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[Música] [Música] e agora a gente vai falar um pouquinho das notícias da Metrópole Porque no próximo sábado o Brasil vai jogar de preto em uma ação contra o racismo em apoio Avine Júnior em um amistoso que vai acontecer contra a Guiné que lá em Barcelona na Espanha o recente caso que mobilizou líderes mundiais traz uma reflexão de algo que precisa ser feito bem perto de nós e eu fui conhecer um projeto e conversei com a presidente da Comissão da Igualdade racial da Ordem dos Advogados do Brasil aqui em Campinas e a gente falou sobre o combate ao racismo racismo no dicionário encontramos algumas definições preconceito e discriminação direcionados alguém tendo em conta sua origem étnico racial Geralmente se refere a ideologia de que existe uma raça melhor que outra recentemente o caso de racismo contra o atacante brasileiro no jogo do Real Madrid contra o valência em maio deste ano que foi xingado pela torcida rival no Campeonato Espanhol demonstrou o quanto casos como este acontecem no mundo e em particular no esporte é o que avalia a presidente da Comissão da Igualdade racial da OAB Campinas nos jogos de futebol é muito comum essas ofensas serem desferidas e tanto para pessoas pretas também para mulheres né porque para as mulheres que frequentam o estágio é muito doloroso Principalmente quando nós vemos uma arbitra no jogo é muito doloroso aquilo que a gente tem é muito doloroso a gente escutar o que os homens proferem ali no entorno em relação a essa mulher e a mesma coisa em relação às pessoas pretas é não há dentro dos não há dentro do âmbito do esporte uma política muito bem forte né e uma política uniformizada para que coíbam esses tipos de crime e que para além de coibir esse tipo de crime também empunam tanto os clubes quanto quem proferiu essas ofensas e quem proferiu quem competeu a discriminação ato racista isso a gente não tem você não tem uma vontade política é dentro dessas instituições para que isso seja de fato dizimado animado do âmbito esportivo nas redes sociais prontamente Vinícius Júnior se manifestou Episódio abre aspas não foi a primeira vez nem a segunda nem a terceira o racismo é o normal na la liga a competição acha normal a Federação também e os adversários incentivam Lamento muito o campeonato que já foi de Ronaldinho Ronaldo Cristiane Messi hoje é dos racistas uma nação linda que me acolheu e que amo mas que aceitou exportar a imagem para o mundo de um país racista lamento pelos espanhóis que não concordam mas hoje no Brasil a Espanha é conhecida como um país de racistas infelizmente por tudo que acontece a cada semana não tenho como defender Eu concordo mas eu sou forte e vou até o fim contra os racistas mesmo que longe daqui escreveu atacante na oportunidade Europa né E o Vinicius Junior também é uma pessoa que consegue por toda a política pública que também eles teve inserido né enquanto ele era criança e essa consciência racial que ele tem ele consegue hoje se colocar ele consegue gritar ele consegue ter voz para isso mas tantos outros existem todos os outros que são silenciados e não duvido que dentro dos próprios clubes quando eles relatam casos de racismo que eles sofreram pode ser pode ser entre eles entre os próprios jogadores ou no âmbito das torcidas é essa situação ou ela é ignorada ou ela é menorizada nos seus efeitos ah estão brincando mas não é brincadeira gente o caso ganhou repercussão mundial com Manifesto de vários líderes e o mundo dos esportes no próximo dia 17 a seleção brasileira vai enfrentar em Barcelona na Espanha e vai jogar um dos tempos com uniforme Preto em ação de racismo e de apoio a Vinícius Júnior manifestações chegaram também as periferias com ações afirmativas como esta do projeto vulcão em Sumaré que com a grafitagem feita pelo artista gelin que transforma muros em telas e criou a ilustração do jogador Vini Junior com a frase de Martin Luther King para chamar atenção para o debate sobre o tema depois de uma palestra para criançada que eu dou aula no CDHU do Matão a criançada eu via muita simbologia Apologia ao Crime camisas né com Pablo Escobar E por aí vai e aí nós tivemos a ideia de fazer uma homenagem para Martin Luther King Aí eu expliquei para eles né quem era Martin Luther King E aí eu convidei o artista Geni e ele já de bate pronto fez um esboço com a imagem Martin Luther King E aí pipocou toda essa situação do Vini E aí eu provoquei O gelinho para que ele trouxesse essa ideia né do que a gente colocasse a imagem do Vini nesse momento Como Um Grito de Alerta até porque o Vini ele não responde com violência ele responde com a arte também do futebol e dando um grito né de alerta para tantos né porque se pro Vini que é um jogador na Europa de um Real Madrid Seleção Brasileira sofre com tudo isso imagina dentro de comunidades em alguns lugares que a gente vê esse racismo muito estrutural e não só lá na Espanha mas não aqui no Brasil também a gente tem reparado muito que a arte ela é uma coisa como é que eu posso dizer é uma linguagem Universal ela fala com todos Independente de classe de cor de idade de religião de tudo de parte ali os olhos a janela da Alma como costuma falar né É uma conversa assim muito clara muito sabe que atinge E vai um ponto né então a gente buscou dá esse grito junto com o Vini Junior e não é de hoje né que essa questão na Europa tá sendo vamos se dizer assim né tá parece que tá cada vez mais explícito e ninguém tá fazendo nada né e a gente coloca no brasileiro a gente Traz essa visão para para molecada né a gente tem pessoas aqui que estão né chegaram lá vocês terem ideia chegaram lá e dá tão lutando contra isso então uma coisa que a gente também tem que lutar tem que gritar e tem que estar junto a ideia é ampliar a proposta de que cada vez mais o jovem periférico conheça através do grafite Ídolos negros em que possam se inspirar e nós vamos desenhar também mais alguns Alguns atletas pessoas que são personalidades que têm esse Grito de Alerta também são atletas pretos que com todas as dificuldades romperam os observem de inspiração eu não quero mais ver é camisas com simbologias e nem mesmo com fotos de narcotraficantes eu quero ver uma foto de Malcom X eu quero ver uma foto de Martin Luther King propriamente de Marielle para que a gente apregou inspire essas crianças de fato para advogada a efetiva implementação da lei 10.639 de 2003 que obriga as escolas de Ensino Fundamental e Médio a ensinarem sobre a história e cultura afro-brasileira pode mudar esse cenário que se eu trago para criança é essa ideia essa nova esse novo pensamento né da história dessas pessoas negras e da ocupação dos espaços dela e por da forma como elas foram retiradas também nesses espaços é muito importante então saindo dessa educação básica quando eu chego no ensino fundamental é lá para o sétimo oitavo ano e ensino médio que é o momento em que indivíduo né esse adolescente começa a formar a sua identidade começa a formar sua personalidade ele vai ser um indivíduo mais combatível e questionador ele vai começar a olhar em torno Fala Pera aí aqui na minha sala isso na escola particular aqui na minha sala não tem alunos negros Por que que não tem alunos negros por que que eu aqui na minha escola particular e não tem um professor negro e quando ele chegar na faculdade ele fazer o mesmo questionamento porque que eu cheguei aqui na faculdade eu não tenho um professor negro eu me coloco nesse nesse contexto que eu fui ter o meu professor primeiro Professor negro no âmbito do mestrado Adriana disse que é preciso que muitos conheçam Ídolos negros que possam despertar o que há de melhor em cada criança adolescente e jovem Inclusive essa criança negra que está na escola também se vê né nesses outros personagens né que são Reis rainhas ou então personagens da atualidade personagens contemporâneos que eles se vejam então enquanto advogados enquanto os médicos enquanto advogados enquanto promotores e juízes vendo que eles podem chegar até a ocupar esses espaços a lei 14.532 sancionada em março deste ano equipara o crime de racismo a injúria racial com a pena aumentada de um a três anos para dois a cinco anos de reclusão o racismo é um crime contra coletividade já injúria contra o indivíduo e Apesar deste avanço ainda muito que acontecer para que casos como estes cheguem aos tribunais é o que avalia a presidente da Comissão da Igualdade racial da óbi Campinas um aumento da Pena em si ele não vai trazer grandes grandes reverberações até porque a gente precisa chegar até no final desse processo com a punição do culpado que um dos nossos das nossas questões algumas das nossas questões é primeiro enquadrar esse indivíduo que comete o racismo no crime de racismo é agora com algumas equiparações em relação a injúria nós temos aí algumas possibilidades de na questão da imprescritibilidade daí não inafiabilidade mas mesmo assim ainda são são pontos que precisam aí ser melhores trabalhados porque a pena no final pode ser que não seja satisfatória a própria a própria vítima porque se de repente aquela pena foi aplicada na sua pena mínima ele pode converter essa pena é ou então ele pode ficar um pouco tempo o tempo mínimo ali se for o caso de prisão Então não vai ser satisfatório para essa vítima essa vítima Pode ser que sai frustrada a gente tem que pensar além dessa punição em algo a mais possibilidade desse indivíduo fazer fazer fazer cursos estar em cursos aí de aperfeiçoamento e de conscientização como acontece no centro de referência tem esse trabalho importante aqui em Campinas de combate ao racismo e eles trazem também essa perspectiva em relação a conscientizar o a conscientizar o agressor e colocá-lo de forma de punição nesses nesses cursos é também pensa no âmbito já judicial é na possibilidade de uma de uma penalidade pecuniária né que ela existe mais com essa penalidade pecuniária também reverbere é para além do âmbito individual reverbere no âmbito coletivo porque assim a gente vai conseguir chegar onde a gente precisa no Brasil as causas do racismo podem será associadas principalmente a longa escravização de povos de origem africana e a tardia abolição da escravidão além da falta de políticas públicas para que os libertos tivessem acesso à educação o mercado de trabalho e ainda há um grande caminho para vencer essa questão essas ferramentas elas são mega importante para isso é eu fico honrado mas ao mesmo tempo para mim é Um Desafio porque todos os dias para quem vive no terceiro setor a gente vive uma bipolaridade então o mesmo dia que você tá que as pessoas você não vai salvar todo mundo mas a minha meta principal é essa então de inspira-los e dizer assim ó Tem muita gente que chegou lá é fazer as pessoas assim mas quem é esse daí Por que que fez isso aí porque a frase e aí causar essa essa busca nas pessoas sabe tipo é além da tinta na parede não é só uma coisa bonita é trazer cons cientização entendeu apesar da Luta dos movimentos negros apesar da aprovação de políticas de ações afirmativas apesar de algumas políticas em prol da educação ainda não é o suficiente para que a gente combata esse racismo estrutural e esse racismo institucional é ainda a gente tem muito caminho a percorrer mas olha só Campinas deu a largada para terceira edição da taça das favelas 2023 abertura da competição ocorreu na manhã deste sábado dia 10 lá na praça de esportes Argemiro roque no bairro São Bernardo o prefeito Dário Saad participou da cerimônia de abertura juntamente com o presidente da Câmara como convidado de honra da CUFA a central Única das favelas que é a idealizadora do evento a partir daqui abriu a competição masculina foi entre Vila Brandina e Santa Terezinha e a gente teve no feminino também o jogo olha de abertura que foi Rosália e o Florence 2 que aconteceu na tarde do sábado a gente lembra que a taça das favelas promete ser a mais disputada que anteriores e o atual campeão é o bairro Bernardo e já no feminino o título ficou o ano passado para a equipe do São Marcos e a gente lembra que o time campeão da taça da favelas Campinas será classificado para o torneio seletivo que dará vaga para a edição estadual e a gente ainda vai dar mais uma notícia aqui porque para quem tá aguardando a abertura dos parques da cidade a gente teve também no último sábado a reabertura do Parque das Águas que fica aqui no Parque Jambeiro olha ele volta a funcionar das 6 horas da manhã até às 8 horas da noite o parque estava fechado desde o final de setembro e passou por uma ampla reforma inclusive com desassoreamento de duas Lagoas de onde foram retirados 3 mil caminhões de sedimentos e de flores de lótus plantas exóticas que tomavam boa parte de uma das Lagoas Então já uma boa notícia é para quem frequenta o Parque das Águas em Campinas [Música] [Música]