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[Música] [Música] e olha só lei em Campinas desde 2012 a campanha 16 dias de ativismo tem o propósito de combater a violência contra a mulher Endo a conscientização incentivando as denúncias de agressão sobre esta iniciativa se existe uma programação eu aciono a repórter Luana Galiza que tem as informações Luana seja bem-vinda e boa tarde Boa Tarde Gabriel boa tarde a todos que estão nos acompanhando e o que acontece Gabriel nesses nessa campanha de 16 dias de ativismo aqui na cidade de Campinas temos várias programações e palestras inclusive e muita gente quando vê um olho roxo em uma mulher vê um hematoma fica indignado só que a pessoa não entende que a agressão começou muito antes com com xingamentos com violência psicológica ainda pouco um pouquinho mais cedo nós participamos da palestra violência digital novas expressões da violência doméstica de gênero e tivemos a oportunidade de entrevistar a Cátia proman que é psicóloga especialista em violência doméstica e ela falou um pouquinho aqui com a gente para poder alertar as pessoas de casa sobre outros tipos de violência contra a mulher como a virtual que muita gente não sabe sabe e também a psicológica vamos dar uma olhada violência doméstica é todo tipo de violência perpetrado contra a mulher e nós temos vários tipos de violência a violência psicológica violência sexual a violência física patrimonial que é pouco divulgada muitas mulheres não têm conhecimento do que é a violência patrimonial E hoje nós viemos aqui falar sobre a violência digital no caso o que se caracteriza violência digital uma mulher que está em um relacionamento ou até mesmo solteira pode sofrer uma violência digital sim meninas e mulheres podem sofrer violência digital então muitas vezes o compartilhar sem consentimento da vítima de imagens e vídeos que foram feitos em momentos quando ainda estavam na relação então a senhora aconselha a mulher a não compartilhar ess coisas e não ter toda essa a privacidade eh revelada né para certos agressores como que a mulher tem que identificar isso é muito complexo né mas nós sempre falamos dos sinais eh então Muitas vezes os seus companheiros durante o relacionamento eles apresentam falas que já indica uma violência psicológica então aquilo que antes atraiu por exemplo o seu cabelo o seu batom as suas unhas a sua roupa eles usam isso depois contra a vítima dizendo você não vai sair com esse com essa determinada roupa você não vai usar esse esmalte escuro nem Esse batom vermelho você quer chamar a atenção então isso ele já vai minando o emocional daquela companheira quando não eles em momentos íntimos compartilharam ali filmaram né e um momento de intimidade ou compartilharam nudes os famosos nudes né ainda lá no início do relacionamento quando estavam se conhecendo e aí não aceitando o término eles usam isso contra elas dizendo se você não ficar comigo eu vou compartilhar eu vou jogar na rede todo mundo vai saber quem você é E aí muitas mulheres muitas meninas permanecem Em relacionamentos abusivos por medo então no dia de hoje a gente vem falar falar sobre isso sobre canais de denúncia encorajar mulheres a irem até a delegacia porque isso é crime e elas realizarem o boletim de ocorrência e representar e lá vai ter uma equipe para receber na delegacia para fazer esse acolhimento e para orientar sobre como proceder com o boletim de ocorrência segundo o termômetro da violência da Polícia Civil 23% das violências cometidas a maior dela é as ofensas verbais então desde o não poder sair com um batom com um vestido com uma cor do esmalte as os outros tipos também não é normal não é comum ver um homem um parceiro e falando mal nem xingando xingando ou depreciando a mulher então isso configura já a violência psicológica né muitas mulheres lá no nos atendimentos realizados ela trazem o seguinte que eles dizem que ela não vai dar em nada se elas querem voltar a estudar eles dizem para que estudar Você não vai dar em nada se eles têm uma filha mulher Essa violência que antes só era contra a companheira também se estende com a menina quando elas querem se separar e elas têm filhos muitas vezes o companheiro diz assim quem vai querer uma mulher com filhos então ele desencoraja ele diminui ele mina a autoestima dela E aí nós temos os quadros aí de depressão de síndrome do pânico de ansiedade as fobias que muitas vezes se instalam decorrentes de um relacionamento abusivo então sempre é importante est participando desses 16 dias de ativismo aqui na cidade de Campinas sim e é de âmbito nacional né as ações estão ocorrendo mas hoje estamos aqui em Campinas e parabenizo aí a iniciativa né de todos envolvidos porque é um tema que precisa ser divulgado compartilhado Quem estava aqui hoje vai ser um agente multiplicador das informações que aqui é compartilhou conosco e eu quero ressaltar que a importância da participação das palestras para toda a população não só mulheres como homens para poder pedir ajuda ou ajudar um vizinho até porque como tá surgindo no Novas Novas novos tipos de violência você aí de casa pode identificar se está passando por uma delas eu estou neste momento com a Clébia Alves Ela é secretária AD junta da Assistência Social aqui da cidade de Campinas e ela vai explicar também um pouquinho pra gente sobre a programação dos 16 dias de ativismo Boa tarde secretária no Clébia essa programação ela é toda pautada nas políticas públicas que a cidade de Campinas oferece para a população Boa tarde a você Boa tarde a todos que nos assistem sim é uma programação que tem como objetivo ampliar a divulgação dos serviços existentes que atendem mulher vítimas de violência no município de Campinas e é uma rede de serviço intersetorial que vai para além da Secretaria de Assistência aqui no município Mas na nossa secretaria qualquer mulher que é vítima de violência pode procurar os Cras os CRAS oceamo que é o Centro de Atendimento à Mulher vítima de violência vocês fazem eh essa campanha né esse ativismo com vários setores aqui que a cidade está envolvida inclusive vocês fazem parceria com as delegadas aqui das da delegacia da mulher aqui de campinas Sim nós temos uma grande rede que atua no Combate à violência contra a mulher Então as delegacias Ministério Público as as a guarda municipal as secretarias não só assistência existe uma grande rede faculdades nós tivemos recentemente dentro da programação do 16 di de ativismo uma atuação com as faculdades para levar essa conscientização da importância de divulgar os serviços existentes e de combater a violência contra a mulher Na próxima terça-feira vai ter uma aula de defesa pessoal em parceria com a guarda municipal de Campinas a mulher que queira participar que vai ser do horário das da 1:30 da tarde até à 3 da tarde precisa de inscrição como que funciona não basta ir até o local neste horário e ela vai poder participar e aprender sobre defesa pessoal que é muito importante esse trabalho desenvolvido pela guarda e nós direcionamos todas as mulheres que TM interesse para participar O que é uma marca eh aqui da cidade é que no dia 6 de dezembro é o dia nacional dos homens pelo fim da violência contra mulher além do apoio psicológico que vocês oferecem às mulheres que sofrem violência vocês também têm trabalho aqui na cidade pros homens que que queiram se regenerar se recuperar recuperar a família Sim esse é um importante serviço que a Secretaria de Assistência Social possui que é o serav o serav é o serviço que atende o autor de violência Então os homens que desejam acessar esse serviço de forma espontânea ou por encaminhamento em razão de alguma medida protetiva por encaminhamento através das delegacias ou da própria vara do Judiciário ele pode ser direcionado para o serav e lá participar do atendimento individualizado com o psicólogo e até mesmo dos grupos que acontecem A cada 15 dias um grupo de homens que desejam melhorar a sua comunicação ter uma comunicação não violenta e quebrar com esse ciclo de violência que eventualmente eles tenha se envolvido Clébia atualmente com as palestras as mulheres costumam pedir pedir ajuda para vocês sim as palestras é um importante momento onde a gente apresenta Qual é a porta de saída para essa situação de violência né E até falando a respeito ainda do laço Branco nós tivemos uma lei aqui no município do vereador Marcelo da farmácia que eh prevê essa essa ação essa importância dessa atividade realizada pelos hom homens que é a distribuição do laço branco como uma forma de conscientizar a população inclusive masculina do Combate à violência através dessas palestras também eh como a a psicóloga falou as mulheres sofrem violência patrimonial que seria o quê a mulher que está em uma situação de violência dentro de casa não consegue sair daquele ciclo por falta de dinheiro por falta de apoio a assistência social dá esse suporte sim nós temos nos preocupado de Desenvolver atividades para além do atendimento psicológico e assistencial é claro que existe uma uma casa que abriga a mulher vítima de violência no caso para que ela saia do ambiente de agressão mas existe também atividades que proporciona autonomia financeira a feira da mulher empreendedora é uma delas inclusive dia 27 agora teremos o primeiro fórum da mulher empreendedora e também nós temos aqui com a criação da Lei do benefício eventual pelo nosso prefeito Dário a a instituição de um auxílio para Mulheres vítimas de violência que é um auxílio que possibilita ela alugar um espaço pra moradia então é o auxílio destinado para a moradia da mulher vítima de violência que fica um pouco mais de R 800 e e isso é como objetivo de fazer cessar esse ciclo da violência que ela não fique ali naquele ambiente em razão de uma dependência financeira E aí ela passa por um apoio psicológico com os filhos também porque muitas mulheres acham assim ah eu tenho filho não vou conseguir sair dessa não com ajuda Consegue sim com certeza com ajuda consegue essa casa de abrigo das mulheres também acolhe os filhos né dessas mulheres e com esse auxílio com outras atividades de promoção da Autonomia financeira qualificação profissional uma série de atividades que o município executa é o que vai possibilitar que essa mulher rompa esse ciclo né E que a nossa o nosso trabalho eh Na verdade ele é para além dos 16 dias para além dos 21 dias muito como nós falamos eh 365 dias é todos os dias nós precisamos empreender políticas cada vez mais eficazes aqui no município é o que tem feito a coordenadoria da mulher com essa série de atividades agora nos 16 dias de ativismo que se encerra em 5 de de dezembro mas no dia 6 também faremos eh em conjunto aqui outra atividade divulgando a questão principalmente da importância do homem se envolver nessa causa que é a campanha do laço Branco muito ob Obrigada secretária é um prazer eu tô à disposição obrigada E você se você sofre com violência doméstica ou você conhece alguém que está sofrendo ligue pr para o 180 1880 ou se você é daqui da cidade de Campinas e não pode est fazendo uma ligação de repente o seu celular tá sendo vigiado vai até o centro de referência apoio à mulher que é o seamo que fica na Avenida Francisco Glicério 12 no sexto andar ou também pelo telefone você pode contactar pelo 3236 3619 O que é muito importante é pedir ajuda se você quiser fazer parte de toda a palestra né e estar nos 16 dias de ativismo é só entrar ali no Google Colocar 16 dias de ativismo 2023 em Campinas vai aparecer o site aqui da Prefeitura de Campinas ou vá diretamente né no endereço do site da prefeitura que eles já vão é colocar vocês a par de toda a programação dos horários não deixe de pedir ajuda agora se você que tá aí em casa não consegue não tem forças nem psicológicas de pedir uma ajuda de falar o que está passando nós aqui da TV Câmara Campinas recomendamos vá até uma farmácia vá até algum lugar Pegue um batom e faça essa marca de X na sua mão que certeza alguém da farmácia algum comerciante vai conseguir te dar um apoio e prestar atenção na sua realidade Gabriel é com você informações importantíssimas que foram passadas aqui no nosso link eu quero agradecer a nossa repórter Luana Galiza esse x que ela desenhou na mão dela é uma Campanha Mundial Então onde você estiver esse X Ele é identificado é uma mulher que precisa ser amparada e se você vê é importante esta informação para todo mundo ter o conhecimento sobre o x desenhado na mão para essa mulher ser amparada E aí você pode ligar além desses telefones que a Luana passou também a polícia militar está preparada você liga no 190 e ela consegue atender e acolher essa mulher a gente sabe que não é um assunto fácil mas que as informações Aqui foram passadas com muita credibilidade neste momento em que muitas mulheres estão passando por uma situação de vulnerabilidade agradecendo novamente a nossa repórter agradecendo também a disponibilidade do tempo as informações que foram passadas aqui pela psicóloga Cátia que conversou com a nossa repórter a Clébia Alves que é secretária adjunto de assistência social pessoa com deficiência e direitos humanos também falando sobre esta campanha os 16 dias de ativismo aqui na nossa cidade bom a gente segue aqui com as notícias da Metrópole de Campinas agora com a nossa série de reportagens territórios de resistência negra você vai conhecer o clube Machadinho símbolo da resistência em uma época em que as pessoas pretas não podiam frequentar outros clubes [Música] sociais uma área bem no miolo da Vila Industrial que um dia foi um clube que representou a resistência de negros e negras da cidade em torno de um direito o lazer nas paredes retratos antigos que fizeram parte de uma exposição e que contam um pouco da história deste espaço com a compra da Chácara Árvore Grande por ex-combatentes negros que quando Retornam da Guerra decidem criar o clube cultural Recreativo de Campinas fotos de alguns ex-presidentes carteirinhas que viraram suvenirs o baile de debutantes das moças negras daquela época concursos de beleza recortes de jornais folhetos da luta do povo negro contra o racismo luta que o advogado Ademir José da Silva resgata em suas memórias o clube foi criado né em 1900 e 45 por um grupo de negros que vieram né da segunda que retornaram da Segunda Guerra Mundial e encontraram eles queriam criar um clube que tivesse voltado para a cultura então que não se chamasse 13 de Maio ou qualquer coisa relativo né a aí o Ato da Abolição em si mas o tratar-se do negro integrado na cultura brasileira e voltado para a cultura e também para o lazer era de propriedade de um ex que foi ex-presidente senhor Benedito Machado né por isso que ele chama clube cultural Recreativo é Campinas e tem o apelido de Machadinho né então Eles resolveram criar esse clube voltado para a cultura e para eh o lazer né E foi fundado em 8 de maio de 1900 e 45 ele mesmo conta o que o motivou a procurar a agremiação na década de 1970 quando chegou em Campinas a principal razão né até de eu ter descoberto o clube cultural Recreativo Campinas foi que eu chegando né não conhecia aqui a cidade de Campinas e comecei trabalhar aqui e eu quis comprar ser comprar um título de um clube social aqui em Campinas e esses os vendedores ficavam ali em frente os correios e aí vendendo o título quando eu passei lá tinha dinheiro para para comprar o título quando eu passava eles diziam que não tinha título aí eu consegui um sócio que eh não não não tinha mais interesse de ser sócio falou Ademir faz uma transferência desse título para você eu fui fazer a transferência né cumpri aqueles requisitos lá que era três fotografias o uma quantidade lá em no dinheiro da época e aí passou uma semana duas semanas três semanas não se resolvia né Aí quando já fazia quase um mês eles disseram que eu a minha ficha não tinha passado pelo conselho Ah mas se o senhor conhecer um diretor que possa fazer a indicação não tem problema aí eu tinha Conheci um diretor conversei com ele Ah V não vai ter problema aí que que aconteceu né foi mais uns dois ou três meses cheguei à conclusão do seguinte né que descobri o que era né problema a questão era racismo ou eu pagava para ver ia brigar para ser sócio de um lugar que eu não não era bem quisto ou né procurar um lugar que que eu pudesse eh desenvolver as minhas habilidades tanto sociais quanto culturais aí fui procurar em Campinas e descobri o clube cultural Recreativo Campinas fui até o clube gostei e de imediato ingressei na juventude lá do clube cultural Recreativo Campinas Dona Clarice lembra do trabalho do marido braço direito do Senor Benedito Machado ele trabalhava com seu Machado ele seu Machado os papéis os documento meu marido chegou e até para São Paulo para poder tirar a escritura daquele Clube Ela guarda um jornal de 1961 que mostrava um projeto ousado a construção de uma piscina no clube tudo discutido em reuniões nas Casas dos diretores tinha o plano da piscina tinha o plano da quadra que até depois que ele faleceu falou que ia pôr o busto dele lá Tá mas nunca mais eu né a gente não eu não sei anos mais tarde um grupo de jovens que pensava nas mulheres que saíam para trabalhar e não tinham com quem deixar os filhos e a oportunidade para quem queria estudar nós tínhamos né que nós quisemos materializar essa proposta né de ser da cultura trazer a cultura e educação e aí nós um grupo de também desses professores alunos né que se dispuseram a cada um na sua especialidade dar aula né Eu tinha uma especialidade sabia inglês fui professor de inglês lá nós tivemos curso de inglês também na lá para as pessoas que tivessem interesse em estudar então era iniciativas voltadas para eh aqueles que não tiveram oportunidade onde as mulheres pudessem eh e deixar os seus filhos como se fosse uma creche isso lá na década de 1970 isso como se fosse uma creche Enquanto elas trabalhavam nos seus né nos seus serviço na maioria às vezes era um trabalho doméstico né então eh não não chegamos a concretizar esse objetivo mas lutamos bastante um lugar que reunia a comunidade Negra neste palco com muitos eventos como lembra o Senor Zé Maria que guarda da fotos de quando seu pai Sebastião da Silva que era da diretoria esteve inclusive com o prefeito de Campinas Chico Amaral e a primeira dama Marília martorano do Amaral meu pai ele sempre trabalhou no Instituto agronômico então ele tinha uma outra visão de tudo que acontecia até porque convivia preto branco tudo junto aí ele conhecia o pessoal e o pessoal como tinha essa carência essa deficiência e esse racismo entre aspas eles achavam que teria um espaço lá pro pessoal se reunir contar suas experiências aí trocar papo esse tipo de coisa e lá tinha as domingueiras festa dos chops tinha festa das beneméritas era um espaço legal que a juventude na época Negra costumava frequentar nós fazíamos festas né fazíamos festas fazíamos tinha um grupo de senhoras chamadas imitas aqui em Campinas que e tinha uma tinha uma família também de negros uma família muito grande família Baltazar né que tem o coral Maria Neves Baltazar então isso estava ligado as atividades que se realizavam no clube nós tivemos né a miss Pérola Negra lá no clube a Miss daqu Miss Campinas participou né foi para São Paulo participar eu acho que nós tiramos o segundo lugar em São Paulo nesse período uma das beneméritas do clube cultural é a dona Ana que Lembra daquela época nostálgica a primeira vez que nós foi se ajuntando a Edmeia convidou uma parte das amigas que eles lá o pessoal do Baltazar Eles foram gente muito conhecido aqui em Campinas São Paulo né Então aí convidou bastante gente foi assim gostoso sempre foi assim muito muito boa as reuniões todo mundo trabalhava as beneméritas todas trabalhavam era na hora de servir cada uma procurava ajudar a outra para servir os convidados né que estavam presente então foi muito gostoso nossa foi bom porque daí aumentou mais as amigas eu sempre gostei de est no meio de muita gente e sempre gostei de conversa de prosear né conhecer pessoas novas diferente então para mim foi ótimo ela conta que teve sempre o apoio do marido que acompanhava em grande parte das atividades sociais do clube o meu marido ele sempre que ele pia ele ia me buscar quando não dava para ir buscar ele às vezes dava ele buscar às vezes não dava mas ele sempre me acompanhou sempre que teve as coisas lá ele sempre teve junto Ah ele ajudava precisava ajudar P as cadeiras mesa arumar tudo e arrumar as garrafa para servir guaraná o que tinha tudo então ele foi sempre atirado para servir para ajudar o machadinho faz parte do roteiro afro da prefeitura de Campinas local em que a comunidade Negra também atuava em combate ao racismo ele parte de uma mobilização das pessoas para comprarem aquela área diferente dos outros clubes sociais que ganharam terreno do poder público Aquele clube se forma Então a partir de uma mobilização e nos bailes e nas festas que aconteciam lá é que eh se deram muitos casamentos muitos namoros as pessoas se conheciam e a partir desses laços de solidariedade amizade é que se fortaleceram muitas lutas e muitas relações entre as pessoas que contribuíram para o desenvolvimento dessa comunidade aqui em Campinas as entidades negras não só o clube cultural Recreativo Campinas mas como a Corporação musical dos homens de cor como a a Liga humanitária dos Homens de cores foram entidades criadas né diante dessa contraposição de não opção de participar na sociedade na sociedade Campineira com a sua totalidade de desenvolvimento né então o clube tinha também essa razão a nossa cidade tem um tem uma histórico muito triste sobre esse negócio de racismo e continuou aí você não por causa da sua cor você não era aceito no clube tinha e tinha esse espaço aí pro pessoal se reunir trocar um papo trocar umas ideias e aqui que tanto movimentou a cidade está sim com muita coisa para fazer e enormes problemas financeiros e uma das principais dificuldades que nós temos é justamente a questão da nossa conta bancária que hoje não temos nem como pela nossa instituição pedir arrecadação de recursos porque a conta tá bloqueada nós temos um uma um documento que prova de que somos uma uma instituição sem fins lucrativos E que nos anos de 1984 Me falha a memória o Magal Teixeira deu no de eh utilidade de de utilidade pública direito de utilidade pública então só por esse documento não era para estar no caso sendo cobrado mas hoje temos acumulado uma dívida e ela vem arrolando desde 1991 e que tá batendo no teto de R 1 milhão de reais hoje como sandoo uma dívida no valor desse aí se nem conta bancária temos para poder arrecadar administar dinheiro então agora nós estamos constituindo essa ONG Para justamente apresentar o poder público pedir a eles para que possa est Dando uma uma trégua né Para a gente possa tá se organizando para exatamente pagar nós temos na verdade muitas necessidades a a tá desenvolvendo e a instituição que a gente tá ela tá assim com uma certa dificuldade de de se levantar porque sempre foi difícil para quando as pessoas não t recursos principalmente financeiro fazer o aporte de acontecer as coisas que se precisa né hoje o machadinho sobrevive como eu assim vive eu posso falar diretamente do do bolso do meu bolso porque não tem outra alternativa a sede do Machadinho foi palco dos sonhos e anseios de várias gerações de famílias negras em Campinas e hoje apesar da situação precária Ainda há o desejo de que volte a ser um local de resistência ponto de cultura e lazer da cidade mas o que é preciso para que este Clube volte a ser um local de referência para os que já passaram por aqui e muito mais para a atual geração de afros descendentes em Campinas agora estamos pensando na Alternativa de constituirmos uma ONG para que possa no caso entrar em parceria com a instituição para poder ter o direito no caso de arrecadar recursos financeiro paraa instituição Machadinho eu quero fazer um apelo mesmo para que todas as pessoas que queiram se sentir fortalecidos venham para cá e venham realmente nos ajudar hein nós estivemos com os representantes do clube Machadinho e nos colocamos à disposição para desenvolver oficinas culturais abertas a toda a população lá naquele espaço público a gente também ofereceu apoio a eventos e principalmente a solidariedade para juntos pensarmos soluções paraas questões de infraestrutura pros Desafios que aquele espaço tão importante tem no dia de hoje para dar ideias novas para eles fazer domingueira fazer eh bingo que o povo agora adora um binguinho principalmente as pessoas de idade também gosta então começar a movimentar mais porque ali foi ficando ficando ficando ficou e não é isso que a gente queria né a gente queria ver aquele sambão aquele movimento de gente de domingo as famílias ir lá né os levar os neta tudo reunir o povo mas precisa assim que as pessoas né faça alguma coisa para para porque por mim já tinha sido feita porque olha faz 59 anos que o meu marido faleceu então você vê que faz uns 60 anos mais que eles estão lutando e não consegue eu acho que tem que ter uma campanha alguma coisa pra gente resgatar aquele espaço lá que sempre foi nosso Diferentemente do a maioria dos clubes que são doação do município né esse clube foi criado surgiu do próprio esforço da comunidade Negra Campineira né então é muito importante que seja feito um esforço para né em conjunto aí seja quer seja o poder público quer seja a iniciativa privada né a a a a comunidade a eh organizada comunidade civil organizada n sociedade fazer aí um um um esforço conjunto para reerguer novamente o clube sem é ver isso aqui repleto de pessoas que possa no caso vi eh não somente contribuir Mas venha usufruir venha venha se alegrar venha se divertir que esse aqui é um espaço que trouxe muita alegria para muita gente muitas pessoas se conheceram namoraram e se casaram geraram filhos e depois se foro eu gostaria que todas as pessoas que se passou por aqui um dia voltasse e falasse aqui é nossa casa aqui é nosso [Música] lar e Aproveitando que estamos no mês de novembro da consciência negra a nossa equipe conversou com uma especialista do Instituto de estudos de linguagem sobre palavras e expressões que muitas vezes são utilizadas no dia a dia e que são consideradas [Música] racistas muitas expressões que que circulam hoje no Brasil fazem parte de uma história de segregação e discriminação contra a população negra expressões como a coisa tá preta ou serviço de preto foram utilizados ao longo da história para associar tudo que é negro tudo que é preto ao ruim ao que não é confiável ao que não é valoroso essas expressões reproduzem estereótipos históricos que o serviço da pessoa negra não é bom que o serviço da pessoa negra não é confiável e elas fazem parte do que a gente vai chamar de imagens de controle por que imagens de controle porque elas reproduzem o imaginário de que se tudo que é eh negro não é bom é natural que os negros estejam num lugar desvalorizado Um lugar inferior dentro da sociedade então se o negro faz um serviço que não é bom se o negro faz um serviço que não é confiável ele vai ter mais dificuldade por exemplo para conquistar a seg a confiança da população e se eleger como Deputado por exemplo né Eh a gente vai dizer que essas imagens de controle garantem que essas populações negras e indígenas permaneçam nos lugares de desigualdade ao longo de toda a nossa história mesmo que a escravização tenha terminado a gente percebe que a população negra segue ocupando os piores índices socioeconômicos do nosso país e essas expressões contribuem para [Música] isso k