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A gente abre a edição de hoje com as notícias da Metrópole. Exposição Expressões Radicais. Celebra a pintura como um gesto de liberdade e inclusão na galeria da Fundação Síndrome de Down aqui em Campinas. Três artistas, três corpos e três maneiras singulares de existir e criar. Essa é a ideia da mostra de arte expressões radicais que está exposta na galeria da Fundação Síndrome de Dal em Campinas. As 32 obras foram inteiramente produzidas no Atelier Tomás Perina, um dos espaços de vivência e aprendizado da fundação, que completa 40 anos de atividades em 2025. A exposição tem a proposta de ser uma experiência viva, sensorial e transformadora a partir das vivências individuais de cada um dos artistas, Aninha, Tristã e Pedro. Pressões a gente trouxe porque são pessoas que trabalham muito com o movimento gestual, com o corpo. Tristama é uma pessoa que pinta, por exemplo, em pé, nenhum momento eh passa sentada. Então, essa coisa de colocar o movimento do corpo junto com a dança do movimento do corpo, de gerar um traço ali, uma linha, uma cor. E por isso a textura é bem densa. Quando você olha o trabalho, você vê que tem eh algumas camadas de cores. Eh, Pedro eh tem uma questão de produção eh batucando, então o lance do movimento de de bateria mesmo. Tenho até um eh pincel feito para essa técnica, já que ele tem esse movimento. E a Ana também tinha uma produção muito extensa, assim, Ana acabava produzindo trabalhos três vezes na três trabalhos por dia. Agora ela tem diminuído a questão da produção por conta da linha que ela tá usando pincéis mais finos e aí fazendo traços mais é refinados, mas é uma produção muito densa também. Então a gente trouxe esses artistas que estão muito que transgride a produção para poder colocar nessa exposição e brincar também com a questão da raiz, de ter uma coisa muito relacionada com a sua identidade, com a sua origem e por isso expressões radicais. A exposição busca valorizar a pintura como força vital e transgressora, destacando o uso de cores intensas, massas de tintas e camadas de energia. A maioria dos trabalhos aqui são feitos com gis pastel oleoso, que é um material que a gente não costuma ter, por exemplo, dentro da do espaço escolar. Então, a gente busca também incentivar que esses materiais sejam eh melhores para ter uma produção mais refinada e também trazer referências artísticas de outros artistas, como por exemplo, aqui tem uma releitura do Vanangog, uma referência como Tadaskia e Jeder Belcs, artes contemporâneos e também eh já usar o que eles têm de referência como a tinta acrílica, que é um trabalho mais e relacionado à pintura, que a gente tem costume, né, de utilizar se lá no espaço colar a guache. E a gente é apresenta a tinta acrílica que tem um refinamento melhor. Cada um tem uma forma de se comunicar e de se expressar. E através da arte isso é possível. Então tem pessoas que a gente atende que não são não verbais, né? Muitas vezes não conseguem no dia a dia e se expressar expor seus sentimentos, seus desejos. E através da arte acho que isso é possível. Cada um do seu jeitinho, com a sua singularidade. Algumas pessoas que são atendidas na instituição e que participam do atelier puderam conhecer de perto os quadros feitos pelos três colegas. Que você mais gostou. São todos quadros bastante coloridos, né, Alex? É, colorído. E que que você mais gostou assim? Qual que foi o que você mais gostou? Foi o quadro da Aninha, do Pedro, da Isa. O Pedro, Aninha. E ela também voltei. E e você e você gosta de participar do atelier também? Gosto. Por quê? Eu gosto de pitar. É bonita. Vale a pena. Vai. Eu gosto de corir ferite. Eu gosto de corir do que eu gostei que diferente. Eu gostei diferente. Eu acho que vai muito da do vínculo, né? Nessa exposição tem uma colega deles, né? que tá participando dessa exposição. E acho que o vínculo criado com essa colega eh dá mais ainda vontade de estar nesse espaço, de apreciar uma obra que um colega fez, né? E como eles também participam desse espaço de criação, de arte, eh vê que é possível, nossa, tá todo mundo apreciando uma uma obra de arte que meu colega fez, que eu fiz. Então, acho que é fortalecer, né, essa autoestima deles, é mostrar para eles que eles têm capacidade também. E é muito gratificante ver o resultado e o avanço de cada um.