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E desde 2015 existe em Campinas um grupo de pessoas que participa de um encontro de ouvidores de vozes eles se reúnem e compartilham experiências pessoais o grupo é um encontro de pessoas que ouvem vozes ou pessoas que se interessam pelo tema né que procuram partilhar sobre a sua experiência de ouvir vozes se sentiram apoiados uns nos outros né e construir estratégias para lidar com essas vozes de uma forma a saudável o fenômeno pode ou não estar associado a uma doença psicológica o Inter Voice né que o movimento dos ouvidores de vozes que surge na Holanda na década de 80 Ela traz que ouvir vozes faz parte da diversidade humana é uma forma diferente que as pessoas têm de lidar com seus sentimentos de lidar com as suas emoções com seus pensamentos né então ele considera que ouvir vozes em si não é é a questão do sofrimento das pessoas vêm e não saber lidar com essas vozes ou então de que essas vozes possam trazer no seu conteúdo uma experiência que essa pessoa tenha que tenha sido traumatizante na sua infância é o caso da Márcia que desde criança ouve vozes e sofria com a situação só foi falar eu sou uma pessoa que eu não fui diagnosticada tá com nenhum não tem nenhuma patologia de diagnosticada não toma medicação nenhuma e não tomo e não tem não faz parte do da rede de serviço de serviço Natal da cidade nem de lugar algum ou eu ouço vozes desde criança só que é a primeira vez que eu fui falar com a minha mãe sobre isso né Eu era muito criança isso gerou um conflito muito grande porque isso era coisa da minha cabeça né então foi uma levei uma uns tapas vamos dizer assim por causa disso porque isso era a cabeça invenção as coisas assim o grupo busca quebrar o preconceito e ajudar quem precisa eu costumo comparar muito a experiência de ouvir vozes com ser Canhoto né Há 20 Anos Atrás Quem era Canhoto era considerado uma pessoa defeituosa uma pessoa doente né e as pessoas tinham vergonha de escrever com a mão esquerda existia terapia para tem outro quer amarrar a mão nas costas para forçar a escrever com a mão direita o grupo ele tem duas dois pilares O primeiro é seu espaço seguro de partilha de troca de experiência e o outro Pilar é você poder se organizar para poder discutir com a sociedade sobre essa questão do preconceito se você ficou interessado e quer conhecer o grupo o fundador falou como você pode encontrá-los o grupo ele é aberto qualquer pessoa pode participar nesse momento por conta da pandemia nós estamos com as atividades presenciais suspensas né Mas qualquer pessoa o resultado do grupo online nós temos uma página no Facebook chama ouvidores de vozes Brasil né nessa página a gente coloca o link da sala virtual aonde acontece o grupo sempre aos sábados às duas horas da tarde né Qualquer pessoa pode participar interessado curioso familiar de alguém que ouve vozes e principalmente quem ouve vozes