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16 views Publicado 29/07/2025 HD · 1:20:24

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Emocentro da Unicamp está com estoque baixo de bolsas de sangue. Saiba como doar. Gravado em Valinhos, filme Joaninha Douradinha A orig Origem será exibido em escolas da região. Comissão Especial de Estudos debate futuro das salas públicas de cinema em Campinas e propõe estratégias para reativar e valorizar o setor na cidade. [Música] [Música] Olá, boa tarde. Terça-feira, 29 de julho de 2025. Começa agora o jornal Câmara Notícia ao vivo meio-dia, mais 11 minutos. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência e participe. Vamos conversar. Mande a sua mensagem pelo número do nosso WhatsApp 19 ao nosso DDD. Para você que é de Campinas e região, pode direto no número que já aparece aqui embaixo da sua tela, 97829377, ou você tem a opção de enviar esta mensagem. apontando a câmera do seu celular para o Qcode. Também já aparece uma mensagem na sua tela aí do celular. WhatsApp da TV Câmara Campinas. Você aperta e pode mandar o seu elogio, uma crítica construtiva, o que você quer assistir aqui no nosso telejornal que a gente conversa ao vivo. Banco de sangue docentro da Unicamp opera com estoque de bolsas do tipo B negativo em nível crítico e em estado de alerta estão os tipos O positivo, A positivo, O negativo, AB negativo. E a gente sempre reforça que uma doação de bolsa de sangue pode salvar até quatro vidas. Repórter Rafael Turat está na unidade da Unicamp e vai trazer todas as informações sobre a situação atual, os requisitos para quem pode doar os horários. Então, seja bem-vindo e boa tarde, Rafa. Boa tarde, Gabriel. Boa tarde a todos que estão nos acompanhando no Câmara Notícia. É isso mesmo. Estou aqui no centro da Unicamp porque o estoque de alguns tipos sanguíneos está em estado crítico, está em estado de alerta. E para falar dessa situação difícil, né, eu estou aqui com a doutora Carolina Salmoirague. Ela que é diretora do serviço de coleta aqui do hemocentro da Unicamp. Doutora, como que está o estoque atual e dos tipos sanguíneos aqui no Emocentro? Boa tarde, seja bem-vinda. Boa tarde, Rafael. Obrigada pelo convite. E pro poporcionar, a gente tá falando de um assunto tão importante. Realmente nas últimas semanas a gente tá passando por uma por um estoque realmente difícil. Estamos em níveis críticos, tanto do grupo sanguíneo A quanto O, tanto positivo quanto negativo. Isso mesmo, porque a grupo de pacientes que em geral estão no hospital e que dependem de sangue, na maioria das vezes sai o grupo O e A, mas a gente continua sim em situações estáveis, mas porém ainda abaixo dos outros tipos sanguíneos. Então, em resumo, precisamos de todos os tipos sanguíneos eh no momento, porque a gente atende uma região muito grande. O hemocentro da Unicamp é responsável por uma abrangência de 7 milhões de habitantes. Ou seja, 7 milhões de habitantes se proporcionam, né, do sangue que é aqui coletado, não só neste posto, nos postos fixos, como também nas coletas externas. E como que é esse esse baixo estoque, né? Quais os problemas que essa baixa pode acarretar no no sistema de saúde, nessa falta de sangue, atrapalha em cirurgia? É realmente quando você não tem um estoque adequado, cirurgias que são eletivas, né, ou seja, que podem ser postergada, inicialmente já são canceladas. Então, aquele paciente que tá meses esperando por uma cirurgia, se naquele dia o estoque está ruim, infelizmente teremos que cancelar essa cirurgia. E a gente acaba direcionando a quantidade, a pouca quantidade que temos de sangue para os pacientes em urgência e emergência. Temos também que falar de um grupo de pacientes que dependem do sangue para sobreviver, como pacientes com anemia fosforme, talacemia, pacientes em transplante, pós-transplantes ou em quimioterapia, que o sangue vai ser o arcabolso essencial paraa manutenção da vida deles. Então, esses pacientes também acabam sendo prejudicados, porque em vez da gente, por exemplo, transfundir duas bolsas de sangue, a gente acaba sempre avaliando de forma ainda mais criteriosas e liberando uma bolsa no máximo para esses pacientes por dia. Doutora, por dia, qual que é a média de doadores, assim, num dia bom, num dia ideal, qual que é a média, como que está atualmente também, né, que para reforçar a ideia do pessoal vir colaborar e vir doar sangue. Olha, Rafael, eh, aos sábados a gente costuma ter mais doadores, mas dizendo você, uma média durante a semana, a gente costuma ter uns 80 doadores, mas nas últimas semanas a gente tem ficado aí 1/3 disso, uns 20, 25 e doadores de sangue. Infelizmente, eh, esse frio acaba afastando, né, muitas pessoas de virem ao centro da Unicamp, eh, ou aos outros postos fixos para praticar esse ato de solidariedade. Qual que é o número mais ou menos ideal de bolsas de sangue que o hemocentro precisa diariamente? Considerando não apenas esse posto fixo, mas todos os outros postos fixos, eu diria que umas 300, 350 bolsas por dia seria o ideal, eh, para que de fato a gente mantivesse os estoques e níveis adequados. E doutora, é simples virtuar, né? Quais são os critérios para doar? Quem pode vir do ar? Conta mais um pouco pra gente. Eu acho assim, se você pensa, né, em praticar esse ato de solidariedade, lembrando, é um ato que sustenta milhares de vida. Eu tô falando aqui de 88 cidades nas quais eh o hemocentro da Unicamp ajuda nesse suporte, né? eh eh dos estoques de sangue é simples. Na verdade, a primeira coisa que você tem que perguntar e é o que eu costumo falar pro doador é primeiro, eu estou em boas condições de saúde, porque você só vai conseguir ajudar o outro se você está bem? Então essa é a primeira pergunta. Eu estou bem, eu estou sem, né? Eu tô sem, sem gripe, eh eu tô sem, eu tô sem tomar uma medicação, eu tô sem diarreia. Então assim, eu estou num estado normal porque eu posso ter algumas doenças, já a gente vai falar a respeito, mas primeiro, estou me sentindo bem? Essa é a primeira pergunta, né? A outra pergunta é: você tem quantos anos? Então é importante você ter acima de 18 anos, né, para você vir independente da autorização dos pais. E se você tem mais de 16 anos e tem essa vontade de doar, você tá eh liberado de doar a partir dos 16 anos, desde que é assinado a com a autorização dos responsáveis. Tem a questão do peso também tem um peso mínimo. Sim, isso eu tenho um peso mínimo de 50 kg, né? Isso porque, exatamente, estamos pensando eh o que que a gente quer? A gente quer que o doador chegue, doe e saia igual ou ainda melhor com essa sensação de fiz um ato bom, estou ajudando outras pessoas. A gente não quer que o doador saia aqui e se sinta fraco, né? eh, e que sinta algum tipo de reação. Então, tudo que é feito aqui no hemocentro da Unicamp, né, e em outros hemocentros, é para que o doador venha e volte melhor ainda, né, após esse ato de amor e solidariedade. E qual é o grupo, né, que tem inaptidão definitiva assim que não pode doar, doutora? Olha, Rafael, existem vários critérios, então eu já convido todos a entrar no site, né, do Emocentro da Unicamp, www.emocentroicamp. Lá a gente colocou alguns critérios de doação de sangue, só que a gente só vai definir, existe alguns critérios sigilosos que apenas na entrevista aqui presencialmente a gente vai conseguir tirar essa dúvida, tá? Mas, por exemplo, uma pessoa que fuma, ela ela pode doar como que é? Pode sim, pode sim doar. A gente só pede para que idealmente no dia ou pelo menos duas horas antes, não tenha não tenha fumado, né? na questão da tatuagem do piercing, que é uma dúvida universal assim, né? Na verdade, se você eh se você fez um ambiente, né, eh eh que tem condições sanitárias adequadas, né, e confiáveis, se meses da última eh eh tatuagem o piercing, você também estará apto a doar. De novo, eu convido, quem tiver em dúvida, a gente tem todos esses critérios e diversos outros, inclusive até de medicamentos, no site da Unicamp, né? E falando agora das etapas da doação, como que funciona? A pessoa chega aqui no centro, qual que é o passo a passo, doutora? Então vamos lá. Você decidiu doar, você vai procurar um dos nossos quatro poços fixos, né? Lembrando, a gente tem doação aqui no hemocentro da Unicamp, a gente tem doação no Mario Gate, em Sumaré, no hospital de estadual de Sumaré e em Pirascaba, né? Todos esses abrem a partir das 7:30, tá? Da manhã. Uma vez que você tem vontade de fato de de doar, você vai se dirigir a um desses postos fixos, você vai levar um documento com foto, isso é essencial, para que a gente possa fazer seu cadastro. Depois desse cadastro, você vai ser encaminhado a uma segunda etapa chamada pré-triagem. Nessa prériagem, a gente vai ver o peso, a gente vai ver sua pressão, a gente vai ver sua frequência cardíaca e a gente vai ver a quantidade de sangue que tem no seu corpo, né, através de uma picada, eh, que a gente vai fazer em um dos dedos, né, com isso e com todos os critérios liberados, você é seguido, você segue então para a entrevista, onde de fato vamos confirmar esses critérios e vamos ter uma conversa onde onde o profissional vai conhecer o doador, né, e vai fazer diversas perguntas. são é um questionário extenso que tem como objetivo prevenir, né, eh, segurar não só a pessoa que tá doando, para ter certeza que vai ser tudo tranquilo com a doação dela, mas como também a pessoa que está recebendo esse sangue. A etapa final, né, é encaminhada, então, para a doação de sangue. O ato de doar em si é um ato muito rápido, dura em torno aí de 10 minutos, alguns até menos, a depender do calibre da veia, onde a gente coleta aí 450 ml aproximadamente de sangue, né? eh nesse intervalo de tempo. Então, realmente é muito tranquilo. Depois a gente orienta o doador a comer o nosso lanchinho, né? E a gente observa ele por alguns minutos e só então ele está apto a voltar para casa, né, e ter suas atividades laborais, eh, se assim desejar. Lembrando que a gente não eh eh a gente orienta que não pratica atividades físicas no dia, né? E que seja um restante do dia mais para para descanso, assim, descanso físico. E após a coleta, o sangue é processado para separar as diferentes componentes, como hemácias, plaquetas e o plasma. Sim. Então o que que acontece? Esse doador doou o sangue. O sangue foi total. Basicamente a gente pulsiona uma veia e a gente coleta numa bolsa. Essa bolsa, né, que a gente chama de bolsa mãe, vai para um lugar chamado fracionamento, né? Lá vamos processar o sangue em diferentes componentes, né? A gente vai separar esse sangue em concentrado de hemácia, né? Plaquetas e plasma, né? E eventualmente a gente faz uma quarta etapa que é crio também. Então esses três tendo esses três componentes, esses três componentes servem para diferentes tipos de paciente. Então, plaqueta. E eles também têm durações diferente. Enquanto o concentrado de emácia dura aí por volta de 30 dias, 40 dias, o concentrado de plaqueta só tem duração de 5 dias. Então aquele paciente que chega sangrando ou aquele paciente que tá precisando por plaqueta baixa, que fez uma quimioterapia, a ele depende de um doador que com certeza doou nos últimos cinco dias. Então é por isso e eles ficam em arbi esse e esse e esse concentrado de plaqueta fica em arbi, enfim, cada um desses emocomponentes tem uma indicação transfusional. É. E existe pros doadores frequentes, né? Existe um intervalo que eles podem doar? Como que é? Homem e mulher tem uma diferença, né? Isso, Rafael. Essa é uma pergunta muito importante. Na verdade, a gente pede que todo mundo, né, eh eh se conscientize disso, que primeiro e e esse talvez seja o ponto mais importante de toda a nossa entrevista, a gente não consegue fabricar sangue. Então, pra gente sustentar toda essa rede, né, de apoio a todos esses pacientes de Campinas e região, a gente depende da solidariedade, né? Se fosse, se a gente dependesse de dinheiro, talvez uma conversa com o governador ou coisa, a gente podia sanar a questão. A questão é que a gente depende de um ato de solidariedade mesmo, né? Dessa consciência cívica, né? Ou seja, a gente tá a gente tá captando o sangue da comunidade, a gente tá deixando esse sangue seguro e a gente tá devolvendo esse sangue pra própria comunidade. Dito isso, é muito importante que a gente tenha aquele doador regular. Então, não adianta só vir, Dra. Carol vir aqui pedir por favor que v emoc coletar uma doar uma vez e nunca mais pensar a respeito. A gente precisa de uma regularidade. A gente precisa que esse doador de fato se conscientize. Então agora falando dos tempos de doação. Se doar duas vezes no ano a gente já fica muito feliz. Mas vamos falar assim do tempo máximo que a nossa legislação permite, né? Mulheres de três em três meses, no máximo três coletas por ano. Homens de dois em dois meses, no máximo quatro coletas por ano. Esse é o máximo de doação. Mas de novo, a OMS eh é importante essa irregularidade. Inclusive a OMS pede que pelo menos aí 2 a 5%, né, da população do sangue para que a gente mantenha o estoque regular. No Brasil, infelizmente, isso não chega nem a 2%. Então aqui fica mais uma vez um convite, né, eh, para que venham doar sangue e que lembrem de forma regular, porque doar o sangue, como você falou, é um ato nobre, né, um ato cívico. E uma bolsa pode salvar até quatro vidas, né, doutora? Definitivamente, uma bolsa ajuda, né, no tratamento de até quatro pessoas. Você tá fazendo a diferença. Um ato seu pode impactar positivamente até quatro vidas. E quando eu falo quatro vidas, quatro vidas de você não sabe quais. Pode ser desde um recém-nascido de 300 g que tá no UTI Natal até um senhorzinho que tá nos últimos dias de vida. Então, de fato, é ajudar você não sabe quem, mas com certeza de uma forma que vai que vai que vai impactar e trazer aí mais eh muitos benefícios. Doutora, você falou que são quatro pontos de doação, né? Aqui no Emocentro, na Unicamp, no Hospital Mario Gate, no Hospital Estadual de Sumaré e em Piracicaba. Mas também existem outros tipos de coleta que além desses pontos físicos. Sim, com certeza. E essa é, de novo, uma excelente pergunta. Eh, aqui no centro da Unicampetas externas também. O que que é isso? A gente não depende apena neste deste quatro postos fixos, né? Inclusive estas coletas externas, elas são responsáveis por aproximadamente 1/3 aí, quase 1/3 do nosso estoque de sangue total. E como é que acontece? Eh, esse é um objetivo de levar o hemocentro até a sua cidade ou até um lugar muito povoado. Existem critérios para isso. A gente não pode simplesmente dispor porque tem uma quantidade, né, um pouco engessada de de de recursos humanos pra gente poder fazer essas coletas. Mas atualmente são 35 cidades, né, de Campinas e região, de todo de de toda essa rede, onde a gente vai até a cidade ou e ou empresas para que a gente leve o hemocentro até lá. A gente tem duas formas de ir até essas cidades. Uma com o ônibus, temos o ônibus aqui, mas aí como só tem quatro cadeiras dentro do ônibus, a gente fica um pouco eh eh enrijecido do ponto de vista de quantidade de doadores. Então, quando são até 70 doadores disponíveis para est ali do a gente consegue, né, fazer essa coleta com o ônibus do Emocentro. Senão, precisaremos de um espaço físico maior, onde levaremos toda a estrutura do hemocentro. macas, homogenizadores, né? Eh, eh, todos os equipamentos necessários, né? E faremos literalmente levaremos oro até até a sua cidade. A gente monta toda essa estrutura, coleta as bolsas de sangue e depois desmonta e traz para cá de volta. Doutora, muito obrigado por todas essas informações, né? Mais uma vez, convide o pessoal então para vir do ar, né, colaborar com o próximo. Eh, eu queria reforçar que você que tá em casa, tá se sentindo bem, tem mais de 50 kg, tem mais de 18 anos e quer doar, por favor, faça esse ato. Esse ato voluntário. É um ato que ajuda milhares de vidas. Doutora, muito obrigado mais uma vez. Uma boa tarde, viu? Obrigada. Boa tarde, Gabriel. Ó, então, né, reforçando esse convite que a doutora fez, né, pessoal, venha do ar, é rápido. Doutor falou que o processo da triagem, cadastro é rapidinho, depois tirar sangue dura no máximo 10 minutos. É um ato solidário. Como a doutora falou também, uma bolsa pode doar até quatro vidas. Então, venha ajudar o próximo aqui no Emocentro da Unicamp. Gabriel, volto com você no estúdio de fundamental importância as informações que foram passadas hoje aqui. Quero agradecer ao nosso repórter Rafael Turat todas as informações, o tempo disponível com a nossa equipe para você que está nos acompanhando da Carolina Lima, que é a diretora do serviço de coleta do Emocentro da Unicamp. Uma bolsa salvam quatro vidas, um processo muito rápido. Então você que está nos acompanhando, se enquadra nesses requisitos que foram passados aí, tem mais que 50 kg, não fez a doação ainda este ano, está em boas condições, procure o emocentro da Unicamp. Tem ao lado também do irmão Penteado ali na Júlio de Mesquita. Eu faço a doação de sangue lá, sempre muito rápido, muito fácil, tranquilo. Depois tem um lanchinho depois que você faz a doação. Então você vai salvar vidas, vai fazer o bem. Você que está em condições, procure então um emocentro aí mais próximo, porque a situação não está fácil aqui para Campinas e região. Olha só, vamos fazer o seguinte, meio-dia mais 29 minutos, rápido intervalo e na volta tem entrevista ao vivo. O Morango do Amor está de volta ao jornal Câmara Notícia, mas a entrevista é com uma nutricionista, uma especialista em neurociência, porque nós vamos falar sobre este assunto que dominou, né, as redes sociais, os canais de televisão, filas em docerias. Morango do amor é de fato uma delícia de receita pelo sabor ou tem uma pressão social também, um modismo? Será que tem algum problema nisso? tem alguma dúvida sobre este assunto ou quer dar a sua opinião, mande pra gente já que eu repasso aqui paraa Sofia Deiran, que vai conversar comigo depois do intervalo. 19 é o nosso DDD, 97829377 é o número do nosso WhatsApp. Participe comigo e eu volto já. Meio-dia mais 33 minutos. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência. Estamos ao vivo nesta terça-feira. Nas últimas semanas, muito se falou, morango do amor. Nas redes sociais, filas enormes em docerias, teve festival gastronômico em homenagem ao doce, programas de televisão ensinando a receita e basicamente é a fruta fresca envolta por brigadeiro branco e coberta por caramelo vermelho. E por que será que esta receita chamou tanto a atenção? Será que é pelo sabor, pela maneira que é realizada? Ou existe uma pressão social, um modismo mesmo de querermos estar inserido no assunto do momento e aí você acaba consumindo um produto que normalmente passaria despercebido. Bom, para discutir essas questões, eu converso agora com a Sofie Deran. Ela que é nutricionista, pesquisadora em neurociência do comportamento alimentar, doutora pela USP, coordena o projeto de genética do ambulatório de transtornos alimentares do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, autora dos livros O peso das Dietas, Os Sete Pilares da Saúde alimentar. Sofia, muito obrigado por ter aceito o convite para esta entrevista e já respondendo esta primeira pergunta, né? O morango do amor que está fazendo tanto sucesso é pelo sabor, é pela receita ou tem uma pressão social muito forte ou é um pouco de cada um deles? Seja bem-vindo ao jornal Câmara Notícia e uma boa tarde. Boa tarde. Muito obrigada pelo convite. Olha só, agora convidando o nutricionista para falar. Então esse morango deu para falar a a provavelmente todo mundo e deu para falar também eh sobre aumento das vandas, né? Muitos lugares estão vendendo mais do que na Páscoa em número de porcentagem de de de ganho eh de dinheiro. E também a gente vê que o morango ah o preço do morango subiu 60% no CAGP. Então, eh, é uma febre mesmo. Eu acho que se introduziu muito bem, sabe? Porque é, acho que é um pouquinho de tudo. É aquele trend que a gente chama, né, da rede social, é também um alimento carregado de açúcar. Nosso cérebro adora açúcar, é fato, né? Especialmente açúcar crocante com gosto de brigadeiro, chocolate branco, né? de brigadeiro branco, eh, tudo assim, muito apetitoso. A gente sabe também que uma imagem apetitosa na no Instagram pode fazer comer mais. Olha só, a gente só vendo imagem de comida gostosa, a gente pode ter mais apetite. Foi comprovado eh para crianças, uma criança que vê até 5 minutos de imagem de alimento ultra processado vai consumir no dia 1 35 calorias a mais. Foi um dado de uma pesquisadora inglesa. Olha só. Então a gente fica nesse trend e tem um momento que até de eh hábito social, né, de de querer pertencer no na vibe e poder postar também, né, aquele apelo de eu também vou ter minha minha meu morango, né? Então eu eu inclusive entrei nisso também, fiz um uma um post sobre essa trend dizendo eh eh uma reflexão sobre prazer, comida e modismo, né? Estamos dentro, somos animais sociais, sabe? É isso. É tanto é que o jornal Câmara Notícia que também está repercutindo. Não tive a oportunidade ainda de experimentar o morango do amor, mas como tem sido falado, né? e em muitas regiões aqui do do nosso país. É algo pra gente poder entender também o que está acontecendo. E ô Sofi, para quem está nos assistindo e tá pensando assim: "Ih, já estão problematizando até isso deixa eu comer e ponto final. Eu vi nas redes sociais e eu quis o morango do amor." O que quer dizer a pessoa comer algo porque está todo mundo comendo? E se de fato tem algum problema isso? Não, não, não tem problema. Mas é importante eh se questionar, será que eu quero mesmo? Será que me dá vontade ou tô somente fazendo isso para eh entrar na no trend? Então, eh eu acho que como tudo é no comportamento alimentar, a gente avisa de hã se questionar sobre será que eu tenho vontade, se eu tenho vontade, posso comer? Porque eu sou um nutricionista. Eh, justamente estudando essa questão do comportamento orimitar, eu defendo, né, eh, uma vida sem restrição e dieta, porque acaba a restrição acaba dando mais vontade de comer. A a preocupação sobre a comida faz que a gente quer mais comer mais. Então, eh, estar mais em paz e escutar as vontades. Uma vontade e de comer alguma coisa gostosa é o natural do ser humano, né? Eh, a gente também tem um comer social, comer juntos é uma grande alegria do ser humano. Então, não tem problema nenhum. O que eu gostaria só de avisar é que é interessante h ver isso como um momento gostoso, sem eh entrar com aquela questão da culpa, sabe? Ah, eu não posso porque tem muito açúcar. A gente vê que comer com culpa faz comer mais. Então a pessoa fica meio que hesitando, aí ela vai finalmente eh comer porque eu mereço e acabar fazendo uma despedida, né? Comendo muito mais. Então, o que é interessante ver, não é um alimento venenoso, não é nada disso, mesmo que com bastante açúcar, é provavelmente muito doce, porque eu também não provei ainda, mas se tiver oportunidade, claro que eu vou provar só para conhecer, mas não necessariamente saber engolir três, quatro, cinco morangos, né? Porque provavelmente uma mordida já vai dar uma noção do sabor. Então, vê se você realmente gosta, né? Não precisa engolir de uma vez, não precisa também viver com com culpa e com arrependimento, né? Exatamente. Sobre este assunto, Sofia, você como nutricionista, eu preciso te perguntar, porque pelo que eu vi da receita, nutricionalmente eu acredito que não é tão saudável, né? tem muito açúcar e aí não é muito recomendável comer muitos morangos do amor no mesmo dia. É por aí. É, então é é bastante açúcar, mas se você olha, não é um alimento, vamos dizer, ultra processado, não é um alimento com muito aditivo, não vou defender como como alimento, mas é bastante carregado de açúcar. Então, por isso, provavelmente quem prova com consciência e saboreando vai perceber que o paladar fica saturado muito rápido, né? Então, uma pessoa que tá em paz com esse meu e prova, ele vai sentir uma certa eh sobrecarga de doce. Eh, agora o o próprio açúcar em excesso pode fazer mal, com certeza, mas o açúcar em si, ele é um alimento que pode fazer parte de uma alimentação saudável. saber eu gosto de ressaltar também que pela sociedade brasileira de diabetes, mesmo uma pessoa com diabetes, né, eh pode consumir um pouco de açúcar na alimentação dela. Ou seja, a gente fez um terrorismo nutricional contra açúcar, que não é também tão saudável, porque as pessoas ficam com bastante culpa em comer, muitas vezes tentando evitar e acabando descontando, né, dentro do do alimento. Então, a gente eh tem que ter um uma certa tranquilidade, não é? com morango, é mesmo com carramelo vermelho, mesmo com com leite condensado, que vai alterar toda sua saúde. Ô, Sofi, numa resposta anterior que você tava falando sobre a importância da alimentação, né, eu tava pensando aqui, todos nós precisamos nos alimentar, é uma necessidade, é combustível pro nosso organismo. Eu, particularmente, eu amo comer, me dá prazer, me dá alegria. Às vezes no meu dia eu fico esperando um jantar quando eu vou num lugar diferente. Marco reuniões em padaria e a comida tá ali, ela sempre tá acompanhando os nossos momentos, né? Existe uma forma correta de nós lidarmos com a comida e nós precisamos prestar atenção em alguns sinais? Excelente pergunta. Primeiro, o que você falou é fantástico. Eu gosto de ouvir o uma pessoa dizendo que ele gosta de comer, porque a gente vê uma tendência a ter até vergonha de comer, uma sensação que a gente deveria comer menos, se privar, ficar eh na na restrição. Eh, gostar de comer é natural, e até saudável, né? Um paciente que chega no meu consultório e fala: "Doutora Sofi, eu tô sem apetite, eu perdi peso, ele não tá fazendo dieta, já tô preocupada, já sei que tem um problema grave". Então a gente sempre falar, né? Apetite é bom, ter apetite é bom. Agora, a questão é a relação com a comida. E a gente vê que muitas pessoas ficam bastante preocupadas com momentos de perda de controle, dificuldade de hã eh se autorizar a comer alimentos eh específicos e um grande sofrimento. Então, se alguém tá sofrendo, é é muito interessante buscar ajuda, porque hoje tem ã muitos profissionais, inclusive tô formando, né, com o meu método Sofi, eh um monte de profissionais de saúde para trabalhar eh uma nutrição com consciência, ou seja, fazer as pazes com alimentação, ver que não existe um alimento errado, eh não existe um alimento que vai te fazer engordar. Eh, desculpe, não existe um alimento que vai fazer emagrecer, ter uma relação melhor com a alimentação é um sinal de grande saúde. Então, vale a pena buscar eh e e não ter nenhum arrependimento de comer com prazer. Ótimo. Ô, Sofia, nós estamos na época dos influencers digitais, né? o que eles falam, acabam muitas vezes moldando opiniões, trazem uma voz de autoridade, né? tem uma audiência massiva, milhões de seguidores. E quando esses influenciadores falam sobre comida ou até mesmo nutricionistas, né, fazendo vídeos bonitinhos, com brincadeiras, a senhora enxerga como algo eh desta geração, algo normal ou quem está consumindo precisa ter um cuidado redobrado, muitas vezes por não saber quem é a pessoa que está do outro lado da tela. Como é que você enxerga esses influencers digitais com essa relação com a comida? Até porque o morango do amor surgiu assim, né, através do TikTok, do Instagram e aí isso viraliza. Como é que é essa relação entre esses influencers e receitas e comidas? Então, acho que a gente tá numa época eh um pouquinho complicada em frente à informação nutricional, porque eh um influenciador que seja até profissional de saúde também existem, pode propagar muitos mitos, muitas terrorismo, eh muita informação pseudocientífica, né, pela internet. E a gente vê que essas informações elas são extremamente virais. Você vê eh eu o que pesquiso nunca vou falar açucar é veneno, porque não é. Agora um influenciador que falar isso vai ter um monte de seguidores, porque ele tá trazendo uma coisa que assusta, tá? Então inclusive escreve isso no meu último livro que se chama Pare de Engolir Mitos. né? Porque a gente vê que na nutrição, na saúde em geral, tem muitos mitos e por trás a gente vê que tem uma indústria eh muito lucrativa de dieta, de suplementação, de cirurgia, de remédio, de eh de coaching, né? Eh, então essa vibe de ã estress ao redor, a preocupação ao redor da alimentação, infelizmente, h vai motivando não somente um mercado eh muito lucrativo, mas também a gente vê uma epidemia de transtorno alimentar, de comer transtornado, ou seja, eh a gente só escuta falar de da epidemia da obesidade que tá eh acontecendo, mas ninguém fala dessa epidemia silenciosa, né, de comer transtornado e transtorno alimentar, que são os transtornos alimentares são doenças psiquiátricas muito difícil tratar e muitas vezes vem da exposição a esse tipo de mensagem muito radical e muito pseudocientífica que assusta. Então, eh, estamos numa época bem complicada de desinformação, né? Então, escrevi o livro. Sabe por quê? Porque no meu consultório eu passo, provavelmente 80% do tempo da consulta a desmistificar mitos. É porque hoje é o nosso consumo muitas vezes é pela internet e aí acho que a pessoa chega no consultório com aquilo que ela leu e aí tem essa questão que você precisa fazer o seu papel que é desmistificar muito do que ela viu em vários sites e até o que em vídeos, né? É exato. Exato. E vende muito bem a essas informações. E você vê que vende produtos. A gente vê esses influenciadores, muitas vezes eles fazem propaganda de produtos. Eles vão eh falar de um produto supostamente maravilhoso quando na realidade receberam para falar. Isso se chama conflito de interesse, né? e não é não é muito adequado, mas hoje a gente vê que as empresas estão tão vendendo bastante eh publicidade pela rede social, então é um problema sério. Eh, eu não acho que vai melhorar, eu acho que vai só piorar. Eh, então tô tentando ter minha voz. Eu falo para meus alunos também de de estar lá também. Então, procure seguir pessoas que estudaram mesmo, tá? Sem dúvida. Exatamente. A informação ela é fundamental. Ô, Sofi, tem um vídeo do Porta dos Fundos que eu gosto muito. Ele chama Instagramável. Então, assim, o ator ele tá num restaurante e aí na hora de pedir o prato, ele faz questionamentos ao garçom, qual é o prato que recebe mais likes? E ele brinca, olha, eu nem vou comer, eu vim aqui só para postar em rede social. E o garçom, ele encara com naturalidade, como se fosse algo comum essa pergunta, como se ele tivesse acostumado e avisa que os pratos no restaurante são pensados para a rede social e pergunta que tipo de curtida que ele quer e aí o vídeo ele se desenvolve. Eh, é engraçado, mas de fato mostra uma realidade. Tem acontecido isso mesmo. A rede social ela molda o que a pessoa vai pedir, vai comer, vai beber para tirar foto, para poder postar em rede social. É, nossa, não assisti essa essa esse vídeo porque assisti bastante de de Portal do Fundo. Ele eles têm um muito bom de nutricionista justamente que muda de eh de dica de de orientação em função do do WhatsApp. Eh, esse esse negócio de instamagável é instagramável é muito interessante porque é exatamente o que aconteceu com o morango de amor, do amor, né? Eh, eu vou provar para poder postar. É, e a gente vê que eh muitas vezes, né, eh até se você observa no restaurante, você vê casais que não conversam, mas estão lá tirando fotos e você pensa, gente, tão perdendo uma parte muito importante do comer, que é da presença, estar aqui agora, aproveitando o momento, a companhia e na realidade já estão lá conversando com seguidores que eles nem conhecem e Não, não com a pessoa que tá acompanhando, né? Então, eh, eu acho que a gente, todos nós temos um pouco dessa eh dificuldade também, porque o, o, o o celular, né, as redes sociais, elas eh são muito atrativas e a gente tá vendo que eh as curtidas são importantes, então é importante tentar separar os mundos e e lembrar que tem um momento para ser eh, vamos dizer influenciador e tem um comentou para deixar o celular, inclusive não na mesa. A gente vê que quando o celular tá na mesa dá uma barreira com a pessoa que tá presente. Então, colocar o celular eh dentro da bolsa, a gente vê restaurante na Europa que pedem os celulares na entrada para deixar a pessoa entrar sem o celular, eh, para poder aproveitar o máximo a refeição. Essa questão de comidas fotogênicas para poder bombar em redes sociais, na sua opinião, vai ser cada vez mais comum? Eu acho que vai ser cada vez mais comum. Agora, com inteligência artificial vai existir eh muita exageração, muita muito fake. Então, o nosso eh aviso é para todo mundo, é de aprender a saber filtrar, filtrar a informação. Pode rir de uma coisa da inteligência artificial, mas sem acreditar tudo o que você vê. e também tentar seguir pessoas eh que te fazem bem e não pessoas que te deixam com culpa a sensação de não não pertencer ou não não fazer o certo. Uhum. Eh, buscar eh bem-estar, buscar alívio, tranquilidade, não eh no estress ou ou competição, né? É sobre essa questão de competição e dessa pressão social, a gente pode dizer que às vezes o hype, né, é algo que está em alta, como o morango do amor, é só mais uma forma de dizer coma isso para ser aceito. Exato. Então, é, é toda a questão que eu coloquei no meu post an de anteontem sobre o morongo, você tá comendo porque você quer pertencer ou porque você realmente fica interessada? você fica com vontade. Então é importante se perguntar, né, e lembrar que é natural o querer pertencer. Uhum. Mas também cuidar do seu corpo. Será que eh você eh quer comer pelo pela parte pela pela razão social ou porque realmente você quer? E se você não realmente quer, pode fazer só uma mordida para participar sem necessariamente engolir tudo. Então, a gente vê que eh é importante a pessoa se reconectar com ela mesma, né? ficar hã eh conectada com as vontades, a fome, a a o momento para ver se realmente ela ela quer ou não eh comer esse alimento. Mas é é natural, saber, especialmente a gente vê isso muito forte nos adolescentes, né? dentro. Eh, eu atendo bastante adolescente, inclusive com, eh, questões de trânstorno alimentar ou de obesidade e saber eh por exemplo, um um adolescente com obesidade, eu nunca vou eh proibir ir no fast food, né? Porque é importante dentro eh da coesão social do do grupo, né? essa essa liberdade de poder comer de vez em quando lá e a gente trabalhar justamente a a deixar isso ocasional, ou seja, focar no que fazer de melhor durante a semana e deixar ocasional esses momentos. Porque muitas eh crianças com obesidade quando entram, por exemplo, num fast food, eh elas já vão comer com culpa e muitas vezes vão pedir mais do que comeriar se fosse e tranquilo, né? Porque tá numa certa despedida. Já que tô aqui, aí eu vou chutar o balde, eu vou comer muito porque a partir de amanhã eu volto na dieta. Então eu acho importante também pensar nisso, na parte do dessa história do do morango, é ver que é possível comer, não ficar com culpa, mas não faça uma despedida, tenta aproveitar o momento. Ô Sofi, sobre essa questão das restrições, eh, no passado era muito comum, né, as dietas restritivas, então tinha a dieta da lua, dieta da sopa, jejum intermitente, enfim. Hoje a gente pode dizer que elas continuam por aí, mas de uma maneira diferente, uma outra roupagem. Exato. Você falou tudo. Elas continuam demais, mas com muitas vezes com outra roupagem, porque eu acho que hoje quase todo mundo já escutou que fazer dieta não faz bem a saúde, em exagero, pode até fazer engordar. Então as pessoas vê que o discurso mudou, mas na verdade a mentalidade de dieta ela tá super presente com outra cara, né? Eh, a, você pode ser uma cara de controle, por exemplo, a gente vê muito eh daquele mindful eing, comer com consciência, mas que na verdade não é nada mais do que uma dieta disfarçada ou fazer essas dietas tirando nutriente ou tirando glúten, tirando lactose, eh, colocando aquelância lactose como desculpa, mas na realidade o virando vegetariano ano, a gente vê muito no público adolescente, né, eh a tendência eh de entrar em vegetarianismo eh por questões, na verdade supostamente éticas, mas que por trás na verdade tem uma busca de emagrecimento. Então, infelizmente essa mentalidade de dieta, ela tá super presente. Inclusive hoje com os as canetas também emagrecedoras, né, a gente vê que ah elas são uma dieta forçada. eh, de um jeito diferente, mas elas continuam com a mesma lógica, né? Tem que comer menos para emagrecer. Só que a gente sabe, né? Quando você não come respeitando o seu corpo, você pode acabar engordando mais em longo prazo. Ou seja, a gente vê assim que para de tomar essas eh canetas, né? Eh, o corpo não somente volta a engordar, mas ele volta a engordar com mais gordura e perderu bastante músculo. A gente tem que eh olhar isso com muito carinho, né? Eh, o que a gente quer do nosso corpo, a gente quer saúde e não somente um peso a qualquer custo, né? Ô Sofi, pra gente poder encerrar, que a gente já tá chegando ao termo aqui 1 hora da tarde, que foi no nosso horário combinado aí de praticamente 30 minutos de entrevista, na sua primeira resposta você falou algo interessante, né, que tava mexendo com a economia também, né, e de fato tem movimentado bastante mesmo o que tem de reportagem, né, de confeiteira, de doceira, dizendo, né, que mais que dobraram aí o faturamento, que está sendo melhor que a Páscoa. pessoas conseguindo uma renda extra também. É isso você leva em consideração quando você analisa essas comidas do momento ou não, o impacto que isso tem. Claro, a sua análise principal deve ser da maneira nutricional, mas se tem ajudado tantas pessoas isso, aquilo, você leva isso em consideração também? Eu levo sim. Eu acho que eh também a gente vê que o prazer de comer é não é um um uma opção, é necessário eh na saúde. Então é claro que eu não vou incentivar a a se alimentar de morango do amor, mas a gente vê eh olha como é interessante isso. Responder a os pedido do público é uma coisa de de mercado capitalístico, mas que faz que paga contas. Então a gente vê que se tem uma demanda vai ter uma oferta. Então por que não eh não vejo problema nenhum com isso. E o prazer de comer, sabe? Hoje dia a gente vê que ele não somente ele é importante, mas ele é necessário para comer melhor. E tem estudos agora que estão revisões, né, que estão revisando bastante outros estudos mostrando que quando a gente come com prazer, a gente acaba comendo melhor e mais saudável. Olha que interessante. Então o prazer não é pecado, tá? Então, o morango do amor, ele entrar dentro de uma limitação, eh, quando tá numa quantidade, vamos dizer, razoável, é dentro de um padrão de sobremesa ou de um um doce assim curtido com amigos, né? Sem dúvida. Sofie, muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo. A aula que você deu aqui pra gente. Tenho certeza que quem está nos acompanhando saiu muito bem informado, talvez mais tranquilo, sem muita culpa, porque já experimentou o morango do amor, sabe que nutricionalmente não é eh da de grandes qualidades, né, por conta dessa questão do açúcar, mas eu acho que sai mais tranquilo. Pelo que você falou, a questão do equilíbrio, ela é muito fundamental, né? A a dieta não vai ser em torno do morango do amor, de vez em quando experimentar não tem problema nenhum. Faço um novo convite pra senhora retornar até o jornal Câmara Notícia para falar sobre esse, mas também outros assuntos e fica aberto à suas considerações finais. Ah, com maior prazer. Muito obrigada. Adorei. Nós aqui agradecemos a participação ao vivo da nutricionista Sofie Dean falando, né, sobre o morango do amor e repercutindo também, mas a importância, né, da gente se alimentar de uma maneira correta, né, e também aproveitar aí é o que tem à disposição. Bom, 1 hora mais 2 minutos, a gente segue aqui com o jornal Câmara Notícias. E olha só que notícia importante, hein, que foi discutida até aqui na Câmara de Campinas. A prefeitura e o serviço de saúde Dr. Cândido Ferreira definiram um acordo pro novo convênio de oferta assistencial a partir do dia 1o de setembro. A administração, ela propôs um repasse mensal de R$ 6,9 milhõesais a partir de setembro e que parte dos serviços hoje realizados pelo Cândido seja assumida gradativamente pelo município. Essa relação de atividades vai ser divulgada posteriormente quando for pactuado o plano de trabalho de forma conjunta pelas partes no convênio que vai ser assinado. Para ter validade, precisa ser oficializado a justiça em uma ata que vai ser encaminhada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo. A gente segue acompanhando este acordo aqui no jornal Câmara Notícias. Vamos falar sobre emprego agora aqui no jornal Câmara Notícias, já que nós estamos ao vivo nesta terça-feira, 1 hora mais 4 minutos. O Centro Público de Apoio ao Trabalhador de Campinas está com mais de 600 vagas disponíveis. Então, para você conferir algumas delas, confira a partir de agora as vagas do CEPAT. A vagas para açoogueiro, ajudante de confecção, ajudante de obras, alinhador de pneus, atendente de cafeteria, atendente de loja, auxiliar de cozinha, carpinteiro, caseiro, cozinheiro, motorista de caminhão guindaste, padeiro e pedreiro. Para conferir todas as vagas é só acessar o site cepate.campinas.sp.gov.br. Lembrando que o atendimento presencial do CEPAT é realizado mediante um agendamento prévio pelo site cidadãos util.campinas.sp.gov.br. br. A unidade do centro fica na Avenida Campo Sales, número 427, de segunda a sexta-feira, das 7:30 da manhã às 4:30 da tarde. A unidade do Verde, na Avenida Rui Rodrigues, número 3900, no Parque Universitário, dentro do Shopping Espao Ouro Verde, no primeiro andar, de segunda a sexta-feira, das 8 horas da manhã às 4 horas da tarde. e a unidade do Campo Grande, na rua Manuel Machado Pereira, número 902, em frente à Praça da Concórdia, de segunda a sexta-feira, das 8 horas da manhã às 4 horas da tarde. [Música] A cidade de Valinhos, vizinha aqui de Campinas foi palco das gravações do filme Joaninha Douradinha a Origem. As filmagens aconteceram entre os dias 14 e 25 de julho nos estúdios da Alumax Produções. Com direção de Carla Fioroni, o elenco conta com a participação especial de atores renomados e também de artistas locais, valorizando o mercado audiovisual do interior. O filme infantil deve ser exibido ainda no segundo semestre deste ano e traz diversas lições sobre o meio ambiente e a importância da amizade. Por meio do projeto Mega Cine, que leva cinema e cultura às instituições de ensino, o filme Joaninha Douradinha, A orig Origem será exibido em escolas de vários municípios paulistas, incluindo Valinhos, cidade sede das gravações, dirigido por Carla Fioroni, que também atua no longa. O elenco conta com a participação especial de Dedé Santana e Oscar Magrini. Esse projeto ele é muito bonito, o longametragem tá ficando lindo. A cada dia a gente se surpreende com novas cenas e novas possibilidades. A nossa equipe tá muito bem afinada e a gente tá produzindo um trabalho de muita qualidade. A nossa expectativa é sempre a melhor. A gente quer que esse projeto vá muito além, né? Ele inicia nas escolas, né? Que é muito importante, mas a gente sonha. em voar cada vez eh mais alto em novas mídias, em novas possibilidades. Escolas de São Paulo, Itaquaquetuba, Indaiatuba, Salto, Santa Bárbara do Oeste, Limeira, São Bernardo do Campo, Caçapava, São Bento do Sapucaí também vão receber a produção. As sessões estão previstas para acontecer a partir de outubro de 2025, proporcionando uma experiência audiovisual. única e educativa para milhares de crianças. Esse é um filme de muitos efeitos especiais, tá? Então, Joaninha Douradinha Origem é um filme que tem magia, tem fantasia, tem efeitos especiais. Então é um filme muito trabalhoso de finalizar, de editar, mas a nossa alegria é muito grande. A gente tem confiança no que a gente tá captando aqui e a gente quer muito levar pras crianças todas as mensagens que a turma da joaninha douradinha traz. preocupação com ecologia, a preocupação com a verdadeira amizade, a preocupação em tornar esse mundo um lugarzinho melhor. E hoje eu sinto que a televisão brasileira, o cinema carece muitas vezes de produtos para os pequenos. A história que foi adaptada de um espetáculo musical traz uma nova e envolvente narrativa entre três seres estelares que cuidam do equilíbrio do universo. Mas um deles, Solarum, interpretado por Dedé Santana, derruba acidentalmente duas poções na Terra. Uma transforma uma joaninha comum na mágica joaninha douradinha e a outra dá origem a uma vilã poderosa, uma mosca que espalha lixo e destruição. Então, quem foi atingido pelos poderes acabou de usá-los. Então, precisamos ser rápidos. Vamos. Ao derrubar também um pó de encolhimento, a menina Gabriela acaba reduzida ao tamanho da joaninha e embarca com ela em uma missão divertida e urgente para salvar o planeta. A gente traz, né, sempre uma história eh lúdica que a criança também pode pensar, refletir e que isso seja de extrema importância pra vida dela, né? Então, é muito gratificante trabalhar com um projeto desse paraa criança e e conseguir transformar eh assuntos tão eh difíceis, né, para colocar na cabecinha delas. dessa forma que a gente coloca aqui no tanto no espetáculo quanto agora no filme. O projeto é uma produção da LUMAX produtora, realizado por meio do ProAC e ICMS, o programa de ação cultural do governo do estado de São Paulo e que ajuda a fomentar o mercado do audiovisual local. Eu acho importante esse polo de trabalho e e de difusão, de produção de audiovisual no interior. Isso fomenta trabalhos, funções. Então, a nossa equipe aqui é bastante grande. A gente tem aqui um trabalho lindo, eh, que é totalmente artesanal e que foi feito pelas mãos das nossas meninas da equipe de arte, meninas que estão descobrindo também uma nova possibilidade profissional. Isso é muito legal. Hoje eu sou considerada eh a produtora eh que tem eh mais eh abragência aqui no na região, né? Então eh de teatro infantil e esses parceiros assim gostam muito do nosso trabalho porque a gente faz com muito amor, com muito carinho, com profissionais que a gente escolhe a dedo aqui, né? Então a gente já conseguiu levar a nossa a nossa mensagem quase pro Brasil todo aí. [Música] Vamos com as notícias do legislativo. Criada para discutir o cenário das salas públicas de cinema em Campinas. Comissão Especial de Estudos promoveu cinco encontros ao longo do primeiro semestre. A Comissão Especial de Estudos sobre o Complexo Municipal de Salas de Cinema tem como objetivo avaliar o cenário atual dos espaços públicos voltados ao cinema em Campinas. Presidida pelo vereador Wagner Romão, a comissão conta com os parlamentares Paula Miguel, Vine Oliveira, Carlinhos Camelô e Paulo Hadad como membros. Durante o primeiro semestre deste ano, o grupo realizou cinco reuniões. Os encontros reuniram especialistas, gestores culturais e representantes de diferentes regiões do país. A gente tá se reunindo já há três meses, né? Fomos, fizemos a primeira reunião, eh, que foi uma reunião com os vereadores pra gente aprovar a nossa pauta e fizemos já duas reuniões abertas com a sociedade civil, com pessoas importantes no na questão da produção cinematográfica, do audiovisual na cidade de Campinas. da primeira reunião foi com figuras históricas que atuam no cinema, seja no Museu da Imagem do Som, seja em iniciativas particulares de empresariais, inclusive, eh, com relação à questão do cinema, seja com iniciativas de cine clubes, né, que é muito forte aqui em Campinas. Então, a gente tá começou fazendo o histórico da da atividade cinematográfica em Campinas e exatamente das salas de exibição. Onde que estão essas salas, onde que elas estiveram e qual é o problema que nós temos que enfrentar hoje. Hoje o nosso principal problema é a questão da concentração das salas de cinema nos shopping centers. São poucas pessoas que tm os recursos para acessar o shopping e fazer a fruição dessa cultura que é a cultura cinematográfica. Também participaram dos debates representantes da ANCINE, a Agência Nacional do Cinema e das Secretarias de Cultura do Estado e do Município. O nosso objetivo na comissão é encontrar espaços na cidade que possam ser possam se tornar salas de cinema, salas de exibição. E a gente na segunda, na na segunda, na terceira reunião, nós fizemos um contato direto com a Secretaria Municipal de Cultura. A secretária Alexandra Capriola esteve aqui conosco, Gabriel Rapaz também, diretor de cultura. E aí nós vamos discutir um pouco sobre quais são os projetos que a própria secretaria, prefeitura de Campinas tem para a questão do cinema na cidade, né? Então, a gente fez essa essa conversa, foi uma conversa produtiva, porque a gente pôde um pouco dialogar a respeito de qual é a estratégia que nós vamos lidar com relação a isso. São salas reservadas a festivais ou salas já mais eh disseminadas na cidade pra gente pensar como que a os bairros podem também acessar salas de exibição. Foi um pouco essa a discussão que a gente fez até o momento. 1 hora mais 15. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência. Site aberto da Câmara, campinas.sp.lege. Onde você fica muito bem informado também com as notícias do que acontecem aqui na Câmara. E olha só, o vereador Rodrigo da Farmadic apresentou uma moção de apelo a CCR pedindo aí, olha só, eh, apela à concessionária CCR Autoban para que adote com urgência medidas de reparo e recuperação do muro de proteção entre a rodovia dos Bandeirantes e a rua Mário Lima Freitas, que é a via Marginal ali fica entre os bairros Jociari, Aeroaeroporto e também Philadelpia. De acordo com o vereador, o muro de concreto que deveria servir como uma barreira de segurança entre a pista expressa e os bairros residenciais está danificado, está quebrado ou ausente em diversos trechos, expondo à população a riscos constantes. Ausência da estrutura permite o acesso direto à rodovia, o que representa um perigo iminente para pedestres, para ciclistas, crianças e até animais domésticos, né, que circulam pela marginal. O vereador destaca ainda neste documento, né, que a rua Mário Lima Freitas funciona como ligação local entre os bairros e é utilizada diariamente por moradores para deslocamentos a pé, de bicicleta ou de veículos. E por isso essa moção de apelo a CCR Autoban. Então tá aí no site campinas.sp.lege.br. Para você ficar muito bem informado, é só digitar lá e você acompanha todas as notícias. Tem agenda de eventos, né? A partir da próxima semana começa as reuniões ordinárias. Então entra lá no site da Câmara que você tem muitas informações importantes. Olha só, a vereadora Paola Miguel, presidente da Frente Parlamentar de Enfrentamento ao HIV, Aides, Hepatites Virais e outras ISTs, analisou o trabalho realizado neste primeiro semestre. Presidida pela vereadora Paola Miguel, a Frente Parlamentar de Enfrentamento ao HIV, Aides, hepatites virais e outras infecções sexualmente transmissíveis, realizou uma reunião no primeiro semestre de 2025. No encontro, foram discutidos sobre os serviços de combate às ISTs que existem no município de Campinas. Falamos bastante do Centro de Referência de ST, quais os programas que são oferecidos a PREP e a PEP, que é a profilaxia pré-exposição e a profilaxia pós- exposição. A gente explicou um pouco mais o que que era isso. A reunião da frente reuniu especialistas no assunto, como o coordenador do programa municipal de STS, HIV, Aides e Hepatites Vrais, Josué Nazareno de Lima e Gabriel Borba, responsável por legislação e populações do Unaides Brasil, programa Conjunto das Nações Unidas. A gente teve também a presença do membro da Unides, que foi quem trouxe saida pra gente, que tem a meta 95. 95% de pessoas testadas, com 95% de pessoas em tratamento e 95% das pessoas em tratamento indetectáveis. E o problema que a gente tem hoje é justamente dessa meta do meio, das pessoas que estão em tratamento. A gente não conseguiu atingir ainda 95% das pessoas que foram detectadas com HIV, AIDES e outras ISTs, né? HIV AIDES principalmente em tratamento por conta da segurança alimentar. Então, muitos pacientes acabam descontinuando o tratamento, porque como quando elas tomam medicamento de estômago vazio, o medicamento tem uma alta reação. Então, a gente discutiu inclusive nesse primeiro dia como que a gente pode garantir a segurança alimentar para que a gente consiga também se enquadrar nas na no acordo de Paris, né, que foi proposto pela Unides. E a esse acordo que é seguido internacionalmente também voltar a ser referência na política de enfrentamento HIV, Aides e outras virais. A vereadora também falou sobre os próximos trabalhos da Frente Parlamentar para o segundo semestre do ano. A gente quer trabalhar, por exemplo, como funciona o enfrentamento a IST de mulheres lésbicas, principalmente mulheres lésbicas, bissexuais, mulheres que se relacionam com outras mulheres, porque a gente tem dificuldade de encontrar até mesmo na literatura, né, já que a gente não tem um método eh tão efetivo como é o caso da camisinha, né? como que a gente pode também fazer com que a gente dê segurança para essas mulheres, né? A gente também quer discutir a questão da contaminação vertical e principalmente como a gente enfrenta o preconceito. Até pouco tempo atrás, as mães que viviam com a HIV transmitiam isso no parto para os seus filhos. E muitas dessas crianças já crescem com o HIV em tratamento sempre, mas elas têm muita vergonha quando começa atividade sexual, como que come, como que se fala sobre isso? como conversa, como tá, como traz isso pro parceiro. A gente tem visto uma crescente de infecção, principalmente entre os jovens, porque como a gente pode ser a primeira geração a não morrer de ides, a camisinha, né, acabou se tornando um item supérfo, porque as pessoas entendem que é só fazer o tratamento que vai dar tudo certo, né? E a questão também da contaminação entre os idosos é uma outra coisa que a gente tem visto de forma crescente e eles muitas vezes não buscam tratamento porque pensam, já estamos idosos, né? a gente já vai morrer mesmo daqui a pouco. Por que que eu preciso tratar para IGV Arts ou para outras e ISTs? E também uma coisa que tem chegado muito até a gente são denúncias com relação à sífiles. E a gente quer entender quais são os protocolos do município hoje para enfrentamento a sífiles, que acaba sendo uma doença um pouco silenciosa e muitas vezes ela até transmitida pelo beijo e aí quando chega no posto de saúde não tem o teste. Não que não tem, mas o teste não é pedido. Então as pessoas acabam avançando pro estágio dois, até mesmo três. E aí quando isso acontece, a gente sabe que tem danos neurológicos e aí acaba dificultando também o acompanhamento e o tratamento. Então essa alguma das coisas que a gente quer discutir. Comissão especial de estudos para discutir a importância do fim da escala 61 da jornada de trabalho também realiza balanço do primeiro semestre deste ano. A vereadora Guida Calisto, presidente da comissão especial de estudos sobre o fim da escala 6x1, realizou quatro reuniões durante o primeiro semestre de 2025 e faz uma análise do impacto que este tema traz para Campinas. Nós fizemos essa comissão justamente nisso, Gabriel, pensando a cidade. A gente tá falando de uma cidade que ela tá na frente de várias capitais, né? Campinas é uma cidade que no cenário brasileiro ela se apresenta às vezes como a nona cidade, economicamente falando, e porque a gente tem também muito muitas instituições eh que discute o mundo do trabalho, que discute questões relação trabalho, direito trabalho, né? Então, eh nós estamos uma nós estamos numa região bastante importante, né? Numa região metropolitana, inclusive. E aí não dava pra gente não não discutir esse tema aqui. A parlamentar reforça os motivos de se discutir sobre a jornada de trabalho e a exaustão profissional. Primeiro dizer que a luta pela redução de jornada, né, que é o o fim da escala 6 por1, na verdade ela vem acompanhada da luta pela redução de jornada de trabalho. A classe trabalhadora brasileira tá numa situação de exaustão. Não é à toa que também se ampliou muito o número de doenças mentais, né, de doenças tipo depressão, bipolaridade. São tudo doenças que t muita e burnout, muita conexão com essa questão do stress e do acúmulo, né, de uma jornada extensa e desumana. E ressalta os estudos técnicos, considerando a economia do país sem prejudicar as empresas. Os técnicos que vieram aqui, os economistas, eles comprovaram que tem condição de de se atender essa agenda, né? eh do ponto de vista principalmente que não vai quebrar ninguém, né? que a que a as forças produtivas brasileira, o setor industrial, pelo contrário, a gente tem sofrido inclusive um processo de desindustrialização muito grande e que isso impacta economicamente. Não que o setor de serviço não seja importante, é extremamente importante, mas o que a gente precisa potencializar, principalmente pra gente poder sair, inclusive avançar do ponto de vista econômico, é avançar no processo de industrialização. Com isso, a Comissão Especial de Estudos sobre o fim da escala 61 completou o seu ciclo de reuniões. Nós vamos agora apresentar o relatório. E a ideia de apresentar o relatório, na verdade, a gente quer fazer algo que também consiga publicizar mais, né? Porque muitas vezes só quem acompanha é quem se interessa pelo assunto, né? Até porque os trabalhadores brasileiros estão tão cansados, né? Fala, vai chegar em casa ainda, vai ler, vai abrir o Não vai, né? eles acabam eh consumindo uma uma cultura de massa porque a vida é muito dura, né? Então não dá nem para você criticar o povo brasileiro que trabalha tanto, não é essa questão, mas a gente quer e dar uma publicidade a esse relatório. Vamos entregar aqui pra mesa da Câmara, né, pra casa. E nós a ideia também é entregar para os também as grandes federações. [Música] No último sábado, o Guarani demitiu o técnico Marcelo Fernandes, o auxiliar Marcelo Cupertino, o preparador físico Marco Alejandro. Ontem já apresentou a nova comissão técnica. O Mateus Costa, o treinador, já precisou responder sobre expectativa para o derby, se o Guarani vai lutar contra o rebaixamento ou brigar pelo acesso e o que motivou a saída do Ipiranga lá do Rio Grande do Sul. [Música] Tenho um enorme carinho e gratidão por todos os clubes que eu já trabalhei e passei, mas sempre em todos os clubes que eu trabalhei e passei foi visualizando e projetando estar em um clube gigante. Então todos os meus trabalhos foi sempre almejando uma oportunidade como essa que estou tendo. Então, sei do momento, sei que iremos precisar de todos neste momento, mas com muita confiança e convicção que a gente tem totais condições de atingir o nosso grande primeiro objetivo, que é a classificação. Então, eh, o que me motivou foi a grandeza e a oportunidade de todos os meus trabalhos est sempre visualizando uma oportunidade como essa que tô recebendo aqui hoje. O lançamento é único e um só. é vencer a próxima partida, vencer o nosso rival, é fazer a melhor semana de preparação pra gente entrar muito forte e atingir o nosso grande primeiro objetivo, que é voltar a vencer, né? A partir disso, a gente tem que ir vendo rodada a rodada para atingir o nosso grande objetivo, que é, sem dúvida alguma, a busca pela classificação. Eu vejo que a grande diferença da minha estreia no Operário pra minha estreia de hoje é que eu tenho uma semana cheia lá, eu tive um dia de trabalho pr pr aquela partida e agora a gente tem uma semana cheia e vejo que com essa semana a gente consegue nos preparar. aproveitando toda a capacidade potencial dos nossos atletas com aquilo que eu penso e vejo que nós temos totais condições de fazer uma grande partida. Eh, [Música] eu procuro potencializar ao máximo as características individuais dos nossos atletas dentro de um contexto coletivo. Eh, eu prefiro não expor neste momento a maneira que a gente vai jogar, porque eu tenho certeza que o nosso riaval vai est nos escutando e nos acompanhando. Então, seria muito mais fácil eu de repente estar falando tudo para você agora o que eu penso e o que eu quero fazer. Eh, mas é um um eu acredito no futebol muito em equilíbrio. Eh, eu acredito que a gente tem que ter muita coragem para jogar, muita confiança e ser muito agressivo quando estiver sem a bola. É, a tarefa do Mateus Costa é muito difícil. O Guarani em 13 rodadas conquistou apenas quatro vitórias e nas últimas cinco rodadas vai precisar de mais quatro vitórias. É semana de derby, vai ter que conhecer o elenco, montar uma equipe para pelo menos pontuar. Lembrando, hein, confronto no Moisés Lucarelli. Portanto, a Ponte Preta vai ser a mandante e por uma determinação do Ministério Público, apenas torcedores da Ponte no estádio. Ao longo da semana a gente vai falar mais sobre este confronto entre Ponte Preta e Guarani. O derby do próximo sábado, 5 horas da tarde. Bom, 1 hora mais 29 o quadro Adote um bichinho. Uma oportunidade única para você conhecer os animais que estão saudáveis e prontos para a adoção. Neste espaço, nós trazemos muitos gatinhos e cães. e ajude a transformar vidas, porque adotar é um ato de amor. [Música] Adote um bichinho desta semana traz animais apaixonantes que precisam de um lar e deixa aqui um convite para que você seja o tutor de um deles. Nesse momento eles estão sob responsabilidade da Associação Anjos de Rua. Este é Floquinho. Sem raça definida, de 7 a 11 meses. É um cão dócil e carinhoso. Vacinado e vermifugado. Ele adora crianças, gatos e outros cães. Dê a ele um lar. Entre em contato com a Regiane no endereço de e-mail ou no WhatsApp que aparece aí no seu vídeo. Este é o Bolacha, um adorável cão sem raça definida que tem de 2 a 6 meses. Já está vermifugado e em busca de um lar amoroso. Dê a ele essa chance. O contato também é pelo e-mail ou pelo WhatsApp da Carla Munscinate. Quem também precisa de um lar é a docinha Ravena, fêmea de um ano, de porte médio, castrada, vacinada, vermifugada, dócil. Ela é muito brincalhona. O contato é com a Maria José e aparece aí no seu vídeo tanto o e-mail quanto o WhatsApp dela. Leve então a docinha Ravena para casa. Ainda sob tutela do anjo de rua está a gata francesa, uma fêmeacia mesesa de 2 a se meses, vermifugada, sociável, que busca um lar com quintal ou apartamento. Ela é ideal companhia para famílias com crianças e também para conviver com outros gatinhos. O contato para adotar essa gatinha maravilhosa está aí no seu vídeo por e-mail ou WhatsApp. Já o Departamento de Bem-estar Animal de Campinas tem sob sua tutela o Paçoca, um cão jovem, dócil, que foi resgatado filhote junto com a sua mãe Flã, que estava com um grave ferimento no seu olho. Ele chegou saudável, passou por observação, recebeu microchip, vacinas, foi vermifugado e castrado. Ele aguarda agora um lar muito responsável. Já o Escadinha está no DPBEA desde 2024, passou por exames e pode ser adotado com responsabilidade. Sua cor é caramelo e tem ao mesmo tempo um temperamento assustado e dócil, mas precisa do seu carinho. Já a Isis é uma gatinha que foi abandonada na porta do DPBE em 2023. Felizmente ela foi acolhida pela equipe que prontamente providenciou os cuidados veterinários. Ela está à espera de um novo lar, onde será amada e cuidada com responsabilidade. Ela é de cor preta, tem um temperamento um pouco arisco, arredia e assustada. Ela está vermifugada, castrada e vacinada e espera o seu sim para ter então a sua nova casa. Cov este gato preto e branco, grande dócil. Ele foi também resgatado pelo SAMU Animal em Campinas em 2023, no bairro Dick I 2, após sofrer um atropelamento. Atualmente está ótimo, curado, microchipado, vermifugado e também foi castrado. Este gato saudável está à espera de um lar e você pode entrar em contato com DPBeia para saber como adotar cada um desses bichinhos. [Música] Bom, a instabilidade ficou para trás. Agora é massa de ar seco e fria que está estacionada aqui em Campinas e região e, portanto, temperaturas baixas, viu? Pela manhã, ao longo do dia elas sobem, mas à noite elas caem novamente. Não tem previsão de chuva, é sol o dia todo. Vamos às temperaturas para esta quarta-feira, porque elas já estão aqui na minha tela. Meio de semana chegando, dia 30 de julho também encerramento de mês muito próximo, com mínima de 9º. Então continua aquela previsão que você vai ter que tirar aquele cobertor do armário, aquele casaco, agasalho mais pesado, porque faz frio pela manhã, ao longo do dia, a temperatura até sobe, mas continua frio, viu? Com máxima de 21 aqui pra cidade de Campinas. O jornal Câmara Notícia fica por aqui. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência. Continue na nossa programação e nos vemos amanhã na quarta-feira ao meio-dia ao vivo. Te espero em até lá. Ciao. Ciao. [Música] [Música] เฮ [Música]
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