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7 views Publicado 18/11/2025 HD · 14:39

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Hoje, no segundo capítulo da nossa série de reportagens especiais sobre o papel da educação na luta antirracista, o Instituto Anelo aqui em Campinas leva um projeto para as escolas que discute e propõe o debate antiracista por meio da música como uma forma de integração. E o sol agirá sobre o azul deste céu. Nos conduz neste rio aí. É o sí. Não é todo dia que as aulas na escola estadual Rosa Viana são assim, com muita música. Entre uma aula e outra, os alunos conheceram o instrumento musical e com os olhares atentos prestaram a atenção em cada detalhe. Essa iniciativa faz parte do projeto Anelo na Escola, que leva a trilha antirracista por meio de palestras e de shows do grupo Pretas e Pretos. formado por profissionais do Instituto Anelo. Esse ano, em especial nós estamos fazendo esse trabalho que é na trilha antirracista, né? Um trabalho em parceria do anelo com a diretoria de ensino. Então é a educação, a cultura, a conscientização de mãos dadas para que a gente possa superar essas dificuldades que a gente ainda tem, né? mesmo em pleno século XX, ainda a gente ter que falar sobre racismo, sobre bullying, sobre, né, todo tipo de preconceito, o quanto mostra o quanto a gente ainda precisa evoluir, mas eu acho que o caminho é aqui na escola. Lucas compartilha sua história de vida como uma forma de mostrar que tudo é possível quando se faz o bem e o quanto a música transforma. O anelo é um projeto coletivo, né? A essência do anelo, a origem do anelo começou comigo. Eu morava em uma das vielas do Jardim Florense, periferia aqui da cidade, e a música começou esse essa transformação, mas era uma coisa assim tão forte, tão grandiosa, que não podia ficar na mão de um só, né? Então, compartilhando, compartilhando, já passaram pelo anelo mais de 15.000 alunos. Alguns se tornaram músicos profissionais, professores também. E a gente é muito feliz em levar essa música que a gente fala que é a música que transforma pras escolas, para todo canto, né? E todo canto mesmo, porque esse ano nós tocamos em 18 escolas aqui do distrito do Campo Grande, mas tocamos em escolas até na China, né, em Pequim, Tianjim, eh, levando a a música feita aqui no Jardim Florense, periferia da cidade, um projeto feito por pessoas eh diversas, na sua maioria, pessoas pretas e pardas, que vem contribuindo com a cultura do nosso país. muito tempo. A proposta mobiliza crianças, jovens e também professores que participam ativamente das apresentações musicais e isso contribui também para o trabalho em sala de aula, os professores, até mesmo os alunos, porque com essa bagagem que é falado hoje serve de exemplo para mim também vai dar certo, né? Então essa mensagem é muito importante pros nossos alunos, paraas nossas crianças, até mesmo para nós adultos, né, professores, funcionários e toda a equipe escolar. É muito gratificante. A troca de experiência também foi essencial para os alunos que fazem parte do grêmio estudantil. A Nicole, que participa ativamente dos eventos, adorou o momento. É muito importante, tanto pra conscientização dos alunos, para eles não machucarem os coleguinhas, para eles terem essa conscientização mesmo de que palavras machucam, de que situações podem machucar. Então sim, é muito importante que a escola tenha essa iniciativa. Eu acho que é importante pra gente entender a importância da, tipo, do que as pessoas passaram até agora para entender sobre a pele delas. Não é tudo sobre a pele, não é tudo sobre a cultura e sim sobre quem elas são realmente. Renata Alves, integrante do grupo, começou na instituição em 2022 e fala da emoção que ia fazer parte desse projeto. Eu acho muito lindo, de extrema importância. Eu sou cria de projeto social e eu sei o quão isso me ajudou e o quão isso foi importante para mim hoje. E eu tenho certeza que a gente leva muita inspiração para pros jovens, adolescentes e até mesmo adultos que às vezes t esse sonho guardado e aí vendo a gente desperta, né? Então eu fico muito feliz, muito emocionada. Hoje é o nosso último dia, eh, fazendo nas fazendo as apresentações nas escolas. E no na primeira apresentação, fiquei bem emocionada, porque é isso, são acho que 15, 20, muitas apresentações que a gente fez e sempre foi muito lindo, muito especial ver o carinho dos jovens, das crianças, eh ver o quão bonito eles recebem a gente. Enfim, muito lindo. É, o refeitório da escola ficou assim, tomado pela diversão contagiante. Os alunos entenderam a complexidade do assunto como racismo através das canções de uma forma lúdica, que tem o poder de transformar, de ensinar, de construir sonhos e de deixar a sementinha do amor e esperança. Para nós é sempre um prazer estar com este projeto que além da música, né, tem a história, tem a aprendizagem com muito amor. E hoje o importante é isso, a gente tratar as pessoas com amor, mostrar para eles que é possível sim um menino preto de periferia, com em uma situação de vulnerabilidade. Eu fui esse menino e hoje eu tô de volta aqui pra escola para falar para eles que mesmo a gente vivendo em um país onde não se investe como deveria em cultura, arte, educação, a música transforma. Então, eh, mostrar que há sim luz no fim do túnel e às vezes é a gente mesmo, sabe, com a nossa com a nossa velhinha, com a nossa lanterninha ali da esperança, mostrando que que nós somos essa luz no fim do túnel. Iniciativa muito bacana, né, aqui na cidade de Campinas. E olha só, na semana da consciência negra, colégio culto à ciência realiza primeiro festival Negritude em Foco, convivências, oficinas e palestras. O evento encerra a trilha antirracista realizada na escola. Um dia para os alunos do ensino médio do colégio culto à Ciência viver e entender as especificidades da população negra em oficinas, palestras e atividades como a trança, ritmos como o hip hop, o funk, rodas de conversa e outras ações. É o primeiro festival negritude em foco que na semana da consciência negra encerra a trilha antirracista. é uma culminância, né, de toda a trilha antirracista que a gente desenvolve aqui na escola, que é algo que pertence ao currículo, né? Então, existe uma legislação desde 2003 que obriga o ensino eh de literatura, de cultura afroileira e africana nas escolas, né? A gente ainda vê que isso é muito falho, mas aqui no culto ciência a gente procura fazer esse desenvolvimento da trilha antirracista o ano todo. Dentro do programa de ensino integral, o Pay, a gente tem que fazer eletivas conjuntas com outros professores, juntei com Sheik e nisso a gente conseguiu fazer uma eletiva de 40 alunos que apoiaram e abraçaram essa ideia. A princípio a gente pensa no nos povos negros e pensa sempre em racismo. E a nossa ideia era ampliar, tá? E como é que é o negro no mercado de trabalho, como você mesmo disse, né? Como é que é o negro, por exemplo, no no ensino superior, como é que é o negro na Unicamp? Quais são as formas de ingresso? Quais são as formas de permanecer lá dentro? Então, a nossa ideia era ampliar a visão do aluno para que ele possa conhecer o todo, para que ele possa entender que o mundo é muito mais e é muito além do racismo que ele possa vir a sofrer. Bem diferente dos algoritmos conhecidos na internet, aqui a sabedoria ancestral de um tempo em que os penteados traziam padrões complexos e propositais de trançado de cabelo usados por mulheres africanas escravizadas como uma forma de comunicação secreta e resistência. Eles eram métodos engenhosos de transmitir informações vitais sobre localização de quilombos e que poderiam ter em cada parte do cabelo a semente da esperança de uma nova vida longe do açoite. Acho que é importante a gente dizer para esse mundo hoje todo conturbado que o algoritmo ele começa há 15 anos atrás através da linguagem das tranças que muitos não conhecem e precisam conhecer. Ela é uma história milenar e a gente precisa transpassar isso, né, para nossos jovens, para as crianças que estão vindo aí, que não tem noção que hoje que usa a trança, o que é o significado das tranças. Geralmente quem usa trança acha que é porque tem um cabelo crespo, né? Tem um problema de identidade, de autoestima. E não, já foi, isso é no passado. Agora nós estamos reconhecendo nossos cabelos crespos. Nós estamos reconhecendo que a trança é fundamental e que ela é muito mais do que uma estética. E precisamos dialogar com a juventude que está aí, está disposta, está na internet e é muito mais fácil disseminar informação e conhecimentos. E ela foi fazendo a trança e foi explicando o que significava, como você já conhecia ou foi tudo surpresa. Eu já gostava muito de trança, eu gosto de fazer umas tranças mais simples assim, mas é muito legal ter a sensação de alguém fazendo e você e conhecer realmente a história, né, que é uma força histórica. real tem toda uma história por trás, uma força, né? Vários povos que já tinham esse hábito de fazer. Então, é muito interessante a gente saber o real significado das coisas, que não é só uma coisa, não é só apenas uma estética, né? Ela tem todo um contexto cultural por trás. 43.3% 3% dos alunos se autodeclaram como pretos ou partos. Foi o pontapé inicial para essa trilha antirracista que hoje culmina com esse primeiro festival, trazendo aí uma compreensão maior sobre as desigualdades sociais e também a busca pela identidade. O censo escolar foi aplicado nas 14 salas de aula da unidade escolar. Nele, dos 508 alunos que responderam à pesquisa, 271 se declararam brancos, o que representa 53.3% do total. São 168 pardos, 52 pretos, 12 amarelos e cinco indígenas. Com essa diversidade, cada atividade mostra que é importante conhecer os elementos das diversas culturas que contribuem para a construção do país. Pensar um pouquinho que a consciência negra nas escolas, ela sempre traz uma visão muito estereotipada do negro. Então, são vivências, culturas muito estereotipadas que são representadas durante essas exposições em escola. com em conversa com o Sheik, a gente pensou: "E se a gente trouxesse pessoas pretas, negras, indígenas para falar um pouquinho sobre a vivência delas?" Porque para não estereotipar é melhor ouvir. Então, para aprender com essas vivências e essas potências outras, assim, a gente pensou em em trazer esse festival mesmo. Como para você é importante que a escola tenha ações como esta? Eu acho que é bom porque incentiva alunos eh que têm inseguranças às vezes com coisas, com com eh vergonha. E esses eventos são bons também para expressar um pouco da arte negra, o que a arte negra representa. E eu acho que esse evento é traz uma uma visibilidade maior pra escola. E eu acho muito bom por esse motivo. E eu que fiz lá o break dance, eu vi que ele exelava na gente uma cultura, zelava que a gente podia que dançar, se expressar e eu achei isso muito bom. Tá sendo muito incrível, ainda mais fazer parte da da produção desse evento. Eu acho que é muito importante a gente trabalhar esses assuntos na escola pras pessoas terem dimensão do tamanho dessa cultura e ressignificar as coisas, apresentar para eles um lado que a maioria não conhece e ter essas experiências legais diferentes e trazer essa vivência da cultura negra também pra escola, para esse ambiente seguro, é algo bem interessante, não é fundamental, né? Isso a gente precisa trazer, né? essa cultura negra, trazer essa trilha, no caso que a gente tá trabalhando aqui, que é a trilha antirracismo. Isso é muito importante, né, para pra gente trazer pra escola e vivenciar tudo isso aqui, eles vivenciarem, né, tudo, principalmente porque a gente tem uma maioria branca aqui na escola, né? Então a gente tem que realmente vivenciar tudo isso. Há essa essa necessidade do branco também se entender como branco. Ele também faz parte, é também uma raça, né? Ele precisa se compreender nesse mundo. Então, essas palestras não são só para os alunos pretos e pardos, são também para os brancos, porque quando você olha para si, você entende o seu local no mundo, você consegue compreender o outro também, né? Que esse evento ele não morra aqui, que ele seja realmente uma semente que estamos plantando para que no futuro possamos colher grandes eventos.
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