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Contante as dificuldades enfrentadas pelas mulheres para serem inseridas no mundo dos esportes eletrônicos, em 2019, algumas estudantes da Unicamp, vem da necessidade de uma mudança, se reuniram e formaram as Mermatides, primeira equipe de esports inclusiva no cenário gamer universitário. As primeiras mermaids, elas eram do time masculino misto da Unicamp. E aí surgiu eh a oportunidade da gente jogar campeonatos feito para o público feminino, feito para o público inclusivo. E aí, desse time masculino, a gente criou a Unicamp Mermaids para jogar esses campeonatos. E a gente ficou tão grande, tão forte, que a gente se separou deles e agora somos um time eh próprio. É um orgulho muito grande assim, sabe, poder saber que as meninas que querem jogar e querem se dedicar a isso tenham espaço para isso, tenham campeonatos para jogar, ten um time para fazer parte. As mulheres no esportes vem alçando patamares nos últimos anos. De acordo com a edição de 2024 da pesquisa Game Brasil, elas já representam 50,9% da população que joga e consome jogos digitais como uma das suas principais formas de entretenimento no país. Eh, tanto em competições profissionais como VCT Américas ou CBLOL, que a gente já tem muitas mulheres envolvidas, eh, vê esse crescimento sendo aquela garotinha gamer, eu me sinto muito feliz de ver que a gente tá ganhando o nosso espaço e que a gente tá sendo reconhecida também nesse meio que sempre foi muito difícil pra gente, assim. Então eu acho que é muito gratificante fazer parte dessa mudança. Assim, quando eu vim pra faculdade, eu descobri todo um universo universitário que é muito inclusiv e eu sou uma garota que joga jogos desde os meus 13 anos. Então é um ambiente muito complicado, tanto pras mulheres quanto profissionário inclusivo. E quando abriu as portas da Mermid para mim, eu vi que realmente era uma parte que a gente tinha que investir e que tinha que crescer, porque tem uma relevância e é muito importante, não só pra comunidade, mas também pras pessoas que fazem parte. Para essa estudante, fazer parte da Mermaids é uma prova de representatividade. Nossa, eu amo cada momento. Tipo, eu sonhava desde o ensino médio entrar em alguma equipe e tudo, mas, tipo, o ensino médio não tem tanto. Então, eu entrei na Unicamp e uma das primeiras coisas que eu fiz foi procurar times. Eu queria mais entrar para um time de LOL do que na própria Unicamp, mas as meninas me receberam de braços abertos desde do começo e eu amo. O LOL jogado sozinha e o LOL jogado em equipe é totalmente diferente. É, a interação é diferente, as dificuldades são diferentes das dificuldades que você enfrenta jogando sozinha e é uma dinâmica muito boa. E elas seguem lutando contra os preconceitos, mas também na missão de manter esse universo feminino e inclusivo no mundo gamer. Para mim, o di inicial é que a gente realmente, tipo, é muito unido, tipo, as meninas são muito tipo amigas assim, a gente conversa sempre. E também não é só sobre treino, sabe? É sobre uma amizade que tá se construindo e a gente tipo começa a se considerar família mesmo. É muito importante porque a gente tem aquela visão ã que sempre tipo os jogos são para homens, sendo que tipo não é assim na realidade, tanto para esportes também, tipo físicos, geralmente a gente tem uma visão que futebol é só para homens, sendo que não é assim. Na realidade, a gente, as nossas mulheres também temos os nossos espaços e a gente tem que conquistar eles com respeito. O cenário de esportes sempre foi uma área por muito tempo exclusivamente masculina e agora que tá crescendo esse cenário inclusive feminino, a gente tá vendo que é uma área que nós somos tão boas quanto qualquer outro jogador e a gente merece estar ali também. Então é um reconhecimento para toda a comunidade muito bom. [Música] เ