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เฮ [Música] Comissão de Meio Ambiente discute a criação de subcomissões e avalia denúncia de irregularidade ambiental. Vereador Rubens Gás questiona a prefeitura sobre como está sendo utilizado o recurso de R$ 580.000 R destinado à modernização das recepções de quatro centros de saúde na região dos Amarais através das emendas impositivas. Projeto de lei do vereador Permínio Monteiro desobriga entregadores de entrarem em áreas comuns de condomínios e conheça o projeto de educação ambiental que está encantando os alunos da rede municipal. Olá, boa tarde. Já chegamos ao meio da semana. Quarta-feira, 23 de abril de 2025. Começa agora o jornal Câmara Notícia ao vivo. Meio-dia, mais um minuto. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência e participe. Vamos conversar pelo número do nosso WhatsApp. 19 é o nosso DDD. Para você que é de Campinas e região, pode ir direto no número que já aparece aqui embaixo da sua tela. É o 97829377 ou você tem a opção de enviar esta mensagem pelo nosso QRcode. Tô apontando aqui para ele. Com a câmera do seu celular você também já tem acesso ao nosso QRcode. Já vai aparecer uma mensagem na sua tela. WhatsApp da TV Câmara Cantinas. você aperta e pode mandar o seu elogio, uma crítica construtiva, o que você quer assistir aqui no nosso telejornal. E a gente abre a edição de hoje com as notícias da metrópole e com o projeto de educação ambiental que está encantando as crianças aqui em Campinas. Alunos da rede municipal cuidaram de joaninhas em sala de aula e participaram da soltura dos insetos na natureza. A repórter Luana Galiza acompanhou esse momento especial. Mais de 26.000 alunos da rede pública de Campinas estão participando de uma ação que une ciência, educação e meio ambiente. No Sei Rafael Duarte, os pequenos acompanham de perto o ciclo de vida das joaninhas, da larva ao casulo, dentro do projeto Joaninho, desenvolvido pela prefeitura em parceria com a empresa Asas e Cores, turma. Então foi bem bem interessante para eles, bem assim despertou a curiosidade deles, né? Então a gente percebe assim que eles têm interesse, eles aprendem, eles fazem pesquisa em casa, trazem pra escola, fazem pesquisa com as famílias, eles eh levam para casa tudo que tá sendo trabalhado aqui na sala de aula, todas as descobertas eles levam para casa. Aí tem o feedback da família que eles estão sempre retornando e assim e a aprovação é ótima. Com a ajuda de lupas e kits educativos, os alunos observam atentamente as mudanças no comportamento e na aparência das larvas. A experiência prática vai além da sala de aula e desperta o senso de cuidado e responsabilidade ambiental desde cedo, desde o início, quando nós recebemos os as larvas nas tubetes, né, as crianças participaram desde o momento, né, que elas estavam no tubinho. E eles fizeram esse processo de colocar as larvas dentro da cúpula e a partir dali a gente foi observando todo o processo de crescimento. Então, desde pequenininha, né, de larva quando virou pupa e depois a joaninha adulta. Elas viam de larvinha e agora algumas estão de pupa e depois eu e algumas estão adultas. Você vai soltar agora? Aqui no Jardim da escola, os joaninhos são os verdadeiros protagonistas. Além de aprenderem o ciclo de vida dos insetos, as crianças entenderam também a importância da preservação ambiental. O projeto Joaninho já distribuiu mais de 4.000 kits educativos e criou mais de 80.000 larvas. A iniciativa da Secretaria de Educação é autorizada pelo IBAMA. Além de combater pragas de forma sustentável, ainda contribui para a formação de cidadãos mais conscientes. Elas fazem bem pra natureza porque elas comem os pugões. E o que são os pugões? Os pugões são os bichinhos brancos que ficam na plantação dos homens. E ela, e ela e eles comem todas as plantações. Então, a joaninha vai lá e come os [Música] pões. Que projeto bacana, né, aqui na cidade de Campinas. Bom, vamos com as notícias do legislativo. Denúncia de irregularidade ambiental foi tema da terceira reunião da comissão de meio ambiente. Terceira reunião da comissão de meio ambiente da Câmara Municipal de Campinas foi presidida pelo vereador Luiz Yabico e abordou sobre uma denúncia encaminhada pela ouvidoria da casa legislativa relacionada a uma possível irregularidade ambiental. Essa denúncia, senhoras e senhores vereadores, veio através da ouvidoria, através de um ofício e nós eh consultamos a procuradoria, procuradoria da casa, o jurídico da casa e nós tomamos, tivemos uma orientação de encaminhar essa denúncia para a secretaria do meio ambiente. Trata-se de uma de uma denúncia de uma empresa que está causando uma poluição séria, grande aqui em Campinas. veio através de um de um integrante dessa empresa que não quer ser citado e nem a empresa nós estaremos citando aqui. Pede sigilo, pede que nós denunciemos a CETESB e outros órgãos fiscalizadores e nós entendemos que cabe à Secretaria de Meio Ambiente que é o C climas executar essa fiscalização mesmo porque nós não temos equipe, nemço, nem perna, nem culpa para fazer esse tipo de averificação, né? E então nós estaremos encaminhando através de ofício eh para a Prefeitura Municipal de Campinas, Secretaria Municipal do Clima, Meio Ambiente e Sustentabilidade para o secretário Bras dos Santos, Adega Júnior. Os vereadores Rubens Gaz e Wagner Romão, membros da comissão, também participaram da reunião. Penso que o encaminhamento que o presidente tá sugerindo de encaminhar essa denúncia à Secretaria de de Clima, Meio Ambiente, Sustentabilidade é o encaminhamento adequado para esse momento e esperamos que a secretaria possa fazer o seu trabalho de fiscalização e de contenção dessa prática que é muito prejudicial ao ao ambiente ali naquele naquele contexto. Obrigado, vereador Romão. Vereador Rumes. Presidente, eu eu acho essa comissão de extrema relevância na medida que a gente venha cumprir o mecanismo de fiscalização e os munícipes poderem usar essa nossa comissão para que nós possamos ser a voz, não só levar a denúncia, como o principal é obter a resposta à ação que a secretaria, no caso, fará com relação a essa denúncia e demais denúncias que provavelmente ente virão até nós. A comissão também debateu a proposta de criação de subcomissões temáticas com o objetivo de aprofundar a discussão de temas específicos ligados ao meio ambiente. O tema meio ambiente é muito extenso. Nesse final de ano, nós teremos aí a COP 30 lá Belém do Pará. Brasil será foco de atenções do planeta inteiro. Esse assunto no segundo semestre estará à tona em todas as as discussões e aí a comissão do meio ambiente será consultado, será notificada várias vezes para que se manifeste. Portanto, os membros da comissão têm que estar atentos aí a todos os temas que cabe a meio ambiente estar atento e discutir. Mei-dia mais 9 minutos. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência. Estamos ao vivo nesta quarta-feira e olha só, a nossa equipe acompanhou o vereador Nick Schneider, que foi conferir a instalação de um semáforo no bairro Jardim Londres. É o Câmara nas ruas. [Música] O vereador Nick Schneider fez a indicação de um semáforo na Avenida Iberappuera com a rua Pelicano por reivindicação dos moradores. Durante a campanha eu andei todas essas ruas, conversei com comerciantes, conversei com os moradores, conversei com o pessoal que dirige aqui, os motoristas, né? E foi praticamente unânime o pedido. Nick, tá muito perigoso esse cruzamento. Precisa fazer alguma coisa? Já tombou o carro aqui, já teve batida, vai sair uma morte aqui. Isso me ficou no meu coração. Com a graça de Deus, fomos eleitos. E uma das primeiras coisas que eu fiz foi me reunir com o prefeito, com o Vinícius Rivired, que é o presidente da INDEC, pedindo essa possibilidade e do da instalação do semáforo, pedir um estudo técnico. Com a solicitação do parlamentar, a INDEC promoveu esse estudo e destaca a relação entre o legislativo e o executivo. Na verdade, em primeiro lugar, eu preciso destacar a importância dessa relação do legislativo com o executivo, né? Essa foi uma solicitação do vereador Nick Schneider, né, uma solicitação de um estudo para implantação de um semáforo aqui nessa região, tendo em vista a alta demanda aqui que nós temos de veículos e pedestres, principalmente no horário de pico. Então, a equipe técnica veio até o local, faz uma contagem, né? Os técnicos vêm aqui, ficam aqui nos cruzamentos, fazem uma contagem, registram, jogam no sistema e vê a possibilidade ou não da instalação do semáforo. E aqui houve a viabilidade da instalação desse semáforo, já foi instalado, já entrou em funcionamento e vai causar e trazer mais segurança aqui para todos os usuários dessa região. Esta parte do bairro não existia, era apenas o muro. Mas com a chegada de novos moradores nesta avenida Ibirapuera, alguns acidentes começaram a acontecer com a chegada de novos carros transitando. Muito acidente, mas bastante mesmo. Era praticamente um por dia. A gente há muitos anos estamos pedindo esse semáforo para poder reduzir os acidentes. Depois que abriu a travessa aqui, que a Biar Poera deu a travessa, abriu a era um muro fechado, né? Conforme abriu o bairro novo, abriu também a esta avenida. Aí os acidentes aconteceram porque aumentou muito o fluxo, né, de carro, muito vai e vem. Então, realmente aconteceu muito acidente. É um por dia. Graças a Deus agora com esse semáforo a gente tem a esperança de evitar pelo menos 90% dos acidentes. Muito importante para nós aqui, tá? E para pra vizinhança também aqui é importante demais. Já saiu batida aqui de de vizinhos nossos aqui que quase é, vamos falar assim, acidente bem grave, você entendeu? E hoje com o semáforo vai ficar bem mais fácil para [Música] nós. O vereador Rubens Gás encaminhou um requerimento para a prefeitura para saber como está sendo utilizado o recurso de R$ 580.000 R destinado à modernização das recepções de quatro centros de saúde na região dos Amarais. O parlamentar cobra prazos, detalhes do projeto e se o valor da emenda impositiva será realmente utilizado. O vereador Rubens Gás protocolou um requerimento pedindo mais informações para a Prefeitura de Campinas para saber sobre o processo de modernização das recepções dos quatro centros de saúde da região dos Amarais. Desde o ano passado, houve-se uma promessa do executivo, do secretário de saúde, que nós haveríamos de ter recepcionista treinados através de uma terceirização para atender as primeiras eh visita dos munícipes ao centro de saúde. Esse fato da humanização é primordial e nós não podemos deixar isto de lado. O que nós estamos questionando agora é se realmente haverá isso. E segundo a fala que nós tivemos na reunião com a saúde, é, é o suficiente seria R$ 120.000 anual para cada centro de saúde. E aí a gente colocou através da nossa emenda R$ 580.000 R$ 1000 para atender toda aquela área. Segundo o parlamentar, as consequências da falta de um atendimento humanizado dentro do centro de saúde impacta direto na recuperação dos pacientes e na confiança da população no sistema público de saúde. Nós precisamos entender porque tá obscuro ainda, né? Eh, se isso aí realmente vai sair do papel, porque eu acho que é algo louvável, né? O que a gente vê, o que a gente é perceptível, que o atendimento não é adequado, são pessoas que não estão qualificadas para fazer o primeiro atendimento. E o primeiro atendimento é tudo. Eu acho que teria e terá pessoas capacitadas para poderem dar o primeiro atendimento. É, eu já passei por momentos difíceis em hospitais e a gente sabe quando a gente não é bem tratado quando chega no local. Isso aí acaba influenciando até naquele no teu sistema imunológico, no que você está passando e acaba somatizando e dando uma sequência maior para todo aquele dano que você tem fisicamente ou emocionalmente. Projeto de lei protocolado pelo vereador Permínio Monteiro desobriga as pessoas que entregam encomendas aqui na cidade de Campinas a entrarem nas áreas comuns dos condomínios dos consumidores. De acordo com a proposta, as empresas e plataformas de entrega devem informar expressamente aos seus consumidores que os entregadores não são obrigados a acessar as áreas comuns dos condomínios. nem mesmo a realizar a entrega diretamente nas portas das residências ou dos comércios. A propositura desse projeto de lei é devido aos motoboys, motofretes estarem sofrendo determinados tipo de pressão e violência por partes do contratante. No caso aí vai levar alguma coisa em um condomínio, algum prédio comercial, eles as muitas das vezes eles acabam sendo obrigados a ter que comparecer, subir no elevador, comparecer em salas comerciais, em apartamentos. O vereador Permínio Monteiro reforça que o projeto é uma forma de garantir a segurança do trabalhador. Essa a intenção do projeto de lei que a gente está preocupado devido à grande violência que vive sofrendo os motoboys, que às vezes acaba sendo ignorado por determinadas pessoas que não entendem a obrigatoriedade deles. Além de otimizar o seu tempo de entrega. Sim, com certeza. Isso daí vai encurtar, né, o o o tempo de entrega. Isso daí facilita também a vida do motoboy que não vai ter essa obrigação, como eu falei anteriormente, mas também vai facilitar a vida da pessoa que contratou o serviço da entrega e facilitando a vida de ambas as partes. O vereador Guilherme Teixeira encaminhou um requerimento para a Prefeitura de Campinas para saber a situação do tratamento ao CRESP aqui no município. O vereador Guilherme Teixeira protocolou um requerimento pedindo mais informações sobre a situação do tratamento ao sistema integrado de regulação do estado de São Paulo em Campinas. Nós buscamos com essas informações poder entender como é que está o serviço das pessoas com transtorno de espectro autista e com outras também comorbidades que a regulação é feita pelo CESP. Então, nós precisamos saber como é que tá essa fila e essa a intenção do requerimento, saber se tem fila, como está a fila, qual que é o andamento dela, qual é a tratativa que a municipalidade tá dando para essa fila. O documento busca esclarecer a situação da lista de espera para atendimento de pacientes com transtornos no neurodesenvolvimento, especialmente aqueles com transtorno do espectro autista. A preocupação do parlamentar é o impacto desses atrasos no desenvolvimento das crianças, já que a intervenção precoce é fundamental para garantir qualidade de vida e inclusão social. Por exemplo, hoje nós temos o sistema que é do Prateia, eles fazem todo um atendimento lá e depois eles têm que encaminhar esses pacientes que eles entram na fila do CRESP. E a gente quer saber como é que tá esse atendimento, se se existe uma fila de espera de demanda de serviços nas instituições cadastradas pelo município. A gente precisa saber como é que tá essa situação. A gente precisa saber se essas instituições estão com fila, se elas estão com fila, qual é a fila de cada instituição para que a gente possa planejar o município como um todo, né? a gente saber a quantidade de população atendida, a que precisa de atendimento para que a gente possa atender o munícipe de melhor maneira, da com a melhor qualidade possível no atendimento. Hora de homenagem aqui no jornal Câmara Notícia com a entrega do título de cidadã emérita, a Alexandra Capriole dos Santos Fontolan, a atual secretária de cultura e turismo de Campinas. Por iniciativa do presidente da Câmara, Luís Rossini, foi entregue o título de cidadã emérita, a Alexandra Caprioli dos Santos Fontolan, a atual secretária de cultura e turismo de Campinas, na Casa de Itália. Graduou-se em turismo e terapia ocupacional pela PUCAMP, com especialização em gestão de empresas turísticas pela Fundação Getúlio Vargas. aturou atuou na área acadêmica por mais de 15 anos como professora na faculdade de turismo da PUCAMP e do curso de pós-graduação em planejamento e organização de eventos da Policamp. empresária do ramo de turismo e eventos há mais de 40 anos, iniciou a sua trajetória profissional na Capriole e Turismo, vendendo passagens e ajudando a organizar roteiros de viagens e excursão. A atual secretária de cultura e turismo de Campinas, Alexandra Caprioli, agradeceu a honraria recebida. É uma honra enorme e muito especial para mim essa homenagem da proposição do Rossine, da comunidade italiana, eh, a qual eu recebo com muito orgulho em nome de toda a minha família e de todo esse histórico que o Rossini conseguiu, eh, trazer, né, que mostra a importância da nossa ancestralidade, a importância dos do trabalho e da vinda desses nossos antepassados que chegaram chei de sonhos eh aqui no Brasil e eh que a partir disso, tudo que decorreu disso, foram muitos aprendizados, né, uma sequência enorme de aprendizados eh e que e que forjaram a forma como nós fomos criados. O prefeito Dário Saad também participou da solenidade e prestou homenagem. parabenizar primeiro o vereador Rossini por ter tido a sensibilidade eh de fazer esse reconhecimento. Eh, o vereador tem as funções que a Constituição determina, eh, votar os projetos de lei da prefeitura, reivindicar, criticar a administração, pedir as coisas, mas o vereador também tem um papel importante que é representar a sociedade no reconhecimento. Alexandre, que tem o espírito público, que gosta de política pública, que gosta de gente, que a gente sabe que pela vida que poderia ter outra opção de vida eh dentro da sua carreira, dentro da empresa ou fora da empresa, mas ela optou por servir, por servir a população através do turismo inicialmente e agora como secretária nesses últimos anos. Então, venho aqui demonstrar a minha gratidão eh como prefeito. Eh, Alexandra, ela é apaixonada pelo que faz. Ela realmente, acho que não é 220, ela tá ligada no 440, não sei nem se tem. E sem e sem dúvida isso ajuda [Música] muito. Ontem foi dia de Superliga masculina de vôlei, semifinal, primeiro jogo no lotado ginásio do Taquaral e os campineiros do Renata foram bem demais, viu? 3 set a 0 para cima de Suzano. E detalhe, hein, estamos vendo as imagens aí do primeiro set. Parecia que não ia terminar nunca, né? E aí foi só acabar com 40 a 38, quase dois sets em um só, mas no fim os comandados do técnico Horácio de Léo conseguiram fechar. E depois disso foi um pouquinho mais tranquilo, viu? Porque daí o segundo set, a parcial foi de 25 a 18 e no terceiro set 25 a 20. O levantador Bruninho foi eleito o melhor em quadra. O maior pontuador campineiro foi o oposto Bruno Lima, o argentino com 16 acertos. Bom, segundo jogo acontece neste sábado, dia 26, às 9 horas da noite, lá na Arena Suzano, na grande São Paulo. Se o Renata vencer, já está classificado a final da Superliga masculina. Se der Suzano neste jogo dois, aí nós teremos a terceira partida que vai acontecer na terça-feira, dia 29, aqui em Campinas, no ginásio do Taquaral. Boa sorte desde já aos campineiros, buscando mais uma final aí da Superliga. Bom, meio-dia mais 25 minutos. A gente segue aqui com o jornal Câmara Notícia porque olha só, a lei 15.088 sancionada neste ano deverá proibir a entrada de resíduos sólidos como papel, vidro e metal no Brasil. Atualmente o país recicla entre 3 e 8% dos resíduos. Com a proibição, a própria indústria deverá absorver os resíduos que são gerados dentro do próprio país como matériapra. Esse e outros aspectos desta mudança de lei você confere a partir de agora no nosso quadro O Giro Ambiental. [Música] [Aplausos] [Música] No giro ambiental de hoje, a gente vai falar sobre a lei 15.088, que foi sancionada em 6 de janeiro e proíbe a importação de resíduos sólidos, como papel, metais e plástico. E aí você deve estar se perguntando: "Mas o Brasil comprava isso de fora?" E a resposta é sim. E a gente convidou o Flávio Ribeiro para falar sobre esse tema que é embaixador do movimento circular e professor também de economia circular. Muito obrigada pela sua presença aqui com a gente, Flávio. Prazer estar com vocês. Obrigado pelo convite. A gente que agradece. Flávio. Conta pra gente, os números são muito alarmantes. A gente tinha uma recepção desses materiais de resíduos sólidos muito grande de fora do Brasil. Por que que isso acontecia? Só pra gente ter uma dimensão desse processo. É, a questão é que numa economia de mercado, as empresas sempre vão buscar suas alternativas em função de preço. E muitas vezes alguns materiais eram oferecidos no mercado internacional a preços muito baixos, até porque, de uma certa forma para alguns países e situações, isso é uma maneira também de descartar os resíduos que não têm viabilidade ou são muito caros de se destinar nos seus países de origem. Então, vinha de tudo. Vem, por um lado, eh, resíduos que realmente t valor e que paraa nossa própria indústria são importantes, mas também vinha muito lixo, que a gente chama tecnicamente de rejeito, que aquilo que chega aqui também tem que ser descartado, ou seja, eles estão transferindo um custo pra gente. São várias situações, na verdade, né? Sim. E aí o Brasil entendeu que essa esse mercado de reciclagem, essa esse essa cadeia produtiva de reciclado não tava funcionando pros nossos próprios pa pros nossos próprios produtos. Então a gente bloqueou que venha esses produtos de fora para que a gente dê conta aqui do nosso, né? Queria que você falasse do número que a gente produz e que a gente recicla aqui dentro do Brasil. É, então os números são muito variados, né? Mas se a gente for falar dos resíduos sólidos urbanos, que é aquilo que a gente gera nas nossas casas, nas cidades principalmente, a gente estima que o Brasil hoje gere algo em torno de 90 milhões de toneladas por ano. Esses são os números mais atuais, é muita coisa. Agora, os números de quanto a gente realmente recicla variam bastante. Tem quem fale em 3%, tem quem fale já em 8%, tem números aí em torno de 6%. varia, mas de qualquer forma mesmo os números mais otimistas de 8% ainda são muito baixos perto de outros países, né, principalmente na Europa, onde esses números podem chegar a 60, em alguns casos extremos até a 80%. E por um outro lado também é importante a gente lembrar que no Brasil existe uma situação muito peculiar que é a presença de um mercado informal de reciclagem, muito por conta tanto de catadores e catadoras autônomos que não conseguem ainda se incluir nos sistemas formais, mas também por empresas que atuam até na clandestinidade processando esses resíduos. Então existe todo um descontrole desse assunto que o governo federal tem se esforçado em resolver por várias medidas. E essa lei, a 1588, é mais uma delas que compõe um grande arcabolso para que a gente regularize, formalize e traga uma melhoria paraa gestão dos resíduos sólidos no Brasil, né? Ou seja, a gente tem um oceano de possibilidades aí para acontecer a partir dessa reciclagem mais eh técnica, mais direcionada, mais capacitada. O que muda de fato com essa aprovação de lei? Olha, na minha opinião, muda que a gente tem uma sinalização muito forte do governo. Em primeiro lugar, que a gente não vai mais aceitar ser uma lixeira dos outros países. Isso é fundamental nas relações internacionais para restringir algumas importações de lixo que vinham de outros países para cá. Então, fortalece nosso marco legal e dá instrumentos pro governo federal combater esse tipo de ação já na importação, já na Duana. Mas também tem um outro momento muito importante dessa lei e a gente tá aí esperando também a sua regulamentação para ver como esses detalhes vão funcionar para que se estimule o mercado de reciclagem no Brasil dos próprios resíduos que são gerados aqui. Então a gente acredita que vai haver uma um deslocamento de demanda de alguns materiais que antes eram importados para buscar esses mesmos materiais no mercado nacional. Então, com isso, a expectativa do governo e de muitos de nós, né, é que a gente aumente a quantidade de material reciclado no Brasil, seria um impulso paraa criação e formalização dessas cadeias de reciclagem que já existem, mas em alguns casos precisam aí de um apoio para se fortalecer. E muito importante destacar, né, a gente tem alguns materiais que se reciclam mais do que outros e talvez com essa regra, com essa nova lei, a gente consiga harmonizar um pouco esse mercado e trazer um pouco de segurança para investimentos aqui no país, que é o que a gente espera, né? Maravilhoso. Um aporte, né? Eu ia até te perguntar sobre isso. Esse aporte, ele passa também por uma educação ambiental muito forte e uma capacitação para essa cadeia produtiva da reciclagem. Sem dúvida. Para que a gente promova um avanço da reciclagem no país, várias questões precisam ser encaminhadas e avançadas. Uma delas é fechar essa barreira aí, essa porta de entrada de produtos que a gente tinha importados, coisa que a lei já faz. Mas a gente tem ações de governo também acontecendo em várias outras vertentes. E você mencionou duas muito importantes que eu acho que também a gente precisa olhar de forma separada. Uma delas é a capacitação, a educação ambiental, a sensibilização dos consumidores. Se as pessoas não participarem, seja da coleta seletiva, separando o seu lixo em casa, seja dos sistemas de logística reversa que a indústria cria, entregando produtos usados, embalagens usadas nos seus pontos de coleta, não adianta ter investimento, porque as coisas não vão simplesmente chegar até a indústria. Então isso é muito importante, o engajamento da população, mas também é importante a requalificação, a capacitação e volto a dizer a formalização e o reconhecimento do que hoje é o mercado informal. Isso é muito importante para que a gente tenha a cadeia robusta, pronta para receber esses resíduos quando eles chegarem e a gente poder processar e transformar resíduo em valor, transformar resíduo em recurso de novo, né, que é economia circular. Essa é a principal ideia, principal objetivo. É, a gente fala bastante aqui no Giro sobre essa expertise de pensar um produto em todo o seu ciclo de vida, né? E Flávio, a gente tá aqui numa numa casa de leis e a política nacional de resíduos sólidos muito consolidada, não é uma lei nova, né? Mas acho que foi uma grande mudança. Falando em lei agora, acho que foi uma das primeiras grandes mudanças, talvez. Sim. A política nacional de resíduos sólidos é um marco fundamental. E aí, como você mesma disse, vale aqui destacar o papel essencial do poder legislativo ao trazer regras, tanto para evitar algumas situações que a sociedade não aceita mais, como os lixões, coisa que a política nacional fez e a gente ainda tem muita dificuldade de conseguir, mas também para criar estímulos como a cadeia da reciclagem. Então, seja oferecendo, eh, digamos barreiras, proibições e regras do jogo, ou seja, mesmo estimulando negócios, o legislativo é fundamental e a política de resíduos, ela foi talvez o marco fundamental ao trazer de forma ampla para todos os tipos de resíduos um marco, um grande guarda-chuva dentro do qual várias regras passam a operar. E a própria lei 15.088, ela é uma alteração da política nacional de resíduos. Ela acrescenta algo a mais. E a ideia também é essa, é que o legislativo possa trabalhar as leis de forma viva, com uma uma visão de que ela deve repercutir o que a sociedade espera, no caso aqui de um melhor gerenciamento dos resíduos sólidos. Existem muitos desafios ainda. Acho inclusive que o poder legislativo local, como o caso das câmaras, é como aqui de Campinas, tem também um papel fundamental e entender aonde os municípios entram nessa história. Os municípios, como né, já dissem os nossos estadistas, é onde as pessoas moram, é onde as coisas acontecem e é onde muitas das regras precisam ser definidas de forma clara. E vocês em Campinas t a sorte, não só de ter um legislativo forte, mas um poder executivo e o judiciário também muito harmonizados e a gente acredita que com isso a sociedade só tem a ganhar. Com certeza que seja um espelhamento aí paraas cidades menores que estão de olho nesses problemas, né? E Flávio, queria que você falasse também desse movimento eh da economia circular, porque às vezes a gente não tem noção de como realmente a gente pode transformar uma cadeia eh produtiva em circularidade, numa numa de uma forma circular. Por exemplo, eh, existe uma polêmica sobre as garrafas PET, né, que são muito produzidas, produzida em série, um consumo altíssimo e é um tipo de material que poderia ser outra garrafa, né, que eles falam botar para garrafa, né? Eu queria que você falasse dessa importância. Fantástico. Então, primeiro é só para quem não conhece, né, lembrar que a economia circular, de grosso modo, é uma estratégia da sustentabilidade que tem como grande meta, objetivo fazer com que os recursos naturais que a gente extrai do meio ambiente permaneçam em uso pela sociedade pelo maior tempo, ao maior valor e com a maior utilidade possíveis. Então, a ideia é repensar toda a economia de forma a isso acontecer. E a gente tá falando desde a reciclagem tradicional até modelos de compartilhamento de produtos, os chamados produtos como serviço. E uma coisa que você falou antes que é muito importante, o pensamento de ciclo de vida para que desde os projetos os produtos sejam pensados para isso. Então, eh não vamos aqui demonizar nenhum material, nenhum tipo de solução, mas, por exemplo, quando você fala de garrafa PET, é preciso que no projeto daquela garrafa já se pense que um dia ela terá que ser reciclada. por exemplo, eh, evitando o uso de cor na no PET. Tem países como o Japão onde é obrigatório que todo pet seja transparente para facilitar a reciclagem. Isso é muito importante, mas também é importante ter outras questões ligadas, provavelmente a em alguns lugares, fomentar modelos de reutilização ou fomentar maneiras com que isso que você falou aconteça. A garrafa que foi usada em determinadas situações, talvez a garrafa PET seja de fato a melhor solução. Então a gente precisa pensar o que fazer com ela ao final da vida útil. E claro, uma garrafa PET pode ser muitas coisas, né? O pet, para quem não sabe, é um dos plásticos mais versáteis e mais valorizados que existe. Você com uma garrafa PET, você pode, como você mesma disse, fazer uma nova garrafa, mas também você pode fazer um fio de poliéster e produzir uma jaqueta esportiva. Você também pode fazer um material de baixo valor agregado e a forma com a qual a gente vai lidar com esse resíduo da garrafa, tentando buscar sempre a melhor solução, a de maior valor agregado, vai depender justamente do que a sociedade se preparou para oferecer para essa garrafa, vamos dizer assim, o final da vida útil. Então aqui eu tô falando das regras de logística reversa, das legislações inclusive municipais relativas à coleta seletiva. Tem uma série, um conjunto grande, né, de medidas que a sociedade pode utilizar para garantir que essa garrafa vai ter o melhor destino ao final da sua vida útil. E é tudo isso que a gente fala quando a gente fala de economia circular. Maravilhoso, Flávio. E até pensando filosoficamente, é uma forma também da gente pensar um planeta possível para quem virá depois, né? Porque é circular também, a vida é circular, né? Queria que você deixasse então os contatos para as pessoas que quiserem acompanhar. Olha, eu vou sugerir que vocês acompanhem um trabalho muito bacana do Movimento Circular, que é a maior plataforma de circularidade aqui da América Latina, presente em vários países. A gente é dedicado especificamente a olhar pra educação como um aspecto transformador da economia circular. Muito obrigada pela sua presença aqui com a gente, Flávia. Parabéns pelo trabalho. Eu que agradeço. Parabéns vocês também pela pauta e desejo sucesso e sorte para todo mundo nessa transição pro mundo mais limpo e circular. E para você que nos acompanha, continue com a gente, porque agora é hora daquele giro ambiental pelas curiosidades do Brasil e do [Música] mundo. Uma onça pintada chamada Mura conquistou o coração da internet durante uma apresentação de dança emocionante no zoológico do Sigs, Centro de Instrução de Guerra na Selva em Manaus. Nascida em 1o de junho de 2022, data especial por ser o dia do guerreiro de selva, a pequena Mura é filha de Pituca e Máximos. Ao nascer, pesava cerca de 300 g, mas hoje, com quase 2 anos, pesa aproximadamente 75 kg, se alimentando de uma variedade de carnes, como boi, porco, frango, peixe e até carnes de caça. Tudo balanceado para que ela cresça forte e saudável. Está esperando uma visita? Uma onça pintada resolveu dar um oi inusitado e foi vista tentando entrar em um condomínio em Imperatriz, no Maranhão. O felino ficou mais de dois minutinhos na frente do portão e depois deu meia volta, sumindo pela avenida. Os moradores de Vila Zenira contaram ter visto uma onça na noite anterior e até pegadas de onças puderam ser vistas ainda no dia seguinte do registro. [Música] [Aplausos] [Música] previsão de mudança brusca no tempo ao longo do dia, com aproximação de áreas de instabilidade e com isso a previsão de chuva moderada a forte a qualquer hora do dia em toda a região de Campinas. Durante a chuva forte, há risco de rajadas de vento forte, raios e também queda de granizo. Vamos as temperaturas porque elas já estão na minha tela com essa condição. Nada de calorão na quinta-feira. Olha só, mínima de 18 e a máxima não passa dos 25º aqui na cidade de Campinas. O jornal Câmara Notícia fica por aqui. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência. Lembrando que hoje é quarta-feira, dia da 22ª reunião ordinária, a partir das 6 horas da tarde, os vereadores vão se reunir para discutir e votar sete projetos. Você acompanha tudo aqui na tela da TV Câmara Campinas e nos vemos amanhã na quinta-feira ao meio-dia aqui no Jornal Câmara Notícia. Até lá. Ciao. Ciao. [Música]