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158 views Publicado 22/08/2025 HD · 55:32

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Reunião extraordinária do Conselho de Desenvolvimento da RMC trata de assuntos relacionados à indústria eletroeletrônica. Alunos da rede municipal de ensino mergulham na história da memória afrocampineira em passeios pela cidade. Vereadores criam comissão especial de estudos para debater a gestão de resíduos sólidos em Campinas. Sexta reunião da Comissão Permanente de Meio Ambiente traz palestra com pesquisadores sobre a importância do meio ambiente paraa saúde pública. [Música] Olá, boa tarde. Começa agora o jornal Câmara Notícia ao vivo nesta quinta-feira, 21 de agosto de 2025. Meio-dia mais 40 minutos. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência e participe, vamos conversar. Mande a sua mensagem para o número do nosso WhatsApp. 19 é o nosso DDD. Para você que é de Campinas e região, pode ir direto 97829377. O número já aparece aqui embaixo da sua tela junto com o nosso QRcode. É só apontar também a câmera do seu celular para o Qcode. Já aparece uma mensagem aí no seu celular, WhatsApp da TV Câmara Campinas. Você aperta e pode mandar o seu elogio, uma crítica construtiva, o que você quer assistir aqui no nosso telejornal. Atenção você que está em busca de capacitação profissional, hein? São mais de 3.700 vagas gratuitas em cursos presenciais e também de forma online. Então, sobre as empresas participantes, as áreas, prazo para conclusão e como se inscrever, eu aciono a repórter Alexandra Dias, lá do Centro Público de Apoio ao Trabalhador de Campinas, unidade do Centro que tem as informações. Seja bem-vinda e boa tarde, Alê. Muito boa tarde, Gabriel. Muito boa tarde a você de casa. É isso mesmo, o feirão de qualificação do CEPAT vai até o final do mês enquanto durarem as vagas. Quem vai trazer os detalhes pra gente é Maria Helena Levi, que é coordenadora de qualificação aqui do CEPAT. Muito boa tarde, muito obrigada por nos receber, Maria Helena. Boa tarde. Boa tarde, TV Câmera. Boa tarde, telespectadores. Gabriel, então, Maria Helena, quem quer dar um plus aí na carreira? Quem quer se qualificar, né, às vezes já tem uma uma capacitação e quer fazer mais uma, é só vir aqui presencialmente ou online. Como é que funciona as inscrições pros cursos? As inscrições elas estão eh descritas no site do CEPAT, porque existem inscrições que são presenciais junto com os parceiros e existem inscrições que são pelo nosso SIMPla. Aí depende do curso que a pessoa escolher, ela pode escolher como que ela vai fazer essa inscrição. Todas as nossas informações estão detalhadas no nosso site. Fala pra gente qual é o site, por gentileza. Então, é www.sp.gov.br. E dessas trê mais de 3700 vagas, como é que é? É, vai ter até o final do mês de agosto, conforme o preenchimento ou até o final do mês pode vir que vai ter alguma vaga para para o perfil da pessoa? É, geralmente as vagas mais concorridas acabam rápido, né? Então quem tiver interesse que faça logo a sua inscrição. A há vagas que ainda permanecem até o final do mês, mas a gente tem uma boa notícia. Todos os dias 15 de cada mês, nós reunimos novas vagas e lançamos um novo ferão. Então, quem perder esse bonde aqui pode pegar o próximo. E Maria Helena, você falou das vagas online, que é muito prático para quem não pode vir pessoalmente, mas e para quem não tem uma internet boa em casa, tem algum lugar que possa dar esse suporte pro trabalhador? Nós temos eh a possibilidade, por exemplo, de alguns dos nossos parceiros, eles oferecem o local com computador para as pessoas poderem assistir os cursos, inclusive com profissional auxiliar dentro deste núcleo, né, dessa sala de computação. Você falou aí das carreiras mais concorridas, quais são geralmente os cursos mais disputados? geralmente os de informática, na área de informática e também os de marketing digital, de vídeo, onde as pessoas podem eh aquelas pessoas que fazem o seu próprio sua própria arte ou microempreendedores, fazem o marketing digital, as vendas online e esses cursos são muito concorridos. Ou seja, né, a pessoa abre o seu negócio, faz um, de repente um um prato, uma comida, mas tem que saber vender também. Ou seja, a gente consegue achar todos esses cursos para dar esse suporte pro trabalhador. Exato. Não basta saber fazer, precisa saber vender para ter a renda. Então a gente oferece esses cursos de apoio, de marketing, de fazer seu próprio site e redes sociais, né, em geral. E quais são os parceiros que vocês contam hoje? Porque eu vi que tem cursos também de micro eh programação, né, de iniciação a programação. Tem os cursos, como você disse, de redes sociais, mas tem outros também, né, de zeladoria. Quais são os parceiros que a gente tem aqui? E os cursos também, né? Um perfilzão geral, assim para quem tá assistindo saber. É, nós temos cursos na área de saúde que são oferecidos pela DG, cursos cuidadores em ação. Todos os meses ela oferece dois cursos com temas diferentes. Então, quem é cuidador na área da saúde fica de olho porque ela oferece cursos especializados. Esse mês ela tá oferecendo cursos para ajudar a deambulação, né, pessoas que t a marcha reduzida e ela tá dando um cursos de controle de diabetes, por exemplo. Aí nós temos a Softex. A Softex é são cursos onlines numa plataforma onde a pessoa que ainda é nível básico de de informática, ela começa a uma trilha do nível dela e ela vai se aprofundando na internet, né? Fazendo essa trilha, ela chega num curso avançado de programação. Então a Softex nos oferece isso. Nós temos esse mês uma novidade que é o Qualifica Max, que também está oferecendo cursos, né? Então eles, eh, quem tiver interesse pode entrar lá na lista que a lista da Qualifica Marx é grande, mas tem vários cursos em várias áreas, inclusive na área de tecnologia, vendas na internet. E é isso, né? Eu não, quem tiver interesse que entre no site porque todas as informações tá lá, né? São 3.80 vagas. A gente não lembra de todas aqui. E presencial, além daqui do CEPAT que fica aqui na Campo Sales, quais são os outros locais onde as pessoas podem ir presencialmente também? Então, depende do parceiro, né? Se elas quiserem fazer inscrição, elas podem vir aqui ter apoio da nossa equipe da juventude conectada, ajuda a fazer essa inscrição ou diretamente na recepção dos nossos parceiros. Perfeito. Então vamos ver qual que é a expectativa que de quem veio ver uma vaga e a gente já volta, né? Renata, qual a importância da qualificação, né, na busca por uma carreira e você, por exemplo, estaria aberta a fazer novos cursos para se qualificar para uma nova vaga? Sim, é muito importante a gente ter qualificação, né? Porque o mercado de trabalho ele exige isso e hoje com a tecnologia, com a informação muito rápida é importante e sim aceitaria fazer porque é importante para todas as áreas, independente da área que você está. Vai entrar lá no site do CEPAT para pesquisar as vagas? Sim, vou sim, vou entrar e vou ver o que me interessa para estar fazendo. Maria Helena, então vamos repetir o site para quem tá em casa assistindo. A gente vai colocar aqui embaixo também qual é o site do CEPART para tirar todas as dúvidas e saber quais os cursos que vocês estão oferecendo. Claro, importante. No site estão todas as informações. É www.ceat.campinas.sp.gov.br. Maravilha. E aqui é Campo Sales. Qual é o número aqui? 427. É só dar um pulinho também durante todo o mês de agosto. Certo. Certo. Isso aí. Então corre para cá e vem se qualificar porque as vagas estão aí te esperando. É com você, Gabriel. Com certeza. Muito obrigado, Alexandra Dias. Quero agradecer também a disponibilidade do tempo e as informações que foram passadas aqui pela Maria Helena Levi, que é coordenadora de qualificação. Bom, a gente segue aqui com as notícias da Metrópole, porque o Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Campinas faz reunião extraordinária para tratar de assuntos relacionados à indústria eletroeletrônica e impactos do tarifaço para a RMC. O encontro dos prefeitos que fazem parte do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana foi na PUC Campinas. O prefeito de Campinas, Ário Saad, é o presidente do conselho que coordena políticas públicas para 20 municípios da região. A reunião desta vez foi extraordinária e o tema principal foi tratar de situações ligadas à indústria eletroeletrônica. O primeiro ponto de pauta importante foi a comemoração. Comemoração eh é uma palavra importante nesse sentido, porque o governo do estado de São Paulo atendeu a demanda, ao pedido, a mobilização da região metropolitana para manter os incentivos eh fiscais paraa indústria eletroeletrônica. Isso pra região de Campinas foi fundamental. Não só, não tô dizendo só da cidade de Campinas, nós estamos falando de várias cidades que têm indústria eletroeletrônica. E se se esses incentivos eh que tinham data para terminar o mês passado não fossem reditados, não fossem mantidos, nós correríamos um risco sério de perder a competitividade da indústria eletroeletrônica de da região metropolitana para Manaus. As reuniões são realizadas todos os meses. Também foi tratada a questão do tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Nós fizemos um trabalho eh destacando cidade por cidade o impacto que o tarifaço pode eh ter aqui na economia da região. 55% é dos produtos que a região metropolitana exporta vão paraos Estados Unidos. Algumas cidades bate 82, que é o caso de Santo Antônio de Posse. Isso eh eh esse estudo, qual que é a importância desse estudo? Cada cidade tem que ter clareza e noção do que o tarifaço pode eh implicar na redução das exportações e consequentemente na redução da arrecadação dos municípios. Então os municípios têm que ter esse estudo e agora cada prefeito vai verificar o impacto porque podem perguntar, mas como tarifá, quantos por centos vai reduzir a importação? A gente não sabe ainda, mas que é provável que vai reduzir, vai reduzir. O secretário de finanças de Campinas, Aurílio Caiado, apresentou um estudo sobre os impactos do tarifaço para a região metropolitana. Fizemos um estudo para pro total da região metropolitana e um estudo individualizado para cada município. O prefeito Dio apresentou os dados, encaminhou os dados para todos os municípios e eu apresentei agora uma síntese dessas informações. Eu posso dizer que o impacto é grande. mais de 50% das exportações da RMC vão sofrer um impacto de 50% no tarifaço e isso praticamente inviabiliza e traz problemas muito grandes para alguns municípios da região. Cerca de 10.000 estudantes das escolas municipais começaram ontem a mergulhar na história afrocampineira. Até novembro, os alunos vão fazer um passeio cultural pelas principais ruas, praças e monumentos do centro, além dos bairros Cambuí e Ponte Preta. O roteiro turístico tem como objetivo refletir e educar os jovens sobre a participação da população negra na construção e formação de Campinas e lembrar o legado de personalidades importantes da história da cidade. O que antes era estudado apenas nos livros, agora se torna uma ação educativa prática. Entre agosto e novembro, alunos do sexto ao 9º ano da rede municipal e também da EJA, a educação de jovens e adultos participam de um passeio pelos principais pontos culturais e históricos de Campinas. A ação é resultado de uma parceria da Secretaria Municipal de Educação com o projeto Rotas Afro, criado em 2019 na cidade de Piracicaba. O projeto foi idealizado por Júlia Madeira para narrar a história negra dos municípios por meio de caminhadas turísticas e pedagógicas. Muitos dos estudantes muitas vezes não conhecem o centro da cidade. Alguns vem de lugares distantes no dia a dia, acaba passando às vezes aqui por eh em muita correria, né? Então esses esse passeio, né, ele proporciona que o estudante ele reconheça os territórios da própria cidade, mas mais que isso, né, ele também consiga compreender a contribuição da população negra na construção da cidade de Campinas, que historicamente acaba sendo um processo apagado, né? Então esse projeto ele pretende também com aos poucos ir construindo um imaginário positivo sobre a presença negra na cidade. Ao passar pelas ruas do centro, os alunos vão descobrindo como africanos e indígenas contribuíram para a construção de Campinas. O roteiro aborda ainda a formação de quilombos, revoltas, clubes negros e irmandades religiosas, entre outros temas históricos. Onde tudo começou, onde os negros se encontravam com outros trabalhador, vinham da estrada de ferro, vinham dos canaviais, na igreja se encontravam para louvar a sua fé. Gostam bastante. A gente, a gente professor também aprende muito e tem bastante coisa interessante pr pra gente aprender. Isso repercute de alguma forma dentro da sala de aula depois. Com certeza, né? O projeto da da prefeitura é sobre a educação antirracista, então é bem válido esse projeto Afro. O projeto vai levar conhecimento para quase 10.000 alunos das escolas municipais de ensino fundamental. Nesse ponto aqui, por exemplo, os estudantes estão na Praça Bento Quirino, onde está localizada a estátua de Carlos Gomes. Carlos Gomes era negro e foi o mais importante compositor de ópera brasileiro. O autor de O Guarani, ópera inspirada no romance do escritor José de Alencar, também teve destaque na Europa. Ele é um movimento que anda com essas duas perspectivas, né, de conscientização sobre a presença negra na cidade, né, e também antiracista, porque promove essa perspectiva, né, contra o racismo através da das eh das saídas pedagógicas com os estudantes. A Catedral Metropolitana e o Largo do Rosário também foram outros pontos simbólicos visitados pelos estudantes. Ah, eu tô achando muito divertido porque é bom de querer conhecimento sobre esse assunto, né? Eu tô achando muito legal que ele está ensinando muitas coisas pra gente, tô mostrando várias coisas, tô mostrando várias coisas históricas também e é muito bom, é muito legal aprender sobre isso. Tá bem legal até agora que qual ponto você mais achou interessante, curioso sobre a história? Eu achei, eu gostei muito desse aqui de agora que ele falou sobre essa igreja aqui. Inclusive, ela é muito linda, né? E também gostei daquele outro da estátua que a gente foi no outro lá. que é a estátua da mãe preta, que ele explicou lá que as pessoas elas faziam as estátuas, faziam eh desenhos das pessoas negras com uma forma que elas parecessem intelectuais, sabe? Fazer essa cabeça menor, o corpo maior. E isso é muito triste, né, de certa forma, né, porque essa é discriminação. Ainda bem que hoje em dia é crime, inclusive. Mas eu gostei muito dessa parte e da outra parte de lá, porque eu aprendi muita coisa, eu gostei bastante. Eu não venho muito para cá, mas eu achei muito importante realmente coisas que eu não sabia que existiam, não tinha conhecimento nenhum e é muito importante que isso seja mostrado pra gente. Parte do preconceito que é muito enraizado na gente vem por causa da falta do conhecimento, porque isso faz a gente quebrar preconceitos, isso faz a gente conhecer a nossa história, a história do nosso país, essas pessoas que sofreram tanto nas mãos de pessoas tão ruins. [Música] Vamos com as notícias do legislativo, porque ontem foi dia da reunião ordinária de número 47. Os vereadores se reuniram para discutir e votar seis projetos. A repórter Mirna Abreu acompanhou tudo e traz agora as informações. Olá, Mirna. Olá, Gabriel. Os seis projetos que estavam na pauta da 47ª reunião ordinária foram aprovados. Entre eles, nós tínhamos denominações de logradouros e também a concessão de honrarias, além do projeto em segunda discussão, ou seja, a discussão do mérito da matéria de autoria da vereadora Guida Calisto, que institui a Lei Municipal de Atenção à gagueira e a pessoa que gagueja no âmbito do município de Campinas. Durante o intervalo regimental, a vereadora justificou a sua proposta. A gagueira comumente conhecida, né, como a gente fala que é uma disfruência na fala, é um distúrbo. Ela acontece muitas vezes nas crianças logo no início que começa a falar. Então quando tem ali dois aninhos, quatro aninho já, né, apresenta. Muitas dessas crianças acabam superando, como é o início, tá, né, na fase de aprendizagem ainda, ela acaba superando e e resolvendo, mas muitas não conseguem, né? Muitas pessoas passam aí pelo período da infância, da adolescência, eh mantendo esse distúrbo de fala. Se ela tiver uma atenção, né, uma política pública, uma atenção do poder público, uma atenção nas instituições onde os nossos filhos e alunos passam, que é escola, são centros de saúde, o centro de referência, as entidades, as instituições, se tiver uma atenção, uma política pública fortalecida, voltada para isso, essa esse adolescente ele pode eh superar, né? Porque tem muitos que tm essa disfluência de forma severa, alguns tm de forma mais moderada, mas todas elas incomodam muito, principalmente quem é portador, né, dessa desse distúrbo da gagueira. O jovem sofre bullying, né, e isso é muito ruim. Então, e eu acho que o maior sonho que uma pessoa defluente tem é de poder se comunicar de forma fluente, de forma tranquila, de forma segura. Então esse projeto é um é um projeto que organiza uma política pública, né, uma pauta municipal, uma política pública de acompanhamento à pessoas que são gagas, né, principalmente as crianças pequenas. O projeto segue agora para a sanção do prefeito e o resultado completo com o detalhamento de cada uma das matérias você confere lá no campinas.sp.leg.br. br é com você aí no estúdio. Muito obrigado, Minabri, pelas informações. Lembrando que você pode assistir na íntegra a 47ª reunião ordinária no YouTube da TV Câmara Campinas. E olha só, a Câmara criou uma comissão especial de estudos para debater a gestão dos resíduos sólidos aqui no município. A cidade gera mais de 1000 toneladas de lixo por dia e busca soluções mais sustentáveis e econômicas para o descarte. Apesar de Campinas contar com 16 ecopontos e programas de coleta seletiva em expansão, ainda é muito comum o descarte regular em áreas de proteção ambiental, terrenos baldios e vias públicas. Para enfrentar esse problema, a Câmara aprovou a criação de uma comissão especial de estudos. O grupo terá como missão analisar a gestão de resíduos sólidos do município, propor soluções e acompanhar a integração com o programa estadual Integra Resíduos, que busca estruturar ações consorciadas entre os municípios da região metropolitana. A questão dos resíduos sólidos é uma das questões mais importantes do nosso tempo, né? Quando a gente tá analisando todas as questões ambientais que a gente tem obrigação de lidar com elas, especialmente agora com todas as questões ligadas às mudanças climáticas, a urgência da gente ter políticas públicas para tratar desse problema mundial, né? E a gente detecta que aqui na cidade de Campinas nós temos muito, temos que avançar muito na questão do lixo, né? O lixo que não é lixo, o lixo que é resíduo, que pode ser reaproveitado, que pode ser reciclado, que não deve ser gerado com tanta, pode ser, a gente pode reduzir o o lixo que a gente produz na nossa cidade. Hoje, todo o lixo produzido em Campinas é enviado para o aterro de Paulíia, o que, de acordo com o vereador, gera altos custos para os cofres públicos. Campinas, eh, 71% do lixo produzido em Campinas pode ser reciclado e a gente tem apenas 2% nem 2% de coleta seletiva na nossa cidade. Então, uma cidade que se diz eh impulsionadora das questões ambientais, né? um símbolo, um exemplo para outras cidades no Brasil, mas que infelizmente sequer 2% do seu resíduo sólido é reciclado, é fruto de de coleta seletiva, né? Então nós temos muito a fazer, é preciso trabalhar com educação ambiental, é preciso conter o descarte de construção civil nas nos nas beiras dos córregos, como a gente vê na cidade toda, né? Então, nós temos que conscientizar a população que a gente tem que reciclar nossa nosso resíduo, a gente tem que trabalhar de uma maneira a que a gente possa separar adequadamente aquilo que é realmente lixo e aquilo que não, que é resíduo sólido, que tem que ser reciclado, tem que ser tratado, que pode ser reutilizado. E é isso que nós vamos fazer na nossa comissão de estudos. A expectativa é que com a Comissão de Estudos possa ser construída uma política de resíduos sólidos mais sustentável, ampliando a coleta seletiva, fortalecendo cooperativas de catadores e expandindo a rede de ecopontos. A gente tem uma política nacional de resíduos sólidos aprovada em 2013, mas ainda persistem os lixões mesmo. Campinas é uma cidade que tem o aterro Delta, né? eh, que recebe praticamente todo o lixo produzido, esse resíduo que é produzido e ainda mais sai do do aterro Delta e vai paraa Paulíia, né, para uma empresa que é contratada paraa destinação dos nossos do nosso resíduo eh aqui de Campinas e é gasto, são milhões de reais que são gastos todos os anos para isso. Então nós temos o dever, né, de pensar uma política e decente de resíduos sólidos pra nossa cidade. e é o que nós vamos fazer na nossa comissão de estudos. E ontem aconteceu o sorteio dos membros desta comissão. Wagner Romão, que propôs é o presidente e vão participar da comissão os vereadores Luiz Yabico, Paulo Hadad, Benê Lima e Eduardo Magoca. Olha só, a primeira parte da reunião ordinária é utilizada pelos vereadores para repercutir um tema relevante para a sociedade. O vereador Marcelo Silva aproveitou o espaço que antecedeu a reunião ordinária de número 46 para promover a abertura da semana do maçom com a presença de autoridades ligadas a instituições em Campinas e também de São Paulo. O termo maçom vem do francês que significa pedreiro. O nome faz uma alusão às corporações de pedreiros da idade média, responsáveis pelas grandes obras, como castelos e catedrais. Pedreiros de diversos locais criaram métodos de reconhecimento mútuo, além de técnicas secretas, dando origem à maçonaria. Com o tempo, a organização abriu para outros membros, tornando-se uma fraternidade dedicada à liberdade de pensamento e expressão. A primeira parte da 46ª reunião ordinária de 2025 decretou a abertura da semana do maçom, já que o dia 20 de agosto é o marco da fundação do Grande Oriente do Brasil ou GOB, em 1822, por uma sessão histórica, inclusive com um discurso de defesa da independência do Brasil, evento que viria ocorrer duas semanas depois. Subo aqui hoje nessa tribuna para dar início oficial à semana do maçom na região metropolitana de Campinas, celebrada anualmente no dia 20 de agosto. E essa data nos convida à reflexão, ao conhecimento e, sobretudo, a valorização dos princípios e das ações que a maçonaria representa em nossa sociedade. O vereador aproveitou a oportunidade de compartilhar a sua história pessoal de ingresso na irmandade e dos desafios de conciliar a agenda parlamentar com os compromissos da ordem. Agora, hoje como mestre o Fernando, enfim, né, eu consegui. E aí eu recebi uma mensagem, agora você tem que chegar no grau 33 e vamos lá, né? Vamos etapa por etapa. Se eu conseguir chegar aqui, eu consigo chegar também no 33. E quão bonito é. E na última sexta-feira, eh, eu tive a honra, né, de receber, eu fui entregar, né, o título cidadão campineiro pro nosso grão mestre eminente Ruberval Ramos Castelo. E eu acabei sendo presenteado também com a nomeação de uma assessora especial do gabinete. Isso me dá mais ânimo, mas é mais responsabilidade. Representantes da irmandade secular usaram a palavra para enaltecer a força e a finalidade da instituição. Hoje o GOB, grande Oriente do Brasil, ele é sem dúvida a maior potência maçônica da América Latina, presente em todos os estados brasileiros, congregando dezenas de milhares de irmãos que, unidos trabalham silenciosamente em prol do bem comum. A renovação dos compromissos também foi exaltada. compromissos com a ética, com a justiça social, com o fortalecimento da cidadania e com o amor ao próximo. É reafirmar que a maçonaria segue viva, atuante e presente nos desafios dos nossos tempos, principalmente dos tempos atuais. Na ocasião, os chamados demoleis, jovens de 12 a 21 anos, que carregam o sobrenome de Jaques Demolei, o último grão mestre da Ordem dos Templários, puderam prestar suas homenagens com a leitura do tributo aos maçons. Por isso, no século XVI, os segredos da arte e da construção passaram a ser objetivo dos estudos e aos maçons. foram perdendo perdendo a exclusividade desse ofício. Por essa razão, as reuniões da corporação de ofícios passaram a ganhar novos temas. Os maçons começaram comparar a arte de construir ao aperfeiçoamento moral, que deve ser o objetivo de todos os homens. Muito se engana quem acha que os maçons pararam de construir. Eles continuaram neste período. Continuaram a usar o seu malho e seu prumo para construir, mas não as grandes catedrais como antes, mas para construir o seu próprio eu. A Frente Parlamentar pelo meio ambiente e enfrentamento aos efeitos das mudanças climáticas realizou um debate público no plenarinho da Câmara Municipal. Confira como foi. Presidida pelo vereador Wagner Romão, a Frente Parlamentar pelo meio ambiente e enfrentamento às mudanças climáticas debateu a política municipal de resíduos sólidos. Um dos temas fundamentais que a gente entende que devem ser tratados e que a gente entende também que Campinas pode melhorar demais, né? Pode melhorar muito na sua atuação, é a questão dos resíduos sólidos. A professora da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da Unicamp, Emília Vanda, realizou uma apresentação e abordou o plano que fora estabelecido pelo município. O que está hoje como plano de resíduos desta cidade tem como meta que a máxima reciclagem vai se dar máximo em 2050, 2030, com 30% do resíduo doméstico sendo coletado, né? A a meta é que 35% ainda vá para aterro, tá? E que a população e por que que é só 35%, que 35% tem que ir pro aterro? Porque se diz que a população campineira não vai conseguir separar na fonte mais do que 20%. Tem uma sensação de que a população não consegue fazer isso, mesmo com a PPP de 30 anos que será super eficiente. Tá bom? É muito difícil a população fazer qualquer coisa decente se não tem nenhum programa educativo para tentar ajudá-la, né? Kelly Brito, representante da Cooperativa de Catadores Renascer, fez uma análise sobre o trabalho que é realizado na cidade e a estrutura atual das empresas. A cidade de Campinas, ela ela tem tido vários problemas com a questão da do resíduo mesmo na cidade. A professora Emília enfatizou bastante sobre a questão da da coleta, eh, dos catadores fazerem essa coleta, é de extrema importância, porém a gente tem um um agravante que é não ter uma estrutura, né, legal para est fazendo isso. Nem todas as cooperativas têm essa estrutura. Diversas pessoas que participaram do debate público contribuíram com sugestões, críticas à política municipal de resíduos sólidos. Uma coisa que me preocupa muito na legislação no Brasil é que ela é muito cheia de princípios e objetivos e diretrizes, né? Então a gente vê isso na nossa legislação municipal. A gente fez um debate aqui, debate aqui sobre o verde, né? E a gente viu que tá tudo na lei, mas nada acontece. Eh, a o plano é maravilhoso, virou lei e nada acontece. Quer dizer, porque a gente tem uma legislação, me desculpe, mas é muito discurso, é muito discurso, né? O o o Vilassa lá atrás dizia que os planos diretores eram grandes discursos, continuam sendo grandes discursos, mas a legislação também. A sexta reunião da Comissão Permanente de Meio Ambiente trouxe dois especialistas para divulgar uma pesquisa encomendada pelo Ministério do Meio Ambiente e o resultado foi determinante. Morar cercado por área verde impacta na saúde física e é capaz de prevenir o desenvolvimento de doenças crônicas. A Comissão Permanente de Meio Ambiente convidou dois especialistas para palestrar sobre o impacto das áreas verdes na saúde humana. Maurício Lamano Ferreira faz um monitoramento da contaminação do ar em áreas urbanas com uso de plantas bioindicadoras. O pesquisador também é um dos coordenadores da Coletânneia Brasileira de Arborização Urbana como parte do Plano Nacional de Arborização Urbana do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, que conta com a colaboração de mais de 500 autores de 100 instituições brasileiras e internacionais e vai estabelecer princípios e diretrizes para a gestão urbanística das cidades. O vereador Luís Ibabico conduziu os trabalhos e contou com a presença do vereador Rubens Gás, que também é membro da comissão. A importância desse debate na comissão do meio ambiente. O plantil de árvores é importantíssimo, necessário, né? E esse projeto, esse plano que o Ministério do Meio Ambiente incumbiu, esses professores, esses cientistas, coordenador, professor Maurício, está coordenando esse plano nacional e a PUC de Campinas está colaborando com esse projeto que dentro em breve será implantado em várias cidades e Campinas é uma delas e tomara que Campinas o poder público nosso entenda, né, a necessidade desse de atender esse projeto com esse seguir em mãos, então vai ser possível pensar políticas públicas que possam realmente tornar os corredores verdes maiores e impactar na saúde pública da população. Não tem outra saída. Esses esses eventos climáticos estão obrigando as prefeituras reverem seus planos diretores, olharem mais pro lado ambiental, plantil de árvores. É a única saída para que temos para resgatar, tirar o CO2 que existe em demasiada eh proporção aqui em todo o planeta, né? E Campinas não foge dessa obrigação de plantar árvores. Vereador Iabico relembrou que Campinas está criando manchas verdes na cidade. Nós estamos com o projeto em andamento na cidade, que são as microflorestas e esse debate veio veio a somar com esse debate nosso que Campinas está trazendo, traz buscando a conscientização da população que temos que ter mais árvores. É lógico, a prefeitura tem retirado árvores, árvores condenadas, é obrigado a tirar árvores que podem causar algum acidente. tem que retirar, mas o plantil também é necessário que acha. A regra 330 300, ela é como se fosse um desfile de moda. Sabe aquela os modelos quando estão na passarela, eles vestem uma roupa que não é a roupa que vai ser vendida no shopping center. Ele fala de uma tendência de cor, de decote, etc. A regra 330 300 é uma métrica a ser alcançada. Claro, se vai ter a construção de um bairro novo, é ideal que venha dentro dessa perspectiva que cientificamente é comprovada, mas ela é uma métrica, é uma orientação apenas a ser seguida, né? A pesquisadora Natália Oliveira escreveu a parte de saúde e bem-estar do estudo junto com outros 149 especialistas que visam produzir um relatório, o Simacle, sobre mudanças climáticas para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, que será apresentado em Brasília ainda no mês de agosto. Quando a gente traz essa questão ambiental da arborização das microflorestas, da preservação de parques, praças, áreas verdes, eh isso tem não somente um benefício pro próprio microclima urbano, que tende a ficar um pouco mais ameno, também para drenagem, né, redução de enchentes, eh riscos eh de outras naturezas, né, associadas à mudança climática, mas isso também reduz a vulnerabilidade da população, aos impactos das mudanças climáticas na saúde física e na saúde mental. Sem contar o custo que isso tudo gera. Como o professor já mencionou, as doenças crônicas, elas têm um longo período de latência e elas duram para sempre. 1 hora mais 14. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência. Estamos ao vivo nesta quinta-feira. E olha só, a fibromialgia é uma síndrome crônica que provoca dores, fadiga, ansiedade e até depressão. A partir do próximo ano, os pacientes diagnosticados com fibromialgia incapacitante serão considerados como pessoas com deficiência. No quadro de hoje, uma reumatologista explica quais são as principais mudanças e avanços a partir desta nova legislação. É o quadro Saúde Agora. [Música] Olá pessoal, mais um Saúde agora começando aqui na programação da TV Câmara Campinas e hoje nós vamos falar sobre a nova lei para pessoas que têm fibromialgia. A partir de janeiro de 2026, quem tem fibromialgia passará a ser considerado pessoa com deficiência. A Lei 15.176 176 de 2025, que determina a medida, foi publicada no Diário Oficial da União, após ser sancionada sem vetos pelo pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva. A fibromialgia é uma condição de saúde complexa, ainda pouco conhecida e pouco compreendida e que afeta aproximadamente 6 milhões de brasileiros. Quem explica tudo sobre essa mudança é Alícia Maria Henrique da Mota, diretora científica da Sociedade Brasileira de Reumatologia. Dra. Alícia, muito obrigada pela sua participação, né, aqui no nosso quadro no Saúde. Agora eu que agradeço o convite. Olá a todos. Eh, é muito importante a gente começar pontuando um aspecto. A lei, ela não define que todos os pacientes com fibromialgia são deficientes, né? O que a lei define é que existe uma equivalência ou uma equiparação de pacientes que tenham o diagnóstico de fibromialgia que seja considerada incapacitante como possível deficiência, pessoa com deficiência física, PCD. Mas isso não significa que todos os pacientes com fibromialgia serão equiparados a deficientes físicos. Não haverá uma avaliação por uma comissão multidisciplinar, multiprofissional, constituída por médicos, por psicólogos, para definir quem entre os pacientes com fibromialgia tem o nível de acometimento da do seu sua capacidade de vida diária, de realização das suas atividades, que seja definido como deficiência. Isso é muito importante. Então, doutora, antes de fazer, né, da gente entrar nessa introdução que você já fez aí no comecinho aqui do quadro, eu gostaria que você explicasse primeiro pro pessoal de casa o que que é a fibromialgia. A fibromialgia é uma doença caracterizada por dor crônica. É uma síndrome dolorosa. Então, é uma condição em que a pessoa sente dor. Dor aonde? A dor pode acontecer em qualquer lugar do corpo e pode acontecer no corpo todo. E ela acontece na maioria dos dias. Pra gente definir como crônica, é uma dor que dura mais de 3 meses, tá presente na maioria dos dias nos últimos três meses, às vezes muito mais tempo que isso. E além de dor, é uma doença que causa uma alteração do sono. O sono é intercortado, não repousante, é um sono que não descansa. Muitas vezes é uma doença acompanhada de fadiga, de um cansaço muito intenso, um cansaço que é desproporcional à atividades que você fez durante o dia e pode também se acompanhar de alteração do humor, de tristeza, de desânimo, de falta de vontade de fazer as coisas, algumas vezes de depressão, de ansiedade. Então, uma doença que é caracterizada por dor e pode estar acompanhada de vários outros sintomas. Doutora, com essa lei, né, que foi recentemente aí divulgada, quais serão as principais mudanças para as pessoas, né, diagnosticadas com essa doença? Mas aí tem uma ressalva, né, que isso não significa que todas as pessoas diagnosticadas serão PCD, ou seja, pessoa com deficiência. É isso? Isso. Essa lei ela traz então a possibilidade de equiparação ou equivalência a PCD de pacientes que t fibromialgia incapacitante, ou seja, aquela fibromialgia que ela traz uma repercussão muito grande pra vida daquele paciente, porque entre os pacientes que têm fibromialgia, nós vamos ter aqueles que têm níveis de limitação menores e aqueles que vão ter realmente um sofrimento, uma incapacidade muito importante. Então, para que eh haja essa equiparação em termos legais, cada paciente vai ser individualmente avaliado, a lei propõe isso, por uma comissão multiprofissional e interdisciplinar. Então, uma comissão formada por médicos e psicólogos, por exemplo, para definir o grau de acometimento em termos de de cada paciente, se existe um grau de incapacidade leve, moderada ou grave. O mais importante é a visibilidade que essa lei traz com relação ao diagnóstico de fibromialgia. A fibromialgia é uma doença cujo diagnóstico é clínico. Então não há um exame de sangue ou exame de imagem que mostre a dor da pessoa. A dor ela muitas vezes é invisível paraas outras pessoas. A dor é aquele paciente que sente. Então, o que nós esperamos eh que essa lei traga realmente de positivo é uma maior visibilidade de diagnóstico e também um maior acesso ao tratamento multidisciplinar, porque esses pacientes eles precisam de um tratamento que envolve, além de medicamentos, várias outras modificações no estilo de vida. benefícios passam a ser garantidos para essa pessoa que tem a fibromialgia, né, na forma incapacitante. Bem, os diversos as diversas garantias que existem lei para outros pacientes com deficiências. Então, a, por exemplo, a prioridade eh em atendimento em algumas situações, a exenção de alguns impostos, por exemplo, a para a aquisição de veículos automotivos, a a em algumas situações também cotas eh em concursos públicos, ah, e também algumas situações até aposentadoria. Então, depende da situação e do grau de acometimento que esse essa comissão que vai avaliar o paciente eh julgar que aquele paciente tem. E até mesmo você, né, como uma diretora clínica da sociedade, né, de reumatologia, qual que é a importância dessa lei, né, ter entrado, né, uma uma nova lei garantindo também mais direitos para essas pessoas. Qual que é a importância desse movimento? Acho que a principal importância desse movimento e o que ele traz de positivo é o reconhecimento dessa doença, trazer visibilidade para essa condição. Como eu disse anteriormente, a dor da fibromialgia muitas vezes é uma dor invisível. Então há doenças em que você tem a a pessoa tem dor porque ela está inchada, tá inflamada, tem alguma coisa quebrada, isso é visível para todos. Mas nesse tipo de doença, não só a fibromialgia, porque a lei também trata daquelas condições que são correladas a fibromialgia, então a fadiga crônica, por exemplo, a dor complexa regional, a outras condições que também causam dor crônica. Então essas doenças muitas vezes elas não têm uma alteração de laboratório de imagem. Então primeira coisa é trazer a visibilidade e a outra o que nós esperamos é que exista uma política nacional. de tratamento, de apoio a esses pacientes que tem dor crônica. Uma política quea, por exemplo, acesso mais amplo a medicações. É algo que hoje a gente tem uma limitação no Sistema Único de Saúde. Para outras doenças na área da reumatologia, como por exemplo, artrite reumatoides, espondeartrites, nós temos hoje um acesso muito amplo à medicação. Somos, aliás, um dos países do mundo que tem o melhor acesso à medicação, mas pra dor ainda a gente tem uma limitação de acesso a medicações. E a gente espera que essa visibilidade melhore isso e também a disponibilidade de equipes multidisciplinares com psicólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, educadores físicos para tratar estes pacientes. Certeza, doutora, é um avanço, né? a gente pode considerar sim o reconhecimento da doença, do impacto que ela traz paraa qualidade de vida destes pacientes e sobretudo a possibilidade de tratamento, porque nós temos que nos lembrar que o que nós queremos não é que esses pacientes fiquem capacitados, muito pelo contrário, nós queremos que todos tenham vida plena, que com tratamento adequado as pessoas possam ter uma vida normalizada, realizar todas as suas atividades. Mas aqueles que estejam temporariamente, por exemplo, eh, com uma limitação mais importante, que eles possam ter aquele apoio que ele necessita naquele momento para poder seguir com seu tratamento. Exatamente. E, doutor, existe uma causa relacionada à fibromialgia. Muito se fala do fator psicológico que pode até intensificar essas dores. A fibromialgia, assim como as outras síndromes dolorosas crônicas, ela é multifatorial. Isso quer dizer que a gente tem vários fatores causando a doença. Não é o único fator. E a gente não compreende ainda completamente todos esses fatores, mas nós sabemos, por exemplo, que existe um fator genético. Por que nós sabemos? Porque as síndromes que causam dor crônica, elas são mais frequentes dentro das mesmas famílias. Então, se você tem outra pessoa com dor crônica na sua família, ah, não só aqui em a fibomialgia, mas em xaqueca, eh, cólica menstrual, outros tipos de dor crônica, existe uma maior chance de haver dor crônica na mesma família. Então, existe uma agregação familiar, ou seja, há um fator genético. Há fatores hormonais também. A fibromialgia é muito mais frequente em mulheres do que em homens e é muito mais frequente nos anos de vida reprodutiva. Então, possivelmente existe uma associação com fatores hormonais. Existem vários fatores do ambiente que também estão relacionados, entre eles os fatores emocionais, o estress, por exemplo. Então, o estress tanto pode estar na origem da fibromialgia, como também é um gatilho paraa piora dos sintomas. Por isso, a abordagem da doença inclui, além de medicamentos, sempre esse controle ali do estresse. E doutora, o tratamento mais indicado para esses casos, quais são esses tratamentos e se todos já são oferecidos pelo SUS? Muito importante sinalizar que o tratamento é individualizado, então não há um tratamento que vá funcionar para todos os pacientes com fibromialgia. Então o tratamento ele vai ser oferecido, ofertado, prescrito de acordo com aquele paciente específico e sua necessidade. Então hoje nós temos diversos medicamentos que ajudam no tratamento da dor, na melhora do sono, na melhora da fadiga, no controle dos sintomas como um todo. Então, há algumas medicações que são relaxantes musculares, outras que são antidepressivos, anciolíticos, alguns inclusive anticolulcivantes que são muito úteis no tratamento da dor. Há também a possibilidade de usar analgésicos específicos em algumas situações ou até medicações também para modular o sono. Então, existem várias medicações, mas uma parte importante do tratamento da fibromialgia é o manejo não medicado em todos. Por exemplo, atividade física. A atividade física é o principal tratamento da fibromialgia. atividade física, lógico, que seja adequada para aquele paciente naquele momento. Então, ela deve ser individualizada também a psicoterapia, aí terapias cognitivas, eh, para controle do estress, pra gente aprender a reagir melhor a situações estressantes. Então, é um conjunto de tratamentos. Hoje no SUS nós temos acesso a poucos medicamentos desses exercícios que eu citei. Essa é uma batalha ainda para para ser vencida, né? conseguir um acesso mais amplo e também uma dificuldade muito grande para esse acompanhamento multiprofissional com educador físico, psicólogo, terapeuta ocupacional, fisioterapeuta. Agora, o tratamento de cada paciente, ele vai ser individualizado de acordo com as necessidades de cada um e deve sempre ser avaliado por médico, de preferência o reumatologista. Agora, doutora, com essa lei, né, que vai a partir do ano que vem já entrar aí em vigor, eh, essas mudanças de atendimento no SUS, vai ter algum impacto? Eh, nesse sentido, o paciente vai encontrar à disposição dele algum novo método de atendimento relacionado, né, a partir dessa nova lei? Bem, a lei não prevê exatamente isso, né? Então, a lei, ela prevê que a esse paciente deve ser atendido por equipes multiprofissionais, multidisciplinares e que para avaliação do grau de incapacidade ele seja avaliado por uma equipe também multiprofissional e multidisciplinar. Mas a a lei como está no momento, ela não nos traz detalhes de como isso vai ser executado ou vai acontecer. Nós esperamos que sim, né? Hoje existe uma demanda reprimida de atendimento muito grande e aqui não só paraa fibromialgia, mas para outras doenças reumáticas. Então nós esperamos que haja uma ampliação da possibilidade de acesso desses pacientes para diagnóstico, para acompanhamento adequado, para tratamento e também para esse apoio multidisciplinar. queria te agradecer pela participação e por esclarecer também aqui pro nosso público sobre essa nova regra, né, essa nova lei. E muito obrigada pela sua disponibilidade. Eu que agradeço e fico à disposição para outros esclarecimentos adicionais. Obrigada também você é de casa pela sua companhia. Você pode conferir todos os quadros aqui da nossa programação no YouTube da TV Câmara Campinas e não se esqueça de nos acompanhar nas redes sociais. A gente se vê no próximo. Saúde agora. [Música] [Música] Ontem à tarde e persistiu até a noite, as condições atmosféricas se modificaram, pois o sistema que atuava mais ao sul do nosso país se deslocou sobre o Sudeste e atingiu a nossa região. Com isso, alguns bairros registraram uma garoa, mas nada significativo. Foi uma chuvinha isolada. Pra amanhã, sexta-feira, sem mudanças, com o sol aparecendo durante todo o dia, céu azul. A passagem deste sistema não deve causar grandes impactos nas temperaturas dos próximos dias. Então, o verão no nosso inverno continua. Olha só, as temperaturas já estão aqui na minha tela para amanhã, sexta-feira, 22 de agosto, mínima de 19º e a máxima pode chegar aos 33 aqui na nossa cidade. O jornal Câmara Notícia fica por aqui. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência. Continue na nossa programação e nos vemos amanhã na sexta-feira. Até lá. Ciao. Ciao. [Música] [Música] เฮ [Música]
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