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Todos os dias são delas e não existe no mundo alguém que aqui esteja senão por meio [Música] delas. E algumas delas se tornam especiais por gerar em seu ventre alguém mais que especial. Mãe atípica é mãe de crianças especiais, de crianças com alguma neurodivergência, eh mães de crianças com síndrome de D, autismo, TDH, são mães que têm crianças atípicas, ou seja, fora daquele comum que a gente daquele padrão que a gente eh tem como normalidade, né? atípicas ou não. As mães têm na maternidade uma luta constante e quando atípicas, sua rotina é bastante diferenciada. Então, a maternidade atípica chegou na minha vida bem de surpresa, né? Eu não tinha conhecimento nenhum de autismo. Com 2 anos e 5 meses, ele foi diagnosticado, né? Teve o laudo fechado de teia. Quando eu recebi o diagnóstico dele, eh, a única preocupação que eu tive foi o que que eu devo fazer. para onde que eu tenho que ir para que ele consiga evoluir, que eu acho que a maior preocupação da mãe atípica é como as pessoas vão tratar seu filho quando você não tiver. A gente tem que se dedicar mais, a gente não sabe nada, a gente aprende com o dia a dia. Então a gente ouve experiências e compara para ver se se tem alguma coisa que se identifica com os nossos filhos. Eles não são todos iguais. Cada um tem sua particularidade, inclusive a genética de cada pai e mãe. Então, cada um tem a genética dos pais e o jeito deles é como um jeito de qualquer outra criança diferenciada. E os filhos ocupam um espaço significativo em suas vidas. Achava que eu era mãe, uma mãe boa, uma mãe eh uma mãe dedicada, né? E a gente vai criando os nossos mecanismos, eh, a gente vai criando os nossos filhos como a gente acha que tem que ser feito. Tava tudo perfeito. Quando veio o Rafael, eu tive que ressignificar essa palavra de mãe. Eu tive que aprender novamente a ser mãe. Ser mãe de uma criança típica tem muitos desafios. A minha rotina é a rotina do meu filho, a minha mesmo, se não tenho. Então, eh, tudo, a minha vida toda é para ele. Então, tudo que eu faço é voltado para ele. Então, a minha vida é terapia, é escola, é reunião, é correr atrás dos direitos dele, das coisas que ele precisa naquele momento, do suporte que ele precisa, que a rotina deles, por exemplo, é a as terapias, né? auxílio é a ajuda que eles têm que ter para se identificar, né? Hoje precisa. Eu não sabia que para uma criança a gente tem que ensinar a pedalar. E para eles tem que ensinar a pedalar, tem que ensinar a lógica do da brincadeira, que é no caso a terapia to. Por exemplo, eu não sabia disso. Ser mãe é saber conceder todo o seu tempo pelo simples fato de amar, mas sem esquecer de se cuidar. O que eu mais prezo hoje é o acolhimento para essas mães e, principalmente para que elas se cuidem. O que que é o cuidado, né? O que que é eh e ah, mas como que eu essas mães se cuidam? É se cuidando, é tendo tempo para elas, reconhecendo que tá tudo bem, não estar bem, eh, principalmente fazer uma psicoterapia, sabe? pedir ajuda, eh, dizer para essas mães: "Você não está sozinha, nós estamos aqui." Então, assim, as mães precisam sim de uma rede de apoio. Essa rede de apoio é muito importante. Pode ser os avós, pode ser uma vizinha que fala: "Olha, eu posso, eu, eu fico com o seu filho para você ir lá tomar um banho, para você ir lá fazer uma unha, para você ir lá fazer terapia. [Música]