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Olá, seja bem-vinda, seja bem-vindo, Câmara Total no ar, ao vivo, 11 horas e 1 minuto. O programa de hoje está recheado de informações, de entrevistas, de participações. Então, antes da gente começar com os assuntos de hoje, eu quero agradecer a você aí de casa. Você que participou, que assistiu, que mandou mensagens na segunda-feira, no nosso programa de estreia, em que a gente ficou mais de três horas no ar. Então, muito obrigado. A sua participação é muito importante para nós. Quero ouvir o seu WhatsApp, quero ler aqui na minha tela, hein? Mande o WhatsApp, telefone na sua tela, 19 o DDD, 978293776. Eu vou repetir para dar tempo de você anotar. 978293776. Mande uma mensagem com sugestão de tema, o que você quer assistir aqui no Câmara Total. Mande um elogio, uma crítica, pergunta sobre direito trabalhista, já que este é o primeiro tema desta quarta-feira. Esta pandemia do coronavírus já dura quatro meses. E a alternativa que as empresas encontraram foi o trabalhar em casa, o home office. Assim protege a saúde de todos, já que o isolamento social é o melhor caminho para conter o avanço da doença. Mas o trabalhador, ele está garantido por lei com esta medida? Vamos saber agora, já que o repórter André Aranha está ao lado de um advogado trabalhista. Não é mesmo, André? Bom dia! Você tem uma regressiva aí, se o Alessandro está perguntando? Estamos com um probleminha na comunicação com o André Aranha A gente vai tentar estabelecer o contato Bom dia André Para todo mundo acompanhando o Câmara Total Ao vivo aqui na tela da TV Câmara Campinas Falamos neste momento do centro da cidade Em frente à Catedral Metropolitana de Campinas Para falar justamente a respeito deste assunto Porque tem muita gente fazendo home office Tem muita gente trabalhando de casa e é importante realmente que as pessoas saibam os direitos, enfim, os colaboradores, as próprias empresas também. E é justamente por isso que a gente vai conversar ao vivo aqui no Câmara Total com o advogado trabalhista, o doutor Gustavo Valles, que vai falar a respeito dessa situação para a gente. Bom, primeira pergunta, doutor, muda alguma coisa no direito dos trabalhadores em tempos de pandemia, quando os colaboradores estão em casa? Bom dia, prazer em ouvi-lo aqui no Câmara Total. Bom dia, André, bom dia pra você. Bom dia a todos também. Realmente, a cada dia que passa, sai uma novidade na área do direito do trabalho, os advogados estão em constante estudo, tentando acompanhar. E a pergunta que todos fazem, na verdade, é qual é a regra que está valendo. E, na verdade, é impossível responder o que realmente vai valer ao longo do tempo, porque o judiciário não teve tempo de se pronunciar sobre isso ainda. Já há algumas milhares de reclamações na Justiça, mas até pacificar isso tem muito tempo pela frente. A tônica é proteção contra a Covid-19, realmente, a maior preocupação de todos, preservar emprego e renda, ou seja, uma postura de solidariedade E, obviamente, sem necessariamente haver um retrocesso social que é tão polêmico, tão discutido na área do trabalho. Bom, algumas situações, por exemplo, que as pessoas perguntam, tipo, vale refeição, mesmo com o trabalhador trabalhando de casa, a empresa é obrigada a dar ou não? Sim, via de regra o contrato estando em vigor O empregador ainda fica responsável Mesmo com os contratos suspensos ou com redução de jornada Nos termos daquela medida provisória que virou lei federal Os benefícios incluindo o vale-refeição tem que ser pago sim pelo empregador Exceto o vale-transporte quando o empregador não utilizar para ir ao trabalho O caso do home office é um caso típico Se não há necessidade de utilizar o transporte público Ou no caso de quem recebe um reembolso de gasolina ou qualquer outro tipo de auxílio para transporte, se não há transporte, não há necessidade do benefício. Então, especificamente, o Vale Transporte não, se não estiver trabalhando na empresa, o restante a empresa tem que continuar pagando, sem dúvida nenhuma. Que tipo de suporte mais a empresa tem que oferecer ao trabalhador nesse período de quarentena? Bom, quanto ao home office especificamente, muitas foram as alterações, mas o home office é, digamos assim, o mais controverso, que ainda não tem a delimitação redonda. Porque é uma legislação recente, foi regulamentado mais especificamente na reforma trabalhista, depois veio citado na MP 927, que pende conversão em lei federal ainda. A questão é, o trabalhador estando em casa, está trabalhando para a empresa, a empresa ainda tem que, por exemplo, fiscalizar o ambiente de trabalho e fornecer todas as condições necessárias para a saúde e segurança? Depende. É interessante, aliás, é necessário que a empresa oriente, há o artigo 75A da CLT que diz que a empresa deve orientar o trabalhador sobre medidas de segurança e saúde ocupacional, mas dentro da casa do empregado é um ambiente diferente do ambiente empresarial. A empresa não tem permissão, por exemplo, novamente, via de regra, isso pode se modificar a qualquer momento, mas até o momento a empresa não pode simplesmente entrar sem autorização na residência do colaborador e fiscalizar o ambiente a qualquer momento, penalizar por não estar utilizando as medidas diariamente, constantemente. Então é uma situação ainda muito controversa. O que é importante é que quando o empregado, o colaborador, for trabalhar em casa, que os termos desse trabalho sejam bem acordados entre o trabalhador e o patrão, que isso seja bem discutido e acordado por escrito. Porque deixar a cargo da lei e posteriormente a uma interpretação da justiça é correr o risco, tanto para patrão empregado, de depois ter uma pretensão, ter um planejamento frustrado, isso pode gerar custos para a empresa, isso pode gerar uma sucumbência para o trabalhador. Não é interessante deixar a justiça responder o que é direito, acordar entre patrão e empregado, dentro dos termos da lei. Você estava contando para mim a respeito de internet, como funciona isso? A internet é um dos casos. Veja, se o trabalhador já tem internet em casa e o plano dele é ilimitado, O custo dele é o mesmo. Por que a empresa deve colaborar com isso? Por que a empresa deve acrescer o custo da internet? Isso é discutível, isso é muito discutível. Não tem nem que sim, nem que não. Por outro lado, há exemplo do uniforme. O uniforme a empresa fornece e o empregado tem que lavar o uniforme dele junto com as roupas. Via de regra, não há um acréscimo de auxílio da empresa para o empregado pagar mais sabão em pó, mais água. Certo? Mesma coisa com a internet. Se o plano for limitado, aí faria sentido a empresa acrescentar um plano adicional ou complementar com um plano ilimitado para que ele possa trabalhar. Então, a empresa conseguindo dar o suficiente para o trabalhador executar a sua atividade, ou seja, dar um notebook se ele não tiver internet, não consigo imaginar quem não tenha hoje, mas caso o cidadão não tenha, a empresa forneça o necessário para que ele trabalhe. O que o empregado já tem, e talvez, vamos falar, uma conta de luz que vai aumentar potencialmente porque ele está mais tempo em casa, gerando mais consumo. Nesse caso, poderia-se dizer que a empresa até deveria complementar. Se isso não estiver escrito no contrato, foi o que eu falei antes, é um risco de chegar e a justiça falar que não precisa ou que precisa, a empresa devia ter pago. Se isso estiver escrito no contrato, que a empresa vai arcar com um X%, daí seria interessante, por exemplo, pedir a conta de luz dos últimos seis meses, para tirar uma média e depois fazer um cálculo de quanto foi acrescido com o trabalho dele em casa. Isso tudo parte do bom senso Se a empresa e o trabalhador combinarem certo E eu digo um combinado, um acordo entre pessoas E não algo imposto pela empresa, sem litigiosidade Tem muito mais chance de a gente atingir o objetivo do direito Que é a pacificação Eu vou pedir daqui a pouco para o Gabriel Castro Ele certamente tem algumas perguntas Diretamente do estúdio da TV Câmara Campinas Mas a gente continuando nesse assunto Até porque hoje, em razão desta pandemia Muita gente está fazendo home office A gente estava, inclusive, conversando antes de entrar ao vivo no ar aqui na TV Câmara Campinas Com relação a acidente de trabalho Mas como assim acidente de trabalho? Você está em casa, mas você está trabalhando Ao mesmo tempo você está na sua casa Como que funciona isso, doutor? Por favor Mesma resposta de antes Depende, análise caso a caso é impossível afirmar com precisão qual seria a resposta certa Via de regra, novamente, se o empregado durante o período do trabalho, a jornada de trabalho dele pode ser pré-estabelecida apesar de não ser controlada, aliás, de não poder ser controlada, isso é uma questão que merece um comentário depois. Se ele se acidenta em casa durante o trabalho, via de regra é acidente de trabalho, via de regra ele merece o benefício acidentário, via de regra ele tem estabilidade acidentária após o retorno, se recebeu o benefício. Só que como é que a empresa pode ter certeza, ou melhor, como é que o empregado consegue provar que o acidente ocorreu durante o horário de trabalho e não depois? Veja, na própria empresa, o cidadão às vezes se acidenta, não fala nada, vai para casa, volta dia seguinte, sente mal, vai para o hospital E tem uma grande dificuldade de provar que o acidente foi naquele determinado dia, dentro do local de trabalho, durante o horário de trabalho Então a dificuldade aumenta, mas se provado que o acidente aconteceu dentro de casa, durante o horário, via de regra é acidente de trabalho sim Isso pode acontecer, mas você tem que tomar cuidado Por isso a importância da orientação da empresa, do trabalhador, de tomar as preocupações necessárias durante o trabalho, mesmo na casa dele Deixa eu ver se o Gabriel Castro tem alguma pergunta Gabriel, o advogado trabalhista está à sua disposição Pois não, Gabriel Você está me ouvindo bem? Eu estou ouvindo, estou ouvindo, pode falar A minha pergunta é a seguinte Vamos supor que a empresa tenha fechado no começo da pandemia O empregador estava com medo e aí demitiu todo mundo Não sabia quando poderia reabrir E agora, quatro meses depois, ele decide reabrir no sistema drive-thru, delivery, como pode. Ele pode recontratar aqueles funcionários e como fica a questão dos salários? Então, o Gabriel está perguntando, vamos supor que no início da pandemia, o dono da empresa fecha a empresa por diversas razões e resolve abrir agora, na oportunidade ele teve que demitir os colaboradores, resolve reabrir a empresa. Como que fica essa situação? Pode contratar, não pode? Como que fica a questão dos salários? Perfeito. Vamos considerar que a pandemia se iniciou oficialmente em março, salvo engano. O decreto de calamidade, salvo engano, é de abril. De lá para cá não deu seis meses ainda, certo? Se a empresa encerrou, fechou as portas, sem encerrar, obviamente, o CNPJ, em abril, em março, e recontratar agora, não deu aquele prazo de seis meses que é usual no intervalo para falar que houve uma nova contratação, para se considerar que não é o mesmo contrato de trabalho. Talvez ainda posso dizer que, no caso da pandemia, até seria uma nova relação de emprego. A importância disso, André, é que se não for uma nova relação, ou seja, se ele demitiu e recontratou, e que entende-se que é o mesmo contrato de trabalho, significa que ele não pode ter, por exemplo, uma redução de salário. Existe um dispositivo de lei que está sendo questionado até que está tentando flexibilizar isso. Mas tem a Constituição Federal, tem a irredutibilidade salarial, tem uma série de princípios que, se posta à prova na Justiça, é muito provável que a empresa, se tentar fazer uma medida de economia agora, responda lá na frente. Então se a empresa demitiu antes e recontratou agora, como não deu seis meses Seria mais prudente considerar que é o mesmo contrato de trabalho Não digo de pagar o período todo que ele ficou afastado, porque é uma questão de pandemia Imagino que pelo menos essa margem de bom senso nós teremos Mas depois que voltar para a empresa, volte nas mesmas condições que estava antes Ou melhor, não pior, se não é o risco de incorrer nessa penalidade E quando que o governo é responsável por pagar o restante do salário para o colaborador? Isso eles chamam de fato do príncipe, quando o governo obriga a empresa a encerrar suas atividades, o governo provoca a extinção contratual, um ato de Estado, um ato de poder. A controvérsia é, se o governo não age agora para proteger o trabalhador, a empresa, enfim, a sociedade contra a pandemia, ele poderia responder também em tese, via de regra, está sendo negligente. Se o governo interrompe a atividade, ou seja, protege, faz o que deve fazer, Ele responderia, então, pela extinção do contrato? Ele fica num fogo cruzado? Não faz sentido isso. Então, essa é a controvérsia que instalou. Em tese, o governo poderia responder por ter fechado, mas, na verdade, ele não está fechando por um ato de governo infundado, desprovido de fundamento social, um fato do príncipe em si. É um fato social, é um motivo social. Então, essa é a controvérsia que instalou. Talvez o governo, lá na frente, não vá responder por nada em relação à extinção contratual. E se for responder, é nos limites da lei, metade da multa do fundo de garantia, por exemplo. Doutor, uma pergunta, uma dúvida de muita gente, até porque essa notícia é recente também, você já deu até uma passadinha pelo assunto, mas para a gente abordar um pouquinho mais aqui ao vivo, no Câmara Total, que o governo, a pergunta é se o governo autoriza a recontratação de funcionários com salários mais baixos durante a pandemia, por favor. Exatamente isso. Como é o mesmo contrato de trabalho, porque não passou seis meses, é muito provável que não possa reduzir, que se reduzir, a empresa lá na frente responda pelas diferenças salariais, de reflexos, de encargos, por todo esse período suprimido. Então, não é para o DED que se faça isso agora. A empresa deve, agora falando, obviamente, como advogado de empresa, a empresa deve sempre tomar a opção com o maior custo-benefício em questão de risco. Tomar essa decisão agora, o risco é alto, a litigiosidade esperada é alta. Não me parece uma medida rentável que faça sentido para a empresa correr esse risco. A gente, inclusive, está recebendo alguns whatsapps aqui no Câmara Total de muitas pessoas que são donas de pequenas, de microempresas, que também têm algumas dúvidas com relação às novas regras. Se elas permitem, por exemplo, dispensar temporariamente os funcionários sem que paguem nenhuma parte do salário. Isso só é possível nos termos da MP936, que foi convertida agora na lei 14.020 Quando saiu a publicação da lei, na verdade, todo mundo perguntou Então já posso prorrogar essa suspensão? Ou seja, mandar o empregado para casa e não pago mais nada para ele? Não, não podia, tinha que esperar um decreto que saiu ontem Que já tinha sido prometido, havia alguma especulação sobre os termos dele, saiu ontem E agora as empresas que já fizeram o que ainda não tinham feito, podem sim suspender o contrato de trabalho do empregado nos termos dessa lei, porque ele recebeu benefício emergencial. O doutor Gustavo, eu acabo de receber a informação aqui no ponto eletrônico, que há perguntas também de telespectadores no estúdio. Então eu volto com o Gabriel Castro. Pois não, Gabriel? Vamos lá então, André. Chegando a informação aqui no 978293776. A gente está conversando hoje sobre direito trabalhista, pergunta da Maria Vitória, do bairro Ponte Preta. Como estão as regulamentações da telemedicina? Telemedicina, então assistir ali pela câmera, conversar com o médico, as regulamentações da telemedicina, André. Como estão as regulamentações da telemedicina, pergunta uma telespectadora da TV Câmara. A telemedicina é complicada Ela sempre foi polêmica dentro da medicina Dentro do código de ética médico Ela é abominada Na verdade ela é até permitida Para sanar uma urgência Para evitar um prejuízo maior para o empregado Mas deve sempre ser complementada pelo exame clínico Aliás, há uma máxima dentro da medicina Dentro do direito médico Que é o exame clínico é soberano E agora dentro da pandemia O exame clínico fica um pouco comprometido Tanto pela capacidade de atendimento Como pelo risco, enfim Como é que fica para o médico conseguir atender o trabalhador à distância? Isso é um movimento, novamente, tudo questão de novidade que ainda precisa ser confirmada ao longo do tempo. Mas o movimento de permitir mais amplamente telemedicina para o médico está começando a existir e ser aceito dentro da comunidade médica, certo? Doutor, a gente daqui a pouco vai para o estúdio de novo, tem outra pergunta aqui para o senhor. Na audiência do Câmara Total, o pessoal mandando WhatsApp, não é? É o nosso segundo programa e realmente já está com uma repercussão bastante positiva aqui na cidade de Campinas. Agora, perguntando a respeito de seguro-desemprego, porque a gente sabe que houve inúmeras demissões aí por razão, em razão da pandemia, do novo coronavírus. Como que está essa situação de dar entrada no seguro-desemprego? O que as pessoas têm que fazer? Mudou alguma coisa? Não mudou? Perfeitamente. Veja, André, que o seguro-desemprego inicialmente foi confundido com esse benefício emergencial por ser a mesma base de cálculo, mas não é o mesmo benefício. Não é o mesmo. Não é o mesmo benefício. Aí isso é legal deixar claro também, porque gera dúvida. E olha que interessante, não só não é o mesmo benefício, como se o empregado recebeu o benefício emergencial durante esse período de suspensão ou redução de contrato, ele não tem o seguro-desemprego prejudicado. Diferentemente de na MP 936, quando saiu, Uma coisa que chamou a atenção foi o curso de qualificação Em que o empregado vai para casa, assistiu um curso na modalidade online obrigatoriamente Recebendo uma bolsa de qualificação que é a mesma base de cálculo do seguro-desemprego E portanto a mesma base de cálculo do benefício emergencial Então é uma nova hipótese de suspensão, que existe regra própria Tem que ser acordada junto com o sindicato por acordo com a convenção coletiva, enfim Mas a questão é, essa bolsa de qualificação Se o empregado recebe, depois ele tem descontado das parcelas que ele tem para receber do seguro-desemprego Mas só ela O benefício emergencial da suspensão de contrato, a redução de jornada da MP que virou lei federal Esse não, esse ele pode receber sem problema nenhum Desde que ele faça jus a esse benefício Existem algumas regras Tem que ter um tempo mínimo de trabalho com a carteira assinada Tem que ter recebido um salário ao longo de seis meses, enfim Se ele preencher os mesmos requisitos do seguro-desemprego, ele recebe benefício emergencial E o seguro-desemprego também Se ele não preenche, ele não recebe. E mais curioso ainda, recebendo benefício emergencial, o seguro-desemprego não é 100% do salário. É um cálculo que é feito, mas normalmente dá 80%, até às vezes um pouco mais, um pouco menos. Até um limite. Mas veja, se o empregado está recebendo menos remuneração, esse tempo que ele ficou recebendo benefício, ele tem que pagar a previdência social dele, tirando, entre aspas, um pouco mais do bolso, para manter o mesmo salário de contribuição e não perder esse tempo de contagem. Então, nesse ponto, até houve, de certa forma, uma espécie de prejuízo para o empregado. Ele teve que tirar do bolso e pagar como facultativo. Muita gente nem sabe disso, a empresa às vezes nem informa o colaborador de que ele tem que contribuir para a previdência, senão ele pode até perder, não chega a perder a condição de segurado, mas ele perde o tempo de contagem. Veja que situação que se instalou, isso passou e pouca gente deu atenção a isso. Eu conheço poucas empresas que tiveram cuidado de alertar o trabalhador e poucos trabalhadores tiveram cuidado de perguntar para um advogado. E na minha opinião, na verdade, a maior recomendação que pode ser dada a qualquer pessoa é consulte um advogado, especialista na área de direito de trabalho. São tempos difíceis, são tempos de incerteza, de insegurança, que não há espaço mais para achismo. Tem que se consultar com um especialista e tomar o máximo de cuidado para evitar o máximo de prejuízo. Tá certo. Tem mais alguma pergunta aí diretamente dos estúdios da TV Câmara Campinas, Gabriel? Tem sim, André. Vamos lá. 978293776, pergunta da Lúcia Helena. Ela diz que foi mandada embora no mês de abril, está recebendo o seguro-desemprego e termina em outubro. E ela quer saber se é verdade que vai ter mais duas parcelas. Uma telespectadora diz que foi mandada embora no mês de abril Que está recebendo o seguro-desemprego, vai receber até o mês de outubro E ela quer saber se é verdade que vai ter direito a mais duas parcelas Desculpa, ela foi mandada embora em? Ela foi mandada embora no mês de abril Está recebendo o seguro-desemprego e quer saber se vai ter direito a mais duas parcelas depois Não depende, tem que ver se ela faz jus ao benefício, qual foi a contagem dela. Por exemplo, abriu maio, junho, julho, agosto, setembro. Normalmente são cinco? Não normalmente, o máximo é cinco. Mas para atingir cinco tem que atingir um requisito. Normalmente na primeira solicitação, depois de 24 meses, salvo engano, de trabalho, tem uma tabelinha que pode ser consultada no Google com facilidade, no site do Ministério do Trabalho. Se ela faz jus ao benefício, já está recebendo, basta esperar. Aí depende de cada caso, né? Em cada caso, se não recebeu é porque realmente não fazia jus. Tá. Certo? Legal. É uma relação de empregado com o governo, através do Ministério do Trabalho, agora é Secretaria do Trabalho, Ministério da Economia, custeado pelo FAT. Tá certo. Mais ou menos assim que está funcionando. Bom, chega mais uma informação aqui no meu ponto eletrônico. Estamos ao vivo, viu doutor, aqui na TV Câmara Campinas. Vou até ver o horário aqui, ó. Agora são 11h22 nesta quarta-feira. Estamos aqui no centro da cidade e deixa eu ver se o Gabriel Castro tem mais alguma pergunta, porque certamente não param de chegar mensagens, não é? Aí no Câmara Total, não é isso, Gabriel? Exatamente, André. 978293776. Muito obrigado a você que está participando ao vivo. É um tema complicado, né? É um tema que muita gente tem dúvida, então vamos lá. Chegando agora, pergunta da Suzana. Ela diz que foi demitida e não está conseguindo o auxílio emergencial. Tem o que ela fazer? O que ela faz? Bom, uma telespectadora diz que foi demitida e não está conseguindo o auxílio emergencial. O que ela deve fazer nessa situação? É uma pena ouvir isso. É uma das notícias que nós mais recebemos, demissões, extinções de empresa, mas é a realidade, tem que ser enfrentada. Ela não conseguiu receber o benefício por um motivo legal, ou seja, não se enquadrou na faixa de renda, por exemplo, ou motivo operacional, muita gente está com dificuldade realmente de receber o benefício. Inclusive teve gente que conseguiu o benefício para receber a partir de outubro, por exemplo, vai ser liberado só em outubro. Isso tudo é uma questão também polêmica, vamos falar entre aspas administrativa, entre trabalhador e governo, E é muito provável que isso seja solucionado, eu espero que seja solucionado no caso dessa telespectadora, se não for, é muito provável que isso vá ser solucionado em uma ação coletiva promovida pelo Ministério Público, por alguma associação que tenha legitimidade. Teria que se obrigar ao governo, ou se for um problema da Caixa Econômica, obrigar a Caixa Econômica a não só fornecer o benefício, mas fornecer em condições dignas, eficientes. Isso ainda não tem uma previsão certa de como vai ser feito, o que pode acontecer. Bom, eu acho que valeu, né? Acho que foram feitas inúmeras perguntas, acho que deu para tirar todas as dúvidas, né? Ainda tem muita coisa. É do pessoal de casa também. Pois é, é um assunto muito bom, cada dia sai uma novidade. Tem alguma coisa que talvez tenha deixado passar, alguma coisa importante que o senhor acha que deva ser colocada? Claro, claro. Eu acho importante só complementar, como eu disse que complementaria, com relação ao teletrabalho, a questão do controle de horário. A questão é a seguinte, se o trabalhador trabalha em casa, se o colaborador está em casa trabalhando e não há controle de jornada dele, não há como controlar, por exemplo, ele não faz sequer um login no sistema da empresa que fica registrado a data e o horário de entrada e saída, esse trabalhador não recebe horas extras. Se por qualquer motivo, isso pode ser considerado, por exemplo, uma mensagem de WhatsApp de você está trabalhando, me manda uma foto, conseguiu o relatório, qualquer tipo de controle de jornada, controle feito pela empresa, pode ensejar horas extras ou pelo menos ensejaria uma questão de controle de horário. Isso tem que ser considerado do caso a caso, obviamente, e observado pela empresa que deseja afastar o empregado para trabalhar em casa, certo? Senão a empresa pode ser surpreendida com uma cobrança de horas extras expressiva lá na frente. E para finalizar, você tinha me perguntado também sobre, acredito que o benefício emergencial, quanto, bom, não me lembro agora, mas tinha uma questão a mais sobre o benefício emergencial ainda. É o que eu falei, é muito complexo, é tudo muito amplo, a cada dia tem uma novidade. Consulte um advogado, especialista em direito de trabalho. Não saia, empresa, não demita sem perguntar antes para um advogado quais são as consequências. Evite litigiosidade, empregado e empresa. Agora são tempos de proteção e solidariedade. Se todos brigarem, todos saem perdendo. Essa pergunta do auxílio emergencial foi justamente a que a nossa telespectadora fez e o senhor já respondeu. Então tá bom, muito obrigado pela sua participação ao vivo aqui na TV Câmara Campinas. Obrigado, viu doutor? Eu que agradeço, então bom dia. Então tá bom, conversamos aqui com o advogado trabalhista, o doutor Gustavo Vardes. Tem mais uma pergunta? Opa, tá chegando mais uma pergunta, então segura só mais um pouquinho, viu doutor? para a gente esclarecer a dúvida do telespectador. Pois não, Gabriel? Eu vou assumir o compromisso aqui, André. A gente vai retomar esse tema, tá? Então, assim, eu vou fazer essa última pergunta. Pode enviar mais. É um compromisso que eu estou assumindo. A gente vai voltar a falar de direito trabalhista nos próximos programas, tá? Então, pode enviar pergunta, porque esse é um tema que está chegando com bastante informação. Ela não se identificou, mas diz assim. A empresa que eu trabalho deu férias no dia 24 e só fizeram o pagamento no dia 7 desse mês. Isso é certo? Eles podem fazer o pagamento das férias 10 dias depois? A empresa que uma telespectadora trabalha, ela saiu de férias num dia e foi receber as férias somente 10 dias depois. Isso é certo? Qual é a avaliação que o senhor faz? Pela CLT não, o pagamento foi entre 8 horas antes, certo? Na MP 927 existe um regramento que ainda está em vigor, que diz que as férias individuais, inclusive, no mesmo caso das férias coletivas, podem ser pagas até o quinto dia útil do mês subsequente. E um terço de férias pago junto com a segunda parcial do 13º, ou seja, dia 20 de dezembro. Então, se for dentro dos termos da MP927, sim, não há problema, a empresa pagou até antes. Se for fora disso por qualquer motivo, ela poderia receber as férias em dobro porque foi extemporânea. É a questão do risco que eu avisei. Agora sim, muito obrigado, doutor. Eu que agradeço. Então tá bom. Esse, portanto, é o advogado trabalhista, o doutor Gustavo Valles, conversando com a gente. Uma longa entrevista importante, bastante esclarecedora aqui no Câmara Total, tirando dúvidas, inclusive, dos telespectadores da TV Câmara a respeito dos direitos trabalhistas, principalmente em tempos de pandemia, em razão do novo coronavírus. Bom, eu estou aqui no centro da cidade, Gabriel, estou reparando, a maioria das pessoas está realmente de máscara, né? não poderia deixar de passar essa informação, algumas pessoas não, mas é uma minoria, eu acredito que o centro da cidade não esteja completamente lotado, mas a gente aproveita a oportunidade, já que a gente está falando ao vivo aqui em frente à Catedral Metropolitana de Campinas, para orientar mais uma vez as pessoas que saírem de casa, para que as pessoas também utilizem máscara, porque o coronavírus ainda não acabou. É importante que a gente diga isso. Valeu, Gabriel. Um abraço para você. Valeu sim, André. Muito obrigado pelas informações. Eu gostaria que essa questão fosse 100%, fosse na unanimidade a questão das máscaras, mas está na maioria, então já é um alento. Então obrigado André e também ao Gustavo Valles que abordaram aí os direitos trabalhistas, tema importante, não é fácil, é bem específico, cheio de regras, foi muito bem explicado e fica aqui o meu compromisso, ficaram algumas perguntas aqui, nós vamos responder nos próximos programas, nós vamos voltar com o tema direitos trabalhistas. Vamos fazer o seguinte? Hora do primeiro intervalo, bem rápido e na volta. Nós vamos com notícias aqui da cidade de Campinas, ao vivo com a Viviane Novaes. Nós vamos falar sobre o trânsito da cidade e tem esporte, entrevista ao vivo. Não saia daí. 11 horas e 34 minutos, Câmara Total ao vivo, participe com a gente em WhatsApp 978293776, mande perguntas, sugestões, críticas são bem-vindas e como prometido, hora do jornalismo. Vou conversar agora com a Viviane Novaes, que tem as últimas informações aqui da cidade de Campinas. E hoje, Vivi, nós vamos começar com os números do coronavírus que foram atualizados agora há pouco, né? Bom dia. Oi, Gabriel. Bom dia a todos. É isso mesmo. A Secretaria de Saúde aqui de Campinas acabou de atualizar os dados do novo coronavírus aqui em Campinas. Então, a gente já vai passar essa informação para o pessoal de casa. Eu estou aqui com o site da Prefeitura Aberto, olha só, no dia 15, hoje, quarta-feira, casos confirmados da Covid-19, 12.427, 180 a mais casos do que registrado ontem. ontem. Em investigação, 667, 25 a mais. A Secretaria também já descartou 20.907 casos que estavam aí em investigação. Pessoas que morreram também por causa da Covid, agora são 503 vítimas, 22 pessoas a mais que ontem. Vamos também falar das pessoas recuperadas, né, já são 10.415 pessoas recuperadas, ontem era 10.138, então a gente vê que os casos estão subindo aí, alguns mais rápidos, outros um pouquinho mais devagar, mas a situação continua preocupante aqui no município, tanto que a gente ainda está na fase vermelha do Plano São Paulo e a Prefeitura só vai atualizar essa situação na sexta-feira, para saber se a gente continua ou consegue passar de fase. Por isso, a gente tem que tomar certos cuidados, o André Aranha acabou de mostrar a situação lá no centro da cidade, a gente viu ao vivo muitas pessoas utilizando máscara, mas algumas também sem esse equipamento de proteção. É preciso ter cuidado, porque como eu disse na segunda-feira, os leitos continuam com ocupação alta, e de lá para cá, praticamente nada mudou. Olha só, 87,7% dos leitos aqui em Campinas estão ocupados, isso incluindo leitos particulares e públicos. Então, pessoal de casa, se precisa sair, utilizando todo equipamento de segurança, né, máscara, álcool em gel e evitar aglomeração, né, Gabriel? O resultado que chama a atenção é o número de pessoas internadas com Covid, né? 430 pessoas, são 21 a mais. Então é o que você disse agora, pessoal que precisa sair de casa, utilize a máscara, álcool em gel. Acho que a informação já chegou para todo mundo, então negacionistas só estão fazendo mal. Então eu peço por gentileza aqui para a gente diminuir o quanto antes este número, Campina. está na zona vermelha, situação crítica, o número de pacientes internados em Campinas, só na cidade, 430, 21 a mais que em relação a ontem, então nós precisamos nos conscientizar o quanto antes, senão essa doença não vai embora nunca mais. E Vivi, quem está sofrendo também com essa doença, são os empresários, os donos de bares, a situação não está nada fácil, muitos estão indo à falência, né? Com certeza, viu, Gabriel? A gente sabe que essa pandemia afetou vários setores da economia Só que a gente vai falar mais específico de bares e restaurantes Eles estão bem preocupados, porque como a gente está na fase vermelha Apenas serviços essenciais podem funcionar Bar, restaurante, barzinha, essas coisas estão fechadas Só funciona aí por sistema de drive-thru Com isso, muitos estão fechando Olha só, eu tenho os números aqui, que a Abrazel, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes aqui da nossa região, da região metropolitana, apresentou ontem para o prefeito Jonas Donizete, olha só, o número de vagas fechadas nesse período de pandemia passou de 15 mil para 22 mil vagas fechadas no setor. Muito triste essa realidade. E as casas fechadas, 4,5 mil. É muito alto esse número. Aí, para saber, para falar mais um pouquinho sobre essa situação, o presidente da Abrasel, da RMC, o Matheus Mazon, mandou um vídeo para a gente, bastante preocupado com isso. Vamos conferir. Realizamos uma pesquisa com mais de 184 empresários do setor aqui de Campinas, o que mostrou que os números estão cada vez mais alarmantes. A gente já tinha aí uma base de 15 mil empregos na região metropolitana de Campinas que tinham sido perdidos e isso já está próximo de 22 mil. E numa pesquisa de percepção dos empresários, esse número vai chegar a 30 mil até o final do mês. As únicas alternativas que a gente tem para que isso não aconteça é com que as atividades voltem a funcionar, os restaurantes voltem a atender e voltem a atender com um equilíbrio econômico, de contas. Não adianta a gente reabrir e ter mais prejuízos e aí sim acabar com os CNPJs e encerrar as empresas. Esse é o principal ponto que a gente entendeu da nossa pesquisa e que a gente faz esse pedido forte hoje para o prefeito, apresentando esses dados e apresentando os pleitos de 20 empresários que participaram de uma reunião junto com o prefeito e a administração, inclusive com o sindicato dos trabalhadores, mostrando que a gente precisa urgentemente abrir com condições de equilíbrio financeiro para manter os empregos, para manter as empresas. A gente já está falando aí que até o final do mês mais 2 mil CNPJs serão encerrados e isso é extremamente alarmante. Bom, como o Matheus falou aí no vídeo enviado para a nossa produção, a situação preocupa, até porque o número é muito alto de demissão e de locais e estabelecimentos fechados. E se não for feito algo rápido, se a situação não melhorar rapidamente, mais pessoas vão perder o emprego e mais estabelecimentos vão fechar. Triste realidade, né, Gabriel? Ah, sem sombra de dúvidas, viu, Vivi? Essa situação não é nada fácil, mas nós temos que encontrar alguma alternativa, né? Estamos, pandemia, zona vermelha, os números muito altos aqui na cidade, mas a gente sabe que também as pessoas precisam de emprego, então a gente precisa encontrar alguma alternativa aí. Vivi, o momento é complicado, mas é também de homenagens aqui na nossa cidade, né? Pois é, Gabriel, a gente também precisa dar uma aliviada aí nas notícias, né? O momento está difícil para todo mundo, mas mesmo assim, Os setores estão se ajudando, as pessoas estão colaborando. Olha só, a Guarda Municipal ontem completou 23 anos, mas não foi a Guarda que ganhou o presente, não. Pelo contrário, eles que deram o presente. Uma equipe da Guarda foi até um hospital de campanha da Rede Mário Gatti e fez uma linda homenagem para os profissionais de enfermagem, para os médicos, para quem está ali, na linha de frente, tentando combater esse coronavírus, ajudando as pessoas. Eles foram lá e alegraram o dia dos profissionais. Uma simples atitude, um gesto tão pequenininho, eles foram lá e deram flores para os profissionais. Que, com certeza, aí, Gabriel, alegrou o dia de muita gente, né? É isso. Uma área ajudando a outra, porque é isso que a gente precisa, né? O trabalho em equipe, o trabalho em conjunto, para sair dessa situação. Com certeza, Vivi. E aniversário da cidade de Campinas foi ontem uma comemoração diferente durante toda essa semana, né? É isso mesmo. Ontem Campinas completou 246 anos. E pela primeira vez na história, a Campinas comemorou de um jeitinho diferente. A gente tá comemorando de um jeito virtual, uma comemoração aí nunca vista antes, mas que tá juntando a galera, tá juntando a população. A comemoração começou ontem na data do aniversário, mas segue, olha só, até domingo e tem programação para todo mundo. Ó, vai ter exibição do vídeo do Quinteto de Cordas, da Sinfônica aqui da cidade, gravação da Sinfônica de Campinas, que vai interpretar, olha só, para quem gosta de futebol, os hinos dos times aqui da cidade, da Ponte Preta e do Guarani. Uma boa opção para a galera, uma interpretação diferente. Tem também história, com o historiador Henrique Anunziata, ele vai falar um pouquinho sobre a história da cidade. Quem não conhece, quem está chegando agora, ou quem quer se aprofundar, pode participar também dessa live. E olha só, tem ainda o tradicional Chefs Campinas. Lembra disso, Gabriel? Lembro sim. Que era o Chefs na Praça, né? E agora virou o Chefs Campinas, que a gente vai ter que fazer pedido por delivery, né? Exatamente. Mudou de nome. Chefs Campinas Delivery. Vai ter almoço e jantar no sábado e no domingo. Toda essa programação, olha só, está no canal do YouTube Cultura Abraça Campinas. É a cidade aí comemorando de um jeitinho diferente. A gente viu na segunda-feira uma reportagem especial do Michel Morim, que mostrou que os campineiros também se adaptaram na comemoração do aniversário. Todo mundo à distância, assim como a gente está agora, fazendo videochamada, mas não deixando de comemorar. Campinas também se adaptou e está aí dando um jeitinho de comemorar esses 246 anos e também unir toda a população, mostrar que a gente pode se divertir em casa, que a gente pode se distrair, comer uma comida boa, mas sem aglomerar, não é mesmo? Exatamente. Nós vamos nos adaptar, vamos sair fortalecidos. Temos que sair fortalecidos nessa, né? Vivi, muito obrigado então pelas informações aqui da cidade de Campinas. Você volta na sexta-feira, encontro com você as informações de Campinas e região. 11 horas e 45 minutos, como será que está o trânsito de Campinas agora? Vamos conferir pelas lentes da Simcamp, a central integrada de monitoramento de Campinas, já está aqui na minha tela, a gente continua no centro da cidade, o André entrou há pouco, agora a gente está vendo a Glicério, se você descer reto aqui você vai sair lá na prefeitura, trânsito fluindo, uma grande quantidade de veículos, mas não há trânsito, o semáforo está aberto, Então ali no cruzamento com a Benjamim Constant, está tudo certo o trânsito na cidade de Campinas. E aí a Praça Rui Barbosa, estamos vendo até uma fila, hein? Apenas comércio essencial tem que estar aberto na cidade de Campinas, respeitando aí todas as ordens da Organização Mundial da Saúde. Então Praça Rui Barbosa deu para a gente ver aí a sinalização e a movimentação das pessoas aqui na cidade de Campinas, e por último, as imagens aí da 13 de maio com a senadora Saraiva. Agora eu vou fazer o seguinte, a gente tem uma entrevista ao vivo, então eu vou pegar um banco que está aqui, pode me seguir por gentileza o Sávio Monteiro, nosso cinegrafista, o Mingão, aqui atrás tem o Ávila, e eu vou posicionar aqui, porque eu tenho uma convidada especial, está aqui o Mais Esporte já, que é a Carla Cristina Martins da Costa, que já está na minha tela, Ela que competiu pela seleção brasileira nos Jogos Olímpicos de Atenas 2004, Pequim 2008, Londres 2012 e que recentemente passou, além de jogadora, a presidente do Veracruz Basquete. A última vez que nós conversamos, Carla, foi no dia 18 de fevereiro de 2018. De lá para cá, acho que muita coisa aconteceu na sua vida, né? Bom dia e obrigado por participar aqui do Câmara Total. Bom dia, Gabriel. Bom dia a todos. Faz um tempinho já que a gente conversou, né? Mas basquete é um só, né? O basquete, ele... Tirando esse momento aí do isolamento, que é novidade pra todo mundo, a gente segue sempre trabalhando e buscando o nosso melhor pra gente continuar aí rendendo e apresentando sempre o nosso melhor basquete aí. É, e recentemente você trabalhou, eu diria que até mais do que quando a competição está acontecendo. Nós vamos falar bastante sobre isso, sobre o encerramento da Liga de Basquete Feminino nessa temporada. Antes, Carla, quero saber de você. É mais fácil acertar uma cesta de três pontos no último segundo com o ginásio lotado ou presidir uma equipe tão importante de basquete como o Veracruz? Ah, é mais fácil fazer a cesta. Tem muitos problemas ser presidente? Com certeza, acho que até vendado é mais fácil. Você tem sido bastante requisitada ultimamente, porque no último mês a Liga de Basquete Feminino informou que diante da pandemia a Liga não iria mais acontecer, que é o Campeonato Brasileiro Feminino de Basquete. Foram meses de reunião até esta decisão, como é que foi essa tomada? Então, a Liga tomou todos os cuidados possíveis Para que a gente realmente não se precipitasse E também não passasse do tempo normal De você fazer um término de uma Liga Enfim, foram várias tentativas Foram vários protocolos a serem seguidos E aí você pensa no geral de tudo e realmente acharam que era melhor você dar por encerrado esse ano para que não houvesse maiores complicações lá na frente, porque a gente ainda não sabe o que vai acontecer, como vai acontecer. Exatamente, é uma indefinição muito grande. Há uma previsão do Campeonato Paulista ser iniciado no segundo semestre, né Carla? É, então, a gente fica aguardando aí um posicionamento das autoridades em relação à liberação do ginásio, para que a gente retorne em breve a parte de treinamentos, para que a gente faça tudo com muita cautela, porque se você parar para pensar, nós estamos indo para três meses dentro de casa, e por mais que a gente tenha um programa para as atletas manterem os treinamentos, é muito diferente. Então, com a previsão de Campeonato Paulista e de Copa São Paulo final de agosto e Campeonato Paulista em setembro, a gente já fica ansioso, né, pra poder ter logo esse retorno pra que a gente possa fazer aí toda uma adaptação muscular, pra que a gente, né, consiga com um tempo hábil, né, colocar as meninas aí no seu melhor modo de treinamento pra as próximas competições. É um prejuízo muito grande, né, essa paralisação, eu fico pensando nos treinamentos e em como fazer durante uma pandemia sem atividades, então Então, esse é um desafio muito grande. Deixa eu perguntar aqui para a direção. O André Aranha, o repórter, ele me confessou que ele queria fazer uma pergunta. Ele tem condições de fazer essa pergunta para a Carla? Está posicionado aqui já a nossa tela. Bom dia mais uma vez a você, André. Estamos com a Carla, presidente e atleta do Veracruz Basquete. O Carla, muitos torcedores certamente perguntam, com o fim da temporada da Liga, as atletas todas foram dispensadas Elas tinham contrato, você tem mantido contato com as jogadoras, acompanhando também os treinamentos Gostaria que você falasse um pouco mais a respeito dessa situação, um abraço, bom dia para você Carla Oi, Gabriel, você pode repetir, por favor, que estava bem baixinho. Posso sim, Carla. Ele perguntou que com o fim da temporada, se as atletas foram dispensadas, as que tinham contrato, tem uma cláusula automática que elas irão retornar? Você tem acompanhado, tem conversado com elas essa questão de treinamento, que acho que é uma preocupação muito grande, né? Então, na verdade não tem certo, não tem errado, tem bom senso e empatia nesse momento Os nossos contratos são até o último jogo da LBF Ou seja, a partir do momento que se encerrou o campeonato, automaticamente se encerraria esse contrato Mas a gente entende que todo mundo precisa sobreviver, que todo mundo precisa passar por esse momento é um momento de união e graças a Deus a gente em conversa com os nossos patrocinadores a gente teve um corte sim desse repasse, mas a gente conseguiu fazer uma adequação de valores para que a gente pudesse fazer a manutenção dessas atletas até o final de agosto, o que seria de praxe como contrato para que realmente todo mundo tenha pelo menos um pouco de condição financeira para comer, para pagar suas contas, para poder estar em casa de uma maneira mais tranquila E a partir da metade de agosto, tudo dando certo Ou até mesmo no começo do mês seguinte Se confirma realmente o Campeonato Paulista E a gente realmente tem que renegociar os valores para a continuidade O contrato da LBF foi encerrado de certa forma Mas a gente está mantendo os pagamentos Para que todo mundo possa sobreviver nesse momento difícil para todo mundo E em relação às meninas A gente sempre faz uma reunião a cada 15 dias A gente tenta mantê-las Em atividade Todo domingo a gente manda um planejamento físico Para elas E a gente confia realmente que é um time adulto Que é um time profissional E que está todo mundo realmente se mantendo Inclusive hoje a gente teve até uma A gente conversa pelo grupo E que eu peço sempre para elas Para que elas se mantenham ativas E aí a pergunta é sempre Mas a gente volta quando? E aí eu falo para elas, a qualquer momento, então estejam prontas. É o que todo mundo quer saber, né? É, porque assim, o que eu tento passar para elas, assim, é que o estar pronta significa que elas são atletas de alto rendimento. Então elas precisam estar prontas a qualquer momento. Se hoje não está tendo competição, não muda o fato de elas precisarem estar ativas, né? Então assim, o que conseguir fazer dentro de casa, numa adaptação, é bom para ela, Para quando ela retornar, ela não sentir tanto, né? É, você disse que não tem certo, não tem errado nessa questão, mas a atitude do Vera Cruz foi muito louvável de manter estes pagamentos, pensando também nas atletas. Então, isso foi muito bacana da parte de vocês. No meio de tanta incerteza, você hoje no comando do Vera Cruz Basquete, como é que você lida com tudo isso, Carla? Você pensa na montagem do elenco, no momento você está pensando só na sua saúde, como é que fica a sua cabeça entre um negócio, a saúde, mas eu preciso ter o planejamento, eu não sei quando vai voltar, mas se voltar semana que vem eu preciso ter um elenco, como é que você trabalha com todas essas possibilidades? Desse jeito aí que você falou. Tem dia que acorda duas, tem dia que acorda cinco, tem dia que a cabeça fica a milhão. E, realmente, é uma incerteza ainda que a gente vive, né? É uma preocupação em relação à saúde, à integridade, a custo de testes no retorno. E aí a gente fica pensando, realmente, é um leque muito, é muito amplo, né? Aí a gente pensa também que, por exemplo, se demorar um pouco mais e eu não tiver nada para apresentar para esses patrocinadores no segundo semestre, será que eles vão renovar comigo ano que vem? Sabe? Então, é porque a gente sabe que a gente vive de imagem, a gente vive de retorno, né? Se eu não der esse retorno, a probabilidade da equipe continuar o ano que vem, eu não sei qual a porcentagem disso, né? Hoje a gente tem que realmente agradecer, porque todos eles, esses patrocinadores, esses parceiros, na verdade, eu não digo mais nem patrocinadores, né? Eu digo parceiros mesmo. Eles estão conosco, ajudando a passar por esse momento difícil e com o problema com eles também, né? Toda empresa está tendo a sua dificuldade, mas ninguém soltou a mão de ninguém. Isso é muito louvável, sabe? Isso é gratificante você saber que você tem parceiros desse porte e que estão segurando a mão junto nesse momento difícil. Mas aí a gente sempre pensa, está tudo bem, os contratos terminam em dezembro e o que eu tenho para apresentar para eles, para convencê-los a ficar com a gente mais um ano, sabe? Então, realmente, a gente fica a milhão, a gente fica tentando fazer acontecer nas redes sociais, que hoje é o que nos é permitido, rede social, a gente mantém a nossa rede superativa, superenvolvida, a gente vai tentando esse envolvimento para tentar mostrar a eles que o que a gente pode fazer dentro das nossas casas, dentro do nosso limite, a gente está fazendo. Se pudéssemos fazer mais, com certeza a gente estaria, mas que realmente é um momento, para mim principalmente, que eu já sou muito agitada, muito acelerada, é um momento que eu vou tentando vou quebrando a cabeça de tudo quanto é lado para tentar fazer acontecer de um jeito ou de outro enfim, para a gente poder movimentar e passar por essa fase aí, sabendo que o ano que vem tudo isso vai passar e a gente vai poder dar continuidade a esse projeto que a gente, esse ano a gente já queria aumentar ele mais, mas a gente ainda continua sonhando e tendo fé para que ele não encerre. É uma relação mútua, né? A empresa, ela precisa do esporte, vocês precisam da empresa e essa é até uma linha editorial que nós temos aqui na TV Câmara Campinas que a gente fala o nome da empresa, a gente fala aqui Vera Cruz Basquete, não é o basquete de Campinas, porque a empresa ela tá investindo ela merece aparecer nos meios de comunicação, então essa relação eu acho que tá sendo bastante saudável e muito bom aqui pra cidade de Campinas. Ô Carla, eu lembro que há dois anos quando você participou do Mais Esportes, você Você disse que as jogadoras tinham sim que se posicionar, que cobrar melhor estrutura de federação, ter mais voz. Como presidente do Vera Cruz Basquete, essa tarefa é mais fácil de se comunicar, de estar presente e de tomar as decisões, ou mais complicada pelo cargo que você ocupa? É sempre delicado você colocar a faga no pescoço de alguém, né? porque todo mundo tem as suas lutas, né, eu sei que deveria partir mais de cima, mas ali a gente teve um, principalmente em termos de confederação brasileira, a gente teve um problema de gestão muito grande durante muito tempo, né, que eles estão resolvendo aos poucos. Então, assim, a gente tem que continuar trabalhando, sempre tentando fazer o nosso melhor, né, para que quanto melhor cada clube fizer, mais visibilidade você dá também para as confederações trabalharem em relação a isso. Quanto melhor for o campeonato, mais fácil você tem um produto para vender. Então, realmente, a gente precisa trabalhar em conjunto. As atletas também precisam ter postura o tempo todo, precisam falar o que elas pensam, a dificuldade, o que elas sentem em relação aos clubes, às confederações, para que realmente essa soma que faça as coisas mudarem e crescerem. É, no mês passado, Carla, a Érica, que jogou recentemente no Veracruz Basquete aqui de Campinas, deu uma entrevista, que eu diria assim, sensacional, pro jornal Estado de São Paulo, cobrando mais igualdade, né, entre homens e mulheres. E ela deu até o exemplo, né, que patrocinadores, eles doam tênis, roupas, kits para jogadores das equipes masculinas, e não patrocinam sequer uma atleta. Como que é essa realidade, Carla? É, o que a gente tem brigado, o que a Erika levantou a bandeira, não é que a gente não quer que o masculino ganhe, eles podem ganhar também. A gente só quer realmente um pouco mais de igualdade, porque é muito lindo, chega no dia da mulher, todas as marcas fazem um vídeo de empoderamento, a mulher é isso e a mulher é aquilo, mas na prática não é assim. Então hoje, dentro dessas marcas que a Erika levantou, principalmente, se eu não me engano, acho que são sei lá, 40, 50 homens recebendo os kits pra uma mulher que é a Danires então, não é igual e é que eu falo, eu tenho batido na tecla que o basquete é um só, a gente tem que parar de levantar esses muros de basquete masculino, basquete feminino entendeu? A bola na cesta é igual pra todo mundo então, assim, se o masculino hoje tá em ascensão, leva o feminino junto, quando o feminino esteve em ascensão, leva o masculino junto, e assim as outras modalidades que tem o 3X, tem o basquete, caseira de rodas. O basquete é um só. Então, você tem que olhar para a modalidade e tentar equilibrar tudo isso para que a modalidade se torne mais forte, cada vez mais. Agora, você pega uma marca ou várias marcas, se você pegar aí, a gente não tem histórico de patrocínio no feminino. Então, é muito cômodo, você quer resultado, você quer que as mulheres apareçam, mas você não investe nelas. E aí fica difícil, porque Porque, assim, em relação a salários, a gente já sabe que o feminino é muito diferente. E essa menina, ainda que ela ganha menos, ela ainda precisa comprar o material dela. Então, realmente, fica muito difícil você pensar em estruturar o basquete feminino. Então, a gente precisa urgente quebrar esses muros aí, entender que o basquete é um só e que se tem para um, também tem que ter para o outro. Claro. E só para o pessoal de casa ter uma noção da situação. Ela citou, a Érica, nessa entrevista para o Estado de São Paulo, que no Mundial da Turquia, em 2014, é um mundial, é uma Copa do Mundo. As atletas estavam sem uniformes, muitas vezes utilizaram do masculino, aí chega de última hora. Você estava presente, Carla, nesse Mundial? Nesse não, mas eu já peguei uns shorts de quinho na minha canela. A gente tinha que dar várias voltas e não tinha o mínimo de cuidado, dizê-lo assim, esse é para o feminino. De respeito a vocês que estão defendendo a seleção brasileira, acima de tudo, né? Exatamente. Agora sim, Carla, o que precisa acontecer na prática? Porque a gente tem esse debate, levantou esse assunto, a entrevista da Érica no estado de São Paulo, mas assim, o primeiro passo, o que tem que ser dado? Eu acho que o primeiro passo é a união. Eu acho que tem que derrubar esse muro masculino e feminino, entende? Se o masculino cresce, o feminino tem que crescer junto. se o feminino cresce, o masculino tem que crescer junto, independente de qualquer outra coisa porque a modalidade, ela se torna única e se torna muito forte é assim que acontece no vôlei, você vê que o vôlei masculino e o feminino caminham junto ninguém fica com vaidade porque o feminino está ganhando mais ou o masculino está ganhando mais, não tem isso sim é você trabalhar em conjunto, em prol de uma modalidade então acho que a primeira coisa que tem que fazer é derrubar esses muros aí e união, porque se a gente não não se unir, não passar por essa fase junto, o feminino vai continuar ali, sendo o patinho feio. Hoje, porque o feminino até, muito tempo atrás, era o carro-chefe dentro da localidade. Então, agora é muito cômodo, porque passa por uma fase desfavorável e ninguém quer puxar. Então, assim, se não unir realmente, não tiver investimento no feminino, as marcas não começarem a olhar para as meninas, independente de resultado imediato, é porque é tudo muito imediatista, né? Ela coloca dinheiro ali, ela quer resultado pra ontem. Aí não tem, ela tira. Ela fala, não, vou voltar ali. Então é muito ruim, porque você tem que trabalhar com resultado imediato. Mas às vezes leva tempo pra você refazer as coisas, recomeçar de novo. É, infelizmente essa diferença, ela acontece entre outros esportes, entre homens e mulheres. O tênis é muito claro isso também. O masculino, ele tem patrocínio na quadra, a mulher ela vai jogar logo depois, o patrocínio tira. Ele não mantém pro jogo feminino, ele fica apenas no masculino é absurdo, é absurdo é uma situação muito triste ô Carla, quando os repórteres aqui da casa souberam que você ia participar eles queriam fazer pergunta, o André Aranha já participou e agora o repórter Rubens Morelli também vai fazer uma pergunta pra você, então vamos ouvir Oi Carla, muito bom ter você aqui conosco no Câmara Total, eu também quero aproveitar fazer a minha pergunta mais relacionada à seleção brasileira. Gostaria de saber sobre o futuro da seleção, a seleção que sempre foi protagonista dos torneios que disputou, é medalhista de prata na Olimpíada. Qual que é o futuro da seleção brasileira? A gente sabe que teve essas dificuldades de bastidores, confederação, enfim, isso acabou refletindo na quadra. Será que é possível a gente retomar esse protagonismo no futuro, grande abraço pra você, obrigado. Deu pra ouvir aí então, Carla? É sobre a preocupação do nosso repórter com a seleção brasileira, com essa pandemia, com essa paralisação, os clubes estão prejudicados e isso pode respingar na seleção brasileira que a gente sabe tem muitas dificuldades em relação à confederação brasileira, aí passa pra CNBB, no geral, Como é que você vê isso? Chega até a seleção brasileira, esses problemas? Eu acredito que sim, porque a seleção se junta para um determinado campeonato. Ela não fica anual, ela não tem treinos diários. E quem faz a manutenção da seleção brasileira são os clubes. Então, se os clubes hoje estão prejudicados, se hoje nós temos menos clubes no feminino trabalhando, a probabilidade de você ter menos jogadores é muito grande. Então, a minha preocupação é que a gente vai ter um momento aí agora de muitas meninas indo para a Europa nesse segundo semestre, né? Porque aqui no Brasil a gente não tem uma previsão. E essas meninas, elas precisam buscar o seu espaço internacional também. Então, a minha preocupação realmente é como a gente vai manter esse campeonato forte aqui. Então, a gente precisa investir na base, a gente precisa ter mais meninas praticando a modalidade para que a gente tenha uma quantidade para poder tirar uma qualidade, né? Então, eu acho que tem que realmente pensar, tem que trabalhar junto, sim, para que ninguém realmente fique o maior prejudicado da história toda. Eu quero falar exatamente sobre isso com você agora, Carla. Qualidade e quantidade. Para quem tem em casa ter uma noção, a Liga Nacional, o Campeonato Brasileiro, nós tínhamos oito equipes de quatro estados. Aconteceu, acho que só a primeira rodada, né, Carla? Depois já foi paralisado. São poucas equipes, pensando no tamanho do Brasil, tem muito talento sendo desperdiçado. Só que, ao mesmo tempo, o custo de fazer um campeonato com 20 equipes, por exemplo, financeiramente pode ser inviável. Como é que equaciona isso, Carla? Talento sendo desperdiçado, um monte de Estado sem representatividade, e, ao mesmo tempo, se a gente colocar para o Brasil inteiro, como é que vai custear viagem, hotel? E essa situação? Olha, eu depois que eu entendi um pouco como funciona o lado de fora da quadra eu entendi que é muito mais vontade às vezes do que realmente outra coisa sabe? Porque assim, a gente tá num país, é um dos países mais ricos que a gente tem, a gente vê aí o tanto de corrupção que a gente tem, o tanto de dinheiro desviado, e quando você fala em basquete feminino, você não tá falando de custos altíssimos eu acho que de repente, sei lá, um jogador de futebol bancaria dois, três anos de uma equipe de basquete feminino. Então, é muito mais do olhar do dirigente em querer fazer do que realmente falar, ah, não tenho dinheiro. É mentira. Se você pegar que nós temos aí no Brasil inteiro times de futebol, daria para se fazer um paralelo qualquer time feminino, independente da modalidade, porque o custo é muito baixo. Mas é aquela coisa, né? As pessoas elas querem realmente o futebol, é o futebol, é o futebol e aí pra você conseguir tirar que seja um 10% do valor total, pra você manter uma equipe e eu digo ainda que eu acho que de repente, dos grandes times de futebol com 10% do valor, você monta um time pra estar nas finais da liga, tá? Sim então, porque o custo do basquete feminino não é alto, mas você precisa querer fazer, então realmente quando você fala em custos de viagem em custos de logística, sim pra nossa realidade, é muito caro. Mas, por uma realidade de Brasil que a gente vê aí, tanto dinheiro sendo desviado, tanto gente passando a mão na grana, é ridículo. Então, eu acho que é muito mais querer fazer, realmente, do que falar, ah, é difícil fazer. Não, não é difícil fazer. Se você tiver vontade de organizar um pouquinho, com certeza dá pra você colocar aí futebol feminino, basquete feminino, vôlei feminino, realmente, dentro da tua secretaria de esporte, com certeza você conseguiria. É uma disparidade muito grande do futebol para as outras modalidades. É um fortalecimento que a gente quer ver. Aqui em Campinas, nós temos o vôlei masculino há muitos anos. O vôlei feminino não conseguiu com a Mil se estabelecendo na cidade. Temos os dois clubes de futebol e o Veracruz a gente quer cada vez mais. Tem o pulo do gato no futsal, mas ainda é muito pouco para uma cidade de mais de um milhão de habitantes. Carla, para a gente poder encerrar, eu te acompanho nas redes sociais, no Instagram, e eu vejo você jogando basquete, fazendo desafio. Como é que tem sido a sua rotina? Tem mantido aí a mão calibrada? O que você tem feito? Corrido, nadado? Ou tem ficado mais tranquilo? Eu sou extremamente disciplinada, né? Então, a rotina, pra mim, ela segue normalmente. Eu durmo no mesmo horário, acordo no mesmo horário. Às vezes, vem umas ideias de madrugada, aí eu já aproveito pra botar em prática mesmo. Mas eu tenho me mantido superativa. Faço meu treino, pelo menos uma vez por dia, tenho uma tabelinha aqui em casa, comprei uns pezinhos pra gente continuar fazendo, porque justamente o que eu cobro das meninas, eu também tenho que cobrar de mim, né? Eu tenho que estar pronta pra quando retornar. Então, dentro disso tudo eu vou trabalhando, né? Depois do almoço você me pega pra fazer alguns projetos, pra gente continuar mandando, a gente continua fazendo a captação de recursos, porque a gente tem aí, a gente sabe que os contratos vão se encerrar, a gente continua trabalhando realmente pra manutenção desse projeto, para que a gente possa, no ano que vem, trabalhar com mais tranquilidade e ampliar muito mais esse projeto, ainda que hoje a gente está com ele em três escolas municipais, e a gente gostaria de crescer mais e poder massificar a modalidade em Campinas. Um leão por dia no futebol, no basquete, é um leão por período, né? Então, quero agradecer muito a disponibilidade, Carla, de você participar aqui. É a primeira vez no Câmara Total que a gente faz essa entrevista de esporte, eu queria que fosse com você, eu já estava esperando isso há um tempo, porque você tem muito o que passar, e é muito importante a gente fortalecer o basquete feminino, muito obrigado por essa participação, viu Carla? Imagina, eu agradeço realmente, é um espaço que a gente necessita, eu falei, eu tenho feito muitas lives realmente, justamente pra poder a gente passar um pouco mais dessa nossa vivência, do que o basquete realmente trouxe para a gente, dessa maneira que a gente faz a gestão. Eu queria agradecer mais uma vez os nossos patrocinadores. A gente fala sempre em Veracruz, mas nós temos o Cicred, nós temos o PNCado PagMenos, a Sanasa, o Instituto Mood e a Prefeitura de Campinas, que eles estão com a gente aí o tempo todo, estão segurando a nossa mão, não deixaram a gente passar por esse momento sozinhos. Então, realmente, a gente tem que agradecer. As meninas também estão se mantendo firmes, a gente vai fazendo as redes sociais justamente para que a gente venha para esse segundo semestre aí, com muita vontade, muita esperança de que as coisas melhorem e que a gente possa fazer o que a gente sabe de melhor, que é jogar basquete. Com certeza, principalmente com um protocolo rígido, mas que dê certo na prática, garantindo a segurança de todos. Muito obrigado, então, à Carla Costa, que participou aqui do Câmara Total. Vamos fazer o seguinte agora? Rápido intervalo e na volta. Tem entrevista com uma psicóloga que vai nos ajudar a lidar melhor com os efeitos do isolamento social, Tem muitos assuntos ainda, tem receita, tem notícias aqui da Câmara, tem mais entrevista, hein? Não saia daí. Câmara Total ao vivo, meio-dia e 16 agora. continue enviando o WhatsApp em 978293776. 978293776. Participe do programa, hein? Hora de falar agora sobre saúde e como prometido, a Andréia Marques vai abordar o novo normal, né? Vai nos ajudar a entender os sentimentos que temos durante a quarentena, o isolamento social, entrevista que aconteceu aqui no estúdio, No estúdio Saúde é Vida. Nessa quarentena a cabeça parece que quase pifou. Hora podia sair, hora tinha que ficar em casa. muitos de nós ficamos afastados da nossa família ou ficamos trabalhando em casa. Aí a cabeça não aguenta mesmo. Como é que a gente faz, hein? Por isso que eu vou conversar com a psicóloga Anny. Tudo bem, Anny? Olá, tudo bem e você? Tudo bem, tudo jóia. Tentando encarar essa rotina. Foi uma mudança muito brusca, né Anny? Foi, foi uma mudança bem brusca mesmo. Agora, Anny, como é que a gente faz? Por exemplo, a gente tem que ficar distante da família. Você ouviu relatos de pessoas que ficaram ansiosos, porque não pôde, por exemplo, visitar os avós, ou até depressivos? Sim, aumentou inclusive para nós a demanda de saúde mental, acabou aumentando devido a essa ansiedade. Essa questão do isolamento aumentou muito a ansiedade, quem tinha pânico, a crise de pânico, o medo. do si e do próprio isolamento. Eu até costumo dizer assim, se a gente for olhar para toda a situação, nós já vivíamos um pouco esse isolamento, que o isolamento a gente entende como clausura. Uma prisão, a gente pensa que está numa prisão. Uma prisão, e na verdade é uma ausência física. É uma ausência física. E essa ausência física, se a gente for olhar, já estava existindo. Só que a partir do momento em que isso passou a ser obrigatório, nós começamos a sentir de uma maneira mais brusca. Quando você fala assim que já estava existindo, o que você quer dizer? Que cada um tinha uma rotina, cada um tinha uma ocupação, é isso? Tinha a sua vida? Na verdade, a gente sempre pediu por tempo, né? Ah, eu não tenho tempo para isso, eu não tenho tempo para aquilo, eu não consigo isso, eu não consigo aquilo. E aí, quando a gente teve o tempo... Ficamos perdidos. Nós somos obrigados a esse tempo. ...de pessoas que não conseguiam, logo no começo da quarentena, não conseguiam se relacionar com a família, com os próprios familiares que moravam dentro da própria casa, com os filhos. Eu soube mesmo que muitos pais não sabiam o que fazer com os filhos. Eu não sei brincar com o meu filho. Como é que pode isso? Exatamente. E a ausência, a correria do dia a dia já estava trazendo essa ausência física, porque o que a gente tem sentido é a falta da ausência física, desse contato, né, do contato. Eu até brinquei, né, falei, ah, eu queria ver minha tia, mas no ano, quantas vezes você foi ver sua tia? Saudade da tia, nunca foi. Só que o que acontece, quando as coisas tornam-se obrigatórias, né, porque a gente se viu obrigado a ter que viver essa nova vida, essa nova rotina. Esse novo cotidiano imposto. Isso, porque, além de tudo, o que acontece? A gente sai com medo, porque entra o medo, por causa da questão da doença em si. Então, nós saímos com medo, aí temos que sair de máscara, temos o medo desse contato social com o pessoal. Aproximação causa um pânico Causa um pânico Tem que se higienizar Se ter um cuidado Mais redobrado E sabe que foi tudo muito rápido Tudo muito de repente A gente ter estendimento é difícil Porque se a gente estava acostumado com o hábito De repente foi muito rápido Você tem que ter um novo costume Exatamente E é essa Rapidez essa veracidade que traz um susto também e traz um medo, traz angústia, porque muitas pessoas, por exemplo, que já viviam sozinhas que moram sozinhas, pessoas de idade que já viviam sozinhas de repente perder o único vínculo que existia e isso foi também trazendo mais angústia para as pessoas, as pessoas têm ficado mais angustiadas Olha, para quem ainda está vivendo o isolamento você tocou no assunto importante os idosos, né? Nem ir ao supermercado é recomendável no caso deles. Como é que a gente lida com isso? O que é fazer uma ligação? Se tornar presente de alguma forma? É, eu acho interessante a gente sempre tentar, porque assim, a gente acredita que o vínculo, ele só é essa questão física. E aí esse novo tempo tá trazendo pra gente outras alternativas. Sem minimizar a gravidade de toda a situação, Mas traz outras alternativas para nós Mandar Eu vi bastante pessoa mandando bexigas Enfeitadas Tudo vai dar certo Tudo vai passar Isso, bem positivo Esse exemplo Eu tenho um filho de 5 anos Um bebê de 40 dias e um filho de 5 anos E ele disse assim Mamãe, o coronavírus tem dois lados Um lado bom e um lado ruim Eu falei, como assim? Ele disse que o lado ruim é que mata as pessoas e o lado bom é que ele é chefe de cozinha e ajuda a limpar a casa. Eu falei, como assim? Ele falou, o papai aprendeu a fazer comida e ajuda a limpar a casa. Olha, mas que interessante. Teve essa percepção, né? Bem observada. Teve essa percepção. Então, a gente fica olhando muito só o que tem, de novo, sem minimizar a gravidade da situação, que a gente entende que é grave, que tem que ter todos os devidos cuidados. mas tem esse outro lado que a gente precisa, a gente foi redescobrindo, se reinventando você falou de redescobrimento, de se reinventar por exemplo, você citou o caso do seu marido como exemplo será que também a gente ia aprender a fazer novas coisas, aproveitar esse tempo que pra muitos ficou um tempo gigante e aproveitar de uma forma não muito ociosa, mas criativa exatamente a falta de tempo também não trazia muita disciplina pra gente Então o que acontece Com esse tempo maior A gente não sabe o que fazer com esse tempo Então criar uma rotina também dentro de casa Procurar acordar sempre no mesmo horário Tentar fazer algum exercício físico Que hoje o pessoal tem disponibilizado Bastante lives Com essa questão de exercício físico Então tentar Tem coisas que a gente deixou de fazer Com a falta de tempo E aí a gente se redescobri Que é um exercício é um esforço muito grande ter que se... Porque o que acontece? Nós vivimos numa comodidade e, de repente, como a gente já mencionou, isso foi tirado de nós bruscamente, o que nós vamos fazer agora? A gente é obrigada a se reinventar. Obrigada a se reinventar. Agora você falou de um algo bastante importante também, é que dentro da sua casa você criar uma rotina. Se seus filhos estão ali, muitas escolas estão tendo aula online se você está trabalhando de home office se o seu marido está em casa, não é pra dormir até tarde, acordar até tarde é pra funcionar normalmente né, tentar isso é assim? exatamente, porque a rotina ela diminui um pouco da ânsia dessa ansiedade, desse não ter o que fazer desse o que eu faço com esse tempo? eu vou ficar o dia inteiro em casa e a gente só fica comendo e dormindo a gente fome, a gente quer comer E aí, as crianças choram, as crianças brigam, e o marido está em reunião, eu também tenho que entrar, como eu faço? Então, quando a gente cria essa rotina, a gente coloca em ordem. Nem que a gente não consiga fazer tudo aquilo que nós nos programamos para fazer, mas é interessante ter um direcionamento para o nosso dia. Mesmo que seja para arrumar a casa, eu sempre falei, eu comecei a atender alguns pacientes online, e eu dizia assim, não vai sair arrumando o guarda-roupa inteiro num dia só. Hoje eu arrumo uma gaveta, amanhã eu arrumo o outro lado do guarda-roupa. Eu vou criando. Tarefas, né? Isso, tarefas. Tem que se movimentar, porque o cérebro entende também isso? O psiquê? Ele vira hábito depois de 20 dias repetitivos. 20 dias que nós fazemos uma sequência de ações, vira-se hábito. Então, você que está em casa, sem fazer nada, é hora de parar e começar a se mexer, hein? Arruma a cozinha, arruma a gaveta, faz alguma coisa, brinca com os filhos, né? E a criançada também sente bem a presença dos pais, né? Isso foi positivo, então. Isso, isso é positivo. Na verdade, a gente tem muito mais coisa para fazer quando a gente está em casa, se a gente for olhar, né? Vai caçando, né? Isso, a gente vai só... O segredo, na verdade, é a gente dar esse direcionamento. desse direcionamento tentar também olhar como nós falamos um pouquinho antes na questão do que é positivo se a gente ficar focado só nos noticiários o tempo todo vendo só as notícias ruins todo esse contexto isso também vai trazendo angústia, vai trazendo desespero vai trazendo o pânico as pessoas entram em pânico com a questão do medo que é uma doença desconhecida Eu até chamo de inimigo silencioso, né? O coronavírus. Então, a gente não sabe como é que pega, tem medo do outro. A gente passou a ter medo do outro. Que coisa estranha, né, Anny? Que coisa estranha, né? Então, isso vai criando. Então, assim, tentar respirar, tentar relaxar, mesmo durante uma pandemia, é importante. Exatamente. Agora, Anny, sabe o que eu percebi? As pessoas em casa, reclamando que não tinha tempo, mas aumentou os conflitos também entre elas. tem uma explicação? sim, porque vamos pensar a falta de tempo nos levava pra fora da nossa casa pra fora de nós mesmos então, o fato da gente entrar em contato com a gente mesmo, né? e com o outro, e tá ali todo dia no dia a dia, né? todo dia mesmo, acorda junto, levanta junto todo mundo junto, fazendo tudo junto a gente fica mais exposto à sensibilidade do outro Fica mais exposto a esse eu Porque parece que a gente não conhece com quem a gente mora A gente passou a conhecer os costumes, as manias A gente fica muito próximo da fragilidade E a gente não deixa de estar numa pressão Nós estamos em casa, numa coisa de tentar se reinventar Mas a gente está numa pressão O que vai ser de nós? E aí, o que vai fazer? Vem vacina, não vem vacina? meus filhos voltam para a escola, não voltam para a escola. Então, essa tensão também traz uma irritabilidade. O medo também traz uma irritabilidade. E a gente fica muito próximo da fragilidade do outro. Todo dia a gente fica muito próximo da fragilidade do outro. Mas tem o que fazer, assim, Anny, nesse caso? É ter paciência mesmo? Saber respeitar o limite do outro? Na verdade, isso, é tentar entender que todos estão vivendo essa fragilidade e eu vou precisar ter paciência de olhar essa situação diferente e conversar muito o diálogo, assim, nunca foi tão bem-vindo como agora dizer, olha, tá difícil antes eu não conseguia olhar pra isso, me ajuda como a gente pode se reinventar também dentro dos nossos relacionamentos com os nossos filhos e com os nossos parceiros, porque a gente fica exposto, então é ter paciência e diálogo, né? Conversar. Conversar e dizer, olha... Oi? Conversar, se entender, né? Tem que conversar. Agora, Anny, tudo que eu percebi, que no começo da quarentena, as pessoas, ah, eu vou fazer um curso, eu vou comprar um livro, as pessoas queriam fazer tudo de uma vez, e depois desanimaram. Isso acontece? Mesmo a normal? É euforia, né? É euforia, porque era um momento novo, e a necessidade de preencher a ausência que veio, e agora o que eu faço? como eu vou lidar com as situações isso a gente também a gente precisa até olhar para além dessa questão da pandemia quando é oferecido o novo nós vamos com tanta ânsia e aí perde-se o gosto e o prazer das coisas muito rápido, dá para a gente fazer essa analogia junto das duas situações vem a euforia, a euforia daquilo que é novo então eu preciso me ocupar porque não tinha tempo nenhum agora eu tenho todo o tempo do mundo e o que eu faço? Então eu vou me enchendo de coisas. O pessoal foi arrumando a casa inteira num dia só, né? Calma, vamos devagar. Sem pressa. Sem pressa, vamos sentir, vamos também olhar pro momento, que essa ânsia também traz essa euforia e aí quer-se tudo, né? De uma única vez e vai perdendo-se o gosto depois, assim, né? Isso vai se desfazendo com o tempo e no caso da pandemia, acredito que a maioria esperava que fosse um mês, dois meses, e isso tem se estendido, e aí isso vai tomando uma proporção muito maior. Já são quatro meses praticamente dentro de casa, depois de viver socialmente. Agora, o presencial, esse contato físico, esse contato presente, o online substitui? Ele dá conta disso? Eu como psicóloga humanista Eu sou humanista Eu gosto do contato Então não substitui Mas ele tem ajudado muito Eu acredito que nada Substitui aquilo que é físico Nós temos sentido isso De poder abraçar Como eu mencionei Eu tenho um bebê de 45 dias Os avós não podem estar juntos Nem visita você recebeu Nem visita Eu até brinquei Eu falei, o Lucas, quando chegar perto das pessoas, vai chorar, porque não tem contato, não tem convívio com outras pessoas. Então, nada substitui o contato, o carinho, mas o online tem ajudado e auxiliado e trazendo novas coisas para nós. Quantas empresas, por exemplo, que hoje, provavelmente, mesmo depois que acabar tudo isso, vai optar pelo trabalho em casa. Que é o home office, né? Isso. Então, assim, não substitui, mas ele tem, hoje, é o nosso socorro. Hoje é o que tem, de fato, nos aproximado, os aniversários, né? Quem fez aniversário nesse período todo, todo mundo online, as chaiatas. Os aplicativos, né? Para colocar a família toda na tela do computador. Isso, para colocar. Então, assim, ele tem, essa questão online tem sido fundamental nesse momento, para nos trazer um pouco dessa ausência. Agora, você falou do trabalhar em casa. Como é que se trabalha em casa? É de chinelo, mais largado? Você como é que está trabalhando em casa? Ou tem que fazer como se estivesse na empresa? Mesmo antes da pandemia, já existiam algumas pessoas que me procuravam no consultório e que tinham um pouco de dificuldade para trabalhar em casa. Eu também digo que precisa ter uma rotina. Você precisa acordar um pouco antes do horário Precisa tomar seu café É como se você fosse sair de casa Porque se você começa a trabalhar De pijama e fica mais todo largado Isso parece que você não está trabalhando Parece que você está em casa Parece que não está concentrado no trabalho Eu não tenho trabalho junto com a casa Eu só estou em casa E aí você também não produz E não é tão eficaz o quanto você é Não precisa colocar salto Ou terno e gravata Nada disso Não tem essa necessidade Mas eu tomo um banho, escovo os meus dentes Eu tomo um café Eu me sinto bem antes de fazer Por exemplo, no meu caso, eu faço os atendimentos Eu procuro acordar um pouco antes Apesar que com um bebê pequeno, de madrugada A gente não dorme muito bem Você nem dorme O Lucas dorme bem Então dá pra dar uma ajuda Então assim Procurar acordar um pouquinho antes Tomar um café E aí começar a sua rotina Uma coisa que é importante também é Muitas pessoas começam Perde-se o limite Fica horas, eu entro logo Uma empresa, eu logo às nove E não tenho hora para sair Isso também a gente tem que tomar um cuidado Nada não serve para trabalhar Cuida da saúde Exatamente, aí eu vou acumulando Você tem que colocar também Regras no trabalho Um horário É a tal da disciplina Que é difícil Agora, você falou Durante o nosso bate-papo De como será Porque a gente está acostumado a fazer planos Olha, vou viajar, vou comprar algo E de repente a pandemia Falou que não tem plano E aí, como é pensar no futuro hoje? Como é que é? O novo começo Eu costumo dizer que o novo Por que a gente tem medo do novo? Porque dá um medo, como será? Nós temos o medo, na verdade, a gente não tem medo do novo, a gente tem medo do que a gente deixou. Então, a gente sente falta daquilo que ficou. E como será daqui para frente? Eu estava fazendo, pensando, e eu fiz uma análise assim. Vamos pensar que nós vivemos em uma cidade urbana e, de repente, a gente precisa ir para a neve, morar na neve. Vai ser um desconforto, vai gerar um desconforto, mas eu tenho que levar um kit, vamos pensar, um kit toca, um kit botas, casacos, e é desconfortável, de repente eu entro em um lugar muito aquecido, não me sinto bem naquele ambiente, mas depois eu vou acostumando. Então, eu acredito que esse novo que nós vamos enfrentar vai ser um novo kit Covid-19, com os usos das máscaras, que eu acredito que isso ainda vai levar um tempo, até chegar a vacina, a gente não sabe como será, mas e sempre pensar, do que eu tenho medo? Eu tenho medo do que eu deixei? Mas eu posso trazer novas coisas com esse novo? O que eu posso fazer diferente? Vai ser confortável? Não vai ser confortável, porque a gente vivia de uma forma e agora é diferente. Mas a gente tem essa capacidade de adaptação? Sim, nós temos a capacidade de adaptação. A gente sente, algumas pessoas sentem muito mais, outras pessoas sentem menos, mas sente. Sente de uma forma, às vezes, brusca, às vezes, não tão brusca. Mas se faz necessário olhar para esse novo como uma oportunidade, como uma oportunidade de ser um ser humano melhor, como uma oportunidade de valorizar as pessoas de uma maneira diferente, porque a gente tem falado tanto dessa ausência física, talvez seja um momento de se voltar, como será? Você acredita que passando tudo isso, as pessoas vão dar mais valor ao outro, a essa presença física? Começar a enxergar o outro com mais empatia? Eu acredito que sim, se a gente for olhar, já começou a existir um movimento com essa pandemia, com a crise toda, já passou a existir um movimento de pessoas mais em paz, mais solidárias, tentando se ajudar e ajudar um ao outro dentro desse contexto eu acredito que as pessoas vão sair dessa melhores é claro que algumas coisas estão dentro do seu próprio eu, do seu contexto e que algumas pessoas precisam de mais ainda para conseguir uma mudança mas que a maioria das pessoas vão sair dessa mais fortalecida, nós vamos sair dessa situação mais fortalecida e quando a gente fala em novo normal existe realmente esse novo normal já que o nosso normal está bagunçado eu acredito que o nosso normal já estava bagunçado então eu acredito que o nosso normal já estava bagunçado como eu até mencionei no começo já existia uma ausência física isso só foi potencializado com a situação então eu acredito que nós vamos ter que aprender a viver com o kit com aquele kit que eu mencionei com o kit diferenciado não acho que é um novo normal, mas um novo, um novo tempo, novas condutas, novas formas de convivência, novas formas de olhar as coisas, de trabalho, porque também tudo isso afetou muito economicamente. Então, é um novo, mas eu não acredito que seja um novo normal, mas um novo novo mesmo. E é um desafio que o mundo vai ter que enfrentar daqui para frente, esse novo. O mundo vai ter que enfrentar de uma forma diferente. Eu acredito que não será fácil, eu acredito que as pessoas vão impactar. Como eu falei lá na neve, vai ter o desconforto, vai ter o passar mal do esperar, do como será, do como não será. Mas, de certa forma, é vivenciando e é olhando positivamente positivamente para tudo isso, que a gente consegue trazer uma diferença para tudo isso que nós vivemos. Agora, Anne, também quando isso tudo passar, como a gente está torcendo para que acabe logo, a gente precisa já se preparar para isso, para voltar àquela rotina, mesmo que seja um pouco mais diferente, né? A gente já tem que ir colocando a cabeça nesse sentido, nesse caminho? eu acredito que se a gente ficar muito pensando nesse como será, vai gerar muita ansiedade, porque parece que está distante parece que está perto e nós não sabemos a gente não sabe, está muito vulnerável e se a gente cria uma expectativa muito grande que foi como aconteceu de repente parou-se tudo e aí o que eu faço com tudo isso? eu me encho de coisas me frustro, então com cautela, assim, é tentar olhar como será, mas sem colocar um peso muito grande, sem colocar toda uma expectativa muito grande em cima desse novo. Não ficar se cobrando, não ficar se culpando. É viver. Sem cobrança, sem culpa. A cobrança e a culpa adoecem. Então, é viver o dia a dia. O que eu tenho hoje, vamos olhar pra hoje, o que dá pra ser feito com o que a gente tem hoje e vamos lá. Agora, mudanças de humor, às vezes a pessoa está muito alegre, às vezes está muito triste, isso é normal nessa situação que a gente está enfrentando? É normal, só que nós temos que tomar um cuidado, se isso fica muito intenso, se antes existia isso, mas não tinha uma intensidade, onde me paralisava, onde de fato acabo, inclusive, alterando as minhas relações, a minha convivência ali, eu preciso procurar ajuda. É sempre bom, se a pessoa estiver com essa alteração brusca, então é sempre bom conversar com um especialista, com um profissional. Isso, é bom procurar ajuda. Até a ansiedade, a ansiedade é normal do nosso dia a dia, com pandemia, sem pandemia, nós não somos mais ansiosos, mas se começa a travar, se eu começo a não dormir todos os dias, se eu percebo que está além, é sempre interessante eu buscar ajuda para que isso não acumule e eu de fato a doença, e aí leva um pouco mais de tempo depois para a gente se recuperar. Pode causar uma depressão até, né? E isso causa uma depressão, pode causar outras doenças psicológicas, né? A gente consegue fazer até um controle, então, né? Se a gente começar a refletir no que a gente está fazendo no nosso dia a dia, né? Controlar um pouquinho as emoções. Eu aprendi com vocês, assim, que os pensamentos geram emoções, é por aí, né? É exatamente isso, os pensamentos geram emoções. Então, nesse momento que a gente tem um pouco mais de tempo, é interessante a gente olhar para nós e sentir o meu tempo, perceber como eu tenho lidado com as situações, com as tarefas do dia a dia, estou mais impaciente, mas isso é claro, lembrando que com essa nova forma que nós estamos vivendo, as nossas emoções estão muito mais afloradas, mas aquilo que passa, nós conseguimos se nós pararmos. e olhar, a gente consegue saber olhar pra esse limite. A não ser que já tá muito, já tomou conta, né? E aí eu preciso, de fato, buscar uma ajuda mais rápida. Agora, até pra gente dar uma relaxada, uma leitura, escutar música, conversar com alguém por telefone, celular, também ajuda a dar uma centralizada? Muito! Ajuda muito. É interessante a gente pensar assim, o que eu gosto? O que me dá prazer? O que eu gosto de fazer? Ler um livro, escutar uma música, conversar, buscar, fazer os grupos aí, o WhatsApp, fazer os grupos com os meus amigos, conversar com eles. O pessoal fez churrasco online, e aí conversa todo mundo e tal. É interessante eu buscar essa... Olhar assim, o que me traz prazer? Claro, como nós mencionamos, o dia a dia acaba nos sobrecarregando trabalhar em casa, ficar com as crianças sobrecarrega, e muitas vezes a gente não para pra olhar, porque aí eu vejo que isso também a gente começa a trazer um pouco daquela falta de tempo pra esse tempo Inverteu agora Inverteu e aí a gente precisa olhar pra isso também porque eu fico o tempo todo tomado com isso e não paro pra apreciar as outras esposas, pra de fato brincar com as crianças, estar ali brincando, pra de fato conversar com o meu esposo que tá ali ou com a minha esposa tem que tomar esse cuidado também pra não fazer inversão. É gerar uma certa aproximação também, né, Oane? Isso é importante usar tecnologia pra isso também você falou do WhatsApp, dos aplicativos que prometem, você falou até de um churrasco online, a criatividade é a hora de usar, você está com tempo. Sim, sim, a criatividade tem aflorado, de novo, a falta de tempo, o tempo que nós não tínhamos tem dado espaço para a criatividade nesse tempo que nós estamos agora. A gente leva uma vida muito agitada, até março a gente levava uma vida muito agitada, será que vai voltar isso ou ainda a gente vai ter um pouquinho mais de calma para levar nosso dia a dia, depois que tudo isso passar? Eu acredito que, assim, o bom seria que todos nós tirássemos, de fato, o pé do freio, né? E tirar o pé... O pé do acelerador, né? É, tirar o pé do acelerador e tentar trabalhar e lidar com as coisas de uma forma mais cautela. Mas eu acredito que a ansiedade muitas vezes toma conta E foi o que aconteceu, por exemplo, com a reabertura do comércio O comércio abriu e o pessoal foi naquela folia E as pessoas foram, assim, massa Comprar coisas que não são essenciais Então eu vi ali pessoas comprando fila e roupa Será que precisava daquela roupa naquele momento? aquele consumo exacerbado isso também é uma coisa que a cabeça eu falei de bagunça então a cabeça está bagunçada eu tenho que comprar, eu tenho que consumir no começo da pandemia houve aquela busca por alimentos supermercados lotados é o que você falou, a euforia só que aí quando a gente percebe que não é necessário, e aí, hein, Anny? Então, assim o correto seria tirar o pé do acelerador mas é olhar, tentar olhar e não ir com tanta euforia como foi porque foram duas situações bruscas parar tudo, fechar tudo e agora o que eu faço com tudo isso de tempo então eu saio comprando curso, eu saio tentando preencher e ocupar o meu tempo agora volta, volta então vamos, volta e vamos todo o tempo que nós ficamos nesse isolamento, vamos aproveitar Então, isso precisa ter muita cautela, precisa olhar muito para isso, porque essa euforia, ela traz, não traz coisas boas, ela traz aquela coisa boa no momento, mas depois é que nós paramos, olhamos e é muito mais que um resultado negativo. Onde o nosso bate-papo está chegando ao fim, queria te agradecer e pedir mais um favor, deixa um recado para quem está assistindo agora, qual que é o seu recado? Respira, faz uma pausa, tira o pé do acelerador, qual é? eu que agradeço a oportunidade foi muito bom estar com você com vocês meu recadinho seria que vou ficar com aquela questão do pé no acelerador vamos tentar tirar o pé do acelerador, olhar esse novo como um novo e quando vem o medo tentar entender do que eu estou com medo medo de deixar o que é de fato o que me pertence de fato e se jogar se jogar no sentido de equilíbrio para tudo isso que vai vir de diferente e tentar ser positivo e colocar coisas boas dentro de tudo isso ainda que está por vir. Muito obrigada, Anny. Até nosso próximo encontro, tá? Você é sempre nossa convidada. As portas aqui do nosso programa estão abertas para você. Muito obrigada, Anny. Eu agradeço. Eu agradeço mesmo, de coração. Um beijo para todos aí. E obrigada a você que nos acompanhou também até agora, porque agora a gente vai por um intervalo e você não sai daqui, porque o Câmara Total volta já já. O programa Câmara Total de volta e agora é hora do quadro em pauta. Todos os dias eu vou conversar aqui com os vereadores sobre o trabalho desenvolvido por eles para a cidade de Campinas, através das indicações, requerimentos, projetos de lei e outras ferramentas que um parlamentar possui. E hoje eu vou conversar com o Luiz Iabico, que assumiu em 2017 o quinto mandato aqui na Câmara. É formado em Economia, pós-graduado em Gestão Pública pela PUC Campinas, agente fiscal de rendas concursado da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo já foi diretor regional da Associação dos Agentes Fiscais de Rendas do Estado de São Paulo e recentemente estava na Secretaria Municipal de Trabalho e Renda aqui da cidade retornando ao posto de vereador em março de 2020 esta é apenas uma parte do currículo né Luiz Zé Bico muito obrigado por ter aceito o convite para participar do programa Falei só um pouquinho, né? Tem muito mais. Seja bem-vindo. Obrigado, Gabriel. Obrigado, amigos da TV Câmara, do programa Em Pauta. E estou aqui à disposição para responder suas perguntas, Gabriel. Como é que o senhor avalia o período que ficou no Executivo como secretário municipal de trabalho e renda? São muitos assuntos que você abordou. Nós ficamos três anos e alguns meses lá. O prefeito Jonas pediu no início de 2017 uma reformulação na Secretaria de Trabalho e Renda, no sentido de direcionar mais o trabalho para os jovens, para os que estavam procurando o primeiro emprego, que é o Jovem Aprendiz. Então nós elaboramos um projeto de lei que se transformou em lei, a Câmara votou unânime e hoje é lei na cidade de Campinas o programa Jovem Aprendiz, onde o CEPAT cadastra os jovens no programa Jovem Aprendiz. Isso tem feito com que muitos jovens tenham essa oportunidade de emprego aqui na cidade de Campinas e fizemos alguns convênios com algumas escolas, o SENAC, por exemplo, é quem ministra os cursos de aprendizado e as empresas procuram o SENAC e procuram o CEPAT para a gente encaminhar esses jovens na sua primeira oportunidade. O que é tão difícil, né? Jovem entrando no mercado de trabalho, ainda mais com uma economia que a gente sempre busca, né? A gente está sempre esperando que ela decole, então esse primeiro emprego é muito complicado, então é importante esse trabalho para os jovens aprendizes. É, o mercado sempre exige seis meses de experiência, mas como é que o jovem vai ter seis meses de experiência se nunca trabalhou? Então não tem como o jovem entrar no mercado de trabalho a não ser pelo primeiro emprego como jovem aprendiz. Existe uma lei federal, lei 10.097, onde é exigido às grandes e médias empresas a contratarem jovens aprendizes entre 5% e 15% do seu quadro efetivo. E nós tivemos uma boa experiência com o RECAP, que é o Sindicato dos Postos de Gasolina, onde eles foram visionários, eles tiveram um bom senso de contratar os jovens na formação de frentistas. Porque o mercado hoje dos veículos está se transformando todo dia, daqui a pouco será carro elétrico. Então, o jovem tem que entender mais de mecânica. Essa mudança que vai acontecendo, né? Essa mudança que vai acontecendo. E o jovem, então, o Recap nos procurou para que nós formássemos já desde o início, jovens aprendizes, com esse ensinamento, com essas teorias. E o Senac abraçou a causa, tem formado muitos jovens e os postos têm contratado jovens aprendizes. rapazes e moças, passado aí dois anos de experiência, eles são efetivados e o posto contrata mais jovens para aquela função. Então, é uma função de aprendizado um pouco diferente dessas comuns que nós temos na cidade, muito bem visto, aliás, a guardinha, patrulheiros, a bambine e outras formadoras de jovens que têm já seu histórico de formação. O CEPAT optou por formar jovens em segmentos específicos, como frentistas e outros que serão aí solicitados. Sobre esse trabalho também na Secretaria, teve a sexta edição do Dia D, né, sobre inclusão social e profissional da pessoa com deficiência. E sempre aqui no Jornal Câmara Notícias a gente falava no CEPAT tinha as vagas com deficiência. Esse também é um campo que é muito amplo e bastante procurado também, né? O CEPAT é referência, Gabriel, nas vagas para as pessoas com deficiência, os PCDs. Então, as empresas, na procura de candidatos para pessoas com deficiência, para cumprir a cota também, essas empresas procuram o CEPAT, porque o cadastro é muito farto, muito forte, muito grande de PCDs. E todo dia D, nós fazemos aí, meados de setembro, outubro, esse ano, não sei, por causa da pandemia, como é que será? Mudou tudo, né? Mudou tudo, mas nós já fizemos algumas edições, três últimos anos do dia D, onde as empresas iam até o CEPAT recrutar as pessoas com deficiência, entrevistavam os jovens e as pessoas no dia e já saíram contratadas no mesmo dia. Então, eram eventos que todos os anos as pessoas com deficiência esperavam com ansiedade e as empresas também faziam suas inscrições à procura de candidatos para contratar. Campinas, recentemente, vereador, foi classificada como metrópole, né? Então, é o principal centro urbano da região. Muitas pessoas buscam emprego aqui, buscam se qualificar cursos aqui na cidade. Exatamente. Nós tivemos também a felicidade de ter uma parceria com o SEBRAE nesses três anos. Aqui quero saudar o coordenador Nilcio, que fez um grande esforço de trazer a SEBRAE para dentro do CEPAT. onde nós treinamos pessoas para dar atendimento no CEPAI, ali no CEPAT, do SEBRAE, ali no CEPAT. E desde atendimento aos MEIs, pequenos empreendedores, até a formação deles, nós tivemos oportunidade de dar cursos, por exemplo, de fluxo de caixa. Então, aquela pessoa que estava iniciando seu próprio negócio. Foi demitida, porque o desemprego estava muito alto, quis abrir um próprio negócio e aí precisa lidar com esses termos, né? Fluxo de caixa, câmbio. Exato, e pessoa simples. A pessoa, por exemplo, vou dar o exemplo de uma pessoa, uma senhora que ficou muito contente, ela fazia salgadinho em casa, coxinhas, para vender no bairro, e ela não sabia controlar aquele dinheiro da venda para comprar os insumos, né? Quanto cobrar também, né? Quanto cobrar também e quanto sobrava, né? Então, ela aprendeu nesse curso rápido O que significa a margem de lucro, o dinheiro que ela tem que tirar para o sustento dela e comprar a matéria-prima. Que legal, muito bacana. E agora o senhor está reassumindo o papel de vereador do Executivo para o Legislativo. Estando de um lado diferente, passa a entender melhor como funcionam os órgãos, todos os trâmites, isso pode te ajudar como vereador? Ah, sem dúvida. Nós, do outro lado da Câmara, que é o Poder Executivo, com o orçamento ali justo para você usar, os funcionários de carreira para você conversar, orientar, ser orientado também, para você progredir à Secretaria de Trabalho e Renda, você precisa trabalhar em conjunto, mas sempre sob ordem de um administrador maior, que é o prefeito. O secretário não pode, deliberadamente, tomar atitudes sem você ter um controle. É uma ideia e já colocar na prática. É, porque todas as secretarias estão interligadas ali. Secretaria de Finanças, Secretaria de Planejamento, Secretaria de Recursos Humanos, todos juntos ali. Então, você entende melhor como é burocrático e necessário o poder executivo. E por isso que você, voltando para a Câmara Municipal, você tem uma visão melhor de como fiscalizar o Executivo, aonde é que podem ocorrer as suas falhas. O senhor tem uma atuação reconhecida em prol de mobilidade urbana, com ciclovias. Recentemente foram entregues duas aqui na cidade, a do Campos Elíseos, Vila Aeroporto, 2,9 quilômetros, e no Residencial Sírios, 2,1 quilômetros. A ciclovia, a gente sabe, melhora o trânsito, menos carros, menos acidentes, mais segurança ao ciclista. Como é que o senhor enxerga essas construções? Recentemente também foi inaugurado Jardim Aurélia, 1,3 km, todos com dinheiro do TAC, do Termo de Acordo e Compromisso. São obras que as construtoras, algumas empresas fazem na cidade e em contrapartida, a administração pede para que se construam as ciclovias, não onerando o orçamento municipal. É uma lei que nós criamos, fizemos e aprovamos em 2008, é uma lei minha, eu estudei isso muito, fiquei quase um ano estudando essa lei, e a Câmara aprovou a lei, mas eu achava que ia demorar muito para entrar, sair do papel e virar realidade. E o governo Jonas, em 2012, já começou a construir as ciclovias, tem um projeto de interligação de todas as ciclovias, Nós estamos agora no mês de julho, está sendo previsto mais 5 novas ciclovias para serem inauguradas Princesa do Oeste Eu tenho aqui essas informações só para completar Então, ciclofaixas em Barão Geraldo, 9,2 km Tem ainda no Pissarrão, com 5 km Opasa, 3,7 km Princesa do Oeste, 1,2 km São leis, são obras que são oriundas da minha lei. O prefeito não pode fazer nada na cidade a não ser através de lei. Ele se quiser fazer uma ciclovia, se algum prefeito de uma cidade quiser fazer uma ciclovia em outra cidade, ele tem que ter uma lei para fazer essa ciclovia. Então o prefeito Jonas só está fazendo essas ciclovias na cidade, Gabriel, por causa de uma lei que nós fizemos e muito bem elaborada. E essas ciclovias têm um projeto da INDEC, que é da interligação pela cidade toda em breve. É bom a gente deixar claro também que ciclista é usuário de rua, então ele também precisa respeitar as regras de trânsito, né? É, eu acho que no dia a dia, tanto o motorista de ônibus, de carro, está entendendo o ciclista e os motociclistas, assim como os ciclistas também estão tendo consciência que é necessário respeitar as leis de trânsito para aquele ciclista. Ainda nesse assunto, o senhor é o autor da lei que criou o cadastro para quem teve a bicicleta roubada, conseguir recuperá-la. Como é que você vê isso, cinco anos depois desta questão? Nós elaboramos esse projeto de lei, hoje é lei na cidade, um aplicativo, o Bike Segura, que você consegue deixar registrado a sua bicicleta naquele aplicativo. Existe um cadastro geral nesse aplicativo. se a polícia encontrar a bike roubada, ele consegue acessar esse aplicativo e descobrir que é o dono da bicicleta. Porque se esse aplicativo roubava a sua bicicleta e ficava ali encostado, a polícia não tinha como rastrear, porque não tem placa, não tem chip, não tem nada. Só vai ter o aplicativo. Legal. Fundamental isso daí. Quero destacar também, vereador, alguns projetos que você foi autor como tempo de espera na fila dos bancos. Essa lei é de 2005, está correto? 2005. 2005. 15 minutos para o atendimento em dias normais, 25 minutos às vésperas e após os feriados prolongados e 30 minutos nos dias de pagamentos, não podendo ultrapassar esse prazo, 13 anos depois. Como é que o senhor vê na prática o cumprimento desta lei? Olha, algumas atitudes que os bancos fizeram, todas, são importantes. O guarda-volumes é importante para inibir aquele constrangimento que a mulher tem ao passar naquela porta rotatória, de ter que abrir bolsa e mostrar... Detector de metais, e aí tinha que abrir a bolsa. Abrir a bolsa para mostrar, deixa ali guardadinho. Os bancos são obrigados agora a colocar bebedouro, que antes não tinha, há alguns anos do meu tempo não tinha, e toalete, que também não tinha. Todos os bancos hoje são obrigados a ter isso. E o tempo de fila, que há uns 10 anos atrás, 15 anos atrás, realmente era complicado. Hoje os bancos são mais modernos e o tempo de fila hoje está menor. Mas, antigamente, antes dessa lei, as pessoas ficavam duas horas na fila do banco para ser atendido. E o PROCON nos ajudou, a lei nos ajudou, a maioria dos bancos tiveram consciência disso e otimizaram mais as filas e hoje acho que esse problema é de menor. Na prática, ajudou muito. Lembrando que se o banco não cumprir com o tempo estabelecido, ele sofre uma advertência na primeira vez, depois multa, se persistir a multa dobra e, na quarta vez, suspensão de alvará de funcionamento. Após a quinta reincidência, as denúncias podem ser encaminhadas ao PROCON, correto, Iabir? Correto. Quem tiver problema na fila, liga para o PROCON, leva o ticket do tempo que ele tirou e não foi atendido, denuncia o PROCON e vai lá e autobanco. Até hoje vale isso. Vereador, por fim, o que o senhor espera deste ano de 2020 das atividades parlamentares? Acho que a cura do coronavírus todos nós queremos, uma vacina ou um remédio eficaz. Mas, Preciano, a gente está entrando aí no segundo semestre, o que o senhor espera? Eu espero que esse novo normal seja o mais rápido possível para todo mundo. Ninguém mais está com paciência para ficar aí tanto tempo isolado, porque a nossa natureza é contato com as pessoas, brasileiro é assim, o nosso povo é assim. Mas, infelizmente, temos que ficar aí no isolamento, usando máscara, usando álcool em gel, Eu acho que essa grande onda vai passar aqui no Brasil. Começou muito tarde essa contaminação no nosso país, então uma hora vai passar como passou na Europa, passou no Oriente, lá no Japão, na China, na Coreia já passou, aqui vai passar também. E ao passar tudo isso, a gente espera voltar à normalidade, um dia todo mundo aí poder estar junto de novo, se abraçando e comemorar a vida, que é o mais importante. Portanto, temos que tomar cuidado até esse momento chegar. Então, com esse novo normal, eu me despeço do senhor, a distância estamos respeitando, um metro e meio, chegamos de máscara aqui até o estúdio, utilizando o álcool gel, então me despeço do senhor, muito obrigado por ter participado, aqui ó a máscara, já vai sair do estúdio, já vai se retirar, então agradeço a participação do senhor no programa em pauta dentro aqui do Câmara Total e até uma próxima oportunidade. Gabriel, obrigado. Obrigado a todos da TV Câmara, especialmente as pessoas do Em Pauta. Até breve. Saúde, se cuidem, usem a máscara e se protejam. Com certeza. Muito obrigado, então, ao vereador Luiz Zé Bico. Vamos fazer o seguinte, então, aqui no Câmara Total. A gente vai fazer um rápido intervalo e na volta ainda tem muitos assuntos. Não saia daí. Câmara Total ao vivo, 1h13min, WhatsApp, mais uma vez, relembro aqui, 978293776. Obrigado a você que já enviou o seu comentário. Seguinte, vamos continuar com as informações do Legislativo. Você acompanhou o Em Pauta, que eu entrevistei o Luiz Iabico, e agora a Mirna Abreu já está aqui no estúdio. Então, boa tarde, Mina. Vamos começar falando de transporte? Boa tarde, Gabriel. Vamos sim, porque nós temos aí o projeto do vereador Carmo Luiz. Ele que é o presidente da Comissão Permanente de Mobilidade Urbana e Planejamento Viário aqui da Câmara Municipal, ele protocolou dois projetos relacionados a esse tema. E um trata da instalação de medidores e também da possibilidade de equipamentos de recarga para veículos elétricos nos condomínios. Vamos ouvir a justificativa do projeto. Apesar do crescimento do uso de carros elétricos e híbridos também, alguns empreendimentos já estarem instalando pontos de recarga elétrica de veículos na cidade de Campinas. Ainda não tem, não existe uma regulamentação legislativa sobre este assunto. Por isso, apresentei um projeto de lei que regulamenta e padroniza a instalação de postos de recarga em condomínios tanto residenciais quanto comerciais. De acordo com as normas técnicas da ABNT, a medição e cobrança individualizada é necessária. E isso tudo a critério dos fornecedores de energia elétrica. Os novos empreendimentos habitacionais e públicos ou subsidiados com recursos públicos não foram incluídos no projeto, dada a sua característica técnica ou econômica. A nossa busca é sempre no sentido de encontrar soluções a fim de suprir as necessidades da população, tendo em vista o futuro que se aproxima e sabermos que é necessário buscarmos usar energias renováveis. Desta forma, apresento este projeto, peço que os vereadores, acredito que os vereadores, todos juntos, tramite pela Câmara e todos juntos possamos fazer tornar realidade na vida de todos nós cidadãos campineiros. E o vereador protocolou também um projeto que permite aos motoristas de aplicativos e taxistas que possam entrar e estacionar em eventos de grande proporção. As duas matérias ainda vão tramitar aqui na Câmara, vão passar pela Comissão de Constituição e Legalidade para depois, então, serem votadas no plenário. Mas a gente tem uma lei que foi recentemente sancionada pelo prefeito municipal de autoria do vereador Fernando Mendes. Essa lei, ela altera e atualiza uma outra de 1994 que criou o banco de órteses e próteses na cidade. Vamos conferir agora no Agora é Lei. A Lei 15.911, de 11 de junho de 2020, acrescenta dispositivos à Lei de 1994, que regulou o funcionamento do banco de órteses e próteses aqui na cidade. De acordo com a nova proposta, o banco de próteses e órteses será constituído por materiais ortopédicos usados ou novos e poderá ser ainda destinados à população carente a título de empréstimo ou em caráter definitivo exclusivamente para o atendimento dos casos encaminhados através do Sistema Único de Saúde. O autor da lei, o vereador Fernando Mendes, fala da sanção de sua proposta. A criação do Banco Municipal de Materiais Ortopédicos aqui na cidade de Campinas vem promover um ganho e uma resposta, e podemos dizer, uma grande providência, principalmente para as pessoas de baixa renda que estão em convalescência, que precisam de um tratamento ou que precisam do uso mesmo dos materiais ortopédicos. E nós classificamos materiais ortopédicos como moletas, bengalas, como colete cervical, como cadeiras de rodas, cadeiras de banho, cama hospitalares. E nós temos consciência que a aprovação desse projeto, que agora é lei aqui na cidade de Campinas, vai despertar aquelas pessoas que têm materiais ortopédicos em casa que os seus familiares já usaram e não usam mais. E eles podem fazer essa doação. as empresas também podem doar e é natural que fazendo esse banco, as pessoas de baixa renda, as pessoas que não têm condições de comprar um, elas podem tomar esses materiais a título de empréstimo. E é natural que quem vai designar isso é o SUS, são os médicos, vendo a necessidade de cada um. Campinas ganha muito com a aprovação desse projeto aqui na nossa cidade. Ainda de acordo com a norma, após o uso do material ortopédico, a pessoa que dele fez o uso deverá devolvê-lo nas condições em que recebeu. E como você pode ver aí, essa é uma atualização, porque a lei de 94, ela dizia que esse banco serviria para alunos das escolas públicas municipais. E agora, com a ideia, a iniciativa do vereador Fernando Mendes, a lei é para todas as pessoas que são atendidas pelo SUS aqui em Campinas, Gabriel. É uma inclusão importante, né? Quem tem, às vezes, o material, algum objeto em casa, ele pode fazer essa doação para o pessoal de baixa renda, que não tem condição, consegue, então, essa prótese, projeto de lei bastante bacana. E agora é lei, então já está em vigor aqui na cidade de Campinas. Mina, amanhã, quinta-feira, dia de reuniões extraordinárias, no plural, porque nós temos muitas, né? Isso mesmo, Gabriel. Amanhã nós temos 14 reuniões extraordinárias. E na primeira delas nós temos 13 projetos de decreto legislativo que aí concedem honrarias que são títulos de cidadão campineiro e de cidadão emérito. Esses projetos todos são votados em turno único, ou seja, cada vereador diz o seu sim ou o seu não, mas é votado só uma vez e promulgado pela própria Câmara. Além disso, a gente também tem uma proposta do vereador Marcelo Silva, que autoriza a abertura de autoescolas e despachantes, Porque nesse momento de pandemia, esses estabelecimentos estão fechados. Ainda de acordo com a proposta, é de responsabilidade da Vigilância Sanitária a garantir aí que eles funcionem com o devido distanciamento social. Na proposta do vereador Pedro Tourinho, também na pauta, ele pede a garantia de segurança e subsistência de cooperativas de catadores de material reciclável e reutilizável durante a pandemia. Ele diz que a Prefeitura deve oferecer os EPIs como máscaras e outros equipamentos durante esse período e caso esses profissionais não consigam trabalhar, são os profissionais que hoje já estão cadastrados na Prefeitura como trabalhadores das cooperativas e catadores, eles devem receber ainda um auxílio da Prefeitura Municipal. E de autoria do presidente da Câmara, Marcos Bernardelli, está na pauta também, em turno de duas discussões, lembrando que esses projetos são duas discussões, ele é discutido na legalidade e depois no mérito, a proposta que cria o banco de sangue animal em Campinas. Para isso, o que o presidente da Câmara pede? Uma alteração na lei de 2017 que criou o Estatuto dos Animais aqui em Campinas. Então agora ele inclui esse parágrafo com a possibilidade de parcerias com instituições, universidades, para que Campinas tenha esse banco de sangue animal que já existe em muitos locais privados, mas que agora, sendo possível fazer essa cooperação, também os animaizinhos aí que dependem do serviço do DPBEA, que é o Departamento de Bem-Estar Animal, que já faz a castração de cães e gatos, também poderá ter o banco de sangue. E lembra, Gabriel, recentemente a gente teve uma coletiva do prefeito, transmitida aqui pela TV Câmara Campinas, em que foi anunciado uma PPP, Parceria Público-Privada para a Iluminação Pública. Esse projeto chegou aqui à casa e também será votado amanhã. Isso porque a gente tem uma resolução da ANL justamente falando que a iluminação pública é de responsabilidade dos municípios, por isso que esse projeto vem à casa E aí, então, Campinas terá que fazer essa parceria para ser responsável pela troca de lâmpadas, manutenção de fiação e tudo mais. Esse projeto também será votado em duas discussões. Temos ainda o projeto do vereador Rodrigo da Farmadique, que isenta da taxa de estadia empate da Indec, os veículos que foram apreendidos no final da sexta-feira, para que não seja cobrado o sábado, o domingo e o feriado. Lembrando que o projeto diz ainda que essa isenção não vale caso seja apreendido, por exemplo, por documentação irregular. Mas caso seja apreendido, por exemplo, numa sexta-feira, 4 horas da tarde, hoje não há condições do dono do veículo ir até o pátio e retirar o veículo no mesmo dia. Ele só consegue na segunda-feira, né? E com isso, ele acaba pagando a estadia no final de semana e se for um feriado prolongado, paga mais ainda. Então, a proposta é justamente para que caso isso ocorra, ele seja isento dessa taxa. Então, amanhã, a partir das 10 horas, com transmissão ao vivo pela TV Câmara Campinas, a gente acompanha as reuniões extraordinárias e eu estarei aqui. E quem quiser também rever todas essas informações da Mina, acompanhar no site também, tem todos os itens das reuniões extraordinárias no campinas.sp.leg.br. Mina Abreu, muito obrigado pela sua participação. Amanhã, então, reunião extraordinária e na sexta-feira, você está de volta aqui no Câmara Total. Isso, eu volto com tudo o que aconteceu nas reuniões extraordinárias, nas 14 reuniões extraordinárias desta quinta-feira. Tchau, Gabriel. Até sexta. Até mais. e amanhã quinta-feira tempo estável aqui em Campinas sol durante todo o dia com a presença de algumas nuvens e não chove na sexta-feira o panorama é o mesmo então no famoso sextou não teremos chuva sol aparecendo entre muitas nuvens e nada de garoa só ontem mesmo que caiu aquela chuvinha, mas você já sabia, né? Acompanhou na segunda-feira aqui no Câmara Total. Vamos às temperaturas então? Amanhã já está aqui na minha tela, quinta-feira dia 16 do sete, mínima de 13 e máxima de 27 graus, sol entre nuvens e na sexta-feira no dia 17 de julho pouquinho mais quente, hein? Mínima de 15 graus e máxima de 28, estamos ainda no inverno, mas uma temperatura aí bastante agradável. Amanhece frio e ao longo do dia a temperatura vai esquentando. Vamos fazer o seguinte? Mais um intervalo aqui no Câmara Total. É o último de hoje e na volta tem receita no Cozinha Fácil com o Michel Amorim e também os erros na cozinha. Alô, chefes na quarentena. É cada receita que deu errado. Vocês vão aí. Fique à vontade pra mandar também a sua receita. Vamos fazer o seguinte? Deu certo ou deu errado, mande um resultado final aqui pra nós. Só não vale mentir, hein? Comprar em algum lugar, algum estabelecimento e falar que você que fez. Olha o WhatsApp, 978293776. Tá aqui na sua tela, 978293776. E aí você participa com a gente do Cozinha Fácil. Rápido intervalo e a gente já volta. Uma hora e 29 minutos, nós estamos ao vivo, hora do almoço, eu ainda não fiz essa refeição, então nós vamos para a cozinha. Na segunda-feira, o Michel Amorim, ele fez o chocolate quente cremoso, com apenas quatro ingredientes. E ele já está aqui, ó, cozinha fácil, já está na tela. E você falou, Michel, na segunda-feira, sobre uma série de bebidas. Então, hoje, o que você vai nos mostrar? Boa tarde. Boa tarde, Gabriel. Boa tarde para você aí de casa. Hoje, seguindo aqui a nossa série de bebidas quentes, eu trouxe um café cremoso. É um café delicioso e ainda com apenas quatro ingredientes. A gente segue nessa linha de receita fácil, receita com poucos ingredientes e receita barata, viu? Porque o custo não é elevado. Olá, eu sou o Michel e hoje eu vou ensinar uma receita nova aqui no canal. Um café cremoso, que olha, pra você tomar com leite quentinho, não tem coisa melhor nesse frio, hein? E ele é muito simples, rápido de fazer e vão apenas 4 ingredientes. Chega de blá blá blá, confira aí! Anote aí os ingredientes 2 xícaras de açúcar 1 xícara de água 50 gramas de café solúvel Esse pacotinho aqui, pequenininho, eu estou usando da 3 Corações Mas você pode usar qualquer marca que você quiser E uma xícara de leite que vai no final da nossa receita Você já viu que a nossa receita vai quase nada Então o modo de preparo é muito simples Vamos lá A primeira coisa que você tem que fazer É colocar as duas xícaras de açúcar na batedeira Junto acrescente o café solúvel Misture tudo, misture muito bem Ah, e a gente precisa que seja uma batedeira Por conta da velocidade de bater Então só com ela você vai chegar no ponto que a gente precisa Sabe aquela xícara d'água? Você vai deixar ela fervendo enquanto você mistura os ingredientes Misturou todos os ingredientes? Agora você pega aquela xícara de água fervente e joga dentro da nossa mistura Se você achou que até esse ponto era fácil, agora é só bater Enquanto você está batendo os seus ingredientes, já deixa aquela xícara de leite fervendo. Esse processo de bater é muito rápido, vai de 5 a 10 minutos. Você pode começar em um movimento mais lento e vai aumentando gradativamente. E você vai percebendo que a sua mistura vai se tornando uma massa mais homogênea. Ela vai ficando cremosa. Bateu por 10 minutos? Bom, agora você vai ver o ponto. Se tiver nesse ponto aqui, bem cremoso e consistente, tá ok, tá pronto. Aí você separa aquela sua xícara bem bonita e coloca o seu creme e logo em seguida o leite. Aí meu amigo, só misturar. Cafézinho pronto Olha só, ela forma duas camadinhas E aí é só se deliciar Hum! Eu tenho certeza que você vai fazer esse café, porque não é difícil. É muito prático, é muito rápido e olha, muito gostoso. Hum! Quentinho nesse frio, delicioso. Olha só, se você fizer essa receita, me marque no Instagram que eu vou lá curtir. Não se esqueça de se inscrever aqui no canal, deixa aquele like e compartilha. Manda para aquela pessoa que você acha que tem que fazer para você. Até o próximo vídeo. Tchau! O Michel, gostosa e bonita, hein? Essa receita, eu gosto de receita que no visual fica bonito também Eu vi as duas camadas ali e muito fácil, né? Até anotei aqui, água, açúcar, café e leite, e nada mais já fica desse jeito que você fez. Exatamente. É super simples, é uma receita que fica muito saborosa, é uma ótima dica. Agora para o inverno, eu vi na sua previsão do tempo que vai fazer aí mínima de 13 graus, então é muito bom para essas manhãs bem frias ou tardezinha. Bom, eu como adoro café, pra mim, qualquer momento é um momento bom pra se tomar um café. Gabriel, aproveitando, quem perdeu as quantidades da receita, pode acessar o meu canal no YouTube e pegar lá na descrição as quantidades. Então, canal no YouTube, Michel Amorim. E olha só, tem alguns comentários aqui no canal, eu vou ler aqui pra vocês. A Vi, que sempre participa, disse que arrasamos na receita e o pai dela vai gostar. Tem também Maria das Graças, que parabenizou, disse que ficou linda a receita e vai fazer. Tem uma outra dúvida aqui, num comentário, perguntando. Essa receita, ela serve como recheio de bolo, trufas ou até mesmo como mousse? E olha só, não serve por conta da consistência dela. Ela fica assim, uma consistência mais pra espuma. Não fica uma coisa mais firme pra servir como recheio. Mas é uma ótima ideia pra eu fazer uma mousse aí de café. O que você acha, Gabriel? Ah, eu amo mousse. Acho que já fica a dica aí pra você. Dentro do Cozinha Fácil aí, eu acho que pode vir um mousse. Assistindo a sua receita, Michel, me veio uma dúvida. Eu não sou o maior fã de café, mas confesso a você que fiquei com vontade de tomar. Esse café que você fez só serve quente ou se eu quiser fazer um café gelado, por exemplo? Ah, hoje não está tão frio, quero tomar agora aqui no fim da tarde, por exemplo. Existe essa possibilidade? Ótima pergunta. Uma ótima dúvida, né? Porque, exatamente, ele é um café coreano, é um café super famoso lá. E, realmente, dá para você usar, sim, tomar ele em dias mais quentes. Então, aí você acrescenta lá o seu leite gelado e gelo. E aí mistura com essa mistura que a gente fez na batedeira, que vai ficar sensacional. Ah, então aí, para quem quiser tomar quente, existe a possibilidade do Michel. E ele já fez também a receita para quem quer tomar o café gelado. A receita do Michel Amorim deu certo, nós exibimos aqui o café cremoso, mas tem uma turma esforçada que vai para a cozinha. Só que a receita não dá muito certo, por isso o perfil no Instagram Chefs na Quarentena postou na rede social e você vê agora aqui o resultado dessas receitas. Música Olha a mãozinha Todo mundo Ah, que demais! Eu me divirto muito, Michel, conheço chefes na quarentena. Agora, como o pessoal erra pudim, né? É impressionante. Você vai no perfil, a quantidade de gente que tem de pudim quebrado, saindo da forma, ou fica muito líquido. Acho que é difícil fazer pudim, hein? Nossa, é super difícil. E olha, eu vou dar uma dica aqui, né? Pra você que quer desenformar aí o pudim. Confeitaria, você tem que seguir as medidas corretamente. Não adianta você colocar uma xícara a mais, uma colher a mais ou a menos. Confeitaria tem que ser exata. Então, e tem a parte de você desenformar, tem que estar gelada. E aí você pode usar da técnica ali, com um maçarico no entorno, não adianta usar de força, porque senão a gente já viu aí o resultado, né, Gabriel? Não, exatamente, né? Eu tenho mais dois comentários para fazer. A primeira, quando foi desinformar, começou a bater, quebrou o vidro, e aí a gente até comentou aqui no estúdio, né? O marido atrás é o crítico, né? Aquele olhar de, não acredito que você fez isso, né? Isso acontece também na cozinha, né? Sempre tem alguém que chega e fala, não, você não fez isso. Acontece. Sempre vai ter aquele que vai torcer ali para um negócio meio que não dar certo, mas aí a gente, com o jogo de cintura, tem que contornar essa situação. E jogo de cintura teve que ter também a pessoa que fez aquele bolo. Eu já aprendi já, Michel, a gente chama de bolo vulcão, porque você viu, o bolo já estava escorrendo, já. Então a gente finge que é a calda que estava saindo, mas eu fiquei com dó, que estava tão bonito o bolo, todo enfeitado, todo confetado, e aí começou a escorrer o bolo. Pode virar bolo vulcão, não é mesmo? E a calda dela não estava quente, estava fervendo, então destruiu o bolo. Tem que observar isso, você tem que desenformar o bolo também frio, e a calda, gente, não precisa colocar ela fervendo, né? Então, tem que prestar atenção em alguns detalhes, que daí você vai errando uma vez, e vai acertando na próxima, e vai melhorando. Com certeza, dicas importantes aí do Michel Amorim na Cozinha Fácil. Você volta na sexta-feira, Michel, com mais uma receita? Com certeza, eu volto e com uma receita fácil Combinado, então, Michel Amorim aqui no Cozinha Fácil Dentro do Câmara Total, 1h42min Encerro por aqui o programa Muito obrigado você que está desde as 11h da manhã Aqui com a gente, enviando WhatsApp, participando É fundamental, você faz parte aqui do Câmara Total Eu fico por aqui, amanhã reunião extraordinária A partir das 10h da manhã e o Câmara Total de volta na sexta-feira, 11 horas da manhã. Até lá! Legenda Adriana Zanotto