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O uso cada vez mais popular das chamadas canetas emagrecedoras. Os medicamentos como Zempenque e Monjaro, motivou um debate na Câmara de Campinas. A Comissão Permanente de Política Social e Saúde reuniu especialistas para discutir o uso e os riscos do consumo indiscriminado desses medicamentos. A obesidade é um problema de saúde pública, a hipertensão é um problema de saúde pública. E essa correlação ela é muito importante porque ela traz uma luz pra sociedade, pra nossa população, que esse tipo de problema ele pode ser combatido com medicações muito bem prescritas para que a população possa se beneficiar desse medicamento. E esses medicamentos eles já foram, né, tiveram a comprovação de outros benefícios até a nível cerebral, com uma redução da da da do quadro de demência senil, o próprio Alzheimer, quadros de de Parkson, enfim, é algo recente, né, não tão recente, mas recente, que ainda pode ser descobertos, poderão ser descobertos outros outras ações benéficas para o corpo que não só o emagrecimento, não só o apelo estético, que é aquilo que a gente imagina que não seria a motivação maior para que a pessoa pudesse cuidar da sua saúde. Durante o encontro, o endocrinologista e pesquisador Bruno Gelonezi apresentou informações sobre o funcionamento das chamadas canetas emagrecedoras, os casos em que o tratamento é indicado e os impactos do aumento da procura por esses medicamentos nos últimos anos. Obesidade, diabesidade, diabetes e suas comorbidades são um assunto sério. Se envolve estética, OK? Estética pode ser menos sério, mas também é sério. Mas o mais importante é que não é uma falha de caráter, não é uma falha de desejo. Condenar alguém que tem a necessidade de cuidar de uma doença e que precisa de ajuda a uma condição de esquecido, abandonado, é de uma maldade monumental. Então, minha proposta aqui é que a partir de uma discussão que a gente vem de tratamentos, mau uso, bom uso, que a pessoa portuadora de obesidade seja tratada com mais respeito e junto com isso entender que os avanços que aí estão devem ser aproveitados, bem usados e que o mau uso deve ser francamente combatido. O tema despertou o interesse da população que participou da discussão com dúvidas e opiniões sobre o uso das chamadas canetas emagrecedoras. Assistindo a sua palestra, eu entendi que a maior parte da procura é por causa desse estigma, da estética, etc., né? Ou uma boa parte dessa procura. E o que a gente vê no dia a dia, a gente tem contato com pessoas, ah, eu comecei a usar caneta, comecei a usar caneta. Tem muita gente que, desculpa o termo caneta, né, mas é mais popularizado, tem muita gente que o faz sem passar para o médico. E eu temo que assim, eh todos esses benefícios que o senhor elencou, a pessoa pode falar: "Não, agora eu tô certa, agora é que eu vou comprar mais mesmo". Então eu eu queria que o senhor se assim entender, reforçasse a questão de ter uma pessoa eh que detenha a sabedoria técnica orientando, né? Esta pessoa que não precisava usar e tá usando, falou: "Opa, então eu tô me beneficiando". Se ela não tem doença nenhuma, se ela já está no peso normal, ela está só correndo o risco de ter efeito colateral. E se ela emagrecer muito, ela pode ter outros efeitos colaterais de longo prazo. Um deles se chama sarcopenia. É um nome bonito para perda de músculo ou osteoporose, porque ela consumiu pouca poucos nutrientes ou até cálcio, né? M.