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O segundo simpósio de autismo de Campinas, com amor as peças se encaixam, reuniu um público expressivo no plenarinho da Câmara Municipal. A iniciativa foi do vereador Eduardo Magoga. Pelo segundo ano consecutivo, o evento trouxe palestras com especialistas da área da saúde e da educação. Para o vereador que já defende a bandeira no legislativo, é preciso ampliar cada vez mais o alcance das informações sobre o autismo e debater o tema. Não é uma caminhada, não é duas. Pode ser 10, 15, 20, não é um simpósio, dois, mas são vários. a sequência dessas ações que vão nos trazer um resultado futuro. São informações ricas e e é isso aí. O simpósio é pra gente ajuntar todas as partes da sociedade, do nosso meio de de vivência o máximo possível de informações para que todos nós chegamos num consenso e podemos caminhar para melhorar a vida dessas pessoas. Participaram da conferência a secretária de assistência social de Campinas, a conselheira do Conselho Nacional de Saúde e Presidente da AFAG, que é a Associação dos Familiares, Amigos e Portadores de Doenças Graves e um vereador da Câmara de Americana, onde também foi realizado um simpósio sobre a mesma temática. Quando eu fui paraa Brasília, eu conheci a doutora, o Magoga lá, estavam lá e nosso lá eu numa audiência pública, eh, a questão deles hoje de poder buscar essa ajuda para que esse trabalho que elas fazem de pesquisa possam caminhar cada vez mais aqui no nosso país. Eu vi muita esperança nesse trabalho deles e é isso que eu quis levar pra americana e é isso que eu tô aqui hoje para que a gente possa trazer esperança às mães para que a vida seja melhor, que a qualidade de vida dos autistas seja melhor. E as pessoas com transtorno do espectro autista merecem respeito. Elas merecem todo o tratamento necessário, elas merecem a inclusão necessária. Isso não é favor. Isso é um direito garantido pela nossa Constituição Federal. Então, nós temos que lutar e esses eventos são importantíssimos e como o vereador falou, não é um evento, não é dois eventos, é a constância, é a sociedade cada vez mais mostrar essa importância, essa indignação. E nós temos que fazer isso. Quem muda o Brasil, quem muda um país somos nós. Quero dizer o quanto é importante essa construção conjunta. seja legislativo, seja executivo, seja assistência, seja família, o quanto essa escuta de qualidade é importante e essa escuta de qualidade só vem escutando quem faz parte, quem vive dia a dia. Durante o simpósio, ainda houve um momento para que os familiares pudessem compartilhar suas experiências com um espaço aberto para o depoimento de mães atípicas. Eu sou autista, também tenho um filho autista. E essa oportunidade aqui, eu diria que é para trazer um lugar de fala a nós mães. Então, tanto como eh eu como autista, né, fazendo parte dessa comunidade, como também entendo a luta das mães, né, do dia a dia, como já foi falado, né, como a gente bem sabe como que funciona. Os dias nunca são iguais. E eu costumo dizer assim que a luta da mãe ela é como um grito, né? Preso na garganta, tá sempre esperando uma oportunidade para poder falar. E hoje a gente tá tendo essa oportunidade. A mãe atípica é todo dia pensando num milagre que tem que acontecer para ela poder simplesmente viver aquele dia. E o olhar pra mãe é importantíssimo. Quantas mães que ao receber o laudo entram em luto, em luto pelos seus sonhos, sonhos que ela planejou pro filho. Ela tem que reconfigurar a rota, ela tem que repensar. Mas e aquelas que ainda nem o laudo tem e ficam naquela expectativa? Porque quando tem o laudo, você tem o tratamento, você tem o diagnóstico, você sabe qual o tratamento adequado. Infelizmente, vereador Eduardo, quando se tem o diagnóstico de criança ou pessoa com deficiência na família, os homens, ó, a maioria deles abandona. são as mães solos, as mulheres que ficam com essa responsabilidade. Então, é muito importante fazer a escuta das mulheres e o quanto é importante ter homens que sabem que isso é importante e que se fazem presente, se manifestam, falam: "Eu apoio essa causa". Quando diagnosticado precocemente e acompanhado de perto por profissionais especialistas, por meio de treinamento e informação, o TEA, o transtorno do espectro autista pode ser revertido a níveis leves ou moderados, dependendo do tempo do diagnóstico e qualidade da abordagem do tratamento. Por isso, o vereador defende a implantação de um laboratório para estudos do autismo, entre outras iniciativas. A minha meta esse ano é colocar esse laboratório de pesquisa para funcionar. Depois disso, vou me dedicar a trazer centros de especialidade, vou me dedicar a [Aplausos] trazer trazer recurso paraas entidades que hoje já faz o atendimento. Então, laboratório de pesquisa, centro de especialidade e depois recurso pras instituições que já atendem essas mães.