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[Música] [Música] A gente abre a edição de hoje com o último episódio da nossa série Os Guardiões da Cultura. O Cebo e Lojão é o personagem principal. Nós vamos conhecer mais sobre este lugar rico em cultura. A reportagem é de Rafael Turat. No emaranhado de ruas e avenidas do centro de Campinas, entre os edifícios que desenham a paisagem urbana, mais precisamente na rua Barreto Leme, na altura do número 1265 a 36 anos, desde o dia 7 de setembro de 1988, existe um vibrante universo artístico, literário, musical, pronto para ser explorado, criado por um ex-jornaleiro, o Cebo ejão. Eu trabalhava numa banca de jornais ali na em frente à catedral. Eu eh resolvi abrir. A gente não tinha noção de como seria, né? Aí eu tinha um irmão que tinha sofrido um acidente, ele tava sem trabalho, pediu para mim que eu viesse se eu lhe se ele pudesse vir aqui trabalhar aqui comigo, né? Eu continuei na banca uns tempo e ele ficou tomando conta. Ele falou: "Ó, pode largar da banca que já deu certo." Quando eu comecei a a cadastrar livro, você é louco, cadastrar livro, velho. Aí eu não dei bola, né? Porque começou a adiantar o expediente para mim, né? Falei: "Deixa o louco trabalhar, né?" E deu certo. Estamos aqui até hoje, graças a Deus. [Música] Hoje, os 300 m² do Sebojão, tomados por prateleiras possuem um acervo encantador com mais de 15.000 exemplares de livros, revistas, HQs e gibis que todo leitor campineiro deveria conhecer. A gente tem os HQ e tem os GBI antigo, mas é muito antigo, não é coisa coisa de agora não. E os livros literatura estrangeira é os mais vendidos. Tem os técnicos, tem os espíritas, tem de todas as áreas, mas o que vende mesmo é a a literatura estrangeira dos livros. Tem os clássicos, eles vendem mais quando é é tá tá na lista de vestibular. Eh, aí aí vende bastante bem organizadas. Cada obra é numerada para ser facilmente localizada, com preços entre 5 até R$ 1.000 em casos de edições especiais. O estabelecimento ainda trabalha com venda de discos de vinil, DVDs, CDs e Blu-rays. Os CDs vende bastante de rock ainda. E música popular, alguma coisa. Tá voltando a vender os discos de rock e MPB. Tá vendendo alguma coisa, mas pouco em disco de de LP. [Música] [Música] Nos corredores do CEB Lojão, os livros carregam consigo histórias que resistiram ao longo do tempo. De acordo com o seu Víor, o maior prazer da clientela é passar horas passeando pela loja, foliando as obras que há muito tempo deixaram os catálogos das editoras. Tem bastante gente que vem aí, fica 2 horas, 3 horas aí dentro da loja procurando as coisas. CO não precisa ser uma coisa eh bagunçada, suja. Tem pode ser uma coisa bem organizada. E não pode também ser coisa, só se for clássico, coisa muito boa, ter coisa antiga, tem que ser coisa mais atual. Eu gosto, faz parte da minha história. Eu acho que tem a questão da memória afetiva. Vim aqui com meu pai desde adolescente. Tô sempre aqui ou a caminho de trabalho ou passeando no final de semana. Então, a questão da memória afetiva, da cultura, do cheiro do livro, de você pegar um papel, de você ter o tato nos materiais, que é muita coisa que a tecnologia não pode oferecer. Eu fico feliz porque tem muita coisa boa, muita coisa rica, muita coisa engrandecedora que acaba sendo negado, acaba sendo esquecido no meio de tanto excesso de tecnologia. Então, essa simplicidade, ao mesmo tempo tanta riqueza, atrelados, eles trazem uma felicidade rara. Eu [Música] descobri esse sebo quando eu tinha 13 anos e foi assim uma grande descoberta porque eu sempre gostei muito de ler, mas apesar disso os livros na internet são muito caros. Então, encontrar aqui foi tipo assim um grande tesouro para mim. E saber que tem esses lugares era o tipo de lugar que a minha mãe frequentava quando era criança e que ela achava que não existia mais. Porque hoje em dia as pessoas não dão mais tanta atenção pros livros, não dão mais tanto carinho. E eu acho que hoje em dia nos eles dão muito, muito esse carinho pros livros, justamente porque tem essa desvalorização hoje em dia com as leituras. E eu acho que esse lugar é como um refúgio para mim. essa questão de sentir um cheiro de livro, acho que todo leitor tem isso, de gostar de sentir o cheiro do livro, saber que ele tem uma história, não só a história que o livro conta, mas saber que passou por outras mãos. Eu acho, eu gosto muito dessa parte de saber que o livro teve outros donos, que teve outros sentimentos e outras pessoas sentiram, eh, tiveram outros sentimentos pelos livros. É, é uma coisa que eu gosto muito. [Música] Para o seu Vittor, o Sebo e Lojão é mais que um ponto de venda de livros e objetos usados. O lugar é um espaço que guarda a cultura, onde a música, a literatura e a arte se conectam. paixão de de gostar do dos livros, dos vistas, das revistas. Eu fui útil, eu acho que devo ter ser ainda que para muitas pessoas eu ajudei bastante, muita gente formar com meus livros técnicos. Isso aqui, ó, para mim teve grande significado. Eu eh eh dei educação paraos meus filhos e cada um tá se virando bem. E isso para mim foi uma coisa maravilhosa. [Música] falar sobre educação agora, porque a comissão permanente para os vestibulares da Unicamp. A Conveste abriu hoje as inscrições para o processo seletivo para as vagas remanescentes 2026 na universidade e vai até o dia 25 de agosto. Portanto, apenas 10 dias para esta inscrição, hein? São 888 vagas, 50 opções de cursos de graduação, taxa de inscrição de R$ 220 e pode ser paga até o dia 29 de agosto. podem se inscrever neste processo alunos regularmente matriculados nos cursos de graduação da Unicamp, desde que o curso pretendido seja diferente do próprio curso, alunos de outras instituições nacionais ou estrangeiras e também portadores de diploma devidamente reconhecido de curso superior, diferente do curso pretendido. Se interessou, se encaixa nos requisitos necessários, é só entrar no site da Convest. que aparece aqui embaixo da sua tela. E olha só, a Fundação Educar Organização, sem Fins Lucrativos, lançou uma coleção chamada Instituições Sociais Campineiras e inaugurou a Casa a Educar, o novo Lar da Fundação. Escrita pelo jornalista José Pedro Martins, a coleção resgata a história e o impacto de 10 entidades que transformam vidas na cidade de Campinas. Entre elas, Lar dos Velhinhos de Campinas, creche Bento Quirino, Instituto Padre Aroldo, Apai Campinas, Casa de Jesus, Hospital Sobrapar, Centro Infantil Boldrini, Serviço de Saúde Dr. Cândido Ferreira, Grupo Primavera e União Cristã Feminina. Eu tive muita sorte em Campinas de conhecer o trabalho maravilhoso das entidades sociais, né? Campinas é uma cidade que brilha, que tem vocação solidária por causa dessas entidades. Então, na identificação dessas 10, a gente escolheu aquela representativas de vários setores, né? Três delas são centenárias, né? o Cândido Ferreira, o Lar dos Elinhos e a creche Bento Querino tem mais de 100 anos de atuação. Então mostra como a cidade tá sempre aberta pros grandes desafios. Projetos como Academia Educar e Leia Comigo fazem da casa um novo ponto de encontro para promover ideias e iniciativas para todo o Brasil. os nossos projetos, eles têm essas duas grandes missões e aí a gente escolhe a forma de implementar tudo isso. Então, o projeto Academia Educar, que foi o projeto que fez a a Fundação Educar começar, ela forma lideranças juvenis para serem protagonistas, então protagonistas de si mesmo, das próprias vidas e aí poder ser protagonista na vida, na sociedade, na escola, aonde for. O outro projeto que é muito grande também é a produção de livros, que a gente faz com que através das histórias, da contação de histórias, a vida das pessoas se transformem, seja pela história, seja pelo relacionamento de um educador lendo com uma criança. Então, é como se a gente escolhesse as ruas para transformar e para mostrar que sim, todo ser humano merece ser acreditado. A casa doada pela família Pascoal representa a transformação de um espaço de memórias em um centro de educação e cidadania. Essa casa foi feita de uma maneira muito gostosa. Quando a gente, a família toda fazia assim, quando um ia construir, o resto da família ajudava. Então, e aí quando outro ia construir, o resto da família ajudava. Então aqui foi feito o projeto pelo meu irmão, que é um projeto muito bonito, e ele ajudou a construir. Depois, quando ele fez a dele, a gente fez a mesma coisa. Então, não é uma casa vendável, é uma casa que tem história até do arquiteto, da do engenheiro, tudo. E aí num dia, conversando com a minha filha, a minha esposa, a gente falou: "Pensamos em voz altas e se fizermos a casa virá a casa educar?" Aí minha filha falou: "Olha, e a mamãe vai cuidar do jardim". Todo mundo de acordo e aí coincidiu da empresa ter sido parcialmente vendida e a gente ter que sair de dentro do prédio da empresa e a educar já tem 35 anos. Então, para onde a gente iria? Encaixou com a casa e a casa ganhou uma outra razão de ser. Os jovens são em torno de 80 a 100 por ano. Aqui eles vivem na casa deles. Lá lá era uma empresa, então não tinha a mesma liberdade e agora não. Aqui eles cuidam da casa, eles fazem tudo, todo dia tem algum evento e eles se sentem responsáveis. É uma delícia poder na vida, com a idade que eu tenho, meu irmão também, que é um pouco mais velho, poder devolver pra sociedade coisas que a gente ganhou da sociedade, né? Assim como os livrinhos de hoje, são entidades que a gente participa desde a origem, eu, eu, meu irmão, minha mãe, meu pai, e poder devolver para eles livrinhos para que quem venha a ajudá-los conheça a história deles. Então, a gente gosta de cultivar a história. E a frase tirada do guarda-chuva de mensagens mostra a sintonia da escritora com os propósitos da Casa Educar. É verdade. O que sustenta a alma é a esperança. Cora, coralina. Mais do que isso, eu acho que a esperança é o que nos sustenta até eh, para passar pelo que o mundo tá passando, né? precisa muita esperança e muita resiliência. E isso é que a gente tenta trabalhar com o jovem. [Música] [Música] [Música]