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CÂMARA TOTAL

19 views Publicado 28/09/2020 HD · 2:47:03

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Olá, seja bem-vinda, seja bem-vindo, sextou 25 de setembro de 2020, começa agora o Câmara total, ao vivo, 11 horas e 13 minutos, muito obrigado pela sua companhia e audiência e estou aguardando a sua participação, hein, através do nosso WhatsApp, olha aí o número na sua tela 19 é o DDD 97829 3776, vou repetir 19 é o DDD 97829 3776 mande o seu questionamento um elogio, crítica foto ou vídeo, assistindo ao programa que a gente mostra e conversa ao vivo aqui. E o que teremos nesta sexta-feira? Ah, tem reportagem sobre a volta da coleta seletiva aqui na cidade de Campinas importantíssima. Rende emprego e a gente tira o lixo das ruas. Entrevista ao vivo com o professor de Química da Unicamp sobre a importância da vacinação e o movimento contrário que existe da antivacina que desenforma e ameaça a nossa saúde. Ah, daqui a pouco eu converso ao vivo também com o repórter André Aranha, que está em um bairro aqui da cidade, onde foi construído um parque linear com área de lazer, onde será? Tem ainda giro ambiental ao vivo com uma entrevista sobre o Pantanal, mãos solidárias, quadro de cultura, mas nós vamos começar com as notícias da metrópole de Campinas, então peço por gentileza para a Mena Abreu, que já está aqui nos nossos de Estúdios. Seja bem-vinda e naquela nossa atualização diária de casos, a gente começa falando sobre o nosso país, depois o estado e a cidade de Campinas. Bom dia, Mena. Bom dia, Gabriel. Bom dia a você que está em casa. É isso mesmo. Vamos atualizar. E no país, nós temos aí 4.657.702 casos da Covid-19, sendo 139.808 óbitos. No estado de São Paulo, são 958.240 casos, 34.677 óbitos. Agora nós vamos falar da região metropolitana de Campinas, que compreende 20 cidades aqui da nossa região. Nós temos no total aí, Gabriel, 78.193 casos confirmados. E agora há pouco tivemos a atualização dos casos aqui da cidade de Campinas, na coletiva do prefeito Jonas Donizete, Campinas tem 32.444 casos seguida, de Indaiatuba com 6.837, Sumaré 5.903, Americana 5.511 e Santa Bárbara do Oeste com 5.381. Agora a gente vai falar um pouquinho das mortes, infelizmente, na nossa região, Daqui a pouco a gente vai falar desse retrocesso, mas são 2.568 mortes confirmadas, sendo que 1.216 são da cidade de Campinas, nosso pesar aí, as famílias enlutadas, né? Sumaré, 228 mortes, Indaiatuba, 200, Santa Bárbara do Oeste, 166 e Americana, 151. Seguida de Valinhos, Hortolândia, que depois a gente vai falar um pouquinho, que no caso a gente sempre tem uma variação. Olha, em Dayatuba, quando a gente fala nos casos, ela aparece em segundo, já no de morte, em terceiro. E Santa Bárbara do Oeste também, Gabriel, eles têm trocado essa questão do quarto e quinto lugar, mas a gente pode ver que nas nossas últimas mensurações, essas são as cinco cidades que continuam. Olha, e depois vem Nova Odessa, Vinhedo, Itatiba, Jaguariúna, Engenheiro Coelho, Arthur Nogueira, Pedreira, Santo Antônio de Poce, Morungaba e Olambra, que também são as duas últimas cidades, tanto em casos quanto no número de óbitos aqui da região metropolitana de Campinas. Então, a gente tem aí esses óbitos e agora falando especificamente da nossa cidade, nós temos ainda 582 casos em investigação, nós estamos no site covid-19.campinas.sp.gov.br, que você pode acessar aí da sua casa também. Então, olha só, 582 em investigação, nós já falamos dos casos confirmados, que são mais de 32 mil, temos 64.330 descartados, os óbitos, mas ainda temos, olha, 30.573 pessoas recuperadas da Covid-19, temos 269 internadas, que são 20 a menos de ontem, da última quinta-feira, e temos pessoas em isolamento domiciliar, 385 pessoas, Gabriel. Omina, a gente pode lembrar, ontem, nos casos confirmados, nós tínhamos 32.293. Então, de ontem para hoje, 151 casos confirmados. Ou seja, a doença, ela continua na cidade de Campinas, ela está em todas as regiões. Então, de ontem para hoje, 151 pessoas confirmaram, fizeram o teste e deu positivo para a Covid-19. Então, é aquele cuidado que a gente reforça aqui todos os dias para você tentar evitar o máximo a aglomeração, para você utilizar a máscara, continuar com todos os cuidados. A gente sabe que está todo mundo cansado, mais de seis meses de pandemia, mas os cuidados, eles precisam permanecer. 151 casos de ontem para hoje. É, esses casos confirmados são casos que quando a gente olha aqui em investigação, é quando vem o exame e fala, não, era a mesma Covid-19. Então, por isso, todo esse alerta, porque nesse período em que os casos ainda estão em investigação, pode ocorrer o que? Essa pessoa não sabe se de fato tem ou não, ter contato com outras e aí transmitir o novo coronavírus. E dos óbitos, Gabriel, nós temos aí, em relação a ontem, dois a mais confirmados, que são dois homens, um tinha comorbidades, outro não, e um entre 80 e 89 e o outro entre 60 e 69 anos. Mas olha só, dentre tudo isso, nós temos aí uma boa notícia. Por quê? Porque nesta semana não houve nenhuma internação na rede municipal hospitalar de pacientes com a Covid-19. E também nós temos aí a redução do tempo de internação desses pacientes. Acompanhe. A nossa regulação trouxe a informação de que nesta semana não houve nenhuma internação em UTI Covid das nossas portas. Então, isso é a primeira vez que acontece desde o início da epidemia, é uma notícia muito, muito boa. A outra é esse número reduzido, como nunca foi, de pacientes com mais de 30 dias de internação em UTI. A gente sabe que a longa permanência em UTI é um dos fatores de agravos da evolução do paciente. Então, a maioria dos pacientes que estão em UTI hoje estão com 10 dias ou menos de internação. Quer dizer, a média de permanência também caiu de 15 dias para 10 dias. Dessas 269, apenas 8 estão com mais de um mês na UTI, que são aqueles casos mais graves, que a gente fica até comovido, porque é muito tempo em uma UTI isolado, são aqueles que têm o maior risco de vida. Então, nós temos, desses 269, apenas 8 nessa circunstância. E o período de permanência está caindo, é isso? Período de permanência nas UTIs. Esses 269 são todos. UTIs e enfermaria. O número de UTI é menor do que isso. Nós estamos com hoje a ocupação de 56%, eu acho, dos leitos de UTI. Nós estamos mantendo os 120 leitos, um pouco mais de 120 leitos para UTI, mas a ocupação está menor do que 60% que nos acompanhou durante um longo tempo. A ocupação de leitos de UTI não Covid também caiu. Nós estamos com 74, 75%. Então, no boletim epidemiológico diário que a gente tem feito, a gente tem colocado essa curva de ocupação dos leitos de UTI não-covid. Isso, eu confesso ao senhor que me preocupava, porque a gente certamente teve um acúmulo de pacientes de outras doenças que vão precisar de UTI, mas felizmente a gente já conseguiu administrar essa situação. Redução então de pacientes nas UTIs aqui da cidade de Campinas E também 20 pessoas a menos internadas Então dá aquela desafogada importante no sistema de saúde da cidade de Campinas E mostra que a gente está indo no caminho certo Então a doença está reduzindo, mas nós precisamos tomar cuidado Porque o número de infectados a gente viu de ontem para ontem, de hoje, 150 casos Mina, eu vi uma notícia sobre a segunda onda na Europa. A cidade de Madrid, por exemplo, teve que retroceder, a cidade de Barcelona, na Espanha também, então a Europa já está enfrentando essa segunda onda. É, e esse também foi um comentário importante na coletiva de hoje, em que essa situação é vista como um exemplo para que nós não façamos aí o mesmo processo, né? A cidade, as cidades foram reabertas, a Europa voltou à vida normal e agora está tendo aí que retroceder algumas, até falando em um novo lockdown. Porque olha só, até a Organização Mundial da Saúde deu uma advertência a esses países, dizendo, olha, vocês vão ter que começar novas quarentenas. E nesta manhã foi se falado sobre isso e a importância de a gente pensar nessa transição do distanciamento social para o distanciamento pessoal. O que a gente está falando aqui são coisas que a gente precisa da colaboração da população para poder continuar nesse caminho, para não ter retrocesso. A gente tentar retomar a normalidade de vida com todos os cuidados que são necessários. Por exemplo, o neto vai visitar o avô, ok, mas não precisa ficar abraçando, beijando toda hora, pode ficar no mesmo ambiente, mas guardar uma distância, matar a saudade com o olhar, poder estar junto, mas tendo ali, lavando sempre as mãos, um uso frequente da máscara quando for ter o contato com as pessoas, pessoas resguardar a distância adequada, então isso significa fazer essa transição do distanciamento social para o distanciamento pessoal. Nós não podemos restringir da mesma maneira que restringimos lá atrás, mas também não podemos liberar geral, sob pena de pagarmos o preço que o senhor acabou de falar da Europa. O que aconteceu na Europa e que nós vimos nas praias do litoral de São Paulo são coisas muito perigosas, a gente tem que acreditar nisso. Mas eu acho que as pessoas podem conviver com segurança, com segurança, fazendo seus hábitos de higiene, usando as máscaras, lavando as mãos e assim por diante. Reuniões assim com mais de 10 pessoas não é adequado, eu acho que é muito difícil manter esse distanciamento pessoal. Mas um pouco hoje de voltarmos à vida normal devagarzinho, com cuidado, é absolutamente saudável, acho que é bom para a mente, é bom para o corpo, é bom para as famílias e para as pessoas. Então, acho que esse é o, digamos, é o conceito que eu gostaria de colocar. Olha, então, como foi dito aí, a gente precisa estar preparado para essa transição do distanciamento social para o distanciamento pessoal. Foi como foi colocado, gente, mais de uma festa com 20 pessoas e isso é aglomeração. Então, isso não é distanciamento social. Então, a gente precisa estar preparado para este novo normal. A gente tem aí essa redução importante, olha, dos 131 leitos do SUS municipal, a gente já reduziu muito. Ontem, nós tínhamos apenas 75 ocupados, leitos também de outras doenças. Então, a gente está avançando, mas para que isso continue acontecendo, nós precisamos aí encarar a vida de uma outra forma. E, inclusive, para o brasileiro deve ser muito difícil, porque a gente gosta de abraçar, de beijar, de tocar, né? As pessoas, o brasileiro não tem esse costume de só cumprimentar, como se diz, né? É da nossa cultura, né? A gente gosta de encostar no outro. Isso, e isso, infelizmente, com a pandemia da Covid-19, tem que ser mudado. A gente já falou aqui no nosso programa, aqui no Câmara Total, das reclamações número 156. A gente está falando de aglomeração, de festa, de jogo de futebol, e ontem houve uma ação em relação aos restaurantes. É isso mesmo. A estação foi no último dia 23, onde 22 restaurantes foram fiscalizados em virtude das denúncias recebidas pelo telefone 156, que relatam o descumprimento da determinação de decretos municipais relacionados às medidas de enfrentamento. Porque a gente sabe que esses estabelecimentos tiveram lá aquele caderno que nós já mostramos aqui, que está no site covid19campinas.sp.gov.br, que tem tudo o que cada restaurante tem que fazer, como deve ser o serviço, como deve ser oferecido a alimentação. E essas denúncias são justamente mostrando que nem todos estão cumprindo este caderno. E atenção agora, artistas da cidade de Campinas e trabalhadores do setor da cultura, porque o programa Cultura Abraça Campinas teve as inscrições prorrogadas. Isso mesmo, a gente já falou aqui dessas inscrições e agora a Prefeitura decidiu aí fazer as inscrições até o dia 7 de outubro pelo portal Cultura. O site é portalcultura.campinas.sp.gov.br barra editais, então quem perdeu, quem está com alguma dúvida, pode procurar até o dia 7 de outubro, tem esse tempo, as inscrições seriam encerradas nesta semana e agora tem um tempinho a mais. E a partir da próxima segunda-feira, interessados na área da ciência e da tecnologia, teremos palestras. Isso mesmo, a PUC Campinas oferece nos dias 28 a 30 de agosto, dois eventos voltados à divulgação da ciência e da tecnologia, que acontece no 25º Encontro de Iniciação Científica e 10º Encontro de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico. Olha só, os interessados devem acessar direto o YouTube da TV PUC Campinas, é youtube.com.br tvpuccampinas, aí você vai discutir, vai discutir não, vai acompanhar a discussão sobre esses temas. Muito obrigado, Mina Abreu, com as notícias aqui da metrópole de Campinas, você volta daqui a pouco com o Legislativo e hoje giro ambiental ao vivo sobre as queimadas no Pantanal. É, a gente vai falar um pouquinho sobre isso e daqui a pouco, então, eu trago tudo para você aí de casa. Isso aí. Hora de falar um pouquinho sobre Guarani e Ponte Preta, porque tem rodada do Campeonato Brasileiro da Série B. Atenção, torcida bugri na manhã cedinho, hein? A partir das 11 horas da manhã, o Guarani entra em campo para um duelo complicadíssimo. fora de casa, olha só, às 11 horas da manhã, lá em Florianópolis, contra o Figueirense. Lembrando que o Figueirense tem 9 pontos e o Guarani tem 8 na zona de rebaixamento. É confronto direto, se quiser sair dessa zona da degola, essa zona perigosa, o Guarani precisa vencer o Figueirense fora de casa. Ontem nós tivemos um protesto da torcida do Guarani, houve até uma confusão com a Chegada da polícia militar, mas os torcedores foram pressionar os jogadores, querem melhor resultado. Então amanhã existe essa expectativa aí pela melhora de rendimento. Guarani e Figueirense é o duelo às 11 horas da manhã. E depois, no domingo, é a vez da Ponte Preta entrar em campo. A gente já vai colocar aqui na nossa tela. Olha a macaca, olha o horário. Então atenção torcida Ponte Pretana, porque não é nada comum. É domingo, 8h30 da noite, aqui em Campinas, no estádio Moisés Lucarelli. É a vez da Macaca entrar em campo diante da Confiança. Vamos ver se vai estar de ressaca ainda a Ponte Preta da eliminação no meio de semana para o América Mineiro. A ponte foi eliminada da Copa do Brasil, pensamento agora é só no Campeonato Brasileiro da Série B. Faz esse duelo diante do Confiança. A equipe de Sergipe publicou ontem uma nota no site oficial que seis atletas foram diagnosticados com o coronavírus, então deu positivo para a Covid-19, e dois membros da comissão técnica também. A equipe sergipana pediu o adiamento da partida, por enquanto está confirmado o duelo entre Ponte Preta e Confiança. A gente segue atualizando e na segunda-feira a gente fala mais sobre as duas partidas. Figueirense e Guarani no sábado, 11 da manhã, e no domingo, 8h30 da noite, Ponte Preta e Confiança. Olha só, depois de seis meses suspenso por causa da pandemia, o serviço de coleta seletiva voltou a funcionar em Campinas e nas cooperativas, muitas adaptações para garantir o trabalho com segurança a todos. O caminhão avança de rua em rua, mas o material reciclável não está lá. É que o serviço de coleta seletiva estava suspenso desde o fim de março por causa da pandemia, mas voltou nesta semana. E se depois de seis meses a separação de plásticos, vidros, papéis e metais está devagar nas casas, o trabalho nas cooperativas está a todo vapor. E olha, elas precisaram se adaptar a essa nova realidade para garantir a segurança de todos. Os cooperados receberam uniformes, incluindo calçados e equipamentos de proteção individual, como máscaras, luvas, touca, avental e protetor facial. O álcool em gel também está sempre à mão. Além disso, todos devem seguir um novo protocolo para o manuseio do material. Não trabalhem esse material na carroceria gaiola do caminhão, eles recolhem o material como é disposto de dentro das residências, eles tragam para a cooperativa. Esse caminhão já é dotado agora de um reservatório de água e álcool em gel, para eles fazerem a desinfecção normal deles durante o trajeto de coleta. Aí, ao descarregar na cooperativa, esse material é colocado em bags ou em pilhas e ele passa por um processo de quarentena. Ele fica 72 horas, 3 dias, sem ser manipulado. Outra medida adotada pelas cooperativas é o trabalho em turnos diferentes, para evitar as aglomerações. Para que as cooperativas, à medida do possível, trabalhem em turno, para que tenham menos cooperados por turno dentro da cooperativa, que mantenham o seu distanciamento de pelo menos um metro e meio entre si, para evitar um contato maior, e um cuidado muito extremo com uniformes e equipamentos de proteção individual. O cooperado vem com a sua roupa de casa, aqui na cooperativa se troca, depois da tarefa dele do dia ele faz uma desinfecção nesse material ou põe num saquinho e leva para casa para lavar, desinfectar e volta com a sua roupa do corpo. Campinas possui 11 cooperativas de reciclagem espalhadas pela cidade. Ao todo, 75% dos bairros possuem a coleta seletiva. E se hoje esses funcionários adotam protocolos sanitários, inclusive com equipamentos de proteção individual, você também pode ajudar nessa coleta aí na sua casa ao separar o seu lixo. Dentro do possível, pule um dia de coleta. Se você tem coleta, por exemplo, terça e sexta, o material que você colocaria na terça, deixa condicionado em casa até sexta-feira. Esse período de três dias e 72 horas, vocês já estão fazendo uma pré-quarentena no material e esse material já vai chegar nas cooperativas com bem menos risco de infecção dos cooperados. Então já sabe, a coleta está de volta às ruas. Separe os papéis, plásticos, vidros e metais e contribua para o meio ambiente. Assim, se cada um fizer a sua parte, esse caminhão aí poderá ficar cheio de novo e seguir seu caminho em busca da sustentabilidade. E neste domingo, dia 27, é comemorado o Dia Nacional de Órgãos e você sabia que a doação de dentes humanos é um importante órgão para estudos e poucos conhecem a importância de doá-los? Então conheça agora este projeto de arrecadação de dentes com o professor e membro da Câmara Técnica de Odonto-Pediatria do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo. O Banco de Dentes Humanos da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo é um local onde nós armazenamos os dentes humanos. Os dentes humanos descidos, os de leite, ou os dentes humanos permanentes. Restaurados, cariados ou sadios. Nós temos vários projetos dentro do Banco de Dentes. E um deles refere-se à doação desses dentes. Que é um ato nobre, porque o dente humano sendo considerado um órgão dental, o que nós sempre estimulamos é a doação dos dentes em vida para fazer com que as pessoas fiquem mais sensibilizadas à doação de órgãos. Fazer com que nós tenhamos uma sociedade mais preparada para a doação de órgãos. E você pode participar desse projeto, dessa campanha, deste programa, na verdade, de doação de dentes, encaminhando-os para a Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo, na cidade universitária. E lembre, qualquer dente pode ser doado, independente do estado e do tempo em que ele esteja guardado. 11 horas e 37 minutos, vamos fazer o seguinte Primeiro intervalo aqui no Câmara Total nesta sexta-feira E na volta tem entrevista com o professor da Unicamp Sobre o movimento perigoso de antivacina Tem alguma dúvida sobre esse assunto? 978293776, mande já um WhatsApp Porque a gente vai falar tudo sobre a importância das vacinas Câmara Total de volta e o câncer no colo do útero é um tumor causado pela infecção persistente por alguns tipos de HPV O papiloma humano é o terceiro mais comum entre as mulheres aqui no país E nos últimos anos, o Brasil foi na contramão dos países desenvolvidos ao deixarmos de oferecer a vacina de HPV nas escolas da rede pública, o que gerou a redução da cobertura vacinal de 90% lá em 2014 para 52% em meninas e 22% em meninas em 2019. É a primeira vez que isso acontece em 20 anos. Nesse momento de importante retomada dos cuidados com a saúde A gente vem alertar sobre a vacinação anti-HPV O vírus do papiloma humano, o HPV, é responsável por vários tipos de cânceres Câncer da orofaringe, câncer de pênis, canal anal, vulva vagina, câncer do colo do útero Câncer do colo do útero é uma doença muito relevante no Brasil Mais de 16 mil mulheres são acometidas por ano Quarta causa de mortalidade na mulher É uma doença totalmente evitável com vacinação anti-HPV de meninas dos 9 aos 14 anos e meninos dos 11 aos 14 anos e preventivo de papanicolau nas mulheres adultas. A vacina está disponível gratuitamente no SUS e segundo a Organização Mundial de Saúde, após mais de 300 milhões de doses distribuídas, a vacina é segura. Então, com a vacinação anti-HPV é possível eliminar o câncer do colo do útero. As vacinas são responsáveis pelo aumento da nossa expectativa de vida. Foram as principais responsáveis pela diminuição da mortalidade infantil. Salvam cerca de 3 milhões de pessoas por ano ou 5 pessoas a cada minuto. Só que segundo dados do Programa Nacional de Imunizações, em 2019, após 20 anos, o Brasil observa uma queda da cobertura vacinal de crianças. e a cobertura vacinal contra a poliemelite no país era de 96,5% em 2012 e foi de 86,3% em 2018, sendo que o índice de vacinação de 2019 é o pior desde o ano 2000. Eu converso agora com o Luiz Carlos Dias, professor titular do Instituto de Química da Unicamp, membro titular da Academia Brasileira de Ciências, comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico e membro da Força-Tarefa da Unicamp no combate à Covid-19. Muito obrigado, Luiz, por ter aceito o convite para esta entrevista. E doenças até então erradicadas estão voltando porque as pessoas estão deixando de se vacinar. Seja bem-vindo e bom dia. Bom dia, Gabriel. Bom dia aos telespectadores do programa Câmara Total. passando por essa pandemia, e essa queda na cobertura pode ter várias razões, desde o subfinanciamento das prioridades de saúde pública, questões logísticas, como aquisição, distribuição, a ausência de campanhas também de conscientização para a vacinação em massa da população, nós temos questões crescentes também e preocupantes como um possível movimento anti-vacinas, o extremismo religioso, uma instabilidade política, algumas fake news, colocando questões relacionadas à segurança das vacinas que podem prejudicar as campanhas de vacinação. Agora, isso também pode estar relacionado com o próprio sucesso do nosso Programa Nacional de Imunizações. Visto que nós eliminamos várias das principais doenças e as pessoas acabam achando que, bom, essas doenças não existem mais, então relaxam nas campanhas de vacinação. Também pode estar relacionado à dificuldade de acesso das famílias a alguns serviços essenciais de saúde, mas assim, é preocupante, na verdade, o movimento anti-vacinas, esse movimento negacionista que aparentemente está crescendo no país. Então, atenção você aí de casa, tem alguma dúvida sobre vacina, algum receio, medo, curiosidade? Hoje é o dia para esclarecer tudo. Nós estamos conversando com Luiz Carlos Dias, ele é professor titular do Instituto de Química da Unicamp, ele é membro titular da Academia Brasileira de Ciências, comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico, membro da Força-Tarefa da Unicamp no combate à Covid-19, é especialista no assunto. Então, pergunte, não tenha vergonha de mandar a sua participação através do WhatsApp 978293776, estou aguardando a sua participação. Ô Luiz, uma vacina, ela é uma preparação biológica que fornece, então, imunidade adquirida aditiva para uma determinada doença. E ela é produzida com micro-organismos mortos ou inativos. Primeiro, é isso? E como que é feito este processo para quem está nos assistindo? São várias as plataformas que existem. Elas podem utilizar, por exemplo, vírus vivos, que causam aquela doença, mas eles são atenuados, eles são inativados, então eles, por exemplo, não vão causar aquela doença uma vez dentro do nosso organismo. Algumas são feitas, por exemplo, com vírus mortos. Outras são, agora, as plataformas mais modernas, que a gente está vendo no caso da COVID-19, usam plataformas, por exemplo, à base de material genético, de um RNA, e aí, por exemplo, se coloca lá uma parte de uma proteína chamada proteína spike da Covid-19, do Sars-CoV-2, para que ele possa, a ideia de usar uma vacina é o seguinte, você colocar um corpo estranho dentro do organismo e esse corpo estranho, por exemplo, ele ativar o nosso sistema imune a produzir aquilo que a gente chama de resposta humoral e resposta celular, ou seja, a resposta de produção de anticorpos, anticorpos neutralizantes que se ligam, por exemplo, no vírus que causa determinada doença e impedem, por exemplo, que esse vírus cause mal, que ele faça mal às pessoas. Ou uma outra resposta que a gente chama de resposta citotóxica, que é uma vez que esse vírus entra nas nossas células e ele começa a se multiplicar, que essas células, por exemplo, destruam as nossas células que estejam infectadas por esse vírus. Então, o objetivo é induzir o nosso organismo a produzir anticorpos e essas células citotóxicas. Se uma vez que você tenha, a pessoa tenha contato com o vírus real, ela então, opa, tem um corpo estranho no meu organismo, aí os anticorpos vão lá, as células citotóxicas vão lá, então, para combater aquele vírus, aquela substância real. Então, as vacinas, elas são essenciais para blindar o organismo contra doenças que ameaçam a nossa saúde em todas as idades, não são só as crianças, viu, que precisam se vacinar. Existe alguma contraindicação, alguma pessoa que não possa tomar uma vacina, Luiz? Olha, as vacinas, elas são responsáveis pelo aumento da nossa expectativa de vida, certo? Nós estamos aqui hoje porque nós já tomamos muitas vacinas. Eu sempre costumo falar assim, imagine o mundo hoje com a Covid-19 e sem vacina para a Covid-19, é um caos. Agora, imagina o mundo sem vacina para difteria, sem vacina para varíola, sem vacina para tétano, sem vacina para poliomielite, é inimaginável, certo? As vacinas salvam milhões de pessoas, como você colocou aí. Então, tem, sim, pessoas, tem grupos, por exemplo, que não podem usar determinadas vacinas, principalmente os imunodeprimidos. Pessoas com HIV também têm alguma dificuldade, porque dependendo da resposta, principalmente se ela for uma resposta de células estotóxicas, têm dificuldade de utilizar a vacina, a gente sabe que as vacinas normalmente são muito úteis para crianças, para jovens, e elas perdem um pouco da proteção à medida que as pessoas vão ficando mais idosas, o nosso sistema imune vai ficando um pouco mais debilitado, então é normal, por exemplo, que pessoas mais idosas tenham uma resposta menor, por exemplo, às vacinas, às vezes elas precisam inclusive de um número maior de doses, precisam de uma segunda dose, eventualmente de uma terceira dose. É comum e eu tenho certeza que quem está nos assistindo já falou ou já até ouviu alguém falar eu tomei a vacina da gripe e fiquei gripado. Todos nós reagimos da mesma maneira a uma vacina? Não, as pessoas podem reagir diferente, mas olha só, ninguém toma a vacina da gripe e fica gripado. O que acontece é o seguinte, quando você toma uma vacina, você quer induzir a produção de anticorpos e de células citotóxicas, que vão te proteger da infecção real, quando aquele vírus real, por exemplo, aparecer. Então, é normal, é perfeitamente normal que, ao tomar uma vacina, no local você tenha um inchaço, tenha uma vermelhidão, sinta um pouquinho de febre, um pouquinho de cansaço, um pouquinho de fadiga. Por quê? Porque é exatamente isso que a gente quer quando aplica uma vacina. A vacina está provocando uma resposta do seu organismo àquele corpo estranho. Então, é a primeira vez que você está tendo contato com aquele corpo estranho. Algumas pessoas vão ter, por exemplo, esse tipo de resposta. Algumas um pouquinho mais graves, algumas um pouquinho mais leves, mais moderadas. Mas esse tipo de resposta mostra que o seu organismo está produzindo anticorpos, está produzindo células citotóxicas para combater aquele corpo estranho. Então, é desejado isso, entendeu? Ninguém fica doente com a vacina. A vacina, ela serve para proteger as pessoas da doença. E é ótimo esse esclarecimento, então. Luiz, em todo o mundo, existe um grupo que não acredita na imunização das vacinas, são os antivacinas. Isso para qualquer doença, não é só agora para a Covid-19. Aqui no Brasil, doenças como sarampo, coqueluche, estão retornando porque essas pessoas começam a repassar em redes sociais informações falsas. E aí a minha opinião influenciou em outras também. Como que você enxerga este movimento? Olha, nós precisamos combater veementemente essa infodemia, essa disseminação de notícias falsas, de fake news com relação às doenças. Isso tudo começou há alguns anos com um ex-médico britânico chamado Andrew Wakefield, que ele publicou um estudo relacionado à vacina tríplice, viral, de sarampo, cachumbo e rubeula, e a associação dessa doença a casos de autismo. Esse estudo depois foi retratado na revista médica que foi publicado e ele perdeu inclusive a licença dele, teve a sua licença cassada porque o estudo foi comprovado como sendo antiético, anticientífico e falso, com muitas falhas metodológicas, fraqueza de resultados, inclusive ele estava trabalhando contra a vacina triplice, mas ele estava ao mesmo tempo tentando desenvolver uma vacina para sarampo. Só que isso aí teve um enorme impacto na saúde pública lá na Inglaterra, no Reino Unido, e vários casos de sarampo e de cachumba surgiram, então, desde essa publicação. O aumento no número de casos de sarampo que você citou aqui no Brasil, que estava controlado e que em 2019 nós tivemos cerca de 18 mil casos, com cerca de 18 mortes, ele ocorre não só por causa do movimento antivacinas, mas por causa daquelas razões que a gente colocou no início da entrevista. Mas o movimento anti-vacinas se baseia muito no extremismo religioso, na instabilidade política, no populismo, nas fake news, nas questões de segurança. Bill Gates está sempre muito envolvido. Nós precisamos realmente combater essa agenda alternativa, que é de grupos ou de indivíduos. Já já vou falar sobre o Bill Gates, porque eu fui pesquisar e tem cada teoria na internet que a gente nem acredita, Luiz. Mas é algo tão surreal, né, que muitas pessoas, elas fazem piadas, fazem brincadeiras sobre o assunto, sobre o antivacina, só que, infelizmente, tem crescido o número de pessoas que têm receio em se vacinar e vacinar as crianças. O melhor remédio, então, é a informação, é tirar dúvidas, que nem nós estamos fazendo aqui no programa, procurar em sites confiáveis essas informações. que dica que você dá para quem está nos assistindo, para quem está em casa, olha, eu tenho receio da vacina, eu escutei alguma coisa sobre esse assunto, que dica que você pode dar para essas pessoas? Olha, informação correta é essencial nesse momento, não só para quando tivermos uma vacina para a Covid-19, mas também para qualquer vacina. Então, nós temos que usar a tecnologia, as mídias sociais, os jornais, os canais de TV, ter os programas como o seu, para levar, para espalhar informações corretas, mantendo a população informada, segura e confiante de que as vacinas são a nossa melhor ferramenta de saúde pública. A ciência, por trás das vacinas, é extremamente relevante e importante. A população pode confiar que, uma vez que nós tivermos, por exemplo, vacinas aprovadas em fase 3, elas vão ter segurança e elas vão ter eficácia. Então, é importantíssimo ter um canal de comunicação com a sociedade, porque, para a sociedade, a sociedade recebe informações de várias fontes. E, muitas vezes, a disseminação de fake news pelas mídias sociais hoje está cada vez mais forte, principalmente nesse momento de muita polarização política que a gente está passando no país. Então, é essencial conversar com a população numa linguagem simples, numa linguagem clara e dizer, olha, vocês, nós, estamos aqui por causa de vacinas. É como eu falei, imagina, gente, como seria um mundo sem uma vacina para poliomielite, que causa a paralisia infantil. A varíola matou 300 milhões de pessoas no século XX. Ela foi erradicada em 1980. Imagina se nós não tivéssemos uma vacina para varíola. Tem várias doenças hoje que nós não temos vacinas. As doenças parasitárias, tropicais. Milhares de pessoas morrem de malária no mundo, de doenças de chagas, de leishmanioses, porque essas doenças que são causadas por parasitas, é muito difícil desenvolver uma vacina para elas. Então, assim, vacinas, elas salvam vidas, elas são responsáveis pela melhoria da nossa qualidade de vida e da nossa expectativa de vida. Sobre as fake news, infelizmente, elas não ficam só aqui no Brasil, em todo o mundo. De acordo com um estudo do jornal The New York Times e da empresa de software, a Zignal Labs, As palavras Bill Gates e coronavírus foram citadas mais de um milhão de vezes em redes sociais com teorias de que a fundação dele teria testado vacinas em crianças na África e milhares teriam morrido, que a vacina provocava aborto. Então, por favor, Luiz, eu quero que você nos explique que o Bill Gates não tem autorização para aplicar a vacina e levar para outros continentes, que ela não causa aborto, que não tem a ver com o 5G também, porque a gente já viu fake news sobre isso. Então, esse é o momento agora, por favor, para você nos esclarecer. Primeiro, lembrando assim, o movimento anti-vacinas, ele é forte nos Estados Unidos, ele ainda não é muito forte no Brasil, mas nós não podemos deixá-lo crescer, tá? Nós já vemos muita movimentação nas redes sociais. Com relação ao Bill Gates e o movimento anti-vacinas, olha, muitas das manifestações do movimento anti-vacinas estão relacionadas ao nome do Bill Gates, né? Então, assim, ele é um bilionário e ele está por trás, infelizmente, segundo o movimento anti-vacinas, da maioria das conspirações envolvendo saúde pública, entendeu? Ele tem uma fortuna dele, na verdade, no ramo de desenvolvimento de softwares, como a Microsoft, mas ele fundou a Fundação Bill e Melinda Gates, que é uma fundação filantrópica que vem apoiando, que vem financiando vários projetos humanitários no mundo inteiro, sempre relacionado à saúde pública, inclusive com o desenvolvimento e distribuição de vacinas, quer dizer, ele financia. Só que ele vem sendo associado a teorias de conspiração desde uma campanha, por exemplo, de implantação de microchips, na verdade, para monitorar a população no sentido de que foi uma proposta, inclusive, do presidente dos Estados Unidos, o Barack Obama, de usar a aplicação de uma tinta nanotecnológica para registrar na pele as pessoas, as vacinas que teriam sido aplicadas em pacientes, como se fosse uma carteirinha de vacinação. Então, isso aí é que deu ideia, deu início a essa teoria do chip nas vacinas. Não existe chip nas vacinas. Uma outra questão relacionada ao Bill Gates está com o controle populacional, porque ele foi acusado de estar por trás, por exemplo, inclusive da Covid-19, devido a um vídeo que ele fez lá em 2018, que descrevia como seria a próxima grande pandemia. Mas todos nós esperávamos uma grande pandemia, em virtude de tudo o que está acontecendo no país, no mundo, desmatamento, queimadas, consumo de carnes exóticas, de animais vivos nesses mercados de carne. Então, há uma série de... Uma outra teoria que foi levantada foi, por exemplo, de que havia uma enzima chamada luciferase nas vacinas. Essa enzima, que lembra o nome de Lúcifer, que foi o anjo que caiu, que desafiou Deus, e que é um dos grandes antagonistas da história, o próprio diabo, ela, na verdade, não existe, a luciferase, na vacina. Ela é uma molécula que existe, por exemplo, nos vagalumes, que é responsável por aquela luz lá que brilha, nos vagalumes, faz com que os vagalumes brilhem no escuro. Então, assim, são várias teorias absurdas e, realmente, Bill Gates não tem nada a ver com isso, não deve haver controle populacional, não tem interesse nenhum de fazer controle populacional. Então, nós temos que realmente combater todas essas teorias negacionistas desse movimento antivacinas. A gente sabe que cientistas de todo o mundo estão buscando uma vacina contra a Covid-19, Eu já vi nas minhas redes sociais pessoas dizendo que antes de cinco anos de estudos não se faz uma vacina e que, portanto, só amarradas elas irão se vacinar. Existe uma fórmula, um protocolo, um tempo mínimo para as vacinas estarem à disposição da população? Essa é uma ótima pergunta. Normalmente, o desenvolvimento de medicamentos, o desenvolvimento de vacinas, ele leva tempo. Então, por exemplo, ele tem várias fases, pequenos animais, depois num grupo de seres humanos, onde se testa a segurança, depois num grupo maior, onde se testa a segurança, por exemplo, e se ele induz a produção de anticorpos e células totóxicas, depois num grupo muito grande. Esse grupo muito grande é chamada fase 3, é essa fase que todos estão ouvindo agora, que tem várias candidatas vacinais sendo testadas. Essa fase 3, ela deve demorar, ela deveria demorar, sim, realmente, mais do que um ano, dois anos, e envolver um número muito grande de pessoas de vários países, de várias faixas etárias, de várias etnias, com diferentes comorbidades, um grupo que desse ideia da população real. Porque quando a vacina for aplicada na população em massa, ela vai ser aplicada numa população real. Então, pessoas que têm diferentes comorbidades, sexo, faixa etária, etnias, enfim. E, às vezes, você precisa de tempo, realmente, para detectar determinados efeitos adversos graves, que você só detecta com muito tempo de estudo. Para dar uma ideia para você, a vacina mais rápida que nós desenvolvemos até hoje foi a da cachumba, em torno de quatro anos e meio. Nossa! Só que há quatro anos e meio. Nós estamos há 30 anos tentando desenvolver uma vacina para doença de Chagas, para malária e para outras doenças. Dengue, nós estamos desde 2009 tentando desenvolver uma vacina. Então, é um tempo realmente grande, é muito difícil, a tecnologia é muito rica, você precisa realmente garantir que aquela vacina vá ser segura e que ela vá ser eficaz para proteger as pessoas daquela enfermidade, daquela doença. Então, é preciso bastante tempo e bastante cuidado. Então, você viu agora no caso da candidata vacinal de Oxford, que eles interromperam parcialmente os estudos porque observaram, por exemplo, um efeito colateral grave, um efeito adverso em uma das voluntárias. Bom, isso é super normal, porque eles precisam, os pesquisadores precisam confirmar se esse efeito tem uma relação causal com a vacina ou não. Primeiro, se a voluntária está no grupo dos placebos ou está no grupo das candidatas vacinais. E depois precisa confirmar se essa candidata vacinal realmente causou aquele efeito grave. Porque você imagina assim, se for um efeito muito grave em 10 mil pessoas, é uma coisa. Se for um efeito muito grave em 100 mil pessoas, é outro. Mas ainda é muito perigoso. O ideal é que você não tenha nenhum tipo de efeito colateral grave, adverso grave, ou se tiver que seja um, por exemplo, a cada 10 milhões de pessoas. Aí você imagina, no Brasil, nós somos 212 milhões de pessoas, imaginando que todos os 212 milhões de pessoas seriam vacinadas, a gente teria um caso a cada 10 milhões de pessoas, nós teríamos 212 casos graves. O ideal seria nada, mas assim, 212 é um número... Então, o tempo para se desenvolver uma vacina realmente é longo. As etapas agora, no caso da Covid-19, porque a Covid-19 colocou o mundo literalmente de joelhos, Nós estamos aí no terceiro vírus, pessoas estão morrendo no mundo inteiro e ela afeta todo mundo. Então, as etapas estão sendo aceleradas, elas não estão sendo puladas, mas elas estão sendo todas aceleradas. Então, hoje, a gente está vendo, por exemplo, a fase pré-clínica em animais sendo feita com a fase 1, a fase 1 sendo feita com a fase 2, a fase 2 junto com a fase 3. Então, todas estão sendo aceleradas. O que eu tenho um pouco de receio é que a fase 3, ela seja acelerada demais. Porque um dos cuidados que a gente tem que ter ao aprovar uma vacina é assim, tem que ter certeza que a vacina é segura e ela é eficaz. Ela tem que proteger pelo menos 50% da população, certo? Para ter algum tipo de eficácia, inclusive é o nível mínimo exigido pela Organização Mundial da Saúde. Mas ela não pode ter nenhum efeito colateral grave. E às vezes, num grupo pequeno de pessoas, ou feita de forma muito rapidamente, muito acelerada, a gente não tem condições, por exemplo, de identificar efeitos colaterais graves no universo populacional real que depois ela vai ser aplicada. Eu tenho um pouco de receio de questões políticas também, porque uma vacina ruim é pior do que não ter vacina. Então, a gente precisa de ter realmente uma vacina aprovada em fase 3 que seja segura, que seja eficaz, que proteja a população mundial e a população brasileira. O ideal seria uma única dose, mas aparentemente todas essas candidatas vacinais, quase todas elas vão precisar de duas doses, eventualmente de três doses, dependendo do grupo que for vacinado, porque a gente sabe que a resposta imune, por exemplo, ela cai com a idade, pessoas idosas ou com comorbidades, elas têm uma resposta imune diferente, então eventualmente elas podem precisar de um número maior de doses. Então, é extremamente importante que as fases não sejam puladas, que elas sejam respeitadas. Eu tenho certeza que aqui no Brasil, a Anvisa, que é a nossa Agência Nacional de Vigilância Sanitária, não vai aprovar uma vacina em fase 3 para uso em massa, sem dados seguros de eficácia e de segurança. 978-293776 é o número do nosso WhatsApp. A Vitória do Cambuí manda a pergunta, que eu acredito que seja de milhões de brasileiros. Ela pergunta assim, de todas as vacinas em teste para a Covid-19, em qual você, Luiz, aposta suas fichas e quando que a população terá acesso? Nossa, Vitória, que pergunta difícil, viu? Essa pergunta a minha mãe me faz quase toda semana. Ela está super preocupada e todos nós estamos. É o seguinte, não tem como ninguém no mundo hoje dizer para você quais das vacinas em fase 3, das candidatas vacinais realmente vão virar uma vacina. Não tem como. Por quê? Primeiro, chegar em uma fase 3 é garantido que vai virar uma vacina? Não. É fácil chegar em fase 3? Também não. Então, nós temos mais de 200 candidatas vacinais aí pelo mundo, nem todas vão chegar em fase 3. É muito difícil chegar em fase 3. Só chega em fase 3 se ela mostra segurança nas fases 1 e 2 e a indução de anticorpos e células totóxicas, ou só de anticorpos na fase 2. Agora, produzir anticorpos e células totóxicas é a garantia de que ela vai proteger a gente da infecção? Não, mas ela só vai para a fase 3 se ela produz anticorpos e células totóxicas. A fase 3 é que vai dizer se ela realmente protege a gente da infecção, se essa candidata vacinal impede que o vírus entre no nosso organismo, ou mesmo que ela não seja, por exemplo, esterilizante, mesmo que ela não neutralize a entrada do vírus no nosso organismo, ela transforma a Covid-19 num resfriadinho, ou numa gripe, em algo mais leve. Então, isso também é aceitável. Agora, quais dessas candidatas em fase 3 vão virar uma vacina? isso a gente não tem como dizer. O que vai acontecer? Esses pesquisadores que estão investigando as vacinas mais avançadas, que são a de Oxford, a da Sinovac, a do Instituto Gamaleya da Rússia, a da Johnson & Johnson e a da Moderna e a da Pfizer, que aparentemente são as mais avançadas lá em fase 3, em algum momento eles vão parar os estudos, eles vão fazer uma parada momentânea. Por exemplo, alguns deles vão parar quando um grupo, eles estão fazendo em grupos de mil pessoas, duas mil pessoas, 15 mil pessoas, 30 mil pessoas, mas quando tiver, por exemplo, um grupo de 32 pessoas infectadas com o vírus, lembra que a fase 3, todas elas estão sendo feitas em estudos randomizados, os pacientes são divididos em dois grupos, um grupo que toma a candidata vacinal e um grupo que toma um placebo. Não faz mal, mas também protege da Covid. Então, os médicos, os pesquisadores que aplicam a candidata vacinal e o placebo, não sabem o que estão aplicando, está cego para eles. O paciente, o voluntário que recebe, também não sabe se recebe o placebo ou a vacina. Então, esse é um chamado estudo duplo cego, que é o ideal. Ninguém sabe o que aplica, ninguém sabe o que recebe. Mas os voluntários vão sendo monitorados frequentemente, e ao identificar, por exemplo, 32 pessoas, ou 64, ou 100 pessoas, dependendo do protocolo de cada empresa, eles param os estudos e identificam. Bom, desses 100 pessoas, por exemplo, infectadas aqui, vamos supor 100, eles pertencem ao grupo placebo, eles pertencem ao grupo vacinal, então isso é fundamental, isso já vai dar uma ideia se a candidata vacinal vai servir para ser uma vacina ou não. Por quê? Você quer que desses 100 pessoas infectadas, o maior número de infectados esteja no grupo placebo, porque o placebo não vai proteger da infecção. Então, quanto mais infectados estiverem no grupo placebo, desses 100, vamos supor que se 80 estiverem no grupo placebo e 20 estiverem no grupo da candidata vacinal, essa vacina, essa candidata vacinal oferece uma proteção de em torno de 80%. Ótimo, é isso que a gente quer, entendeu? Então, isso aí deve ser descrito, por exemplo, nos próximos meses, todos eles vão fazer, vão esperar chegar no número tal de pessoas infectadas, porque não se esqueça que todos os infectados, eles estão sendo acompanhados, eles estão sendo acompanhados, por exemplo, praticamente diariamente, para qualquer efeito adverso, isso aí acompanhado é um acompanhamento diário. Então, se eles estão sendo testados também, para saber se pegaram ou não, porque eles estão todos em contato com a Covid-19, eles estão trabalhando, são profissionais da saúde, por exemplo, que têm contato com a Covid-19, por isso que as vacinas em fase 3, muitas delas estão sendo testadas no Brasil, porque o Brasil ainda é um país endêmico, o vírus está circulante aqui. Então, uma vez que detectar um determinado número de infectados, eles param, investigam aqueles infectados, se estão no grupo placebo ou no grupo da candidata vacinal. Se estiver mais ou menos ali, meio a meio, ela tem uma cobertura, por exemplo, de 50%. Se tiver mais gente no grupo da candidata vacinal infectada do que no grupo placebo, não está ocorrendo nenhuma, entendeu? Então, isso aí vai ser feito nos próximos meses. Quando que nós vamos ter uma vacina? Olha, o ideal seria esperar pelo menos um ano para que essa fase 3 se concluísse, então seria lá para o meio do ano que vem, certo? Agora, em virtude de todas essas questões que a gente está vivendo, dessa dificuldade da pandemia, de questões políticas, pode ser que a Anvisa, dependendo dos resultados, desses resultados que eu falei momentâneos, provisórios, libere uma determinada empresa para colocar uma candidata vacinal no mercado como uma aprovação emergencial. Essa aprovação emergencial seria, por exemplo, para ser utilizada principalmente por profissionais da saúde, por pessoas que têm professores, por pessoas que trabalham com aplicativos, pessoas que trabalham com grandes... têm contato com grandes pessoas, um grande número de pessoas. Isso é o ideal? Não, não é o ideal. Porque o ideal seria esperar o resultado da fase 3 se concluir. Mas, em vez dessa pressão toda que a gente está vivendo, pode ser que haja uma liberação parcial. Agora, tem uma outra coisa. Um ponto importante é você ter a vacina aprovada em fase 3. Outra coisa, Vitória, é produzir uma quantidade para vacinar a população brasileira inteira. Nós somos 212 milhões de pessoas. Vai ter que ter uma organização? Sim. A questão logística é fundamental, porque 212 milhões de pessoas, vamos supor que 80% vá ser vacinada, o que é um bom número. não é o ideal, mas um bom número, daria 170 milhões de pessoas. Se a vacina for aprovada em uma dose, nós vamos precisar de 170 milhões de doses. Mas se ela for aprovada em duas doses, nós vamos precisar de 340 milhões de doses. Então, o Brasil não tem os insumos para preparar essas vacinas para todo mundo, nós temos que importar de mercados externos, como Índia e China. Nós não temos seringas, nós não temos agulhas, nós não temos os frascos, nós não temos as tampas dos frascos. É preciso toda uma questão de logística, por exemplo, de cadeia de frio, porque essas vacinas são sensíveis a calor, por exemplo. Então, não pode ter contato com calor. E o Brasil é um país tropical, embora a gente está chegando agora, nós estamos na primavera, nós vamos chegar agora no verão, então as temperaturas são amenas para altas em vários dos estados, várias das nossas regiões. Imagina lá da Amazônia, que tem locais assim, que só se chega de barco depois de horas, entendeu? Então, as vacinas precisam ser mantidas a baixas temperaturas, algumas a 0 graus, algumas a 10 graus, mas provavelmente, dependendo da plataforma, principalmente essas da Pfizer e da Moderna, que são baseadas em RNA, eles são muito sensíveis. Pode ser que precise de uma temperatura de menos 70. Então, você precisa fazer as vacinas chegarem em todas as populações por ar, terra e mar. E essa cadeia de frio é muito importante. Então, produzir uma quantidade grande de vacinas vai ser um outro desafio. E aí depois tem o engajamento da população, que a gente começou a falar no início, que deve ser grande. Então, uma vacina, por exemplo, em uma única dose, a pessoa vai lá, toma aquela vacina, vai ter algumas, nem todas, vão ter alguns efeitos adversos ali no local, algum cansaço, alguma febre, mas se forem duas doses, as pessoas têm que repetir aquela, têm que voltar para tomar a segunda dose, vão ter de novo provavelmente aqueles efeitos adversos. Então a gente sabe que normalmente, por exemplo, nem todos que tomam a primeira dose voltam para tomar a segunda dose. Isso tem acontecido em algumas campanhas no Brasil, como foi citado no início dessa conversa. Então isso a gente já tem observado e é preciso todo um trabalho de conscientização da população brasileira para que a gente possa realmente evitar a disseminação da doença. Você aí de casa percebeu a dificuldade que é para se produzir uma vacina, toda a organização, o processo que tem em volta, então não é algo realmente simples. Todo mundo está nessa corrida, mas claro que tem toda uma organização. Eu vou sair só um pouquinho do assunto da Covid-19 para a gente fechar o assunto de vacinação em outras doenças. Eu também tenho certeza que você aí de casa já falou ou ouviu esta teoria de que algumas doenças é melhor a criança pegar e passar naturalmente por elas, que elas não são tão perigosas do que tomar uma vacina. Luiz, está correto isso e qual que é o perigo de quem tem esta atitude? Olha, não é bem assim, né? Há algumas doenças, por exemplo, com sarampo, que a infecção natural acaba gerando uma memória imunológica mais duradoura até do que a vacina. A gente sabe disso, né? Em geral, essa memória imunológica, ela permanece por algumas décadas, tá? Então, contrair a doença é muito arriscado. Você não pode arriscar, por exemplo, contrair Covid-19. Você não pode arriscar contrair varíola. você não pode arriscar contrair poliomielite, certo? Porque mesmo no caso de sarampo, uma a cada cerca de duas mil crianças, ela fica com, ou ela morre, ou muitas crianças ficam com sequelas pelo resto da vida, que prejudicam o desenvolvimento, principalmente no caso das crianças. Então, assim, imunização por vacinas ainda é um método comprovadamente mais seguro. As vacinas, elas nos protegem de doenças, elas nos protegem, por exemplo, de ficar incapacitados, certo? Então, é extremamente importante, por exemplo, que a gente atualize a nossa carteira vacinal. O Brasil tem o SUS, tem o nosso Programa Nacional de Imunização, um programa fantástico. O SUS é maravilhoso, certo? É claro que está um pouco subfinanciado, está um pouco sucateado, mas ainda é um modelo de vacinação em massa, que o mundo inteiro admira. Então, vamos ter um pouco de consciência, porque a vacinação é uma questão de empatia, de nós nos respeitarmos e respeitarmos aquelas pessoas, por exemplo, que eventualmente não podem tomar uma vacina, porque como nós citamos aqui, tem pessoas, por exemplo, que são imunodeprimidas, elas eventualmente não podem tomar uma vacina. Então, quando a gente toma a vacina, a gente se protege e protege, por exemplo, aquelas pessoas que não podem também tomar a vacina. Então, assim, é uma questão de responsabilidade social, de empatia, uma questão de respeito à vida. O senhor é membro da Força-Tarefa da Unicamp no combate à Covid-19. Como que tem sido o trabalho? Existe uma pressão? Olha, a Unicamp montou esse trabalho, essa Força-Tarefa, e essa força-tarefa é em várias frentes. Eu atuo um pouco na frente, por exemplo, de desenvolvimento de novos medicamentos, mas isso é uma coisa mais para o futuro, a Covid-19 é uma doença nova, e também nessa frente de esclarecimento, de diálogo, de conversa com a população. Mas a Unicamp tem um grupo aqui que, olha, montou, hoje atende os hospitais aqui da Universidade, hospitais de Campinas, hospitais da região, por exemplo, com testes, testes de diagnóstico. Então, é uma força-tarefa, por exemplo, que foi montada, mas não só a Unicamp, a Universidade Pública Brasileira como um todo vem prestando um serviço fantástico com o atendimento à população, com o esclarecimento da população, com o desenvolvimento de kits de diagnóstico, com ensaios clínicos. Vocês vejam que vários desses ensaios clínicos em fase 3 estão sendo desenvolvidos em várias universidades federais. Uma delas, que é a candidata da Sinovac, inclusive nós estamos, está sendo realizado aqui pela Unicamp. Então, foi desde o uso de, a conscientização do uso de máscaras, a produção de álcool gel para a comunidade, de máscaras, de máscaras faciais, de equipamento de proteção individual, enfim, a Universidade Pública Brasileira, não só a Unicamp, mas está prestando realmente um serviço admirável para a sociedade. Luiz, as pessoas em casa, elas estão acompanhando o trabalho dos cientistas para a vacina. Então tem a Coronavac, produzida pela empresa chinesa Sinovac, em conjunto no Brasil com o Instituto Butantan. Tem o trabalho da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e nós entrevistamos nesta semana a primeira brasileira, que já tomou duas doses ainda em fase de testes. Vamos imaginar, Luiz, que cinco países encontraram aí a vacina eficaz contra a Covid-19. elas possivelmente vão agir da mesma forma no nosso corpo se a gente tomar a Coronavac e a pessoa da Rússia tomar uma outra vacina? Ela tem a mesma eficácia ou pode ser que uma seja completamente diferente da outra? Isso aí só a fase 3 é que vai dizer, né? Qual é a eficácia e a proteção, só a fase 3 vai dizer. Que tipo de população ela protege também, né? Porque a questão de etnia, ela é muito importante, né? Então, nós temos, assim, não só a questão de sexo, a questão de idade, de comorbidades, mas a questão de etnia também é muito importante. Pode ser que uma vacina, por exemplo, que ela seja boa para proteger as pessoas lá na Rússia, ela não seja muito eficaz aqui no Brasil, ela não vai ter a mesma eficácia lá e aqui. Ah, não sabia disso. O Brasil tem uma miscigenação enorme de várias raças, inclusive, por exemplo, uma vacina que pode ser boa para a população brasileira como um todo, por exemplo, diferentes etnias, se você incluir, por exemplo, indígenas, ela pode não ter a mesma resposta. Então, isso a gente só vai saber depois realmente dos estudos de fase 3. Inclusive, todas essas questões étnicas, elas deveriam estar sendo contempladas em cada uma dessas vacinas. Também depende muito se a vacina induz a resposta só de anticorpos ou se ela induz a resposta de anticorpos e de células estotóxicas. Então, quanto maior for a resposta de anticorpos neutralizantes e de células estotóxicas, eu acredito que a vacina vai ter uma eficácia maior e vai poder atingir um número maior, um grupo maior de pessoas. Então, a questão é assim, se nós tivermos cinco vacinas aprovadas, aprovadas, o que eu acho, assim, seria, se você considerar o histórico de produção de vacinas no mundo, normalmente a cada 10, a cada 20, aí você tem uma vacina aprovada, é muito difícil mais do que isso. Então, cinco vacinas aprovadas seria um marco histórico na história da vacinação mundial. Mas aí, tem a questão de que grupos que ela protege, depende da resposta de anticorpos, e tem a questão da produção, como eu falei pra você, né? Você citou aí a vacina de Oxford, que está sendo desenvolvida aqui em colaboração com a AstraZeneca, perdão, em colaboração com a AstraZeneca aqui no Brasil, com a Fiocruz, que é uma instituição pública fantástica. E você citou também a vacina da Sinovac, que é a Coronavac, que está sendo produzida aqui no Brasil, estudada aqui no Brasil, com o Instituto Butantan. Os dois são institutos públicos, fantásticos. O Butantan e a Fiocruz fornecem a maioria das nossas vacinas, inclusive o lema da Fiocruz é que você carrega a Fiocruz dentro de você, porque certamente em algum momento da vida todos nós usamos uma vacina desenvolvida pela Fiocruz e pelo Butantan também. Então, a questão é que, uma vez que eles fizeram esses acordos, tanto o governo do estado de São Paulo como o governo federal, caso essas vacinas venham a ser aprovadas em fase 3, o acordo prevê a transferência de tecnologia, o que é muito importante. É muito importante porque a transferência de tecnologia vai permitir que o Brasil produza essas vacinas. E a Fiocruz e o Butantan têm capacidade de produzir essas vacinas, tanto que eles produzem a maioria das nossas vacinas. Não produzem todas, algumas vacinas hoje a gente importa, o que é um outro problema sério, a gente traz de fora. Mas a Fiocruz e o Butantan produzem a maior parte das nossas vacinas, vão poder, têm capacidade instalada, o Brasil domina algumas dessas tecnologias, não domina a tecnologia da candidata vacinal de Oxford, que usa um adenovírus de chimpanzé. Mas, em tendo a transferência de tecnologia, nós vamos poder, por exemplo, caso elas sejam realmente eficazes e seguras, produzir milhões de doses, por exemplo, em 2021 e 2022, porque a Covid não vai acabar com a primeira vacina. Nós temos a gripe até hoje, entendeu? Então, nós vamos precisar dominar essas tecnologias. Então, eu diria que nós vamos usar principalmente aquelas vacinas aprovadas, eficazes e seguras, que nós tivemos a possibilidade de produzir o maior número de doses aqui, entendeu? Não tem como dizer para você, ah, eu posso tomar a vacina de Oxford e depois tomar a vacina da Coronavac? Eu diria não, eu diria não, porque você só pode tomar essas diferentes vacinas se elas tivessem sido estudadas, por exemplo, juntas em fase 3. Então, o ideal é você, se você vai optar, se nós tivermos essa possibilidade de opção por uma determinada vacina aprovada, é usar a segunda dose daquela mesma vacina. Pode ser um risco, por exemplo, se a pessoa tomar uma vacina de cada uma dessas empresas aprovadas, porque elas são baseadas em plataformas diferentes, elas dão respostas diferentes, a gente não sabe se uma pode prejudicar a outra. Então, isso aí, certamente no futuro, nós vamos ter que voltar a conversar para esclarecer a população brasileira, entendeu? Porque, entendo mais do que uma candidata vacinal, e tomara que tenha, porque quanto maior o número de vacinas nós tivermos aqui, maior a probabilidade de nós abrangermos o número maior de pessoas aí na população brasileira. Agora, nós temos que deixar claro que não é, não adianta você tomar uma vacina da Sinovac e depois a vacina de Oxford ou o contrário, certo? Elas usam plataformas diferentes, a resposta é diferente. O ideal é você tomar uma vacina da Sinovac, ou da Oxford, ou da Pfizer, ou da CanSino, ou da Moderna, não importa qual, gente. O que importa é que, ao termos uma vacina, seja ela da Gamaleya, lá da Rússia, ao termos uma vacina segura e eficaz, aprovada, eu tenho certeza que a Anvisa não vai aprovar uma vacina se ela não for segura e eficaz. O protocolo para aprovar uma vacina, para uso em massa, é muito rígido. Então, são vários comitês independentes que vão analisar essas candidatas vacinais, essas possíveis vacinas, e eu tenho certeza que a Anvisa aqui no Brasil só vai aprovar baseada no rigor científico e não em questões políticas, que eu espero. Porque aprovar uma vacina ruim seria um enorme desserviço para a população brasileira e seria aquilo que o movimento anti-vacinas está querendo nesse momento. Então é preciso muito cuidado na aprovação dessas vacinas. Luiz Carlos Dias, professor titular do Instituto de Química da Unicamp, também membro da Força-Tarefa da Unicamp contra a Covid-19, muito obrigado por ter disponibilizado o seu tempo aqui com a TV Câmara Campinas, por todas as explicações, esclarecimentos, qualquer novidade, nós voltamos a nos falar aqui no Câmara Total e já fica o convite então, meio de 2021, lá por volta de julho, agosto, a gente volta a se falar então para falar sobre as doses da vacina, ainda esperamos que nós já tenhamos a aprovação da vacina, todo mundo já tenha tomado, mas que a gente fale da questão da dose, se pode tomar uma dose de Oxford, de uma dose aqui da vacina chinesa junto com o Instituto Butantan. A gente volta a se falar sobre esse assunto. Muito obrigado pela sua participação. Eu agradeço esse convite, me coloco à disposição, mas eu espero que, olha, eu espero que a gente possa ter uma vacina aprovada de repente para uso emergencial, seguindo o rigor científico antes, mas é importante manter o esclarecimento da população sempre, certo? Nós não podemos esperar até a metade do ano que vem, por exemplo, para iniciar um movimento nacional de conscientização da população brasileira para que a gente possa resgatar as campanhas vacinais, diminuir esses problemas, esses prejuízos causados pela ruptura na cobertura vacinal. É extremamente importante que a gente lembre sempre a população brasileira da importância da vacinação e combater o movimento anti-vacinas e as fake news nessa área. Obrigado. Mantenha sempre a caderneta de vacinação atualizada e tem alguma dúvida sobre o assunto, pesquise, site confiável, site grande que você sempre acessa nas grandes plataformas ou sempre pergunte para um especialista, que a gente fez hoje aqui com o Luiz. Muito obrigado, até uma próxima oportunidade. Olha só, na última semana o repórter André Aran entrou ao vivo aqui no Câmara Total, no Dia Mundial do Doador de Medula Óssea. Mas é sempre bom a gente lembrar do que você precisa para ser um doador. Então, confira essas informações. Bom, a gente vai falar sobre a importância de ser um doador de medula óssea, por isso estamos com o doutor Fabrício para conversar com a gente a respeito desta situação, falar principalmente sobre a importância, por favor doutor. É muito importante que a população se conscientize da importância de ser um doador voluntário de medula óssea. O que isso quer dizer? Você se cadastra no Redome, a gente vai coletar uma amostra e vai fazer a sua tipagem HLA, que é um antígeno do glóbulo branco, do leucócito. Quem tem algumas doenças, principalmente as leucemias, precisa de transplante e nem sempre acha um doador compatível na família. Se você for compatível com alguém e que estiver inscrito nesse banco de dados, você vai poder salvar uma vida e fazer a diferença na vida de alguém. E o que precisa para a pessoa ser doadora? A pessoa precisa estar bem de saúde, ter entre 18 e 54 anos e ter boa vontade. Pode comparecer a um dos nossos postos de coleta, munido de um documento oficial com foto, que vai ser muito bem recebido e vai poder fazer o seu cadastro. Aqui na Hemocentro da Unicamp, a gente está todos os dias, de segunda a sábado, das 7h30 às 15h. No posto de coleta do Mário Gatti, também das 7h30 às 15h. No posto de coleta do Hospital Estadual de Sumaré, também das 7h30 ao meio-dia. E no Hemonúcleo de Piracicaba, das 7h30 até às 13h, de segunda a sexta em Piracicaba. Obrigado pela entrevista. Obrigado. Ok, muito obrigado, André. Venha para a TV Câmara Campinas. Segunda intervalo aqui no Câmara Total e na volta tem as notícias do Legislativo com a Mina Abreu e onde será que está o repórter André Aranha? Tem parque linear novinho aqui em Campinas, então não saia daí. Meio dia e 33, nós estamos ao vivo. Muito obrigado pela sua companhia E a audiência continue participando, hein? O WhatsApp está aí na tela, 978293776. E agora sim, eu vou acionar o repórter André Aranha para que ele acabe com este mistério. Eu sei, André, que você está em um dos bairros mais antigos aqui da cidade de Campinas e esta região agora conta com trilha de caminhada na natureza, pista de ciclismo. Onde você está, André? Boa tarde. Pois é, boa tarde para você, Gabriel Castro, boa tarde para todo mundo, acompanhando o Câmara Total. Estou no Parque Linear, que fica aqui no Parque Industrial, realmente um lugar muito bonito, um lugar bastante agradável. Como você disse, já já o nosso repórter cinematográfico Mingão vai mostrar para a gente. Aqui tem pista de Cooper, aqui tem academia, tem muito verde, mas já já o Mingão vai mostrar para a gente. Antes eu vou conversar aqui com o Alexandre, que é o arquiteto e o paisagista, para falar justamente como que surgiu a ideia deste projeto que ficou bem legal. Boa tarde para o senhor. Boa tarde, André. Tudo bem? Boa tarde a todos. É um projeto que nos orgulha muito. Ele é um projeto que tem um lado ambiental, tem um lado de lazer, que a gente proporcionou pistas de cooper, de trilha, de ciclismo, e ter um grande lado cultural, conta a história dos bairros, da Vila Industrial, do Parque Industrial, da Vila Real, do São Bernardo. Ele é, na realidade, uma ideia que surgiu de uma trilha em ordem cronológica. E essa trilha, a cada 10 metros que você percorre o parque, conta um ano de história do bairro. Então nós temos aqui 15 praças ao longo das trilhas, que são 1.700 metros quadrados, que contam os eventos mais importantes dos bairros circunvizinhos aqui da região. Pois é, esse bairro é o parque industrial, né? Esse bairro é o parque industrial e ele veio na sequência da vila industrial. São quatro bairros circunvizinhos bem antigos da cidade. Ou seja, dá para todo mundo aqui da região aproveitar bastante. Dá para todo mundo da região aproveitar e a história que a gente conta, porque ele na verdade é um museu a céu aberto, você conforme vai andando na trilha, vão contando as histórias e os eventos que tiveram no bairro, né? E os eventos são de todos os bairros circunvizinhos. Bom, aqui onde a gente está nesse momento é uma academia para terceira idade, não é isso? Isso. E também tem o painel ali, o Mingão está mostrando para a gente, que conta um pouquinho da história aqui, né? Isso, aqui nós estamos numa praça, o que você falou, Academia de Terceira Idade, e essa praça, ela é após o túnel, que a gente está representando com aramado, com trepadeiras, que foi o túnel que permitiu que as pessoas, a partir de 1900, se não estiver errado na data, 12 ou 16, pudessem passar desses bairros para o centro da cidade. Antes tinha o trilho de trem e as pessoas ficavam isoladas e com o túnel permitiu que os moradores, as pessoas que trabalhavam nessa região, que foram muito estigmatizadas durante muitos anos, porque tinha matador, era um bairro muito estigmatizado, permitiu que as pessoas pudessem, através do túnel, chegar na Campos Salles e no centro da cidade de Campinas. Bom, então esse túnel tem um significado muito legal, esse túnel que está aqui no parque, né Alexandre? Sem dúvida. Ele permitiu que todos os moradores desses bairros pudessem chegar no centro da cidade sem dar uma volta desproporcional. Isso, na realidade, foi um marco que permitiu que todos os moradores pudessem frequentar a cidade. Quando ele foi inaugurado aqui? O parque vai ser inaugurado agora no final do ano. Ele está com a estrutura toda pronta. Nós queremos inaugurar, ele poderia até ter sido inaugurado, mas a MRV junto com o nosso escritório Prefere que isso tudo esteja bem cristalizado, as plantas bem formadas Para que a gente possa entregar para a população um parque com impacto visual, com a vegetação já formando e tudo Bom, essa área verde foi escolhida a dedo Na realidade ele era um lugar, se você tivesse visto antes André Ele era um lugar que era muito judiado, jogava esgoto nesse córrego, lixo, tudo. Então foi feito um trabalho de drenagem, um trabalho de limpeza do córrego. A Sanasa pegou todas as pessoas e fez um trabalho de ligação de esgoto, né? Então foi uma recuperação ambiental e paisagística do local, né? E nós temos hoje aqui uma área de aproximadamente 100 mil metros. Esse parque está dentro do empreendimento da MRV, todos os prédios, todos os edifícios são recebidos nesse grande parque e desses 100 mil metros que nós estamos falando, tem além da pista de 1.700 metros de caminhada e de informações, tem o ciclismo e tem toda uma recuperação ambiental de vegetação nativa. Bom, Gabriel Castro, tem alguma pergunta para o Alexandre que está conosco ao vivo no Câmara Total? Tenho sim, e quem está nos acompanhando também tem essa possibilidade de participar aqui do nosso programa. Tem alguma dúvida em relação a parque linear? 978293776 é o número do nosso WhatsApp. Alexandre, minha pergunta é o seguinte, nos Estados Unidos e outros países, são muito famosos os parques lineares, como o High Line, por exemplo, lá em Nova York. E aqui no Brasil, este conceito não está muito difundido. Por que esta diferença? É cultural? É histórico? A pergunta sua é muito pertinente, porque os parques lineares, houve um entendimento, eu não sei especificar realmente a data, se foram 10 ou 20 anos, porque antigamente você tinha uma área de preservação ambiental, e ao longo dos 50 metros ou 60 metros ao longo desse córrego, ninguém podia acessar. Aí houve um entendimento por parte dos órgãos ambientais que se ele permitisse que a população pudesse transitar e usar essa área, lógico, com piso drenante, sem fazer construção, eu trabalhando com plantas nativas, eu potencializo, além de potencializar nós, além de potencializarmos a área verde, nós permitimos que as pessoas que estão usando essa área acabam sendo defensoras dessa área, elas acabam interagindo com essa área, tá? E acaba acrescentando uma evolução, vamos dizer, até educacional e ambiental das pessoas, dos frequentadores, tá? Então, isso surgiu faz uns 10, 20 anos. Nos Estados Unidos existe uma legislação mais avançada nesse sentido. Como que funciona a energia aqui, Alexandre? A energia, todas as luminárias são fotovoltaicas, não tem fiação nem nada, ela absorve, tem uma placa solar, ela absorve o sol durante a noite e ela acende. E quanto tempo durou para fazer todo esse projeto? Esse projeto nós estamos há mais de dois anos fazendo o trabalho, primeiro foi feito o córrego, o trabalho de córrego, de drenagem, depois foi feita a parte ambiental e nós começamos com o paisagismo montando tudo isso, faz uns dois anos que nós estamos trabalhando aqui. Bacana, muito obrigado Alexandre, a gente vai conversar com uma moradora que também vai atender a nossa reportagem, mais alguma coisa que você queira destacar aqui do parque, que estará à disposição, então confirmando a partir de quando provavelmente? Eu acho que no final do ano, que me parece que tem uma data de inauguração, não está definido. Não está definido, está certo. A gente quer complementar todo o parque e vai ter um evento, vai abrir o parque para a população circunvizinha e tal. E talvez a gente vai fazer até um trabalho de informação cultural e ecológica. A gente vai fazer talvez um monitoramento nos primeiros dias para poder acompanhar isso e poder explicar melhor para a população. Bacana, show de bola. Obrigado, Alexandre. Obrigado a você. Um abraço. Então tá bom, o Abrados, a gente vai conversar com uma moradora aqui do bairro, antes deixa eu pedir para o Mingão mostrar aqui, que a gente está aqui em uma área bastante privilegiada, porque tem muito verde, bastante verde, tem ali o córrego que o Alexandre se referiu, tem muitas árvores, a área realmente é muito grande, o Mingão já mostrou para a gente a pista de Cooper, tem a academia da terceira idade, E o que chama atenção realmente é que tem um museu ao ar livre que as pessoas vão ter sempre informações a respeito do bairro. Bom, eu vou conversar com a Luciene que já está aqui conosco. Tudo bem? Boa tarde, prazer em tê-la aqui na TV Câmara Campinas. Boa tarde, prazer é todo meu. Bom, você é moradora já faz quanto tempo aqui do bairro? Sim, eu sou moradora aqui do bairro faz 32 anos. 32 anos, puxa vida. Então, o que significa para vocês, moradores, ter um parque com uma área verde legal dessa? Para mim, particularmente, é uma alegria muito grande, significa vida, porque eu vi esse espaço todo aqui com muito mato, com muito lixo, e a vinda desse parque aqui para essa região valorizou e trouxe muita vida para esse lugar. Bom, conta para a gente uma história curiosa sua daqui. É, eu gostaria de contar uma história que o meu pai conta, né, que aconteceu com ele há mais de 60 anos atrás, né, que ele é morador aqui do bairro também, que a região onde é aqui o rio, lá no início era uma nascente e formava um lago e tinha peixes e tinha sapos também. E ele disse que brincava ali naquela região. Eu não cheguei a ver, mas eu acho essa história muito importante, muito boa de se lembrar. E ele conta que ele brincava quando ele era criança, né? Bom, você disse que já mora faz muito tempo aqui, né? Isso, 32 anos. 32 anos, mais de 30 anos, portanto. Então, quer dizer, é legal você estar num parque que você pode, de repente, é saber um pouco mais da história do bairro, algumas curiosidades do bairro, porque como a gente falou em cada ponto aqui, Gabriel, tem algumas informações importantes, por exemplo, neste aqui que a gente está, que é a Academia da Terceira Idade e tudo mais, tem informações a respeito do túnel de pedestres, que o Alexandre, inclusive, que nós estávamos conversando, ele falou que é esse túnel que está bem atrás da gente aqui, então o pessoal que que vier até aqui o parque, vier neste local, pode inclusive ter mais informações a respeito do túnel no museu ao ar livre. Isso é bacana para vocês saberem cada vez mais a história aqui do bairro, né? Sim, tem muitas histórias que meu pai conta, que eu já sabia, mas tem muitas coisas que eu não vivenciei. E essa ideia do museu a céu aberto é muito legal porque traz à tona essas curiosidades da história do bairro. E o que você vai fazer aqui? Você vai correr, vai caminhar, vai andar de bike, vai ler informações? É, ficou um lugar muito legal, né? Eu gosto de praticar atividade física. Fazer uma leitura, de repente. Sim, eu gosto de praticar atividade física e esse é um bom lugar para praticar atividade física. É muito bom respirar, caminhar. Correr, caminhar, esse verde, esse ar puro, né? Sim, o verde é muito bom. Então, Joia, muito obrigado pela sua participação aqui na TV Câmara Campinas. Eu que agradeço, obrigado pela oportunidade. Legal, então eu volto com você aí no estúdio do Câmara Total, Gabriel Castro. Muito obrigado, então, André Aranha, ao Alexandre pelas informações, à Luciene, então, sobre a entrega deste parque linear aqui na cidade de Campinas. E a gente vai falar aqui no programa da inauguração. Quando você aí de casa puder visitar e conhecer todas essas histórias aqui no Câmara Total, A gente vai falar sobre a história do Parque Linear aí para toda a região da Vila Industrial, Parque Industrial, toda a região aí em volta. Agora, assim como o combinado, já está aqui nos nossos estúdios, a Mina Abreu já veio com as notícias da Metrópole mais cedo e agora as notícias do Legislativo. Então, boa tarde, Mina. E ontem nós tivemos as reuniões extraordinárias. Isso mesmo, boa tarde, boa tarde a você aí de casa. Ontem nós tivemos a aprovação de um projeto em segunda discussão, ou seja, agora vai ser encaminhado para a sanção do prefeito, o que trata justamente da dispensa do uso da máscara para as pessoas com transtorno do espectro autista. A medida também atinge as pessoas com deficiência intelectual, deficiências sensoriais ou quaisquer outras que impeçam as pessoas de fazerem esse uso da máscara. Então, agora a gente vai aguardar aí a sanção para que essa norma passe a valer aqui na cidade de Campinas. Lembrando que a gente tem esse sistema de multa, Gabriel, hoje quem for pego sem máscara na rua paga uma multa de 100 reais ou uma cesta básica, multa que deve ser paga em até 5 dias. Além disso, nós tivemos também a votação de um outro projeto que agora exige, então, que no processo licitatório dos veículos da Guarda Municipal de Campinas tenha a previsão, então, de que essas viaturas recebam a blindagem. Então, aí, as viaturas tanto do Serviço Tático, né, e também da Guarda Comum, que todas as viaturas tenham aí a blindagem em Campinas. Nós tínhamos a previsão da votação de um projeto enviado pelo Executivo que trata aí da questão da prorrogação do prazo de trabalho de 348 profissionais que hoje atuam na saúde. No entanto, a pedido do líder de governo na Câmara, essa matéria foi retirada de pauta, então ela provavelmente será analisada na próxima quinta-feira e esse é o resultado e você pode conferir também o resultado completo no site da Câmara Municipal de Campinas, que é o www.campinas.sp.leg.br. Está aí na sua tela, você tem todas as informações no site do Legislativo em relação às notícias dos vereadores, os projetos, a agenda da Câmara, você fica muito bem informado e o site está na sua tela, campinas.sp.leg.br, certo Mirna? Certo, e falando em agenda da Câmara, hoje nós temos aqui um evento que, na verdade, é a reunião extraordinária da Comissão de Política Social e Saúde, que hoje vai discutir questões relacionadas ao atendimento do SUS, o Sistema Único de Saúde, e também as ações de reintegração de posse em tempos de pandemia. Lembrando que a gente fala sempre dessa comissão voltada à área da saúde, mas ela tem um nome, gente, Comissão de Política Social. Por isso que ela também pode abordar temas como este, que tratam aí da reintegração de posse de algumas áreas. Essa reunião será transmitida ao vivo pela TV Câmara Campinas e você pode participar mandando a sua sugestão ou a sua opinião através do e-mail comunicacão.campinas.sp.leg.br ou ainda pelo WhatsApp da TV Câmara Campinas, que é o 978293776, e eu vou continuar com a agenda, porque semana que vem nós temos muitos eventos aqui, audiências públicas, já na segunda-feira a gente tem aí, a partir das duas e meia da tarde, a reunião extraordinária da Comissão Permanente das Pessoas com Deficiência ou Mobilidade Reduzida, nós temos a partir das duas e meia, Essa reunião que vai falar aí sobre um projeto chamado Projeto KB2 Olhos que Guiam com um palestrante chamado Almir Martelli. Então essa reunião extraordinária vai ser transmitida ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas e é claro como nossa programação ter aí a interpretação em libras. Já na terça-feira, logo de manhã, a partir das 9h30, nós temos a 18ª audiência pública. Essa 18ª audiência será presidida pela Comissão de Finanças e Orçamento com a demonstração da Prefeitura e avaliação das metas fiscais do segundo quadrimestre de 2020. Lembrando que essa é uma audiência pública, Gabriel, que atende à lei de responsabilidade. Então, pela lei de responsabilidade fiscal, a cada quatro meses, o executivo deve ir ao legislativo fazer essa prestação de contas. E na quarta-feira nós teremos inúmeras audiências públicas cedinho, logo a partir das nove e meia da manhã. Isso mesmo, a partir das nove e meia, na quarta-feira, teremos cinco audiências públicas. Cada uma vai discutir um projeto e nós vamos falar agora quais são eles. Lembrando que todas as cinco audiências públicas serão presididas pela Comissão de Constituição e Legalidade, ou seja, essa comissão é a que dá o primeiro parecer a cada um dos projetos que tramitam aqui na casa, ou seja, primeiro as matérias que precisam passar pela audiência são aí presididas por essa comissão. Nós vamos falar do projeto de lei complementar de autoria do prefeito que trata da regularização de móveis urbanos de domínio do município, mas que hoje estão ocupados por organizações religiosas para suas atividades em áreas verdes ou institucionais. Temos ainda um outro projeto que trata aí de alteração no plano diretor estratégico. Um segundo também trata-se de alteração no plano diretor estratégico, é um PLC, Projeto de Lei Complementar, e por isso aí a gente tem essa necessidade de ter audiência pública. Aí já na 22ª audiência pública, nós vamos tratar aí também de um projeto do Executivo que trata de uma alteração, na verdade disciplina, o empreendimento habitacional de interesse social, COAB. Nós tivemos já na Câmara Municipal uma aprovação de lei que trata desses empreendimentos habitacionais de interesse social. Que hoje a gente tinha antigamente algumas áreas, hoje praticamente todas as áreas da cidade, eu não sei se você lembra, Gabriel, a gente teve aqui inclusive Sousas, Barão Geraldo também pode receber habitações de interesse social, então agora a gente vai ter a regulamentação disso, disciplinando como serão essas construções aqui nessas áreas de interesse social. e, por fim, um projeto de autoria aqui do Legislativo, que trata de uma mudança no regimento interno da Câmara. Essa mudança é, na verdade, o que? Hoje nós temos as matérias que precisam passar por audiência e essa mudança exige que as matérias relacionadas à matéria tributária, ou seja, tudo que seja em relação a assuntos tributários de Campinas, passem por pelo menos uma audiência pública. Tudo isso transmitido pela TV Câmara Campinas a partir das 9h30 da manhã, na quarta-feira, dia 30 de setembro. Informações completas aqui em As Notícias do Legislativo. Tudo o que acontece na Câmara, a Mirna já trouxe para a gente. Muito obrigado pelas informações. Fique por aí, Mirna, porque está chegando o Giro Ambiental, tem entrevista ao vivo. Então a gente vai fazer o seguinte, rápido intervalo e nós vamos ter uma mudança no cenário. Então, a Mirna Abreu chega daqui a pouco com uma entrevista ao vivo no Giro Ambiental sobre as queimadas que estão acabando aí com a flora e a fauna do Pantanal. Então, rápido intervalo e na volta entrevista ao vivo. Uma hora da tarde em ponto e como combinado Você já viu aí o estúdio todo preparado para o giro ambiental Que hoje vai falar sobre as queimadas no Pantanal Então seja bem-vinda mais uma vez Minabreu que está sofrendo bastante, um assunto importantíssimo que você vai abordar. Então, eu vou ficar ali do lado para acompanhar o giro ambiental hoje especial. Combinado, viu? A gente vai falar agora um pouquinho sobre essa questão do pantamão. Justamente porque um levantamento realizado pelo IBGE, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, aponta que o Brasil perdeu 8,34% de sua vegetação natural em 18 anos. A Amazônia e o Cerrado foram os biomas que mais sofreram perdas e maior parte da área devastada em todo o país foi convertida em áreas de pastagem. O estudo foi realizado entre os anos de 2000 e 2018 e faz parte do que o IBGE classificou como contas de extensão dos ecossistemas, que tem o objetivo de mensurar o capital natural do país para desenvolver indicadores ambientais que possam ser incorporados ao cálculo do PIB, o produto interno bruto, que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Ao todo, o Brasil perdeu cerca de 490 mil quilômetros quadrados de vegetação natural ao longo desses 18 anos, sendo cerca de 270 mil quilômetros quadrados na Amazônia e cerca de 153 mil no Cerrado. ou seja, 86,24% da cobertura vegetal nativa foi devastada e se concentrava nesses dois biomas. No Pantanal, os incêndios já consumiram 10 vezes mais a área de vegetação que em 18 anos de devastamento e perdeu cerca de 2,1 mil quilômetros quadrados de área nativa. Já em 2020, conforme os dados mais recentes divulgados por pesquisadores do INPP, que é o Instituto Nacional de Pesquisas do Pantanal e da Universidade Federal de Mato Grosso, o bioma já viu cerca de 23 mil quilômetros quadrados serem consumidos pelas chamas. E olha só, devido aos recentes incêndios que estão devastando o Pantanal, ambientalistas e entidades conservacionistas unem-se para criar uma brigada anti-incêndio no Alto Pantanal e lançam uma campanha de arrecadação de recursos que irá atuar de forma preventiva e no combate direto às chamas que ameaçam a biodiversidade desta região, que é considerada patrimônio da humanidade e reserva da biosfera. E é sobre essa iniciativa que agora nós vamos conversar com o diretor de relações institucionais do Instituto Homem Pantaneiro, Ângelo Rabeiro, que está à frente desse projeto. Ângelo, seja bem-vindo ao Giro Ambiental. Fala para a gente aí esse objetivo de criar essa brigada e em que fase vocês estão desse processo. Bem, cumprimentando os ouvintes do Giro Ambiental, a você, Mina Nós estamos vivendo realmente um momento único da história Estou aqui desde o início dos anos 80 Onde na Polícia Militar combatemos durante 10 anos a caça e o tráfico ilegal no Pantanal E que com certeza foi o momento mais violento da sua história E agora a gente vive um momento de catastrófico que foi o fogo, que nesse momento, inclusive, está queimando parte do Parque Nacional do Pantanal. Nós estamos lá também com cerca de 50 homens, entre voluntários, brigadistas do Breve Fogo Ibama e o Corpo de Bombeiros, fazendo uma grande força-tarefa para controlar mais de mil focos de calor que foram registrados hoje de manhã. E a ideia dessa brigada, ela nasce justamente porque nós estamos num lugar a 250 quilômetros da cidade mais próxima, no caso, Corumbá, a quatro centros de Cuiabá. Então, a ideia da brigada é que ela possa fazer e atuar no primeiro combate, porque esse primeiro combate é determinante para a sua extinção ou a evolução, o controle. para que nós tenhamos tempo de chegar até nós, seja o breve-fogo, corpo de bombeiro, com a sua competência nos ajudando. Então a ideia é justamente poder agir preventivamente, que esse é o desafio. Olha, nós temos imagens aí do Instituto Homem Pantaneiro, do sobrevoo que vocês fizeram aí sobre as áreas devastadas, também com o fogo, são imagens recentes enviadas por vocês. e dar uma ideia para a gente que está tão longe, que a gente que está tão longe aí do Pantanal, do que está acontecendo. Porque às vezes a gente pensa assim, olha, eu estou aqui no estado de São Paulo, a questão é lá no Pantanal. Eu queria que você falasse desse envolvimento de toda a sociedade, em especial do brasileiro, que precisa nesse momento ter esse olhar para o Pantanal, para salvar o Pantanal. A sua pergunta é extremamente oportuna e a história do Pantanal é marcada pela solidão, não só do homem pantaneiro, que, como você viu nos dados do IBGE, é um dos biomas que nós não chegamos a 20% de modificação, ou seja, nós estamos com um bioma mais de 80% ainda conservado, com populações saudáveis, E esse esforço do homem pantaneiro, que foi responsável por isso e hoje soma os esforços de instituições como a nossa, que sem essa personagem, sem o próprio boi, esse ambiente está ameaçado, se manejado de maneira extensiva, de maneira controlada. E, nesse momento em que a mídia nacional mostra esse desastre, eu não tenho dúvida que nós estamos extremamente surpresos, porque, rompendo essa barreira da solidão, as manifestações de solidariedade, seja apoiando as campanhas com doações, mas o sem número de voluntários querendo vir para cá, Então, acho que é um momento que a sociedade deve tornar efetivamente como um marco da história do Brasil, porque sempre a distância foi um fator para gerar uma zona de conforto, como se os problemas da Amazônia e do Pantanal não tivessem relação de causa e efeito. E nós estamos vendo em São Paulo, Rio Grande do Sul, as chuvas mais escuras com as cinzas do Pantanal. Então a sensação de impotência ela é inadequada e nós temos que assumir um compromisso que está colocado na nossa carta magna com o patrimônio nacional, Amazônia, Pantanal, Mata Atlântica, encontrando uma forma de atuação porque é necessário que todos estejam empenhados nesse grande compromisso de proteção desses grandes biomas e o ativo do nosso país. Existe uma questão também muito preocupante que é a fauna, os animais que vocês estão conseguindo salvar e o destino que é dado para eles, o tratamento, também está existindo uma força tarefa a esse respeito, coronel? Sem dúvida, eu quero destacar aqui o trabalho da Ampara, uma entidade Ampara Silvestres Aí em São Paulo, jovens com iniciativa fantástica mobilizaram, construíram aqui uma estrutura para poder ajudar nesse rescate. Nós, no Brasil, não temos ainda expertise nem para combate ao fogo nessas dimensões, muito menos para viver situações como essa, onde animais, bandeiras com uma onça pintada, estão aí sofrendo com esse fogo. Então, existe uma força-tarefa de algumas OLGs, o governo do estado de Mato Grosso do Sul também montou um equipamento móvel para ir para alguns lugares, como a nascente do rio Taquari. Então, estamos numa curva de aprendizado, onde, às custas de muito sacrifício ou emoção, antes de ontem à noite, tivemos que remover algumas famílias que estavam em suas casas há mais de 50 anos e nunca viram nada parecido tirar porque o fogo as ameaçava. Então, os animais silvestres, as pessoas, a economia, o turismo da região do Porto Jofre, que é baseado na onça-pintada, é uma economia extremamente pujante, junto com, inclusive, com a própria pecuária, está sendo ameaçado e representa para todos nós uma perda. Agora, quando a gente fala desse fogo, tradicionalmente se pensava que o Pantanal tinha mesmo nessa época esses focos de incêndio e só que agora nós estamos chegando a números nunca vistos. Qual é a avaliação que vocês fazem? O que aconteceu que nós chegamos nesse ponto? Já existe algum pensamento, alguma linha de raciocínio nesse sentido? Eu posso afirmar com segurança que nós estamos pecando na prevenção E essa prevenção obrigatoriamente passa pela necessidade do diálogo da ciência Com a política e com os atores locais Os institutos de pesquisa, muitas organizações Haviam detectado que você tinha, depois de um ciclo de mais de 30 anos de longa cheia Desde o ano passado, menos chuva e assim por diante, nos indicavam que nós provavelmente estaríamos entrando num ciclo de seca, o que deveria nos permitir trabalhar preventivamente, primeiro na informação, para que as pessoas tomassem cuidado no manejo de fogo, já que condições climáticas adversas, como menos chuva, temperaturas altas e baixas umidades, favoreciam e favorecem a propagação. Então, nós estamos chegando a mais de 3 milhões de hectares, lamentavelmente, 22% do bioma pantanal queimou e nós precisamos tirar desse desastre uma linha de atuação, especialmente na prevenção. Países como Austrália, Califórnia, aprenderam as custas de vidas humanas. Espero que nós não tenhamos que chegar a esse estágio trágico para que possamos, com isso, fazer com que os atores importantes da sociedade possam atuar de maneira harmônica, protegendo, de fato, esse grande ativo do país, que são seus recursos naturais. Agora, você já disse para nós que hoje famílias precisaram ser retiradas do local. Então quer dizer, as pessoas também até então achando que era exclusivamente em relação aos animais, em relação à floresta, tem muito a ver também com as pessoas que vivem ali, o homem pantaneiro. É uma personagem que tem uma história talvez única no planeta, onde uma ocupação de mais de 300 anos não foi pautada pelas máquinas, pela motosserra, e, sim, por um pacto de respeito e harmonia, o respeito ao movimento das águas, o respeito aos limites da sua criação. E essa personagem, hoje ameaçada de extinção, pode deixar um vazio significativo para que esse patrimônio não seja protegido. Então, não estamos falando só de fazendas, estamos falando do morador ribeirinho, do pescador profissional, personagens que compõem essa paisagem e que certamente devem ser motivo de orgulho para todo o país. E elas estão, de fato, todas ameaçadas, inclusive com vários problemas de saúde, nós estamos com esse fogo desde o mês de fevereiro, famílias respirando fumaça, crianças com dificuldade para dormir, em função desse mal-estar de algo que nós estamos aí sendo, estamos enfrentando. Agora, quando a gente fala dessa criação da Brigada Anti-Incêndio, como quem está lá em casa pode ajudar? Nós estamos aí com várias campanhas, né, Brigada Alto Pantanal, inclusive prestando homenagem, dando nome nela, Há uma figura, um fotógrafo de natureza de São Carlos, São Paulo, Haroldo Paulo Júnior, uma figura que dedicou parte da sua vida ao Pantanal. E acredito que, se você buscar no site, nas mídias sociais, Brigada Alto Pantanal, ou no próprio site do Instituto Homem Pantaneiro, estamos buscando doação. E você, empresário, também, que está nos ouvindo, equipamentos, alimentos, tudo aquilo que possa nos ajudar a constituir uma estrutura que possa não só agir nesse momento, que é o fato, mas também construirmos um planejamento e uma capacidade operacional financeira para os próximos anos. Os indicativos, não há como negar que estamos vivendo um momento climático que todos nós deveremos nos adequar e reaprender, porque ele vai impor muitos desafios e, ao mesmo tempo, nós estamos tendo, talvez, a última geração, uma oportunidade de interromper um processo onde a relação homem-natureza precisa ser revista e repactuada. Você disse no início da entrevista que, hoje de manhã, nós temos aí uma grande área de reserva que está pegando fogo. Quais são aí as próximas ações da ONG e de tantos atores que neste momento estão aí trabalhando intensivamente no controle desses focos de incêndio? Então, nós estamos com a mobilização muito forte lá no Parque Nacional do Pantanal, Mato Grossense, que é ali na divisa com o Mato Grosso do Sul. não só fazendo esse combate direto, mas também trabalhando com todas as técnicas aí, inclusive recebemos reforço de bombeiros do Paraná, estão aqui trazendo a sua competência e vários atores para que a gente possa primeiro proteger as pessoas, depois a dedicação ao Parque Nacional e evitar que esse fogo entre, esse é o nosso maior desafio hoje, evitar que ele entre a Serra do Alolar, que junto com o Parque Nacional é um sítio do patrimônio natural da humanidade e certamente hoje é o único refúgio naquela região que vai permitir que esses animais que sobreviveram ao fogo possam ter um lugar para se alimentar e para se abrigar aí na expectativa de que a qualquer momento chegue a chuva. Tá certo, então eu agradeço a sua participação E a gente vai aqui continuar de olho aí no Pantanal, uma ótima atitude, né? Essa iniciativa do Instituto Homem Pantaneiro. E você, que está em casa e que queira, de alguma forma, saber o que está acontecendo, quais são as ações, olha, institutohomempantaneiro.org.br. O Instituto Homem Pantaneiro também tem Facebook, tem redes sociais. Mas verifique lá e saiba como participar dessa importante campanha para, nesse momento, salvar o Pantanal, combater esses incêndios, mas depois pensar na prevenção. Olha, Gabriel, eu fico aqui com o Giro Ambiental e você de volta aqui para comandar o Câmara Total. Muito obrigado, então, Mina, pelas informações aqui no Giro Ambiental, um tema importantíssimo, atual, e você conferiu aí essa entrevista. Vamos fazer o seguinte, intervalo aqui no Câmara Total, rapidinho, na volta tem Mãos Solidárias, com o trabalho da ONG Hospitalhaços, e ele vem Rubens Morelli, com o Cultura Total. Uma hora e 21 minutos nós estamos ao vivo o cenário já retornou aqui para o Cultura Total e você aí de casa já sabe o que fazer neste fim de semana? É hora de se programar com o Cultura Total que traz a agenda completa do entretenimento e do lazer para você. Tem a programação das plataformas de streaming, dos shows e uma entrevista com uma banda da região de Campinas que vai fazer uma live neste sábado. Então, chega mais Rubens Morelli no Cultura Total. Está começando mais um Cultura Total e esse aqui é um Cultura Total especial, já que está começando na semana da primavera. A primavera que começou essa semana Trazendo muita alegria, muito verde Muitas plantas pra dentro de casa Eu também vou colocar mais plantas aqui Porque quem é que não gosta Da primavera, essa época romântica Tem muita coisa boa pra fazer Sentir o perfume novo no ar Embora a gente esteja ainda Em pandemia Então o jeito é encher a casa De planta E pode caber em qualquer lugar Dá pra crescer Em qualquer cantinho É um lugar bonito pra poder crescer mais plantas É isso que a gente precisa, mais natureza nas nossas vidas E mais agenda também, a gente tem agenda de streaming A gente tem agenda de shows, tem entrevista com uma banda bem legal aqui da região de Campinas E tudo pra você a partir de agora, então roda a vinheta E hoje a gente começa pelas estreias das plataformas de streaming. Tem coisa boa vindo por aí na telinha, hein? Na Amazon Prime Video, estreia nesta sexta, Fernando, uma série documental de cinco episódios sobre o piloto espanhol Fernando Alonso, bicampeão mundial de Fórmula 1. São cinco episódios que mostram a paixão dele pela velocidade imperdível para quem também é fã das pistas. Em Tell Me a Story, as histórias clássicas dos contos de fadas infantis se transformam em contos assustadores, hein? Tem Chapeuzinho Vermelho, Os Três Porquinhos, João e Maria, enfim, mas de um jeito que você nunca viu. Estreia nesta sexta no Prime Video. Ah, eu não sei vocês, mas eu tô bem curioso para uma série que estreia na Netflix. Enfermeira exorcista. Pois é, uma enfermeira de uma escola que usa poderes sobrenaturais e uma espada bem colorida para proteger os alunos de monstros que só ela consegue enxergar, né? Eu me identifiquei bastante com isso, de ver coisas por aí, né? O pessoal também chama de alucinações. Mas estreia nesta sexta na Netflix. Entre os filmes, já está disponível na Netflix Verdade ou Desafio, na versão do diretor, então é mais intensa, né? Um grupo de amigos resolve participar de um jogo, mas sofre com consequências mortais. Você vai encarar? E no Prime Video tem a estreia de The Quarry, que conta a história de um reverendo que vai morar na igreja abandonada de uma cidadezinha do Texas, mas alguns eventos sinistros acontecem por lá, e aí já viu, né? Mais um bom suspense pra você. Mas nem só de TV a gente vive, né? É preciso se programar com outras coisas também, tem muita coisa legal. Basta procurar e achar e eu vou te trazer algumas dicas agora. Quantos livros você leu nessa pandemia, hein? Pois uma pesquisa do Instituto Pro Livros mostra que o brasileiro lê em média dois livros por ano, sendo que 77% dos entrevistados disseram que gostaria de ler mais, né? Dentro desse grupo, 43% das pessoas afirmaram não ter tempo para colocar a leitura em prática. Pensando nisso, foi criado o projeto Clube Digital de Leitura da Toca Livros Social. A ideia é disponibilizar um audiolivro por mês gratuitamente. Aí você pode ouvir o livro no carro, no ônibus, enquanto está fazendo a faxina em casa, enfim, em qualquer lugar e a qualquer hora. Legal, né? E é muito fácil para ter acesso. Basta se inscrever no site. clubedigital.tocalivros.com Um dos livros já disponíveis é O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry, narrado por Fábio Porchat, Tati Lopes e Kaique Pereira. Muito bacana, corre lá para ver e também ouvir. Por falar em literatura, a Secretaria Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência está disponibilizando obras literárias acessíveis em diversos formatos. Libras, legenda, áudio, imagem, também leitura simples. A ideia é oferecer as obras importantes da literatura nacional para todos os públicos. Nesta semana, mais quatro obras foram disponibilizadas. Come Menino, de Letícia Wierchowski, A Mulher que Matou os Peixes, de Clarice Lispector, Um Sonho no Caroço de Avacate, de Moacir Cicler e A Aldeia Sagrada, de Francisco Marins. As obras podem ser acessadas pelo site pessoacondeficiencia.sp.gov.br barra livros traço acessíveis. Uma ideia muito bonita, hein? Para você que é fã das artes e está com saudades de visitar os museus, a Casa Museu Ema Klabin tem uma programação especial neste fim de semana, já que teve início a 14ª Primavera dos Museus, uma ação de promoção dos museus brasileiros coordenada pelo IBRAM. Vai ter visitação virtual, história das obras, oficinas culturais, dentre outras atividades. Para saber mais a respeito, o site é o emaclubin.org.br Música Música É, chegou a hora de se programar para as lives do fim de semana. Tem música para todos os gostos, hein? Nando Reis e Duda Beach se encontram no Circo Voador, lá no Rio de Janeiro, para uma live das mais interessantes, já que a promessa é ter um público virtual, né? E como faz falta esse contato do artista com o público? É nesta sexta-feira, às 9 horas, lá no YouTube, não vai perder. No sábado, a Luísa Sonza terá a companhia de Júlia e Luan Santana numa live a partir das 8 da noite no canal da Luísa Sonza no YouTube. Também no sábado, às 10 da noite, tem a live da Gal Costa, que completa 75 anos esbanjando saúde e disposição, né? E repertório novo também, por que não? Parabéns pra Gal Costa, um beijo pra ela e confere aí a live no sábado, às 10 da noite. Se você gosta de música internacional, no sábado vai rolar o festival Farm Aid, que é um festival tradicional, beneficente lá dos Estados Unidos e reúne muita gente boa, né? Nesse ano o festival será virtual, então vale a pena ficar ligado no site farmaid.com.br para acompanhar as apresentações de Willie Nelson, Dave Matthews, Neil Young, Black Pumas, Jack Johnson, enfim, vai ser bem legal. E tudo isso rola a partir das 9 da noite neste site. Ah, e no domingo tem a Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas, que volta a fazer um concerto depois de seis meses. É o concerto da primavera. A apresentação vai acontecer na Concha Acústica da Lagoa do Taquarau, mas apenas para profissionais da saúde que foram sorteados, né? Esse concerto, a ideia dele é homenagear esses trabalhadores que se dedicaram tanto no enfrentamento ao novo coronavírus durante essa pandemia. Então, é só para os sorteados, mas você não precisa ficar triste, dá para acompanhar essa apresentação pelo YouTube, no canal Cultura Abraça Campinas. a partir das seis da tarde no programa estão as quatro estações de Antônio Vivaldi e também uma área em ré maior na suíte para a orquestra número três de Johann Sebastian Bach vale a pena, hein? É, e a gente está falando a respeito das lives e neste sábado vai ter uma live bem interessante que é daqui da região de Campinas a banda Dave e os Jones que é formada por integrantes de Americana e também de Campinas Vai se apresentar neste sábado no canal oficial do Facebook da banda É a partir das 7 horas E para a gente conversar um pouco mais a respeito dessa live Eu estou aqui com o Brandy Jones Está logado aqui comigo no aplicativo Zoom Muito obrigado pela oportunidade Para a gente poder bater um papo a respeito disso, Brandy Tudo bem com você? Tudo bem Muito obrigado você, Rubens, pelo convite Quero que você comece falando então a respeito dessa live Que vai acontecer amanhã O que vocês estão preparando para o pessoal que está em casa? É uma produção da Bode Preta e a Mutante Rádio Vai acontecer no estúdio Nos Soltos É uma live bem legal, a gente está tomando todos os cuidados Tanto na produção, tanto nos cuidados de saúde e tudo mais Para a banda não ficar parada Surgiu essa oportunidade aí Que foi esse convite da Boa de Preto Produções e a Mutante Rádio E a gente topou fazer E amanhã o bicho pega Às 19 horas No nosso canal do YouTube E também vai ser transmitido via Facebook da Mutante Rádio Muito legal, pra todo mundo ficar ligado Então vai ser aqui nos outros, o estúdio Ali no Guanabara, em Campinas Sim, em Campinas Lá a produção é bacana mesmo, pessoal Cuida muito bem do som Deixa eu te falar, o Brad Desde que iniciou a banda O Dave e os Jones Aliás, tem esse nome curioso, né? Vocês têm essa pegada do som autoral E faz uma mistura boa Por diversos gêneros Tem punk, tem rock Tem folk Tem country Quero que você fale a respeito desse rock caipira Da banda Dave e os Jones Como é que vocês Se adaptaram a tudo isso aí? É bem curioso que todo mundo vem do punk rock E como a gente é do interior, todo mundo é acostumado com os avós Ou com os pais, escutando o sertanejo no final de semana Ou durante a semana Aqui na minha casa, meu avô sempre escutava sertanejo E isso é uma coisa que fica dentro de você E você vai ficando mais, você vai aprendendo a curtir essa essa influência né meu, é minha infância faz parte da minha infância e consequentemente a rapaziada o Felipe, o Bob, todo mundo é essa mesma pegada e a gente começou a misturar o punk rock meio que querendo suar um country só que aí a gente meio que foi se ligando assim, sabe, misturar o lance do caipira brasileiro, não aquele negócio caricato do cara do cowboy do Texas, sabe a gente é caipira aqui, né do interior, 019 então a gente mistura essa essência aí com a pegada de country rock, eu adoro Johnny Cash, sabe toda a parada de country rock, outro ao country também, sabe a gente gosta muito e misturando com a parada brasileira também, que eu gosto muito também vamos supor, o Zé Ramalho, o Seu Valença Gosta dos punk rock E os meninos também E você falou aí do interior Essa vivência Que tem muita coisa que acontece só no interior E vocês gostam de cantar As músicas inspiradas em histórias De pessoas comuns Aqui do interior mesmo Sim, sim Essa é a ideia principal Sim, sim É muita coisa do cotidiano Mesmo assim, sabe? Tem o tiozinho violento O colonião da paixão Sabe? Pé de cane pro osso A playlist Que caprichada com os nomes Sim, sim Agora, nesse ano de 2020 Vocês tinham planos, eu imagino E por causa da pandemia Muita coisa Acabou ficando pra depois Mesmo assim, vocês lançaram um EP O Pangarés Selvagens Com duas músicas Queria que você falasse a respeito delas Para a gente traçar um panorama Desse período tão difícil Para todo mundo E vocês também que tiveram que se adaptar Nessa pandemia Foi bem na hora Quando a gente já estava com tudo marcado Com o lançamento já marcado A gente tinha acabado de vir De um festival bacana De Curitiba, o Psycho Carnival a gente fez ele em fevereiro logo após isso aí tava com agenda já legal, já de shows e tudo mais, o lançamento já planejado pra eu acho que era pra março se não me engano a gente tinha planejado só que aí meu, aconteceu isso aí, embolou tudo porque tava pra sair o vinil também, pela Neves Records só que aí as fábricas pararam, atrasou tudo Virou um caos total Só que a gente optou por lançar Mesmo assim, sabe? Porque não tem por que ficar com o material parado A gente acredita Que é um registro do momento Do momento que a gente Estava vivendo, como foi aquele dia De gravação e tudo mais Eu acho que não convém ficar segurando Muito gravação Contanto que a gente quer até partir já pro full Pro full álbum Só que a gente está trabalhando isso aí Trabalhando só via internet mesmo Facebook, Instagram Youtube Nas plataformas digitais Está em todas as plataformas de stream Então a gente está divulgando como dá A gente teve que se adaptar E as ideias tudo Sabe, remoto Reunião online Tudo assim para decidir as paradas É assim mesmo Todo mundo tem que se virar desse jeito Pra gente poder curtir um pouquinho do som Você que está aí em casa e ainda não conhece David Jones Dá só uma olhada Caso se comigo já fiz Nunca vai sentir saudade Sou um cara companheiro Vamos ficar à vontade Sem todo o seu esquema E tudo o que cê gosta Pois é, a gente tá conversando com o Brand Jones, que é da banda Davis Jones. A banda Davis Jones é uma banda independente e esse cenário da música independente brasileira, em especial a música autoral, não é dos mais fáceis, né? Como é que vocês se viram com isso aí? A gente teve que passar por várias adaptações, sabe, pra conseguir lidar com as dificuldades, né, de uma banda independente. Por exemplo, a gente percebia que no começo a gente tinha muita pouca música, né, e a gente não fazia muitas versões, não tocava muito cover, né, quase nada. E o pessoal me pedia Tipo, ah, porra Precisa de duas horas de repertório Os lugares que tem mais Entradas de banda Que pagam um cachezinho Eles pediam muito isso Consequentemente a gente foi Desenvolvendo um jeito de tirar Umas versões nossas Coisas inusitadas, por exemplo Deixa eu ver uma que a gente tira O Tião Carreira e Queixinho A gente faz uma versão do Tio Carreiro com o Johnny Cash A gente chama de Tio Carreiro e Cashinho Aí, sabe, a gente foi adaptando tudo isso E a gente conseguiu aumentar o repertório Essa foi a primeira luta, né? Sem perder nossa identidade, sabe? Sem virar uma banda cover Sabe, colocando sempre e tocando os nossos sons A gente coloca uma versãozinha e manda umas três nossas, sabe? E vai mandando o som Só que o legal é que o Sons Nossos sempre teve uma aceitação legal, sabe? No começo o pessoal, de quem é esse som? Pô, é nosso Pô, legal, sabe? Na hora que a pessoa se dá a oportunidade de ouvir uma coisa É muito independente isso daí, eu acho, né? Você tem que conquistar a pessoa a cada música Senão não vai pra frente E o som de vocês é muito diferente do que a maioria, talvez Ofereça pro público É uma mistura Muito doida Por causa dessa saga mesmo Começou a chegar em lugares Que o pessoal falava assim A gente queria trazer vocês, só que não dá pra trazer a banda inteira Tinha que ser um esquema reduzido E aí a gente foi Pensando e pensando até que a gente chegou Num estilo de show que se chama Madeirada Que a gente tem um show nosso Que se chama Madeirada Que é, no caso Eu saio da guitarra e vou pro violão o Bob no violão também, o Felipe no violino, o baixo e o Tico toca uma washboard, sabe? Essa com a formação inteira madeirada. Aí tem a madeirada trio de cordas, que aí é eu, o Bob e o Felipe. Essa aí é pra lugares menores, sabe? Daí a gente começou a fazer essa adaptação pra conseguir rodar aqui no interior, sabe? e ter uma sustentabilidade com a banda, sabe? Muito bem, tem que se adaptar, não tem como, não pode perder o show. Então amanhã A live do Davis Jones A partir das 7 da noite Repete de novo O site, é lá no Facebook E também pra turma conhecer o trabalho É no YouTube nosso, é no nosso canal do YouTube, arroba Davey Os Jones. E também vai ser transmitida na página da Mutante Rádio, no Facebook. Então fica aí o recado, acompanhem lá. Está tendo bastante divulgação lá, está facinho de achar. É só colocar live Davey Os Jones lá, vai achar facinho. É um show imperdível. e também se você quiser conhecer um pouco mais a respeito do trabalho deles o Instagram da banda é o arroba Dave e os Jones Dave com Y, que no fim das contas não tem nenhum Dave na banda, né? só tem os Jones. Não tem, é uma brincadeira com a galera dos anos 50 que era o cara e mais os outros, o cara e o resto da banda, então a gente faz essa brincadeira o Dave não existe, só tem os Jones só tem o resto da banda é muito bom Legal, Brandi, muito obrigado por esse papo E a gente vai ouvir mais um pouco do som do Davis Jones Valeu, Brandi Eu que agradeço, Rubens Um grande abraço, obrigado pelo convite Valeu, escuta aí o som deles Muito bom, e ao som de Davis e os Jones A gente se despede aqui no Cultura Total Lembrando sempre, envia sua mensagem para a gente no 978293776 Deixe o seu recado, mande a sua mensagem, sua sugestão Para você ter aqui o melhor da cultura, do entretenimento, do lazer Em Campinas e região A gente se despede, na próxima semana a gente volta com muito mais De tudo isso aí e mais um pouco Até lá, tchau! Aqui no Câmara Total nós falamos recentemente sobre o primeiro nhoque da fortuna, a segunda Feijoada da Alegria, todas as ações da ONG Hospitalhaços. Então conheça um pouco mais sobre estes trabalhos no Mão Solidárias. Legenda por Sônia Ruberti Bastante especial, porque é uma ONG que leva alegria para muitas centenas de pessoas. Eu estou falando da ONG Hospitalhaços e aqui, ó, quem está comigo na tela, lá da ONG, a Cássia. Tudo bem, Cássia? Tudo bem, e vocês? Obrigada pela oportunidade aí de poder falar um pouquinho sobre o nosso trabalho. Olha, nós que agradecemos. Inclusive, viu, gente, eu já visitei um pouquinho, já conheço um pouquinho o trabalho da ONG. Eu sei que é bastante importante, mas eu quero que a Cássia conta um pouquinho para a gente. O que a UNG faz, na verdade, é levar alegria mesmo, Cássia? É, nós trabalhamos, a UNG foi fundada pela Valquíria em 1991 e desde então ela vem buscando humanização hospitalar. Mas o que é a humanização hospitalar, né? É levar realmente amor e alegria para quem está em situação de fragilidade, para quem está em situação até de isolamento, porque hoje está muito... Todo mundo fala em isolamento social, né? Mas dentro de casa, né? A gente está isolado dentro de casa. Dentro de casa. Mas no hospital é totalmente diferente, né? No hospital é um isolamento forçado, a pessoa numa condição física debilitada e entristecida. Então, os nossos personagens são os palhaços humanitários. Eles entram nos hospitais e entram para poder fazer com que as pessoas tenham algumas horas de alívio. E além dos palhaços humanitários, nós também temos as brinquedotecas. Nas brinquedotecas, nós temos as brinquedistas que ficam divertindo as crianças. Os hospitais que têm ala infantil têm brinquedotecas. Agora a gente vê a figura do palhaço, né, Cássia? Mas é uma figura, é um palhaço diferente. Você falou que é um palhaço que vai mais pelo lado humano do que lúdico propriamente, né? Qual que é a diferença? Na verdade, o palhaço tem que ter o seu lado lúdico. Mas a gente entende que o palhaço também, ele tem que ter uma firmeza e uma brincadeira inteligente. Porque nem todos os nossos pacientes são crianças, né? E o adulto, ele não quer mais aquele nhenhenhê, aquele mimimi, ele quer passar algumas horas com uma diversão inteligente. Então, nós fazemos, os nossos voluntários, eles fazem muitos treinamentos. Para você ter uma ideia, a gente durante a pandemia não parou de fazer treinamento um minuto. Nós fizemos inclusive um reforço de treinamento de libras, porque a gente chega nos hospitais também. Olha que importante atender essa população também, é um trabalho inclusivo também. É um trabalho de inclusão, é de brincar, é de divertir, é de passar também um tempo saudável com as pessoas que têm as mais variadas dificuldades ali no hospital. Então, a gente fez trabalhos, reforçou todo o trabalho do curso de Libras, a gente fez ioga do riso. Agora, tudo que a gente tinha previsto para fazer presencialmente, nós estamos fazendo virtualmente com os nossos voluntários. Teve que mudar, igual eu estou fazendo agora, né? A gente está usando a tecnologia para ficar um pouquinho mais próximo, o jeitinho que dá hoje em dia, né? Você falou dessa mudança, é até importante a gente falar, porque antes vocês iam até as pessoas, iam nas unidades de saúde. E agora, como é que vocês estão fazendo? Como eu estava falando para você, a gente agora está entrando num curso de teatro virtual. Como tudo virou virtual e tudo pode ser feito através, por meio de um celular, nós começamos a criar as visitas virtuais. Nessas visitas virtuais, o hospital agenda a visita com aquele acamado que estiver interessado e agenda a visita dos nossos voluntários. E o voluntário faz a mesma atividade lúdica, a mesma brincadeira com a pessoa pelo celular. Esse é um trabalho que a gente vem fazendo e tem andado muito certo. Foi uma alternativa, né? Para não parar. É, e o outro trabalho que a gente também está fazendo e está dando muito certo é a biblioteca virtual. Ah, como funciona? As nossas brinquedistas começaram a gravar lá dentro da sede, contação de histórias. E essa contação de histórias, os links, eles são afixados na porta das brinquedotecas dos hospitais. Então, os pais vão à brinquedoteca, pegam o link e com o seu celular vão até o quarto levar para as crianças assistirem. E são histórias que valem a pena. Muitas delas estão sendo publicadas também nas nossas redes sociais. Então, quem tiver interesse de ver o nosso trabalho virtual, pode entrar na rede social Hospitaliacos. A gente tem Facebook e Instagram. Olha, Cássia, eu vou até fazer um convite para o pessoal que está nos assistindo. Dá uma olhada só no trechinho da história para você ver como vale a pena e é bastante divertida. Oi pessoal, eu sou a Tia Lene Melo, brinquedista, hospitalhaços e hoje eu vim contar uma historinha pra vocês. Vamos lá? Meus forquinhos de Aldo Recruit. Bora lá? Eu tenho dois forquinhos bem gordinhos, dois forquinhos bem espertos E dois forquinhos bem compridos. E dois forquinhos bem bobinhos. E dois forquinhos bem miudinhos. Olha que legal, né, Cássia? A gente colocou esse trechinho aí da história. Então, pelo visto, quem não está no hospital, está em casa, quer se divertir, também pode entrar nesse link aí. Qualquer pessoa, porque agora, como a gente estava falando no início da nossa entrevista, o isolamento agora é para todos. Pois é. Então, a gente tem idosos, a gente tem... Eu mesmo faço home office 90% do tempo. E aí tem aquele momento, assim, que você está cansada, porque você também tem a opressão do medo de tudo. Então, as nossas brincadeiras, as nossas atividades, é para que você sorria, nem que seja por um minuto. E sorrir faz tão bem. De hora em hora. Sorrir faz bem e o fato de estar sendo uma atuação virtual faz com que a gente chegue ao maior número de pessoas. Não precisa só ser a pessoa que está no hospital. Pessoa isolada em casa pode muito bem receber o nosso carinho. E vocês percebem que vocês estão tendo um bom retorno de sorrisos? As pessoas contam, olha eu assisti. Eles dão algum retorno para vocês? Não, a gente tem o feedback dos hospitais, por meio das brinquedistas, das assistentes sociais, a gente tem o feedback, inclusive com comentários muito positivos, o quanto que aquilo ajudou a passar o tempo de uma criança, ajudou a divertir um adulto. É claro que a gente está atuando e isso é distribuído nas alas de menor risco. A gente gostaria de chegar até mais longe, mas os hospitais também ainda estão com muitas restrições. E muitas demandas também. Muitas demandas, muitas demandas. Para isso, a gente tem trabalhado muito, Andréa, para a gente dar continuidade aos nossos eventos. Isso que eu queria saber, porque antes da pandemia, quando eu fui aí, vocês me contaram que para ajudar é uma estrutura muito grande, gente, uma equipe muito grande, um trabalho muito importante, mas que nem sempre tem recursos, né? Então, eles faziam bazares, eventos, e agora que a gente não pode ir a lugar nenhum, não pode ter aglomeração, como é que vocês estão se virando? Pois é, mais de 50% dos nossos recursos, eles são captados através dos projetos de lei de incentivo. Mas daí a gente tem uma grande parte, 43%, que a gente tem que fazer a captação de recursos, seja através de doação, eventos, vendas no nosso bazar. E, lamentavelmente, no auge dessa pandemia, tudo isso ficou parado, porque nós também tivemos que nos isolar, o nosso bazar teve que fechar. Então, agora, nós estamos retomando lentamente. e o bazar, por exemplo, ele está aceitando doações, porque ele ficou também descapitalizado de produtos que as pessoas também não entregavam e agora a gente está abrindo uma campanha de recebimento, esse material vai ser recebido na nossa sede ou a pessoa pode ligar e a gente vai retirar, o material é esterilizado e colocado à venda e a gente precisa muito de produtos. E falar, acho que até é bom a gente reforçar, né, olha, se você está em casa, por favor, pode ajudar, se você tem alguma, algo para doar, né? O que as pessoas podem doar, por exemplo, para o pessoal aí de casa saber? Podem doar qualquer coisa, mas nesse momento, né, a gente está fazendo a captação de brinquedos, porque como vem o mês de setembro, é um mês de dia das crianças e depois a gente já faz captação para Natal, A gente sabe que muita gente compra brinquedos novos para os filhos, então a gente está fazendo essa campanha focada em brinquedo. Comprou um brinquedo novo, doa um outro brinquedo, ajuda a gente a continuar esse trabalho. Os nossos clientes do bazar são pessoas de todas as cidades vizinhas também, além de Campinas. E essas pessoas, esses brinquedos em bom estado, eles vão ser vendidos a um preço módico, módico, mas eles vão chegar nas crianças que precisam. Então, você ajuda duas vezes, você ajuda a ONG a se capitalizar e você ajuda uma criança a ter um brinquedo novo também. Então, a pessoa ou pode comprar, pode comprar o brinquedo, ou às vezes tem um brinquedo em casa em bom estado, gente, nada quebrado, né? A gente sabe que as crianças também têm o direito de brincar, então, quem tiver alguma coisa em casa pode separar, que vocês cuidam aí de higienizar e chegar para quem precisa. Pode ligar, a gente tem o telefone do Bazar no site É o www.hospitalhacos.org.br Lá tem os telefones e o horário A gente tem um carro, veículo próprio que pode retirar na sua casa Agora se você quiser nos conhecer e saber, conhecer os outros produtos que a gente tem Pode nos visitar lá na sede, o Bazar fica na sede na Avenida Engenheiro Arthur Segurado, 439, ali no Jardim Leonor. E, como eu estava falando para você, uma parte do que a gente precisa para a sobrevivência da administração da ONG vem do bazar. E a outra parte vem dos eventos que nós fazíamos com maestria. Estão parados. Nós fazíamos jantares, nós fazíamos festa junina, nós fazíamos eventos presenciais muito importantes para a ONG. E nós tivemos que nos reinventar nisso também, Andréia. Tiveram que quebrar a cabeça e inventar uma nova forma de captar recurso, né? Como é que vocês estão fazendo? A gente não parou um minuto, a gente trabalha o dobro. Enfim, nós fizemos duas feijoadas e a gente vendeu muito, a gente fez parceria com o Boteco do Bido e fez duas feijoadas. E agora nós vamos fazer o primeiro nhoque da Fortuna. Olha, como é que vai funcionar? Esse nhoque da... Então, uma das atividades que os nossos palhaços humanitários também realizaram nesse período de pandemia foi o drive-thru de carinho. Olha! Então, algumas escolas chamavam e faziam parcerias com o pessoal da nossa palhaçaria e nós íamos para abraçar os carros, com mensagens de carinho, sempre levando essa humanização. Então, no dia dos pais aconteceram várias, foram muito importantes. E aí pensando nisso, quantas pessoas estão precisando desse carinho, nós vamos fazer o primeiro em óculos da fortuna, ele será vendido por meio do site da ONG, eu repito no final, e ele vai ser entregue em setembro, final de setembro, e as pessoas que irão retirar, elas podem ir de carro, que nós vamos entregar na porta da sede, e ali vai ter o drive-thru de carinho para a nossa palhaçaria. Então, ajuda e recebe carinho ao mesmo tempo. Que gostoso, Cássia! É, a gente está criando essa ação, porque a gente já vai estar na primavera. Então, esse movimento na rua com os nossos palhaços, os nossos palhaços também estão sentindo falta desse contato, né? Então, nós vamos organizar um receptivo aí para a retirada desses nhoques muito bacana. E eu vejo que é uma ONG, assim, tudo que gira em torno de vocês é realmente em torno do outro, né? De gerar algo, afeto, carinho. Você acredita que isso gera também uma transformação social quando você dá a outro carinho? Porque o nosso mundo, a gente sabe que está tão difícil, está precisando de mais amor, mais carinho, mais afeto. Você acha que vocês estão conseguindo mexer, transformar, indo para o caminho do bem? O nosso lema é que o nosso trabalho é uma brincadeira muito séria. e nas máscaras que nós estamos também, um dos recursos, uma das formas de captação de recursos são as máscaras que nós estamos vendendo também em alguns pontos, está escrito o amor cura. Então nós acreditamos cegamente de que o carinho, nós trabalhamos para isso, para sermos voluntários todos que transmitam muito carinho, muito afeto. Então aos poucos nós vamos voltando, se a gente não puder entrar nos hospitais, nós vamos fazer ações de fora dos hospitais, vamos fazer ações na rua, mas nós vamos continuar levando carinho. Esse é o nosso objetivo. Olha, eu quero que você repita então, você prometeu, você vai repetir e eu vou aproveitar e deixar marcadinho pra você o site da ONG. O site da ONG é www.hospitalhacos.org www.hospitalhacos.org sem cedilha, sem cedilha, que nós somos uma organização Você entrando no site, você tem telefone, endereço da sede, você tem acesso. Um outro trabalho muito bacana que nós fizemos aqui durante a pandemia foi o trabalho de doação de cabelos. A gente arrecadou mais de 100 mechas, as mechas têm que ser de 15 centímetros, higienizamos, ensacamos e levamos para o Grupo Rosa e Amor de Valinhos. nós não paramos e a gente precisa de ajuda e o amor acho que é o fôlego, o combustível pra vocês né Cássia é, a gente tem aí esse combustível e dessa paixão pela ONG também, a ONG é muito querida né, justamente porque faz todo mundo sorrir, e a gente precisa de ajuda Andréia, a gente precisa da colaboração de todos, doações também podem ser feitas por meio do site que tem lá uma aba pra doações porque o que a gente tem realizado hoje ainda é um terço do que a gente realizava antes. E a nossa estrutura continua, né? E com mais e mais projetos para a gente realizar aí. Eu agradeço muito esse espaço. Olha, eu que agradeço e eu vou fazer outros convites, mais quantos foram necessários para você voltar aqui, você e o pessoal da ONG, que eu estou com saudade também de ficar pertinho de vocês. eu sei que esse trabalho é muito importante e é claro, ele não pode parar agora chegou ao fim, eu quero agradecer a sua participação, muito obrigada e força aí nessa luta, viu de levar carinho pra toda gente com certeza, hoje nós somos em mais de 300 voluntários quem quiser participar do nosso processo seletivo eu peço um pouquinho de paciência que no momento como nós não estamos indo pros hospitais, a gente não abriu mas nos acompanhe, nos acompanhe nas redes, vocês vão ver como a gente trabalha, já vão aprendendo, já vão se preparando para o nosso processo seletivo do início do ano. Cássia, um beijo enorme para você, obrigada, fique bem. Eu que agradeço. Dê um beijão para o pessoal e você também, faça igual o Cássia falou, o amor cura. Então, espalhe amor até nosso próximo encontro. Fique bem. Tchau. A Cidade de Campinas Já foi embora e agora, nesta primavera, o sol volta e com a presença de poucas nuvens. Então faz muito calor. Olha só as temperaturas para este fim de semana. No sábado, 26 de setembro, mínima de 17 e a máxima pode chegar aos 34 graus. E no domingo, ainda mais quente. Então prepare o ventilador aí, porque mínima de 18 e a máxima pode chegar aos 35 graus. quase verão só uma informação agora durante o link do André Aranha sobre o Parque Linear nós dissemos que a inauguração iria acontecer já foi inaugurado claro que por conta da pandemia não houve nenhuma festa, mas você aí de casa e toda a população que quiser conferir a história pode ir até o local então na Vila Industrial no Parque Industrial tem todas as informações E lá você pode conferir, então, toda a história da Vila Industrial e do Parque Industrial, tá certo? Último intervalo, hein? Duas horas e três minutos, já passamos de três horas de programa e está passando rápido. Então é o seguinte, último intervalo agora e na volta, Cozinha Fácil, qual será que é a receita de hoje? 2 horas e 6 minutos, a barriga já está roncando, já de fome, já até passamos da hora do almoço. Mas tem uma dica muito importante de acompanhamento daquela receita para você comer no fim da tarde. Então por isso eu vou acionar o Michel Moreno, Cozinha Fácil, que preparou uma receita especial para a gente nesta sexta-feira. Seja bem-vindo, boa tarde, Michel. Boa tarde, Gabriel. Boa tarde, pessoal de casa. Exatamente. Hoje eu trago uma receita gostosa e fácil de fazer. Seguindo aquela linha que a gente já começou no início da semana, né? A gente trouxe aí uma entradinha fácil de fazer, depois a gente trouxe um assado, e agora a gente volta para uma nova entradinha, só que diferente daquela primeira. Hoje você vai aprender a fazer um patê de atum. Olá, eu sou Michel Amorim, vídeo novo aqui no canal Receita Nova E claro, uma receita prática, rápida de fazer, barata. Hoje eu vou ensinar como é que se faz um patê de atum, que é uma delícia, muito bom. E se você é novo por aqui, você vai fazer o seguinte, você vai clicar no botão se inscrever, porque daí, quando tiver vídeo novo, o YouTube te avisa, e aí você corre aqui pra aprender. Combinado? Já se inscreveu, né? Essa é uma receita muito simples de fazer, É aquela receita que você faz bem rapidinho quando está com fome? Então anote aí tudo que vai na nossa receita. Uma lata de atum, 4 colheres de sopa de maionese, pimenta do reino e sal. E com apenas 4 ingredientes você vai fazer um patezinho que é uma delícia. Então anota aí um modo de preparo. Coloque o atum em uma tigela. Acrescente a maionese e os temperos. E aí vem a parte mais difícil. Só misturar tudo. Amasse o atum até ficar bem pedacinhos Quando tiver um creme bem homogêneo, aí já tá pronto Dá pra você servir em bolacha salgada, em torradinhas, no pão, em diversas possibilidades Eu disse que era uma receita fácil de fazer e rápida, não falei? Desde o começo E assim, a gente vai sempre se surpreendendo Porque cada vez eu consigo achar uma receita mais simples do que a outra E não sobrou nada Não sobrou nada para contar a história, muito menos para mostrar aqui no vídeo para vocês. E eu vou ficando por aqui, no próximo vídeo tem mais receita gostosa. Fica comigo! Receita simples, fácil e rápido de fazer, né Michel Amorim? E ela é bastante versátil, porque você pode colocar numa torradinha, comer no meio da manhã Bateu aquela fome à tarde, você também pode comer Depois do jantar, você pode comer uma torradinha Ela é bastante versátil, né? Exatamente Ou servir como aquela entradinha antes da sua refeição principal Numa reuniãozinha, uma reunião com amigos Se bem que agora não dá para fazer reunião à aglomeração Mas se você estiver em casa com a sua família Aí dá para fazer essa receita E é uma receita, Gabriel que existe várias possibilidades, né? Estou até pensando aqui em trazer, tem patê de salsicha, patê de ervas finas. Então eu já estou bolando aí para os próximos programas. Ah, o patê é uma ótima combinação e desafoga, né? Às vezes está com fome, abre a geladeira, tem um patêzinho, você já joga em uma torradinha, um pãozinho, já é uma bela refeição, já ajuda a matar a fome. Michel, na sua receita, o atum que você utilizou é aquele em água, em óleo ou tanto faz? Tanto faz. O que eu utilizei foi aquele em óleo, conservado no óleo. Mas não tem problema, pode usar aquele conservado na água também. Para quem quiser reproduzir a sua receita, quiser comprar o atum já ralado, pode ser também ou aí tem algumas mudanças? Não, não tem não Pode comprar ralado Porque ali é de qualquer forma Depois a gente vai amassar ele com o garfo Para deixar bem mais dissolvido Para não ficar aqueles pedações E aí eu estou pensando agora, né Michel? Se você tiver aí na sua casa Uma cenoura ralada Se você tiver milho, tomate Pode ser como se fosse um recheio de sanduíche natural também Que é bastante comum utilizarem atum, se você tiver mais alguns ingredientes, já fica um patê aí de recheio de lanche natural. Exatamente. Olha só, a criatividade dentro da cozinha, né? Então, com uma receita a gente consegue desdobrar e virar uma outra receita. Você já transformou a receita de hoje. É, já é uma receita bastante versátil aqui no nosso Câmara Total. Então, patê de atum é receita pra você reproduzir aí na sua casa para comer fim de tarde, para comer de manhã, pré-almoço, fique à vontade. Essa receita do Michel Mourinho deu muito certo, só que tem algumas pessoas que vão até a cozinha reproduzir alguma receita e não dá nada certo. O que acontece? Vai parar no perfil lá no Instagram dos chefes na quarentena e a gente reproduz aqui no Câmara Total. Então vamos ver os chefes nesta quarentena. Cola aqui em casa Mentira, gente, não cola não Porque esse negócio de pandemia ainda tá aí O vírus tá aí, não vem ninguém aqui em casa não Mas é isso, gente O bolo tá assim, tá? Não deu certo não Vocês que conseguiram fazer, parabéns pra vocês Olha a minha cocada Mostra aqui Licor O que é isso? Vamos por partes, Michel Amorim. A gente já conversou sobre esse assunto. Você fica bravo na cozinha quando você erra alguma coisa ou não? Você leva numa boa? Então, na verdade, não fico bravo. Eu fico decepcionado comigo mesmo. É uma reação comum. Eu confesso que eu fico um misto de chateado, mas irritado também, porque não deu certo. Porque provavelmente, se a gente tá fazendo alguma receita, que a gente está com fome. Se a gente está com fome, a tendência da gente ficar irritado é muito grande. E aí, se der errado, como deu ali da primeira que a gente viu, estava bastante irritada com a receita que não deu certo. A gente fica decepcionado porque a gente segue a receita certinha, né? E aí você fica se perguntando, mas aonde que deu errado aqui, né? No caso da menina aí do vídeo, ela ficou brava porque ela seguiu a receita, a receita não deu certo, né? Agora, será que aquela cocada, ele seguiu a risca mesmo? Sabe, é meio estranho aquela cocada ali, eu não sei não, hein? Olha, eu não gostei nem dessa versão e nem da versão que dá certo. Ah, é verdade, Michel Morim não gosta de coco, então... Não ficou muito triste, né, que a cocada não deu certo porque não vai reproduzir mesmo. Você já viu o petit gâteau, Michel, que o recheio é uma sopa? Tá tão líquido que é como se fosse uma sopa? Você já tinha visto? É a última, né, que você tá falando. A da penúltima, que corta e tá aquele líquido ali. A última é a da pizza, né? Ah, é verdade, é verdade. Então, essa daí, pra você ter uma ideia, não chega nem a ser um petit gâteau. Isso era um bombom. Sabe aquele bombom recheado com licor de morango? É. Então, ficou bem líquido. e nem deu certo. É, não é uma sopa, é o líquido ali do bombom. E por último, a pizza, eu acredito que ele tenha tirado antes, porque parecia que a massa estava meio crua ainda, sabe? Eu nem vi, eu achei que ele não fez graça na hora de tirar, mas na hora que ele tirou a massa já... E aí vai ter que fazer outra, né? Tem que estar disposto a entrar na cozinha e repetir os procedimentos. Igualzinho aquele outro que a gente mostrou do peixe aqui durante essa semana, né? O do peixe, o chefe que estava mexendo aquele macarrão na panela e quebrou, né? Quando tem muita gente em volta, naquela expectativa, a realidade acaba se tornando outra e aí só vergonha, né? E eu vou confessar a você, Michel Amorim, nós estamos remoendo até agora essa história do peixe, porque ele deve ter ficado naquela grelha durante horas. Estava bonito, estava grande. Mas como diz o André Aranha, coloca um limãozinho, Regra dos 3 segundos e tenta salvar, é lógico, tenta salvar a comida. Michel Moren, muito obrigado pela sua participação aqui no Câmara Total. Ótimo fim de semana e na segunda-feira teremos Saúde na Colher, né? Com certeza. Eu volto na próxima semana, na segunda-feira a gente volta com uma reprise do Saúde na Colher. Então assim, eu separei só os melhores programas, com as receitas deliciosas e são receitas saudáveis, né? E na terça eu volto aí com uma receita que também é saudável, gostosa e fácil de fazer. Então já as dicas de Michel Amorim para as receitas da próxima semana, segunda-feira com saúde na colher e na terça volta o Cozinha Fácil. Muito obrigado você também que nos acompanhou desde as 10 horas da manhã com a entrevista coletiva do prefeito Jonas Donizete, já emendamos aqui o nosso programa a mais de 3 horas de duração, então muito obrigado pela sua participação, você que enviou o WhatsApp para 978293776, fez comentário no Facebook, no Youtube, em todas as nossas redes sociais, muito obrigado pela companhia, ótimo fim de semana e a gente volta na segunda-feira às 11 horas da manhã. Até lá. Legenda Adriana Zanotto
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