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Olá, seja bem-vinda, seja bem-vindo, terça-feira, 18 de maio de 2021, começa agora o Câmara Total ao vivo, 11 horas e 6 minutos e eu quero a sua participação, mande a sua mensagem para a gente através do número do nosso WhatsApp, que já está aqui embaixo da sua tela. 19 é o nosso DDD 978293776. Lembrando que você tem a opção de enviar uma mensagem através do nosso QR Code. Pegue o seu celular, abre a câmera como se fosse tirar uma foto e aponte para este QR Code aqui e vai aparecer na tela do seu celular o WhatsApp TV Câmara Campinas. Você aperta e a gente conversa ao vivo. Confira agora os destaques de hoje. Vereadora Mariana Conte apresenta projeto por campanha permanente e intersetorial de combate à violência contra a mulher. Comissão dos Impactos Econômicos e Sociais da Covid-19 avalia os efeitos da pandemia na rede municipal de ensino. Você sabia que a rede de proteção à criança e ao adolescente vai muito além do Conselho Tutelar? E o quadro na ponta do lápis te explica a diferença entre os bancos tradicionais, bancos digitais e cooperativas de crédito. E a gente começa já com a Mina Abreu, que está aqui nos nossos estúdios, com as notícias da metrópole de Campinas. Seja bem-vinda, então, Mina Abreu e bom dia. Bom dia, Gabriel. Bom dia a você de casa. e nós vamos atualizar os dados da Covid-19 no Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde, até esta segunda-feira o país somava 15.657.391 casos da doença com 436.537 óbitos e ficam aqui as condolências da TV Câmara Campinas aos familiares. No estado de São Paulo, são 3.096.845 casos da Covid-19, com 104.295 óbitos. Agora, nós vamos falar da região metropolitana de Campinas, que compreende 20 municípios. Olha, nós temos 252.140 casos aqui da doença. A gente lembra que nós tivemos aí a última atualização em Campinas ontem, com 97.797. Depois, olha, Sumaré já ultrapassou 20 mil casos, com 20.850. Indaiatuba, com 20.151. E depois nós vamos naquela ordem, né? Americana, Santa Bárbara do Oeste, Hortolândia, Paulínia, Itatiba, Valinhos, Vinhedo, Cosmópolis, Jaguariúna, Montemor, Nova Odessa, Artur Nogueira, Pedreira, Engenheiro Coelho, Santo Antônio de Pócio, Olambra e Morungaba. O último relatório que havia sido divulgado pela Prefeitura de Campinas na sexta-feira. Então, os dados até a segunda-feira. Hoje, terça-feira, vai ter mais um relatório, mas da sexta-feira até a segunda-feira, 671 casos confirmados na cidade de Campinas, o que mostra que a doença continua circulando por toda a cidade, então 671 pessoas testaram positivo para a doença. É, Gabriel, por outro lado, nós temos o que parece ser uma boa notícia, que a gente aguarda a confirmação com os dados hoje. Olha, de acordo ainda com esses dados colhidos no município, a RMC tem 7.678 óbitos, Campinas 3.193, Sumaré, 730, Indaiatuba, 535, Americana, 532 e na sequência aparecem Santa Bárbara do Oeste, Hortolândia, Valinhos, Itatiba, Paulínia, Jaguariúna, Arthur, Nogueira. Aí os municípios com menos de 100 óbitos devido à Covid são Pedreira, Engenheiro Coelho, Santo Antônio de Posse, Morungaba e Olambra. E quando eu disse da boa notícia, Gabriel, é porque de acordo com esses últimos dados, nós tivemos apenas seis óbitos a mais confirmados pela Covid-19 de sexta-feira até esta segunda-feira em Campinas. Já é um efeito da vacinação, porque quando a gente pega os dados, é um apenas acima dos 60 anos e cinco abaixo dos 60, que ainda estão aguardando a vacina contra a Covid-19. Quatro tinham comorbidades, dois não tinham comorbidades, então a vacinação já deve sim estar fazendo um efeito, garantindo menos óbitos no município de Campinas, o que é sim uma grande notícia. Vamos falar um pouquinho agora sobre a ocupação de leitos. Eu lembro que na última semana tinha caído dos 80% e agora uma leve subida, né? Isso, subimos novamente agora para 82,87%. De acordo com as informações da Prefeitura de Campinas, o SUS municipal, que conta com 147 leitos, tinha até esta segunda-feira 139 ocupados. Na rede particular, 209 leitos, dos quais 156 ocupados. Não havia nenhum paciente à espera por leitos COVID de UTI ou enfermaria. O SUS estadual tem em Campinas duas unidades administradas pelo governo. Olha só, no HC da Unicamp nós temos 29 pacientes na enfermaria e 26 na UTI e na AMI, 5 na enfermaria e 18 na UTI. São pacientes atendidos pela Covid-19 e como a gente já falou e a gente aguarda aí as autoridades sanitárias confirmando este número, é a vacinação que aos poucos vai chegando ao público e aí evitando as complicações da Covid-19. Falando em vacinação, vamos dar uma olhada, Gabriel? Reforçando o site vacina.campinas.sp.gov.br, você que está nos acompanhando para fazer o agendamento através deste site. Digitou aí no seu computador, no seu celular, vai abrir esta tela. Lá do esquerdo, campanha nacional de vacinação contra a Covid-19. Lado direito, campanha nacional de vacinação contra o vírus influenza da gripe. A gente vai falar da Covid-19, você clica aqui em saiba mais e aí aparece esta tela aqui, Mirna Abreu. Olha, nós tivemos aí um novo agendamento que começou nesta segunda-feira, agora para gestantes e puérperas, que são trabalhadoras da saúde e gestantes e puérperas com comorbidade, que tenham mais de 18 anos e moram em Campinas. Semana passada, esse grupo tinha sido suspensa, a vacinação para esse grupo, e agora, então, foi retomado. Então, esse grupo pode, desde segunda-feira, já fazer aí o seu agendamento. Nós temos agora até quase 400 mil doses aplicadas, lembrando que 142.925 pessoas receberam as duas doses da vacina. Correto. Então, autorizado a vacinação para as gestantes hipoérperas. Ontem nós tivemos visita de ministro em Campinas, né? Tivemos, sim. A gente teve uma comitiva ministerial. Olha, em comemoração ao Dia Internacional da Luz, celebrado no último domingo, dia 16, o Centro Nacional de Pesquisas e Energias e Materiais de Campinas, o CNPem, recebeu a visita dos ministros da Saúde, Marcelo Queiroga, e também da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marcos Pontes. Nós vamos acompanhar agora. A programação começou pela manhã, com a visita do ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marcos Pontes, aos sírios. Essa é a maior e mais complexa estrutura de pesquisa do Brasil, financiada pela pasta e pôde ser visitada virtualmente em lembrança ao Dia Internacional da Luz, celebrado no domingo. À tarde, Pontes recebeu o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, para conhecer as instalações do laboratório e do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais. Aqui é uma ferramenta extraordinária para o desenvolvimento da pesquisa básica, da biologia molecular, da química, na pesquisa de medicações inovadoras, enfim, uma perspectiva de desenvolvimento para o país e de se ter aqui sim uma área de inovações efetivas. O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais, o CENEPEN, aqui ele congrega quatro laboratórios, tem um laboratório de biorenováveis, tem um laboratório de nanotecnologia, um laboratório de biociências e esse laboratório que é o acelerador de partículas, o CIRIUS, e tudo isso faz parte do CENEPEN, que é uma organização social vinculada ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações e que nos dá muito orgulho. Essa foi a primeira vez que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, esteve no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais. Acompanhado do ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, e de outros membros da equipe de governo, ele recebeu a imprensa para falar de um projeto de expandir os trabalhos do Sirius para contribuir com a área da saúde. Há pesquisas específicas para a Covid-19. Trata-se da linha de luz Manacá, a primeira estação de pesquisa do Sirius a ser disponibilizada para a comunidade acadêmica. O projeto é dedicado a analisar proteínas relacionadas ao SARS-CoV-2, entre outras ações da saúde desenvolvidas por pesquisadores do centro de pesquisa e de diferentes universidades do país. Se você imagina que o vírus, para poder atuar dentro da célula, ele utiliza uma série de moléculas que são as proteínas do vírus. Então, para eu impedir o funcionamento dele, eu preciso, por exemplo, projetar um remédio. Então, é como se ele tivesse uma atuação, vamos dizer que ele, vamos dizer assim, eu tenho que bloquear aquela atuação. Para eu bloquear, eu preciso encaixar uma molécula no lugar certinho dessa proteína. Como que eu vou fazer isso sem enxergar? Então é como se eu tivesse fechaduras e eu tivesse um milhão de chaves para encaixar naquela fechadura. Se eu não tiver uma ferramenta para enxergar, vai ser um trabalho muito difícil e insano. O que a Manacá permite é que você entenda a estrutura dessa fechadura, ou seja, a estrutura tridimensional da proteína, e aí eu posso sim desenhar uma molécula que encaixe, é como se eu desenhasse a chave que vai encaixar direitinho naquela fechadura. Esse laboratório, que fica situado em Campinas, é um dos cinco desse porte no mundo. Ele é extremamente importante em todos os tipos de pesquisa. Ele detecta a estrutura das moléculas e isso favorece pesquisas em todas as áreas, inclusive na área de saúde, no desenvolvimento de novos fármacos. Então, Campinas se sente muito honrada de sediar um centro como esse, que é referência no mundo. Sem sombra de dúvidas, o Sirius é a maior estrutura científica do Brasil, está instalado aqui na cidade de Campinas, um super laboratório e não é à toa, a gente teve o ex-ministro da saúde Pazuello vindo a Campinas no final de fevereiro e agora mais uma vez o novo ministro da saúde novamente visitando a cidade de Campinas, conhecendo as instalações do Sirius. muito bacana, a cidade de Campinas, neste polo científico. É, inclusive, nesse momento de pandemia, com pesquisas também envolvendo aí especialistas e pesquisadores que analisam e quem sabe no futuro possam encontrar aí várias soluções para esta pandemia devido à Covid-19. Sem sombra de dúvidas, Mirna Abreu. Agora é o seguinte, é uma situação triste envolvendo a pobreza, mas uma campanha importante, né? É, Gabriel, é um termo pouco conhecido, mas existe a pobreza menstrual. Por isso, olha, o grupo coletivo Mulheres pela Justiça, que apoia mulheres em situação de vulnerabilidade social em Campinas, se uniu para fazer uma boa ação para quem precisa, a distribuição gratuita de absorventes. São caixas e mais caixas de um item tão básico para a saúde da mulher, o absorvente íntimo Mas que faz uma grande diferença em muitas comunidades Como no bairro São Marcos, um dos 14 pontos de entrega em Campinas Onde as doações foram feitas por líderes comunitárias, a cerca de 300 mulheres Estamos muito gratas e para a gente fazer com que as nossas mulheres da comunidade, essas que estão em vulnerabilidade, que não conseguem comprar um absorvente, hoje ela vai poder ter o seu absorvente. Em vez de elas gastarem o dinheiro para comprar um absorvente, elas compram outra coisa. Na verdade, a gente não tem condições, né? Também. Então a gente sempre busca parceiros, aliados que possam estar nos ajudando. O aliado, no caso, foi o coletivo Mulheres pela Justiça, comandado por membros como a Thais e a Manoela, cofundadoras do projeto que existe desde 2016. Mulheres pela Justiça sempre tentou olhar para todas as pautas importantes para a vida da mulher. A importância da mulher na política, a importância da mulher no mercado de trabalho, a representatividade da mulher. E nós percebemos que essa demanda da pobreza menstrual é uma realidade para muitas mulheres do nosso país. Então foi por conta disso que nós começamos a pensar nessa questão. Quando fomos convidadas para participar de uma campanha contra a pobreza menstrual com as promotoras legais populares, Nós fizemos uma doação, começamos a pensar mais nesse tema e assim decidimos, de alguma forma, alertar a população campineira da nossa região sobre essa importante questão da pobreza menstrual que atinge uma a cada quatro mulheres. São as mulheres das periferias também fazer essa campanha dentro das escolas, então a gente também vai até algumas escolas e as mulheres em situação de rua. Quando a gente fala das mulheres que estão em situação de rua, elas não têm acesso a um retalho de pano, a uma roupa que elas não usam mais. Então elas acabam utilizando o miolo de pão, o jornal velho, elas também não têm acesso a um banheiro a cada hora que elas querem trocar. Então elas não têm acesso ao papel higiênico, então é o resto de papel que elas encontram na rua mesmo. Todo esse volume de absorventes íntimos, o equivalente a mais de 170 mil unidades, foi uma parceria do coletivo com a marca P&G, que possui uma campanha global chamada hashtag Menina Ajuda Menina, pela qual compras de absorventes são revertidas em doações. Através da campanha Compre Doe, todo mundo tem chance de participar. Comprando um pacote de absorvente Always, a gente faz uma doação através de algumas instituições, através da Cruz Vermelha, Fluxo Sem Tabu, Mulheres pela Justiça. Nesse período, a gente vai estar doando um milhão de absorventes para mulheres em situações vulneráveis através dessas organizações. Ela fala de outro dado alarmante que essa realidade acarreta, a evasão escolar em meninas devido ao constrangimento de sair de casa. Quando a gente começou a ver essa problemática sendo levantada em outros países, porque Always é uma marca global, e a gente começou a ver que foi bem relevante, mas a gente parou e falou, olha, vamos entender qual é esse contexto no Brasil. Isso realmente acontece, não acontece? Porque parece uma realidade assim meio longe e na verdade a gente ficou surpreso com os dados, tá? Eu acho que é importante falar que globalmente os dados da ONU falam que uma a cada dez meninas tem esse problema de não ter acesso absorvente, acabam faltando as aulas. Quando a gente encomendou nossa pesquisa, a gente viu que a realidade do Brasil é ainda pior, é uma a cada quatro. É um número muito, muito alarmante e muito triste. E a gente está muito focada em tentar mudar essa realidade desde a raiz, que é não permitir que essa menina falte na escola, porque a falta de educação traz outro problema lá na frente. A ideia, segundo todas essas mulheres ouvidas para essa reportagem, é uma só, normalizar e acessibilizar a saúde íntima da mulher. É muito interessante que ainda existe o tabu e a vergonha da mulher em menstruar. Quando a gente começou a pensar no projeto, algumas pessoas perguntaram, mas, nossa, vai sair entregando absorvente? A pessoa vai ficar com vergonha de receber. Só que isso é natural, faz parte da vida de uma mulher, pelo menos durante 40 anos da vida dela. o que vai acontecer todos os meses. O uso de absorvente traz dignidade e segurança para a mulher. Quando a gente pensa que é um item superficial, de forma alguma, é um item de higiene que vai trazer segurança para essa mulher poder trabalhar, poder assistir uma aula. Então, com certeza, o objetivo dessa campanha é trazer dignidade para essas mulheres. Passa pela dignidade, pela confiança dela que é completamente abalada e ela começa a se afastar dos amigos, dos esportes, da escola. Isso traz alguns problemas para o futuro, como a igualdade de gênero que a gente sofre no Brasil. Que outras instituições, que outras empresas também participem dessa campanha, supermercados, farmácias, para que a gente consiga ampliar essas entregas, para que a gente consiga, de repente, criar pontos fixos. Então, a ideia é trazer esse alerta, essa reflexão, para que a gente continue com esse projeto em vários outros locais. Olha, bonita a campanha. Você que quer conhecer melhor, entre no Instagram, hashtag Menina Ajuda Menina. Porque a gente viu aí uma triste realidade, olha. No mundo, uma a cada seis meninas deixam de ir à escola porque não tem um absorvente para usar no período menstrual. E no Brasil, uma a cada quatro meninas. Vamos mudar essa realidade. E tem a questão da evasão escolar também, né? Do sentimento da menina de não estudar neste período. Então, é um grande problema que eu espero que esteja sendo resolvido aqui no nosso país. Parabéns a esta campanha. Para a gente poder encerrar as notícias da metrópole de Campinas, bairros da cidade sem água, amanhã e quinta-feira. É, agora a gente traz um serviço aí a você que mora nos bairros que nós vamos falar agora. Nesta quarta-feira, Vila União ficará sem água para um serviço de manutenção de hidrante das 8 da manhã às 5 da tarde. Ainda na quarta-feira, olha, nós teremos também a interligação de reservatórios semi-enterrados aqui no Carlos Lourenço. Então, os bairros Jardim Tamoio, Jardim New York, Jardim Andorinhas, Jardim Carlos Lourenço, Condomínio José Eusébio Cabral, Jardim Helena, Jardim Itatiaia, Jardim Itaiú e Jardim Santa Eudóxia também ficarão sem água das 8 da manhã às 5 da tarde. Portanto, esses bairros deverão fazer a reserva hoje. Você que utiliza a água, faça a reserva hoje por conta desse serviço. E na quinta-feira, nós teremos aí um serviço de interligação de redes ali no núcleo residencial Jardim Líria e parte do Jardim Conceição e Jardim Boa Esperança. Então, a reserva deverá ser feita na quarta-feira, porque quinta-feira, das oito da manhã às oito da noite, esses últimos bairros ficarão sem água. Certíssimo, Mina Abreu. Muito obrigado pelas notícias da Metrópole de Campinas. Volta daqui a pouco com as notícias do Legislativo? Combinado. Já, já eu trago as notícias, então. Até já. Até. Hoje não vamos balançar as redes, mas temos informação importante e é o Guarani, viu? O técnico Alan Al foi demitido nesta manhã em reunião com a diretoria, com o conselho de administração ali do Bugri. Eles resolveram pela troca de treinador. Portanto, Alan Al não é mais o técnico do Guarani. O Bugri agora vai ao mercado em busca de um novo treinador. Já que no dia 29 de maio, agora no final do mês, então tem pouco mais de uma semana, tem a estreia no Campeonato Brasileiro da Série B. O Guarani estreia diante do Vitória no Estádio Brinco de Ouro. Então, já para começar bem este torneio, que é importante, precisa o quanto antes contratar um treinador. Então, Alan Al deixa o Bugri. O Ben Hur, que é o auxiliar técnico do clube, treina hoje, já que a reapresentação do Guarani aconteceu lá no centro de treinamento. Em relação à Ponte Preta, ela está na final do Troféu do Interior. E ontem, o Novo Horizontino venceu a equipe do Ituano por 4 a 0. Então, a final do Troféu do Interior é entre Ponte Preta e Novo Horizontino. A Federação Paulista de Futebol decide hoje a data e o horário do confronto, tá certo? Olha só agora, são 11 horas e 28 minutos. Você sabia que a rede de proteção à criança e ao adolescente vai muito além do Conselho Tutelar? Pois é, são vários órgãos atuando em conjunto para garantir os direitos fundamentais da infância. Mas cada um deles depende de você. Todo cidadão também tem a sua responsabilidade nessa luta. Em vigor desde 1990, o Estatuto da Criança e do Adolescente é considerado um marco na proteção da infância. Pela lei, é dever da família, da sociedade e do Estado garantir à criança e ao adolescente o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à dignidade e à liberdade, entre outros direitos fundamentais. Mas, quando esses direitos não são respeitados, uma rede de mecanismos de proteção é acionada para que a proteção da infância seja garantida. O problema é que nem toda a população conhece o papel de cada órgão dessa rede. A maior parte da população, quando se fala de direito violado de criança e adolescente, aponta sempre o Conselho Tutelar como, vamos dizer, o vilão, que não fez, que deixou de fazer. Mas, na verdade, o Conselho Tutelar atua aplicando medidas de proteção. E quem executa essas medidas de proteção, essas medidas, é essa rede de proteção. Então é a assistência social, a educação, o centro de saúde, que vai estar atendendo a família para que cesse a violação de direitos, cesse a violência, cesse a negligência, cesse os abusos. Essa rede de proteção é formada pelo conselho tutelar, por todos os órgãos e serviços, programas, entidades que de alguma forma prestam assistência para as crianças e adolescentes. pela promotoria de justiça e pela vara da infância e juventude. Então, são vários atores no que a gente chama de sistema de garantias que têm essa atribuição de efetivamente proteger os direitos das crianças e especificamente também as próprias crianças. Para o presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Campinas, toda vez que a rede de proteção é acionada, significa que a sociedade como um todo falhou. O Conselho Tutelar, quando ele chega numa ação, o direito já está violado. Esse é o problema. O problema é que nós temos que trabalhar para que este direito não seja violado. Porque eu posso aumentar de várias formas o número do Conselho Tutelar, mas o sistema de garantia da criança e do adolescente não é só o Conselho Tutelar. É o CMDCA, é o Ministério Público, é a Vara da Infância e da Criança da Infância, é as ouvidorias, é os CREAs e CRAs, ou seja, você tem, é a Secretaria de Educação através das escolas, ou seja, a rede é muito grande. E em tempos de pandemia, o desafio é ainda maior. E agora com a pandemia tudo isso se agravou, né? E a gente tem, nós temos muito mais pessoas agora abaixo da linha da miséria, pessoas que já estavam numa classe, numa condição melhor, agora estão numa condição econômica bem pior e é claro que a pobreza é um fator que influencia muito a necessidade de atuação do Conselho. A gente está vivendo um momento de pandemia onde o maior problema agora é o aumento da violência doméstica, violência sexual, porque as pessoas estão dentro de casa, as pessoas não estão indo para a escola, a criança não tem como denunciar, às vezes a mãe não denuncia e assim fica, esse círculo vicioso vai perdurando por tempos e tempos. Quando você vê o dano já está causado. De acordo com o Observatório de Violência de Campinas, pelo menos um caso de violência física ou sexual contra crianças e adolescentes é registrado por dia aqui na cidade. O grande problema é que muitas vezes os casos nem são denunciados e aí fica difícil para tomar alguma medida de proteção. A pessoa não precisa ter certeza que está havendo uma violação de direito, que está havendo violência, que está havendo negligência, que está havendo abuso sexual. Não precisa ter certeza. Se ela tiver uma suspeita que algo de errado está acontecendo, ela já deve comunicar ao Conselho Tutelar que vai fazer o atendimento e verificar se há medidas a serem aplicadas. A gente quer levar para a sociedade a informação de que ele tem mecanismo de denunciar sem se envolver diretamente. Mas ele pode denunciar para a polícia, ele pode procurar o Conselho Tutelar, ele pode fazer uma denúncia, ele pode procurar até o CMDCA, apesar de a gente não ser um órgão direto de atuação. Mas se a denúncia chegar no CMDCA, isso vai ser encaminhado para os conselhos tutelares da região para que tome uma ação, para que verifique, para que avalie esse caso. O grande problema é que muitas vezes os vizinhos sabem, ouvem e não falam nada. Para denunciar qualquer suspeita, a pessoa pode ligar para o DISC-100 em todo o Brasil ou para o número do conselho tutelar da sua região, ou ainda para situações de urgência e emergência, para as autoridades de segurança, pelos números 190 da Polícia Militar ou 153 da Guarda Municipal. A gente precisa que o ser humano seja mais humano, que ele se envolva mais na sociedade. E aí os mecanismos estão aqui para assegurar a ação, a correção. Mas é importante que todos nós tenhamos a consciência de que a gente precisa mudar esse quadro. A gente faz parte desse mecanismo. Não são só os órgãos estaduais, municipais, federais. E a ideia não é procurar culpado. A ideia é como que a gente faz para melhorar, para tornar a sociedade melhor. E olha só, no Brasil, a cada hora, três crianças e adolescentes são abusados. 80% dessa violência acontece dentro de casa. Hoje é 18 de maio, dia do combate à exploração sexual de crianças e adolescentes. Essa data foi criada em memória à menina Araceli Crespo, de 8 anos de idade, que foi sequestrada, violentada e assassinada em 18 de maio de 1973. Então, para falar sobre as ações da Prefeitura de Campinas, para orientar você que está nos assistindo, toda a sociedade, A senhora é o nosso repórter, o Rubens Morelli, que está na prefeitura e tem as informações. Seja bem-vindo ao Câmara Total e bom dia, Rubens. Bom dia, Gabriel Castro. Bom dia a você e a todos que nos acompanham aqui no Câmara Total. É isso mesmo, a gente sempre acompanha, a gente tem... Toda vez que a gente ouve falar a respeito de uma situação como essa, é uma tristeza. Então, fica essa complicação para ver essa dia do, até peço perdão para você, que é o dia 18 de maio, que é o dia nacional de combate ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes. E essa data se determina por causa desse caso, que aconteceu em 1973, e então são realizadas diversas ações em relação à conscientização da população. Por isso, a gente veio até a Prefeitura de Campinas para conversar com a Secretária Municipal de Assistência Social, Pessoa com Deficiência e Direitos Humanos, a Vandecléia Moro, que está aqui ao meu lado e vai poder conversar e tratar um pouco a respeito desse assunto. Muito bom dia para a senhora. O que a Prefeitura tem feito em relação a essa data? Olá, Rubens. Bom dia. Obrigada pela oportunidade. De fato, nós estamos falando de um tema muito sensível, muito importante. E a Prefeitura não poderia deixar de participar, já que nós fazemos parte da rede de proteção, que foi falado muito bem no vídeo. Então, nós temos feito, desde o início do mês, a campanha Maio Laranja. Então, tem um site que busca conscientizar, incentivar as pessoas a fazerem denúncia e também a entender como que pode identificar se uma criança é ou não vítima de violência. Hoje, inclusive, a senhora esteve participando de uma reunião na Delegacia de Defesa da Mulher. Como é que foi essa reunião? Qual foi esse evento? O que a senhora pode dizer para a sociedade de Campinas? Nós estivemos acabando de sair de lá. A delegada, a doutora Ana Cláudia, ela decidiu fazer uma sala específica para acolhimento quando for, tiver alguma questão desse tipo de denúncia. Foi muito importante porque a gente vê a rede funcionando, a rede integrada. Muitas vezes a pessoa recebe a denúncia, faz o encaminhamento e aí tem que ser atendida pela delegacia e aquele ambiente cinza. Então a doutora Daniela, com essa sensibilidade, nos chamou para apresentar esse novo local que vai ser para acolhimento das famílias. É, e a gente sempre lembra que essa é uma responsabilidade não apenas dos órgãos públicos, mas também da sociedade, né? Todo mundo é responsável por estar atento a essa situação que acontece em casa ou na casa do vizinho. O que é possível falar para que as pessoas se conscientizem realmente a respeito disso? Nós precisamos, somos todos responsáveis no sentido de denunciar. Esse tema é muito sensível. E por que é sensível? Porque às vezes tantas pessoas não querem nem ouvir falar disso ou não falar disso. Porque envolve criança e adolescente e na maioria dos casos o agressor faz parte do núcleo familiar da criança. Então, ainda tem aquela história que a gente vê na violência doméstica, que em briga de marido e mulher ninguém mete a colher, isso traz para a criança e adolescente, muitas pessoas também não querem denunciar. Ah, mas e se não for, se não é? A gente, na dúvida, faz a denúncia. E aí, nós não vamos como inquisitores, os órgãos de proteção vão fazer a busca ativa, verificar o que está acontecendo, mas tem que denunciar. Nós precisamos que a população entenda que o 18 de maio é um dia marcante, Mas é marcante e só terá sentido se todos nós fizermos a nossa parte, denunciarmos qualquer caso suspeita de abuso. É um dia específico para marcar essa luta, mas na verdade a luta é todos os dias, né? Porque como a gente viu na reportagem que o pessoal de casa acabou de assistir, a cada hora tem criança sofrendo algum tipo de abuso no Brasil. Aqui em Campinas, inclusive, os números entre janeiro de 2020 e fevereiro de 2021 foram registrados 305 ocorrências de violência sexual referentes a crianças e adolescentes, o que seria um caso registrado a cada 29 horas. Mas isso são os casos registrados, né? Tem muitos casos que nem isso são registrados. E desse registro, a gente recebe as denúncias, nós temos um sistema que é o SIS-9, que recebe as denúncias. No ano passado, 60% dessas denúncias tratavam de criança e adolescente, de violação sexual. E nós, como você disse, muita coisa nem chega até nós. Por isso que é tão importante. Se esses casos já são tão grandes, se nós pudermos contar, a gente pode evitar muito sofrimento, muita dor para essa criança, para essa família. A senhora falou do SIS-9, tem toda uma rede também envolvida nisso. Eu gostaria que a senhora detalhasse quais são esses órgãos que participam aqui na Prefeitura de Campinas e os demais. Nós temos uma rede de proteção, nós falamos que é chamada rede de proteção, ela é composta pelos órgãos públicos, que aí falamos aqui da assistência CREAS, CRAS, tem a saúde que também compõe, a educação, temos o judiciário, o conselho tutelar e o próprio CMDCA, que é o Conselho Municipal de Direito à Criança e Adolescente. Nós estamos trabalhando em união, estamos bem estruturados, temos muitas condições, mas é preciso que outro órgão que também faz parte desta rede, que é a sociedade civil, também participe, nos ajudando, denunciando, reforçando isso, a denúncia é muito importante. É, e o Gabriel Castro está lá no estúdio, vou até chegar um pouco mais para cá, para dar o espaço para ele também, para fazer uma pergunta à senhora em relação a esse Dia Nacional de Combate ao Abuso contra as Crianças e Adolescentes. Gabriel, a secretária Vandecléia está aqui ao seu dispor. Secretária Vandecléia Moro, muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo aqui com o programa Câmara Total, aqui da TV Câmara Campinas. e uma criança violentada, um adolescente que sofre maus-tratos, eu acredito que seja natural ele ter medo de contar para qualquer pessoa o que ele está passando. Como é que é o trabalho da Secretaria de Assistência Social, Pessoa com Deficiência e Direitos Humanos, de chegar até essas pessoas? De ter a sensibilidade de perceber que tem algo estranho, que ela está sofrendo e que às vezes ela não consegue colocar em palavras este ocorrido. Seja bem-vinda mais uma vez e bom dia. Oi, Gabriel, obrigada. Eu que agradeço a oportunidade de falar de um tema tão importante. Na Secretaria, nós temos os órgãos que atuam para acolher essa família. Por isso que é importante a denúncia, ainda que ela não seja efetivada, ainda que seja apenas uma suspeita. Nós temos os CRAS, que acolhe a família, faz um trabalho de prevenção. E aí nós temos a atuação dos CRES, que é o Centro de Referência, quando a violação já aconteceu, quando o direito daquela criança já foi violado. Então atua com assistência social, psicólogo e acompanhamento familiar também. Agora, ele citou um caso interessante sobre a sensibilidade dos órgãos competentes em tratar esse caso. Mas como fazer para a gente em casa ensinar os nossos filhos a cuidar de si próprio, a saber se defender desse tipo de situação, a comunicar os pais, os tios, os avós, enfim, qual seria a melhor forma de lidar com a criança nesse trabalho de prevenção? É muito importante, Rubem, duas coisas que eu chamo a atenção quando a gente fala sobre isso. É o diálogo, é necessário que a família tenha o diálogo e também a atenção. Os pais têm que ficar atentos a qualquer mudança de comportamento da criança. 95% dos casos em que uma criança relata violência é verdade. Os 5% que sobram é mentira, mas foi induzido por um adulto. Então se a mãe, o pai perceber alguma coisa diferente, tem que buscar, tem que ir atrás, tem que estar investigando ali, conversando de uma forma muito familiar mesmo, amorosa e tentar ver o que está acontecendo com essa criança. E a gente lembra também que a criança e o adolescente, ele não tem a mesma maturidade do adulto, ele está em desenvolvimento, né? Essa criança, esse adolescente está em desenvolvimento e muitas vezes não tem nem a maturidade do adulto e também a sexualidade do adulto. Então é preciso mesmo ter esse diálogo sempre para ensinar essas crianças, esses adolescentes. E é importante, como eu falei, essa sensibilidade de ver a diferença, porque desses 60% dos casos que eu falei de denúncia que são crianças e adolescentes, a maioria deles envolve criança e não adolescente. E a gente sabe que criança tem uma dificuldade mesmo de se expressar, por isso ela dá sinais no comportamento. É preciso que esteja atento a qualquer sinal diferente que aquela criança possa estar mostrando, dizendo que tem algo errado com ela. Percebendo algo errado, o que a pessoa deve fazer para denunciar? E também lembrar, não só os pais devem prestar atenção, mas também tios, avós, enfim, toda a família, os vizinhos. E aí percebeu algo de errado, como fazer para denunciar? Aí é procurar os órgãos de denúncia. Nós temos a educação como um grande parceiro na questão da denúncia. Porque a criança, o adolescente passa mais tempo na escola, então o professor, o cuidador que está ali consegue ver essas diferenças, essas nuances. Nós podemos fazer a denúncia pelo Disque 100, pelo telefone do Conselho Tutelar, tem o 56, a pessoa pode procurar os CREAs ou CRAS próximo à região dela e também fazer a denúncia. Existem várias formas, o que não pode é se calar. Na dúvida, denuncie. E também um hot site que a Secretaria desenvolveu também nesse mês de maio, para celebrar essa data também. Gostaria que a senhora falasse a respeito. Esse site está disponível dentro do site da Prefeitura de Campinas, mas é separado. Que tipo de informação tem lá? O que a pessoa pode encontrar ao acessar? O site foi criado Maio Laranja, ele é um site que dará continuidade. Nós estamos alimentando ele com várias informações, então ele busca conscientizar as pessoas do que é o abuso e exploração e de qual é o seu papel como rede de proteção. Todos nós temos um papel e precisamos desenvolver. Esse site também tem essas dicas, são nove dicas de como identificar que a criança está sofrendo violência, além de um conteúdo também voltado para os profissionais de capacitação para atender e identificar. É sempre importante ter as informações e eu agradeço mais uma vez a presença da senhora aqui conosco no Câmara Total. Muito obrigado pelas dicas, pelas informações, os esclarecimentos. E desejar sucesso nesse combate que nem sempre é fácil. É verdade, eu agradeço muito a oportunidade, estamos sempre à disposição. É isso, a secretária Vandecléia Moro, que gentilmente nos recebeu aqui na Prefeitura para contar a respeito desse mês Maio Laranja, em razão do Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Nós voltamos aos estúdios com o Gabriel Castro. Muito obrigado Rubens Morelli por todas as informações e novamente a disponibilidade do tempo da secretária Wanda Ecleia Moro aqui com o programa Câmara Total. Vamos fazer o seguinte agora, 11 horas e 46 minutos, a gente vai para o nosso primeiro intervalo e na volta tem as notícias do legislativo que acontece aqui na Câmara de Campinas, projeto de lei, reunião de comissão, amanhã é dia de reunião extraordinária, você vai conhecer a pauta. Tem ainda, na ponta do lápis, você que está nos acompanhando, sabe a diferença dos bancos tradicionais e dos bancos digitais? Tem ainda, é o bicho, a gente vai falar da psicologia canina. Tem muitos assuntos, não sai daí que o intervalo é rapidinho. Câmara Total de volta ao vivo nesta terça-feira Já enviou a sua participação, a sua mensagem, o seu elogio e uma crítica construtiva 19 é o nosso DDD, 978293776 Também o número do nosso WhatsApp está aqui na sua tela. Como combinado, a Mina Abreu está de volta aos nossos estúdios, agora com as notícias do Legislativo. Seja bem-vinda mais uma vez. Bom dia ainda, ainda não chegamos ao meio-dia. A gente começa com uma proposta da vereadora Mariana Conte. É verdade, bom dia você que não estava com a gente e agora está. porque a proposta da vereadora Mariana Conte pretende atualizar a legislação municipal no que diz respeito ao combate à violência contra a mulher em Campinas. Acompanhe. Foi protocolado na Câmara uma proposta de atualização da Lei nº 13.732, de 2009, que cria a campanha permanente de combate à violência contra mulheres. De autoria da vereadora Mariana Conte, a matéria busca aprimorar o enfrentamento da violência que as mulheres sofrem na cidade. Pesquisas de todo o país têm mostrado o aumento da violência doméstica e familiar contra mulheres nesse momento de pandemia. A gente sabe que nesse momento de isolamento social, de distanciamento das relações sociais entre as pessoas, É muito mais difícil uma mulher conseguir chegar, fazer uma denúncia e conseguir chegar nos serviços que atendem as mulheres em situação de violência. De acordo com a parlamentar, é muito importante a atuação conjunta das diversas secretarias e programas de políticas municipais. Por isso, apresentei um projeto de lei que cria uma campanha permanente de combate à violência, uma campanha intersetorial, que seja articulada com várias secretarias. Secretaria de Saúde, de Educação, de Assistência, de Transporte, de Cultura Porque é preciso alcançar essa mulher que está em situação de violência Segundo o último boletim de 2020 do Sistema de Notificação de Violência da Prefeitura de Campinas Dados mostram que no ano passado foram registrados 199 casos A região noroeste se destaca com 28,77% dos casos A violência sexual contra criança é marcada por 37,97% dos casos e dos adolescentes chegam a 22%, o que representa 60% do total de notificações da cidade. O maior número de vítimas tem idade entre 0 a 11 anos de idade. O grande maioria dos casos, a situação de violência acontece dentro de casa e com o autor de violência são pessoas que a mulher tem relação afetiva e familiar. Isso torna mais complexo essa situação. Então, para que a gente possa combater a violência doméstica e familiar contra as mulheres, é necessário que você tenha, que você consiga chegar nessa mulher, alcançar essa mulher. E a gente sabe que isso só é possível com uma ação integrada entre uma rede de serviços que estão sob competência dessas diversas secretarias. O projeto segue em tramitação e eu espero que seja aprovado o mais breve possível na Câmara de Vereadores. E nesta semana, a Comissão de Estudos que analisa os impactos da pandemia da Covid-19 se reuniu na Câmara. Desta vez, ouviu profissionais que falaram dos impactos da pandemia na rede municipal de ensino. Acompanhe a reportagem de Michel Amorim. A Comissão da Mulher da Câmara realizou uma reunião extraordinária em conjunto com o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, de forma online para discutir com especialistas da área formas de combater o abuso e a exploração sexual de crianças. Para a vereadora Mariana Conte, presidente do grupo, é importante dar visibilidade ao tema, para destacar as políticas públicas existentes e promover informações para possíveis vítimas e seus familiares. Foi uma aula mesmo, eu acho que é muito importante todos esses depoimentos e relatos de quem está lidando com o cotidiano da violência, quem está lidando com quem é autor e quem está sofrendo a violência. Eu achei muito importante esse olhar que a gente está falando sobre seres humanos. O Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes é celebrado no dia 18 de maio. Eu acho que é importante também que isso sirva como experiência para a gente acumular estratégias, métodos e dizer que isso para isso a gente precisa de investimento sim, para que a gente possa lidar, até pensando que a pandemia não tem prazo para acabar e as consequências vão ser duradouras. Segundo o último boletim de 2020 do Sistema de Notificação de Violência da Prefeitura de Campinas, dados mostram que de janeiro a setembro do ano passado foram registrados 570 casos. A violência física está em primeiro lugar com 277 notificações. O cônjuge está na liderança como autoria da violência. Nós somos de organizações da sociedade civil e executamos a política da assistência social de forma parcerizada. E assim, esse trabalho que o Educador Social faz, ele é fundamental para a gente detectar a violência e para a gente tratar dela. Como que a gente pensa essas estratégias e como que a gente cria políticas para lidar com essa situação nesse momento tão difícil em que a gente tem visto os números de denúncias caindo, mas os números de violência, a violência aparece e quem consegue fazer pesquisa e acessar para além do aparente tem mostrado que a violência aumentou. É bom de conferir aí a reportagem que tratou da Comissão da Mulher. Hoje a gente falou agora há pouco no link, o Rubens Morelli trouxe as informações a respeito do combate à exploração e o abuso de crianças e adolescentes. E ontem nós tivemos essa discussão aqui pela Comissão da Mulher. Esse assunto é tão importante que a Câmara de Campinas discute hoje novamente, agora pela Comissão da Criança e do Adolescente, presidida pela vereadora Débora Palermo. Logo mais às duas horas da tarde, este mesmo tema com outros convidados, mostrando aí os caminhos, forma como proteger essas crianças, como combater a exploração sexual infantil em Campinas e como denunciar também, você não pode perder. Agora sim, nós vamos falar da reunião que analisa os impactos da pandemia e que, no último encontro, tratou desses impactos sobre a educação aqui básica na rede municipal de ensino. Acompanhe. A Comissão Especial de Estudos da Câmara, que foi criada para analisar os impactos econômicos e sociais da pandemia do coronavírus, realizou o oitavo encontro do grupo. Os trabalhos da CE foram conduzidos pelo presidente do colegiado, o vereador Luiz Rossini. A discussão abordou o retorno das aulas na rede municipal de ensino. A estratégia adotada pela rede municipal de Campinas se tornou até referência para outros municípios, porque simplesmente não assumiu aquele ensino à distância. Deu autonomia para as escolas para utilizarem dos recursos disponíveis para manter a educação das nossas crianças. Inclusive produzindo material impresso para aquelas crianças e famílias que talvez não tivessem condição de acessar uma aula remotamente. Nesse encontro esteve presente de forma online Luiz Mariguete, diretor pedagógico da Secretaria Municipal de Educação, que explicou como ficou o retorno às aulas. Campinas se colocou de maneira um pouco diferente dos outros municípios logo no início e vem servindo inclusive de modelo. Acho que essa é uma coisa importante de dizer, a gente vem servindo de referência para muitas cidades, sobretudo redes municipais maiores. Mas teve impacto? Teve. A questão da pandemia trouxe dificuldades para as famílias, que impossibilitou, inclusive, que essas crianças pudessem acompanhar as atividades escolares. Foi uma luta muito grande para tentar ir resgatando o relacionamento dessas crianças ao longo desse ano de 2020 e também agora de 2021. Então, a questão da frequência, para nós, ela é um item bastante importante. Diferentemente daquilo que muitos de nós imaginavam, na verdade os professores nesse período, mesmo não estando com aula presencial, tiveram o dobro de trabalho. Houve todo um esforço de capacitação, de readequação das aulas, porque o que o professor, o educador quer é cumprir a sua missão, transferir conhecimento para os alunos. Fazem parte do grupo os vereadores Paulo Haddad, Marrom Cunha, Cecílio Santos e Eduardo Margoga como relator. Nós queremos ouvir o maior número de segmentos possível, porque a ideia da comissão é saber como a pandemia impactou a cidade de Campinas, nas diversas áreas. E nós programamos já para a próxima reunião receber aqui os representantes do Campinas Convention Biro, que trata especificamente da rede de hotéis e que tem na atividade de eventos, de negócios, a sua principal atuação. E esse segmento foi muito impactado também, que está acumulando prejuízos de ordem financeira, econômica, até de demissão de trabalhadores. Então, a gente quer ouvir como esse segmento foi impactado e também ouvir desse segmento quais as medidas ou ações que eles sugerem para que possa recuperar essas perdas e, de repente, retomar a normalidade. E o vereador apela para que Campinas receba um hospital público veterinário do programa estadual Meupet. A moção de apelo de autoria do vereador Otto Alejandro pede que Campinas seja uma das cidades contempladas com o programa Meupet, lançado em 2019 pelo governo do estado e que prevê a construção de hospitais veterinários públicos. Recentemente, o governador João Doria anunciou o início das obras das clínicas veterinárias estaduais em Arassatuba e Votuporanga. O parlamentar fala do que o motivou a protocolar o documento. Muitas pessoas acabam por abandonar. Nós já ouvimos relatos de pessoas terem que fazer cirurgias que custam mais de R$ 1.500 e a pessoa abandonar o pobre animalzinho, a própria sorte, por conta de não ter as condições financeiras. É o desamparo nesse sentido e a falta de ter um hospital público para poder levar os seus animais. Acho que todo mundo já teve casos de precisar de um veterinário. A gente sabe que as custas são muito altas. Tendo esse hospital, que é esse programa Meupet, que é do governo do estado, a gente está fazendo esse apelo ao governador para colocar Campinas à frente desse projeto para ser contemplada, com certeza ajudaria muito. A moção será votada em reunião extraordinária e, se aprovada, representará o apelo do Legislativo para que o serviço seja implantado aqui na cidade. De acordo com o governo estadual, o programa inclui consultas, cirurgias, endoscopia, ultrassom e raio-x nos animais domésticos. Caberá aos municípios, em contrapartida, a contratação dos profissionais para o atendimento. Serão 10 unidades no estado, mas o governo não sinalizou a região metropolitana de Campinas como uma das contempladas. Mais de 1 milhão e 200 mil pessoas, ela está no centro da região metropolitana, com mais de 3 milhões de pessoas nas cidades vizinhas e Campinas está no centro. E nenhuma cidade dessa vizinha também tem esse hospital público veterinário. Então, Campinas ficaria no centro e atenderia também não só a cidade de Campinas, mas toda a região metropolitana. Campinas sendo contemplada, o prefeito com certeza vai fazer de tudo também para poder receber essa unidade do meu pet. E vai contemplar Campinas e vai tomar conta, sim, pelo bem dos nossos bichinhos e amor a todos eles. Campinas precisa disso. A gente aguarda os trâmites agora, né, Mirna? Lembrando que este é o item 11 da pauta desta quarta-feira. A moção, como foi dito na reportagem, se for aprovada, vai representar a opinião da Câmara de Campinas sobre, no caso aí, a necessidade de que também seja implantado na cidade este hospital público veterinário. E falando na pauta de amanhã, vamos falar um pouquinho melhor de outros itens que estão na pauta, Gabriel? Décima sétima reunião extraordinária. Quantos itens nós temos? O que você pode destacar aí de projeto, de moção, como a gente viu agora, que os vereadores vão discutir e votar amanhã? Olha, amanhã, após o comunicado de vereadores, que começa às 9 horas, a discussão e votação dos projetos inicia-se com duas matérias de autoria do prefeito. É a segunda discussão do projeto de lei complementar que trata de mudanças na lei de uso e parcelamento e ocupação do solo. E a segunda discussão também de um outro projeto complementar que também trata de mudanças no plano diretor estratégico. Temos ainda um projeto que será discutido pela primeira vez pelos vereadores, que é um projeto de lei complementar de autoria do prefeito que altera a lei de 2005 do ITBI, a lei do IPTU e também a lei de 2009 que trata do plano de incentivos a projetos habitacionais populares vinculado ao programa Minha Casa Minha Vida. Além disso, nós temos outras matérias de autoria dos parlamentares, também ainda a gente destaca o projeto de autoria do vereador professor Alberto, que já trouxe esse debate aqui na Câmara, que é o combate à fake news. E ainda temos as moções, como nós dissemos aí, a de autoria do vereador Otto Alejandro, temos ainda uma que fala sobre regulação de água, temos a que fala da carga horária de profissionais de enfermagem, também pagamento aos residentes que trabalham na saúde, enfim, todas essas matérias serão discutidas pela tribuna virtual. Lembrando que por conta da pandemia, nós estamos ainda com esse modelo de reunião extraordinária, onde o presidente da Câmara fica à frente dos trabalhos direto aqui do plenário do Legislativo Campineiro e os demais vereadores conectados e participam nas discussões e votações. Tudo isso amanhã ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas a partir das 9 horas. Acompanharemos então a 17ª reunião extraordinária e na quinta-feira você conta tudo para a gente o que aconteceu? Um resumo na quinta-feira. Combinado então, até lá. Até quinta-feira. Você que está nos acompanhando, sabe qual é a diferença entre os bancos tradicionais, os bancos digitais e cooperativas de crédito? Isso pode ser importante, viu, para escolher qual instituição financeira oferece as melhores condições para a sua conta. O quadro Na Ponta do Lápis explica para você. Legenda por Sônia Ruberti falar das instituições financeiras, né? Qual seria a diferença entre os bancos, os bancos digitais e as cooperativas de crédito? Elas têm aparecido bastante no mercado nos últimos tempos e você aí que está sempre de olho aonde deixar o seu dinheiro, onde trabalhar o seu dinheiro, nós viemos trazer um pouco mais dessas informações. Para falar a respeito dessas diferenças, está aqui ao meu lado o Denilson Silva, que é consultor financeiro e vai poder explicar um pouco a respeito dessa diferença, né? Os bancos estão bem estabelecidos já no mercado brasileiro, acho que todo mundo conhece, mas bancos digitais, embora não seja uma novidade, há alguns poucos anos tem crescido mais nos últimos anos. E também as cooperativas de crédito. Tudo bem, obrigado aí pela presença. Ok, eu quero te agradecer, Rubens, do programa Na Ponta do Lápis. E, realmente, Hoje nós nos deparamos com o crescimento dos bancos digitais frente aos bancos tradicionais Basicamente porque hoje nós temos um público jovem que está entrando no mercado E esse público ele conhece muito bem do digital Hoje eles atuam muito com aplicativos Isso está levando o crescimento E também se nós formos comparar em relação aos bancos tradicionais Um banco tradicional hoje possui toda a sua estrutura física, um custo para manter essa estrutura física, agências, pessoas, a sua área administrativa, enquanto um banco digital, ele basicamente no seu aplicativo faz tudo. Então isso leva a baratear o custo, que é o principal motivo do crescimento. Baixo custo, fácil acesso e os jovens que estão entrando no mercado, que está impulsionando muito isso daí. Quando falamos de cooperativas, hoje a cooperativa está se digitalizando muito também. Nós temos a nossa conta digital, porém, ao contrário, diferente dos bancos digitais, um diferencial muito grande nosso, e até frente aos bancos tradicionais, é que hoje nós estamos crescendo com o número de agências. Estamos chegando próximo aos nossos associados. Nós estamos próximos das empresas que nós atendemos. Isso tem sido um diferencial muito grande. Uma estrutura, as nossas estruturas são agências muito bonitas, como essa onde nós estamos, com atendimento diferenciado. Hoje a cooperativa é uma instituição financeira, nós atendemos basicamente com todos os produtos que um banco tem, porém com uma filosofia diferente. Já começando da questão societária, nós somos formados por sociedade de pessoas. E como sociedade de pessoas, você participa ativamente da administração da cooperativa. Você tem voz ativa. Normalmente, pelo menos uma vez por ano, nós temos as nossas assembleias, onde é exposto os nossos resultados, é traçado as linhas, tudo o que está se discutindo e o associado tem direito a voto, ou seja, tem uma participação muito grande. Ele não é somente um usuário, ele é dono do negócio. Isso tem feito uma diferença muito grande. Até o nome cooperativa, acho que leva a você pensar na cooperação. Seria a cooperação entre as pessoas, entre aquela comunidade, o dinheiro fica trabalhando ali? É mais ou menos por esse lado, é mais ou menos por esse caminho? Olha só, quando nós falamos da cooperativa, falamos da participação de pessoas, quando você entra na cooperativa, você aporta capital social, você é dono do negócio. Você vai usufruir de todos os produtos que nós temos. Hoje, nós temos um portfólio de mais de 300 produtos que atende a pessoa jurídica, pessoa física e o agro. Ou seja, atendemos essas três frentes com todas as necessidades, basicamente, que surgem. Com um diferencial de taxas. Por quê? Hoje, nós atendemos o associado. Então, temos um diferencial de taxa. Outro diferencial, diferente de bancos, que o banco atende um público no geral, nós atendemos somente o associado. Ou seja, não tem um movimento que existe nas agências hoje. As nossas agências têm um atendimento personalizado, um atendimento próximo ao associado, rápido, e os produtos que atendem ela. Estamos muito bem digitalizados, atendemos através dos nossos aplicativos, através da internet. Então, isso tem feito um diferencial muito grande. E uma coisa muito importante é que o nosso associado participa do lucro, ou melhor, do resultado da cooperativa, das sobras. Nós não chamamos de lucro, nós colocamos como sobra do resultado. E como que ele participa? Ele participa de acordo com o que ele utiliza da cooperativa, dos produtos e dos negócios. Então, isso é distribuído entre os associados, que volta o associado e para a região onde ele está. Então, a nossa cooperativa, por exemplo, atende algumas cidades do estado de São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Volta para a região, porque volta para o associado. É, isso também é uma característica importante. E vale destacar também que é o Banco Central que regula todas essas instituições financeiras. Segundo o último levantamento, inclusive do Banco Central, realizado acho que no ano passado, em 2020, os bancos tradicionais tinham 81% do mercado, especialmente os cinco maiores bancos do Brasil. Os bancos digitais e as cooperativas vêm ganhando espaço ao longo do tempo, mas ainda com uma participação um pouco menor. Algum tempo atrás você chegava, você tinha que explicar o que era o secreto. Hoje já não. Hoje as pessoas já entendem o que é. Então, tem tido uma aceitação muito grande, principalmente pelo fato de nós estarmos presentes junto aos nossos associados. Isso daí eu falo que o atendimento é o nosso diferencial. E a pessoa que está procurando, ela pode ter conta em mais de uma instituição? Ela pode participar do banco, ela pode participar do banco digital, pode participar da cooperativa ou tem que escolher uma? Não, pode, pode. Isso daí não... Ela não está trabalhando única e exclusivamente em uma instituição. O que acontece é o seguinte, como associado de uma cooperativa, quanto mais ela utiliza da cooperativa, maior o retorno dela. É a participação dos resultados, que nós não chamamos de lucro, como eu te falei. Então, o que a gente fala? Centraliza a sua movimentação com a gente. Por quê? Você vai estar ganhando dos dois lados Você ganha em questão de taxas Nós temos um diferencial muito grande do mercado em taxas Você ganha com os nossos serviços, atendimento E quanto mais você utiliza Quando sai o resultado da cooperativa Você vai estar ganhando também Na participação, na distribuição desses resultados Existe essa questão nos bancos tradicionais Não tem o lucro, que seriam os resultados Ficam mais para os bancos mesmo e o cliente está só pagando as taxas. No caso dos bancos digitais, que eles oferecem taxa zero, pelo menos para ter o cliente, mas conforme a utilização vai tendo taxas também. E como funciona isso também com as cooperativas? O que acontece nos bancos digitais é devido ao baixo custo dele, por trabalhar somente com aplicativo. Então, ele consegue algumas taxas atuais, algumas taxas do momento. Porém, tudo tem um custo. Tudo tem um custo. Até onde vai esse custo? Até onde vão manter alguns dos produtos que eles oferecem? E mais, eles acabam não oferecendo todos os produtos que um banco oferece. Pelo contrário. Pelo contrário. Mas limitado. É bem limitado, bem limitado e a hora que você precisa de um profissional, você sabe que não vai ter. Enquanto na cooperativa, nós somos especialistas no que nós fazemos. Nós estamos ali para dar realmente um auxílio aos nossos associados. E de uma maneira geral, quanto maior a concorrência, quanto mais opções o cliente tiver, melhor para o mercado, melhor para a clientela. Exato. Tá certo. Denilson, muito obrigado pelas informações, pelas dicas e obrigado por participar aqui conosco na Ponta do Lápis. Obrigado você. Valeu, este o Denilson Silva, consultor financeiro, pode nos oferecer uma aula aí a respeito das diferenças das instituições financeiras. A próxima semana a gente volta com mais um Na Ponta do Lápis para você. Grande abraço, até lá. Tchau. Até terça-feira que vem, Rubens Morelli sempre tirando as nossas dúvidas em relação às finanças. Meio dia 18 agora, vamos fazer o seguinte, segundo intervalo aqui no Camarã Total e na volta nós vamos entrar no mundo animal, na psicologia canina. Então não saia daí, porque tem o bicho e muitas informações aqui no nosso programa. Que os cachorros têm sentimentos, isso ninguém pode negar, não é mesmo? Mas nem sempre é simples entender o que eles querem transmitir. Por isso é preciso ficar atento ao comportamento do animal. E sabia que até as atitudes aí do tutor podem influenciar o bichinho? Confira agora no quadro É o Bicho de Hoje. Na internet o que mais tem é vídeo de cachorro demonstrando o sentimento. Estes clamam por atenção. Mas nem sempre o pedido por atenção acontece em forma de olhares. Às vezes, vem por meio de destruição. Quem aí não se lembra do Chico? Deus, eu quero chorar! Tem que soltar? Não! Gente, olha isso! Olha o meu quarto, Chico! Chico! Tem aqueles que ignoram o novo membro da família e demonstram o descontentamento fechando a cara. Ele vai pra ele? Ele gosta tanto de você? Vai lá! Larga esse seu ciumento, já, já! E ainda tem os cães que acabam se ferindo quando não conseguem se expressar de outras formas Este é o caso da Joaquina, que devido ao alto índice de estresse por causa da solidão, passou a comer a si mesma Quando os meus dias eram mais tranquilos, ela ficava comigo o dia inteiro E aí por causa da correria, da clínica, tudo, eu não consegui mais estar dando a mesma atenção que eu dava no começo Então acaba que ela fica mais sozinha em casa. Mesmo tendo outros bichos, ela acabou adquirindo ansiedade, ficava se comendo as patas. Ai, terrível. Com o passar do tempo, a situação piorou. Cada dia que eu chegava em casa era um buraco. Ela comia da frente, depois comia de trás, aí começou a comer o rabo, aí ela puxava os pelos, ela arrancava os pelos fora de ansiedade. Segundo esta veterinária, os animais dão sinais quando o psicológico não vai bem. Por isso, atenção às atitudes. O comportamento natural é aquele animal calmo, tranquilo, que come, toma água tranquilamente. O que é alterado? O que ele não faz de hábito normal? Que é quando ele fica mais ofegante, sem nenhum motivo, fica andando de um lado para o outro. Ou fica ao contrário, fica mais apático, ele pode estar também cavando a caminha, ele fica triste, aí ele deixa de comer. Então, todos esses sintomas a gente está observando. E você, tutor, cuidado com o próprio comportamento. A gente tem, às vezes, proprietários que têm essas ansiedades até no jeito de falar, no jeito de conversar, que acabam refletindo no animal. E aí você tem que tratar o animal e o dono também? Nas consultas acaba assim, a gente acaba conversando, porque como o animal acaba sendo reflexo do dono, a gente orientando o proprietário, acaba conduzindo para uma melhor resposta do animal no tratamento. No caso da Joaquina, a tutora busca agora se manter mais tranquila, mesmo com toda a preocupação causada pela pandemia de coronavírus. No começo foi mais difícil, né? Mas agora tá melhorando. A pandemia assustou bastante, né, gente? Que acabou também afetando ela. Porque a gente, eu, no meu serviço que é essencial, eu não parei. Foi pelo contrário, a gente correu mais ainda. E aí foi onde deu a crise nela e eu não imaginava que poderia acontecer isso. E agora por ela você tá tentando ficar bem também. Sim, por ela a gente fica mais calmo. Até eu tô fazendo tratamento. Né, Jojo? Afinal, os animais também têm sentimentos. Eles não falam, mas eles demonstram a reciprocidade de um carinho, de um petisco. O que eles gostam, eles demonstram. Eles podem não falar, mas na expressão, eles demonstram sim. Também pode ter esses sentimentos machucados aí? Pode, pode. A Joquina é um exemplo, ela foi resgatada, mas hoje ela não tem mais estresse nenhum sobre o que ela viveu antes de ser resgatada. Então, isso foi amenizado e tranquilizado. Meio dia e 28, nós estamos ao vivo nesta terça-feira e agora é hora do quadro Histórias de Vida, que vai contar a trajetória do Fernando Abraão, que dedicou mais de 30 anos da carreira profissional para manter viva a memória de Campinas. Campinas tem muitas histórias para contar, mas é preciso organizá-las. E no nosso programa de hoje, Histórias de Vida, nós vamos conhecer um desses personagens que ajudou a organizar toda essa história de Campinas, ou a maioria delas, lá no Centro de Memória Unicamp. É o Fernando Antônio Abraão, que está aqui ao meu lado. Vai poder contar um pouco da sua história, não é isso, Fernando? Da minha história de Campinas. Obrigado. Então, eu sou o Fernando Antônio Abraão, eu tenho 58 anos, sou historiador formado, Tenho mestrado e doutorado em História também e trabalho aqui em Campinas desde 87 a 34. Agora em abril eu vou fazer 34 anos que eu estou aqui em Campinas, vivendo e trabalhando. Eu cheguei aqui em Campinas Aqui em Campinas, na Unicamp, havia sido criado há pouco tempo o centro de memória da Unicamp Que é uma entidade, um centro cultural, um centro de pesquisa e de documentação ligado a Campinas Então, aqui o professor Amaral Lapa fez esse centro para trabalhar com a documentação de Campinas. Conversou com o reitor e tudo mais e tal. Isso em 1985. E eu, em São Paulo, havia feito a especialização justamente em documentação histórica, em arquivos históricos, no Arquivo do Estado de São Paulo. E então o meu curso de história acabou pendendo para esse lado da documentação E era justamente o que o Amaral Lapa precisava para começar o centro de memória Do jeito que ele queria Porque ele havia tido alguns apoios ali da universidade E alguns outros colegas que trabalham com arquivos Mas que tinham já sua responsabilidade Então, ele resolve criar a equipe dele de, digamos, historiadores e arquivistas. E aí foi assim que eu vim para cá. O Centro de Memória já era uma referência na universidade, já era muito comentado, já havia um grupo de pesquisadores interessados em ir pesquisando na documentação, mas era assim, era formado por uma biblioteca, que já tinha uma sala boa, um arquivo, por exemplo, eu fui para uma sala que era uma sala muito menor do que essa daqui, porque não tinha, o acervo ainda estava espalhado pela universidade por diversas unidades que estavam apoiando o centro. Então, meu trabalho lá depois foi conseguir o espaço, reunir o acervo do centro de memória, porque o Lapa, nesses dois anos, o Amaral Lapa não parou de trabalhar, ele foi colhendo e trazendo para lá, inclusive eu. Quando cheguei, nós fomos para várias outras entidades para trazer esse material para a Unicamp, mas ele ficava em alguns pontos. Aí, quando nós conseguimos reunir tudo isso, já no prédio do Centro de Memória, aí então nós conseguimos desenvolver o trabalho que era um trabalho fundamental de organização do material. Porque antes, o arquivo da Câmara, desculpa, mas o arquivo da Santa Casa de Misericórdia, o arquivo do Tribunal de Justiça de São Paulo, do Fórum de Campinas, no caso, ele estava organizado de acordo com as diretrizes deles lá. Então, a gente tinha que unificar isso para o pesquisador ter acesso da melhor maneira, mais rapidamente. Isso sem dizer para você que nós tínhamos também que conservar o documento que já estava em péssimas condições. Então, nós encontramos esse ambiente. Um ambiente disperso, mas um ambiente muito rico em informações e que nos estimulava a desenvolver um projeto rápido de organização e disponibilização para a sociedade. O CMIU é importante porque se não houvesse essa ação dessas pessoas E aí quando eu digo Amaralapa, por trás da liderança dele Tem muitos outros professores que também abraçaram essa ideia E a sociedade de Campinas também abraçou Tanto é que o CMU é referência, até hoje. Agora, se isso não fosse feito, se o CMU não existisse, muito dessa documentação estaria perdida. Eu digo do judiciário, no judiciário ainda foi possível nós resgatarmos 80, 90% dos processos mais antigos de Campinas. E o primeiro processo que tem em Campinas, que é de 1796, que foi quando Campinas passou a condição de... Campinas teve... administrativamente ela foi elevada, né? Então ela pôde ter uma comarca, ela pôde ter um juiz, pôde ter um judiciário. Então, Campinas é de 1770 e tal, mas 1797 é a data em que Campinas teve o seu primeiro fórum, o seu primeiro cartório judicial. Então, rapaz, imagina que já pelo menos uns 10% do acervo já estava se perdendo. E se hoje nós temos inúmeras pesquisas nas universidades sobre a história de Campinas, É por conta do Centro de Melhoras. Quando eu fiz esse trabalho de orientação, de organização e tudo mais, a gente acaba se interessando por algum outro tema. Eu lembro que o primeiro tema que me interessou foi justamente a questão dos escravos, Por quê? Aparece nos documentos, nos processos do fórum, do judiciário, uns processos chamados ações de liberdade de escravos. Como que uma ação de liberdade de escravos? Então, você vai estudar a lei e vai ver que naquela data, não na data do processo, porque o processo é contingência da lei, ele vem depois, óbvio. Mas existia uma lei que permitia que o escravo, a partir de um pecúlio, conseguisse adquirir a sua liberdade. Pô, então isso já desperta um interesse. Então o que o Fernando fez? Ele reuniu uma equipe de estagiários e vamos reunir todas as ações de liberdade. Conseguimos reunir as ações de liberdade, organizamos, fizemos um catálogo desses processos e oferecemos a pesquisa. Pronto, já é uma atividade importante para o pesquisador, ele já tem um instrumento de pesquisa. Aí me interessa, então, pesquisar essas ações de liberdade. Esse aqui foi um trabalho meu de mestrado, Porque eu comecei a estudar nos processos do judiciário Eu me interessei pelos crimes Porque o crime foi a última leva que o fórum mandou para o CMU Então quando chegaram os crimes, chegaram assim, vamos dizer, num lote específico O último lote foram os crimes Então, aí me interessou descobrir muita coisa ligada ao crime, escravidão, crime e imigração, coisa que a gente vê hoje em dia, né? Hoje tem o estereótipo do imigrante, do criminoso, porque ele vem de fora, principalmente na Europa. Então, isso também aconteceu no Brasil, o estereótipo de quem vem de fora, do estrangeiro, para aumentar a criminalidade. A gente sabe que não é bem assim, mas... Então, rendeu. Depois, me interessei na área de história econômica, me interessei pelos inventários e em saber, justamente saber, se a riqueza de Campinas provém apenas da parcela, da elite da sociedade. Então, é óbvio que não, mas quanto? Quanto que as outras camadas da população contribuíram para o desenvolvimento? E aí eu já sabia que o inventário era uma fonte fundamental para eu começar uma análise, porque eu já tinha organizado esses inventários, posto à disposição. E aí fiz o meu doutorado, que é a mobilidade social e a riqueza na economia cafeeira. Se você analisar os períodos, são sempre os períodos em que a documentação está disponível no Centro de Memória. Eu ocupo a cadeira número 1 da Academia Campinense de Letras. Eu entrei para a academia em 2015. Eu já estava um pouco debilitado porque de saúde e tal E eu resolvi ter um novo ânimo e tal E realmente a academia me deu novos ânimos, eu fiz novas amizades Tive um problema sério de saúde em 2014 Em 2015 eu continuei com tudo, voltei mais animado E aí nós... Bom, tenho muitas amizades lá E hoje eu sou diretor de biblioteca da Academia Campinense de Letras É fundamental você ser reconhecido pelo povo Porque a Câmara ali representa o povo de Campinas E o primeiro deles, em 2017 que é o Zumbi dos Palmares, foi por conta dos meus trabalhos todos anteriores com relação à história da escravidão em Campinas. Então eu me senti muito honrado com isso. O Guilherme de Almeida já tem a ver também muito com a academia, com o Instituto, porque a gente acaba se envolvendo com esse lado mais literato da cultura, digamos assim. Agora, o cidadão campineiro é aquela coisa, eu sou campineiro mesmo, eu tenho diploma de cidadão campineiro e isso me deixa muito feliz, porque minha vida toda eu construí aqui, Vim para cá desde 87, estou aqui, não pretendo sair Apesar de toda a família morar em São Paulo Minha mãe e meus irmãos moram em São Paulo Mas eu pego o carro, visito Eles me visitam e a gente tem essa alegria de estar em Campinas E de poder mostrar Campinas para quem quer conhecer essa cidade muito boa de se viver e de se morar. Eu adoro mesmo estar aqui. E a Câmara é a honra máxima, né? Então, só tenho a agradecer todas essas homenagens. Campinas sempre passou por momentos difíceis. Campinas sempre foi uma cidade pujante, mas também sempre se deparou com problemas sérios na sua trajetória. E ela sempre soube sair desses problemas mais forte, mais robusta. Isso é característica do paulista. O paulista que eu digo é o cidadão do estado de São Paulo. Então Campinas é uma cidade referência para esse estado. O que eu quero deixar de mensagem é o seguinte, que apesar de todos os problemas que nós vamos enfrentar, estamos enfrentando, nós temos que estar sempre unidos para, conhecendo o nosso passado de glória, de tristeza, mas também de muito crescimento, muita glória, reconhecer que a gente tem um caminho certo a seguir lá adiante. Então, o campineiro gosta muito da sua história, ele tem orgulho da sua história E não é por menos não, é porque ele precisa, ele tem que ter esse orgulho para crescer ainda mais E é isso que a gente deseja para Campinas Michel Amorim conversa agora com o artista visual que tem dois curtas para lançar, o Rafael Giraldelli. Acompanhe esse bate-papo sobre histórias distópicas de muita reflexão do universo épico que começa agora na sua tela. O Universo Épico no ar e no programa de hoje tem curta aqui na telinha. A gente vai bater um papo sobre dois curtas. E quem já está conectado aqui comigo é o Rafael. Rafael, tudo bem? Tudo bem. Obrigado pelo convite aí, pessoal. Muito contente de fazer parte do quadro. Rafael, hoje o nosso bate-papo é sobre curta-metragem. Você tem duas produções, Contra Vozes e Temporário. Vamos começar pelo Contra Vozes? Fala um pouquinho da história para o pessoal de casa aí conhecer o seu trabalho. Bom, legal. O Contra Vozes, na verdade, ele nasceu como um roteiro que eu escrevi em 2019, bastante influenciado pelas questões ambientais que estavam sendo bastante discutidas na mídia, especialmente as queimadas na Amazônia. Então, o que eu me propus a fazer foi trabalhar uma narrativa que se passava numa versão futurista de um Brasil, uma situação distópica, onde a questão ambiental se tornou daí a grande motivadora de empecilhos para a humanidade como um todo. Temos, então, um Brasil tomado por um modelo de cidades inteligentes, fortemente vigiadas por câmeras de segurança e diversos dispositivos de monitoramento espalhados pelas ruas maltratadas, abandonadas, as grandes cidades. E temos aí a figura dessa personagem, a Louie, que é uma jovem hacker que está muito incomodada com o sistema, com a situação das coisas. é a última sobrevivente, a última integrante desse coletivo de ativistas hackers e ela tem bolado um plano para poder fazer a sua mensagem ir mais longe, no sentido de furar as bolhas, essas bolhas de percepção que atualmente permeiam muito a nossa experiência de fruição do mundo pelas redes sociais. No caso dela, a gente tem algo do tipo, intensificado pela maneira como a gente, ou melhor dizendo, como as pessoas dessa narrativa em específico, continuam fluindo das notícias, das narrativas, das maneiras de perceber o mundo por meio dessas redes. E que no caso da Louie, ela se propõe a construir um grande dispositivo que faz com que a mensagem dela atinja um número maior de pessoas, mas alguém percebe seus planos e ela acaba sendo perseguida em virtude disso. Daí ela precisa realizar uma parceria improvável com uma entregadora ciclista via aplicativo para realmente promover alguma mudança, construir ali uma possibilidade de resistência real contra aquele grande projeto de poder vigente. Rafael, é uma temática muito atual, né? A questão da Amazônia. Por que você escolheu essa temática para tratar nesse curta? A questão ambiental, na verdade, era algo que já estava presente em um curta-metragem meu de 2015, que depois serviria como motivo para inspirar a realização de uma HQ também. Esse curta-metragem chama-se A Última Guerra em Canudos, A Barganha. Está disponível na íntegra no meu canal do YouTube E na ocasião ele foi um curta bastante inspirado pela situação da crise hídrica no estado de São Paulo Daquele ano específico Passamos por uma seca prolongada e consequentemente o sistema cantareira Ficou muito abaixo de sua capacidade de drenagem Então muito se debateu na época a respeito do que poderia ser feito ou do que estava deixando de ser feito, na verdade, para proteger essas fontes de recursos naturais que para nós, enfim, tendemos a colocar o tempo todo a humanidade como algo apartado da natureza, vendo ela como algo que precisa estar o tempo todo em subserviência à humanidade, mas na verdade somos uma coisa só, não tem como dissociar daí o ser humano da natureza. Então, o tempo todo, encaramos ela como sendo algo que deve só nos prover recursos e, consequentemente, não devemos respeitar os seus limites. E isso sempre provoca questões sérias a longo prazo, como estamos podendo presenciar com as mudanças climáticas em uma escala global. E no caso também desse Curta de 2015 em específico, O que muito me impactou foi uma disciplina que eu fiz na Unicamp com o professor Luiz Marques sobre distopias, que enfim, eu enquanto fã de cinema, de histórias em quadrinhos, esse grande consumidor de materiais diversos da ficção científica, sempre apreciei muito narrativas estópicas, mas o que essa disciplina da Unicamp me permitiu vislumbrar foi uma outra possibilidade de se trabalhar distopias, uma que parecesse menos atraente, digamos, ao que o cinema hollywoodiano costuma retratar, retratar, né? Que o tempo todo se pensa, né? Nessas narrativas onde a distopia é estabelecida por meio de uma revolta das máquinas, por meio de uma invasão alienígena, por meio de sempre algo apartado da humanidade, né? Como se a humanidade não tivesse responsabilidade para com o estabelecimento daquela situação extrema. Ô Rafael, mas olha que interessante, né? Você trazendo essa temática, né? Porque a gente vive como se todos esses recursos, água, as florestas, todos esses recursos fossem infinitos, como se não fosse acabar. Como você falou aí da crise hídrica, nessa época eu estava no jornalismo diário e eu me lembro muito bem da preocupação. Inclusive, recentemente eu até li da possibilidade bem próxima da gente passar de novo por uma crise hídrica. E aí entra a ficção com a realidade, porque o cinema, seriados, estão cansados de retratar pandemias, vírus mortais. E a gente está vendo aí essa realidade, né? Que saiu da ficção. Então, é mais ou menos isso que você trata nas suas histórias, né? Sim, certamente, né? E na minha perspectiva, essa e as outras possíveis pandemias que poderão vir depois dessa são resultado dessa intervenção desenfreada do ser humano em relação ao meio ambiente, né? Tudo meio que se conecta nessa questão Então quando eu penso em trabalhar a distopia O que é o pé da letra, etimologicamente falando Quer dizer, o mau lugar A partir dessa chave da degradação ambiental Eu estou pensando, na verdade, em situações que são muito próximas Do que estamos vivendo atualmente Então a última guerra em Canudos foi minha primeira tentativa Em trabalhar essas questões o Contra Vozes veio nessa intersecção de pensar essa situação da má qualidade do ar, provocada por queimadas, com as cidades fortemente vigiadas. E houve esse aspecto premonitório meio assustador, porque naquele roteiro que eu escrevi, Acho que em agosto de 2018, na verdade não, de 2019, justamente para inscrevê-lo para o PROAC, e esse projeto do Contrabosses foi contemplado pelo Prêmio Estímulo a curtas-metragens do PROAC daquele ano, ele já previa as pessoas usando máscaras, mas máscaras sem que houvesse a intenção de se discutir vírus ou algo do tipo, mas era mais uma máscara de filtragem, como acontece em algumas cidades hiper poluídas da Índia e da China, atualmente em alguma medida, que são tomadas por aquela mistura de neblina com fuligem industrial. Só que é isso, a pandemia acabou atravessando o nosso processo de pré-produção e conseguimos realizar o projeto, levando em conta todos os protocolos de segurança necessários para realizá-lo a nosso favor também tinha aí uma equipe pequena mas bastante engajada em fazer esse projeto acontecer e consequentemente daí a gente acabou não tendo como não falar da pandemia ela acabou sendo parte do projeto de uma forma ou outra e vai acabar interferindo na percepção das pessoas em relação a esse filme como um todo posteriormente E aí falando da parte técnica, você já adiantou que era uma equipe pequena, então era uma equipe de quantas pessoas, qual o custo dessa obra? Conta um pouquinho para a gente dessas questões técnicas. Sim, legal. O nosso projeto foi contemplado pela linha do edital, como eu mencionei, o projeto Estímulo a curtas-metragens do PROAC de 2019. O nosso orçamento ali foi de 100 mil reais para trabalhar, que é o teto dedicado a cada um dos projetos inscritos para esse edital em específico. E ao todo, assim, levando em consideração também as pessoas que estavam fora ali da linha de produção, creio que éramos em torno de umas 15 pessoas, talvez, sabe? Mas, obviamente, não todos ali o tempo todo em cima do set, propriamente dito, né? Mas cuidando daí de outros aspectos periféricos. Ainda assim, foi o projeto de maior escala com o qual eu já me envolvi até os tempos de hoje. Tinha feito, enfim, desde 2015, com A Última Guerra em Canudos, projetos de curtas-metragens, mas sempre em caráter muito, muito, muito, muito restrito, muito pequeno, em escopo universitário. E, de repente, eu me vi com essa oportunidade de realizar um filme, enfim, com 15 pessoas. E para mim foi uma experiência magnífica, tanto por eu estar contando com a ajuda de profissionais muito experientes, que somaram com suas respectivas expertise para a gente poder fazer um material bastante legal, bastante influenciado também por muitos aspectos da literatura cyberpunk, por William Gibson, por esses escritores que pensam também essas preocupações, essas intersecções entre meio ambiente e tecnologia. E foi isso, o nosso ponto de partida para essas questões acabou sendo uma equipe relativamente pequena, se comparada com outras produções que tivemos circulando mesmo em nível Brasil. Falando de cinema independente Meio que acaba sendo isso Na maioria das ocasiões Muito diferente do que seria uma produção De grandes estúdios de TV brasileiros E ainda mais diferente do que seria uma produção hollywoodiana E quando a gente fala Quando a gente fala na questão de futuro Eu imagino tecnologia avançada Tenha envolvimento de computação gráfica nesse curta, porque você imagina toda uma cidade diferente, você está falando aí de cidades inteligentes, num futuro. E aí, usou bastante computação gráfica ou não? Não, não. A nossa distopia acabou sendo trabalhada assim numa chave meio low-tech, né? Para tanto, pesou na decisão tanto uma equipe pequena, assim, não tínhamos no orçamento previsto um profissional específico para fazer essa parte do VFX, mas garantimos pelo menos algumas cenas, alguns planos, onde temos essa visão das câmeras de segurança em relação à personagem principal, onde temos a colocação de alguns efeitos de vídeo, mas pouquíssima computação gráfica foi de fato empregada, Temos basicamente alguns efeitos de edição de vídeo, porque o nosso interesse era trabalhar muito nessa oposição de uma sociedade de autotecnologia, com alguns poucos aparatos, alguns poucos dispositivos de vigilância dispostos nas ruas. Então, o projeto de poder vigente representava essa alta tecnologia, enquanto a Louie, a nossa protagonista, a hacker que vai resistir contra esse projeto de poder, ela precisa se virar com baixas tecnologias, digamos, entre aspas, com tecnologias ultrapassadas ou consideradas antiquadas. Então, em boa parte do filme, ela está abrigada nesse grande galpão industrial, onde ela tem acesso a uma série de equipamentos antigos, peças mais elétricas do que eletrônicas, digamos, e é a partir delas que ela começa a construir esse grande dispositivo. Essa subversão que ela consegue realizar e fazer essa mensagem atingir essas pessoas é construída a partir de uma tecnologia que muitos já desprezam. E é um pouco também a nossa crítica em relação a como a gente tende a descartar muito rapidamente materiais eletrônicos, como a gente tende a criar essa grande montanha de lixo com esses materiais, essas tecnologias que são rapidamente, cada vez mais rapidamente superadas por novas tecnologias. Bom, e ainda vamos continuar aqui o nosso bate-papo. Se você aí de casa está gostando, não saia daí, porque agora o Rafael vai falar sobre um outro curta dele, Temporário. É isso, Rafael? Isso, exatamente, Temporário. E aí, conta um pouquinho da história de Temporário para a gente. Bom, o temporário eu considero em alguma medida como o irmão mais novo do Contravozes, né? Ele se passa um pouquinho diferente nos dias de hoje, mas ele traz de um tempo futuro também distópico a uma personagem misteriosa, de uma viajante do tempo, conhecida somente pela alcunha de Crononauta. e ela, enfim, se depara com a situação aí da pandemia no país no ano de 2020 e começa a se colocar numa situação de isolamento, né? Sem saber como se comunicar com as pessoas, captando os sons dos arredores que ela considera, que ela percebe, na verdade, como sendo situações bastante intolerantes para com a diferença como um todo, né? Isso vai incomodando ela cada vez mais, a ponto dela se colocar deprimida, isolada por uma forte chuva que vem caindo do lado de fora, dentro dessa casa, até o momento que ela encontra, que ela se depara com o som e troca ideia com o morador de rua, que por acaso também estava abrigado ali na mesma casa. Então, ele é um curta que trabalha de maneira muito mais evidente Essa questão do isolamento E que, enfim, também permeia o cotidiano de todos nós nesses últimos tempos E que tece várias reflexões sobre o momento que estamos passando Em alguma medida, ele é um curta muito mais contido Tanto em termos de locação, quanto em termos de ações, em comparação com Contravozes. Se no Contravozes nós conseguimos, por exemplo, até realizar uma cena de perseguição da personagem com um drone, nesse não, a gente tinha basicamente a ação toda contida em uma casa. Então ele carrega consigo esse elemento mais performático, digamos, mais próximo do que seria uma videoarte. Então, ainda assim, traz essa carga de referências que para mim são muito importantes Da ficção científica como um todo Dialogando um pouco com essas narrativas com maior orçamento Que exploram em alguma medida essa temática da viagem do tempo Mas que são em grande medida reflexões da minha parte Sobre esse momento excepcional, difícil que estamos vivendo Evidentemente distópico por si só e que são colocadas, são opiniões aí exteriorizadas por esse personagem específico. E aí, Rafael, como é que vai ser a partir de agora para chegar até o lançamento dessas duas produções? O que você está planejando? Porque ainda a gente continua vivendo a pandemia e um momento com, ora, restrições mais brandas, ora, restrições mais duras. Como é que vai ser a partir de agora? Você pretende esperar um pouco antes de lançar Ou não vai trabalhar com festivais antes de chegar no público Ou vai lançar diretamente nas suas redes sociais Como é que vai ser a partir de agora? Legal Ambos os filmes eu pretendo escrever em festivais Então, no caso do Contra Vozes Por uma questão específica da Lei Aldeblanc e nesse sentido vale reforçar o apoio desses editais formulados no município de Hortolândia pela Secretaria de Cultura e por todos os agentes responsáveis por nos ajudar com o fomento dessa lei, no caso Secretaria de Cultura de Hortolândia, Prefeitura de Hortolândia, Secretaria Especial de Cultura vinculada ao Ministério do Turismo e o Governo Federal, vale a pena preservar um tempinho para agradecer todas essas partes. E, enfim, por uma questão da lei, a gente fará uma liberação desse material, pelo menos pelo período, digamos, de 24 horas, no canal da Secretaria de Cultura de Hortolândia no YouTube. A nossa intenção é realizar também um bate-papo, a intenção é que isso aconteça em torno do final de março, início de abril. E no caso do Contravozes, temos aí esse processo de também inscrever em festivais. O Contravozes temporário vai permanecer online por um tempo específico, depois ele vai ser retirado para também circular, também ser inscrito em festivais. Mas no caso do Contravozes, a ideia é começar a investir nessa inscrição nos festivais maiores de cinema do país nesse ano. E sem nenhuma janela de exibição específica em vista Estamos ainda em conversa com algumas partes Para também conciliar essa exibição Junto com uma contrapartida do PROAC Que daí também vale agradecer também O pessoal da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo Pelo fomento E é isso Nossas perspectivas aí são basicamente Ter basicamente dois anos desse processo de inscrição, de circulação desses dois curtas em festivais do tipo para que depois disso eles sejam divulgados nas minhas próprias redes sociais de maneira ampla para o público como um todo poder assistir. Já que você falou, então, passa as redes sociais para o pessoal de casa onde eles te encontram para acompanhar esses curtas quando eles forem lançados. Muito bem, tem o meu próprio canal do YouTube Que vocês podem localizar pelo meu nome mesmo Rafael Guiraldelli Assim como o meu perfil oficial no Instagram O arroba é artguiraldelli E tem também o meu próprio site Onde eu tenho divulgado tanto o meu trabalho Com projetos audiovisuais E como ilustrador, quadrinista Que é o rafaelguiraldelli.com Rafael, muito obrigado pela participação Então, sempre que tiver novidades, volta aqui para compartilhar com o pessoal que acompanha o Universo Épico. Combinado? Perfeito. Eu que agradeço pela disposição em ouvir e pela oportunidade. Sou muito grato. Valeu. Ponto final no Universo Épico. E olha só, semana que vem tem muito mais. Tchau, tchau. Muito obrigado Michel Amorim por todas as informações, entrevista muito bacana. Antes da gente encerrar, olha só aqui na minha tela, definido confronto, hein? Final do Troféu do Interior, Grêmio Novo Horizontino e Ponte Preta, nesta quinta-feira, conhecido como Depois de Amanhã, 7h15 da noite. Jogo único, então, Novo Horizontino e Ponte Preta, mando do Novo Horizontino, fez melhor campanha, joga em casa, quinta-feira, 7h15 da noite, se der empate, disputa vai pelos pênaltis, Ponte Preta já vacinada, porque eliminou o Botafogo nos pênaltis, eliminou o Bragantino nos pênaltis e agora faz a final diante do Novo Horizontino. A você que está nos acompanhando, muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência, continue aqui na TV Câmara Campinas, daqui a pouco, às duas horas da tarde, tem reunião da Comissão Permanente de Defesa dos Direitos da Criança, do Adolescente e da Juventude, e depois, às quatro e meia da tarde, tem reunião da Comissão de Finanças e Orçamento, as duas reuniões ao vivo aqui na TV Câmara Campinas, não perca então, até lá. Tchau, tchau. Legenda Adriana Zanotto