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Passados meses da pandemia da Covid-19, o comércio da cidade segue orientações da Prefeitura de Campinas e também cobra o cumprimento das normas pelos usuários. Enquanto não tiver medicamento para tratamento e vacina, as formas de proteção que já conhecemos, como o uso da máscara e lavar as mãos, e quando não houver essa possibilidade, usar álcool em gel, ainda permanecem e devem se estender por um bom tempo. Nessa loja de roupas, o aviso está na porta e os vendedores foram orientados. Para os funcionários a gente tem as máscaras, que a gente troca geralmente de três em três horas. O álcool em gel sempre tem em cada balcão, tem um. A gente por enquanto não tivemos problema nenhum com cliente sem, ou dele se recusar a usar quando aparece sem na porta. Se recusar a gente tem que pedir por favor, se infelizmente não aceitar, tem que pedir por favor para se retirar. Diferente do Antônio, Bruno, que é empresário e tem uma loja de fantasias no centro de Campinas, já teve problemas. Tinha muita gente que achava ruim, fazia cara feia por estar usando a máscara, tinha gente que chegava na loja e abaixava a máscara, achando que estava imune aqui dentro, mas aí automaticamente a gente já pedia para a pessoa colocar, porque a gente corria risco de tomar multa e tudo mais, aí todo mundo seguia a regra. E para não causar mal-estar na hora de cobrar para que os clientes usem máscara, essa especialista dá dicas. Tenham máscaras nas lojas. Vamos supor, vamos dar, criar o direito de dúvida do consumidor. Pode ser que ele tenha esquecido, que esteja no carro, deixou em casa. Vamos oferecer máscara. Mesmo que ele seja um negacionista, essa atitude já vai quebrar um pouquinho o gelo e vai fazer com que ele sinta que ele deve usar a máscara. A minha segunda dica é ter uma comunicação muito clara com seus funcionários e seus gestores. Deixar claro todas as normas que são relativas à Covid, deixar claro como abordar o consumidor que está com máscara de maneira gentil, mais orientativa. E também lembrar que em última situação a gente deve chamar a polícia. Ela reforça que a comunicação visual nunca é demais. Tanto nas redes sociais como nos pontos físicos, cartazes, tótens e deixar claro nas redes sociais também que vocês estão tomando todas as precauções necessárias contra a pandemia e o vírus, álcool gel, etc. E a minha quarta dica é sempre monitorar o que está acontecendo na loja, fazer pesquisa de satisfação de cliente oculto para ver se os funcionários estão cumprindo todas essas orientações que foram passadas, se está sendo feita de maneira adequada e poder dar um feedback positivo para as equipes. Tem que viver, não dá para parar. A gente precisa de saúde para trabalhar e trabalhar para ter saúde.