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Reunião Com. Esp. Estudos Analisar Impactos Econômicos Pandemia de Coronavírus (COVID-19)
Em destaque · HD Vídeo · COMISSÃO ESPECIAL DE ESTUDOS

Reunião Com. Esp. Estudos Analisar Impactos Econômicos Pandemia de Coronavírus (COVID-19)

27 views Publicado 02/06/2021 HD · 1:53:36

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Legenda Adriana Zanotto TV Câmara, Campinas Olá, bom dia, estamos ao vivo, agora são 10 horas e 4 minutos e você vai ver a reunião ordinária da Comissão Especial de Estudos que analisa os impactos econômicos e sociais da pandemia do coronavírus. Acompanhe na presidência do vereador Luiz Rossini. Bom dia, estamos iniciando a décima reunião da Comissão Especial de Estudos da Câmara de Campinas Criada para avaliar os impactos da pandemia do coronavírus na nossa cidade Hoje contamos com a participação de José Nunes Filho, que é diretor titular do Ciesp Campinas e da secretária de desenvolvimento econômico Adriana Flosi da Prefeitura Municipal de Campinas Temos também já conosco participando o vereador Eduardo Magoga, que é o relator dessa comissão a vereadora Guida Calisto, do PT, Adriane Carvalho, que é assessora do vereador Paulo Gaspar. Então já dou as boas-vindas a todos e agradeço aí tanto ao José Nunes Filho e à secretária por terem aceito o convite de bater esse papo com a gente. A comissão tem por objetivo fazer um diagnóstico, tentar documentar como a pandemia da Covid-19 tem afetado a nossa cidade, todos os setores. Nós estamos recebendo aqui representantes de diversos setores e cada um tem exposto com um pouquinho mais profundidade como que a pandemia tem afetado cada segmento. E também o objetivo eventualmente é colher alguma sugestão, alguma ideia de alguma ação ou medida que possa ser adotada no sentido de ajudar a minimizar os impactos negativos que estão sendo sentidos pelo setor e talvez olhando para o futuro, como é que a gente pode vislumbrar a Campinas voltando à normalidade, como é que vai ser esse novo normal. O setor industrial, a gente sabe que ele foi impactado e alguns setores de forma negativa tiveram que reduzir investimentos, cortar gastos e até pessoal, gerando demissão. Mas alguns setores da indústria também acabaram tendo uma alavancagem nesse processo. processo, aqueles que fornecem insumos, por exemplo, para o enfrentamento do coronavírus, EPIs, equipamentos de proteção, alguns insumos para hospitais, mas de uma forma geral, a visão que a gente tem é que a economia também nesse setor sofreu uma retração e para conhecer um pouquinho mais esse detalhe que a gente resolveu convidar o diretor do Ciesp Regional Campinas e da mesma maneira a gente entende que o processo de desenvolvimento da cidade, desenvolvimento econômico também sofreu impactos e aí depois com a nossa secretária de desenvolvimento econômico tentar ver como é que Campinas está se estruturando para enfrentar isso e também olhando para frente as perspectivas do desenvolvimento da cidade. Então, em linhas gerais, é isso. Eu já quero, agradecendo mais uma vez a presença e participação de todos, passar aqui a palavra para o José Nunes Filho, que é diretor do Ciesp. Bom dia, Zé. Um abraço. Pode falar, a palavra é sua. Tem que liberar o som aí. Ok. Bom dia, Rocine, bom dia, Adriana, bom dia, Magoga, bom dia, vereadora Guilherme, bom dia, Adriane. Primeiro que agradecer, Rocine, pela oportunidade de participar dessa comissão. todos os adeptos estão sempre abertos e dispostos a ajudar e trabalhar o que for possível, eu já participei de tantas funções tuas aí no passado, mas o efeito da pandemia no setor industrial não foi tão grave quanto foi no setor de serviços e no setor de comércio, em função da indústria ter sido considerada uma atividade essencial e a maior parte da indústria funcionou relativamente de forma normal. Algumas atividades industriais até foram favorecidas, principalmente aquelas ligadas à indústria farmacêutica, à indústria de insumos hospitalares e à indústria de alimentos. Toda a cadeia da agroindústria foi relativamente até favorecida pela pandemia. mas na maior parte dos casos a indústria sofreu muito, sofreu com baixa frequência de funcionários, sofreu com insumos em alta, alguns insumos como o aço, por exemplo, de setembro até abril subiu 108%, então foi bastante dolorido e bastante difícil para o setor industrial, como foi para os outros setores. Mas, de uma forma geral, nós fomos afetados não diretamente no Brasil pela pandemia, mas eu costumo dizer que nós, aqui em Campinas, é uma cabine de um transatlântico imenso, que é o mundo, que é o globo terrestre. E nós não temos como buscar o nosso rumo, nós somos carregados por um navio. E esse navio sofreu violentamente com a pandemia, teve impactos muito fortes que refletiram aqui no Brasil, evidentemente, e estão refletindo hoje. Não adianta nós falarmos muito do passado, nós tivemos o pique da queda do crescimento, do desemprego em abril do ano passado, e de lá para cá as coisas vêm se recuperando. E também, diria que de setembro para agora, nós recuperamos 3 milhões e 200 mil empregos, que não é pouco. Mas toda essa situação mundial nos afetou gravemente. E não adianta discutirmos muito o passado, vamos falar do que está aqui para frente. É claro, nós dependemos de uma ampla vacinação, eu tenho 70% da população vacinada para conseguir recuperar, retomar realmente com força as atividades, mas não adianta só o Brasil fazer isso, todos os países do mundo tem que fazer isso. E na verdade todos os países do mundo estão com seus programas de vacinação meio travados, meio atrasados em função até da produção mundial de vacina que não atende a população mundial, que são de bilhões de pessoas e o mundo hoje não tem capacidade de produzir tanta vacina. Nessa situação, os países produtores de vacina acabam sendo favorecidos, porque eles conseguem ter acesso a vacinas e deixam de atender outros países para atender sua própria população e conseguem ter acesso a vacina. Tanto que os três países que mais vacinam no mundo, que mais vacinaram, que são Estados Unidos, Índia e China, são produtores de vacina. E o quarto país que mais vacina é o Brasil. em número de vacinas. Então, aí é que também nós não temos que ficar também politizando muito a situação, olhando um lado do copo meio vazio ou meio cheio, porque quando se fala, por exemplo, que a Abu Dhabi vacinou praticamente toda a sua população, o Bona vacinou 90% da população, tem 2, 3 mil habitantes, Tem países como o Chile, que tem 38 milhões de pessoas, o Chile tem menos habitantes que o estado de São Paulo, então é muito mais fácil para um país pequeno, com pouca população, vacinar para um país grande e populoso como o Brasil, com dificuldades logísticas terríveis, vai ter sempre mais dificuldade. Mas é um país que tem uma tradição de vacinar e tem uma logística própria de vacina, tem o SUS, que é uma coisa fantástica, é um programa fantástico, que não existe em lugar nenhum do mundo um programa de saúde como o SUS. Não existe, nem em países desenvolvidos não há nada desse sentido. Então, nós temos capacidade, tendo vacina, de sair dessa. Eu diria que talvez o primeiro vetor para a retomada acelerada seria a vacinação. Nós temos hoje, se nós formos falar de vacinas, nós temos hoje já compradas 534 milhões de vacinas, que devem, até outubro, a expectativa é de vacinar 93% da população. Então, a situação a partir do seguinte semestre muda. Ainda tem 200 mil vacinas da Pfizer que não tem data para chegar no Brasil. Então, nós temos como já a partir do segundo semestre, inclusive buscar vacinas em clínicas particulares. Eu tenho toda a certeza que em agosto, setembro, nós já vamos ter vacinas disponíveis, inclusive em clínicas particulares. Aqueles que tomaram vacinas que têm menos poder de atividade vão poder se vacinar novamente, E com vacinas mais modernas, que protejam 90%, 95% e que dêem uma segurança maior para que a gente consiga diminuir a expansão do vírus. Outros fatores que eu acredito que vão nos garantir um retorno rápido ao crescimento, que já está acontecendo, o que vai se passar já está acontecendo na indústria automobilística, que é uma das cadeias produtivas mais ricas, mais complexas e que é muito forte na nossa região, depois de três meses de queda, em abril nós já tivemos, nós já tivemos em fevereiro, março, queda na produção, em abril ela recuperou, em maio ela continua forte. Isso já é um sinal de uma atividade produtiva, de uma cadeia produtiva grande. Mas a taxa de juros baixa hoje no Brasil é um fator, um vetor de desenvolvimento muito importante, principalmente para a indústria da construção civil, que se vale muito do crédito, necessita muito do crédito, são bens de alto valor agregado e que tendo crédito ela cresce. também a indústria automobilística se beneficia do crédito e a indústria de bens de uso durável, linha branca, eletroeletrônicos também se beneficiam de uma taxa de juros baixa. Outro fator que é um vetor de desenvolvimento é a inflação baixa, nós estamos com a inflação dentro da meta e apesar de todos os pesares, a inflação para este ano é baixa, vai ficar dentro da meta e nós não devemos ter sustos com relação a isso, apesar do desequilíbrio fiscal que a pandemia provocou no Brasil, O governo foi obrigado a desrespeitar o teto de gastos para poder atender a população mais carente, mas isso se reverteu também o benefício da economia, porque esse dinheiro do auxílio emergencial, ele voltou para a economia na forma de consumo, de produção, de emprego. Então, isso é um fator positivo e também de aumento de arrecadação de impostos, que de certa forma ajuda a pagar esse dinheiro que foi distribuído emergencialmente. Nós temos um outro fator importante de vetor de crescimento, que é a demanda reprimida. Em 2020, a demanda ficou reprimida em 5,5%. isso é muito dinheiro, isso representa 190 bilhões de reais que podem entrar na economia agora em 2021 além disso nós tivemos a reedição do programa do benefício emergencial que são mais 10 bilhões de reais e temos 9 bilhões de reais para o PRONAMP, para financiamento, para capital de giro para pequenas e médias empresas. Então, são vários fatores que devem melhorar a nossa situação para 2021 e que são animadores para a indústria, para o comércio e para o serviço. É claro que para o comércio e para os serviços, a situação do pisca-pisca, abre e fecha, abre e fecha, tem também que se equilibrar e se chegar ao meio termo de ter uma política de segurança, de afastamento, sem ter que fechar tudo, como tem sido feito, que aliás, diga-se passagem, até o momento não resultou em nada de benéfico, a não ser gerar 5 bilhões e 800 mil desempregados novos, além dos 14 milhões que já existiam. Nós estamos hoje falando no Brasil, segundo pesquisas do PNAD, que é a Pesquisa Nacional de Domicílios, de 20 milhões e meio quase de desempregados no Brasil. E desses 5 milhões e 800 que eu disse que foram desempregados durante a pandemia, eles não aparecem nos dados do Cajé, porque eles não estão procurando emprego. Pelo simples fato de que as empresas onde eles estavam trabalhando, Estão fechadas ou quebradas. Então, eles não estão procurando emprego. Por isso, eles não aparecem nos dados do Caged, mas aparecem nos dados do PNAE. O que nos preocupa para esse ano? Uma possível terceira onda da pandemia que possa recrudecer novamente, criar novos problemas para a economia. O desemprego é um fator sério porque as pessoas desempregadas não consomem, não consumindo, o comércio não vende, o comércio não vendendo, a indústria não produz, a indústria não produzindo e diminuindo a sua atividade, os serviços caem também, toda a economia vai para trás e a tendência seria aumentar o desemprego. Então, nós temos que resgatar urgentemente esses desempregados, liberando as atividades produtivas com segurança, para que essas pessoas possam voltar a trabalhar e a economia possa voltar a girar. A taxa de juros, embora ela esteja baixa, pensar que nós chegamos a ter taxa de juros de 20%, taxa de selic de 20% ao ano, Hoje nós estamos com a taxa selic de 3,5% ao ano e a expectativa é que até o final do ano ela chegue a 5, 5,5%. Vai haver alguns reajustes da taxa selic, mas mesmo assim ela é suportável. A inflação está pressionada, está pressionada pelo câmbio, está pressionada pela alta das commodities. Depois eu vou comentar um pouquinho mais sobre por que essas commodities estão em alta. As matérias-primas todas subindo, o preço dos produtos finais também sobe. E a dívida pública, com o financiamento que foi feito para os estados, bilhões de reais para financiar hospitais de campanha, equipamentos, as compras de vacinas, tudo isso, isso afetou seriamente o equilíbrio fiscal do governo. E o desequilíbrio fiscal gera desconfiança e desconfiança gera alta na taxa de juros. Isso preocupa. Com relação à vacinação, que eu comentava com vocês, quanto mais rápido nós vacinamos, mais rápido nós saímos do buraco. A vacinação em 27 de maio, que foi a sexta, quinta, sexta, quinta-feira da semana passada, são os dados que eu tenho hoje, foram distribuídos até 25 de maio, 96.568.000 vacinas. Dessas, 64.568 foram utilizadas já. E dessas 64 milhões, 43 milhões de pessoas foram vacinadas em primeira dose e 21 milhões em segunda dose. Nós estamos falando aí algo em torno de 18, 20% da população brasileira. Então, a vacinação, bem ou mal, ela está indo. Com dificuldade de conseguir os insumos lá fora, porque o que nos vinha vindo muito bem com o problema da Índia, um problema muito grave que aconteceu na Índia, o Índia foi o país que foi mais sacrificado pela Covid, pela pandemia, até em função da alta população, ainda tem 1 bilhão e 400 milhões de habitantes, quase todos eles em áreas urbanas, com um número de habitantes por metro quadrado muito grande, o sistema de saneamento público é de péssima qualidade, então foi preocupante, porque não havia muito controle e a coisa explodiu. Como a Índia é o maior produtor de vacinas do mundo, ela evidentemente precisou vacinar a sua população e reteve muita vacina lá dentro, muito ativo farmacêutico, o IFA, que poderia ser enviado para outros países, foram retidos e mesmo contratos fechados não foram cumpridos em função da emergência local que eles tiveram. O mesmo ocorreu com a China e com os Estados Unidos, nem se fala. Os Estados Unidos foi o país que mais vacinou, os Estados Unidos vacinou em torno de 150 milhões de pessoas, a Índia vacinou em torno de 132 milhões de pessoas E a China, eu não tenho os dados da China, foi também em torno de 130, 150 milhões de pessoas vacinadas na China. É claro que percentualmente, isso na China ainda não representa muita coisa, não representa 10% da população, porque a população deles é muito, muito grande. Se vocês pegam um país como o Chile, por exemplo, que vacinou 8 milhões de pessoas, Para vocês terem uma ideia, nós vacinamos 64 milhões de pessoas. O Chile vacinou 8 milhões de pessoas e isso representa 43% da população deles, que é de 19 milhões de pessoas. É um país pequeno. Vocês pegam o Emirado Árabe dos Unidos, vacinou 51% da população. Eles usaram 5 milhões de vacinas, só conseguiram vacinar 51% dos seus 9 milhões de habitantes. E por aí vai, Israel vacinou 62% da população, 5 milhões de vacinas aplicadas, nós usamos 65 milhões de vacinas até quinta-feira passada, Israel vacinou 5 milhões de pessoas dos 8 milhões e 600 mil habitantes que eles têm, que é uma população, praticamente duas vezes a população da RMC, 62%. Por isso que eu acho que a gente tem que tomar um pouco de cuidado com os comentários que nós fazemos sobre vacina, politizando isso, acho que o Brasil tem feito um excelente trabalho com vacina, porque é o quarto país que mais vacina no mundo, é o primeiro país não produtor de vacinas, não produtor de fosfato acelto, que mais vacina. Porque nós não temos tecnologia para produzir, como os norte-americanos têm, os indianos têm, os chineses têm, japoneses, os próprios israelitas têm nós não temos, nós não produzimos nós vamos produzir agora vai entrar em treste o primeiro IFA produzido no Brasil que é aquele do convênio do Instituto Oswaldo Cruz com a AstraZeneca que vai ser produzido agora nos próximos meses, aí dentro de dois meses, que está dentro do contrato do Instituto Oswaldo Cruz com a AstraZeneca. Então, a Manguinhos já tem a tecnologia, vai produzir o IFA aqui, mas é o IFA desenvolvido pela Universidade de Oxford em conjunto com a AstraZeneca e com a Universidade de São Paulo. Então, e tem alguma coisa em produção de vacinas não tão sofisticadas, tanto no Oswaldo Cruz como no Tatã, que nós devemos ter em breve. mas são vacinas tradicionais que têm demonstrado pouca eficácia com relação ao Covid, essas vacinas ativadas, hoje o que se usa são vacinas geneticamente modificadas, RNA modificada, DNA modificada, vacinas repetantes utilizando outros tipos de vírus como o adenovírus, como o caso da AstraZeneca. Então, essas vacinas é que nós ainda não temos a tecnologia para produzir, mas alguma coisa já está acontecendo na USP de Ribeirão Preto, alguma coisa já está acontecendo no Instituto Oswaldo Cruz com esse tipo de vacina, com essa tecnologia mais moderna e que vai nos dar uma segurança mais rápida de inovação. Eu dizia para vocês que o que mais tem atrapalhado a indústria são os custos e a falta de matéria-prima. Por que isso? Nós tivemos de abril para cá, começou uma retomada, de abril do ano passado para cá, o mundo começou a crescer novamente, o Brasil também teve uma retomada, e algumas coisas aconteceram aqui. Uma coisa que afetou muito a economia mundial, que teve o reflexo imediato, foi o pacote emergencial do Biden lá nos Estados Unidos. Ele liberou 900 bilhões de dólares em dezembro e mais 1 bilhão e 800 bilhões, o total do pacote americano é de 2 trilhões e 800 bilhões de reais, de reais não, de dólares, até se confunde com tanto número, 2 trilhões e 800 bilhões de dólares, isso representa 13% do PIB americano, isso representa praticamente metade do PIB brasileiro, então imagina o impacto desse pacote na economia mundial, taxa de juros do Tesouro americano disparou, estava em 0,5%, foi para 1,64%. E que impacto isso causa para o Brasil? Muito. Hoje nós estamos trabalhando com uma taxa selic de 3,25% num país de risco. Então, é claro que vai haver uma fuga de investimentos, uma fuga de dólares do Brasil para investir nos títulos do Tesouro Americano, que são muito mais seguras. E a 1,64%, 1,65% passa a ser extremamente atrativo o investimento em títulos do Tesouro Americano, mesmo porque hoje, como eu disse para vocês, o Brasil já tem algum problema fiscal, um desequilíbrio fiscal em função da pandemia, o que assusta também os investidores. Esse pacote também provoca uma valorização do dólar, o que cria problema para nós em termos de custos de produtos exportados, de matérias-primas, combustíveis. E esse pacote aliado ao crescimento das maiores economias do mundo previsto para esse ano, que vai ser muito forte, os Estados Unidos devem crescer esse ano 6,4% e a China deve crescer 8,4%. É um crescimento muito forte e são os dois principais parceiros brasileiros compradores de produtos nossos importados, só que as importações que nós fazemos para eles, na maior parte das vezes, são commodities, são matérias-primas, milho, soja, minério de ferro, aço bruto, petróleo, são produtos commodities, produtos que não passaram por industrialização, que não tiveram agregação de valor industrial neles. Isso é ótimo, as exportações brasileiras subiram 43% nos últimos anos, de setembro a abril, subiram 43%, ótimo para o Brasil. Só que para a nossa região metropolitana, representa muito pouco, ou quase nada, porque essas exportações são de comórdia, e nós vendemos, exportamos produtos industrializados. Pelo contrário, isso tudo nos prejudica, nos prejudicou muito Por quê? Ao mesmo tempo que o Brasil está recolhendo mais divisas Vendendo mais commodities, aumentando sua exportação, recebendo mais Por isso que os preços subiram e o dólar está também em alta Isso tudo para o país é bom, para nós aqui, para o nosso microsistema aqui, para o nosso sistema da região metropolitana, que é uma região industrial, prejudica. Porque, embora nós sejamos produtores de aço, o preço do aço é um preço internacional. Se sobe lá fora, sobe aqui dentro. E ele subiu, como eu disse, nos últimos meses, de setembro a abril, 108%. Os combustíveis, o petróleo subiu, a gasolina subiu, o diesel subiu, e vocês estão vendo isso todo dia nos postos, são preços internacionais e comuns. A soja, milho, todos os grãos que entram na alimentação animal, que fazem parte da nossa agroindústria, subiram fortemente, o que está pressionando os preços dos produtos agrícolas e da carne no Brasil, embora as exportações sejam favorecidas. Então vejam como isso, o que é bom, às vezes para o país no todo, é ruim para nós na MC. O que fazer? Não há muito o que fazer. Eu acho que o prefeito Dari tem montado algumas comissões para fazer estudos disso, tem trabalhado sério, tem a honra de ter sido convidado para participar de uma dessas comissões, tem trabalhado de uma forma muito séria, buscando opções, buscando formas de aumentar a competitividade nossa da região, e nós temos até isso, nós temos uma tarefa ingrata, que Campinas é a cidade que tem mais infraestrutura na região metropolitana, Então, ela é usada. As empresas vêm aqui, se instalam, às vezes, numa pequena cidade da EMC, com incentivos fiscais, e usam toda a estrutura que Campinas oferece. E isso é natural, nós temos que entender isso como pensar metropolitano e buscar saídas mais inteligentes possíveis para a cidade. E é isso que nós estamos tentando fazer, a Adriana é uma das pessoas que está mais lutando nisso aí, está dedicando um tempo total nesse assunto e eu acredito que nós vamos ter boas saídas, porque existe vontade política, quando existe vontade política as coisas andam. E eu estou sentindo que o prefeito Dario tem dado todo o apoio para essas atividades, para o que essas comissões estão realizando e que nós vamos ter condição de crescer já em 2021, mas planejando muito mais em 2022, porque vocês, todos que participam da administração pública, sabem que as coisas dentro da administração pública acontecem sempre no ano seguinte. até por força das leis que restringem muito as tomadas de decisão imediata. Eu creio, Rocine, que de uma forma geral, era esse o panorama que eu queria passar, que é um panorama global que nos afeta de certa forma muito forte. e eu fico à disposição agora para participar do debate. Ok. Eu agradeço, Nunes. À medida que você foi falando, eu fui anotando algumas questões aqui que depois eu gostaria de colocar para você. Mas eu acho que deu uma ideia geral de como estão as perspectivas do desenvolvimento industrial na nossa região. Foi uma aula. Obrigado. Está conosco também a Vandelei Garcia, que é do gabinete do vereador Cecílio Santos, que é membro da nossa comissão. Então agora eu gostaria de passar a palavra para a nossa secretária, Adriana Flosa, aliás o Nunes já preparou o caminho para que a secretária possa falar um pouco do ponto de vista de como a Secretaria de Desenvolvimento Econômico tem olhado para esse cenário, quais são as perspectivas de desenvolvimento da nossa cidade, algumas medidas que estão em curso, estudos, para a gente tentar preparar Campinas para essa retomada. Obrigado por aceitar o convite, Adriana. A palavra é sua. Obrigada, vereador Bussini. É uma satisfação poder estar aqui com vocês hoje, para fazer uma discussão tão relevante como essa, num momento que estamos todos tão preocupados. Quero cumprimentar também a vereadora Guida Calisto Satisfação poder estar aqui com você Vereador Eduardo Magoga Além dos assessores da Adriane Assessora do vereador Paulo Gaspar, nosso amigo Também o Vanderlei, assessor do vereador Cecília Cumprimentar o meu amigo Nunes Que a gente está aqui nessa luta, ele no Ciesp E eu sempre estive lá à frente da associação comercial A gente olhando aí para tantas dificuldades que a gente enfrentou E vem enfrentando ao longo dos anos Mas nada pode se comparar e a gente não imaginava nunca chegar a isso Acho que é uma coisa assim, realmente um ano atrás, quando a gente começou a pandemia, a gente falava, meu Deus, mas a gente não vai conseguir ficar fechado um mês, não vai dar, dois meses também vai ser impossível, e no fim a gente está passando aí por um período tão longo, e só dá para a gente começar a falar em retomada do desenvolvimento quando a gente tiver de fato essa população massivamente vacinada, Não dá para a gente começar a tratar de retomada, vereador Rossini, se a gente não tiver essa vacinação feita, o que o Nunes fez aí, de fato, foi uma aula, ele fez um overview do ponto de vista mundial e como tudo isso afeta a gente aqui, afeta uma loja que está se fechando aqui na cidade de Campinas. Mas, de toda forma, o que eu gostaria de complementar é que os números que nos mostram aí a abertura e fechamento de empresas, a gente vê que aqui na cidade de Campinas, a gente vem mantendo aí em torno de 650, 700 empresas abertas por mês, todos os meses, de janeiro até abril. Totalizando aí hoje, fechando o mês de abril, a gente está com 2.685 empresas que foram abertas na cidade de Campinas contra 1.289 que foram encerradas as atividades se a gente for fazer uma comparação com os números do trimestre que foram primeiro trimestre de janeiro a março foram 2.025 empresas abertas a gente tem um número 30%, 30.35% maior do que o número que a gente teve no ano anterior que a gente ainda não tinha pandemia, de uma forma incrível, quer dizer a pandemia começou em meados de março, mas a gente começou a sentir de fato no mês de abril mas a gente tem um número aí 30% maior de aberturas de empresas do que a gente teve no ano de 2020 é uma coisa incrível de a gente ver e quando eu estou falando de empresas são empresas limitadas que normalmente são, é o maior número 60%, 65% são limitadas ou EIRELI, ou empresário individual nós não estamos falando de microempreendedor individual nós estamos falando de números da junta comercial do estado de São Paulo não números do portal do empreendedor da Receita Federal onde a pessoa abre o meio Então, ela fica desempregada e abre um meio para poder sobreviver. E também nós tivemos uma diminuição no número de desempregados. Em dezembro, nós tínhamos 108.660 desempregados aqui na cidade de Campinas e nós encerramos março com 97 mil desempregados. Então, houve uma diminuição, uma oferta maior de emprego do que o desemprego. com todas essas dificuldades que a gente está tendo. Mas, de toda forma, o que a gente vai enfrentar ainda é bastante complicado, bastante difícil. Nós temos aí muitas empresas com dificuldades e isso tem preocupado muito a prefeitura e ver de que forma nós podemos contribuir para ajudar nessa retomada. Como disse o Nunes, há uma vontade política do nosso prefeito Dario Saad de estar fazendo esse trabalho na retomada. E nós estamos aqui em diversos grupos de estudo para que a gente possa apresentar formas de estar contribuindo para que isso aconteça. Então, vereador Rossini, a Secretaria tem tido esse olhar. A gente hoje tem aqui um foco bastante grande em ciência, tecnologia e inovação. trouxemos uma pessoa, temos o secretário adjunto que tem esse olhar olhando para todos os segmentos, nós temos três diretorias aqui uma que cuida do desenvolvimento econômico do setor de comércio, indústria, serviços e do agro olhando para o empreendedor rural também outra do comércio exterior e também de cooperação internacional de que forma que a gente pode trazer investimentos, empresas que queiram investir aqui no Brasil, criando um ambiente competitivo para isso. E quando a gente fala em criar um ambiente competitivo, a gente está falando também daquilo que o Brasil pode oferecer e daquilo que o Estado de São Paulo pode oferecer. A cidade de Campinas está dentro desse território. E enquanto eu estive lá na Junta Comercial do Estado de São Paulo, nós fizemos um trabalho de melhorar esse ambiente de negócios para fazer com que a gente tivesse um melhor posicionamento no ranking do Doing Business no Brasil. E para isso, no quesito abertura de empresas, a gente fez um trabalho de... E daí, o Doing Business é medido na cidade de São Paulo e na cidade do Rio de Janeiro, 60% considerando a cidade de São Paulo. E hoje a gente tem o balcão único e você em 17 minutos abre uma empresa. Com isso, nós vamos ter uma mudança no posicionamento do Brasil no ranking do doing business, melhorando de 40 a 60 posições, isso vai fazer com que a gente fique mais atrativo, que as empresas estando fora possam olhar para o Brasil e dizer, não, melhorou o ambiente de negócio, nós vamos abrir uma empresa no Brasil. E cabe agora aqui a Prefeitura de Campinas e aqui a nossa Secretaria mostrar também que se a empresa está vindo para o Brasil, que venha para Campinas. Trazer empresas significa trazer empregos. A gente fala muito isso, porque às vezes a gente faz o trabalho aqui diretamente com as empresas, mas é justamente olhando para isso. A gente precisa cobrir aí esses 97 mil desempregados que a gente tem hoje no município de Campinas, que é essencial que a gente ajude isso a acontecer e a gente vai ajudar isso a acontecer se a gente ajudar as empresas que estão aqui a ficarem, a continuarem e também se a gente conseguir atrair novos empreendimentos. Então, vereador Rossini, acho que de uma forma bastante resumida esse trabalho nós temos feito aqui em todos esses setores, Temos também aqui a diretoria de turismo, que é o setor que também tem esse olhar, o turismo sempre olhado como um negócio, principalmente uma cidade como a cidade de Campinas, onde o principal atrativo é o turismo de negócio. Mas de todos os setores, aquele que mais foi prejudicado é o setor de eventos. as empresas que faziam eventos, sejam pequenos locais de eventos ou grandes locais de eventos, eles não fazem eventos desde março do ano passado eles foram afetados em 100%, então 100% então toda essa cadeia de produção de eventos foi extremamente afetada é a mais afetada, na sequência bares e depois os restaurantes e o comércio, eu considero que eles têm mais ou menos a mesma, tiveram mais ou menos o mesmo impacto, porque pela falta de capacidade de poder fazer a venda através de aplicativos ou através de delivery e drive-thru. Então, acho que a gente tem um olhar especial para esses setores que foram prejudicados, alguns setores importantes de prestadores de serviço também, que ficaram impedidos de trabalhar, como salões de beleza, como um exemplo, e atividades afins. Então, acho que esse olhar especial para esses setores, o prefeito tem uma sensibilidade muito grande com relação a isso, nós estamos trabalhando sim nesse sentido, com esse olhar, com uma vontade política do prefeito realmente muito grande para que a gente possa fazer alguma coisa que seja significativa e que faça alguma diferença aí na retomada econômica que, mais uma vez, se dará após nós termos aí a população massivamente vacinada. Então, acho que de início seria isso, vereador. Obrigado. Obrigado Adriana eu acho que complementou também essa análise mais geral de como a pandemia tem afetado o nosso município e região eu vou abrir então agora para os vereadores aqui, primeiro para o vereador Eduardo Magoga que é o relator da comissão para ele poder fazer considerações, questionamentos na sequência a vereadora Guida Calisto Bom, vereador Eduardo Magoga, para quem entrou agora só para, são 10h46, quem está nos assistindo, nós estamos realizando a décima reunião da Comissão Especial de Estudos sobre os impactos da pandemia da Covid-19 no nosso município. Hoje recebemos José Nunes Filho, que é diretor do Ciesp Regional Campinas e também da nossa secretária de desenvolvimento econômico, Adriana Flores. Vereador Eduardo Magoga, bom dia, obrigado. A palavra é sua. Bom dia, vereador Rossini. Bom dia, vereadora Guida. Bom dia, José Nunes. Prazer em revê-lo, José. Fazia tempo que eu não te via. Bom dia, secretária nossa de desenvolvimento econômico, Adriana Foz. Bom dia a todos que estão nos assistindo, aos assessores dos outros vereadores também. Olha, fiquei impressionado, José, com a sua apresentação. Cheguei um pouquinho atrasado, estava no compromisso com o prefeito, cheguei um pouquinho atrasado, mas você deu uma explicação, deu um show para a gente aí, demonstrando um resumo e temas tão importantes quanto a vacinação. Olha, estou impressionado com esses dados que você passou e também fiquei surpreso de saber que a indústria não foi assim tão afetada como o comércio e serviço. Acredito que foi de grande relevância essas informações. E também no que a Adriana, nossa secretária do município, disse também, completando todas essas informações e passando aí os dados de 97 mil desempregados na nossa cidade. Bom, além de parabenizar a vinda de vocês, agradecer esse momento de vocês estarem cooperando na nossa comissão, eu gostaria de fazer uma pergunta para o José, eu não sei se o José Nunes ou a Adriana poderiam estar respondendo, eu acho que os dois têm capacidade de estar resolvendo e falando sobre essa questão, que seria dessa importância, importante vindo das empresas para a cidade de Campinas. Mesmo antes da pandemia, já tinha alguns relatos que você hoje trazer uma empresa para a cidade de Campinas tem um pouquinho a mais de burocracia do que as cidades da região, inclusive por questões de taxas, por questões de a demora até para abrir uma empresa aqui, a burocracia na cidade de Campinas. Isso já tínhamos alguns relatos antes da pandemia, dessa dificuldade. Eu gostaria de saber se isso realmente se faz verdadeira, essas informações, e o que nossa cidade, que nós vereadores, poderemos contribuir para estar ajudando a desburocratizar um pouco a vinda dessas empresas. Como o José Nunes disse, que as empresas às vezes acabam ficando nas cidades ao nosso redor, mas usufruindo de uma cidade de Campinas que tem uma infraestrutura um pouco melhor. Gostaria de saber se isso é verídico e como nós podemos estar ajudando. E agora, específico um pouquinho mais para a Adriana, nos dados que ela passou, referente às aberturas das empresas, também é um dado impressionante, parece que aumentou o número de empresas abertas no município de Campinas. Essas empresas que foram abertas nesses últimos tempos são empresas ligadas a vendas na internet, plataformas online, é esse dado que eu gostaria de saber, secretário. Muito obrigado e que Deus continue abençoando todos vocês. Obrigado, Eduardo. Como são duas perguntas, eu já vou pedir para que tanto o Zé Nunes e a Adriana possam responder e depois eu passo para você, ok? Vamos lá, não sei se o Nunes primeiro ou a Adriana, a vontade, Zé Nunes. Bom, primeiro, Magalhães, é um prazer te ver, realmente faz tempo que a gente se vê nas eleições, fico muito satisfeito, muito contente em saber que você está aí na Câmara, você é uma pessoa do bem, um camarada que tem um bom discernimento, E, sem dúvida, a tua contribuição aí será muito grande. Eu não tenho dúvida disso. Bom, com relação ao que você colocou de burocracia, nós sofremos o problema do grandalhão. O grandalhão, ele é mais lento para andar, ele é um elefante numa loja de cristais, cada movimento ele quebra coisa para todo lado. Então, os movimentos do grandão são difíceis, Os do pequeno são muito rápidos e muito fáceis. Então, é claro, nós perdemos em relação às cidades, das outras cidades da RNC, quanto à agilidade no processamento de todos os alvarás e todas as exigências para a implantação de uma empresa, uma empresa industrial. Então, nesse caso, estou comentando uma empresa industrial ou de uma empresa que demanda muitos alvarás, alvará de visa, São muitos sacrificados, muito difíceis, muito burocráticos, então isso tudo tem que ser resolvido de alguma forma. Como eu te disse, o prefeito tem várias comissões trabalhando em vários setores para tentar resolver todos esses problemas. E nós vamos, todos nós campineiros, vamos necessitar muito que a Câmara seja bastante ágil para que quando esses projetos chegarem à Câmara, esses projetos de desblocratização, de agilização, de melhoria da competitividade da cidade, que eles sejam analisados rapidamente, que eles sejam votados rapidamente, para que a gente possa implantá-los em 2022 e trazer um desenvolvimento mais rápido e mais sadio e mais potente, mais forte para a cidade. Então, basicamente é isso. Existe realmente uma burocracia muito grande dentro da cultura, hoje ela é lenta. Nós tivemos, historicamente, alguns problemas na administração pública no passado, que refletiu muito no modo de agir do funcionário público, daquele que pega a canetinha para assinar, ele já tem muito medo de assinar hoje. E às vezes para ele é muito mais cômodo não assinar e deixar a coisa passar para frente. Não pode ter nenhuma punição para ele, porque não pode ser demitido, ele é funcionário público. Então a coisa para, a cidade para e a gente começa a sofrer com isso. Então primeiro, nós temos que ter um histórico, manter um histórico de uma cidade ímpar, sem corrupção. Nós temos que ter um controle, não só das pessoas que se corrompem, mas das pessoas que corrompem o funcionário público lá na ponta. Isso é muito ruim, isso gera burocracia, isso faz com que a administração pública se cerque de mais cuidados. Então, a princípio, para acabar com a burocracia, nós temos que acabar com a corrupção, ou pelo menos acabar com a sensação de corrupção, que nos acompanha desde os tempos antigos, não vou citar pessoas, nem nomes, porque também não sou eu que devo julgar quem está certo, quem está errado, e no fim são todos meus amigos, pessoas que de qualquer forma eu respeito. Então, mas que existe esse ranço hoje, que a gente persegue. Uma vez eu disse isso num evento em que estava presente o prefeito Jonas Que eu disse que era uma ferida que estava aberta E depois tive que me corrigir porque não era bem assim Acontece não que houvesse corrupção do governo Jonas Mas a ferida que tinha sido aberta não estava curada ainda E ela não vai curar tão cedo Porque aquele funcionário público que foi punido, que se sentiu ameaçado perante o Ministério Público, o Tribunal de Contas, aquele funcionário público ele se amedrontou e muitas vezes ele prefere burocratizar, não assinar as coisas. Então, nós temos que desburocratizar e nós temos que mostrar dados, sempre mostrar que não há corrupção na Prefeitura de Campinas, ou se há lá na ponta alguma coisa, ela está sob controle, ela está sendo investigada, ela está sendo punida e com isso a gente consegue que o funcionário público tenha mais confiança para assinar os documentos que caem na mão dele para assinar. E temos que ter um programa de desburocratização, temos que ter um programa para aumentar a competitividade da cidade e tudo isso vai ter que passar, evidentemente, pelo crivo da Câmara, que vai poder melhorar esses projetos, que vai poder estudar, trabalhar e melhorar também esses projetos com as pessoas competentes que nós sabemos que tem na Câmara. mas que isso seja feito de modo célebre, que nós deixemos a política partidária para segundo plano e saiamos primeiro desse buraco onde nós nos encontramos, que não é hora de fazer política partidária, de pensar em eleição de 2022, quando nós temos mais de 20 milhões de desempregados no Brasil. É desumano atrasar as coisas, retardar, não votar, quando tem tanta gente sofrendo no país e nós temos que resolver os problemas deles e agir com bom senso. Então, acho que se o Legislativo caminhar junto com o Executivo, tendo as boas intenções de resolver os problemas da cidade, para tornar essa cidade, que já é tão boa, melhor ainda, eu acho que nós vamos chegar longe. se houver esse acordo, se nós seguirmos votando os projetos, melhorando os projetos, discutindo e resolvendo rapidamente, votando rapidamente, nós em 2022 vamos ter uma surpresa de cidade. Ok. Adriana, complementar a resposta do vereador Eduardo Maguaga? vereador você poderia repetir a última parte da sua pergunta posso sim secretária em relação a surpreendentemente aos números que a secretária deu das aberturas das empresas eu gostaria de saber se são empresas ligadas a vendas na internet, plataforma de vendas. Olha, então, a gente tem aí sempre, se a gente olhar o recorte da junta comercial como um todo, e daí eu estou falando dos números da junta comercial de São Paulo, em relação ao estado todo, em relação a Campinas. Sempre, como eu já disse, repito, em torno de 60%, 65% das empresas abertas são empresas limitadas. E essas empresas são sempre em torno de 30%, 35%, comércio, reparação de veículos, automotores, motocicletas, comércio e reparação, comércio em geral. e também atividades administrativas, serviços complementares. Então, essa abertura, ela não tem a ver com empresas de vendas na internet, porque a gente também não está separando dessa forma. A junta comercial coloca o KINAI, que fica visível para a gente, é o KINAI de comércio como um todo. O que a gente tem é que as vendas na internet, elas subiram 72%, as vendas pela internet, mas elas não representam ainda um volume que seja tão significativo a ponto de você poder trocar tudo pelas vendas na internet. As empresas que conseguiram crescer muito mais é aquelas que já estavam preparadas do ponto de vista da transformação digital. Por isso é que a nossa preocupação muito grande em estar ajudando as empresas de pequeno corte a terem um olhar sobre a questão da tecnologia, a transformação digital, de que forma ela implementa uma inovação no seu negócio, daí não só o comércio, mas também o prestador de serviço como um todo. O que a gente viu é que, disso tudo, o mês de abril, ele acabou sendo um mês que ele bateu um recorde de abertura de empresas no ponto de vista, se a gente olhar o estado de São Paulo como um todo. Um recorde, a gente olhando um recorte desde quando isso começou a ser medido em 1998. Nunca se abriu tantas empresas como foram abertas no mês de abril. recortando todos os meses de abril dos anos de 98 para cá. E o recorte é esse, é sempre 30% em torno de comércio, mas comércio como um todo, vereador. São números que Campinas acaba repetindo. E para ser um pouco mais específico, no mês de abril, por exemplo, foram admitidas 12.491 pessoas. mas nós tivemos também 12.286 desempregados. Então, nós tivemos um saldo pequeno de 236 empregos, mas você vê que se a gente recortar de 108.660 desempregados que a gente tinha em dezembro, nós fechamos março com 97 mil. Então, é importante que a gente tenha esse número sempre caindo. Para que a gente se torne atrativo, a gente tem que, obviamente, ter uma cidade competitiva. Competitiva não significa que a gente vai entrar numa guerra fiscal, né? Competitiva sobre todos os pontos de vista, porque Campinas já é uma cidade, por exemplo, porque nós estamos em rankings super importantes, nós somos a segunda cidade com a melhor infraestrutura do Brasil, segundo o ranking, por exemplo, da Urban System, que das cidades, a gente está sempre ali entre a sexta, a sétima cidade, da melhor cidade grande do país, se você olhar do ponto de vista de tudo que oferece, de infraestrutura, do hub logístico que nós temos, o aeroporto que a gente tem, e cresceu mais de 20% em cargas no ano passado. Então, nós temos números muito atrativos, faz com que Campinas seja uma cidade atrativa, mas o que a gente faz para ser a cidade mais amigável para se investir? Então, nós estávamos, em 2020, em nono lugar, como a cidade mais amigável do ponto de vista de negócios. E o nosso aqui, se a gente tem aqui um propósito, é esse propósito, de tornar Campinas uma cidade mais amigável para receber as empresas, receber os negócios, sejam eles estrangeiros ou investidor também nacional. Mas nós temos sim algumas dificuldades do ponto de vista de abertura de empresa. no ano passado a gente levava de 20, 25 até 30 dias para que saísse uma viabilidade para abertura de empresa quando você vai abrir empresa hoje a gente tem um integrador estadual que ele coloca todos os órgãos num único portal para que o usuário tenha a percepção de que ele entrou em um único portal e pode cuidar de toda a abertura da empresa. Começa sempre na cidade com a viabilidade. É possível você abrir uma empresa com um determinado KINAI neste endereço? Então, isso é a viabilidade. Essa viabilidade aqui em Campinas demorava, às vezes, quase 30 dias e estava super atrasado, um acúmulo de muitas empresas aguardando e você ficava 30 dias esperando para ver se você podia ter essa autorização, para depois você ir para a Receita Federal, para você buscar o seu CNPJ, na sequência levar registro na Junta Comercial de São Paulo e depois disso ainda você passar por todo o licenciamento, seja de bombeiros, seja de CETESB, de vigilância sanitária, dependendo do tipo do negócio do KINAI, da empresa que você está abrindo. Mas, esse número hoje, que levava de 20 a 30 dias, hoje a gente em 48 horas tem essa resposta. A ideia é que a gente faça isso, que a gente possa ter isso de forma automática. Hoje, para uma empresa limitada, com esse trabalho que foi feito no município de São Paulo para que a gente ganhasse pontos aí no Doing Business, essa resposta é totalmente automática. Você entra pelo site, você faz a consulta e você já obtém a resposta. Se você tem essa viabilidade de poder abrir, se é sim, se é não, ou mesmo talvez, se tem alguma condicionante, você recebe esse talvez para que você possa resolver depois. Então, está sendo feito todo um trabalho para que isso a gente tenha também na cidade de Capinas, mas eu acho que hoje a gente tem uma eficiência no sentido de ter de 24 a 48 horas no máximo, você tem essa resposta se você pode abrir aquele tipo de negócio naquele endereço, que está ligado absolutamente ao zoneamento da cidade. Como a gente tem um plano diretor, tem uma lei de zoneamento clara, aprovada pela Câmara, então essa resposta, se a gente tiver a resposta de forma absolutamente automática, a gente vai ganhar um pouco mais de agilidade. O que a gente tem hoje é a medida provisória 1040, que está se tramitando para que isso vire lei, e que depois da lei da liberdade econômica, eu acho que essa MP 1040, ela traz justamente essa obrigatoriedade do município de fazer isso de forma automática. E é um trabalho, então, que a gente tem que trazer para o município e implementar aqui também no município de Campinas, mas esse trabalho está tomando corpo e está sendo feito. Ok. Obrigado, secretária. Eu vou passar agora então a palavra para a vereadora Guida Calixto e depois para a Adriane Carvalho, que é assessora do vereador Paulo Gaspar, que também pediu a palavra. Guida, vereadora. Bom dia, presidente Rossini. Bom dia, José Nunes, diretor aqui da Ciesp. Bom dia, secretária Adriana Flosi. Bom dia vereador Eduardo Magoga e também aos demais, o Vanderlei Garcia, assessor do vereador Cecília e também a Adriane, vereador do Paulo Gaspar, assessora do vereador Paulo Gaspar. E também aos demais funcionários da TV Câmara, possibilitando a realização e transmissão dessa audiência aqui, dessa importante comissão de estudo. Gostaria de iniciar parabenizando ao vereador Cecílio, opa, ao vereador Rocine, que eu olhei aqui e Cecílio falou, ao vereador Rocine pela atividade, pela audiência e pelo importante debate, também aos debatedores. Dizer que é um tema muito provocativo Por conta das condições que a gente vive nessa atual conjuntura Campinas não está fora dessa conjuntura difícil Inclusive que foi agravada pela pandemia Quero falar bem rápido, bem breve Dizer que sim Primeiro que eu gostaria de ter bastante Todo esse otimismo que o José Nunes nos traz sobre essa questão da vacina, porque embora eu também tenho números, a gente tem os números de alguns países que estão num processo de lentidão de vacina, mas eles têm outras medidas sanitárias que estão ajudando no combate, que estão possibilitando algumas possibilidades de reabertura. E isso tem amenizado um pouco todos os efeitos dessa terrível pandemia, e é principalmente para o setor econômico e também para as vidas. Então, essa questão das testagens que a gente não tem nem de forma ampla aqui no país e nem aqui em Campinas, o Brasil tem toda essa experiência já comprovada na vacinação, os próprios cientistas, pesquisadores aí, que inclusive têm estudado muito o Plano Nacional de Imunização, o Brasil tem condição de vacinar muito mais do que está se vacinando hoje, tem condições de alcance dessa vacinação à população, mas a gente por conta de toda essa conjuntura, a gente não está conseguindo avançar nesse processo. então eu vejo que de fato tem países que estão com muita dificuldade também mas tomou outras medidas que estão ajudando principalmente o setor econômico e as vidas, frear um pouco o contágio e a perda de vidas Eu entendo que Campinas, a gente tem feito um pouco a avaliação das finanças do município e a gente entende que Campinas tem condição de apresentar alguns pacotes para socorrer esse setor aí dos pequenos empresários, dos pequenos comerciantes Já tinha também esse dado de que a indústria sofreu bem menos com a pandemia do que o setor de comércio. E Campinas, por ser uma cidade majoritariamente com muita incidência de comércio, ela está sendo muito impactada. Então, eu sou uma das vereadoras do parlamento aqui no município, que está sempre batendo nessa possibilidade da administração pública apresentar medidas para socorrer esse setor. Porque socorrendo esse setor, a gente vai estar socorrendo também um grupo, um alto, um setor que apresenta números muito grandes, inclusive de pessoas que estão desempregadas e que acabaram indo para o setor de comércio, setor de serviços, que mobiliza muito a cidade. Então, a gente precisa apresentar medidas para socorrer esse setor. Como Campinas faz parte também desse processo brasileiro de desindustrialização ou então da indústria está se fundindo com o capital financeiro, é extremamente importante socorrer esse setor, também vamos socorrer aí uma parcela grande da população que se encontra alocada nesse serviço. como a própria secretária disse, né, que tem aí medidas e que tem isso já identificado ali, setor de salão de cabeleireiro, enfim, a gente sabe que muitas, inclusive muitas mulheres atuam, né, nesse segmento, então por isso que a gente entende que a pandemia ela atinge de forma diferente, né, os segmentos, não adianta vir falar que era uma doença, é um fenômeno que atinge todo mundo igual, que não atinge os setores mais pobres, a casa trabalhadora, os desempregados, os mais vulneráveis, estão muito, muito, muito afetados. A fome atingiu muito por conta disso. E aí, para concluir, que eu falei que eu ia falar pouco, dizer aí das boas provocações que o José Nunes nos trouxe, Veja, José Nunes, nós da bancada de oposição, a gente tem tido bastante empenho em apresentar projetos, inclusive para tentar socorrer a cidade nesse período da pandemia. As propostas que a gente tem votado, inclusive, apesar que a gente entende sim que tem um fator político nisso tudo, que tem por trás um projeto político na forma como está sendo manejada essa pandemia, A gente não tem ilusão com isso, então quando vocês falam assim, não dá para politizar, mas quem está politizando é quem não está apresentando as medidas efetivas para socorrer o povo que está sofrendo nesse momento. Então, para nós é isso, mas a gente tem toda a disposição de apresentar projetos para poder, inclusive, viabilizar a cidade, do ponto de vista de apresentar a possibilidade de sair, porque quando a gente atende um povo naquilo que ele mais precisa, principalmente nas condições econômicas, a gente pode tirar a cidade dessa situação tão grave que se encontra. Então, só deixar aqui o nosso compromisso, reafirmar, a gente tem apresentado projetos aí, projetos de vacinação, projetos de testagem, inclusive, projetos aí de rendas emergencial, de medidas para socorrer o pequeno comerciante, medidas mesmo de algumas de isenção para socorrer esse setor para que a gente possa sair dessa pandemia o mais rápido possível porque o grandão, como você mesmo disse os donos das indústrias estão sofrendo poucos efeitos, agora o que está mais sofrendo são os pequenos os comerciantes, os trabalhadores desempregados, as mulheres que são mães solos esse setor está sofrendo demais então conte conosco aí mais uma vez, obrigada e parabéns parabéns secretária, parabéns aos debatedores Obrigado vereadora, eu passo agora então para Adriane Carvalho assessora do gabinete do vereador Paulo Gaspar e depois para o Vanderlei Garcia e daí a gente retoma com os debatedores Adriane, com a palavra Bom dia vereador Rossini gostaria mais uma vez agradecer ao senhor a oportunidade de a gente participar desse debate tão importante, essa preocupação generalizada, agradecer ao vereador Paulo Gaspar também, que nos dá a oportunidade de participar e bom dia a secretária Adriana Flosi ao José Nunes, da Ciesp ao vereador Magoga vereador Aguida Calisto ao Vanderlei, assessor do vereador Cecílio o senhor José Nunes ele comentou na fala dele sobre a necessidade da desburocratização e também da necessidade de uma ajuda da Câmara, do Legislativo. E eu gostaria de mencionar que a Câmara, através do vereador Paulo Gaspar e da Comissão de Desburocratização, já tem procurado ajudar a população, ajudar os empresários, ajudar os empreendedores na desburocratização e a gente tem muito contato com a secretária Adriana, trabalhando junto, já foi criada inclusive uma força-tarefa na desburocratização das escolas particulares infantil, onde teve um desemprego, inclusive a maioria são mulheres que estão desempregadas, então a gente já está trabalhando, já tivemos uma reunião com a Bracel, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes também, no sentido de desburocratizar. O vereador já está agendando, já tem um agendamento para o mês de junho, um novo setor. Então, o gabinete trabalhando fortemente junto com os outros membros da comissão, no sentido da desburocratização. E existem estudos que dizem, e a gente sabe, que a desburocratização e a transparência, ela reduz a corrupção, e isso são bandeiras muito fortes do Partido Novo, além de apoiar os empreendedores, a geração de emprego e renda de todos os setores. Eu também gostaria de convidá-los para a próxima reunião amanhã da Comissão de Ciência e Tecnologia, estamos falando de indústria, amanhã o convidado é o Aldo Alberto Maluf da empresa BYD Brasil, que é uma empresa de energia limpa e renovável, vai acontecer amanhã às 3 horas da tarde, presidida pelo vereador Paulo Gaspar, aqui na Câmara de Campinas. Então, a mensagem que o gabinete do vereador Paulo Gaspar quer deixar é que nós estamos atentos e preocupado com esse momento de pandemia, estabelecendo parcerias e trabalhando junto com os setores para caminhar e poder voltar à retomada da economia. E, presidente, agradeço mais uma vez a oportunidade, nós também estamos trabalhando forte com o vereador Rossini também, para poder ajudar nesse momento tão complicado para Campinas e para todo o Brasil. Obrigada, presidente. Obrigado, Adriane. passo agora então para o Vanderlei Garcia que é do gabinete do vereador Cecílio Santos também Vanderlei Olá, bom dia presidente Rossini obrigado aqui por essa oportunidade quero cumprimentar aqui a secretária Adriana Fozzi, José Nunes do Fiesp, vereadora Guida, vereador Eduardo Margoga também Adriane assessora do Paulo Gaspar eu Eu gostaria de fazer uma pergunta para a secretária Adriana. Ela esteve em uma reunião da Comissão de Desenvolvimento do Campo Grande, do Distrito do Campo Grande, há cerca de talvez um mês, mais ou menos, e ela fez uma afirmação de que a Prefeitura estava estudando e deveria apresentar em breve um programa de ajuda, de financiamento as empresas de Campinas, tanto ali por meio do Banco do Povo, como também de outras iniciativas. Gostaria de saber se há avanços nesse sentido e se isso vai ser anunciado em breve, e como vai ser, para quem vai ser, de que forma essa ajuda virá para as empresas da cidade de Campinas. Ouvindo a Paula Zé Nunes, ele se mostra bastante otimista, e é bom sermos otimistas, porque nós precisamos de otimismo para enfrentar essa situação tão difícil que a gente está, agora nesse momento em que essa segunda onda está arrefecendo, a gente está começando a ter números um pouco menores, embora a semana passada já ficou um pouco mais preocupante, mas de otimismo em relação ao crescimento do país, crescimento da economia, desenvolvimento. Mas a minha questão é sobre a necessidade nossa de estarmos preparados para uma terceira onda em momentos mais difíceis de novo, em que alguns especialistas afirmam que isso pode acontecer. Ninguém quer que isso aconteça, mas acho que é prudente que nós estejamos preparados. Então, tanto da secretária Adriana quanto do Zé Nunes, como que estamos preparados para enfrentar um terceiro desenvolvimento, um terceiro aumento dos números de casos e de mortes por conta de Covid, que preparação nós estamos tendo do ponto de vista econômico para enfrentar isso e não cometer os erros que vínhamos cometendo já anteriormente, que tem resultado no que a gente tem visto, muitas mortes e muitos prejuízos econômicos. E gostaria de lembrar também, acho que a vereadora Guida já comentou, a questão da politização, de como nós tivemos uma politização da condução dessa pandemia, a negação da ciência, a negação da vacina como um elemento que nos permitiria estar melhor nesse momento. Agora a vacina tem sido adotada, mas ela foi negada e a CPI da Covid tenha demonstrado isso claramente, a CPI do Congresso Nacional, que nós estamos, houve um processo de politização por parte do governo brasileiro, do governo central federal brasileiro, de um ponto de vista ideológico, e esperamos que agora isso não aconteça mais, que agora a gente tenha posturas que sigam as recomendações científicas, que sigam as recomendações médicas, para que a gente possa enfrentar isso com o menor impacto econômico possível e com o menor número de mortes possível. E vereador Rossini, eu queria só aproveitar aqui mais uma sugestão que o vereador Cecília me pediu para fazer aqui, vou aproveitar porque talvez, não sei se nós vamos ter tempo de mais uma fala, é que essa comissão convide também a INDEC, as operadoras do sistema de transporte coletivo de Campinas, para uma reunião dessa comissão e acredito que isso está muito ligado a essa reunião de hoje a respeito da questão dos impactos econômicos, porque boa parte dos trabalhadores e trabalhadoras da cidade precisam usar o sistema de transporte público para chegar aos trabalhos e às vezes a empresa até adota todos os protocolos necessários, adequados para evitar uma transmissão, uma contaminação dentro do ambiente de trabalho, mas a pessoa que precisa sair de casa para trabalhar pega ônibus lotado. E aí não tem condições, ela pega a Covid no caminho para o trabalho ou no caminho de volta para casa e não necessariamente no trabalho. Então a gente entende que esse é um ponto muito importante para se discutir, porque está havendo uma redução muito grande de número de ônibus em circulação em função, às vezes, de uma queda de demanda, mas os ônibus não podem circular votados, os ônibus precisam circular com poucas pessoas para que elas evitem a aglomeração, para que não haja aglomeração dentro dos ônibus. Isso é um aspecto de impacto muito negativo. Então, é isso. Muito obrigado, presidente. Obrigado, Wanderlei. Eu vou passar para o Nunes e para a Adriana, enfim. responder as suas perguntas, talvez fazer algum comentário em cima do que a Guida e a Adriane falaram, mas esse assunto, Wanderlei, o Cecílio tinha conversado comigo e a gente já estava pautando, estamos talvez não para a próxima, mas daqui a 15 dias, tentar trazer o pessoal do setor de transporte para a gente também ouvir esse segmento importante. Então, e aí eu vou fazer o seguinte, eu vou passar primeiro aí, talvez para o Nunes, cadê o Nunes, está aí? Se quiser fazer algum comentário em cima do que a vereadora Guida e a Adriane falaram, e o Wanderlei especificamente, ele pontuou como é que a gente se prepara para essa terceira onda aí. E depois a Adriana, se puder falar um pouco desses estudos aí e que estão em desenvolvimento, sob atração e ajuda às empresas. Nunes. Bom, primeiro, acho que não são perguntas, são mais comentários. Primeiro, gostaria de comentar sobre o comentário da vereadora. Quando eu falei dos grandões, do grandão, eu falei do município de Campinas, não de empresários. e quando eu disse que a indústria não foi tão afetada, eu não disse que ela não foi afetada, porque quando o comércio é afetado, a indústria, quando o comércio e serviço são afetados, a indústria é afetada diretamente, porque diminui o consumo, diminui a venda, diminui o consumo, são mais desempregados, menos gente consumindo e é claro, o faturamento da empresa cai E ela passa por dificuldades, como a indústria tem passado por dificuldades e tem se valido de alguns financiamentos especiais, como o PRONAMP, que foram lançados para poder suportar algum atraso, retardamento no pagamento de alguns impostos, estudos. e infelizmente não tivemos nenhum benefício por parte do governo estadual, esse é o detalhe, o ICMS inclusive foi aumentado durante a pandemia, além de não ter nenhuma prorrogação de pagamento de nenhum imposto. Então, nós pedimos isso desde o início, prorrogação de pagamento de impostos, crédito subsidiado, crédito mais barato, para que as empresas pudessem sobreviver, pudesse manter os empregos, algumas coisas foram atendidas, mas sempre a nível federal, a nível estadual não. Quanto ao novo trabalho que a vereadora tem feito, acho que temos que atender mais os desassistidos agora, os que estão em situação mais vulnerável, mas só queria lembrar também que o Estado brasileiro, O município, vamos falar do município, também está muito vulnerável, porque quando cai a produção, quando cai a venda, quando tem desemprego, a arrecadação pública diminui bruscamente e a despesa continua alta. Então, o Estado brasileiro, em todos os seus níveis, municipal, estadual, federal, está com dificuldades para atender toda essa demanda que hoje é extremamente necessária. É claro que se nós limpássemos algumas coisas, ainda alguns privilegiados dentro do funcionalismo público, partindo já de políticos e funcionários, teria mais dinheiro para oferecer para esses mais vulneráveis, mas infelizmente nós temos um Estado brasileiro aparelhado politicamente, cada político que entra, a primeira coisa que faz é aparelhar o Estado e criar um sugadouro de recursos públicos ali e depois não tem para atender essa população fragilizada que a senhora comentou. Adriana, você que sempre me enviasse um abraço ao vereador Paulo Gaspar meu amigo, tenho um respeito muito grande pelo Paulo Gaspar é uma pessoa que tem ideias ótimas, que realmente vê o Brasil da forma como ele deve ser visto é um Brasil que precisa crescer, que precisa empreender, que precisa gerar empregos que precisam recolher mais impostos para ter mais riqueza para ser distribuída. Nós só vamos poder distribuir riqueza se nós gerarmos. Então, eu gosto muito do pensamento liberal do Paulo Gaspar e é uma pessoa que eu tenho respeito muito grande. O Vanderlei, gostaria também que se enviasse um abraço muito forte para o meu amigo Cecília. Tivemos muitas batalhas juntos lá no Campo Grande, não sei se você sabe, mas eu fui o fundador da Sanfara, que é a maior empresa que existe lá no bairro do Campo Grande, somos o maior gerador, somos hoje não, hoje a Sanfara é uma multinacional, mas ela é a maior gerador de emprego lá e nós tivemos muitas batalhas juntos com o Cicito, ele é uma pessoa espetacular, tem um respeito também muito grande, com ideias boas, e o parceirão que eu tive lá, o Sérgio, que foi um dos maiores lutadores pelo bairro. Eu, de uma certa forma, concordo com você que o nosso calcanhar de Aquiles hoje, para que a economia possa ser retomada mesmo durante a pandemia, de uma forma um pouco mais acelerada, é o transporte público. Porque desde que nós tenhamos os cuidados de distanciamento social, de uso de máscara, os cuidados sanitários com álcool gel na mão, manter as distâncias, é possível o comércio trabalhar, é possível o restaurante abrir, é possível o salão de beleza funcionar e esse pessoal continuar tendo acesso à sua renda, dos seus empregados terem acesso à sua renda, que é fundamental isso tudo. Mas, infelizmente, se eles têm que pegar o transporte público lotado, nós vamos ter um problema nesse setor. Eu vou falar, por exemplo, da nossa empresa. Nós não tivemos nenhum problema com a pandemia, operamos normalmente durante todo esse tempo, mas adotamos um protocolo aqui extremamente rígido, protocolo sanitário, protocolo de distanciamento social e protocolo, vimos o problema do transporte público. Então, o que nós fizemos? Nós contratamos vans para pegar esse pessoal nas suas casas, nas redondezas das suas casas, para ter o devido cuidado de distanciamento e enderecimento, para evitar que eles se contaminassem no transporte público. Eles tiveram aqui um treinamento bastante, praticamente todas as semanas, para ter os cuidados necessários aqui e nas suas casas, para que eles não levassem também a infecção para as suas casas, nem trouxessem das suas casas o seu ambiente de trabalho e com isso nós atravessamos normalmente, sem problema. É claro, tivemos problemas de demanda, porque o comércio não demanda, a indústria não tem por que produzir. Tivemos problemas com o custo de matérias-primas, porque as commodities, matérias-primas básicas subiram brutalmente e isso nem sempre é possível repassar no preço, já que a demanda está baixa. então acho que de uma forma geral era isso ok Adriana você quer fazer algum comentário a respeito dos estudos eu sei que o próprio Nunes falou das comissões que o prefeito criou, eu acho que algumas delas devem estar sob sua coordenação mas eu sei que há sim essa preocupação e está pensando aí como que o município pode ajudar aí, mas você pode obviamente explanar um pouco como é que andam esses estudos. A Guida Calixto, a vereadora, e dizer da preocupação dela e de fato o que ela disse, que as mulheres foram as mais afetadas, de fato foram, porque a gente ficou sem escola, as crianças não tinham como ir para a escola, as mães também precisaram ficar em casa, Adriane também ressaltou, fez essa observação e de fato a maior parte dos afetados no desemprego são as mulheres, infelizmente. E por isso que é importante sempre a gente ter políticas diferenciadas e que possam trazer essa equidade para os gêneros. Então, cumprimentar pela fala de cada uma delas, também ressaltar aí o meu respeito, a amizade pelo vereador Paulo Gaspar, que também é um amigo querido de bastante tempo. E acho que o questionamento que foi feito é quanto ao trabalho que vem sendo realizado, de uma afirmação que eu fiz. O que eu fiz foi dizer exatamente o que o Nunes falou. Então, existe da parte do prefeito aqui uma vontade política muito grande e esse trabalho está sendo realizado sim, por isso a grande importância da Câmara de Vereadores que em tempo nós vamos precisar que sejam analisados os projetos e aprovados com rapidez e por conta do Nunes ter acompanhado de perto o trabalho que está sendo realizado, ele tem essa informação, mas é reafirmar o compromisso do prefeito, a vontade política, o empenho com que isso tem sido feito, então é uma reafirmação somente, vereador Rossini, desse trabalho que tem sido realizado sim, E esse desejo aí do prefeito Dário Saad, essa vontade política com relação a essa questão. É uma reafirmação. Ok. Bem, nós estamos aqui já, são 11 horas e 34 minutos, né? Décima reunião da Comissão Especial de Estudos para analisar os impactos da pandemia da Covid-19 no nosso município. O objetivo, Nunes, Adriana e vereadores que participam, assessores também dos vereadores, o objetivo é a gente deixar documentado tudo isso. Acho que esses depoimentos, essas falas que têm vindo à comissão dos diferentes setores, retratam esse momento histórico que nós estamos atravessando. O prefeito Jonas Donizete, ele costumava dizer que no Nordeste, naquelas regiões mais áridas, que vivem com falta de chuva, ele fala que, o próprio nordestino diz que a primeira coisa que a chuva apaga, apaga, é a memória da seca. Nós estamos vivendo uma crise aí, fruto de uma pandemia que pegou a humanidade, a ciência de surpresa. É muito... a própria ciência não estava preparada para compreender e enfrentar esse novo vírus. Isso impactou de forma diferente, de intensidades diferentes, estados, sociedades, pessoas, setores. E muito do que a gente tem feito, eu acho, é reproduzir até iniciativas que estão sendo desenvolvidas no mundo inteiro. Primeiro, importante, todos já falaram isso, é bom ouvir de você, um representante da indústria, falar, apesar das dificuldades que são reais, nós estamos otimistas. ou passar esse sentimento de otimismo, no sentido de que nós vamos sair dessa, reforçando aquilo que é uma característica do Brasil, sou brasileiro, e o brasileiro está pronto para tudo, mas é bom, eu acho que a gente tem que olhar e essa sinalização de que tem caminhos, tem rumos, tem saída, é importante. É claro que a vacinação foi reafirmado aqui como a grande ação de proteção sanitária que vai dar condição para a retomada da normalidade. Mas muitas das medidas que acabaram afetando com maior intensidade, por exemplo, o setor de comércio, serviços, que era a questão do distanciamento social, A Campina não chegou a fazer o lockdown, mas as restrições de funcionamento, horários e tal de alguns setores, obviamente isso trouxe consequências. Mas essas medidas, vou falar assim universalmente, elas foram abalizadas pela ciência. A preocupação num primeiro momento era tentar conter o avanço do coronavírus. E a melhor medida, enquanto não tem vacina, para você evitar que ele se propague, é evitando que as pessoas se aglomerem, tenham contato com as outras, além das indicações de uso de máscara, álcool em gel. Então, aquilo que a gente chamou de abre e fecha, infelizmente, teve que ser medidas recomendadas por uma base científica de proteção sanitária. Nós esperamos que com o maior número de pessoas vacinadas, essas idas e vindas deixem de acontecer nessa profundidade, com essa intensidade. Nós recebemos aqui também os representantes de bares e restaurantes, eles trouxeram os números terríveis para grande parte dos empresários desse setor, que afetou também os trabalhadores do setor. agora falando especificamente aí do setor industrial eu acho que o Nunes fez uma exposição muito interessante de como o nosso setor aqui ele está conectado com o que acontece no mundo e apesar da indústria de uma forma geral ter sentido menos impacto em função do que está acontecendo com o mundo desde as medidas tomadas pelo Biden afeta muito a nossa indústria local por conta da característica, do perfil do nosso parque industrial. Aliás, quando o Laerte Martins da SIC veio falar um pouco aí de como o comércio, indústria, ele trouxe alguns dados interessantes. Na verdade, a indústria na nossa Campinas e região tem perdido espaço espaço na representação da atividade econômica, principalmente Campinas, para os setores de serviço e comércio. A indústria já teve uma importância maior, hoje Campinas está se caracterizando mais como uma cidade com perfil de serviços e comércio. E nós precisamos, Nunes, retomar a participação da indústria que emprega, que gera trabalho, obviamente gera renda, na nossa cidade também e para isso eu queria fazer duas colocações e questionamentos para a gente tentar compreender a gente percebe alguns movimentos na reestruturação dos processos industriais a pandemia até forçou e foi falado aqui também essa questão de incorporação de tecnologia, o trabalho em home office, obviamente para a produção talvez isso não valha, mas para as atividades administrativas, atividades de meio, as pessoas têm procurado, na medida do possível, trabalhar em casa e têm surtido, dado o mesmo retorno, não estando no ambiente físico da empresa. Mas queria fazer essa pergunta, esse processo de pandemia ajudou a acelerar um pouco essa reorganização, reestruturação de governança, de processos, de gestão das empresas? A Adriana colocou pontualmente que a secretaria dela está preocupada também em preparar, capacitar os pequenos, médios, empreendedores para entrar nesse mundo da transformação digital. Hoje o ambiente de negócios está muito digitalizado, a tecnologia da informação domina isso. Como também o setor industrial está preparando, capacitando as empresas, as indústrias, vamos falar assim, também para entrar nesse mundo que a gente chama da indústria 4.0, que é digital e é ambientalmente responsável, ESG, tem muitas transformações acontecendo. O Ciesp aqui tem conduzido, tem debatido esse processo também com as nossas empresas. E quando a gente fala em indústria, Adriana, a indústria do turismo, também afetada pelo setor de eventos que você falou, os hotéis, nós trouxemos aqui os representantes do Campinas Convention Bureau, que mostrou o drama que passa a rede hoteleira e os setores complementares. Mas, então eu queria primeiro pontualmente perguntar essa questão da tecnologia e inovações, que modelo de indústria sairá no pós-pandemia? E aí uma outra coisa, em função de tudo que foi dito aqui, eu acho que nós precisamos construir um novo pacto de desenvolvimento econômico e social. A Kida falou com muita propriedade, muitos setores foram afetados, mas os setores mais vulneráveis da população sentiram com maior intensidade essa crise. Muitos inclusive tiveram que depender de doação de alimentos, cesta básica para poder atravessar essa fase. Então, eu vou colocar aqui um desafio para todos nós, que ao final, cada um no seu segmento, na sua área, e o governo, o poder público também, que a gente consiga depois produzir com esse trabalho das comissões, isso que eu vou chamar agora de novo pacto de desenvolvimento econômico social. Nós precisamos perseguir isso e preparar Campinas, todos os setores, para a terceira, quarta, quinta onda que vai chegar, Porque a gente, infelizmente, até por questão da forma como o homem se relaciona com o meio ambiente, com a natureza, desmatando, poluindo ainda, isso acaba trazendo efeitos. O vírus é um evento da natureza e afeta todos os demais. Então, a gente tem que pensar também nesse novo pacto da gente também, pensar que nós estamos num planeta que tem limites de suporte. Mas, enfim, então, primeiro essa questão do novo momento da indústria pós-pandemia e essa questão do novo pacto do desenvolvimento econômico e social. Eram essas falas, nós temos mais 15 minutos, mas se vocês puderem responder nisso, a gente já está caminhando para o encerramento aqui. Obrigado. Bom, vamos começar falando da... Esse é um processo que vinha caminhando e vinha caminhando bem. E é preciso que esse processo, que ele seja feito, que ele tenha um timing. Por quê? Porque nós vamos precisar de qualificação dos trabalhadores para que eles possam sair do tipo de operação que eles têm hoje e ir para uma operação para o ponto zero. Esse, na verdade, a pandemia não acelerou nada, pelo contrário, atrasou tudo. Atrasou tudo porque as escolas fecharam, porque as empresas diminuíram sua capacidade de produção, tiveram que deletir, passaram por dificuldades. Então, a única coisa que as indústrias estão fazendo no momento é tentar se manter vivas, abertas e tentar não demitir mais ainda. Com relação ao fato da desindustrialização, isso é muito ruim para o país. Nós estamos vendo o que aconteceu hoje com a desindustrialização, o problema que os Estados Unidos encontraram pela frente, que é um país que se desindustrializou e ficou dependente principalmente da China. Os Estados Unidos hoje não tinham condição, inclusive, de produzir vacinas. Eles não produzem mais nada. O iPhone é produzido na China. Então, o que eles fazem? Eles vendem serviços para as indústrias chinesas, porque o maior demandador de serviços é a indústria. E se não tem indústria, não tem setor de serviços, porque o setor de serviços depende da indústria. Quem demanda serviço é a indústria. é a grande demandadora de serviço. Então, a indústria é, vamos dizer, o embrião de todo desenvolvimento econômico. É da indústria que vai aparecendo o resto, porque se não tem indústria, não tem produto para o comércio vender, não tem serviços para serem comprados. Então, a indústria que é a grande geradora de empregos, através de suas cadeias produtivas, quanto maior a cadeia produtiva, maior capacidade que ela tem de produzir quanto ao pacto social que concorda em gênero, número e grau eu acho que não é hora de ficar tendo discussãozinha ideológica isso é horrível eu acho que nós temos que salvar o país temos que estar unidos para salvar o país temos que trabalhar juntos e nós temos que conviver Vamos aprender, nós vamos ter que aprender a conviver com esse vírus. Como nós temos o vírus da gripe, todo ano ele vem, esse vírus vai ficar aí também. Então, vamos ter que criar agora com mais tempo as empresas da área farmacêutica desenvolverem vacinas mais eficientes, melhores. E nós vamos ter que fazer as vacinações, talvez duas ao ano, coisa desse tipo, não é só agora. e outra, nós vamos ter que reindustrializar esse setor farmacêutico do ocidente que está desindustrializado, está todo na China e na Índia tem que reindustrializar isso porque já não é mais um fator econômico, é um fator de segurança nacional então isso tem que ser feito e o nosso pacto econômico e social eu acho fantástico Ele tem que começar a partir da eliminação dos ranços ideológicos, porque com ranço ideológico, sempre vai ter alguém trabalhando contra, sempre vai ter alguém derrubando as coisas e não enxergando o que é melhor para a população brasileira, para o trabalhador brasileiro, para o menos favorecido. E quando nós falamos aqui no menos favorecido, no mais prejudicado, nessa situação toda, nós temos que pensar, eu acho que ninguém falou, mas a gente tem que citar o trabalhador informal. Esse foi o que mais sofreu, esse não tinha nenhuma proteção, esse fechou a banquinha de camelô dele, fechou o salãozinho de cabeleireiro que ele tinha dentro de casa, lá que ela tinha dentro de casa e ficou sem ter renda nenhuma e sem ter acesso a nenhuma proteção do Estado, proteção comunitária, sem nada. esse foi o grande e esse não aparece ainda pior, não aparece nas estatísticas de desemprego então acho que o primeiro que nós temos que olhar é para esse esse é realmente o desassistido e nesse pacto social o Ossini me inclui dentro eu queria aproveitar já e despedir de todos do Ossini e cumprimentar pela iniciativa por essa comissão Meu amigo Magoga, a vereadora, muito boas suas posições, colocou muito bem. Adriana e o Vanderlei, obrigado a todos, obrigado por me convidarem e permitir que eu participasse disso de alguma forma. Obrigado Nunes, é bom saber, nós sabemos que podemos contar com você, sem dúvida. Adriana. Bem, acho que, vereadora, você colocou de forma brilhante aí a questão de termos esse pacto social. E o Nunes fez um resumo, e eu só tenho aqui a referendar todas as suas palavras, Nunes, porque eu não enxergo outra maneira disso ser resolvido. Acho que essas questões políticas partidárias, isso tem realmente atrapalhado demais para que a gente tenha um resultado mais adequado. Isso tem sido uma coisa muito ruim para o nosso país, lamentável, e o que nós gostaríamos de ver todos aí empenhados pela mesma causa, que é a gente resolver a questão da pandemia e buscar soluções para aqueles de fato que ficaram mais vulneráveis, para que a gente possa trazer empregos e trabalho, renda, para todos o quanto antes. E para isso a gente precisa de convergência. Então, agradecer aí a participação, vereador Rocine, agradecer muito, muito obrigada pela oportunidade e agradecer pela presença de cada um, pelas falas, acho que é uma contribuição muito grande, cumprimentar a cada um, desejar também um ótimo dia para todos. Que bom, nós já estamos aqui chegando no final aqui da nossa reunião, Então, é claro, é claro que tudo isso que nós estamos falando, a gente não consegue, assim, ter uma isenção total de pontos de vista e opiniões políticas divergentes, isso é natural, né? E isso também não é tão ruim, no sentido de que ouvir os contrapontos de medidas e ações de natureza, ainda que de política econômica, são importantes, na tentativa de sempre buscar o melhor. O objetivo da comissão realmente não é fazer esse debate político ideológico, a gente recepcionou todos os representantes, acolheu aqui todas as visões, obviamente depois o nosso relator Eduardo Magoga vai saber extrair daquilo que foi dito, aquilo que deve compor o nosso relatório, E, obviamente, também indicações de ações ou medidas que a comissão vai oferecer para como é que a gente sai dessa, para o novo normal. Aliás, eu pergunto se o Eduardo, o vereador Eduardo Magoga, que ele estava me sinalizando aqui, talvez ele queira fazer algum comentário adicional. E aí, como a gente já está chegando ao final, eu vou passar para o Eduardo Magoga, depois eu retomo para encerrar, mas sem com respeito aos demais, e só para a gente, a gente tem que dar um ponto aqui, o pessoal da televisão já está me olhando aqui, que daqui a pouco a gente tem que liberar o sinal. Mas como ele é o relator, o vereador Eduardo Magonda. Bom, Rocine, eu acredito que essa reunião foi muito importante, agradecer mais uma vez a presença de todos, principalmente os vereadores aí que estão participando, da secretária e do José Nunes. Bem como você falou mesmo, não é o momento da gente abrir essa discussão, até porque a comissão, o intuito dessa comissão, é trazer o maior número de informações possível para os vereadores da casa e junto com o prefeito ver como que o nosso município pode estar ajudando todos os setores e segmentos que foram afetados. Mas foi muito importante a fala do José, muito importante a fala da secretária e a participação de todos agora é virar essa página a juntar tudo o que tem de bom e o de melhor de todas as reuniões e seguir em frente presidente, muito obrigado e vamos embora, vamos virar essa página e vamos tentar ajudar a nossa cidade tá bom, então aqui nós vamos chegando ao final aqui da nossa reunião agradecer mais uma vez José Nunes Filho, diretor do Ciesp, pela sua disposição, pela sua explanação, comentários, agradecer a Adriana Fozzi, que gentilmente também aceitou o convite de participar conosco, agradecer a vereadora Guida Calisto, importante, ela fez colocações que certamente ficaram registradas e que serão, obviamente, levadas em consideração aí na análise da nossa comissão, agradecer a Adriane Carvalho aqui do gabinete do vereador Paulo Gaspar que tem feito sim um trabalho foco nessa desburocratização que eu acho que é importante como medida para agilizar os processos de análise e aprovação emissão de alvará é fundamental para dar uma nova dinâmica para a economia local agradecer também o Wanderlei Garcia representando o vereador Cecílio e também preocupado participando, atuante, bastante ativo aí na nossa comissão. Então, com isso, eu quero agradecer também a todos os funcionários da Câmara, da TV Câmara, o pessoal da produção, da técnica, da coordenadoria de apoio às condições, do cerimonial, que ficaram aqui dando suporte para que essa reunião pudesse acontecer. Então, com isso, eu quero desejar a todos um feliz e abençoado dia. Obrigado, até a próxima. Fiquem com Deus. Tchau. Encerrada a reunião da Comissão Especial de Estudos, logo mais uma hora da tarde retornaremos ao vivo com a Comissão de Cultura com o vereador Paulo Búfalo. Até lá. TV Câmara, Campinas.
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