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O projeto de lei protocolado pela vereadora Fernanda Solto propõe a proibição da instalação de pedágios no município de Campinas. A proposta atualiza uma lei municipal de 2001 e amplia a vedação não só para as praças de pedágios tradicionais, mas também para os chamados pórticos, estruturas que permitem a cobrança automática sem a necessidade de cancelas. Exatamente. A gente viu os noticiários, nos noticiários que o governador Tarcísio anunciou junto da concessão de diversas rodovias o aumento de novos pedágios aqui pra região. Seriam no mínimo mais 38 pedágios aqui pra região de Campinas, circuito das águas. Eh, e a gente achou isso um verdadeiro absurdo, porque nós sabemos como já está difícil a vida do trabalhador, né? e especialmente essa região em que tem um alto fluxo de pessoas, às vezes utiliza o serviço de saúde de uma cidade, estuda em outra. Isso aumentaria muito o custo de vida dos trabalhadores aqui da região. Em Campinas já existe uma lei que foi sancionada pelo prefeito Toninho nos anos 2000, proibindo a instalação de praças de pedágio aqui no município de Campinas. Então eu apresentei um projeto de lei para atualizar essa lei para incluir também na proibição a instalação de pórticos ou outros sistemas de cobrança automático de pedágios, pensando que as tecnologias elas também vão se atualizando e que seria necessário a gente incluir nessa proibição essas novas formas. Até porque o próprio governo do estado de São Paulo já divulgou nas suas redes oficiais entrevistas, existe eh entrevistas do governador Tarcísio, deixando claro que as praças de pedágio são diferentes dos pórticos Free Flow, que são esses novos eh esses esses novas formas de cobrança de pedágio. A vereadora também aponta que a implantação de novos pedágios pode encarecer o transporte de mercadorias e gerar custos adicionais para os moradores da região, impactando diretamente a economia local. Além de existir também a previsão de um investimento do governo do estado de mais de 15 bilhões para posteriormente entregar essas rodovias paraa iniciativa privada, ou seja, eh dinheiro público sendo investido para depois entregar paraa iniciativa privada lucrar em cima dos trabalhadores. E a gente vive numa região que é muito interligada. As pessoas às vezes moram numa cidade, estudam em outra, usam um serviço de saúde numa terceira. Então, é uma um alto fluxo de pessoas de forma recorrente nas regiões, então isso iria encarecer demais o meio eh de transporte da do trabalhador. E a gente fica muito preocupado, especialmente pensando que aqui em Campinas nós temos uma cidade que é a quarta cidade mais cara para se viver do Brasil. Então, uma forma de combatermos isso é impedir que novos pedágios possam ser cobrados do trabalhador aqui da nossa cidade.