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[Música] [Música] essa edição de hoje falando das notícias da Metrópole grafiteiro de Campinas transforma o muro do Colégio Técnico da Unicamp em memória para homenagear as vítimas da covid-19 esse Memorial está no centro aqui da cidade quem passar pelo muro do cotuca o Colégio Técnico da Unicamp na região central de Campinas já consegue notar uma diferença no visual do local graças ao projeto memorial covid da proec pró-reitoria de extensão e cultura da Unicamp em parceria com artista campineiro Gustavo Bordin mais conhecido como nenão o grafite é uma homenagem às milhares de vítimas da pandemia da covid-19 além de ressaltar a importância da ciência para a sociedade era homenagear não só as vítimas mas as famílias as pessoas que passaram para essa situação difícil né os momentos você passar desde como surgiu trazer um pouco de conforto né aceitação para onde a gente vai ele é realmente além de abraçar e gerar essa reflexão humano e o grafite é uma das manifestações digamos assim de arte mais criativa uma ministração Popular muito criativa e obviamente ter o fato de poder ter o grafite como o momento em que a gente usa arte mas ao mesmo tempo a gente chama a atenção das pessoas para o que aconteceu na covid nos parecendo aquele momento algo muito legal da gente poder aproveitar foram necessárias duas semanas e aproximadamente 300 litros de tinta para concluir os 170 metros da obra de arte a gente tentou explorar bastante coisa né inclusive essas trocas de cores para trazer um pouco das emoções Né desde o conforto agitação seguir um pouco essa coisa do batimento cardíaco da gente vibrar né e e os ícones também para mostrar um pouco isso né trazer um pouco essa que tá acontecendo os processos né como é que você vai mudando conforme a vida vai mudando também a escolha do espaço foi feita pela arquiteta responsável da proec da Unicamp que enxergou no muro uma oportunidade de revitalização do lugar esse muro do cutuca ele conversa com a cidade né ele tem uma amplitude muito grande como a gente está vendo e aí passando aqui e vendo essa parte degradada aí veio a ideia de fazer o grafite aqui de revitalizar a palavra-chave é vida mesmo né então a gente tinha que um muro que tava morto e que aí a ideia e trouxe vida né A ideia foi revitalizar mesmo essa essa área né e conversar com a cidade abrir esse diálogo com a cidade de uma maneira mais Generosa né o que antes não não tava sendo a obra ela não tem só um intuito de homenagear as vítimas né mas é uma forma também da gente cuidar da cidade você mudar um entorno né você gerar reflexão para as pessoas Então é propriamente só artístico né mas é um cuidado com o patrimônio é um prédio um prédio já bem histórico importante também trazer um pouco de luz nesse sentido para o espaço estamos no Setembro Verde mês que marca a construção de mobilizações para a inclusão social de pessoas com deficiência conscientização da luta anti capacitista e a celebração destes movimentos aqui em Campinas a campanha do Setembro verde Tem o capacitismo palavras que excluem atitudes que inclui como tema Setembro foi escolhido para celebrar a vida dos pcds porque também é neste mês que se comemora o Dia Nacional de luta das pessoas com deficiência em Campinas a Secretaria de Assistência Social pessoa com deficiência e direitos humanos lançou a campanha Setembro Verde 2023 Setembro Verde a Lu é o mês da luta da pessoa com deficiência é quando nós deficientes físicos ou pessoa com deficiência podemos É nos colocar e dizer que nós temos um espaço na sociedade na comunidade o tema da campanha deste ano é capacitismo palavras que excluem atitudes que incluem uma iniciativa que busca destacar a importância de utilizar palavras e atitudes que promovam o mundo mais inclusivo e respeitoso para todos independentemente de suas capacidades é capacitismo são ações e são palavras que muitas vezes são sutis mas pessoas comuns tratam a pessoa com deficiência com discriminação e às vezes nem percebem por exemplo assim dizendo Olha você não tem cara de autista Você não tem jeito de autista ou então você tá dando uma mancada Então são palavras e são ações que eu por exemplo quando a gente olha para uma pessoa de com deficiência e acaba falando com cuidador dela em vez de se de olhar diretamente a ela Então a gente diminui essa pessoa a gente a desconsidera e muitos dos seus direitos de acordo com Regina o município tem investido em políticas públicas voltadas à população pcd nós estamos numa cidade que tem plantado muitas sementes de inclusão nós temos hoje há muitas residências inclusivas nós temos o crpd que é o centro de referência da pessoa com deficiência nós oferecemos no site da Prefeitura o emprega Bem que Mal auxilia as pessoas com deficiência encontrarem um trabalho nós temos também o cartão acessível que auxilia o cidadão que tem deficiência a entrar em vários lugares a ter facilidade no transporte público então nós temos uma série de coisas que uma série de políticas públicas que acontecem na nossa cidade e que nos dá orgulho porque nós temos crescido nisso aqui na metrópole uma organização sem fins lucrativos tem o objetivo de propiciar a participação de pessoas com deficiência em prática as esportivas promovendo qualidade de vida e incentivando a prática de Esportes adaptados é a a de acamp associação ela surgiu em 2008 mesmo lá na Unicamp onde a gente treinava antes através de um processo de e que teve lá na Unicamp os atletas começaram a fazer atividade física lá e surgiu a oportunidade de também de participar de competições então criou-se adecamp em 2008 E desde lá ela começou a disputar campeonatos hoje ela é tetracampeão brasileira já ganhou quatro vezes os títulos brasileiros regionais Paulistas né então a gente tem uma representatividade uma governança muito boa de tanto na parte administrativo Quanto na parte social e na parte esportiva né a gente tem atletas hoje na Seleção Brasileira atletas de guerra disputando firmemente com a gente então é um esporte muito gostoso aqui de desenvolver os treinamentos dos atletas são no ginásio de uma faculdade de educação física e uma das modalidades que se destaca é o rugby de cadeira de rodas um esporte que proporciona uma experiência desafiadora e gratificante para seus participantes como explica o técnico do time Rafael Botelho é uma modalidade esportiva criada para eles tira eles de casa então vou falar que no começo o que começou como uma opção de lazer hoje em dia é o que move a vida deles o professor reforça a importância do esporte na recuperação da confiança liberdade e autoestima da pessoa com deficiência o problema é quando você fica em casa no estado de sedentarismo que às vezes o sistema de reabilitação nosso não prepara a gente para esse momento pós deficiência quer dizer pós lesão Então você tá em casa deitado dependendo dos cuidados dos seus familiares o meu problema com você é que eu não tô na sua vida na hora certa a gente da educação física que trabalha com esporte para pessoa com deficiência porque o que que a gente trabalha é quando você chega aqui a gente quer deixar o seu corpo mais forte mais resistente para você conseguir sair da cama e ir para a cadeira voltar Tomar banho sozinho para você aprender a competir com o mundo de novo pegar o transporte público e para suas opções de lazer porque até a medicina dá conta de reabilitar todo mundo a educação física a fisioterapia terapia ocupacional quer que você continue vivendo com a possibilidade de diversão igual a galera tá aí atrás alguém caiu tá tudo certo rugby após sofrer um acidente e hoje é atleta profissional quando eu sofri o acidente foi uma época muito difícil na minha vida eu achei que também que minha vida ia parar não ia conseguir fazer mais nada eu só tetraplégico e o esporte assim me deu uma autonomia Parecia um amigo procurando pessoas para poder praticar o esporte eu me interessei E aí comecei a praticar mais para fazer uma atividade física e aí de repente aquela coisa que foi só uma brincadeira foi virando profissional hoje eu sou hexacampeão brasileiro joguei na seleção de 2009 a 2014 então na minha vida só foi Vitória com rugby outro projeto inclusive na cidade de Campinas é o mais dança fundado a oito anos pela bailarina Liliane Melo o projeto começou dentro de um salão de festa de um condomínio no bairro que eu cresci no bairro de Periferia Eu sempre acreditei que a dança ela transforma vidas porque a minha a minha vida foi transformada através do Balé só que o balé ele é muito eletizado então você não tivesse projeto como esse incentivos a gente não consegue descobrir esses talentos que estão na periferia E aí Através disso aparecer crianças pcds e eu vi que dava para incluir elas com as outras é só você ter questão de carinho de amor de cuidado e aí essas crianças foram aparecendo e hoje a gente tem em torno hoje no projeto está em torno de 150 200 alunos e a gente tem uma parte de perceber e também tem as crianças carentes que não pagam pelas aulas o projeto ele tem uma taxa de contribuição mínima para poder manter pois nós não temos patrocínios por enquanto e é dessa maneira que o projeto vem crescendo hoje nós temos três unidades e estamos aqui recebendo todos os pcds crianças autistas cadeirantes Síndrome de Down surdos cegos balé para todos sabia está no balé há três anos e a mãe Taísa acompanha a filha em todas as aulas ela pontua o desenvolvimento significativo a pequena bailarina tem ela mudou muito desenvoltura né ela era uma criança muito tímida tinha vergonha de tudo de falar tanto quando ela entrou pela demorou para para conseguir ter desenvoltura com a turminha que a professora e hoje não ela se apresenta em todos os lugares super felizes vai super contente como é que fica o coração de mãe fica bobando né a gente fica nas nuvens né porque é o que ela gosta de fazer é o que ela ama né ela sempre gostou tanto dos dias que não tem aula que a gente fala que não tem ela chora porque ela quer vir e a gente tem que ficar apoiando né acho que o meu papel É apoiar ela no que ela quiser no que ela precisasse no que ela quisesse ser no que ela decidir ser né porque ela que vai escolher né Quem Sou Eu para falar o que ela pode ou não pode né [Música] [Música]