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O Universo Épico no ar e no programa de hoje, olha só, hoje o nosso bate-papo tá super nerd. Vamos falar sobre ficção científica? Além, vamos falar sobre ciência. E olha só quem está aqui comigo, é o Everardo, diretamente de Brasília. Tudo bem, Everardo? Tudo bem, Michel. Tudo ótimo. Tudo jóia. O Everardo tem um livro, E-Código, que basicamente é uma ficção, não é ficção, porque ele reuniu ali vários conteúdos de ciência. É isso mesmo? Ciência, tecnologia, para onde vamos, Everardo? É isso mesmo. O que o livro faz? O livro analisa a direção, os rumos do desenvolvimento dos recursos tecnológicos e projeta, extrapola, vai lá para o futuro e diz como é que vão ser a ida ao cinema, como é que vai ser a gastronomia, O que vai ocorrer com o nosso corpo físico? Como se vai dar a migração do ser humano para o mundo virtual? Como é que vai ser a transferência da consciência, isso que tanto se discute? A transferência da consciência, da memória, dos sentimentos. Como vamos? Como vamos para esse mundo virtual? É disso que o livro trata. Mas é importante o que você disse aí. Não é um livro de ficção. É um livro que não tem como. Quando você projeta o futuro, você está ali no limite entre a ficção e a realidade. Mas o que eu queria dizer é que não é uma distopia, não é um salto lá adiante, não. A gente trata da continuação da situação de hoje, dos recursos tecnológicos, e vê como é que vai se dar a relação entre a ciência e a tecnologia. A gente diz assim, olha, vai haver um momento em que os recursos tecnológicos vão tomar o papel do cientista humano para fazer ciência. Eles vão continuar fazendo ciência, vai ser o momento da autonomia tecnológica, e que isso vai levar, se a gente olhar para o rumo do desenvolvimento da tecnologia hoje, isso vai levar, em primeiro lugar, a buscar a chamada virtualização do corpo. O que é esse processo de virtualização do corpo? É um processo que já começou, a gente já tem órgãos artificiais, a gente já tem a ajuda de órteses, de próteses há muito tempo, só que o rumo do desenvolvimento dos recursos aponta para um processo gradativo que vai terminar, não há como, não há como não ir para aí, vai terminar com a virtualização completa, ou seja, com a transferência do ser humano para algumas bolhas informáticas e a gente vai com a individualidade. Sei que esse é um problema para hoje, mas nós estamos enxergando no livro o futuro com os olhos do futuro. Quando a gente fala desse assunto, é um assunto muito rico. Eu vou dar um exemplo aqui. A gente ia para o cinema e assistia alguns filmes onde a gente via personagens conversando com o outro através de videochamada no celular. E antigamente a gente tinha aquele tijolão, né, e pensava assim, ah, isso não é possível. E hoje é possível fazer videochamada, né? Vou dar outro exemplo, a gente assiste Star Wars, e aí vê ele se comunicando através de hologramas. E isso já é possível? Pois é. Então, tanta coisa, eu digo até no livro, comento no livro, que tá difícil a gente se surpreender hoje com o desenvolvimento da tecnologia, não é? Quando alguém conta alguma coisa que pareceria surpreendente para a gente lá no passado, nossa reação, muito dificilmente hoje, é de muita surpresa. Por mais que seja uma coisa mirabolante, por mais que seja um grande avanço, porque nós já estamos preparados para isso. Nós somos pessoas hoje que estão preparadas para não se surpreender mais Para onde está indo a tecnologia Mas mesmo assim, acho que é interessante dizer isso Mas mesmo assim, há coisas que a gente Não sei se a gente tem até medo de imaginar Vou dar um exemplo aqui A transferência da consciência Como levar consciência à consciência A memória, nossos sentimentos Nossas reações emocionais plenamente para o mundo virtual. Mas só que essa dificuldade que a gente vê, ela existe mais por conta dos nossos olhos de hoje que por conta dos limites para a tecnologia, não é verdade? Por isso que eu digo também no livro e reforço, tenho reforçado muito isso, se eu fosse um cientista, já já eu explico realmente quem eu sou, se eu fosse um cientista, e se eu fosse um técnico mesmo na área de tecnologia, eu acho que dificilmente eu teria escrito esse livro. Por quê? Porque o cientista está mais preso, ele tem certo pudor de avançar muito no futuro, porque ele tem pleno conhecimento de como é, como está hoje, o nível de desenvolvimento da sua área de conhecimento. Então, ele tem algum compromisso, ele não quer voar muito no que ele diz, até para não passar por algumas situações de ridículo. A mesma coisa ocorre com o tecnólogo, o cara também tem lá, ele não pode ir muito longe, porque senão ele é até desacreditado. Mas como eu não sou nem uma coisa nem outra, eu não sou nem cientista, nem tecnólogo, eu posso dizer exatamente aquilo que eu estou vendo, e é isso que eu faço no livro, eu vejo, eu não tenho limites para essa extrapolação que eu fiz, eu olho lá para frente e aquilo que eu enxerguei, e aquilo que eu vejo como sendo para onde nós estamos indo, eu digo no livro, não é? Eu digo. Exatamente, enquanto o Everardo vai falando, eu na minha cabeça aqui já vou puxando vários fios, Por exemplo, nós temos aí lançado recentemente um carro que não precisa de motorista. Tem vários sensores, alta tecnologia e nós temos também drones gigantes que já são capazes de levar pessoas. Ontem mesmo eu estava assistindo uma matéria e aí esta matéria até comparou essa arma nova. É uma arma que tem todo um design futurista E serve para bloquear drones Então um drone que vai levar algo para dentro de uma penitenciária E é uma arma super futurista Que consegue controlar o drone E tirar do poder da pessoa que está mal intencionada Então, bom, da coletânea que você fez Dos registros que você pegou O que mais você acha de diferente, mais interessante e que você fica ansioso para chegar logo? Bom, vamos lá. Eu acho que se a gente raciocinar como seres humanos que somos, com nossos problemas do dia a dia, com a maneira com que a vida nos afeta diretamente, eu não tenho nem dúvida de dizer assim. todos os avanços relacionados com essas tentativas da ciência de melhorar a nossa vida, melhorar as funções do corpo humano, de nos salvar dos acidentes e da morte, de nos salvar das falências do corpo humano. Então, eu acho que o mais fantástico está na área da biotecnologia. O mais fantástico está aí. Porque você, por exemplo, tem certeza, você viu essa matéria sobre a arma, mas você não se surpreendeu tanto. Aquilo, apesar de ter sua aplicação muito clara, muito imediata, a gente vê muito claramente para que serve aquilo lá, mas aquilo não nos diz tão de perto quanto essas descobertas, quanto essas melhorias que a gente vê na área. Por exemplo, na área médica, técnicas de cirurgia, cirurgia menos invasiva, um medicamento, algo que tenha a ver com a nossa saúde. Então, eu acho que o mais interessante, porque nos toca muito diretamente, é o que tem a ver com biotecnologia. E é por isso que o livro fala do desenvolvimento de recursos tecnológicos, mas dá uma ênfase muito grande na virtualização do corpo. A ênfase do livro é nesse processo gradativo, já iniciado, de virtualização do corpo. Então, o livro diz o seguinte, olha, pelo que a gente está vendo, do que está acontecendo, não há dúvida, o que vai ocorrer? Nós vamos começar substituindo alguns órgãos do corpo humano, já temos isso, temos rins artificiais, coração artificial, pulmão artificial, já temos muita coisa, temos muita coisa aí. Pois bem, começamos com órgão, mas que tal avançar um pouquinho e daqui a pouco substituir não apenas um órgão, mas substituir um sistema? Imagina aí, vamos pegar um sistema bem problemático, por exemplo, sistema digestivo. Imagina que legal seria a gente ter todo o sistema digestivo, não um órgão, todo o sistema digestivo substituído por algo tecnológico. Ah, mas é possível isso? É possível. E é possível ou não? Eu digo, isso vai ocorrer, mais dia menos dia. Tem que ocorrer. Por que tem que ocorrer? Porque a nossa preocupação central do ser humano, sempre foi, foi com a sobrevivência, com alargar nosso tempo de vida, melhorar nossas condições de vida. Então, a ciência naturalmente se concentra em buscar soluções para esses nossos problemas. Mas de que maneira isso vai ocorrer? Bom, não dá para a gente falar de detalhes, não dá para a gente imaginar, antever as tralhas. Por isso o livro não trata de tralhas, porque se eu fosse inventar de descrever as tralhas, Eu poderia escrever um livro datado que, depois de amanhã, já estaria obsoleto, ultrapassado. Então, o livro é um livro teórico. Ele trata das questões práticas. Mas ele não entra no... Ah, vai ser uma alavanca, vai ser um botão, vai ser não sei o quê. Não, não tem nada disso. Não tem nada disso. O livro trata dos rumos do desenvolvimento da tecnologia. E, por exemplo, o livro propõe algumas mudanças, e são mudanças sérias, são mudanças teóricas, na metodologia científica. Nós conhecemos a metodologia científica, como é que funciona, a gente vai para a universidade e vai estudar a metodologia científica, como é que se resolve um problema. Então, a conclusão a que o livro chega é que a ciência vai chegar à conclusão também de que não dá para continuar gastando recursos, gastando tempo, gastando dinheiro, para desvendar os mistérios do universo, para conhecer todos os fenômenos naturais. Não é preciso fazer isso Eu não preciso identificar causas Que é como a gente faz hoje Para resolver os problemas, não é isso? A gente define o problema, vai lá atrás das causas Causas remotas Vai tentar neutralizar as causas Para resolver o problema Muito bem, isso gasta muita energia Isso gasta muito dinheiro E que tal a gente inverter e fazer aquilo Que sempre foi dito Que a gente não devia fazer Que tal a gente olhar, em vez de olhar para as causas A gente olhar para os sintomas. Isso hoje, hoje, cientista humano tem limitações, ele não consegue fazer, mas no dia em que a gente tiver uma autonomia tecnológica, eu estou citando alguns conceitos aqui que o livro, obviamente, aprofunda, fica parecendo que eu estou dando um monte de chutes aqui, não, isso é aprofundado no livro. Mas digamos, quando a tecnologia ficar autônoma, quando a tecnologia substituir o papel do cientista humano na produção do conhecimento, essa mudança de causa para sintoma vai poder ser feita. Então, em vez da gente procurar entender os fenômenos, buscar causa, para lutar contra a causa, Que tal a gente tentar reproduzir por imitação e verossimilhança? São duas palavrinhas importantes no livro. Porque são conceitos que eu aprofundo um pouquinho, deixo mais claros no livro. Que tal a gente, por imitação e por verossimilhança, em vez de ir atrás de causa, tentar reproduzir o efeito desejado ou neutralizar o efeito indesejado? Vou dar um exemplo. Dificilmente a gente tem um fenômeno natural com apenas uma causa, né? O normal é a chamada multicausalidade. Você tem muitas causas. E é por isso que é difícil controlar o fenômeno natural. Vamos dar um exemplo, assim, bem, eu acho que claro. Chuva. Chuva. O que é que provoca a chuva? Não, não sou um técnico no assunto, mas a gente sabe, né? De estudar ciência na escola, a gente sabe. Tem muita coisa que influi nisso, né? Tem muita coisa, tem temperatura, tem pressão, tem vento, sei lá, tem muita coisa envolvida aí. Ok, eu preciso de chuva. Será que eu preciso de chuva ou eu preciso de água lá onde é necessário no vegetal? Se eu preciso é da água lá no vegetal ou da água no lugar onde eu preciso para matar a sede de alguém, Por que eu preciso necessariamente entender o fenômeno natural que produz a chuva? Eu preciso da água. Eu não preciso de entender o fenômeno natural. Então, que tal, em vez de estar gastando energia, dinheiro e tempo para entender o fenômeno natural, Por que não concentrar a nossa atenção em reproduzir o efeito da água no vegetal? Eu não sei nem se precisa da água no vegetal. De repente é o efeito da água no vegetal que a gente precisa. Então, em vez de eu estar buscando causa para entender o fenômeno natural, o livro, pela observação, propõe uma mudança até na metodologia científica, na maneira de encarar o problema. que o livro diz assim, não, vamos fazer o seguinte vamos olhar agora para sintoma vamos ir lá para o sintoma, aquilo que sempre se disse que não era para fazer você nunca vai resolver o problema porque você está olhando para o sintoma e será que não é isso mesmo que tem que ser feito? hoje não, hoje não com as limitações que a gente tem do cientista humano produzindo conhecimento a gente não consegue fazer isso então é preciso continuar do jeito que o trabalho vem sendo feito mas vai chegar o momento E essa é uma das conclusões muito importantes do livro. Vai chegar esse momento, depois da autonomia tecnológica, em que a gente pode mudar esse negócio aí. E se pode mudar isso aí, a gente pode mudar a maneira de resolver problemas e, de repente, os problemas vão ser resolvidos com muito mais eficácia, com muito mais rapidez. E se você olhar, eu vou me compridar um pouquinho aqui, porque eu acho que isso é um ponto importante no livro, se você olhar lá mais na frente, Vamos imaginar aqui uma gradação? Vamos imaginar. Tá, eu preciso do sistema, vamos pegar o sistema digestivo, eu preciso do sistema digestivo? Não. Eu preciso daquilo que o sistema digestivo produz, não é isso? Eu preciso lá dos nutrientes, chegando a células, chegando onde isso é necessário no corpo humano. Então, ok, eu não preciso dos órgãos do sistema digestivo, eu preciso dos produtos. no tempo certo, no lugar certo, é disso que eu preciso então se eu consigo reproduzir não o sistema digestivo mas o produto os produtos do sistema digestivo e se eu consigo uma maneira de levar esses produtos aonde eles são necessários levar aonde eles são necessários pronto eu não preciso do sistema digestivo agora imagine mais na frente ainda lá na frente Quando a gente estiver já liberto do corpo físico, quando a gente estiver plenamente na vida virtual, por exemplo, eu vou fazer um movimento, vou movimentar meu braço, eu preciso dos músculos, a ordem que vai do cérebro, o músculo, eu preciso disso para ter um movimento, certo? Quando eu estiver plenamente virtualizado, quando eu estiver vivendo na bolha informática, eu não vou precisar de músculo, eu não vou precisar do movimento, mas eu vou precisar que chegue ao meu cérebro a sensação do movimento, certo? Então eu não tenho que estar preocupado em reproduzir músculo, para eu reproduzir não é disso, a mecânica do movimento. Eu vou estar gradativamente, inclusive, mudando a necessidade. E se eu mudo a necessidade, eu não preciso das funções como tradicionalmente elas são desempenhadas. Eu estou, obviamente, resumindo tudo isso aqui, mas o livro teve o cuidado de fazer uma abordagem sistemática. Então a gente fala de sociedade, fala de religião, fala de filosofia, fala de como é que vai ser gastronomia, como é que vai ser, quais são as etapas, essa etapa dessa virtualização do corpo, parece um assunto ligeiro, o tratamento é leve, a linguagem é leve, o leitor não vai encontrar termos técnicos, não vai encontrar aquelas discussões acadêmicas, não é um livro acadêmico. Eu poderia ter feito, eu sou professor de redação. Eu sei escrever academicamente, eu sei escrever academicamente, mas eu não fiz isso. Eu fiz um livro para todo mundo entender. Eu fiz um livro que as pessoas, qualquer leitor vai poder acompanhar. Por quê? Porque não tem a poluição dos termos técnicos, não tem aquela linguagem acadêmica, não tem isso. Estou resumindo, muito resumidamente, estou já vendo esse assunto. O pessoal que está acompanhando a gente está pensando assim, Nossa, esse papo surreal, mas enquanto a gente tá aqui conversando, tem muita gente trabalhando. Quanto tempo vai levar pra chegar, a gente não sabe, né? Pode ser daqui um ano, cinco, dez, quinze, a gente não sabe. Mas uma hora chega, assim como chegou o carro totalmente autônomo, como chegou aí a videochamada e tantas outras coisas que estão próximas pra chegar. Everardo, bom, o papo é bom, mas a nossa produção já está sinalizando aqui Que a gente está chegando no limite do nosso tempo E aí eu quero saber, bom, o pessoal que ficou interessado no seu livro Como é que faz para te encontrar? Muito bem, eu assino o livro, meu nome é Everardo Leitão Mas eu assino o livro como Everardo BR Que é a maneira como eu sou encontrado nesse mundo virtual de hoje, não é verdade? Então, com Everardo BR, eu estou no Twitter, eu estou no Face, estou no Instagram. E a nossa editora é a Categoria Editora, que também tem um site, categoriaeditora.com.br. Mas o livro pode ser encontrado nos grandes vendedores, né? Está aí na Amazon, está na Martins Fontes, a gente está fazendo uma série de lançamentos na livraria Leitura. então não vai ser difícil de as pessoas encontrarem. É um livro que ficou muito bonito, vou mostrar só rapidamente aqui, olha, um livro de capadura, um livro que é ilustrado, é um produto mesmo, gráfico, que ficou muito bonito, espero que isso ajude a agradar as pessoas que vão ler a entrar nessa viagem. Com certeza, e olha só, ele já me adiantou aqui que o livro é uma introdução pro que tá por vir, né? Aí vem a história ficcional que você vai voltar aqui no Universo Épico pra contar pra gente quando estiver pronto, combinado? Com todo prazer, combinadíssimo. Valeu, Everardo, um abraço. Um abraço pra você e pra todo mundo que está nos vendo. Ponto final no Universo Épico e na próxima semana tem muito mais. Tchau, tchau. Transcrição e Legendas Pedro Negri