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Evento “25 Anos sem Toninho”
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Evento “25 Anos sem Toninho”

44 views Publicado 11/09/2026 HD · 1:52:13
Resumo editorial

Homenagem aos 25 anos da morte do ex-prefeito Antônio da Costa Santos (Toninho), assassinado em 2001. O vereador Wagner Romão discursa sobre a importância de Toninho para o Partido dos Trabalhadores e seu legado para Campinas. O evento, transmitido do plenário da Câmara Municipal, inclui apresentação de vídeo com a música de campanha do ex-prefeito.

Citados nesta edição

Descrição do vídeo

Em 10 de setembro de 2001, o então prefeito de Campinas Antônio da Costa Santos, o Toninho, foi assassinado. Vinte e cinco anos depois, o vereador Wagner Romão promove no plenário da Câmara uma sessão solene em sua homenagem, com saudações das vereadoras Guida Calisto e Paula Miguel e falas do presidente estadual do PT, Pedro Tourinho, e dos companheiros Isalene e Durval, relembrando o legado de Toninho como professor, prefeito e liderança fundadora do partido em Campinas.

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né? Desde que ele sempre seja higienizado, porque às vezes você leva ele para passear, ele tem contato ali com a rua, com a terra, desde que você respeite essa parte de higiene, respeite a sua as suas outras relações dentro de casa e a sua rotina e a dele, não tem problema. [música] A seguir, TV [música] Câmara ao vivo. TV Câmara, Campinas. Olá, boa noite. São 6:35. A partir de agora, TV Câmara Campinas transmite ao vivo, direto do plenário da Câmara o evento em homenagem aos 25 anos sem Toninho, que é promovido pelo vereador Wagner Romão. A gente lembra que em 10 de setembro de 2001 o então prefeito Antônio da Costa Santos foi assassinado. Com a palavra o vereador Wagner Romão. Bom, boa noite a todos, a todas. Estamos aqui eh para celebrar a memória do Antônio da Costa Santos, do nosso Toninho. Eu quero, antes de fazer as saudações iniciais aqui, pedir para que a nossa nossa técnica aqui passe um vídeo, por favor. Hoje nós vamos ter [música][canto] uma conversa para ver que em tudo existe uma razão. [música][canto] Vamos sentar repensar a vida no pensamento e no [canto] coração. [música] Se lá de cima vem um mau exemplo, será que é esse [música] o país que eu quis? Se a vida [canto] ensina, eu sou [música] aprendiz. [música] Uma cidade [canto] parece pequena se comparada [música] com o país, mas é na minha, na sua [música][canto] cidade que se começa a ser feliz. Olho, olho quem fala a verdade. [música] Presto atenção e o [canto] coração me diz: [música] Se a vida ensina, eu [canto] sou aprendiz. [música] Será que [música] a gente é que é [canto] diferente? Ou será que os outros são tão iguais? Se honestidade é marca [canto] da gente, ser diferente é [música] bom até demais. É minha estrela, [canto] é minha cidade. Gente sincera que vem [música] e me diz. Chegou [canto] a hora [música] de ser feliz. É nossa estrela, é nossa cidade. [música] Chegou [canto] a hora de ser feliz. Se a vida ensina, eu [música][canto] sou aprendiz. Bom, quero novamente saudar a todos, saudar a todas também as pessoas que estão nos assistindo pela TV Câmara, a todas as pessoas que estão aqui presentes. Eh, é, são os 25 anos da passagem do Toninho. é uma pessoa que teve uma importância absolutamente fundamental para o Partido dos Trabalhadores na cidade de Campinas, no estado de São Paulo, no Brasil, né? E nós estamos aqui para reverenciar essa memória, reverenciar essa pessoa, reverenciar toda a construção eh da qual ele foi protagonista, né? Sobretudo naqueles anos de criação do PT, os anos 80, os anos 90. e o legado dele como professor, como homem público, como prefeito, como um batalhador eh em defesa das pessoas que mais precisam na cidade de Campinas, fora da cidade de Campinas também. uma liderança que se mostrou e que se fez líder, né, com muita humildade, com muita ética e com muita capacidade de diálogo, né, não só dentro do Partido dos Trabalhadores, mas também eh na cidade de Campinas. Eu nós vamos aqui eh ter as pessoas que estão aqui na mesa, que vão fazer as falas. Eu eh vou passar inicialmente eh para uma saudação da vereadora Guida Calisto, depois para uma saudação da vereadora Paula Miguel e na sequência a fala dos nossos convidados e convidadas dessa noite. Por favor, vereadora Guida. Boa noite a todas as pessoas aqui presentes. Boa noite. Quero cumprimentar primeiramente essa mesa, o vereador líder da nossa bancada, vereador Wagner Romão, pela iniciativa de organizar esse momento. Cumprimentor também a vereadora Paula Miguel, que está aqui também, minha companheira de bancada. é iniciar o cumprimento pelo companheiro Pedro Tourinho, que está ali, que é o presidente do nosso partido. Quero cumprimentar também a companheira Isalene, né? cumprimentar o companheiro Durval, que eu não tava conseguindo ver ele daqui. Companheiro Durval, eh, uma honra, né, dividir essa mesa contigo, né, com a tua história, enfim, te partilhar com você toda essa experiência que você tem eh dentro do nosso partido e a história aqui da na nossa cidade. cumprimentar também eh o companheiro William que está aqui, todos toda a nossa militância e também os servidores dessa casa que torna possível a realização desse momento. Muito obrigada. Bom, eh, primeiro dizer que nesses 25 anos a gente sempre fica pensando, né, qual que é o legado do Toninho, né, e que foram vários legados, né? Eu acho que na minha vida ele foi muito importante. Eu não tive uma convivência com o Antônio da Costa Santos, mas eu fui muito muito afetada pelo homem que ele foi, pelo pelo gestor público que ele foi, né? Hoje a minha família eh eu venho de uma família muito pobre e a nossa casa própria foi adquirida, foi alcançada a partir de uma política pública apresentada pelo nosso ex-prefeito Antônio da Costa Santos. Na época ele não era ainda prefeito, ele era vice-prefeito e ele era eh presidente da COAB, né? E ele eh quando ele apresenta um projeto de moradia popular, principalmente para famílias que estavam em situação de risco, famílias que estavam em áreas ocupadas, eh em área eh de muito sofrimento, enfim, Antônio da Costa Santos pensou rapidamente num projeto de moradia popular para acolher essas pessoas, para acolher essas famílias. Então, o Toninho sempre teve esse olhar e esse olhar para a cidade, né? Então, acho que esse é um dos maiores legados que nós que que nós temos hoje. Eu acho que de lá para cá nós ainda não conseguimos construir uma liderança que tivesse esse olhar que o que o Toninho tem teve, né, para a nossa cidade. Ele conhecia a cidade como a palma da sua mão. Ele conhecia cada ocupação, ele conhecia cada território, ele conhecia cada área. E ele se empenhou assim muito fortemente em trazer, principalmente dignidade e moradia. para a população pobre dessa cidade, sobretudo aqueles que estão localizados na naqueles territórios, né, da Inhanguera e da linha da Bandeirante para lá. Então ele ele era um ele ele era um homem que veio, né, da de uma classe média, nunca foi uma pessoa que teve uma situação difícil econômica, mas isso não fez com que Toninho pensasse somente em si ou no seu biggo ou nos seus. Toninho entendia que os seus era a população pobre, os seus eram aqueles que não tinham uma casa digna para morar, os seus eram todos aqueles excluídos, todos aqueles afetados pelo por um sistema econômico excludente, que é o sistema capitalista e que perpetua até hoje aí eh construindo pessoas em situação de vulnerabilidade, porque é isso que esse sistema econômico faz. Então esse eu sei que é um dos maiores legados que o Toninho fez, é olhar a cidade como um todo, é olhar que a cidade é direito de todos. Mas eu tenho um uma um outro presente que Toninho me deixou também. Eu quero ir e e são duas pessoas que estão aqui presentes, né? Primeiro é o Cláudio Bitencur. Cláudio é um amigo de de desde sempre, né, do Toninho. Eh, e Cláudio, desde que eu me tornei vereadora, eh, nós conseguimos nos aproximar por conta de uma pauta, de uma agenda que é do Toninho, que é a que é a questão eh urbana, que é o direito à cidade, que é toda a devastação urbana, ambiental que essa cidade sofre. E Cláudio tem sido o meu grande mentor, o meu grande orientador. E Cláudio traz isso com ele, que foi todo o ensinamento que ele construiu e constrói, né, todos esses anos, mas toda essa parceria que ele teve com o Antônio da Costa Santos. Então eu agradeço todos os dias o Toninho pela amizade, por você estar ao nosso lado, acompanhando, sendo o nosso orientador nessa agenda tão importante na cidade, né, que moradia deixou de ser direito hoje. Moradia é especulação, moradia é investimento, moradia é tudo, menos moradia, menos eh direito que a população tem que ter dignamente de estar num lugar protegido. Então, Cláudio tem sempre pautado isso conosco. agradeço muito e também a essa aproximação que nós temos tido do William também, que tem sido um grande orientador nosso nas questões também aqui, eh, e principalmente em projetos de lei que nós estamos ainda pautando que essa cidade reconheça o mês antônio da Costa Santos. Nós temos aqui aprovado nessa cidade ali a semana, né, e principalmente por iniciativa do Mariante e junto com Cláudio, junto com Toca, que eu não tô vendo toca aqui. Eh, nós estamos, nós pensamos em alterar isso para um mês, porque uma semana só é muito pouco, uma semana só não dá condições da gente homenagear Antônio da Costa Santos da forma como ele deve ser homenageado nessa cidade. Então, agradeço também essa parceria e que a gente e que nós continuemos essa batalha aqui para que essa cidade possa reconhecer de fato eh um filho, seu filho que foi prefeito e que por pouco tempo, né, de gestão fez muita coisa. Bom, vou encerrando aqui a minha fala porque eu tenho uma agenda logo mais já quero já me desculpar também por isso que o o líder deixa eu falar primeiro, [risadas] eh porque eu eu tenho uma agenda, mas agradecer agradecer mais uma vez esse momento e com certeza Toninho vai sempre estar no nosso coração, nossos pensamentos e sobretudo vai sempre ser o orientador dos caminhos que nós devemos caminhar. né, trilhar, porque com certeza ele foi um homem muito importante para essa cidade. Se não tivessem tirado o Toninho da forma violenta, como essa cidade tirou ele de nós, com certeza hoje nós estaríamos, né, numa outra situação. Mas nós vamos seguir, seguir unidos, eh, seguir confiantes e sobretudo homenagear a memória de Toninho, homenagear a sua história, né, a sua memória e que ele possa permanecer vivo cada vez mais nossos corações. O Toca chegou. Parabéns a todos os militantes que estão aqui e viva o nosso prefeito Antônio da Costa Santos. Obrigada, pessoal. Obrigado, companheira Guida. Obrigada, Gu boa agenda. Siga em frente. Eh, nós temos essa tarefa de seguir segurando a bandeira e eh sendo aí orientados e orientadas pela memória do Toninho. Quero chamar a minha companheira vereadora Paula Miguel, por favor. Paola, depois você vem aqui pro pro meu lado. Boa noite a todas as pessoas presentes. Para mim é uma grande honra tá aqui nessa singela homenagem que a gente pode fazer a memória do nosso eterno prefeito Antônio da Costa Santos. Quero começar saudando meu líder, vereador Wagaler Romão, saudar a vereadora Guida, saudar Pedro Tourinho, que atualmente é o presidente do meu partido, saudar Isalene, que fez a gestão e teve a missão de levar o legado do Toninho. Saudar Dorvalde Carvalho, saudar o William também e todos vocês que estão aqui na noite de hoje. Eh, quero começar, né, pelo final da fala da vereadora Guida Calisto. Quando a gente procura, né, quais eram as ideias de Toninho, ele tinha um plano de mobilidade urbana que era de integração da rodoviária com os trens da cidade na época. E a gente sempre pensa, né, o que teria acontecido, qual cidade a gente teria, qual que seriam as possibilidades e mudanças que a cidade de Campinas teria, qual que seria o investimento econômico, cultural, qual seria a restauração do nosso patrimônio? Toninho conhecia a cidade como a palma da mão, mas mais do que isso, ele valorizava a nossa cidade, ele entendia a importância da nossa memória, da nossa história, da nossa construção. Eu na época era pequena, então muitos de vocês certamente tem a memória de como ele era, de como ele conversava, de como ele dialogava, de como ele acolhia. Mas em diversos anos aqui na Câmara, sem dúvida nenhuma, eu criei um imaginário do que que era o Toninho, do que foi aquele momento do período eleitoral que tava em quarto lugar, mas a cidade entendeu que ela precisava de mudança, que ela precisava de alguém que olhasse com aquela humildade, com alguém que conseguisse ouvir a população, dialogar. com a população. E aí Toninho conseguiu chegar no segundo turno, ganhou a prefeitura. Foi um dia de muita vitória, de muitas construções, de muitos planos. Muitos deles foram sim seguidos pela Isalene num momento onde a gente não tinha nomeado ainda o que era violência política de gênero, por exemplo. E acho que é muito importante ness nesse legado a gente também lembrar dos espaços que Isalene construiu, pavimentou e deixou para nós. E hoje, se a gente anda pela cidade de Campinas, a gente vai ver lá a plaquinha na região do Ouro Verde, na região no Campo Grande, em diversos bairros. E as pessoas lembram do que que era o orçamento participativo, o que era as ideias daquele momento. E quando o Toninho foi tirado de nós de uma maneira tão violenta, eu ainda pequena, não entendia como a cidade ia ficar, mas eu tinha a certeza que nada mais ser igual. E hoje, ontem, completou 25 anos. que a gente ainda não tem respostas do que aconteceu. A gente ainda tem um sonho de uma cidade melhor e a gente tem a dúvida de se Campinas, de como Campinas estaria nesse momento. Toninho vive em todos nós. O seu legado é eterno e espero que a gente consiga continuar essa luta diariamente para que a sua memória nunca morra, mas mais do que isso, para que as suas ideias voltem a propagar na cidade de Campinas e transforme numa cidade melhor. Toninho vive presente hoje e sempre. Muitíssimo obrigada. Obrigado, companheira Paola. Por favor, senta aqui ao meu lado. Vocês viram que chegou a companheira Márcia Molina, tá aqui representando o nosso mestre Gerardo Melo. Eh, e vai ter o uso da palavra também. Eu quero aqui ler aqui o uma comunicação do presidente da Câmara, o vereador Luís Rossini, que justifica a sua ausência e me diz: "Prezado vereador, agradeço o convite para participar da cerimônia 25 anos sem Toninho, que acontece no dia 11 de setembro. Devido a compromisso assumido anteriormente, infelizmente não será possível comparecer a essa importante homenagem. Aproveito para parabenizar a Vossa Senhoria pela iniciativa de rememorar e preservar a memória de Toninho, que acreditou em Campinas e dedicou parte importante de sua vida à construção de uma cidade melhor. Sua história integra o patrimônio político e afetivo de Campinas e merece ser reconhecida, lembrada e transmitida às novas gerações. Então, agradeço aqui também a mensagem do presidente da Câmara, vereador Luís Rossini. Eu quero passar a palavra agora ao Pedro Tourinho, que foi vereador nessa casa por dois mandatos, teve também eh o seu período eh como quando assumiu a titularidade eh como deputado federal nesse último período e atualmente é presidente do nosso partido. Obrigado, Pedro pela tua presença. A palavra é sua. Obrigado, Wagner. Uma boa noite aqui ao Wagner, a Guida, a Paul. Aqui já foi, a Guida, Paola, a todas as a Isalene, nossa ex-prefeita, né, a Márcia, Willinha, ao Durval, a todo mundo que tá presente aqui e que de uma maneira ou de outra eh participou desse momento tão importante da história dessa cidade, que foi o momento, não só o momento da prefeitura com o Toninho, mas a construção, toda a trajetória que eh foi partilhada lado a lado com o Toninho, né, e que após muitos anos de luta resultou na vitória do Toninho para prefeito. né? E que sofreram também a dor da perda, do assassinato, da da covardia, da crueldade que foi essa esse episódio na história de Campinas. Eu eu mesmo não conheci pessoalmente o Toninho, né, feito todo mundo sabe. Eh, e eu preciso dizer que quando da minha chegada aqui em Campinas, foi muito marcante, muito forte perceber a dor coletiva, a marca e o como esse sofrimento segue vivo, uma vez que a gente eh tá aqui completando 25 anos de um crime que não teve solução, explicação, né? né? Solução e explicação não vão mudar a a o contrário que essa história foi, mas a gente busca sempre uma explicação, esclarecimento e principalmente justiça, né? Eh, eu eu acho que nós temos uma tarefa, nós que compartilhamos eh de um de um de um sonho, de um projeto, de uma ideia para essa cidade que é no mínimo parecida com a do Toninho, né? senão a mesma parecida com a do Toninho, de uma cidade que possa ser no seu próprio território a expressão da justiça, da igualdade de oportunidades, do direito à liberdade, do direito ao bem viver, né? Uma cidade que possa ser esse espaço, nós temos obrigação de não permitirmos que eh uma uma um esforço, inclusive eu diria, né, uma omissão quase que deliberada eh do nome do Toninho, da história do Toninho, eh persista aqui na casa. Nós temos que fazer um esforço muito na casa, não, perdão, aqui na cidade, nós temos que fazer um esforço muito grande para não só nesse momento, mas em vários outros momentos, em várias outras situações, resgatar, defender, falar da história e do nome do Toninho. Acho que isso é nossa tarefa, porque o Toninho e ele na verdade é um mártir, um nome que é é uma pessoa que, né, nessa que é a única existência que a gente tem certeza que a gente tem, ele dedicou ela inteira a tentar construir uma uma cidade melhor, né? e isso foi interrompido muito precocemente. Então, eh, eu, como alguém que vis enxergo essa dor, que tive a oportunidade de ser duas vezes candidato a prefeito e por tantas vezes eh tive a honra de ser de ser de ser dito: "Ah, você, né, lembra, você resgata, você reconecta a gente com essa história". Para mim sempre uma honra muito grande. Eu quero dizer que eh eu acho que cada vez mais nós precisamos reivindicar o nome do Toninho, a história do Toninho, eh o símbolo do Toninho, como a gente faz com outras pessoas que também eh nos deixaram de forma violenta, como é o caso da Mariele, como é o caso do do Chico Mendes, como é o caso, né, de pessoas que são simbólicas, que dizem muito acerca do que nós queremos pro mundo e que tiveram suas vidas violentamente interrompidas. Eu acho que essa é a maneira que a gente precisa sempre tratar dessa memória e desse legado. Então, eh, eu acho que nesse momento em que eu sou presidente do PT, quero dizer que a gente tem que, eh, pensar um plano, um plano de revitalização da memória, do legado do Toninho com ações agora que a gente tá completando 25 anos, né, do seu do seu assassinato, a gente pensar de que maneira a gente pode eh promover, fortalecer essa esse esse legado tão importante, porque é uma maneira também de mantê-lo vivo entre nós. É isso, queridos. Muito obrigado. E quer Toninho, muito obrigado, Pedro. Pedro também tem um compromisso aí. Estamos em pleno processo eleitoral, né? Fica à vontade, Pedro, para para seguir na tua agenda e força nesse nessa caminhada. Pessoal, a gente pensou essa atividade aqui também como uma oportunidade de de ouvir pessoas que tiveram muito próximas do Toninho. Tem muita gente aqui, né, que conviveu de muito de perto eh com o Toninho. Não é o caso do Pedro, também não é o meu caso, né? Mas a gente sente na conviv até mais, Pedro, na convivência com vocês essa força, justamente essa força e acho que essa capacidade que ele tem, né, de ser um líder muito permanente nas na na imaginação eh da cidadania aqui em Campinas. e as pessoas que a gente escolheu dessa vez, né? E e aqui o nosso compromisso, né, Paola, de estar sempre a cada ano rememorando, a cada ano ocupando esse espaço da Câmara Municipal de Campinas. Ontem nós tivemos, né, a partir da liderança da Márcia, eh, e da Isalene também lá no local do assassinato, né, onde tem lá ali uma cruz, uma cruz azul com uma estrela vermelha na sua base, né? Tivemos ali também é uma cerimônia que acontece todo ano. Então sim, né, é uma é uma necessidade, é uma algo imperioso que a gente faça isso todo ano pra gente reforçar essa memória. E uma das pessoas que a gente eh pensou em trazer para cá para fazer uso da palavra foi o Gerardo, né? O Gerardo, Gerardo e a Márcia, eu gosto sempre de falar que foram as pessoas que me abraçaram, né, quando eu me aproximei aqui do PT em Campinas, né? Então eu tenho tenho Gerardo de Márcia com muita força na minha militância também, mas o Gerardo não tá podendo, né, Márcia tá presente nesse momento. O Gerardo tá se recuperando. Márcia talvez fale um pouco sobre isso, mas o o Gerardo foi uma pessoa que, né, trabalhou junto com o Toninho na prefeitura, foi secretário, foi uma das pessoas que se dedicou muito à construção do PT em Campinas, à construção do sindicato dos metalúrgicos, a construção desse sonho, né? Então eu quero agora passar a palavra a Márcia, que também, claro, viveu muito dessa experiência e sempre teve ali, não só ao lado, né, Márcia, mas às vezes à frente, né, eh liderando também. Vocês são uma vocês são duas pessoas maravilhosas, você e Gerardo, né? Então eu quero passar a palavra a você com muita com muita honra e com muita alegria. Gratidão, Wagner, por esse evento. Gratidão à nossa bancada. Eh, quero cumprimentar o Durval, Isalene e Willinha e cada um e cada uma dos queridos que estão aqui, né? Tô vendo os carinhos de gente que milita, que trabalha com a gente há tantos anos, ombro a ombro, né? Eh, o Gerardo é insubstituível, quero dizer, eh, tem pessoas que são insubstituíveis, o Gerardo é uma delas, né? Então, eh, eu até me surpreendi bastante quando Malonado falar: "Ah, o vai lá [risadas] falar pelo Gerardo." Eu não sou capaz de falar pelo Gerardo, quero dizer, né? falo por mim, eh, com muito carinho ao Gerardo. Eh, Gerardo é uma pessoa muito especial, eu acho que algumas pessoas sabem, ele teve um mieloma, fez um transplante medula e ficou 10 anos em remissão total e teve que voltar a fazer químio agora, né? Tá no sexto ciclo da químio com uma neuropatia muito forte, incapaz de nesse momento caminhar, né? Estamos cuidando da melhor forma possível. Eh, mas o Gerardo ficou especialmente triste de não poder participar esse ano. Eh, há 25 anos, né? 24 anos, o Gerardo cuida daquela cruz e tira o mato e faz lá os bercinhos, né? toca e compra as mudas com maior carinho e planta essas mudas lá eh no local do assassinato, muito no sentido de fazer memória, muito no sentido de que as autoridades podem encobrir, que quem tem poder de decisão pode encobrir, mas nós não encobrimos. Nós não nos conformamos e nunca vamos nos conformar com esse assassinato não descoberto, com esse assassinato encoberto, eh, com uma com uma falácia, com uma mentira de um acidente, de um atrapalhar o trânsito, uma coisa ridícula como aquela que consta nos nos altos e que nos fez sofrer enormemente quando prescreveu, viu? Willha, porque o tempo inteiro a gente sempre teve esperança de que esse crime fosse elucidado, né? Então, a presença nossa ontem lá, eh, que senti falta de algumas pessoas que sempre vão também, mas creio que estiveram de alguma forma presentes, né? Eh, é nesse sentido, nesse sentido de fazer memória, de dizer, nós nunca iremos esquecer esse assassinato e nós nunca vamos desistir de que esse crime seja descoberto e punido, porque a justiça tem que ser feita. Eh, é uma tristeza enorme para nós essa esse momento, né? sempre quando esse momento chega, ele ele nos eh constrange, incomoda. Faremos a missa como todos os anos, no dia 13, domingo, às 19 horas, lá na nossa paróquia, nossa paróquia do Gerardo, ao lado do casarão, né, às 19 horas, faremos a missa de 25 anos sem Toninho. Agora, eu penso que fazer memória do Toninho é honrar o legado que ele deixou de construção de uma sociedade justa e includente. Eh, o que que nós estamos fazendo para honrar o legado do Toninho? O que que nós estamos fazendo para construir hoje, aqui e agora, uma sociedade justa e includente em Campinas, né? Acho que essa é a pergunta que fica. Acho que essa é a pergunta que Gerardo faria, né? Eh, então, para mais que elucidar o crime, já que no tá tão fora da da nossa alçada nesse momento, eu acho que é isso, é a nossa militância que vai honrar o Toninho. Então, quando a gente caça o Vini, bancada, parabéns. Quando a gente faz esse ato de dizer pra extrema direita: "Olha, o mundo não é de vocês, né? Vocês roubaram a cidade com a especulação imobiliária, destruíram Campinas com a especulação imobiliária, mas o mundo não é de vocês e nós estamos aqui para provar. Então eu acho que aí a gente honra o legado do Toninho. Agradeço imensamente estar aqui com vocês e quero trazer o coração do Gerardo aqui junto com a gente. Toninho presente hoje e sempre. [aplausos] Obrigado, Márcia, e obrigado ao Gerardo também. Eh, quero passar a palavra agora ao outro companheirão, o Durval, também desses que acompanharam demais a trajetória do Toninho, né, e trabalharam, trabalhou em conjunto com Toninho no nosso governo e carrega também, né, Durval, esse legado e eu tenho certeza com muita honra. Durval, por favor. Obrigado, Wagner. Wagner, Mas você não me disse, não disse para nós qual, quantos minutos nós podemos falar aqui, não. Você tá, hoje nós estamos com mais tempo, mas assim, mas tem, não tem ideia, você pode falar. É, eu sei que é, eu sei que é complicado falar isso para você. Desculpa, [risadas] Wagner. É um cara assim, uma é que pessoa como eu, você tem que dar um tempo muito menor, porque daí eu eu vou te dar 13 minutos. Ah, o número é o número o número é ótimo. Então, tá bom. 13 nunca foi tão necessário nesse momento da história do nosso país. Queridos companheiros, queridas companheiras, queria cumprimentar aqui a nossa prefeita Isalene, o nosso vereador, líder da nossa bancada, Wagner Romão, a nossa querida vereadora Paola, que nos honra demais, a nossa vereadora Guida, que não tá mais aqui. Quero dizer que para nós, eu acho que é uma preciosidade essa história de que como a história é ela é com ela é ela é tão tão dialética, né? Nós nós sofremos um uma derrota, um golpe e uma perseguição implacável, assassina o nosso líder, mas a gente vai ressurgindo e na cidade que a última que liberta os escravos, nós temos duas mulheres negras na Câmara. Eu acho que isso é de uma honraria que só um partido de gente besta não faria festa todos os dias para essas duas mulheres que nos honram tanto, né? Duas mulheres pretas, feministas, antiracistas. Que privilégio do PT ter essas figuras e assim como lembrar a memória do nosso querido saudoso Toninho. Cumprimentar aqui o nosso querido amigo, o nosso querido amigo advogado William. Entre nós é o Ilinha, que eu conheci com aos 13 anos de idade, da nossa saudosa frente de Grêmios e a nossa querida Márcia Mulina, da nossa sempre saudosa e querida pastoral operária, [roncando] das nossas lutas antigas e com ela saudar esse irmão maior. Para mim, Gerardo é um irmão maior. Eu tenho muitos irmãos. Ele é desses maiores, imprescindível, como diz a a Márcia. companheiros e companheiras, tantos nossos conhecidos aqui, gente amiga e querida do Toninho, ele tá, eu acho que ele tá muito orgulhoso, honrado com essa nossa presença aqui hoje para lembrar a memória dele, né, Ferraro? Conselho, tá? Porque ele ele essa ele foi essa figura extraordinária. E eu fico vendo aqui o Toca, o, né, o o o Magrão, Claudião, que são aqueles irmãos do Toninho de fé, né, de formulação, de formulação da arquitetura, do urbanismo, assim. E pois é. E e com certeza, com certeza tudo isso aqui d vai dando grandeza, a presença de você vai dando grandeza a memória desse desse grande cara. Eu tava pensando e e como que a gente podia tocar uma prosa com vocês aqui, porque num dia desses que a gente rememora a memória desse, a meu juízo, desse grande, esse grande homem, esse grande campineiro, esse grande brasileiro que é o nosso saudoso e querido Toninho, eu tava eu tava pensando comigo, nós tínhamos que nós temos dois assuntos que a tratar 25 anos depois, um quarto de século, que é a memória do Toninho, do seu legado, daquilo que ele representou para nós como como um professor, como alguém que nos ajudou, alguém que nos ajudava entender melhor as questões da política do Estado, né, e às vezes sim, da sociedade civil organizada. Sim. E então e ao mesmo tempo nós temos que falar ao mesmo tempo tem que falar da dor, né? falar da dor do calvário e do martírio, porque na minha, na nossa perce, na nossa compreensão, né, e teológica, né, Ferrara, o Toninho para mim ele é um Toninho é um mártir dos favelados de Campinas. O, portanto, um uma alguém que foi martirizado por ter um lado e por nunca ter vacilado nesse lado, o lado do povo mais sofrido, o povo mais abandonado, os abandonados da desse Brasilzão que força os milhões de nós virmos da da nossa zona rural para a cidade grande para que ser mão de obra barata, quase escrava deles. né? E o Toninho é alguém que alguém que que que nos abraçou como como o Romão disse que a Márcia e o Gerardo abraçaram ele, né? O Toninho, o Toninho abraçou a pobreza da cidade, né? Com absoluta generosidade, usando a sua cabeça de, né, de de pensador do urbanismo, da arquitetura, né, do direito social. Ele pensa e formula e fica sempre operando, sempre trabalhando como um apoio da luta do povo, da luta do povo pobre das favelas, mas sempre compreendendo de que ele, Toninho, ele não era, ele não era o sujeito principal, ele era o sujeito secundário. O principal era o sujeito político, os favelados. Então, então para mim, na minha, na minha cabeça, Wagner, isso para mim do Tonim é de uma, era de uma riqueza política extraordinária. Ele nunca quis ser membro do diretório, nunca quis ser vereador, nunca quis ser prefeito, nunca quis ser vice. Coitado. E eu tive que convencer, comecei a abrir um papo lá no velho Faca Bar. Lembra? Lembra Totes? Toca. Vota você, a Marili, a a Rosiana e Toninho. E eu falei: "Toninho, você vai ter que ser nosso vice, cara, porque o prefeito vai ser o Jacó e você vai ajudar nós. Tem uma outra perspectiva, porque o Jacó a gente tem pé atrás, porque ele não tinha cabeça para essa tarefa não tinha. Infelizmente eu tava certo, eu tentei evitar, mas não consegui. Então aí eu falei: "Toninho, tem que ser, você tem que ser o vice". E é claro, e ele era essa pessoa generosa que mesmo não querendo ele ouvia nós, ele escutava nós. Eu era um jovem presidente do sindicato metal de Campinas, né? E então eu donin escutava nós, escutava o povo, não só da favela, mas escutava os trabalhadores, os sindicatos, né, Vicente? ele ouvia a gente. Então eu penso que falar dele, a gente tem que recuperar essa memória dele, que é uma memória absolutamente generosa, é uma memória que nos que nos engrandece e de ter sido de ter sido amigo e companheiro de luta, irmão de fé, de luta de causa do Toninho. Eu tava eu tava chegando aqui na Câmara, caminhando ao lado do meu querido amigo Gerson, do MST. e que é uma que é eu falei pro Gegerson, você aqui como militante do MST pro Toninho é uma honraria porque só para dizer porque aí o G o G estava me dizendo, o Gon foi falando, conversando, o Gerso falou assim: "Pois é, Durval, nós estamos aqui para homenagear a memória desse grande sujeito que você conheceu, foi amigo e eu queria te lembrar que o o Carrasco mata duas vezes o meso a mesma vítima. Primeiro ele mata, assassina fisicamente, como assassinou em 99 a nossa saudosa prefeita Doralina, Dorcelina Folador, lá de Mundo Novo, de Mato Grosso do Sul. Eu fiquei vendo o vídeo dela hoje para eu poder, para eu nunca perder o ódio dos nossos algozes. O esse negócio não, porque o ódio, ó, não, gente, amor, o nosso amor vai para o povo. O nosso amor vai para as pessoas que têm amor pela humanidade, os que odeiam, para, para nem, nem penso, que é isso? Eu nunca vou deixar de ter ódio e raiva dos assassinos do Toninho, da nossa saudosa irmã Dorat, do nosso saudoso e querido Chico Mendes. Eu tive com ele em setembro de 88 ali em Belo Horizonte num congresso de trabalhadores. igreja. Tive a honra dele participar da nossa de eu estar na chapa com ele, uma chapa da a chapa da cultos amarelinos da cela da velha cú pela base. O Chico era da nossa galera, meu. E claro, o Chico encabeçava, o Chico encabeçava uma lista para de líderes a serem assassin eliminados, assassinados no Acre naquele momento. Ele era uma lista de 18, 20 nomes que os fazendeiros produziam essa lista. Vocês sabem, a maioria de vocês sabem disso. E a eles iam eliminando os líderes pela ordem. Se você fosse o primeiro, você ficava, o segundo ficava, podia dormir tranquilo. Enquanto não matasse o primeiro, eles eram caprichosos, eles não iam ao próximo. E o Chico liderava naquele momento a lista dos dos marcados para morrer, marcado para morrer. E eles assassinaram o Chico. Nós tivemos com ele no congresso em setembro em Belo Horizonte. Eles assassinaram em dezembro. Sim. Sim. Então essa gente vem assassinando os nossos há tantos séculos, como assassinaram zumbi, depois Tiradentes e depois tantos, tantos, tantos. E a novidade, eu penso, companheiros e companheiras, é que é que a direita brasileira, que na realidade nós falamos, tem falar é o poder, não é quem diz que direita, etc., né? Tem gosto agora tem uma história do pobre de direita. Que pobre direita is é uma bobagem, gente. O cara no máximo um puxa-saco vagabundo, sem vergonha, sendo pobre, que adora dar o dar o filho pro rico batizar, porque é o sonho dele, é uma perspectiva doentia, né, de cerebral, assim. Então, então o o o Toninho e essa esses companheiros que foram levados e essas companheiras nossas foram levados por essa turma, porque os são os donos do poder. E a gente pensa, não tá o poder aqui, tá o poder não, gente. Aqui estão os os representantes do poder e um ou outro que representa o povo, como Paola, como Guida, né? Equos tem aqui vários vereadores, vereadoras, aliás, nós temos aqui quatro mulheres da melhor qualidade, duas pretas e duas brancas, mas são mulheres fantásticas, né, do lado do povo. Sim. Então, então, companheiros e companheiras, eu penso que eu penso que relembrar e recuperar a memória do Toninho tem que ter para nós essa dimensão. O Toninho é um aquele aquele homem que militou e combateu a vida toda e morreu em combate, em defesa de ideais. um homem público que quando se elege prefeito de Campinas, a generosidade que ele tinha, eu nunca esqueço, no dia primeiro que tomamos posse, dia 2, né, Vicente, ele ali conversando conosco na roda, ele dizia, gente, ele ali na ali no no na no gabinete do prefeito tem um um elevador privativo. Qual foi a ideia do Toninho? Vamos interditá-lo para que nos 4 anos que estarei aqui com o prefeito eu nunca possa ter a tentação de sair daqui escondido para esconder do povo. Então, interditem esse elevador privativo. Eu vou sempre entrar e sair da prefeitura pela porta da frente e pelo elevador social, aonde os munícipes entram pelo elevador. Sim, sim. Nunca esque assim, houve um momento ali a gente do pessoal tomando posse fos e no dia primeiro, no dia dois o noss e assessoria dele ali dele, né, os secretários, secretárias sugeriram mudar a ordem dos móveis. Qual foi a resposta dele? Ele não, gente, não mexa aqui. Isso aqui é bem público. Nós estamos aqui só de passagem. Nós somos passageiros aqui do desse desse pequeno poder, poder político, né? Nós nós estamos aqui de passagem quando teve quando tinha teve a greve dos servidores, vocês se lembram o Toninho o Toninho assim conversamos com ele, ele falou: "Não, vou fazer aqui o que Olívio Dutra fez lá em Porto Alegre, o nosso querido, grande Olívio Dutra, a meu juízo, um dos gigantes do PT, que eu sempre aprendi muito com ele. O Toninho foi aí Toninho foi lá para meio da greve conversar com a direção sindical. conversar com os grevistas, proibiu a Guarda Municipal a circular no saguão, a não ser que os senhores a senhora estejam em greve, guardas municipais, você, os senhores não e a senhora não circulam aqui. Deixou uma uma guarda lá em cima, a Fabiana, menina, gente boa, uma baita profissional. Ela ficou lá no na porta do gabinete, uma moça, para pessoas perceberem que como é que ele tratava. Eu nunca esqueço a a questão sindical, né? Conversando, discutindo, conversando, sim e cedendo se era possível ou não. Sim. O os funcionários públicos vinha de 2 anos de atraso de salário e a prefeitura quebrada para variar quando nós quando nós nos ganhamos a prefeitura. Sim. Então, e ele, pois é, ele, então ele, ele, ele era capaz de gestos, a meu juízo, porque parecia um gesto simples, mas profundamente profundamente emblemático. Nunca esqueço do dia que a uma juventude estudantil invadiu o gabinete do Toninho ou ocuparam, eles ocuparam, invadiam nada, é público, não invadiu nada. Eles é um bando de jovens que tava defendendo o transporte mais barato ou gratuito pros jovens estudantes. Ocuparam o gabinete do Toninho. Meu, eu cheguei, eu quando eu soube disso, eu fiquei apavorado. Falei: "Caramba, e agora?" Toda semana quase tinha tinha mobilização na prefeitura. Eu falei: "Cara, desci eu fui rapidamente lá, cheguei, falei: "Tô nem conversar com ele, tava suave, de boa". E aí eu nunca esqueço que os meninos tentaram um meio meio quebrou lá alguma coisa, fez quebrou uma lâmpada assim, mas é da juventude, né? Aí uma repórter pergunta para ele, mas aí prefeito, agora agora os os jovens ocuparam aqui os estudantes ocuparam a do seu gabinete e e quebrar isso daquilo? Ele falou: "Mas isso é da juventude? É juventude sendo jovem, sendo juventude. Eles são assim mesmo, rebelde. Claro. E para é isso aqui é parte do processo democrático, aprendizagem. Eles estão aprendendo assim como esse prefeito também está aprendendo. Então percebe que essas coisas de falei: "Nossa, ele mandou servir um mandou mandou servir eh suco de laranja e e uns biscoitos lá para para pros jovens. [risadas] E eu fiquei pensando, falei, falei e aí alguns não comeram, achando que ele tava querendo copitar, né? O prefeito quer copitar nós, tadinhos. Mas é claro que não. O Toninho sempre foi um cara profundamente respeitoso dessa ideia de que o sujeito é o a quem tá na luta. O sujeito era um sóvelado, o sujeito ali eram os estudantes. E ele clar e ele tirou resolver. Clar. E o senor fizemos, conversamos, falamos sobre o aumento do da da passagem, porque de fato ia aumentar, porque o transporte dava uma porcaria na cidade, um caos, um caos, um caos, um caos. O prefeito tinha tirado do cobrador do homem naquela época e mas as os piruiros fazia só o horário do rush do filemon e o osso tava ficando pro povo, né, que dependia de transporte público e claro, então mas assim conversou Toninho conversa com todo mundo e as pesso que que era a hora deles saírem naturalmente, assim como eles ocuparam o gabinete, eles também desocuparam democraticamente. Sim. Então, então eu penso que essa, esses gestos de grandeza, né, de esses gestos dele de compromisso, né, eu acho que ali quando aquele jovem, por que que ele reagiu desse jeito? Talvez toca aí, Claudião, pelas noites que ele passava ali, né, acampado e dormindo em frente os aqueles prédios de patrimônios, né, patrimônio arquitetônico da cidade. Giovanete 5, Giovanete 5 toca. Então ele sabia disso, ele tinha essa memória, claro, e tinha, claro, e uma vez posta no poder, ele nunca esqueceu. E para mim isso é fundamental. aquele que o Lula é, a meu juízo. Claro que vocês sabem que eu com sindicato metalúrgico de muitos anos, né, já briguei muito com o Lula, né, mas depois desses últimos anos para cá que ele começou a ser perseguido por essa canálha, essa canalha podre desses criminosos do clarinho branco, dessa tal Lava-Jato, um bando de procuradores, juízes corruptos, podres, podres, podres, eles que são serviçais do poder. Claro, eles dizem que eles são poder, poder cambal. O juiz, o, o juiz é tão imbecil que não, que mal sabe, não sabe nem o português, é pior que eu do português. Eu tive 5 anos de escola, gente, eu posso errar no português. Agora, um infeliz que é juiz federal diz que fez doutorado. O cara não sabe nem falar a língua portuguesa. A pessoa que não cuida nem da língua do seu país, ela cuida de quem mesmo? Se você tem uma, se você é uma autoridade, você precisa zelar das coisas dos bem públicos, né? Mas são tão vigaristas e tão vagabundos. que não consegue zelar nem da língua da da língua portuguesa. Um banda são analfabetos funcionais. Sim, sim, sim. E e e absolutamente corromp corruptos, podres desde sempre. É claro que agora a podridão tá saindo, tá tá o maor exalou no Supremo Tribunal Federal, né, gente? Aquele mau odor desse judiciário podre que o Brasil sempre teve. Eles são herdeiros. das velhas comissõ das das tais velhas comissões as comissões de, né, de de que que media o tamanho, a quantidade de chibatada que o escravo tinha que levar quando ele tentava fugir na comissão de a chamada comissão de clemência. [risadas] Ah, sim, sim, sim, sim. A segunda morte do Carrasco é que eles querem matar a memória. Eles querem matar a memória. Então eu quero parabenizar a nossa bancada. Parabéns, Paola Guida e Wagner Romão, nossas vereadoras, nosso vereador. Parabéns por vocês três estarem trabalhando contra essa segunda, essa segunda morte que o Carrasco quer impor ao Tonim, quer perder sua memória. Gostei que o Pedro falou que nós temos que recuperar a memória dele, porque o Brasil precisa da memória de homens que t esse valor. Salve Toninho. Viva Toninho. grande militante do povo brasileiro, esse irmão querido, saudoso, né, que deixou tanta falta para nós. Que saudade, como um homem desse faz, sim, mas ele, claro que hoje ele tá aqui olhando para nós e nos inspirando. Então, Toninho, presente sempre. Muito obrigado. Obrigado, Durval. Obrigado, Wagner. Quero passar agora para nossa prefeita Isalene Tiene, que também tenho aprendido aí nesses anos, né, Isalene, de convivência, a respeitar a trajetória da Isalene, o compromisso da Isalene, a permanência, a persistência, não é, e que assumiu, né, nessa nessa situação tão difícil que eu imagino que foi para toda a cidade, mas especialmente para você, né, Isalene, eh, assumir essa tarefa de assumir a prefeitura naquele momento de tanta dor e tanta tristeza. Obrigado pela tua presença, Zalene. Palavra é sua. Boa noite. Eu acho que é uma boa noite mesmo para nós estarmos aqui juntos e juntas celebrando esses 25 anos. Eu começo do que a Márcia falou, né, Toninho, eh, cumprimentando vocês, né, o William, fazia tempo que eu não vi, a Paula, que a gente sempre vê, a Márcia com essa força e essa resistência que a gente sempre busca saber como é que ela consegue, porque faz muita coisa. Durval, companheiro, companheiro pela base, né? Sempre nos questionaram essa base até hoje, né? As comunidades eclesiais de base, a cute pela base, até hoje ainda quando ah, vocês eram da cute pela base, né? Então eu acho, e nós continuamos na base. Eu tenho assim uma emoção, mas uma emoção que me alegra quando eu vejo esse documentário do Toninho que passamos aqui, né, no no início. Eu não sei. Eu eu vejo o Toninho vivo sempre mesmo, como a Márcia falou. E é a a expressão e o jeito, o documento expressa bem a nossa caminhada, o nosso jeito de estar na rua, de fazer com essa alegria, com essa simpatia. E e eu não consigo guardar a imagem do Toninho morto, embora eu cheguei lá na hora que ele tava ainda tava sendo tirado do carro na com todas essas, eu não consigo guardar, graças a Deus não consigo guardar a imagem do Toninho Moro. sempre para mim o Toninho foi essa imagem dinâmica que a gente viu no documento e essa imagem viva. E para mim sempre ele teve essa ã essa essa vida dinâmica. Eu tenho muitos bons momentos para fazer essa memória, não vou demorar tanto, mas eu fui aqui aquele tempo o no Partido dos Trabalhadores, a gente abonava, a gente indicava as pessoas para entrar. Olha que que exigência. Eu assinei a ficha de filiação do Toninho e ele tinha o escritório na Morais Sales. E era e era tudo preto, a parede era preta. O dia que ele foi fazer a filiação, à noite nós fomos fechar o escritório dele até que enfim. Essa foi uma coisa assim que eu lembro, mas com saudade. Depois eu era da executiva do PT junto com o saudoso, o Celso Marcondes, era o presidente do partido e eu era da executiva com Gerardo e a aquela turma no governo do Jacó. Vocês, quem não conheceu, sabe, mas quem conheceu imagina o que que era ser da executiva do PT, o tempo que o PT realmente queria mandar junto. A gente [roncando] cometeu esses erros também, né, Durval? Nós queríamos, fizemos um conselho onde a exec, o presidente do PT fazia parte do conselho do governo. Foi um erro, mas a gente cometeu vários erros, mas muito mais acertos. Então, foi um período muito difícil mesmo, mas o Toninho era aquele que fazia as mediações, embora ele sofresse todas as consequências também do governo. A outra, agora chegando já próximo no governo, no dia 5 de setembro, eh, nós tivemos uma reunião de manhã com todo o governo, tal, eu não me lembro bem qual era o assunto, só que à noite nós íamos entregar a o orçamento eh público primeiro, né, que nós tínhamos feito e construído com o orçamento participativo. Então, de manhã teve uma reunião que eu não sei bem qual foi, mas no gabinete dele a gente encontrou e ele fez isso mesmo depois da reunião, a primavera vem aí. E é isso que eu quero celebrar com vocês, porque de novo e a cada ano nós precisamos dizer e precisamos comemorar a primavera vem aí. E na noite nós entregamos o docum o o orçamento com 1000 pessoas lá na frente da Câmara. Mais de 1000 pessoas. Aquele tempo a Câmara era lá, né? E foi no nosso governo que a Câmara veio para cá, porque nó quero lembrar o senhor Hélio o esforço que foi feito, porque nós entendíamos que não dava para o legislativo ficar tão dentro do executivo como era a Câmara com o prédio da prefeitura. Mas foi 5 de setembro que foi uma coisa assim muito muito muito importante, porque nós conseguimos no primeiro ano de governo fazer um orçamento com essa participação da da população e com 1000 pessoas entregando o orçamento. Então o interesse, o que aconteceu foi muito important e o Toninho ficou muito feliz. Essa foi uma tarefa que nós fizemos junto, mas eu coordenava o orçamento participativo e foi uma coisa muito bonita e eu lembro mesmo disso, como como foi bom para nós isso. que quando 7 de quando aconteceu 7 de setembro, o grito dos excluídos e estávamos nós lá no a primeiro ano que o os gestores, o o prefeito, vice, os secretários no palanque fomos todos encontrar o grito dos excluídos, que aquele tempo era mais difícil. Então, tão bonito isso, tão bom, no nos traz novas esperanças. A gente precisa fazer com que a gente volte a ter esse jeito de governar, a pessoa, as pessoas participando, as pessoas falando o que é que, onde que devia gastar, aprendendo como é que é a gestão pública, como é que o secret os secretários lá falando com cada um. que tava participando, tava reivindicando as suas coisas. Então, Wagner, foi uma coisa assim muito bonita mesmo, que que trouxe muita esperança para nós. Agora, o momento mais duro para mim na morte do Toninho foi a primeira pessoa que eu vi quando cheguei lá, porque eu cheguei, o Toninho passou, ele me pediu para ir numa mesa que nós estávamos discutindo o feriado de 20 de novembro. Ele falou: "Não vou hoje, não quero mais participar de nada, vou paraa academia. Você vai me representar?" Eu falei: "Vou". Quando nós estávamos lá, o Suplic tava também fazendo parte da mesa. Toninha aparece, parece de repente, "Ah, vim aqui para cumprimentar o o suplico para cumprimentar". Tinha uma pessoa do Rio que era que tava trabalhando essa questão da consciência negra. Ele aparece de repente, cumprimenta o suplico, cumprimenta a mesa, faz uma fala. Eu não sei bem as palavras, mas isso tem registrado em documento. Se alguma coisa acontecer comigo, a Isalene vai me ah, não sei, não sei o que era prefeita de eh ele ele deu um sinal de confiança. Foi isso. Isso. A fala dele foi gravada. Eu me assustei porque nunca, nunca em nenhuma ação, em nenhuma atividade que nós estávamos junto, ele tinha falado qualquer coisa nesse sentido. Chego em casa depois dessa reunião, 10:30, o o André Bodinhão me liga, disse: "Salen, você tava com o Toninho?" Eu disse: "Tava, ele passou lá, ele não ficou tal". Eu disse: "Por quê? N porque aconteceu um acidente com ele. Como já era a terceira vez que ele tava tinha ele tinha acidente assim de bater a cabeça, de de ser de não cuidar assim, bater o braço, tal, eu liguei pro Adaí, eu falei: "Adaí, aconteceu alguma coisa com o Toninho que que aconteceu um acidente?" Ele falou: "Mataram o Toninho". Era 10, não era 10:30, fazia 15 minutos que tinha matado Toninha, porque esse meu amigo tava no na aula e a com a a comp aula era mulher do delegado que tava em plantão. A mulher do delegado, ele ligou para ela e falou, então foi muito instantâneo. Daí passou em casa, me pegou, fomos lá. Quem foi a primeira pessoa que eu vi aqui? O investigador Lazinho. Essa é uma imagem que eu também nunca, nunca vou esquecer na minha vida. E e foi isso. lá, fui pra casa da Rosiana e aí tem outras coisas que não não é não é o caso, porque a o outro difícil foi que o Santini mandou me chamar quando o corpo chegou porque 3 horas da manhã já estava já tinham liberado o corpo que o Gastão, daí todos acompanharam. Quando Santini manda me chamar, eh, eu tava no velório já com a Rosiana, com a família, que eu tinha que assumir, que eu tinha que assumir naquela hora. Chego na prefeitura, o Santini estava sentado na mesa do Toninho, onde tá, tinha tudo ainda o que ele tinha deixado. Eu disse: "A senhora vai assumir?" Eu nem falei nada, virei as costas e saí, né? Tinha não tinha não tinha cabimento uma coisa daquela, né? E a sorte é que quando eu voltei, tá, no elevador, nesse elevador social que a gente usava, o Lula tava chegando. Então o Lula resolveu o que tinha que fazer lá, mas mesmo assim ele me fez assumir com o corpo do Toninho na na sendo pelado, né? Então, gente, o que me deu força foi que nós fizemos um planejamento de campanha e aí os companheiros todos que estão aqui participaram. O tal do livro vermelho. Esse livro vermelho era de um conteúdo com muita participação e foi esse livro vermelho e orçamento participativo que me deu condição de governar. bem, mal, muitas coisas que a gente errou, muitas coisas que não deram certo, mas nós governamos, estamos aqui de cabeça erguida e foi o orçamento participativo, a participação da população e a força que as mulheres me deram que a gente conseguiu governar essa cidade. E eu tenho assim muita, ah, não sei, eu tenho uma consciência tranquila, sabe? Apesar de tantas críticas, de tantas coisas, mas sabe, eu acho que a gente fez o melhor governo que essa cidade teve em Campinas. Muito obrigada. [aplausos] [aplausos] Ah, e a primavera vem aí. Agora, essa semana foi uma semana difícil também, como outras situações que a gente passou difícil, mas eu acho que eu eu dou palavra pro Toninho. Primavera vem aí. Nós precisamos eleger o Lula. Nós precisamos eleger os nossos bons candidatos, boas candidatas em homenagem ao Toninho. Obrigado, Vizalene, pelo teu depoimento, pela tua fala. A gente passa agora para um momento, já finalizando, eh, que é uma homenagem à família do Toninho, aqui representada pelo William Sesc Filho, que é o advogado da família, que tem acompanhado todo esse processo ao longo desses 20 25 anos. Eu quero pedir a minha companheira vereadora Paola para entregar essa flor pro William. E William, eu quero também eh passar a você uma homenagem bastante singela, mas bem representativa, importante, da Câmara Municipal de Ribeirão Preto. A vereadora Duda Hidalgo, do Partido dos Trabalhadores, eh, fez aprovação, né, encaminhou, fez o requerimento e fez a aprovação dessa, dessa moção de aplauso ao Antônio da Costa Santos, a memória do ex-prefeito de Campinas como reconhecimento do poder legislativo de Ribeirão Preto, a memória ao legado do líder popular em defesa da gestão pública participativa no enfrentamento das desigualdades sociais. e na construção de cidades justas, democráticas e voltadas ao interesse coletivo. Então, passo para você e você, por favor, entregue a família do Toninho. [aplausos] E por favor, Willam, faça o uso da palavra. muito obrigado pela tua presença. Boa noite. Eh, então, eu sou William. Alguns chamaram de Willinha, né? [roncando] Realmente nos conhecemos há algumas décadas, né? Eh, como disse o Durval, aos 13 anos, né? Durval teve 13 minutos de fale. Eu lembrei rapidamente aqui do Durval que quando nós fomos a Brasília levar uma baixa assinado ao presidente Lula, né? toca eh com 53.000 assinaturas que nós colhemos ali na dia 13 de de maio na rua na na rua 13 de maio, com megafone que o Roseana eh fazia ali a fala pedindo para que as pessoas fossem solidária e e ajudassem a pedir, né, federalização, né, Mariante? E isso era todo sábado pela manhã. E nós levamos o abastecinado pro Lula, pedindo, implorando a federalização ali ídos de 2004, cordo agora exatamente. E o Lula perguntou: "Cadê o Durval?" E o Durval tava lá embaixo lá na na explanada lá, não queria muita conversa. Todos nós, todos nós estávamos bem. Eu tava a Eu tava puto, Elian. É, eu lembro. É, realmente com razão. É que eu passa uma noite dormindo lá em Brasília, Roseana e tal, essas coisas que eu me irrito muito razão. Sempre me irritei, nunca aceitei. Então, enfim, bom, claro que eu adoro o Lula e agora é só amor. [risadas] Não, não, nós precisamos aí realmente, né, de imagina de um 13 urgente, porque esse país precisa continuar mostrando pro mundo aí que que a esperança, né? Eh, isso, ponto pacífico aqui. Eu eu inicio aqui minha fala. Bom, vejo aqui Claudião, né, Ari, Tina, enfim, Vicente, todos vocês aí que a gente se conhece há bastante tempo. Eu lembrei que é necessário nesses 25 anos fazer assim a a memória também, lembrar da memória de da dona Clemência, mãe do Toninho, que enterrou o filho e até o último dia de vida eh sofreu muito, né, com com tudo isso que aconteceu, uma mãe que enterra o filho e e a forma como perdeu o filho, né, num momento que seria aí eh o momento mais sonhado e desejado, né, de um filho, né, de um filho da dona Clemente de um filho da cidade, de um filho do campo progressista, né? E homens assim, acho que não nascem, né? Assim, toda semana a gente tem um que, né? Eh, lembrei também do Zé Alves. Zé Alves, eu falei do Abaixo assinado, Zé Alves foi uma liderança do Campo Grande, eh, que ele tinha uma urgência para entregar para mim um calhamaço do abaixo assinado que ele coletava lá na na região do satélite Iris, Campo Grande, enfim, Tajaí. E ele entregou num dia, eu falei: "Mas Zé Alves, por que que você tá com tanta pressa?" Calma, a gente vai pegar, né? Não era mais, não era essa coisa do virtual, né? Era o abastecinado, papel físico, né? E ele me entregou e o dia seguinte ele morreu, ele infartou. Eh, não tem como também deixar de lembrar da dona jovem, a Márcia disse, da desse dessa luta do do Gerard de fato, religiosamente, todo ano, né, Márcia de Manter e a dona jovem, dona Marionice, para eh eh e porque isso é uma tradição católica, né? Marcar o local onde morre, né, uma uma pessoa, enfim. E e essa cruz, ela foi removida depois do local do assassinato do Toninho e passada pro meio do da praça, porque a FIAC disse que ali precisava desenvolver um projeto. A FIAC, grande propriedade, proprietária de terras, né, no nosso município. Ah, lembrar também do nosso querido João Zinclar, que sempre nos acompanhou nesse movimento de resistência, quem matou Toninho. nós até quando do falecimento dele de uma forma também, né? Então ele nós fizemos uma exposição, né, o arquiteto e o operário lá no no MIS e ele deixou um acervo muito interessante, registrando aí belos momentos da campanha da cidade, das lutas sociais e e não podia deixar de lembrar também de um terceiro companheiro aqui, Márcia hoje representa o Gerardo eh Durval. e o Elizer Mariano da Cunha, né? ali era um dirigente sindical metalúrgico que também enartou, né, isso no início da pandemia e que foi uma peça fundamental, muito importante, não só da luta operária dessa cidade, desse país, mas foi alguém que abraçou Rosiana, a família da Rosiana e diversos outros colegas, tu vei Jaquina ali, tantos outros, que nessa luta, Vicente ia lá com a filha pequena. Sua filha tem quantos anos hoje, Vicente? 20 anos, né? Eh, então o Toninho foi essa pessoa emblemática. Eu acho que falar do Toninho e essa memória de 25 anos, né, Cláudio, acho que se a gente olhar para trás, a gente olha uma cidade que foi pensada, um um uma marinvoltória, prédios históricos que se existem até hoje, né, Toca? É porque houve uma luta, né? Houve muita dedicação, houve muita eh muito muito raciocínio de pensar o futuro e o embate do futuro das áreas envoltórias, né? E a luta pela preservação dessa da memória da história da cidade. Lembrar dos núcleos habitacionais, né, que surgem ali junto com o movimento Assembleia do Povo e a importância da Igreja Católica, né? Eh, e e o papel que o Toninho eh eh teve ali de como um assessorar tecnicamente, ajudar muitas pessoas e pensar, planejar, vocês acompanharam isso, e, e olhar paraa frente, eh, e e olhar para trás e olhar paraa frente vendo que hoje tem ainda muito movimento de resistência, vê a na APA, existe uma APA em Souza, Joaquim, Campo Grande, enfim, acho que Souza Joaquim teve uma, né, Tina, uma um envolvimento para garantir a assinatura em que pese a APA, né, cada dia mais ser consumida pelos grandes empreendimentos imobiliários, mas existe um movimento de resistência ali. A gente vê sempre as pessoas resistindo, né? Novos, velhos, sempre ali na luta. Eh, ver brigadas, ver a sala Toninhos lá no no pátio da Estação Cultura, ver a Estação Cultura hoje ameaçada pelo trem cidades, mas ter a Estação Cultura. Então, eh, eu penso que, eh, isso é um, é um legado realmente para, eh, o Toninho na tese de doutorado dele, né, Cláudio, disse que ele compra a Casagrande Túlia, que foi o grande laboratório de tudo isso, né? Eh, como se compra uma meracadoria ali à beira, né, do do do ciclo da especulação imobiliária depois do de todos os ciclos econômicos, né, e tomba e transforma isso num valor simbólico, histórico, para quê? para preservar isso para as futuras gerações, né? E esse bem segue preservado eh pela Marina, pela Rosiana. Hoje eh eh Toninho se fosse vivo, tem dois netos, né, que certamente seguirão os passos, né, do avô, né? E então e o que eu tenho a dizer para vocês que nesses 25 anos eu acho que e eh eh existe aí um movimento de resistência e é muito importante ver pessoas, né? Quero parabenizar também a bancada do PT na pessoa do Wagner. Acho que é o segundo ano. Eu vim o ano passado, vim esse ano de novo. É muito importante fazer. Eu parabenizo, né, Paulo? É, a Guida também e a a bancada do PSOL, o o do PCD B, o Gustavo, enfim, nós vemos aqui, nós estamos assistindo os os embates que vocês travam hoje aqui no Parlamento e e cada dia mais difícil, né, e mais violento, mais agressivo, né? Eh, hoje são os data centers, né, que querem sugar água como eucalipto, né, antes plantava eucalipto para não ter ocupação, né? Aqui, por exemplo, a FEAC plantou eucalipto para não ter ocupação de sem terra, né, ali na beira da Dom Pedro, não foi? E hoje são os data centers ocupando o espaço rural e histórico, né, que é o grande lema aí do governo municipal. Então, agradecer essa esse momento, dizer que eh eu acho que o Toninho ele ele dialogava para muito mais do que a esquerda dessa cidade. Alguns da própria esquerda diziam: "Ah, mas é só um burguês aí maluco, né? Um playboy". Eh, e outros valorizavam sim a essência de uma pessoa que era até um traidor de classe, defendendo a classe trabalhadora com afim, com a história da cidade, a memória da cidade. Eh, e que nesses 25 anos e eu eu passei a ser advogado da da da família eh de 2011 para cá, que é quando eu me tornei advogado. Eh, nós travamos uma grande luta pela federalização, porque foi justamente quando reabriu as investigações, foi em 2011 isso pelo José, juiz José Henrique Rodrigues Torres, né, Mariante? Fomos lá ao conselho CDPH, Conselho Nacional de Direitos Humanos, que ratificou o seu parecer pedindo a federalização das investigações. Eh, tivemos muitos embates com diversos ministros da justiça, inclusive nos governos do Partido dos Trabalhadores, do qual é o único partido que eu me filiei também até 2003 e e voto, sou um eleitor e alguns alguns dizem: "Mas você é um petista muito mais que muitos petistas, talvez. Creio que sim. Eh, e foi um embate muito difícil, porque nós tivemos ali sempre porta fechada, quero dizer para vocês, a gente sempre entrou pelo pelos cantos e tivemos aí que lidar com despachos, negando nossos pedidos, deferindo nossos pedidos. por exemplo, da lavra do Alexandre Ramagem, quem eu já disse aqui o ano passado, Alexandre Ramagem é quem hoje opera dos Estados Unidos, operou o golpe e opera aí eh essa essa esse ataque eh cotidiano ao ao nosso nossa história, nosso regime democrático. E foi ele quem deferiu, o José Eduardo Cardoso foi lá, prontamente acolheu, pedimos reconsideração. Advocacia geral da União que manteve. E eu lembro que num dos embates que nós tivemos com o Zé Eduardo Cardoso, e ele foi um ministro emblemático, porque ele naquele momento ele podia realmente ter feito a diferença, porque foi o momento que reabriu as investigações. E aí foi coincidentemente o momento que tinham assassinado a juíza Patrícia Ciolane, né? e que ele e coincidentemente no mesmo mês também nós tínhamos, nós estávamos em Brasília conversando com o pessoal da AGU, o Zé Eduardo, a Polícia Federal e eu falei: "Zé, mas eh veja só Patrícia de Olha, você acabou de disponibilizar a Polícia Federal pro estado do Rio de Janeiro. Por que não fazer isso com o caso do companheiro Toninho?" E ele disse: "Olha, mas quem me pediu foi o presidente do STF." E falei: "Poxa, mas aqui são os companheiros, é a família". E ele ficou bravo até com essa colocação e e e mais adiante ele indefere o pedido. Por que tô dizendo essa história porque as coisas acontecem por conta de vontade política. Tudo é vontade política, tá? E a gente eh eh com essa eh guinada do fascismo na nossa sociedade, nós tivemos um lema que foi ninguém soltar a mão de ninguém. Infelizmente soltaram a mão do Toninho, da família dele, logo após o assassinato, sabe? Eh, e falo isso de uma forma muito tranquila, fraternal. Eh, eh, né, aqui entre pessoas que eu conheço sei que são pessoas do campo progressista que defendem direitos humanos. Eu falo com muita tranquilidade, não falo com uma coisa assim, olha, eh, porque, e, eh, pegar, pegar pelo governo, Alene destacou aqui eh, né, a nossa prefeita da cidade do caderno vermelho, o Espinela, aqui, lembra? Espinela, andava com caderno vermelho, né? é um é um gesto muito legal dele, porque realmente aquele caderno vermelho foi uma uma construção muito coletiva, né, do partido, né, ali, foi uma coisa muito de de muitas mãos, né, e essa era uma característica também do próprio Toninho, né, Durval. E imediatamente o que nós tivemos após o Senato do Toninho foi totalmente o desmonte de toda a equipe de primeiro escalão dele que de um dia pro outro passou a deixar de integrar essa equipe de governo. O que demonstra que poderia, acho que ali tava a oportunidade para herdar um momento que a cidade abraçou essa causa. A cidade sentiu isso porque tinha ali com Toninho, né, mais de 100.000 1 pessoas acompanharam o enterro dele e aí fazer valer a coisa, mas aí não ficou uma coisa todo mundo não tá pasmem. O Dr. Hélio, que foi quem criou a figura do destombamento aqui em Campinas, né, Mariante, ele trouxe a figura do destombamento do prédio histórico, foi quem operou com muita rapidez, diversas ferramentas urbanísticas. Eh, inclusive ele não perdeu a chance de tirar o desconto de PTU de bens históricos tombados. Porque eu lembro que num debate eleitoral teve lá uma questão que ele falava: "Toninho, você deve PTU e foi um ano que deixou de declarar o pedido de isenção para o casarão, que na época era um valor perto do que custa manter aquilo ali. Não, mas é um gesto, é uma política pública. E ele vai lá e tira a isenção. Mas aí ele que fez tudo isso, ele faz um pedido à procuradoria geral da República em nome do governo municipal através da procuradoria geral de justiça aqui do município, pedindo a federalização das investigações, acolhendo o clamor da sociedade campineira, coisa que o PT em nenhum momento fez. Então eu acho que o que fica disso é que a solidariedade ela tem que ser ativa. Nós hoje estamos num momento, inclusive delicadíssimo do nosso país, delicadíssimo, que é eh nós estamos temos que discutir com muito mais do que esquerda, com campo progressista, com com quem defende valores humanos, né? Quem defende uma sociedade pro futuro, né? Que que preserve vidas. Eh, eu acho que o o grande exercício, e o Pedro falou aqui, de preservar a memória, citando Mariele, vejam o que o Pessol fez com a figura da Marielle. O Pessol abraçou a Mariele, levou isso no âmbito nacional e internacional. E isso é o exemplo de que como deve se comportar um partido, sabe? trazer juntos sempre os que divergem, os que convergem, os que divergem, porque afinal estamos todos tentando, fazendo a mesma luta, não essa disputa de quem é mais esquerda, quem é menos esquerda, sabe? E eu acho que a história está nos mostrando isso. E o caso Toninho, eu penso que ele ele carrega isso e enquanto não tiver uma autocrítica formal da direção partidária pra cidade de Campinas para dizer: "Olha, erramos". Mas é com erro que a gente aprende e aqui realmente tem um problema. Vejam que hoje nós estamos na OEA, depois que o Torres, juiz aqui da Vara do Júri, eh eh ele ele acolhe o pedido de arquivamento do Ministério Público agora em 2023 ou quatro. E ele com um belíssimo, uma belíssima sentença, ele vai fazer um tratado de direitos humanos e como é como está falido a polícia investigativa, a polícia judiciária, né? E como o estado falhou no caso Toninho, então não fazia menor sentido pessoas do Partido Central com a direção da Secretaria de Segurança Pública, quando a família tava lá roseana com megafone, né, na praça e legitimar a tese da Secretaria de Segurança Pública à época, né? Eh, e hoje nós estamos na OEA brigando depois de ter brigado com três governos do partido para pedir pra OEA condenar o Estado brasileiro. E aí é o Estado brasileiro, não é um partido, é o Estado brasileiro para que o Estado adote medidas para proteger lideranças coletivas, Dorot, lideranças componesas, sindicais e o prefeito da maior de uma cidade com peso de Campinas, a maior autoridade de da cidade, né, ser assassinada e e passar por isso. Quer dizer, eh, então, que adote medidas para que, então assim, nós estamos falando da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, que isso na época nós já, porque a questão do caso Tonin também é uma crítica ao sistema, né, eh, judicial, é uma crítica à polícia investigativa, como ela como ela atua, né, e e isso e acho que não sei, o PT não entendeu isso, é uma afronta que é então é uma condenação também do Estado brasileiro nesse sentido que o estado também adote medidas e veja a Secretaria de Segurança Pública Porque que nós temos hoje cada vez pior? Porque a ideia deles é a Polícia Militar vai lá, comete a a a ilegalidade e ela mesmo vai lá e investiga e diz o que aconteceu pro judiciário. Quer dizer, é um estado muito do modelo eh é o Salvador, né, que nós estamos beirando. E o caso Toninho, ele expõe um pouco dessa bastante dessa fragilidade, né? Então eu agradeço assim imensamente o convite pelo segundo ano, dizer que eh vamos fazer aí aos 30, aos 50. Eu tenho filhas de 5 anos, o Toninho, Rosiana, né, tem netos de nessa fase também na cidade, né? E acho que é de fazer esse compromisso para as futuras gerações. E a gente sempre é tempo de fazer autocrítica e reconhecer os erros e para ficar melhor, para ser maior, né? Então, eh, era isso que eu queria falar. Agradeço mais uma vez o convite. Muito obrigado. [aplausos] [aplausos] William, obrigado pela tua fala, pela tua lembrança, pela tua fala forte, né, no sentido da da necessidade de que o país, o Estado brasileiro, o Partido dos Trabalhadores também, né, eh, tenha uma um posicionamento muito firme de reconhecer erros, de reconhecer falhas, de reconhecer que foi incapaz de eh dar guarida a essa memória, né, de estabelecer a justiça. E e o que eu posso dizer, né, como líder do PT, como líder da nossa bancada nesse momento, né, vereadora Paola, é que a gente eh esteja junto, né, naquilo que é uma luta que continua, que infelizmente teve que chegar a uma organização internacional, né, a Organização dos Estados Americanos, mas que eu penso que é o desejo de todos, todas aqui, né, que a a gente possa ter sucesso nessa nessa luta. Posso só um minutinho rapidamente? Já já falou monte, mas é que eu falei da OEA, mas hoje nós estamos brigando com a diplomacia do Itamarati em Washington. Uhum. Né? O escritório da do Itarati em Washington que faz inúmeras laudas dizendo: "Olha, não tem nenhuma atrocidade". Foi algo que eu falei a vez passada, olha, eh, talvez um ofício para dizer ao governo que se empenhe nisso, para dizer para Tamarati, olha, sabe, eu acho que sempre é tempo, certo? Obrigado. Desculpe interromper. Obrigado, Willam. E são essas são essas, enfim, essas contradições tão terríveis, né, dessa máquina estatal, né, da sua incompetência, da sua incapacidade, ao mesmo tempo em que a gente tem que nós temos que ser agentes eh da justiça, agentes provocadores. Então, acho que queria dizer isso, né, em nome da nossa bancada, em nome de de quem de nós que estamos organizando essa essa ação aqui. A Isalene pediu para falar a respeito de uma de uma demanda aqui do monumento. Isalene, por favor. Ontem e já há 3 anos que eu venho colocando isso, quando a gente faz o ato lá no local, né, de plantil e tal. Ah, o Caetano, que era da equipe do Toninho na na PUC, que também faleceu já, ele fez um projeto e acho que o outro, eu não sei quem é o arquiteto que fez o projeto do da escultura, o Toninho com o Pense, fez da escultura. da escultura. E o Caetano fez de um monumento, um lozango que determinado, acho que você viu também, não viu, Cláudia? Esse o memorial e isso não aconteceu por disputa política com a SIC e tal, porque nós já tínhamos o valor que era para fazer. Depois aque retirou dinheiro e não deu tempo, terminou nosso governo. Eu sempre tive essa essa vontade de que nós retomássemos. Não sei vocês, arquiteto Cláudio, o que que realmente vocês acham? Minha proposta é que nós possamos construir lá um monumento, um memorial. E então faço isso, que seja um projeto da Câmara, que que se chegue a a executivo, ou então nós fazemos como um movimento da cidade, não depender do poder público, porque lá é um espaço que é público que dá pra gente fazer. Então eu quero colocar como proposta, mas pra gente discutir. Eu acho que o William coloca várias questões que também não dá só pra gente receber como informação. Eu acho que a gente precisava constituir aí um grupo junto com a bancada, eh, que a gente continuasse, que aprofundasse essas informações, que a gente fizesse uma mobilização para que não só a memória, mas o projeto do Toninho fosse lembrado, porque mesmo as APAs Will estão sempre ameaçadas, são muito ameaçadas. Então eu coloco aqui, como não é uma proposta acabada, mas uma sugestão para que a gente pudesse retomar com uma proposta de realmente fazer um memorial, porque tá ameaçada a Estação Cultura, tá ameaçada, eles querem tirar a escola CP Procamp Antônio da Costa Santos, tem várias ameaças para destruir a memória. Eu tô tirando eh, Isalene, eu queria dizer o seguinte, acho que nós temos aqui, né, uma, nós estamos na casa do povo, né, o legislativo é a casa do povo. Ah, eu tenho dito que a gente tem cada vez mais que ocupar esses espaços, né, fazer essa atividade aqui hoje faz parte disso, né, vereadora. Eh, ontem quando a gente tava justamente no debate do movimento contra o data center, eu fiz essa fala novamente, né? E aqui tem uma coisa que é muito simples, eh, William, que é a moção, né? uma moção que pode que pode ser endereçada ao Ministério das Relações Exteriores, que possa ser interessada, enfim, a quem deva ser interessado. queria te propor, né, que a gente possa oi à Casa Civil da Presidência da República, né, queria te propor que a gente possa, né, vereadora, escrever, eh, ter uma moção, que você possa nos enviar, que a gente faça aqui um esforço na casa para que seja aprovada numa reunião aqui da casa com todas as contradições que a gente sabe que nós temos, né, porque nós vamos ter aqui vereadores, eh, que talvez, né, o Toninho eh tivesse dificuldades aqui em diálogo, mas como era uma pessoa da negociação, né, Toca? Eu acho que ele eh estaria de acordo com essa possibilidade de que a gente pudesse aprovar aqui uma moção da Câmara Municipal de Campinas a partir da tua orientação, né, às autoridades competentes para que tomassem, né, eh eh providências ou deixassem que a Organização dos Estados Americanos possa eh caminhar com aquilo que tá sendo provocada pela família representada por você, né? Então eu queria em primeiro lugar isso, né? te pedir que você possa nos ajudar a redigir uma moção que seja aprovada aqui na casa que será encaminhada às autoridades competentes, né, Isalene? Eh, acho que aí a gente poderia constituir, né, tanto com a bancada, eh, como também com companheiros, companheiras aqui que estão presentes aqui, uma um núcleo, né, que possa recuperar esse projeto do memorial, que a gente possa buscar recursos, que a gente possa como bancada eh estabelecer algum contato, seja com o executivo municipal, seja com eh enfim, outro outras entidades que possam financiar, né? Mas a gente ter também trabalhar isso como um projeto realmente, né? Identificando custos, identificando as licenças devidas, as liberações de espaços, que a gente possa, né, nesses 25 anos, eh, dar esse passo também, porque falta um memorial isso pro Toninho. Falta um memorial pro Toninho, né? Então, queria também que a gente pudesse aqui, né, a partir da bancada e provocando aqui os companheiros e as companheiras eh a constituir essa esse grupo de trabalho pra gente recuperar o que já existe e pensar em como conquistar isso, né, uma esse memorial de preferência naquele local onde hoje tá a cruz, como o William falou, não é exatamente o local do assassinato, mas é próximo, né, muito próximo ali ao lado. lado, né, do do de onde o Toninho foi martirizado, como disse o Durval, como disse o Pedro também toca quer é só paraar só um minutinho. Toca. Ah, boa noite a todos. Eh, é muito difícil hoje, mas eu ontem eh fui a reunião, eu não fui na nossa homenagem de todo dia, todo dia 10 e todo dia 4, eh, porque eu estava eh embuído numa reunião de Condepac, honrando e defendendo o Toninho. Então, este é aquilo que eu falo que a Márcia colocou muito bem, que é qual é o legado? Acho que cada um aqui deve fazer uma pergunta de o que que você faz todo dia que você fala: "Pô, isso aqui foi o Toninho que me, eu faço muitas coisas hoje que eu falo isso aqui foi o Toninho que me inspirou". Então que a gente faça isso. Mas o que eu pedi era a palavra era porque o Claudião conhece muito bem, teve muitos anos com o Caetano, foi parceiro, conhece o projeto e e pro pessoal lembrar, o projeto era era um era um como se fosse, imagine um tubo comprido que sai mais ou menos da onde tá a estrela, onde tá a cruz e aonde tá o monumento. Uhum. Ele ele ele tinha toda essa extensão e só tinha um buraco aberto, que seria a coisa da da bala do do projétil que tem. É o único furo que tinha nesse tubo de concreto. E em cima desse tubo de concreto ficaria aquele monumento que o que o Spencer fez. É só para pro pessoal trabalhar o imaginário e ficar com coceirinha de vamos tocar um um monumento sim, entendeu? Legal. Toca. Obrigado. E acho que você falou uma coisa que eu também tava aqui pensando, né? Eh, vários falaram aqui, a Márcia falou sobre o que aconteceu essa semana, que a cassação de um vereador aqui, né? não dignificava essa casa, não dignificava a população de Campinas. Foi um processo difícil, né? Às vezes eu tava conversando com Mariante também ontem, né? Eh, poxa, que que aconteceu? Então, é um processo diário, né, vereadora? É uma luta diária que a gente tem travado aqui, né? e eh é uma é uma honra muito grande defender o Partido dos Trabalhadores nessa casa e é muito difícil também, né, vereador? Eh, e acho para as mulheres pretas é mais difícil do que para mim que sou um homem branco, né? Mas de todo modo, eh, é uma luta diária e falar de da defesa do meio ambiente, a falar de uma política urbana decente para essa cidade, de um plano diretor decente para essa cidade, que nós vamos discutir no ano que vem, né? Quer dizer, continuar discutindo, é fazer a defesa das APAs, é fazer a defesa das pessoas que precisam de moradia popular, né? Enfim, uma infinidade de coisas que o Toninho fez e que muita gente aqui continua fazendo, né? A Márcia com a sua com a cozinha solidária, né? E e cada um com a sua militância aqui. Então eu queria encerrar aqui. Pois não, Mariante, por favor, deixa só chegar o microfone até você. Eh, boa noite. São acho que duas questões. Uma é retomar aqui a questão do projeto de lei. Foi Fórum de Direitos Humanos. A gente fez isso quase no meio do carnaval. Até foi difícil uma mobilização para que a atual lei do dia da semana Antônio da Costa Santos se transforme em mês. E acho que é importante explicar que algumas pessoas ficaram assim: "Ah, por que isso?" O aniversário do Toninho é dia 4 de março e para pensar em alguma coisa nas escolas nesse período é muito difícil. A ideia do mês é justamente para ampliar a extensão e permitir iniciativas. Há uma discussão e aí a gente pode recuperar isso aí junto com a bancada, porque os dois aqui na mesa junto com a Guida e o restante da bancada da esquerda assinaram, são signatários do projeto. Houve uma discussão do parecer do Conselho Municipal de Educação que eu acho que a gente tem que trabalhar em cima disso para que o projeto possa continuar porque é importante isso, não é qualquer coisa que a gente tá falando, é a respeito da memória. Então, como Fórum Direitos Humanos, a gente se compromete a est dialogando com a bancada para essa retomada do projeto para andamento. E eu queria colocar uma ideia e que a gente pode encaminhar isso aí formalmente como foram direitos humanos também. Eh, essa ideia do memorial que a Isalene colocou ontem lá na atividade e novamente colocou aqui, eu acredito que ela merece, do ponto de vista da iniciativa política uma formalidade que a casa permite. E aí nós vamos encaminhar isso paraa bancada e a bancada terá o seu o seu caminho. e a solicitação da constituição de uma comissão especial de estudos para o memorial Antônio da Costa Santos que seja a partir daí uma iniciativa da Câmara Municipal, né, como instituição. Acho que isso aí permite uma um fôlego maior, uma possibilidade de ampliação, sabendo, né, quem é a casa, que todos nós sabemos, mas lembrando também que o próprio presidente assinou o projeto do mes Antônio da Costa Santos e acho que a gente tem que trabalhar essas possibilidades. Só adendar isso e mais uma vez parabenizar aqui pelo por essa noite. Ah, ótimo, Mariante. Eu acho que você deu uma uma excelente ideia. A Comissão Especial de Estudos, ela é um instituto aqui da Câmara, né? A Câmara tem 180 a prova, temos componentes dos diversos partidos, né? Tem uma tem uma um sorteio aqui dos membros dos partidos, são cinco membros. E eu acho que é um excelente caminho, né, vereadora, para que a gente possa formalizar isso e institucionalizar, que eu acho que é importante de novo, né, é ocupar esses espaços aqui sem que, claro, ele eh fique apenas institucionalizado. Nós não podemos também prescindir, né, da presença do MST aqui com o Gerson, né, da presença das pastorais, da presença dos movimentos, né, dos sindicatos, né, então é muito importante que a gente possa dar vida a essa a essa comissão. Acho que é uma boa, acho que é um caminho interessante. O Gil pediu a palavra também, por favor, Gil. Eh, boa noite a todos e a todas. Eh, tô bastante nervoso pedir para falar porque eu vim hoje para falar. Eh, gostaria de dar um depoimento pessoal eh sobre a minha minha minha história com Toninho. Eh, me atrasei um pouquinho para vir. Meu filho quis vir comigo aqui fazer umas dobraduras. Eh, mas eu me atrasei porque eu tive que passar em casa, pegar um documento histórico que eu queria trazer para mostrar para vocês. Deixa eu ver se aqui aparece até aqui no vídeo. H, esse material que eu tô segurando não é uma réplica, não é uma não é uma coisa que eu refiz ou que eu fiz para deixar de de memória. Esse aqui é o meu fichário que eu usava na escola quando eu era estudante nessa época. Eh, e no ano 2000, quando o Toninho se foi candidato a prefeito, ah, eu não podia votar ainda, então eu queria votar nele. Então, o que eu podia fazer era fazer campanha, né? Eu podia divulgar e falar com as pessoas. Eh, na época eu estudava na Escola Estadual Conselheiro Antônio Prado, ETCAP, ou pros mais dinossauros, Eticap, Cotcap, enfim, vários nomes. Ah, eu os três anos que eu estudei lá, eu participei do movimento estudantil muito ativamente, participei do do Grêmio Estudantil, fui eh coordenador geral, etc. E nesse ano, eh, eu fiz campanha, colei o adesivo no meu fichário, inclusive meus materiais de estudo daquela época estão aqui dentro ainda, tá bem pesado aqui. Eh, e Toninho foi eleito. Eh, fiquei muito feliz, né, com isso. Eh, e continuei participando muito ativamente da da da vida política ali na minha escola, no meu ambiente, né, onde eu estava e e da cidade na medida do possível. a gente fazia muitas manifestações por direitos dos trabalhadores dos ônibus, né, da da transporte público, na época que tiraram os cobradores, a gente fez, brigou para eles voltarem e aumento de, né, de dos salários, professores também, enfim, tudo isso. E aí, aí eu vou pedir licença pra Isalene, ela não me conhece, não não lembra de mim, mas aconteceu de eu estar presente no dia 10 de setembro de 2001, na última sessão solene, onde o Toninho apareceu, né, publicamente. Eh, me lembro muito bem desse dia, dessa noite. eh era para eh formalizar, né, a instituir o 20 de novembro como feriado municipal da consciência negra em Campinas. Eh, eu não lembrava desse desse eu não sabia, né, desse detalhe que ele não estaria presente, depois apareceu, lembrava que ele esteve e eu lembrava, lembro muito bem da fala que ele fez, me marcou muito na mesma hora em que ele fez essa fala, porque era estranho ele falar aquilo, não tinha aparentemente um motivo, né? Ninguém faria uma fala daquela se não soubesse já que tava muito próximo de acontecer algo. Eh, e todo mundo ficou, a gente ficou meio assim, nossa, que interessante, né? A, segundo eu me lembro e eu passei anos com isso na cabeça pensando, será que eu inventei isso? Ele não falou, falou. E eu fui ver uns 20 anos depois, não sei, muitos anos depois, eu vi o senhor escreveu em algum lugar a mesma frase. Eu falei: "Ah, então não tô louco, realmente ouvi isso". frase, segundo eu me lembro, era eh se alguma coisa acontecer comigo, eh, a Isalene será a primeira prefeita mulher da cidade de Campinas, né? E então, foram muitas coisas. Eh, me lembro também muito do orçamento participativo quando começou. Eh, a gente se organizou na nossa escola, um gremio estudantil, levamos muitos alunos para para fazer a votação dos dos delegados e a gente conseguiu eleger três delegados da escola que eram da nossa gestão do do movimento. Eu fui um dos delegados, fui da acho que da primeira eh edição do fui fui da da cultura, né? foi do OP de cultura, teve um colega que foi de educação e outro de juventude. Eh, então assim, eh, me marcou muito, né, o amigo falou ali no que que a gente leva de legado, né, para mim assim, aquele foi um momento da minha vida que fez a minha formação política absolutamente, né? Eh, eu aprendi fazendo, vendo, indo pra pra rua, né? No primeiro ano que a gente que eu que eu estive na na escola, teve uma grande greve nacional, greve da educação. Ano 2000 foi uns três meses de paralisação. A gente fazia movimento todo dia na rua, vinha aqui na pre lá, né, na prefeitura, enfim, paralisava e eu participei o tempo inteiro de tudo, assim. Então, eh, tudo isso me constituiu muito, né, o AP me marcou muito também. E no dia 10 à noite eu estive nessa sessão, fui para casa, né? Aconteceu tudo em algum momento, fiquei fiquei sabendo. Não lembro se foi naquela madrugada no dia seguinte de manhã, acho que foi quando acordei, provavelmente no dia seguinte, dia 11, né? Hoje fazendo 25 anos da dessa manhã que eu que eu acordei, teve aí ficamos sabendo da situação, corri para pra prefeitura para, né, para saber o que que aconteceu e participar da, enfim, tá lá presente. Estive, né, no momento da daquele velório, caos que tava na cidade. E na mesma manhã, em algum momento, a gente ficou sabendo aqui em Campinas, né, no meio daquele caos que tinham atingido as torres gêmeas lá nos Estados Unidos. Então, para pra gente em Campinas, aquilo foi uma coisa completamente sem sentido, né? Não dava para entender nada que tava se alguma tinha alguma relação entre as coisas, era uma coincidência maluca do destino. Então a gente eh enfim isso tudo e é isso. Foi um grande golpe, né, que a gente sofreu assim, porque de fato eh era uma um momento de muita esperança assim, né, de de uma de uma construção nova. E enquanto vocês falavam, por alguma razão me veio na cabeça a música da campanha do Toninho naquela época. Tocou? Eu acho que eu, eu acho que eu lembro, não sei se eu não sei se eu consigo não. Sim, essa era da vitória. Não, mas eu lembro da música da campanha que era aquela, uma cidade parece pequena, se comparada com um país, mas é na sua. Ah, eu não tava, desculpa, perdi. Então, mas é essa. Então, assim, só queria deixar esse esse registro, agradecer a Isalene que continuou, segurou o bastão naquela época e a todos os companheiros. companheiros. Eu eu, né, não conheço eh a trajetória de todos aqui, mas sei que tem gente que tava aqui há muito mais tempo antes que eu. Mas só para dizer que, e outra coisa do legado, né, eu mal fazia ideia também naquela época, né, mas o hoje eu sei que o Toninho me inspirou muito também em relação a isso da gente interferir positivamente na cidade, né, no espaço público, no espaço urbano, né, hoje eu trabalho, sou agroecólogo, trabalho muito com uma discussão de de pensar uma uma urbanização agroecológica, né? Então, eh, trabalho com outros companheiros aí, Ari, Tina, eh, parceiros aí e que me ensinam muito também. E é isso. Queria agradecer a todos e companheiro Toninho, presente. Presente. Parece tão jovem, hein? Vamos fechar. Vamos fechar, pessoal. Tem mais alguém que quer fazer uma fala? Então vamos concluir. Quero agradecer a todo mundo, a todas as pessoas que vieram aqui, agradecer as pessoas que nos assistiram também. Fica mais esse documento, né? agradecer ao Durval, a Isalene, a Márcia, ao Gerardo também, ao William, a vereadora Paola, vereadora Guida, ao Pedro Tourinho e finalizar com de novo, né, com Toninho presente. Toninho presente. Presente. Presente. Presente. Presente. Sempre. Hoje e sempre. Hoje sempre. Muito obrigado. Boa noite. Ao lado nós vamos ter um coquetel pra gente conversar um pouquinho mais. Tá bom. Vamos fazer uma foto, todo mundo junto aqui. TV Câmara. Campinas. [música] [música] [música] A grande maioria dos produtos Fit e Zero são sim vilões, ¿Por qu
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