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CÂMARA TOTAL
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CÂMARA TOTAL

55 views Publicado 14/07/2020 HD · 2:55:42

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TV Câmara: Com muita informação, entrevistas, prestação de serviço, notícias do Legislativo e entretenimento, Câmara Total estreia, ao vivo, nesta segunda (13) A programação da TV Câmara Campinas tem novidades a partir desta segunda-feira (13;07). Com muita informação, entrevistas, notícias do Legislativo, prestação de serviço e entretenimento, entra no ar o programa Câmara Total. Capitaneada pelo jornalista Gabriel Castro, a atração transmitida ao vivo diretamente dos estúdios do Canal Legislativo, será exibido às segundas, quartas e sextas-feiras, das 11 às 13 horas. “Em virtude da pandemia de coronavírus e das medidas de segurança, inicialmente tivemos que reduzir a produção de conteúdo inédito da TV Câmara. Agora, porém, fizemos uma reformulação para, ainda respeitando todos os protocolos de saúde, podermos levar ao ar uma atração mais completa e repleta de conteúdos novos para o espectador”, conta DJota Carvalho, diretor de Jornalismo do canal. Na primeira edição do programa, em homenagem ao aniversário de Campinas, em 14 de julho, está programada uma entrevista realizada pelo repórter André Aranha com o historiador Henrique Anunziatta, transmitida diretamente da Praça Carlos, um dos pontos mais tradicionais do centro. Na sequência, o espectador vai conferir uma reportagem especial sobre os 246 anos de Campinas. Neste episódio de estreia, o público também vai poder conferir as notícias da cidade com a repórter Viviane Novaes, um quadro de informações de saúde com Andrea Marques, e Rubens Morelli trazendo informações sobre Direito do Consumidor. Também no programa haverá previsão do tempo; a situação do trânsito, com imagens diretas da Cimcamp, a Central Integrada de Monitoramento de Campinas, sistema que monitora pontos da cidade com o uso de câmeras; e notícias do Legislativo com a repórter Mirna Abreu, além de versões curtas de alguns programas da TV, agora na forma de quadros. Também está programada uma entrevista exclusiva com o presidente da Câmara, vereador Marcos Bernardelli (PSDB), na qual ele irá falar sobre os desafios de comandar o Legislativo durante a pandemia, com as convocações de reuniões extraordinárias deliberadas por Sistema de Deliberação Remota, e as últimas ações da Casa e as perspectivas para o segundo semestre. “As precauções em relação à Covid 19 tornam quase impossível produzirmos, com o mesmo tamanho e frequência, os programas com os quais o espectador já se acostumou. Desta forma, optamos por um formato menor, mas com a mesma qualidade. Nesta segunda, por exemplo, o Câmara Total já neste modelo exibirá o Em Pauta, o É o bicho e um quadro de receitas com o jornalista Michel Amorim que é uma versão do Saúde na Colher”, completa Djota Carvalho. O Câmara Total será produzido enquanto perdurar o cenário mais duro da pandemia. Existe a possibilidade de o horário do programa ser ampliado durante esse período em mais duas horas. A TV Câmara Campinas transmite em sinal aberto digital 39.3, pelo canal 4 da Net e 9 da Vivo Fibra. As atrações ao vivo também podem ser conferidas via Youtube e fanpages da Câmara e da TV, bem como no streaming no portal do Legislativo na internet.

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Música Olá, seja bem-vinda, seja bem-vindo, estreia do programa Câmara Total. Anote aí, hein, na sua agenda celular. Toda segunda, quarta e sexta-feira tem programa a partir das 11 horas da manhã. Ah, Gabriel, o que vai ter no programa? Você gosta de culinária? Tem receita todos os dias. Saúde? Está cuidando bem da sua? Tem preocupações? Todos os dias nós vamos falar sobre saúde aqui. Acha a educação um tema importante? Toda segunda-feira. Tem ainda esporte, informação de tecnologia, mundo animal, o que acontece aqui na Câmara? Claro que nós vamos repercutir também. Repórter na rua, respeitando todas as orientações da Organização Mundial da Saúde. Então são muitos assuntos em mais de duas horas de programa ao vivo. E você aí de casa vai participar do programa. WhatsApp, 19 o DDD, 978293776. Está aí na sua tela, ele vai ficar para dar tempo de você anotar e participar do Câmara Total. 978293776. Mande uma sugestão de tema para a gente conversar aqui, um elogio, uma pergunta, críticas são bem-vindas. E eu não estou sozinho nessa, é claro, todos os repórteres trabalhando muito. E eu começo com a minha parceira de estúdio, Andréia Marques. Seja bem-vinda, ótima segunda-feira. Olá, Gabriel, tudo bem? Boa estreia, né? Um presentaço aí para a população de Campinas. Esse programa feito com muito carinho, todo mundo envolvido para levar para você aí de casa muita informação, muita variedade. Você vai ficar sempre atualizado aqui com a gente. Eu, Gabriel, adorei esse cardápio que você apresentou e sabe qual vai ser a minha tarefa? Qual é? Eu vou falar de saúde. Então, eu preparei durante toda essa semana um tempo bem... Um temas bem diferentes para você aí ficar em dia com a sua saúde. A gente sabe que saúde é a bola da vez, né, Gabriel? E não é só coronavírus, né? Porque eu sei que tem muita gente em casa, eu não aguento mais, é um tema importante. Vamos variar, né? Vamos variar. A saúde é completa, o nosso corpo humano tem muitas doenças, tem muitos cuidados para o pessoal de casa ficar esperto. É corpo, é mente, você vai ficar em dia com tudo. E, aliás, eu separei alguns temas durante a semana, mas você também pode participar. Se você tiver uma ideia e quer que eu vá atrás de algum especialista, manda um WhatsApp para a gente, é esse número que está aí na sua tela, né, Gabriel? Exatamente. Vamos fazer o seguinte, então? Você volta daqui a pouco com saúde? Eu volto, eu volto. Eu estou cheia de novidade, eu quero contar tudo. Combinado, então. Já, já, a Andréia volta para falar sobre saúde aqui no Câmara Total. E, gente, amanhã é aniversário de Campinas, 246 anos. A cidade que virou metrópole, já que o IBGE, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, oficializou a cidade como um dos principais centros urbanos. Nós, campineiros, já considerávamos, né? Só faltava mesmo essa chancela e agora é oficial. Campinas, metrópole, aniversariante E vamos acionar então o repórter André Aranha Que está em um ponto importante da cidade Já está aqui na tela, tem as informações Bom dia André, aniversário da cidade Diferente, sem comemorações Já que estamos enfrentando uma pandemia Mas é uma cidade rica em histórias, né? Pois é, bom dia para você, Gabriel Castro, bom dia para todo mundo acompanhando o Câmara Total, esse novo projeto aqui da TV Câmara Campinas. Olha, como você disse, com relação à pandemia, infelizmente a gente não pode comemorar como a gente gostaria, porém, evidentemente que vai acontecer comemoração, daqui a pouco eu vou falar mais a respeito disso. E também tem muita história, né, Gabriel? Você disse, logicamente, que Campinas tem muita história, que virou recentemente metrópole, são 246 anos, é uma das cidades mais importantes do Brasil, isso sem dúvida alguma, e tem muita história. Estou aqui, olha só, na Praça Carlos Gomes, que é certamente um dos lugares mais importantes aqui da cidade de Campinas. Campinas do Guarani, da Ponte Preta, Campinas do Taquarau, Campinas da Unicamp, Campinas do Parque Ecológico, Campinas de tanta gente, uma cidade aí com mais de um milhão de habitantes. Então, parabéns a nossa querida Campinas, que amanhã vai completar 246 anos. Bom, Gabriel, para falar um pouquinho mais a respeito da história da cidade, desses 246 anos da cidade de Campinas, eu estou aqui com o Henrique, que é historiador. O Henrique, inclusive, estava me contando que é paulistano, né Henrique? Mas que veio para Campinas com 10 anos, se apaixonou, evidente, por Campinas, tanto que é um dos historiadores aqui da cidade. Para você falar, Henrique, bom dia. Bom dia a vocês também. Obrigado. Para você falar sobre essa evolução de Campinas ao longo desses 246 anos. Por favor, Henrique. A ideia de formar Campinas veio da coroa portuguesa em final dos anos 30 do século XVIII. Porque havia outros caminhos para chegar onde estavam as minas em Goiás, principalmente de pedras preciosas. E esses caminhos já estavam esgotados, dava muita confusão. A coroa portuguesa, então, resolve fazer esse novo caminho, que é o Caminho de Goiás. A partir de 1830, Morgado de Mateus, que era um nobre português, ele contrata, vamos imaginar isso no século XVIII, como poderia fazer uma empreitada deste tamanho. E ele consegue. E Campinas, então, é a primeira desse projeto do caminho, a partir de Nossa Senhora do Desterro, que era Jundiaí. Tanto é que Campinas, durante um bom tempo, foi um bairro rural de Jundiaí. E ela se forma nesse caminho, nós vamos ter três pousos. a Campinas Velha, que hoje está ali próximo do Laurão, no Guarani, o Pouso do Tanquinho, que é onde está a Basílica do Carmo, e a área de Santa Cruz, onde estamos ali no Cambuí, que o pessoal chama ali da Capelinha de Santa Cruz. Esses três pousos vieram simultaneamente. Não havia ideia de um projeto, naquele momento, de formar uma cidade única, mas de uma marcação de território. E essa marcação se formou na nossa cidade hoje. Dos três campos, o que a coroa portuguesa escolheu como ponto principal foi o Largo do Tanquinho, porque ele unia tanto o Largo de Santa Cruz quanto o Largo das Campinas Velhas. Porque o nome original daqui, perante a coroa, era Campinas do Mato Grosso de Nossa Senhora da Conceição. Por isso Campinas Velhas, esse nome ali desse primeiro pouso. E ali foi instalada a Câmara Municipal, que na época, ela juntava tudo. Era Câmara e Cadeia. Então você tinha o Executivo, que a gente conhece hoje, o Judiciário, a parte de baixo era a Delegacia, era a Cadeia, e a parte do Legislativo, era tudo num único prédio com as mesmas pessoas. E em 14 de julho de 1774, ocorre quase 40 anos depois, a primeira missa oficial, o primeiro documento em relação à igreja, que trata da formação da cidade. E acabou ficando a formação desta data. E como aconteceu a urbanização de Campinas, todo esse desenvolvimento, Henrique? O nosso primeiro ciclo, ele vem no início do século XIX Então lá para os anos de 1840, quase metade, 1850 Nós vamos ter a cana-de-açúcar E aí desse conjunto da cana-de-açúcar, ele vai se transformando e vindo para o café A partir de 1850, nós temos um grande contexto dessa fruta e desses cafezais Isso vai transformar o capital agrícola em capital mesmo, dinheiro Se transforma o que é a produção da venda do café em capital Esse capital vem para a cidade e passa então a transformar Nós vamos ter bondes a burro, companhia de energia elétrica, companhia de iluminação a gás Saneamento, e aí você vai tendo esse novo urbano Oi Henrique, eu disse para o Gabriel Castro, inclusive o pessoal de casa pode acompanhar, a gente está aqui na Praça Carlos Gomes, que é um dos pontos mais importantes da cidade de Campinas, um ponto certamente histórico, que todo mundo conhece, dificilmente alguém aqui em Campinas não conhece a Praça Carlos Gomes. Agora, o que representa a Praça Carlos Gomes para a cidade? Gostaria que você falasse um pouco mais a respeito disso É Campinas que tem tantos monumentos, proporcionalmente, inclusive Henrique A gente tem informação que Campinas tem mais monumentos do que muitas cidades que são capitais, não é isso? Correto, a Praça Carlos Gomes que tanta gente conhece Ela é uma das marcações mais fortes deste urbanismo que nós estamos falando Então, o calçamento, o gramado, a praça aqui que nós estamos vendo, na realidade, ela é a única que ficou dos antigos jardins. As outras praças, qual a diferença nessa questão de praça e jardim? O jardim, nós temos as marcações ambientais, então nós temos plantas de diversas áreas, as árvores, a grama, as palmeiras, isso é a ideia de um jardim. Essas palmeiras foram compradas pela Câmara Municipal em 1883 e custou 3 contos de réis cada palmeira dessa. E o projeto foi feito por um engenheiro da Câmara na época e ele organizou esse espaço, inclusive o arruamento da cidade daqui para o Cambuí começou a partir daqui da Praça Carlos Gomes. E a finalização desse urbano, dessa ideia de jardim, ela ocorre em 1912, quando nós vamos ter a compra da Câmara Municipal junto à Companhia Macarde, que era uma fundição, o nosso Coreto. Nesse contexto, que nós estamos falando do ajardinamento e do urbano, Campinas tem uma questão muito ímpar em relação aos monumentos. A capital, que era Rio de Janeiro, tanto do Império e depois da República, ela tem mais de 500 monumentos. E tem um conceito muito forte sobre a quem e o que está sendo homenageado. Proporcionalmente, Campinas é uma das cidades do Brasil que mais monumentos tem. São mais de 100 monumentos, não só em questões de homenagem às pessoas, mas também aos fatos. O nosso primeiro monumento é de 1895, que é da inauguração, do início da construção da Companhia Mugiana de Estradas de Ferro. Qual a data? 1895. Ele está lá em frente à Estação Cultura hoje. É uma senhora em cima de um pedestal. Bom, e é legal também a gente falar bastante a respeito de curiosidades, né Henrique? Por exemplo, Campinas, muita gente talvez também não saiba, mas Campinas é a primeira cidade do Brasil que teve uma central telefônica, é isso? Nós temos algumas questões justamente desse urbanismo e desse capital a influenciar muito forte, tanto é que era dado como capital agrícola. No sentido, a cidade de São Paulo era capital administrativa e a capital financeira era aqui. Nós estamos falando aí da segunda metade do século XIX, pelo que o poder do café trouxe na venda e toda a comercialização. Em Nova Iorque, em abril, vai estar instalando energia elétrica. Aqui em 1876, ou seja, no mesmo ano, só que em setembro, começam os primeiros testes da Companhia Paulista de Estradas de Ferro de iluminar a frente da estação. A gente tem marcação desses postes, com foto. e fazer com que as suas oficinas, que até então eram a vapor, também fossem movidas por energia elétrica. Então, é uma das primeiras cidades no Brasil a ter os testes de energia elétrica. E outro fato curioso é a questão da telefonia. Pelo poder que esse cafetinha se comprou, então, a primeira central telefônica do Brasil. Ela foi instalada aqui no centro da cidade, que era a Companhia Campineira de Telefones. Imagina, você tem uma companhia de telefones com 45 números. Esses números eram distribuídos dentro das casas dos Barões de Café e dentro das fazendas. Que bacana! Eu vou pedir para o Gabriel Castro perguntar para o Gabriel no estúdio se tem alguma pergunta para o Henrique, porque já a gente vai acompanhar uma matéria especial, uma reportagem especial feita pelo repórter Michel Amorim a respeito desses 246 anos da cidade de Campinas, está bem legal a reportagem do Michel. Então você tem alguma pergunta aqui para o Henrique, historiador, que está ao vivo conosco diretamente aqui da Praça Carlos Gomes, em Campinas, Gabriel? Tenho sim, André. Bom dia, então, ao Henrique. Você vai repassar a pergunta ao historiador. São duas. A primeira, a importância do IAC, do Instituto Agronômico de Campinas, e agora virou metrópole. Queria que o historiador contasse o que muda e qual a importância dessa oficialização de Campinas como metrópole. Bom, o Gabriel está perguntando no estúdio da TV Câmara Campinas a importância do IAC e também a respeito do fato de Campinas ter sido considerada recentemente uma metrópole. Por favor, Henrique. A questão do IAC, ela está ligada ao café, que era, antes de ser um instituto, era um conjunto de formação, era assim que eles chamavam, de estudo de plantas ligadas à cidade de Campinas. Isso quer dizer que era o café, era um instituto de pesquisa sobre o café. E ele se desenvolveu, saiu do café e hoje é o que é. Então ele vai se formar uma escola agrícola, não a escola no ato de ensinar, mas no ato de pesquisar. Dom Pedro II dá o aval e a partir daí, entre 1885 para frente, nós vamos ter esse Instituto de Pesquisa. E ele se tornou referência não só no Brasil, mas no mundo todo. O início dele é café, mas hoje nós temos inúmeras questões que o IAC trata. E a outra questão sobre a metrópole, o que ocorre? Nós vamos ter uma distribuição muito forte do sistema de transporte, que vai ser o quê? As cinco estradas de ferro, Companhia Paulista, Companhia Mojana, Estrada de Ferro Sorocabana, Ramal Ferro Campineiro e Estrada de Ferro Funilense. Isso vai fazer com que esse café, que era produzido no interior de São Paulo, ele fosse desembocado quase que diretamente para o Porto de Santos. São Paulo, nesse sentido, é uma passagem desse caminho. E nessa evolução nós vamos ter as rodovias seguindo o mesmo caminho, que vai ser a Anhanguera, a Dom Pedro I, a Santos Dumont, a Bandeirantes. Eu formo um nó nesse contexto. Hoje a ferrovia é praticamente inócua nesse sentido, infelizmente, mas as rodovias, que foi a opção que o país fez, ela suplantou esse nó. Então é um nó muito maior, tanto é que mesmo São Paulo, hoje, como uma grande metrópole, isso é indiscutível, uma das maiores do mundo, eles ainda estão contornando, fazendo o anel do contorno, as estradas que partem de São Paulo. Campinas já vai existir com essas rodovias a partir dos anos 50, anos 60. Então esse nó e todo o comércio que representa dá essa base para a questão da metrópole. Só um ponto, tem vários outros. A Unicamp, a PUC, a questão do comércio e por aí vai. Então tá bom, a gente agradece a sua participação ao vivo aqui na Praça Carlos Gomes, na TV Câmara Campinas, no Câmara Total, falando a respeito dos 246 anos da cidade. Uma aula de história realmente, muitas curiosidades ao vivo para o pessoal de casa. Muito obrigado então por fazer parte desse momento. Eu que agradeço a oportunidade de vocês e um feliz aniversário para a nossa querida cidade. É isso aí, muito obrigado então ao Henrique conversando com a gente ao vivo. Olha, Gabriel, daqui a pouco eu vou falar a respeito da realização da oitava edição do Chef Campinas, que vai ser diferente justamente por conta da pandemia, por conta da necessidade do isolamento social em razão do novo coronavírus. Então daqui a pouco eu vou trazer os detalhes aqui na TV Câmara a respeito disso, vai ter sim um evento, uma comemoração no sábado e domingo, claro que a distância justamente para respeitar o isolamento social. Agora a gente vai acompanhar aqui no Câmara Total uma reportagem feita pelo Michel Amorim falando justamente a respeito dos 246 anos da cidade de Campinas, olha aí. Campinas completa 246 anos na terça-feira, 14 de julho E ela precisou se reinventar, se adaptar para poder comemorar em meio à pandemia Meus amigos, este ano Campinas vai comemorar seu aniversário de um jeito muito diferente Será em casa, de forma tranquila Nossa população estará junto com a família Campinas, no passado, já superou com muita luta outras adversidades, epidemias e tragédias. Não é à toa que um dos símbolos da nossa cidade é a fênix, ave que sempre ressurge das cinzas. Hoje, o melhor presente que todos nós podemos dar para a nossa querida cidade é seguir as orientações das autoridades médicas e sanitárias e nos cuidar para que o futuro chegue o mais breve possível. Com sua pujança, Campinas já se tornou o centro de uma grande metrópole E estamos convencidos que com o apoio de cada um de vocês, tudo isso passará e Campinas voltará a brilhar. Um abraço a todos que nasceram aqui ou escolheram Campinas para viver com a sua família. Parabéns Campinas pelos seus 246 anos. Parabéns a todos nós. Campinas é a terceira cidade do estado mais populosa. Ela ocupa uma área de 801 quilômetros quadrados e conta com uma população, segundo dados do IBGE, de aproximadamente 1 milhão e 200 mil habitantes, distribuída por quatro distritos e centenas de bairros. E eu acredito que Campinas chega a esses 246 anos com muita coisa para comemorar. Nós somos uma cidade que recebeu gente do Brasil inteiro, uma cidade que se tornou de uma cidade que era de porte pequeno, médio, a uma cidade, uma metrópole, aliás, considerada oficialmente pelo IBGE, uma das 15 metrópoles do Brasil, a única que não é capital. Agora, é um momento diferente mesmo. Essa pandemia, ela trouxe vários desafios que nós temos enfrentado juntos. Tudo por aqui desacelerou em março O comércio, as escolas, ruas e avenidas esvaziaram E mesmo a cidade passando por um momento tão difícil Em que festas não podem acontecer como eram feitas anteriormente A prefeitura encontrou maneiras de celebrar e presentear os campineiros Nós teremos uma grande surpresa na área cultural, que vai somar-se também à área esportiva. A gente vai divulgar aí muito em breve. Teremos também a entrega de um grande trecho do BRT. É um trecho que vai da Avenida Transamazônica até o Hospital da PUC. Foi uma grande reformulação ali no Balão do Londres. Quem conheceu aquilo antes e vê agora, percebe a diferença que faz. Aliás, o BRT, a grande obra do Brasil hoje, nenhuma cidade conseguiu tocar uma obra como essa do porte do BRT, que nós estamos tocando, entregando e vamos deixar esse grande legado para Campinas. E a jovem Luísa, moradora de Campinas, também aprendeu novas formas de comemorar o aniversário. Eu completei 21 anos agora, dia 27 de junho, e eu sempre tive muito hábito de comemorar meu aniversário com familiares ou com amigos, em churrasco ou em algum restaurante. E esse ano, por conta da situação da pandemia, foi um pouco diferente. Eu estava bem desanimada a princípio para o meu aniversário, com baixas expectativas por conta do isolamento social, mas para minha surpresa foi um dia muito gostoso. Meus pais organizaram um vídeo, surpresa pra mim, com depoimento de familiares e amigos Que foi realmente emocionante Minhas amigas conseguiram passar aqui pra deixar alguma lembrancinha Com máscara e cumprindo todas as precauções, mas pra se fazer presente Também teve algumas videochamadas pelo Zoom e pelo Google Meets com familiares e amigos E tudo isso me fez perceber que por mais que a gente esteja longe fisicamente A gente tem muitas formas de estar perto E eu senti muito isso no meu aniversário Que por mais longe que a gente pareça estar Ou mais distante As pessoas deram um jeito de estar presente E de fazer esse dia ser especial Da forma que fosse possível Com a situação E eu espero Que com a vacina E com o controle dos casos A situação melhore E a gente possa voltar a se reunir Em restaurantes, com familiares Nem mesmo o prefeito escapou de comemorar o próprio aniversário de um jeito novo e diferente Eu faço aniversário 25 de junho, então foi uma data diferente Agora o aniversário para a gente, a gente sempre para um pouquinho, reflete na vida Eu acho que enquanto cidade a gente pode fazer isso também Então, eu acho que nesse aniversário diferente, como nós comentamos, a gente tem que olhar para a cidade e ver que poucas cidades no Brasil têm essa força que Campinas tem. E é justamente essa força que vai fazer com que, quando essa pandemia cessar, ou pelo menos abrandar, que nós possamos retomar o andamento da cidade, retomar a rotina de vida, claro, em novas circunstâncias, mas trazendo também o desenvolvimento, o progresso. Pois é, muito obrigado então ao repórter Michel Amorim, a gente continua falando ao vivo aqui, Gabriel Castro da Praça Carlos Gomes, aqui na cidade de Campinas. Bom, conforme prometido, eu vou trazer algumas informações importantes relacionadas à realização da oitava edição do Chefe Campinas, que esse ano será um pouquinho diferente, até por conta da pandemia, o pessoal tem que ficar em casa fazendo isolamento social, então não vai poder ser realizada a festa, o evento, normalmente aqui. inclusive nos últimos sete anos aproximadamente 150 pessoas compareceram aqui na Praça Carlos Gomes para participar do evento todo esse pessoal, mas esse ano infelizmente a gente tem que se adaptar a esse tipo de situação e não poderá ser realizado o evento aqui na Praça Carlos Gomes. Bom, ele será realizado pelos sistemas de delivery e drive-thru, o nome dessa edição vai ser o Jeffs Campinas Delivery e vai acontecer no próximo sábado e também no próximo domingo, portanto no dia 18 e no dia 19 de julho. Olha só, os pratos são especiais e os nomes dos estabelecimentos que vão participar desta oitava edição serão divulgados amanhã, que é justamente o dia que é comemorado o aniversário da cidade de Campinas, 246 anos, serão divulgados os nomes pela plataforma Abraça Campinas. Cada estabelecimento vai enviar um vídeo com o prato que será oferecido, Então, certamente, o pessoal de casa vai poder participar. Gabriel Castro. O Chefes Campinas, que era o antigo Chefes na Praça, né? Cheguei até aí, ao Praça Carlos Gomes, em que os restaurantes colocavam aí as barracas, e o pessoal estendia até toalha, fazia piquenique, era um dia de festa. Então, esse ano diferente por conta da pandemia, e ano que vem, quem sabe, a gente volta. Obrigado André e também ao historiador Henrique Anunziata Campinas é uma cidade completa, grande centro urbano, comércio forte, importante economicamente Hospitaleira, já que recebe milhares de imigrantes Então parabéns a cidade de Campinas, 246 anos E como será que está o trânsito da cidade? Tem vez também que está um completo caos, né? Se bem que em tempos de quarentena, isolamento social e pelo horário, eu acho que nós não temos problemas. Estamos acompanhando agora, em parceria com a CENCAMP, a Central Integrada de Monitoramento de Campinas, neste momento, Orozimbumaia, junto com a Delfim Sintra. As imagens a gente está vendo aí na tela, não há trânsito na Orozimbumaia, que geralmente é uma via que fica lotada, mas no horário do almoço. E olha só, hein, curioso, 13 de maio, com a senadora Saraiva, É o centro da cidade, mesmo com o comércio fechado, há uma grande movimentação. Então, as pessoas utilizando aí a 13 de maio, a gente está vendo o calçadão Campinas na zona vermelha. Portanto, apenas o comércio considerado essencial pode funcionar na cidade e a gente vê a movimentação na 13 de maio. Lembrando sempre, se precisar sair de casa com a máscara, álcool em gel na bolsa Utilizou, encostou em alguma coisa, passa o álcool em gel Vamos fazer o seguinte, rápido intervalo, programa de estreia, só começando Tem muitos assuntos ainda por vir, tem saúde, tem educação, tem receitas A gente vai voltar na rua, ainda tem mais participação de repórter Vamos falar sobre direito do consumidor, comprou alguma coisa na internet, não chegou, demorou veio quebrado, você vai poder participar também. Então, um rápido intervalo, não saia daí. Voltamos com o programa Câmara Total ao vivo, 11 horas e 35 minutos. Vai mandando WhatsApp, vai participando com a gente, 978293776 e vai aparecer aqui na tela para mim a repórter Viviane Novaes, aqui já está, está na casa dela, protegida, se cuidando, já que está grávida de Francisco, já já chega Francisco, continua trabalhando bastante e tem as informações agora da cidade de Campinas e região atualizada, não é mesmo Vivi? Bom dia! Oi, Gabriel. Bom dia a todos. É isso mesmo. Como você disse, eu estou aqui em casa, bem protegida, com todos os cuidados. Afinal, já estou de oito meses, daqui a pouco o Francisco nasce, então não posso ficar saindo daqui. É exatamente isso que a gente vai começar a falar. Os casos de coronavírus. Por que eu também não posso sair daqui, né? A cidade, olha só, eu estou com um site aberto da prefeitura para a gente atualizar os números para quem está de casa, está em casa. Já são 11.559 casos confirmados aqui na nossa cidade e 444 óbitos, os números são muito altos. A prefeitura também já descartou bastante, quase 20 mil casos já foram descartados e 635 ainda estão em investigação. É uma situação que preocupa bastante, já que os leitos aqui em Campinas, tanto o particular quanto o público, estão bem ocupados. Só para a gente ter uma ideia, no sábado, esse final de semana, o último sábado, 89,4% dos leitos estavam ocupados. O hospital de campanha do Ibirapuera, que fica lá na capital, até começou a receber paciente aqui de Campinas e também da nossa região. Porque a situação está bastante preocupante. A gente, como você já lembrou, a cidade continua na fase vermelha, não pode, só se for necessário, sair de casa sem utilização de máscara. O objetivo é evitar aglomeração, só que infelizmente, como a gente até viu lá na 13 de maio, acabou de ver pelas imagens da Cintam, que ainda tem muita gente circulando, não é mesmo? É verdade, Vivi. É preciso a conscientização de quem precisa sair de casa de respeitar todas as regras. A negação dificulta muito. Então, a cidade de Campinas, de acordo com o secretário de saúde, o Cármeno de Souza, ele disse que a cidade de Campinas está chegando no platô, então está chegando no pico da doença, ela já está estabilizada e a gente precisa que essa curva comece a cair. Então, para diminuir os casos, essa diminuição precisa acontecer com a cooperação das pessoas. Então, quem puder, fique em casa um pouquinho mais, utilizando sempre a máscara quando for fazer compra ou quando precisar sair, álcool em gel, respeitar todas as medidas da Organização Mundial da Saúde para a gente combater o quanto antes essa doença, lembrando que não temos vacina, Lembrando que não temos nenhum medicamento comprovado que consiga combater essa doença. E Vivi, sobre fiscalização aqui na cidade de Campinas, ela tem acontecido? Tem sim, viu Gabriel? Como a gente viu, Campinas continua essa semana na fase vermelha do Plano São Paulo. Isso quer dizer que estabelecimentos que não sejam essenciais não podem abrir. Só que infelizmente na prática, e isso a gente não tem visto, olha só, uma força tarefa da prefeitura, unindo aí vários órgãos da cidade, promoveu uma fiscalização na última sexta-feira, no dia 10, e olha só, mais de 60 locais foram fiscalizados, isso em toda a região da cidade. Tem os números aqui, 12 foram autuados e interditados e 9 receberam auto de infração, principalmente, olha só, por não possuírem controle de fluxo de pessoas, então muita gente estava entrando, acontecendo aglomeração, não estavam fornecendo as máscaras que são tão essenciais neste momento para os próprios funcionários. e tinha estabelecimento também que não estava fornecendo álcool em gel para quem trabalha no local e também para os clientes. Então, reforçando, estamos na fase vermelha, serviço essencial ainda não pode acontecer. E para atualizar números, fiscalização, todo combate a essa pandemia, vai ter uma live do prefeito Jonas Fonisetti, hoje, às 3 horas da tarde. Lembrando, a TV Câmara, a gente aqui, vai transmitir ao vivo, pela TV e também por meio das nossas redes sociais. Então, é interessante acompanhar para saber o que está acontecendo nesse momento. Exatamente. Até para a gente ter uma ideia, a cidade de Campinas tem 700 quilômetros de extensão. É muito difícil para a Guarda Civil, para o PROCON, para a Secretaria de Urbanismo poder fiscalizar tudo. Por isso que a gente pede a conscientização das pessoas. É difícil quem tem comércio, quem precisa abrir o sustento, mas pandemia, Campinas, na zona vermelha. Então, vamos se juntar todo mundo para a gente poder sair logo dessa fase, diminuir os casos para a gente poder ir avançando. Fase laranja, fase amarela, até chegar na fase verde e aí sim o comércio funcionar de vez. Vivi, emprego, você tem informação aí também? Hora de falar de coisa boa também, né? A gente está num momento tão complicado. Muita gente perdendo emprego, muita gente tendo redução de salário, muita gente preocupada com o que vai acontecer. E tem vaga disponível, sim, neste momento. Até difícil de acreditar, né? Na hora que eu fui olhar lá no site do CEPAT, que é o Centro de Apoio ao Trabalhador aqui de Campinas, eu até fiquei surpresa. Tem várias vagas. Eu vou abrir aqui, estou com o computador ligado, vou entrar na página do CEPAT, você de casa também pode acessar. que é o cepat.campinas.sp.gov.br. Já na página de início, tem lá as vagas, e olha, tem auxiliar de almoxarife, auxiliar de limpeza de obra, carpinteiro, tem para costureira de máquinas industriais, tem para eletricista, instalador de esquadrias, lavador de estofados, e os salários são bem variados também. Chega de R$ 1.200, tem de R$ 1.700, R$ 2,5, mais comissão, Tem aqui para Campinas E também tem cidades da região Que estão com algumas vagas abertas Então vale dar uma pesquisada E ir atrás Para saber se tem alguma que você se encaixa Para ver se está disponível Se precisa ir de experiência ou não E tentar uma oportunidade Nesse momento que a gente está tendo que Se reinventar Só que lembrando, o CEPAT também está Nesse esquema de home office Aqui como eu Então só está atendendo com o horário agendado Então, você entra no site, se interessou por alguma vaga, dá uma ligadinha no 156, aí agenda o horário e a pessoa vai te atender para te falar sobre essa vaga que você se interessou e as demais também que estão disponíveis. Então, reforçando, cepat.campinas.sp.gov.br, vale a pena dar uma olhadinha, você que é de Campinas, entra no CEPAT aqui da cidade, você que não é, que é da nossa região, vai atrás do CEPAT da sua cidade, que algumas cidades aí estão sim com vagas disponíveis. Uma boa notícia nesse momento, né? Sem sombra de dúvidas, né? CEPAT, Centro Público de Apoio ao Trabalhador aqui da cidade de Campinas. O site é bem completo, tem os requisitos de cada função, então se precisa ter currículo, ensino superior, quais documentos você precisa levar na hora, você acessa lá, vê qual que é a vaga ideal para você. Você que está precisando de emprego, acesse o site do Sepat Campinas, você que quer uma recolocação no mercado de trabalho, quer mudar de emprego, Sepat Campinas, pode digitar no site de buscas também, Sepat Campinas, que ele já vai direcionar para o site, você vê todas as vagas de emprego. Vivi, agora para encerrar, eu vou falar que até uma oportunidade que você vai citar, porque nós temos um leilão de veículos, isso envolve o Detran? Exatamente, Gabriel, é o DETRAN que está fazendo esse leilão virtual, são carros aí que foram aprendidos ao longo dos anos e agora estão sendo colocados à disposição da população, é o leilão virtual. É só você entrar no site, o www.lanceja.com.br. Vai precisar fazer um cadastro lá. Feira esse cadastro, é coisa rápida e pode dar uma olhadinha em todos os veículos que estão à disposição. Tem moto e tem carro, já com a documentação tudo ok. Então é só escolher, vai lá e dá o seu lance. No total são 130 veículos. Destes, 82 motos e 48 carros. São aí veículos que estão apreendidos no pátio municipal. Então entrou no site, escolheu, só dá o lance, todos estão regularizados, já vão sair com a documentação. É uma oportunidade para quem está querendo ter um veículo aí, nesse momento, e pagar um pouquinho mais barato, né? Sem sombra de dúvidas. Então é lanceja, www.lanceja.com.br E aí você acessa e vê quais os veículos que foram apreendidos, que estão legalizados e que você pode fazer o lance sempre de forma virtual. Viviane Novaes, da sua casa, muito obrigado. Continue protegida aí e você volta na quarta-feira, hein? Agora sim, como prometido, Andréia Marques retorna ao nosso estúdio para falar sobre saúde. Por conta da pandemia, muitas pessoas voltaram a atenção para o bem-estar. procuraram médicos, tem que estar com tudo em dia, né, Andréia? Se a gente fosse falar de trends e topics, a saúde estaria lá em cima, né? Não, todos os dias, né? Quando não é corona, é algum outro assunto. Todo mundo quer se cuidar, né, gente? A gente sabe que saúde é muito importante, manter o corpo em dia, ainda mais aí diante dessa pandemia, do novo coronavírus, então a gente tem que manter a imunidade. Agora, Gabriel, a gente ficou separadinho aí por volta de quatro meses, só fazendo reuniões aí online, eu notei que você está diferente, você está mais magrinho, você também cuidou da saúde durante a quarentena? Que bom que você percebeu, viu? É exercício físico e, ó, fecha a boca. Fecha a boca. Mas você procurou ajuda, fez sozinho, como é que você fez? Fiz um check-up geral, fui até um cardiologista, está tudo certo, mas procurei o médico durante a quarentena, a pandemia, porque a gente precisa saber como é que está a saúde do nosso corpo, né? Ah, você me deu uma ideia. É uma boa pergunta para fazer aí para você de casa. Você tem cuidado da saúde? Manda uma mensagem aí para a gente no nosso WhatsApp, que vai aparecer daqui a pouquinho na sua tela. Me conta, o que você fez aí na quarentena para cuidar aí da sua saúde e da sua cabeça também? Porque a cabeça também dá uma mexida aí durante a quarentena, né? Agora, Gabriel, você sabe que nem todo mundo procurou médico, né? Aí começam a aparecer alguns sintomas, uma barriguinha a mais, às vezes dá um cansaço. E é sobre isso que eu vou falar. Eu fui atrás de um cardiologista, igual você foi, para ajudar você aí de casa também a entender alguns sintomas, aí alguns sintomas que são bem perigosos. Por exemplo, um pé inchado, um cansaço, pode ser sinal de insuficiência cardíaca. Então, Gabriel, eu não vou revelar tudo aqui agora, não, viu? Vamos fazer o seguinte, o WhatsApp já está na tela, 978293776. 978293776. Mande o WhatsApp, responda essa pergunta aí da Andréia, E a gente vai fazer o seguinte, rápido intervalo e na volta, já com a Andréia e quadro de saúde aqui no Camarã Total. Vou estar de volta. Estamos de volta para falar de um assunto bastante importante. Pés inchados, insônia, cansaço. podem ser sinais de uma doença bastante grave, a insuficiência cardíaca. Mas você sabe como tratar para não deixar seu coração fraquinho? É por isso que quem vai nos ajudar é o Dr. Flávio. Tudo bem, doutor? Tudo bem, Andréia. Prazer estar com vocês. Muito obrigado pelo convite. Obrigada por nos atender, doutor. Eu falei coração fraquinho, é isso mesmo? Essa doença deixa o coração mais fraco? O que acontece, doutor? Isso mesmo, André Hoje, o dia 9 de julho Foi muito bem contemplado Por vocês, a gente comemora O dia nacional da insuficiência cardíaca Hoje é a data de nascimento Do nosso patrono, doutor Carlos Chagas, que desenvolveu Não só descobriu, como desenvolveu Toda Todo o fio da doença de Chagas No acometimento cardíaco Desde o seu diagnóstico, até o seu vetor E até muito do seu tratamento Então, essa semana ela é peculiar, é especial para a cardiologia brasileira, o que traz satona para a sociedade, essa doença, essa patologia que traz um agravante social muito grande para os pacientes, sintomas muito limitantes para as atividades do dia a dia e também um custo para o sistema de saúde que é bastante grande. Para a gente ter uma noção hoje, no Brasil somos quase 3 milhões de pacientes com insuficiência cardíaca e a cada ano, 240 mil pacientes são diagnosticados com insuficiência cardíaca. E parece que mata mais que o câncer, né? Exatamente. A gente tem, André, hoje em termos de sobrevida, algumas neoplasias, alguns tipos de câncer, Como o câncer de próstata no homem e como o câncer de mama na mulher Eles têm um prognóstico evolutivo melhor do que a insuficiência cardíaca Então a insuficiência cardíaca sim, ela é letal E essa letalidade é maior, suplanta alguns tipos de câncer E a gente às vezes não dá a real, a devida atenção a essa patologia E por isso que acontece a gente discutir esse assunto, né, doutor? Ele dá mais nesse mês, que se discute muito a insuficiência cardíaca O que acontece? O coração não consegue bombear o sangue? Por definição, Andréia, toda vez que o nosso coração sofre uma lesão ou um insulto, e isso pode acontecer quando o paciente tem um infarto agudo do miocárdio, em que uma artéria do coração sofre um entupimento e o sangue não irriga mais a musculatura cardíaca e esse músculo vira uma cicatriz, na verdade, perde o poder de contração e perde o poder de relaxamento. Esse insulto pode ser uma doença de chagas, afetando o músculo cardíaco a longo prazo. Pode ser também efeito tóxico de uma quimioterapia. A gente tem um aumento do número desses casos. Pode ser uma infecção viral. Agora, com a pandemia do coronavírus, a gente tem visto miocardites, ou seja, ou seja, lesões virais que atingem o músculo cardíaco e diminuem a função do coração como bomba, diminuem a força de contração, isso gera sintomas que são sintomas de represamento do sangue para o pulmão, abdômen e pernas. Por isso que fica inchado? Por isso que fica inchado. O coração não tem capacidade de acomodar mais o sangue que vem do pulmão, da barriga e das pernas, e aí você tem inchaço das pernas, região do tornozelo, aumento do volume do abdômen, acúmulo de líquido, que é o que a gente chama de acite, aumento do tamanho do fígado e sintomas de falta de ar, porque você tem acúmulo de líquido nos pulmões. A pessoa caminha um pouquinho e já fica cansada. Exatamente. E geralmente esse cansaço, André, ele é progressivo. Os pacientes começam a reclamar, olha, doutor, eu não tenho mais condição de lavar a louça. a atleta, estender o varal, né? São perguntas que o paciente vai perdendo capacidade até chegar ao ponto que ele não consegue mais dormir, né? Porque no momento em que ele deita, esse líquido do pulmão se espalha e ele tem uma falta de ar tão grande que ele começa a precisar de travesseiro. Muito pior. É o que a gente chama de dispineia, a dispineia é o termo técnico para a falta de ar, paroxística noturna, ou ortopneia, que na posição deitada o paciente sente tanta falta de ar que muitas vezes ele tem que dormir em poltrona e mesmo sentado. Agora, doutor, são sintomas parecidos com outros, que às vezes o paciente pode ficar confuso, né? A insuficiência cardíaca também é uma doença silenciosa. Como o paciente vai saber a hora de procurar ajuda médica? Perfeito, Andréia. Essa colocação é formidável porque a grande maioria dos casos de insuficiência cardíaca inicialmente são confundidos com doenças pulmonares, primárias do pulmão, como o enfisema do paciente tabagista, como asma do paciente que já tem uma predisposição. E inicialmente o paciente não faz o link, não relaciona isso com uma doença cardíaca. Então, algumas dicas valem a pena. Os pacientes que têm fator de risco cardiovascular, hipertensos, diabéticos, problemas do colesterol, tabagistas, Então atenção para o antes, é hora de dar uma paradinha aí para parar com o cigarro para tratar o coração. Fundamental. Quem tem história de doença cardíaca na família e que começa a ter cansaço progressivo para as atividades, associado a tosse seca, tosse principalmente quando o paciente deita, ele tem que se preocupar e tem que vir à mente do paciente que isso pode ser um acometimento cardíaco e não uma patologia de causa pulmonar primária. Agora, doutor, o senhor falou desses fatores, desses sinais de alerta, mas o que leva mesmo? O senhor falou do cigarro. Cigarro combinado, por exemplo, com pílula anticoncepcional, pode ser um agravante? Uma alimentação mal feita? O que mais pode levar a essa doença? Pode, André. Quando a gente fala da associação de cigarro com uso de anticoncepcionais, A gente, vem à mente da gente, principalmente, um outro cenário que pode levar à insuficiência cardíaca, que é o que a gente chama de embolia pulmonar. Jovens, pacientes jovens, que chegam ao consultório às vezes, doutor, eu viajei, fiz uma viagem longa de avião, eu fumo e eu tenho uso anticoncepcional. Isso facilita, aumenta a viscosidade do sangue, facilita a formação de trombos, coágulos, nos membros inferiores. É chamada trombose, né? Trombose das pernas, quando essa trombose, esse coágulo sobe para o pulmão, o lado direito do coração que está relacionado ao pulmão, ele sofre. E eu posso ter falência do lado direito com falta de ar, com inchaço, da mesma maneira que ocorre na insuficiência cardíaca, a embolia pulmonar é um diagnóstico diferencial. Agora atinge mais qual faixa etária? Mais jovens, idosos ou até crianças, não sei? Sim. A insuficiência cardíaca, por ser uma patologia, uma doença multifatorial, ela pode ter acometimento de cunho genético e acometer crianças. As cardiopatias genéticas, congênitas, levam à insuficiência. Mas a média de idade do diagnóstico no Brasil hoje é 64 anos. Então, é uma patologia, principalmente porque a nossa causa principal no Brasil é o paciente pós-infarto agudo do miocárdio. Então, a faixa etária entre os 65 e 75 anos são os pacientes que mais são acometidos pela insuficiência cardíaca. Agora, quanto antes o paciente fazer um exame, aquele famoso check-up, é melhor procurar um médico? Acho que a partir dos 30 anos, né, doutor, já se preocupar realmente com a saúde, já dá para até evitar esse problema, né? Sem dúvida, André. Eu acho que o check-up, ele é fundamental. não só o check-up, mas as avaliações pré-operatórias, né? O paciente que vai fazer uma cirurgia de vesícula, uma cirurgia de varizes, que passa pelo cardiologista, assim como o check-up, é um momento fundamental para a gente detectar fatores de risco, não só fatores de risco pessoais, como familiares. Então, se eu tenho uma família com nível de colesterol muito elevado, se meu paciente tem uma hipertensão arterial silenciosa, ou se o meu paciente tem aí um quadro de tabagismo e diabetes que eu consigo controlar, o controle dos fatores de risco, sem dúvida, são fundamentais e previnem a disfunção do coração a médio e longo prazo. Alimentos, né? Às vezes as pessoas gostam de alimento um pouquinho mais gorduroso, tem que tomar cuidado também? Tem que comer coisas mais saudáveis, alimentos mais saudáveis? Sem dúvida, Andréia. A alimentação hoje, principalmente na proteção em relação à doença coronariana crônica e a síndrome coronariana aguda, que é o infarto, ela é fundamental. Então, o que rege hoje a prevenção primária e a prevenção secundária de evento coronariano agudo, do infarto, principalmente dentro do perfil de colesterol, é o LDL. Então, a gente precisa tomar bastante cuidado com a quantidade de gordura que a gente ingere, principalmente a quantidade de açúcar refinado que a gente consome, que o diabetes, diabetes do tipo 2, ele cada vez mais vem afetando o mundo ocidental como um todo. E o diabetes é um fator de risco fundamental, não só para a doença cardiovascular, mas para o AVC e para a doença renal crônica, que leva o paciente a hemodiálise e muitas vezes a necessidade de um transplante renal. Agora, quem está em casa deve estar curioso também, qual alimento faz bem para o coração, doutor? Então, a gente tem uma série de questões alimentares, André. Algumas delas são comprovadas por estudos científicos comparativos, e o que melhor se adequou à diminuição do risco cardiovascular é a chamada dieta do Mediterrâneo. Em estudos clínicos desenhados de maneira bem pautada pela ciência, uma dieta baseada em verduras, em castanhas, uma dieta baseada em uma hiperhidratação, ela é fundamental para a diminuição do risco cardiovascular. Que são alimentos até presentes no nosso cardápio, no cardápio brasileiro mesmo, né? Exato. Então, assim, leguminosas, grãos, uma grande quantidade, por exemplo, de micronutrientes que estão presentes na chia, por exemplo, que estão presentes na castanha do Pará, na castanha de caju, são alimentos que ajudam no ponto de vista de diminuição do colesterol, de diminuição do triglicérides e de diminuição dos níveis de glicemia, às vezes até diminuindo a progressão dos diabetes médicos, diminuindo o peso, diminuindo o IMC e resultando num risco final de infarto bem aceitável. Agora, as pessoas que estão com sobrepeso, as pessoas obesas, estão mais propensas a ter a insuficiência cardíaca? Então, esse é muito engraçado, porque a gente chama, a parte da obesidade, a gente chama de paradoxo da obesidade Eu vou explicar um pouco sobre isso O paciente que é obeso, ele tem mais predisposição a ter um infarto, a desenvolver o diabetes E a desenvolver, consequentemente, a dilatação cardíaca e a perda de força de contração Por que, doutor? É uma inflamação que tem nessas pessoas? Acúmulo de gordura? O acúmulo de gordura visceral, principalmente... É na região aqui do abdômen, da barriga, né? O abdômen, a lateral do abdômen, a coxa, a região superior da coxa, que a gente chama, é o core, é onde você acumula aquela gordura chamada gordura visceral, e aí isso se reflete em acúmulo de gordura do fígado, que é a esteatose hepática, Muitas das vezes em obstrução, ainda não sintomáticas, das artérias carótidas, da artéria aorta, que é o principal vaso que leva sangue do coração para o nosso corpo. Essa deposição de uma doença que a gente chama de aterosclerose, o depósito de cálcio e de gordura nos nossos vasos sanguíneos, é o que a gente chama de doença aterosclerótica. E o paciente obeso, apesar, o paciente obeso, por conta da quantidade de triglicérides, de LDL aumentado, ele tem uma maior facilidade para a deposição dessa gordura no vaso sanguíneo, consequentemente, maior chance do risco de um evento coronariano. Mas, Andréia, a partir do momento que o paciente tem a doença, a insuficiência cardíaca estabelecida, O que acontece? Você tem um aumento do consumo energético do coração para que ele funcione e você tem um quadro de emagrecimento que a gente chama de emagrecimento não saudável. A gente chama isso de perda de massa muscular na medicina conhecida como caquexia cardíaca. E nesse grupo de pacientes que já tem sintomas muito avançados, queda de pressão arterial, diminuição do fluxo sanguíneo para os órgãos, rins, fígado e cérebro, a obesidade é protetora nos estágios finais da insuficiência cardíaca. Isso que a gente chama de paradoxo da obesidade. É meio que inverte. É fundamental controlar. Inverte. É bom controlar a obesidade até o momento que você tenha disfunção. Mas nos quadros avançados de insuficiência cardíaca, aqueles pacientes que a gente precisa indicar o transplante cardíaco, o emagrecimento patológico secundário à insuficiência cardíaca, ele é prejudicial. Agora, o senhor falou em transplante, como é que se trata essa doença? Ótimo. A gente tem experimentado, ainda bem, nos últimos 10 anos, um avanço muito grande na terapia medicamentosa medicamentosa para insuficiência cardíaca. Então, aliado à parte comportamental, a gente precisa controlar peso, a gente precisa instituir reabilitação e atividade física programada, a gente precisa controlar a quantidade de sal, quantidade de sódio desses pacientes. Tem muita gente que gosta de cozinhar e tacar tempero não natural, aqueles comprados que estão cheios de sal, de condimentos, que não é muito bom para o coração. exato, André para um paciente que tem função cardíaca normal a quantidade de líquido é extremamente benéfica e muita gente confunde isso a partir do momento que o paciente perde força de contração cardíaca e a função cardíaca diminui de 40% a gente precisa tomar cuidado com a quantidade de líquido porque isso pode ser um perpetuador da falta de ar e de um inchaço de extremidades eu preciso controlar a apneia do sono anemia, enfisema, diabetes, todo o conjunto multifatorial da insuficiência cardíaca. E a terapia farmacológica hoje, ela se baseia no controle da frequência cardíaca com o uso dos beta-bloqueadores, são todos aqueles remédios que a gente brinca que termina com O, carvedilol, propanolol, atenolol, principalmente o carvedilol, o metoprolol e o bisoprolol. Eles controlam a frequência cardíaca e diminuem a chance de arritmia grave. A segunda classe é o que a gente brinca e todo mundo, ou alguém toma ou conhece algum familiar, a classe dos que terminam com prio. Captoprio, enaloprio, peritoprio. Todos que terminam com prio. Tem gente que fala que afina o sangue. Exato. Termina com prio e termina com ana. Vosartana, Vosartana, Candesartana. Esses medicamentos são vasodilatadores e diminuem a chance de ação perder células cardíacas. Melhoram a função do coração. A gente tem outro fármaco que controla a frequência cardíaca hoje, chamado Ivabradina, por um outro mecanismo associado ao beta-bloqueador. E a gente tem hoje um vasodilatador que é muito fundamental, diminuiu o número de, aumentou a sobrevida no paciente com incência cardíaca, que é uma conjunção do remédio famoso já chamado Valsartana, com um novo princípio chamado Sacubitril, que melhorou 20% a sobrevida dos pacientes, quando comparado ao Enalapril no uso farmacológico. Então, transplante só em casos graves, então, né? Transplantar. Ah, progressivamente a gente chega lá. A espironolactona também melhora a sobrevida. Quando a terapia farmacológica não se sustenta, não é suficiente para controlar os sintomas e para melhorar a sobrevida, a gente ainda tem a chance dos marca-passos, nesse caso, o desfibrilador implantável, que salva vidas... É muito comum, né, doutor, aqui no Brasil, né, essa medida? Muito comum. Existe outro tipo de marca passo, que é o ressincronizador cardíaco, que melhora a contração de um lado e de outro do coração. E mesmo assim, se isso falhar, a gente aí entra num processo de transplante cardíaco, que é uma realidade no Brasil. A gente tem centros que têm bastante sucesso nessa terapia, com uma sobrevida pós-transplante de em torno de 15 a 20 anos. Pode voltar a ter uma vida normal, doutor? Com transplante? Normal. Em termos de trabalho, atividade física, vida de relação familiar, a gente tem um resultado muito bom com o transplante cardíaco. Infelizmente, a gente ainda não tem uma quantidade de captação de órgãos, de disponibilidade de órgãos para todos os pacientes que necessitam, mas o transplante é, sim, uma realidade. A gente hoje é responsável pelo Centro de Transplantes da Faculdade de Medicina de Botucatu, da Unesp, E a gente tem tido aí uma sobrevida dos pacientes acima de 77%, 78%, com bastante, com bastante, com devolução da cidadania para o paciente pós-transplante, que é algo que a gente se preocupa bastante. E o coração artificial, é parecido ou não? Perfeito. Também é uma medida de tratamento? É uma medida, Andréia. O coração artificial, ele tem hoje algumas funções que substituem o transplante em alguns momentos, mas que principalmente para o nosso atual contexto financeiro, a gente usa mais a assistência de curta duração, assistência circulatória mecânica, para fazer com que o paciente chegue no tratamento transplodíaco com uma condição clínica, orgânica, satisfatória. Quando a gente fala do coração artificial propriamente dito, e aí a gente tem vários protótipos, a gente está falando de uma terapia que auxilia o coração a longo prazo. Esses dispositivos existem alguns centros no Brasil implantando com sucesso, mas eles têm um custo ainda muito elevado para o que a gente pressupõe. Não é acessível para grande parte da população ainda, né? São dispositivos que, com o custo hospitalar, beiram aí um milhão de reais e a gente espera com bastante ansiedade que esse preço diminua e que a gente forneça esse acesso para a grande maioria dos pacientes que precisam. Agora, doutor, a gente falou as pessoas predispostas a ter a insuficiência cardíaca, o senhor mencionou crianças. Como é que os pais percebem, por exemplo, até em bebês podem ter essa doença, né? Como é que os pais percebem que a criança já está aí predisposta, já está com insuficiência cardíaca? Perfeito. A evolução na cardiopatia congênita, ela também tem sido bastante importante, André. A gente tem um diagnóstico hoje das cardiopatias de modo intraútero, né? A ecocardiografia fetal, ela diagnostica patologias cardíacas antes do parto, o que facilita muito para uma previsibilidade, um planejamento de uma possível cirurgia logo pós-parto. Naquelas crianças que nascem sem diagnóstico pré-estabelecido, uma dificuldade de crescimento, falta de ar, ou o paciente fica, a gente brinca que a criança fica com o lábio roxo, e a mãe às vezes tem dificuldade de... isso é queda de saturação de oxigênio, isso é refletir... Na hora de mamar também. Na hora de mamar, muito cansaço, né? E a mãe percebe rápido que algo de estranho está acontecendo com aquela criança. Dependendo da patologia cardíaca congênita, né, ela pode ser facilmente resolvida, hoje de maneira sem necessidade de cirurgia de peito aberto, com procedimentos percutâneos, intravasculares, Mas existem ainda as patologias congênitas que têm maior gravidade, que essa sim, o paciente e a criança demandam de um transplante cardíaco e muitas vezes também do coração artificial para que ela seja tratada de maneira adequada. Estresse, correria do dia a dia, apesar que hoje a gente está tirando um pouquinho o pé do acelerador por conta da quarentena, tem muita gente ficando mais em casa do que na rua, mas o estresse colabora também. Sim, sem dúvida. Acho que como um fator que a gente ainda não consegue mensurar na corrente sanguínea, a quantidade de noradrenalina circulante e a resposta fisiológica ao estresse, não só o estresse agudo, mas o estresse crônico, ele está intimamente relacionado a desfechos cardiovasculares comuns. Então, a gente tem cada vez mais, e na pandemia eu vejo que isso está se proliferando, tentando orientar os pacientes para que tenham um mecanismo de escape dentro dessa vida que a gente leva. As pessoas ficarem estressadas realmente, angustiadas, parece que as emoções refletem no coração. Refletem, sem dúvida. E a gente tem, a gente está começando a ter evidência científica de qualidade, demonstrando que a meditação, a prática de yoga, elas tendem a ter benefícios, tendem a originar benefícios cardiovasculares concretos, robustos. Os estudos ainda não têm um número grande de pacientes, não são comparativos, realizar a prática versus não realizá-la, mas o que se tem de avaliação observacional, levam sim à atividade física, não há dúvida nenhuma, inclusive melhorando qualidade de vida. A incidência cardíaca, na prevenção, não há discussão nenhuma do benefício. É o melhor remédio. É o melhor remédio, mas associar a atividade física com prática de meditação e com yoga, eu acredito bastante nesse conjunto, nesse tripé, que é associado à alimentação e associado a controle de fatores de risco, tendem a trazer bons resultados a longo prazo. Agora, o senhor falou da atividade física, tem aqueles atletas de fim de semana, agora não muito, porque a gente está vivendo uma fase de isolamento social, mas e aí, você de casa, você é atleta de fim de semana, que só uma vez só e quer correr, quer jogar bola, isso é perigoso, não é recomendado? Perigoso, é perigoso. O atleta de fim de semana em si, ele coloca o sistema cardiovascular à prova de maneira muito hiperaguda. Então, você pode ter não só as lesões osteomusculares, ligamentares, articulares, mas você pode ter um aumento de incidência de arritmia súbita, não só os atletas de fim de semana, mas aqueles que abusam de álcool associado à atividade física. A fibrilação atrial é uma arritmia comum nos atletas de fim de semana e nos etilistas de final de semana, mas você aumenta também a chance de infarto agudo do miocárdio. E se você associar essa prática de final de semana com o inverno, você aumenta mais ainda, em torno de 30%, a chance de um infarto agudo nessa época do ano que a gente está vivendo. Inclusive, doutor, tem uma pesquisa que aumenta os riscos de infarto no inverno. O frio tem alguma relação com isso? Por quê? Tem, André. É uma pesquisa muito bacana do Instituto Nacional de Cardiologia, ela foi recentemente publicada. Existem algumas explicações fisiopatológicas para isso, sem dúvida. O frio, ele deixa os nossos vasos menos dilatados, mais fechados, que a gente chama de vasoconstrição, mais comprimidos. Isso faz com que haja um aumento da pressão arterial, e o aumento da pressão arterial aumenta o risco de doença coronariana aguda. Outra coisa, a própria coronária, no inverno, ela é mais propensa a espasmos. A constrição que você falou, a compressão que você falou. Existe outro fator que é a hipercoagulabilidade sanguínea. No inverno, o sangue se torna mais viscoso por uma série de fatores, principalmente plaquetários. Você tem um maior risco de doenças respiratórias, como influenza, como H1N1, que comprovadamente podem ser um start para a síndrome coronariana aguda. e no inverno também a prática esportiva, não a prática de final de semana, né, ou uma vez ao mês, mas a prática de rotina, que a gente recomenda aí, regular cinco vezes por semana, pelo menos 30 minutos. É o ideal cinco vezes por semana? É o que é preconizado pelas organizações de saúde, doutor? Pelo menos meia horinha? Pelo menos meia horinha de atividade aeróbica cinco vezes por semana. E vai no ritmo da pessoa, né, pra sair disparando também, né, que aí o coração não aguenta. Caminhada progressiva, né, dentro do ritmo, que o paciente que tenha um certo grau de exigência, né, mas nada que tire o paciente do seu conforto. Por exemplo, a gente não tá podendo sair, né, doutor, as ruas, mas, por exemplo, quem mora em condomínio, por exemplo, pode subir um pouquinho a escada, andar ali no quintal da casa, pode ter que se mexer um pouquinho, né, Não pode ficar muito sedentário. Não, não deve, Andréia. A gente tem pego uma grande parcela de pacientes nessa pandemia com descontrole pressórico, com descontrole de frequência cardíaca, porque a ausência da atividade física regular, que em regra os pacientes praticavam, a gente percebe o impacto no descontrole dos fatores de risco. Isso é o que você colocou, é fundamental. A gente tem visto a preocupação com a síndrome respiratória aguda, aguda secundária ao coronavírus, ao COVID, é claro que a gente precisa tratar essa patologia, principalmente nas suas formas agudas, mas o paciente de alto risco cardiovascular, o paciente que já tem insuficiência cardíaca, ele não pode se descuidar. Ele precisa ter acompanhamento regular. Se houver sintomas Os sintomas característicos De angina de peito ou de infarto agudo Que é a dor opressiva Do lado esquerdo do peito Irradiando para a parte do braço A região aqui que a gente chama de região do braço O braço fica mais dormente, né doutor? Mais dormente, mais pesado Isso pode se irradiar até para os dois dedos Da mão Um sintoma de constrição da mandíbula E às vezes de dor na boca O que seria a constrição da mandíbula, doutor? É ficar a boca mais cerrada? É isso ou não? Alguns pacientes, André, eles sentem como se externamente houvesse uma compressão nessa região da mandíbula. Ah, sim. Então, o paciente fala, doutor, eu sentia a dor, eu começava no peito, subia aqui para o pescoço e parecia que vinha aqui no dente, parecia que me pegava na mandíbula. Então, esse é um sintoma que muitas vezes o paciente não consegue identificar como infarto ou como mangina. Então é importante a gente orientar as pessoas, dor na boca do estômago, dor no estômago, azia, paciente com náusea ou arrotando demais, eructação, pode ser um sintoma de gastrite, mas pode ser um sintoma de infarto da coronária direita. Então a gente precisa orientar a população em relação a isso. Agora, doutor, não enxerga, desculpa, pode concluir, desculpa. Perfeito. É que são manifestações atípicas do infarto e da angina. No inverno, que é o período mais frio das estações, tomar bebidas quentes, como chá, até consumir alimentos mais quentes, também pode ajudar? Ajuda, Andréia, mas a gente ainda não tem nenhuma evidência robusta em relação a controle térmico e redução de eventos. O que a gente indica no inverno é que a gente tenha um grau de atividade física mais próximo possível do que a gente tem em outras temperaturas. E por que isso? Porque a gente sabe também que em temperaturas extremas, a gente tem também um aumento de 10% da incidência de risco de infarto agudo do miocardio. Então, temperaturas extremas ou níveis de temperatura corporal elevados também podem não ser muito benéficos para a saúde do coração. É a gente tentar andar de uma forma correta o máximo possível, comer bem, dormir bem, caminhar ou fazer sua atividade física, né? E tratar bem o coração, é assim mesmo, doutor? É essa a regrinha? São essas as regras? Sem dúvida, eu sempre converso com meus pacientes que o que está a nosso alcance, diagnosticar ou prevenir, que a gente precisa fazer, sabe, André? Existem patologias que a gente não tem, entre aspas, como se defender. As doenças congênitas, as doenças tóxicas, por exemplo. Eu tenho ali, um inicieio, um câncer de pulmão, um câncer de mama, e eu preciso de um quimioterápico, e esse quimioterápico ataca meu coração. É um risco que eu vou ter que prevenir, mas eu posso não fugir, talvez não tenha a possibilidade de fugir dele. Mas o tabagismo, o cigarro, eu consigo evitar, apesar de às vezes ser difícil. Controle de colesterol, a gente está à nossa mão evitar, controlar ou evitar que o diabetes apareça. Então, o que a gente fala em termos de risco cardiovascular, é claro que a gente não consegue prevenir 100% os eventos agudos, mas a gente consegue, com bastante previsibilidade e bastante sucesso, diminuir as chances de que esses eventos ocorram. Agora, doutor, se alguém que estiver nos assistindo agora, que está em casa, quiser falar na clínica, tirar mais dúvidas, qual que é o telefone? Perfeito, né? A gente hoje, eu trabalho praticamente com o consultório privado, hoje em Indaiatuba, né? A gente tem um centro de referência de pacientes com insuficiência cardíaca. Somos nós três, eu, meu irmão, o mais novo, doutor André Brito, doutor Railson de Oliveira Brito, que está há bastante tempo na região, e o consultório chama ainda a COR, Cardiologia Clínica Médica, e se situa aqui em Dayatuba, o telefone é 19, o ramal da região, 3392-8442, a Vânia e a Patrícia, que são as responsáveis pelo nosso atendimento, vão ter um prazer enorme de estar disponibilizando o nosso atendimento para quem necessitar, não só de Dayatuba, mas a gente tem recebido pacientes de toda a região, principalmente os pacientes que têm a insuficiência cardíaca, que têm fatores de risco para tal, e a gente tem bastante condições de tentar fornecer para o paciente o que há de melhor em termos de evidência científica para o tratamento. Doutor, muito obrigada pelas orientações, muito obrigada pelas explicações, acho que o senhor ajudou bastante a gente aqui do Câmara Total e também do pessoal de casa. Muito obrigada e cuide bem do seu coração também, doutor. Até a nossa próxima encontro. A gente tenta. Muito obrigado, viu, André? Foi um prazer participar com vocês. Muito obrigado pelo convite, a gente está sempre à disposição. Muito obrigada e obrigado a você também. Gabriel, passo a bola para você. E aí, vai cuidar do seu coração daqui para frente ou não, hein? Claro que sim, é com você. Com certeza, né, André? Tem que cuidar sempre do coração, fazer todos os exames, tudo certinho. Atenção, você que estava acompanhando o quadro Saúde é Vida pela NET Campinas, no canal 4 E pelo Vivo Fibra, no canal 9 Você percebeu que o áudio do especialista, do médico, estava bem baixinho Então nós pedimos desculpas por este erro técnico E agora duas correções Na reportagem nós dissemos que a cidade de Campinas tem quatro distritos E na verdade tem seis Sousas, Joaquim Egídio, Nova Aparecida, Barão Geraldo, Ouro Verde e Campo Grande E a segunda correção, na entrada do André Aranha lá na Praça Carlos Gomes Ele disse que nas últimas edições passaram 150 pessoas pelos chefes na praça E, na verdade, é 150 mil pessoas que é um sucesso aqui na cidade de Campinas e que, neste ano, vai ocorrer de forma virtual o Chefes Campinas. Tá certo? Desculpas aceitas. Vamos voltar aqui, então, porque você que assiste a TV Câmara Campinas, pelo sinal, o digital aberto no canal 39.3, a partir do dia 29 de agosto, ele vai passar a ser o 11.3 e a gente preparou aí uma reportagem para vocês. O canal digital UHF da TV Câmara Campinas vai mudar. Por determinação da Anatel, a partir do dia 29 de agosto de 2020, o canal passará do 39.3 para o 11.3. Então, para não perder nada do que acontece na Câmara Municipal de Campinas e continuar acompanhando toda a nossa programação, você vai precisar fazer uma nova busca de canais no seu televisor. Anote na sua agenda A partir do dia 29 de agosto A TV Câmara Campinas passa a ser transmitida pelo canal digital UHF 11.3 Vou repetir A partir do dia 29 de agosto A TV Câmara Campinas passa do canal 39.3 para o 11.3 TV Câmara Campinas Então, a partir do dia 29 de agosto, para sintonizar o novo canal, basta usar a busca automática de canais no menu do seu controle remoto, aí do televisor, e o novo sinal vai ser localizado pela busca. Esse procedimento só precisa ser feito uma única vez e vale lembrar que os demais meios de transmissão da TV Câmara, Canal 4 da NET, canal 9 da Vivo Fibra e via YouTube e na nossa fanpage do Facebook permanecem os mesmos. O nosso objetivo principal do canal é dar transparência e divulgar o trabalho dos vereadores. Mais um rápido intervalo e na volta a nossa equipe está na rua, viu? Trabalhando com segurança, respeitando todas as regras da OMS e vamos falar sobre direito do consumidor. O intervalo é rapidinho. Câmara Total ao vivo, meio-dia e 32. E agora eu vou conversar com o repórter Rubens Morelli, porque nesta quarentena, com isolamento social, não podendo fazer compras presencialmente nas lojas físicas, acho que todos nós fizemos alguma compra online, né? Seja para pedir comida, comprar roupa, teve dia dos namorados recentemente e junto com essa compra vem reclamação. Olha só esses dados do Procon. No primeiro semestre de 2020, o Procon registrou 121.173 reclamações. Foi um crescimento de 55% em relação a 2019. E é reclamação de todos os tipos, viu? demora para entregar produto, problemas com cobrança, produto danificado. Então, Rubens Morelli, comprar pela internet tem as suas praticidades, mas também dá dor de cabeça, né? Boa tarde. Pois é, Gabriel Castro, uma boa tarde para você, boa tarde a todos que nos acompanham. Estou falando aqui ao vivo do centro de Campinas, é exatamente isso. São dificuldades relacionadas às compras que acabam afetando muita gente. Agora a gente sabe que por causa dessa pandemia aumentou muito a procura por produtos e serviços via online. Então essa dificuldade acaba trazendo dificuldades para as pessoas. Eu tenho uns dados aqui do Instituto de Pesquisa Nielsen que 13% da população brasileira fez a primeira compra online agora em 2020, durante esse período de pandemia. Outros 24% da população estão fazendo mais compras online. E isso significa o quê? Muito mais gente procurando compras via internet, também os comerciantes se adaptando a essa nova realidade. Também há informações de que durante essa pandemia, nos primeiros dois meses da pandemia, 107 mil lojas migraram para o ambiente virtual, acrescentaram isso às suas ofertas, mais de uma loja virtual aberta por minuto em todo o Brasil. E isso, claro, traz muitas reclamações, muitas dificuldades, até pela falta de experiência, tanto dos consumidores como também dos comerciantes. Ao meu lado, o advogado especialista em direitos do consumidor, consumidor, o Ricardo Quiminazo, vai poder nos dar algumas dicas a respeito disso. Essa relação está bem diferente desde o início da pandemia, né Ricardo? Boa tarde. Boa tarde. De fato, aumentou muito o número de compras online, a gente tem notado muitas lojas para poder se manter no mercado optaram por esse sistema e o consumidor também, que não pode mais ter acesso à loja, opta por essa forma de O que a gente recomenda sempre, primeiro do lado do fornecedor, do lojista, é ele se precaver de cumprir a legislação. Existe uma legislação que ele precisa seguir nas compras online e essa legislação prevê que ele precisa ter um canal de atendimento ao consumidor, que ele precisa ter o seu endereço físico e o seu CNPJ constante, isso são algumas exigências, além da descrição detalhada do produto e da oferta. Então, de um lado, o lojista precisa se adequar a essa realidade, de outro, o consumidor também precisa tomar aqueles cuidados que a gente sempre diz quando alguém vai fazer a compra via internet. Você checar, primeiro, você olha no navegador se tem aquele cadeadinho para ver se a compra é uma compra segura, se você pode estar fornecendo seus dados bancários. O ideal é que você verifique a reputação da loja, que é muito importante. Para isso, tem canais como, por exemplo, o site consumidor.gov, que você pode estar verificando. Então, tem vários canais que você pode checar a reputação. Algumas lojas recorrem a sites de venda. Existem sites que promovem isso para as lojas. Checar a reputação daquela loja. E a gente sempre recomenda o seguinte, documentar toda a compra. Então, fazer toda a documentação da compra inteira. Vai lá, verifique, é importante também que o consumidor tome cuidado com o valor que ele vai pagar, se o frete está incluído e qual é o prazo do frete, pois isso também é uma questão de muita reclamação, que é o frete do correio. Então, ele registra, o bom é ter prints de tela e ele guardar tudo isso até alguns dias, inclusive após o recebimento desse produto, para que se eventualmente ele quiser exercer o direito dele de arrependimento, ele esteja documentado de tudo isso. Por falar nesse direito de arrependimento, é bom a gente explicar que existe essa diferença entre uma compra numa loja física e uma compra online. A pessoa pode, de repente, se arrepender, desistir, não quero mais, não estou mais precisando porque demorou para chegar, uma coisa assim. Tem um prazo para isso? Tem, o prazo é de 7 dias a partir do momento da compra, do fechamento do contrato e o consumidor não precisa dar justificativa nenhuma. A base da lei para isso é justamente que o consumidor pode muitas vezes, quando pegou o produto em mãos, quando teve contato com o produto em mãos, notar que existem discrepâncias entre aquilo que ele desejava e aquilo que ele viu na tela do computador. Então baseado nessa possibilidade é facultado ao consumidor se arrepender e devolver esse produto E para evitar esse arrependimento a loja é obrigada a fornecer todas as características do produto Do meio do serviço que ele está disponibilizando Na verdade ela não evita, ela pode minorar a incidência desse tipo de produto de situação, detalhando bem o produto, detalhando dimensões, detalhando detalhes a respeito do produto, se for um eletrônico, as capacidades desse produto, o que ele faz, o que ele não faz. Então é muito importante que a loja detalhe muito bem. Agora, isso não pode ser justificativa para a loja para ela se excusar de fazer a devolução, Uma vez que o consumidor exerce esse direito, ele não precisa da explicação nenhuma, ele devolve o produto e recebe o dinheiro de volta, inclusive sem as despesas do frete. No caso de algum produto vir com algum tipo de defeito que foi visto na hora da compra, na hora do recebimento, o consumidor tem alguma garantia com relação a isso? Ele tem exatamente as garantias, se não houver nenhuma disposição contratual, existem as garantias legais para os produtos, que estão no código do consumidor. Então o consumidor recebendo o produto, notando que o produto apresenta algum defeito, algum dano, algum problema, pode acontecer inclusive no frete algum dano, ele tem que acionar a loja que tem que providenciar um jeito para que esse produto seja substituído por um que esteja completamente de acordo. O senhor dizia que a loja precisa ter a divulgação disponível logo de cara no site, tanto do endereço como do CNPJ, também o canal de atendimento, né? Esse canal de atendimento tem um prazo para a loja responder ao consumidor? Olha, tem, eles têm, há prazos previstos na legislação para as respostas, Mas é bom que o consumidor exerça isso o mais rápido possível. A gente lembra, inclusive, até sobre algum... O consumidor tem que estar sempre muito atento aos prazos de reclamação, inclusive agora na pandemia, em especial na pandemia, porque existem alguns serviços que, por mudanças de legislação, estão prevendo alguns prazos diferenciados para as reclamações. O senhor foi diretor do Procon Campinas por alguns anos. Qual era a reclamação principal das pessoas com relação à compra online? E, já emendo, será que está acontecendo uma diferença nesse momento de pandemia? O que a gente nota, as principais reclamações diziam respeito ao não cumprimento da oferta. Muitas vezes o produto que chegava não era o produto que estava sendo comprado. Mas hoje o que a gente nota é que a grande dificuldade está ligado realmente à área de frete, é fazer o produto chegar a tempo para o consumidor. Certo. Bom, o Gabriel Castro está lá no estúdio, eu tenho certeza que ele, como um consumidor voraz da internet, tenho certeza que ele tem dúvidas para também falar a respeito com o senhor. Vamos ouvir então o Gabriel Castro Gabriel, o Ricardo Quiminazzo está aqui ao nosso dispor É, nesta época de pandemia, acho que todo mundo está comprando mais pela internet São duas perguntas, Rubens A primeira, recentemente eu comprei um produto e ele demorou mais de uma semana do combinado E aí eu não sabia, para quem que tem que reclamar? Para a empresa que você comprou, tem que fazer a denúncia para o Procon ou tem que ligar no Correios, porque pode ter demorado por causa da empresa que faria a entrega. Em primeiro lugar, ele está perguntando sobre um pedido que foi feito e acabou atrasando na entrega. Ele tem que reclamar para a loja ou para a empresa do frete? Em princípio, para a loja. É sempre para a loja. A responsável pela contratação do serviço do frete é a loja. E quem tem que garantir a entrega do produto é a loja. Então, ainda que o consumidor posse no correio, por exemplo, se for o correio, mas se tiver uma outra empresa com aqueles códigos de rastreamento, não é a responsabilidade dele. Ele pode reclamar para compelir a loja a cobrar a agilidade no frete. Pois é, Gabriel. Agora, uma outra pergunta? A segunda pergunta é sobre quando, já ouvi falar que existe um acordo de cavaleiros entre a loja e o consumidor, que a loja não é obrigada a trocar o produto. Quero saber do Ricardo se a loja é obrigada e se existe a possibilidade da devolução do dinheiro ou apenas produto. Ele está perguntando sobre também uma dúvida bastante comum As pessoas existem um acordo de cavaleiros entre o consumidor e o comerciante No sentido de, se o produto não for o adequado, não gostou Ele pode devolver o dinheiro ou ele tem que devolver produtos? A loja é obrigada a devolver o dinheiro? É, se o consumidor assim desejar, é uma opção dele Ele pode optar pela devolução do dinheiro se o produto, se ele não quiser outro produto, ou se estabelecido que aquele produto não atende realmente aquilo que ele esperava. Então, o consumidor fala, eu não quero mais esse produto, não há equivalente, eu quero o meu dinheiro de volta, sempre prevalece a voz do consumidor nesses casos. Bom, mas agora que nós estamos enfrentando essa pandemia, também tem uma outra diferença grande, porque quando foi declarada a pandemia pela OMS, a Organização Mundial da Saúde, Muita coisa mudou nessa relação entre o comércio online e os consumidores. Por exemplo, viagens, tanto terrestres como aéreas, teve muitas mudanças. O que o consumidor pode recorrer quanto a isso? Existem algumas... Veja, o Código de Defesa do Consumidor continua valendo normalmente. Não houve nenhuma alteração nele. Algumas atividades econômicas tiveram alguns privilégios, algumas medidas legais para justamente prevenir algumas situações como a falência dessas empresas, fechamentos, não ter um impacto na economia. Então, alguns casos, por exemplo, as passagens aéreas que foi facultado um prazo para, nesse caso, devolução de valor da passagem parcelado ou remarcar a passagem num prazo da mesma sazonalidade. Isso que é importante o consumidor saber. Ele não precisa pegar uma passagem de baixa temporada se ele comprou um produto para alta temporada. Isso precisa ser respeitado pela empresa aérea. Shows e pacotes turísticos também tem essa mesma situação. Foi ditado uma MP sobre o assunto, então há um prazo para devolução No caso da MP de shows, há uma preferência realmente para que seja devolvido a passagem aérea Ou passagem aérea não, o pacote que foi adquirido Seja ele também respeitado a mesma sazonalidade, alta temporada, baixa temporada Mas em última análise, se não for possível atender o consumidor existe a possibilidade da devolução do dinheiro. Nesses dois casos específicos, nós temos legislações que regulamentaram a excepcionalidade da pandemia. Também uma outra dúvida muito comum é com relação aos planos de saúde. Nós estamos vivendo uma pandemia de saúde. Existe, por contrato, todo contrato garantido que vai ser atendido, que a pessoa vai ser atendida nos hospitais ou é diferente? Então, o consumidor precisa ficar atento ao contrato do plano de saúde, porque alguns contratos não preveem a questão do atendimento de situações como pandemia. Agora, precisa ver, o consumidor também precisa ficar atento se aquela solicitação que ele está fazendo está dentro do seu contrato. Estando dentro do seu contrato, da cobertura do seu plano de saúde, o plano de saúde tem que atendê-lo normalmente. Tá certo, eu agradeço a sua presença, sua atenção e a paciência de responder todas as nossas perguntas Eu que agradeço estar aqui hoje, podendo esclarecer aqui, muito obrigado Muito obrigado, esse é o advogado Ricardo Quiminazo, ele que é especialista em direitos do consumidor E só como título de curiosidade, os produtos mais vendidos, mais procurados durante essa pandemia não podia ser diferente O álcool em gel teve um aumento de 310% na procura pelas lojas online. Também o álcool usado para limpeza de superfícies, um aumento de 65%. Papinhas para bebê, 51% de aumento. E também os termômetros, tivemos aumento de 45% na procura. Essas informações aqui, no Câmara Total, você ficou sabendo de todos os seus direitos como consumidor. Gabriel Castro, voltamos ao estúdio. E o sinal, portanto, do Muxilink com o Rubens Morelli e o Ricardo Quiminazo, que tirou as dúvidas aí sobre os direitos do consumidor. Vamos continuar aqui com o Câmara Total. Nós estamos ao vivo agora, meio-dia e 46. Sabia aquela frase, o novo normal? Então, todo mundo está tendo que se adaptar. Seja na hora de fazer compras para praticar exercícios físicos e seja para estudar. Muitos estudantes relataram que estão sem foco, que é difícil estudar de forma online. Então, hora de falarmos sobre educação e como manter o foco no estudo. O repórter André Aranha está de volta ao Câmara Total e gravou aqui no estúdio o De Olho na Educação. É o quadro De Olho na Educação aqui no Câmara Total. Você sabe que já é difícil as crianças prestarem atenção, mesmo quando as aulas são presenciais. Agora, imagina em tempo de pandemia, de quarentena, de isolamento social, em que as crianças, os adolescentes, estão em casa e precisam, logicamente, de uma concentração. Será que é possível manter essa concentração? Manter essa disciplina? Olha, eu acho que não. Não é uma tarefa fácil. Mas quem vai falar mais a respeito disso é uma especialista, a Carolina, que está com a gente. Obrigado por atender o nosso convite, Carolina. Obrigada pelo convite, bom dia. É um prazer estar aqui com vocês para falar um pouco sobre isso. Não é fácil manter as crianças concentradas na frente de uma tela para prestar atenção por muito tempo numa aula online. Mas tem algumas dicas aí para que esse período de concentração das crianças e dos adolescentes também se tornem um pouco maior durante esse período que as aulas online são hoje para nós a única alternativa. Então eu acho que a gente pode fazer algumas coisas para aumentar a concentração sim das crianças e dos adolescentes nesse momento. Então, eu queria falar um pouco sobre isso. E o que deve ser feito, principalmente nessa época, Carolina? Porque, como eu estava falando, às vezes a criança está em casa, ela está com pijama, vê a cama, pijama e cama combinam. Então, quer dizer, existe toda essa situação para que a criança possa, de fato, se concentrar nos estudos, não é isso? Isso. Então, assim, primeira coisa para as crianças e para os adolescentes que estão tendo aula online de manhã, a primeira coisa é fazer com que eles realmente se levantem, troquem de roupa. É claro que não precisa colocar uniforme dentro de casa, mas trocar de roupa, tomar café da manhã e se sentar é fundamental para, de fato, despertar, para começar a prestar atenção na aula. Não dá para prestar atenção na aula deitado na cama, assistindo aula com o celular, deitado, porque a tendência a ficar com sono, a voltar a dormir é muito grande. Então, o fato de se levantar, tomar banho às vezes, ou pelo menos lavar o rosto, tomar um bom café da manhã, isso já faz com que o corpo se desperte para começar uma outra jornada, para começar a prestar atenção. E uma questão importante também é separar um lugar específico para assistir essas aulas, não precisa ser um lugar especial, ter uma escrivaninha, uma bancada de estudos, pode ser a mesa da cozinha, pode ser a mesa da sala, mas um lugar em que o material fique separado para isso, que o material fique à mão, que o estojo esteja ali. Porque se cada vez que o aluno, seja criança, seja o adolescente, se cada vez que ele vai ter aula, ele comece a procurar as suas coisas, cadê meu livro? Cadê meu caderno? Não acho meu lápis? Não acho meu lápis de cor? Tudo isso é motivo de distração, né? Tudo isso é motivo para que ele se perca na atividade, o professor não está ali do lado dele para ajudá-lo a retomar aquilo que ele perdeu e aí ele já não consegue acompanhar mais. Então é importante que ele tenha aquele espaço, com as coisas dele ali separadas, à mão, para que isso faça com que ele não se distraia durante a aula que está acontecendo, porque a aula online acaba sendo um pouco mais rápida do que a aula presencial, que o professor tem a oportunidade de perceber na aula presencial o que está acontecendo com cada aluno, e ele pode voltar, conversar com cada aluno. Na aula online, não, né? Ele não sabe o que está acontecendo. Então, ele vai tocando para frente. E, com isso, alguns podem ir ficando pelo caminho, né? Então, tendo tudo à mão, é mais fácil também a concentração. Uma outra questão também importante é o aluno, ele, se livrar de outras telas. Então, eu acho que essa é uma dica principalmente para os adolescentes. Se está na hora da aula, é importante o celular não ficar perto, porque é quase que irresistível ficar olhando para o celular, querer mandar uma mensagem, querer ver um joguinho, querer entrar em uma rede social. E, durante a aula presencial, as escolas não permitem que os alunos peguem o celular durante a aula. Só que, na aula online, o aluno está em casa, está no quarto, e isso fica irresistível. E ele acaba se perdendo ali, às vezes, se distraindo profundamente com outra tela e esquecendo do que está acontecendo na aula. Então, é muito importante tirar essas outras distrações para que ele fique realmente concentrado no que está acontecendo na aula. Ô Carolina, existem dois tipos de organização, a prática e a mental. Eu gostaria que você explicasse um pouco melhor essa situação, por favor. Isso, exatamente. Então, quando a gente fala da organização prática, nós estamos falando mesmo dessa questão da organização do material, deixar o material à mão, tirar o pijama, colocar uma roupa, manter o local de estudos organizado, essa é a organização prática. E a organização mental é ter uma lista de tarefas do que você vai fazer e, principalmente, é de conversar com a criança e conversar com o adolescente para que ele esteja concentrado em fazer aquilo naquele momento, Porque quanto mais concentrado ele esteja, mais rápido ele termina aquela atividade E aí ele pode fazer as outras Se ele começa a enrolar para fazer aquilo, ele vai levar muito mais tempo para fazer E ele não fica livre para fazer as outras atividades Quando a gente faz uma atividade concentrado só nela, pensando só nela a gente termina aquela atividade e fica livre para fazer as outras coisas. Quando a gente faz uma atividade pensando em outras, a gente acaba não fazendo nada direito... É verdade. E acaba não terminando nada, deixando várias portas abertas, e acaba não fazendo nada bem feito e tendo que refazer tudo. Então, ter essa conversa é para que eles realmente façam as suas atividades do começo ao fim. Terminem e aí possam fazer outras coisas. Carolina, é importante também as crianças, enfim, os próprios adolescentes testarem um método de estudo, porque às vezes o que dá certo para uma pessoa não dá certo para outra. Então, é importante, de repente, eu vou testar desse jeito, acho que vale a pena, desse jeito, acho que não vira. É importante ter essa consciência também? Olha, é muito importante. Eu acho que a palavra hoje, para nós, é flexibilidade. É importante que os pais, os responsáveis, tenham clareza que não é todo método, ou que um método funciona para todas as crianças ou para todos os adolescentes. Tem criança que precisa assistir aula anotando tudo. Tem criança que consegue prestar atenção apenas ouvindo e depois faz a tarefa, faz a lição. Tem criança que vai precisar, depois de ouvir ao vivo, assistir a aula de novo gravada. Então é muito importante que os pais estejam atentos para testar os métodos de estudo com seus filhos e entender qual é o melhor para o seu filho. A gente, muitos estudiosos dizem que nós temos inteligências múltiplas e cada um desenvolve mais uma do que a outra. Uns têm inteligência matemática mais desenvolvida, outro inteligência espacial, outro inteligência criativa. Cada um acaba desenvolvendo uma mais do que a outra. E a gente tem que descobrir qual é o nosso maior talento e explorar isso, e não ficar tentando empurrar um método que serve para um e não serve para o outro. Isso só gera sofrimento. Ô Carolina, e se bate aquele cansaço no final, né? Porque a gente sabe que não está fácil, não está fácil para ninguém, imagina para a criançada, para os adolescentes que precisam de fato desse estudo, nesse momento, nessa situação com quarentena, isolamento social, e de repente bate um cansaço. O que fazer nessa situação para manter o estímulo e conseguir estudar, fazer as tarefas de casa? Olha, o cansaço é muito comum, nós já temos também muitos estudos dizendo que esse excesso de atividades online estão trazendo muito mais estresse para nós nesse período, então é preciso paciência, é preciso resiliência E é preciso, principalmente, foco no resultado. Nós estamos vivendo uma fase, isso vai passar, é só uma fase, e a gente tem que entender que o que nós queremos é algo maior, é um resultado final. Então, quando o cansaço bater, não tenha medo, não se furte a levantar, tomar um copo d'água, comer alguma coisa, respirar fundo e depois voltar. Pais responsáveis, tentem não perder a paciência. Isso é importante também, não é? Isso, isso é muito importante, né? Não torne esses momentos de estudo uma guerra. Ainda mais complicado. Exatamente. Isso só vai trazer mais traumas para esse momento que não está fácil para ninguém. Então, tente respirar fundo, às vezes parar naquele momento e voltar num outro momento que está todo mundo mais calmo, mais tranquilo e pensar no resultado final. O que nós queremos? Nós queremos terminar o ano bem, nós queremos que todo mundo aprenda, nós queremos absorver esse conteúdo pedagógico. O importante não é fazer aquela lição, o importante é aprender aquele conteúdo. Não é preencher aquela ficha. Até porque, Carolina, o futuro não vai querer saber se houve ou não pandemia. Então, é importante demais que haja realmente o foco nesse momento, porque as pessoas, a criançada, os adolescentes que estão estudando, têm que já olhar para frente e pensar no futuro. Não pode desperdiçar esse tempo, não, né? Exatamente, exatamente. Depois, lá na frente, vão vir os outros anos de escola, depois vai vir o vestibular e tantas outras coisas. Então, é preciso passar este ano aí com a maior tranquilidade dentro do possível, né? Então, que todo mundo consiga manter essa tranquilidade e focar no aprendizado, e não no simples cumprimento de tarefas, né? Porque isso é pouco perto do objetivo maior, que é realmente aprender. Então tá bom Carolina, muito obrigado pela participação aqui no Câmara Total Certamente um momento complicado que todos nós estamos vivendo E estudar em casa não está sendo uma tarefa fácil Só que com essas orientações que você passou Certamente vai facilitar a vida de muita gente Da criançada, dos adolescentes Muito obrigado pela participação aqui na TV Câmara Campinas, tá bom? Tá bom, muito obrigada pelo convite Bom dia. Então tá bom, a gente conversou com a Carolina aqui, que é na verdade especialista em educação digital, bateu um papo bem bacana com a gente aqui no quadro de olho na educação, no Câmara Total, e é como eu estava conversando com a Carolina, é importante que as crianças, enfim, os adolescentes, é importante que todo mundo tenha de fato consciência de que o futuro não vai querer saber se houve ou não pandemia, se houve ou não coronavírus. Então não pode estacionar no tempo, tem que continuar estudando e essas dicas certamente foram muito importantes para as mães também, para os pais que estão em casa, para que possa haver de fato uma orientação bem legal para os filhos nesse período de quarentena. Eu volto com você, Gabriel Castro. Muito obrigado, então, André, pelas informações. Também à Carolina, momento que tem que ter tranquilidade, né? Todos nós e os estudantes estão incluídos nessa. Uma hora e três minutos, programa ao vivo estreia. Então, vou fazer o seguinte. Eu tenho um convidado especial e eu vou realizar essa entrevista em outro ambiente. Eu vou sair aqui do estúdio. Então, a gente vai para um rápido intervalo para dar tempo de arrumar Em três minutos eu volto, aguardem. Bom, como combinado, saí do estúdio e vim até o plenário, porque é hora do quadro em pauta. E neste programa de estreia, eu vou entrevistar o presidente da Câmara, Marcos Bernardelli, que tem na sua origem a advocacia. Ingressou na Ordem dos Advogados do Brasil, passando por secretário-geral, diretor e presidente entre 1986 e 1997. Está no segundo mandato aqui no Legislativo e como presidente, acredito eu, enfrentando um grande desafio que é, durante esta pandemia, há quatro meses, realiza as reuniões extraordinárias de forma remota. Cada vereador está lá na sua casa e o senhor consegue fazer as votações, projetos de lei, discussões. Como é que tem sido esse desafio? Seja bem-vindo. Obrigado, mas é realmente um grande desafio e não foi só para o presidente da casa. A todos vocês, vocês estão dando uma colaboração ímpar. Nós todos aprendemos nesses quatro meses, trabalharmos de forma remota. Eu estou ali como aquele que faz a orientação, mas a participação dos funcionários, vocês da TV Câmara, dos vereadores, cada um na sua residência, Essa sinergia é que está dando condição da gente produzir, porque nós reduzimos os nossos funcionários para que casa ficassem, nós fechamos os nossos gabinetes, mas mesmo assim a casa não deixou de exercer as suas atividades legislativas e as suas atividades no cotidiano administrativo. E nós terminamos na última quinta-feira, se não me falha a memória, foi a centésima, quadragésima, nona reunião remota. Do início, nós vínhamos tratando de assuntos vinculados e estreitos ao coronavírus. A partir do mês de junho, nós já alargamos a pauta e estamos tratando também, e não só das questões relacionadas à pandemia, mas também como o cotidiano, as provações dos projetos de lei ordinários da propositura dos nobres vereadores e também do executivo. E quero crer que o resultado esteja acontento, porque não temos reclamações a respeito, a não ser a falta das audiências, das reuniões públicas e presenciais. Mas o momento requer que nós tenhamos esse cuidado, venhamos a obedecer as orientações médicas e sanitárias e assim estamos pautando o nosso trabalho nesses quatro meses. Sobre essas atividades parlamentares que você citou, nós estamos no mês de julho e geralmente, todos os anos, pelo que eu me lembre, era época de recesso parlamentar. Ano atípico, as atividades continuam no mês de julho? Sim, nós estamos num período de excepcionalidade. A premissa foi essa. O que vamos fazer no meio de julho? Nós vamos trabalhar, elegemos todas as quintas-feiras, acho que teremos cinco sessões, cinco reuniões extraordinárias no plenário, cada qual desmembramos para cada item. E essa modalidade foi aceita por todos os vereadores, porque nós aproveitamos na quinta-feira passada já para a tramitação em plenário virtual e votação de projetos de lei que dizem respeito à indicação de nomes de pessoas para ruas, praças e assim como determina a nossa legislação. E nós vamos suprir, evidentemente, com todos esses itens. Parece-me que a Prefeitura já fez protocolar e nós devemos votar para a próxima semana o projeto da PPP da rede elétrica. Então são essas situações que nós estamos recepcionando, passando dentro das comissões temáticas, online também, e trazendo para discussão e votação aqui em plenário de forma remota. No último dia 29 de junho, a Câmara fez a doação de 2 milhões de reais à Prefeitura para obter mais leitos, principalmente para a rede Mário Gatti. Esse ano já foram doados quase 9 milhões de reais. Como é que são essas iniciativas que estão sendo tomadas aqui pelo Legislativo? Nós viemos com outra mentalidade de administração. É bom que se diga isso. Isso não começou esse ano. Começou assim que assumimos a presidência, em janeiro de 2019. Fizemos várias modificações, principalmente com os funcionários efetivos, com os servidores comissionados de cada gabinete. Naquele momento, algumas pessoas menos avisadas ficaram alardeando que eu estava a causar um enorme gasto para a Câmara Municipal. E depois, no final do ano, a demonstração do que aquilo que planejamos deu resultado, nunca visto em virtude da situação que se encontra a casa, do número de funcionários que temos, efetivos e comissionados e parceiros, e devolvemos 31 milhões e 200 mil reais. Que foi aquele cheque que ficou famoso na cidade. Mas ficou famoso porque ninguém acreditava naquela maneira e na forma de administrar. Equacionamos muitas situações já no ano passado. E nós fizemos o mesmo trabalho, evidente agora com outro foco dentro da casa, que também é uma austera gestão. Logo no mês de março, no início da pandemia, a Prefeitura solicitou o aporte de valores e nós tínhamos aqui na nossa reserva já 6 milhões e 800, entregamos no final de março. A semana que passou, o seu prefeito municipal, para largar os leitos de UTI e leitos de retaguarda lá no Ouro Verde, solicitou, se possível, nós fizéssemos também a devolução de um milhão e meio. Nos reunimos na segunda-feira logo pela manhã com a diretoria geral, com a diretoria financeira e com a secretaria do gabinete e nós conseguimos aumentar esse valor. A devolução foi, a entrega foi de 2 milhões de reais. Ou seja, essas situações só ocorrem quando você tem uma programação. O valor que nós temos em caixa, ele honra, hoje nós estamos no mês de julho, mas ele honra os nossos compromissos até setembro. Então nós temos essa folga de realizarmos o que temos por compromisso e essa folga, quando ela é visível, poder alocar, devolver ao município e no caso específico agora para as questões da pandemia. Eu quero que nós vamos chegar a valor próximo no final do ano, se tudo transcorrer com a normalidade que esperamos dentro da excepcionalidade, nós vamos ultrapassar também os 30 milhões que foram devolvidos no ano passado. Além dessa parte financeira, da devolução de dinheiro, a Câmara disponibilizou também veículos para a rede Mário Gatti. Para quem não sabe, em casa, os vereadores têm direito a um carro e esses carros estão à disposição da Prefeitura para o que precisar. Essa é a demonstração da união que está hoje na casa, entre todos os vereadores, independente da coloração partidária, independente de serem independentes ou opositores, ou da base. Ideologia. Não, isso ficou tudo ao relento. Ficou tudo ao lado porque nós fizemos algumas reuniões. Essa proposta inicial é que nós alocássemos os veículos junto à Secretaria de Saúde, com o motorista e com o motivo. Chegamos junto com a própria Secretaria e a administração do Mário Gatti, que melhor seria que esses veículos ficassem à disposição do Mário Gatti. É claro que você tem as questões administrativas de seguro, adequamos o seguro para esse tipo de situação e hoje são 31 veículos com os nossos motoristas se necessitarem à disposição da rede Mário Gatti nessa interligação com os hospitais e com os pontos de atendimento. Claro que a pandemia toma conta das discussões, mas o senhor mesmo disse que o foco não ficou só em torno do coronavírus. Então, quero trabalhar com você dois assuntos. As comissões de representação foram criadas em junho, mês passado. Então, no meio da pandemia, nós temos a tentar reverter o fechamento do poupatempo na unidade do centro, uma decisão do Estado, e eu quero saber como é que a Câmara pode entrar nisso, E também a liberação de recursos da Lei Aldir Blanc, que é mais para a área da cultura, dos agentes e das instituições culturais. Para que tenhamos uma ideia e que o público nos assiste, tem uma compreensão. As comissões de representação, elas são constituídas aqui no plenário presencial. Nós precisamos de um número X de assinaturas até para que possa tramitar a sua Constituição. E com a colaboração de todos os vereadores. É claro que eu aqui isolado, eu faço uma consulta prévia a eles, peço para eles formalizarem a concordância de forma via e-mail à presidência e quando isso se consuma, eu já, não é nenhuma ditadura, não é nenhuma imposição, mas eu já nomeio o proponente como presidente da comissão de representação, que no caso das duas comissões do Poupa Tempo foi o vereador Cirilo, que propôs na própria sessão virtual, e na semana que se passou, ou há dez dias, o vereador Peta, a respeito dessa verba que vem do Ministério da Cultura. São comissões que já estão se reunindo, a comissão do Poupa Tempo já realizou, se não me engano, duas ou três reuniões aqui na casa, já estiveram em São Paulo, já estão localizando um espaço junto ao prédio da Prefeitura Municipal, lá no Pará do Jequitibás, e a comissão presidida pelo vereador Peta, que vai tratar dessas questões da divisão de um valor mínimo a esses atores da cultura em Campinas, eles se reúnem, ou melhor dizendo, eles já se reuniram a semana que passou e algumas diretrizes já foram delineadas. E nós vamos comunicar na próxima quinta-feira, agora, que tem sessão remota designada, o que é que já se produziu. Mas é um trabalho, assim, muito gratificante, porque os próprios vereadores estão entendendo que a burocracia aqui dentro está sendo superada com anuências ou virtuais, evidentemente, quando for mais protocoladas, mas nós não estamos deixando o dia a dia ficar inerte. Ou seja, proposta, a tarefa, ela é analisada e decidida. A colaboração de todos os vereadores, sem exceção, está sendo assim, singular. Trabalho fundamental, né? Porque as categorias sendo prejudicadas por conta da pandemia, da quarentena, do isolamento social e a Câmara, então, dando esse apoio. Foram duas cartas durante essa pandemia no mês de junho. Uma de apoio à democracia, então primeiro quero conversar sobre essa, acho que não é surpresa para ninguém, a grave crise institucional que se instalou no Brasil. E a Câmara fez uma carta de apoio à democracia. Como surgiu essa ideia? Essa ideia surgiu, realmente estava em casa e você, por ser, principalmente eu, vinculado à área jurídica, você começa a analisar as questões que estavam sendo abordadas, principalmente nos finais de semana, agressão ao Supremo Tribunal Federal, agressão a ministro, agressão ao Congresso, agressão ao Senado, agressão à Câmara Federal. Verbal e até físico, né? Porque até os jornalistas também sofreram com essas agressões. Isso mesmo. Eu ia me reportar porque, se não me falha a memória, agrediram até funcionários da saúde lá na esplanada dos ministérios. Exato. E essas pessoas estavam achando que iam resolver a situação, acho que, com agressões verbais e físicas. e começou um movimento por todas as categorias no país, aqui em Campinas, no estado de São Paulo, em todos os estados, na federação. Nós tivemos a ideia de fazer uma carta bem enxuta. Ela teve como signatários iniciais a Associação Campineira de Imprensa e a Câmara Municipal de Campinas. Eu a encaminhei a todos os vereadores, aqueles que concordaram e anuíram. Encaminhei a todos os presidentes de partidos e a muitos representantes de instituições, quer sindicatos, quer associações de bairro. E a recepção, naquele primeiro momento, foi muito gratificante. O passo seguinte foi encaminhar essa carta a todas as câmaras municipais do estado de São Paulo. Aí a surpresa foi um pouco maior. Recebi telefonemas, eles mesmos soltaram ali uma proposta da própria câmara no local onde chegou. Foi muito gratificante. Tanto é que nós, de uma forma muito tranquila, parece-me que as agressões, as ofensas, elas... Foram reprimidas. Eu não sei se foram reprimidas. Acho que perceberam que não é desse jeito, não é agredindo. Porque algumas pessoas que assim agiam, elas foram recolhidas ao cárcere. Nós tínhamos aqueles manifestantes lá na capital federal. Eu não preciso nominar, mas a grande maioria da população que nos assiste, essas pessoas foram recolhidas. É uma outra carta que foi entregue aqui pela Câmara também contra o racismo, porque também no meio da pandemia nós tivemos uma ação letal da polícia norte-americana e aí trouxe à tona também vários casos que acontecem aqui no país. Como foi a história da carta contra o racismo? Essa postura, eu tenho que reconhecer, ela foi do vereador Carlão do PT, ele é o nosso presidente da Comissão Permanente de Direitos Humanos. Teve uma felicidade, ele tem uma atuação muito singular, muito ímpar, eu digo, na comissão. Ele fez a proposta, de imediato nós a abraçamos e o resultado também foi magnânimo. Por quê? Repercutiu em todos os segmentos. Porque é uma situação, eu digo, nojenta. Nós já passamos esse momento. Não vai ser com esse tipo de situação. Não vai ser com essa postura de arrogância, de prepotência, desse racismo que, lamentavelmente, ainda existe, muito forte em nosso país. Então, nós temos que acreditar aqui ao vereador Carlão do PT. e assim que houve a proposta, como eu disse, ela foi abraçada por todos, sem exceção também. Nós fizemos veicular, o resultado foi tal qual a primeira manifestação formal no que diz a democracia, em defesa da democracia, e o resultado foi muito positivo. Foi muito positivo porque você recebe depois alguns comunicados, olha, valeu a pena, é dessa maneira que a gente tem que agir. Nós temos que trazer para o sítio da discussão, aqui na casa é o plenário, mas quando não é na casa, no plenário, é de forma habitual, não agredir. Você pode se posicionar, você não precisa concordar com o seu adversário, não é seu inimigo, é adversário na colocação, é o seu oponente no posicionamento. Você não precisa agredir, você respeita, mas não concorda e coloque o seu ponto de vista. E na questão do racismo foi muito legal, porque o Carlão tem uma singularidade nesse assunto e ele soube conduzir muito bem. O resultado foi muito positivo. E fortalece também a democracia, essa divisão de ideias. Reuniões extraordinárias acontecendo de forma virtual, nós tivemos audiência pública também para discutir o CAMPREV, que autoriza a transferência de bens, direitos e ativos do município para integrar o fundo previdenciário. Já passou por isso em alguma outra vez? Audiência pública virtual, mandando e-mail, WhatsApp? Nós tivemos uma também audiência pública no mesmo sentido e com a mesma vertente, que foi a questão da lei do manejo e da Rapa, de Joaquim Egídio, Sousas. E nós achamos um modelo, não é aquele modelo ideal com a presença dos moradores, dos representantes das instituições. Mas o modelo que nós adotamos, para que tenhamos uma ideia, a participação online com indagações, com perguntas, foi muito, mas muito superior que a presencial. Se não me falha a memória, nós tivemos aproximadamente quase uma centena de participação quando do assunto do CAMPREF E na primeira audiência pública facultativa que foi da APA e do plano de manejo Tivemos mais ou menos umas 30 e poucas participações e essa sinergia, independente de estarmos isolados, mas de forma online, você sentando ali, você tem que fazer a leitura daquilo que o ouvinte ou aquele representante de uma instituição quer saber. E a autoridade que está ao lado terá que ter subsídios mais que necessários para poder se posicionar e responder. Foi muito gratificante. Eu estou aqui antecipando, mas devemos publicar essa semana ainda para o mês de agosto. Ainda não definimos as datas, mas deve ser entre a primeira quinzena as reuniões de audiência pública junto à comissão presidida pelo vereador Zé Carlos, de Política Urbana, em relação a esses dois projetos lá de Sousa e Joaquim Exídio. E até o final do mês, recepcionando inclusive as emendas, se forem propostas, uma última reunião, a princípio última reunião, com a Comissão do Verde presidida pelo vereador Rossini. Para que possamos, até meados de setembro, estarmos aptos, o projeto instruído para votação em plenário, se for ainda virtual, de forma remota. ou se não, aqui presencialmente. Mas nós só estamos definindo realmente, e vamos fazer nessa semana, essas duas datas para o mês de agosto. Ok. As duas últimas perguntas, sei que a gente já está próximo da hora do almoço, já vou liberar o senhor, mas amanhã é aniversário de Campinas, né? 246 anos, é um momento, acho que não podemos fazer festas, comemorar, mas é o aniversário da cidade, que acaba de virar uma metrópole, então, que mensagem que você tem para a cidade de Campinas, que está enfrentando, assim como todas as outras cidades do Brasil, esta pandemia. Uma mensagem de otimismo. De otimismo. Quem teve um ente querido, um ente próximo, que já tenha sido acometido pelo coronavírus, sabe o que eu estou dizendo. Vamos nos resguardar, vamos respeitar as orientações sanitárias e médicas. Essas autoridades é que sabem. Eu sou advogado. Você é jornalista, nós não entendemos nada a esse respeito. Se a orientação é esse afastamento físico, esse distanciamento, vamos segui-los. São quatro meses já. Eu tenho na minha casa, minha filha, meu genro, eu tenho um neto de um ano e três meses. A sorte, que a sorte, a bênção divina é que passaram, se recuperaram, O garotinho fez o exame e nada acusou, mas você fica com uma preocupação tremenda. Então vamos respeitar, vamos comemorar de uma forma diferente, que é uma comemoração muito íntima de cada um, pelo amor que nós temos a essa cidade. Eu aqui cheguei aos 17 anos em 1977, portanto já estou com um período bom. Aqui eu tive tudo o que procurei, construí minha família, minha vida profissional. Devo muito a essa cidade de Campinas, mas muito, porque as oportunidades que foram dadas eu soube aproveitá-las, mas nós temos que dizer que Campinas vai realmente galgar esses degraus e vai se superar. E os campineiros com certeza ajudarão e muito nesse trabalho. Minha irmã, cunhada e sobrinha também se recuperaram dessa doença. É um susto muito grande, mas acho que o futuro reserva algo bom para todos nós. E para a gente poder encerrar, estamos entrando no segundo semestre. Muda alguma coisa aqui para casa? É um ano eleitoral, é um ano completamente atípico, mas daqui três meses e meio a gente vai ter as eleições. Muda alguma coisa esse segundo semestre? O que nós pautamos? Primeiro é uma orientação para todos os vereadores, para todos os assessores, que não venhamos a afrontar o período eleitoral e as regras eleitorais. Porque, como eu digo, somos todos vaidosos, inclusive o presidente. Temos que ter o maior cuidado, porque qualquer situação que você venha a alargar a atividade parlamentar, que seja entendido como afronta a legislação eleitoral, todos seremos responsabilizados. Então, essa orientação já está chegando a todos os vereadores, nós vamos ter sessões, se porventura, se mantiver as reuniões extraordinárias de forma remota, vamos continuar realizando as quintas-feiras e não tenho nenhuma preocupação nesse contexto dos trabalhos dentro da casa. o organizar, o administrar, porque a nossa equipe, a equipe hoje de funcionários, ela está apta a dar continuidade. Teremos que tomar esse cuidado, sim, de não abusar disso que nos é ofertado. Porque nós conhecemos, se for possível, estaremos 24 horas por dia fazendo campanha e isso aqui dentro não é permitido. Então vamos nos resguardar, temos o tempo necessário. A eleição foi prorrogada, nós temos da data dessa segunda-feira até a eleição aproximadamente quatro meses. Teremos as convenções, teremos tempo suficiente no dia a dia, mas a campanha vai ser de forma muito, muito diferente, penso eu. Quero crer que a dificuldade será para todos. A sociedade vai estar nos vendo realmente com outros olhos E cada um terá que saber o seu papel nesse momento Não só os candidatos a prefeito, vice-prefeito, mas principalmente nós, vereadores A população não vai querer escutar amargos, agressões Ela já está amarga e já está agredida Ela precisa ter uma voz de alento, uma voz de esperança E é isso, se vai aqui algum conselho, que todos façamos uma voz propositiva daquilo que nós queremos de melhor para o cidadão e para a cidade de Campinas. Presidente Marcos Bernardelli, muito obrigado por ter participado em pauta dentro do Câmara Total e até uma próxima oportunidade. Obrigado a vocês e um bom trabalho. Certo, então vou fazer o seguinte, rápido intervalo e na volta já vou correr para o estúdio, viu? Não saia daí. Uma hora e 34 minutos, retornando aqui ao estúdio, após a entrevista com o presidente da Câmara, com o Marcos Bernardelli. E o Câmara Total, ele continua com as informações do Legislativo. E agora eu converso ao vivo com a repórter Mina Abreu, que vai nos contar as atividades que têm acontecido aqui no Legislativo. Nada de recesso parlamentar, né Mirna? Os vereadores continuam trabalhando agora no mês de julho. Boa tarde, Gabriel. É isso mesmo, nada de recesso, como o presidente já adiantou, as reuniões extraordinárias continuam acontecendo, também as reuniões de comissões permanentes, de comissões de estudo, inclusive nós tivemos aí a criação já de duas comissões de representação. E na última reunião extraordinária, que nós tivemos aí 13 reuniões para votação de projetos, moções e requerimentos, nós tivemos uma fala a respeito da decisão do prefeito, do anúncio na última semana, a respeito da volta às aulas. A vereadora Mariana Conte contestou aí a medida, mesmo que o governo do estado já tenha dito que dia 8 de setembro também estão marcadas as aulas para a rede estadual de ensino, a vereadora contestou e o líder de governo na Câmara, o vereador Luiz Rossini, justificou o porquê da decisão. Primeiro que é impossível prever qual será a situação até setembro. Na verdade, nós estamos aí numa dinâmica muito, uma dinâmica da doença que ela, claro que existe um grau de previsibilidade, mas elas têm uma dinâmica muito, digamos assim, volátil, muda muito rápido com o tempo. Então, não dá para prever o que tem, como que vai estar o cenário em setembro, E o prefeito insiste no erro de fazer esse anúncio precoce, quer dizer, pensando lá em setembro, e passa uma mensagem para a população que é a mensagem de que as coisas estão voltando ao normal. A decisão de retorno das aulas, primeiro o governador do estado já baixou o decreto, sinalizando a volta às aulas nesse período do início de setembro. Campinas criou um comitê da educação, composto por mais de 20 profissionais da área da educação, da educação infantil, a fundamental, inclusive, e eja, para pensar como vai ser a retomada das aulas no nosso município. Então, no primeiro momento, o que Campinas está fazendo é se preparando antecipadamente para quando chegar esse momento, você está preparado com protocolos, com procedimentos de segurança que permitam essa retomada gradual das aulas. É óbvio, porque ele falou que não, Campinas vai abrir e retomar. Vai depender das condições. O que não pode é ficar esperando o momento chegar sem você se preparar para isso. É, e ainda na quinta-feira, Gabriel, a gente teve uma outra reunião aqui na Câmara Municipal, a reunião da Comissão de Representação presidida pelo vereador Gustavo Peta. Essa comissão foi criada no início desse mês, ela vai acompanhar e fiscalizar o repasse pelo governo municipal de verbas do governo federal para o auxílio emergencial para a área da cultura. São os autônomos, são as empresas culturais aqui da nossa cidade. E na última semana, o vereador recebeu aqui o secretário de Cultura, Ney Carrasco, e também ouviu aí representantes do setor. Vamos ouvir o que o vereador fez, esse balanço, dessa primeira reunião. Envolve também o que a gente chama de trabalhadores da cultura, né? Que muitas vezes é quem carrega, vamos dizer assim, quem monta os espetáculos, quem monta os shows. Esse setor é um dos setores mais prejudicados com a necessidade do isolamento social. Porque as manifestações artísticas, quase todas, pressumpõem reclomeração, socialização. Então a gente costuma dizer que o setor cultural foi um dos primeiros prejudicados e será um dos últimos a voltar à normalidade. Porque mesmo que a gente volte nos próximos meses a algumas atividades presenciais, as atividades mesmo culturais, então pensa assim, um show, um espetáculo de teatro, que tem aglomeração de pessoas, isso vai ser a última coisa que será autorizada no nosso país. É a Secretaria que será responsável por gerir os recursos que virão a partir da lei Aldir Blanc, que é a lei federal, que é a lei que vai socorrer os artistas, os trabalhadores da cultura, as entidades culturais no nosso país. É uma lei já aprovada, sancionada, e a expectativa é que chegue em Campinas, nos próximos dias, em torno de 7 milhões de reais para esse socorro aos artistas e às entidades culturais. Então a lei foi importante porque o secretário falou rapidamente como ele pretende organizar a cidade para isso, vai se formar a partir da secretaria um comitê com a participação da sociedade civil para organizar isso. Nós discutimos também a necessária lei, uma nova legislação que possa permitir a formação de um cadastro das entidades culturais que estarão aptas a receber esse recurso. Então isso também foi discutido. Então foi muito importante a participação também do Fórum Municipal de Cultura, que é a entidade que representa a cultura e os artistas na cidade, e também de muitos vereadores. É um quórum elevado, quase todos os vereadores da comissão participaram. então foi muito interessante e por final nós elegemos o relator da comissão que será o vereador André Von Zub e já na sexta-feira a gente teve na reunião da comissão de constituição e legalidade, foi a primeira reunião presencial a comissão tem sete membros nós tivemos aí a presença de seis deles essa reunião aconteceu no plenário da câmara com toda a segurança e o presidente da comissão justamente teve que deliberar sobre vários projetos. Tinham oito projetos na pauta, dois deles foram arquivados devido parecer contrário do relator da proposta, o vereador Zé Carlos, e os seis outros projetos avançaram. Portanto, entre os itens que avançam na Câmara, fica o projeto do vereador Felipe Marquesi que retira a incidência do ITBI, que é o Imposto de Transmissão de Bens Imóveis, na aquisição de imóveis aqui em Campinas, por parte de igrejas e templos religiosos. Também continuam tramitando na Câmara Municipal, e estão aptos para a pauta de votação, o projeto do vereador Permínio Monteiro, que prevê a implantação do ambulatório veterinário móvel para os cães e gatos e ainda a proposta do vereador Paulo Galtério, que cria o programa municipal do idoso e também segue a projeto de autoria de dois vereadores, do vereador Zé Carlos e do vereador Luiz Cirilo, que prevê uma redução da alíquota de 2,9% para 1,8% do IPTU, o Imposto Predial Territorial Urbano para galpões e também barracões aqui na cidade. A gente viu aí que a gente está nesse momento em que muitas empresas estão fechando, muitos lugares que antes estavam alugados estariam disponíveis e agora é por isso que os vereadores têm essa proposta. Vamos ouvir então o balanço do presidente da comissão a respeito dessa reunião. Arquivamos alguns projetos que a própria Constituição Federal aponta como inconstitucional e aprovamos outros que muito provavelmente serão colocados na pauta nessas próximas sessões. Agora nós estamos chegando no momento que nós precisamos continuar discutindo projetos da cidade. Nós temos um ano em exercício, que é o ano 2020, que nós estamos projetando projetos para 2021. Haja vista que a cidade é uma cidade complexa e há necessidade dessa ampla discussão. E falando em projeto de lei, na última semana o vereador Nelson Ossri protocolou também um que pede o pagamento de auxílio emergencial para motoristas do transporte por aplicativo e também aos taxistas. O vereador justifica aí a sua ideia. São duas frentes de trabalho que foram muito afetadas diante do problema da pandemia, considerando que muitos que se tornaram motoristas de aplicativos foram por conta da alta do desemprego e agora vêm sofrendo novamente com a redução nos seus ganhos, no seu salário, no seu dinheiro do dia a dia, nas suas viagens. Então esse auxílio vem nesse sentido, uma forma de colaborar, de ajudar essa população que está se desfazendo por conta da pandemia e perdendo, assim, não só os clientes, como também a própria alternativa de ser um motorista de aplicativo. Eu conto aí com o apoio dos demais vereadores, em especial da Comissão de Constituição e Legalidade, que ela tenha um olhar para esses trabalhadores também. É, vimos então que os vereadores continuam protocolando projetos mesmo durante o mês de julho, a gente viu aí que o vereador Nelson Osser inclusive pede para a comissão também fazer essa análise do projeto dele, como tem feito de outras matérias, então a semana continua bem agitada na Câmara e ainda na sexta-feira a gente teve uma palestra muito importante aí trazida pela Elecamp, a escola do Legislativo de Campinas, por quê? Porque com a pandemia a gente já tinha as regras para as eleições municipais mudadas. Por quê? Porque essas regras mudaram nas eleições presidenciais, para governadores, deputados e senadores. Agora seria a primeira vez que essas regras seriam implantadas nas eleições municipais. Com a pandemia também mudou-se a data e isso influencia em muita coisa. Por isso, a ELECAMP trouxe o presidente da comissão eleitoral da OAB Subseção Campinas para falar sobre esse importante tema. E vamos ver, ele fez um resumo para nós sobre as principais mudanças nas eleições de 2020. Vamos ouvir. Diferentemente do que ocorreu na eleição municipal de 2016, na de 2020 os candidatos poderão fazer propaganda eleitoral na internet, incluindo as redes sociais, com impulsionamento. Embora não seja uma novidade se comparada com a eleição de 2018, pela primeira vez veremos no âmbito municipal como que os candidatos a vereador e os candidatos a prefeito utilizarão a internet e as redes sociais como cabo eleitoral. Nas eleições proporcionais, que são as eleições que elegem os membros do poder legislativo, os vereadores, teremos pela primeira vez a vedação às coligações. Portanto, as coligações nas eleições de 2020 estarão permitidas apenas e tão somente nas eleições para o poder executivo, nas eleições para prefeito Isso significa dizer que existe uma tendência de que nas eleições de 2020 nós tenhamos um maior número de candidatos a vereador O que, evidentemente, tornará a disputa um tanto mais acirrada É, e quem se interessa pelo tema e queira assistir a palestra e não pôde assistir na última sexta-feira, está disponível no YouTube da TV Câmara Campinas e também no Facebook da TV Câmara Campinas, você acessa lá e assiste na íntegra a fala do presidente da comissão eleitoral da OAB Campinas. E falando ainda em eventos, quinta-feira, como o presidente já disse, não é em pauta, nós temos aí toda quinta-feira reunião extraordinária, mas nesta sexta-feira nós temos mais uma reunião além das extraordinárias. É a reunião da Comissão de Direitos Humanos, presidida pelo vereador Carlão do PT, porque na última semana ele teve conhecimento de uma ocupação que precisa, que foi pedida a saída desses moradores da ocupação Nelson Mandela. Por isso ele marcou essa reunião. Vamos ouvir o que o vereador tem a falar. Nós tivemos conhecimento de uma reintegração de posse na ocupação Nelson Mandela. nós encaminhei uma indicação, um ofício ao executivo pedindo a intervenção do senhor prefeito no sentido de que nesse momento de epidemia que a gente pudesse intervir para que isso não ocorresse nós podemos com isso agravar uma situação que são mais de 100 famílias naquela ocupação E para a reunião de sexta-feira foram convidados representantes da Coab Campinas e também da Secretaria de Assistência Social com transmissão ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas a partir das duas horas da tarde. Essas são as notícias, Gabriel, do Legislativo Campineiro. Eu volto na quarta-feira com muito mais. É com você. Combinado, então. Muito obrigado, Mina, pelas informações aqui do Legislativo. Nada de recesso parlamentar, portanto, agora no mês de julho As audiências continuam e nós vamos informar sempre aqui no Câmara Total com as entradas da Mina Abreu sobre tudo o que acontece aqui no Legislativo. Amanhã acontece uma pequena mudança do tempo aqui em Campinas, porque há grande possibilidade de cair uma chuvinha. Sem grande intensidade, ela deve cair de forma rápida, mas se previna, hein? Se precisar sair de casa, pegue o guarda-chuva. E na quarta-feira, nós teremos sol entre nuvens e não deve chover, dia estável. Sobre as temperaturas, vamos lá então. Na terça-feira, tá aqui na minha tela, terça-feira, 14h07, mínima de 16 graus e máxima de 25, com possibilidade de chuva. E na quarta-feira, dia 15 de julho, mínima de 14 graus, máxima de 24, sol entre nuvens, não deve chover na quarta-feira aqui na cidade de Campinas. Vamos fazer o seguinte, mais um rápido intervalo, não acabou o Câmara Total não, fique aí que a gente vai falar de mundo animal. Tá com fome? Eu também tô, então já já tem receita aqui no Câmara Total, não sai daí. Voltamos ao vivo, 1h54min, nós já falamos hoje sobre saúde, aniversário de Campinas, notícias do Legislativo, educação e agora é hora do Mundo Animal. O Viviane Novaes está de volta ao Câmara Total e a relação do homem com o animal de estimação é muito grande, né? Mas em tempos de pandemia, nós precisamos tomar outros cuidados, além daqueles que já são conhecidos, né? Boa tarde mais uma vez a você, Vivi. Oi, Gabriel. Boa tarde a todos. É isso mesmo, né? Quem tem bichinho em casa sabe que alguns cuidados são essenciais. Cachorro, gato, periquito A gente costuma falar que bichinho é igual criança Eles são curiosos, querem mexer em tudo E com isso, às vezes, alguns acidentes acabam acontecendo Mas e aí? O que fazer se o animal levar um choque? Se ele comer um material de limpeza Se ele engolir alguma coisinha pequenininha que caiu no chão O que a gente faz? Muita gente acaba se desesperando não sabe se socorre ou se liga para o veterinário, se sai correndo com o animal. Então, esse desespero, essa falta de saber o que pode ser feito, acaba prejudicando, perdendo muito tempo e prejudicando a vida do próprio bichinho. Por isso, no quadro ao bicho de hoje e também nos próximos, a gente vai exibir uma série de reportagens sobre primeiros socorros animais. A gente conversou com o Márcio Cunha Fonseca, ele é biólogo e também fez um livro falando sobre exatamente isso, primeiros socorros. E ele vai dar várias dicas, se mexeu na tomada, levou choque, se engoliu alguma coisa, se tá com uma ferida, alguma fratura, ele vai ensinar a gente nesse período a cuidar do nosso animal. E nessa primeira reportagem, ele vai falar sobre o básico, viu? Os principais cuidados, principalmente com os cães. Vamos conferir. Quase todos nós temos animais em casa E nós gostamos desses bichos, gostamos de cuidar deles Porém, numa emergência, nós ficamos realmente inseguros no que fazer Então nós vamos apresentar a vocês vários procedimentos para poder salvar esses nossos animais e manter a sua integridade Eu vou começar com alguns procedimentos, mas antes eu vou falar uma frasezinha para ver a importância de que é ter um animal em casa O dinheiro ele pode comprar um lindo animal, mas não compra a banar do seu rabo A primeira dica que eu quero dar a vocês é sobre como cuidar dos nossos animais, principalmente nossos cachorros para evitar acidentes, evitar que eles possam se ferir, passar mal. Tem alguns procedimentos tão simples que a gente pode adotar, como, por exemplo, a gente deve ter uma alimentação sempre regrada desses animais, evitar dar gorduras, açúcares, ossos que possam ferir os animais durante a ingestão. Nós devemos sempre mantê-los com limpeza, com banhos periódicos. Tem animais que os banhos são mais espaçados devido ao pelo, mas tem animais que podem tomar banho mais constantemente. Nós devemos estar com esses animais sempre que possível em passeios, na rua, sob a coleira, cuidando dele na coleira, para evitar não só acidentes com outros animais, outras pessoas, mas um atropelamento. Nós devemos levar esses animais também periodicamente ao veterinário para fazer exames, manter a carteira de vacinação em dia. E isso é importantíssimo, assim como para nós, para os nossos animais também. E por fim, muito carinho. Todos os seres vivos, todos os seres vivos gostam de carinho, gostam demais de carinho. E os animais também. Eles precisam dar atenção, precisam que a gente sente com eles, precisam que a gente aclarece eles, precisam que a gente converse com eles bastante. Isso, com esses procedimentos, a gente vai evitar o estresse, a gente vai evitar que o animal fique em depressão, a gente vai evitar que o animal fique carente, apenas com essas atitudes nossas que são muito simples. Bom, continuando, claro que isso é em situações normais, agora vamos falar um pouquinho em situações onde o animal precise de um atendimento de socorro. Então, toda vez que um animal se machuca, que um animal se fere, nós temos que ter consciência que ele está sob um risco, ele está sob uma ameaça, ele está sob dor. Então, quando a gente vai fazer qualquer coisa para esse animal, nós temos que nos prevenir. Coloquem sempre na cabeça que a prioridade no socorro não é o animal, é você. Você é prioridade no socorro. Aliás, para qualquer socorro de qualquer animal e de qualquer pessoa, porque se acontecer alguma coisa com você, acaba aquele socorro e o animal também é prejudicado, a pessoa também é. Então, a integridade da pessoa que vai prestar o socorro é importante. Claro que se você for o dono ou a dona do animal, é mais fácil porque você já conhece o animal, você já tem essa certa intimidade com o animal, mas se você não for o dono, se você assistiu a um acidente ou se você está próximo, tome algumas precauções. O cachorro tem uma defesa muito eficaz, que é a mordedura. Então, antes de eu fazer qualquer procedimento, antes de eu tocar nesse animal, eu tenho que prevenir que ele não me morda. Então eu tenho que amordaçar esse animal, eu tenho que fechar o focinho desse animal para ele não me agredir. Como que eu faço isso? Eu faço isso com uma focinheira, mas quase ninguém tem uma focinheira. Então eu vou ensinar como se faz uma focinheira com uma garrafa pet. Você corta a garrafa pet, isola onde você cortou com um esparadrapo para não machucar o animal, fura, bota uma cordinha e a garrafa pet ou a garrafa de Coca-Cola, uma garrafa de refrigerante, qualquer garrafa serve, grande, pequena, dependendo do tamanho do focinho do animal, você pode usar isso com uma focinheira que é extremamente eficaz. Fura essa garrafa, claro, para ele poder respirar, e aí você coloca no focinho e amarra no pescoço do animal. Então isso impede qualquer reação do animal de mordedura. Ah, ele tem as unhas? Sim, mas as unhas não são capazes de te machucar tanto como uma mordedura dele. Então, toda vez que você for fazer um procedimento no animal, ele está machucado, está sob dor, ele pode reagir, você faz uma focinheira, improvisa ou coloca uma focinheira padrão nesse animal. E aí, assim, você faz os procedimentos com ele. Então, essas duas observações, tanto no trato do animal quando ele está bem, para mantê-lo bem, Como no trato do animal, quando acontece algum acidente, alguma coisa, é importante você se prevenir. É importante você se cuidar. Uma mordedura, uma hemorragia do animal que entra em contato com você, urina, fezes, sêmen do animal, isso tudo pode te contaminar. E você também pode ter alguma coisa que contamine o animal. Então é bom você estar sempre prevenido. E aí, gostou das dicas? O Márcio falou um pouquinho aí sobre os cuidados com os cachorros, mas também vale esses cuidados para outros animaizinhos, né? Lembrando, nunca desesperar, socorrer o animal e não achar que porque o animal voltou ali, já está respirando, está tudo bem, que está tudo ok com o bichinho. É importante sempre levar para o veterinário. A gente continua, então, como eu disse antes, com essa série de reportagens e na semana que vem, olha só, ele vai ensinar a avaliação inicial, saber se está respirando, se ele está ouvindo, como está o coraçãozinho, para depois você continuar com os primeiros socorros. Vale as dicas aí, hein? E com você, Gabriel. Muito obrigado, então, Viviane Novaes, com as informações da casa dela, com toda a segurança, com as medidas para poder reduzir aí os acidentes com os animais. Vocês já viram aí na tela, né? Andréia Marques está de volta ao estúdio, que vai começar um quadro bem saboroso, que eu quero que você participe comigo. Eu voltei numa hora especialíssima, né? Falar de comida. Ai, que bom, Gabriel. A gente que ainda não almoçou, pra gente é praticamente um desafio aguentar esse quadro, né? Cozinha fácil. Você é bom de cozinha? Eu já fui melhor, viu? Eu sou boa de garfo, gente. Adoro. Até você que está assistindo a gente, fique sabendo. Se quiser mandar alguma comidinha aqui pra mim, fique à vontade. Eu me considero depois do Cozinha Fácil, a gente tem um quadro, eu acho que eu me encaixo melhor no outro quadro. Surpresa! É, já, já. Já que agora, duas horas e três minutos, nós vamos falar e mostrar comida, porque o Michel Amorim, eu lembro bem que ele apresentava o Saúde na Colher. Já tá com a gente aqui, ó. É, então. Aí trazia receitas com os chefes, quiche de legumes. Tudo bem saudável, você aí de casa deve se lembrar, né? Nada de muita gordura. Geleia de tomate cereja. Então ele aprendeu bastante e agora é você quem vai trazer as receitas, só que com algumas gordices a mais, é isso? Boa tarde, Michel. Exatamente, Gabriel. Exatamente. Boa tarde, Gabriel. Boa tarde, Andréia. E a todos vocês de casa. Então, o Saúde na Colher, nós já fizemos ele aqui na TV Câmara Campinas, mais de 100 programas, passamos por mais de 5 temporadas, e agora a gente traz esse projeto novo, que eu vou para a cozinha, e eu vou para ensinar receitas fáceis, então a gente chega com o Cozinha Fácil. Vocês têm ideia de como fazer uma receita com apenas 4 ingredientes? Não. É, Andréia? Eu não sei, Michel, gostaria de aprender, né? Porque até o nome do programa é bastante sugestivo, para pessoas iguais a mim, que não sabem, não tem muita habilidade na cozinha, eu acho que usar só quatro ingredientes, a gente nem suja tanta panela assim, né? Eu vou até sentar aqui para me acomodar, para poder assistir que receita que é essa. Ô Michel, o que aconteceu com você nessa quarentena, que deixou um pouquinho a cozinha mais saudável e decidiu investir nas guloseimas, hein? Olha só, a cozinha, ela é versátil Então, se você, claro, fizer um bom preparo E tem toda aquela moderação, né? Se você souber comer produtos de qualidade Você consegue, sim, manter aí um regime, uma dieta E dá para incluir gordices, sim, nessa receita E falar em dieta, Michel, você tá mais fininho, hein? Verdade, Adreia. E olha só, eu aproveitei a quarentena pra entrar na cozinha e conseguir perder 6 quilos. Mesmo nessa cozinha fácil, cheia de delícias aí. Então você de casa pode preparar essas receitas que ele tá dando sem preocupação, hein? Porque o próprio Michel, ó, deu uma murchada. É super possível E eu separei então uma série com bebidas quentes para o inverno O Gabriel já falou aí como é que vai ficar a previsão do tempo Para hoje e para amanhã Então nós vamos ter ali 14, 16 graus de mínima Então olha, eu separei um chocolate quente com apenas 4 ingredientes Vamos ver? Vamos! Olá, eu sou o Michel e eu vou ensinar a vocês um chocolate quente, cremoso, Que eu adoro fazer principalmente quando está frio E olha, nem vai tanto ingrediente assim Se quiser, você pode ainda turbinar ele com chantilly e alguns confeitos Bom, eu vou passar as quantidades pra vocês Então anota aí Você vai separar uma xícara de leite Três colheres de achocolatado Aí você escolhe Pode ser toddy, pode ser nescau E pode até cacau em pó Fica a sua preferência Eu não tô colocando açúcar Porque o achocolatado já tem açúcar Só que se você usar então Chocolate, cacau em pó Aí você, se quiser, coloque açúcar Você vai colocar também uma colher de amido de milho E separa aí uma caixinha de creme de leite Pode ser 200 gramas Eu que não sou nem bobo, nem nada Vou dar uma turbinada nesse chocolate quente Vou colocar sim chantilly nos confeitas É muito simples A primeira coisa que você tem que fazer É dissolver a maisena no leite, um pouco de leite Então você vai pegar aquela uma colher Vai colocar numa xícara, tá? E vai dissolver Dissolveu? Vamos pro fogão Bom, agora você vai pegar uma panelinha pequena E vai colocar lá o leite O leite que você dissolveu com a maisena Coloca lá o chocolate E é só mexer Você vai mexer em fogo baixo pra não queimar, não empelotar, sabe? Pra não desandar o negócio Aí mexe, mexe, mexe, você vai ver que vai começar a engrossar Olha só aqui, vai começar a levantar fervura E aí, quando levantou fervura, começou a fazer bolha e engrossou, desliga Escolha aquela xícara bem bonita e despeja toda a sua bebida. e pra finalizar você coloca o chantilly por cima e também os confeitos eu já estou aqui com a minha bebida olha só Bem, olha Bem cremosa, quentinha Nesse frio Gostou da nossa receita? Então vai fazer o seguinte Você vai se inscrever no canal E compartilhar Ah, tem o like também, deixa o seu like aí E compartilhar com aquela pessoa Que você acha Que deve fazer pra você esse chocolate quente Muito bom Até o próximo vídeo Tchau Parabéns aí Michel Amorim pela receita de chocolate quente, bem gostosa. A gente viu que demorou uns 4, 5 minutos. É mais ou menos o tempo para fazer esse chocolate quente? É rápido assim? É isso mesmo, Gabriel. Não tem segredo. É super rápido. Não tem tanto preparo. É colocar na panela, ferveu, engrossou, pronto. Só servir. Ali o chantilly foi um opcional, mas se não tiver chantilly em casa, Não tem problema. Olha só, eu vou aproveitar aqui, Gabriel, as pessoas que perderam a receita ou querem pegar os ingredientes, pode ir lá no meu canal, Michel Amorim, no YouTube, tá? Que você consegue pegar na descrição do vídeo os ingredientes. E aproveitando, eu vou ler dois comentários no vídeo. Um é do Edgar Filho, ele mandou aqui dizendo que amou a receita. E outra, Davi, também disse, adorei a receita, parabéns. E ela colocou aqui, tem uma dúvida, só tem o cacau 70% em casa, fica o mesmo gosto? Então, eu coloquei 100%, você vai diminuindo, 70%, 60%, 50%, a receita vai ficando mais adocicada. Então, fica o mesmo gosto? Não, mas não vai perder nada em qualidade. E lembrando, né, que o porcentual de cacau, quanto mais tiver, mais saudável a receita. 100% de cacau. Será que eu consigo, Gabriel, fazer dessa vez? Faz 4 minutos, 4 receitas. Eu consigo, Michel. Consegue sim, é super fácil, consegue. Agora é o seguinte, Michel, permanece aqui. Andréia também, porque essa receita do Michel, ela deu certo. Fez chocolate quente, deu tudo certo. Agora, um fenômeno da internet que chama chefes na quarentena, que são as receitas que deram errado. Eu acho que eu me enquadro melhor aí. É, dois, né? Eu e a André. Então, vamos assistir aí, chefes na quarentena, os erros nas receitas. Tá fofinho? Tá duro, olha. Como é que é? O gosto tá bom, não tá tão ruim assim, tá meio duro, né? Primeira tentativa de fazer bolinho de chuva Eu juro que tá gostoso Mas o formato não ficou Não ficou um negócio muito legal Entendeu? Espero, velho Eu nunca fiz bolinho de chuva Ali, que ajuda Como faz pra ficar uma bolinha? Eu gostei daquele que jogou na parede Parecia uma pedra Virou uma arma, né? Não virou uma sobremesa Se acerta, machuca É comum, né, Michel? O povo que tá em casa, que manda as receitas Gabriel, sabe aquele bolinho? O bolinho que ficou assim, não virou um bolinho, virou tudo, virou uma pasta, menos o bolinho. O meu já ficou daquele jeito, eu confesso, não vou mentir aqui. Acontece, né, Michel Amorim? Mas não pode desistir, né? Tem que continuar fazendo. Você vai errar? Vai. Mas uma hora você acerta, não desista. Exatamente. Bom, Michel Amorim, muito obrigado pela sua receita. Você volta na quarta-feira, todos os dias aqui, em segunda, quarta e sexta, Tem receita com Michel Amorim, Cozinha Fácil, e aí a gente vai aprendendo aos poucos e de uma forma descontraída vai mostrando também o que deu errado, né Michel? Com certeza. Um abraço e eu volto na quarta-feira então. Combinado então. Andréia Marques, muito obrigado também pela sua participação agora aqui no quadro de saúde para a gente terminar em alto astral e dar umas risadas. Dá uma aliviada, quarta-feira eu estou de volta, hein, gente? Espero vocês, hein? E tem saúde também na quarta-feira. Sempre, todas as edições. Espero vocês e vai mandando aí mensagem para a gente, para você falar o que achou do Câmara Total e o que você quer ver aqui no nosso programa. Te espero então quarta-feira. E muito obrigado a você que nos acompanhou até agora, desde as 11 horas da manhã, falamos sobre saúde, sobre aniversário de Campinas, sobre educação. Na quarta-feira tem outros assuntos, a gente vai falar de esporte, enfim, continue aqui com a gente, A gente continua na TV Câmara Campinas, tem coletiva do prefeito da cidade atualizando os casos de coronavírus. Na programação você acompanha o que mais importante acontece no Legislativo, quinta-feira com as reuniões extraordinárias. E eu volto na quarta-feira às 11 horas da manhã. Até lá! Legenda Adriana Zanotto Legenda Adriana Zanotto
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