Numa queda, que que pode acontecer? Ela é uma segunda pele, porque protege o corpo desse motociclista, né? Umas luvas também. Sempre muito bom ele tá usando esses essas proteções que é para ele mesmo ali num sinistro ali de uma queda ou numa colisão com algum tipo de automóvel. Ô Luiz, e a gente sabe que hoje em dia o número de acidentes e mortes envolvendo motociclistas é preocupante no país inteiro. Como ações como essa desenvolvida pela Endec em parceria com as concessionárias pode auxiliar para a redução desses números. Por quê? É um momento de reflexão, de quando você para o motociclista e você orienta ele, dá um brinde para ele e dá uma sensação de proteção para ele, orientação e o acessório para ele se proteger. Isso acho que é fundamental de toda a prefeitura, toda, todo o órgão que trabalha com trânsito na cidade que onde eles transitam e e isso em âmbito nacional mesmo, né? não só da cidade de Campinas, mas eu acho que em Brasil, por como nós conseguimos reduzir nesses primeiros 5 meses da deste ano, eu acredito com ações pontuais, né, como nós fazemos mensalmente também ações, não é só por causa do da semana do motociclista, sim durante todo o os meses do ano, a indec ela tá sempre fazendo ações em semáforo, entregando um material ali, fazendo abordagem de motociclista. Também fazemos eh entregas de antenas também que o o próprio poder público também ele entrega essas antenas também, tá? E fazemos o workshop também, eh, que é uma, a gente leva o motociclista lá paraa INDEC e faz orientações de trânsito. Inclusive, sábado vai ter um desses workshop lá na Ideec. E no domingo, dia 2, vai ter um simulado lá na Praça Araltos da Paz, envolvendo SAMU, Endec e alguns outros parceiros que vai simular um sinício de motociclista caído no junto à via. E isso para quê? pra gente eh alertar a população e aí a população que está lá fazendo a caminhada vai ver essa sinistralidade ali, mas é só um simulado, inclusive com ambulância, fazendo socorro e e tentar trazer para ele esse sentimento aí de que precisa se proteger, né? E sempre tá lembrando também que o quê? No trânsito o veículo maior sempre protegeu o menor, né? no caso, os automóveis, os motoristas, eh, tentar sinalizar com seta, né, para que evite esse siníço, porque existe muitos pontos cegos também do carro para a moto. E o que acontece é nesse ponto cego, onde o motorista acaba não olhando muito o retrovisor, que pode acontecer ali um abalroamento ali e uma queda de um motociclista e uma fatalidade. Certo? Tá certo. Então, Luiz, muito obrigado e obrigado pela disponibilidade de nos receber aqui. Você conferiu aí, então, Gabriel, você aí de casa, quais são essas ações que estão sendo desenvolvidas pela Entec em parceria com as concessionárias durante essa semana do motociclista? Volto com você aí no estúdio, Gabriel. Informações importantes, né, aos motoristas. Muito obrigado ao nosso repórter Felipe Gomes e também a disponibilidade do tempo do Luís Carlos Mec, que é o líder operacional na Divisão de Educação e Cidadania da Imbec, por todas essas informações. Bom, olha só, os Estados Unidos anunciaram na última quinta-feira a aplicação de uma nova tarifa sobre importações ao Brasil e mais 60 países. A justificativa é que o país adota práticas comerciais consideradas desleais por não proibirem nem fiscalizarem adequadamente a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. A tarifa de 25% já atinge setores como máquinas agrícolas, etanol, calçados, vestuário, produtos de madeira. Estimativas citadas pela Reuters indicam que a medida pode alcançar entre 7 e 11 bilhões de dólares em exportações brasileiras. Para nos contar o panorama atual, eu converso agora com Luís Garcia. Ele que é advogado, tributarista pela USP, sócio do Taxi Group, administrador de empresas pela FGV, especialista em governança e complice. Então, Luís, primeiramente muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo, ter aceito o convite para participar aqui do nosso telejornal do Câmara Notícia. E diante dessa justificativa, a primeira pergunta que eu faço é: os Estados Unidos estão relacionando essa medida ao combate, ao trabalho forçado? Como é que esse mecanismo funciona? Seja bem-vindo e uma boa tarde. Boa tarde. Boa tarde. Bom, eh, na primeira tentativa que os Estados Unidos fez, ele utilizou, eh, uma via que foi considerada como inadequada paraa Suprema Corte americana. O que eles fizeram agora, eh, são, eh, a utilização de outras vias em para justificar, né, eh, do, do Código Comércio Americano, a aplicação de novas tarifas. Essa essa última de 12,5, ela vem eh e ela ela é embasada na no eventual ou na eventual ausência de controles por parte do do Brasil de combater eh o trabalho escravo. Ou seja, o que se viu desde o começo, inclusive na questão dos 25%, é que o se tem se utilizado até de forma elástica de uma série de justificativas para se aplicar novas sanções ao Brasil. E o que chamou atenção também é que nenhuma delas nos pareceu que houve uma ampla discussão com o governo brasileiro, seja com iniciativa do governo americano do governo brasileiro também, porque nós sabemos que o Brasil internamente, até no próprio Ministério do Trabalho, tem uma série de ações que buscam combater a questão do trabalho escravo. Ou seja, eu acho que pela capacidade que a gente tem de eh eventualmente negociar, pela importância que o Brasil tem no comércio mundial, poderiam ter sido feitos mais esforços para se evitar pelo menos essa essa segunda onda eh de novas tarifas que prejudicam de sobre maneira uma série de setores em particulares em particular aquele aqueles que você citou. Ô Luiz Garcia, já já nós vamos mostrar um vídeo do Luís Henrique, que é o diretor do CESP Campinas e ele fala com estranheza sobre essa questão de trabalho escravo. Ele quer mais detalhes porque ele fala que o Ministério do Trabalho faz realmente, né, um esforço muito grande, um mapeamento no nosso país. E aí ele queria saber mais detalhes se tem o nome dessas empresas. Essa decisão, então, dá para saber se é mais econômica ou política. É possível separar essas duas questões? É difícil separar, mas tem contornos e decisões eh políticas também, tá? Ou seja, quando você usa a sessão 301 e parte dela foi justificada, por exemplo, pela questão do Brasil eh ter apoiado ou institucionalizado o Pix, você vê que houve um um uma interpretação muito elástica da 301, ou seja, ela fala em em ações que outros países tomam que venham a prejudicar o comércio nos Estados Unidos. Aí você entra, quando você entra no âmbito do Pix, você acaba eh passando eh eh o raciocínio é o seguinte, como é é um patrocínio estatal, você acaba tendo uma ausência de concorrência correta com as empresas americanas, empresas eh financeiras ou de cartões de crédito, etc, etc, que prejudica o comércio americano. Quando você fala na questão eh do trabalho escravo, você acaba ignorando uma série de ações que o país faz também para combater o trabalho escravo. Ou seja, uma elasticidade muito grande. Só que nós estamos falando da maior economia do mundo. Onde é que o Brasil eventualmente falhou? Ao não ser mais combativo com relação a isso pela via diplomática. Aí também entra também uma questão política preocupante. Nos pareceu até uma certa leniência do governo brasileiro em aceitar eventualmente esse tipo de tarifa. Eh, porque há também umação bastante política disso. Então, o seu ponto é muito importante. Nós estamos vendo uma uma realidade onde a questão política e a questão econômica se misturam de forma bastante intensa dos dois lados, seja do lado eh americano, que muitas vezes falta há uma ausência justificativa técnica eh clara para você impor as tarifas, seja do lado eh do governo brasileiro, que muitas vezes poderia ter sido mais eficiente na busca de se evitar essas sobretaxas. Luí, para quem está nos acompanhando, viu também reportagens nos jornais e tá em dúvida. Bom, vai vir uma tarifa sobre produtos brasileiros, as pessoas vão sentir essa taxação no dia a dia? Tem alguns produtos, algumas áreas que podem repassar os preços aos clientes? Sim. Eh, todo mundo sente, tá? Ah, sua pergunta é muito boa. Não há quem não sinta por uma série de fatores. Por exemplo, a gente acabou de ver um estudo eh da Associação Industrial de Minas Gerais, em que eles eh fazem a seguinte análise. Por exemplo, a partir do momento que o aço brasileiro é taxado e você reduz o volume de exportações pros Estados Unidos, você vai ter um impacto sobre toda a cadeia, é sobre a cadeia de minério de ferro, depois sobre as transportadoras que fazem esses transportes, eles chegam até, por exemplo, impacto nos postos de combustíveis onde os caminões deixam de visitar mais vezes. Então tudo isso acaba eh gerando um impacto sobre o mercado de trabalho e que pode se ampliar se o Brasil fizer qualquer tipo de retaliação mais pesada, por exemplo. Ao mesmo tempo, entram menos dólares no Brasil. Ao entrar menos dólares no Brasil, há uma valorização da moeda e tudo é muito baseado em termos de preço no dólar, ou seja, há uma pressão inflacionária também. Então, seja pela questão do emprego, seja por uma questão de desaceleração da economia, seja por uma questão de uma apreciação do valor do dólar, não há quem não vá sentir quando a maior economia do mundo faz qualquer tipo de retalhação tarifária com o nosso país. Para tentar reverter esta decisão, as empresas brasileiras vão precisar reforçar mecanismos aí de complice para comprovar que não utilizam o trabalho. Análogo ao escravo. E já emendo, o Brasil pode contestar essa decisão em organismos internacionais como a Organização Mundial do Comércio? Sim, essa começando pela pela última parte da sua pergunta, sim, é um mecanismo. O segundo ponto é reforçar o compli sem dúvida nenhuma. E o ponto talvez mais importante é a questão de um comportamento da nossa política externa de voltado à negociação, voltado à conciliação. Eh, não se recomenda que a gente faça uma retaliação ampla, talvez alguma coisa pontual, principalmente naqueles produtos em que há uma maior dependência da economia americana. você vê que o agro ele foi menos impactado por uma questão de inflação interna dos Estados Unidos, né, como a própria guerra eh no Golfo, no Irã, etc, etc, fez com que já houvesse uma pressão inflacionária nos Estados Unidos. não poderiam se dar o luxo de ter mais pressões inflacionárias com produtos importantes do agrobrasileiro. Também há há uma possibilidade de você fazer uma uma retaliação específica com relação a carvão, por exemplo. Mas eh dito tudo isso, mais importante é nós buscarmos uma relação saudável de médio e longo prazo, com a maior economia do mundo. As empresas brasileiras, quando elas perdem mercado, você demora muito para recuperar. Por exemplo, eh, antes da da primeira taxação lá atrás, eh nós tínhamos a a Colômbia exportava 8% menos café do que o Brasil para os Estados Unidos. Hoje ela exporta 40% a mais. E quando você perde mercado, para você recuperar esse mercado demora anos. Então nós temos que ser muito ágeis em se evitar que ocorram novas taxações, em se reverter a que existem, as que existem e negociar, porque o preço para a economia brasileira que é muito fragilizada, isso é importante se dizer também, as indústrias brasileiras em que pesem as taxações americanas, elas já são fragilizadas. Nós já entramos no comércio internacional eh com uma série de pesos estatais como a questão tributária, a questão da legislação trabalhista, a alta taxa de juros, muito fragilizados. Então, quando a gente sofre qualquer revés, é muito difícil a gente ter qualquer tipo de tomada eh eh qualquer recuperação rápida, porque nós já estamos em desvantagem. E o próprio governo também, como ele tem uma política fiscal complicada, ele não consegue compensar reduzindo a taxa interna da carga tributária. Ou seja, é muito problemático. A gente tem que procurar resolver o mais rápido possível, porque a cada dia que passa o prejuízo é maior para as empresas e, como você também mencionou, para toda a população. Ô Luiz, existem mecanismos tributários que podem amenizar aí os impactos para as empresas brasileiras? Sim, há uma série de iniciativas que poderiam ser tomadas, seja eh especificamente eh para aquelas empresas que fazem a as exportações, incentivos relacionados à questão eh de produção, redução de carga tributária pontual. Eh, qual é o problema? O problema é que o país vive uma crise fiscal. Nós não podemos perder R$ 1 de arrecadação por uma irresponsabilidade do governo. Então, quando ele precisa mexer na carga tributária, ele não tem margem. Por isso, como eu mencionei, quando você tem qualquer situação em que você precisa reagir rapidamente, você não tem essa possibilidade, porque você não pode perder a arrecadação. Então, em que pese uma série de dispositivos que poderiam ser colocados, inclusive com incentivos eh às empresas que estão sendo mais eh prejudicadas, você não consegue. E aí quando você concede eventualmente para um setor, outros setores querem eh também é importante dizer que nós temos uma reforma tributária que deve se iniciar eh de forma eh mais eh mais objetiva e pesada em 2027 e que ela traz uma série de problemáticas para uma série de empresas também. Então nós estamos vivendo uma uma espécie de uma tempestade perfeita. Nós fomos sobretaxados, nós temos uma alta carga tributária interna, nós temos uma elevadíssima taxa de juros, nós temos problemas de infraestrutura muito grandes. Todos os fatos apontam para que a gente tenha uma problemática muito grave com a questão americana, sem uma capacidade rápida de reação que não seja pela via diplomática. Se a gente pudesse reduzir rapidamente a carga tributária interna, etc, etc., amenizaria. Mas a gente não consegue, infelizmente, fazer isso. E para buscar novos mercados, existe muita burocracia ali, um processo jurídico que pode ser longo. O grande problema de de mercados, primeiro que muitos já estão abastecidos. Eh, segundo é você passar por processos de homologação que demoram eh um certo tempo, né? você precisa ganhar esses mercados e passar para um processo de homologação. Terceiro, a gente não pode esquecer que com a guerra do Irã, a questão logística global ficou muito mais cara. Então, quando você faz qualquer reversão que você dependa de uma malha logística em que efetivamente você vai precisar de agilidade, flexibilidade e custos adequados, você pode ter um problema também. é uma possibilidade que está sendo estudada pela maioria das empresas, mas de novo isso exige investimento muitas vezes. E aí eu volto naquele ponto eh novamente em termos de capacidade de investimento, a nossa indústria está muito muito prejudicada, porque não há margem para isso. Como é que você vai investir com uma taxa de juros tão elevada? Como é que você vai investir com records de carga tributária anuais? Todos os anos a carga aumenta cada vez mais. Eh, como é que você vai investir com problemas de infraestrutura tão grandes? Então assim, é uma possibilidade, mas a gente vai ter muito mais dificuldade do que teria se a gente tivesse evitado de alguma forma essas sobretaxas que vão custar cada vez mais caro para o país. Luís Garcia, advogado tributarista, muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo. As informações que foram trazidas aqui de grande valia pro nosso telespectador para entender o atual momento que nós estamos vivendo. já faço um novo convite pro senhor retornar ao nosso telejornal para falar sobre esse, mas também sobre outros assuntos e fica aberto à suas considerações finais. Eu agradeço, fico à disposição. É um assunto de suma importância. Nosso país depende muito da indústria, do emprego e de uma eh política internacional responsável. Vamos todos eh forças nesse sentido para que a população não seja prejudicada. Muito obrigado. Nós aqui agradecemos a participação do Luiz ao vivo nesta quarta-feira aqui no jornal Câmara Notícia. Vamos com as notícias da Metrópole, mas ainda sobre esta temática, viu? Porque o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo, Ciesp, contestou a decisão dos Estados Unidos de imporem uma nova tarifa sobre produtos brasileiros e também fala sobre a grave acusação de trabalho forçado nas empresas do país. 18% das exportações manufaturadas da região de Campinas vão para os Estados Unidos. é um volume muito significativo. São produtos farmacêuticos, químicos, eh manufaturados, metalúrgicos, diversos produtos que t um valor muito importante para a nossa balança comercial e também para a geração de empregos. Nós sabemos que essa nova que esse impacto de 12,5% poderá trazer desemprego e temos que ter esse problema resolvido rapidamente, pois o Brasil necessita das empresas voltando a exportar com carga total. O Brasil é signatário de diversas convenções internacionais de trabalho e tanto a Justiça do Trabalho, o Ministério do Trabalho fazem um acompanhamento muito sério sobre todas as empresas e principalmente nas indústrias paulistas. Então essa retaliação, essa nova tarifa, alegando questões trabalhistas, talvez seja, né, não sabemos o motivo. Então um caso isolado que precisamos descobrir e serem, né, realmente os Estados Unidos tem que contar pra gente o que que aconteceu para ter essa essa punição. Meiodia mais 26 minutos. Olha só, a Associação Comercial Industrial de Campinas, aque lançou um banco de currículos para aproximar empresas que estão contratando de profissionais em busca de oportunidades de trabalho em Campinas e região. A proposta do banco de currículos da Associação Comercial e Industrial de Campinas é reunir em um único ambiente online empresas com vagas abertas e pessoas interessadas em novas oportunidades de emprego. É mais uma iniciativa da Associação Comercial de possibilitar aos comerciantes e as pessoas que estão procurando emprego, procurando uma oportunidade de trabalho de de ocorrer uma concentração dessa necessidade e a disponibilidade dos candidatos. Então, os comerciantes vão poder eh anunciar as vagas, as características que ele precisa do colaborador, para que setor de de cada loja ou cada comércio que ele tá oferecendo essas vagas. E por outro lado, os candidatos vão ter essa vitrine, essa possibilidade de enviar seus currículos de uma forma mais objetiva para conseguir um uma nova recolocação ou um novo como se fosse também um primeiro emprego. A nova plataforma foi desenvolvida para atender uma demanda frequente do setor empresarial, a dificuldade de encontrar candidatos com perfis alinhados às necessidades das organizações. E é um serviço que vai facilitar muito aos nossos associados, porque ele vai ter ali uma ampla oportunidade de poder fazer uma escolha para uma futura entrevista e ser muito assertivo na contratação. Um dos diferenciais da plataforma é o foco regional. O banco de currículos foi estruturado para atender empresas instaladas em Campinas e cidades do entorno, aproximando profissionais que vivem ou desejam atuar na região. É mais uma uma oportunidade, né, uma plataforma para que tudo isso aconteça e facilitando muito a a contratação pelo comércio e também que os candidatos tenham essa nova oportunidade. É mais uma oportunidade para eles. começa agora já em primeiro de agosto, né? Ela já estava em formato de teste, tá sendo divulgada através do nosso banco de de dados, através dos nossos meios, para eh que o comerciante fique eh sabendo disso e o as pessoas também. Eleitoras e eleitores podem solicitar a habilitação para votar em trânsito nas eleições deste ano, quando é feito a transferência temporária da sessão eleitoral, permitindo que a pessoa vote em uma cidade diferente daquela em que está registrada. Confira as regras e como fazer o pedido para quem está nesta situação para votar nas eleições gerais de outubro. O prazo para solicitar o voto em trânsito para garantir o direito de votar nas eleições gerais vai até o dia 20 de agosto. Podem votar brasileiros com 16 anos ou mais. O alistamento eleitoral é facultativo aos jovens e aos maiores de 70 anos e pessoas analfabetas. Para os demais, o voto é obrigatório. O procedimento que garante aos eleitores a possibilidade de votar em uma cidade diferente daquela em que está o seu domicílio eleitoral não é obrigatório, mas é a garantia do eleitor de participação no pleito. A medida também vale para as pessoas com deficiência. Se essas pessoas estão cadastradas numa sessão que não tem acessibilidade e porventura precisem eh desse tipo de sessão, é o momento delas cadastrarem. Também podem se cadastrar quem está a serviço da justiça eleitoral e não vai poder se dirigir até o seu local de votação naquele momento, como o caso dos policiais, né, e guardas civis. O voto em trânsito deve ser feito em sessões onde há vagas. Para isso, o eleitor, ao preencher o formulário, vai receber uma lista de locais. Ele faz a escolha, mas a sessão em que esse voto poderá ser exercido em outubro só estará disponibilizado em setembro por meio do aplicativo do e-título. Algumas observações devem ser feitas para o cadastro do voto em trânsito. É preciso fazer o cadastro antes. Não basta que a pessoa no dia da eleição chegue a uma sessão e diga que quer votar em trânsito, tá? Isso não é possível. Eh, a pessoa precisa, reforço se cadastrar nesse prazo até o dia 20 de agosto para que todas as a providências com relação a essa transferência temporária sejam feitas. Ele pode ser feito por intermédio da internet, no site do TSE, no autoatendimento eleitoral ou presencialmente nos cartórios eleitorais. É bastante fácil, é rápido, a pessoa pode se cadastrar apenas para um turno, pode se cadastrar para os dois. É preciso ver quais locais de votação estão aptos a receber esses eleitores em votação em trânsito. Se o eleitor não solicitar o voto em trânsito, pode simplesmente justificar a ausência no dia da eleição ou até 60 dias após cada turno, desde que cumpra as regras da justiça eleitoral. Eleitores que estiverem fora do seu estado de origem no dia da eleição devem-se atentar a algumas regras para o voto em trânsito. Essa opção de cadastramento de voto em trânsito, ela pode ser feita em qualquer católica eleitoral do país, tá? Lembrando que pras pessoas que vão se cadastrar para votar em trânsito num estado diferente do que votam, elas só vão votar para presidente, tá? as pessoas que estão que vão se cadastrar para votar em trânsito, mas estão dentro do mesmo estado em que votam, vão conseguir votar para todos os cargos, eh, independentemente da cidade em que estiverem. que a transferência é temporária. Eh, uma vez passado o prazo das eleições, a partir de novembro de 2026, a sessão da da pessoa, o local de votação é restabelecido ao que está no cadastro eleitoral de maneira permanente. Meio-dia, mais 32 minutos. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência. Estamos ao vivo nesta quarta-feira. Vamos com as notícias do legislativo, porque melhorar o acesso dos moradores do Parque Itália à marginal do Pissarrão foi o objetivo de uma indicação apresentada pelo vereador Paulo Hadad em 2024. O pedido apontava os problemas enfrentados diariamente pelos motoristas nos horários de pico. Agora, a prefeitura anunciou a construção de uma nova alça de acesso e o prolongamento de uma das ruas da região. Uma indicação apresentada em 2024 pelo vereador Paulo Hadad, pediu melhorias no trânsito para facilitar o acesso dos moradores do Parque Itália, Avenida Prefeito Magal Teixeira, Mariginaldo Pissarrão. Bom, e a justificativa é o trânsito enfrentado pelos motoristas todos os dias, principalmente durante os horários de pico. A intervenção deve melhorar essa situação, inclusive facilitando a saída dos moradores do bairro. uma reivindicação muito justa, porque os os moradores aqui do entorno para acessar esse espaço, acessar essa esse essa marginal do pissarrão tinham grande dificuldade, travessia de pedestre, enfim. Então, para que eles conseguissem chegar ali na região do Mário Gate, na Kidaban, era um problema muito grande, né? demandava muito tempo. Agora com abertura, com prolongamento da da avenida da da rua Francisco Bueno de Lacerda, que houve por bem a a o prefeito e a INDEC, né, se debruçarem nessa demanda e terem a a a o entendimento de que isso era extremamente importante pra população, serão mais 280 m, né, da rua que será prolongada com asfalto, enfim, toda a infraestrutura, dando aí uma qualidade no nosso sistema viário da região do Parque Itália de extrema importância pra população dessa região. A obra também prevê o prolongamento da via e a implantação de toda a sinalização de trânsito pela INDEC, parte de infraestrutura, né? sinalização de solo, sinalização vertical, galerias, enfim, tudo aquilo que que tudo aquilo que é importante paraa realização de uma obra desse montante é um são eh o aporte financeiro R$ 1.200.000 vai impactar sobremaneira. São mais de 34.000 veículos que passam aqui todos os dias. Então isso vai desafogar o trânsito de uma forma evitando até que as pessoas tenham que passar pelo túnel para chegar ao centro da cidade de Campinas. Bom, é uma previsão ou ainda não, vereador? Ó, o início da obra será agora em julho. Eu acredito que é uma obra que não demande muito tempo, mas acho que até o final do ano, né, no máximo até novembro, você deve ficar pronto. Quem mora por aqui agradece. Vai melhorar bastante porque nós vamos ter uma saída agora para as Amoreiras, né, pra região aqui do Mário Gate e pro centro da cidade também. A gente não precisa nem passar pelo túnel e talvez a distância diminua bastante. Foi feito um abaixo assinado. Isso em 2024 foi feito um abaixo assinado e solicitando essa saída aqui paraas amoreiras direto. Bom, e surtiu efeito, né? Porque agora a obra vai sair do papel e vai pelo jeito sim, né? De acordo com a fala do vereador, o as obras já deverão ser iniciadas e a gente já nota que já saiu o estacionamento que tinha ali do lado, né? Vai facilitar a vida de muita gente, com certeza. A Frente Parlamentar pela Cannabis Medicinal e Câamo Industrial da Câmara de Campinas encerrou o primeiro semestre com discussões sobre o acesso a medicamentos e os avanços na regulamentação do setor. A Frente Parlamentar pela cannabis medicinal e Cânam Industrial retomou os trabalhos em 2026 com objetivo de acompanhar as políticas públicas e ampliar o debate sobre o acesso a medicamentos à base de cannabis. O grupo é coordenado pela vereadora Paula Miguel e reúne representantes do poder público, especialistas, pacientes e entidades da sociedade civil. A Frente Parlamentária da Canabis Medicina Arcan Industrial, né, ela foi recriada nesse segundo mandato e esse ano a gente teve uma mudança importante que é essa questão da Anvisa. A Anvisa, né, ela é quem faz a regulação dos nossos medicamentos e muitas vezes eh o medicamento ele para ele estar no Brasil, né, às vezes já foi testado internacionalmente em diversos outros países, mas aqui ela precisa ainda passar pela Anvisa. E quando a Anvisa coloca esse debate em pauta, a gente consegue deslumbrar a mudança de diversas patologias. com pessoas que sofrem com dores crônicas, como fibromialgia, eh casos de epilepsia também e pessoas muitas vezes até mesmo aqui do estado de São Paulo, que aqui a gente tem três patologias que são autorizadas pelo governo que podem acessar medicamentos abaixo de cannabis, que éox custô, esclerose tuberosa e um outro tipo e síndrome de dravê. Criada para acompanhar a legislação e discutir políticas públicas sobre cannabis medicinal e cânrial, a Frente Parlamentar também busca incentivar pesquisas e contribuir para a construção de propostas voltadas ao município. Os trabalhos terão continuidade no segundo semestre. A gente gostaria muito de que esse eh que o debate avançasse aqui no município de Campinas. Então, a gente tem alguns projetos já para que avance, né, a cannabis no município, que passa pela preparação dos profissionais de saúde, do atendimento ao post de saúde, para que as pessoas que estão ali diariamente, né, quando chegar um paciente que faz a utilização na cannabis, que ele não sofra com preconceito, mas que ele consiga, né, ter ali o atendimento completo e também entender quais são as interações que esses medicamentos podem fazer com a população. E aí medicamento simples, né? Pressão alta, diabetes, como que eles podem interagir, melhorar, né? Ou então, né, piorar o medicamento, a a utilização de medicamentos à base de cannabis? O projeto Câmera Integrada segue fortalecendo os lastos entre quem faz parte aqui da Câmara Municipal. com boa música, integração, momentos de confraternização. O encontro deste mês teve um motivo ainda mais especial, a comemoração dos aniversariantes de julho. A iniciativa reunir servidores comissionados terceirizados em um ambiente de valorização e reconhecimento. Com muita música boa, o Câmara Integrada é sucesso na certa. Para quem comemora aniversário em julho, então é ainda mais especial. Mais uma vez um evento especial aqui, o Câmara Integrada, né, com essa ideia de reunir os servidores no momento descontraído. Por acaso é o meu mês de aniversário também, então a comemoração aí é em dobro. Tô muito feliz e essa reunião de pessoas, poder ter a presença de um músico aqui em colaboração com o sindicato da Câmara, deixa um momento ainda mais especial, né, André? Bom, para você então certamente é um mês diferente, né, Ronel? Você que é o diretor geral, tá sempre presente, prestigiando, colaborando, mas esse no aniversário não dá para perder mesmo. É, realmente é um dia pra gente aproveitar, né? Para mim tá sendo ainda mais especial participar desse dia, participar da elaboração desse projeto junto com a presidência, com a gestão de pessoas. Então é um momento realmente de a gente fazer um trabalho descontraído. É muito legal tá aqui hoje. É, já há anos tem sido feita essa confraternização e a oportunidade de rever os amigos, os companheiros de trabalho, pessoal efetivo, os comissionados, pessoal dos terceirizados, enfim, é uma festa geral com todo mundo aí junto. Muito bom. O pessoal fica batendo papo, colocando a conversa em dia também, comendo um lanchinho, tomando um suco. É muito legal. Não, para completar, né? Você encontra com a galera, come uma coisinha aqui, outra coisinha ali, revê alguns que a gente no dia a dia, fica meses às vezes sem se ver. Então é oportunidade de encontrar com todo mundo hoje. Quando foi seu aniversário? Dia 9 de julho. Hoje então é uma comemoração especial aqui com os amigos da Câmara. Com certeza. É bacana poder participar, poder reunir a galera que a gente trabalha, que às vezes a gente só se encontra nos corredores, né? Então esse momento assim é muito interativo e com essa musiquinha hoje tá tá bem diferenciada. Pois é, a música dá dá um um especial aí na festa. Ah, com certeza, com certeza. Pode ver que o pessoal tá mais animado, tá mais descontraído, né? Então isso é importante, esse esse envolvimento de toda a galera. Parabéns. Obrigada. O Câmara Integrada tem recebido cada vez mais gente, comissionados, terceirizados, servidores, o negócio tá ficando cada vez melhor, né, presidente? Da que alegria, né? E agora comemorando os aniversariantes de julho, né? Eh, eu acho que é uma ação importante. A cada evento a gente tem percebido a uma participação maior, né, dos colaboradores, dos funcionários de carreira, assessores de vereadores, né? Então isso mostra que a Câmara é um local bom para se trabalhar e essa ação torna esse ambiente de convivência mais harmonioso, né, mais amigo. É uma forma de reconhecer e valorizar também aquele que ajuda a fazer desta melhor câmara do Brasil. O presidente Luiz Rossini, que também é aniversariante do mês, reforça que a Câmara hoje é referência no Brasil inteiro. E é claro que aquilo que a gente puder replicar, porque também numa inovação isso, as organizações de uma forma geral, elas têm essa característica de desenvolver ações para integrar os seus servidores, funcionários. E a Câmara como uma instituição, como organização, também tem feito isso, uma ideia que nasceu lá na Coordenadoria de Saúde da Diretoria de Gestão de Pessoas, que desde quando eu assumi a presidência eu tenho apoiado. E o exemplo do sucesso é esse, né? Todo mês, todo mundo reunido aqui, ó, para comemorar os aniversariantes do mês. vocês felicidad felicidade o sofrimento, do torcedor Ponte Pretano não tem fim. Ontem a Ponte saiu na frente do Atletique, mas mais uma vez não conseguiu sustentar a vitória. A Ponte chegou logo aos 2 minutos com Júlio e depois Kevon, mas Luan Poly conseguiu espalmar. Aos 18, Elvis tentou, mas sem forças. Até que aos 20 minutos o camisa 10 apareceu de três dedos, colocou na cabeça de Léo Gomes que acertou o cantinho do goleiro. Placar aberto, 1 a 0 Ponte. Aos 29, o Atletic assustou, Max cruzou e Carlinhos de cabeça tirou tinta da trave. Elvis de falta quase surpreendeu Luan Poli. Aos 44 minutos, David da Hora perdeu o gol, quase não acertou a bola. Até que aos 18 minutos da etapa final, cruzamento na área da ponte e o zagueirão Palácios puxou o Carlinhos. Pênalti bobo, infantil, mas que foi marcado. Ia Lucas colocou o goleiro de um lado e a bola do outro. Então ficou nisso no Moisés Lucarelli. Ponte Preta um Atletic também um. Agora são 14 jogos sem vitória, 12 derrotas neste período e apenas dois empates. É uma das piores sequências da história da Série B. A Ponte está na lanterna da competição e na próxima rodada e nas próximas rodadas matematicamente estará rebaixada. A ponte volta a campo na sexta-feira, dia 7 de agosto, 8:30 da noite, contra o Ceará, fora de casa. E olha só, a Idarça Inteligência de Dados para automação de relatórios socioambientais vai ser utilizada para identificação de espécies aquáticas e auxiliar processo importante para a conservação ambiental. Tema que você acompanha a partir de agora no nosso quadro O Giro Ambiental. Olá, sejam bem-vindos a mais um Giro Ambiental. O Idarça sigla paraa inteligência de dados, para automação de relatórios socioambientais. é um projeto que utiliza inteligência artificial para identificar automaticamente espécies de peixes na Amazônia. A tecnologia promete tornar o monitoramento ambiental mais rápido e preciso, além de ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade da região. E para explicar como esse sistema funciona e de que forma ele pode contribuir também para a conservação ambiental, eu converso hoje com Danilo Costa, que é gerente executivo de operações do Instituto Atlântico. Danilo, seja muito bem-vindo ao Giro Ambiental. Muito obrigada. Um prazer tá aqui falando para vocês e falando de um tema que é muito bacana, né? falando da conservação do nosso meio ambiente. Para começar, eh, para começar, Danilo, eu já dei uma deixa, mas eu queria que você explicasse melhor para quem tá em casa o que é o Idarça e como também surgiu a ideia para desenvolver esse projeto. O Idarça, ele é um projeto que surgiu ah do programa de pesquisa, desenvolvimento e inovação da Norte Energia. é um programa que é regulado pelo PDI ANEL, que é a reguladora do setor elétrico, em parceria com o Instituto Atlântico. E a gente tem eh em nosso rol de pesquisadores eh bolsistas de universidades, principalmente da Universidade Federal aqui do Ceará. Eh, esse projeto ele visa atender a uma demanda socioambiental da usina da Norte Energia, né, que ela fica localizada no complexo do Belo Monte, ali no Rio Xingu, no Pará. E esse projeto ele atende duas grandes vertentes. Imagina que ao longo de uma usina existem várias eh vários programas socioambientais sendo tocados junto com pescadores, junto com a comunidade local. E a ideia é concentrar esse volume de dados que vem de todas essas frentes no único lugar, tratar esses dados para que a tomada de decisão em cima deles seja mais facilitada. E como é que a gente faz isso no Idarça? A ideia é a gente utilizar inteligência artificial para analisar todo esse volume de dados, compilar e trazer informação de forma muito mais rápida e muito mais assertiva pro time da Norte Energia que faz a tomada de decisão e apoiar eh a toda as ações que eles vão tomar. Esse projeto também tem uma frente muito legal, que é o sistema de transposição de peixes, mais conhecido na região como escada de peixe. É um canal eh de mais ou menos um pouco mais de 1 km, onde a Norte Energia criou para que os peixes em processo de migração é de um de uma parte mais baixa para outra pra parte mais alta do rio ali onde tá a barragem. Eh, e esse projeto, uma das frentes desse projeto é monitorar a migração desses peixes. Como é que vai funcionar esse processo de migração? Câmeras são instaladas dentro de um de uma unidade como se fosse um vidro, um painel, onde os peixes estão passando ali dentro do canal. E essa câmera, ela fica filmando ali 24 horas. a a passagem dos peixes. E aí a gente consegue monitorar a quantidade de peixes que estão passando, a quantidade de espécies que estão passando, como é que tá a turbidez, né, a coloração ali da água. Isso tudo impacta também na leitura da das espécies que estão passando por lá. E você já falou um pouco e também eh o nome do projeto já traz eh a inteligência artificial no próprio nome. Eu queria que você explicasse um pouco na prática como essa tecnologia tá sendo utilizada. Você falou que é com uso de câmeras e ele monitora os peixes e a partir disso e captura imagens. É isso. Quase isso. Vou tentar explicar aqui de forma um pouco mais mais didática. Eh, quando a gente nos seres humanos, né, a gente tá tentando, a gente se depara com algo novo que a gente não conhecia, alguém vai explicar pra gente o que que é aquela coisa, certo? A mesma coisa com a inteligência artificial. a gente tá vai pegar imagens de vários peixes e a ideia inicialmente é a gente monitorar algo em torno de 60 espécies de peixes diferentes e a gente vai treinar a inteligência artificial para ela reconhecer primeiro isso aqui é um peixe, ok? Então ela passa a reconhecer que aquele tipo de animal é um peixe. E aí a gente vai pra classificação daqueles peixes. Ah, esse aqui é um pirarucu, esse aqui é um peixe A, esse aqui é um peixe B. E a gente vai treinando os algoritmos de de inteligência artificial com as imagens daqueles pages. Depois que a gente treina a inteligência artificial, ela vai a gente vai conectar isso nas câmeras, nos vídeos que são gravados e vai ela vai ficar lendo os vídeos, identificando, identificando. Opa, encontrei um peixe. Esse peixe é da categoria tal. E aí ele monitora a quantidade de peixes que estão passando, tanto subindo quanto descendo. Ah, monitora as espécies. E é possível identificar com isso quais são as espécies que estão mais passando em direção de subida ou de descida. Ah, avaliar dentro de determinado momento, tá faltando espécie que tá que que deveria est passando e não tá passando. Porque é que isso tá acontecendo? Então, a a companhia consegue adotar medidas para melhorar a o atendimento na região por conta disso, né? E você já falou que o local onde tá aplicada essa tecnologia atualmente é no rio Xingu. Eu queria que você explicasse por esse local foi escolhido. É por conta da biodiversidade presente ali. Ah, a usina de Belo Monte, ela tá presente ali no Rio Xingu há aproximadamente 50 anos. Eh, e ela, toda a usina, quando ela é implantada, querendo ou não, ela impacta toda a região que ela tá no entorno. A nossa legislação brasileira obriga que todas as empresas do segmento eles monitorem todas as ações socioambientais ao redor que foram impactadas pela usina. Então, a Norte Energia elas têm, elas precisam reportar informação tanto pra sociedade que tá ali ao entorno quanto pro governo. Eh, e uma das e uma das necessidades que tem ali no rio Xingô é a migração dos peixes, porque eles atendem a comunidades ribeirinhas tanto na parte baixa eh quanto na parte alta da barragem. E e essa monitoração é importante porque preserva espécies. Os peixes quando eles vão fazer a desova, eles têm que subir pra parte mais alta para fazer todo esse processo. E e se não houver um monitoramento para saber se essa essa navegação, essa migração dos peixes estão acontecendo, é possível que haja eh extinção de espécies. Então esse monitoramento é importante para garantir que a perpetuidade dessas espécies que são locais ali da região, que é uma biodiversidade muito vasta, ela continue sem nenhum problema. Certo, Danilo? Agora vocês estão implementando essa tecnologia, mas anteriormente como que era feito esse monitoramento? Ele era 100% humanizado? 100% humanizado. Eh, eu eu comentei, né, que vai ter um algoritmo que vai est ali olhando os vídeos que são gravados 24 horas. Hoje quem faz isso é um conjunto de pessoas. as pessoas vão, pegam as gravações e ficam ali olhando os vídeos para para identificar a quantidade de peixes que estão passando, para identificar quais as as espécies. E esse é, por ser um trabalho manual, a probabilidade de você falhar, ela é grande. E um outro ponto, isso feito por amostragem. Usando a tecnologia, ele vai ler o vídeo por inteiro, ele não vai olhar por amostragem. Então, a assertividade ela vai ser muito maior. Eh, mas a ideia não é substituir humano nesse processo. E esse é um ponto importante que eh a gente precisa entender quando a gente fala inteligência artificial. Eh, o humano dentro de todo esse contexto, ele é extremamente importante, porque nós é que conhecemos os detalhes, nós é que conhecemos as espécies, nós é que alimentamos. Então, mesmo com a a inteligência artificial fazendo ali aquele trabalho que tende a ter uma assertividade superior a 90%, é preciso que depois haja uma validação do humano, nem que seja por amostragem, opa, a IA tá conseguindo fazer a captura das informações de forma assertiva e tá trazendo de fato informação relevante pra gente. Então, a isso vai permitir um monitoramento quase que em tempo real. né? Os vídeos vão continuar sendo gravados. Eh, vai permitir uma maior assertividade para contar exatamente quantos peixes estão passando nas duas direções e contar todas as espécies que estão passando ali. E nessa implementação, vocês notaram algum desafio com uso da inteligência artificial? Porque no Rio acaba sendo ali uma água turva algumas vezes, né? Tem algum desafio para conseguir fazer esse monitoramento de forma correta? Precisa? tem os desafios, eles são muitos, né? É um projeto de pesquisa e todo projeto de pesquisa ele vem com vários desafios embutidos. Então imagine que a há determinados momentos que a água vai est cristalina, que é muito fácil você perceber que tá ali eh dentro dela, mas há momentos que a água ela vem com a coloração mais escura, né? Ela vem com um certo nível de turbidez. E não só isso, a depender do fluxo da água, ela vem também com sujeira, né, com com plantas, com outras coisas que vê navegando por ali junto com os peixes. Isso tudo é desafio pra inteligência artificial conseguir capturar o que é que é peixe e o que é que não é peixe e aí fazer a classificação da melhor forma possível. E tem outro ponto que vai permitir também h e não é alvo desse projeto, mas toda a tecnologia vai permitir um um desenvolvimento futuro, né? Vai habilitar que isso seja eh feito no futuro. Eh, identificar vazão de água, identificar nível do rio e outras várias eh várias informações que podem ser coletadas ali de todas aquelas imagens, né? Porque o vídeo ele ele é uma sequência de muitas imagens. Então, no final das contas, a gente tá analisando frames de imagens e você já falou um pouco sobre isso, mas por que é tão importante é identificar corretamente essas espécies que vivem eh no Rio? Que tipo de informação também esse trabalho pode fornecer para pesquisadores e órgãos ambientais para conseguir entender eh tanto as espécies de peixes da região quanto a saúde do ecossistema também, se está saudável para aqueles peixes? O o primeiro ponto, como mencionei, eh conseguir monitorar como é que tá o fluxo de peixes. A população local, ela vive também da pesca. Eh, e ter a a essas espécies todas ali é importante paraa população local. Eh, garantir a perpetuidade de todas essas espécies também é um fator muito importante. É, é preciso que haja o fluxo migratório e a partir do momento que o hidác for implantado, ah, vai permitir a identificação dessas espécies que estão migrando da parte mais alta pra parte da parte baixa pra parte alta para fazer a desova. e o inverso, né, todo o processo de imigração de ida e de vinda. E esse tipo de tecnologia, ela já está sendo utilizada em outros países, certo? Eh, e o que torna esse projeto brasileiro diferente e inovador referente aos outros em relação aos outros? Essa é uma é uma excelente pergunta. Esse projeto ele é inovador no país porque não tem nenhuma outra organização desenvolvendo isso. Ele já existe em outros países, mas com uma amplitude menor. O que que eu quero dizer com isso? O máximo de espécies que eh durante todas as pesquisas que nós fizemos é de 15 espécies sendo monitoradas. Na ali na bacia do Xingu tem um volume imenso de espécies. A Norte Energia já catalogou algo em torno de 168 espécies, no mínimo. Eh, e a ideia é que o projeto ele trabalhe com mais ou menos 60. Ou seja, a gente tá falando de um projeto que no mínimo ele vai entregar ali para Norte Energia o monitoramento quatro vezes maior do que outras outras pesquisas sendo feitas em outros em outros países. Eh, é uma biodiversidade muito grande e isso torna o desafio do projeto muito maior do que o que a gente tem em outras em outros países. A tecnologia ela muito similar, que é a tecnologia de reconhecer ali não só peixes, né, mas qualquer tipo de objeto que tá passando. Mas a forma com que ela é implementada, que ela é treinada é diferente aqui dentro do nosso contexto, certo? E olhando para o futuro, né, essa tecnologia, ela pode ser aplicada, atualmente ela tá no rio Xingum, mas futuramente ela pode ser aplicada em outros rios, outros biomas, quem sabe. Pode, pode sim. Ela a uma vez que ela estiver madura, né, entregue, tiver em operação, todo o resultado da pesquisa, porque além das entregas do produto final que vai ter, que é uma solução de inteligência artificial, a gente tem várias pesquisas, artigos sendo trabalhados e que eles vão poder evoluir várias frentes para qualquer outra qualquer outra eh concessionária que tenha a características similares. Então o produto ele pode ser sim implantado em outras usinas, mas sempre precisa de adaptações. O contexto de cada usina é diferente. O o o núcleo do sistema, ele pode ser implantado, mas vai precisar treinar com ah espécies da região, treinar com com a característica de água da reunião da de cada região. Mas o o sistema em si, ele é plenamente replicável, não só dentro do Brasil, para qualquer localização que tenha características similares. Eh, Danilo, algo mais sobre essa tecnologia que você queira acrescentar? Vou trazer um um aspecto geral aqui da tecnologia. Eh, a gente fala muito em a, e eu vou reforçar esse ponto, a inteligência artificial, ela não vem para substituir o ser humano em todo esse processo. Ela é complementar, ela acelera a leitura de um volume muito grande de dados, que a gente não tá falando só de peixes, a gente tá falando de números, a gente tá falando de dados que são coletados em torno de todo o complexo ali da barragem, né? E ela vem acelerar toda a tomada de decisão para que uma vez a gente conhecendo muito bem ali o meio ambiente que tá envolvido, a gente possa preservar cada vez mais esse meio ambiente e e e dotar ali a a norte energia de ah informações rápidas paraa tomada de decisão e ajudar toda a comunidade que tá ali ao entorno daquele complexo. Perfeito, Danilo, muito obrigada. pela sua participação, por compartilhar com a gente esse trabalho tão importante. Eu que agradeço. É um tema muito importante. Obrigada. Eu agradeço também a sua companhia. Te espero no próximo giro ambiental. Até lá. O Brasil tem avançado na destinação correta de resíduos eletrônicos. De acordo com a Associação Brasileira de Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos, mais de 230 toneladas desses materiais já foram coletadas e encaminhadas para tratamento e reciclagem. O volume corresponde ao peso de mais de 200 estátuas do Cristo Redentor e inclui aparelhos inteiros, componentes eletrônicos e diversos materiais reaproveitáveis. O resultado está ligado à implantação do sistema de logística reversa previsto pelo decreto federal número 10.240 de 2020, que determina que os produtos descartados retornem à cadeia produtiva de forma ambientalmente segura. A Defesa Civil do Estado de São Paulo fez Um alerta para a chegada de uma nova frente fria que deve provocar chuvas fortes e intensas, rajadas de vento entre hoje e também amanhã, quinta-feira, em todo o território paulista. Então, diante do cenário meteorológico, o órgão vai ativar o gabinete de crise em modalidade presencial para reforçar o monitoramento e agilizar a resposta a eventuais ocorrências. Então, aqui em Campinas, a nebulosidade já aumentou e pode até chover, viu, agora à tarde e também no dia de amanhã. Então, para a quinta-feira, o sol aparece, mas existe essa possibilidade de chuva, porque a nebulosidade está em alta. Sobre as temperaturas. Vamos aqui para minha tela, porque olha só, mínima de 14º, então a mínima ela não fica muito baixa, apesar desta frente fria. Ao longo do dia a temperatura sobe, podendo chegar aos 28º aqui na cidade de Campinas. O jornal Câmara Notícia fica por aqui. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência. Continue na nossa programação e nos vemos amanhã ao meio-dia ao vivo. A gente te espera até lá. Ciao. Ciao.