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MÚSICA MÚSICA TV Câmara Campinas Senhoras e senhores, boa noite. Iniciamos neste instante a reunião solene da Câmara Municipal de Campinas para homenagear, com entrega de diploma Noel Rosa, a diversas personalidades, por proposição dos vereadores Carmo Luiz, Gustavo Peta, Luiz Rossini, Paulo Búfalo e Rubens Gás e dos ex-vereadores Jorge da Farmácia e Luiz Iabico. Convidamos para compor a mesa, representando o presidente da Câmara Municipal de Campinas, vereador Zé Carlos, e para presidir esta reunião solene, o segundo vice-presidente desta casa, vereador Luiz Rossini. Convidamos também o vereador Gustavo Peta. Convidamos ainda o vereador Paulo Búfalo. Convidamos também a vereadora Guida Calisto Uma vez composta a mesa de autoridades Convidamos os seus componentes e demais presentes A receberem os homenageados desta noite Solicitamos que, à medida em que forem nomeados, se posicionem nos lugares de destaque à frente desta mesa diretora. Por favor, recebam Andréia Cristina dos Santos, a Andréia Preta. Carlos Alberto Almeida Xavier, o Carlão Malandragem. Daniel Bernardo da Silva, o Daniel Nabé. Edgar de Souza, o Lorde Edgar, em memória, representado por sua filha, Érica Aparecida de Souza. Maria Helena do Amaral, a Leninha do Nova Raiz. O Núcleo Cupinzeiro, representado por Eduardo Conegundes de Souza, o Edu de Maria. Paulo Roberto da Silva, o paulão do baixo E o projeto Samba do Presidente, representado por Demerson César Pires, o Dedé Acompanhado também pelos demais integrantes do projeto Samba do Presidente E Fábio Azevedo de Souza O Fabinho Azevedo representado por João Paulo. Convidamos os componentes da mesa e demais convidados a tomarem assento. Com a palavra, o vereador Luiz Rossini, para declarar aberta esta reunião solene. Boa noite. Dando as boas-vindas a todos os presentes e àqueles que nos assistem pela TV Câmara, eu declaro aberta a presente reunião solene marcada para homenagear com o diploma Noel Rosa a diversas personalidades do samba campineiro. Eu quero anunciar e agradecer a presença do vereador Paulo Búfalo, do vereador Gustavo Peta, da vereadora Guida Calisto e também homenagear aqui todos os homenageados da noite de hoje. Então, instalada a presente reunião, eu devolvo a palavra ao cerimonial para dar sequência ao evento. Convidamos os presentes para a execução do Hino Nacional Brasileiro. Letra, Joaquim Osório Duque Estrada. Música, Francisco Manuel da Silva. E do hino da cidade de Campinas, letra Carlos Ferreira, música Antônio Carlos Gomes. Ouvir um clipe grande, as margens plácidas De um povo heróico, um lado retomante E o som da liberdade em raios fugidos Brilhou no céu da pátria nesse instante Seu penhor dessa igualdade Conseguimos conquistar com braço forte Em terceiro, ó liberdade Desafio nosso feito a própria morte Pátria amada, salve, salve Brasil, um sonho intenso, um raio lindo De amor e de esperança a terra desce Sim, teu famoso céu de sonho é lindo A imagem do Cruzeiro resplandece Gigante pela própria natureza Espelhas fortes, pavos do Colosso E teu futuro espelha essa grandeza Terra adorada Entre outras milas O Brasil, pátria amada Os filhos deste sol As mãos de um gentil Pátria amada, Brasil A CIDADE NO BRASIL Mais que a rica, teus sonhos lindos Temos mais flores, nossos bosques Tem mais vida, nossa vida No teu seio mais amado Ó pátria, pálido, ladrado, salve, salve Cansinho de amor eterno seja o símbolo O Navarro nos tem casas estrelado Que te aumente, louro, desta flâmula Paz, dor, orgulho e glória no passado Nasceres na justiça clava forte Terás um filho, teu não foge a luta Nem teme quem te adora, a própria morte Terra adorada, o que em tantas milas Do Brasil, pátria amada Dos filhos deste sol, as mãos gentis Pai amado, agassi! A CIDADE NO BRASIL A CIDADE NO BRASIL Progresso, progresso, seja nossa divisa. Progresso, progresso, seja nossa divisa. Por fim! Contra o povo que sabe os nomes da glória colher E com alma de lúcuses sedenta, sedenta A luz do trabalho vai colher Contra o povo que sabe os nomes da glória, da glória colher Vamos, vamos, vamos, vamos, vamos Contra o povo que sabe os nomes da glória colher A música é o esforço, a música é o esforço, a música é o esforço. Convidamos todos os presentes a tomarem assento. Enviaram justificativa de ausência com cumprimentos aos homenageados desta noite o vereador Carmo Luiz e o vereador Rubens Gás, ambos autores de honrarias nesta noite. com a palavra o vereador Gustavo Peta para seu discurso de homenagem Bom gente, boa noite a todos, a todas é uma alegria imensa estar aqui nessa noite nessa homenagem bonita que a Câmara Municipal de Campinas presta a músicos, sambistas, a diversas pessoas, artistas, produtores, que realizam na cidade de Campinas a produção, a resistência do samba na nossa cidade. Eu quero cumprimentar o Presidente Rossini, e cumprimento o Rossini, inclusive, parabenizando por essa homenagem. Essa acho que é a sétima edição da entrega da homenagem de Noel Rosa, Eu acho que eu estive, se não nas sete, mas talvez em seis dessas homenagens, valorizando aqui o nosso Dia Nacional de Samba, entregando essas homenagens. Quero dizer que o samba é, com certeza, uma das expressões genuinamente mais brasileiras que nós temos. Uma expressão da cultura popular, uma expressão com forte protagonismo da população negra do nosso país. E o samba, apesar de trazer sempre muita alegria, é também resistência. É uma expressão da resistência do povo brasileiro. E nós estamos vivendo um momento em que a resistência é a palavra-chave. para a gente superar o que a gente está vivendo no nosso país. Resistência aos ataques constantes aos direitos dos trabalhadores, resistência ao ódio e ao preconceito, que são manifestações sempre marcantes na nossa sociedade, mas hoje, fortalecidas por conta da principal autoridade pública do país, todos os dias manifestar preconceito, ódio e violência, Então, essa data de hoje se torna ainda mais importante. Eu acredito muito nisso. E por isso que essa homenagem tem também esse conteúdo. Estava, e terminando a minha fala, mas eu estava comentando outro dia, o seguinte, é evidente que o cancelamento ou não da principal festa da cultura popular brasileira tem que ser decidida a partir do cuidado e do cuidado com a saúde e com a vida das pessoas. Mas é engraçado que esse cuidado e essa preocupação não têm existido em relação a outras festividades e a outras manifestações. Nós estamos tendo os rodeios acontecendo pelo Brasil afora, eventos em espaços fechados com grande aglomeração, está tudo liberado. Mas aí o carnaval vira o grande problema e a grande ameaça à volta de números mais complicados na pandemia. Estranho, não é? E parece que aí existe sim uma carga de preconceito e de criminalização da principal festa popular do Brasil, que é o Carnaval. Eu não estou aqui defendendo nenhuma posição nesse momento, porque nós temos que, inclusive, esperar saber o que vai estar acontecendo no Brasil nos próximos meses. Mas é preciso condenar esse discurso moralista, pseudomoralista, e extremamente preconceituoso contra o Carnaval e também contra o samba, que é a expressão do que está acontecendo aqui na nossa cidade. Eu quero, então, dizer que eu vou falar aqui de dois homenageados. Uma homenageada, eu fui o proponente da homenagem, foi aprovada de maneira unânime aqui por essa casa, e que eu tenho muito orgulho de poder ter feito essa apresentação por ser uma das principais cantoras, compositoras do samba na nossa cidade, que é a nossa querida Andréia Preta. Andréia, vou falar aqui do seu breve currículo, nascida e residente em Campinas, filha e neta de nordestinos, sua formação foi marcada pelo signo da integração cultural, estudou canto com Paulo Rolands, Thaís dos Guimarães, Marcela Rudonofre, em Campinas, e Babáia Moraes, em Belo Horizonte, período em que morou em Diamantina. Estudou piano no Conservatório Estadual Lobo de Mesquita, em 2009 e 2010, e no mesmo período era integrante do Coral Oficial do Conservatório, mais tradicional de Minas Gerais. Em 2012, estudou percepção e harmonia com a pianista Silva Góes. Em 2019, voltou a estudar violão com o multi-instrumentalista Fernando Baetta. Em 2000, iniciou sua carreira integrando o cesteto de forró... A idade exige aqui uma ajuda. Espera aí. Não, está aqui. Por isso que eu estou me confundindo. Em 2000, iniciou sua carreira integrando o cesteto de forró, Fole Furado, gravando uma das músicas para o CD Cooperativa Brasil ao vivo. Com Fole Furado, abriu o show de Dominguinhos, Elba Ramalho e Zé Cabaleiro. Em 2003, 2004 e 2005, com o grupo Lua Branca, continuou seu trabalho com a música regional nordestina, realizando shows no Sesc Campinas, São Carlos e Pompeia, entre outros espaços culturais. Integrou o coral Zipper na Boca, da Unicamp. Aí, em 2005, integrou o grupo Canoeiro, com repertório bem brazuca, que ia dos sambas aos baiões. Em 2006, realizou o show Coisa Nossa, Filmes e Trilhas, em shows contratados pela Prefeitura de Campinas, e em 2009, em Diamantina. Em 2011, produziu e realizou o Centenário de Maria Bonita, no Sesc Campinas, e no 43º Festival da UFMG, realizado em Diamantina, a convite da Escola de Música da UFMG. A N2011 cantou no projeto Mulheres do Samba, em comemoração aos 10 anos do tradicional bar campineiro Tunicos Boteco. Em 2012, integrou a gafieira Bela Finta, aos domingos, onde fazia gafieira no almanac em Barão Geraldo. Fez diversas rodas de samba, com o sinuca de bico e participações nas rodas de samba do grupo de quarteto de cordas vocais. Numa construção-desconstrução, em 20 anos de carreira, Andréia Preta passeou por sonoridades diversas, partindo do forró Pet Serra, passando pela MP Clássica, pelo samba tradicional Edgar Fiera e, mais recentemente, pelo rock'n'roll, a convite do músico João Carlos Dalgalarondo, desde outubro de 2002, gravando o CD Deputadaria, com apoio do FIC 2013, o Fundo de Incentivo à Cultura de Campinas. Em agosto de 2013, a cantora realizou um show em homenagem a Dominguinhos, a convite da Secretaria Cultural de Campinas. Em 2014, comandou uma roda de samba de encerramento do Festival Comida de Boteco e participou da Virada Cultural Paulista, em Campinas, com seu show autoral. Ainda em 2014, participou como atriz na oficina Montagem do Espetáculo Internacional com o Lume Teatro. Em 2015, entre tantos outros trabalhos, destacaram-se o encerramento do festival Comida de Boteco e a gravação de seu primeiro disco autoral, contemplado pelo edital do FIC 2014-2015. Em março de 2016, lançou o disco Doce de Salgar, pelo FIC, no Museu de Arte Contemporânea de Campinas, e também no Sesc Campinas, com a participação de Oswaldinho da Cuica, e também recebeu o show a sanfoneira de Recife, Maria Fulô, somando com as irmãs Virgulino, num show de Pet Serra, em julho. No mesmo mês de julho e agosto, assume a curadoria musical do projeto AIO, Gastronomia e Arte, do Teatro das Tábuas. Entre novembro e dezembro de 2016 e 2017, atuou e cantou no musical Amor, Maria e Fúria. Em 2017, foi marcado pelas rodas de samba, shows dos discos e volta a cena do forró Mandacaya. Em 2018, começa o ano marcado pela sua parceria com Consuelo de Paula Fazendo uma participação especial no show Bibianas no Teatro de Rotina em São Paulo É um grande currículo Foi finalista do Festival da Canção Brasileira do SESI Finalista do Festival de Samba de Campinas Seu show mais recente, Segredinho de Família Baseado em canções recolhidas por sua avó materna De 100 anos Foi realizado na virada sustentável de Campinas 2019 No 1º de maio, a convite da Secretaria de Direitos Humanos fez um show na Praça Arauto da Paz, no 2º Fórum Campinas pela Paz. Realizou três shows a convite da Secretaria de Cultura no aniversário de Campinas, no Céu Mestre ao Céu, na Revirada Cultural e também na Oktoberfest Polo RMC da Praça Carlos Gomes. Em 2020, compôs durante a quarentena canções que com certeza renderão mais um disco. Em julho do ano passado, a convite do Sesc compôs a canção Toró dentro do projeto Canção Quebrada na qual o trio Andréa Preta do Guimarães e Paulo Freire criou a canção usando recursos de internet para se comunicarem e gravou um vídeo, cada um em sua casa e o Sesc produziu e lançou no canal YouTube e redes sociais a parceria também foi escolhida pelo Sesc, participou do projeto contemplado pelo PROAC Sarau Viva Nordeste, com apresentações virtuais em agosto de 2020 cantando canções regionais autorais com o sanfoneiro Rafa Virgulino. Realizou shows com a transmissão do YouTube em diversos projetos pelo Proac Lab. A Andreia ainda integra o Conselho Municipal de Política Cultural de Campinas no mandato 2001-2022, como conselheira suplente na setorial de culturas populares e tradicionais. Então, esse é o currículo da Andreia, uma justa, merecida homenagem à nossa querida Andréia Preta, hoje aqui no Dia do Samba, em Campinas, no Brasil. Obrigado, Andréia. E agora, falo também dessa grande personalidade na nossa cidade. A homenagem a ele foi feita pelo vereador Carmo Luiz, que não pôde se encontrar, mas foi aprovado também por todos os vereadores, o nosso querido Carlão Malandragem. Carlão, na sequência, passou a tocar junto com o Grupo Batutes, que se apresentava, eu acho, vereador Rossini, que eu estou com a segunda página aqui da apresentação do Carlão. Como? Acho que eu estou... Mas, de qualquer forma, Roberto, porque está assim, Carlão na sequência passou a tocar junto com o grupo Batutes Batutes, desculpa, desculpa, muito obrigado agora que eu entendi o que o senhor falou mas eu acho que eu precisava da primeira página para fazer a apresentação não está aí? na sequência faz a apresentação, né? tá, então vamos dar sequência para a gente poder ler aqui todo o currículo do nosso querido Carlão, a gente vai pegar aqui a apresentação para poder ler na íntegra e não ficar uma coisa improvisada, porque é uma homenagem muito merecida e rendendo aí há décadas de dedicação à cultura popular campineira e também ao samba. Gente, muito obrigado, viva o dia do samba e a cultura popular brasileira. Valeu. Daqui a pouco o PETA volta com o currículo do Carlão Malandrage. Com a palavra agora o vereador Paulo Búfalo para seu discurso de homenagens. Bem, boa noite a todas, todos e todes. essa homenagem aqui já trazida e aberta aqui pelo nosso colega vereador Peta falando um pouco dessa premiação que me parece que é recente na casa talvez de alguns anos, eu já sou quinto ano Então, começou quando eu não estava aqui, num interregno dos mandatos que eu exerci, e aí nós já tivemos oportunidades aqui de homenagear alguns sambistas na cidade, com outras homenagens da casa mesmo, como a medalha Carlos Gomes, e outras que trazem aqui um pouco do reconhecimento para a cidade. Agora, é interessante que esse prêmio que leva o nome do Noel Rosa, ele, aliás, era um cara que assimilava as coisas simples e os acontecimentos, e tinha uma visão muito crítica da realidade. Aliás, para quem está estudando para concurso, tem uma música de 1931, que ele faz uma crítica ao Estado burocrático, que aquela música espera mais um ano. E ele canta como se fosse o Estado, o representante do Estado, dialogando com o povo. Espera mais um ano que eu vou ver o que eu posso fazer, porque perdi o seu requerimento. É um pouco isso. E acho que está muito atual, aliás, porque a gente regrediu um pouco nessa coisa da burocracia. E o recorte que o vereador Peta fez desse momento aqui, acho muito relevante. No momento que nós definimos o que fazer com a nossa festa popular, Que um ano nós tivemos muita certeza de interromper Foi consciente da parte de todos, todas Que gostam da festa popular do carnaval Que tem tudo a ver com o samba E esse ano nós estamos decidindo Eu acho também que nós precisamos botar o pé no chão Fazer uma análise crítica, acreditar na ciência Mas nós não podemos usar também desses acontecimentos todos Impedir que a festa popular ocorra De alguma maneira que as coisas aconteçam e ela se manifeste Porque é essa festa popular que talvez nos permita fazer um contraponto e ela, com o próprio samba, nos leva a ser terrivelmente democráticos, terrivelmente inquietos, terrivelmente lutadores por uma sociedade mais justa, melhor. Então, acho que, por tudo isso, A gente tem que reconhecer a festa popular e o próprio samba como esse espaço de resistência, de denúncia. Então eu vou passar aqui a homenagem, tanto de um grupo que foi de minha autoria, como também fui presenteado aqui, na verdade, pelo vereador Rocine, presidente, que me fez aqui ajudar na entrega de uma honraria oferecida pelo ex-vereador Jorge da Farmácia, que é por Fabinho Azevedo. Essa coisa que eu estava dizendo do samba é uma coisa tão presente, porque lá no samba, lá na rua, nós nos confundimos ali. Então, o Fabinho Azevedo talvez não me conheça, conheço, assim, pessoalmente, enfim. Mas eu digo que é uma honra entregar para o Fabinho Azevedo, porque não bloco nem sangue nem areia, eu sou mais um fulião ali, e ele eu conheço, conheço muito bem. Então, eu vou passar aqui a leitura. Olha lá, o Fabinho Azevedo, inspirado desde os 12 anos pela poesia marcante do século XX, Fabinho Azevedo de Souza tornou-se aos 14 anos o poetinha de sua escola assumindo o nome artístico Fabinho Azevedo Franzino e tímido, até então dedicava suas forças em consumidas noites de leitura por meio de suas poesias, seu primeiro movimento artístico veio a popularidade casual em suas declarações em sala de aula. Teve alguns de seus poemas publicados no jornal Correio Popular. Aos 15 anos, aprendendo a tocar violão com seu pai, em revistas emprestadas, e vendo outros colegas tocando, começou a compor, surgindo seu segundo movimento artístico, a música. Representou o Colégio Vila Gelim Neto, no 2º Festival Estudantil de Música, em 1999. Em duas lindas noites autorais, no Teatro Castro Mendes, teve sua exposição artística notada por críticos, jurados e pelo público. Sempre com apoio fundamental da família, inclinado a caricaturar. Os mestres estudou e ainda estuda com as grandes referências musicais da cidade, conquistando seu espaço com sua versatilidade, alegria e talento. Atua no cenário musical de Campinas e região há exatos 20 anos, desfrutando de um riquíssimo repertório de samba e grandes pérolas da música popular brasileira, se apresentando, na maioria das vezes, no formato solo, com percucionistas em duo, em trio, com percussão e gaita e com requinte musical excitante do grupo Samba Galos de Briga. Essa banda, formada por Fabinho Azevedo há quatro anos, teve o intuito de homenagear João Bosco, seu maior ídolo, com sambas corridos e de uma riqueza harmônica inconfundível. autografando assim sua personalidade e apreço no dedicado fino trato da escolha do repertório para cada show. Fabinha Azevedo é presença assídua na agenda dos principais bares, casas noturnas e eventos da região, com notável paixão pela boemia campineira. Compositor há uma década do Nem Sangue Nem Areia, que é o bloco, recomendo, na Vila Industrial, retomado já há mais de uma década. O músico foi o primeiro a conquistar três títulos consecutivos do samba-enredo do Bloco e arrastar mais de 3 mil pessoas pelas ruas da vila, nos anos 2017, 2018 e 2019. Atualmente é o diretor musical do Bloco, ajudando a produzir um dos mais marcantes carnavais de Campinas. Fabinha Azevedo ainda desfruta de algumas canções gravadas, feitas para diversos festivais que participou e ansei a produção de seu primeiro CD com previsão de lançamento para o próximo ano, ainda em comemoração aos seus 20 anos de carreira. Então, esse é o Fabinho Azevedo, a quem vamos homenagear, em nome aqui do ex-vereador Jorge da Farmácia. Bom, a homenagem que eu fiz foi ao grupo Cupinzeiro Representado aqui pelo Edu Maria Na verdade é o Núcleo Cupinzeiro Que tem também 20 anos de trajetória Nasceu em Campinas E é um dos principais projetos de pesquisa e criação musical Do Estado de São Paulo e do Brasil O núcleo agrega diversas frentes de trabalho que geram diferentes produções, espetáculos, oficinas, rodas de samba, textos publicados e o bloco de carnaval, que é outro que eu recomendo também. Ao longo de sua existência, lançou quatro CDs, dois DVDs, e por conta de sua pesquisa com a música popular, mais especificamente o samba, e pela qualidade do trabalho desenvolvido, já se apresentou em diversas regiões do Brasil e também nos Estados Unidos, Portugal, França, Uruguai, Argentina e São Luís do Paraitinga. Acrescentei aqui agora, porque foi lá algumas vezes, lá com os caipiras e com a turma da festa do Saci, eles foram se apresentar lá. Em 2015, o Núcleo construiu o seu próprio espaço no distrito de Barão Geraldo, reconhecido espaço de resistência para as linguagens artísticas. Foi vencedor de diversos prêmios e editais. Nesses 20 anos de trajetória, o Núcleo Cupinzeiro segue produzindo e pensando a música como ferramenta potente para a construção do mundo. sabendo que a música cumpre esse importante papel social, em seus trabalhos o núcleo traz como objetivo gerar afetos, introduzir beleza e auxiliar na possibilidade de imaginar um futuro melhor por meio da cultura, motivação sempre presente nessa trajetória de duas décadas do núcleo cupinzeiro que nós vamos homenagear na noite de hoje. Com a palavra, agora, a vereadora Guida Calisto para as suas homenagens. Boa noite a todas e todos. Boa noite ao presidente dessa sessão, vereador Luiz Rossini. Boa noite ao vereador Paulo Búfalo, vereador Gustavo Peeta. Boa noite aos homenageados, às homenageadas. Boa noite ao público que participa aqui, nessa sessão solene. E também ao público que nos assiste pelos canais de comunicação, pela TV Câmara. E também boa noite aos servidores dessa casa e um especial boa noite aos servidores do cerimonial que estão realizando essa sessão, que nos dão todo o apoio. Bom, na verdade, hoje eu vim aqui para assistir a reunião solene, a convite de uma grande amiga sambista, inclusive, que está sendo homenageada, a minha querida Andréa, que está aqui. inclusive ela foi a compositora autora do dingo da minha campanha e a minha campanha foi uma campanha vitoriosa, então eu devo muito ao apoio dessa compositora sambista mas é isso então a gente veio para assistir mas surgiu a tarefa aqui para cumprir e a gente está aqui para cumprir foi me dado então a tarefa de eu falar aqui dos homenageados do ex-vereador Luiz Iabico. Mas, antes de eu ler aqui o histórico das pessoas que são os homenageados aqui, falar bem rapidamente um pouco sobre esse momento histórico, como os dois vereadores que me antecederam falaram, que eu achei bastante pertinente sobre essa questão do porquê, nesse momento, já tomar uma decisão como essa da suspensão dessa festa popular, dessa festa que tem um histórico de luta de resistência, principalmente contra a escravidão, contra a colonização, contra o racismo, que é uma resistência histórico-cultural, que é o samba, e contra a própria supremacia cultural branca, porque o samba vem também nesse contexto. Mas só que antes disso, acho que tem uma outra coisa também que deveríamos pensar, não só na questão da suspensão dessa festa, da não realização do carnaval, mas como essa cultura popular, principalmente na nossa cidade, tem sido atacada anos a anos, essa festa popular tem sido atacada e que hoje a gente não tem, por exemplo as escolas de samba e por que eu falo isso? porque está aqui na minha frente a filha do de um grande amigo da minha família o Edgar Lorde Edgar minha mãe foi costureira várias vezes da escola de samba que o Edgar era o diretor, o presidente a minha irmã era uma passista a Emília é minha irmã minha mãe era Margarida, que tem o mesmo nome que eu dizem que família de comunista tem essas coisas os filhos sempre reproduzem os nomes dos pais então Então, na hora que fala da homenagem que ela vai receber, veio toda essa questão da minha infância. E essa pauta veio durante a campanha também, minha campanha, falando sobre isso, sobre essa festa popular, como Campinas tinha o histórico das escolas de samba, das disputas que tinham, Madureira, Mocidade, Rola de Prata, enfim, tinha essa... e como isso foi sofrendo esse esvaziamento. Então, acho que é uma pauta também que a gente precisa retomar, que a gente precisa debater e discutir também nesse contexto. Bom, então, eu vou falar aqui sobre os homenageados que a mim me foi entregue a tarefa de falar, de apresentá-los nessa sessão solene. Então, eu tenho a honra de estar aqui representando o ex-vereador Luiz Iabico e falar um pouco sobre uma das homenageadas, que é a Leninha. A Maria Helena Amaral, natural de São Paulo, vem de uma família de músicos. Sua mãe, Ruth, cantava na rádio Mairink, Veiga, juntamente com as cantoras Nora Ney, Linda Batista e Dalva de Oliveira. Sua irmã Celina do Amaral também cantava com o Raízes da Terra. Casada com o Paulão do Baixo, começou a cantar aos 38 anos, quando seu marido tocava com o grupo de samba do falecido Nenão. Na época, os ensaios da banda eram em sua casa, onde Maria Helena contribuía com ideias e palpites. Um dia, a banda estava se apresentando em um restaurante e a cantora e amiga Valquíria entrou cantando um samba da Alcione. De repente, ela chamou Maria Helena para subir no palco e cantar junto. Depois disso, foi convidada para fazer parte do grupo, no restaurante Bahamas, fazer uns shows de samba e MPB. A rotina artística era dura Muitas vezes acabava levando o filho Rodrigo De apenas sete anos Por não ter com quem deixar Algumas vezes o menino subia no palco Para acompanhá-la Quando esse grupo acabou Maria Helena foi convidada Para cantar no cangaceiro Com a banda formada por Agnaldo, Dorão Calu, Odairi e Luiz Mãozinha Logo em seguida foi direcionada para a banda Teto Solar No qual cantou com Roberta Miranda, Sula Miranda, Fafá de Belém, entre outras Em seguida integrou o grupo Nova Manhã Com o grupo Cor da Pele passou a se apresentar na Casa Chão de Estrelas Onde abriu shows para o Raça Negra, para Helena de Lima, entre outros Com o Rodrigo, já adolescente, e outro filho, Rogério, montou o Nova Raiz. Ela conta que criou o grupo para não soltar os filhos sozinhos por aí. Olha só, que história. Sempre a história das mulheres, tentando manter os filhos ali. Foi a partir daí que ela começou a ser conhecida como Leninha Nova Raiz. Depois, é isso, Nova Raiz, é isso. Depois de um começo difícil, a nova raiz Foi conquistando o público de Campinas Às vezes a correria era tanta que faziam várias apresentações no mesmo dia Chegou até a abrir um show para o cantor Billy Paul Com Paulinho Neves, gravou o CD Bambas Regionais 1 Mas com a ida do filho para a Itália, o grupo se desfez Hoje, ela segue com o samba por meio de convites que recebe dos amigos para cantar. E faz parte, mais uma vez, do projeto Bambas Regionais. Parabéns, Aleninha. Mas eu também tenho outro homenageado, também homenageado em nome do ex-vereador Luiz Iabico. É o Paulão do Baixo. Paulo Roberto da Silva nasceu em Campinas em 20 de agosto de 1951. É casado com Maria Helena do Amaral Silva, a Leninha Nova Raí. iniciou sua carreira ainda na adolescência aos 13 anos de idade animando festinhas e reuniões junto com uma rapaziada que tocava instrumentos de percussão aos 17 anos de idade subiu pela primeira vez em um palco como baixista com uma orquestra que na época se chamava Orquestra Miramar Som e Ritmos sua carreira no samba começou na década de 80 quando recebeu um convite do grupo Tom Maior, formado na época por Cotinha, do Cavaco, Bade, no surdo, e os irmãos Reinaldo e Rinaldo, no rebolo e no pandeiro. Paulão participou da gravação do disco de vinil do grupo. Depois foi convidado pelo saudoso Beto Carioca para ingressar no grupo Aparro, no qual fez vários shows com grandes artistas de renome nacional, como Jorge Aragão, Zeca Pagodinha, entre outros. Junto com Leninha, fez uma temporada de shows no Bahamas, hotel e restaurante muito sofisticado de Campinas. Acabaram se tornando os músicos fixos da casa com o grupo Samba Bahamas. Samba Bahamas. Depois foi convidado para tocar no Terceiro Whisky, em São Paulo, Nessa casa, teve o privilégio de acompanhar musicalmente Jair Rodrigues, Wilson Simonal, Célia Perri Ribeiro e entre outros. Voltando para Campinas, fez alguns trabalhos freelance com sua esposa Leninha, que na época montou o grupo Nova Raiz junto com dois de seus filhos e outros músicos. Na sequência, montou uma banda para bailes e eventos que se chamava Banda Lance Livre, na qual fez diversas aberturas de shows, casamentos e festas particulares. Foi quando ficou conhecido como Paulão do Baixo. Hoje atua como freelance. Sempre é convidado para tocar com os grupos de samba da cidade. Também acompanha grandes artistas que estão na região, como Benito de Paula. Também junto, Leninha, Nova Raiz, fez alguns trabalhos com Rosângela Amaral, sua filha, Assim são conhecidos com a família Amaral, como a família Amaral. Seu outro filho, Rodrigo Amaral, está há 20 anos na Itália, defendendo o samba e a MPB. Viva Paulão do Baixo! Obrigado. Convidamos neste momento para fazer uso da palavra o vereador Luiz Rossini para a homenagem da Câmara Municipal de Campinas aos agraciados desta noite. Mais uma vez, boa noite. Quero cumprimentar e agradecer os vereadores aqui, a Guida, o Peta e o Paulo Búfalo, porque chegou aqui e a gente distribui tarefa. Não estava planejado. Como alguns vereadores, por razões que justificaram, não puderam estar presentes, e alguns que já não foram reeleitos, por isso não estão na casa, e o ano passado por conta da pandemia também a gente teve que deixar algumas homenagens para fazer nesse ano por isso a gente pôde contar com esses vereadores aí eu já aproveitei que nós estávamos aqui em quatro e dividi, passei dois para a guia, um para o... para a gente democratizar, porque o samba é isso, é democratizar quando o cara chega em uma roda de samba, se ele sobe e toca qualquer coisa ele já entra, já começa a participar e é um pouco esse espírito que a gente quer demonstrar nessa noite hoje. Nós estamos aqui por causa do samba, hoje dia 2 de dezembro, é o dia nacional e municipal do samba, e para homenagear os sambistas. Mas nós estamos aqui também hoje graças a uma ideia que me foi trazida pelo Haroldo Ganziani, que, numa conversa, numa segunda da ressaca, ele falou, Rossini, nós temos em Campinas tanta gente que representa a velha guarda do samba, tanta gente que segura essa tradição, tanta gente que faz essa resistência que foi dita aqui, com tanta garra, com tanta paixão, e tanta gente que muitas vezes não é conhecida ou reconhecida pela cidade. Surgiu aí a ideia de prestar uma homenagem específica, criando o diploma Noel Rosa, para que Campinas, através da Câmara de Vereadores, possa fazer esse reconhecimento a esse pessoal que faz o samba na nossa cidade. Então, por isso, Haroldo, eu queria te cumprimentar e agradecer e pedir uma salva de palmas para o Haroldo, porque, de forma anônima, mas também apaixonado, ele que também é percussionista, sambista, ele ajudou a construir isso. E todo ano ele também trabalha e ajuda na seleção, na indicação das personalidades do samba para receberem a homenagem. Eu conseguimos já pegar aqui o currículo do Carlão Malandrage, então eu faço questão. Nós já tínhamos combinado aqui, viu, Peta, caso não viesse por escrito, eu ia convidar o Haroldo para vir aqui e ele prestar essa homenagem, porque ele conhece com muita profundidade o Carlão Malandragem, mas eu vou fazê-lo nesse momento. Carlos Alberto Almeida Xavier, o Carlão Malandragem, nasceu em Jundiaí e chegou em Campinas em 1960, Vindo de São Paulo Nesta época, conheceu Oswaldo Carioca E que fundou o Curtidos no Samba Iniciando assim sua caminhada na música campineira O grupo apresentava-se em festas particulares, universitárias E a banda fazia seus ensaios na Academia de Danças da Sra. Odete Mota Raia Tendo como companhia a atriz Cláudia Raia Nesta época, ocorreu um festival de música popular brasileira, no antigo Cine Carlos Gomes, onde os jurados foram o grupo MPB4, Martinho da Vila e Clara Nunes. O festival teve quatro dias de duração, e em cada dia um dos jurados fazia sua apresentação. No dia em que Martinho da Vila foi realizar sua apresentação, trouxe somente o cavaquinho, e assim coube aos curtidos do samba fazer a banda de apoio para o famoso sambista. Carlão, na sequência, passou a tocar junto com o grupo Batutes, que se apresentava nos clubes e nas boates da cidade. Uma de suas apresentações, o Batutes, teve a honra de acompanhar Grande Otelo. Batutés? Batutés. Obrigado. Batutés teve a honra de acompanhar Grande Otelo Nos carnavais, Carlão Malandrage sempre era convidado para tocar com La Mana, Banda do Brejo, Sonvox, Pedra de Sal, entre outras bandas Sua história nas escolas de samba de Campinas começou com Cilinho Na escola de samba Ubirajara e depois na escola Mocidade Independente Sendo campeão pelas duas agremiações Em 1970, foi responsável pela formação da bateria da escola de samba da Estação de Amparo. Em 1975, uniu-se ao Lorde Edgar para montar os acadêmicos do samba. Carlão assumiu o surdo para a Lorde Edgar ficar no vocal. Os acadêmicos do samba eram formados por Carlão no surdo, Nenê no cavaco, Prats no contrabaixo, Kiko no pandeiro, Luquinha no tamborim e Lorde Edgar como cantor. Trabalhou na sequência com o Sambó Sassete, entrando no lugar do Gera, que foi para o Originais do Samba. Apresentavam-se no Flor de Lis, no Buson, no Túnel do Tempo, no Palácio Bahamas e no Cangaceiro. Nessa época, teve uma passagem com o sambista e comediante Mussum, dos Originais do Samba, que ficou marcado e virou até papo de boteco. Carlão conta que Mussum, como todos nós sabemos, era um amante da cachaça E nessa época ele veio fazer um show em Campinas No camarim, Mussum procurou a famosa branquinha E como não tinha, o Carlão gentilmente falou Mussum, vem aqui que eu vou te levar e levou no Bar Galeto, na Vila Industrial, onde ficaram lá passando a noite tomando uma cachaça. Esse é o espírito do Carlão, e o samba proporciona fazer amizades e a criatividade. É uma passagem que merece ser destacada, e certamente Carlão lembra com orgulho esse momento. Aos poucos, Carlão foi deixando de se apresentar nas casas noturnas, como músico, por motivos familiares e profissionais, pois não conseguia conciliar a vida de músico com as suas obrigações profissionais na Unicamp. Atualmente, aos 77 anos, oito, porque foi do ano passado, aos 78 anos, Carlão Malandrage está aposentado, infelizmente para nós, que está cuidando da sua saúde, mas continua muito apaixonado pelo samba, participando de festas entre amigos e familiares. Então, essas foram as razões, Carlão, que levaram a Câmara de Vereadores a aprovar a entrega, nesta noite, do diploma Noel Rosa para você, em reconhecimento a tudo que você faz e fez pelo samba. Parabéns. O outro grupo que vai ser homenageado foi uma proposta trazida pelo vereador Rubens Gás, que não pode estar presente hoje por motivo de saúde, é o projeto Samba do Presidente, representado aqui pelo Dedé, mas que está com toda a turma aí. O Samba do Presidente é um projeto que envolve um grupo de sambistas campineiros que tem como propósito promover a cultura do samba de mesa em comunidades periféricas de Campinas. O projeto teve início no ano de 2015 no bairro Santa Mônica, região norte da cidade, destacando-se por manter a tradição dessa autêntica cultura brasileira de forma acessível e descontraída. Vale salientar que o grupo, além de levar alegria do samba, trabalha em prol de uma missão muito generosa e que merece destaque. Nas apresentações, arrecadam mantimentos e roupas que posteriormente são doadas a famílias carentes. O projeto realiza eventos mensais e tem como proposta alcançar cada vez mais um maior número possível de pessoas que se sensibilizam, que gostam, que curtem o samba como uma expressão cultural, mas também com esse espírito solidário de promover assistência em prol daquelas pessoas que precisam de mais dignidade, das pessoas mais vulneráveis. Diante da brilhante fluidez do Grupo Samba do Presidente, que movimenta a cultura do samba, levando felicidade e melhores condições de vida a um público humilde, carente de necessidades básicas no cotidiano, nada mais justo que reconhecê-lo pelo trabalho desenvolvido e pela grande manifestação de amor ao próximo que os coloca em posição de destaque nos dias atuais. Esse exemplo do samba do presidente retrata muito o que é o espírito do samba, de aproximar as pessoas, da ajuda mútua, além de preservar a cultura, a força do samba, ainda é capaz de ajudar a quem precisa. Por isso, em nome do Rubens Gays, que a Câmara também acatou com unanimidade, É uma honra entregar a vocês, através do Dedé, o diploma Noel Rosa na noite de hoje. Parabéns a todos vocês. Lorde Edgar, que está aqui representado pela sua filha. quem fala de samba em Campinas ou da noite de Campinas já o conheceu ou já ouviu falar do Lorde Edgar Edgar de Sousa, o Lorde Edgar nasceu em agosto de 1938 em Campinas filho caçula, nascido com seis irmãos nascido e criado no bairro da Ponte Preta nome do time de futebol que passou a ser a sua segunda paixão A família primeiro, o samba segundo e a terceira, então, a Ponte Preta Seu primeiro contato com o samba foi por volta dos oito anos Ao participar do ensaio do bloco Cordão do Bola Preta E desde então dedicou-se a aprender e a defender a bandeira do samba na cidade Foram mais de cinquenta anos dedicados plenamente à música Aos quinze anos, passou a desfilar pela escola de samba Voz do Morro na qual desenvolveu suas habilidades e o gosto pelo tamborim e pelo surdo. Em 67, formou o Acadêmicos do Samba, primeiro grupo de samba de Campinas. A banda realizou muitos trabalhos e shows, gravando um disco compacto duplo de vinil, algo bem significativo para a época. O conjunto foi ativo por 12 anos. Eu acho que se a gente fala hoje compacto de vinil, essa molecada não sabe o que é. Mas na época aquilo era o top. Entre 1978 e 1982, assumiu a direção artística do Cangaceiro, tradicional casa noturna da cidade, da época, por onde passaram diversos sambistas, com shows de mulatas organizados por ele. Em 1982, deixou a direção do Cangaceiro, tornando-se sócio da boate Partido Alto, situada na cidade de Valinhos. E, juntamente com o grupo Partido Alto, agitou o mundo do samba da região. Na sequência, foi gerente artístico do Flor de Lis, uma das mais badaladas e frequentadas casas noturnas da cidade. Paralelamente, seguiu envolvido na defesa do carnaval de Rua de Campinas, aliás, uma de suas maiores paixões. Fez parte da diretoria da Escola de Samba Acadêmicos do Madureira, da qual comemorou o tetracampeonato da gremiação. Na emissora de rádio CBN, apresentou o programa A Hora e a Vez do Samba, que tinha como objetivo resgatar o samba e valorizar os trabalhos dos sambistas da cidade. Em 1975, fundou com as cores verde e branca o Grêmio Recreativo Escola de Samba Mocidade Independente. Seu grande amor, a escola enalteceu temas que falavam sobre o homem negro, sua história e costume. Também homenageou figuras importantes como Maria Dezone, Zoni, escritora do livro Sem a Moça, Lina Penteado, professora de balé, entre outros. Sempre inovador, trouxe shows de samba e de mulatas para dentro da quadra da escola, estreando na passarela com a presença da grande Clementina de Jesus. A mocidade independente trouxe o primeiro top less para o carnaval na vida da Francisco Glicério. Muitas foram as histórias, entrevistas, shows e lutas para manter vivo o sonho de levar a voz do samba a toda a sociedade, até que, em 2003, o silêncio chegou para a Verde Branca. Seu fundador, acometido por um derrame, viu chegar a hora de parar. Passou, então, a dedicar-se unicamente ao Flor de Lis, onde trabalhou até sua aposentadoria. Em julho de 1997, foi homenageado em uma grande noite no Centro de Convivência Cultural, através do projeto Encanta Campinas. Sua história de vida seria um samba-enredo, mas o projeto não se efetivou devido à fragilidade de sua saúde. Em janeiro de 2006, Lorde Edgar nos deixou por complicações causadas pelo diabetes e insuficiência renal. Seus amigos se reuniram no bar do Pachola, no Mercadão, e lá beberam e cantaram mais uma vez, em homenagem a Lorde Edgar, que repousa saudoso nas lembranças da esposa Heloísa Elides Machado de Souza e das filhas Elis Daniela de Souza e Érica Aparecida de Souza. Enfim, Lorde Edgar teve uma vida dedicada à música, enfrentando barreiras e preconceitos em nome da profissão e do samba, seu amor maior. Então fica aqui, nossa homenagem póstuma a Lorde Edgar. E mais uma homenagem a Daniel Nabele. Daniel Bernardo da Silva nasceu em Pau D'Álio, Pernambuco, em junho de 1960. Não precisava falar, né? E chegou em Campinas aos três anos de idade. Sua relação com a música vem de família. Seu pai Miguel tocava violão, seu tio João era pandeirista e seu irmão Luizão Bombeiro, um exímio violonista de sete cordas e cavaquinho. Sua mãe adorava cantarinos e músicas nordestinas, assim como suas irmãs. Embora tenha desenvolvido um senso musical harmônico pela convivência familiar, o que mais a chamou a atenção de Daniel foi a percussão. O pandeiro, além de ter um som que lhe encantava, era o que mais ficava disponível para o menino, que queria de toda maneira manifestar sua arte. Como seu pai era admirador dos sambas antigos e também dos sambas enredos da década de 60 e 70, o pandeiro era fundamental na formação do conjunto, o que lhe fez ir aprimorando cada vez mais a batida. Após muito treino e dedicação, começou a ir às rodas de samba e a frequentar as quadras das escolas de samba. Participou da fundação da Escola de Samba Rosa de Prata, em 1975, na Vila Castelo Branco. Nessa aproximação com os bambas da época, começou a admirar os exímios pandeiristas dos quais tirava alguns aprendizados. Suas preferências eram Nenão do Pandeiro, na Vila Teixeira, Mané do Pandeiro, que participava de várias rodas de samba, e Carlos Eduardo de São Bernardo, entre outros. Sua primeira experiência como profissional do samba foi quando o Maruir dos Santos, grande ritmista e líder de conjuntos e bandas do carnaval, contratou seu grupo, chamado de Os Garotos do Samba, formado quase que em sua totalidade por adolescentes, para tocar no circo Guaraciaba. Em 1976, seu irmão Luizão se juntou ao folclórico Orlandinho Mineiro, conhecido como Cumpadinho, para montar o Grupo Origem, conjunto que primava por um repertório com músicas tradicionais e regionais da América Latina, com a participação de peruanos, bolivianos e um argentino. Como o pandeirista do conjunto tinha alguns problemas pessoais e não podia ter a solidariedade necessária nos shows, seu irmão o indicou para substituí-lo. O Grupo Origem alcançou grande sucesso. chegaram a se apresentar no início da década de 80 no Som Brasil, programa da TV Globo, apresentado por Rolando Boldrin. Daniel lembra que esse dia foi a comemoração do aniversário do Ranchinho, da famosa dupla Alvarenga e Ranchinho. Também ficou marcada na lembrança de Daniel a apresentação pela primeira vez da dupla Castanha e Caju, repentistas pernambucanos de embolada de muito sucesso até hoje, que se apresenta tocando cada um com o seu pandeiro. Depois participou do conjunto Tom Maior, cujo repertório era baseado nos sambas de sucesso, principalmente os do Fundo de Quintal, Zeca Pagodinho e Almir Guineto. O Tom Maior abria os shows do Sombrinha, do Zeca Pagodinho e de outros artistas nacionais que vinham se apresentar na cidade. Naquela época participou com alguns músicos e ritmistas de Campinas das apresentações dos mais ilustres baluartes do samba carioca, tais como Aniceto do Império Serrano e Nelson Sargento da Mangueira, no Bar Ilustrada. Nesse período ficou amigo do violonista Paulão Sete Cordas, músico e maestra do Zeca Pagodinho. No mesmo bar acompanharam também Geraldo Filme, famoso compositor das escolas de samba de São Paulo. Em 1989, dividiu com o Tio Mané a direção musical da gravação do disco de sambas-enredo das escolas de samba de Campinas e também participou como ritmista de todas as faixas do disco. Entre 1992 e 2003, foi pandeirista do Conjunto Flor de Lis, grupo da casa de show do mesmo nome, onde se apresentavam Alcione, Reinaldo, Jorge Aragão, Leci Brandão e tantos outros. Simultaneamente, era ritmista de duas bandas tradicionais, a Tomana Banda e a City Banda. Um dos últimos trabalhos fixos foi no Escuta o Cheiro, em Sousas, onde ficou cinco anos seguidos e hoje toca como freelancer em vários conjuntos de amigos que se apresentam nas principais casas de samba de Campinas. Daniel Naber, essas foram as razões que fizeram que você hoje estivesse aqui, entre tantos talentos, sendo homenageado com o diploma Noel Rosa. Parabéns a vocês, parabéns a todos. Viva o samba! Neste momento, teremos a entrega dos diplomas Para a realização das entregas, convidamos os componentes da mesa A descerem e se dirigirem à frente deste plenário Os homenageados recebem o diploma Noel Rosa por sua contribuição à valorização do samba no município de Campinas. Vamos às entregas. Autoria do vereador Carmo Luiz. Recebe primeiramente Carlão Malandragem. Obrigada. A autoria do vereador Gustavo Peita. Recebe Andréia Preta. A autoria do ex-vereador Jorge da Farmácia recebe Fabinho Azevedo, representado neste ato por João Paulo. A autoria do ex-vereador Luiz Iabico, Recebe Paulão do Baixo. Também de autoria do ex-vereador Luiz Iabico, recebe Leninha do Nova Raiz. Obrigada. E aí A autoria do vereador Luiz Rossini recebe Daniel Nabé. Também de autoria do vereador Luiz Rossini, recebe Lorde Edgar, em memória, representado por sua filha, Érica Aparecida de Souza. Obrigado. A autoria do vereador Paulo Búfalo recebe o núcleo cupinzeiro representado por Edu de Maria. E a autoria do vereador Rubens Gás recebe o projeto Samba do Presidente, representado por Dedé. Obrigada. Parabenizamos todos os homenageados e convidamos os componentes da mesa diretora para que retomem seus lugares. Convidamos à tribuna para fazer uso da palavra para seu discurso de agradecimento, Andréia Preta. Boa noite, prazer imenso estar aqui nessa casa pra um dia tão especial, né? Como vocês viram, eu acabei mandando meu currículo, não sabia que ia falar tanto, tanto, né? Eu falei, gente, eu tô velha mesmo. São 21 anos já de carreira e a música sempre teve muito presente na minha vida. eu quero falar um pouquinho, tentar abreviar essa história toda. Mas eu sou de uma idade, sou mulher, sempre que eu participo de um evento, uma solenidade, um festival, enfim, eu me vejo como uma das poucas mulheres representando a gama de compositoras E como cantora, a gente tem muita gente Mas como compositora, eu me sinto muito honrada por estar aqui hoje E muito feliz mesmo Eu primeiro agradeço aos meus pais, aos meus avós Que vieram de um Nordeste de fome e sede E que hoje, graças a Deus, sempre auxiliando os filhos E estão aí com saúde agradeço pela vida deles agradeço por minha avó a minha avó materna com a qual eu convivi mais eu não pude conviver muito com a minha avó paterna porque morava no Nordeste e também não cheguei a conhecer meu avô um homem negro meu avô que era paraibano e que eu tenho muito orgulho de fazer parte também de uma família negra E por isso eu carrego o nome Andréia Preta com muito orgulho Tenho orgulho do povo preto E assim, bom, eu estou aqui assim, tentei ensaiar Perdi o sono tentando entender o que eu ia falar Mas para dizer que eu como mulher Eu sempre tive algumas dificuldades para chegar até aqui para entender o meu lugar, o meu papel na sociedade, vindo de uma sociedade ainda muito machista. Então, quando eu casei, parei um pouco de cantar, e depois, quando eu falei, não, eu preciso cantar, senão eu sou uma pessoa triste, e aí eu voltei a cantar, aquela coisa, mas vai viajar, não dá para mim. Aí depois namora de novo, o namorado vira e fala assim, mas você não vai ficar cantando o resto da sua vida? E aí, é claro que o namoro não durou muito depois dessa frase. E por que, gente, a música na minha vida, todo mundo que tem música na vida, não é a gente que escolhe. Eu acho que a gente é escolhido para lidar com uma militância, que é a arte no Brasil, ainda muito desvalorizada. Então, a gente convive, a gente luta, a gente continua, a gente tenta seguir, a gente passa por muito percalço até aqui. Lembro muito também da Aureluce, Aureluce Santos, que também não está mais entre nós. Também quero agradecer por ter conhecido a Aure. E a Aure, ela foi uma mulher que também casou Teve os seus filhos todos, criou Eu também fui estudar outra coisa, estudei administração Ela também estudou, ela foi funcionária pública Ficou viúva, os filhos cresceram E aí ela veio para fazer o que ela sempre quis fazer Que foi cantar A Aurelu se começou no mesmo ano que eu Foi no ano de 2000 E ali eu começava no forró Minha família do Nordeste Toda essa questão nordestina Que sempre permeou a família O primeiro instrumento que eu conheci na minha vida Foi uma sanfona Então, assim, tem todo Eu sempre passeei entre o samba O samba veio em 2011 Quando eu voltei do casamento Quando eu saí do casamento, aliás E voltei para minha terra natal Aqui, Campinas e procurei o Adriano Dias, que é do Quarteto de Cordas Vocais. Falei, Adriano, me ajuda aí, eu preciso retomar minha carreira aqui em Campinas. Eu fui muito bem recebida em Minas Gerais também. Não deixei de cantar, mas eu estava em uma cidade muito pequena. Então, tentando relembrar, reduzir, resumir, É muito bom poder estar aqui hoje Na sétima edição da entrega Eu falo que o número 7 é sempre Permeia minha vida também Nasci no dia 16 do 7 Que somando tudo dá 7 Um ori 7 também E não podia deixar de ser na edição número 7 Essa homenagem que permeia toda essa trajetória De muita luta sempre ouvi muitas pessoas sempre acabei fazendo muita coisa que as pessoas queriam para mim e até bater o pé e falar, não, agora é minha vez e aí eu consegui me reconhecer como compositora porque eu já compunha desde 2000, mas tudo engavetado e aí até que eu falei, não, eu preciso se a gente não se reconhece, a gente não é valorizado Então, eu consegui gravar o meu disco Até pela Prefeitura de Campinas E tenho o carinho de todos os músicos que passam por minha vida Agradeço a cada um deles, a cada colega A todos os colegas aqui presentes É uma honra muito grande Quando eu ia frequentar, que eu falei Eu vou conhecer o Samba do Presidente, veio a pandemia Mas eu ainda vou aparecer, faço questão de estar junto também É um prazer imenso estar aqui com vocês Então, assim, Lorde Edgar Também me passou um filme Eu cheguei a abrir o show do Lorde Edgar Isso há muito tempo atrás Que eu falei, meu Deus, o que eu vou fazer aqui? Depois desse homem todo aí cantando Então, assim, isso lá no começo da carreira E aí, enfim É um filme que passa no mesmo Tentando resumir Eu quero agradecer muito a cada vereador e vereadora querida, Guida Caliço, Gustavo Pedro, que também é muito querido para mim, o vereador também, Paulo Búfalo, também é muito querido, são todos amigos mesmo, a gente está aí na luta pela cultura também. Fico muito feliz que o presidente Rossini, que o presidente da mesa tenha tomado essa iniciativa, viu, Rossini? Eu agradeço, porque foi muito importante para todos nós esse momento, assim, Ter um reconhecimento como esse é muito importante, vindo da minha cidade, em vida, a gente poder ser homenageado em vida, e, infelizmente, a Flordes de Garra não presente. Então, eu agradeço realmente a cada amigo que está aqui hoje, a minha mãe que veio, minha mãe Maria, também uma mulher costureira que trabalha até hoje, com muita saúde, graças a Deus. Meu pai ficou em casa, mas eu agradeço muito. A minha amiga de infância, que está aqui, a Andréia Branca. Eu sou Andréia Preta porque ela é Andréia Branca, viu, gente? E a gente agradece mesmo, mesmo. Não tenho palavras mais a dizer, acho que já falei demais. Muito obrigada a cada um, pessoal do Cupinzeiro, aí presente, a Leninha, todo mundo, o Paulão, enfim, todos vocês, Érica, e tentando lembrar o nome de todos os meninos, a rapaziada do presidente. Enfim, também meu abraço para o Fabinho e agradeço demais, em nome de todas as compositoras também desse país, salve Dona Ivone Lara. E vou dizer mais, se eu pudesse voltar Casava outra vez com samba Salve Dona Ivone Parabéns, Andréia Preta Com a palavra agora, Carlão Malandragem Boa noite, meus familiares, meus amigos aqui presentes. Eu só tenho aqui agradecer a todos que fizeram isto para o samba. Esse diploma, para mim, é uma honra tremenda. Eu não sei em qual parede daquela casa que eu vou pôr, mas eu já tenho um lugar esperto para ele. Então, eu só tenho a agradecer, eu não sou muito de microfone, então é o seguinte, Haroldo, muito obrigado, Rocine, muito obrigado, Búfalo, meu amigo, muito obrigado, Carlos, muito obrigado, senhora vereadora, muito obrigado. Meus amigos, músicos, vamos em frente. Hoje é dia do salvo. Obrigado. Obrigado. Parabéns, Carlão. Convidamos agora à tribuna Daniel Nabé. Boa noite a todos, boa noite à mesa, Rocine, sem palavras, Haroldo, meu querido, e vou ser breve aqui, vou começar assim, eu toquei muito com a Lininha, com o Paulão, com o Carlão Malandrage, com a Andréia Preta, com muita gente aqui, mas assim, vou falar de Uma pessoa, Edgar Jorge Edgar E o moleque, ele me levava a tudo quanto é samba Levou para o cangaceiro Trabalhei 10 anos com ele no Freud Liss Até me emociono de falar do seu pai Você sabe disso Então eu não vou falar mais nada Só quero agradecer Estou muito emocionado de estar falando aqui Muito obrigado a todos Viva o samba Parabéns, Daniel Naber Chamamos agora a tribuna Érica Aparecida de Souza Representando o Lorde Edgar Boa noite a todos. Boa noite à mesa. Muito emocionada, muito emocionada mesmo. Eu me sinto muito honrada em estar aqui representando o meu pai. Demorou muito tempo para eu conseguir compreender E formar na minha cabeça quem foi ele Porque para mim ele era apenas o meu pai Ele era a minha referência dentro da minha residência E demorou muito tempo para eu compreender Quem ele foi fora do espaço da minha residência Então, hoje eu estou realmente muito emocionada, muito agradecida, feliz por estar aqui com vocês. Como a Andréia, a gente fica pensando o que falar nesse momento, faz planos, mas eu achei melhor vir mesmo aqui do coração. e eu só tenho a agradecer. Eu fico muito feliz por esse projeto, porque eu sei o quanto meu pai trabalhou, o quanto ele amou, o quanto ele se dedicou ao samba, ao carnaval dessa cidade. Eram noites e dias atrás de recursos, de verba, para colocar a escola na avenida. E hoje eu entendo essa dimensão, desse esforço que ele fazia. E estar aqui hoje é muito, mas muito representativo. No dia de hoje, e junto com todos vocês, com todos os homenageados. O Carlão, que eu conheço desde pequena, o Navé, que era parceiro do meu pai. Então, estou muito grata. Parabéns por vocês terem pensado nessa homenagem. Eu acho mais do que justa que todos sejam lembrados. Obrigada a todos mesmo. Parabéns, Érica. Lorde Edgar, nesse momento, está fazendo um samba no céu. Alegre. Convidamos agora à tribuna João Paulo, representando Fabinho Azevedo. Boa noite a todos. Gostaria de cumprimentar a mesa, em especial os vereadores, que aqui na Casa do Povo, que é a Câmara Municipal de Campinas, que nos representa esse prêmio tão bonito à nossa cultura. Na pandemia, o ano passado, o quanto foi importante. O Fabinho é meu amigo, meu irmão, que a vida me deu. Conheço ele há 20 anos e participei de todos os trabalhos dele. Trabalho como compositor, como músico, como pop rock, como cantor de festa. Ele cantou no meu casamento, queria muito agradecer ele, porque é uma coisa que eu nunca mais vou esquecer. Eu conheço ele como meu irmão, vim aqui para ouvi-lo, mas por motivo de força maior ele não pôde estar presente. Então eu tenho certeza que ele queria agradecer o pai dele, Chico Viola, que é uma influência musical na vida dele. Ele que tocava em barzinho, tocava em festa, as melhores passeios, as melhores viagens eu fiz com ele. Então, eu não preparei nada para falar, estou falando de coração, assim como eu aprendi com o Fabinho Azevedo, porque é um menino sempre sorridente, sempre feliz, sempre fazendo a nossa alegria, em todas as viagens, em todos os passeios. E viver de cultura no Brasil não é fácil. Então, eu queria reiterar o quanto cada um de vocês são vitoriosos, porque vocês fazem a nossa alegria. Às vezes você ganha um pouco, às vezes não ganha um cachê, mas estão sempre lutando para deixar a gente mais feliz. Então, venho aqui em nome do Fabinho Azevedo, agradecer em primeiro lugar a ele, por vocês também, por fazer a nossa alegria. Parabéns, Fabinho Azevedo, meu irmão, já já eu te entrego o seu prêmio. Deus abençoe cada um de vocês. Tchau, tchau. Parabéns. Leve um abraço do povo de Campinas para o Fabinho Azevedo. Com a palavra agora, Leninha do Nova Raiz. Boa noite, senhoras e senhores. Quero agradecer aqui à Câmara dos Vereadores, que foi, para mim, um grande prêmio. Como eu disse, sonhei muito em receber esse prêmio. Mas, em fevereiro, eu fiz uma cirurgia, que eu tenho tiroides. E já há um tempo eu estava sentindo um pouco de dificuldade de quando eu me apresentava, quando eu cantava, eu estava sentindo já. Só que agora precisei fazer a cirurgia no meio da pandemia. E eu vou fazer um acompanhamento até fevereiro. Essa cirurgia mexeu muito com as minhas cordas vocais. Eu fiquei rouca e não tenho mais agudo. Estou fazendo fono e estou fazendo acompanhamento até fevereiro Talvez eu não cante mais Pode ser, daqui até fevereiro Aí a gente vai ver como vai ficar isso Mas se eu não cantar mais Olha só que eu estou fechando com chave de ouro Porque eu canto há mais de 30 anos e, de repente, eu recebo esse prêmio tão sonhado, então eu vou estar fechando com chave de ouro. Porque, ao longo da minha carreira, eu sofri várias discriminações. Isso é uma coisa que marca. E, às vezes, até no meio da família. Então, eu estou muito orgulhosa com esse prêmio, porque é mérito meu. Eu conquistei isso sozinha, sem ajuda. Então, eu quero agradecer demais a vocês, ao Aroldo, que também é um responsável por isso. Quero agradecer imensamente esse prêmio, que talvez eu tenha fechado com chave de ouro. Obrigada a todos. Obrigada. Parabéns, Leninha. Eu vi que você é uma pessoa de fé, que você agradeceu aqui a Deus quando recebeu o prêmio. Acredite nele. Nós vamos te ouvir cantar muitas vezes ainda, se Deus quiser. Com a palavra agora, Edu de Maria, representando o Núcleo Cupinzeiro. Obrigado, gente. Obrigado. Gostaria de agradecer aos vereadores, em especial ao Paulo Búfalo, que fez essa indicação para que o Núcleo Cupinzeiro pudesse receber essa homenagem. E é uma honra poder estar aqui na presença de todas essas pessoas tão importantes para a cultura de Campinas, para o samba especialmente, que é uma manifestação tão importante para nossas vidas. Eu acho que se cada um de nós aqui parar e falar assim, se não tivesse o samba na minha vida, como seria? E eu tenho encontrado muitas pessoas ao longo desses 20 anos, o cupinzeiro, a gente sempre busca encontrar pessoas conhecer pessoas do meio do samba e a gente vai pra vários lugares, eu tive um tempo no recôncavo da Bahia que é um dos berços do samba e lá, por exemplo, a cidade de Cachoeira uma cidade muito simples de pessoas muito simples em que você vê a dificuldade das pessoas no sentido material então quando você chega nessas cidades você vê essa situação mas quando você entra no mundo do samba você vê uma riqueza imensa e uma alegria de viver daquelas pessoas não só quando elas estão no samba porque o samba faz parte da vida e eu tenho certeza que para todos aqui o samba é assim ele nos alimenta e a gente vive momentos muito difíceis, se falou em resistência aqui várias vezes o samba sempre teve nessa relação dessa luta da liberdade o nasce da luta da liberdade no Brasil a partir da luta contra a escravidão como já foi falado aqui contra toda a discriminação e continua sendo não só o samba, mas a cultura como um todo que precisa ser vista como aquilo que nos constitui enquanto seres humanos, sem cultura, sem a nossa expressão, sem o cantar, sem a dança, sem a música. A gente deixa de ser humano. E às vezes parece que a lógica que é essa lógica que movimenta o mundo, essa engrenagem que movimenta o mundo, que é esse mundo econômico que querem nos fazer ser pessoas que só têm um valor econômico. Enquanto a gente tem um valor econômico, a gente está valendo alguma coisa. E a cultura é o que faz a gente ser gente. É o que faz a gente poder se expressar e continuar nos manifestando e continuar na relação humana, que é a relação do encontro, a relação coletiva, a relação comunitária, que é isso que quando você vai no samba, como eu acabei de ver, eu não conheço, mas assim como nas rodas do cupinzeiro, você vê a foto ali da roda do pessoal do Samba do Presidente, que espero poder um dia estar com vocês, e assim como todas as manifestações aqui, você vê a união das pessoas, as pessoas estão juntas, olhando umas nos olhos dos outros, se conhecendo, se abraçando através da música, através do canto, e as gerações juntas. A roda de samba é maravilhosa, porque você tem a criança, você tem o velho, você tem a diversidade toda presente na roda de samba. Então é fundamental que a gente possa olhar para a nossa cultura e para a cultura brasileira com essa riqueza, com esse olhar de valorização do que a gente faz. Então, é muito importante que a gente possa estar aqui hoje, porque graças à resistência, mais uma vez, à resistência das pessoas que viveram períodos muito mais duros no sentido da opressão física, da violência, tenho certeza que Lorde Odigar deve ter feito relatos nesse sentido, de estar tocando samba na rua e ter sido oprimido, de quebrar os instrumentos, da polícia chegar e quebrar os instrumentos. Eu tive relatos de vários mestres do samba que relataram isso. Então, graças à resistência dessas pessoas que chegaram a sofrer violência física para poder continuar fazendo samba, a gente pode estar aqui hoje dentro da Câmara dos Vereadores, falando de samba e cantando samba, como vai se ver daqui a pouco. A gente pode estar dentro das universidades, falando de samba, escrevendo sobre samba. a gente pode estar em vários lugares levando isso que é a valorização dos ancestrais dos povos que vieram do continente africano e que deram origem a toda essa diversidade que a gente está vendo aqui, de pretos, brancos, e também lembrar os povos indígenas que não têm uma relação tão direta com o samba, mas que também sofreram toda essa discriminação e precisam ser olhados hoje a partir desse olhar para as culturas deles também, que são fundamentais. Então, eu queria só dizer isso e lembrar aqui que o Núcleo Cupinzeiro, eu estou aqui representando, é uma honra para mim estar aqui representando o Núcleo Cupinzeiro e também o bloco do Cupinzeiro, mas são muitas pessoas que já passaram pelo Cupinzeiro, a Aureluce passou pelo Cupinzeiro, o Daniel Oculos, que é um músico de Campinas. Não vou nem ficar citando nomes, porque passaram muitas pessoas pelo Pinzeiro. Para mim é uma honra poder estar aqui representando cada um deles. Eu gostaria que cada um que passou em algum momento pelo Pinzeiro, pelas nossas rodas, pelo bloco, se sintam representados. Então, agradecer a todas essas pessoas que contribuíram para essa formação. E, por fim, eu queria lembrar a Candeia, que eu acho que resume tudo o que eu disse. O Candeia é um grande compositor do Rio de Janeiro, que foi num movimento contrário ao que estava acontecendo com as escolas de samba no Rio de Janeiro, toda a sua mercantilização. E ele fundou uma escola nos anos 70, chamada o Grêmio Recreativo de Tradição e Arte Negra Quilombo. E o Candeia dizia... De qualquer maneira, meu amor, eu canto. De qualquer maneira, meu encanto, eu vou sambar De qualquer maneira, meu amor, eu canto De qualquer maneira, meu encanto, eu vou sambar Com os olhos rasos d'água ou com sorriso na boca Com peito cheio de mágoa ou sendo a mágoa tão pouca Quem é bamba não bambeia, falo por convicção Enquanto houver samba na veia, empunharei meu violão De qualquer maneira, meu amor, eu canto De qualquer maneira, meu amor De qualquer maneira, meu amor, eu canto Parabéns Parabéns a todos vocês Parabéns, cupinzeiro Com a palavra agora Paulão do Baixo Primeiramente, boa noite. Hoje à noite, só de agradecimento. Primeiramente, agradeço a Deus por ter me dado esse dom, que para mim é tudo, é um remédio, é tudo. Se, por exemplo, você tem um dia estressado, você chega em casa, pega o instrumento, dá uma dedilhada, é uma higiene mental, limpa tudo. Então, agradeço primeiramente a Deus. Eu agradeço a todos os vereadores, a vereadora, a todos os colegas músicos e os presentes aqui. Esse diploma, para mim, é um privilégio. São poucos que conseguem isso. Eu consegui. Obrigado, gente. Parabéns, Paulão. Convidamos agora à tribuna Dedé, representando o projeto Samba do Presidente. Primeiramente, boa noite. Boa noite. Agradecer primeiramente a Deus. Eu olho para vocês, não tem jeito. Risada em cima de risada. Gente, é um prazer enorme estar aqui. Quero agradecer a vocês também. Para a gente, mais uma vez, lutamos, subimos, descemos. Muito samba, que nem muitos aqui falaram. O samba não é fácil. mas a gente está aqui dando continuidade daqueles que já se foram é um dever nosso tenho poucas palavras para agradecer tanto que vocês fazem parte da minha vida nada é fácil a gente está no dia a dia, luta luta daqui, luta dali, quebra a cabeça quero agradecer também aqueles que não poderam vir aqui com a gente Malão minha esposa até e muito mas é uns nomes que a gente não pode esquecer tá aqui também o Bojo a Letty Leobar, Leodete Dai tudo gente que faz parte do nosso projeto lá é isso gente obrigado mais uma vez e vou cantar um pedacinho de um samba aqui ele faz muito pra mim ele faz muito sentido acho que pra vocês também faz Samba Argoniza mas não morre Alguém sempre te socorre Antes do suspiro derradeiro Samba Nego forte e destemido Foi duramente perseguido Na esquina, no botequim, no terreiro Samba, inocente pé no chão Ao fim do dia do salão Te abraçou, te envolveu Mudaram toda a sua estrutura E te puseram outra cultura E você não percebeu E assim vai Obrigado Parabéns Nesse momento, convidamos os nossos homenageados Para que tomem seus lugares à frente dessa mesa diretora para uma roda de samba em comemoração à noite de hoje. Os componentes da mesa que desejarem descer para apreciar a apresentação, estejam à vontade. Obrigado. Fala, garoto. A minha mulher Música Que dia maravilhoso, né? O dia nacional do samba. Toda roda de samba de lei tem que ter um partideiro, né? São eles que formulam e fazem o samba ser o que é Então vamos aproveitar pra homenagear Antônio Candeia Deixou um testamento bonito aí, guerreiro Pra minha mulher deixo um bom sentimento Da paz do Senhor E para os meus filhos deixo um bom exemplo Da paz do Senhor Deixo como herança a força de vontade Na paz do Senhor Porque sem meu amor deixa sempre saudade Na paz do Senhor Pros meus amigos deixo meu pandeiro Olhei os meus pais e amei meus irmãos Na paz do Senhor Aos fariseus não deixarei dinheiro Na paz do Senhor É mais pros falsos amigos, deixe o meu perdão, na paz do Senhor. Porque o sambista não precisa ser membro da academia, só ser natural em sua poesia, o povo lhe faz imortal. Porque o sambista não precisa ser membro da academia, só ser natural em sua poesia, o povo lhe faz imortal. O recado foi dado, o Antônio Candeia deixou ele pra gente E viva o samba, vamos lá Nosso samba é mais forte, resiste, mas há quem insiste em dizer que acabou Diz também que é coisa do passado, artigo esgotado, coisa sem valor Há quem goste, finge que não goste, samba pelas costas pra não dar o braço a torcer Há quem sente que o samba é quente, samba com a gente até o amanhecer Nosso samba é mais forte e resiste, mas há quem insiste em dizer que acabou Diz também que é coisa do passado, artigo esgotado, coisa sem valor Há quem goste, finge que não gosta, samba pelas costas pra não dar o braço a torcer A quem sente que o samba é gente Samba com a gente até o amanhecer Nosso samba merece respeito É mais do que obra-prima Ou filosofia Emoção pra valer O samba é alegria, amor e poesia, embala o povo a sonhar, sempre a sonhar. O samba é a minha calma, é luz que envolve a alma, o show tem que continuar, continuar. O samba é alegria, amor e poesia, embala o povo a sonhar O samba é minha calma, é luz que envolve a alma, o show tem que continuar O show tem que continuar O show tem que continuar Samba, eu digo com prazer Inspira e tira o mar E aí meu viver, mestre, domina Tudo em mim, todo meu ser Me faz bem, me quer tão bem Me traz também um novo viver Eu vou tentar me segurar Pra não chorar de tanto prazer A luz que me seduz vem de você Laraiá, laraiá, a tua imensidão Fiz com o meu coração Vou hoje Ensinar e ver Em qualquer situação Quem tem um samba na veia é mais Muito mais Eu agradeço ao meu Criador A grande força dos nossos ancestrais Eu agradeço ao meu Criador A grande força dos nossos ancestrais La, la, ya, la, la, ya, la, la, ya, la, ya Muita gente boa. Maravilha, não é? É um prazer para a gente. E eu vou aproveitar a oportunidade e também... Dedé, acho que fez todos os agradecimentos possíveis para mostrar o quanto a gente também está feliz. Para mim é uma honra, e o pessoal que está aqui tocando também, eu tenho certeza que em algum momento a gente ouviu e isso incentivou a gente, olhando vocês, mestres, vi muito no Escrito de Cheiro, aprendi demais. Paulão, pelo amor de Deus. Então, assim, gente, nós como mais, uma pessoa um pouco mais nova, Um projeto bem mais novo Queria deixar bem claro pra vocês aqui Que nós somos fãs de todos vocês Que foram Que foram homenageados hoje Então assim, o samba do presidente Respeita, admira E tem vocês como exemplo, tá? Nós vamos tentar segurar a bandeira aí E tentar seguir Da forma que vocês Nos ensinou, tá bom gente? Muito obrigado Por tudo e vamos lá, vamos fazer samba Vou aproveitar o embalo aqui Que eu gostei do samba da moçada Vou até cantar uma, deu vontade de cantar Ninguém sabe a mágoa que trago no peito Quem me vê sorrindo desse jeito Nem sequer sabe da minha solidão É que meu samba me ajuda na vida, minha dor vai passando esquecida Vou vivendo essa vida do jeito que ela me levar Ninguém sabe a mágoa que trago no peito Quem me vê sorrindo desse jeito nem sequer sabe da minha solidão É que meu samba me ajuda na vida, minha dor vai passando esquecida Vou vivendo essa vida do jeito que ela me levar Vamos falar de mulher, da morena e dinheiro Do batuque, do surde e até do pandeiro Mas não fale da vida que você não sabe o que eu já passei Moço, aumente esse samba que o verso não para Batuque mais forte, a tristeza se cala Eu levo essa vida do jeito que ela me levar Quem souber canta É, do jeito que a vida quer Que beleza Relembrando o Benito De, de, de, de, de, de, de, de, de, de É, do jeito que a vida quer Muito legal, pessoal Gostei Mais uma vez, pra fechar É, do jeito que a vida quer É desse jeito É do jeito que a vida quer É desse jeito Obrigado, pessoal. Valeu! Que coisa linda, hein? Escola, escola. Andréa? Fique à vontade. Então vamos embora. Valeu, obrigada. Vamos comer. Obrigada. Eu tenho a honra de poder cantar um samba meu hoje aqui hoje E foi um samba que eu sonhei Clara Nunes cantava o refrão desse samba em 2016 Depois que o país sofria um golpe E ela cantava um refrão falando de panelas panelas que foram mal usadas vamos embora em terra de bamba, quem tem prestígio tem nome já o coitado do pobre mal se defende na lida se é partideiro engravatado reclama, em lugar de pobre é de pobre e de bacana é bacana Se é partideiro, engravatado reclama Que lugar de pobre é de pobre e de bacana é bacana Mas essa terra ainda tem seu valor Veio com o vento que uma sábia assoprou Manchou nossa história, manchou de sangue O resto da história queremos contar Pra bem dizer que o povo vai pra rua Pra mal dizer quem do povo quer tirar Pra bem dizer que o povo vai pra rua Pra mal dizer quem do povo quer tirar Doida pra riar, doutor Doida pra riar, doutor Doida pra riar, o que você sujou Eu tô doida pra riar, doutor Doida pra riar, doutor Doida pra riar, o que você sujou Eu tô doida pra riar, doutor Doida pra riar, doutor Doida pra riar o que você sujou Salve, Clara Nunes! Obrigada! E aí, como é quinta-feira, eu quero cantar pra Oxóssi. Andemo? O Xóssi, filho de Emanjá Divindade do clã de Ogum Ei, boa lama em lé Que Oxum levou no rio E nasceu logo no Idé Sua natureza é da lua Da lua Oxóssi é Odé Odé, Odé Odé, Odé Rei de Queto, caboclo da mata Ode, ode, ode, ode, ode, ode, rei de queto, caboclo da mata Ode, ode, quinta-feira é seu ossé, a xoxó, feijão preto, camarão, amendoim Azul e verde suas cores Calça branca arrendada Saia curta estampada Rojá e couraça prateada Nas mãos opá e luquerê Ok, ok, ok, arô, ok A jurema é a árvore sagrada O que é aroxóssi? O que é o quê? Na Bahia é São Jorge, no Rio São Sebastião Oxóssi é quem manda nas bandas do meu coração Na Bahia é São Jorge, no Rio São Sebastião Oxa, cê é quem manda nas bandas o meu coração Oxa, cê é quem manda nas bandas o meu coração Oxa, cê é quem manda nas bandas o meu coração Salve o samba do presidente aí, minha gente! Obrigada! Alô, Naber! ao som do samba do presidente, nessa noite em que a Câmara homenageia com diploma a Noel Rosa várias personalidades do samba. A festa continua, mas eu só vou encerrar aqui a solenidade para a gente continuar descontraídamente. Que Deus abençoe a todos vocês. Viva o samba, viva os sambistas de Campinas. Um abraço a todos. Continua a festa. Salve, Nabé. Por favor. Berto. Vamos embora. Vamos embora. Eu sou o samba. A voz do morro, sou eu mesmo, sim senhor Quero mostrar ao mundo que tenho valor Eu sou o rei do terreiro Eu sou o samba A voz do morro, sou eu mesmo, sim senhor Quero mostrar ao mundo que tenho valor Eu sou o rei dos terrenos Eu sou o samba Sou natural aqui do Rio de Janeiro Sou eu quem levo a alegria para melhor Legenda por Sônia Ruberti E aí