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e TV Câmara Campinas. Olá, muito bom dia pra você que acompanha a TV Câmara Campinas, mais uma semana começando aqui com a gente, hoje é segunda-feira, dia vinte e seis de abril, agora são dez horas e um minuto e nós abrimos a semana de atividades legislativas aqui no plenário da Câmara Municipal de Campinas para acompanhar, que vai começar em instantes, a reunião da Comissão Especial de Estudos, que tem como pauta analisar os impactos econômicos e sociais da pandemia de coronavírus e a retomada das atividades aqui no município de Campinas. Uma vez que agora nós saímos da fase emergencial e já nos encontramos na fase vermelha, com muitos estabelecimentos já reabrindo com restrições. Importante lembrar que essa atividade ocorre por sistema de deliberação remota, ou seja, ainda preservando os protocolos de proteção sanitária. O vereador responsável é Luiz Rossini, que se encontra aqui no plenário, dando início à reunião que começa agora. Bom dia, estamos dando início à quinta reunião da Comissão de Estudos sobre os impactos da pandemia da Covid-19 no nosso município. Hoje nós vamos receber o Laerte Martins, velho, querido companheiro, ex-companheiro da CPFL e hoje economista e diretor da CIC, Associação Comercial e Industrial de Campinas, que vai nos falar como esse segmento sofreu os impactos da pandemia da Covid, como ele está se estruturando para atravessar as dificuldades e também apontar o cenário futuro de como é que deve ficar esse setor assim que nós voltarmos à normalidade. Nós, acompanhando conosco a reunião, nós temos a vereadora Débora Palermo, que é uma alegria poder tê-la aqui na nossa reunião, e também o vereador Paulo Gaspar, remotamente todos. Também remotamente o Donizete Soares, que é chefe de gabinete do vereador Marroncunha, que é membro da comissão, e no decorrer aqui, alguns outros vereadores vão estar se conectando. Eu estou aqui no plenário da Câmara, sem a máscara, porque nós estamos guardando a distância necessária para não, obedecendo todas as regras de segurança. Apenas para historial, Laerte, primeiro é uma alegria tê-lo aqui e agradeço de pronto o convite. O objetivo da comissão é fazer um diagnóstico de como a pandemia da Covid-19 está impactando diversos segmentos da nossa cidade, é a quinta reunião, nós já recebemos aqui um representante do segmento das escolas particulares de educação infantil, representante da Unicamp, que fez um relato de como a economia impactou a própria universidade, as medidas que eles adotaram, é um representante de bares, restaurantes, que também é um segmento está todo dia na mídia, e nós temos já programado outras representações para participar. O objetivo primeiro é dar voz, dar uma oportunidade que para cada segmento possa vir aqui, relatar como é que a pandemia está afetando a sua atividade. Isso vai ficar registrado nos anéis da Câmara, a gente quer a partir desse diagnóstico, inclusive construir um documento que possa servir até de consulta no futuro, para a gente não esquecer, inclusive apontar às vezes ações ou tentativas que não foram exitosas, outras foram mais exitosas e preparar, esperamos que isso não volte a acontecer, mas que a gente no futuro saiba como lidar nessas ocasiões. É claro que todos nós acreditamos muito que a vacinação em massa deve ser a solução para essas questões da normalidade, mas sabemos também que por conta das dificuldades, vários setores de atividade estão sofrendo um processo de reformulação, reestruturação, trabalho home office, creio que atividade comercial, a venda online, quer dizer, é tudo isso que a gente quer ouvir. E como é que a gente funciona na nossa reunião, a metodologia? Primeiro nós vamos passar a palavra para você, Laerte, o tempo que você quiser para fazer a sua explanação, na seguida, tanto a vereadora Débora, a vereadora Paulo Gaspar, a vereadora Marroncunha, a Cecília, que está plugando, a gente vai abrir a palavra para que eles possam fazer algum questionamento, fazer algum aprofundamento, algum comentário em cima daquilo que você disse. e depois se tiver também propostas de o que na visão do segmento deveria ser feito, tanto do ponto de vista do município, poder público local, governo do estado, do governo da união, medidas que possam ajudar a mitigar essas consequências, a gente vai deixar registrado e depois com os instrumentos legais que a Câmara possui, a gente tentar dar consequência a essas propostas. Tá ok? Então, feito esse preâmbulo inicial, eu já vou passar a palavra aqui para o Laerte e depois a gente abre para os vereadores, ok? Obrigado mais uma vez, bom dia. A palavra é sua, Laerte. Bom dia Rufine, bom dia aos demais participantes Débora, Donizete, que no momento se apresentam Eu gostaria inicialmente de agradecer esse convite Não tenho nenhuma pretensão de fazê-lo a grande solução Mas mostrar efetivamente o impacto que infelizmente A pandemia causou para esse segmento muito importante, principalmente na nossa região e no país, que é a área do comércio e serviços especificamente, e que ele tenha, portanto, mostrar para todos o que esse impacto até agora foi gerado na atividade e tentar dar alguma sugestão para que a gente possa amenizar o máximo possível. não pretendemos que ele volte, mas é sempre uma surpresa, quando se fala em infecções, é um negócio que você não pode prever com tanta previsibilidade, mas o objetivo é dar uma ideia de que o que representou para Campinas e especificamente para o segmento como um todo, que ele acaba trazendo uma consequência ruim para essa economia. Vamos ver realmente que nós temos dentro desse aspecto o impacto na nossa região e em Campinas também especificamente, ele foi bastante volumoso e o setor está muito sentido, está muito marcado por esse impacto que independente do que possa ter vindo, ele foi motivado por essa avalanche de virulência que acabou atingindo a nossa região e o país, e o mundo, obviamente, o mundo. Então essa é a nossa pretensão de fazer que a gente possa mostrar alguns números e alguns dados que mostram que realmente, na minha opinião, acho que vocês vão observar, o impacto foi bastante negativo para esse segmento, que ele está, portanto, necessitando de alguns auxílios para que ele possa tentar sobreviver novamente e, portanto, é aí que a gente vai tentar saber de onde a gente pode tirar esses meios para amenizar esse impacto. Está acompanhando conosco também o vereador Cecílio Santos, que também é membro da comissão, viu, Lerte? Pode apresentar. Perfeito, tudo bem, Cecílio? Então vamos portanto dar uma apresentação para vocês Do que a gente preparou E chamamos os impactos econômicos sociais A pandemia em Campinas e na região metropolitana Que nós estamos aqui avaliando Os toques que a gente destaca aí é a distribuição dos estabelecimentos Por tipo de atividade econômica em Campinas e na região Em seguida a gente dá uma ideia da distribuição do emprego O emprego formal, o informal ainda a gente não consegue muito Mas o formal a gente vai dar uma ideia de como ele está distribuído aqui na nossa região e, portanto, é nele que a gente vai ver os impactos. Uma evolução do nível do emprego sob o efeito da Covid. Esse, sim, é o fator mais sério que também encontramos para causar os problemas na atividade. Há uma estimativa do índice de desemprego em Campinas e na região que a gente conseguiu avaliar, através dos dados do próprio Caged e do próprio IBGE. E temos também uma avaliação das perdas. Aqui é que eu gostaria de enfocar o grande problema que aconteceu. A avaliação das perdas nas vendas do comércio na região. E quando eu digo na região, eu incluo aí Campinas também, obviamente. sobre o impacto efetivo da COVID. E vamos fazer os destaques que a gente achou e tentar dar algumas perspectivas futuras para que a gente possa ter uma visão melhor desse segmento. Eu iniciaria basicamente primeiro mostrando a ideia de como é que é composta a distribuição dos estabelecimentos ou das plantas que existem na região de Campinas, por tipo de atividade econômica. Então, nós vamos observar, por exemplo, que nós temos aqui um quadro em que você tem os segmentos onde eles se relacionam e, consequentemente, dentro de cada município. E chegando, portanto, no final da história, os números que em 2019 estavam acontecendo na nossa região e em Campinas. Obviamente que com a vinda da Covid, esse 2019 para vir para 2020 vai obviamente ter que avaliar os impactos desses dados. Então, eu só gostaria de destacar aqui que se a gente observa na região metropolitana de Campinas, que é composta de 20 municípios, onde Campinas é a sede dessa região e, portanto, é o maior município de participação dentro dessa distribuição que a gente está discutindo aqui agora. Então vamos observar no total geral que existiam em 2019 165.500 estabelecimentos aqui na região, distribuídos da seguinte maneira, quer dizer, você tinha 14.300 deles distribuídos participando da indústria de transformação. Você tinha na construção civil uma participação menor e no comércio e no serviço é que a gente vai conseguir verificar grande concentração dessas plantas ou desse estabelecimento, que perfazem quase que 82% da atividade na região. E só para ter uma ideia, existia, ou naquela oportunidade, 2019, cerca de 52.500, vamos dizer assim, estabelecimentos, plantas, do comércio na região e cerca de 86 mil, quase 87 mil estabelecimentos distribuídos na atividade econômica na região. E portanto só o comércio e os serviços, eles representavam aqui 84% de toda essa movimentação, dessa disposição dos estabelecimentos na região. E voltando lá para Campinas, a gente vai observar que Campinas apresenta aqui quase 70.200 estabelecimentos naquela oportunidade, o que representa 42% dentro da região metropolitana, sendo, portanto, a participação sede, vamos chamar assim, nesse segmento. Só para dar uma ideia, enquanto que em Campinas a atividade industrial corresponde a 5,1%, esse número aqui, nós temos aqui 3.624 plantas industriais em Campinas e que ela representa, portanto, 5% do total da atividade econômica. Você vai para a região, nós vamos encontrar, portanto, que nós temos na região cerca de 14.300 plantas industriais, o que define que a participação da indústria na região é de quase 9%. Então, ela é quase que o dobro da região de Campinas. O que eu quero dizer é que, apesar da importância que a Campinas tem, a indústria de transformação está mais diluída para fora. Isso até chama um pouco a atenção, uma oportunidade que a gente possa ter e observar como é que você pode ter a evasão de indústrias do município de Campinas para outros municípios ou vice-versa. Mas o que destaque que eu gostaria de falar para vocês é exatamente o potencial que esses mundos apresentam e quando eles são avaliados em função da pandemia é que nós vamos sentir como é que eles foram afetados. Em seguida, quase seguindo um pouco na mesma apresentação, nós temos aqui como é que está destruído o emprego formal, vamos dizer assim, do modo geral, na nossa região, em Campinas e nos demais municípios. O que eu costumo dizer, o que é a força trabalhista, que é a força que o trabalho exerce na nossa atividade, na nossa economia regional. Você tem um número de trabalhadores com carteira finada em 2019, chegava a 1 milhão e 4 mil trabalhadores. É um potencial relativamente importante e inclusive são trabalhadores, que a gente costuma dizer aí na prática, com carteira assinada. E você observa, portanto, que esse emprego formal é aquele que dá a grande vivacidade da importância do trabalho na remuneração e na formação da mão de obra, do poder de compra da mão de obra de Campinas e da região. E nesse continente eu volto a destacar que a grande participação da mão de obra é na área de serviços também. Nós temos aqui na área de serviços 413 mil, quase 414 mil trabalhadores com carteira assinada, naquela oportunidade, fazendo o exercício das suas funções trabalhistas, vamos chamar assim. e em seguida realmente vem o comércio com quase 210 mil trabalhadores com carteira assinada na região como um todo e a indústria, que é a terceira, na verdade a indústria seria a segunda maior contingente de trabalho formal, a indústria com 242 mil trabalhadores e obviamente que o comércio viria com 210 mil em terceiro lugar e aparece despontando com bastante potencialidade a construção civil. Hoje ela nunca tinha, não tinha muito essa expressão, mas de alguns anos para cá ela cresceu, então nós temos um participante também muito importante hoje da construção civil com o emprego, auxiliando, fazendo o crescimento do emprego na região, principalmente o emprego formal. E só para dar uma ideia, comparando com Campinas, nós vamos observar que a mão de obra, o total da mão de obra formal em Campinas eram praticamente, naquela oportunidade de 2019, mais de 412 mil trabalhadores com carteira assinada, que é 42% do total da mão de obra com carteira assinada da própria região, que era 1 milhão e 4 mil. E aqui o destaque que eu faço, novamente, é a importância do tamanho do comércio especificamente em Campinas e os serviços que aglomeram um contingente bastante expressivo quase que bem mais expressivo do que no caso da indústria que apresentou um número bem um pouco menor ou bem menor do que esses dois segmentos que são de alta importância Então, na RMC, a indústria lá emprega 24% da mão de obra, em comparação com o comércio, que emprega 21%. Então, você vê que a indústria tem uma potencialidade muito marcante na região como um todo. E em Campinas, a indústria emprega 12% da mão de obra, enquanto que o comércio emprega 22%, é um pouco inverso do que acontece, e isso dá umas certas características diferentes para qualquer impacto que esses segmentos possam apresentar. Agora sim, então nós vamos fazer uma evolução, uma avaliação da evolução do nível de emprego Sobre o efeito da Covid Para a gente fazer essa avaliação, o que a gente conseguiu avaliar foram, especificamente, o que aconteceu no início da pandemia, que foi em março, meados de março, é que efetivamente começou a ser impactada a nossa economia, como um todo, pelos efeitos da Covid, que foi nessa primeira fase quase que um lockdown, foi a fase vermelha, forte, em que você teve uma paralisação quase que maciça das atividades, E isso, consequentemente, trouxe um muro na área do emprego muito preocupante. Se você considerar que a Covid começou a aparecer em março, especificamente só em Campinas, nesse primeiro impacto, nós tivemos quase 4 mil demissões por causa desse primeiro impacto da Covid na área empregatícia. E na região, tirando Campinas da região, ficou esse número para a região que apresentou nos demais municípios, portanto nos 19, um total de desemprego da ordem de quase o mesmo número de Campinas, 3.800. Portanto, considerando a região como um todo, já com Campinas, nós tivemos em março um impacto de quase 8 mil demissões, 7.700 demissões por esse primeiro impacto da pandemia. E aí vem, na sequência, o pior impacto ainda, que aconteceu em abril. Nós tivemos, em abril, uma forte demissão. Pelo que acompanho desde 2000, os números aqui, esse foi o maior número que aconteceu no mês, em termos de perda de postos de trabalho. 22.800 demissões, é um número quase que 5% do total da área empregada, o que é bastante elevado. Em maio, continuou, mas com uma pequena redução já, quase 11 mil demissões em maio, e indo para junho, quando o processo foi se readaptando, e trouxe, portanto, em junho, uma demissão já bem menor de 2.300, sendo que em Campinas nós tivemos 1.400 e na região pouco mais de 900. E percebe-se então que esse foi o grande impacto que a Covid deu para a nossa região e para Campinas na área empregatícia, Quer dizer, foram perdidos mais de quase 50 mil postos, 47 mil postos de trabalho, por essa mobilização negativa, vamos simplesmente dizer, que a Covid provocou. A partir de junho, você vai observar que começou a haver uma certa melhora na atividade do nível de emprego, de tal forma que já nós, em julho, já tivemos uma geração, apesar de todo aquele impacto, uma nova geração com medidas que foram tomadas pelo próprio governo, com auxílio emergencial, com política de financiamento às empresas, e isso acabou dando uma certa aliviada no retorno de alguns números que até junho estavam horríveis. Então, em julho, nós já tivemos recuperação de 1.850 contratações de novos empregados, em agosto foi para 6 mil, foi crescendo, em setembro 6.500, outubro foi realmente também muito positivo, 8 mil contratações, as empresas que contrataram demitiram, mas também contrataram mais, portanto, melhorou o nível empregatício na região e em Campinas, até que em dezembro, isso é mais ou menos característica própria da atividade, em dezembro os números ficam mais baixos realmente, principalmente porque é o fim do ano, você tem ali os empregos temporários, então esse número acabou ficando mais negativo também em dezembro, especificamente como localizado, não é muito específico. E aí a gente continuou só para frente, para a gente ver como é que ficou a sequência depois do primeiro impacto e entramos em janeiro de 2021 uma situação bastante otimista para o nível de emprego. Só para ter uma ideia, em janeiro nós tivemos um nível de contratações de quase 4.600 contratações, se a gente comparar com janeiro do ano passado, que nós tivemos esse nível aqui, nós estávamos em janeiro de 2020, com 3.428, que não tinha o efeito da pandemia, e agora, depois do efeito da pandemia, você observa aqui, já ultrapassavam os números de janeiro de 2000 e os números de... Desculpa, que eu fiz uma... Não, eu quero voltar. Espera aí. Desculpa. Então, você tem aqui em janeiro e fevereiro de 2021, uma recuperação bastante expressiva no nível de emprego de 4.500 em janeiro, em fevereiro o mundo foi então mais afastador, tivemos 13.600 contratações, que é também num mês muito expressivo, que se você comparar, por exemplo, com fevereiro do ano passado, que não tinha pandemia, mudou, quase mudou, então isso mostra uma tendência muito boa para a perspectiva do emprego, Justamente porque você teve aqui alguns efeitos tomados, principalmente com a política financeira de auxílio emergencial e auxílios creditícios financeiros para as indústrias. Isso foi dando melhores condições para o poder de compra e os assalariados passaram a comprar um pouco mais, porque estavam totalmente desprovidos e isso ativou um pouco mais a indústria. Apesar da crise estar muito avançada, esses números injetaram mais potencialidades salariais e que acirraram um pouco mais os níveis, não muito, mas acirraram os níveis da atividade econômica, do poder de compra, e isso acabou, portanto, fazendo com que se vendesse um pouco mais e, portanto, a economia começou a contratar mais pessoas dentro desse universo. Esse número, nós temos ele até fevereiro, porque o de março, ele depende muito do Caged, deve estar saindo hoje o de março, e eu não sei qual é o tamanho que ele virá para ver se mantém esse ritmo. Eu acho que ele será um pouco menor, porque no mês de março não foi, se a gente observar, não foi muito positivo em função do que aconteceu com a pandemia daí para frente. Então, esse número aqui até março mostra, portanto, que a perspectiva para o emprego dentro dessa política que melhoraria um pouco o poder de compra, apesar de que os números são baixos ainda, o governo fala em auxílio assistencial, vamos dizer assim, emergencial, valores menores do que aconteceram anteriormente, portanto, eles poderão ser menos favorecidos ainda e, portanto, ele ainda não traria uma velocidade como trouxe até fevereiro. Então, acredito, vamos ver o número de março, mas eu acredito que ele ainda terá uma tendência menor de crescimento que aconteceu até fevereiro, mas o governo está tentando manter essa linha para que você possa ter uma perspectiva de aumento do emprego na economia para melhoria da atividade econômica. Aqui a gente tem o gráfico que mostra efetivamente o efeito, como a gente viu no Zoom, você tem aqui em março, como é que foram as demissões, tanto em Campinas como na região. Em abril foi o pico da crise, com um volume de demissões fantástico. Em julho começou a dar uma melhorada, então a curva foi melhorando. Em junho ela começou a diminuir também e em julho ela deu uma recuperadinha. E os números foram crescentes, e só aconteceu realmente em dezembro, essa queda, e que em janeiro de 2021 e fevereiro de 2022, ela mostra efetivamente que as medidas que tomaram até aquela oportunidade, tanto da área econômica quanto da área social, vamos chamar assim, elas melhoraram essa atividade, está certo? E aí eu só coloquei aqui embaixo uma ideia de uma estimativa do desemprego considerando o ano de 2020, portanto, o número de dezembro de 2020, e os números de 2019. Só para a gente imaginar o que representou esse impacto no emprego, portanto, gerando um aumento no desemprego. Esse número aqui, ele mostra que em 2020, nós tínhamos aqui em Campinas, fazendo essa avaliação, 108.600 trabalhadores sem emprego. É um número relativamente múltiplo. E na região de Campinas, quer dizer, aí a região sem Campinas, Campinas está separada, só na região, nos 19 municípios, nós tivemos um índice de um número de desemprego de 176.500 trabalhadores. Portanto, a região como um todo apresentou, no fim de 2020, pelos impactos que ela sofreu, desculpe, ela sofreu... Perdão, desculpe a minha falha. Ela apresentou em 2000, apresentou um total de desempregados, 285 mil trabalhadores sem emprego. Isso representou naquela oportunidade quase 13,6% do índice em relação à população economicamente ativa. Esse número mostra, portanto, que nós estamos aí na mesma tendência com o desemprego nacional. Nós estamos aí com os números em torno de 12,5% também em nível nacional, que corresponde efetivamente a esse número na nossa região. E em 2019 nós tínhamos, não tínhamos a pandemia, então nós tínhamos em, assim mesmo nós tivemos em 2019, em Campinas 82.400 desempregados, o que representava 11% da população economicamente ativa, né? E a região, sem Campinas, obviamente, ela tinha 138 mil trabalhadores desempregados, perfazendo os 220 e 500 em 2019. Portanto, o índice estava relativamente mais baixo, mais ou menos em nível nacional, 10,61%. Aí a gente acabou chegando ao número que o total de desempregados em Campinas, nominalmente, foram de 26.249 e na região foram de 31.430. E isso redundou em um total de desempregados, um número de desempregados, ele acabou ficando... Um final de noite. Voltou? Não. Onde que você quer? Eu quero no... Isso aqui? Não, não. Para frente e para trás. Peraí, que sonho. Aqui. Isso. Aqui? É isso aí. Desculpe aí, uns de vez em quando ficam atrapalhando meus dedos. Meu Deus do céu, voltou de novo. Tem que ir para cá? Está de novo? Não. Finalmente, a gente volta, portanto, ao total de desempregados, que, normalmente, foram de 65 mil desempregados. Agora, eu gostaria de mostrar qual foi o impacto das perdas nas vendas do comércio, comércio e serviços, eu costumo chamar isso, as vendas no varejo, as vendas do varejo. Em Campinas e na região, aí sim, sobre o impacto da Covid. Aqui, realmente, nós ficamos muito preocupados, porque os números foram bastante alarmantes, vamos chamar assim. E isso acaba... Filha de... Não, não, não. Volta. Não. Desculpe mais uma vez Mas o que realmente a gente gostaria de destacar É como foi feita essa avaliação Então a gente conseguiu O que foi vendido e em 2019, que é ali que a gente compara, 2019, 2020, e o que efetivamente foi vendido com a pandemia em cima desses números. Então, iniciando por Campinas, vocês vão observar que em março, por exemplo, Vamos pegar aqui, total geral, em Campinas, até dezembro, em termos do início da pandemia, perdão, em 2019, o comércio estava com esse volume de vendas, ele chegou a vender. de janeiro, de março até dezembro, mais de 13 bilhões, quase 14 bilhões, é só em Campinas, de faturamento, o que ele faturou nesse período. E se a gente chegar aqui, a partir de março de 2020, que foi quando iniciou a pandemia, nós vamos chegar até dezembro com 11 bilhões e 400. Então, ele perdeu 2 bilhões e 174 milhões de reais quando ele compara essa perda de venda nesse período com o ano anterior. Então, ele deixou de faturar efetivamente 2 bilhões e 200 milhões de reais, o que correspondia a uma perda de 16%. Era um número desesperador realmente para o comércio. E aí você continua para frente, janeiro e fevereiro, aí a gente já tem o ano de março, Então, você vai observar que nós já faturamos nesses três meses esse montante aqui de R$ 2,780 bilhões, e aí comparado com 2020 já, depois da pandemia, nós faturamos aqui, o comércio faturou aqui, na verdade, faturou 2 bilhões e 800, quase 2 bilhões e 900, o que redundou, portanto, numa perda de 115 milhões, portanto, voltando quase que aos níveis anteriores de faturamento, de vendas, e, portanto, nesse período significou que o comércio já perdeu só 115, só 120, porque os outros não eram milionários. E no final desse período, de março a março deste ano, março do ano passado deste ano, o comércio perdeu, ou deixou de faturar, quase 2 bilhões e 300 milhões de reais que deixou de circular na economia, porque houve essa ingerência, entre aspas, vamos chamar assim, da pandemia, para que ele tivesse um faturamento melhor. E acabou sendo, portanto, uma perda representando quase 14% do que o comércio arrecadaria no mesmo período. eu vou amarrar sua mão está difícil aqui é aquele é dois então, desculpe mas você aperta e volta não quero tirar esse nome aqui e finalmente a gente vai para a região e vocês vão perceber que são também avassaladores. Se você pegar aqui os mesmos dados que a gente teve para Campinas, você tem que no período na região, em 2019, ela faturou aí 20 bilhões, 21 bilhões. E com a pandemia em março até dezembro, ela acabou faturando 15 bilhões e 300. Portanto, a perda do comércio ficou em 5 bilhões e 400 milhões de reais, vamos chamar assim, o que percentualmente significa uma perda relativamente, o consumo foi rastreado basicamente quase que em 26%, enquanto que em Campinas nós tivemos 16%, e o grande número foi em maio, a região teve uma perda, mais da metade das vendas dela, ela deixou de vender, mais da metade das vendas dela, em 56,7%. E, obviamente, continuando na mesma sequência, entre janeiro, fevereiro e março, Aí você percebe uma certa melhora no nível de faturamento, de tal forma que o comércio na região, o varejo, ele acabou perdendo 460 milhões. e que de janeiro, de março do ano passado a março deste ano, a região perdeu 5,5 bilhões no seu faturamento, nas suas receitas, porque deixou de vender praticamente esses números que acabaram sendo engolidos pela pandemia. E isso acabou ficando uma perda de 22% do seu faturamento, bem maior do que a de Campinas, que foi em torno de 14%. As perdas das vendas de Campinas correspondem a 41% do total das perdas da RMC sem Campinas. Essa que é a observação. Aí, então, a gente só tem uma composição desses números, para mostrar como é que ficou, portanto, o fechamento global. Vocês vão observar, então, que traduzindo aqueles números que nós acabamos de ver, Nós vamos pegar aqui que a perda na região como um todo e Campinas acabou sendo de 7 bilhões e meio, 7 bilhões e 800 milhões de reais que são representadas pelas perdas finais que aconteceram até março desse ano, que davam no total em 2019, o faturamento foi de 41 bilhões, um pouco mais de 41 bilhões, e aqui nós estamos tendo que o faturamento real depois da pandemia acabou ficando em 33 bilhões e 200, Então, aqui você tem a perda total que aconteceu na região de R$ 7,8 bilhões, que é um número que representou 19%, a perda de 19% do total do faturamento no fim do que arrecada o comércio. E agora eu quero ir para a frente. Vamos passar para o outro, o próximo. Agora é aqui? Não. Sim, você já falou da RMC? Então agora você vai... Basicamente, então, a gente tentou colocar isso no gráfico para mostrar como é que foi o comportamento das vendas que é aquilo que nós acabamos de relatar, começando em março de 2020, as coisas vão se aprofundando, março, abril, maio, junho, julho, só que aí elas foram se mantendo sempre abertas, não houve nenhuma recuperação maior, porque sempre houve perdas, em julho as perdas foram menores, em agosto menores, setembro, outubro, novembro, só dezembro realmente, como eu expliquei, é mais ou menos localizado, dezembro é o mês que realmente os números ficam menores, tradicionalmente, e obviamente que a partir de janeiro deste ano, as quedas já voltaram a valores bem mais abaixo e quase que equalizando com os números anteriores. Isso mostra, portanto, que a tendência até março era de que nós íamos começar a ter alguma recuperação, o comércio começaria a vender um pouco mais na atividade econômica, Isso, obviamente, esperando com que a pandemia também fosse reduzindo. E isso mostra a ideia, a gente estava imaginando que abril seria um número mais positivo ainda, que talvez nós passássemos a ter uma receita melhor, acima do que tinha acontecido. em 2020 com a pandemia, não temos esse número e pela expectativa que a gente está vendo, principalmente por causa dessa aceleração da fase emergencial que aconteceu pelo crescimento, principalmente o nível de mortes e casos da Covid, acreditamos efetivamente que houve uma piora na atividade, os feitos hospitalares, enfim, isso acabou motivando uma preocupação para todos. e eu tenho a dizer que o abril não deve estar tão positivo assim para trazer esse ano para cima, eu acho que nós vamos ter que aguardá-lo, mas não vejo um abril muito positivo, não, o que faz com que a tendência fique nesse mesmo patamar que nós estamos tendo aqui atualmente. Esses foram os números que a gente conseguiu manipular e ter para dizer que o efeito da pandemia, ele teve essas nuances inicial, agora ela recuperou e agora está com uma tendência de que ele vai melhorar, mas bem menos do que a gente estava imaginando, por causa da evolução novamente da fase 2 da pandemia, para que em Campinas, enfim, também não vou voltar, mas no Brasil todo, mas como nós estamos usando Campinas, vamos ver que a fase emergencial em Campinas e na região, ela não foi, não será muito positiva dentro desse aspecto de vendas para a economia. Aqui a gente gostaria só de dar alguns destaques, e naquelas vendas que a gente viu ali que fala de perdas a gente tem que fazer uma certa distinção e as vendas de bens não duráveis são aquelas que são relacionadas aos serviços essenciais na pandemia tanto drogarias e farmácias supermercados até os postos de gasolina, eles tiveram, durante essa pandemia aqui, evoluções positivas, quer dizer, não se perdeu muito, e eles evoluíram. As drogarias e farmácias, pela própria característica da crise, eram permitidas as vendas aos serviços essenciais, e drogarias eram drogas de farmácia, então elas realmente evoluíram a números, não são tão expressivos assim, mas falar em 1,80, 1,90 na farmácia, drogaria é efetivamente um número expressivo. O caso do submercado, então, foram os que mais evoluíram, o submercado realmente tiveram benefício, me desculpe, parênteses da pandemia porque eles venderam pela própria característica são serviços essenciais e portanto você não podia deixar de comer e se alimentar, apesar da crise ter também pegado boa parte disso porque ela afetou muito o poder de compra e muita gente não comprou nos supermercados como deviam porque não tinha condições E, inclusive, essa perda do mercado, perda do poder de compra, significou também um fato muito interessante, não destaquei aqui, mas é bom destacar, que como essa perda do poder de compra foi muito rebaixada, porque a classe menos favorecida não tinha condições, O que aconteceu, verificou-se na prática, é que o nível de inadimplência ficou muito alto durante esse processo aqui da pandemia, porque as pessoas não tinham mais como comprar, não tinham poder e também não tinham como mais pagar as contas atrasadas que tinham. Então, o efeito da pandemia também nesse sentido foi para a elevação, subiu, nós tivemos um crescimento de quase três vezes no número de inadimplência na região e em Campinas, no não pagamento das compras efetuadas, obviamente a crédito, e que não conseguiram ser pagas porque as pessoas não tinham mais poder de compra, só compravam o que podiam e não levavam para pagar o que deviam. Então, basicamente, esse destaque que eu faço aqui é para mostrar que as vendas de duráveis acabaram sendo mais favorecidas justamente porque elas eram essenciais. As vendas de bens duráveis, aquela que também no período da pandemia, ela composta basicamente dos materiais de construção, eles também passaram a ser, de certa forma, favorecidos com a pandemia, E as vendas de materiais de construção foram bastante positivas, evoluíram quase 10,5%, quase 11%, porque o mercado, as pessoas precisavam construir, conseguiam se ativar mais comprando esses materiais que passavam a ser permitidas a serem comprados, apesar do contingenciamento da fase. E os móveis em lojas de departamento também acabaram sendo, tiveram uma certa evolução, não muito alta, mas tiveram evoluções. E, finalmente, esse aqui foi um fato muito negativo. Os vestuários, como bem dava, eles acabaram ficando muito prejudicados e tiveram uma redução muito grande, quase de 15% no total geral, o que reflete exatamente a perda do poder de compra e as pessoas acabaram só se concentrando mais naquilo que era para a subsistência. E o vestuário foi intimamente afetado dentro do comércio, nas suas vendas, justamente por esse fator. E, finalmente, a gente destaca as vendas de serviço, tanto do rio e transporte, foram altamente afetados. Tiveram uma redução, em média, de quase 22%, 21,5%. E, obviamente, por causa das obstruções que eram provocadas pelas fases, principalmente aquelas fases emergencial, E os bares e restaurantes, então, esses foram aqueles que mais se impactaram dentro do serviço, com uma perda de quase 26%, em média, isso significa que teve meses aí que bares e restaurantes tiveram uma perda de 45%, até 50%, em função das restrições que a pandemia estava jogando em cima deles. E destacando também que houve um fechamento de empresa, o que mostra que a crise bateu em pessoas que não tinham mais como subsistir, apesar de todos os auxílios que pudessem ser dados, tanto pela área governamental como pela área privada, ou até mesmo pela área pública municipal, que eles chegaram à conclusão que não tinham mais condições de manter a atividade, porque não tinham recurso, não entraram no dinheiro ou recurso para eles poderem fazer a atividade funcionar. E, finalmente, na região, esse número foi relativamente calculado, mas quase que 10 mil empreendimentos que nós conseguimos levantar foram fechados na região até dezembro, esse número foi dezembro de 2020, E que em Campinas, dessas 9.700 na região, em Campinas atingiram quase 3.800 empresas que fecharam, porque não tinham mais condições financeiras ou mesmo de se manter no mercado. A grande maioria dessas empresas eram de porte médio, pequeno, mico e até os meios, os micos empreendedores individuais realmente não subsistiram, acabaram saindo fora desse mercado, porque a crise bateu profundamente e eles não tinham mais recursos para sobreviver. E, finalmente, eu coloquei aqui um destaque, que foram as vendas digitais sobre o varejo, o famoso e-commerce. Eu diria que, como a gente falou no caso dos bares e restaurantes, a pandemia foi um valor negativo, muito negativo para os bares e restaurantes. Para o e-commerce, a pandemia provocou uma evolução fantástica. Era um setor que estava crescendo, mas ele estava relativamente parado. Com a volta, com a manutenção da atividade digital, foi ativada muito mais com a pandemia, as pessoas não podiam sair de casa, ficavam em casa, então passaram a comprar mais pelo digital, pelo e-commerce, então houve uma dinamização fantástica nas vendas digitais, de tal forma que a venda digital representava antes da crise uma expansão de 6% a 7%, com a crise ela chegou a mais de 35%, quer dizer, cinco vezes mais, foi a evolução da atividade do e-commerce no comércio, de tal forma que isso está dando um novo parâmetro para o comércio digital, você tem o comércio físico e agora nós temos o comércio digital que passa a ser tão importante quase que as vendas físicas, o comércio de vendas físicas. E a grande contribuição da pandemia foi na dinamização dessas vendas digitais, que com esse crescimento, ela vai dar uma tendência de que a atividade vai ser bastante expressiva daqui para frente e vai evoluir ainda mais, principalmente por causa do novo normal que está acontecendo. e o digital acabou destacando muita atividade que não apareceu nada e que hoje passa a ser importante. Eram os startups, por exemplo, o serviço Delivery, o Zyde True, o Takeaway, que passaram a integrar a nova modalidade de serviço. E temos também o surgimento das modalidades hoje, por exemplo, você fala em vendas pelo WhatsApp Marketing, e você tem outros tipos de venda, marketplace que acaba dinamizando todo esse mercado e nós temos aí com certeza uma marca muito profunda de transformação desse mercado a números que é o que já chegaram nos grandes países dos Estados Unidos as vendas do e-commerce são muito mais expressivas do que as vendas físicas E eles estão cada vez mais suplantando isso com a modernização e alta tecnologia nesse segmento, para que eles possam dinamizar essas vendas. Basicamente, como é que eu posso dizer perspectivas futuras? A vacinação é negar que a retomada da economia está diretamente dependente da ampliação da vacinação para toda a população. E isso mostra aqui para hoje, até isso foi até para a própria Unicamp que já definiu isso, Dados preliminares demonstram que a população trabalhadora da saúde, no caso aí, população trabalhadora, única categoria ocupacional vacinada maciçamente até o momento, apresenta menores índices de contaminação pela Covid nessa segunda onda que nós estamos vivendo aí em comparação com a população geral. Isso o que quer dizer? Quer dizer o seguinte, que as classes de trabalhadores precisam ser realmente, ser vacinadas, para o trabalhador na bolsa, nos serviços, enfim, todos eles, é uma necessidade hoje, porque você tem um exemplo típico aí, que é provavelmente o que mostra, que os índices de contaminação nessa segunda onda, com a população do trabalhador vacinada, melhoraram e ajudaram muito a esse tipo de prevenção. A visão que a gente tem é essa. Só uma observação, porque eu estou controlando o tempo aqui. você conseguir mais uns 10 minutos finalizar para a gente poder abrir tem muita gente que quer perguntar coisa para você vou rapidamente então basicamente essa seria a grande perspectiva a outra é uma medida de contenção da contaminação do Covid-19 é você ampliar obviamente a velocidade da vacinação acredita-se que é uma necessidade de coordenação central efetiva, governo federal, enfim, em relação às medidas de proteção e contenção da contaminação pela Covid, a uso de máscara mais eficaz, medidas de higienização, esse distanciamento, essa divergência que muitas vezes fica meio área política, mas que precisam ser colocadas em prática, porque está se constatando que isso influi muito para que você melhore essas condições. E, finalmente, a necessidade de abordar de maneira mais objetiva o que se chamou aí, ou se chama de crueldade do dilema. O que é essa crueldade? Acho que foi o próprio Guedes que comentou isso aí, eu não me lembro bem, que é o seguinte, De verdade, essa crueldade do dilema é Ou fica em casa com dificuldades Com a manutenção da sobrevivência pessoal Ou vamos sair e arriscar perder a vida pela Covid Que faz parte da realidade do dia a dia Da população mais carente do nosso país Então é preciso encontrar um meio termo Que ajude a você conter isso aí e acaba unindo as forças, objetivando isso aí. E, finalmente, eu diria que o auxílio emergencial tem um efeito muito importante no início da retomada da economia, no segundo semestre de 2020, que atingiu praticamente 68 milhões de pessoas, que melhoraram o nível de consumo, especialmente da população de baixa renda, trabalhadores informais e desempregados. Entretanto, só essa medida, mesmo que retomada agora em 2021, não será suficiente para garantir uma retomada sustentável de economia ainda mais sob o impacto da segunda onda. Ou seja, está se propondo ela, mas ela ainda precisa ser reformulada ou readaptada para um novo autossuficiência minoritária ainda, mas que é necessária. E, finalmente, eu acho que não podemos desprezar o auxílio às empresas. Em 2020, as medidas fiscais, as linhas de financiamento, elas foram disponíveis, as empresas contribuíram para que o impacto na economia não fosse tão profundo. Isso a gente destacou até em nível mundial, foi destacado isso. E o governo lançou mão dessas medidas, e essas medidas fiscais e financeiras acabaram melhorando muito o impacto negativo. Entretanto, se esse atendimento não atingiu as pequenas e microempresas na sua totalidade, ela criou lacunas que pudessem dar condições para que esse negócio se sustentasse, evitando muitas forças encerradas. Então, esse auxílio às empresas é notadamente muito importante daqui para frente, com bastante atividade para que isso possa combater muito esse impacto nessa segunda fase da economia. Basicamente, esses seriam os pontos que eu gostaria de ter abordado. Muito obrigado. Obrigado, Laerte, tem muita informação aí, muita riqueza de detalhes que mostra como a pandemia impactou os serviços, particularmente de comércio e serviços. Para tentar objetivar aqui, depois eu faço meus comentários, eu vou abrir a palavra para o vereador Cecílio Santos, que é membro da comissão, e depois para a vereadora Débora, a vereadora Gaspar e a vereadora Guida Calixto, que também está acompanhando, E eu vou sugerir o seguinte, que talvez a gente possa fazer na sequência e se tiver que formular alguma questão, eu vou anotando aqui, a gente faz em bloco e devolve para o Laerte para lhe responder, ok? Cecílio, com você, obrigado. Bom dia, vereador Rossini, presidente desta comissão, os demais, a vereadora Débora, a vereadora Guida que nos acompanha, os demais vereadores que estão nos acompanhando, doutor Laerte Martins e o público que nos acompanha pela TV Câmara nossa saudação, nossa solidariedade a todas as vítimas da Covid-19 e também aqueles que sofrem os impactos, que a gente sabe que são muitas pessoas de fato o vereador Rossini são muitas informações eu queria perguntar ao doutor Laerte Martins duas ou três questões mais gerais Uma é que Campinas vem se tornando cada vez mais uma cidade de serviços, de modo geral, até fugindo um pouco do impacto em si, se o senhor puder nos dizer, eu acredito que Campinas pode voltar ainda a ser uma cidade industrial, como foi nas décadas de 80 e 90, talvez não, mas eu acho importante e necessário que a Câmara, que o prefeito, enfim, as forças vivas políticas da cidade coloquem esforço para que Campinas não perca mais empresas e acolha empresas da indústria de transformação, que eu acho muito importante, a indústria ela não vem só gerando emprego direto, mas também empregos indiretos que são fundamentais. Dito isto, em relação às medidas que o senhor comentou, olhando do ponto de vista das perspectivas futuras, de fato a vacinação é essencial e a gente tem cobrado, a Câmara tem feito esforços, as comissões todas nesse sentido, para que o município receba a vacina e faça a vacinação para toda a população. a gente se une a esses esforços mas eu queria perguntar em relação às medidas de contenção o senhor comentou bem sobre ter uma coordenação que se possível onde tem o governo federal e aí vai descendo para os outros níveis da federação mas a gente sabe da dificuldade que está tendo o governo federal em lidar com essa situação em razão de todo o processo que a gente já conhece aí Então, minha pergunta é, não seria importante o município ampliar esse comitê, que é um comitê técnico, deve ser, evidente, porque vai tomar as medidas ali com base em informações técnicas, mas ouvir o comércio, ouvir a indústria, ouvir as universidades, é um comitê mais amplo, ter representação da Casa, aqui da Câmara, neste comitê, para ter um olhar mais amplo, não seria importante? E outra questão é em relação à comunicação e à testagem. Campinas testa muito pouco e comunica, ainda, o meu modo de ver, de uma forma que não chega nos bairros. Imagine o seguinte, eu estou aqui na região do Campo Grande, a dona Isete, o pessoal que conhece aqui a região, sabe que é uma região grande e que tem diferenciação. Então, imagine estabelecer a prefeitura uma espécie de comunicação diferenciada para as várias regiões, informando, por exemplo, olha, na sua região o nível de contaminação está alto, evite sair de casa, fique em casa. Então, esse tipo de comunicação, imagino que ajude muito na ampliação dos casos, certo? queria um comentário seu sobre isso, e por fim, não tenho dúvida, eu acho que a Prefeitura precisa sim ajudar no auxílio emergencial para as famílias carentes, mas também para o comércio, principalmente o pequeno comércio, os bares, pequenos restaurantes, que é ali empregos que são familiares muitas vezes, e espalhando na cidade toda isso tem um impacto fundamental, e imagino não seja lá tão grandes coisas para que a Prefeitura não tenha condição, junto com o governo do Estado, com outras esferas do governo, poder fazer isso. Isso é urgente, não chegando este auxílio rápido, pode ser tarde demais, vista o número de empresas que já fecharam aí. Sr. Presidente, é isso, obrigado. Obrigado, Cecílio. Eu vou fazer assim, vamos passar todos os vereadores, eu estou anotando aqui, depois eu ajudo o Laerte aqui para recuperar um pouco a memória daquilo que está sendo questionado. Pergunto se a vereadora Débora Palermo, que foi a primeira que entrou aí, quisesse manifestar, a vereadora Débora. Bom dia, presidente Rossini, parabéns pela reunião, pela presidência, é muito importante esse debate, essas informações que o doutor Laerte traz para nós hoje, e eu queria fazer duas considerações, uma eu queria perguntar ao doutor Laerte, se a ampliação do horário do comércio não seria melhor para evitar o acúmulo de pessoas, porque no comércio entra um, entra outro, tem um rodízio, não há uma aglomeração, se não seria interessante essa ampliação do horário do comércio, um horário mais estendido, para que as pessoas pudessem também não lotar tantos ônibus num horário mais reduzido e pudessem estar circulando mais tempo. E também, que eu não tenho visto no centro, na cidade, a higienização das ruas, porque agora para a chuva, que de certa forma limpa, e se não seria importante essa higienização das ruas, das calçadas, nesse período de pandemia que a gente sabe que esse vírus sobrevive um período considerável na superfície de todo o material. Eu queria ouvir um pouquinho sobre isso e eu ia falar sobre o comitê que o vereador Cecílio falou, muito pertinente, que eu também acho nesse comitê deveriam ter representações de todo o comércio, indústria, escolas e todo mundo contribuindo com essas informações também para enriquecer as medidas a ser tomada e todas as outras considerações muito pertinentes quanto ao auxílio, principalmente as empresas que estão para que não fechem, para que possam retomar, isso é de suma importância. Mas é isso, muito obrigada, foi muito bom assistir, doutor Laerte, parabéns. Obrigado Débora. Paulo Gaspar, com a palavra. Bom dia, presidente Rossini, parabéns pela reunião, bom dia meus colegas vereadores, bom dia presidente da CIC, Laerte Martins, parabéns pela exposição e a todos que nos escutam. Essa pergunta que a Débora fez em relação aos horários era a que eu ia fazer também, muito boa pergunta, e aproveitando uma outra que eu ia fazer também, mas eu sei que não é especificamente dessa comissão, mas acho que afetou um pouco também, a questão dos moradores de rua, em relação ao comércio do centro de Campinas, isso é um problema crônico aqui de Campinas, no mundo todo, eu sei que isso deve atrapalhar bastante a questão do comércio no centro e agora em relação à pandemia, isso deve ter agravado talvez um pouco mais ou não, é isso que eu gostaria de saber do presidente. Obrigado, Rocinho. Obrigado, Paulo. Vereadora Guida está conosco aqui ainda? Guida. Bom dia. Sim, presidente, bom dia, obrigada aí, inclusive pela organização dessa reunião. Bom dia aos vereadores, às vereadoras que estão acompanhando, bom dia ao público que nos assiste, eu entrei um pouquinho atrasada porque estava cumprindo uma outra agenda, então quero cumprimentar também o doutor Laerte Martins aí pela explanação. Eu gostaria de fazer uma pergunta específica, o vereador Cecílio entrou um pouco na pauta, mas eu gostaria de demarcar melhor a questão. Bom, primeiro eu ia dizer que é isso, Campinas, o que a gente vê é esse avanço do setor de comércio e um processo de desindustrialização e que na própria, numa lâmina, aqui numa explanação, aqui numa tela que o doutor Laird te apresenta, ele fala sobre o fechamento das empresas e quando ela se dá, na sua ampla maioria, em empresas de pequeno porte, porte médio, micro e mês, então a gente vê que as grandes empresas, pelo jeito, não foram tão impactadas assim, mas as pequenas, elas foram as que mais sofreram todo esse processo de agravamento, de acirramento pandêmico e que elas foram afetadas, então a gente sabe que esse processo também nacional que vem aí de tempos, desse processo de desindustrialização tem afetado também a economia nacional e Campinas não está fora disso, mas as questões que eu gostaria de fazer para o doutor Elaerte são duas, primeiro é saber, que eu não vi, e pode ser que o doutor tenha falado, sobre, e aí eu já peço desculpas, mas eu gostaria, se pudesse repetir essa informação, sobre o número de trabalhadores contratados diretamente, os que foram acometidos, se tem esse número dos que foram acometidos pela pandemia. E a outra questão, eu acho que talvez para mim é a mais importante nesse momento também, quais são as medidas que o doutor Laerte aponta como medidas efetivas para socorrer as pequenas, as microempresas e comércios nesse período, porque a gente tem apontado aí que o manejo com relação a essa pandemia tem sido equivocado tanto a nível municipal também teve alguns equívocos e a nível federal, estadual nem se fala, mas a gente entende que tem que ter medidas aí de socorro a esse setor, até porque agora está entrando na discussão federal, um PL que fala sobre uma tal reforma tributária que vai ser apresentada pelo presidente da Câmara Federal e que tira a autonomia de tributos, principalmente de tributos municipais que estão aí em poder do próprio município. Então, eu gostaria de saber se essas medidas, se tem essas medidas de... se você tem essas medidas que poderiam ajudar esse setor e como que Campinas poderia pautar isso, até para a gente poder justificar, talvez contrário a essa reforma tributária que, apesar de não ter me aprofundado, já vejo que esse projeto é bem ruim, principalmente nesse período da pandemia, que os municípios vão precisar de mais recursos para poder socorrer alguns setores, como esse dos pequenos e médios comerciantes. Obrigada. Obrigado, vereadora Guida. Eu vou fazer um comentário rápido aqui também, em função daquilo que a gente avaliou, pontuar com umas questões, aí a gente retoma para o Laerte poder responder aos vereadores. Alguma coisa que já foi dito, mas uma característica que está ficando marcante na nossa cidade é o perfil da cidade como uma cidade de comércio e serviço, cerca de 84% das empresas registradas em Campinas desse segmento, houve sim uma retração da participação da indústria na economia local, a gente pode analisar as causas, mas pensar, eu também concordo em ter políticas voltadas à atração de indústrias, vamos falar assim, de preferência não poluentes, de tecnologia, mas que sejam geradoras também de mão de obra, às vezes a indústria se instala, é claro que ela movimenta a economia, mas talvez ela não seja tão geradora assim de postos de trabalho, mas eu acho que a gente precisa pensar em recuperar e aumentar a participação da indústria na economia municipal. Nós percebemos na apresentação do doutor Laerte que o quadro, o cenário é de perda para o segmento de comércios e serviços. Houve uma perda significativa de empregos, postos de trabalho formal, mesmo no período que a gente ficou um pouco fora daquele ambiente de restrição, fase vermelha, que a atividade começou a recuperar, o que a gente percebe é que não houve crescimento da oferta de empregos. O aumento da contratação, na verdade, é a recuperação daquilo que foi perdido. quer dizer, o maior indicador disso é que nós tivemos um aumento de cerca de 26%, se eu não me engano, do índice de desemprego na nossa cidade, quer dizer, mesmo recuperando, voltando à normalidade, a gente não conseguiu recompor a quantidade de empregos formais, Quer dizer, isso se deve também, primeiro que as atividades não estão à plena carga, como foi dito aí, mas também me preocupa o crescimento desse modelo de venda, o e-commerce, por exemplo, essas modalidades que a gente faz usando a tecnologia, que ainda que as empresas, lojas, departamentos ou não, consigam retomar o faturamento vendendo pela internet, ela não vai precisar da quantidade de trabalhadores como a venda física, presencial. Então preocupa sim a retomada e criação de empregos, eu acho que parte dos empregos a gente não consegue mais retomar, Isso é uma preocupação, a gente precisa pensar como dar oportunidade de trabalho e renda para essa população, mesmo no pós-pandemia. O doutor Laerte pontuou, e eu concordo, parte dessa confusão toda, ou talvez a maior responsabilidade tenha sido a ausência de um comando único central como política de Estado, começando do governo federal, Primeiro em admitir a pandemia, o problema, a necessidade das medidas de restrição, mensagens diferentes impactaram de forma diferente as pessoas, que muitas não se deram conta da gravidade da pandemia, se expuseram, foram contaminadas, infelizmente a quantidade de mortes e o custo para o Estado brasileiro, parte é falta dessa ausência de comando central, e o senhor fala que a gente precisava retomar, isso é necessário. Eu só queria fazer mais uma observação, antes de fazer uma pergunta, que é a seguinte, nós vimos também que mesmo tendo uma retração no faturamento, vendas, alguns setores tiveram aumento, na pandemia, como o senhor falou, um benefício entre aspas, farmácias e drogarias aumentou muito as vendas, e a gente já entende por quê, e uma das razões, a notícia de que alguns medicamentos, na minha opinião, era a solução, como alguns medicamentos não tem necessidade de prescrição, mas muita gente foi buscar nas farmácias a salvação para isso. A questão dos supermercados, obviamente, bares, restaurantes fechados, as pessoas em casas consumiram mais e buscaram mais os supermercados. Postos de gasolina, eu acho que é mais pela alta do combustível, esse crescimento do que propriamente a venda, na minha opinião. materiais de construção, creio eu, as pessoas em casa sem o que fazer começaram a ver pequenos reparos e reformas, já que eu estou sem fazer nada deixa eu fazer um puxadinho, aumentar o cômodo, reformar a cozinha que apresentou um crescimento também, móveis, isso aí foi para mim uma surpresa, móveis, eletros domésticos talvez, as pessoas mesmo em casa começaram a ver e perceber, enfim, turismo, bares e restaurantes, setor altamente impactado, eu acho que recuperar a perda é difícil, só tiver alguma, como disse aqui, ajuda do governo. Só para finalizar a minha parte, medidas emergenciais são necessárias, tanto de natureza fiscal, tributária e até creditícia. Agora, é claro que o município pode contribuir com alguma coisa, Mas quem tem a casa de moedas é o governo federal, quem pode efetivamente oferecer créditos para a retomada da indústria, do comércio, é o governo federal, pensar um programa nacional de recuperação econômica, acho que devia ser uma obrigação, como fez os Estados Unidos, como fez a Alemanha, como fez a Inglaterra, como fez outros países, guardadas devidas características de cada um, poder de economia, mas eu acho que o Brasil precisa também, achar que o município sozinho, ou os municípios sozinhos vão ser capazes de dar toda essa, vamos dizer assim, benefícios, eu tenho preocupação com isso. Então, feitos esses comentários, eu vou passar para o professor Laerte, eu não sei se ele anotou tudo, mas o Cecílio falou dessa necessidade necessidade de retomar a atividade industrial, como é que o senhor vê isso, o que poderia ser feito, a participação, ampliação do comitê de monitoramento da Covid-19, que hoje foi feito por decreto do prefeito Jonas, ainda lá atrás, reproduzindo um modelo, acho que do Estado, mas basicamente hoje o comitê é composto por pessoas principalmente da área da saúde, médicos, infectologistas, epidemiologistas, sanitaristas e de outros setores da prefeitura. Eu acho que abrir para a sociedade é necessário, a gente precisa ver como é que faz isso. O Cecílio falou como é que o senhor vê a questão da comunicação, o que a gente pode aprimorar na comunicação para talvez direcionar por regiões algumas informações para ajudar a sensibilizar, orientar as pessoas, ele fala do auxílio emergencial. A Débora e o Paulo reforçam a questão de como é que a questão do horário de funcionamento do comércio, se as medidas de redução do horário, se ao invés de colaborar, atrapalham ou não, como é que o comércio vê isso com relação ao horário de funcionamento do comércio, também fala da participação do comitê. o Paulo Gasparg pede para pontuar como essa situação se aumentou a presença de moradores de rua principalmente no centro de Campinas se isso afeta ou não atividade ou comercial e a Guida não foi falado isso Guida eu não sei se o senhor tem dados estatísticos sobre a quantidade ou número de trabalhadores do segmento de comércio e serviços que foram acometidos que contraíram a Covid, se tem essa informação, e aí ela fala das medidas para socorrer as empresas, o que o comércio sugere, e se der tempo, alguma opinião sobre esse projeto de reforma tributária que para mim está no Congresso. Resumir, agora, Laerte, nós temos até as 12 horas, se eu conseguir ser sintético e poder nos responder, mas assim, já foi feita a sugestão, Cecília, Essa apresentação vai ficar disponível para a comissão, vai ficar disponível para os vereadores que também quiserem utilizar esses dados para aprofundar alguma pesquisa. Obrigado, Laerte, sua palavra. Pois não, Cine, realmente eu vou tentar ser o mais rápido possível e tentando abordar as maiores necessidades. Com relação ao Cecílio, ele fala da exigência principalmente do comitê, eu acho que é fundamental realmente se pensar nessa coordenação, porque esse comitê precisa trazer todos aqueles que estão participando da atividade econômica da cidade, enfim, da região e que isso melhoraria muito as providências e o acompanhamento das atividades para torná-las mais eficientes, principalmente quando você fala em termos de auxílios financeiros ou emergenciais, crédito principalmente, é fundamental realmente que haja uma forte ação em cima disso, porque o grande problema que a gente encontra é que são propostos esses auxílios, mas na prática eles não ocorrem como deviam ocorrer, ou até por burocracias, mas que eles acabam não trazendo nenhum benefício para que você consiga fazer acontecer aquilo que é um conjunto que está efetivamente necessitando, porque ele não vai conseguir sobreviver se ele não tiver esse auxílio. Então, eu preciso ter essa consciência realmente dentro da atividade que cada um exerce para que o resultado seja positivo. Com relação a Débora, principalmente ela falou sobre a ampliação do comércio, Eu acho que essa ampliação está seguindo uma possibilidade condicionada, então normalmente você pode fazer essa ampliação, mas efetivamente as condições ainda que você se encontra, ela não dá a possibilidade de você ampliá-las para que o mercado possa vender mais ou menos, mas ela está muito contingenciada ao efeito da crise, então isso acaba trazendo um certo problema para o comércio, mas de qualquer forma, numa atividade normal, o comércio tem aquela tradição de você ficar aberto de um tal período a um tal período, e isso aí é fundamental que exista realmente. Neste caso, nós estamos condicionando os efeitos da crise para ver se encontra a melhor forma para que você evite o auto-relacionamento que vai impactar a pandemia nas pessoas e piorar, portanto, o efeito na atividade. Com relação ao Paulo Gaspar, ele fala mais ou menos na mesma linha, vamos chamar assim, dos horários, eu acho que os horários como estão hoje para o comércio, eles são muito condicionados a essas condições da Covid, por isso que ele tem essa limitação, mas com certeza a tendência é que você vai ampliar isso à medida que for reduzindo, portanto, a atividade econômica, a restrição econômica. da atividade econômica, para que você possa ter um resultado mais positivo. E com relação aos moradores de rua, eu diria para você que não temos esse acompanhamento direto, mas a sensação que a gente tem é que ele tem aumentado, sim, deve ter aumentado justamente porque você não tem nenhuma maneira de proteger esse contingente, está certo? E a própria prefeitura tem uma certa linha, que já vem antes até da pandemia, de manter esses moradores de rua, dando alguma assistência para que eles possam resistir, que eu acho que é o que mínimo que ela pode dar realmente para esse tipo de atividade. No caso da Guida, eu diria que as pequenas empresas, elas realmente, pequenas, média, pequenas, micro, mês, são aquelas que realmente sofreram e sofrem muito mais com a pandemia e você disse até, bom, então as grandes empresas até que não tiveram tanto, obviamente que devem ter tido, assim, como a gente viu, do ponto de vista de vendas, por exemplo, elas possam ter tido alguns, podem ter, não, tiveram alguns impactos não favoráveis, mas, de um modo geral, elas, pela própria característica delas, de subsistência, elas acabam, portanto, melhorando a sua situação, mesmo que a crise não deixe ela muito à vontade, está certo? E finalmente, eu gostaria de falar para o Rossini, que as observações que ele fez, principalmente essa observação com relação ao e-commerce, É uma preocupação também que possa ser avaliada, mas de um modo geral, para o comércio, para a atividade econômica, o e-commerce é hoje uma peça realmente importante, porque ela está realmente em uma linha de, vamos dizer, um novo normal, pela própria desenvolvimento tecnológico, você acaba criando maneiras de tornar eficiente a atividade econômica, tornar rápida e trazer resultados imediatos. E isso mais sendo mudado, principalmente porque você tem uma nova visão do mundo daqui a algum tempo. E a formalização desses dados, eles estão em uma velocidade tão grande que não vai ter maneira de você mudar muito isso. então por isso que eu disse nós vamos para um novo normal e a digitalização ela passa a ser daqui para frente com uma dinâmica muito mais forte e vai estar impactando futuramente algumas áreas eu concordo que possivelmente quando você fala em dinamização do e-commerce você talvez esteja tirando um emprego de pessoas que vão ficar fora dessa atividade, o que poderia até dar uma piorada no nível de desenvolvimento ou no nível de desemprego, de uma maneira que não se encontre solução. Eu acho que vai acontecer na prática. O que aconteceu há muitos anos atrás, principalmente com a indústria automobilística, lembro bem que quando foi implantado o sistema dos robôs, a área de robótica e tal, o pessoal ficou apavorado, porque agora, se for robô, como é que vão? Vão substituir mão de obra normal e vão ter, todo mundo vai embora. Mas o que aconteceu na prática é que a indústria da robotização também acabou limitando aqueles funcionários que lá estavam, que faziam o serviço que a robotização fazia, para desenvolver a indústria que vai efetuar o robô que vai trabalhar lá dentro da empresa. Então, eu acho que na prática vai haver uma distribuição e essa distorção que possa ter impactado na atividade, ela vai ser amenizada nesse sentido, vão ter novos, já estão surgindo novos empregos, com novas características, que vão demandar aqueles justamente que saíram de uma atividade inicial e agora vão ser incorporados a uma outra atividade. Deve ter um tempo, mas a velocidade hoje é possível se ativar. Então, eu acredito que essa movimentação, essa dinamização do comércio, do serviço, da própria indústria, do emprego tecnológico, ele vai ser reabsorvido de uma outra maneira, de tal forma que não nos preocuparia tanto esse tipo de preocupação, porque nós teríamos como a própria economia caminha, nos outros países já caminharam, os próprios Estados Unidos mostram isso, para uma evolução muito mais rápida e muito mais eficaz para que isso possa ser concretizado. E, finalmente, eu acho que a comunicação é um problema muito importante. você tem que dinamizar também, por isso que eu gosto de dizer a dinamização na comunicação, ela é importante principalmente porque você consegue, onde você está, você não precisa estar lá você avaliar esses impactos que essa mobilidade pode criar na atividade Então, é muito comum hoje você já avaliar a conglomeração de pessoas através dos telefones, através da imagem colorida, focada. Então isso dá meios para que você consiga agir em cima e ao mesmo tempo providenciar meios para que ele possa se portar com máscara, se habituar a respeitar a higiene antivirulenta, vamos falar assim. e ele, então, acaba sendo alimentado por esse processo de comunicação que vai também ser uma certa atividade que vai vir para ficar. Basicamente, eu acho que isso seria uma fundamental função. E, finalmente, eu acho, de um modo geral, é que uma coordenação dessas é muito importante para que seja feita por alguém que possa receber. Na área federal, você pode dizer que é do governo federal, mas nós sabemos que temos problemas. Na área estadual, ela já é menos diminuída e na área municipal também. Então, eu acho que principalmente na área municipal, esse tipo de comitê que vocês estão colocando aqui, ele é fundamental para que isso você possa ir dirigindo e orientando de maneira muito positiva a atividade dentro do município ou da região, através do governo municipal e impondo regras que muitas vezes nós não temos. são aquelas lá de cima, mas que elas precisam ser implantadas e colocadas em função dessa necessidade. Eu diria, basicamente, essas seriam as observações que eu gostaria de fazer. Obviamente que seriam, teriam muito mais, mas, dado o tempo, eu acho que nós teríamos que comentar isso aí. Obrigado, Laerte. Nós temos aí mais alguns minutos, antes de encerrar, Aí eu pergunto se tem algum outro vereador que queira fazer algum comentário adicional, até porque depois eu ia pedir para o Laerte, além das informações que já foram, que vão ficar conosco aí a apresentação, dizer que essa comissão está aberta, se ao longo desse período aí quiser formalizar alguma sugestão, alguma coisa, encaminhar para cá, a gente tenta dar encaminhamento a isso. mas vereadores presentes alguém gostaria de fazer mais algum comentário observação Paulo Gaspar por favor ferramenta que é demorada para desativar o mudo é só em relação ao horário Laerte, que foi a pergunta minha da Debra, nossa questão era mais em relação se você enxuga o horário de atendimento, você permite uma aglomeração maior das pessoas. Então, se diluir, se tivesse em vez de 6, 7 horas de funcionamento, tivesse 12 horas de funcionamento, a gente acredita que as pessoas iriam aglomerar menos, nesse sentido. Obrigado. Bem, se não tiver mais nenhuma observação, Laerte, quiser finalizar, você já pode responder essa, e aí quiser fazer as suas considerações finais, assim a gente já vai partir para o encerramento. Está sem som, Laerte, precisa liberar seu som aí. Eu basicamente diria, Paulo, só para encerrar, o que você colocou acho que é válido realmente, eu só entendi que como nós estamos na pandemia e de acordo com a zona que você está implementado, você fica limitado para ampliar isso ou não, mas o objetivo que você coloca é realmente pertinente E vale o teu realmente. E, finalmente, eu diria que eu agradeço muito essa reunião que estamos fazendo aqui, achei muito interessante. Não sei se tem todas as soluções, mas eu acho que nós discutimos vários assuntos. É fundamental que vocês estão se propondo a ser reconhecidos, é necessário discutir isso, de ficar nos anais da história, porque é uma fase muito importante e nós não podemos deixar de pôr na memória, porque isso aí vem com o tempo e a gente tem que demonstrar o que pôde ser feito, quais foram as nossas contribuições, quais foram os nossos meios para que isso pudesse ser dinamizado. Agradeço essas vossas participações e diria que nós estamos realmente como você pediu, eu gostaria de deixar claro que se houver oportunidade eu posso realmente propor alguma posição para vocês que possa ter essa obstinidade de contribuir com alguma outra observação ou algum outro método, mas no mais eu agradeço para todos e deixo essa minha mensagem como de respeito ao que vocês estão tentando fazer. Obrigado, eu sei que talvez não desse tempo, mas a Guida, e eu vou reforçar assim o pedido da Guida, na visão, talvez a SIC esteja recebendo por parte dos associados, comerciantes, lojistas, várias sugestões, solicitações. Então, até para pontuar a pergunta da Guida, quais as medidas de socorro, para socorrer mesmo essas pequenas, micro, empresas, médias, para superar isso? Então se depois quiser com calma pensar, pontuar, encaminhar para nós aqui, nós ficaremos atentos aí para entender como o setor, o segmento olha para isso e o que vocês estão mais demandando, o que seria prioritário do ponto de vista de medida de auxílio, de socorro, seja do município, do estado ou da União. seria importante porque ajudaria a comissão e a Câmara a entender melhor isso e ver que medidas que a gente pode estar adotando, ok? Mas já quero agradecer, Laerte, a contribuição, a participação, agradecer aí aos vereadores que participaram, vereador Cecílio, vereadora Débora Palermo, vereadora Vila Calixto, vereador Paulo Gaspar. Nós tínhamos programado para a semana que vem é receber aqui a Secretaria Municipal de Assistência Social, porque além dos impactos econômicos, nós também temos impactos sociais, que muitas vezes são sentidos pelas atividades da Secretaria de Assistência e também da rede de entidades assistenciais de Campinas cadastradas, que também estão vivenciando esse momento com muita dificuldade. acontece que na próxima segunda-feira o presidente da casa pediu esse horário para uma outra atividade então na semana que vem a gente está vendo se consegue alguma outra data mas a gente tem procurado fazer as reuniões da comissão todas as segundas-feiras nesse horário nós já temos também assim sinalizada a participação do secretário municipal de educação o secretário municipal de finanças, para a gente também, a gente está ouvindo a sociedade civil nos vários segmentos, estamos aguardando, e aí foi importante que a gente tocou nesse assunto, ver se tem a confirmação de um representante do Ciesp, o diretor da regional aqui da Fiesp, da nossa região, para também ver o setor industrial, como é que ele está sentindo isso, o Laerte até já comentou alguma coisa, mas enfim, nós estamos aos poucos identificando pessoas que queiram e possam contribuir aqui com a comissão. Então, na semana que vem nós não teremos, talvez eu até junte para outra semana uma sugestão do Cecílio, até de repente se vier a secretária de assistência e educação, a gente conseguir fazer os dois no mesmo momento, secretário de finanças, enfim. mas o objetivo da comissão é ouvir tanto a sociedade civil, os segmentos da economia do nosso município, segmentos sociais e também da prefeitura, porque esses impactos também repercutem desde a queda de arrecadação de impostos do município, mas também pressão em algumas áreas que são críticas e sensíveis a isso, como assistência, a saúde, obviamente, educação, mas a gente vai estar continuando os trabalhos, tá bom? Então, feitos esses comentários, eu vou já exatamente às 12 horas encerrar a quinta reunião da Comissão de Estudos sobre os Impactos da Covid, agradecendo a participação de todos vocês, tá bom? Muito obrigado, fiquem com Deus, até a próxima. Um abraço. O vereador Luiz Rossini acaba de encerrar então ao meio de imponta esta quinta reunião do ano da Comissão Especial de Estudos que teve como pauta analisar os impactos econômicos e sociais da pandemia de coronavírus bem como a retomada das atividades aqui no município de Campinas esta reunião que assim como as últimas atividades aqui na Câmara ocorreu por meio de sistema de deliberação remota mantendo todos os protocolos de distanciamento social. Eu agradeço a sua companhia até agora, mas fique com a gente. Daqui a pouquinho, o Gabriel Castro estará aqui nas telas da TV Câmara Campinas com as últimas notícias e as primeiras notícias da semana no Câmara Total. Uma excelente semana e até mais. TV Câmara, Campinas