Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não
passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.
Em Campinas, a dor de uma família se transformou em luta e essa luta virou lei, a lei 15.848, 48, sancionada em 2019, que instituiu a Semana Municipal de Combate ao Feminicídio. Uma proposta que se tornou uma ferramenta de conscientização, prevenção e combate à violência contra a mulher e passou pela Câmara. [Música] Essa legislação nasceu da mobilização de Delfino Ribeiro, pai de Thaís Fernanda, uma jovem de 21 anos assassinada a tiros dentro de casa pelo ex-namorado na cidade de Campinas. Delfino procurou apoio na Câmara, foi ouvido pelo vereador Rubens Gás e a proposta virou realidade. O projeto passou pelas comissões de constituição e legalidade, educação e esporte. Foi aprovado por unanimidade pelo legislativo, sancionado pelo prefeito no dia 9 de dezembro de 2019 e publicado em Diário Oficial no dia seguinte. Essa lei foi um pedido nosso da nossa região. Enfim, a Thaí foi assassinada no dia 10 de maio e no dia 18 tem uma caminhada na nossa região, no nosso bairro, a violência infantil todos os anos e convidaram a família a participar aí em meios de sofrimento, lágrimas e para lá para cá o vereador conosco, o vereador nosso amigo, né, Rubens Gás, já de longa data, né, desde antes de ser vereador e vai continuar para sempre. E fiz um pedido pro padre, para ele. Falei: "A gente tem que fazer alguma coisa para que não morre mais mulher, né? Que fazer alguma coisa para que Campinas acordem". Eu me lembro de tudo isso, na caminhada correndo, lágrimas, sentido e falei com o vereador: "O senhor não pode fazer nada por nós". Falei com o padre: "Padre, pede para ele, pede pro prefeito, eles é autoridade, eles têm que olhar por nós". E foi onde aconteceu. E eu agradeço sempre, né? Por todos. Quando você tem aproximação com com a vítima até com o próprio Algóza, né, no caso esse rapaz, evidentemente que a gente acaba ficando indignado, eh, conhecendo a personalidade dos dois. A gente sabe que esses crimes passionais são difíceis da gente poder eh mensurar, né? porque e o rapaz não demonstrava nenhuma nenhuma atitude que pudesse levar a isso. Tanto é que o rapaz, o próprio pai o considerava como um filho. Então tudo isso houve uma connação na região e eh através desse levante com a igreja, com o padre Antônio, nós corremos atrás para que nós pudéssemos ter essa essa semana do feminicídio, que é um projeto piloto, que acabou eh indo para várias cidades, né? E é uma semana muito incisiva que a assistência social e todos os órgãos eh relacionados, eles procuram fazer debate, procuram levar toda essa conscientização do feminicídio. A semana municipal de combate ao feminicídio acontece sempre na segunda semana de maio, mês que marca o aniversário da jovem Thaís Fernanda Ribeiro. Essa semana do contra o feminicídio é uma semana que que traz, né, eh, um eh muito realçada, porque realmente foi o foi o início de tudo aquilo que a gente não tínhamos antes. Hoje temos até o mês, né, do feminicídio. Mas essa semana é muito marcante e traz à tona toda essa luta, toda essa conscientização, toda essa busca incessante de tentar mudar uma realidade milenar que nós sabemos que é algo subjetivo, que é algo que que extrapola todos os nossos preceitos, todos os nossos conceitos de de vida. É, a gente fica extremamente assim satisfeita, né, porque é um assunto extremamente importante e que precisa ser combatido e precisa existir sim políticas públicas, leis, né, que para que a gente possa ter ferramentas para o combate eh dessa violência tão cruel. Então a gente fica feliz com a questão do da sensibilização do vereador e que outros vereadores também deveriam ter essa mesma sensibilização dessa de criar leis e mecanismos para que a gente possa aí trabalhar as políticas. Então, através dessas leis, a gente consegue fortalecer cada vez mais as nossas ações, como nós estamos aqui nessa semana tão importante de 9 a 15 de maio. Além das ações da rede de proteção, nós temos que trabalhar também na conscientização. É um crime horroroso. Eh, os homens não podem eh imaginar que são proprietário das mulheres que vão vão terminar um relacionamento e perder uma posse de alguma coisa. Isso é uma coisa horrorosa que a cidade também tem que se mobilizar. É algo intolerável. E a gente precisa ver o que fazer para evitar que isso continue a acontecer. E esse seminário tem esse objetivo, é discutir, trocar experiências, avaliar as ações de políticas públicas já implementadas, como é que você faz que as medidas protetivas previstas em lei sejam efetivas, né? Como efetivamente evitar que tragédias como essa eh se repitam no nosso município? a troca de experiência, ouvir especialistas das áreas da segurança, da psicologia, eh da área social, é fundamental, porque talvez aí saiam ideias para melhorar aquilo que a gente já tem no nosso município, que a política pública de fortalecimento da mulher é uma rede de proteção. Então tem vários serviços que envolve segurança, envolve saúde, envolve trabalho e renda, outras secretarias envolvidas, mas especificamente na Secretaria de Assistência Social, nós temos o trabalho de prevenção e de conscientização de fortalecimento. Por exemplo, as mulheres, as famílias são atendidas nos nossos CRAS. Lá elas recebem encaminhamento para programas de transferência de renda e conhecimento sobre seus direitos. Quando a violência já está instalada, nós temos o atendimento das famílias através dos CRAS, que nós temos cinco CREAS espalhados pelo município. E temos também o SEAMO, que é o Centro de Especializado de Atendimento à Mulher Vítima de Violência. No SEAM, essa mulher recebe orientação assistencial, orientação psicológica, tem orientação jurídica também e ela é acolhida. Ela pode entender que ela está vivendo uma situação de violência, mas que existe uma saída. Ainda em 2020, outra importante homenagem. O vereador Rubens Gás propôs o projeto de lei 312, que deu origem à lei 15.871 de 2020, renomeando o céu da Vila Esperança como Estação Cidadania Cultura Thís Fernanda Ribeiro. Um espaço público que hoje carrega o nome e a memória da jovem que se tornou símbolo da luta contra o feminicídio em Campinas. o céu da Vila Esperança, eh, as não só o nome da Thaí Fernando Ribeiro, mas o contexto de tudo que aconteceu para que as pessoas pudessem eh trabalhar com essa ideia de que nós que nós precisamos lutar sempre contra essa essa desigualdade de gênero, né? Então, a ideia foi essa, basicamente essa. Eh, falei com o pai dela, pai da Thaís, que prontamente aceitou a ideia de que pudéssemos colocar o o essa homenagem a Thaís no céu da Vila Esperança. É um espaço que teria que ser denominado, né? Tava tava sem denominação. É um espaço cultural, um espaço de lazer, de esporte. é um espaço que que reúne várias várias eh vários setores da própria executivo de de secretaria se encontram lá, né? Então, nós achamos por bem, que é um espaço bastante visitado, que poderíamos eh prestar essa homenagem a Thaí Fernanda Ribeiro, colocando o nome dela naquele espaço. Eu, na minha concepção, toda temática que envolve situações parecidas como essa, é importante que que os espaços públicos possam, né, colher esses nomes. Eu acho interessante porque se hoje nós estamos falando aqui é exatamente por causa disso, porque lá existe um espaço com o nome Taís Fernanda Ribeiro e falaremos futuramente e sempre é algo que vai se perpetuar e toda vez que lembrar dela a gente vai lembrar do feminicídio, da luta que constante que temos contra o feminicídio. Eu espero e que que haja um dia uma situação que essa essa situação do feminicídio não venha a ser não vem à tona da maneira como tem vendo há tanto e tanto tempo. Por trás de toda essa mobilização está uma história de dor e coragem. O seu Delfino Ribeiro, pai da Thaís, encontrou na luta por justiça uma maneira de manter viva a memória da filha. Eu não sou mais o Delfino. O Delfino morreu lá atrás junto com a Thaís. Hoje eu sou o pai da Thaís. Todos os lugares que eu vou, aquele ali é o pai da Thaís. Você conhece? Então é isso que me dá força, é isso que me deixa feliz em saber que a Thaí existe mais uma vez. A Thaí hoje tem muito mais força do que quando ela existia do meu lado, na minha família. E a Thaí tá presente em todas as mulheres hoje. Eu acredito isso. Posso dizer que mesmo com lágrimas, né, que não tem como cessar essas lágrimas nunca. Por todo tempo que eu existi, não vai cessar as lágrimas. Mas com emoção eu falo, eu agradeço muito por a Thí ter vivido 21 anos comigo. Eu agradeço as pessoas que somam sempre conosco. Eh, eu admiro a cada um dessas pessoas todos os dias tá na luta. E essa luta eu sei que não vai parar. Cada uma pessoa que soma, é mais, é algo melhor que vai acontecer. E este foi o Passou pela Câmara de Hoje, obrigada pela sua companhia e a gente se vê a qualquer momento aqui na programação da TV Câmara Campinas. [Música]