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CÂMARA TOTAL

34 views Publicado 14/10/2020 HD · 2:36:31

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Música Muito obrigado pela sua companhia e audiência. Começa agora o programa Câmara Total ao vivo, 11 horas e 12 minutos. Eu estou aguardando a sua participação, hein? Através do número do nosso WhatsApp. 9-7-8-2-9-3-7-7-6 Olha o número aqui na sua tela 9-7-8-2-9-3-7-7-6 Mande uma sugestão O que você quer assistir aqui Mande também um elogio Uma crítica Porque você faz parte aqui do programa E o que você vai assistir aqui hoje Tem reportagem importante Sobre fake news As notícias falsas Nestas eleições Precisa tomar muito cuidado você aí de casa Nós vamos balançar as redes também do Campeonato Brasileiro da Série B. A Macaca foi até o Recife e venceu o Náutico por 2x0. E hoje é dia do Guarani entrar em campo, uma parada complicadíssima diante do líder da competição, o Cuiabá. Você aí de casa já falou termos como cor de pele, criado mudo? Pois é, são frases racistas e que infelizmente falamos e às vezes nem percebemos. Tem entrevista ao vivo sobre este assunto, viu? E tem ainda quadro de saúde, universo épico, programa recheado de informações. E você aí de casa vai conhecer agora o atendimento gratuito de fisioterapia respiratória e motora aos pacientes que já tiveram Covid-19 e ficaram com algumas sequelas. Eu vou acionar agora o nosso repórter, o André Aranha, que vai nos trazer mais detalhes desta ação. Já estou vendo que está com todo o equipamento aí de proteção. Seja bem-vindo. Bom dia, André. Pois é, bom dia para você, Gabriel Castro. Bom dia para todo mundo acompanhando o Câmara Total. Pois é, estamos aqui bem protegidos para falar justamente a respeito dessa ação bem bacana aqui que está sendo realizada, porque é um trabalho gratuito, não é? que oferece fisioterapia, como você disse, respiratória, motora também, para pacientes que tiveram a Covid-19 e ficaram com algum tipo de sequela aqui na Unimetrocamp. Mas eu vou conversar direitinho porque a gente vai mostrar, Gabriel, na prática, como tudo isso funciona, quais os procedimentos que são adotados justamente visando, evidentemente, a recuperação das pessoas que ficaram, como eu disse, com algum tipo de sequela. Eu estou com a Alice aqui, que é a coordenadora da fisioterapia. Muito bom dia. O que você pode falar a respeito dessa ação bem legal que está sendo realizada por aqui? Bom dia, André. Então, eu gostaria de aproveitar. Hoje é o Dia Nacional dos Fisioterapeutas, então, parabenizar aí meus colegas de profissão e falar um pouquinho, então, desse programa. Esse programa, ele começou já tem uns 15 dias, mais ou menos, aqui no Centro Universitário Unimetro Camp. e ele veio mesmo com o propósito de prestar esse atendimento gratuito à população. A gente já presta esse serviço de fisioterapia motora, de saúde da mulher, pediatria, neuro, enfim, gratuitamente para a população. Mas a gente viu, com mais de 150 mil mortes e milhões de casos aí no país, a gente viu a necessidade de a gente fazer mais. E aí a gente pensou em como é que a gente poderia prestar esse atendimento mais especializado a essa população pós-covid, que a gente sabe que fica com uma série de sequelas, tanto respiratória quanto motora. E aí então veio essa ideia de a gente fazer esse ambulatório de atendimento pós-covid para os pacientes que já tiveram alta e hospitalar. Bom Alice, então vamos mostrar na prática como tudo isso funciona, qual que é o primeiro passo, pedir para o Fábio e também para a dona Guilhermina sentarem aqui por favor, para a gente mostrar justamente como funciona a dona Guilhermina, ela teve recentemente a Covid-19? Exatamente, André. A dona Guilhermina, ela teve Covid-19, né, ficou internada, teve alta e aí veio aqui encaminhada, então, pra nós. O procedimento é justamente o paciente passar por uma avaliação bem criteriosa, em que a gente faz um levantamento dos dados pessoais, o quanto é nome, idade, né, residência, tudo. data da internação, data da alta, o que aconteceu durante essa internação, se precisou de ventilação mecânica, que é aquela ventilação feita por aparelhos, ou se precisou de passar por algum outro procedimento, como a traqueostomia, que é quando a gente coloca aquela outra prótese para fazer a respiração do paciente de via artificial. E aí a gente levanta junto ao paciente quais são as suas principais queixas quanto ao comprometimento respiratório e motor. Então a gente levanta algumas questões como muito cansaço, cansaço para fazer pequenos esforços que normalmente antes não cansavam, Então, tomar banho, se vestir, ir no mercado, caminhar com o cachorro, né? Então, coisas normais do dia a dia, que agora, depois da Covid, passam a ficar mais difíceis. Bom, o pessoal sempre fica atento com esse tipo de situação, né? Porque a gente, inclusive, estava conversando antes da entrevista, né, Alice? Às vezes, a pessoa hoje fica muito mais cansada, por exemplo, para ir até a padaria que fica na esquina, né? Exatamente, André. Então, a gente ainda não sabe quais são as sequelas que vão ficar nesses pacientes a curto, médio e longo prazo, porque a gente está vivendo esse período agora, estamos vivenciando essa fase, mas a gente sabe por outras doenças que requerem internação, que requerem ou que causam comprometimento pulmonar, o que pode vir a ocorrer nesses pacientes. Então, a gente monta esse tratamento completamente individualizado, visando mesmo o atendimento das necessidades ou das queixas daquele paciente. Bom, aqui o Fábio está fazendo a entrevista com a dona Guilhermina. O que mais que faz nesse setor aqui, Alice? Ele levanta, então, a questão da análise dos exames, também, que ela possa vir a trazer de raio-x ou de outros exames que ela traga do hospital. E aí, então, aqui ele vai fazer toda a parte da avaliação da parte respiratória. Então, ele vai fazer a ausculta pulmonar para ver como é que está o pulmão da dona Guilhermina. Justamente para detectar a sequela, né? Isso, e para ver se tem presença ainda de secreção, como é que está a questão da ventilação desse pulmão, ou se ela está com uma ventilação mais curta, mais comprometida, ou se não, como é que está a entrada e saída de ar dentro desse pulmão, e principalmente para a gente verificar se tem ou não presença de secreção. Como surgiu essa ideia, Alice? Eu acho que foi principalmente por conta tanto da demanda, né? Certo. E quanto da nossa característica aí de responsabilidade social mesmo, que a gente como instituição sempre prezou, o que a gente consegue oferecer e fazer em retorno a essa população. Esse atendimento também é realizado pelos nossos alunos, que estão aí nos últimos anos em estágio, então isso contribui muito para a formação e para o aprendizado também dos nossos alunos. Legal, já já você vai passar para a gente o telefone, o e-mail, para o pessoal entrar em contato, e depois disso ela vai para onde, a dona Guilhermina? Então, o Fábio está terminando aí de fazer a ausculta pulmonar, depois ele vai verificar através de um outro aparelho também a questão da força muscular dessa paciente, para a gente ver se houve algum comprometimento em termos de força muscular, então é isso que ele vai fazer aí. agora, então a gente tem os valores de referência para uma população normal que deveria ser atingido e a gente então verifica se o paciente está dentro ou fora desses parâmetros. É um atendimento bem detalhista, importante. O que ela está fazendo agora, dona Guilhermina, com o Fábio? É exatamente isso, ela está verificando, medindo a força respiratória, a força dos músculos, tanto Quanto inspiratórios, quanto expiratórios. Isso, faz os dois procedimentos. Ela primeiro puxa, né, pra ver a força inspiratória, e também depois ela sopra pra fazer a força expiratória. Bom, já já a gente vai mudar de setor. Deixa eu ver se o Gabriel tem alguma pergunta aqui pra Alice, Gabriel. Tenho, sim. Primeiramente, quero agradecer a presença da Alice aqui no Câmara Total. Essa fisioterapia respiratória gratuita, muito importante, acontecendo aqui na cidade de Campinas, e nós estamos observando o papel dos fisioterapeutas de uma forma fundamental na recuperação de pacientes que se curaram aí da Covid-19. Sobre esse processo, existem ações de fisioterapia preventiva para evitar o agravamento dos sintomas? E aí acontece até, por exemplo, adequação postural? Sim, pode ocorrer, por conta principalmente da internação Que o paciente fica muito tempo acamado, muito tempo no leito Ele pode vir a desenvolver deformidade sim Então a fisioterapia até dentro do hospital Que a gente vê os nossos colegas lá da linha de frente Eles atuam já exatamente para facilitar aqui o nosso processo também no pós-auto-hospitalar. Então, tanto a fisioterapia intra-hospitalar é importantíssima, né? Quanto o acompanhamento e a fisioterapia aqui pós-auto-hospitalar. Mas, com certeza, adequação postural, outras ações, né? De fortalecimento muscular, tanto respiratório quanto músculo esquelético é fundamental também para a gente reverter e também prevenir o agravamento dessas sequelas. Bom, vamos levar então a dona Guilhermina ali, porque a Ana já está aguardando. Por favor, dona Guilhermina, a gente vai até lá? Pode ir também, Alice? A gente está ao vivo aqui no Câmara Total. Já está encontrando aqui a Ana, que é uma outra fisioterapeuta, é isso? Pode ficar aqui, por favor. Então, a Ana e o Fábio são os nossos professores aqui do centro universitário São os preceptores, supervisores de estágio dos nossos alunos Então, estão aqui para demonstrar essas ações Então, a Ana vai trabalhar aqui com ela agora um pouquinho desse alongamento e desse trabalho Mas com enfoque na parte musculoesquelética, na parte ortopédica Então, para alongar e também para fazer um fortalecimento dessa musculatura aí que ficou inativa ou que ficou comprometida aí por conta da internação e do próprio comprometimento do vírus, né? Como é que faz, Alice, para quem estiver interessado, quem procura, qual o e-mail, o telefone? Certo, então a gente está com a agenda aberta de segunda e quinta-feira no período da manhã, terças e quintas no período da tarde. O atendimento é individualizado, então é um paciente mesmo por horário. E você pode agendar pelo telefone 4501 2781 ou também pelo e-mail postcovid.unimetrocamp.gmail.com Repita o telefone, por favor. 4501 2781 Legal. E o e-mail? É o pós-covid.unimetrocamp.gmail.com Bom, e aqui, o que está sendo feito nesse momento com a dona Guilhermina? Então, a Ana está usando aí pesos para auxiliar no fortalecimento da musculatura da dona Guilhermina. Então, quando o paciente tem condições de realizar o exercício ou atividade, ele faz sozinho. Mas a gente tem pacientes que tem um comprometimento muito maior Então daí a gente pode também realizar o exercício junto com o paciente E aí sem peso ou com uma carga menor Como é na academia, a gente vai progredindo então conforme o paciente vai melhorando Ou vai recuperando aí a sua força muscular Olha isso, e os atendimentos são individualizados, é isso? São individualizados Até por conta da segurança também, né? Exatamente Essa aí é uma bola que o pessoal usa bastante em pilates também Isso, então a gente usa também para auxiliar aí no alongamento, ou dá para fazer vários exercícios também com auxílio de bola, de elástico, que a Ana estava usando aí agora há pouco também. Lembrando o pessoal que ligou a televisão agora, tudo isso para recuperar, não é? É trabalhar na recuperação de alguns pacientes que tiveram Covid-19, que apresentaram sequelas, não é isso? Exatamente, André. Então a gente está aqui de portas abertas para prestar esse serviço aí a toda a nossa comunidade. Pois é, uma ação que é realizada pela Unimetrocampo é uma ação gratuita, viu, pessoal? Depois, inclusive, vou pedir para a Alice repetir o telefone, os contatos, porque esse é um trabalho bem bacana e a gente faz questão de divulgar, porque justamente trabalha na recuperação. A hora que a dona Guilhermina puder ir para a esteira, você me avisa, tá bom, Alice? Ela vai agora? Ela já pode ir para a esteira? E antes de ir para a esteira, a Ana vai demonstrar um outro recurso que a gente tem, que é o uso da eletroterapia para nos auxiliar também a fazer um fortalecimento muscular. Então, André, aqueles casos que eu comentei, né? Que o paciente está muito debilitado, que ele não consegue sozinho realizar essa ativação muscular, a gente pode utilizar o auxílio da eletroterapia, que às vezes a gente vê em jogador de futebol, quando faz cirurgia, em pós-operatório. Então esse aparelho, ele realiza através de ondas elétricas, ele vai promover a contração muscular, realizando então a recuperação desse paciente de uma forma mais intensiva. O paciente faz a contração junto com o aparelho e isso potencializa então a contração e o fortalecimento muscular. Eu vou pedir para o Cristiano mostrar a esteira, que a gente já vai encerrar aqui com a Alice, então repita por favor o telefone. É o 4501-2781 e também pelo e-mail pós-covid.unimetrocampi.gmail.com. Então tá bom, muito obrigado e parabéns aí pela ação, pelo iniciativa. De nada, André, obrigada, estamos aí à disposição. Eu volto com você, Gabriel. Muito obrigado então, André Aranha, e também Alice Lisboa, por todas as informações sobre esse programa importantíssimo que acontece aqui na cidade de Campinas para quem está se recuperando da Covid-19. Olha só, gente, combater as fake news nas eleições é um desafio para a justiça e para você, eleitor, que pode ser o fiscal neste processo. Confira na segunda reportagem aqui da TV Câmara Campinas sobre as eleições municipais. Combater conteúdos falsos, áudios, montagens, boatos, ataques ao processo eleitoral, vídeos, enfim, evitar a desinformação na campanha eleitoral. O Tribunal Superior Eleitoral editou novas resoluções e o Congresso Nacional aprovou uma lei que prevê penas mais duras para quem espalhar a fake news. Agora, quem divulgar notícias falsas com objetivo eleitoral pode pegar de 2 a 8 anos de prisão. Neste momento em que as campanhas são feitas em massa, usando as redes sociais e os meios digitais, se tornou um desafio para a justiça eleitoral manter as regras, que criou até um aplicativo para denúncias. Cada zona eleitoral tem um juiz e um promotor, e além disso, e aí conclamando a população já também a isso, o Tribunal Superior Eleitoral criou um aplicativo chamado Pardal. Esse aplicativo é gratuito, pode ser acessado em qualquer loja de aplicativo, e é um aplicativo de uso extremamente fácil para denúncia de propagandas irregulares. Muito, muito fácil de se utilizar, inclusive uma coisa que nós estamos pedindo é que se o eleitor for reclamar de alguma divulgação em rua, por exemplo, que fotografe a propaganda irregular, porque a comprovação vai ser muito mais fácil, porque às vezes a gente quer sair uma denúncia e quando a gente envia alguém para fiscalizar, a propaganda irregular não está mais no local. O aplicativo, desenvolvido pela Justiça Eleitoral para o uso gratuito em smartphones e tablets, está disponível para download nas lojas virtuais Apple Store e Google Play. Com ele, o cidadão pode ser um fiscal das eleições, tendo um canal direto com o cartório eleitoral da sua cidade e até com o Ministério Público. A gente pede que se acesse o Pardal, que as pessoas acessem o aplicativo, o TSE, inclusive entre em contato com as principais operadoras de telefonia. E o uso desses aplicativos não gerará nenhum tipo de gasto para o eleitor, então não vai sair o seu pacote de internet, vamos dizer. E, além do Pardal, a gente pede também, as pessoas também têm meios de enviar e-mails para as zonas eleitorais e contatar o próprio Ministério Público, que também está sempre aberto para receber essas denúncias a respeito das propagandas. E aí Primeiro intervalo em aqui no Câmara Total e na volta as notícias da metrópole aqui de Campinas com a Mina Abreu tem os gols da vitória da Ponte Preta lá no Recife hoje é dia de Guarani muitos assuntos não saia daí Câmara Total de volta, muito obrigado pela sua companhia e audiência, 11 horas e 36 minutos, nós estamos ao vivo e como combinado, o Minabreu já está nos nossos estúdios, seja bem-vindo a bom dia com a atualização de casos diários da Covid-19 no município de Campinas, no estado e no nosso país, Até porque aqui no Brasil nós já passamos dos 5 milhões e 100 mil casos, né, Mirna? Bom dia, Gabriel. Bom dia a você de casa. É isso mesmo, ultrapassamos 5 milhões de casos e mais de 150 mil mortos. Lembrando que os dados são do último dia 10. A gente não tem dados depois de sábado do Ministério da Saúde. Então, olha só, até sábado nós tínhamos 5.103.000 casos, 408 pessoas com a Covid-19, 150.689 pessoas que morreram pela doença e fica aqui as nossas condolências. No estado de São Paulo, a atualização já foi feita ontem, no feriado de 12 de outubro, com 1.038.344 casos, sendo 37.279 óbitos. Agora a gente vai falar um pouco da região metropolitana de Campinas Lembrando que aqui a cidade de Campinas A última atualização foi na sexta-feira, dia 9 Nós não tivemos atualização sábado, domingo nem ontem Então a qualquer momento a Prefeitura de Campinas pode atualizar os dados aqui da nossa cidade Então no total, até o momento nós temos 84.116 casos, Gabriel Sendo que até sexta, então, 34.509 casos na nossa cidade, seguidas de Indaiatuba, 7.442, Sumaré, 6.337, Americana, 5.887, Santa Bárbara do Oeste, com pouca diferença ali, com 5.868 casos. E aí vem na sequência, Hortolândia, com mais de 4 mil, Paulínia e Valinhos, tem mais de 3 mil casos, Vinhedo, 2.029, Itatiba, 1.751, aí a gente vem na casa dos mil, Cosmópolis, Montemor, Arthur Nogueira, Jaguariúna, Nova Odessa vem na sequência com 897 casos, Engenheiro Coelho 871, Santo Antônio de Poço 811, Pedreira, Olambra e Morungaba. Na sequência, Morungaba é a que tem o menor número de casos com 172. Agora a gente vai falar do número de mortes aqui na nossa região. Olha só, 2.737 vidas perdidas para a Covid-19, Gabriel, sendo 1.268 em Campinas. Na sequência, nós temos Sumaré, com 246 óbitos, Indaiatuba, 214, Santa Bárbara do Oeste, 184, Americana, 161. A Ivalinhos de Hortolândia tem o mesmo número de óbitos, 149. Na sequência, cidades com menos de 100 óbitos, Paulínia, Nova Odessa, Cosmópolis, Montemor, Vinhedo, Itatiba, Jaguariúna, Engenheiro Coelho, Arthur Nogueira. E aí, sempre aquelas quatro últimas, Pedreira com nove óbitos, Santo Antônio de Poce com sete, Morungaba com quatro e Olambra com três. Apesar da nossa preocupação com os casos da Covid-19 em Campinas e toda a região, o número de mortes, leitos ocupados, a cidade de Campinas passou para a fase verde. Nós falamos aqui ao vivo no Câmara Total da sexta-feira, assim que o governador João Doria anunciou a cidade de Campinas. Nós falamos no programa e isso foi publicado no Diário Oficial. Isso mesmo. Logo depois da coletiva do governador, nós tivemos a coletiva do prefeito, Jonas Donizete, e no sábado saiu o diário, uma edição extra do Diário Oficial do Município de Campinas, trazendo aí todas as atividades e as novas regras com abertura. A gente tem imagem aí do Diário Oficial de sábado, uma última edição que foi publicada aí. Essa edição, ela tem duas páginas, trazendo todas as mudanças e como deve ser. E olha só, os eventos em que as pessoas estão sentadas, ou seja, todas nos seus lugares, estão liberadas com capacidade de 60%. Já os eventos com pessoas em pé ainda não foram contemplados. Por quê? Porque deve sair uma nova medida no Diário Oficial, porque Campinas precisa ficar primeiro 28 dias nessa fase verde, seguindo essas novas regras do diário oficial, para que depois seja feita uma nova flexibilização nessas mesmas atividades. Então, eventos só sentados. Nós temos ainda, olha, independente disso, obrigação de controle de acesso e hora marcada, por exemplo, em restaurantes, venda de ingresso em eventos culturais sentados, desde que respeitados protocolos sanitários, filas e espaços demarcados, respeitando o distanciamento mínimo. E olha só, Gabriel, os shopping centers, inclusive já começou a valer desde sábado, e também o comércio de rua podem já abrir por 12 horas, com essa questão do aumento da capacidade para 60%. Temos bares e restaurantes também que podem abrir 12 horas, Mas lembrando que o encerramento das atividades continua sendo às 22 horas, com esvaziamento total da clientela até às 23 horas. Salões de beleza, 12 horas também, respeitando 60%. Academias de esporte de todas as modalidades, 12 horas também com capacidade 60%. Agora, os clubes. Os clubes até então estão começando o verão, muita gente estava perguntando sobre os clubes. Vamos lá. Piscinas, quadras e áreas de lazer estão liberadas. Continuam proibidas atividades que gerem aglomeração. Então, os clubes também vão ter que encontrar uma maneira de que as pessoas possam frequentar as piscinas, mas sem aglomeração, respeitando os protocolos. E também o decreto prevê aí a volta do esporte amador na cidade e também com a capacidade de 60%. Os parques de Campinas, inclusive, ontem que foi feriado, a Lagoa do Taquarau já ficou aberta, mas olha só, os parques, eles continuam funcionando com 30% de capacidade, de quarta a domingo, das 7 da manhã às 3 da tarde. Então, por enquanto é isso. E a gente vai ter uma ampliação de horário que deve ser anunciada nos próximos dias. Agora, os cemitérios, muita gente tem o costume de visitar os cemitérios, principalmente no feriado de finados que vem por aí. A partir do dia 31 de outubro, os cemitérios públicos e privados da nossa cidade vão abrir para visitação. Os três cemitérios municipais, que são da Saudade, de Sousas, o Nossa Senhora da Conceição, conhecido como Cemitério dos Amarais, vão funcionar das seis da manhã às seis da tarde. Lembrando que todos esses segmentos que nós mencionamos aqui devem seguir os protocolos de segurança para esse funcionamento, Gabriel. Isso é importantíssimo e fundamental. A gente está falando então de um avanço de horário de bares, de restaurante, dos parques públicos, a volta dos clubes amadores da cidade de Campinas, então atividades do futsal, de todas as artes marciais. Isso é importante, só que existe um protocolo, utilizar sempre a máscara, álcool em gel, distanciamento, mesmo em artes marciais, você precisa ter o distanciamento, então você vai adaptar o seu treinamento e a gente conta com você que é cliente, com todas as pessoas enquanto sociedade para poder fiscalizar para a gente não retroceder. Isso mesmo, e olha só, nós temos duas categorias que já comemoram esse anúncio, inclusive tivemos comércio aberto neste feriado, a Associação Comercial e Industrial de Campinas prevê aí essa melhoria no atendimento, mais empregos gerados e também a Brasel, a Associação de Bares e Restaurantes, ela prevê aí que vai aumentar a renda de 15 mil funcionários de estabelecimentos que vão voltar a receber gorjeta, novos postos de trabalho. Muitos deles são autônomos e voltam agora ao mercado de trabalho. Lembrando que, no caso dos bares, olha, gente, podem abrir 12 horas por dia, tendo que encerrar o expediente às 23 horas. Só que a gente vem falando da volta às aulas. As aulas voltaram na última quarta-feira E nós tivemos aí uma liminar ao sindicato dos professores que questiona justamente os critérios para essa volta às aulas e eu conversei com uma diretora do sindicato falando justamente sobre essas medidas de segurança que talvez não estejam sendo aí amplamente respeitadas nas escolas que iniciaram as suas atividades. Desde que foi feito o anúncio da volta às aulas na rede estadual e das escolas particulares Entidades ligadas aos professores têm questionado o risco à saúde dos profissionais e dos alunos No final de setembro, o Simpro, sindicato dos professores de São Paulo Que representa 15 mil professores de oito cidades do interior paulista obteve liminar contra o Estado, o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo e também contra o Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior do Estado. O objetivo é garantir que a volta às aulas, que teve início na última semana, obedeça a critérios de segurança no ambiente escolar. Em agosto, os representantes dos professores já haviam se mobilizado. Com a volta gradual, o sindicato dos professores questiona se as providências foram tomadas. Nós questionamos os protocolos que foram apresentados e tentamos mostrar que era muito difícil estabelecer um protocolo e que todas as escolas tivessem condições de cumprir, porque a diversidade das escolas privadas é muito grande. Você tem desde grandes escolas que poderão cumprir isso e escolas médias, pequenas, que não têm nem condições, às vezes, de funcionamento e que vai ter que cumprir isso. Desde então, o Ministério Público acompanha o caso e o sindicato, dessa vez, entrou com uma ação trabalhista para a obrigatoriedade dos protocolos de segurança. Ele não suspendeu a volta às aulas, ele condicionou a volta às aulas a um protocolo anterior. Primeiro, testagem de todos os professores, para verificar se tinha professor doente ou não. Então, a testagem de todos os professores era a primeira condição para a volta às aulas. A segunda condição, que as escolas fornecessem gratuitamente aos professores os EPIs. E aí não é máscara de pano, não é só o álcool gel, ele condicionou que essas máscaras, O mínimo é a máscara cirúrgica descartável ou aquelas outras máscaras respiradoras que fossem fornecidos óculos e luvas descartáveis, para que os professores tivessem condição de começar a interagir com alunos e com todo o pessoal da escola. Além disso, a liminar diz que os professores do grupo de risco, por idade ou com comorbidades, não podem ser convocados até aqueles que coabitam com pessoas do grupo de risco. Na última quarta-feira, nós tivemos a volta parcial de algumas escolas estaduais aqui em Campinas e de algumas escolas particulares, algumas inclusive anunciaram que vão fazer uma volta gradual, seguindo todos os protocolos. O que vocês têm percebido? Essas que estão voltando, é porque estão seguindo as determinações da liminar ou não? Isso está à revelia. Então, nós já temos recebido denúncias de professores que voltaram sem testagem, que voltaram sem as condições. O que está subindo nas escolas é que tem álcool gel para todo mundo, as escolas que a gente consegue ter esse retorno, né? Que está tendo, ou estão dando máscara de pano, ou estão pedindo para o professor levar sua própria máscara, né? Então, não está sendo seguido aquilo que foi determinado. Algumas escolas, mesmo cumprindo o Plano São Paulo de retomada das atividades, suspenderam a volta para seguir a determinação da Justiça do Trabalho. A gente recebe e-mail de escola perguntando que tipo de teste tem que ser feito, mas tem escola que dá dor e acha que não vai, que não tem que cumprir e pronto. Diante das denúncias dos professores, o sindicato vai tomar algumas medidas. À medida que os professores vão comunicando como voltaram, a gente vai fazer uma outra notificação para a escola, dizendo para ela que a liminar está sendo descumprida e que nós vamos ter que comunicar isso à justiça. O nosso jurídico está acompanhando lá o processo, porque cabe recurso, é óbvio, é uma liminar. E até agora os sindicatos patronais não se manifestaram na ação. E o que está ocorrendo lá é um número imenso de advogados das escolas que estão entrando para realmente ter conhecimento da liminar. Então, eles estão sabendo o que eles têm que fazer. A gente tentou falar com o sindicato patronal, não tivemos respostas e também com algumas escolas, que soubemos que elas ainda não abriram em função da liminar, mas também nenhuma quis gravar entrevista. Gabriel, agora vamos falar um pouquinho de coisa boa, porque a gente falou do parque, dos parques, da abertura dos parques e o bosque do Jequitibás está entre eles. Então, sobre esse mundo animal aí, quer dizer que a população de Campinas decidiu o nome de uma anta que nasceu no bosque do Jequitibás? Isso mesmo, é uma anta macho que agora vai se chamar, olha só o nome, Tinoco. Foi feito nas redes sociais uma espécie de consulta e 39% dos votos teve aí o nome de Tinoco, que estava entre Moa, Tupã, Max, Aramizes e Júnior. Ele é filho da Madalena e do Antônio, que vivem no parque, ele nasceu com cerca de 7 quilos e junto com a mãe já estão se adaptando à convivência aí com os outros animais que moram aí no parque do zoo ali, do bosque do Jequitibás. Lembrando que quando você for passear, então, temos mais esse habitante. Lembrando que existe um compromisso aqui na cidade de Campinas de não trazer novos animais para o zoo do bosque, mas o Tinoco, ele nasceu no bosque, ok? Então, a gente é importante mencionar isso. Exatamente. Falando um pouquinho agora sobre as inscrições para o programa de seleções de voluntários, porque as inscrições estão abertas. Isso mesmo, a gente vai falar um pouco do CVV. A gente falou bastante do mês de setembro amarelo, a depressão, inclusive especialistas têm dito que ela tem aumentado muito nesse período pandemia, esse momento de flexibilização e o CVV precisa de voluntários justamente para trabalhar com esse público que tanto precisa conversar com alguém. Acompanhe. Nesse momento de isolamento social, houve um aumento no número de pessoas que procuram serviço em busca de acolhimento Por este motivo, estamos precisando de voluntários Você que tem 18 anos, 4 horas e meia disponíveis por semana Campinas oferecerá um curso gratuito de seleção de voluntários Iniciando com duas turmas A primeira no dia 14 de outubro, das 19h às 22h E a segunda no dia 17 de outubro, das 9h às 12h Caso você queira se inscrever ou obter mais informações envie um e-mail para campinas.org.br ou, caso você tenha interesse em atuar em algum dos outros postos no Brasil, basta acessar o site que é www.cvv.org.br e clicar na aba Voluntário. Venha conosco fazer a diferença. Uma sociedade fraterna depende de todos nós. E o Centro de Valorização da Vida é uma rede de apoio emocional e prevenção ao suicídio. Atende 24 horas pelo telefone 188 e também pelo cvv.org.br ou então campinas.org.br E com esse anúncio aí de voluntários eu encerro a minha participação. Muito obrigado, então, Mina Abreu, por todas as informações sobre a metrópole da cidade de Campinas. Você volta daqui a pouco com as notícias do Legislativo aqui da Câmara de Campinas, tá certo? Tá certo, combinado, eu volto já já. Tá certo, então. Hora de balançar as redes do Campeonato Brasileiro da Série B, porque a rodada começou ontem, na segunda-feira, e a Macaca se deu bem lá no Recife. Vamos ver os gols, então, da Ponte Preta, que venceu a equipe do Náutico, partida que foi realizada ontem à noite, olha aí. Cruzamento do Matheus Peixoto pela direita, o João Paulo, camisa 10. No segundo pau, efeito surpresa de cabeça, abre o marcador na etapa final. E depois do cruzamento do Lazzaroni, Dauan marcou de cabeça. Como se fosse a voa aí do Derby Campineiro, porque a Ponte Preta no Derby aconteceu o cruzamento do Lazzarone e o gol do Dauan. E ontem a mesma coisa, cruzamento do lateral esquerdo e gol do volante pontipretano. 2x0 vitória da Ponte Preta, que assumiu provisoriamente a vice-liderança do Campeonato Brasileiro da Série B. Torce agora contra a Chapecoense e também contra o Juventude, que são os outros integrantes aí do G4 da competição. A Ponte não deixa o G4, mas pode perder essa segunda posição para essas duas equipes. E a Ponte Preta venceu ontem o Náutico, hoje tem Guarani em campo, hein? Então vamos acompanhar a partida do Bugri, que enfrenta, olha só, hoje 9h30 da noite, A equipe do Cuiabá no Estádio Brinco de Ouro, lembrando com os portões fechados aos torcedores e um duelo complicadíssimo, né? O Bugri na zona de rebaixamento. É verdade que no fim de semana venceu a equipe do CRB por 3x1 aqui em Campinas. Uma vitória importantíssima, mas continua na zona de rebaixamento e hoje tem esse duelo complicado diante do líder da competição. Então Guarani e Cuiabá no Estádio Brinco de Ouro e claro que amanhã a gente balança as redes aí esperando uma vitória do Guarani diante do líder da competição que vai dar uma moral e tanto para esse restante aí de Campeonato Brasileiro da Série B. 11 horas e 56 minutos, a gente vai fazer o seguinte, rápido intervalo agora e na volta tem entrevista ao vivo aqui no estúdio falando sobre racismo, como ele contamina a língua portuguesa, você fala alguns termos aí na sua casa, como lápis cor de pele, como criado mudo, muitos termos que você aí de casa precisa ficar atento, então rápido intervalo e na volta tem entrevista ao vivo. A escravidão acabou aqui no país de forma oficial em 1888. 132 anos depois, será que ainda existem termos que nós remetemos ao período de exploração aos negros? O Brasil é o país com a maior população negra fora da África e mesmo assim quase não há museus sobre o tema e estudamos de uma forma equivocada o assunto nas escolas. Você que está nos assistindo já falou o nome do móvel que fica perto da cabeceira da cama de criado mudo? Já chamou uma mulher negra de mulata? Quando viu uma mulher bronzeada, falou que ela estava da cor do pecado? Já reclamou do cabelo crespo, dizendo que ele era ruim, parecia um bombril. Pois é, são termos racistas que nós precisamos compreender o significado e abolir do nosso vocabulário. Eu vou conversar agora com a Maristela dos Reis Gripe, que é doutora em estudos linguísticos, professora do curso de letras do Centro Universitário Internacional Uninter. Muito obrigado, Maristela, por ter aceito o convite para participar aqui do Câmara Total. e eu dei alguns exemplos, mas infelizmente parece que está enraizado na nossa cultura palavras e termos racistas, que muitas vezes a pessoa nem sabe o significado. Seja bem-vinda e boa tarde. Boa tarde, Gabriel. Muito obrigada pelo convite do TV Câmera. É um prazer a gente poder estar aqui falando um pouquinho sobre esse tema que ainda é, infelizmente, tão atual, como você mesmo disse, Gabriel, muitas vezes nós usamos algumas expressões sem saber, sem saber que as palavras têm história, elas trazem uma carga de memória. E pensando numa sociedade como a nossa, sociedade brasileira, em que a abolição foi feita tão recentemente, 132 anos, é muito pouco, pensando em mais de 300 anos em que os negros foram escravizados aqui no Brasil. Então, algumas expressões realmente são muito pejorativas e elas trazem um componente de preconceito racial muito sério. E nós temos visto isso aí, Gabriel, a imprensa tem trazido para a gente vários fatos hoje, Por exemplo, no esporte, em que jogadores têm sido chamados de macaco, enfim, o caso do próprio Neymar há pouco tempo e outros tantos que a gente pode listar aí. E isso é um reflexo de que, na linguagem, o preconceito, o racismo, ele está muito presente ainda. Ô, Maristela, antes da gente entrar nos motivos do racismo presente aqui no nosso país e como sair deste modelo que já está adotado, eu diria que por todos nós, né, infelizmente, eu gostaria que a senhora explicasse, então, alguns termos que eu falei para quem está em casa entendesse o que significa e, se ainda fala, prestar atenção para poder abolir do vocabulário, porque devemos parar de falar criar do mudo, aquele imóvel que fica no quarto, então criar do mudo, o que ele significa? Então, a história do criar do mudo é muito interessante. Aquele negro que trabalhava, ou a negra que trabalhava dentro da casa dos seus patrones, dos seus senhores, ela deveria interferir o mínimo possível, se manter o máximo possível calada durante as suas atividades, para que não houvesse nenhuma interferência daquela pessoa ali, naquela rotina. Então, essa palavra, ela traz essa história para a gente, desse criado que está ali apenas para servir e que não há nenhum tipo de interação nem comunicação com ele. Um outro que você falou foi a mulata. A mulata, algumas pessoas acham que isso pode ser um termo carinhoso para a gente falar sobre essa questão da miscigenação, Então, aí as pessoas justificam dizendo que isso foi uma coisa muito tranquila no Brasil, quando a gente não sabe que não foi assim. Então, esse termo vem da junção de mula com a égua. Aí está a origem, a história dessa expressão. Então, realmente, é uma expressão muito racista, muito feia, com uma origem muito feia. Você falou também do lápis cor de pele, não é, Gabriel? quando a gente está na escola, eu dei aula há muito tempo e a gente tinha esse hábito, me empresta o lápis cor de pele? Mas qual é a pele do povo brasileiro? Num país como o nosso, com tantas misturas, qual será esse lápis cor de pele? Então, são coisas do nosso cotidiano que a gente começa a utilizar sem questionar. Eu acho que ter um olhar crítico sobre essas expressões nos ajudam a evitá-las, substituí-las e não utilizá-las para ofender ninguém. Ô, Maristela, outro termo que as pessoas, eu já ouvi muito, é falar samba do crioulo doido. O que representa isso? Nossa, é verdade, né? Essa expressão, a gente usa bastante quando uma coisa está muito bagunçada, né? Assim, perdeu o controle. E é uma expressão de uma música, uma expressão bem racista que de alguma forma rotula os negros, ou seja, é gente que está sempre na bagunça, está sempre alvoroçada, está sempre sem uma ordem, sem um regramento e também é uma expressão infelizmente muito racista, muito preconceitosa que a gente deveria evitar. Ou seja, está presente até na música, então a pessoa às vezes escuta e fala, mas eu escutei naquela música, só estou reproduzindo. Pode ser que ela encontre em outros lugares, mas ela precisa entender esse significado. Com certeza. Uma outra também que é oriunda de uma música, vem de uma música da cor do pecado, também era uma música. E por que a cor negra está relacionada ao pecado? Por que isso, né? Essa sexualização exacerbada de um grupo social, que a gente sabe que não é isso, né? Uma marchinha de carnaval também, né? O teu cabelo não nega, você falou muito bem, né? Expressões também pejorativas relacionadas a um tipo de cabelo, né? Crespo, mais ondulado, enfim. Nós sabemos que essas expressões estão muito presentes e elas são usadas, e aí, Gabriel, o que eu acho que é a grande questão, elas são usadas realmente para ofender as pessoas. E se elas são usadas para ofender, elas devem ser evitadas. De uma forma pejorativa também, não solto as negras. Isso, não solto as negras. Tem também uma origem muito ruim, por quê? Na época da escravidão, as mulheres negras, elas pertenciam aos seus senhores e após a abolição também eram mulheres que as pessoas traziam no seu imaginário, mulheres a quem tudo poderia ser feito sem pena das pessoas sofrerem alguma prisão ou a força da lei por conta disso. Então, a história dessa expressão também é muito ruim. Então, com as mulheres negras, tudo poderia ser feito, né? Enquanto que elas brancas receberiam um tratamento diferenciado, especial, né? Então, também uma expressão muito triste, muito preconceituosa. Dois termos que, infelizmente, eu já falei, mas eu aboli na minha adolescência, quando eu entendi o significado, é denegrir e a coisa tá preta. Isso parece que já está no nosso vocabulário, a gente nem percebe que a gente está falando, mas extremamente racista. Com certeza, e aí a gente retoma aquilo que falei no começo, né? As histórias têm palavras, elas têm história, as palavras têm história, elas trazem uma memória. E talvez você pense assim, mas que exagero, né, professora? Então, se pode falar mais nada? Não, não é isso, né? é que a gente tenha consciência de que essas expressões, elas têm uma origem, né, baseada nesse preconceito que nós vivemos na nossa sociedade, que ainda vivemos, então, lista negra, mercado negro, denegrir, que quer dizer tornar negro, né, então, é uma coisa que traz ali um componente pejorativo, né, Então, dizer que a pessoa está sendo injustiçada, quer dizer denegrir, o missionário Aurélio diz isso, tornar negro. A coisa está preta, então uma coisa está complicada, a coisa está preta, por que não a coisa está branca, não está amarela? Por que relacionar isso à cor preta? Então, são essas questões que estão por trás da linguagem que nem sempre a gente se dá conta e repete. E as crianças repetem nas escolas e, às vezes, os professores, por uma questão até de não saber, de desconhecimento, não intervêm. Porque, na realidade, sabe, Gabriel, o que nós precisaríamos é que as pessoas, ouvindo uma expressão assim, olha, talvez isso possa ser ofensivo para alguém. Exato. Vamos substituir. Ficar incomodado, não é? Com certeza. Porque aí nós vamos construindo uma linguagem nova e, em paralelo, uma realidade nova também de respeito a essas variedades culturais e étnicas que são a cara do nosso país. E o nosso país é isso, né? Essa variedade. Exatamente. Com maioria de pardos, com a quantidade de negros aumentando. Já já a gente fala isso. Só para encerrar os termos, para quem aí está em casa prestar atenção, o último termo que eu separei é É inveja branca. Agora é o contrário, né, professora? A coisa branca, então, virou uma coisa boa. Virou. Agora você vê, desde quando inveja é uma coisa boa, né? Inveja é inveja em qualquer contexto. Exato. Mas, né, você falar uma inveja branca, eu admiro, né, é quase uma admiração pela pessoa, pelo que ela tem. Então, a inveja negra é uma coisa ruim, a inveja preta é uma coisa ruim. Então, entendem? Sempre que se associa, né, a cor preta, né, ao negro, é sempre uma coisa negativa. Então, é isso que nós temos que ter em mente, né? Deixar de fazer essa relação, porque nem todo negro é bandido, é ladrão, né? Nem todo branco é bandido, é ladrão, é bom, certo? Então, a gente tem que perceber que não é a cor da pele da pessoa que vai definir o seu caráter. São outras questões que estão envolvidas aí e no nosso país é muito importante que a gente faça essa distinção, que a gente tenha cuidado com as palavras para não ficar reproduzindo nem utilizar quando a gente tem outras possibilidades de uso que não são ofensivas, não são racistas e que permitem essa integração que no final, Gabriel, é o que a gente quer, né? Poder viver em pais do nosso país, brancos, negros, amarelos, sem que a gente precise estar falando sobre isso, né? Quem sabe daqui a pouco a gente vai ser capaz de conviver com as diferenças, sem que isso nos assuste tanto, né? Hoje seria o mundo ideal, mas na verdade é o mínimo, né? O respeito que a gente deveria ter. A gente encara como um ideal, como um mundo utópico, o que na verdade teria que ser o mínimo respeito entre todos. Ô, Maricela, em 2018, o Brasil tinha 19,2 milhões de pessoas que se declararam pretas. 4,7 milhões a mais que em 2012, o que corresponde a uma alta de 32,2% neste período. Nasceram tantos negros assim de 2012 para 2018? Ou as pessoas anteriormente tinham medo de preconceito, algumas até vergonha e a gente vê que isso está mudando? Eu acredito que é um pouco de cada coisa, sabe, Gabriel? Talvez vergonha, talvez desconhecimento, e talvez essa variedade que nós temos no nosso país. Realmente é muito difícil. A gente vai Brasil ponta a ponta, e eu li uma pesquisa sobre isso, então tem gente que se autodefine queimadinho, mulato, pardo, mais amorenado então eu acho que essas pessoas começam a ter a consciência de que nós somos negros então isso é muito bom, porque isso mostra uma conscientização dessa questão racial que vem crescendo impulsionado por várias questões que estão acontecendo no mundo, não é só no Brasil e nós estamos aí a reboque dessas coisas, e isso tem sido bom, pelo menos nessa questão, nós estamos vendo as pessoas se assumirem como pretas, e o censo demonstrou isso. Uma outra coisa interessante é que nessa eleição, se eu não estiver enganada, Gabriel, você me corrija, parece que 51% dos candidatos se declararam negros também, então isso é uma coisa boa, porque o nosso país, como você mesmo falou no começo, mais da metade da população é uma população de afrodescendentes, de pessoas pretas, negras. Isso é importante, né? Exatamente, exatamente. Já é a maioria, a gente está confirmando esse dado. Tem muitas pessoas, Maricela, que dizem assim, é brincadeira, eu não falo por maldade, o mundo está chato. Que antes elas falavam algumas coisas e as pessoas não se importavam e que hoje tem todo esse mimimi. O que você tem a dizer para elas? Olha, Gabriel, eu acredito que uma brincadeira é uma coisa que eu rio e você também É engraçado para mim e é engraçado para você Se uma das partes se sente desprestigiada na sua relação Se ela se sente ofendida, se aquilo magoou de alguma forma Deixou de ser brincadeira Infelizmente o nosso contexto hoje no Brasil Não permite que você chame ninguém Nem de macaco, nem de mulatinha Aquele negrinho Porque a gente sabe que não há afetividade nenhuma nessas expressões São expressões racistas que demonstram preconceito Mesmo que elas sejam faladas com sorriso nos lábios Então, se uma das partes está insatisfeita com esse tipo de brincadeira, evite, não fale, substitua, utilize do mesmo respeito que você deseja que as pessoas tratem você, utilize com as outras pessoas também, é assim que a gente vive socialmente. Eu posso até discordar, eu posso até não gostar, ninguém é obrigado a gostar do amarelo, mas eu respeito quem gosta do amarelo e tá bom, e vamos viver, não é isso? Então eu não acredito que as pessoas utilizem isso como brincadeira e sem saber que isso pode ofender alguém. Nós hoje já sabemos que isso, que são expressões ofensivas, né? Professora, essa geração agora de crianças e adolescentes nascem sabendo dessa desigualdade que existe entre brancos e pretos, de salários, de cargos, de população carcerária. Você acha que essa geração já tem um olhar diferente ou não? Olha, Gabriel, eu acredito que no nível de informações que nós temos hoje, as pessoas sabem dessas coisas. Mas, por exemplo, pensando nas crianças, criança pequena em fase ainda de pré-escola, ensino fundamental, a criança, geralmente, ela é um reflexo do que acontece no seu núcleo familiar. Se ela convive com pessoas que têm problemas com relação aos negros e que usam expressões depreciativas, racistas e preconceituosas, elas vão repetir essas expressões. E aí cabe à escola tratar isso, trazer isso para uma discussão. Crianças pequenas, infelizmente, elas reproduzem aquilo que elas escutam, então muitas vezes depende de uma atitude dos pais diante disso, um posicionamento de respeito às outras culturas, às pessoas de etnias diferentes. então é uma construção, é uma construção realmente, embora as pessoas saibam, tenham essas informações, isso muitas vezes não as impede de agredir outras pessoas, de usar expressões preconceituosas e racistas, é preciso ser, é um trabalho, né, Gabriel, é um trabalho de construção, de educação, para que a gente possa conviver em sociedade com as diferenças que nós temos. E Maristela, a nossa produção, ela confirmou aquela estatística que você nos passou, os dados são do TSE, os negros representam 49,9% dos candidatos desta eleição e os brancos 47,8%, então os negros na sua maioria. Que bom, que bom. E essa representatividade é importante. Com certeza, a gente vai ter ali gente trazendo questões de um grupo tão expressivo na nossa sociedade, que precisa também ter esse lugar de fala garantido, claro que eu não preciso ser negra para falar sobre as questões raciais, Mas é óbvio que isso traz uma qualidade nessa fala muito grande e outras questões que com certeza poderão ser tratadas a partir disso. Que bom então, eu não estava tão errada na minha fala aqui. Exato. Agora, Maricela, para mim é a pergunta mais difícil que eu vou te fazer agora e quem é da minha geração, os adolescentes, acho que podem estar enfrentando isso também. Em relação aos idosos, nossos pais e avós que têm uma outra mentalidade, que viveram numa outra época, se ela existia aí na sua casa, como mostrar que o mundo evoluiu, como executar essa tarefa e dizer, olha, você falava no passado, pode ser que ninguém reclamava, só que agora as pessoas estão reclamando, agora o tratamento tem que ser outro. Como mudar a cabeça de uma pessoa idosa que viveu durante 70, 80 anos num outro mundo? É, Gabriel, essa realmente, você disse bem, é uma pergunta muito difícil. A gente convive com pessoas mais velhas, a gente percebe que realmente a maneira como se dirige às vezes as pessoas pretas é uma coisa, é complicado. Eu não sei se é mudar a mentalidade, eu acho muito difícil se a pessoa não fizer um movimento individual de mudar também, mas o fato é, ela hoje está ouvindo falar sobre isso, ela hoje já lê, vê na televisão, os jornais estão aí, né, apresentando uma série de situações tristes, quase que um genocídio com a população negra, então jovens sendo assassinados, o caso lá do Jorge Floyd, aqui no Brasil quase que diariamente nós temos situações muito tristes, então se essas coisas não tocarem o coração dessas pessoas para uma mudança de atitude, eu acho que ninguém consegue fazer isso sabe, é uma conscientização pessoal de respeito às pessoas então eu posso não concordar eu posso não gostar, eu posso não querer na minha família uma pessoa negra mas eu preciso respeitar como pessoas que tem os seus direitos que tem os seus deveres sociais, enfim que participam da sociedade como ela também participa, participou, enfim, né? Então, acho que tudo, Gabriel, a base é o respeito, o respeito às diferenças e a tolerância uns com os outros. Isso é muito importante. Isso não tem idade. E educação também, né? Acho que em pleno 2020 é triste a gente estar falando sobre esse assunto, mas é extremamente necessário e é uma conversa que a gente tem que fazer. Ô, Maricela, recentemente eu estava assistindo um programa de televisão e me chamou muito a atenção É um assunto que eu nunca tinha parado para perceber. Quando os escravos chegavam ao Brasil e eles eram vendidos, eles perdiam o nome. Não tinham registro, né? Então, muitos negros hoje, eles não conhecem a sua história, dos seus antepassados. E isso é um problema, né? Com certeza, né? que coisa, é um povo que foi retirado do seu país, escravizado num outro lugar e que perdeu totalmente a sua identidade, perdeu os seus laços porque as famílias eram separadas, mães, filhos, maridos, enfim, tudo era feito para que não houvesse essa integração, para que se evitasse então ali as fugas, as rebeliões, então assim, uma violência por todos os lados, de todas as formas, e essa falta do registro que nos impede de saber a nossa origem, como tantos imigrantes que vieram para o Brasil, sabem o navio que chegou, a hora que foi, está lá registrado, infelizmente a população negra perdeu isso, Isso é muito triste, porque falta uma parte da história que hoje, Gabriel, apesar de tudo, eu acho que a gente está conseguindo resgatar a partir desses espaços que têm sido oportunizados, então, de discussão, de gente que tem falado sobre isso, professora Djamila, Silvia Almeida e tantos outros que têm falado sobre a questão racial no Brasil especificamente. Isso traz um alento para o nosso coração da importância da população negra na construção do nosso país, mesmo com todas essas perdas do passado. E eu falo aqui também do Emicida, que tem um papel importantíssimo também na música popular brasileira, com músicas maravilhosas e denunciando muitos casos também que ele vivenciou, além das duas pessoas que você citou, a Djamila e o Silvio. É, Maricela, você entende que nós, enquanto sociedade, temos uma dívida histórica? Eu acredito que sim. Eu sei que as pessoas têm muitas ideias contrárias em relação a isso, mas como a população negra foi tão dilapidada, né, perdeu tantos direitos, até depois da abolição, que seria um momento propício para que essa população pudesse, então, ter direito a um pedaço de terra, ou ser integrada na sociedade, com trabalho, com educação, isso não aconteceu, infelizmente nós tivemos ali esse período em que houve a poluição e a população, então sem saber para onde ir, o que fazer, partindo para as periferias, para os morros, criando as favelas, sem condições de trabalho, sem condições de educação, ao negro não era permitido frequentar escolas, então há uma dívida social em relação a isso, que com certeza, na medida em que isso for sendo feito, então as cotas, as cotas nas empresas, as cotas nas universidades, isso vai trazer para a população brasileira muitos benefícios, eu acredito nisso, sabe Gabriel? Então, nós vamos ter uma população educada, capaz de ocupar cargos diferenciados, sem precisar transformar isso num caso quase que de polícia, como nós vimos aí o caso do curso para tremer, que uma loja resolveu promover e trouxe tanta polêmica, até se falou em racismo inverso, como se isso fosse possível. Sendo processada, né? sendo processada e a gente sabe que cargos de chefia, de direção você não vê, negros inexistem nessas posições embora existam negros preparados para assumi-las ou que precisem de um treinamento para assumi-las, porque a capacidade todos nós temos nós precisamos de oportunidade então há uma dívida e eu acredito que quem sabe nós teremos aí mais ações afirmativas para que essa população possa ser integrada no trabalho, na educação, na cultura. Isso vai trazer riqueza para o nosso país, muita riqueza, eu acredito. Para a gente poder encerrar, professora, como é que você enxerga um caminho? Claro que é algo a longo prazo nessa discussão. A gente está falando da abolição da escravidão em 1888, até hoje a gente vê casos. Então, a gente sabe que isso é a longo prazo. Mas agora, no presente, como mudar essa situação? Fazendo o que nós estamos realizando aqui, uma entrevista, uma conversa, explicar para as pessoas, mudança dos termos, os programas. Como é que a gente muda essa atual realidade para dar um passo importante? Olha, Gabriel, eu acredito que essa mudança Como o professor Silvio Almeida mesmo pontua muito bem Ela precisa acontecer nas estruturas da nossa sociedade Todas integradas, então, na educação, no direito, na economia Na questão da saúde A gente precisa trabalhar em conjunto Para que essas mudanças possam ser operacionalizadas No meu caso, eu sou professora, não sou historiadora, não sou antropóloga, mas na educação nós vemos que a necessidade de termos educadores que saibam trabalhar com as crianças desde as menores, essa questão do povo negro. A gente começa a estudar na escola que o negro foi escravo, mas o negro não foi escravo a vida toda, o negro foi escravizado. É muito diferente a gente ter uma abordagem falando sobre a trajetória do povo negro desde os seus primórdios e trazer a questão da escravidão, claro, uma coisa muito triste, mas não começou aí. Então, é muito importante, pensando na educação, que os professores tratem sobre isso na sala, abram espaços para essas discussões, claro, observando a faixa etária dos seus alunos, evidentemente, há muito material hoje para se falar sobre isso. Os próprios professores também buscarem fontes fidedignas para estudarem, pesquisarem mais sobre o assunto, a gente não precisa saber tudo, nem ninguém sabe tudo, mas o nosso dever é pesquisar e trazer isso para a sala de aula e interferir nos conflitos que tragam esse tipo de linguagem pejorativa e agressiva em relação às pessoas negras. Então, a gente vai construindo uma geração diferente, que entende as diferenças, que respeita e que sabe conviver sem que a gente precise, né, Gabriel, presenciar às vezes crianças pequenas já, reproduzindo esse tipo de vocabulário, esse tipo de linguagem. Então, é um trabalho que tem que ser feito em conjunto, com todas essas instâncias. Maristela dos Reis Gripe, doutora em estudos linguísticos, professora do curso de letras do Centro Universitário Internacional Uninter. Muito obrigado pelo tempo disponibilizado ao Câmara Total, por todas as explicações. e eu espero que você tenha plantado uma sementinha em todos os nossos telespectadores para mudança de hábito, de cultura, de fala, de termos, porque isso é importantíssimo para a gente dar um passo adiante e deixar o racismo de lado. Com certeza. Eu agradeço, Gabriel, a oportunidade e é muito bom saber que a gente tem um espaço para poder falar, para poder colocar aquilo que a gente estuda, aquilo que a gente analisa e observa, e que realmente seja uma sementinha, né? E que a gente tenha alegria aí e possa ver, estar presente para ver todas essas mudanças. Muito obrigada. Nós aqui agradecemos e as portas da TV Câmara Campinas sempre abertas a este tema e também a professora Maristela, que participou aqui do Câmara Total. Vamos fazer o seguinte, meio dia 32, Hora do Quadro na Ponta do Lápis, que hoje vai nos ajudar a fazer renegociação de dívidas. Olá, o quadro Na Ponta do Lápis está de volta aqui na tela da TV Câmara Campinas. E hoje nós temos uma pauta bastante interessante, especialmente para você que possui algum tipo de dívidas, né? A gente sabe que não é fácil, ainda mais nessa época de pandemia em que muitas vezes a renda ficou mais curta. E aí agora, como fazer para sair das dívidas, né? Por isso nós vamos conversar com o professor de finanças da PUC Campinas, o professor Eli Borochovicius, que está aqui ao meu lado, para a gente contar a respeito disso. foi uma grande armadilha também essa pandemia justamente por causa dessa dificuldade aí os serviços diminuíram, as vendas diminuíram e a renda do trabalhador ficou menor, né professor? É, as pessoas que tiveram que ficar um pouco mais em casa, a partir daí deixaram de consumir em função disso nós tivemos um arrefecimento da economia, portanto as empresas deixaram de vender Porque à medida que a empresa não vende, ela não precisa de funcionário, demite, o funcionário sem receita não compra, e aí está feita a desgraça econômica, porque de fato as pessoas começam a não ter receitas. E aí cria-se um grande problema, porque as contas não param de chegar. Eu não posso deixar de me alimentar, eu não posso deixar de pagar a conta de energia, eu não posso deixar de pagar a conta de água, de gás, mas quando eu não tenho receita em função de eu ter perdido a oportunidade de estar trabalhando, cria-se então o que a gente chama aí da necessidade de tomada de crédito no mercado. E aí muita gente se complica. E como fazer para se planejar para tentar sair dessa dívida? O que é possível para a pessoa que viu que está endividado, o que ela pode fazer? O melhor cenário seria tentar conversar com a pessoa para quem ela está devendo e chegar a um acordo? A primeira coisa que eu acho importante a gente dizer é que quando a gente tem uma dívida, não necessariamente essa dívida se tornou uma inadimplência. Então, a pessoa que está endividada significa que ela tomou o crédito e assumiu o compromisso de honrar essa dívida pagando para o credor. A partir do momento que ela não consegue mais fazer esse pagamento, é que ela se torna inadimplente e nós temos visto o crescimento da taxa de inadimplência. O que significa isso? Que as pessoas realmente pararam de honrar o seu compromisso, pararam de pagar as suas dívidas e aí então entraram num momento em que precisam começar a se preparar financeiramente para conseguir então adequar o seu orçamento a essa nova realidade que estão vivenciando. A primeira coisa que a gente costuma recomendar é que se faça um planejamento Eu preciso saber quais são as minhas dívidas O que é que eu estou devendo? E aí eu tenho as obrigações que são cíclicas Portanto, todos os meses isso acontece E eu tenho obrigações que não são cíclicas Todas elas podem depender ou não do meu nível de consumo Então, por exemplo, eu tenho ciclicamente o consumo de energia Todo mês eu preciso pagar a conta de energia Mas o valor dessa conta, ela depende do meu consumo Quanto mais eu consumir de energia, maior é o valor que vem do meu pagamento Água, a mesma coisa Então nesse caso, o que eu preciso entender é qual é o meu nível de consumo E a partir daí eu posso buscar então melhorar a forma como eu lido com esses recursos para reduzir a minha conta de energia, para reduzir essa minha conta de água, para reduzir todos esses gastos que eu tenho normalmente. Então a primeira coisa a fazer é entender quais são as minhas despesas, quais são os meus custos. É possível também a pessoa gerar receita de um lugar onde não está esperando? Por exemplo, aquele objeto que está parado em casa, ela pode vender? Isso daí também seria uma tática boa para ter uma receita maior? A primeira coisa é sempre entender onde é que está o gargalo, onde é que está o problema dos meus custos e despesas. Uma segunda etapa é a possibilidade de você ou aumentar a tua receita Ou eventualmente você substituir aquela receita que você tinha antes e agora não tem mais Daí o que eu posso fazer? Eu posso criar uma nova forma de trabalho E aí nesse caso eu começo a empreender Ou eu tenho também a opção de começar a me desfazer dos meus bens patrimoniais Eventualmente vendendo uma bicicleta, vendendo, por exemplo, algo que eu não esteja mais usando Como um freezer, uma geladeira adicional que eu havia adquirido Aquelas pessoas que, por exemplo, tem mais de um automóvel E nesse momento não estão utilizando, eventualmente se desfazer também desses bens É uma forma de obter uma receita para suprir essa necessidade temporária Eventualmente na falta de uma receita maior Agora, a pessoa também tem que, na hora de fazer essa estratégia de renegociação Claro, voltando nessa questão da negociação Ela também tem que prever alguns imprevistos, né? Porque de repente pode acontecer algum tipo de problema no caminho Você tem que fazer uma reforma na casa Ou você tem que levar o seu carro no mecânico Como que ela pode se prever disso? Ok, então a primeira coisa que a gente disse aqui Eu preciso entender as minhas contas A partir do momento que eu tenho todas as minhas contas alocadas na forma correta, no lugar correto, que eu entendi como é que funciona o meu dia a dia, eu consigo então fazer um planejamento daquilo que eu estou devendo. E aí sim, eu preciso entrar em contato com o meu credor e identificar qual é a taxa de juros que ele está aplicando, quanto de fato eu tenho a pagar e saber se eu tenho condições financeiras de arcar com essa responsabilidade. Então não adianta eu negociar com o meu credor sem conhecer como é que está hoje o meu orçamento. A partir do momento que eu consigo fazer um bom planejamento, eu identifico qual é o limite do que eu consigo pagar para cada um desses credores e entro numa negociação. E aí essa negociação precisa ser uma negociação honesta. Eu preciso dizer para o meu credor, olha, eu tenho esse valor aqui para pagar, porque senão eu começo a ter uma série de outras dificuldades. E eu preciso, então, considerar essas intempéries, os momentos que normalmente eu não considero. Então, existe a possibilidade de quebrar um carro e eu precisar de um mecânico. Eventualmente, pode acontecer um problema na casa, um vazamento. Eu posso ter, enfim, uma série de outros problemas não previstos. E aí é recomendável que a gente tenha pelo menos 10% daquilo que a gente tem como receita armazenados para suprir esses momentos que a gente não está esperando, que a gente não imagina que vai acontecer. Mesmo já endividado, o ideal é tentar guardar ainda assim um pouquinho do que você ganha. A ideia de estar endividado normalmente pressupõe que você está devendo dinheiro para alguém. Agora, se você não toma esse cuidado, talvez você comece a dever ainda mais E isso pode gerar um segundo problema Então, para aquelas pessoas que estão endividadas e forem negociar com o seu credor É preciso mostrar para o credor que você tem vontade de pagar Mostrando também para ele que você está tomando esse cuidado de ter uma reserva para evitar um mal maior Diferentemente do que muita gente pensa, o credor vai olhar isso com bons olhos Vai dizer, nossa, essa pessoa realmente está se planejando Essa pessoa está se preocupando para quitar a dívida Ela realmente tem uma noção do que está acontecendo com a vida dela E vai honrar esse compromisso que ela nesse momento está propondo junto a nós aqui, credores Então, particularmente entendo que o credor vai olhar com bons olhos e existe uma possibilidade de conseguir uma melhor negociação se houver esse planejamento antecipado. Agora, professor, a gente falava aí a respeito dos imprevistos, talvez. A única certeza que a gente tem é da morte, né? Mas a gente nunca espera isso. No caso da pessoa que está endividada, está negociando, ela morre, a dívida morre junto com ela ou fica? Olha, até onde eu sei, a dívida permanece com o falecido e ela vai para o espólio. Portanto, os herdeiros, eles são obrigados a honrar a dívida até o limite daquilo que ele tem colocado ali como herança. Se ultrapassar o valor, entendo eu, então, que a dívida continua com o falecido. Tá certo. O professor Eli Borochovicius, muito obrigado pelas informações e pelas dicas. E aqui a gente aprendeu um pouco mais a respeito de como sair dessas dívidas, né professor? Obrigado mais uma vez. Eu que agradeço a oportunidade de estar conversando com você, de estar conversando aí com todos os nossos telespectadores. E é muito importante a gente aprender a cuidar do nosso dinheiro para evitar esse mal maior. Sempre que possível, fazer um bom planejamento orçamentário e evitar entrar na inadimplência. Isso, e na próxima semana a gente volta com mais dicas para você, aqui mesmo, na Ponta do Lápis. Até lá! A medida provisória que amplia para até 40% a margem de concessão de crédito consignado para os segurados do INSS, o Instituto Nacional do Seguro Social, foi publicada recentemente no Diário Oficial da União e entenda a proposta para tentar movimentar a economia. Essa vitória sobre o aumento de margem é extremamente significativa para o nosso setor porque ela representa o pedido de mais de 130 milhões de aposentados e pensionistas que foram para as redes sociais pedir acesso a crédito barato durante a pandemia. Com essa medida, agora, o aposentado que já tinha ali o seu limite para crédito consignado todo tomado, ele pode ter mais 5% de margem no seu benefício. Isso representa duas vezes o valor do seu salário em crédito, pagando uma parcelinha pequenininha, que só representa 5% do salário dele. Fora que isso vai injetar na nossa economia mais de 30 bilhões vindo direto do setor privado. A nossa dica nesse momento é que os aposentados saiam de dívidas caras, como crédito pessoal, que chega a cobrar 25%, 30% de juros ao mês e venha para um crédito barato, que ele faça essa troca. E ressalta a importância dessa medida vir à lei. Se chegar em dezembro essa medida perder a eficácia, a gente vai ter um grande período de recessão. O nosso maior desafio aqui é mostrar para os parlamentares a função social do correspondente bancário, a função social desse movimento gigante do consignado, que é o movimento que leva, que dissemina crédito barato para quem precisa. O crédito consignado, ele não endivida, ele ajuda. O que endivida são os créditos que não têm regulamentação clara, como o crédito pessoal. Falando agora sobre a retomada dos setores, o mercado de flores e de plantas está conseguindo se recuperar, mesmo nesta pandemia, que já dura sete meses, com um aumento de 10% nas vendas, graças às pessoas. Você aí de casa que está comprando para enfeitar a sua casa, as varandas e também os jardins. O setor de flores e plantas ornamentais foi bastante impactado com a questão da quarentena. Porque logo nas primeiras semanas, a queda nas vendas chegou a atingir 90% de todo o volume produzido, porque simplesmente não havia mercado. e aí ao longo das semanas e dos meses o mercado foi retomando com o consumidor ficando mais tempo em casa, as pessoas trabalhando em casa elas começaram a cada vez mais deixar o seu ambiente mais bonito, mais alegre, mais colorido então começaram a comprar flores e plantas para ter em casa e isso ajudou aí ao longo dos meses o mercado ir começando a se recuperar Tanto é que, embora tenha fechado o primeiro semestre com uma queda de 10% a 15%, os meses de julho, agosto e setembro já mostraram uma recuperação mais sólida, com um crescimento até de 10% com relação ao ano passado. E toda a região de Olambra, os produtores e os demais elos da cadeia acabaram se adaptando a essa nova situação E trabalharam muito na divulgação dos seus produtos, na melhoria da apresentação, as vendas online, as entregas por delivery Então todo mundo começou a retomar para melhorar as suas vendas E para o mercado realmente poder voltar a uma situação completamente normal Aí agora o que falta é a retomada dos eventos, das festas, dos casamentos, que são as situações que utilizam mais, principalmente as flores de corte, que ainda continuam com uma demanda bastante reprimida. Bom, meio-dia e 47, nós vamos fazer o seguinte, mais um rápido intervalo e na volta as notícias do Legislativo com a Mina Abreu, tudo o que acontece de importante aqui na Câmara depois do intervalo. Meio dia e 52 Muito obrigado pela sua companhia E a audiência continue participando Aqui do Câmara Total Em nosso WhatsApp 978293776 97829 3776. Está assistindo ao programa? Mande uma foto ou vídeo para esse número de WhatsApp. Tem alguma pergunta, alguma dúvida, sugestão de tema, fique à vontade para enviar aqui para o nosso WhatsApp, que a gente conversa ao vivo aqui nesta terça-feira. E como o combinado, a Mina Abreu está de volta aos nossos estúdios. Nós começamos no Bom Dia com as notícias da Metrópole de Campinas, informando tudo o que aconteceu neste fim de semana e feriado na nossa cidade e agora com as notícias do Legislativo aqui da Câmara de Campinas, já que é uma semana que tem eventos aqui na casa, né? Boa tarde, Mirna. Boa tarde, Gabriel. Boa tarde aí de casa. E a discussão começa nesta quarta-feira com a terceira reunião extraordinária da Comissão de Direitos Humanos. Nesta quarta-feira, a partir das três horas da tarde, através do sistema de deliberação remota, aquele sistema em que a gente tem as reuniões todas online, em que o vereador pode presidir diretamente do plenário ou mesmo de onde ele estiver e todos ficam conectados neste debate. Amanhã é a vez aí de ouvir depoimentos sobre racismo e perseguição a testemunhas de racismo. Nesta reunião nós teremos a participação da deputada estadual Marcia Lia, que é da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa aqui do Estado de São Paulo. E ainda na reunião da comissão, nós teremos aí a indicação, a discussão da indicação da medalha Cônigo Milton Santana a Francisco Signorelli, que prestou um trabalho na luta e consolidação dos direitos humanos do município de Campinas. É importante lembrar, Gabriel, que você estava falando há pouco na sua entrevista ao vivo sobre essas questões e a gente tem, inclusive, Campinas, um setor que justamente trata o CEPIR, que trata desses casos de racismo e as pessoas, muitas vezes, que se colocam como testemunhas, fazem o boletim de ocorrência, justamente elas acabam sendo aí vítimas dessa própria denúncia e sendo perseguidas. Por isso, essa discussão aqui na Câmara Municipal. E é um tema importantíssimo, então, que vai ser discutido a partir das 3 horas da tarde. E acho que é importante a gente dizer, para quem está nos assistindo, apesar da pandemia, da quarentena, as reuniões das comissões, elas continuam acontecendo e sempre com transmissão da TV Câmara Campinas. Por isso que as pessoas precisam ficar sempre espertas aqui no Câmara Total, nas notícias do Legislativo da Mina, mas também no site da Câmara, no campinas.sp.leg.br, também dá para acompanhar a agenda do Legislativo e acompanhar durante a semana qual vai ser a reunião, qual o horário, o tema, os convidados. Então, precisa ficar atento nas duas coisas, aqui nas notícias do Legislativo, mas também no nosso site, que está aqui embaixo da sua tela, né? Isso mesmo, no campinas.sp.leg.br, você fica sabendo tudo o que acontece na Câmara Municipal. E como o Gabriel disse, a reunião desta quarta-feira será transmitida ao vivo pela TV Câmara Campinas, nos canais 11.3, 4 da NET, 9 da Vivo Fibra e também nas redes sociais, facebook.com.br tvcameracampinas ou ainda youtube.com.br tvcameracampinas. Lembrando que como é uma reunião pública, você que participa pode mandar a sua pergunta ou as suas sugestões através de dois e-mails. o e-mail da Câmara Municipal, que é o comunicacal.campinas.sp.leg.br e pelo WhatsApp da TV Câmara Campinas. 19978293776, olha aqui, o Gabriel abriu a tela. Olha a agenda que a gente falou ali, já está ali, a reunião extraordinária da Comissão Permanente de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania por meio do sistema de deliberação remota, então com todos os protocolos de segurança acontecendo amanhã, Então, a partir das 3 horas da tarde. Isso mesmo. E lembrando também que no site você acompanha todas as notícias. Você que passa aqui em frente à Câmara Municipal e a gente está na campanha Outubro Rosa, o nosso prédio também está rosa em homenagem e no sentido de mostrar que é preciso estar atento à saúde da mulher também, é o Legislativo participando. Exatamente. E restando dois minutinhos, Mina, para o horário leitoral gratuito que nós vamos passar agora Uma Hora da Tarde, foi divulgado já, as reuniões extraordinárias desta quinta-feira serão 12. 12 reuniões extraordinárias e muita discussão aqui em torno dos projetos. Nós temos aqui o projeto da última quinta-feira, que ficou na última reunião, ele não foi votado, ele volta a pauta na primeira reunião desta quinta-feira, que é o que trata daquele cartaz avisando sobre a adoção responsável em estabelecimentos. E depois nós temos aí vários projetos de lei, requerimentos, temos também projetos de decreto legislativo, depois temos aquele projeto enviado pelo Executivo que trata das queimadas, a proibição de queimadas em Campinas, um problema que está atingindo muitas cidades e aqui não é diferente, a gente já superou números de 2019, por isso dessa importante lei. e também o que institui a política municipal de enfrentamento dos impactos da mudança do clima e da poluição atmosférica. Então, são assuntos correlatos, mas aí a gente precisa de uma política para instituir quais são as ações para que nós também não venhamos a ser afetados pela poluição, sendo que Campinas é considerada uma cidade resiliente, que tem bons números aí para apresentar. Temos ainda o Dia Municipal dos Povos Indígenas e o programa de incentivo à implantação de jardins verticais na nossa cidade e ainda a campanha permanente de conscientização da depressão na infância e na adolescência. A gente veio aí de um setembro amarelo, a gente está vindo aí de um momento de pandemia, muitas crianças e adolescentes também sofrendo de depressão, assim como os adultos. E todos esses projetos as pessoas podem acompanhar a partir das 9 horas da manhã e aí acontecem as discussões dos projetos e também as votações. A partir das 9 nós temos o comunicado de vereadores, Gabriel. E o que é o comunicado de vereadores? É o momento em que cada vereador que fizer a sua inscrição tem até 5 minutos para falar sobre um tema livre. Então esse período vai das 9h às 9h30. E aí 9h30 que nós começamos com a discussão e votação dos projetos da pauta e eu detalho amanhã quais são esses projetos. Tá certo. Mina Abreu, muito obrigado pelas notícias do Legislativo. Você volta amanhã então com a Metrópole e mais informações aqui da Câmara, combinado? Combinado até amanhã. Tá certo. Então, muito obrigado, Amina Abreu, com as informações da Metrópole de Campinas I e agora com as informações do Legislativo com a pauta das reuniões extraordinárias. Câmara Total de volta, muito obrigado pela sua companhia e audiência. E hoje, no Universo Épico, nós vamos conferir o bate-papo sobre o primeiro filme que é realizado aqui, nacional, aqui no país, chamado Tração, que está sendo filmado em Campinas. O Universo Épico no ar e no programa de hoje, nós vamos bater um papo sobre cinema. E quem está aqui comigo, na telona, é o André. Tudo bem, André? Tudo bem, Chão. Como é que você está? Tudo jóia. O André, que é diretor, produtor, ator, roteirista, dá pra acumular tantas funções assim no cinema? Não é nem a pergunta, não é nem se dá, é uma necessidade, né? A gente acaba fazendo um pouco de tudo pra fazer a coisa acontecer, né? Então, realmente, esse filme que a gente tá produzindo agora, Ultração, que é o primeiro filme de ação sobre duas rodas brasileiras, né? Ele traz muito, inclusive, da minha vida Eu fui piloto de motocross na década de 90 Parei de competir em 2001, mais ou menos E depois, também na época, não trabalhava ainda com cinema Fui começar a trabalhar em 2010, 2011 Então é um momento que eu estou unindo não só as funções Todas essas funções de produtor, de diretor, de ator também Mas unindo duas paixões que eu sempre tive na vida Que foi motos e cinema Então está sendo um momento muito trabalhoso, mas gratificante. Gratificante demais poder estar juntando essas duas paixões nesse momento da minha vida. Estou bem feliz. E olha só, ele já adiantou aqui para a gente a produção dele, Tração. Então tem inspiração aí da sua própria vida, né? E conta um pouco da história. É, o Tração, ele é um filme de entretenimento Sem muitas pretensões de discursos sociais e tudo mais Embora ele tenha até uma camada de empoderamento feminino Da relação de amizade, de valores de família Mas é um filme de entretenimento realmente A gente tem uma proposta muito parecida com a do Velozes e Furiosos Só que com motos O Tração, ele conta a história de pilotos de motocross e de outras modalidades que são convidados para uma competição nova realizada por um milionário egocêntrico, que é o Di Mello, personagem do Nelson Freitas, que inclusive a gente vai criar uma competição no filme, é quase que uma prova de revezamento virtual, envolvendo cinco categorias, freestyle, motocross, motovelocidade, motocross, supercross e supermoto. Então imagina que cada categoria e o piloto que passar primeiro na linha de chegada, ele desce correndo da moto, aperta a cor da sua equipe numa tela touchscreen, que ativa automaticamente a largada em outro circuito, em outro lugar. E da mesma forma, depois do motocross, o cara passa, aperta a tela, ativa a largada no supercross, depois da motovelocidade. Então a gente criou essa competição unindo essas cinco modalidades, inclusive há possibilidade de a gente realizar esse evento de verdade próximo ao lançamento do filme, ano que vem, a gente está conversando com a CBM, que é a Confederação Brasileira do Motociclismo, que está nos apoiando também, enfim, eles vão para essa competição vencem essa competição e depois acabam caindo numa cilada e tem que entrar numa corrida contra o tempo para se safar eu não posso falar muito porque são coisas novas que a gente traz na narrativa e para um diretor comentar sobre a história fica um pouco pesado, soa muito como spoiler, mas eu garanto que tem um pouco de suspense, tem muita cena de ação, tem muita perseguição a gente está rodando mais de 50% do filme na região de Campinas a equipe técnica e a parte de produção na sua maioria é da região de Campinas, o elenco na sua maior parte é do Rio e São Paulo a gente tem nomes aí como Marcos Pasquim Maurício Meirelles, Nelson Freitas, André Ramiro Paola Rodrigues, Bruno Nautieri, tem Fiuk, tem Duda Nagli, eu faço uma participação também como ator e muito mais gente. A gente conta, inclusive, com a participação de alguns atores e figuração aqui da região de Campinas também. Como é que você conseguiu reunir toda essa galera aí e eles apostarem nessa ideia, embarcarem nesse projeto? Michel, isso que me deixou mais fascinado ainda pelo filme, porque Porque eu meio que, a gente entrou nesse projeto, na parte de começar a escrever roteiro e de produção, no final de 2018. Depois eu entrei na produção do Máscaras, que foi meu primeiro longa, que a gente rodou em janeiro de 2019. Em seguida, a gente já tinha um outro roteiro pronto para rodar, que é o Amor, Confusão e Amor, que a gente rodou em julho de 2019. E esse projeto foi caminhando em paralelo. E na minha experiência de produção, principalmente de longas metragens, eu nunca vi um projeto fluir tão organicamente como esse. tanto na parte de captação de patrocínio, de conseguir fechar equipe técnica e fechar elenco. Por quê? Ele tem uma essência na história que atrai muita atenção. É o primeiro filme desse tipo, não existe nada desse tipo no Brasil com certeza, mas talvez na América Latina. Nos Estados Unidos eu sei que tem pelo menos uns dois filmes que retratam um pouco desse universo do motocross, mas nada muito direto igual a gente está fazendo, vivendo o cotidiano desses pilotos, incluindo uma narrativa paralela que inclui, que traz um pouco também de não de ação, mas de intriga ele é muito inspirado nos heist movies ele é um heist movie, ele é um filme de perseguição, então envolve um assalto envolve um conflito a ser resolvido um perigo iminente então traz isso, e todo mundo que eu apresentava tanto pro projeto quanto pro elenco pra ler o roteiro o pessoal se apaixonava não teve nenhuma pessoa que não quis participar, tanto da parte da iniciativa privada de patrocínio e que inclusive a gente fechou com verba direta, são apoios diretos, a gente não está em nenhuma lei de incentivo, fundo setorial do audiovisual, nada. São empresas que realmente colocaram a mão no bolso e investiram no projeto porque viram o potencial que ele tinha. E de fato ele tem um potencial de sucesso de público muito forte, mas comercial também. E dá uma garantia para quem está entrando, tanto os patrocinadores quanto o elenco. Porque o elenco é muito forte, o tema é inovador, é um um filme de perseguição, de ação, então a gente tem certeza que o sucesso está mais do que garantido. Estamos ansiosos aí só para poder rodar, a gente ia começar a gravar em março, daí veio essa pandemia, uma semana antes da primeira diária, se instaurou a quarentena no mundo, então a gente não teve muito o que fazer, conseguiu só retomar agora a produção em julho, ainda com muita dificuldade de conseguir locações, ainda com muita dificuldade de conseguir juntar todo mundo, a gente teve que substituir algumas pessoas da equipe por conta de ser grupo de risco. Então, a gente começou em Santa Catarina, que tinha uma flexibilização um pouco mais avançada que aqui, no finalzinho de julho, mas ainda assim com custos adicionais que a gente não contava. A gente teve que fretar um ônibus para 15 pessoas, porque tinha que ter um espaçamento, só uma pessoa por fileira. Então, para transportar equipe, álcool gel, teste, a gente está testando todos os atores, são custos adicionais que a gente não contava antes. A pandemia, a quarentena, o vírus, ele encareceu o filme? Demais, demais. E para uma produção independente que já meio que agonizava por conta de recursos financeiros, porque cinema é dinheiro, é uma arte pragmática e tecnológica, então ela envolve um investimento, envolve recursos, senão você não realiza. Então, para uma produção independente, a gente teve um impacto muito forte. Foi difícil conseguir manter a produção unida para conseguir rodar agora, não vou dizer pós-pandemia, mas agora que a gente tem uma flexibilidade de poder estar trabalhando. Então, foi muita coisa que foi feita à distância, de pré-produção mesmo. Foi uma experiência muito difícil, acho que para todos, para o mundo inteiro tem sido. André, qual é o custo do filme? Quanto ele está chegando hoje? A gente tem um orçamento real, e tem um orçamento prático. O orçamento real dele é de R$ 2.800.000. Muita coisa a gente tem conseguido na parceria, graças a Deus. Inclusive até da parte de equipamentos mesmo. É um filme que envolve câmera car, que é uma X1 com uma gru em cima, com uma Red e um Ronin. São equipamentos caríssimos. A diária dele é muito cara. Então, a gente tem conseguido assim, por fases. Agora, por exemplo, a gente está numa semana de pré-produção para a semana seguinte que a gente filma em Penha, Santa Catarina, Na abertura do Campeonato Brasileiro de Motocross Então a gente capta recursos Fecha toda a produção pra semana seguinte Terminou bem, a gente começa a captar de novo Pra voltar pra Campinas Pra filmar as cenas de perseguição E por aí vai E como é um filme que envolve muitas competições A gente depende também de um calendário Desses eventos E os eventos de público em pé Eles estão um pouco mais restritos agora Então por isso que a gente vai pra Santa Catarina Não tem nada acontecendo em nenhum outro lugar Na parte de competições de moto Então a gente vai lá, filma essa cena do filme lá e fica aguardando as outras, de moto-velocidade, de freestyle. Então assim, a gente tem dançado com a maré, de acordo com a maré, com o maremoto. Está sendo bem complicado, mas a gente está conseguindo. Está conseguindo realizar e assim, acima de tudo, com muita qualidade, que é o que importa. Então a gente, no tripé do cinema, que a gente sempre fala, tem tempo, qualidade e dinheiro. Quando você não tem dinheiro, você tem que ter tempo, né? Quando você tem dinheiro, você consegue fazer as coisas mais rápidas, né? Então, o que a gente tinha para entregar, a ideia era estrear o filme em maio, o filme do ano que vem, talvez atrás, uns dois, três meses, mas a gente entrega em 2021. Esse seu novo projeto é um projeto mais ousado, né? Do ponto de vista da dificuldade, né? Tanto de valor de orçamento, quanto elenco, locações, equipamentos. Então, qual que é o desafio? Porque você vem de um projeto... Era um romance, né? Era uma coisa mais tranquila. É, o meu primeiro longa, o nosso primeiro longa, o Máscaras, ele era um suspense psicológico. Ele se passava todo em uma locação. A gente filmou em 16 diárias numa chácara em Limeira. Então, assim, é um projeto mais compacto, né? Muito, infinitamente mais em braços baratos, né? Então, muito mais fácil de realizar. O Amor Confuso Amor também teve um formato muito parecido. Ele era um pouco mais complexo, assim, de estrutura, né? A gente voltou no Clara Resort, em Ibiúna, também com poucas locações. Além do próprio hotel, a gente teve uma borracharia, um hospital, no máximo quatro ou cinco locações, né? Ele já era um pouco maior, mas também um projeto muito compacto. O tração, não. Ele é uma superprodução, né? Se não nos recursos, pelo menos no formato. Então, ele exige uma... ele é mais rebuscado, né? Até de valor de produção mesmo. Então, assim, eu concordo que ele é um projeto ousado, né? Mas graças, inclusive, à minha experiência no mundo do motociclismo, né? Eu tinha muitos contatos, o que me deu um pouco mais de segurança e porta se abrindo, inclusive, para negociar com algumas empresas do meio. A gente tem patrocínios do segmento, por exemplo, por exemplo, da Honda, Motos do Brasil, tem da Burig Pneus, que fabrica pneus para off-road e para motocross, tem da Protorque, que é a maior empresa de motopeças da América Latina. Então, a gente conseguiu atrair a atenção dessa iniciativa, dessas iniciativas privadas do segmento do motociclismo. E não só, né? Fora do motociclismo também, a gente fechou com o Raivos Energético, com o Hugo Pietro Vinhos, a Miura Investimentos, que é uma empresa local aqui de Campinas, na qual, inclusive, a gente filmou uma cena no estabelecimento deles, também acreditou no projeto, então a gente tem, como eu te falei, ele atrai muita atenção, ele tem muito potencial. Até hoje, a gente continua captando, fazendo fase a fase, mas eu não encontrei ninguém que não quisesse, foram poucas negativas das propostas que a gente enviou para todo mundo. O pessoal quer estar no projeto de alguma forma, E quando não consegue, de acordo com o que a gente oferece, você percebe que a pessoa fica muito sentida. A empresa quer estar junto, quer estar associando a marca dela ao tema, à narrativa e também aos nomes, que são nomes consagrados que a gente conseguiu juntar. E esses nomes viram ali sim, o elenco principalmente, viram ali sim o potencial de explorar o seu lado artístico, de trabalhar numa narrativa diferente. então, quando tem essência a coisa acontece, a gente tá acreditando muito, é uma história boa, é um tema bom então vai fluir organicamente a gente tá lutando, lógico, com todas essas questões de pandemia que encarecem muito mais o projeto, mas ele tá fluindo muito bem tá fluindo muito bem André, quando você como produtor, como diretor como o master envolvido no projeto planeja desde o roteiro desde as locações, as gravações, as filmagens. Você já planeja a distribuição, as sessões lá na frente ou não? São por partes, né? Primeiro a gente faz, filma e depois que a gente começa a pensar na distribuição ou não? Porque assim, você já pensa no futuro dessa sessão? Como é que vai ser? É, nos dois primeiros filmes, eles eram mais autorais, vamos dizer assim, né? Eu não gosto muito do termo comercial, mas eram projetos mais conceituais, o Máscaras e o Confuso Amor, né? Então, a ideia foi fazer rodar, a gente vai rodar e depois ir para festival. O Tração, não. O Tração, pelo próprio formato e pelo elenco, por esse potencial mercadológico que ele tem, de marketing mesmo, a gente já teve algumas, não propostas, mas a gente já sabe de algumas distribuidoras que estão interessadas em estar colocando o filme em cinema. Esse inevitável, ele vai para cinema e depois a gente vai jogar para streaming. A distribuição de cinema, a gente não fechou nada ainda. A parte de streaming, há uma tendência de que ele vá para Globoplay. Por quê? Porque a maioria do elenco é da casa. A gente tem Nelson Freitas, da Globo, Pasquim, o próprio Fiuk, André Ramiro, que estava fazendo uma aleação. enfim, como a boa parte do elenco já é associado à marca Globo, então existe essa tendência. Mas a gente não tem ainda contrato assinado com nenhuma distribuição, até pelo formato. O nosso cronograma não é de pré-produção, produção, pós-produção e distribuição. A gente não tem um projeto que foi vinculado a um edital ou a uma investidora só, então é um projeto independente. A gente fez com esses recursos de empresas, de iniciativa privada e de parcerias com profissionais também, Tanto da parte técnica quanto do elenco, todos ali estão no projeto juntos, não entrou num projeto fechado. Então isso está muito aberto ainda, Michel, mas existe essa tendência. Para cinema a gente tem certeza que vai. A gente já tem três empresas, eu prefiro não falar aqui as distribuidoras, até para não dar um conflito de interesse, mas tem três distribuidoras significativas aqui do Brasil já interessadas em estar distribuindo o filme. Que legal, eu tô torcendo, né? Porque eu quero ver o filme. Já me interessei pela história, né? Pela narrativa. E deixa eu te perguntar, sempre quando eu entrevisto um... Faço aqui uma entrevista com um escritor, né? A gente sempre conversa a questão do e-book e a questão do livro físico. E no mercado de cinema não é diferente, né? Porque o que a gente acabou de comentar aqui é a questão do filme ir pras telonas e ir pras telinhas em casa, que é o serviço de streaming. Quando um produtor, ele pensa num projeto, porque é um negócio, você vai vender esse projeto, né? Então, como é que tá esse mercado, né? Os produtores estão migrando ou não? Como é que tá a evolução de produção de conteúdo, né, de filmes, tanto pro streaming quanto pras telonas, né? Você acha que a balança ainda tá mais pras telonas, isso vai equalizar? Como é que a gente vai ver esse mercado futuro? A gente já vinha numa tendência de alguns produtos irem para o streaming. Inclusive, você vê Roma, do Afonso. Ele foi feito diretamente pela Netflix, para a Netflix, embora tenha concorrido ao Oscar. Ele foi para o cinema depois. É uma situação atípica. Vários outros filmes, inclusive, até o Scorsese tem trabalhado dessa forma. captar o dinheiro direto da Netflix para poder realizar o seu projeto. E geralmente são projetos um pouco mais pessoais. O cinema, além do romantismo, ele ainda traz um pedigree muito forte para o filme. Quando você vai para a sala de cinema, você tem uma margem de negociação com o streaming depois muito forte. Você tem uma credibilidade maior até para a venda do produto. Então é inevitável que se você correr a linha útil do filme de uma forma conservadora, que é ir para cinema, antes a gente não tinha streaming, depois ia para canal direto ou VHS, que nem existe mais. Mas ir para cinema e depois ir para streaming ou canal fechado ou aberto, a tendência é, como o produtor fala, é você conseguir lucrar mais. Agora a gente vive um momento muito atípico, que quebrou todos os paradigmas de tendências de mercado de prateleira de produtos, que foi a pandemia, então isso está gerando uma insegurança muito grande de quando de fato, embora mesmo que os cinemas voltem a abrir ou que tenha uma vacina em breve, se Deus quiser, a gente não sabe como o público vai se cortar, mesmo com as portas abertas dos cinemas, se o pessoal vai realmente, se eles vão ter coragem, embora eu particularmente acredite que isso volta ao normal muito rápido, eu acho que janeiro, fevereiro as coisas devem estar um pouco mais estabilizadas, independente de vacina ou não, porque existe uma agonia nas pessoas em voltarem a essa vida normal. Existe uma euforia em querer essa vida normal de volta. Mas eu não consigo te precisar se o cinema volta com um investimento muito forte até janeiro, fevereiro. O nosso filme, Ultração especificamente, a gente pretende lançar em agosto, setembro do ano que vem. Até lá, com certeza, as coisas estão bem melhores. então já tem uma segurança para esse produto especificamente a gente está mais tranquilo então a ideia sim é correr por linhas tradicionais, conservadoras cinema, depois streaming ou tentar negociar com algum canal fechado ter uma vida útil um pouco mais extensa, o problema do streaming existem vários tipos de negociação mas uma vez que você entrega o filme por streaming, ele fica 5 anos lá para quem quiser ver então é muito bom para quem está formando o teu currículo, teu nome a sua identidade artística, mas comercialmente não é tão interessante. Então o ideal é sempre ir para cinema primeiro. E pelo romantismo também, como eu falei. Todo diretor, produtor quer ver o seu filme em uma sala de cinema, com uma fila de pessoas lá querendo assistir o seu filme. Independente do streaming ou as telonas, a gente vai assistir, a gente vai acompanhar. Exatamente, exatamente. André, e como é que o pessoal faz para acompanhar os bastidores? Tem aí algum perfil nas redes sociais para que eles possam acompanhar esse processo de filmagem e ficar esperto quanto o lançamento, acompanhar de pertinho um primeiro trailer, um primeiro teaser? Inclusive, a gente está para soltar agora o primeiro teaser. A gente gravou uma cena muito peculiar no filme, que é um salto. Como o vídeo vazou, eu não tenho problema nenhum em falar. Que é um salto, um penhasco, num certo momento da perseguição do filme. E essa cena foi feita a semana passada, ou retrasada, exatamente igual a nossa pelo Tom Cruise, no Missão Impossível 7. Ah, eu vi essa cena. Eu vi. Então, a gente tem uma cena idêntica. Só que a gente gravou três meses atrás. Idêntica. Lógico, com outro tipo de produção, mas a cena é muito, muito parecida. então a gente vai soltar o teaser justamente com essa cena pra mostrar o que nós fizemos primeiro ninguém copiou Missão Impossível se alguém copiou alguém aqui, foi o Mr. Tom e tira uma dúvida, lá foi o próprio Tom, né, ele costuma fazer as cenas dele, né e sem dublê no caso aí no tração, como é que foi, né foi dublê ou foi o ator? essa é uma característica do nosso filme que a gente não tem CGI, não está usando efeitos especiais em nenhum momento. O que estivesse sendo feito pelas motos no filme, foram feitos de verdade. Essa cena no penhasco foi feita pelo Gabriel Lott, que é o melhor Basejumper do mundo hoje, no sentido, ele foi campeão mundial duas vezes de Basejump. A gente filmou em Urubici, em Santa Catarina, num cânion do Espraiado, lá, um lugar maravilhoso. E foi feita de verdade, ele soltou da moto com paraquedas, a moto também tinha paraquedas, e foi feito real. então a gente ficou até impressionado com a coincidência de depois de uma franquia gigante como Missão Impossível depois de seis Missões Impossíveis ele no sétimo, ele teve todo esse tempo pra fazer, fazer justamente três meses depois o nosso, existe pelo menos uma tendência narrativa e conceitual que dá uma segurança também pra gente, queira ou não mas voltando, a gente vai soltar um teaser com essas cenas e quem quiser acompanhar os bastidores esse comando filme, a gente tem uma conta no Instagram e no Face, uma página no Face, no Instagram é arroba tracal, que é do tração, né, tracal o filme, e a página no Face também é tracal o filme, tração o filme, sem o C Cedilha e sem o tio. E quem quiser me acompanhar também como diretor, eu vou fazer o meu jabá aqui. Claro. Arroba André Luiz, com S, André Luiz Real. Fechou. Gente, anotou, né? Tudo anotadinho para não perder esse teaser. E olha só, André, muito obrigado pela participação e dividir esse projeto seu. E sempre que tiver novidades, olha, liga para a gente, que a gente tem a honra de trazer aqui para o pessoal do Universo Época. Imagina, eu que agradeço mais uma vez, Michel, a oportunidade de estar falando de mais um projeto, que realmente é importante essa janela, essa oportunidade que você dá para a gente, que o nosso cinema, independente, ele depende muito disso, desse tipo de contato e de parceria pra estar divulgando e dar uma credibilidade muito grande pra gente poder estar aqui falando contigo, discutindo o formato do projeto que como eu te disse, a gente ainda está captando ainda está realizando, vai até dezembro pelo menos filmando e produzindo, então obrigado mais uma vez, eu que agradeço imagina, valeu, um abraço e olha só, ponto final no Universo Épico, semana que vem tem mais tchau Muito obrigado, Michel Amorim, e também ao André. Parabéns aí pelo filme Tração, todo mundo ansioso aí para esta estreia. Vamos continuar falando agora de saúde e o assunto é prevenção ao câncer de mama, já que estamos neste mês especial, que é o Outubro Rosa. Saúde à vida! Olá, estou na área para falar de um assunto bastante importante, câncer de mama. Você mulher tem esse cuidado? Tem que cuidar da nossa saúde sempre, hein? Olha, outubro, outubro rosa, é o mês para a gente debater esse assunto. E é claro que o nosso quadro não fica de fora. Por isso que a gente vai conversar com o doutor Idam, que está lá no Hospital do Amor. Tudo bem, doutor? Seja bem-vindo! Olá, André. Muito obrigado pelo convite. É uma honra estar com vocês. Isso mesmo, outubro, precisamos conversar muito sobre câncer de mama para conscientizar todas as mulheres da importância da prevenção e diagnóstico precoce dos cânceres de mama. Agora, o senhor já falou do assunto bastante importante que eu quero começar por aí, doutor, sobre o diagnóstico precoce, né? Em casa mesmo, a mulher já tem que se preocupar com a saúde, com os altos cuidados dela? Bom, o que nós precisamos entender? Que o câncer de mama, ele é um problema de saúde pública mundial, né? com números alarmantes em todo o mundo. No Brasil, 66 mil novos casos anualmente. E por muitos anos, acreditávamos que o autoexame, ele era fundamental para o diagnóstico precoce do câncer de mama, para a detecção precoce do câncer de mama. Entretanto, ao longo dos anos, nós não encontramos esse benefício, de forma que o autoexame, ele não substitui o exame de mamografia. Assim, quando nós estamos falando de prevenção ao câncer de mama e detecção precoce, nós nos referimos principalmente à utilização do rastreamento mamográfico, ou seja, a realização do exame de mamografia de forma regular para que assim a mulher possa ter o benefício desse diagnóstico precoce. É claro, o autoexame é importante? Sim. Porque às vezes ela anota um carocinho também, né, doutor? Isso. Uma forma dela se conhecer, conhecer seu corpo, para que assim que notar alguma alteração, procure o atendimento médico o mais rápido possível. Mas, novamente, o autoexame não substitui o exame. Não é suficiente e não substitui a mamografia nem a ultrassonografia, né? Por isso que é importante, então, a visita regular, né, doutor? Isso. A ultrassonografia tem um papel complementar ao exame de mamografia em algumas situações. Então, se a paciente faz o exame de mamografia e nesse exame é encontrada alguma alteração que precise de investigação, às vezes a ultrassom se faz necessária como método complementar. De forma que o exame de mamografia isolado, ele tem o seu benefício como essa detecção precoce ao câncer de mama. Agora, o doutor, o senhor falou em prevenção. Tem como prevenir essa doença? Então, nós podemos dividir a prevenção de duas formas. A prevenção primária e a prevenção secundária. Quando nós estamos falando de prevenção primária, a gente quer tirar do nosso dia a dia alguns fatores de risco para a doença. Por exemplo, obesidade, sedentarismo, uma alimentação ruim, fatores hormonais, como a utilização de reposição hormonal. Então, a gente precisa combater esses fatores. Doutor, o senhor falou bastante da alimentação, da qualidade de vida, do exercício físico. Então, no decorrer da vida, a mulher também tem que tomar cuidado com a qualidade de vida que ela anda escolhendo, né? Com certeza, André Como eu disse, esses hábitos saudáveis Eles podem reduzir até 30% as chances de desenvolver câncer de mama E é claro, não só câncer de mama, né? Outros tipos de câncer, também doença cardiovascular e vários outros Então, assim, hábitos saudáveis São extremamente importantes para a prevenção de diversas doenças Quem teve câncer de mama na família tem que prestar ainda mais atenção com a própria saúde? Nós sabemos que o risco para essa mulher que tem algum familiar, ele é maior principalmente quando o familiar acometido é um parente de primeiro grau. Ou seja, mãe, irmã e filha. Agora, parentes de segundo grau, como tia, avó, esse risco é um pouco menor. Então, ter câncer de mama na família significa que a mulher vai representar também? Não, mas ela tem esse risco aumentado e que precisa fazer um acompanhamento algumas vezes de forma diferenciada. E aí essas mulheres principalmente precisam adotar um bom estilo de vida, estar longe dos fatores de risco para o câncer de mama. O cigarro, o álcool também podem ser fatores de risco, doutor? O cigarro ainda permanece muito controverso, a associação entre câncer de mama e o tabagismo. Entretanto, a gente já sabe que ele não faz nada de bem, né? Ele está associado a outros tipos de doenças, como o pulmão. Então, não é porque não causa câncer de mama que... Que não vai causar nada. Aliás, é um veneno, viu, gente? Quem fuma, ó, hora de parar, né, doutor? A gente tem que se... Já o alcoolismo, não. O alcoolismo, ele tem associação com o desenvolvimento do câncer de mama, né? Ele aumenta esse risco de desenvolvimento da doença. Doutor, é mulher que já foi diagnosticada com câncer. Como é que é esse caminhamento? Como é que é o tratamento? Porque no primeiro momento parece que a paciente recebe uma notícia e entra em choque, entra em um estado de muita preocupação, claro que é uma doença grave. Como é que é esse caminhamento dessa mulher? É, a paciente recebe o diagnóstico e muitas vezes ela entende como uma sentença, uma condenação, e não é nada disso. Naquele momento do diagnóstico o mundo desaba, ela perde o chão, porque tem muito vínculo ainda, câncer e morte, e essa é uma verdade. Há mitos envolvidos nesse sentido, de que câncer significa morte, e a gente precisa trabalhar para que isso possa ser quebrado, esses mitos possam ser desfeitos. Então, não é uma condenação, não é uma sentença, não é um castigo e não significa óbito. No caso do tratamento de câncer de mama, em específico, esse tratamento é feito em uma equipe multidisciplinar, que vai envolver o cirurginólogo, cirurgiões, o médico oncologista, radioterapeuta, fisioterapeuta, nutricionista, psicólogo, enfermeiro, técnico de enfermagem. Então, é uma grande equipe, radiologista. O doutor, então é uma gama de profissionais, o senhor falou de psicóloga, outros profissionais também, outros especialistas que amparam essa mulher para que ela consiga realmente encarar e enfrentar essa doença, né? Isso mesmo, porque a gente sabe que o tratamento às vezes não é nada fácil. Então, a mulher precisa desse suporte, desse suporte da equipe envolvida, é claro, suporte de familiares e amigos, e não enxergar também, o que a gente precisa mencionar, é que a mulher não pode ser vista como alma doente, uma incapacitada, uma limitada. Muitas vezes a família passa a enxergar aquela mulher desta forma. Não, ela precisa de ajuda, apoio na medida do necessário. Mas muitas das vezes ela não encontra-se incapacitada. Então, essa rede de suporte, essa rede de apoio à mulher durante o tratamento, ela é muito importante para que esse tratamento ele possa ser o mais brando possível. O doutor, a senhora falou também de uma questão, a cirurgia, né? Em que casos que ela é feita? O tratamento cirúrgico ainda, ele é feito na grande maioria das pacientes, né? Ele é um tratamento padrão. Agora, o que pode diferenciar em qual fase ele é feito? Algumas vezes nós podemos fazer a quimioterapia antes da cirurgia ou fazer a cirurgia antes da quimioterapia. Então, isso pode variar de caso a caso. E um outro mito bastante presente nas mulheres é tem câncer de mama, vou fazer mastectomia. Ou seja, tenho câncer de mama, perdi minha mama. Isso não é verdade. Eu acho que é isso que mais afeta, né, doutor? Isso que mais afeta o consciente, assim, das mulheres, que é ficar sem a mama, ficar sem o seio, né? E isso é um mito que não é, né, doutor? Não é verdade. É, e esse mito é muito difundido, né? Hoje, nós já temos diversas técnicas cirúrgicas disponíveis. Nós temos a cirurgia conservadora, que retira só uma parte do tumor e a parte ao redor. Nós temos algumas técnicas oncoplásticas. O que é isso? técnicas para garantir o melhor resultado estético da cirurgia, mas, em alguns casos, a mastectomia se faz necessária. E nesses casos, dependendo da condição clínica da paciente, pode ser feita a reconstrução mamária. O que é reconstruir? É colocar naquele local de mama retirada uma prótese ou algum tecido, como uma parte do músculo, para cobrir aquela área e fazer uma nova mama para que não afete a qualidade de vida desse paciente. Agora, quando a gente fala em mitos, em fake news, em notícias que não são verídicas, a gente tem que tomar muito cuidado, né, doutor? Porque a gente está falando da saúde, né? Então, a gente até acaba afastando as pessoas de uma consulta médica, de um tratamento, por conta de mentira. Então, é bastante tomar cuidado e sempre procurar a orientação médica. Tem dúvida, procure o médico, né, doutor? Não acredite em mitos, né? Porque pode realmente retardar o tratamento. É, e a gente vê agora, principalmente no Outubro Rosa, diversos mitos sendo espalhados pelas redes sociais. E isso, algumas pacientes acreditam e, consequentemente, estão sendo impactadas de forma negativa na sua saúde. Então, a gente precisa ter muito cuidado com tudo o que lê, vê, ouve na internet, né? Nem sempre isso é uma verdade. Na dúvida, consulte um médico especialista, ele vai poder te orientar da melhor forma. Agora eu tenho uma dúvida também a respeito disso. Quem já teve câncer, a mulher que já teve o câncer, já passou pelo tratamento, pode vir a ter de novo? Bom, André, como qualquer outro tipo de câncer, há esse risco da doença voltar a ter uma recidiva ao longo do seguimento. Porém, nós evoluímos muito em técnicas cirúrgicas, em tratamento sistêmico E isso fez com que as mulheres ganhassem em termos de sobrevida, diminuindo esses riscos de recidiva E é claro que a mulher, durante e após o tratamento, ela precisa desempenhar alguns papéis para diminuir essas chances Ela precisa ter o peso adequado, manter uma alimentação saudável, porque isso já está bem documentado que sedentarismo e obesidade impactam negativamente no câncer de mama. Tanto no risco de recidiva, aumentando as chances de recidiva. Então, cuidado aí com os seus hábitos. Agora, doutor, é uma doença que se for diagnosticada precocemente, se o tratamento for correto, ela tem cura? Isso, o diagnóstico precoce, e aí nos mostra que mais de 95% dessas pacientes não estão vivas Então, é esse o nosso ponto no outubro rosa Conscientizar as mulheres da importância do exame de mamografia Ah, estamos em pandemia? Estamos Precisamos ter cautela para a realização desses exames? Precisamos Mamografia não é somente no outubro rosa. Prevenção com câncer de mama não é somente no outubro rosa. É o ano inteiro, hein, gente? Presta atenção com a sua saúde, hein? Fica de olho. Agora, doutor, vamos falar um pouquinho do hospital... Isso mesmo, o ano todo a mulher tem que estar atenta. Vamos falar um pouquinho do Hospital do Amor, né? Uma unidade bastante importante, uma conquista aqui para toda a população, né, doutor? Como é que funciona o trabalho desse hospital, dessa unidade de saúde? O Hospital de Amor Campinas, ele realiza o rastreamento, os exames de mamografia, os exames de Papa Nicolau para a população feminina e as mulheres precisam ter consciência da importância desses exames. a cuidar da saúde, a unidade está disposta, a unidade está à disposição das mulheres de Campinas e infelizmente o que a gente vem observando é a baixa adesão dessas mulheres à realização do exame de mamografia. O que até surpreende, né, doutor? Porque é um serviço de alta qualidade, eu falei que é uma conquista, mas poucas mulheres estão procurando um serviço como esse que está à disposição. Infelizmente, poucas mulheres procuram a nossa unidade para realizar os exames preventivos, para realizar a mamografia e precisa ser divulgado, né? A mulher precisa divulgar a sua amiga, vizinha, chamá-la para realizar o exame. Nós da Instituição Hospital de Amor recomendamos iniciar a mamografia aos 40 anos de idade, como forma de rastreamento. Dos 40 aos 49 anos, essa mamografia deve ser realizada anualmente. Dos 50 aos 69 anos de idade, mamografia a cada dois anos. Então, a mulher precisa ter essa consciência, precisa estar atenta à saúde das suas mamas. A gente sabe que a correria, o estresse, tudo acontece, tudo na hora. Às vezes a mulher tem que cuidar dos filhos, da casa, da carreira, mas ela tem que tirar pelo menos um dia para ela no calendário, para se cuidar, né? Isso é fundamental. E aí, o Outubro Rosa chama a atenção, né? outubro rosa, vem lembrar a mulher da importância do exame de mamografia, mas a gente não pode ficar restrito ao mês os exames devem ser ao ano todo. Agora, as pessoas que quiserem contar com a ajuda, as mulheres que quiserem contar com a ajuda do Hospital do Amor elas tem que ser encaminhadas ou elas podem ir diretamente à unidade? Na unidade na unidade de Campinas as unidades básicas de saúde, elas Tem esse contato com a nossa unidade especial de amor de Campinas. E também é só entrar em contato telefônico, ir até a unidade, tirar todas as dúvidas. Todos vão estar sempre à disposição para a realização desses exames. Então, assim, não tem desculpa. Não tem desculpa mesmo, né, doutor? Não tem como falar, não tem onde ir. Tem que se cuidar, tem que gostar de si próprio primeiro, né, doutor? Se colocar em primeiro lugar. Tem. A nossa unidade está totalmente à disposição das mulheres. Então, a mulher que se ama, ela tem que se cuidar. E fazer a mamografia é um ato de amor. Ah, eu não vou fazer porque eu não tenho tempo, eu não vou fazer porque eu tenho que cuidar dos meus filhos. Mas, para que isso tudo possa ser feito, a mulher tem que se cuidar primeiro. Tem que ter saúde. Então, fazer o exame de mamografia é se cuidar. doutor, nosso tempinho infelizmente acabou mas eu queria te agradecer por ter participado aqui com a gente trazendo todas as informações e principalmente orientações é sempre bom poder contar com seus conhecimentos aqui no nosso programa eu que agradeço a oportunidade se deixarmos aí temos um dia todo para falar de um assunto tão importante nós estamos sempre à disposição precisamos conscientizar as mulheres Muito obrigado, mulher. Aproveite o Súbrio Rosa, tire um tempinho, coloque seu exame de mamografia em dia. Nossa unidade do Hospital de Amor de Campinas está à disposição. Olha, doutor, o senhor falou que tem bastante assunto, então a gente vai fazer o seguinte. Estou te convidando para voltar uma outra oportunidade, tá bom? Aqui está de portas abertas para o senhor. Muito obrigado. E olha, obrigado a você, faço igual o doutor falou. Se cuide, tire um tempinho para você, a saúde tem que estar em primeiro lugar, tá bom? E fique bem, até nosso próximo encontro. Tchau! A CIDADE NO BRASIL Curiosidade aumenta à tarde e tem possibilidade de chuva. A gente aguarda este tempo instável que venha de forma contínua, até porque os rios da nossa região já estão ficando em uma situação crítica. Vamos às temperaturas, então, para esta quarta-feira, porque elas continuam altas, mínima de 19 graus e a máxima podendo chegar aos 34 nesta quarta-feira, dia 14. Último intervalo e na volta, a chefe Vivi Góes vai preparar um steak tartar com o repórter Michel Amorim, uma receita imperdível. O último bloco aqui do Câmara Total, 1h57min, é hora da parte gastronômica. O Michel Amorim, ao lado da chefe de cozinha Vivi Góes, ensina a fazer agora um steak tartar. Sabe o que é? Como faz? Então, confira agora Saúde na Colher. Saúde na Colher no ar e no programa de hoje a gente vai ensinar a fazer uma receita saudável e gostosa. Quem vai ensinar pra gente é a chefe Vivi. Tudo bem, Vivi? Tudo bem, e você? Como vai, meu querido? O que a gente vai aprender aqui hoje? Hoje nós vamos ensinar um steak tartar, que é um prato clássico da culinária francesa. E nós vamos fazer, dizem, a sua origem foi criada pelos bárbaros. E nós vamos, depois foi feito na Alemanha, mas quem levou essa receita adiante são os franceses. E é um prato muito clássico na culinária francesa. Perfeito. Então, antes da gente começar a receita, Vivi, a gente vai dar uma explicaçãozinha aqui pro pessoal de casa, porque eles estão acostumados a ver a gente dentro da cozinha, né? Exato. Hoje é diferente, vocês estão percebendo aqui barulho de carro passando, a gente tá num lugar aberto, porque a gente tá na vila, né? Isso. Na vila do Cambuí. Nós estamos no Vila Trec Cambuí, onde é um espaço aberto para o público. A Vivi estava falando que a receita é uma receita francesa. Por ser uma receita francesa, não é difícil, né? Não, não é difícil. São ingredientes fáceis que você pode encontrar. E você pode substituir algumas coisas também. Ok, então aqui a gente vai usar o quê? Carne? Isso. Nessa receita. Eu vou usar... Eu gosto, no steak tartar, eu gosto de usar o filé mignon. Mas podemos fazer também com o patinho. Aham. Certo? O que mais que a gente vai precisar para a nossa receita aqui, passando geral? Na geral, nós temos o nosso filé mignon. Que pode ser substituído. Substituído pelo patinho. Ok. E que depois nós vamos picá-lo, deixar bem picadinho na mão. Daí eu vou utilizar um pouquinho de cebola, bem picadinha. Aqui eu vou utilizar um pouquinho de pepino em conserva, né? Nós falamos picles também, né? O pessoal conhece como picles. Aí aqui eu tenho as alcaparras, que nós vamos picá-las, né? Deixar bem picadinha, pra dar consistência no prato que eu quero fazer. Certo? Um pouquinho de ketchup, que nós vamos colocar também. Por que do ketchup? Para dar uma doçura na nossa carne. A mostarda Dijon. Eu estou utilizando a mostarda Dijon. Por quê? Porque ela é francesa. Mas nós podemos substituí-la, Michel, pela mostarda nossa, a mostarda amarela se você não gosta, a Dijon ela já é mais forte. Certo. Você pode utilizar uma mostarda mais adocicada com mel uma mostarda escura sim você pode fazer um blend do seu jeito. Entendi. Certo? Aí eu vou utilizar um pouquinho de molho de pimenta, algumas gotinhas uma pimenta bem picante Vou utilizar aqui também um pouquinho de molho inglês Algumas gotinhas apenas Toda carne, eu gosto, quando eu faço, eu gosto de utilizar molho inglês Eu acho que dá um sabor a mais E aí, nós vamos entrar com um pouquinho de maionese Certo? A nossa cebolinha tradicional Certo? A nossa salsa picada, bem picadinha. Aí, os ingredientes básicos que não podem faltar na nossa cozinha, né? O sal, eu uso sal grosso no moedor. E a nossa pimenta. Aqui eu tenho um blend de pimenta, que ela é a pimenta vermelha, branca e a preta, certo? Uma das coisas que eu não vou utilizar no Steak Tartar O Steak Tartar original, a única coisa que eu não estou utilizando aqui Que o Steak Tartar, ele é servido com a gema do ovo Crua Então, hoje em dia, a gente não utiliza mais esse tipo de preparação Existe um outro tipo de preparação com a gema Se você quiser colocar um ovinho de codorna frito por cima do steak tartar para apresentação do prato, você pode colocar. Quer colocar um ovinho cozido? Pode colocar. Mas a gema crua, não. Por quê? Por causa da salmonela. Então nós temos que preservar isso para todo mundo, para todos os nossos clientes. Tá bom? Perfeito. Vamos fazer o seguinte então. A gente vai passar para você aí de casa agora as quantidades dos ingredientes. Anote aí os ingredientes. 200 gramas de filé mignon, 1 colher de sopa de cebola picada, 1 colher de sopa de picles, 1 colher de chá de alcaparra, 1 colher de sopa de ketchup, 1 colher de sopa de mostarda de jom, 4 gotas de pimenta do seu gosto, 8 gotas de molho inglês, 1 colher de chá de maionese, maionese, uma colher de sopa de cebolinha, uma colher de sopa de salsinha e sal e pimenta do reino a gosto. Vivi, de volta aqui, por onde que a gente começa na nossa receita? Vamos começar picando a carne. Tá. Aqui eu estou utilizando um pouquinho de filé mignon e depois nós vamos montá-lo no ar. Eu vou deixá-los todos aqui porque depois isso é um prato que todos esses ingredientes que estão aqui serão misturados E aí depois nós vamos utilizar para montagem Eu utilizo, você pode utilizar Se for uma entrada, você utiliza um aro desse tamanho aqui, certo? Aí, se for uma refeição, nós utilizamos este aro aqui para a montagem, tá? Isso que eu ia perguntar. Então, é uma receita coringa. Ela pode ser como uma entrada ou também pode ser um prato principal? Pode ser um prato principal. Como que eu faço? Eu vou servir o nosso steak tartare com torradas. Que nós temos aqui Essa preparação eu estou colocando as torradas Mas nós podemos fazer Que eu estou utilizando o carboidrato também Na receita, né? Nós podemos fazer o que também? Podemos fazer batatas no forno Então você pega a batata Você corta em tamanhos maiores A batata Rega com um pouquinho de azeite sal grosso, e daí você coloca um pouquinho de alecrim ou tomilho, leva ao forno e daí você serve com isso. Então você tem a proteína e você tem o carboidrato. Perfeito. E uma opção, né? E uma outra opção também, tá? Então aqui nós vamos para a parte que eu mais gosto. Steak tartar não é carne moída. Ela é picada na mão. São tiras? São tiras. São tiras fininhas? Eu faço as tiras e depois eu dou uma picadinha nela. Mas não é a carne moída. Ela é picada. Aqui, o que eu vou fazer agora? Ela tá picada já, né? Aí quando você for cortar, você vem aqui com a faca e aí você pica um pouquinho mais. Lembrando sempre que você vai pegar a faca desse jeito aqui assim e aqui é o seu ponto de apoio. Então isso é para você não se cortar e para você ter um pouquinho mais de segurança na faca que você está utilizando. Então agora nós vamos vir aqui. Ela vai voltar para a nossa... Vai voltar para a nossa GN. Aham. Tá? Aí eu tenho ela aqui. Então aqui eu tenho um pouquinho do pepino. E eu tenho aqui o nosso pepino, bonitinho. Picadinho Já foi ali pra carne Já foi pra carne Nós vamos entrar com um pouquinho da nossa alcaparra Alcaparra você vai colocar inteira, não precisa picar Eu vou picar um pouquinho Vai picar Que eu gosto dela Na verdade, eu gosto de alcaparra em tudo Mas tem gente que acha que é muito forte e tal Então se você picar, ela fica assim, o sabor fica mais suave, né? Se mistura melhor. Eu já gosto dela inteira. Aí nós vamos colocar aqui a nossa faca. Já acrescentamos aí o terceiro ingrediente. Terceiro ingrediente. Aí agora... O que mais? Agora nós vamos entrar Com ketchup, a mostarda de jume, ketchup eu vou pôr um pouquinho. O nosso ketchup. Que vai dar aquele sabor adocicado da nossa receita. Isso. A mostarda. A mostarda eu gosto de caprichar. Que eu gosto de mostrar. Um pouquinho de tabasco. Você gosta de pimenta? Pode colocar. Pode colocar? Pode. Tem certeza? Tenho. Nosso molho inglês. O que mais? Vamos para a nossa maionese. A gente vai acrescentar então a cebolinha. Cebolinha. Já tá ficando bonito, hein? Tá ficando, né? Cheiroso, exato. É um método diferente de cozinhar, né? É a cozinha fria, praticamente. E rápido, né? Tá com preguiça. Tá com preguiça, faz isso. Não quer fazer uma coisa muito elaborada, demorada. Isso aqui você pode comer a qualquer hora. Acrescentou o sal. Salzinho. A nossa pimentinha. Aqui eu vou pôr um pouco só, porque eu já caprichei naquela. Aí aqui nós vamos misturar. Então aqui nós vamos para a montagem. Eu estou usando o aro maior. Aí eu venho com ele aqui. E eu preciso desse aro em casa? Não, não precisa. Aqui é coisa, assim, é toque de cozinheiro, entendeu? Porque às vezes em casa o pessoal vai falar assim, ah, eu não tenho um aro desse, você vai deixar de fazer a receita? Não, não precisa, imagina, hipótese alguma. Aqui é só para apresentar, mas não há necessidade, isso não vai interferir no sabor. Bom, então em casa, se você tiver o aro, você faz dessa maneira aqui. Dessa maneira. Pode ser que desmonte? Pode ser. Isso acontece. Mas não aconteceu. Acredita aí. Aí nós temos as torradinhas Para acompanhar Eu vou deixar em volta E aí? O nosso prato O nosso prato, bom apetite Vamos fazer o seguinte então A gente vai organizar aqui a nossa mesa E a gente já volta E de volta aqui, já organizamos a nossa mesa. Receita pronta. Agora é a hora mais difícil, né? É, acho que vai ser um sacrifício pra você. Olha, então poderia ser a batata, mas aqui a gente tem a torradinha. A torradinha. É só eu pegar uma torradinha. Isso. Eu vou pegar um pouquinho aqui então e vou colocar na torradinha. Enquanto eu vou saboreando aqui a nossa receita, Vivi, o pessoal te encontra onde? Se quiser saber um pouco mais sobre o seu trabalho, novas receitas, né? O pessoal me encontra aqui no Vila Truck Cambuí, também no Boca de Anjo Gastronomia e no Vila Vintage Bar, que é tudo concentrado aqui dentro do Vila Tranque Cambuí, que é um espaço descontraído para todos. A gente vai com um olhar e pensa, né? Tipo, carne crua, mas ela está muito boa. O pessoal de casa tem que fazer, tem que experimentar. Precisa. Eu acho que é um prato bem saboroso, eu acho que vale a pena fazer. E tira aquele preconceito de, ah, não como carne crua. Eu acho que isso é interessante. E é o que eu falei, nós temos um prato rico em proteína e podemos acrescentar o carboidrato ou não. Aí fica a critério. Olha só. E é com essa dica de hoje que a gente encerra, então, o programa. A Vivi vai voltar aqui no Saúde na Colher para ensinar mais uma receita, né Vivi? Com certeza. E a gente volta na próxima semana. Olha, com esta receita da Chefe Vivi, com a fome que eu estou, 2 horas e 13 minutos, só me resta encerrar aqui o Câmara Total. muito obrigado pela sua companhia e audiência e eu volto amanhã a partir das 11 horas da manhã, até lá Legenda Adriana Zanotto
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