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e esse é o Heitor hoje com 10 anos ele se diverte com o celular ou com os jogos de tabuleiro ao lado da mãe Josiane o Heitor sofre com o transtorno do espectro autista e participa desde os 4 anos de idade de Terapias por meio da análise do comportamento aplicada ou aba na sigla em inglês e se não fosse a insistência da mãe em procurar o melhor tipo de tratamento o desenvolvimento que ele tem hoje seria bem diferente não foi muito por vontade própria de buscar a internet de buscar em reportagens em livros em várias coisas e foi onde a gente chegou na análise do comportamento aplicada e fez Total diferença no sentido de dizer assim que a ele já estava aí há quase um ano sem emitir palavras em três meses de tratamento ele começou a emitir palavras novamente de balbuciar de dizer mãe de dizer pai coisas que ele não fazia e a terapia aba envolve o trabalho conjunto de psicólogos terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos especializados nesses pacientes e nas necessidades deles e todo o acompanhamento é feito por um médico que faz análise do comportamento para dar sequência na terapia em entrevista pela internet a pesquisadora pela PUC São Paulo Renata Michel conta que a terapia aba é a mais indicada hoje para os pacientes autistas a gente compara indivíduos do mesmo grupo nesse caso indivíduo autista E aí a gente vê que todas as pesquisas que foram feitas na área da Psicologia da análise comportamental da Medicina if Elas mostram que o grupo de indivíduos que receberam a terapia LTV uma resposta incomparavelmente melhor segundo a Josiane a evolução é nítida e faz toda a diferença para o Heitor ele cria um copo de água ele não conseguia pedir água ele chorava Ah e não aponta a água e não nos levava para aquele lugar e a gente ficava ficava tentando adivinhar o que que você quer oferece uma coisa oferece outra parece uma coisa aparece outra aí depois disso não ele levava a gente ele apontava ele falava mesmo que errado como uma criança da idade dele também falar de errado mas ele falava mesmo que errado ele falava a água água que ele queria água então isso para a gente faz uma diferença imensa de acordo com a Organização Mundial da Saúde uma em cada 160 pessoas têm algum grau de autismo a própria OMS indica a análise de comportamento aplicada como o principal terapia para essas pessoas mas aqui no Brasil nem sempre esse tratamento é garantido de forma tranquila muitas vezes as pessoas têm que recorrer à justiça para garantir esse acesso foi o que aconteceu com a Josiane que precisou contratar uma advogada para exigir a cobertura do Oi hoje é o tratamento do filho Infelizmente hoje no Brasil os planos de saúde seguem as normas da MS que Agência Nacional de saúde suplementar aqui no Brasil e essa agência ela estipulam Hall né de procedimentos e os planos de saúde acabou oferecendo apenas os tratamentos que constam nesse rol isso faz com que a maioria dos tratamentos se não todos que são especializados por exemplo no caso do autismo não sejam oferecidos pelo plano de saúde advogada conta que os casos relacionados à saúde tem sido cada vez mais comuns na justiça brasileira quando as famílias né acabam tendo essa notícia né do diagnóstico da necessidade do tratamento verificam que se trata de um tratamento de alto custo que elas não têm condições de pagar e ficam sabendo que é uma obrigação do plano de saúde ainda que ele não faça isso de forma administrativa elas acabam então procurando a justiça para conseguir esse direito para o seu filho a pesquisadora o paciente não deveria ter que recorrer à justiça para garantir o atendimento de que uma possível interrupção seria muito prejudicial a ele está passando por uma por uma intervenção para uma terapia e tem o tratamento suspenso por uma razão qualquer aí no caso jurídica burocrática tal ele vai ter regressão ele vai deixar de progredir que ele vai ter cada vez passando o tempo cada vez menos chances tem um indivíduo independente no futuro a possibilidade de interrupção nem passa pela cabeça da Josiane que promete não poupar esforços para garantir a melhor qualidade de vida para o filho e vô lutar hoje e para todo sempre para que ele tenha direito ao mínimo porque ter saúde é o mínimo né o autismo ele não vem só com uma condição muitas vezes ele vem com várias comorbidades com várias outras coisas que acarretam né E a gente tem que lutar pela saúde a gente tem que lutar pela educação a gente tem que lutar muitas vezes a segurança deles e eu vou lutar para isso sempre sempre se eu puder a minha vida daqui para frente eu entendo o que vai ser estudar que vai ser minha professoar que vai ser e atrás mas e quem não tem essa condição luta e amor não vão faltar um E aí