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[música] [música] Com o fomento da FEAC para o fortalecimento dos territórios, Cooperativa do Jardim Bassoli atua em sede própria e a iniciativa gerou aumento de renda e dignidade para o trabalho Com resíduos sólidos. O Brasil produz cerca de 80 a 90 milhões de toneladas de lixo por ano, [música] dos quais recicla entre 4 e 8% do total de resíduos sólidos urbanos. Campinas gera cerca de 30.000 toneladas por mês de lixo domiciliar. Deste total, a prefeitura, por meio da coleta seletiva, dos 16 ecopontos e dos 33 pontos de entrega voluntária, junto com as cooperativas, coletam 1300 toneladas de recicláveis, 4.3% de material seletivo público. Todo reciclável coletado pela prefeitura é enviado às 13 cooperativas. Algumas delas fazem diretamente a própria coleta. Ainda de acordo com a Secretaria de Serviços Públicos, os coletores independentes também coletam pelo menos mais 4% de resíduos seletivos, totalizando 8.3% de reciclagem na cidade. A Coperbassoli, fundada em 2022 por mulheres e oficializada em 2024 com sede própria no distrito do Campo Grande, emprega 17 pessoas. Ela faz a separação e a venda dos recicláveis. A cooperativa, ela veio do de um alojamento lá no centro onde a gente morava, que era um prédio abandonado, e lá a gente trabalhava com reciclável, né? E de lá a prefeitura tirou nós de lá, né? com a promessa de dar um barracão pra gente trabalhar. Só que foram muitas lutas, né, até chegar até aqui, né, no CNPJ, que foi em 2022, né, e na dezembro de 2024, onde veio, né, a começar a operação. Eu cheguei aqui, eu não tinha emprego, nem o meu esposo tinha emprego. E foi através, né, desse lucro da reciclagem que eu comprava, né, os alimentos paraos meus filhos. Então, lá naquele prédio moravam 24 famílias, né, e ali a gente trabalhava em si, eh, um ajudava o outro. Eh, durante o dia eu trabalhava pro meu cunhado e à noite eu trabalhava pro meu meu esposo pra gente ter uma renda para poder a gente comprar aquilo que o nosso filho precisava. Todo mundo que tá aqui é morador do bassolo, né? O bom que a gente não precisa pegar transporte, nada, né? Porque é tudo pertinho de casa. A gente vem a pé e vai a pé pra casa, né? Esta é uma região de vulnerabilidade. Aqui 2.400 famílias vivem em situação de risco social, 30% abaixo da linha da pobreza. Mas o trabalho realizado aqui potencializa o desenvolvimento econômico desta comunidade, dando a ela a oportunidade de geração digna de renda. A inclusão produtiva para os catadores locais com efeitos ambientais positivos só foi possível com o olhar de fomento da FEAC, que atua no fortalecimento dos territórios [música] em parceria com poder público, empresas privadas e organizações civis. No meio de uma conversa na prefeitura, tinha uma moça, né, que ela trabalhava na FEA, que foi onde ela falou que a FEA patrocinava projetos e foi aonde a gente foi buscar. Eh, na nessa fala depois que teve da reunião, a gente se reuniu e a gente foi até a FEAC. a gente ganha uma bolsa, né, eh, para poder tá se deslocando do de casa para as reuniões na prefeitura, né, até mesmo reuniões na FEAC, né, porque alguns projetos a gente escreveu lá na FEAC mesmo, algumas coisas que a gente tava, né, querendo na cooperativa, a gente escreveu lá na FEAC mesmo. Quando o projeto iniciou, que foi uma parceria entre catadores de materiais recicláveis, prefeitura e a Fundação FEAC, eh, esse espaço ele não existia. Então foi um projeto de 18 meses, até pouco tempo para muita coisa que foi feito. Então o projeto também tinha parceria da AMATER, que dava toda a assistência, capacitação para para essas pessoas entenderem como que é o processo de cooperação, de economia solidária, economia circular dentro desse espaço, que era um espaço relativamente novo para essas pessoas. a gente transforma de um lugar onde tinha eh resíduos que eram tóxicos para um lugar onde a gente vai fazer um favor paraa natureza e essas pessoas também como a gente deixando de ser vistos pela sociedade também como ah, são catadores de lixo, né? Não, eles são agentes ambientais. A FEAC tem esse um trabalho muito responsável de desenvolvimento dos territórios, que tem todo um processo que às vezes as pessoas acham até que é muito demorado, mas por isso, porque olha, faz todo um mapeamento do de cada território onde a gente trabalha para que a gente consiga identificar quais são as vocações do lugar e a partir daí trabalhar essas vocações, fomentar o que cada território tem de potência e de beleza. O processo começa após o material ser [música] depositado pelos caminhões da prefeitura na noite anterior. Ele passa por pesagem, separação dos resíduos por categoria [música] e aqui muito se recebe de rejeito, que são alimentos e outros materiais que não podem ser reciclados. O que pode ser reutilizado fica nas bags. Aqui ele é compactado e já está pronto para venda e destinação. Mas ainda há como melhorar os processos e garantir maior qualidade do material para a cooperativa com a coleta própria. A gente tinha que ter um caminhão, um caminhão e a gente ia poder sair para fora para coletar material fora e ter, né, esse material para poder vender e conseguir ter essa renda. A gente não consegue tirar um salário ainda. O mês passado mesmo foi menos ainda porque o material baixa, né? Agora mesmo baixou tudo de novo e a gente não tá conseguindo tirar uma renda fixa. É através desse dinheiro que a gente paga, né, os comperados, né, para poder ter um um valor, mas é um valor muito baixo, ainda não é um valor alto. Esse caminão é algo que tá sempre na na nas nossas conversas dentro da da Fundação FEAC e com outros parceiros que a gente vem buscando dialogar sobre esse processo. Mas nesse momento eh a gente tá nesse processo de de fortalecimento da organização. ainda temos eh uma parceria de capacitação junto com o CRCA que vai fomentar e melhorar um pouco mais essas essa parte de gestão organizacional da cooperativa, gestão financeira e e dessa forma de logística, que ainda é algo, como a gente viu na fala da BEL, algo que elas ainda precisam aprimorar dentro desse processo, porque o caminhão ele faz falta, mas o caminão ele também vem com despesas, né? Então a gente precisa desse estudo de viabilidade econômica para entender, sim, vamos ter um caminhão, mas como que esse caminhão, como que ele impacta? É de fato importante nesse momento? O que que a gente precisa agora? Apesar de ter muito a evoluir, as novas condições de trabalho com a sede se mostram como uma perspectiva de futuro para os cooperados. O que que mudou de lá para cá? Ai, bastante coisa. Graças a Deus que eu tava sem emprego, né? Hoje eu trabalho, começamos aqui em dezembro, né? Daqui acho que uns 10, 11 meses que a gente tá aqui. Graças a Deus aqui é uma casa, né, da gente, um apoio muito grande, ajuda o a comunidade, né, que a maioria que trabalha aqui são tudo comunidade aqui do Bassole, né, mas são todos baixa renda. Eu mesmo trabalho aqui, graças a Deus, é daqui que eu tiro o sustento, né, da minha família, do meus filhos. A gente lutou, né? A gente lutou muito para ter isso aqui hoje. É, igual vocês sabem, não é da agora, né? É lá de trás, muitos anos atrás que a gente vem lutando. A gente vem lutando, graças a Deus, a gente hoje a gente conseguiu, nosso sonho foi realizado. Eu cheguei aqui no Bassol tem uns dois anos. Eu trabalhei, eu era autônomo, na verdade, fazia lanches, mas aí o negócio não foi indo, foi indo e aí eu precisei correr atrás de um serviço que também não tomava tanto meu tempo durante o dia que tivesse um horário flexível. E eu vi uma postagem delas que tava precisando de gente para trabalhar e vim aqui e comecei até hoje. É uma renda a mais, né? Então a gente tudo que vem um pouquinho a mais ajuda, né? Minha esposa também trabalha fora, então a gente junta uma na outra, não pesa tanto no horário. O horário dela também é flexível, então serviu bem para mim. เฮ [música] เฮ [música] [música]